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27/04/2018

SISTEMA CONSTITUCIONAL DA CRISE é o conjunto de instituições previstas


pela Constituição cujo escopo é servir de parâmetro ao Estado para reagir diante de
crises Constitucionais relevantes. São três os institutos, como sabemos. Não há
previsão constitucional acerca de suspensão de direitos fundamentais em
Intervenção Federal. A intervenção é um modo de garantir o funcionamento do
Federalismo. Dos PRINCÍPIOS DA INTERVENÇÃO, temos o PRINCÍPIO DA NÃO
INTERVENÇÃO (ou excepcionalidade). Isto está previsto no art. 34.
A intervenção fora dos motivos previstos, de modo que qualquer intervenção do tipo
constitui INTERVENÇÃO INDIRETA, o que é vedado. As hipóteses são de rol
taxativo. Não se permite que lei complementar amplie as hipóteses de intervenção
federativa. Não se pode sequer fazer interpretações ampliadoras de tais hipóteses
mediante o ativismo judicial. Em tese, o DF não intervém em ninguém, já que ele não
tem municípios E NEM PODE TER [vide cf]. Sendo assim, o DF só é passível de sofrer
intervenção. Os territórios federais não podem sofrer intervenção, já que integram a
própria União.
Segundo o art. 34, são hipóteses a manutenção da integridade nacional, que tem
surgimento justamente pelo não-direito de secessão. A integridade nacional, neste
sentido, é apenas contra perigos internos, já que os externos são o II. Separativismo é
crime contra segurança nacional. Trata-se o II de repelir invasão estrangeira (não
necessariamente se declara guerra) ou invasão de uma unidade em outra. O III é um
grave comprometimento da ordem pública.
O IV, garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes de qualquer unidade da
federação. Nesta, o PR só pode agir quando provocado, sendo sua decretação
condicionada a um pedido. Isto está escrito no art. 36, I, já que depende de solicitação
do Poder Legislativo (via Presidente da Assembleia Legislativa) ou Executivo (via
governador), ou Poder Judiciário, via STF. O nome dado a esse condicionamento é
SOLICITAÇÃO.
Note que a requisição é vinculante, por vir do STF, e não pode ser recusada,
diferente da solicitação. No V, reorganizar as finanças dos Estados que suspender o
pagamento da dívida fundada por mais de dois anos, salvo força maior. DIVIDA
FUNDADA É DÍVIDA CONSOLIDADA. Outra possibilidade é deixar de entregar
aos Municípios receitas tributárias fixadas na Constituição, ESTABELECIDOS EM
LEI. AS TRANSFERÊNCIAS CONSTITUCIONAIS OBRIGATÓRIAS referidas
estão no art. 158, incisos III e IV.
O Estado tem o dever de repassar aos municípios 50% do IPVA (III), 25% do ICMS
(IV) arrecadado pelo Estado. Lembrando que a alínea b só ocorre se for um “deixar de
entregar” crônico. Algo temporário não cabe intervenção. Nas cinco primeiras hipóteses
(I e V), o PR terá que ouvir o CONSELHO DA REPÚBLICA e o CONSELHO DA
DEFESA NACIONAL. SÃO ÓRGÃOS CONSULTIVOS, E NÃO
DELIBERATIVOS, logo, a decisão do conselho não vincula o Presidente. Em I a V, o
PR decide de forma DISCRICIONÁRIA (exceto no caso do STF). Não existe prazo
para a intervenção. É O DECRETO PRESIDENCIAL QUE DESCREVE O
PRAZO, A AMPLITUDE, ETC., conforme o art. 36, 1º.
No VI e VII, o PR só pode intervir via requisição do STF, NÃO PODENDO O
CONGRESSO DELIBERAR SOBRE A DECISÃO, já que o Judiciário já decidiu. Isto
está descrito no art. 36, 3º. Segundo o VI, promover a EXECUÇÃO de lei federal,
ordem ou decisão judicial (em que O ESTADO DESCUMPRIU um destes itens). Pode-
se requisitar o TSE (matéria eleitoral), o STJ (juízes ou desembargadores) e o STF (em
todas as demais hipóteses). O procedimento utilizado para prover a lei federal é a AÇÃO
DE EXECUTORIEDADE DA LEI FEDERAL, cuja titularidade é o PGR. Cabe a ele
também a REPRESENTAÇÃO INTERVENTIVA, perante o STF.
O VII são os PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. Um exemplo do b é o presídio de
pedrinhas e a representação interventiva do Janot. O d é o mais interessante, lembrando
o art. 76 e 77 (ADCT) e o art. 198, como quando não se gasta o mínimo previsto em
Educação. A EMENDA CONSTITUCIONAL 95 retirou a aplicação mínima com
base em percentual, aplicando apenas o valor gasto em 2016 corrigido pela inflação.
Primeiro o PR decreta, depois submete ao CN, com exceção dos casos em que o
Judiciário requisita, dispensando o CN, tendo o PR o prazo de 24h para submeter o
decreto ao CN quando necessário. Mesmo de férias, o PR pode convocar
EXTRAORDINARIAMENTE o CN. Não há prazo para aprovar a intervenção, mas
há prazo para SUBMETER a intervenção.
O CN, segundo o art. 49, mesmo tendo APROVADO a intervenção, pode
SUSPENDER A QUALQUER MOMENTO A INTERVENÇÃO, também podendo
suspender a qualquer momento o PR. Na INTERVENÇÃO ESTADUAL, o I é só
DOIS ANOS, e não MAIS DE DOIS ANOS. No caso da do IV, o Procurador Geral de
Justiça realiza a representação interventiva (eu acho).

