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Índice

1.INTRODUÇÃO ....................................................................................................................................... 2
1.1 OBJECTIVOS GERAIS .......................................................................................................................... 3
1.2 OBJECTIVOS ESPECIFICOS ............................................................................................................. 3
2 Espécies de título executivo ................................................................................................................. 4
A – Títulos Judiciais: ............................................................................................................................ 4
B – Títulos Extrajudiciais: ................................................................................................................ 4
2.1 – Sentenças e decisões arbitrais condenatórias, nacionais e estrangeiras ...................................... 5
2.1.1 – Dos Títulos Executivos Judiciais .............................................................................................. 5
2.1.2 – Das Sentenças Condenatórias ............................................................................................. 5
2.1.2.2 – Alcance da expressão "Sentença Condenatória" ............................................................. 5
2.1.4.2 – Exequibilidade ...................................................................................................................... 9
2.1.5 – Decisões arbitrais proferidas em país estrangeiram................................................................. 10
2.1.5.1 – Regra geral ..................................................................................................................... 10
2.1.5.2 – Âmbito de exequibilidade das decisões arbitrais .............................................................. 10
2.1.5.3 – Âmbito da oposição à execução baseada em decisão arbitral ...................................... 10
2.2 – Títulos extrajudiciais: ................................................................................................................... 11
2.2.1 – Documentos exarados ou autenticados por notário ............................................................ 11
2.2.1.1 – Títulos negociais ............................................................................................................. 11
2.2.1.2 – Documentos exarados ou autenticados por notário ............................................................. 12
2.2.1.2.1 – Documentos exarados por notário ................................................................................. 12
A – Noção legal.............................................................................................................................. 12
Os documentos autênticos exarados por notário ............................................................................ 12
B – Requisitos de exequibilidade .................................................................................................. 12
2.2.1.2.2 – Documentos autenticados por notário ........................................................................... 15
A – Noção legal ................................................................................................................................. 15
B – Requisitos de exequibilidade .................................................................................................. 15
CONCLUSAO .......................................................................................................................................... 16
BIBLIOGRAFIA........................................................................................................................................ 17

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1.INTRODUÇÃO

O presente trabalho possui o intuito de abordar o processo de execução de título executivo


judicial e extrajudicial, demonstrando sua abrangência, requisitos, operabilidade.Vale a pena
ressaltar que a via executiva, actualmente, está voltada para a satisfação do credor que é
detentor de um título executivo extrajudicial, não mais se admitindo a execução de título
judicial devido à reforma causada pela lei.

“o título executivo por excelência é a sentença condenatória”. Com essa afirmação, pode-se
concluir que deverão ser considerados títulos executivos judiciais os títulos provenientes de
processo, que tenham o escopo de garantir o poder coercitivo da sentença, consoante o
doutrinador, “a autoridade da coisa julgada”

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1.1 OBJECTIVOS GERAIS
 Debruçar da execução judicia e extrajudicial

1.2 OBJECTIVOS ESPECIFICOS


 Identificar os pressupostos da execução judicial e extrajudicial

 Analisar as diferenças existentes nos dois tipos de execução

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O regime jurídico das acções executivas esta previsto no art 45 e seguintes do codico do
processo civil

2 Espécies de título executivo


Como já foi dito, o artigo 46° do CPC 6 traça o quadro geral das espécies de títulos
executivos, ao dispor que:
À execução apenas podem servir de base:
a) As sentenças condenatórias;
b) Os documentos exarados ou autenticados por notário;
c) As letras, livranças, cheques, extractos de factura, vales, facturas conferida quaisquer
outros escritos particulares assinados pelo devedor, dos quaisconste a obrigação de
pagamento de quantias determinadas ou de entrega de coisas fungíveis;
d) Os títulos a que, por disposição especial, seja atribuída força executiva.
Segundo a disposição transcrita, o elenco das espécies de título executivo é tendencialmente
taxativo, como se deduz do emprego da forma adverbial"apenas", mas prevê-se a criação de
outros títulos executivos por disposição especial.

