Sei sulla pagina 1di 17

EFLORESCÊNCIA: CAUSAS E CONSEQÜÊNCIAS.

Pedro Henrique Coelho Santos¹ Antonio Freitas silva Filho²

RESUMO: Eflorescências são depósitos cristalinos de cor branca surgem na superfície do

revestimento, como piso (cerâmicos ou não), paredes e tetos, resultantes da migração e

posterior evaporação de soluções aquosas salinizadas. Os depósitos acontecem quando os

sais solúveis nos componentes das alvenarias, nas argamassas de emboço, de fixação, de

rejuntamento ou nas placas cerâmicas são transportados pela água utilizada na construção,

na limpeza ou vinda de infiltrações, através dos poros dos componentes de revestimento.

Esses sais em contato com o ar se solidificam, causando depósitos.

Em situações com ambientes constantemente molhados e com algum tipo de sais de

difícil secagem, estes depósitos apresentam-se com uma “exsudação” na superfície,

aparentando então a cor branca nas áreas revestida, comprometendo os aspectos

relacionados à estética.

Vale ressaltar que as placas cerâmicas e a argamassa possuem vazios em seu

interior, como cavidades, bolhas, poros abertos e fechados e uma enorme rede de micro

canais. A água então pode passar para o seu interior por capilaridade ou mesmo por força

do gradiente hidráulico.

Este trabalho tem como finalidade evidenciar os mecanismos que causam a

eflorescência, suas causas e suas soluções, a partir de informações necessárias sobre o tipo

de cimento a ser aplicado e as características das cerâmicas usadas. Sendo assim, tem-se

como objetivo de evitar o aparecimento dessa patologia.

Palavras chaves: Eflorescência, cerâmicas e patologias.

¹ Pedro Henrique Coelho Santos é graduando em Engenharia Civil da UCSal – Universidade Católica do Salvador; email: pedrohenrique7@gmail.com

² Antonio Freitas Silva Filho, é Mestre em Engenharia Civil; email: freitaseng@bol.com.br

1. INTRODUÇÃO

Existem muitas formas de revestir a fachada de um prédio, pois pode-se usar pinturas acrílicas, texturas, placas cerâmicas, mármores, entre outros. No entanto, o que mais vem sendo usado nas fachadas das edificações em todo Brasil, principalmente nas regiões litorâneas, é o revestimento cerâmico. Este procedimento oferece ótima resistência à maresia e às intempéries, além de proteger contra infiltrações, assegurar proteção mecânica, com fácil limpeza e baixo custo de manutenção. Dessa forma, verifica-se às condições de proteção e vedação das edificações contra a ação dos agentes externos.

Para que essas propriedades sejam alcançadas são necessários cuidados especiais em relação ao sistema de produção das pastilhas, assentamento das peças e limpezas, afim de que os requisitos de projeto sejam contemplados. Caso contrário, patologias diversas irão ocorrer, prejudicando e causando graves problemas para a edificação.

As patologias surgem quando, em um determinado momento, a construção deixa de apresentar desempenho previsto pelos construtores. Existem duas formas mais comuns dessas patologias aparecerem, a primeira ainda na fase de projeto, quando o projetista não fez um estudo completo de qual e como seria a melhor forma para a aplicação do revestimento e a segunda, quando durante a execução os assentadores fazem o serviço sem o preparo adequado, sem a devida importância e/ou os responsáveis pela obra não controlam corretamente o processo de produção.

2. REVESTIMENTOS CERÂMICOS

A cerâmica de revestimento é uma mistura de argila e outras matérias-primas inorgânicas,

queimadas em altas temperaturas Sua aplicação com fins decorativos teve início com as civilizações do Oriente, na Ásia e cujo os chineses dominam essa tecnologia há milênios.

