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Jodal Consultoria & Treinamento Ocupacional Ltda

Promovendo a Segurança no trabalho

RESOLUÇÃO 014 BM CCB 2009.


TPCI – Treinamento Prevenção Combate a Incêndio

Agosto/2.013.

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Rua Passo do Fiúza, n.558. Panambi – RS. CEP: 98280-000. Fone: 55-91291899 / 3375 8334
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PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO

Para que entendamos o fogo, passaremos a estudar os elementos que o compõem.

O TRIÂNGULO DO FOGO

Para que haja fogo, é necessária a presença de 3 elementos, ao mesmo tempo, em


proporções definidas, a saber: Combustível (tudo aquilo que queima), oxigênio
(comburente, intensifica a combustão) e o calor, elemento que inicia e mantém a
propagação do incêndio.

Combustível Calor

Oxigênio

A prevenção e o combate a incêndios se baseiam nos 3 elementos do Triângulo do Fogo


para classificar, prevenir ou combatê-los.

Por que o fogo se forma ?

Cada material, dependendo da temperatura a que estiver submetido, liberará maior ou


menor quantidade de vapores inflamáveis. Para que se compreenda melhor este
fenômeno, é preciso estudar algumas propriedades desses materiais. Para tal, é preciso
conhecer:

o Ponto de Fulgor,
o Ponto de Combustão,
e a Temperatura de Ignição.

 Ponto de Fulgor: é a temperatura mínima necessária para que um combustível


desprenda vapores ou gases inflamáveis que, combinados com o oxigênio do ar e em
contato com uma chama, começam a se queimar. O principal aspecto deste ponto é que,
se retirarmos a chama, o fogo se apagará devido a pouca quantidade de calor para
produzir gases suficientes e manter a chama.

 Ponto de Combustão: é a temperatura mínima necessária para que um


combustível desprenda vapores ou gases inflamáveis que, combinados com o oxigênio do
ar, e ao entrar em contato com uma chama, se inflamam; e, mesmo que retire a chama, o
fogo não se apagará, porque a temperatura faz gerar do combustível, vapores ou gases
inflamáveis suficientes para manter o fogo.

 Ponto de Ignição: é a temperatura mínima em que os materiais, desprendendo


gases, entram em combustão (se incendeiam) ao contato com o oxigênio do ar,
independentemente de qualquer fonte de calor (porque já estão aquecidos).

O conhecimento das questões relacionadas a ponto de fulgor, de combustão e de


ignição tem muita importância. Há substâncias que, apenas na temperatura ambiente,
já estão no ponto de fulgor, por exemplo, a gasolina. Assim sendo, já emitem gases
que, em contato com uma fonte de calor, podem se inflamar. Se as chamas tiverem o
poder de fazer a substância passar do ponto de combustão, estará desencadeado o fogo
contínuo, ocasionando uma reação em cadeia, como mostra a figura a seguir:

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O calor desprendido pelo combustível que se queima poderá levar outros combustíveis a
ficarem aquecidos até que atinjam seus pontos de fulgor, combustão e ignição. Assim,
podem nascer grandes incêndios, a partir de combustível que atinja seu ponto de
combustão. Chamamos de INCÊNDIO quando o fogo foge de controle do homem,
tornando-se devastador.

COMO O CALOR SE TRANSMITE ?

Um aspecto importante do fogo é a sua propagação. O calor é uma espécie de energia


e, por isso, se transmite passando de um corpo a outro. Essa passagem pode ocorrer de
três maneiras: Condução, Radiação e Convecção.

Condução
A propagação é feita de molécula para molécula do corpo, por movimento vibratório. A
taxa de condução do calor vai depender basicamente da condutividade térmica do
material, bem como, de sua superfície e espessura. É importante destacar a necessidade
da existência de um meio físico.

Convecção
É uma forma característica dos fluidos. Pelo aquecimento, as moléculas se expandem e
tendem a se elevar criando correntes ascendentes a essas moléculas e correntes
descendentes às moléculas mais frias. É um fenômeno bastante comum em edifícios pois
através de aberturas, como: poços de elevadores, janelas, vão de escadas, podem ser
atingidos andares superiores.

Radiação
É a transmissão do calor por meio de ondas. Todo corpo quente emite radiações que vão
atingir os corpos frios. O calor do sol é transmitido por este processo. São radiações de
calor as que são sentidas quando as pessoas se aproximam de um forno quente.

