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Restauração

O Salmo 126 descreve a vida do povo de Deus em três perspectivas distintas: Passado (v. 1-
3), Presente (v. 4) e Futuro (v. 5,6). Ao olharem para o passado, eles exultavam pelo
livramento do exílio. Ao olharem para o presente, viam-se áridos como o deserto do
Negueve. Ao olharem para o futuro, sentiam-se desafiados a sair e semear, ainda que
precisassem regar o solo duro com suas lágrimas, na certeza de que voltariam com júbilo
trazendo seus feixes.

Concentrando-nos apenas no versículo 4, destacaremos neste artigo, a necessidade da


restauração da igreja. Os tempos passaram, mas as necessidades da igreja contemporânea
são as mesmas do povo de Deus do longínquo passado. Destacaremos, aqui cinco verdades:

Em primeiro lugar, um passado de glória não é garantia de presente glorioso. O povo


saiu do cativeiro, rompeu os grilhões do exílio e voltou para sua terra depois de setenta anos
na Babilônia. Deus fez coisas portentosas e eles estavam alegres por isso. As nações
testemunharam os grandes feitos de Deus na vida deles. Mas, as vitórias do passado não
serviam mais para viverem vitoriosamente no presente. Precisavam de restauração. Estavam
tão árido como um deserto. Não moramos no passado. Somos uma igreja histórica, mas não
vivemos apenas da história. Precisamos andar com Deus hoje. Nossas vitórias do passado
são medidas mínimas do que Deus pode fazer em nossa vida hoje.

Em segundo lugar, a sequidão hoje não é motivo de desânimo, mas de clamor. Ao


olharem para o presente e verem o deserto instalado na vida deles, não ficaram rendidos a
uma nostalgia doentia, mas cobraram ânimo para clamarem a Deus por restauração. Deus
também fez coisas grandes por nossos pais no passado. Aconteceram portentosos
avivamentos. Mas, hoje, o cenário parece cinzento. A crise nos mostra sua carranca. Em vez
de ficarmos desalentados, porém, devemos nos levantar e clamar: Ó Senhor, restaura a
nossa sorte!

Em terceiro lugar, a restauração é uma obra soberana de Deus. O Salmista clamou:


“Restaura, Senhor, a nossa sorte como as torrentes do Negueve”. Não produzimos nossa
própria restauração. O remédio para uma igreja enferma não está na panaceia das novidades
do mercado da fé, mas no próprio Senhor. O reavivamento da igreja vem do próprio Deus.
Só ele pode restaurar nossa sorte. Só de Deus vem nossa cura. Só o Senhor pode levantar
um exército poderoso de um vale de ossos secos. Correr atrás de novidades e abraçar
doutrinas estranhas às Escrituras longe de trazer revitalização da igreja, a adoece e a debilita
ainda mais. Deus é a fonte da nossa restauração.

Em quarto lugar, a restauração é resultado da oração. O Salmista clamou: “Restaura,


Senhor, a nossa sorte”. O fervor espiritual da igreja vem de Deus por meio da oração. Em
vez de ficarmos lamentando nossa condição, devemos dobrar nossos joelhos e levantar
nossas mãos ao Senhor em profundo clamor: “Restaura, Senhor, a nossa sorte”. O
reavivamento espiritual vem como resposta da oração. Quando o incenso da oração sobe, a
restauração desce. Quando nos curvamos diante de Deus, o próprio Senhor nos levanta
diante dos homens. Quando a igreja ora, o braço de Deus age em seu favor.
Em quinto lugar, a restauração é um milagre de Deus. O Salmista roga a Deus para
fazer na vida do povo o mesmo que faz na natureza: “Restaura, Senhor, a nossa sorte como
as torrentes no Negueve”. O deserto do Negueve é o maior deserto da Judéia, com montes e
vales de areias escaldantes. Naquela sequidão estéril, um fenômeno acontece. De vez em
quando, as chuvas invernais, abrem sulcos nas areias, e as torrentes correm dos montes para
os vales e por onde essas torrentes passam tudo é restaurado. O Salmista pede para Deus
fazer o mesmo milagre na vida do seu povo. O deserto pode florescer, os vales áridos
podem se tornar fontes de vida. Do mesmo modo, a igreja pode ser restaurada!

