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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

DEPARTAMENTO DE GEOLOGIA

PROCESSAMENTO DIGITAL DE
IMAGENS DE SENSORIAMENTO
REMOTO
Profa. Dra. Thais A. Carrino

thais.carrino@gmail.com

Introdução ao sensoriamento remoto


SENSORIAMENTO REMOTO
Termo
CONCEITO DE SENSORIAMENTO REMOTO cunhado
nos anos
1960

Abrange conjunto de técnicas de aquisição,


armazenamento, processamento e análise de
informações de ALVOS a partir da detecção da
radiação eletromagnética (REM) resultante da
interação com alvos terrestres, sem que haja
contato físico entre alvo e um sensor
SENSORIAMENTO REMOTO – breve histórico
O sensoriamento remoto instrumental se iniciou com a produção de telescópio
(1609 – Galileu Galilei)
O sensoriamento remoto surgiu efetivamente com a aquisição da fotografia (entre
1833 e 1839) registro da luz visível numa emulsão

Antes disso, já se conheciam dois fundamentos essenciais (Jensen, 2009a):


(1) TEORIA SOBRE A LUZ E CORES e; (2) CÂMERA ESCURA
Fonte: https://motajunior.wordpress.com/2011/05/30/teoria-das-cores-i/
Fenômeno das
(1)TEORIA SOBRE A LUZ cores
E CORES
Vermelho
1627 Isaac Newton Laranja
conceito da luz branca e sua Amarelo
Verde
decomposição (usando um Azul
prisma), em cores Anil
prisma
violeta
SENSORIAMENTO REMOTO – breve histórico
(2) CÂMERA ESCURA

Usada por artistas para


desenhos

- Composta por lentes


(focalizar imagem), espelho
(para projetar a imagem
sobre um vidro) (Jensen,
2009a)

- Para se inventar a fotografia,


faltava descobrir um meio
de registrar a luz (imagem)
Fonte: http://ikoneblog.blogspot.com.br/2015/02/pre-historia-da-fotografia.html
SENSORIAMENTO REMOTO – breve histórico
Primeira fotografia foi obtida
com sucesso em 1826 por
Joseph Nicephore Niepce
REGISTRO DA LUZ (Jensen, 2009a): Niepce dissolveu
betume da Judéia em óleo de lavanda, e colocou esta
mistura numa placa metálica este material era sensível à
REM

A mistura endurecia se exposta à luz, ou ficava mole nas


parte em que não era exposta (ex., sombra)

Assim, ele colocou a placa numa câmera escura e esperou


FOTO OBTIDA DA JANELA DO ANDAR
8 h! SUPERIOR DA PROPRIEDADE “LAS GRAS”,
FRANÇA
Depois, lavou a placa com um solvente e removeu as
REGISTRO DE EDIFICAÇÕES E VEGETAÇÃO
partes moles obteve uma fotografia (na época o termo
usado era HELIOGRAFIA) Fonte: https://www.khanacademy.org/humanities/becoming-modern/early-photography/a/early-
photography-nipce-talbot-and-muybridge
SENSORIAMENTO REMOTO – breve histórico
- LOUIS DAGUERRE (1839) continuou experimento de Niepce e propôs o
PROCESSO CHAMADO DAGUERRÓTIPO (Jensen, 2009a):

(1) Uma superfície de Ag polida é aplicada numa placa de Cu

(2) A placa era exposta a valores de cristais de iodo estes reagiam, gerando
iodeto de prata (sensível à luz)

(3) Esta placa sensível à luz era posta numa câmera escura e exposta por alguns
minutos assim, formava-se a IMAGEM LATENTE DA CENA (=registro da luz
visivel refletida da cena sobre a placa)

(4) A imagem latente era revelada via uso de mercúrio aquecido


Mercúrio aquecido reage com a prata da placa onde houve maior incidência de luz (fótons), gerando amálgama.
Nas áreas onde não houve incidência de, não se forma amálgama
SENSORIAMENTO REMOTO – breve histórico
Por fim, a placa era colocada em banho de sal (NaCl) fazia com que o iodeto de
prata – não exposto à luz – se tornase insensível à luz

