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e-DOC 831DD7C3-e

Proc 19210/2018

TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL


GABINETE DO CONSELHEIRO RENATO R AINHA

Processo: nº 19.210/2018-e (a).

Jurisdicionada: Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal – SLU/DF,


Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento
Básico do Distrito Federal – ADASA e Agência de
Fiscalização do Distrito Federal - AGEFIS.

Assunto: Representação.

Ementa: Representação, com pedido de cautelar, formulada por


Deputados Distritais com o objetivo de suspender os
efeitos da cobrança estipulada na Instrução Normativa nº
06, de 25 de maio de 2018, que regulamenta os
procedimentos e normas no âmbito do Serviço de Limpeza
Urbana do Distrito Federal – SLU/DF referentes ao
pagamento e recepção dos resíduos da construção civil –
RCC na Unidade de Recebimento de Entulhos até o efetivo
cumprimento da Resolução nº 14/2016 da Agência
Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do
Distrito Federal – ADASA, na parte que transfere ao
Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal – SLU/DF a
autoridade para definir os critérios para iniciarem a
realização da cobrança do preço público no próximo dia 15
de junho de 2018.

. Proposta da SEACOMP no sentido de que o Tribunal: 1)


tome conhecimento da Representação em tela e de
seus anexos; 2) delibere acerca do pedido cautelar
suscitado; e 3) determine ao Serviço de Limpeza
Urbana do Distrito Federal – SLU/DF, à Agência
Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do
Distrito Federal – ADASA e à AGEFIS que, na parte
que lhes diz respeito, manifestem-se, no prazo de
15 (quinze) dias, sobre o teor dessa Representação
(e-Doc FB6A336A-c).

. DECIDO conhecer da Representação e dos documentos


que a acompanham; determinar ao Serviço de Limpeza
Urbana do Distrito Federal – SLU/DF que observe a medida
cautelar adotada nesta decisão monocrática; conceder
prazo ao Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal –
SLU/DF, Agência Reguladora de Águas, Energia e
Saneamento Básico do Distrito Federal – ADASA e AGEFIS
para se manifestarem; e devolver os autos à SEACOMP.

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GABINETE DO CONSELHEIRO RENATO R AINHA

D E S P A C H O S I N G U L A R Nº 204/2018 – GCRR

Cuidam os autos de Representação subscrita pelos ilustres


Deputados Distritais Wellington Luiz, Joe Valle, Raimundo Ribeiro e Celina
Leão, objetivando a suspensão dos efeitos da cobrança estipulada na Instrução
Normativa nº 06, de 25 de maio de 2018, que regulamenta os procedimentos e
normas no âmbito do Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal – SLU/DF
referentes ao pagamento e recepção dos resíduos da construção civil – RCC na
Unidade de Recebimento de Entulhos até o efetivo cumprimento da Resolução nº
14/2016 da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do
Distrito Federal – ADASA, na parte que transfere ao Serviço de Limpeza
Urbana do Distrito Federal – SLU/DF a autoridade para definir os critérios para
iniciarem a realização da cobrança do preço público no próximo dia 15 de junho
de 2018.

Aduzem os ilustres Deputados Distritais que a Resolução nº


09/2018 da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do
Distrito Federal – ADASA, no seu art. 131, especificou algumas condicionantes
que precisariam ser cumpridas para o início da cobrança.

Ressaltam que a Lei local nº 4.704/2011 mencionada nesse


dispositivo da Resolução da Agência Reguladora de Águas, Energia e
Saneamento Básico do Distrito Federal – ADASA encontra-se revogada, desde
26 de abril de 2018, pela Lei nº 6.138/2018.

Consignam que o Contrato Emergencial nº 20/2018 firmado pelo


Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal – SLU/DF com a empresa
Valor Ambiental não trata da questão relativa à segregação dos resíduos sólidos
da construção civil, mas tão somente sobre o monitoramento e manutenção do
aterramento. Deste modo, acrescentam, não há que se falar em distinção de
resíduos, se a empresa contratada fará apenas o aterramento dos resíduos da
construção civil sem que tenha havido o atendimento dos requisitos mínimos para
a segregação dos resíduos previstos na Resolução nº 14/2016-ADASA, vez que o
Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal – SLU/DF, até o momento, não
disponibilizou mecanismos de reciclagem dos resíduos da construção civil.

1
Resolução nº 09/2018 - ADASA
Art. 13. Os geradores de grandes volumes de resíduos da construção civil são responsáveis por promover a segregação dos resíduos e seu
adequado acondicionamento.
§ 1º O prestador de serviços deverá emitir instrução referente à segregação dos resíduos da construção civil a serem dispostos em suas
instalações, no mínimo 20 (vinte) dias antes do início da cobrança pela disposição final desses resíduos, em conformidade com a Lei
Distrital nº 4.704/2011 e demais normas legais, regulamentares e técnicas.