Sofrimento e gloria

A vida cristã é temperada com sofrimento, mas caminha para a glória. Cruzamos vales
profundos, mas também subimos montes alcantilados. Vertemos lágrimas amargas, mas
também experimentamos alegria indizível. Em Romanos 8.18-27 Paulo fala sobre o
problema do sofrimento e da dor. Ele contrasta o sofrimento presente com a glória futura.
Paulo menciona três gemidos. Fala do gemido das duas criações: a antiga (a natureza) e a
nova (a igreja). Elas sofrem juntas e juntas serão glorificadas no final. Vejamos esses três
gemidos.

Em primeiro lugar, os gemidos da criação (Rm 8.18-22). Quando Deus terminou a obra da
criação, viu que tudo era muito bom. Mas hoje a criação está gemendo. Há sofrimento e
morte. Há dor e gemidos. Há sofrimento (v. 18), vaidade (v. 20), escravidão (v. 21),
corrupção (v. 21) e angústia (v. 22). Mas esse gemido da criação não é o gemido de alguém
que está morrendo, mas é como o gemido de uma mulher que sofre as dores de parto.
Depois do gemido, vem a alegria. A criação geme aguardando a revelação dos filhos de
Deus, a gloriosa segunda vinda de Cristo. Nós vamos participar da glória de Cristo e a
natureza vai participar da nossa glória. Aqui pisamos uma estrada juncada de espinhos.
Aqui, as pedras ferem nossos pés. Aqui a natureza sujeita ao pecado conspira contra nós.
Aqui a dor fuzila nosso corpo e a angústia oprime a nossa alma. Aqui as lágrimas inundam
nossos olhos e a tristeza entrincheira a nossa vida. Porém, em breve, essa mesma criação
que geme, será restaurada e participará da glória dos filhos de Deus, quando Cristo vier em
sua glória.

Em segundo lugar, os gemidos da igreja (Rm 8.23-25). Nós gememos por causa da
fraqueza do nosso corpo e por causa da presença do pecado em nosso ser. Nós gememos
porque embora já fomos libertos da condenação do pecado (na justificação), e estamos
sendo libertos do poder do pecado (na santificação) ainda não fomos libertos da presença do
pecado (na glorificação). Nós gememos porque já experimentamos as primícias do Espírito
e já sentimos o gosto da glória por vir. O Espírito em nós é mais do que uma garantia da
glória, é antegozo dela. Nós gememos porque antevemos o gozo do céu e desejamos
ardentemente ser revestidos de um corpo de glória e chegar logo em nossa Pátria, em nosso
lar, o céu. Nós gememos, porque o melhor está ainda por vir. Nós gememos aguardando
esse dia. Os gemidos da igreja também não são gemidos de desespero ou pavor, mas
gemidos de expectativa. Aguardamos na ponta dos pés esse glorioso dia, quando Jesus virá
com grande poder e glória para estarmos para sempre com ele.

Em terceiro lugar, os gemidos do Espírito Santo (Rm 8.26,27). Não apenas a criação e a
igreja estão gemendo, mas também o Espírito Santo está gemendo. Isso significa que a
despeito das nossas fraquezas, o Espírito Santo não nos escorraça. Ao contrário, nos assiste.
O Espírito Santo é o Deus que habita em nós e intercede por nós, em nós, ao Deus que está
sobre nós. E intercede de três formas: Primeiro, intensamente (v. 26). Ele intercede por nós
“sobremaneira”. O Espírito Santo emprega todos os seus atributos nessa oração
intercessória. Segundo, agonicamente (v. 26), ou seja, com gemidos inexprimíveis. Mesmo
sendo Deus e conhecendo todas as línguas dos homens e dos anjos, não encontra sequer
uma língua para articular a sua intensa e agônica oração, então geme.
Terceiro, eficazmente (v. 27), ou seja, ele intercede segundo a vontade de Deus. Toda a
intercessão do Espírito Santo em nós, por nós, ao Deus que está sobre nós, está alinhada
com a vontade de Deus. Ele não desperdiça sequer uma intercessão em nosso favor. Por
isso, temos a garantia de que mesmo cruzando aqui os vales mais escuros, estamos a
caminho do céu, pois aqueles que foram salvos pela graça, desfrutarão da glória eterna!

