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UNIVERSIDADE LURIO

FACULDADE DE ENGENHARIA
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL 4º ANO
8° Grupo

Tema: Métodos de Monitorização de Patologias


Cadeira de Patologia, Conservação e Reabilitação

Discentes: Docente:
Gerson Fernandes Tauelia – 023 Eng.ª Josefa Vanguir Muhorro Rombe
Izak André A. Matemanga Nindi – 002

Pemba
Setembro, 2016
Índice

Introdução........................................................................................................................................3
Objectivos........................................................................................................................................4
Monitorização e seguimento evolutivo............................................................................................5
Razão de ser e finalidade da monitorização....................................................................................8
Duração e periocidade da monitorização.........................................................................................9
Validade e limites da monitorização pelos sentidos......................................................................10
Monitorização assistida.................................................................................................................10
Monitorização da abertura de fendas e fissuras.............................................................................12
Medição com fissurómetro simples...............................................................................................12
Levantamentos termográficos........................................................................................................13
Medição de deslocamentos............................................................................................................16
Transdutores de deslocamento capacitivos....................................................................................16
Medição da rotação........................................................................................................................17
Medição de humidade....................................................................................................................18
Ensaios de ultra sons......................................................................................................................19
Conclusão......................................................................................................................................21
Referências Bibliográficas.............................................................................................................22
Introdução

O trabalho é realizado no âmbito de aulas práticas da cadeira de Patologia, Conservação e


Reabilitação, onde a Docente da cadeira incumbiu ao grupo para estudar e falar dos “Métodos de
monitorização de patologias”, trazendo assim ao longo do trabalho possíveis conteúdos
concernentes ao tema em questão. O presente trabalho objectiva-se em abordar os métodos de
monitorização de patologia conhecidos, a partir de cada método descrever o seu funcionamento,
suas técnicas, equipamentos e os instrumentos usados para realização dos mesmos e por fim
dizer como estes são aplicados na construção.
Existe actualmente uma grande pressão social e económica para que se execute a monitorização
quer a quando da realização de novas estruturas quer para a preservação das já existentes,
tornando-se mais uma parte essencial na Engenharia Civil. Tal pressão surgiu devido a questões
de segurança, assim como também questões de optimização quer dos processos de construção
quer da manutenção.

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Objectivos

Objectivo geral
Descrever os métodos de monitorização de patologias.

Objectivos específicos
 Apresentar os métodos de motorização de patologias;
 Conhecer o funcionamento de cada método de monitorização;
 Mostrar a importância de se fazer monitorização de patologias.

Metodologia
Para a elaboração deste relatório foram consultados e analisados os documentos existentes que
tem relação com o uso, dicionários, pesquisas na internet, entre outros.

Revisão bibliográfica
Conceitos:

Patologia tem como a seguinte definição na medicina: a especialidade médica que estuda as
doenças e as alterações que estas provocam no organismo. E na engenharia define-se como sendo
o desvio em relação ao que é próprio ou adequado ou em relação ao que é considerado como o
estado normal de um edifício ou estrutura.

Método pode-se definir de várias maneiras, de uma forma mais simples pode se dizer que
método é o caminho pelo qual se chega a determinado resultado, e também pode se definir como
sendo procedimento, técnica ou meio de se fazer alguma coisa.

Monitorização

A Monitorização é uma acção que se serve e apoia na instrumentação e observação para controlo
de uma estrutura ou obra nas suas diversas fases de vida (fase obra e fase de exploração) tendo

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com base critérios de deformação e variação expectáveis. Ou seja, é uma acção que se baseia em
observar, controlar e medir grandezas correlacionáveis em pressupostos de comportamento onde
há um reconhecimento de fenómenos que leva a uma ajuda na tomada de decisões, todo este
processo é apresentado na Figura abaixo.

A monitorização passa pela observação do comportamento e características de estruturas e


edifícios de modo a pressupor o seu comportamento quando esta se encontra sujeita a cargas,
movimentos e outras acções que podem ter origem em fenómenos naturais, ou originados pela
acção do Homem, e verificar se coincidem com os pressupostos de projecto e construção.

