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Unirio – Beatriz Galhano de Biasi – 2018.1 – 6º período

– Beatriz Galhano de Biasi – 2018.1 – 6º período CASO CLÍNICO 2 – RESUMO O

CASO CLÍNICO 2 – RESUMO

O caso clínico se trata de uma paciente de 43 anos, que procurou

atendimento ambulatorial devido a dispneia recorrente, em geral associada a sibilância, constrição torácica e tosse, com início há 6 meses. Tudo começou após uma infecção respiratória e os sintomas são agravados por mudanças no clima, atividade física e exposição ao mofo domiciliar, tendo alívio espontâneo ou com nebulização com salbutamol. No RX de tórax, não há alterações, porém na espirometria há.

Hipótese diagnóstica: Asma não-atópica. A asma é uma doença inflamatória crônica de vias aéreas, caracterizada pela reversibilidade da obstrução após o uso de broncodilatador. Os principais sintomas são: dispneia, tosse (crônica), constrição torácica e sibilância. Pacientes mais graves podem cursar com cianose, taquipneia, tiragem intercostal e confusão mental. Fisiopatologia: a inflamação brônquica é a principal característica, causada por episódios repetidos de hipersensibilidade do tipo 1. Neste tipo de asma, os agentes causadores são infecções virais do trato respiratório e poluentes do ar inalados, como dióxido de enxofre. Os níveis séricos de IgE são normais e não há alergias associadas. A doença adquire padrão obstrutivo devido ao remodelamento das vias aéreas, com a proliferação do músculo liso. Diagnóstico: clínico com os sinais e sintomas e funcional com a espirometria. Deve-se também excluir diagnóstico alternativos com um RX. Diagnósticos diferenciais: aspiração de corpos estranhos, bronquiectasias, tuberculose, bronquite, DPOC e outras doenças de caráter oibstrutivo. Espirometria: em doenças obstrutivas, o VEF1 está muito diminuído, abaixo de 80% e o CVF é normal ou pode estar um pouco diminuído também. A relação VEF/CVF é baixa, menor que 75% em adultos. A variação do VEF é maior que 7 pontos percentuais ou pode ter aumento maior que 12% em relação ao valor basal. Tratamento: controle dos sintomas, melhorar a qualidade de vida, aumentar a função pulmonar e prevenir a piora da paciente. Fármacos: corticosteroides inalados, agonistas adrenérgicos, metilxantinas, agentes antimuscarínicos, inibidores da via dos leucotrienos, nedocromil e cromoglicato dissódico, etc.

Conclusão:

Se trata de uma paciente sem histórico familiar que apresenta limitação das

atividades físicas, sintomas diários típicos de natureza reversível, RX sem alterações, espirometria indicando uma curva F/V típica de doença obstrutiva e um VEF1 de 50%. Ou seja, tudo aponta para o diagnóstico de asma não-atópica, decorrente de uma infecção respiratória.

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Referências:

Robbins, Patologia Básica, 8ª ed.//Katzung, Farmacologia Básica e Clínica, 12ª ed. Porto, Semiologia Médica, 7ª ed.//Harrison, Medicina Interna, 18ª ed.