Quando Deus responde não

Referência: Tiago 4.2b-3

INTRODUÇÃO

Hoje quero pregar sobre a consolação do NÃO de Deus, quando sua resposta negativa às
nossas orações é uma bênção, quando o NÃO de Deus é o nosso livramento e quando a sua
resposta contrária à nossa vontade é o maior gesto da sua misericórdia por nós.

I. OS QUE SE QUEIXAM SEM RAZÃO

Muitos são aqueles que sendo hoje tanto mais do que eram, e tendo tanto mais do que
tinham, e estando tanto mais honrados do que estavam, ainda se queixam.

1. Adão

Adão antes de Deus o formar não era nada. Formado, era uma estátua de barro. Recebendo
o sopro de Deus, pôs Adão em pé e começou a ser homem. Recebeu tanta honra que Deus
lhe deu a presidência da terra: sobre todos os animais; a presidência do ar: sobre todas as
aves e a presidência do mar: sobre todos os peixes. Parece que não podia ser mais nem
melhor. Contudo, nem Adão nem Eva ficaram satisfeitos. Ainda queriam mais. E o que
queriam? Queriam ser igual a Deus.

Há tal ambição de subir e tal desatino de crescer? Anteontem, nada; ontem, barro; hoje,
homem; amanhã, Deus? Quem ontem era barro, não contentará com ser hoje homem, e o
primeiro homem? Quem anteontem era nada, não contentará com ser hoje tudo, e mandar
tudo? Adão estava descontente, mas sem razão.

2. Davi

Em 2 Sm 7:8 diz: “Tomei-te da malhada, de detrás das ovelhas, para fosses príncipe sobre o
meu povo, sobre Israel”. Não só diz Deus o lugar onde o pôs, senão também o lugar donde
o tirou. Tirou-o das pastagens pedregosas de Belém e o colocou no trono. Lembre-se o
descontente com Deus, onde estava e onde está. Lembre-se com Adão, do que era e do que
é. E logo verá que as nossas queixas não são razoáveis.

Os filhos de Zebedeu pediram para Jesus um lugar de honra no seu Reino. Enquanto Jesus
fala da cruz, eles falavam da coroa. Enquanto Jesus sentia a dor da morte, eles estavam
encantados com o poder. Jesus lhes diz que eles não sabem o que pedem e não lhes atende o
pedido. Então, eles viram o excesso da sua ambição. Ontem remando a barca e remendando
as redes. Hoje, apóstolos de Jesus; amanhã, desejando ser maiores do que os outros? Tiago
diz: “Pedis e não recebeis, porque pedis mal”.

II. OS QUE PEDEM SEM SABER

Muitas vezes não sabemos também o que pedimos. Vejamos alguns exemplos:

1. Raquel

Raquel fez uma das mais importunas e impacientes petições que uma mulher pode fazer ao
marido em sua vida: “Dá-me filhos, senão eu morrei” (Gn 30:1). Respondeu-lhe Jacó, que
os filhos só Deus os dá, e só ele os pode dar. Raquel tinha o amor de Jacó, mas isto não era
o suficiente para ele. Ele queria filhos para continuar vivendo.

Sua petição foi atendida, mas o resultado foi o contrário do que pediu. O que pedia Raquel
não só era filho, senão filhos e assim lho concedeu Deus, porque a fez mãe de José e
Benjamim. Mas, ao cabo dando à luz ao segundo filho, morreu de parto e no mesmo parto
do segundo filho.

Vejamos os termos com que Raquel pedia os filhos: “Dá-me filhos, senão eu morrerei”. E
quando cuidava que havia de morrer se não tivesse filhos, porque teve filhos, no mesmo
ponto em que os teve, morreu. Cuidava que pedia a vida, e pedia a morte; cuidava que pedia
a alegria sua e de sua casa, e pedia o luto e a orfandade dela. Tão certo é que no que
pedimos com maiores ânsias, não sabemos o que pedimos.

2. Sansão e o Filho Pródigo

Sabida é a história de Sansão, e sabida a do Pródigo; ambos famosos por seus excessos.
Deixados, pois os princípios, e progressos de uma e outra tragédia, ponhamo-nos ao fim de
ambas, e vejamos o estado de extrema miséria, a que os passos de cada um os levaram por
tão diversos caminhos.

