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UFBA – Universidade Federal da Bahia

IMS – Instituto Multidisciplinar em Saúde


CAT – Campus Anísio Teixeira

PROJETO DE EXTENSÃO NA COMUNIDADE: ENDEMIAS E MEIO


AMBIENTE EM VITÓRIA DA CONQUISTA, BAHIA

Procedimento Operacional Padrão das Técnicas em Parasitologia

Anexo I
Atlas de Parasitologia

FAMÍLIA ENDAMOEBIDAE
Esta família compreende amebas parasitas do aparelho digestivo dos vertebrados e formas livres. Três gêneros têm
importância médica: Entamoeba, Endolimax e Iodamoeba.

Gênero Entamoeba
Os núcleos são esféricos e de aspecto vesiculoso. A cromatina pode ser periférica, formando grumos juntos à
membrana nuclear ou pode se aglutinar na porção central formando uma estrutura denominada cariossomo. Parasitas
frequentes no homem: Entamoeba histolytica e Entamoeba coli

Gênero Endolimax
Amebas com núcleos pequenos. A membrana nuclear é delicada e sem cromatina periférica. Cariossomo relativamente
volumoso, compacto e irregular. Espécie: Endolimax nana.

Gênero Iodamoeba
As amebas deste gênero possuem núcleo com espessa membrana e sem cromatina periférica. O cariossomo é grande
e central. Espécie: Iodamoeba bütschlii.
Iodamoeba bütschli tem citoplasma com múltiplos vacúolos, dentro dos quais encontram-se bactérias e detritos
fagocitados. A forma cística tem um só núcleo. Quando coradas pelo lugol, seus cistos mostram uma ou duas áreas
compactas de glicogênio.

MORFOLOGIA DOS CISTOS DE AMEBA


Entamoeba Entamoeba coli Endolimax nana Iodamoeba
histolytica bütschlii
Forma Em geral esférica Em geral esférica Esférica, ovóide, Esférica, triangular,
elipsoidal.
elipsoidal.
Diâmetro (µ) 10-15 10-30 5-10 6-16

Núcleo (nº) 1-4 4-8 4 1


Cromatina
periférica Presente Presente Ausente Ausente
Cariossomo Pequeno Grande Grande Grande
Glicogênio Grande, compacto e
bem definido. Cora-
citoplasmático Inexpressivo Inexpressivo Inexpressivo
se em marrom pelo
lugol
Fonte: DOLES (7)

Protocolo elaborado pelos discentes IMS103 Andreia Brito Sousa, Adriele Pinheiro Bomfim, Nadja Sanielly J de
Andrade, Jéssica Afonso Dias, Lucas Oliveira Batista e Romário Soares de Magalhães. Semestre 2015.2
UFBA – Universidade Federal da Bahia
IMS – Instituto Multidisciplinar em Saúde
CAT – Campus Anísio Teixeira

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AMBIENTE EM VITÓRIA DA CONQUISTA, BAHIA

Procedimento Operacional Padrão das Técnicas em Parasitologia

Fonte: DOLES (7)

Protocolo elaborado pelos discentes IMS103 Andreia Brito Sousa, Adriele Pinheiro Bomfim, Nadja Sanielly J de
Andrade, Jéssica Afonso Dias, Lucas Oliveira Batista e Romário Soares de Magalhães. Semestre 2015.2
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Procedimento Operacional Padrão das Técnicas em Parasitologia

Fotos 1,2,3 e 4
Trofozoítos de Entamoeba histolytica. Fotos 1 e 2: suspensão em solução salina; Foto 3: coloração tricrômica; Foto 4:
coloração pela hematoxilina férrica; Os trofozoítos são esféricos ou alongados e medem entre 12 e 30 µ em seus
maiores diâmetros. A presença de hemácias fagocitadas sela o diagnóstico de Entamoeba histolytica.

Fotos 5, 6, 7, 8 e 9
Cistos de Entamoeba histolytica. Foto 5: suspensão em solução salina. Notar o carióssomo central;
Fotos 6, 7 e 8: coloração pelo lugol; Foto 6: observar a massa de glicogênio corada pelo lugol e o cariossomo central
dos núcleos nas fotos 7 e 8: Foto 9: coloração tricrômica. No cisto superior observa-se um núcleo e hemácias
fagocitadas. O cisto inferior exibe volumoso vacúolo representado pelo glicogênio não corado.