Na arquitetura européia, a cerâmica de revestimento se fez presente desde que os primeiros edifícios de tijolo ou pedra foram erguidos. O seu uso na arquitetura foi dirigido tanto a um apelo decorativo, quanto prático. Em razão de suas características, o azulejo torna as residências mais frescas e reduz os custos de conservação e manutenção, já que é refratário à ação do sol e impede a corrosão das paredes pela umidade.

As cerâmicas compreendem todos os materiais inorgânicos, não-metálicos, obtidos geralmente após tratamento térmico em temperaturas elevadas.

A indústria de revestimentos cerâmicos constitui um segmento da indústria de transformação,

de capital intensivo, inserido no ramo de minerais não-metálicos, e tem como atividade a produção de pisos e azulejos, representando, juntamente com a cerâmica estrutural vermelha

(tijolos, telhas e outros refratários), as louças e o vidro, uma cadeia produtiva que fazem parte

do complexo industrial de materiais de construção.

As placas cerâmicas são aplicadas em revestimento de pisos e paredes de ambientes industriais, comerciais, residenciais e em locais públicos. São constituídas de uma grande variedade de matérias-primas, que se apresentam em dois tipos principais, ou seja, os materiais argilosos e os não-argilosos.

Os materiais argilosos apresentam grande variedade de tipos e composições utilizados na produção da massa. São utilizadas misturas de diversos tipos e características distintas, que resultam na composição desejada. Já os materiais não-argilosos são utilizados em mistura com argilas, quando estas não os contêm. Servem para formar o esqueleto do corpo cerâmico ou para promover a fusão da massa. Os compostos minerais normalmente utilizados são quartzo, feldspato e calcário.

Para a produção dos esmaltes (utilizados para o acabamento do revestimento) utilizam-se também outros compostos minerais, que constituem seus três componentes básicos: elementos fundentes (chumbo, magnésio, cálcio e sódio), elementos opacificadores e refratários, que determinam as propriedades finais do vidro (estanho, zinco, zircônio e alumínio), e elementos vítreos, que formam o corpo do esmalte (quartzo e feldspato).

As principais características técnicas dos revestimentos cerâmicos são: absorção de água, abrasão superficial, resistência às manchas, resistência à ácidos, dureza e choque térmico.

A tonalidade é um fator importante no produto, pois devido às características das matérias-

primas naturais, corantes, queima e outros fatores que fazem parte do processo de fabricação

do revestimento cerâmico, podem ocorrer ligeiras variações no padrão de cor, de um lote para outro ou até nas peças do mesmo lote de produção. Cada padrão de cor é, na verdade, uma faixa estreita de tonalidades próximas, compostas entre elas quando examinadas em painel, adequadamente misturadas e distribuídas.

Algumas empresas do setor investem no processo produtivo, visando a redução de variações

de tonalidades aos menores índices possíveis, objetivando uma variação nos padrões para 10 a

15 tons máximos para seus produtos. Para que tal objetivo seja atingido é solicitado junto à fornecedores e a própria área técnica das empresas, rigoroso controle nos produtos fornecidos tais como, matérias primas para esmaltes, telas, etc.

Os revestimentos cerâmicos esmaltados além de outras classificações também são selecionados quanto às variações em suas dimensões, notadamente em relação ao tamanho, esquadro, empenamento/curvaturas e a espessura. Atualmente, nas empresas que tem um auto grau de automatização no processo de produção, toda a seleção quanto às variações de bitolas (tamanho), empenamentos (de bordas) e curvaturas laterais, são feitas automaticamente, sem nenhuma interferência por parte dos operadores dos equipamentos. E são cada vez mais utilizados por suas características funcionais e estéticas, e principalmente por levarem uma série de vantagens sobre outros produtos produzidos com outras matérias-primas.

É

importante citar que o porcelanato é atualmente a cerâmica de revestimentos que apresenta

as

melhores características técnicas e estéticas, se comparada com as demais encontradas no

mercado, como pode ser visto na Tabela 1. Tal sucesso se deve a um longo processo de desenvolvimento tecnológico, o qual permitiu a elaboração de um material constituído por fases cristalinas de elevada dureza, muito denso. A absorção de água é de no máximo 0,5%%.