Todavia, a partir do quadro legal, poderemos arrumar as diversas espécies de título executivo
nas seguintes categorias:

A – Títulos Judiciais:
a) Sentenças condenatórias nacionais ou estrangeiras – 46°, alín. a), e 49°, n° 1,do CPC;
b) Decisões judiciais equiparadas – art. 48°, n° 1, do CPC;
c) Decisões arbitrais nacionais ou estrangeiras – art. 48°, n° 2, e 49°, n° 1,do CPC.

B – Títulos Extrajudiciais:
a) Títulos negociais:
– Documentos exarados ou autenticados por notário – alín b) do art. 46°CPC;
– Documentos particulares – alín c) do art. 46°;
b) Títulos criados por disposição especial – alín d) do art. 46° do CPC.

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2.1 – Sentenças e decisões arbitrais condenatórias, nacionais e
estrangeiras
2.1.1 – Dos Títulos Executivos Judiciais
2.1.1.1 – Noção de título judicial

Designam-se por títulos judiciais aqueles que são produzidos em juízo ou em instância
equiparada, como sejam os tribunais arbitrais.

2.1.2 – Das Sentenças Condenatórias

2.1.2.1 – Noção de sentença


A noção jurídica de sentença é dada pelo artigo 156°, n° 2, do CPC, ao defini-la como o acto
pelo qual o juiz decide a causa principal ou algum incidente que apresente a estrutu ra de uma
causa. E diz o n° 3 do mesmo artigo que as decisões dos tribunais colegiais têm a
denominação de acórdãos.

No que respeita aos procedimentos cautelares, a respectiva decisão final só reveste a forma de
sentença propriamente dita nos alimentos provisórios (art. 389°, n°s 3 e5, CPC)8 e na
suspensão de deliberações sociais. Quanto às demais formas de procedimento, a decisão final
assume a forma de despacho jurisdicional ordenatório ou de denegação da providência
requerida.

Sucede que, na maioria das espécies de procedimento cautelar, não há lugar a instauração de
uma acção executiva por apenso, mas sim à execução da providência decretada nos próprios
autos do procedimento cautelar, como acontece nos casos de restituição provisória de posse
(art. 393° e segs. do CPC), de arresto (art. 402° e segs. CPC), de embargo de obra nova (art.
418° CPC) e de arrolamento (art. 424° CPC).

Já no caso de alimentos provisórios ou de decretação de providência inibitória ou mesmo de


condenação em prestação de facto positivo poderá haver lugar aexecução da decisão a
deduzir, por apenso, nos termos gerais.

2.1.2.2 – Alcance da expressão "Sentença Condenatória"


A sentença condenatória relevante como título executivo é aquela que condena o Réu no
cumprimento de uma obrigação patrimonial, ou seja, na realização de uma prestação que
pode ser de pagamento de quantia em dinheiro, de entrega de uma coisa móvel ou imóvel ou
de uma prestação de facto positivo ou negativo.

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Relativamente à sentença condenatória, importa não confundi-la com sentença proferida em
acção de condenação, já que nas acções de simples apreciação ou nas acções constitutivas, as
sentenças podem conter também segmentos condenatórios.

Foi para obviar à hipótese de tal confusão que a Reforma do CPC de 1961substituiu a
expressão de sentença de condenação, utilizada no CPC 1939, pela actual locução de
sentença condenatória.

Assim, no que respeita às sentenças proferidas no âmbito de acções diversas das acções de
condenação, haverá que distinguir:

a) os casos em que delas consta um segmento condenatório expresso – v.g.,acções de


divórcio em que se cumula uma pretensão indemnizatória por danos não patrimoniais (art.
1792° do CC); acção de despejo, em que se declara resolvido o contrato de arrendamento e se
condena o Réu a entregar locado; sentença homologatória de confissão do pedido ou de
transacção(arts. 294° e 300°, n° 3, do CPC);

b) dos casos em que elas poderão conter uma condenação implícita – v.g.acção de
preferência, acção de divisão de coisa comum; sentença homologatória da partilha (art. 52°
do CPC).