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Afirmam que, consoante evidenciado nas fotos em anexo, o que


está acontecendo é que, apesar de existir na Unidade de Recebimento de
Entulhos – URE placas identificando os locais para depósito de resíduos
segregados e resíduos não segregados, todos os resíduos são aterrados.

Asseveram, ainda, que o Serviço de Limpeza Urbana do


Distrito Federal – SLU/DF não informou aos geradores de resíduos da
construção civil sobre a cobrança do preço público e as penalidades fixadas em
caso de infrações às vigentes normas, o que contraria o prescrito no § 5º do art.
13 da Resolução nº 14/2016.

Alegam, também, que o Serviço de Limpeza Urbana do Distrito


Federal – SLU/DF ainda não deu atendimento aos requisitos mínimos fixados no
art. 142 da Resolução nº 14/2016 da ADASA e nem disponibilizou balanças em
quantidade suficiente para que o tempo de espera dos veículos transportadores
seja de, no máximo, 30 (trinta) minutos, conforme estabelece essa Resolução da
ADASA. Registram, ademais, que a escassez de balanças na URE tem gerado,
diariamente, filas de caminhões naquelas unidades.

Assinalam que a cobrança para a disposição de resíduo por meio


de preço público a que se reporta a Instrução Normativa 06/2018 do Serviço de
Limpeza Urbana do Distrito Federal – SLU/DF, publicada em 28/05/2018,
baseia-se em preço público estipulado na aludida Resolução nº 14/2016 da
ADASA e suas alterações. Informam, neste contexto, que o preço adotado por
essa Resolução é o seguinte:
Disposição final de Tonelada R$ 14,68
resíduos da construção
civil segregados
Disposição final de Tonelada R$ 26,91
resíduos da construção
civil não segregados
Dizem que a importância estipulada no Contrato Emergencial nº
20/2018 para que a empresa Valor Ambiental receba e aterre resíduos sólidos
da construção civil é de R$ 10,92 (dez reais e noventa e dois centavos) a
tonelada, sem discriminação entre segregados e não segregados, uma vez que
todos os resíduos serão aterrados no mesmo local e inexiste no aludido ajuste
exigência quanto à reciclagem do resíduo recebido, mas tão somente o
recebimento e aterramento na Unidade de Recebimento de Entulho.

2
Resolução nº 14/2016 – ADASA
Art. 14. As unidades destinadas à disposição final de resíduos da construção civil deverão atender aos seguintes requisitos mínimos: I –
dispor de balanças rodoviárias adequadas e distintas para a pesagem de veículos na chegada e na saída da instalação, em quantidade
suficiente para atendimento da demanda; II – dispor de portão e cercamento no perímetro da área de operação, de forma a impedir o
acesso de pessoas não autorizadas e de animais; III – dispor de vias de acesso sinalizadas e adequadas ao tráfego dos veículos
transportadores; IV – ter controle de acesso, com cadastramento dos veículos; V – possuir áreas distintas para a disposição segregada dos
resíduos recebidos.

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Questionam a razão da cobrança de preços diferenciados dos


geradores de entulho, se todos os resíduos serão aterrados no mesmo local, sem
qualquer distinção em seu manejo. Questionam, ainda, o que justificaria a
cobrança de R$ 26,91 (vinte e seis reais e noventa e um centavos) por
tonelada de resíduo, valor que excede em 147% (cento e quarenta e sete por
cento) ao valor pago pelo Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal –
SLU/DF à empresa Valor Ambiental.

Após esclarecerem que a Resolução nº 14/2016 da ADASA


adotou como preço fixo a cobrança de 6 toneladas por caçamba com capacidade
de 5 m3 e discorrer, a título exemplificativo, sobre o modelo de cobrança adotado
pelo município de Goiânia/GO, arrematam o questionamento que erguem sobre a
cobrança de R$ 26,91 (vinte e seis reais e noventa e um centavos) anotando
que o valor justo é o de R$ 10,92 (dez reais e noventa e dois centavos) por
tonelada, conforme assentado no aludido Contrato Emergencial.

Vez que o Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal –


SLU/DF, antes de iniciar as cobranças, deveria ter cumprido todas as exigências
previstas na Resolução nº 14/2016 da ADASA, sustentam os ilustres
parlamentares que aquele órgão jurisdicionado contraria, no caso aqui em tela, as
diretrizes que emanam dos princípios da legalidade e da eficiência, atraindo para
os responsáveis as consequências previstas na Lei de Improbidade.