Foto 10
Trofozoíto de Entamoeba coli corado pela hematoxilina férrica. O núcleo é excêntrico com carióssomo também
excêntrico e cromatina periférica. O citoplasma apresenta múltiplos vacúolos contendo bactérias fagocitadas.

Fotos 11, 12, 13, 14 e 15


Cistos de Entamoeba coli. Fotos 11 e 12: exame direto, suspensão em solução salina; Fotos 13 e 14: coloração pelo
lugol; Foto 15 : coloração tricrômica. Observar a presença de vários núcleos por cisto.

Microfotografias: aumento 200 x, salvo especificação.

Fonte: DOLES (7)

Fonte: DOLES (7)

Protocolo elaborado pelos discentes IMS103 Andreia Brito Sousa, Adriele Pinheiro Bomfim, Nadja Sanielly J de
Andrade, Jéssica Afonso Dias, Lucas Oliveira Batista e Romário Soares de Magalhães. Semestre 2015.2
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Foto 1
Trofozoítos de Endolimax nana corados pela hematoxilina férrica. O núcleo é quase todo ocupado pelo carióssomo e a
membrana nuclear não apresenta cromatina periférica. O citoplasma exibe vários vacúolos

Foto 2
Cisto de Endolimax nana corado pelo lugol. Três dos quatro núcleos são claramente visíveis. Carióssomo volumoso
com ausência de cromatina periférica.

Fotos 3 e 4
Cistos de Iodamoeba beutschili (Foto 3, aumento 100X). Coloração pelo lugol. A volumosa massa corada em marrom é
glicogênio. O núcleo não é visível.

Fotos 5, 6 e 7
Giardia lamblia (G. intestinalis) é um protozoário flagelado, que parasita o duodeno e o terço superior do jejuno.
Apresenta-se como trofozoíto ou na forma cística. Tem um formato piriforme e mede entre 10-20µ, em seu maior
diâmetro. Tem de dois a quatro núcleos não visíveis ao exame direto e quatro flagelos visíveis principalmente, sob a
forma de trofozoítos. Os cistos de Giardia lamblia são facilmente colhidos no sobrenadante, após as fezes serem
tratadas pelo método de Faust. Sedimento corado pelo lugol (Fotos 5 [100X] e 6 [200X]. Esfregaço de fezes corado
pela hematoxilina férrica onde se observa o trofozoíto de Giardia lamblia com dois núcleos e respectivos carióssomos
(Foto 7).

Fotos 8, 9 e 10
Balantidium coli é o maior dos protozoários parasitas do homem, medindo, geralmente, entre 60 e 90 µ. Parasita o
intestino grosso, principalmente o ceco. Nas fezes, os Balantidium coli são encontrados, quase sempre, sob a forma de
trofozoítos, nos quais são visíveis os cílios e o citóstomo. Na foto 8, exame direto sem coloração. Na foto 9, coloração
pelo lugol, observasse o macronúcleo e volumoso vacúolo contrátil, situado na parte posterior. Na foto 10, coloração
tricrômica observasse cílios e citostoma na porção anterior e volumoso núcleo na porção posterior.

Fotos 11 e 12
Cistos de Isospora belli (exame direto). Isospora belli são protozoários pertencentes à classe Sporozoa e parasitam
animais domésticos. O homem adquire a parasitose por contaminação fecal. Medem em geral 30µ de comprimento e
de largura 12 a 15µ. A foto 12 mostra um isospora com dois esporoblastos.
Fonte: DOLES (7)

Fotos 13, 14 e 15
Cryptosporidium sp. são protozoários que, ao infectar um indivíduo normal, geram um quadro de enterocolite aguda,

Protocolo elaborado pelos discentes IMS103 Andreia Brito Sousa, Adriele Pinheiro Bomfim, Nadja Sanielly J de
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passageiro. A infecção assume gravidade quando compromete indivíduos imunodeprimidos (aidéticos e outros),
tornando-se crônica e agravando o quadro clínico. Os oocistos são pequenos (4 a 6µ de diâmetro). Na foto 13, exame
direto (200X). Nas fotos 14 (200X) e 15 (400X), coloração por Ziehl-Neelsen. Os oocistos se coram em rosa ou
vermelho e contêm vários grânulos de coloração preta. A coloração por Ziehl-Neelsen é o método de eleição para
visualização do parasito.
Fonte: DOLES (7)

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Fonte: DOLES (7)

TAMANHO RELATIVO DOS OVOS DE HELMINTOS

1 Taenia sp
2 Hymenolepis nana
3 Enterobiuus vermicularis
4 Trichuris trichiura
5 Ascaris lumbricoides (fértil)
6 Necator americanus
7 Diphylobothrium latum
8 Hymenolepis diminuta
9 Ascaris lumbricoides (infértil)
10 Schistosoma mansoni.