Ora, não sofre dúvida que as sentenças que contenham um segmento condenatório
constituem, nesse particular, título executivo, para os efeitos do artigo 46°, n° 1,alínea a), do
CPC.

Problemático é saber em que medida é que as sentenças que apenas contenham uma
condenação implícita são também título executivo. De resto tem sido bastante debatida, na
doutrina portuguesa, a questão de saber se as sentenças declarativas proferidas em acções
constitutivas, de que resultem condenações implícitas, constituem título executivo.

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\2.1.2.3 – Requisitos de exequibilidade da sentença condenatória
A – Trânsito em julgado.
Em regra, para que as sentenças condenatórias tenham força executiva necessitam de
transitar em julgado, como preceitua o n° 1 do art. 47° do CPC.
A noção de trânsito em julgado é dada pelo art. 677° do mesmo Código, e significa que a
decisão não é susceptível de recurso ordinário ou de reclamação nos termos dos arts. 668° e
669°.
Mas pode, desde logo, dar-se à execução sentença que tenha sido objecto de recurso com
efeito meramente devolutivo, como se alcança da ressalva do art. 47°, n° 1.
As situações típicas em que o efeito do recurso é meramente devolutivo são, em regra, as
seguintes:
a) no âmbito do recurso de apelação em processo de declaração comum sumário, por força do
preceituado no artigo 792° CPC, bem como nos processos especiais por via do disposto no n°
3 do artigo 463° do mesmo Código;
b) no recurso de revista – art. 723° CPC, ao contrario sensu.
Todavia, a apelação tem efeito suspensivo na generalidade dos casos de processo declarativo
comum ordinário, como deriva do nº 2 proémio do artigo 692° do CPC.
Terá, porém, efeito meramente devolutivo nas situações elencadas nas várias alíneas do citart.
692º nº 2.
Tem também efeito suspensivo a sentença que decrete o despejo de arrendado urbano, nos
termos do artigo 980º nº 2 CPC.
A revista só tem efeito suspensivo em questões sobre o estado das pessoas – artigo723° do
CPC.
Os recursos extraordinários, de revisão e de oposição de terceiro, não têm efeito suspensivo
da execução – arts. 774°, n° 4, e 781 °, n° 3, do CPC.

2.1.2.4 – Execução provisória


Quando tenha sido interposto recurso da sentença com efeito meramente devolutivo, a parte
vencedora pode instaurar, desde logo, execução provisória, a qual correrá com base no
traslado, que será extraído nos termos do art. 693°, n° 1 e 724°, n° 2, 2ªparte, do CPC (e 90°,
n° 3). Traslado é a designação tradicional da certidão das peças do processo que vão servir de
base à execução. Logo que baixe o processo, os autos de execução ser-lhe-ão apensados, por
a execução dever correr por apenso.

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A execução iniciada na pendência do recurso:

– altera-se, modificando-se ou extinguindo-se, em conformidade com a decisão final


transitada (art. 47°, n° 2, CPC); será comprovada por certidão;

– as decisões intermédias podem também suspender-se ou modificar-se,consoante o efeito


atribuído ao recurso delas interposto art. 47°, n° 2, in fine.

Se, por exemplo, a decisão for revogada na Relação e do acórdão desta for interposto recurso
para o Supremo, com efeito meramente devolutivo, suspender--se-á a execução ou, se a
revogação for parcial, modificar-se-á.

Enquanto estiver pendente o recurso, o exequente ou qualquer credor não pode ser pago sem
prestar caução – art. 47°, n° 3, do CPC. O processo adequado à prestação de caução segue os
termos incidentais previstos nos arts. 433°, por viado art. 435° CPC – vide também os arts.
623° ess. CC.

Por seu turno, creio razoável que o executado possa obter a suspensão da execução de
sentença com recurso ainda pendente, prestando caução – à semelhança do art.819° CPC. O
procedimento adequado é o previsto nos artigos 433° e 435° CPC.

