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1.

Resumo

Neste trabalho descrevemos o experimento “Balança de corrente –


medida do campo magnético de um imã”, o qual foi utilizado para estudar a
interação entre corrente e campo magnético e determinar a intensidade do
campo magnético de um imã permanente. Utilizando uma balança de corrente
foi possível fazer determinar estes dados que aplicando o método dos mínimos
quadrados determinamos o coeficiente angular ao qual estão relacionados com
o valor do campo magnético, mostrando que a metodologia usada foi à correta.

2. Objetivos

- Estudar a interação entre corrente e campo magnético.

- Medir a intensidade do campo magnético de um imã permanente


utilizando uma balança de corrente.

3. Fundamento teórico

No eletromagnetismo clássico, a lei de Ampère permite calcular o campo


magnético a partir de uma distribuição de densidade de corrente elétrica ou de
uma corrente elétrica , ambas estacionárias (independentes do tempo).
Quando um pedaço de fio reto e muito longo conduz uma corrente elétrica i, um
campo de indução magnética B aparece ao seu redor. Esse fato foi descoberto
em 1819 pelo físico dinamarquês Oersted [1]. O sentido convencional desse
campo é dado pela regra da mão direita onde o dedo polegar aponta no sentido
da corrente e os demais dedos apontam no sentido do campo onde a
representação esta na Figura 1.

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Figura 1. Representação da regra da mão direita onde o i
representa o sentido da corrente e os demais dedos o sentido do campo
magnético.

Foi determinado experimentalmente que o modulo do campo a uma


distância r desse fio vale:

B = (µ0 * i)/2 * 𝜋 * r (1)

Onde µ0 é a permeabilidade magnética do meio material existente, i é a


corrente elétrica e r é a distancia do fio ate um ponto da linha do campo
magnético.
A equação da força que inclui a contribuição simultânea do campo
elétrico e magnético foi escrita somente em 1892, por Hendrik Antoon Lorentz.
Chamada por ele de "força ponderomotiva", a hoje denominada a força de
Lorentz foi obtida com o auxílio de seis hipóteses, a partir de uma perspectiva
mecânica, e das equações de Maxwell. A dedução feita por Lorentz [2].
Em partículas que possuem carga elétrica líquida, atuam as forças de
atração ou de repulsão, quando colocadas na presença de um campo elétrico.
A intensidade da força é proporcional à intensidade da carga elétrica q e do
campo elétrico E. Desta forma, na Eletrostática, a força sobre a respectiva
carga elétrica em um campo elétrico é dada pela expressão:

Fe = q.E (2)

Onde q é a carga elétrica líquida e E é o campo elétrico.

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Quando uma carga elétrica se movimenta em um campo magnético,
sofre a ação da força magnética. Esta força é perpendicular à direção do
deslocamento e também perpendicular à direção do campo magnético no qual
ela está inserida. A intensidade desta força depende do módulo, da direção e
do sentido da velocidade da carga e, é claro, da intensidade da carga. A
expressão matemática para a intensidade da força magnética sobre uma carga
em movimento é:

A Força de Lorentz resulta da superposição da força elétrica proveniente


de um campo elétrico com a força magnética devida a um campo magnético ,
atuando sobre uma partícula carregada eletricamente se movendo no espaço.
Tal força é dada pela formula:

F = q(E + v x B) (3)

Onde q é a carga elétrica liquida, E é o campo elétrico, B é o campo


magnético e v é a velocidade.
A contribuição a F devido à força elétrica Fe é paralela ao campo
elétrico E, resultando em aceleração da partícula carregada na mesma direção
e sentido do campo (uma partícula carregada negativamente sofrerá
aceleração no sentido contrário ao campo). A contribuição referente à força
magnética (Fm = q * v x B) é sempre perpendicular ao campo B e à velocidade
v , simultaneamente, conforme dita a regra do produto vetorial.
Analogamente ao campo magnético criado por um imã, o campo
magnético criado por uma corrente que passa por um condutor, pode-se
determinar o seu modulo, a sua direção e o sentido do vetor campo H,em um
determinado ponto.
A intensidade da força Fm é dada por:
Fm = I * z * B * sen𝜃 (4)
Onde I é a corrente elétrica, z é o comprimento do fio condutor e B é o
campo magnético.
Uma das formas de se determinar o campo magnético de um imã é
utilizando uma balança de corrente. O principio de uma balança de corrente é o
mesmo de uma balança mecânica onde os torques que atuam na balança a

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resultante têm que ser nula. Ao se circular corrente na balança, uma força
começará a atuar nela gerando um torque que é dado pela equação abaixo:
𝜏m = L * Fm (5)
Onde L é o comprimento do braço da balança e Fm é a força magnética.
Para o corpo voltar ao estado de equilíbrio é necessário que haja a ação
de outro torque sobre o corpo porem de sentido contraria para que se anule.
Este torque pode ser gerado por colocar pesos sobre o braço da balança.

4. Metodologia

- Primeiramente pesou-se os ganchos que possuem um peso total de


0,0046 kg.