- Placa lavada com água e posta para secar OBTENÇÃO DA FOTOGRAFIA


(CHAMADA NA ÉPOCA DE “MINIATURA DESENHADA PELO SOL”)
Obs.: (1) o termo fotografia foi cunhado por Herscher, no século XIX;
(2) O tiossulfato de sódio (Na2S2O3) passou a ser usado, posteriormente, como agente fixador ao invés de
NaCl

- Outros processos foram propostos com o passar dos anos (Jensen, 2009a):
EXEMPLOS:

(1) RICHARD MADDOX (1871) processo da placa seca, com uso de gelatina para
suspender sais de prata sensíveis à luz
SENSORIAMENTO REMOTO – breve histórico
(2) HERMAN VOGEL (1873) imergiu haleto de prata em diversos corantes
assim, observou que era possível ampliar a sensibilidade de registro da REM a
maiores comprimentos de onda (infravermelho próximo).

(3) GEORGE EASTMAN (1888-1889) popularizou o uso da fotografia


emulsões de gelatina para manter em suspensão sais de Ag sensíveis à luz
Câmeras baratas e acessíveis (KODAK BROWNIE)

- Esta emulsão foi posta num filme produzido


em formato de rolo

- Fundou a Companhia
Eastman-Kodak
(hoje, o filme fotográfico convencional está caindo em desuso, com a geração de máquinas fotográficas digitais – sensores CCD)
SENSORIAMENTO REMOTO – breve histórico
FOTOGRAFIAS AÉREAS
- balões: primeira foto em 1858 (por Nadar ou
Gaspar Tournachon);
- pipas: Arthur Batut lançou o livro “A fotografia
aérea por pipas” em 1890;
- foguetes: 1888 (aquisição de fotos aéreas por
Amadee Denisse); altitude de até 800 m; em
geral, a câmera retornava à Terra via uso de
paraquedas;
- pombos: 1903 Julius
Neubronner patenteou uma
câmera aérea colocada no
peito de pombos (fotos
tirasa automaticamente, a
cada 30 s) Fonte: http://www.oneonta.edu/faculty/baumanpr/geosat2/RS%20History%20I/RS-History-Part-1.htm
SENSORIAMENTO REMOTO – breve histórico
IMPULSO NO DESENVOLVIMENTO DO SENSORIAMENTO REMOTO
ESTÁ ASSOCIADO COM USO MILITAR: planejamento, ataque, avanço de tropas,
trincheiras etc (Jensen, 2009a):

- Guerra Civil Americana (séc. XIX) uso de balões


como plataforma aérea para coleta de fotos

- Primeira Guerra Mundial (1914-1918) uso de


aeronaves como plataforma aérea (avião inventado em 1906)

- Segunda Guerra Mundial (1939-1945) além de


obtenção e melhora da qualidade de fotografias aéreas,
sensoriamento remoto do
começaram a desenvolver
infravermelho termal (uso para discernir, neste caso,
camuflagens, caças noturnos) (Jensen, 2009b) Fonte:
http://www.oneonta.edu/faculty/baumanpr/geosat2/
RS%20History%20I/RS-History-Part-1.htm
SENSORIAMENTO REMOTO – breve histórico
-Guerra Fria fotografias aéreas
também usadas (“invasão do espaço aéreo”)
Exemplos de artifícios usados pelos EUA
(Jensen, 2009a):
(A) uso de balões de alta altitude e não
tripulados, carregando máquinas
fotográficas com grande distância focal.
Balões eram posteriormente recuperados
e as fotos reveladas Aeronave U-2
Fonte: http://www.policestateusa.com/2015/cia-admits-source-
(B) Aeronaves U-2 (altitude ~21000 m): ufo-hysteria/
Obs.: aeronaves U-2 e outros tipos mais sofisticados
fotografias obtidas em sobrevoos na (“invisíveis” à detecção por sistemas de radar) são usados
até hoje.
União Soviética e Cuba (uso também nas Aquisição de fotos aéreas por aeronaves também são
guerras do Golfo e da Bósnia) obtidas até hoje, além de imagens digitais (aéreas e orbitais)
SENSORIAMENTO REMOTO – breve histórico
- Guerra Fria CORRIDA ESPACIAL
Mas a grande
com lançamento de foguetes como o Sputnik
(1957), Vostok-1 (Yuri Gagárin como 1º homem a revolução veio
orbitar a Terra em 1961), e a missão Apollo-11 das missões
(Lua 1969).
desenvolvidas
- Projeto Corona (1959 – EUA) e Zenit-2 (1961 - pelos EUA e
URSS): realizaram aquisição de fotografias por URSS na
satélite (Jensen, 2009a) produção de
- Sensoriamento remoto das micro-ondas: uso
satélites orbitais e
militar iniciado nos anos 50 e geração de radares aquisição de
de abertura sintética e real (“abertura” significa antena imagens digitais
que, em geral, possui tamanho de 1-2 m) (Jensen, 2009c)
SENSORIAMENTO REMOTO – breve histórico
- Desde o início dos anos 60 (séc. XX) lançamento de satélites civis
(NASA e também pelo programa espacial da União Soviética) ERA DOS
SATELITES IMAGEADORES