Havendo venda executiva, se a sentença exequenda for anulada ou revogada, aquela venda
ficará sem efeito, como determina o art. 909°, n° 1, alín. a) do CPC,ficando o comprador com
o direito ao reembolso, nos termos do n° 3 do mesmo art. 909°. A prestação de caução visa,
pois, garantir esse reembolso ao comprador, ou, não sendo pedida a restituição dos bens pelo
executado, recebimento por estado preço da coisa vendida – vide art. 909°, n° 3 do CPC.

2.1.2.7 – Âmbito da oposição à execução baseada em sentença


A oposição à execução baseada em sentença tem o âmbito restrito e taxativo definido no
artigo 813° do CPC.

No entanto, convém notar que esse âmbito é mais alargado nos casos de execução baseada
em sentença homologatória, na medida em que o executado pode invocara nulidade ou a
anulabilidade do acto assim homologado, como decorre dodisposto no art. 301º, do CPC.

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2.1.2.8 – Decisões judiciais equiparadas a sentenças condenatórias

Para efeitos de título executivo, nos termos do artigo 48°, nº l, do CPC, são equiparadas a
sentenças condenatórias os despachos, decisões ou outros actos de autoridade judicial que
condenem no cumprimento de uma obrigação patrimonial. Exemplificativamente, podem
citar-se as decisões previstas nos arts.154°, n° 4,519°, n° 2, 537°, 629°, n° 3, todos do CPC.

2.1.4 – Decisões arbitrais

2.1.4.1 – Enquadramento geral


Os tribunais arbitrais, admitidos pelo artigo 209°, n° 2, da Constituição Portuguesa, podem
assumir uma de duas naturezas:

– tribunais arbitrais necessários – instituídos por lei;

– tribunais arbitrais voluntários – constituídos por iniciativa dos particulares nos termos da
lei.Em Moçambique, os tribunais arbitrais voluntários encontram-se regulados,
nomeadamente quanto ao seu âmbito, constituição e funcionamento, de 29-8.Segundo o art.
1º, n° 2, dessa lei, a convenção de arbitragem pode ter por objecto:

a) um compromisso arbitral – que incide sobre um litígio actual, ainda que não se encontre
afecto a um tribunal judicial;

b) uma cláusula compromissória – recaindo sobre litígios eventuais emergentes de uma


determinada relação jurídica contratual ou extracontratual.

A arbitragem voluntária não pode ter por objecto litígios submetidos exclusivamente ao
tribunal judicial ou a arbitragem necessária, nem os que respeitem a direitos indisponíveis.
Não há, por exemplo, lugar a arbitragem no domínio da acção executiva ou dos
procedimentos cautelares.Os tribunais arbitrais necessários regem-se pelo disposto nos arts.
1525° a 1528° doCPC,

2.1.4.2 – Exequibilidade
A decisão arbitral tem a mesma força executiva que a sentença do tribunal judicialda 1ª
instância, sendo este o tribunal competente para a sua execução (arts. 26°, n°2, e 30° da Lei

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n° 31/86). Por sua vez, o art. 48°, n° 2, do CPC declara as decisões arbitrais exequíveis nos
mesmos termos que as decisões dos tribunais comuns.

2.1.5 – Decisões arbitrais proferidas em país estrangeira


2.1.5.1 – Regra geral
Nos termos dos arts. 49°, n° 1, e 1094°, n° 1, as decisões proferidas por árbitros em país
estrangeiro só podem ser dadas à execução nos tribunais portugueses depois de revistas e
confirmadas nos mesmos termos das sentenças estrangeiras, sem prejuízo do que estiver
estabelecido em convenção internacional.

Convenção de Nova Iorque sobre o Reconhecimento e a Execução de Sentenças arbitrais


Estrangeiras

Trata-se de uma convenção internacional, celebrada em Nova Iorque aos 10-6-1958,à qual
Portugal aderiu, por resolução da Assembleia da República ,e que entrou em vigor no nosso
país em 16/1/95.