04/05/2018

O art. 198 prevê uma parcela de gastos, mas, enquanto a lei não regulasse (lei
complementar ou ordinária, não sei), o art. 76 e 77 do ADCT regulava o que o dispositivo
posteriormente iria regular. Existe uma lei que regulamentou aspectos procedimentais e
MATERIAIS da intervenção. O caso de pedrinhas foi um caso em que se usou a
representação interventiva pelo PGR. Existe um prazo de 15 dias, improrrogável, nos
casos de representação interventiva. No entanto, são 15 dias a contar da publicação da
decisão.
Existe um prazo de 30 dias para que se publique o acórdão que julgou procedente
a intervenção. Segundo o art. 60, 1º, não se pode emendar a Constituição em vigência de
intervenção federal. É necessária a maioria absoluta dos membros do Supremo para que
se possa decidir a representação. Também se precisa de maioria absoluta para deferir
medida liminar na representação interventiva (LEI 12.562) [parece que o Muriack
disse que medida cautelar também cabe, mas ele pode ter se equivocado].
O SISTEMA DE SALVAGUARDAS CONSTITUCIONAIS PARA O COMBATE
DE CRISES NÃO-FEDERATIVAS abarca o Estado de Defesa e o Estado de Sítio. Seus
princípios são: PRINCÍPIO DA LEGALIDADE (seguem-se os procedimentos e formas
exigidas pela lei/constituição, não podendo aumentar as hipóteses de cabimento). Estado
de Sítio e Estado de Defesa são todos FEDERAIS, afetando tudo O PRINCÍPIO DA
TRANSPARÊNCIA/PUBLICIDADE E A NOTIFICAÇÃO INTERNACIONAL
defendem que não se pode tratar tais institutos de maneira secreta, devendo estes ser
comunicados à população, aplicados de maneira OSTENSIVA.
O PACTO DE SÃO JOSÉ DE COSTA RICA exige a notificação internacional. O
PRINCÍPIO DA NECESSIDADE/EXCEPCIONALIDADE OU DA ÚLTIMA
RATIO, ou seja, é uma medida excepcional aplicada apenas em situações de gravidade
extrema e legalmente previstas. O PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE deve
ser entendido de maneira proporcional stricto sensu, ou seja, sem exageros, sem
arbitrariedades. Só se suspendem os direitos fundamentais estritamente necessários para
a medida em questão.
O PRINCÍPIO DA TEMPORALIDADE define que a intervenção, por exceção, não
pode ser permanente. O Estado de Defesa, por exemplo, é aplicável por trinta dias,
prorrogável apenas mais uma vez. Já o Estado de Sítio pode ser decretado por prazo
indeterminado, mas não infinito. O PRINCÍPIO DA INDERROGABILIDADE afirma
que, uma vez decretado, não se pode contrapor de maneira alguma (salvo o PR e outros
legitimados). Todos, em exceção, devem ser submetidos. Segundo Muriack,
inderrogabilidade é irressitibilidade.
O PRINCÍPIO DA AQUIESCÊNCIA E DA REVOGABILIDADE
PARLAMENTAR é a ideia de que deve haver aquiescência, ou seja, a concordância do
Congresso quanto às duas medidas (embora o Estado de defesa seja APROVADO, já que
JÁ FOI DECRETADO, enquanto o Estado de Sítio é AUTORIZADO), e, no caso da
revogabilidade parlamentar (art. 49, IV), pode o Congresso revogar, A QUALQUER
MOMENTO, revogar os dois institutos. O PRINCÍPIO DO ÓBICE AO PODER
CONSTITUINTE afirma que há um impedimento para emendar a Constituição.
O PRINCÍPIO DA OITIVA CONSULAR OBRIGATÓRIA é aquilo sobre o
Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional. Não há ação constitucional
para decretar Estado de Defesa ou Estado de Sítio, pois NÃO HÁ OBRIGAÇÃO
PARA QUE O PR DECRETE. Isto está descrito no art. 89 a 91, além do art. 136 e art.
137.
Sobre o ESTADO DE DEFESA, é competência apenas do PR DECRETAR (ou seja, é
feito por meio de decreto). Estado de defesa só pode ser usado para reestabelecer a paz
social ou para reestabelecer a ordem pública. Ordem pública tem a ver com a
segurança e com a incolumidade das pessoas e das coisas, a proteção das pessoas. Já
paz social tem a ver com eventos da natureza, como epidemias e terremotos, fatos
jurídicos stricto sensu. Podemos chamar aqueles dois conselhos de CONSELHOS
CONSTITUCIONAIS.
Deve-se especificar onde vai acontecer geograficamente o estado de defesa. O Estado
de defesa é no máximo 30 dias (posso decretar por 20 dias e, então, prorrogar por mais
20), prorrogável apenas uma vez. Não pode decretar Estado de Defesa em todo o
território nacional. O art. 136, 1º, I, especifica quais direitos fundamentais podem ser
restringidos. É possível também a ocupação e uso temporário de bens e serviços públicos
(REQUISIÇÃO).
Durante o estado de defesa pode ocorrer prisão ou detenção “administrativa” de até
dez dias durante o estado de defesa, conforme o 3º, III. O juiz pode aumentar o prazo
QUANDO ELE PARTICIPAR, do contrário, não será possível ultrapassar dez dias. Ele
deve julgar (embora isso seja estranho, afinal, é administrativa). O PR tem 24 para
submeter o decreto, e o CN tem 10 dias no máximo para aprovar ou não o decreto, por
maioria absoluta. O DECRETO DO ESTADO DE DEFESA NÃO PODE PROIBIR
O CN A SE REUNIR E NEM ATRAPALHAR SEU FUNCIONAMENTO. Isso
porque o Congresso tem o papel de fiscalizador do estado de defesa. É possível ainda
convocar o Congresso extraordinariamente, conforme o 5º (a partir do dia 22 de dezembro
até... ver isso). Rejeitado o decreto, o estado de defesa cessa IMEDIATAMENTE.

08/05/18

Muriack fala sobre a gravidade e a excepcionalidade do ESTADO DE SÍTIO. Só PR


pode decretar o estado de sítio (competência privativa art. 84, IX), obrigatoriamente
submetida à autorização do CN. Também é necessário ouvir o CR e o CDN antes de mais
nada. Existem dois tipos de estado de sítio: ORDINÁRIO ou EXTRAORDINÁRIO. O
primeiro pode ter duas possibilidades: a insuficiência do estado de defesa ou grave
repercussão nacional. Já o extraordinário: decretação de guerra ou resposta a
agressão armada estrangeira.
Comoção grave deve ser entendida como qualquer evento que gere o sentimento de
insegurança ou temor em todo território nacional. O professor transcreveu o art. 137 e
o art. 138. A princípio, os ocorrentes do II permitem decretação POR TEMPO
INDETERMINADO, mas no caso do I, não pode ser por mais de 30 dias, NEM MESMO
PRORROGADO. Porém, o Muriack afirmou que é prorrogável, mas vide o 1º:
Caso em férias, o Presidente do Senado convoca extraordinariamente o CN por no
máximo 5 dias para que ele aprecie. No estado de defesa, dão 10 dias para que o CN
vote. No estado de sítio, segundo Muriack, também seriam 10 dias, PORÉM não tem
NADA EXPRESSO [possível pegadinha]. Estado de defesa e intervenção federal podem
ser AD REFERENDUM (decreta e depois o CN referenda). Enquanto em vigência o
estado de sítio, o CN funcionará.
Um exemplo de violação ao direito de locomoção é o art. 139, I (obrigar a não sair de
Brasília), ou II, detenção (prisão administrativa no caso) em edifício não destinado a
acusados. Podem até mesmo prender alunos no uniceub. No III, pode o Estado violar a
correspondência, o sigilo às comunicações, a liberdade de imprensa, e outros. O parágrafo
único afirma que o III não inclui a difusão dos pronunciamentos das casa legislativas (TV
senado e TV câmara, mas TV justiça pode), SALVO se permitido pela mesa respectiva.
No caso do estado de sítio extraordinário, qualquer direito fundamental pode ser
suspenso. Sendo assim, no estado de guerra, pode haver pena de morte, que é vedada
pelo art. 5º, XLVII. Também pode o CN mudar TEMPORARIAMENTE sua sede, o que
é decidido PELO PRÓPRIO CN (art. 49, V), também se podem criar IMPOSTOS
EXTRAORDINÁRIOS DE GUERRA (art. 154, II) e EMPRÉSTIMOS
COMPULSÓRIOS DE GUERRA (art. 148, I).
Conforme o art. 141, cessando o estado de sítio, cessam também seus efeitos, sem
prejuízo da responsabilidade pelos ilícitos cometidos por seus executores ou agentes
(ou seja, se cometeu excesso dentro do estado de sítio, o sujeito deverá responder pelos
danos provocados). Terminando o estado de sítio, o PR fará um relatório sobre todas as
medidas aplicadas em sua vigência, especificando as providências adotadas, os direitos
atingidos, etc. Qualquer dano penal, civil ou administrativo poderá ser indenizado
caso haja algum prejudicado durante o estado de sítio.
As FORÇAS ARMADAS são permanentes, pois não podem ser suprimidas por lei, e
são NACIONAIS, pois representam a RFB, e não Estados, e são regulares, e regulares,
ou seja, constantes no tempo em termos de sua organização, e não temporárias, como
simples conscritos [creio eu]. Não cabe habeas corpus para punições militares, pois se
deseja manter a hierarquia e a disciplina militares, salvo se houver descumprimento
do devido processo legal (como contraditório e ampla defesa). A autoridade suprema das
forças armadas é do PR, conforme o art. 84, XIII:

11/05/2018

No Brasil, quem faz o controle de voo são os militares (aeronáutica). Sobre a estrutura,
vale lembrar que o cargo de oficial das forças armadas e o ministro de defesa são
privativos de brasileiro nato. O militar conscrito é inalistável. O conscrito não vota
porque ele está sob condição de subordinação. Militar é elegível, mas com mais de dez
anos ele é mais estável, enquanto com menos, não. Ele fica na condição de agregado. Se
eleito, na hora da diplomação, ele será colocado na reserva, logo, perde o cargo. Se ele
perde, ele pode voltar a ser militar. Já o menos de 10 anos vai para a reserva, passando ou
não.
Os membros das FA podem ser chamados de militares, e usar uma roupa de militar sem
ser é crime militar. Veda-se a sindicalização e as greves. Tal proibição é somente para o
militar-em-si, e não para seus amigos e familiares. Existe limite de idade para ser militar,
e para determinados cargos. Para mínimo e máximo de idade, é necessário LEI,
enquanto peso e altura são apenas em edital. Os profissionais da área MDFV são
dispensados do serviço militar (médico, dentista, veterinário e farmacêutico). Os
comandantes das forças armadas possuem foro privilegiado (mas eles não são ministros
de Estado). Em foro civil, respondem no STJ, e no caso de foro militar, no STM. Os
comandantes também integram o Conselho de Defesa Nacional.
15/05/18

SEGURANÇA PÚBLICA é um conjunto de atividades que haurem de órgãos estatais


que tem como finalidade a preservação da ordem pública e a incolumidade das pessoas e
dos bens. A segurança pública é um direito social, nos termos do art. 6º. A segurança
pública é um DEVER DO ESTADO, mas um direito e responsabilidade de TODOS.
INCÔLUME quer dizer isento de perigo. Ou seja, a INCOLOMIDADE PÚBLICA
(segurança pública). Ele é considerado um serviço público UTILE UNIVERSE. É um
serviço que não pode ser objeto de cobrança de taxa. Taxa de segurança pública é algo
inconstitucional e que não pode ser objeto de cobrança monetária.
A POLÍCIA FEDERAL é organizada e mantida pela União, sendo que seu ingresso se
dá por concurso. Suas competências são crimes políticos (como investigar crime político)
ou social, além daqueles que se relacionam com a União ou suas autarquias (como roubo
em empresa pública federal). Crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro e
outros, por se relacionarem à política, também são de competência da PF. Também em
caso de repercussão INTERESTADUAL (como tráfico de Brasília a Goiânia) ou
INTERNACIONAL. Matar uma pessoa num avião é crime internacional, logo,
competência da PF.
É também papel da PF atuar contra o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas, além de
contrabando e descaminho, DESDE DE QUE O TRÁFICO SEJA
INTERESTADUAL OU INTERNACIONAL. Descaminho é o não pagamento de
tributos das mercadorias importadas, e contrabando é importar mercadoria ilegal.
Exercem também a função de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras, além de ser
polícia judiciária da União. A polícia judiciária é quem faz o inquérito policial. Crimes
de competência do STJ e STF, além do TSE, da Justiça Trabalhista (e TST), também são
alvo de inquérito da PF.
A POLÍCIA RODOVIÁRIA E FERROVIÁRIA FEDERAL é de policiamento
ostensivo do respectivo legal. A POLÍCIA CIVIL é polícia judiciária de todas infrações
estaduais (exceto as da União). O INQUÉRITO MILITAR é feito por um próprio órgão
da Justiça Militar, o IPM (Inquérito Policial Militar). A polícia civil do Acre não atua
em SP, porque é POLÍCIA ESTADUAL. Polícia civil não faz policiamento ostensivo.
Já as POLÍCIAS MILITARES E OS CORPOS DE BOMBEIROS MILITARES são
estaduais e ostensivos. Segundo Muriack, cabe a estes órgãos (PM) garantir a ordem
pública.
A PM e os Bombeiros são reservistas e forças auxiliares do Exército. As polícias dos
Estados são subordinadas ao Governador. A GUARDA MUNICIPAL é um órgão
municipal que tem o papel constitucional de preservar os bens, serviços e instalações do
município. Por isso, ela não é uma instituição militar, mas civil. Segundo o STF, as
polícias legislativas e a guarda municipal não são polícias judiciárias. A SEGURANÇA
VIÁRIA compreende a educação, engenharia e fiscalização do trânsito.
MATÉRIA NOVA. Muriack fala sobre os CHECKS AND BALANCES. A função
TÍPICA do Legislativo é legislar. A ATÍPICA é, por exemplo, administrar (o CN pode
criar cargos administrativos por resolução, guarde isto), e até mesmo julgar. O senado
julga o PR, por exemplo, além do vice, ministros, comandantes das FA, e outros, no que
tange CRIME DE RESPONSABILIDADE, desde de que SE RELACIONEM AO PR.
No caso do Senado, art. 52, parágrafo único, o Presidente do Senado será o do STF
durante o julgamento. Muriack também fala das funções atípicas e típicas do Judiciário e
do Executivo. O próprio STF pode fazer lei delegada [mas sempre no que tange a própria
Justiça], conforme o art. 61. A administração sabemos e o Executivo tem uma série de
funções atípicas. O PR também nomeia membros dos superiores tribunais. No caso do
STF, art. 101, e STJ, art. 104, STM, art. 123 e TST, art. 101-A, nestes quatro casos, o PR,
além de nomear o ministro, deve submeter o nome ao Senado Federal. No TJ e TRF
(art. 107 e art. 112), vale lembrar que o PR nomeia, mas não submete ao Senado.
Cabe ao Legislativo, com o auxílio do TCU, exercer o CONTROLE EXTERNO (art. 70
e art. 71) do PR.