-Termo ‘”sensoriamento remoto” é usado nos anos 60 por Evelyn


L. Pruitt (pesquisadora dos Estados Unidos)
Evelyn Pruitt
“Sensoriamento remoto é a ciência (e, em certa extensão, arte) de adquirir informação
da superfície da Terra sem haver contato com a mesma. Isto é feito por registro da energia LANDSAT -1
reletida ou emitida, e pelo processamento, análise e aplicação desta informação”.
- 1972: lançado o Fonte: NASA

primeiro satélite da
série LANDSAT
observação da Terra via
plataforma orbital, de
forma contínua (NASA)
programa que
possui continuidade
até os dias atuais Fonte: NASA
SENSORIAMENTO REMOTO - histórico
- Anos 70 até os dias atuais: novos sensores orbitais e aerotransportados foram desenvolvidos por
diversos países quantidade crescente de dados para a observação da Terra
- Sensores multiespectrais (faixa
do espectro refletido e emitido),
com diferentes resoluções
espaciais
- Sensores hiperespectrais
- Sensores radar de abertura real
e de abertura sintética,
interferométricos e polarimétricos
- Aquisição por uso de ônibus
espaciais (anos 80 a 2000)
aquisição de imagens de radar,
imagens altimétricas etc
- Popularização e
desenvolvimento de
espectrorradiômetros portáteis
- ETC
SENSORIAMENTO REMOTO
OBJETO DE SOL COMO FONTE NATURAL
Produtos:
INTERESSE Satélite
Dados gráficos
SOL
- Geologia alvos terrestres
imagens

Energia
refletida

REM
Alvo
- Interação da REM com alvos
terrestres
O sistema sensor registra a
- Registro desta radiação por REM refletida pelo alvo
um sistema sensor
SENSORIAMENTO REMOTO

Sensor
imageador
(aéreo ou produto

orbital)

Fonte: http://www.cosmo-skymed.it/en/products.htm

Imagem (x, y)
SENSORIAMENTO REMOTO
quartzo

caulinita
Sensor não goethita

imageador produto

Dado gráfico
A RADIAÇÃO ELETROMAGNÉTICA (REM)
REM: uma forma
Azul Verde Verm. de energia que se
UV IV propaga pelo vácuo
(e.g., luz solar)
Comprimentode Ondas(µm) Visível
1mm 1m
10-7 10-6 10-5 10-4 10-3 10-2 10-1 1 10 102 103 104 105 106 107 108

Espectro
eletromagnético
Raios
cósmicos
Raios-γ Infravermelho TV /Rádio
Raios-X Próximo(0.78-1.5µm) Microondas
Micro-ondas
Fonte: aula Ultravioleta Curto (1.5-3 m)µ
Alvaro Crósta (0.28-0,38µm)
e Médio(3-5µm) Infravermelho
Termal (>3µm; <1mm) Aumenta λ
Aumenta energia e a frequência (ν)
A RADIAÇÃO ELETROMAGNÉTICA (REM)
gamaespectrometria
Å
Å
Å

Faixas de
radiação de
maior
interesse à
Geologia

Å
Fonte: Meneses (2012)
O QUE É A REM?
Uma forma de energia que se propaga pelo vácuo (e.g., luz
solar) não precisa de meio físico para se propagar
(diferente de condução e convecção)
Energia conceito Quantidade de radiação por unidade de
abstrato tempo é medida em unidades de J/s

Fisicamente, forma de energia que ora se comporta


como uma onda, ora se comporta como uma
partícula (fótons)

