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EICHENGREEN, Barry - A Globalizacão do Capital.

Serve como fundo para entendermos esse período. Os outros autores estarão ao abrigo
das considerações de Eichengreen.

No sentido do capital se tornar global, Bretton Woods foi, de uma forma enviesada, um
dos principais caminhos para que o capital se globalizasse, para que atingisse, tirando o a
parte do mundo socialista, a maior parte de alcance até então. Essa é a noção básica de
Bretton Woods, uma ampla circulação do capital sem que isso fragilizasse o sistema. Sem
que o sistema se tornasse menos sólido e mais factível à oscilações que conseguissem
imprimir grandes transformações.

Se observarmos Bretton Woods funciona relativamente bem, cerca de 30 anos em que o


sistema fluiu tranquilamente, os anos dourados fazem parte desse período, por parte do
trabalho, do capital, da mercadoria, entã entenderemos como foi construído e se
sustentou, pari passu, também veremos as fundações que superarão esse sistema.

Bretton Woods

– 1942: Acordo de Ajuda Mútua firmado entre Inglaterra (John Keynes) e EUA (Harry
White) que consistia na concordância britânica em adotar a conversão em conta-corrente
e não discriminação comercial em troca de empréstimos norte-americanos em condições
favoráveis e de aceitar a política britânica de pleno emprego;

No decurso da guerra se faz esse acordo, e ele é emblemático porque, em


1942, é o ano em que os EUA entram na guerra, é o não que Hitler começa a matar
judeus, é o ano que, para o acidente, se torna mais nítido que a Alemanha perecerá.
Então desde antes o término da guerra, já começam a ser costurados acordos comerciais,
financeiros, objetivando uma retomada sólida do comércio internacional e do sistema
financeiro internacional. E isso acontece porque no pós primeira guerra foi o contrário. O
despreparo dos países para lidar com a 1ª Guerra Mundial, engendrou as condições
ótimas para que o sistema, a posteriore, se tornasse confuso, desregulado, sem
fundamento. Não é à toa que tivemos um contexto hiperinflacionário. Isso não se repetiu
no pós Segunda Guerra, malgrado terem sido países com um nível de destruição, de
queda na curva demográfica muito maior que o na primeira guerra mundial e a
recuperação foi mais rápida, pois houve uma interferência direta através de uma maior
tolerância para a circulação de capital, de mercadorias, de servições e pessoas,
exatamente o oposto do que aconteceu no pós Primeira Guerra.

Conversão em conta-corrente é a capacidade de, através das instituições


bancárias, as moedas serem convergidas umas as outras sem maiores problemas. Então
você tem uma circulação rápida e fluída de capital. No sistema de Bretton Woods, essa
conversão em conta-corrente será dada tendo o dólar como moeda que fará a ligação
entre os setores, vai apaziguar a violência.

Quando a Inglaterra aceito isso, ela expõe a Libra ao Dólar. Porque as pessoas
que tem Dólar podem conversar para Libra, e vice-versa, rapidamente, sem que tenha a
veia do Banco Central.

A não discriminação comercial é que os EUA reivindicam para sim a


possibilidade de não apenas negociar coma Grã-Bretanha, mas com todas as posses da
Inglaterra no ultramar, que, nesse momento, engloba a Índia, e a Inglaterra concorda com
isso em troca de empréstimos norte-americanos em condições favoráveis e os EUA
aceitam a politica britânica do pleno emprego, que será a politica que se dará sob a tutela
de Keynes. É a Inglaterra no meios da gurra buscando implementar políticas
assistencialistas e, essas políticas, se impõem, pois, inevitavelmente, a Europa vivenciará
uma curva negativa na demografia. Então o custo dessa politica de pleno emprego não
era tão alta, ela pôde ser implementada no contexto de guerra. Já há uma preocupação
com a recuperação social, na Inglaterra, principalmente.

Com esse acordo, os EUA conseguem ter acesso à Libra e à áreas comerciais
antes restritas, e a Inglaterra empréstimos.

É uma condição ótima que os EUA têm para a exportação. E para exportar sua
área de influencia e já começar a colocar em andamento a ideia de que o dólar se tornaria
a maior moeda. Isso não é Bretton Woods, é apenas um acordo de ajuda mútuo, é um
ensaio para Bretton Woods.
– 1944: Bretton Woods atrelou várias moedas ao dólar e este ao ouro. Características
(complementares): a) câmbio flutuante, b) controle sobre o fluxo de capital internacional,
c) criação do FMI para monitorar as políticas econômicas nacionais e oferecer recursos
para países em situação de risco (somente o item b funcionou e mesmo assim até 1958)

É assinado antes o fim da guerra, então já se tem um planejamento econômico


e financeiro muito refinado, completamente diferente do pós Primeira Guerra. Bretton
Woods atrela várias moedas ao dólar e atrela o dólar ao ouro. É a característica mais
geral do sistema.
Se você tem uma moeda atrelada ao dólar, a força dessa moeda não será dada
pelo lastro em ouro, mas sim face a condição dela frente ao dólar. Então vários países
começam políticas de detenção de dólar. Não é padrão ouro, é padrão dólar, porém o
calcanhar de aquiles de todo o padrão ouro permanece. Porque se o dólar enfraquecer,
isso afeta, de diferentes formas, todas as moedas atreladas ao dólar, logo, para o sistema
financeiro como um todo, há uma condição menos favorável. Então o que poderia surgir e
se afigurar como um sistema ótimo, na verdade, mascara a mesma fragilidade que as
economias enfrentarão o pós Primeira Guerra.