22/05/18

O papel do ministério público esteve relacionado ao papel do Executivo. Antes, eles


executavam o papel até de defensoria do Estado (que atualmente é exercido pela
advocacia pública da União). Então, ocorria aquela coisa louca de o próprio MP atacar a
União, e o próprio MP se defendendo em nome da União contra o mesmo MP.
Atualmente, o MP é independente e está até próximo de um quarto poder, não estando
adstrito do poder executivo. A defensoria pública integra o Executivo, segundo
Muriack.
Muriack também fala sobre a mídia e outros poderes não institucionais que exercem
influência nos Poderes. Existem NORMAS DE GARANTIAS INSTITUCIONAIS, ou
seja, aquelas que existem para permitir que os Poderes e seus órgãos possam trabalhar
livre e eficientemente. As garantias da magistratura, as imunidades, os princípios do MP,
etc. Muriack fala também sobre a autonomia orçamentária dos entes.
Muriack fala sobre o bicameralismo federal, as duas casas legislativas, e fala sobre o
UNICAMERALISMO, que ocorre em outras esferas legislativas, conforme art. 27.
Além das esferas do DF, dos municípios, etc. Conforme o art. 45, a Câmara é composta
por representantes eleitos proporcionalmente, sendo que haverá um número mínimo de 8
e máximo de 70. Conforme sabemos, nos territórios, existem 4 deputados federais apenas.
E vale lembrar que SP precisaria de mais de 70 deputados para ser de fato proporcional,
e o DF teria cerca de 5, matematicamente. Cada senador será eleito por dois suplentes.
Caso falte mais de 15 meses e não existam nenhum senador ou suplente para
preencher as vagas, FAR-SE-Á NOVA ELEIÇÃO (naquele Estado onde faltar).
Deputados federais também possuem suplentes. No sistema majoritário de maioria
absoluta, usa-se o 50% + 1. O sistema de maioria absoluta também é aplicado em locais
com mais de 200 mil ELEITORES (não confunda com população). No sistema
MAJORITÁRIO RELATIVO (simples), basta o maior número de votos, e não o 50%
+ 1. Ele é o aplicado ao senador. Na maioria simples, além do senador, o prefeito de
cidade pequena também segue tal lógica (mas, se tiver mais de 200 mil, é absoluto).
25/05/18

O QUÓRUM é a do art. 47. Quórum é o número de deputados e senadores que


VOTARAM determinada matéria, que é o requisito para a deliberação de determinada
matéria. As minorias podem recusar o quórum, ou seja, negar a própria presença,
pois, faltando deputados, a matéria não poderá ser votada. Parte da informação está
no art. 47 da CF. A lei complementar precisa de maioria absoluta, conforme o art. 69.
Para Emenda Constitucional, é preciso 3/5 da Câmara e do Senado [nos termos do art. 5º,
parágrafo único, mas Muriack citou de maneira genérica e não sei se está correta].
A deliberação no impeachment necessita de quórum específico também, MAS não é
para JULGAR. Na Câmara, trata-se apenas de APROVAR o processo contra o PR. É uma
deliberação apenas político-processual, que permite prosseguir para o Senado e, lá,
ocorrer o julgamento de fato, por maioria simples, segundo o STF. Essa maioria simples
é de 2/3, segundo o art. 52, parágrafo único. Denomina-se de PROJETO
TERMINATIVO aquele que só passa pela comissão permanente sem necessidade ir a
plenário. Isto está no art. 58, 2º, I. Esse um décimo, no entanto, pode sofrer recurso por
assinaturas que não constem num mesmo recurso, porém em outros, conforme STF.
Este prazo de 2 de fevereiro a 17 de julho é o período legislativo, assim como o 1º de
agosto a 22 de dezembro. Juntando os dois, tenho a sessão legislativas. A Câmara e o
Senado não poderão entrar de recesso sem a aprovação da LEI DE DIRETRIZES
ORÇAMENTÁRIAS (vide art. 51, IV). A SESSÃO ORDINÁRIA é o tempo em horas
e dias. Geralmente, as sessões ordinárias ocorrem, na prática, terça, quarta e quinta.
Chama-se SESSÃO PREPARATÓRIA aquela que ocorre antes do período legislativo,
em que se toma a posse, em 1º de fevereiro (a posse do PR é no dia 1º de Janeiro), para
que se possa eleger o presidente da câmara e do senado. Isto está no art. 57, 4º. Isso
ocorre de dois em dois anos (ou seja, cada legislatura possui dois presidentes da câmara
ou do senado, NÃO SE PODENDO eleger o mesmo durante os dois períodos).
Chama-se SESSÃO CONJUNTA a reunião de SENADORES E DEPUTADOS, que
ocorre na Câmara. A MESA DO CN SERÁ PRESIDIDA PELO PRESIDENTE DO
SENADO (que é Presidente do Senado e do Congresso Nacional), durante a Sessão
Conjunta. O Presidente da Câmara não fica nessa mesa. As hipóteses de sessão conjunta
estão no art. 57, 3º. VETO é a deliberação negativa de um projeto, podendo ser TOTAL
ou PARCIAL. Para derrubar o veto, é preciso a formação de uma sessão conjunta no CN
e aprovação de maioria absoluta.
As LEIS ORÇAMENTÁRIAS (plano plurianual, diretrizes orçamentárias e orçamento
anual) são votados em sessão conjunta, conforme art. 57, 3º, e o art. 166. As SESSÕES
EXTRAORDINÁRIAS ocorrem durante o recesso. A sessão extraordinária não terá
remuneração extra. Todas estas estão no art. 57, 6º. Quando um quórum não é
explicitado a espécie, presume-se que é MAIORIA SIMPLES. No caso do art. 6º, II,
a maioria do CN será tomada, então, como maioria simples. As medidas provisórias
também serão colocadas AUTOMATICAMENTE na pauta da sessão
extraordinária.
A composição proporcional da mesa diretora e das comissões parlamentares estão
descritas no art. 58, 1º. As COMISSÕES SÃO ESPÉCIES DE MINI-PLENÁRIOS
SOBRE DETERMINADO ASSUNTO. As atribuições das comissões permanentes
estão no art. 58, 2º. As comissões permanentes podem CONVOCAR MINISTROS
DE ESTADO [NUNCA O PR, SEGUNDO MURIACK, E ELE PEDIU PARA
ANOTAR ISSO] para prestar informações inerentes às suas atribuições. Não
comparecendo (salvo em força maior), responde-se por crime de responsabilidade perante
o STF (e não perante o Senado, SALVO se for conexo com o PR). A mesa da câmara
pode pedir até informações escritas aos ministros, também sob pena de crime de
responsabilidade.
Qualquer comissão permanente pode pedir algo ao TCU [não deu para anotar].
Compete à CPI investigar um FATO DETERMINADO E ESPECÍFICO, por PERÍODO
DETERMINADO, conforme o art. 58, 3º. Ela pode ouvir testemunhas e recolher
informações, uma vez que possui poderes de autoridades judiciais, podendo quebrar
sigilos bancários e telefônicos, MAS NÃO PODE FAZER TODAS AS COISAS QUE
UM JUIZ PODE, COMO EXERCER A JURISDIÇÃO [creio eu]. A CPI, segundo o
STF, não pode investigar ou interrogar juízes por suas decisões. A CPI equivale a um
INQUÉRITO, e não a um PROCESSO PENAL. Prova disso é que ela envia as
informações para o MP.