COMPORTAMENTO DUAL DA REM


1 – MODELO ONDULATÓRIO DA RADIAÇÃO
ELETROMAGNÉTICA (REM)
COMPORTAMENTO DUAL DA REM
1 – MODELO ONDULATÓRIO DA REM
- A REM se comporta como
onda eletromagnética onda que
se propaga
na
velocidade
da luz

uma partícula carregada eletricamente gera um


Formulação de Maxwell campo elétrico em torno de si. O movimento desta
partícula gera, por sua vez, uma campo magnético
COMPORTAMENTO DUAL DA REM
1 – MODELO ONDULATÓRIO DA REM

- Campo elétrico e campo


magnético vibram
ortogonalmente entre si

- velocidade da luz

Aceleração da partícula
gera a propagação desta
onda eletromagnética
COMPORTAMENTO DUAL DA REM
1 – MODELO ONDULATÓRIO DA REM
Características da
onda
eletromagnética:

Ondas senoidais
e harmônicas
(repetição)

- Comprimento de
onda (λ)
- Frequência (f) λ = c/f Fonte: Meneses (2012)
COMPORTAMENTO DUAL DA REM
1 – MODELO ONDULATÓRIO DA REM
Qual a implicação ao estudo de alvos terrestres?

- interação da REM com alvos terrestre ocorre em


NÍVEL MACROSCÓPICO

- informação obtida refere-se à relação do


tamanho da onda x tamanho do alvo (objeto)
COMPORTAMENTO DUAL DA REM
1 – MODELO ONDULATÓRIO DA REM
Exemplo da interação
macroscópica:

Fonte da REM SOL REM com λ do azul ao infravermelho de


ondas curtas (~0,35 a ~2,5 micrometros)

ALVO nuvem Moléculas de água com tamanho de ~30


micrometros

REM não
ultrapassa a nuvem
COMPORTAMENTO DUAL DA REM
1 – MODELO
ONDULATÓRIO Ex.: imagem de
DA REM satélite, com
registro da
resposta refletida
por nuvens

REM não ultrapassa a


nuvem
COMPORTAMENTO DUAL DA REM
Fonte: Thais
1 – MODELO Carrino

ONDULATÓRIO DA REM
Caso especial das micro-ondas: ~1
mm a ~1 m
Ex.:
imagem de
grandes comprimentos de onda/ radar (micro-
baixa energia para interagir com ondas).
Sensor SAR-
átomos e moléculas dos alvos
R99B

Faixa especial para


macrotopografia, relevo, Sem realce composicional de alvos somente
textura relevo, macrotopografia (TEXTURA)
2 – MODELO CORPUSCULAR DA RADIAÇÃO
ELETROMAGNÉTICA (REM)
COMPORTAMENTO DUAL DA REM
2 – MODELO CORPUSCULAR DA REM
- A REM se comporta como Mecânica quântica
partículas eletricamente (Planck)
carregadas (ou fótons)

Fótons – partículas muito


enegéticas
Radiação emitida na forma de
pulsos que carregam certa Para cada comprimento de onda,
quantidade de energia uma certa quantidade de energia
é “carregada”
COMPORTAMENTO DUAL DA REM
2 – MODELO CORPUSCULAR DA REM

Quantidade de energia de um fóton


COMPORTAMENTO DUAL DA REM
Azul Verde Verm.

UV IV
E= (h*c)/λ
Comprimentode Ondas(µm) Visível
1mm 1m
10-7 10-6 10-5 10-4 10-3 10-2 10-1 1 10 102 103 104 105 106 107 108

Raios-γ Infravermelho TV /Rádio


Raios-X Próximo(0.78-1.5µm) Microondas
Micro-ondas
Fonte: Alvaro Ultravioleta Curto (1.5-3 µm)
Crósta (0.28-0,38µm)
e Médio(3-5µm) Infravermelho
Termal (>3µm; <1mm) Aumenta λ
Aumenta energia e a frequência (ν)
COMPORTAMENTO DUAL DA REM
2 – MODELO CORPUSCULAR DA REM
Qual a implicação ao estudo de alvos terrestres?