Vejam aquele homem robusto e agigantado, que com aspecto ferozmente triste, tosquiados
os cabelos, cavados os olhos, e correndo sangue, atado dentro de um cárcere a duas fortes
cadeias. Pois aquele é Sansão.

Vejam aquele jovem macilento e pensativo, que roto e quase despido, com uma corneta
pendente no ombro, arrimado sobre um cajado, vivendo na pocilga e com fome. Pois aquele
é o Pródigo.
Que mudanças! Um era tão valente e outro tão altivo. Agora o Pródigo com fome não tem
autorização para comer as bolotas dos porcos e Sansão, o imbatívele jogado em público
para chacota do povo, foi escarnecido e afrontado até à morte. Mas qual a causa dessas
mudanças tão estranhas? Essas mudanças aterradoras não tiveram outra causa que a
resposta positiva que ambos fizeram.

Sansão pediu a seus pais que lhe dessem por mulher uma filistéia. Concederam-lhe os pais o
que pediu; e esta filistéia foi a causa das guerras que Sansão teve com os filisteus, e dos
enganos e traições de Dalila, e da sua prisão, e do seu cativeiro, e da sua cegueira, e das
suas afrontas e por fim da sua própria morte.

O Pródigo pediu a seu pai que lhe desse em vida a herança que lhe havia de caber por sua
morte. Concedeu-lhe o Pai o que pedira: e esta herança consumida em larguezas, e vícios da
mocidade, foi a causa da sua pobreza, da sua vileza, da sua miséria, da sua fome, da sua
servidão, da sua desonra, que só tiveram de desconto o pesar e o arrependimento.

3. Aplicação

Pediria Raquel filhos se soubesse que o ter filhos lhe havia de custar a vida?

Pediria Sansão a filistéia, se soubesse que ela havia de ser a causa de sua afronta, de sua
morte e de perder os olhos com que a vira?

Pediria o Pródigo a herança antecipada, se soubesse que com ela havia de comprar a
miséria, a fome, a servidão e desonra?

Claro está que não. Pois se agora não haviam de pedir nada do que pediram, senão antes o
contrário, porque o pediram então? Vocês já sabem a resposta: Pediram porque não sabiam
o que pediram. Isso deve nos ensinar aceitar o Não de Deus com gratidão. Ele conhece o
futuro e sabe o que é melhor para nós. Ele nos atende não segundo a nossa vontade, mas
segundo a perfeita vontade.

III. OS QUE SE SUBMETEM À VONTADE DE DEUS

Jesus ensina no Sermão do Monte: “Pedi e dar-se-vos-á”. E para maior confirmação desta
promessa acrescenta: “Pois todo o que pede, recebe” (Lc 11:9-13). Não diz Jesus que todo o
que pede recebe o que pede. Diz Jesus que todo o que pede recebe. Muitas vezes, porém,
recebe o contrário do que pede.

Jesus confirma seu ensino com três exemplos familiares: “Qual dentre vós é o pai que, se o
filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir um peixe, lhe dará em lugar de peixe
uma cobra? Ou, se lhe pedir um ovo lhe dará um escorpião?” Pois esta é a razão porque
Deus, que nos trata como filhos, nos diz muitas vezes um NÃO e nos nega o que pedimos;
porque pedimos pedras, porque pedimos serpentes, porque pedimos escorpiões.

Cuidamos que pedimos sustento e pedimos veneno; cuidamos que pedimos o que havemos
de comer e pedimos o que nos há de comer; cuidamos que pedimos com que viver, e
pedimos o que nos há de matar – e isto é pedir serpentes e escorpiões.
Quando somos tão néscios que não distinguimos o escorpião do ovo, nem a serpente do
peixe, nem o pão da pedra, Deus que é Pai e tão bom Pai, nos nega peremptoriamente o que
tão perigosamente pedimos.

CONCLUSÃO

O apóstolo Paulo diz que Deus nos assiste em nossa fraqueza porque não sabemos orar
como convém. Não sabemos orar porque não conhecemos o futuro nem sabemos o que é
melhor para nós. Como filhos de Deus, precisamos aprender dois princípios básicos
ensinados por Tiago:

1. Devemos sempre orar a Deus e pedir a ele o que necessitamos – Diz Tiago: “Nada
tendes, porque nada pedis”. Jesus ensinou: “Pedi e dar-se-vos-á”. A falta de oração retém as
bênçãos do céu. Podemos ser ousados para pedir, pois Deus é poderoso para fazer
infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que
opera em nós.