Monitorização e seguimento evolutivo nos principais problemas em betão e argamassas

Numa perspectiva meramente informativa e levemente complementar, efectua-se a apresentação


da importância da verificação e monitorização pós-intervenção, bem como métodos e
equipamentos associados. Não tem, portanto, este trabalho outra função que não apenas a
introdutória, dispensando-se de uma enumeração exaustiva e detalhada, de acordo com os
objectivos a que se propôs este trabalho.
A monitorização enquadra-se nas técnicas de inspecção e ensaio, que podem proporcionar dados
importantes aos técnicos responsáveis pelas intervenções da conservação, reparação e
recuperação de estruturas de betão armado, entre outras, ajudando a:

 Apoia o controlo da execução e realiza a avaliação da conformidade das estruturas


executadas;

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 Determinar as causas de danos e anomalias existentes nessas estruturas, possibilitando,
assim, uma intervenção mais adequada;

 Avaliar correctamente a importância e a extensão das degradações existentes;

 Adoptar medidas correctivas menos intrusivas e mais adequadas;

 Definir e planear atempadamente as intervenções, actuando preventivamente;

 Monitorar o comportamento dessas intervenções.

Paralelamente, essas técnicas podem constituir um auxiliar precioso no controlo de qualidade das
estruturas, quer durante a fase de construção, quer, mais tarde, quando submetidas a uma
intervenção correctiva, a fim de garantir a conformidade com as especificações, em particular, as
que visam assegurar a necessária durabilidade.
A observação estrutural, e genérica em termos de intervenções construtivas, durante um período
de tempo pode ser necessária, não só para obter informação útil quando se suspeita de fenómenos
não estabilizados, mas também durante um processo faseado de intervenção estrutural. Durante
esta última, o comportamento monitorizado em cada fase, bem como os respectivos dados
recolhidos serão a base de quaisquer trabalhos adicionais (abordagem baseada na observação).

O controlo de comportamento estrutural através da monitorização, com ou sem recurso a


instrumentos de medida, constitui um meio muito valioso e fidedigno de apoio à avaliação do
real estado de uma estrutura existente. A observação e o acompanhamento da evolução temporal
de patologias numa estrutura contribuem para clarificar os fenómenos que lhe deram origem e,
assim, melhor definir as estratégias e técnicas para as mitigar ou mesmo eliminar.
Por monitorização deve-se, sobretudo, entender como os trabalhos de acompanhamento e
verificação da solução interventiva adoptada, no sentido de confirmar a sua validade e
durabilidade.

Muitas das vezes, a monitorização pode não necessitar do emprego de qualquer equipamento,
seja este simples ou sofisticado, bastando o exame visual e táctil, sobretudo. Contudo,

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dependendo da responsabilidade, dimensão e menor sensibilidade dos sentidos humanos (ao caso
em seguimento), o uso de instrumentos complementares pode ser indispensável. Quando da
existência de aparelhos mecânicos e ou eléctricos complementares, é corrente o tratamento de
dados por programas computacionais ou folhas de cálculo, bem como a eventual recolha desta
informação na forma digital directa.

A monitorização assistida consiste, em geral, no registo de parâmetros essenciais, tais como:


deformações; movimentos de juntas; aberturas de fendas; nivelamento; verticalidade; variações
de temperatura; tensões de serviço e residuais; assentamento de fundações; variações do nível
freático, entre outros. Para todos estes tipos de grandezas, existe actualmente uma vasta gama de
equipamentos possíveis de medição.
De notar que existem diversos tipos de ensaios, designadamente relacionados com materiais de
construção (como pedras naturais) que podem ser envolvidos e utilizados no apoio à
monitorização, tais como:
 Ensaio de tracção;

 Ensaio de compressão;

 Ensaio de dureza;

 Ensaios de dobragem e flexão;

 Ensaio de tenacidade;

 Ensaio de fadiga;

 Ensaio de fluência;

 Ensaio de resistência gelo-degelo;

 Ensaio de desgaste por abrasão;

 Ensaio de resistência ao escorregamento/derrapagem.