Tabela 1- Classificação das cerâmicas para revestimento

Porcelanatos

Grês

Semigrês

Semiporoso

Poroso

Porcelanatos

Grês

Semigrês Semiporoso Poroso Porcelanatos Grês Baixa absorção e resistência mecânica alta Baixa
Semigrês Semiporoso Poroso Porcelanatos Grês Baixa absorção e resistência mecânica alta Baixa
Semigrês Semiporoso Poroso Porcelanatos Grês Baixa absorção e resistência mecânica alta Baixa
Semigrês Semiporoso Poroso Porcelanatos Grês Baixa absorção e resistência mecânica alta Baixa
Semigrês Semiporoso Poroso Porcelanatos Grês Baixa absorção e resistência mecânica alta Baixa
Semigrês Semiporoso Poroso Porcelanatos Grês Baixa absorção e resistência mecânica alta Baixa

Baixa absorção e resistência mecânica alta

Baixa absorção e resistência mecânica alta

Média absorção e resistência mecânica média

Alta absorção e resistência mecânica baixa

Alta absorção e resistência mecânica baixa

Baixa absorção e resistência mecânica alta

Baixa absorção e resistência mecânica alta

mecânica baixa Baixa absorção e resistência mecânica alta Baixa absorção e resistência mecânica alta
mecânica baixa Baixa absorção e resistência mecânica alta Baixa absorção e resistência mecânica alta
mecânica baixa Baixa absorção e resistência mecânica alta Baixa absorção e resistência mecânica alta
mecânica baixa Baixa absorção e resistência mecânica alta Baixa absorção e resistência mecânica alta
mecânica baixa Baixa absorção e resistência mecânica alta Baixa absorção e resistência mecânica alta
mecânica baixa Baixa absorção e resistência mecânica alta Baixa absorção e resistência mecânica alta
mecânica baixa Baixa absorção e resistência mecânica alta Baixa absorção e resistência mecânica alta

Fonte: Centro Cerâmico Brasileiro (CCB)

3. CONCEITOS BÁSICOS SOBRE PATOLOGIA DAS EDIFICAÇÕES

O conhecimento sobre as patologias das edificações é indispensável em maior ou menor grau,

para todos que trabalham na construção (VERÇOZA, 1991).

Procura-se hoje construir cada vez mais com o máximo de economia, mas mantendo a qualidade do produto a ser usado, para realmente saber até onde um determinado material é confiável.

Os problemas patológicos podem estar distribuídos em relação à origem do processo construtivo, de acordo com a Tabela 2.

Tabela 2 – Principais causas de patologias (VERÇOZA, 1991)

Causas

Porcentagens (%)

Projeto

40

Execução

28

Materiais

18

Mau uso

10

Mau planejamento

04

As patologias em edifícios têm causas específicas e podem ser classificadas segundo a Tabela

3.

Tabela 3 – Defeitos que causam patologias (VERÇOZA, 1991)

Defeitos

Porcentagens (%)

Execução

52

Projeto

18

Uso

14

Materiais

06

Outros

16

Os problemas patológicos ocasionados por manutenção inadequada, ou mesmo por ausência total de manutenção, têm sua origem no desconhecimento técnico, incompetência ou desleixos dos responsáveis (SOUZA; RIPPER,1998).

Muitos edifícios usam para fim estético e também de proteção contra intempéries, pintura sobre a fachada. As tintas criam uma película protetora, no entanto patologias acabam surgindo e ocasionando muitas manutenções.

Em alguns casos podem-se encontrar danos causados por problemas de umidade e infiltrações nas fachadas, ocorrendo o aparecimento de manchas e bolhas. A causa mais freqüente para o

aparecimento desta patologia é a capilaridade, onde a umidade sobe pelo solo, pelo interior da alvenaria, e atinge a pintura da fachada (VERÇOZA, 1991).