- O peso de cada gancho é 0,00046 kg.

- Fixou-se a tensão da fonte em 3 V para todos as partes do


experimento.

- A corrente limite na balança foi estabelecida em 4 A.

- A escala do amperímetro foi colocada em 10 A.

- Montou-se o experimento conforme a Figura 2.

Figura 2. Diagrama do circuito utilizado no experimento.

5. Procedimento Experimental

Materiais e equipamentos utilizados:

- 1 Bússola;

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- 10 Ganchos;

- 1 Amperímetro;

- 1 Fonte de tensão;

- Cabos jacaré e cabos lisos;

- 1 Paquímetro;

- 1 Balança de corrente;

O experimento foi montado conforme descrito nas etapas abaixo:

Parte I

1 – Mediram-se as grandezas L (comprimento total do braço) e z (largura


dos imãs permanentes) utilizando um paquímetro.

2 – Com a fonte desligada determinou-se a grandeza y (ponto de


equilíbrio da balança).

Tabela 1. Medidas do comprimento (L) do braço da balança de corrente


e da largura (z) dos imãs permanentes utilizados no experimento.

N L (m) z (m)
1 0,112 0,025

3 – Montou-se o experimento conforma a Figura 2.

4 – Dividiu-se o braço da balança em 10 pontos de 1 cm de distância.

5 – Um gancho foi colocado no primeiro ponto determinado.

6 – A fonte foi ligada.

7 – Variou-se de forma lenta a corrente ate que a balança estivesse em


equilíbrio novamente.

8 – A fonte foi desligada e ligada novamente para ver se estava


realmente em equilíbrio.

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9 – Repetiu-se os passos 7 e 8 para o gancho colocado nas outras 9
posições determinadas.

10 – Os dados obtidos estão na Tabela 2.

Parte II

11 – Retirou-se o gancho e determinou-se a posição de equilíbrio da


balança.

11 – Colocou-se um gancho na posição dois.

12 – A fonte é ligada e varia-se a corrente lentamente até que a balança


esteja em equilíbrio novamente.

13 – Incrementou um gancho no mesmo ponto.

14 - A fonte é ligada e varia-se a corrente lentamente até que a balança


esteja em equilíbrio novamente.

15 - Repetiu-se os passos 13 e 14 ate que na posição dois tivessem os


10 ganchos formando uma massa total de 0,0046 kg.

16 – Os dados obtidos foram anotados na Tabela 3.

Tabela 2. Valores da corrente elétrica (I) e posição (x) da massa de


0,00046 kg para o equilíbrio da balança de corrente.

N x (m) I (A)
1 0,0095 0,15
2 0,0210 0,29
3 0,0300 0,53
4 0,0400 0,77
5 0,0490 1,00
6 0,0610 1,21
7 0,0710 1,38
8 0,0810 1,59
9 0,0890 1,83
10 0,0930 1,94

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Tabela 3. Valores da corrente elétrica (I) e massa (m) da posição dois
(0,0224 m) para o equilíbrio da balança de corrente.

N m (kg) I (A)
1 0,00046 0,30
2 0,00092 0,71
3 0,00138 1,12
4 0,00184 1,54
5 0,00230 1,90
6 0,00276 2,56
7 0,00322 2,91
8 0,00368 3,32
9 0,00414 3,70
10 0,00460 3,94

6. Resultados e Discussões

Durante a execução do experimento proposto foram coletados os


valores para os dois métodos proposto. O primeiro foi variado a distância x com
a massa m fixa em 0,00046kg e depois variou-se a massa m com a distância
fixa em 0,0210 metros. Com os dados foi possível montar as Tabelas 4 e 5 a
seguir.

Tabela 4. Valores de corrente (I) e da posição (x) em relação ao eixo de


rotação da balança para uma massa fixa de 0,00046 kg.

N I (A) x (m) x(m)*I(A) I²(A)


1 0,1500 0,0095 0,001425 0,02250
2 0,2900 0,0210 0,006090 0,08410
3 0,5300 0,0300 0,015900 0,28090
4 0,7700 0,0400 0,030800 0,59290
5 1,0000 0,0490 0,049000 1,00000
6 1,2100 0,0610 0,073810 1,46410
7 1,3800 0,0710 0,097980 1,90440
8 1,5900 0,0810 0,128790 2,52810
9 1,8300 0,0890 0,162870 3,34890
10 1,9400 0,0930 0,180420 3,76360
<I(A)>=0,05445 <x>=1,0690 Σ=0,747085 Σ=14,9895

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Tabela 5. Valores de corrente (I) e massa (m) utilizados para uma distância
fixa de 0,0210 m

N I (A) m (kg) m(kg)*I(A) I²(A)


1 0,30 0,00046 0,000138 0,0900000
2 0,71 0,00092 0,000653 0,5041000
3 1,12 0,00138 0,001546 1,2544000
4 1,54 0,00184 0,002834 2,3716000
5 1,90 0,00230 0,004370 3,6100000
6 2,56 0,00276 0,007066 6,5536000
7 2,91 0,00322 0,009370 8,4681000
8 3,32 0,00368 0,012218 11,022400
9 3,70 0,00414 0,015318 13,690000
10 3,94 0,00460 0,018124 15,523600
<I(A)>=2,20 <x>=0,00253 Σ=0,071636 Σ=63,08780