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Idealmente, o registo deve ser contínuo e de preferência em ligação com um sistema de aquisição
e armazenamento de dados possibilitando um tratamento detalhado da evolução das medidas
obtidas. Naturalmente que um tal sistema se torna muito complexo e dispendioso para poder ser
utilizado de forma corrente, justificando-se apenas em casos especiais de construções de
inestimável valor histórico, tais como os exemplos italianos da Basílica de S. Marcos em Veneza
(Rossi, 1998) ou a Catedral de Pavia (Macchi, 2000). Na maioria dos casos são instalados
instrumentos de medida, ou definidos pontos de referência adequados, e efectuam-se leituras
periódicas em sucessivas visitas à construção em causa.
O estudo físico-químico local e laboratorial é, também, um recurso importante e, não poucas
vezes, fundamental.

De uma forma muito simples, pode dizer-se que o processo de monitorização pode comportar as
seguintes fases ou partes:

1) O que procurar e controlar com a monitorização;

2) Quanto tempo se justifica o acompanhamento e com que periodicidade;

3) Qual o papel e os limites da verificação pelos sentidos;

4) Quais os aparelhos e ferramentas mais correntes e a sua melhor utilização.

Razão de ser e finalidade da monitorização

Normalmente, os sistemas de monitorização têm como objectivo o registo de alterações na


estrutura ou órgãos construtivos, como deformações, larguras de fenda, temperatura, etc. A
monitorização dinâmica é usada para registar acelerações, como as que ocorrem em zonas
sísmicas. A monitorização pode também assumir a função de alarme. A forma mais simples e
mais económica para monitorizar fendas consiste na colocação de testemunhos ou fissurómetros.

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Alguns casos requerem o uso de sistemas de monitorização computorizados, para registar os
dados em tempo real.

Como regra geral, o uso de um sistema de monitorização deve ser sujeito a uma análise custo-
benefício, para que sejam recolhidos apenas os dados estritamente necessários para revelar a
evolução dos fenómenos.
Será de esperar que a monitorização sirva para confirmar que os problemas tratados estão
sanados e não se repetem, ou, no mínimo, que o seu ressurgimento e grandeza se encontram
controlados.

Duração e periocidade da monitorização

A duração de uma monitorização, quando não completamente enquadrada por resoluções


normativas, será a necessária para garantir que o prazo de eficácia da intervenção correctiva está
assegurado.

Um dos pesos maiores na decisão da permanência e intensidade de uma monitorização é a bem


conhecida relação custo-benefício: um prolongamento desajustado, na procura de sintomas que
se podem confundir com uma resposta normal dos materiais e do seu envelhecimento, não é de
bom senso e não tem justificação. Por outro lado, o abandono precoce (sobretudo em situações
sem grande histórico experimental anterior) pode conduzir a situações de degradação não
controlada que, no limite, podem não só reverter o efeito positivo da operação, como terminar
numa situação pior que a anterior a esta.

Independentemente do tipo de equipamento mais adequado para uma dada campanha de


medições, é importante definir cuidadosamente um plano de monitorização racional capaz de
abranger as patologias encontradas na construção e compatível com a sua situação actual. Esse
plano deve estabelecer os locais de medição, o que se pretende medir e uma forma adequada para
o fazer, procurando obter complementaridade e mesmo alguma redundância de medições que
possibilite comparar resultados obtidos por diferentes meios ou colmatar falhas de medidas que
sempre ocorrem.

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Neste contexto importa acrescentar que medições excessivas ou inapropriadas não contribuem
necessariamente para a melhoria do estudo e da avaliação do estado da estrutura, já que
aumentam os custos e o tempo de análise.

Validade e limites da monitorização pelos sentidos

Não existem estudos, que se conheçam, de qual a percentagem de casos em que no pós corretivo
a monitorização pelos sentidos produziu um acompanhamento satisfatório.

De notar que quando se fala em sentidos isso não indica que atitudes simples (como testemunhos
de gesso para controlar a abertura de fendas, medida directa da flecha de uma viga ou laje, etc.)
não estejam incluídas nesta classificação. Na verdade, incluem-se nesta categoria (seja pela
sofisticação dos equipamentos, pela Profundidade do estudo físico-químico, ou pelo preço,
nomeadamente e entre outros factores).