Todos os países no pós segunda guerra concordam em transferir ouro para o


território americano, no esforço de fornecer ao dólar uma maior base metálica, a partir da
qual ele pudesse ser emitido, mantendo o dólar lastreado.

As características complementares precisam se complementares para que o


sistema funcione

Câmbio flutuante: É necessário que o câmbio flutue para que as moedas


consigam se adequar umas às outras. Porque se o câmbio não flutuar, as moedas seriam
rígidas, estáticas, e em contexto de maior ou menor oferta de dólar dentro de uma daodo
país, você teria uma maior ou menor pressão que, inevitavelmente, acarretaria
consequências negativas à Economia de dado país, caso ele não pudesse jogar com isso.
Essa é uma das principais características do sistema internacional desde então.

Controle sobre o fluxo de capital internacional: Essa ideai de controle não é


signo de restrição, é mais uma supervisão dessa circulação, porque a ideia era impedir
exatamente uma concentração excessiva de capital em determinados locais que poderia
resultar em uma desestruturação no sistema. Por exemplo, a Inglaterra foi a principal city
financeira do mundo e, quando a Inglaterra bambeou, teve consequências severas ao
sistema. Então a ideia é controlar esse câmbio, dar uma certa direção, um certo controle,
sem que isso implique em uma inibição. Se tivesse uma tendência muito grande do capital
se dirigir para determinado país, a ideia era que outras medidas artificiais, dentre elas o
próprio câmbio, pudesse redirecionar esse capital e redistribuí-los uniformemente, para
tentar manter o equilíbrio do sistema financeiro internacional. Claro que é algo difícil.

C : Na verdade, a capacidade do FMI de agir foi muito mais desenvolvida e


ampliada a partir da década de 70 e 80, do que neste período. Porque, neste período, não
ocorreram crises relevantes no sistema capitalista. O FMI oferece crédito e os países
devem adotar determinadas medidas.
Para o Eichengreen, apenas o B funcionou, mas o câmbio flutuante funcionou
bem. E o item B só funcionou até 58, porque a Europa adotará a conversibilidade em
conta-corrente. No momento em que a Europa adota isso, para o Eichengreen, todo esse
sistema deixa de ter qualquer tipo de relevância, porque a circulação de capital pasa a
ocorrer livremente. Então não se tem mais condições de controlar o fluxo de capital, o FMI
já não atuava efetivamente, e a flutuação cambial se torna um instrumento de mediação
da conversão das moedas do que efetivamente uma força capaz de direcionar as rumos
da economia.

– Particularidade pós 2ª GM: a defesa do Estado de Bem Estar nacional(principalmente


as políticas de pleno emprego) dificultava muito o ajuste fiscal e a redução de gastos;

Para você poder manter o estado de bem Estar Social, você precisa de
dinheiro, só que, quanto mais você gasta, maior a sua dívida, menor os fundamentos da
sua economia, então o problema é: como podemos financiar o Estado de Bem Estar
Social, fundamentalmente, da Europa? A saída será a transnacionalização. Então começa
a transferência de riqueza, de países semi-industrializados e agrários, rumo aos países
industrializados. É a maior transferência de riqueza já vista. Essa transferência de riqueza
só foi possível graças a Bretton Woods e a posterior adoção da conversibilidade em
conta-corrente. Pois foi fácil fazer isso, e os países nas condições de devedores,
começaram, na medida do possível, a implementar políticas taxação da remessa do lucro
ao exterior e a resposta foi migrar essas empresas de um país ao outro. Então se perde a
capacidade de gerar e gestar sua própria economia.
– Com a restauração da conversibilidade em conta corrente em 1958, o sistema de BW
não era mais necessário. Questão: porque perdurou até 1973?