- interação da REM com alvos terrestre ocorre em


NÍVEL MICROSCÓPIO (ATÔMICO/MOLECULAR)

- informação obtida refere-se à


composição química do alvo
COMPORTAMENTO DUAL DA REM
2 – MODELO CORPUSCULAR DA REM

REM com
comportamento de
E= (h*c)/λ
partícula (fóton) que E= energia do fóton
(quantum)
carrega a energia λ = comprimento de onda
eletromagnética h = constante de Planck
(‘pacote de energia’) - TRANSIÇÃO ELETRÔNICA (6,624 * 10-34 J s)

- VIBRAÇÕES MOLECULARES Menores comprimentos


de onda são mais
Ao interagir com alvos, há troca de energia da REM energéticos
incidente com átomos e moléculas dos alvos: processos a (e.g., visível a
nível microscópico (transição eletrônica, vibrações infravermelho de ondas
moleculares...) curtas)
COMPORTAMENTO DUAL DA REM
2 – MODELO CORPUSCULAR DA REM
Caso especial de
pequenos quartzo

comprimentos de
onda (faixas mais caulinita
energéticas do goethita
espectro
eletromagnético)

Dado gráfico
Visível, infravermelho próximo,
infravermelho de ondas curtas
COMPORTAMENTO DUAL DA REM
2 – MODELO CORPUSCULAR DA REM
Caso especial de Cratera de impacto de meteorito Gosse
Bluff (Austrália): sensor ASTER
pequenos
comprimentos de
onda (faixas mais
energéticas do
espectro
eletromagnético)

Visível, infravermelho próximo,


infravermelho de ondas curtas FONTE: http://asterweb.jpl.nasa.gov/gallery.asp?catid=40
Então...
“o modo como a radiação eletromagnética é
gerada, propagada, e modificada é a chave para o
design de sistemas sensores remotos,
desenvolvimento e entendimento das imagens
produzidas” (Jensen, 2009)

o tipo de informação de alvos terrestres (e.g.,


forma, composição química) também será
decorrente do tipo de interação da REM com o alvo
(interação macroscópica ou microscópica)
FONTES DA RADIAÇÃO
ELETROMAGNÉTICA (REM)
FONTES DA REM
ALVOS COM TEMPERATURA ACIMA DO ZERO ABSOLUTO (=ZERO
KELVIN OU -273 °C) SE CARACTERIZAM POR MOVIMENTAÇÃO DE
ÁTOMOS E MOLÉCULAS

QUANTO MAIOR A
TEMPERATURA DA FONTE,
COLISÃO DAS MAIOR É A POTÊNCIA
PARTÍCULAS IRRADIANTE DA ENERGIA
PRODUÇÃO DE
RADIAÇÃO CASO DO SOL (pico de
ELETROMAGNÉTICA 6000 K) E A TERRA (pico de
(ENERGIA) 300 K)
FONTES NATURAIS DA REM – Sol e Terra
SOL Espectro refletido: visível ao infravermelho de ondas curtas
Pico ~0,48 micrometros

Espectro emitido:
infravermelho
termal ... Sol e a Terra
como fontes
Pico ~9,66 TERRA naturais de
micrometros radiação
eletromagnética

Amplo uso em
S.R. geológico
FONTES DA REM
Quantidade da energia radiante emitida por uma
fonte, tem relação com:

- Temperatura da fonte

- Comprimento de onda

Relação resumida pela LEI DE PLANCK


FONTES DA REM
CÁLCULO DA INTENSIDADE DE ENERGIA DA REM

USO DE CORPO ABSORVEDOR E EMISSOR IDEAL DE REM


CORPO NEGRO

(LEI DE PLANCK)

RELAÇÃO DA QUANTIDADE MÁXIMA DE ENERGIA RADIANTE


DE UMA FONTE NUM DADO COMPRIMENTO DE ONDA, EM
FUNÇÃO DA TEMPERATURA
FONTES DA REM – MODELO DO CORPO NEGRO

RELAÇÃO DA QUANTIDADE MÁXIMA DE ENERGIA RADIANTE DE


UMA FONTE NUM DADO COMPRIMENTO DE ONDA, EM FUNÇÃO DA
TEMPERATURA
FONTES DA REM – CORPO NEGRO
Sol Modelo ideal – corpo negro

Para cada temperatura, há


um pico máximo de
emissão de energia
incêndios

Terra
Sol – temperatura
na superfície da
ordem de 6000 K
pico no visível
Fonte: Meneses (2012)
PICO DA RADIAÇÃO EMITIDA PELA FONTE