Quando se fala em danos em fachadas, existem manifestações que atinge vários prédios, são

as fissuras ou trincas, que podem indicar as seguintes situações:

- O aviso de um eventual estado perigoso da estrutura

- O comprometimento da obra em serviço

- O constrangimento psicológico que a fissura do edifício exerce sobre seus moradores (THOMAZ, 1999).

3. AS EFLORESCÊNCIAS COMO PATOLOGIA

Os sais presentes no solo e/ou nos materiais utilizados na construção civil podem afetar as alvenarias e concretos, pela sua deposição na região interior ou exterior das construções. A formação de depósitos de sais em alvenarias e concretos ocorre pela cristalização dos sais das soluções aquosas, cuja saturação foi atingida em conseqüência da evaporação do solvente.

A solução aquosa é formada no interior da peça cerâmica pelo contato entre a água e sais

solúveis presentes no material, ou é oriunda de fontes externas e movimenta-se de uma parte a outra da estrutura através da rede capilar do material. Assim, as condições necessárias para que ocorra a formação desses depósitos em alvenarias e concretos são a coexistência de: água, sais solúveis em água e condições ambientais e de estrutura que proporcionem a percolação e evaporação da água. Se um destes três itens deixarem de existir, não é possível a formação de depósitos de sais.

A evaporação da solução aquosa de sais pode ocorrer na superfície ou em regiões próximas a esta, apenas quando existe um gradiente de umidade entre a atmosfera ambiente e o material que favoreça este fenômeno. Entretanto, em ambientes de elevada umidade como porões, ou em presença de sais deliqüescentes (difícil secagem), os sais não chegarão a se cristalizar, depositando-se como um "gel", cuja viscosidade depende da composição e concentração da solução

Florescências são depósitos salinos que se formam nas peças cerâmicas queimadas, sendo também a água o agente mobilizador dos sais solúveis. As florescências são atividades patológicas que se produzem nas peças cerâmicas mediante o estímulo de agentes externos

Segundo, MENEZES (2006), as florescências podem ser divididas em dois grandes grupos:

subflorescências (criptoflorescências) e eflorescências. As subflorescências são florescências não visíveis, porque os depósitos salinos se formaram sob a superfície da peça, enquanto que nas eflorescências os depósitos salinos se formam na superfície dos produtos cerâmicos, paredes, pisos e tetos. A cristalização de sais na superfície das peças cerâmicas não produz esforços mecânicos importantes. Ao contrário, quando a cristalização se dá no interior do material, nos poros e rede capilar, podem ser produzidos esforços mecânicos consideráveis. Assim, as eflorescências causam degradação microestrutural apenas nas zonas próximas a superfície, bem como degradação estética no produto cerâmico, paredes pintadas, pisos e tetos. Os danos na aparência das construções intensificam-se quando há um contraste de cor entre os depósitos de sais e a alvenaria. Enquanto que as subflorescências podem causar sérios danos a durabilidade e resistência das peças.

Além de fontes de sais e presença de água na construção, para que ocorra a formação dos depósitos de sais, tal como já mencionado, são necessárias também condições ambientais que proporcionem a percolação da água no material e sua evaporação. Regiões áridas e semi- áridas, como grande parte do Nordeste do Brasil, apresentam condições climáticas que favorecem uma elevada salinização do solo. Esta fonte "inesgotável" de sais solúveis, aliada aos ventos contínuos, faz do Nordeste uma região com elevadas condições para o desenvolvimento de eflorescências e subflorescências. Um outro agravante é a escassez de água na região, que leva produtores a utilizarem no processo de fabricação de produtos cerâmicos, águas com elevadas concentrações de sais, muitas vezes provenientes de poços. O que se agrava durante o período de estiagem, quando a concentração de sais solúveis destes poços é muitas vezes superior ao teor de sais da água do mar.

A formação de eflorescências em peças cerâmicas (geralmente tijolos, telhas ou ladrilhos) é um fenômeno que por atuar sempre em detrimento à qualidade dos produtos cerâmicos, preocupa em muito tanto os fabricantes como os construtores.