2. Devemos sempre nos alegrar quando Deus responde NÃO às nossas orações. Deus é
soberano. Ele está no controle do universo e das nossas vidas. Ele trabalha todas as coisas
para o nosso bem. Ele age no seu tempo e de acordo com a sua vontade. Ele sempre tem o
melhor para nós. Ainda que ele nos leve para o deserto, ou pelos vales, ou pelas ondas, ou
pelos rios, ou até mesmo pelo fogo. Ele tem um propósito em mente: nos transformar à
imagem de Jesus. Acolhamos o NÃO DE DEUS com humildade!

A esperança q não desespera

A esperança é o oxigênio que nos mantém vivos. Quem não tem esperança vegeta, não vive.
Quem passa os anos de sua existência na masmorra do desespero, acorrentado pelo medo e
subjugado pelas algemas da ansiedade, conhece apenas uma caricatura da vida. A vida
verdadeira é timbrada pela esperança, uma esperança tão robusta que espera até mesmo
contra esperança. Foi assim com Abraão, o pai da fé. Deus lhe prometeu um filho, em cuja
descendência seriam abençoadas todas as famílias da terra. Abraão já estava com o corpo
amortecido. Sua mulher, além de estéril, já estava velha demais para conceber. A promessa
de Deus, porém, não havia se caducado. Contra todas as possibilidades humanas, contra
todos os prognósticos da terra, contra todo o bom senso da razão humana, Abraão não
duvidou por incredulidade, mas pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus e esperou mesmo
contra a esperança, e o milagre aconteceu em sua vida. Isaque nasceu e com ele a esperança
de uma descendência numerosa e bendita.

A esperança que não se desespera tem algumas características:

1. Ela está fundamentada não em sentimentos humanos, mas na promessa


divina. Abraão não dependia de seus sentimentos, mas confiava na promessa. Deus havia
lhe prometido um filho e essa promessa não havia sido revogada. Abraão já estava velho e
seu corpo já estava amortecido, mas esse velho patriarca não confiava no que estava em seu
interior, mas naquele que é superior. Não vivemos pelo que sentimos, vivemos agarrados na
promessa. Não devemos nos estribar em nossas emoções instáveis, mas na Palavra estável e
inabalável daquele que não pode mentir. As promessas de Deus não podem falhar. Ele é fiel
para cumprir sua Palavra. Devemos tirar os olhos de nós mesmos e colocá-los em Deus.
Dele vem a nossa esperança. Ele é a nossa esperança. Nele podemos confiar.
2. Ela está fundamentada não em circunstâncias, mas naquele que governa as
circunstâncias. A fé ri das impossibilidades, pois não é uma conjectura hipotética, mas
uma certeza experimental. A fé não lida com possibilidades, mas com convicção. O objeto
da fé não está no homem, mas em Deus. A fé não contempla as circunstâncias, mas olha
para aquele que está no controle das circunstâncias. Abraão sabia que Deus poderia
fortalecer seu corpo e ressuscitar a fertilidade no ventre de sua mulher. Sabia que o filho da
promessa não seria fruto apenas de um nascimento natural, mas, sobretudo, de uma ação
sobrenatural. A esperança que não se desespera não olha ao redor, olha para cima; não vê as
circunstâncias, comtempla o próprio Deus que está no controle das circunstâncias.

3. Ela está fundamentada não nas ações humanas, mas nas intervenções
divinas. Abraão e Sara fraquejaram por um tempo na espera do filho da promessa. O
resultado dessa pressa foi o nascimento de Ismael. A ação humana sem a condução divina
resulta em sofrimento na terra, mas não em derrota no céu. O plano do homem pode ser
atabalhoado, mas o plano de Deus não pode ser frustrado. Deus esperou Abraão chegar a
seu limite máximo antes de agir. Esperou que todas as possibilidades da terra cessassem
antes de realizar seu plano. Então, a promessa se cumpriu, o milagre aconteceu e Isaque
nasceu. O limite do homem não limita Deus. A impossibilidade do homem não ameaça
Deus, pois os impossíveis do homem são possíveis para Deus. Quando o homem chega ao
fim dos seus recursos, Deus ainda tem à sua disposição toda a suprema grandeza do seu
poder. Deus faz assim para que coloquemos nele toda a nossa confiança, para que tenhamos
nele toda a nossa alegria e para que dediquemos a ele toda a glória devida ao seu nome.
O conhecimento de Deus uma verdade consoladora