29/05/18

A IMUNIDADE MATERIAL diz respeito à expressão, e a IMUNIDADE FORMAL


diz respeito a todas regras processuais e procedimentais que estão disponíveis para os
parlamentares se sentirem protegidos e atuarem com a independência e com a efetividade
que a população espera de um parlamentar. O art. 53 descreve a material. Eles não
poderão ser perseguidos por suas opiniões. Isso também se aplica aos estaduais e
distritais (art. 27, 1º), e de maneira limitada, aos vereadores, circunscrita aos
municípios (art. 29, VIII). Não é um direito absoluto, conforme o art. 55, 1º. Por isso,
eles não podem ABUSAR DE DIREITO [lembre-se do art. 187 do CC]. Assim, eles
podem ser processados.
Segundo Muriack, quando não se está no exercício do mandato, este direito pode ser
rompido. O STF tem entendido que, ainda que o deputado não possa responder pelos
danos morais e materiais, poderá responder a UNIÃO, que é como se fosse “seu
responsável”. Da imunidade formal, o primeiro é o PRIVILÉGIO DE FORO, ou seja,
só se responde penalmente perante o “STF”, no império. Com a República, isso some, e
só volta com a ditadura. Atualmente, só se responde pelo crime SE A CÂMARA
AUTORIZAR e, deste modo, permitir que o STF processe e julgue.
No entanto, com a EMENDA DE 2001, atualmente, o STF pode processar e julgar
livremente, sendo que a Câmara pode SUSPENDER o processo. Ele não precisa mais
autorizar.
Agora, ELE NÃO PODE SER PRESO (salvo em flagrante e de crime inafiançável).
No entanto, é importante observar que NÃO SE CONFUNDE A PRISÃO COM O
PROCESSO, JÁ QUE PODEM SER PROCESSADOS CASO O STF DECIDA
QUE SIM. A sustação do processo suspende a prescrição enquanto durar o mandato
(para evitar que a suspensão acabe por fazer prescrever o processo). O deputado não
precisa citar as fontes de onde conseguiu suas informações (conforme 6º do art. 53).
Deputados e senadores não podem ser chamados para ir para a guerra (mesmo se for ex
militar. SALVO SE A CASA EM QUESTÃO [Senado ou Câmara] autorizar a ida). O 8º
fala sobre o Estado de Sítio. Depois que a Justiça Eleitoral autoriza, ocorre a diplomação.
Disso decorrem direitos e deveres. Não podem possuir contratos com a administração
pública [afinal, seria estranho um deputado dono de TV, onde pode faze propaganda para
si mesmo], nem ocupar cargo ou função que sejam demissíveis ad nutum. Vale lembrar
que tudo isso e mais um pouco está no art. 54. O art. 56 também foi falado. Se um senador
se tornar ministro e, depois de exonerado, ele não perde o cargo de senador. Isso está no
art. 56, I. Podem ser chefe de missão diplomática TEMPORÁRIA, e nunca
PERMANENTE (como embaixador). Fala ele também do II, mas não deu para anotar.

01/06/2018

A DIPLOMAÇÃO é o reconhecimento oficial da vitória do pleito, sendo que existem


deveres que decorrem da diplomação e que decorrem somente após a posse. Em geral,
em novembro, ocorre a diplomação. As primeiras vedações estão no art. 54, que decorrem
na diplomação. São VEDAÇÕES:
O contrato com PJ de direito público se aplica apenas àqueles que não possuem
CLÁUSULAS UNIFORMES, ou seja, valer para todos (como conta de água e luz).
Segundo Muriack, o corre não seria demitido ad nutum, mas exonerável. Então, o
professor cita o art. 38. Se um advogado da AGU for eleito Presidente da República, ele
deverá ser afastado, por exemplo. Apesar de afastado, é possível OPTAR pelo salário
anterior, como ser prefeito e escolher ganhar o salário de Advogado da AGU. Isso
se o HORÁRIO FOR INCOMPATÍVEL [parece que isso só é possível para vereador
que é servidor público], pois, se for compatível, podemos exercer as duas profissões e ser
remunerada por ambas.
Conforme o art. 38, IV, o afastamento conta para todos os efeitos, exceto promoção por
merecimento. Conforme o art. 54, II, após a posse, ocorrem outros efeitos, como não
poder ser dono de empresa (na prática, isso não funciona). Além de não poder ser chefe,
não pode ser REMUNERADO. Também não podem ser ocupantes de emprego ou cargo
público, conforme o II, b. Existem, no entanto, exceções:
Note que se aplica apenas em PREFEITURA DE CAPITAL (guarde isto a fins de
prova). Quando em cargo de ministro, por exemplo, é possível cometer uma falta que
provoque a perda do cargo de parlamentar, ainda que cometido na função de ministro.
Isso porque, uma vez afastado, ele perde os direitos (como a imunidade), mas os
deveres permanecem. Ele também não pode ser titular de mais de um cargo de mandato
público eletivo. Em geral, é possível ver tudo isso no art. 54, II.
No art. 55, temos as CAUSAS DE PERDA DE MANDATO. Muriack leu os incisos.
DECORO PARLAMENTAR é a conduta (prevista) do Parlamentar. O art. 54, 1º
afirma os dois casos de quebra de decoro parlamentar:
Esta é a HIPÓTESE CONSTITUCIONAL. No caso do art. 55, II, é de no máximo 120
dias o afastamento [creio eu]. Fala Muriack sobre o art. 56, II, III e IV, que já foi estudado,
e os outros. O art. 55, 2º afirma que, nos casos I, II e VI, a votação ocorre na Câmara ou
no Senado, por maioria absoluta, mediante provocação da respetiva Mesa ou de partido
político com representação no CN, GARANTINDO-SE A AMPLA DEFESA.
Atualmente, conforme a Emenda de 2013, essa votação não é mais secreta.
As outras hipóteses não seguem a lógica do art. 54, 2º, creio eu. Estes aparentam seguir
o 3º, porém não sei o que se faz no IV (certamente se dá por sentença, mas por que não o
VI? Ou vai ver, ambos seguem o mesmo procedimento). Instaurado o processo de
cassação do mandato, instaurado o processo na Comissão de Ética, mesmo que o
deputado renuncie, a renúncia fica suspensa até que a Câmara delibere, podendo
arquivar.