Um dos problemas observados nas fachadas é o aparecimento de manchas e eflorescências, como se pode ver na Figura 1. Para ocorrer o fenômeno tem que existir as seguintes condições:

• infiltração de água através das falhas ou da porosidade do rejuntamento

• lavagem da fachada com solução de ácido muriático

• excesso de água de amassamento da argamassa

• presença de impurezas nas areias, tais como óxidos e hidróxidos de ferro

nas areias, tais como óxidos e hidróxidos de ferro Figura 1: Eflorescência em reservatório e fachadas

Figura 1: Eflorescência em reservatório e fachadas revestidos com cerâmica.

Em algumas situações (ambientes constantemente molhados) e com alguns tipos de sais (de difícil secagem), estes depósitos apresentam-se como uma exsudação na superfície. Não haverá ocorrência deste problema, quando eliminado qualquer um desses fatores: sais solúveis, presença de água ou porosidade do componente de revestimento

É considerado um dano, por alterar a aparência do elemento onde se deposita. Há casos em

que seus sais constituintes podem ser agressivos e causar degradação profunda atingindo as armaduras. A modificação no aspecto visual pode ser intensa, onde há um contraste de cor entre os sais e o substrato sobre as quais se deposita, por exemplo, a formação branca do carbonato de cálcio sobre granito escuro.

Quimicamente a eflorescência é constituída principalmente de sais de metais alcalinos (sódio

e potássio) e alcalino-ferrosos (cálcio e magnésio, solúveis ou parcialmente solúveis em

água). Pela ação da água de chuva ou do solo estes sais são dissolvidos e migram para a superfície e a evaporação da água resulta na formação de depósitos salinos.

Fatores internos que, agindo em conjunto, contribuem para a formação de eflorescências:

• teor de sais solúveis

• pressão hidrostática para proporcionar a migração para a superfície

• presença de água

Fatores externos que contribuem:

• quantidade de água

• tempo de contato

• elevação da temperatura

• porosidade dos componentes

Segundo, BAUER, na Tabela 4, são os sais mais comuns em eflorescências, sua solubilidade em água, bem como a fonte provável para seu aparecimento

Tabela 4- Sais mais comuns em eflorescências

Composição Química

Solubilidade

Fonte provável

em água

Carbonato de Calcio

Pouco

Carbonatação do hidróxido de cálcio do cimento.

solúvel

Cal não carbonatada

Cabornato de Magnesio

Pouco

Carbonatação do hidróxido de cálcio do cimento.

solúvel

Cal não carbonatada

Carbonato de Potássio

Muito solúvel

Carbonatação do hidróxido alcalinos de cimento de elevado teor de álcalis

Carbonato de Sódio

Muito solúvel

Carbonatação do hidróxido alcalinos de cimento de elevado teor de álcalis

Hidróxio de Cálcio

Solúvel

Cal liberada na hidratação do cimento

Sulfato de Cálcio desidratado

Parcialmente

Hidratação do sulfato de cálcio do tijolo

solúvel

Sulfato de Magnésio

Solúvel

Tijolo

Água de Amassamento

Sulfato de Cálcio

Parcialmente

Tijolo

solúvel

Água de Amassamento

Cloreto de Potássio

Muito solúvel

Tijolo

Água de Amassamento

Cimento

Sulfato de Sódio

Muito solúvel

Tijolo

Água de Amassamento

Cimento

Cloreto de Cálcio

Muito solúvel

Água de Amassamento

Cloreto de Magnésio

Muito solúvel

Água de Amassamento

Nitrato de Magnésio

Muito solúvel

Solo Adubado ou contaminado

Nitrato de Sódio

Muito solúvel

Solo Adubado ou contaminado

Fonte: BAUER (2001)

11

Ainda segundo BAUER (2001), é freqüente a ocorrência de eflorescências em revestimentos cerâmicos porosos ou no rejuntamento de revestimentos pouco ou não porosos de pisos e paredes em contato com água de chuva, molhagem ou umidade. Este fato ocorre devido ao elevado teor de hidróxidos, notadamente de cálcio, encontrados no tipo de cimento utilizado na argamassa da execução da proteção mecânica da impermeabilização e no assentamento dos próprios revestimentos. A água, ao permear pelos revestimentos e/ou seus rejuntes e trincas, dissolve os hidróxidos do cimento, tornando-se alcalina. Ao encontrar condições de aflorar por percolação ou evaporação, ocorre a formação das eflorescências.