Lei de Wien Sol – Temperatura da superfície


solar de ~6000 K
λ = 2898 (μm K)/T (K) λ = 2898 μm K/6000 K

λ = 0,48 micrometros

Terra – Temperatura na superfície da ordem


de 300 K
λ = 2898 μm K/300 K

λ = 9,66 micrometros
FONTES NATURAIS DA REM – Sol e Terra
SOL
Pico ~0,48 micrometros

Pico ~9,66 TERRA


micrometros
ENERGIA EMITIDA TOTAL POR UM FONTE
Integração da equação
da Lei de Planck

Energias emitidas por


comprimento de onda

Significado da equação:
Pequeno aumento de temperatura
Lei de Stefan- gera um grande aumento da
Boltzmann radiação emitida
FONTES NATURAIS DA REM – Sol e Terra
SOL
Pico ~0,48 micrometros

Pico ~9,66 TERRA


micrometros
FONTE ARTIFICIAL DA REM – MICRO-ONDAS
- CASO ESPECIAL -

Sensor radar (micro-ondas) - Sistema sensor que emite


radiação eletromagnética num
intervalo de comprimento de onda,
Satélite e também registra a radiação
retroespalhada pelos alvos
terrestres
Antena
(Radar)

Alvo
superficial
FONTE ARTIFICIAL DE
Fonte: RADARSAT RADIAÇÃO
ELETROMAGNÉTICA
PORTANTO ...
ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO E USO GEOLÓGICO
SENSORIAMENTO
Azul Verde Verm.
REMOTO GEOLÓGICO:
- Visível
UV IV - infravermelho próximo
- infravermelho de ondas
curtas
Comprimento de onda (µm) Visível - infravermelho termal
1mm 1m
- micro-ondas (ativo)
10-7 10-6 10-5 10-4 10-3 10-2 10-1 1 10 102 103 104 105 106 107 108

Raios-γ Infravermelho TV /Rádio


Fonte: aula Raios-X Próximo(0.78-1.5µm) Microondas
Micro-ondas
Alvaro Crósta Ultravioleta Curto (1.5-3 m)µ
(0.28-0,38µm)
e Médio(3-5µm) Infravermelho
Termal (>5µm; <1mm) Aumenta λ
Aumenta energia e a frequência (ν)
INTERFERÊNCIAS ATMOSFÉRICAS
ATMOSFERA afeta a REM cuja fonte é o SOL ou a TERRA

- PROCESSOS DE ESPALHAMENTO
ATMOSFÉRICO

- PROCESSOS DE ABSORÇÃO ATMOSFÉRICA


INTERFERÊNCIAS ATMOSFÉRICAS
Corpo negro
(modelo teórico ideal da
REM emitida)

Versus

REM no topo da
atmosfera
Versus

REM que chega à


superfície da Terra
Fonte: Meneses (2012)
INTERFERÊNCIAS ATMOSFÉRICAS
Espalhamento da 3 tipos de
REM: espalhamentos:
Relação do comprimento de onda da
- difusão REM e o tamanho da partícula

- Espalhamento Rayleigh (pequenos


comprimentos de onda afetados)

- Espalhamento Mie

- Espalhamento não seletivo (todos os


comprimentos de onda afetados)
INTERFERÊNCIAS ATMOSFÉRICAS
1 – ESPALHAMENTO Coeficiente de R = 1/λ4
espalhamento
RAYLEIGH
Espalhamento da REM no
- Mais comum comprimento de onda do
azul explica a cor do céu
- Afeta pequenos comprimentos
onda (AZUL)

Por moléculas de gases


atmosféricas
INTERFERÊNCIAS ATMOSFÉRICAS
2 – ESPALHAMENTO MIE

- Tamanho do comprimento de onda da REM afetado é


similar ao da partícula atmosférica

- Presença de gotas de água


atmosféricas e aerossóis

- Afetando maiores comprimentos de onda da faixa do visível


INTERFERÊNCIAS ATMOSFÉRICAS
3 – ESPALHAMENTO NÃO SELETIVO
- Afeta todos os comprimentos de onda igualmente

- nuvens, neblina

REM com λ do azul ao infravermelho de


ondas curtas (~0,35 a ~2,5 micrometros)