05/06/2018

Diz-se PROCESSO LEGISLATIVO o conjunto de normas institucionais e


regimentais que visam a disciplinar o modus operandi pelo qual se advém a gênese
normativa. NORMAS PRIMÁRIAS são ditas as mais importantes da ordem jurídica,
como as que criam, extinguem ou disciplinam direitos e obrigações. A EMENDA
CONSTITUCIONAL possui status constitucional e é norma primária. O conjunto de
todos os tipos de norma jurídica que possuem status de constitucional é denominado
BLOCO DE CONSTITUCIONALIDADE. São normas que integram o bloco: as
normas que estão no texto principal da CF ou no ADCT, a emenda constitucional (de
reforma, como no art. 60, e de REVISÃO, conforme o art. 3º do ADCT), e os Tratados
de Direitos Humanos que obedecem o art. 5º, 3º [e PRESTE ATENÇÃO que o quórum
de 3/5 descrito em tal artigo é para a aprovação de TRATADOS, e não de EMENDAS,
como você pensou anteriormente].
Em seguida, temos as normas infraconstitucionais: leis ordinárias e complementares,
delegadas, medidas provisórias, decretos legislativos e resoluções legislativas. As demais
normas, as NORMAS SECUNDÁRIAS, são criadas SEM seguir o processo legislativo.
O art. 59 enuncia todas as espécies. O parágrafo único de tal artigo prevê que a LEI
COMPLEMENTAR 95 explica os pormenores da elaboração das leis. O processo
legislativo é composto pelas seguintes fases: INICIATIVA, DELIBERAÇÃO
(Parlamentar e parte é feita no Executivo [sanção ou veto]) e PROMULGAÇÃO.
Nem todas normas primárias passam pelo veto (como as Emendas Constitucionais,
decretos legislativos e resoluções, que são chamadas de INTERNA CORPORIS). Com
a promulgação, a norma adquire EXISTÊNCIA, em que se presume a VALIDADE da
norma. Existindo e sendo válida, ela pode ser EFICAZ. A primeira fase é a iniciativa.
Note que a própria lei usa o termo “iniciativa” para descrever quem é competente para
propor leis. O art. 61 descreve as várias pessoas físicas que podem apresentar projetos de
normas primárias. Chama-se isso de INICIATIVA GERAL, que abrange leis
complementares e ordinárias.
As competências privativas do PR são ESTENDIDAS [SIMETRIA
CONSTITUCIONAL] aos governadores e prefeitos. Conforme o art. 61, I, os efetivos
das Forças Armadas fixados ou modificados são de competência do PR. Conforme o II,
a, criar cargos do Poder Executivo, aumento da remuneração e tal, é matéria do PR
[segundo Muriack, essa “administração direta” não abrange legislativo e judiciário, já que
criar cargo no judiciário não é projeto de iniciativa do PR]. Por isso, na alínea b, o PR
pode dispor da organização judiciária dos TERRITÓRIOS, MAS ELA SE REFERE
APENAS A TERRITÓRIOS. Depois, ele fala da alínea c.
Lemos a d e vale lembrar que aqui ele dispõe da organização do MP (conforme dissemos
antes, concorrentemente com o PRG), além da defensoria pública da união, e em
diretrizes gerais, o MP e a defensoria pública do DF, Estados e Territórios. Ele também
pode criar Ministérios e extingui-los, conforme o art. 84, VI (não autoriza nem criação
nem extinção de cargos públicos por decreto autônomo). Sendo o PR o comandante
supremo das Forças Armadas, a alínea f permite que ele trate do assunto.
Note que tudo isso está falando de INICIATIVA DE LEI, e tudo isso se estende aos
governadores e prefeitos, como criar uma secretaria da educação (que equivale a um
ministério) de maneira autônoma. Adota-se a UNIDADE ORÇAMENTÁRIA (seja lá o
que quer dizer isto). Os CRÉDITOS ADICIONAIS podem ser alvo de medida
provisória somente em pequeno número de suas categorias, como os extraordinários [eu
acho].
A fixação de subsídios dos deputados e senadores são decididas pelos deputados e
senadores. O salário de um deve ser OBRIGATORIAMENTE igual ao do outro,
conforme o art. 49, VII. O STF, para fixar seu subsídio, propõe um valor e os TRÊS
PODERES devem atuar. O CN recebe a proposta, podendo aumentar ou diminuir, e
submete à sanção presidencial. Este subsídio serve de TETO para os outros cargos (se
o salário do STF for 50 mil, nenhum deputado pode ganhar mais de 50 mil).
Isto está no art. 96, II, b. O art. 133, 2º permite que o sujeito apresente ao PR, que só
compila e envia ao CN. O PR não pode cortar o subsídio nem fazer algo do tipo. Apenas
o CN pode. Não há iniciativa exclusiva para leis tributárias e financeiras, mas há
exceções, que são aquelas para territórios federais e as leis orçamentárias. Quem dá
aumento ao delegado federal é o PR, e quem dá aumento ao delegado estadual é o
governando (mas ele faz isso por meio de uma iniciativa). Não se pode estender decisão
interna corporis para outras esferas de outros poderes (como criar lei que equipare
o salário do promotor ao do delegado [judiciário e executivo]).
08/06/18