4. ESCOLHA DO TIPO DE CIMENTO

O cimento recomendado para o assentamento de revestimentos em áreas molhadas é o CP-IV,

cuja atividade pozolânica consome o hidróxido de cálcio na fase de hidratação. Em algumas regiões do Brasil existe dificuldade em se encontrar o CP IV; neste caso a alternativa é utilizar o CP III, que possui baixo teor de hidróxido de cálcio.

5. EFLORESCÊNCIAS EM PISOS CERÂMICOS

O problema de eflorescências no piso pode ser resolvido com as seguintes providências:

Evitar empoçamentos de água sobre a camada de impermeabilização, já que essa água promove a solubilização de sais presentes em argamassas de proteção, regularização ou assentamento e o transporte da solução até a superfície, onde vai ocorrer a cristalização/ formação das eflorescências;no piso pode ser resolvido com as seguintes providências: Na camada de regularização, para corrigir eventuais

Na camada de regularização, para corrigir eventuais imperfeições de declividade, empregar cimentos CPIII ou CPIV, que originam menor formação de cal hidratada; promover cuidadosa cura úmida dessa argamassa, já que, se não houver umidade, escória de alto-forno e materiais pozolânicos atuarão como finos inertes;ocorrer a cristalização/ formação das eflorescências; Após conformação da camada de regularização/camada de

Após conformação da camada de regularização/camada de proteção da impermeabilização, e antes do reassentamento do porcelanato, promover limpeza da base e aplicar sobre a mesma duas ou três demãos de emulsão acrílica, as mesmas utilizadasjá que, se não houver umidade, escória de alto-forno e materiais pozolânicos atuarão como finos inertes;

para impermeabilização branca. Utilizar no reassentamento das peças argamassa colante própria para porcelanato, na cor branca. Observar período máximo de 48 horas entre a aplicação da emulsão acrílica e o reassentamento das placas. ( IPT, 2008)

Assim como mostra a Figura 2, boa parte dos casos de surgimento de eflorescência acontece

devido à passagem da água por fissuras na interface entre rejunte e bordas da placa. Aderência

à borda e capacidade de deformação são propriedades que devem ser exigidas da argamassa

são propriedades que devem ser exigidas da argamassa Figura 2: Exemplo de eflorescência em pisos. Nesse

Figura 2: Exemplo de eflorescência em pisos. Nesse caso ardosia

6. EFLORESCÊNCIA EM CONCRETO

A eflorescência pode aparecer na superfície de produtos de concreto após dias, semanas ou

mesmo meses após a conclusão do serviço de instalação dos produtos.

A substância branca, como mostra a Figura 3, dá a impressão de que a cor das peças está

desbotando e é mais fácil de se observar em produtos de cores escuras. Quando o produto está

molhado não se percebe o esbranquiçado, mas quando seca a eflorescência reaparece. Quando

a umidade evapora, o esbranquiçado da eflorescência aparece. Esta é uma condição de todos

os produtos de concreto e não afeta a integridade estrutural do produto. Há produtos de limpeza para remoção da eflorescência. Entretanto o procedimento recomendado é deixá-lo ser lavado e desaparecer o esbranquiçado ao longo do tempo.