Podemos destacar os seguintes:

 Abertura de fenda simples;


 Medição de abertura de fenda;
 Medição de deslocamentos (sobretudo em flechas de vigas e lajes).

Instrumento de trabalho:

 Visão ou testemunhos intactos que podem fissurar facilmente;


 Régua graduada ou comparador de fissuras (régua com linhas de diferentes espessuras);
 Régua graduada (unidade mínima o milímetro).

Eficácia: Quando a fissura é muito discreta (inferior a 0,3mm) pode existir alguma dificuldade
no seu reconhecimento.

Monitorização assistida

Quando uma monitorização mais simples e tradicional não é satisfatória, o recurso a


instrumentação ou análises físico-químicas é necessária. Deste modo, a monitorização assistida
pode ser dividida em duas áreas: i) mecânica e ou eléctrica; ii) físico-química. Os danos da

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monitorização também podem ser classificados em termos destrutivos e não destrutivos, sendo
que os últimos se caracterizam por acções directas não invasivas e os resultados obtidos são, em
geral, de tipo qualitativo (quando se pretendem valores rigorosos quantitativos, poderão ter que
se adoptar ensaios destrutivos).

Na primeira encontram-se monitorizações tão diversas como: i) ensaios de carga; ii)


extensómetros (medidas de deformações e de fendas); iii) precursão; iv) extracção e
carotagem; v) termografia; vi) ensaios de som e ultra-som; vii) topografia; viii) baroscopia e
videoscopia; ix) radar; x) vibrações.

Na segunda, incluem-se monitorizações tais como: i) análises de teor de cloretos; ii) análises de
teor de sulfatos; iii) pH; iv) ensaios de porosidade; v) ensaio de permeabilidade; vi) ensaio
de desgaste superficial; vii) etc. De notar que por meios electromecânicos podem-se obter
dados químicos sobre betão e argamassas hidráulicas.

Os tipos de monitorização mais correntes são, sem dúvida, o controle de deformações (e/ou
deslocamentos), abertura de fendas ou de juntas. Existem várias técnicas, desde a mais clássica
que assenta na colocação de testemunhos em gesso até às mais sofisticadas que requerem o uso
de extensómetros eléctricos ligados a um sistema de aquisição e registo do sinal.

A técnica dos testemunhos, sendo a mais simples e popular, apresenta porém a desvantagem de
não permitir quantificar a evolução do tempo da abertura da fenda ou da junta. A fim de obviar
este inconveniente é possível usar fissurómetros com escala de medida (como os constituídos por
duas placas de vidro acrílico transparente, deslizantes uma sobre a outra e dotadas de uma escala
reticulada cotada em milímetros) ou então extensómetros mecânicos móveis posicionados em
duas pequenas placas metálicas fixa em cada um dos lados da fenda.

O controlo de deformações de elementos estruturais pode ser feito com recurso à instalação de
defletómetros. Para utilização corrente e pouco dispendiosa, os defletómetros mecânicos são os
mais adequados, encontrando-se já correntemente disponível este tipo de instrumentos com fácil
leitura digital. Para registos contínuos e mais precisos podem ser adotados os transdutores de
deslocamentos eléctricos, correntemente designados por LVDT (Linear Voltage Differential
Transducer), ou os transdutores de fio que, ligando dois pontos de medida relativamente
afastados (até alguns metros), permitem determinar o seu deslocamento relativo através da

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variação do comprimento do fio medida em potenciómetros elétricos, ou ainda os transdutores
baseados em variação de pressão de um líquido num sistema de vasos comunicantes.

Por sua vez, o controle de rotações ou de verticalidade pode ser feito com recursos
inclinómetros. A medição de forças ou tensões “in situ” é um processo menos corrente e mais
dispendioso. Pode-se recorrer aos macacos-planos ou então a células de carga (construída com
base em extensómetros elétricos) que fornecem informação localizada da variação da tensão
normal na zona onde se encontrem instaladas. As células de carga são equipamentos
dispendiosos e necessitam de estar ligados a um sistema de aquisição de dados.