Diante disso, formulam os subscritores da Representação em tela


os seguintes pedidos:
“a) seja recebida e conhecida a presente
REPRESENTAÇÃO, uma vez que preenchidos os
requisitos de admissibilidade;
b) seja CONCEDIDA MEDIDA LIMINAR, INAUDITA ALTERA
PARTE, conforme autoriza o artigo 277 do Regimento
Interno dessa Corte de Contas para SUSPENDER
imediatamente a cobrança do preço público, prevista
para início no dia 15/06/2018, até que sejam
cumpridas pelo Serviço de Limpeza Urbana – SLU as
exigências estabelecidas na Resolução 14/2016, ou,
ATÉ DECISÃO DE MÉRITO DA DEMANDA;
c) subsidiariamente, caso não seja determinada a
suspensão do prazo para início da cobrança do preço
público, o que se admite por hipótese, requer que
seja determinada a equiparação do preço público ao
valor de R$ 10,92 (dez reais e noventa e dois
centavos), da mesma forma que consta do Contrato
Emergencial nº 20, firmado pelo SLU com a empresa
Valor Ambiental;

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d) seja determinada a intimação da Diretora-


Presidente do Serviço de Limpeza Urbana do Distrito
Federal – SLU e do Diretor-Presidente da Agência
Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do
Distrito Federal – ADASA, para apresentarem suas
razões e justificativas quanto ao não cumprimento
das exigências estabelecidas nos arts. 10, § 3º,
13, §§ 1º e 5º e 14, da Resolução nº 14/2016 –
ADASA, bem como a demonstração dos critérios
objetivos utilizados para estipulação do preço
público de R$ 26,91 (vinte seis reais e noventa e
um centavos) por tonelada de RCC;
e) seja determinada à Diretora-Presidente do
Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal – SLU
que apresente a este Tribunal de Contas a planilha
atualizada da quantidade de RCC descartado a partir
de 29/01/2018, demonstrando o RCC público, o RCC
transportado pelos transportadores de contêiner, o
RCC transportado pelos caçambeiros e o RCC
recolhido em área pública, descartado por
particular;
f) seja determinada a intimação, para todos os atos
do presente feito, do Representante do Ministério
Público de Contas do Distrito Federal, inclusive
para fins de tomar as medidas legais cabíveis,
inclusive em face de eventual infração à Lei de
Improbidade Administrativa;
g) no MÉRITO que seja julgada procedente a presente
REPRESENTAÇÃO, confirmando a medida cautelar para
determinar ao Serviço de Limpeza Urbana do Distrito
Federal que cumpra todos os requisitos
estabelecidos nos arts. 10, § 3º, 13, §§ 1º e 5º e
14, da Resolução nº 14/2016 – ADASA, para início da
cobrança do preço público para o descarte dos
resíduos da construção civil na Unidade de
Recolhimento de Entulhos, com a consequente
adequação do preço.”
A SEACOMP, na Informação nº 118/2018, manifesta-se sugerindo
ao Tribunal que: 1) tome conhecimento da Representação em tela e de
seus anexos; 2) delibere acerca do pedido cautelar suscitado; e 3)
determine ao Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal –
SLU/DF, à Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico
do Distrito Federal – ADASA e à AGEFIS que, na parte que lhes diz
respeito, manifestem-se, no prazo de 15 (quinze) dias, sobre o
teor dessa Representação (e-Doc FB6A336A-c).
É o breve relatório.

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GABINETE DO CONSELHEIRO RENATO R AINHA

Decido.
Examina-se, nesta fase processual, a admissibilidade de
Representação formulada pelos ilustres Deputados Distritais Wellington Luiz,
Joe Valle, Raimundo Ribeiro e Celina Leão, visando à suspensão dos efeitos
da cobrança estipulada na Instrução Normativa nº 06, de 25 de maio de 2018, que
regulamenta os procedimentos e normas no âmbito do Serviço de Limpeza
Urbana do Distrito Federal – SLU/DF referentes ao pagamento e recepção dos
resíduos da construção civil – RCC na Unidade de Recebimento de Entulhos até
o efetivo cumprimento da Resolução nº 14/2016 da ADASA, na parte que
transfere ao Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal – SLU/DF a
autoridade para definir os critérios para iniciarem a realização da cobrança do
preço público no próximo dia 15 de junho de 2018.

Tenho que as questões suscitadas pelos ilustres parlamentares


na Representação em causa inserem-se no rol de competência deste Tribunal.
Tal percepção assume relevo na medida em que essas questões prima facie
repercutem sobre a execução do Contrato Emergencial nº 20/2018, firmado entre
o Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal – SLU/DF e a empresa Valor
Ambiental.

Assim, entendo que a aludida Representação atende os requisitos


exigidos pela norma regimental aplicável à espécie para que possa ser conhecida.