Cenário econômico ocidental no pós 2ª Guerra Mundial

– Por um lado, a Europa possuía grandes demandas por produtos alimentícios, bens de
capital etc. Por outro, sua capacidade exportadora era praticamente nula, o que concorreu
para forte déficit na balança comercial. Com restrições ao saque, o FMI não emprestou
dinheiro à Europa papel que coube, fundamentalmente, aos EUA via Plano Marshall
totalizando, entre 1948-1951, US$ 13 bilhões;

O FMI não empresta pois não tinha condições de sustentar, efetivamente, a


recuperação da Europa, então ele limita o que cada país pode sacar. É uma forma de não
perder credibilidade.
Os EUA emprestam 13 bilhões à Europa e Japão para contrapor a União
Soviética, que faz a mesma coisa no seu lado. Então o ponto é: Se nós, EUA, não
reconstruirmos a Europa, se não mostrarmos ao mundo que o capitalismo é o melhor
modelo, a União Soviética fará e aí será a ruína do projeto norte-americano de poder. Aqui
o contexto é diferente do pós primeira guerra.

A capacidade dos EUA de exportar fazia com que a capacidade Inglesa de exportar
restasse prejudicada.
Havia muita libra no exterior porque a Inglaterra ainda era uma economia forte.
Eles já possuíam uma porta de entrada por conta do acordo de 1942.
C.c. e a fragilidade do dólar

– Na década de 1950, o volume de dólar no exterior cresceu em função dos gastos com o
Plano Marschall e com a Guerra da Coreia. Tal cenário concorreu para o crescimento do
déficit norte americano, favorecendo as economias europeias. De modo que, em
31/12/1958, a Europa adotou a c.c. e estabeleceu um sistema de paridade fixo entre as
moedas conversíveis o que, por seu turno, demandava crédito para financiar os
desiquilíbrios (os países de moeda fraca queriam mais crédito do FMI e os de moeda forte
eram contrários, alegando que isso acarretaria um cenário econômico artificial, pois faria
com que tais países estabelecessem um padrão superior às suas realidades
econômicas);

Principal problema de Bretton Woods foi esse crescimento do volume de dólar


no exterior.
O exato processo que faz a economia norte-americana começar a se
enfraquecer, fez com que as economias europeias se fortalecesse. Estamos tendo uma
transferência gratuita de dinheiro para impedir o avanço soviético.
Dente as moedas europeias, estabeleceu-se um câmbio fixo para uma ser
convertida para a outra. Isso, na mente deles, daria uma previsibilidade para os países
europeus.
Esse nível de coalização e muito difícil de ser conseguido e mantido.
A Europa está igualmente devastada e sendo igualmente ajudada.

– Para ter liquidez, os países intentavam aumentar suas reservas de ouro e,


principalmente, de dólar alçando, dessa forma, os EUA à condição de controladores da
liquidez mundial (exceção aos países socialistas). O problema era: e se o dólar perdesse
sua paridade em ouro? Isso ocorreu pela primeira vez em 1960, sendo que ele perdeu
sua paridade junto às autoridades monetárias em 1963;

Se você tem como meta a obtenção de dólar para dar estabilidade a sua
economia, ter condição de se financiar, se apresentar como economia forte, quem emite
essa moeda tem poder.
Face a uma série de coisas, dentre elas, a internacionalização das empresas,
elas conseguem atravessar as décadas de 60 às vistas grossas, mesmo sabendo que
não tinha a paridade, o dinheiro jorrava.
– Em 1960, o preço do ouro nos mercados privados alcançou US$ 40 dólares por onça.
Em 1961, Eisenhower (1953-1961) proibiu os americanos de manterem ouro no exterior.
No mesmo ano, Kennedy (1961-1963) proibiu os cidadãos de manter moedas de ouro em
casa e buscou aumentar as exportações. Entre 1965-1968, Johnson (1963-1969)
implementou restrições para os bancos comerciais dos EUA realizarem empréstimos no
exterior;

Para poder trazer dólar de volta. Para manter dólares nos EUA, eles já estão
entendendo que o dólar está enfraquecendo.
A década de 60 foi um dos períodos de maior crescimento econômico e político
do poder soviético.

– Essas medidas não surtiram o efeito desejado, pois não atacavam a causa do
problema: o sistema de BW;
O principal problema é o atrelamento do dólar ao ouro.

– Receando a crise que estava no horizonte, a partir de 1971 Inglaterra e França iniciaram
um movimento de conversão de suas reservas de dólar em ouro. No mesmo ano, Nixon
suspendeu a conversão do dólar em ouro. Em 1973, tal decisão foi ratificada pelo FMI. A
Conferência Smithsoniana decretou o fim do sistema de BW;

Aí se tem um problema. Pois se tem uma pressão desses países para que os
EUA iniciem um processo de perda de ouro, e a moeda americana se tornem cada vez
mais fiduciárias.

– O sistema continuou em vigor após 1959 somente em função da vontade das


autoridades político-econômicas, que deram suporte internacional às principais moedas
com a cooperação entre os países do G-10.

Eles deram suporte a essas moedas pois elas estavam fazendo a transferência
de riqueza.
Bretton Woods não se sustentou esse tempo todo por ser um sistema
econômico ótimo, mas se sustentou porque os indivíduo que estavam nas posições de
poder da sociedade assim quiseram.