É possível usar uma ADI por omissão nos casos de omissão legislativa (e mandado de
injunção quando existir a norma, mas não meios normativos que possibilitem sua
eficácia). As EMENDAS PARLAMENTARES podem ser: ADITIVA, SUPRESSIVA,
GLUTINATIVA e REDACIONAL. Emendas parlamentares podem ser utilizadas em
casos de projetos de iniciativa reservada, no entanto, não se poderá aumentar a despesa.
A exceção a isso é que os parlamentares podem alterar em projetos de leis
orçamentárias.
No caso do art. 27, 2º, o subsídio do deputado estadual não ultrapassa 75% do salário
dos deputados federais. ESTAS SÃO AS ÚNICAS HIPÓTESES DE
EQUIPARAÇÃO SALARIAL (VIDE PROVA). Se um projeto de lei for
ARQUIVADO, em regra, ele não pode ser realizado senão na próxima sessão legislativa.
SALVO se assinarem um projeto para desarquivar a proposta arquivada, e neste caso,
será possível propor. As medidas provisórias e as emendas constitucionais não se
submetem a isso. O quórum para realizar esse desarquivamento em qualquer das casas é
50% + 1.
Lembrando que a regra está no art. 67, e a exceção está no art. 60, 5º. Diz-se iniciativa
parlamentar aquela enviada por parlamentares, e EXTRAPARLAMENTAR todas as
outras. Agora vamos ver a fase constitutiva. Os artigos mais importantes são o art. 64,
art. 65 e art. 58, 2º. Em regra, a CASA INICIADORA é a câmara, e a CASA
REVISORA é o Senado. A única hipótese em que o Senado é a casa iniciadora é quando
o projeto apresentado for apresentado pelo Senado. Se sofrer alterações, conforme o
parágrafo único do art. 65, o projeto volta para a casa iniciadora. Se a Casa Iniciadora
discordar, a Casa iniciadora dá a palavra final. A única alteração (emenda) que não
precisa ser apresentada na casa inicial novamente é se for emenda parlamentar
redacional.
Diz-se URGÊNCIA CONSTITUCIONAL a solicitação do PR para que seu projeto de
lei tramite em no máximo 45 dias em cada casa e, se for necessário voltar para a casa
iniciadora, 10 dias. Isto é chamado de REGIME DELIBERATIVO DE URGÊNCIA.
Vide o art. 64, 1º a 4º. Esses 45 dias não são contados no recesso, e PROJETO DE
CÓDIGO NÃO PODE SER SUBMETIDO À URGÊNCIA CONSTITUCIONAL,
conforme o art. 64, 4º. Decide-se o que é urgência constitucional aquilo que é
DISCRICIONARIAMENTE escolhido como tal.
Segundo Muriack, publicada a lei, ela passa a ser parte do direito positivo. Todas as
limitações das emendas constitucionais estão no art. 60. Ela possui LIMITAÇÕES
FORMAIS/PROCEDIMENTAIS, MATERIAIS, CIRCUNSTANCIAIS,
TEMPORAIS e TÁCITAS. As limitações formais são três: somente três pessoas podem
apresentar a emenda (1/3 de senadores ou deputados federais, o PR sozinho ou metade
das assembleias legislativas estaduais, aprovando por maioria relativa [Muriack falou
absoluta, mas o Kaput nega] de seus membros). É preciso de um quórum de 3/5 dos
parlamentares em questão para aprovar. O terceiro fator de limitação formal é que ela é
aprovada apenas pelas MESAS DO SENADO E DA CÂMARA [JUNTAS, e NÃO
CONFUNDA COM MESA DO CONGRESSO].
Os assuntos MATERIAIS que não podem ser objeto de emenda as matérias do art. 60,
4º. Vale lembrar que o voto obrigatório pode se tonar facultativo via E.C (afinal, o II
não proíbe isto). Segundo o STF, essa proteção abrange apenas o NÚCLEO
ESSENCIAL da cláusula pétrea, e não os elementos acidentais. As limitações
circunstanciais estão descritas no 1º do art. 60, que já foi falado entre nós, que é a
intervenção é o sistema constitucional das crises, e o art. 60, 5º, que segundo o STF é
limitação circunstancial (segundo Muriack, embora Barroso discorde).
Por fim, lei complementar é a exceção e sempre vem EXPRESSA na Constituição,
enquanto a ordinária apenas pelo termo genérico “lei descreverá”, por exemplo. No
entanto, a LEI complementar pode tratar de assunto de lei ordinária, segundo
Muriack. No entanto, ao tratar de tal modo, a lei complementar sofre a
ORDINARIZAÇÃO, ou seja, vira lei ordinária. A lei ordinária pode sofrer
DESORDINARIZAÇÃO, ou seja, RECEPÇÃO, em que determinada norma ordinária
é recepcionada pela nova CF como lei complementar. Exemplos disso são as leis
5.172/66, lei 4.320/64, lei 4.595/64. Levando que não se confunde a forma com o
conteúdo, já que complementar nascida, morrerá complementar, mas poderá ser
materialmente ordinária.

09/06/18

A LEI DELEGADA tem origem no Executivo. O PR edita a lei no lugar do legislativo,