2.1.5.2 – Âmbito de exequibilidade das decisões arbitrais


O âmbito de exequibilidade das decisões arbitrais afere-se pelo âmbito legalmente permitido
para a arbitragem voluntária ou necessária.

2.1.5.3 – Âmbito da oposição à execução baseada em decisão arbitral


Além dos fundamentos taxativamente previstos no artigo 814° do CPC, o executado pode
opor à execução fundada em decisão arbitral qualquer dos fundamentos de anulação desta,
nos termos do artigo 814° do CPC.

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2.2 – Títulos extrajudiciais:
2.2.1 – Documentos exarados ou autenticados por notário
2.2.1.1 – Títulos negociais

Noção e génese
Títulos negociais são os que decorrem de acto da vontade das partes, nos termos previstos na
lei.

Segundo o ensinamento do Prof. Castro Mendes têm a sua génese histórica na norma romana
do confessus pro judicatohabetur, que consistia na confissão do devedor do direito invocado
pelo autor/credor, perante o pretor, em fase pré-judicial.

Tal confissão – confessioin jure – era equiparada, pois, à condenação (judicatio).Na Idade
Média, introduziu-se o designado praeceptum de solvendo, que se traduzia num instrumento
emitido pelo juiz com base na confissão do devedor para com o credor, perante o juiz que
intervinha num papel semelhante ao do actual notário (judexchartularis).

Mais tarde, entraram em cena os títulos de crédito.

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2.2.1.2 – Documentos exarados ou autenticados por notário
2.2.1.2.1 – Documentos exarados por notário
A – Noção legal
Segundo a alínea b) do artigo 46°, e o art. 50º nº 1, do CPC, os documentos exarados por
notário, sempre que provem a existência de uma obrigação, são títulos executivos. Ora, nos
termos conjugados dos artigos 363°, n° 1 e 2, e 369°, n° 1, do CC, os documentos exarados
por notário, com as formalidades legais, dentro do círculo de actividade que lhe é atribuído,
inscrevem-se na categoria de documentos autênticos.

De acordo com as mesmas disposições legais, são ainda documentos autênticos os exarados
pelas autoridades públicas nos limites da sua competência, ou por outro oficial público
provido de fé pública na esfera da respectiva actividade legal.Porém, tais documentos
autênticos só constituirão título executivo, se essa qualidade lhe for atribuída por disposição
especial, conforme se prevê,genericamente, na alínea d) do artigo 46° do CPC.

Os documentos autênticos exarados por notário


estão sujeitos aos requisitos formais estabelecidos na Lei Notarial e podem consistir em:

– escrituras públicas, exaradas nos respectivos livros (v.g. escritura de compra e venda de um
imóvel, escritura de partilha, escritura de mútuo ou de abertura de crédito);

– instrumentos públicos avulsos (v.g. testamento público, instrumento de aprovação ou de


depósito de testamento cerrado).

B – Requisitos de exequibilidade
Em regra, os documentos autênticos exarados por notário, com as formalidades legais, não
carecem de qualquer outro requisito para serem exequíveis – art. 50º nº1 do CPC. E mesmo
tratando-se de obrigações ilíquidas não dependentes de mero cálculo aritmético, essa
iliquidez não retira exequibilidade ao título, bastando que a obrigação exequenda seja
liquidada por via do procedimento preliminar previsto no artigo 805°, do CPC.

Todavia, quando nesses documentos:

– se convencionarem prestações futuras para a conclusão do negócio (v.g. contratode


abertura de crédito ou contrato de fornecimento);

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– ou seja prevista a constituição de obrigações futuras (v.g. constituição de hipoteca
voluntária, por contrato ou negócio unilateral, para garantir obrigação futura ou condicional,
nos termos previstos nos artigos 686º n° 2, e 712º do CC);

– o artigo 50° nº 2 do CPC faz depender a sua exequibilidade da prova de que alguma
prestação foi realizada para conclusão do negócio:

– por documento adminicular, passado em conformidade com as respectivas cláusulas (v.g.


os extractos da conta-corrente dos depósitos efectuados em execução do contrato de abertura
de crédito, as facturas reportadas ao contratos singulares de compra e venda realizados em
execução docontrato-quadro de fornecimento);

– ou, na falta desse clausula do, por exibição de documento complementar revestido de força
executiva própria (v.g. letra de câmbio ou cheque emitidos em titulação da obrigação futura
previamente garantida por hipoteca constituída mediante escritura pública).

