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POLÍTICA INDUSTRIAL BRASILEIRA: GOVERO MILITAR – FHC

O período da ditadura militar (1964-1985) foi marcado pela continuidade do processo de


industrialização iniciado com Vargas e JK. Aproveitando a centralização do poder político, o
que possibilitou a atração de grandes remessas de empréstimos internacionais, o país
apresentou números expressivos de crescimento econômico e industrial, ainda que o
endividamento público aumentasse na mesma proporção.

Após a queda do governo João Goulart, assumiu o Marechal Castelo Branco, que lançou o
Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG), o qual visava combater a inflação e fazer
reformas no setor monetário e financeiro, equilibrando as contas públicas e possibilitando ao
país as condições para crescer. Assim, nos governos subsequentes, do Marechal Costa e Silva
e do General Médici, a economia brasileira teve um desempenho significativo, mas não se
pode afirmar que apresentaram uma política industrial, o que só viria acontecer no governo
seguinte.

Em 1974, Geisel assume a Presidência e lança o II Plano Nacional de Desenvolvimento,


direcionando investimentos públicos e privados aos setores considerados “pontos de
estrangulamentos” da economia brasileira. Tinha por objetivo manter o crescimento
econômico em torno de 10% a.a. e o crescimento do setor industrial em 12% a.a. Além disso,
a ênfase do processo industrial seria nos bens de capital e nos insumos básicos, como
produtos siderúrgicos e suas matérias-primas; metais não ferrosos; produtos petroquímicos;
cimento; enxofre; e outros materiais não metálicos.

Para fomentar o setor industrial, o governo propôs o desenvolvimento dos setores de base,
especialmente bens de capital, tais como eletrônica e insumos básicos; abertura de novos
campos de exportação de manufaturados; maior impulso ao desenvolvimento tecnológico
nacional; desenvolvimento de projetos de exportação de matérias-primas; aumento da
produção de petróleo e da capacidade de geração de energia hidrelétrica; desenvolvimento do
transporte ferroviário e do sistema de telecomunicações; e atenuação dos desníveis regionais
de desenvolvimento industrial.

Entre os instrumentos utilizados no plano constavam: redução de importações através do


aumento de tarifas; crédito subsidiado para a compra de equipamentos; reservas de mercado
para novos empreendimentos; financiamentos do BNDE; obtenção de financiamento externo;
atração de investimentos; ampliação da infraestrutura em setores estratégicos e reduções de
tributos.

Devido à conjuntura internacional desfavorável, o II PND não obteve os resultados esperados,


apesar do crescimento do PIB no período ser de 6,8% a.a., o do setor industrial, de 6,5% a.a. e
a formação bruta de capital fixo passar de 19,6% em relação ao PIB, entre 1968 e 1973, para
22,7% no período 1974-1979. Contudo, os maiores problemas deixados pelo plano foram o
aumento da dívida externa, que passou de US$ 7 bilhões, entre 1968 e 1973, para US$ 31,6
bilhões entre 1974 e 1979, e as taxas de inflação que, no final de 1979, eram de
aproximadamente 80% ao ano.

De modo geral, as políticas industriais implantadas até as décadas de 70 e 80 eram de viés


protecionista. Tinham como objetivo gerar capacidade produtiva por meio de restrição e
substituição de importações, estratégia que implicava baixa concorrência externa, baixa
produtividade e adoção de padrões tecnológicos relativamente atrasados. Ainda assim,
tiveram êxito em constituir uma base industrial quase completa, incluindo uma indústria de
bens de capital moderna e de boa capacidade manufatureira, além da implantação de novos
setores na matriz industrial, como a petroquímica. Porém, tais políticas apresentaram baixa
capacidade reguladora e inovativa, além do fato de que não vieram acompanhadas de
transformações no plano social.

Já em 1980, período conhecido como década perdida devido às altas taxas de inflação e baixo
crescimento econômico, o Brasil não adotou nenhuma política industrial e o setor, desde
então, começou a perder participação na formação do PIB. Em 1990, no governo Collor, foi
decretado o fim do modelo de substituição de importações e da proteção ao setor industrial,
promovendo a abertura da economia brasileira. Paralelamente, foram lançadas a Política
Industrial e de Comércio Exterior, com o intuito de intensificar a competitividade dos
produtos brasileiros nos mercados interno e externo, e o Programa Brasileiro de Qualidade e
Produtividade, para analisar o desempenho do setor industrial no Brasil.

No governo Fernando Henrique Cardoso, a política industrial ficou subordinada à


estabilidade econômica, ou seja, existia a concepção de que uma política econômica visando o
equilíbrio macroeconômico seria a melhor maneira de o Estado fornecer as condições
necessárias para o desenvolvimento dos setores produtivos.

Fontes:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31572014000100007

http://www.ipea.gov.br/ppp/index.php/PPP/article/viewFile/17/21

https://descomplica.com.br/blog/geografia/resumo-industrializacao-brasileira-governos-
militares/

http://www.r7.com/r7/media/2014/20140331-info-ditadura/20140331-info-ditadura.html