Sei sulla pagina 1di 10

Processo Penal

APELAÇÃO

1- CONCEITO
2- NATUREZA JURÍDICA
3- PRAZO
4- LEGITIMIDADE
5- HIPÓTESES DE CABIMENTO (artigo 593, I, II, III)

1- Conceito de Apelação
- é o próprio exercício do amplo grau de jurisdição.
É o meio de impugnação por excelência, capaz de levar AP 2º grau de Jurisdição toda a
matéria apreciada em 1º grau para que um órgão colegiado decida sobre o mérito da
questão.

2- Natureza Jurídica

É um meio de impugnação amplo (artigo 593, I e II).

3- Prazo da Apelação

Artigo 593 , CPP o prazo da Apelação é de 5 dias , havendo exceção legal em que o
prazo será de 15 dias , na forma do artigo 598, § Único.

Conta-se 5 dias interposição e 8 dias razões

4- Legitimidade

Quem tem legitimidade para recorrer?

Artigo 577, CPP e Súmula 210, STF

PERGUNTA:

A) Pode o assistente de acusação recorrer ainda que o MP não recorra?

B) Ele, o assistente, é legitimado para apresentar o recurso?

Resposta da A e B:

Segundo o STF o assistente de acusação ainda que seja parte acessória no processo penal
poderá extraordinariamente.

C) Pode o MP recorrer em favor do réu?

1º Orientação: (majoritária)
-Prevalece o entendimento atualmente de que o MP tem interesse na promoção da justiça e,
dessa forma, atuando como “custus legis”, não só pode, mas como deve fazê-lo.

2ª Orientação: (minoritária)

- O artigo 577, § Único do CPP traz a necessidade de haver interesse na forma ou na


modificação da decisão e conseguindo a “condenação”. O MP não seria sucumbente.

5- Hipóteses de Cabimento da Apelação

Artigo 593, inciso I, do CPP

(sentença de juiz singular = juiz de 1ª instância)

- As sentenças de “condenação” são aquelas em que o juiz julga procedente, total ou


parcialmente os pedidos do autor contidos na inicial.
E as sentenças de absolvição a contrário senso, são aquelas em que o juiz julga
improcedente o pedido de condenação contido na denuncia ou na queixa.

OBS:
INCISO II – são as decisões onde há julgamento do mérito, entretanto, sem condenar
ou absolver o acusado.
A doutrina cita como principal exemplo a decisão sob a restituição de coisa apreendida
prevista no artigo 120, §1º do CPP.
Para Paulo Rangel é a hipótese da chamada APELAÇÃO SUBSIDIÁRIA.

Inciso I e II têm efeito amplo.

OBS:
INCISO III - essa 3ª hipótese de cabimento permite que se recorra das decisões do
tribunal do júri, no entanto, não é permitido ao tribunal (2ª instância) reformar a
sentença / a decisão do tribunal do júri.
No tribunal do júri vigora o princípio da Soberania dos Veredictos, e o efeito dessas
decisões assumem caráter restritos, limitando-se para apreciação da 2ª instância ao
que ditado na lei.

Inciso III tem efeito limitado .


O artigo 5º, inciso XXXVIII da CF – soberania dos veredictos, a decisão do júri é em
tese soberana.

OBS:
ARTIGO 593 – inciso III - Alínea “a”
estabelece a possibilidade de Apelação quando a nulidade se der após a pronúncia.
Para a doutrina essas nulidades seriam as das alíneas F, K do artigo 564 do CPP bem
com outras que não estejam ali previstas.
Exemplo: artigo 479 do CPP
Efeito: novo julgamento.

OBS:
ARTIGO 593 – inciso III- Alínea “b”
erro do juiz-

- a hipótese da alínea “b” se dá quando o juiz presidente se equivoca, quando dá uma


decisão contrária ao que diz a lei. Neste caso, o que o tribunal (2ª instância) irá
analisar não é o veredicto dos jurados, é somente a sentença do juiz presidente.
Dessa forma, por ser um erro do juiz e não do júri, a 2ª instância poderá fazer a devida
retificação.

OBS:
ARTIGO 593 – inciso III- Alínea “c ”

- erro do juiz-
Esta falando da dosimetria da pena.