Nesses casos, diz-se que o título executivo tem feição complexa, integrando o título
originário e o documento adminicular ou complementar.

Distinta dessas situações é a hipótese prevista no artigo 804°, n° 1, do CPC,respeitante a


título executivo que contenha já a constituição de uma obrigação,ainda que dependente de
condição suspensiva ou de uma prestação a realizar pelo credor ou por terceiro. Nesta
hipótese, o título é desde logo exequível, mas a obrigação nele plasmada tem de ser tomada
exigível mediante o procedimento probatório preliminar estabelecido nos nºs 1 e 2 do citado
artigo 804°.

C – Âmbito de exequibilidade
Como decorredo que já acima foi referido, os documentos exarados por notário constituem
título executivo, quando importem a constituição ou o reconhecimento de quaisquer
obrigações patrimoniais susceptíveis de execução – art. 50º nº 1 do CPC.

Assim, podem consistir em:

 Documentos constitutivos da obrigação exequenda, quando deles constem os negócios


jurídicos, contrato ou negócio unilateral, que servem de fonte oude causa a essa
obrigação;
 Documentos recognitivos da obrigação exequenda, quando deles apenas constem a
declaração de reconhecimento ou confissão da obrigação, sem indicação da respectiva

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causa, a qual, aliás, se presumirá iuristantum, por força dopreceituado no artigo 458°,
n° l, do CC.

Nessa medida, os documentos exarados por notário têm um âmbito de exequibilidade plena,
na esfera da autonomia negocial das partes e dentro dos limites da lei, o que significa que
podem servir de base, consoante o seu conteúdo,à execução de quaisquer obrigações
patrimoniais para pagamento de quantia certa, para entrega de coisa certa, imóvel ou móvel,
ou para prestação de facto positivo ou negativo, a que se refere o n° 2 do artigo 45° do CPC,
desde que seja lícito aos seus outorgantes dispor sobre os direitos e obrigações ali
estipulados.

D – Âmbito da oposição à execução


A oposição à execução baseada em documentos exarados por notário tem, de acordo com o
disposto no artigo 815° do CPC, um âmbito alargado ou latitudinário.

Nesse domínio, o executado pode invocar, para além dos fundamentos especificados no
artigo 813° do citado Código, na parte aplicável, todos os meios de defesa por impugnação ou
por excepção que lhe seria lícito deduzir em sede do processo dedeclaração, nos termos
previstos nos artigos 342° do CC e 487°, 493° a 496° do CPC.

De salientar que a circunstância de o documento ser título executivo não altera,por si só, as
regras do ónus probatório aplicáveis.

Todavia, importa ter presente que, tratando-se de documento autêntico, a sua força probatória
é reforçada, quer no plano formal, quer no plano material.

Assim sendo:

– quanto à força probatória formal, presume-se a autenticidade do documento,nos termos do


artigo 370°, n° 2, do CC, a qual pode ser ilidida mediante prova em contrário;

– quanto à força probatória material, o documento autêntico faz prova plena,relativamente


aos factos nele referidos como praticados pelo notário ou poreste atestados com base nas suas
percepções, nos termos prescritos no artigo371 °, n° 1, do CC, a qual só pode ser ilidida com
base na sua falsidade,conforme o previsto no artigo 372° do mesmo diploma.