Fotos 1, 2, 3, 4 e 5
Enterobius vermicularis. Foto 1: fita adesiva de swab anal para pesquisa de oxiúros. Observar a presença de
vários com embrião. Foto 2: Ovos de Enterobius vermicularis não embrionados e isolados em exame de fezes.
Os ovos eliminados nas fezes geralmente não apresentam embrião. Foto 3: Ovo de Enterobius vermicularis com
embrião e corado pelo lugol. Foto 4: Fêmea de Enterobius vermicularis, imatura. Foto 5: Verme macho. O
parasita macho é menor do que a fêmea.

Foto 6
Ascaris lumbricoides, ovo fértil. A membrana externa “mamilar” do ovo está ausente, sendo o mesmo chamado de
descorticado.

Foto 7
Ovo fértil de Ascaris lumbricoides e um ovo de Trichuris trichiura.

Foto 8 e 9
Ovos inférteis de Ascaris lumbricoides. Estes ovos são maiores do que os férteis e em geral pleomórficos.
Geralmente perdem lamelas da membrana e o conteúdo interno se desorganiza.

Fonte: DOLES (7)

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Fotos 1 e 2
Ovos de Necator americanos. Na foto 1 se observa também um ovo de Trichuris trichiura.

Foto 3
Larvas rabditoides de Strongyloides stercoralis, estando uma delas corada pelo lugol. Quando no solo ou nas fezes, elas
evoluem para formas adultas de vida livre ou se transformam em larvas filariformes infectantes.

Fotos 4 (100X) e 5 (200X)


Ovos de Taenia sp. Os ovos, quando eliminados, já estão embrionados protegidos pelos envoltórios ovulares até que
possam eclodir no interior do corpo do hospedeiro intermediário ou definitivo. O embrião tem 3 pares de ganchos que
permitem sua fixação à parede intestinal e são chamados de oncosfera.

Fotos 6, 7 e 8
Ovos de Hymenolepis nana. O ovo de Hymenolepis nana tem formato ovoide ou arredondado e mede de 40 a 50µ de
diâmetro. Apresenta 3 pares de ganchos que constituem a oncosfera, similar à Taenia sp. Os ovos são maiores e a
membrana não tem aspecto radiado. Na foto 7 é visível um ovo de Trichuris trichiura. Na foto 8 paralelamente ao ovo de
Hymenolepis nana observa-se um ovo de Hymenolepis diminuta. Este mede de 70 a 80µ sendo maior que o ovo de
Hymenolepis nana e apresenta uma dupla parede mais espessa.

Foto 9
Ovos de Dipylidium caninum. Seus hospedeiros definitivos são os cães e os gatos domésticos além dos canídeos e
felídeos selvagens. Calcula-se que de 50 a 80% da população canina está infectada. Pulgas adultas são hospedeiras
intermediárias. A infecção do homem é rara e se dá pela ingestão acidental de pulgas. O parasitismo é mínimo e não traz
consequências.

Foto 10
Esporo de vegetal não identificado e que pode ser confundido com ovo infértil de Ascaris lumbricoides. É encontrado,
esporadicamente, nas fezes.

Foto 11
Esporos de cogumelo comestível encontrado nas fezes. Pode se apresentar na forma diminuta ou maior. O microscopista
inexperiente pode confundi-los com ovos de helmintos.

Foto 12
Ao lado de um ovo de Trichuris trichiura se observa uma diatomácea. As diatomáceas são encontradas, normalmente, na
água doce e sua presença no material examinado indica contaminação das soluções utilizadas no preparo dos
esfregaços.

Foto 13
Ovos de Heterodera (Meloidogyne). Estes ovos são de um nematoide parasita de vegetais, principalmente rabanete e
nabo, sendo ingeridos com alimentos contaminados. O neófito pode confundi-los com ovos de Necator americanos.

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Foto 14
Fêmea de Sarcoptes scabiei vista pela face ventral. Portadores de escabiose nas regiões interglúteas e
inguinais podem ter as fezes contaminadas pela descamação cutânea com o parasita.

Foto 15
Macho de Phthirus pubis visto pela face ventral. À semelhança do exemplo anterior, as fezes podem ser
contaminadas.
Fonte: DOLES (7)

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