Aqui o erro se dá na dosimetria da pena, quando o juiz exaspera demais , ou é


benevolente na aplicação da sanção.
A consequência do reconhecimento para o tribunal será na forma do §2º do artigo
593 do CPP, feita a devida retificação.

AULA 21/05/18 (não ouvi áudio- mas essa aula talvez não seja necessário)

OBS:
ARTIGO 593 – inciso III- Alínea “d ”

Erro! O nome de arquivo não foi especificado.

O júri tem que julgar o fato e não o autor – não se julga o crime pela cara do autor.
(etiquetamento penal)
A Labeling Approach Theory, ou Teoria do Etiquetamento Social, é uma teoria
criminológica marcada pela ideia de que as noções de crime e criminoso são
construídas socialmente a partir da definição legal e das ações de instâncias oficiais de
controle social a respeito do comportamento de determinados indivíduos.
Para o STJ e para o STF se trata de uma manifestação esdrúxula

Por decisão manifestamente contrária a prova dos autos a doutrina e a jurisprudência


se posicionam no sentido de que isso ocorre quando os jurados decidem com
base “em nada “. É uma decisão esdrúxula, absurda.

Para Auri Lopes Junior, manifestamente contrária a prova dos autos é a decisão
contrária até mesmo os indícios que levaram a propositura da ação penal.

EXEMPLO:
o jurado decide pela negativa de autoria quando até mesmo o réu assume que foi
autor do fato, no entanto, que o fato não constituiu crime.

(a 2ª instância não irá modificar, mas sim, terá um novo julgamento)


***LER OS ARTIGOS 596 AO 603****

Os artigos 607 e 608 estão revogados desde 2008 – tratava o PROTESTO POR
NOVO JURI.

CONCEITO:
Era um recurso exclusivo da defesa, que garantia a réu condenado a uma pena
igual ou superior a 20 anos ir ao novo julgamento.
Para a doutrina é o chamado Recurso de 5 palavras (excelência /protesto/ por
/novo/ júri).

Esse recurso foi revogado pela lei 11689/2008.


Na época havia uma discussão para aqueles que praticavam um crime doloso
contra a vida antes da revogação.
Considerando que no processo penal (artigo 2º do CPP), vigora o TEMPUS REGIT
ACTUM, pouco importa para a maioria da doutrina se o réu cometeu antes ou
depois de 2008, o que importava era o fato de protesto por novo júri estar
inserido no CPP notadamente na parte recursal .

Sendo assim, não havia em que se falar em protesto por novo júri para mais
ninguém.

(posição minoritária) – em sentido contrário, Paulo Rangel, afirmando que o


protesto por novo júri trazia em seu conteúdo questões relativas a pena (20 anos).
Portanto, trata-se de recurso que tem conteúdo material, devendo aplicar o
princípio da irretroatividade da lei penal, ou seja, aqueles que praticaram o fato
antes de 2008 teriam direito a esse recurso.

AULA 04/06/18

EMBARGOS INFRINGENTES E /OU NULIDADES


Artigo 609, §Ú do CPP
Embargos Infringentes é uma coisa e Nulidade é outra.
Os Embargos Infringentes trata de um recurso exclusivo da defesa que visa impugnar uma
decisão de 2 ª instância, não unânime que seja contrário ao interesse do réu , ou seja,
desfavorável ao réu.
Essa decisão tem que ser dentro da Apelação/ Rese/ Agravo em Execução.
Diz-se Embargos Infringentes quando a divergência tratar sobre a matéria de mérito ou direito
material e de Nulidade quando a divergência tratar de matéria processual.
O PRAZO é de 10 dias a contar da publicação de Acórdão.

Efeito Devolutivo Limitado à Matéria de Divergência – em regra somente a defesa tem essa
prerrogativa.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO

ARTIGO 619 CPP

Conceito:

Trata-se de mecanismo processual, a serviço das partes para impugnar ato rescisório, que não
preencheu os requisitos de uma decisão, e ocorreu alguma das hipóteses do artigo 619,
CPP (omissão, contradição, ambiguidade ou obscuridade)

Toda decisão deve ser precisa e que qualquer um seja capaz de compreender.