Nessa conformidade, o ónus de prova, quer sobre a falta de autenticidade dodocumento, quer
da sua falsidade, incumbirá ao executado / oponente, mediante o mecanismo processual

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estabelecido nos artigos 360° e seguintes do CPC, sem prejuízo do seu conhecimento oficioso
pelo tribunal, quando sejam manifestas pelos sinais exteriores do documento, como se
permite, respectivamente, nos artigos 370°, n° 2, e 372°, n° 2, do CC.Por sua vez, os factos
constantes de documento exarado por notário nãocompreendidos no âmbito de eficácia da
prova plena (artigo 371°, n° 1, parte final,e n° 2, do CC), estão sujeitos à livre apreciação do
julgador e, por conseguinte, às regras gerais do ónus probatório.

2.2.1.2.2 – Documentos autenticados por notário

A – Noção legal
Segundo a alínea b) do artigo 46°, e o nº 1 do art. 50º, do CPC, os documentos autenticados
por notário que provem a existência de uma obrigação são títulos executivos.

Nos termos do artigo 363°, n° 1, parte final, e n° 3, do CC, os documentos autenticados são
documentos particulares, assinados pelas partes, em que estas confirmam o seu conteúdo
perante o notário, o qual lavrará o respectivo termo de autenticação, com as formalidades
exigidas pela Lei Notarial, devendo, além do mais, conter a declaração das partes de que já
leram o documento ou de que estão inteiradas do seu conteúdo e que este exprime a sua
vontade.

B – Requisitos de exequibilidade
Neste capítulo, valem as considerações acima feitas quanto aos documentos autênticos
exarados por notário.

C – Âmbito de exequibilidade
No que respeita ao âmbito de exequibilidade, os documentos autenticados por notário podem
servir de título para a execução de quaisquer obrigações patrimoniais de quantia certa, para
entrega de coisa certa, móvel ou imóvel; ou para prestação de facto positiva ou negativo, a
que se refere o artigo 45°, n° 2, do CPC, desde que seja lícito aos seus outorgantes dispor
sobre os direitos.

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CONCLUSAO
Após estudo pudemos aprofundar o nosso conhecimento sobre o tema abordado, onde
identificamos que no processo de execução o Estado tem o poder para intervir nas relações
privadas para que possa ser extinta de uma forma definitiva a lide, tendo como meios a
efetivação do direito material, buscando o cumprimento do dever legal de uma actividade
cognitiva ou acordo entre as partes.

A intervenção estatal no património do devedor para a satisfação do direito presumido em


favor do credor é uma medida que deve ser realizada em último caso. Porém, quando se trata
de título executivo extrajudicial alguns requisitos estão preenchidos (exigibilidade, liquidez e
certeza), não devendo a via executiva promover possibilidades onerosas ao credor para a
defesa do devedor, pois o direito material já está presumido. Entretanto, o processo de
execução abre possibilidade para a defesa do devedor com os embargos à execução.

Contudo, entendemos que as defesas do devedor devem ser restritas. O título exigível
cumulado com o inadimplemento são requisitos para o accionamento da tutela jurisdicional
executiva. Desta forma, não deverá o credor assumir o malefício da morosidade do poder
judiciário. O princípio da celeridade deverá servir de referência para essa relação jurídica.

A modernização do processo civil está ocorrendo paulatinamente buscando alcançar a


evolução da sociedade.

Diante do exposto temos a certeza que o conteúdo abordado irá nos auxiliar de forma
significativa no exercício da nossa futura profissão.

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BIBLIOGRAFIA
 Constituição da República de Moçambique – 2004;

 Código Civil;
 Código do Processo Civil.

Manuais

 Sousa, António Pais de- Aspetos controversos da atual reforma, linha geral
dos princípios, intervenções de terceiros e cautelares, tramitação em especial
dos recursos, sugestões para futuro, Editora Rei dos Livros

 Varela, Antunes, Bezerra, J. Miguel e Nora, Sampaio - Manual de processo


civil, 2ª edição revista e atualizada de acordo com o Decreto-lei nº 242/85,
Coimbra Editora, Ldª

 Varela, João de Matos Antunes- Das Obrigações em Geral, Vol. I, 6ª edição,


Almedina

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