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Tubarão raposa

Tubarões em extinção: conheça o


curioso tubarão raposa

Redação Pensamento Verde | jan 31, 2014 | 884 Visualizações

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Foto: virgula

Cientistas e ambientalistas comemoraram sempre que avistam um


tubarão Alopias vulpinus, popularmente conhecido como tubarão raposa,
em uma remota ilha das Filipinas. Tanta empolgação deve-se à raridade
deste evento, já que é bastante difícil ver este animal nadando em mar
aberto, já que está bem perto da extinção.

Infelizmente, o tubarão raposa não está sozinho em sua luta por


sobrevivência. Estima-se que, como consequência da pesca predatória,
mais de 100 milhões de tubarões sejam mortos a cada ano (ou
aproximadamente 11 mil tubarões a cada hora), fator que coloca em
risco dezenas de espécies.

Culturalmente, estes grandes predadores dos mares são enxergados


como verdadeiros vilões, o que prejudica as ações em prol de sua
preservação. Das 480 espécies de tubarões existentes no mundo,
apenas três são responsáveis pela maioria dos acidentes fatais: o
tubarão-branco (Carcharodon carcharias), o tubarão-tigre (Galeocerdo
cuvier) e o tubarão-cabeça-chata (Carcharhinus leucas).

Mesmo estes incidentes podendo ocorrer, sua frequência é


extremamente pequena e, de forma alguma, não poderia justificar
qualquer tipo de ação contra os animais. Segundo especialistas, a
chance de uma pessoa que vai à praia morrer por um ataque de tubarão
é menor que uma em 264 milhões.
Além da visão equivocada quanto à periculosidade, algumas práticas
específicas de pesca têm dificultado ainda mais a vida dos predadores
marinhos. A mais conhecida delas recebe o nome de finning (barbatana,
em inglês). Nela, os animais são retirados do mar e têm suas
barbatanas cuidadosamente cortadas. Em países como a China, a
barbatana de tubarão é considerada uma iguaria. A prática é proibida no
Brasil e em outras localidades, como os Estados Unidos e os países da
União Europeia.

A falta de consciência neste crescente processo eliminação de tubarões


nos oceanos do mundo é gigantesca. Pescadores, comerciantes e demais
responsáveis por esta tragédia ambiental certamente não compreendem
o impacto causado pela diminuição de um predador que está no topo da
cadeia alimentar. Os danos ambientais, que já podem ser observados
em algumas regiões, são inevitáveis, com o desequilíbrio em outras
populações de animais marinhos capaz de colocar várias espécies em
risco.

tamar.org

Um dos símbolos do processo de extermínio dos tubarões, o tubarão


raposa, que pode chegar aos 5,5 metros de comprimento e é conhecido
por sua longa e fina cauda, transformou as águas da remota ilha
Malapascua, nas Filipinas em uma espécie de santuário. Ali, seus
remanescentes podem nadar com relativa tranquilidade, longe dos
pescadores.
Há cinco anos, o pesquisador britânico Simon Oliver criou no local
o Projeto para Estudo e Conservação do Tubarão Raposa, que se
encarrega de estimular a preservação e observar o comportamento do
predador.