Um ensaio que vem ganhando popularidade, entre o meio técnico, é o ensaio ultrassónico do
betão, que consiste na determinação da velocidade de propagação dum impulso
ultrassónico, entre dois pontos de medida (www.oz-diagnostico.pt/fichas/).

Monitorização da abertura de fendas e fissuras

Medição com fissurómetro simples

A medição da abertura de fendas e fissuras, poderá ser efectuada com recurso a um medidor de
fissuras ou medidor óptico. O medidor de fissuras trata-se de um rectângulo plástico incolor, com
diferentes marcações de espessuras para que através da comparação visual seja possível estimar a
abertura da fissura. Já o medidor óptico consiste num conjunto óptico focável, em que o campo
de visão é iluminado por uma lâmpada. Este equipamento possui uma exactidão de 0,02 mm
através de uma lente graduada.

Através do fissurómetro, é possível efectuar medição de duas componentes de deslocamento,


direcção longitudinal e transversal, e uma componente de rotação, ou seja, segundo um eixo
perpendicular ao plano do instrumento. Este tipo de leitura é de registo simples, na respectiva
folha de posição relativa aos traços de referência e do reticulado, funcionando como um
registo fotográfico da abertura da fissura no momento da medição.

Terminados os trabalhos acima mencionados, procede-se à monitorização da abertura de fendas e


fissuras, marcando a primeira posição, e medindo o valor da abertura neste instante,

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através do comparador de fissura e/ou medidor óptico, efectuando-se o registo na respectiva
folha. Estes aspectos são essenciais para analisar o estado das fendas no final da monitorização,
com base em novas medições finais para comparação com os valores inicialmente obtidos.

Obtidos e registados os valores no tempo, será possível concluir a tendência do movimento para
a estabilização, recuperação, agravamento ou variação cíclica. Existe ainda a possibilidade de
estabelecer relações entre a causa-efeito com acções ou ocorrências a que a construção esteve
sujeita ou a que foi submetida. A integração das leituras de diferentes fissurómetros permitirá
interpretar os movimentos ao nível do comportamento dos elementos estruturais envolvidos, da
detecção de movimentos de corpo rígido, assim como definir prováveis zonas de cedência da
construção ou das suas fundações.

Fíg. 1: Fissurómetro para medição da evolução de aberturas e fissuras (construironline.dashofer.pt).

Levantamentos termográficos

O modo mais tradicional para aferição e avaliação de elementos estruturais passa pela
remoção dos revestimentos superficiais, ou seja, rebocos e estuques. No entanto, apesar de
moroso e dispendioso, este tipo de procedimento torna-se inexequível fruto da
impossibilidade de destruição de revestimentos de elevado valor, repercussões dos
trabalhos em movimentos induzidos à estrutura, perturbações para os utentes, entre outro.

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Por forma a manter o revestimento o mais intacto possível, efectuando amostras de um
modo limpo e eficaz, utilizam-se técnicas não destrutivas de detecção e caracterização. A
termografia baseia-se no princípio de que todos os corpos emitem radiação térmica. Com recurso
a equipamento adequado torna-se possível o registo e a visualização dos diferentes graus de
emissão na faixa de infravermelhos.

Os diversos materiais que constituem as paredes, assim como outros elementos estruturais,
nomeadamente metais, betão, madeira, tijolo ou pedra apresentam uma reacção diferente,
quando solicitados termicamente por fontes provenientes do exterior. O comportamento
térmico dos diferentes materiais é determinado por dois parâmetros, a condutibilidade
térmica e o calor específico. A variação destes dois parâmetros influenciará uma diferente
condução e absorção de calor em materiais distintos, com diferentes temperaturas apesar de
sujeitos à mesma solicitação térmica.

Fíg. 2: Imagem termográfica de um edifício (facingyconst.blogspot.com).

Através desta técnica, é possível efectuar um levantamento rigoroso de diversos pormenores


construtivos de cada elemento, sem efectuar qualquer ensaio destrutivo nos revestimentos
superficiais, tais como rebocos, estuques ou pinturas. Com este tipo de ensaio também não existe
a necessidade de aceder aos elementos em estudo, podendo ser efectuados à distância.