Referido ajuste tem por objeto a prestação de serviço de


monitoramento e manutenção do Aterro Controlado do Jóquei – ACJ,
localizado na Cidade Estrutural (área especial), para execução de atividades de
manutenção dos dispositivos e sistemas de drenagem de águas pluviais, líquidos
percolados e gases; monitoramento topográfico geotécnico, ambiental e das
águas pluviais; manutenção das lagoas de acumulação de líquidos percolados;
monitoramento e manutenção e implantação de drenos e canaletas de captação
de águas pluviais; recebimento e aterramento de resíduos sólidos da construção
civil, podas e galhadas.

Os elementos informativos trazidos pelos ilustres autores da


Representação em causa apontam, ao menos em sede de cognição inicial do
assunto nela versado, ocorrência de fatos mitigadores das orientações que
emanam do princípio da legalidade, caso prospere a cobrança estipulada na
Instrução Normativa nº 6, de 25 de maio de 2018, do Serviço de Limpeza
Urbana do Distrito Federal – SLU/DF.

Os procedimentos de pagamento e recepção de resíduos de


construção civil regulamentados por essa Instrução Normativa, conforme disposto

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no seu art. 1º3, fundam-se, entre os outros diplomas legais, na Lei local nº
4.704/2011, revogada expressamente pela Lei local nº 6.138, de 26 de abril de
2018.

Conquanto a Lei nº 6.138/2018 estabeleça que passaria a vigorar


60 dias após a sua publicação, observado, no que concerne às taxas, o disposto
no art. 128, inciso III, da Lei Orgânica do Distrito Federal, tenho que esse aspecto
alegado pelos autores da Representação em tela precisa ser melhor examinado.

Entendo, pois, presente o requisito da plausibilidade jurídica para


adotar medida cautelar vindicada pelos autores da Representação.

O chamado periculum in mora também se me revela presente. É


que a data de início da cobrança já foi fixada: 15 de junho de 2018. Vê-se, pois, a
necessidade da concessão da cautelar.

Vez que os representantes consideram justa a cobrança no valor


de R$ 10,92 (dez reais e noventa e dois centavos) por tonelada, por
corresponder ao valor pago pelo Distrito Federal à empresa Valor Ambiental,
responsável atualmente por monitorar e realizar a manutenção da Unidade de
Recebimento de Entulhos – URE, e porque contemplam tal entendimento no
pedido da alínea “c”, tenho por razoável, nesta etapa de cognição não exauriente
da matéria posta para exame neste processo, determinar ao Serviço de Limpeza
Urbana do Distrito Federal – SLU/DF que a aludida cobrança observe esse
valor.

Posto isso, com base no que dispõem o artigo 40 da Lei


Complementar no 01/1994 c/c os artigos 123, 230, §7º, 277 do RI/TCDF,
DECIDO:
I- conhecer da Representação formulada por Deputados
Distritais e os documentos que a acompanham;

II – cautelarmente, determinar ao Serviço de Limpeza Urbana


do Distrito Federal – SLU/DF que, até ulterior deliberação
deste Tribunal de Contas, observe, na cobrança do preço de
que trata a Instrução Normativa nº 6/2018, o valor de R$
10,92 (dez reais e noventa e dois centavos), conforme
consta do Contrato Emergencial nº 20, firmado com a
empresa Valor Ambiental;

3
Instrução Normativa nº 06/2018 – SLU
Art. 1º Regulamentar os procedimentos do pagamento e recepção de resíduos da construção civil conforme a Política Nacional de
Resíduos Sólidos – PNRS, Lei nº 12.305/10, a Lei Distrital nº 4.704/2011 e o Decreto Distrital nº 37.782/2016 e a recepção resíduos de
podas e galhadas, oriundas dos serviços públicos e de serviços particulares na Unidade de Recebimento de Entulho – URE do Serviço de
Limpeza Urbana do Distrito Federal – SLU/DF.

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GABINETE DO CONSELHEIRO RENATO R AINHA

III – conceder o prazo de 05 (cinco) dias ao Serviço de Limpeza


Urbana do Distrito Federal – SLU/DF, à Agência
Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do
Distrito Federal – ADASA e à Agência de Fiscalização do
Distrito Federal - AGEFIZ para se manifestarem, quanto a
parte que lhes diz respeito, sobre as questões suscitadas na
Representação em causa; e

IV - autorizar:

a) o envio de cópia das fls. 1/20 (peça 3) às jurisdicionadas


para conhecimento de seu teor;

b) a ciência da decisão que vier a ser prolatada aos


representantes informando-o de que as futuras
tramitações destes autos poderão ser acompanhadas
mediante cadastramento no sistema TCDFPush
(www.tc.df.gov.br – Espaço do Cidadão –
Acompanhamento por email);

c) o retorno dos autos a esta Secretaria para análise de


mérito da exordial.

Brasília - DF, em 15 de junho de 2018.

ANTONIO RENATO ALVES RAINHA


Conselheiro
5

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