Ambos experimentos dispensam comportamento linear, o que pode ser


comprovado comparando os valores da equação da reta y = ax + b. Quando
realizado a primeira parte do experimento é notado que a corrente é
proporcional à distância, seguindo a equação x=α1I1 + b1. Na segunda parte, a
linearidade se dá pela razão proporcional entre a corrente e a massa,
designada pela equação m=α2I2 + b2. As constantes α1 e α2 podem ser
calculadas utilizando os dados das Tabelas 4 e 5, como visto a seguir:

∑𝑖 x(m) ∗ I(A) 0,747085


𝛼1 = =
∑𝑖 I²(A) 14,9895

𝛼1 = 0,04984

∑𝑖 x(m) ∗ I(A) 0,071636


𝛼2 = =
∑𝑖 I²(A) 63,08780

𝛼2 = 0,00113

De posse dos dados da Tabela 4 e 5, traçou-se as curvas posição


corrente versus corrente para a primeira parte do experimento com a massa
fixa, como pode ser visto na Figura 3 e para a segunda parte, distância fixa, foi
traçada a curva massa versus corrente no qual pode ser visto na Figura 4.

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0,1
0,09
0,08
0,07
0,06
x(m)

0,05
0,04
0,03
0,02
0,01
0
0 0,5 1 1,5 2 2,5
I(A)

Figura 3. Curva posição (x) versus corrente (I) utilizando uma massa fixa
de 0,00046 kg.

0,005
0,0045
0,004
0,0035
0,003
m(kg)

0,0025
0,002
0,0015
0,001
0,0005
0
0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 4,5
I(A)

Figura 4. Curva massa (m) versus corrente (I) utilizando uma distância
fixa de 0,0207 m para o eixo de rotação da balança.

Tendo conhecimento dos coeficientes angular dos experimentos para


massa e distância fixa, pode-se calcular o calcular o valor do campo magnético
através das equações:

𝐿∗𝑧∗𝐵
α1 = (6)
𝑚∗𝑔

9
𝐿∗𝑧∗𝐵
α2 = (7)
𝑥∗𝑔

Tenho conhecimentos desses dados é possível calcular o campo


magnético do imã permanente utilizado no experimento isolando as constantes
B1 e B2.

α1 ∗ mg
= B1
𝐿∗𝑧∗𝐵

0,04984 ∗ 0,00046(kg) ∗ 9,81m/s²


= B1
0,112𝑚 ∗ 0,025𝑚

B1 = 80,32mT

E para B2:

α1 ∗ xg
= B2
𝐿∗𝑧∗𝐵

0,00113 ∗ 0,0210(m) ∗ 9,81m/s²


= B2
0,112𝑚 ∗ 0,025𝑚

B2 = 83,14mT

A diferença do campo magnético do imã foi de 2,82mT o que representa


um erro percentual de 3,39% entre B1 e B2, no qual pode ser explicado pelos
erros sistemáticos, aproximações utilizadas em ambos casos e pelo fato da
massa do segundo experimento ter sido dividida do valor total de pesos e não
pesadas uma a uma, todavia, o erro está dentro do tolerado.

Importante salientar também neste experimento o cuidado que se teve a


fim de desprezar a influência do campo magnético da Terra sobre a Balança de
Corrente. O experimento foi feito posicionando o braço L da Balança paralelo
ao campo magnético terrestre, assim este se torna desprezível nos cálculos.
Entretanto, o valor de B da Terra é da ordem de 18µT [3], comparando com os
valores encontrados no qual são da ordem de 80mT fica evidente que a
interferência nos resultados seria apenas na terceira casa decimal após a
virgula.

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7. Observações e Conclusões

O experimento foi realizado com sucesso e os objetivos foram


alcançados com êxito. Ficou comprovada a interação entre uma corrente
elétrica e um campo magnético resultando na força magnética implicando no
equilíbrio da Balança de Corrente e com os dados analisados foi possível
calcular experimentalmente a intensidade do campo magnético de um imã
permanente no qual ficou na ordem de 80mT nas partes I e II do experimento o
que comprova a correta metodologia utilizada tanto utilizando uma massa fixa e
variando a distância quanto variando a massa e mantendo a distância
constante.

8. Referências

[1] HALLIDAY, David, RESNIK Robert, KRANE, Denneth S. Física 3, volume 2,


5 Ed. Rio de Janeiro: LTC, 2004.

[2] SEARS, Francis; ZEMANSKY, Mark W. Física III. 10a edição. São Paulo:
Pearson Addison Wesley, 2004.

[3] ALMEIDA, Bruno A. Machado; MARTIN, Inácio Malmonge. Medição do


campo magnético da Terra pelo método da tangente. Disponível em:
http://www.bibl.ita.br/xiiiencita/FUND28.pdf <Acesso em 20/06/2016>.

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