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O processamento de imagem permite o posterior tratamento dos termogramas em computador,
permitindo igualmente a escolha de gamas de temperatura mais estreitas para salientar aspectos
de pormenor com maior relevância.

Fig. 3 :

Existe sempre a possibilidade de a termografia ser acompanhada, complementada, ou aferida por


outros equipamentos, quando existir a necessidade de determinação de temperaturas precisas.

Para isto existe a necessidade de determinar as emissividades dos materiais com precisão, bem
como introduzir outros parâmetros na câmara termográfica. Habitualmente, o objectivo
prende-se com a obtenção da diferença de temperatura aproximada e não a temperatura
absoluta.

Pode ainda utilizar-se uma câmara termográfica para determinar quais os locais com
probabilidade de condensação superficial (desde que a mesma possua módulo de
determinação do ponto de saturação). Posto isto, torna-se imprescindível a determinação
da temperatura e humidade relativa do interior da habitação.

A metodologia a utilizar na análise termográfica pode passar por um pré-aquecimento dos


elementos, com recurso a projectores de elevada potência. No caso de elementos exteriores
poder-se-á aproveitar a radiação solar.

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O registo dos levantamentos termográficos realizados pode ser efectuado em suporte digital ou
em equipamentos videográficos, de forma a permitir uma posterior visualização de análise,
confirmação e interpretação dos elementos observados em obra. Caso seja necessário,
existe a possibilidade de proceder à sua impressão em suporte físico para composição em
mosaicos.

Medição de deslocamentos

Existe uma grande variedade de instrumentos destinados á medição de deslocamentos, contudo


os que têm vindo a ser bastante utilizados são os transdutores capacitivos, os indutivos e os
resistivos.

Transdutores de deslocamento capacitivos

Os transdutores de deslocamento capacitivos baseiam-se na variação da capacidade de um


condensador por variação da distância entre placas, este fenómeno é utilizado de modo a que a
uma variação da distância corresponda a uma indicação numérica da mesma.

Como exemplo destes instrumentos temos o paquímetro digital e o comparador digital

Fig 4: Comparador digital de deslocamentos

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Medição da rotação

Existem dois processos formalmente distintos para a medição da rotação na observação de


estruturas de engenharia civil. Um assenta na medição da variação angular de um dado eixo,
entre uma posição inicial e uma final. No segundo processo mede-se o desvio angular de um
dado eixo em relação a um plano de referência que é fixo, ou seja, medem-se inclinações
absolutas, o plano de referência adoptado é em geral o horizontal ou o vertical.

O instrumento de medida destinado a medir variações angulares é designado clinómetro, Figura


10, (do grego klínein, “inclinar" + métron, “medida”). enquanto o destinado a medir rotações
absolutas é o inclinómetro,

Fig 5: Exemplo de um clinómetro

Os clinómetros foram os primeiros a surgir no mercado, destacando-se o clássico clinómetro de


bolha de ar, já com largas décadas de utilização. Actualmente já existem disponíveis versões
digitais deste instrumento de medida. Os inclinómetros são em geral eléctricos, e mais
recentemente têm experimentado algum desenvolvimento.

Não obstante as tecnologias emergentes, a utilização dos clinómetros de bolha de ar aplicados a


bases devidamente fixadas à estrutura continua a ser o processo mais preciso de medir variações
angulares.

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Uma das principais limitações do clinómetro debolha de ar reside na necessidade de sempre que
se tem de efectuar uma medição tem que se fazer deslocar um técnico ao local, o que não se
torna muito prático. Com os avanços na tecnologia e como muitos locais são de difícil acesso
tem se recorrido cada vez mais à medição angular em sistemas automáticos. As soluções de
inclinómetros eléctricos disponíveis actualmente no mercado são de corda vibrante, indutivos ou
resistivos.

Medição de humidade

Na última década, começou-se a tomar consciência dos danos que podem advir do excesso de
humidade no betão.