Moléculas de água com tamanho de ~30


micrometros

REM
espalhada
INTERFERÊNCIAS ATMOSFÉRICAS
REM TRANSPARENTE À ATMOSFERA
ABSORÇÃO
ATMOSFÉRICA

REM EM
DETERMINADOS
COMPRIMENTOS
DE ONDA É
ABSORVIDA POR
GASES (CO2, O3, O2)
OU VAPOR D’ÁGUA
(H2O)
Fonte: http://fisica.ufpr.br/grimm/aposmeteo/cap2/cap2-7.html
INTERFERÊNCIAS ATMOSFÉRICAS
~0,35 a ~2,5 μm 8-14 μm
Faixas
espectrais
efetivas de uso
(janelas
atmosféricas)

~0,35 a ~2,5 micrometros


(visível a infravermelho de
ondas curtas)

~8 a ~14 micrometros
(infravermelho termal) Fonte: http://fisica.ufpr.br/grimm/aposmeteo/cap2/cap2-7.html
INTERFERÊNCIAS ATMOSFÉRICAS
INVESTIGAÇÃO DE ALVOS TERRESTRES:

Buscamos faixas do espectro eletromagnético transparentes à REM

JANELAS ATMOSFÉRICAS

Fonte: Meneses (2012a)


INTERFERÊNCIAS ATMOSFÉRICAS
INVESTIGAÇÃO DE ALVOS TERRESTRES:

INTERVALOS
ÚTEIS DO
ESPECTRO
ELETRO-
MAGNÉTICO

Ex: incêndios

JANELA ATMOSFÉRICA

Fonte: Meneses (2012a)


UMA OBSERVAÇÃO
ATENUAÇÃO E PERDA DE quartzo
INFORMAÇÃO SOMENTE NO
CASO DE REGISTRO DA REM caulinita
POR SENSOR AÉREO E goethita
ORBITAL

DADOS OBTIDOS EM LABORATÓRIO


POR SENSORES NÃO IMAGEADORES
PORTÁTEIS DADOS REGISTRADOS
SÃO CONTÍNUOS
Então, resumindo ...
ATÉ AGORA, JÁ SABEMOS:
- Faixas espectrais de interesse ao sensoriamento remoto
geológico e sua relação com fontes da REM: (Janelas atmosféricas)

FONTE: SOL FONTE: Terra FONTE: artificial

- Visível - Infravermelho
- Infravermelho termal - micro-ondas
próximo
- Infravermelho de
ondas curtas

MODELO
DA REM Composição química prevalece Textura/macrotopografia
FONTE: SOL FONTE: Terra FONTE: artificial

- Visível - Infravermelho
- Infravermelho - micro-ondas
termal
próximo
- Infravermelho de
ondas curtas

MODELO
DA REM Composição química prevalece Textura/macrotopografia
Visível - infravermelho Infravermelho Micro-ondas
de ondas curtas termal (SAR)
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Baptista G.M.M. 2012. Sensores imageadores na faixa do termal (8-14 µm). In: Meneses P.R.,
Almeida T. (Orgs.) Introdução ao processamento de imagens de sensoriamento remoto. UnB/CNPq,
Brasília, p. 47-56.

Jensen, J.R. 2009aHistória da fotografia aérea e das plataformas aéreas. In: Jensen, J.R. (Ed.)
Sensoriamento remoto do ambiente: uma perspectiva em recursos terrestres. Editora Parêntese, São
José dos Campos, p. 63-92.

Jensen, 2009b. Sensoriamento remoto no infravermelho termal. In: Jensen, J.R. (Ed.) Sensoriamento
remoto do ambiente: uma perspectiva em recursos terrestres. Editora Parêntese, São José dos
Campos, p. 251-292.

Jensen, 2009c. Sensoriamento remoto por micro-ondas ativas e passivas. In: Jensen, J.R. (Ed.)
Sensoriamento remoto do ambiente: uma perspectiva em recursos terrestres. Editora Parêntese, São
José dos Campos, p. 252-336.

Meneses P.R. 2012. Princípios de sensoriamento remoto. In: Meneses P.R., Almeida T. (Orgs.)
Introdução ao processamento de imagens de sensoriamento remoto. UnB/CNPq, Brasília, p. 1-33.