CARTA TESTEMUNHAL

ARTIGO 639, CPP

É um mecanismo com pouquíssima utilidade no CPP. Para a doutrina é um recurso residual


utilizado para dar seguimento em outro já interposto , direcionado na forma do artigo 640,
CPP ao Escrivão do cartório.

PRAZO: - -- artigo 640, CPP

48 horas --- leia-se 2 dias

Na Lei 48 horas, no entanto, a melhor orientação (doutrina e jurisprudência), o prazo é de 2


dias.

OBS: Há posição doutrinária (minoritária), que a carta testemunhal não é um recurso

REVISÃO CRIMINAL

Artigo 621, CPP

É um instrumento a serviço do réu e do Estado de rever seus atos.


É uma ação penal autônoma - é um mecanismo que uma pessoa tem, se condenada
injustamente de retornar aos status de liberdade e dignidade.

CONCEITO:

Trata-se de uma ação que visa desconstituir a coisa julgada (sentença condenatória) com o fim
de proteger a dignidade do indivíduo, que foi violada de maneira errada, com base em um erro
judicial.

Não há prazo para pedir a Revisão Criminal, podendo inclusive, ser requerida após a morte do
condenado ou até mesmo, após a extinção da pena- (conforme positivado no artigo 622, CPP).

A Revisão Criminal só pode ser pro reo, ou seja, somente para beneficiar o acusado.

Em sentido contrário, Magalhães Noronha afirmando que também deveria ser possível rever
as sentenças absolutórias.
No CPPM existe a possibilidade da Revisão pro societate. No entanto, o pacto de São José da
Costa Rica veda tal possibilidade.

AULA 11/06/18

REVISÃO CRIMINAL – continuação

ARTIGO 623, CPP

1- CONCEITO (aula anterior)


2- NATUREZA JURÍDICA (aula anterior)
3- LEGITIMIDADE
4- PRAZO
5- HIPÓTESE DE CABIMENTO

3- LEGITIMIDADE-

1ª Orientação: Paulo Rangel

A Legitimidade do MP não decorre do CPP, mas sim, da CRFB, ou seja, pouco importa a
previsão do CPP, aqui o MP deve atuar como verdadeiro Custos legis (guardião da lei- protetor
da lei, fiscal da lei.).

Sendo assim, não há que se falar na figura do MP no polo Ativo e Passivo ao mesmo tempo. O
que deve ser restabelecido a qualquer custo é a liberdade se o condenado estiver preso, e
também a própria dignidade.

2ª Orientação: Polastri

Se o legislador quisesse o MP no polo Ativo da relação o teria incluído expressamente no CPP,


além do mais, o MP não pode figurar nesta ação nos dois polos da relação processual formada
somente para desconstituir a coisa julgada.

Para Polastri, se fosse para o Estado representar seria a Defensoria Pública.

4- PRAZO

o prazo está previsto no artigo 622, CPP.

Não há um prazo estabelecido na lei, podendo ser requerido a qualquer tempo, antes ou após
a extinção da pena. (mesmo após a morte do condenado).
PERGUNTA:

Cabe Revisão Criminal de Sentença Absolutória?

-Resposta: - em regra não cabe, SALVO nos casos de sentença absolutória imprópria, que
venha ser a imposição de uma medida de segurança.

Para Marco Aurélio (Ministro do STF) – a Medida de Segurança é uma espécie de condenação,
portanto, a sentença que aplica a medida de segurança é chamada de absolutória.

5- HIPÓTESE DE CABIMENTO

Previsto no artigo 621, nos Incisos I, II, III

Incisos I- Tem duas hipótes:

1ª) HIPÓTESE: - Condenação contrária ao texto expresso da Lei, por exemplo, foi condenado
pelo fato atípico.
Por contrariar o texto expresso da lei penal, devemos entender, por exemplo, a condenação
por fato atípico, a condenação acima do limite em abstrato, ou até mesmo a má interpretação
das normas frente aos princípios de nível constitucional.
Contrária a evidencia dos autos é aquela sentença sem qualquer amparo legal, com base em
conjecturas e indícios.