não havendo deliberação parlamentar em sentido de quórum de aprovação, nem mesmo
sanção. Apenas dão o tema, sendo que esse poder de legislar é conferido via uma
resolução, conforme o art. 68. Essa resolução é aprovada por maioria simples, sendo
que posteriormente pode ser retirada a eficácia da lei delegada, nos termos do art. 49, V.
Não poderão ser matéria de leis delegadas as do art. 68, 1º. Também não pode o PR
legislar delegadamente sobre LEI ORÇAMENTÁRIA, conforme o III.
Do mesmo modo, os governadores de Estado também podem receber delegações das
Assembleias, ainda valendo as mesmas vedações. Isso é SIMETRIA
CONSTITUCIONAL. O mesmo vale para o Prefeito. A lei delegada pode ser revogada
por ordinária, sendo equivalente a ela. Agora, a MEDIDA PROVISÓRIA. É um projeto
de lei que tem força de lei. Uma vez criada pelo PR, a Medida entra com força de lei. Ela
só pode ser usada para assuntos que tenham URGÊNCIA e RELEVÂNCIA. A MP
possui tal nome porque ela possui prazo de vida de 60 dias, prorrogáveis por mais 60
dias. Tal prazo não conta durante o recesso parlamentar.
Além das vedações do art. 62, 1º, o III afirma que não se pode fazer MP para lei
complementar (o que permite inferir que, assim como a lei delegada, esta possui caráter
ordinário). Também não se pode criar MP de matéria de competência exclusiva, mas
isso não está na CF. Não se pode tratar de leis orçamentárias, COM EXCEÇÃO DOS
CRÉDITOS ORÇAMENTÁRIOS DO ART. 167,3º. Créditos orçamentários são os
necessários à despesas urgentes e imprevisíveis, como guerra ou comoção interna.
Ao chegar na casa, COMO NA CÂMARA, ocorre uma ANÁLISE PELA COMISSÃO
MISTA DE DEPUTADOS E SENADORES, sendo que tal comissão não é permanente,
de modo que cada MP tem indicação diferente. Isso está no art. 62, 9º. Após isso, o
plenário irá analisar a MP de fato, conforme o 5º, em que, antes de deliberar sobre o
mérito, observar-se-á os requisitos constitucionais (urgência e relevância). A
REJEIÇÃO pode ser expressa ou tácita. Será tácita quando a MP não for convertida
em lei antes do término de seu prazo de 120 dias, e será expressa quando uma das Casas
afirma que a MP não será transformada em lei.
Uma vez rejeitada, conforme o parágrafo 11, será editado um decreto legislativo que
dirá o que irá acontecer com os fatos regulados pela MP, e, se isso não for feito, a MP
será considerada uma lei temporária enquanto não deliberarem sobre. Segundo Muriack,
vira lei para sempre. Se aprovado, segue-se o parágrafo 12, ou seja, será a MP convertida
e, se POR VENTURA houver alterações, será submetida à sanção presidencial. O STF
PROIBE A FIGURA JURÍDICA DO APROVEITAMENTO DA MP.
Assim, quando se tratar de efeitos internos, geralmente é resolução, e quando for algo
externo (como um tratado), será decreto (como o decreto dito no parágrafo 11 do art. 62).
Há exceções. A lei delegada, no entanto, é “aprovada” via resolução. O art. 155 apresenta
outras exceções, como o 2º, V. O subsídio dos deputados aparentemente seria de
resolução, mas também é de decreto, como exceção. Resoluções e decretos são aprovados
via maioria relativa, COM EXCEÇÃO do inciso III do art. 167 [PROVA].
Vamos falar agora de PODER EXECUTIVO. Quem exerce o PE? Resposta: art. 76.
Os requisitos para ser ministro de estado estão no art. 87, e seus atributos estão no
parágrafo único. Vale lembrar que seu cargo é ad nutum. As atribuições podem ser
delegadas até pelo PR. Os ministérios são criados por lei (ordinária, delegada ou MP),
e também extintos por lei, conforme o art. 88. Em caso de empate no segundo turno
dos cargos do executivo, deve-se escolher o mais idoso, conforme o art. 77, 5º. O prazo
em que se toma a possa está descrito no art. 78.
Se, antes do prazo da posse, o PR morrer, o vice entra. No entanto, se passar 10 dias do
dia de posse, o cargo será declarado vago. Se ambos morrerem, procede-se conforme o
art. 81, de mood que, noventa dias depois de aberta a última vaga, faz-se uma eleição
nova. Mas, se faltar dois anos para o período de eleição, trinta dias depois da última vaga,
ocorre uma ELEIÇÃO INDIRETA [eu acho]. Se o PR sair sem autorização do país,
parece que o cargo será declarado vago, se ficar mais de 15 dias. Isto está no art. 83.
O art. 84 fala das atribuições do PR. O PR é: chefe de Estado, chefe de Governo,
Comandante Supremo das Forças Armadas, e Chefe maior da administração
pública. O I, por exemplo, é chefe de governo, o II, chefe da administração pública, o III,
chefe de governo, o IV, governo, o V, governo, VI, administração, VII, Estado, VIII,
Estado, IX, governo, X, governo, XI, governo, XII, Estado, XIII, Forças, XIV, XV, XVI,
XVIII, todos governo, XIX, Estado, XX, Estado, XXI, Estado, XXII, Estado, XIII,
governo, XXIV, governo (lembrando que o TCU não julga contas do PR, mas apenas
elabora um parecer, vide art. 49, IX, e art. 51, II), XXV, administração, XXVI, governo,
XXVII, misto.
Agora, vamos iniciar o PODER JUDICIÁRIO. O Tribunal de Contas não é um
tribunal, pois integra o legislativo, e não o PJ. Muriack constrói o organograma judicial e
cita também as Escolas da Magistratura. Nos juizados especiais, o recurso é composto
por uma turma recursal de juízes comuns, o que é diferente do organograma clássico, e,
por fim, pode subir para a turma nacional de [unificação?]. Nestes juizados, usa-se o
rito sumaríssimo (pautado na oralidade).
A composição do CNJ é bem abrangente e tenta colocar o máximo de representação,
estando no art. 103-B. Os membros do CNJ possuem mandato. Se o Presidente do STF
não estiver presente, entra o vice do STF. Parece que o ministro do STJ é o corregedor.
Parece que por “membro do MPU”, devemos entender “procurador da república”.
Enquanto “membro do MPE” é “promotor”. Os membros do CNJ possuem foro
privilegiado, conforme o art. 52, II. Os crimes comuns são julgados pelo STF, e os de
responsabilidade pelo Senado.
O CNJ só possui atribuições administrativas, orçamentárias, correcionais e
[disciplinar?????], e NÃO JURISDICIONAIS. Do art. 103-B, 4º, Muriack destaca o II
(o TCU concorre com o CNJ para fiscalizar os atos administrativos do judiciário), III
(PODER DISCIPLINAR GERAL E RESIDUAL DO CNJ, sendo que podem até
mesmo avocar processos contra órgão do judiciário), e V. A vitaliciedade do juiz de
primeira instância é ganha com 2 anos, e a do tribunal e outros, assim que assumem,
ganham.
As GARANTIAS DA MAGISTRATURA existem para garantir a independência dos
órgãos do Judiciário. Art. 99 destaca isso. Cada tribunal faz sua própria lei
orçamentária, de modo que o TJ, excepcionalmente, envia não ao PR, mas ao
Governador, por simetria constitucional. E vale lembrar que, em âmbito da União, os
presidentes dos supremo e superiores que enviam ao PR. Caso não enviem, aplica-se o
3º.
Segundo Muriack, o 5º é um dos mais importantes. NÃO PREVÊ ESTE ARTIGO
CRÉDITOS EXTRAORDINÁRIOS (já que são para guerras), mas suplementares
ou especiais. Segundo o STF, os tribunais também precisam auxiliar nos esforços de
contingenciamento orçamentário. É o próprio judiciário que escolhe onde se cortam
as despesas. Vale lembrar que os créditos suplementares ou especiais são concedidos
pelo CN. DUODÉCIMOS ORÇAMENTÁRIOS são valores do orçamento que são
divididos e enviados a diversos órgãos até o dia vinte de cada mês, conforme o art.
168. Essas garantias que estudamos até agora são chamadas não de garantias da
magistratura, e sim GARANTIAS INSTITUCIONAIS DO PODER JUDICIÁRIO.
Já as GARANTIAS DA MAGISTRATURA estão no art. 95, I, II e III. Antes de 2
anos, ele não adquire a vitaliciedade. Sua maior pena seria a aposentadoria compulsória.
No entanto, ele pode perder o cargo caso obtenha trânsito em julgado por crime penal ou
outro (não sei qual) antes da vitaliciedade. O art. 93 fala sobre os princípios
constitucionais. O juiz é inamovível porque se tem a ideia de não tirar ele de lá por
contrariar interesses, salvo quando tribunal, CNJ ou CJF, entendem que a remoção
é necessária, e entendem por maioria absoluta.
Assim que toma posse, o juiz ganha as garantias II e III. O juiz não pode ter seu
subsídio diminuído, salvo se tiver que pagar imposto de renda, algo do tipo. O juiz só
pode exercer magistério, mas nenhum outro trabalho, NO ENTANTO, existem
funções que ele pode exercer, como ministro do TSE, ou CNJ, dentre outros. Isto está
no parágrafo único do art. 95.