Figura 3: Eflorescência em concreto 7. PROCEDIMENTO DE RECUPERAÇÃO Algumas precauções podem ser tomadas para

Figura 3: Eflorescência em concreto

7. PROCEDIMENTO DE RECUPERAÇÃO

Algumas precauções podem ser tomadas para evitar a eflorescência:

Para a remoção dos depósitos nas áreas já comprometidas com a ocorrência deste problema, pode -se recorrer a uma simples lavagem da superfície do revestimento, o que geralmente já é suficiente para a eliminação dos depósitos, mas eles podem voltar a ocorrer, principalmente se as condições continuarem a serem propícias. Com o passar do tempo, porém, o problema tende a diminuir, à medida em que os sais forem sendo eliminados.

Segundo a NBR 7200 /1982, quanto à limpeza do revestimento cerâmico, deve -se evitar o uso de ácido muriático. Caso seja necessário seu uso, fazê -lo em concentrações baixas e em pequena quantidade, enxaguando muito bem a superfície após seu uso. A norma cita ainda a importância de:

• Reduzir o consumo de cimento Portland na argamassa de emboço ou usar cimento com baixo teor de álcalis.

• Utilizar placas cerâmicas de boa qualidade, ou seja, queimadas em altas temperaturas (o que elimina os sais solúveis de sua composição e a umidade residual).

• Garantir o tempo necessário para secagem de todas as camadas anteriores à execução

de revestimento cerâmico.

8. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A umidade nas construções sempre foi uma grande preocupação nas obras. E o fenômeno da

Eflorescência tem ocorrido em muitos empreendimentos, principalmente em cidades litorâneas e com alto teor de salitre, como Salvador. Que visitando os bairros, como Pituba, Jardim Armação e Amaralina, a eflorescência aparece em muitos prédios e casas.

Em vários casos o problema de origem inicialmente estético pode vim a afetar a estrutura, bastando apenas que a umidade chegue as armaduras, com isso esse fenômeno tem sido bastante estudado e divulgado, já que a imagem e a segurança do empreendimento estão em jogo. Sendo a fachada, o principal fator de vendas. Com isso cabe ao corpo técnico da obra, ter o pleno conhecimento dessa patologia, sabendo fazer o melhor uso dos materiais, evitando assim o surgimentos dos sais brancos que afetam visualmente a construção.

REFERÊNCIAS

http://www.abceram.org.br/asp/abc_5.asp - Acessado no dia 15 de setembro de 2008

http://www.ccb.org.br/ - Acessado no dia 20 de setembro de 2008

no dia 20 de setembro de 2008

-

Acessado

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Revestimentos de Paredes

Externas com Placas Cerâmicas e com Utilização de Argamassa Colante - Procedimento.

NBR 13755 /1996.

BAUER, L. A. F. Materiais de Construção. Rio de Janeiro, Editora LTC, V. 1e 2,

2001.

BAUER, R.J.F. Patologia em revestimento de argamassa inorgânica. In: II SIMPÓSIO

BRASILEIRO DE TECNOLOGIA DAS ARGAMASSAS, Salvador, 1997, Anais p.321-33

DE SOUZA, V. C. M. e Ripper, T. (1998). Patologia, Recuperação e Reforço de Estruturas de Concreto, Editora PINI, São Paulo, Brasil.

.L Uemoto, “Patologia: Danos causados por Eflorescência”, PINI, S. Paulo (1988) p. 561

NBR 7200: Revestimentos de paredes e tetos com argamassas, materiais, preparo, aplicação e

manutenção. – Procedimento. Rio de Janeiro, 1982.

R. R. Menezes; H. S. Ferreira; G. A. Neves; H. C. Ferreira, Sais solúveis e

eflorescência em blocos cerâmicos e outros materiais de construção – revisão,

cerâmica v.52 n.321 São Paulo jan./mar. 2006

THOMAZ, Ercio. Trincas em Edifícios. Causas, Prevenções e Recuperações. Editora Pini.1999

VERÇOZA, E. J. Patologia das Edificações. Porto Alegre, Editora Sagra, 1991.

ULSAMER, Federico. Las humedades em la construccion. Barcelona.