2ª) HIPÓTESE:- INCISO II- (grifar a palavra “fundar”)

Processo Penal III - Pablo Rio 18/06/2018

Matéria da Prova
Apelação 593
Protesto por novo júri 607, 608(estará revogado no código)
Embargos infringentes e nulidades 609 § único
Embargos de declaração 619, 382
Revisão Criminal 621
HC 647

Material complementar na xerox


Resp
RE
ROC

MATERIA DA AULA

CAPÍTULO VII
DA REVISÃO
Art. 621. A revisão dos processos findos será admitida:
I - quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à
evidência dos autos;
II - quando a sentença condenatória se fundar em depoimentos, exames ou documentos
comprovadamente falsos;
▪️A ideia do se fundar aqui é que sentença teve como PRINCIPAL fundamento tais situações
comprovadamente falsas;
▪️Documentos estão no art. 231, CPP, falamos de 2 hipóteses:
Sentido estrito: escritos ou papéis;
Sentido amplo: o que cabe no art. 621, isto pq caberá: pendrive, cd rom, etc;
▪️A expressão “se fundar”, neste sentido, deve ser compreendida na visão do STJ como o principal
fundamento da sentença condenatória, o depoimento, exame ou documento
comprovadamente falsos devem lastrear a decisão e formar o livre convencimento do
magistrado. Em sentido contrário, há doutrinadores que entendem que se uma das provas falsas
fizer parte do decreto condenatório, é cabível a revisão criminal, sendo certo que o legislador
não impôs nenhuma restrição ao inciso II. Para Guilherme Nucce, desembargador do estado de
SP, é lógico que se alguém for condenado com base em uma prova falada, fica evidente o erro
judiciário, devendo ser o processo anulado;
▪️A expressão documento art. 231 deve ser compreendida em seu sentido amplo, ou seja, estão
inseridos neste conceito pendrive, cds, emails, mensagens instantâneas;

III - quando, após a sentença, se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de


circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena.
▪️Após a sentença, surgem novas provas que podem absolver o condenado;
▪️A prova tem que ser substancialmente NOVA
▪️O Art. 626 está intimamente ligado com o 621, efeitos da Revisão Criminal;

Art. 622. A revisão poderá ser requerida em qualquer tempo, antes da extinção da pena ou
após.
Parágrafo único. Não será admissível a reiteração do pedido, salvo se fundado em novas
provas.
Art. 623. A revisão poderá ser pedida pelo próprio réu ou por procurador legalmente
habilitado ou, no caso de morte do réu, pelo cônjuge, ascendente, descendente ou irmão.

Art. 624. As revisões criminais serão processadas e julgadas: (Redação dada pelo
Decreto-lei nº 504, de 18.3.1969)
I - pelo Supremo Tribunal Federal, quanto às condenações por ele
proferidas; (Redação dada pelo Decreto-lei nº 504, de 18.3.1969)
II - pelo Tribunal Federal de Recursos, Tribunais de Justiça ou de Alçada, nos demais
casos. (Redação dada pelo Decreto-lei nº 504, de 18.3.1969)
§ 1o No Supremo Tribunal Federal e no Tribunal Federal de Recursos o processo e
julgamento obedecerão ao que for estabelecido no respectivo regimento
interno. (Incluído pelo Decreto-lei nº 504, de 18.3.1969)
§ 2o Nos Tribunais de Justiça ou de Alçada, o julgamento será efetuado pelas câmaras ou
turmas criminais, reunidas em sessão conjunta, quando houver mais de uma, e, no caso
contrário, pelo tribunal pleno. (Incluído pelo Decreto-lei nº 504, de 18.3.1969)
§ 3o Nos tribunais onde houver quatro ou mais câmaras ou turmas criminais, poderão ser
constituídos dois ou mais grupos de câmaras ou turmas para o julgamento de revisão, obedecido
o que for estabelecido no respectivo regimento interno. (Incluído pelo Decreto-lei nº
504, de 18.3.1969)
Art. 625. O requerimento será distribuído a um relator e a um revisor, devendo funcionar
como relator um desembargador que não tenha pronunciado decisão em qualquer fase do
processo.
§ 1o O requerimento será instruído com a certidão de haver passado em julgado a sentença
condenatória e com as peças necessárias à comprovação dos fatos argüidos.
§ 2o O relator poderá determinar que se apensem os autos originais, se daí não advier
dificuldade à execução normal da sentença.
§ 3o Se o relator julgar insuficientemente instruído o pedido e inconveniente ao interesse
da justiça que se apensem os autos originais, indeferi-lo-á in limine, dando recurso para as
câmaras reunidas ou para o tribunal, conforme o caso (art. 624, parágrafo único).
§ 4o Interposto o recurso por petição e independentemente de termo, o relator
apresentará o processo em mesa para o julgamento e o relatará, sem tomar parte na discussão.
§ 5o Se o requerimento não for indeferido in limine, abrir-se-á vista dos autos ao
procurador-geral, que dará parecer no prazo de dez dias. Em seguida, examinados os autos,
sucessivamente, em igual prazo, pelo relator e revisor, julgar-se-á o pedido na sessão que o
presidente designar.