O profeta Naum viveu muitos séculos antes de Cristo. Profetizou a


decadência do megalomaníaco império assírio e a queda irremediável de
Nínive, a cidade impiedosa e sanguinária. No meio, porém, dessa
devastadora tempestade do juízo divino, Naum ergue sua voz para
anunciar três verdades consoladoras: a bondade de Deus, o socorro de
Deus e o conhecimento de Deus: “O Senhor é bom, é fortaleza no dia da
angústia e conhece os que nele se refugiam” (Na 1.7). Vamos analisar essas
três verdades:

1. A bondade de Deus é a âncora da nossa esperança. “O Senhor é


bom…”. Deus é bom, essencialmente bom. Em sua bondade ele nos dá o
que não merecemos. Nada merecemos, e ele tudo nos dá. Ele faz o sol
brilhar sobre os maus e cair sua chuva até mesmo sobre os que zombam
dele. Sua graça comum estende-se sobre ímpios e pios, sobre arrogantes e
humildes, sobre ricos e pobres. A terra está cheia da sua bondade. As obras
da criação e as ações de sua providência refletem sua generosa bondade.
Ele nos dá vida e preserva nossa saúde. Ele nos dá o pão de cada dia e nos
dá prazer para saboreá-lo. Ele nos dá a família e nos alegra o coração com
o banquete do amor. Mas, a bondade de Deus pode ser vista em seu pleno
fulgor por intermédio de sua graça especial. Jesus é o dom supremo da
bondade de Deus e a salvação que ele nos trouxe, sua dávida mais
excelente. Porque Deus é bom podemos navegar em segurança, mesmo
pelos mares incapelados da vida.

2. O socorro de Deus é a âncora da nossa paz. “… é fortaleza no dia


da angústia…”. Deus não abandona o seu povo nas batalhas mais amargas
da vida. Ele não desampara os seus nos vales escuros da caminhada. Ele
caminha conosco pelas ondas revoltas, pelos rios caudalosos e pelas
fornalhas acesas. Ele inspira canções de louvor nas noites escuras e coloca
em nossos lábios um cântico de vitória, mesmo quando as lágrimas grossas
rolam pela nossa face. Ele é nossa cidade refúgio, nosso escudo protetor,
nosso amigo mais achegado, nosso abrigo no temporal. Nem sempre ele
nos livra da angústia, mas sempre é fortaleza no dia da angústia. Nem
sempre nos livra do fogo ardente das provas, mas sempre nos livra nas
provas. O fogo das provas só pode queimar nossas amarras, mas não pode
tostar sequer um fio de cabelo da nossa cabeça. Nem sempre Deus nos
livra da morte, mas sempre nos livra na morte e nos leva a salvo para o
seu reino celestial. O futuro pode ser incerto para nós; jamais, porém, o
será para Deus. Ele nos toma pela mão direita, nos guia com o seu
conselho eterno e depois nos recebe na glória. Caminhamos de força em
força, de fé em fé, sendo transformados de glória em glória até entrarmos
pela cidade santa pelas portas.

3. O conhecimento de Deus é a âncora da nossa segurança. “… e


conhece os que nele se refugiam”. Nossa segurança está no fato de Deus
nos conhecer. O conhecimento de Deus não é apenas um assentimento
intelectual, mas sobretudo, um afeto relacional. Quando o profeta diz que
Deus nos conhece, quer dizer que Deus nos ama e nos ama com amor
eterno. Nossa segurança não está simplesmente no fato de que
conhecemos a Deus, mas, sobretudo, no fato de que ele nos conhece (Gl
4.9). Deus conhece os que lhe pertencem e aqueles que nele se refugiam.
Jesus conhece suas ovelhas, dá-lhes a vida eterna e ninguém as arrebata de
suas mãos. Em Deus temos segurança inabalável. Nele temos salvação
eterna, pois ele é refúgio no dia da angústia e conhece os que nele se
refugiam. A tempestade pode estar devastadora lá fora, mas rufugiados
nos braços de Deus, dentro da arca da salvação, temos uma âncora firme
e inabalável de esperança, paz e segurança!