Actualmente a medição de humidade tem duas vertentes, a medição dentro da estrutura e à sua
superfície. Quando a humidade se encontra dentro da estrutura ocorre um fenómeno chamado
carbonatação, que provoca a perda de alcalinidade da estrutura e para valores de humidade
relativa entre 55 e 75 por cento, este fenómeno ocorre causando sérios danos nas estruturas.

A outra vertente é a medição de humidade na superfície da estrutura, estando esta ligada ao


conforto térmico dos residentes, o excesso de humidade resulta muitas vezes pela má ou mesmo
falta de isolamento térmico da estrutura, como não faz parte deste trabalho falar de isolamentos
não irei aprofundar mais o tema.

Fig 6: Sistema de medição de humidade no ar

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Ensaios de ultra sons

O ensaio de ultra sons em elementos de betão permite a determinação da velocidade de


propagação dum impulso ultrassónico, entre dois pontos de medida para que se obtenha a
seguinte informação:

 Características mecânicas;
 Homogeneidade;
 Presença de fissuras e de defeitos.

O impulso ultrassónico é gerado num ponto do elemento em estudo com recurso a um


transdutor emissor (Tx) com base num sinal eléctrico. Após atravessar o betão, o sinal
ultra sónico é captado por um transdutor receptor (Rx) existente em outro ponto do
elemento, fazendo a conversão da informação recebida para sinal eléctrico. A velocidade de
propagação é calculada com recurso a uma medição electrónica numa unidade de medida
central, do tempo despendido no percurso entre a transmissão e a recepção.

Associado a este ensaio encontram-se um equipamento denominado de unidade central,


constituída por um gerador de impulsos eléctricos, circuito de leitura e dois transdutores.
Para a calibração do equipamento acima descrito, neste ensaio é utilizado um invar, ou
barra padrão.

Fig 7: Equipamento de ultra sons (www.epc.com.hk)

A realização deste tipo de ensaios pressupõe a possibilidade de utilização de três diferentes


métodos

 Directo;
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 Semidirecto;
 Indirecto.

A avaliação das características de resistência mecânica e de homogeneidade e detecção de


descontinuidades no betão são obtidos através do método directo e semidirecto. A aplicação do
método indirecto ocorre apenas quando não existe possibilidade de colocar os transdutores
de acordo com método directo.

O método indirecto permite a determinação da profundidade de fissuras.

Fig. 8: Ilustração dos métodos existentes para execução do ensaio de ultra sons (adaptada de
www.theconstructor.org).

A realização deste tipo de ensaios deve ocorrer em superfícies lisas, sendo aconselhável a
utilização de uma massa de contacto entre a superfície e os transdutores para que sejam
melhoradas as condições acústicas de transmissão.

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Conclusão

Falar dos métodos de monitorização de patologias não foi uma tarefa fácil no que concerne ser
um tema não muito usual no nosso país, a bibliografia encontrada e usada para realização deste
trabalho na sua maior parte é estrangeira. A fraca aplicação destes métodos no nosso país é uma
das causas de termos edifícios todos a sofrerem de patologias, estes métodos ajudam também a
prevenir das patologias.

É muito importante a aplicação destes métodos na construção, pois estes permitem conhecer o
estado do edifício e que ajudam os técnicos a tomar decisões, para evitar agir de forma errada, ou
melhor, evitar reabilitar um edifício num edifício que apenas precisava de pequenos reparos ou
manutenção.

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Referências Bibliográficas

Hppt: www.epc.com.hk
hppt: facingyconst.blogspot.com
hppt: construironline.dashofer.pt
Redes de Bragg em fibra óptica - Contribuições para o desenvolvimento de uma tecnologia
revolucionária em monitorização estrutural. Ferreira, L. A., et al.2004. Encontro Nacional
Betão Estrutural.
Simas, Marcos da Silva Lopes. Sistemas de protecção do betão face à carbonatação.
Lisboa : Universidade Técnica de Lisboa, 2007.
Inspecção e Diagnóstico Estrutural de Contruções Históricas. Arêde, A. e Costa, A.Porto :
FEUP, 2002. A Intervenção no Património. Práticas de Conservação e Reabilitação.

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