Art. 626. Julgando procedente a revisão, o tribunal poderá alterar a classificação da


infração, absolver o réu, modificar a pena ou anular o processo.
▪️Efeitos da Revisão Criminal hipóteses do art. 621:
▪️Há também o efeito secundário de indenização que é facultativo, uma vez que a própria lei se
preocupou em aliviar a responsabilidade do estado, cabendo ao interessado buscar sua
indenização art. 630

Parágrafo único. De qualquer maneira, não poderá ser agravada a pena imposta pela
decisão revista.
Art. 627. A absolvição implicará o restabelecimento de todos os direitos perdidos em
virtude da condenação, devendo o tribunal, se for caso, impor a medida de segurança cabível.
Art. 628. Os regimentos internos dos Tribunais de Apelação estabelecerão as normas
complementares para o processo e julgamento das revisões criminais.
Art. 629. À vista da certidão do acórdão que cassar a sentença condenatória, o juiz mandará
juntá-la imediatamente aos autos, para inteiro cumprimento da decisão.

Art. 630. O tribunal, se o interessado o requerer, poderá reconhecer o direito a uma justa
indenização pelos prejuízos sofridos.
▪️O estado se safa de pagar a indenização em dois casos:
▪️Art 630 §2º, a, b; o erro partiu do condenado, este deu causa à sua condenação (a) e na
segunda, alínea b, fala-se de acusação meramente privada, queixa crime, ainda que haja críticas
por parte da doutrina;
▪️Tais hipóteses afastam a possibilidade de indenizar o condenado.
§ 1o Por essa indenização, que será liquidada no juízo cível, responderá a União, se a
condenação tiver sido proferida pela justiça do Distrito Federal ou de Território, ou o Estado, se
o tiver sido pela respectiva justiça.
§ 2o A indenização não será devida:
a) se o erro ou a injustiça da condenação proceder de ato ou falta imputável ao próprio
impetrante, como a confissão ou a ocultação de prova em seu poder;
b) se a acusação houver sido meramente privada.
Art. 631. Quando, no curso da revisão, falecer a pessoa, cuja condenação tiver de ser
revista, o presidente do tribunal nomeará curador para a defesa.

⚠️ Qual a consequência do reconhecimento da Revisão Criminal nos julgamentos dos crimes


dolosos contra a vida? (Art. 121-127 CP: Tribunal do Júri)
O tribunal do júri é responsável pelo processo e julgamento dos crimes dolosos contra a vida e
a cf no art. 5º, XXXVIII prevê a soberania dos veredictos, ou seja, a decisão dos júri ganha
especial relevância por ser um tribunal popular e suas decisões só podem ser revistas em duas
hipóteses art. 593,III, a,d CPP:

Paulo Rangel: a revisão criminal no júri deve ser ampla no sentido de possibilitar o tribunal a
rescisão e o “rejulgamento” do caso, uma vez que a revisão criminal é para proteger o réu e
nunca para acobertar um erro do judiciário;

Professor Romeiro o tribunal se julgar procedente a revisão deverá submeter o condenado a


novo julgamento, em homenagem ao princípio constitucional da soberania dos veredictos;