CONHECIMENTO DA COMBUSTÃO ESPONTÂNEA

Certos corpos orgânicos em determinadas circunstâncias podem se queimar sozinhos.


Entre as substâncias mais sujeitas à combustão espontânea, destacam-se: alfafa,
carvão, óleo de peixe, óleo de linhaça, roupas, tecidos, farrapos e sedas impregnadas de
óleo, amendoim, óleo de semente de algodão, fertilizantes, feno, óleo de pinho, sabão em
pó, terebintina, juta, sisal, cânhamo, madeira, serragem, etc.,.
Para evitar a combustão espontânea, devemos arrumar as substâncias sujeitas a ela em
estrados, em compartimentos frescos e ventiladas. Uma ventilação adequada impede
um acúmulo de calor gerado nas reações e que seja atingida a temperatura de ignição do
combustível.

CLASSES DE INCÊNDIO

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As classes de fogo (incêndio) são definidas levando-se em conta os materiais que


queimam no incêndio, ou seja:
 Classe A - incêndio em materiais de fácil combustão que queimam na superfície
e em profundidade e que deixam resíduos, como: tecidos, madeira, papel, fibras
etc.
 Classe B - produtos que queimam somente na superfície, não deixando
resíduos , como óleos, graxas, vernizes, tintas, gasolinas etc.
 Classe C - equipamentos elétricos energizados, tais como motores,
transformadores, quadros de distribuição, fios etc.

COMBATE A INCÊNDIO CLASSE “C”

A dificuldade na identificação de materiais energizados é um dos grandes perigos


enfrentados por uma equipe no atendimento de ocorrência.
Esse tipo de incêndio pode ser extinto, com maior facilidade após o corte da energia
elétrica. Assim o incêndio deixa de ser classe “C”, tornando-se classe “A”.
Para sua extinção deve-se utilizar agentes extintores não condutores de eletricidade, como
PQS e CO2. Não se deve utilizar aparelhos extintores de água ou espuma, devido ao
perigo de choque elétrico para o operador, que pode causar-lhe a morte. Pode-se utilizar
linhas de mangueiras, desde que se conheça a técnica e se tomem precauções
necessárias. No combate com água ao fogo em materiais eletrificados, usa-se uma regra
simples, exposta abaixo.

Para a utilização de água deve-se considerar alguns fatores:


 Voltagem da corrente;
 Distância entre o esguicho e o equipamento energizado;
 Isolamento elétrico oferecido ao brigadista, entre os quais luvas de isolamento e botas
de borracha isolante.

Outro problema é a presença de produtos químicos perigosos em instalações e


equipamentos elétricos, o que pode acarretar sérios riscos à saúde e ao meio ambiente.
Neste caso, deve-se tomar as cautelas necessárias para sua extinção, tais como: isolar a
área, conhecer as características e os efeitos do produto e usar EPI (roupas, luvas,
capacetes e capa).

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Incêndio em transformador elétrico que utiliza como líquido refrigerante o “ASKAREL”


(cancerígeno) é exemplo típico da importância no conhecimento dos riscos oferecidos no
ambiente de trabalho.
Como medida de segurança, linhas energizadas não devem ser cortadas, apenas técnicos
especializados deverão fazê-lo. O brigadista somente desligará a eletricidade pela abertura
de chave, remoção de fusível ou desacionamento de disjuntor, quando necessário.
Em emergências envolvendo eletricidade, alguns procedimentos devem ser seguidos para
manter um ambiente mais seguro possível para o serviço de emergência, tais como:

 Quando forem encontrados fios caídos, a área ao redor deve ser isolada;
 Deve-se tratar todos os fios como energizados e de alta voltagem;
 Quando existir o risco de choque elétrico, deve-se usar EPI adequado e
ferramentas isoladas;
 Deve-se tomar cuidado ao manusear escadas, mangueiras ou equipamentos
próximos a fios elétricos;
 Não se deve tocar em qualquer veículo que esteja com fios elétricos, pois esse
procedimento pode resultar em choque elétrico.

FORMAS DE ACONDICIONAMENTO DE MANGUEIRAS

ESPIRAL ADUCHADA
(utilizada para guarda do (utilizada para ser colocada
material em almoxarifado) na caixa de hidrante)

ZIGUEZAGUE
(utilizada para guarda do material em caixa de hidrante com tamanho suficiente para
acomodação da mesma)

 Classe D - materiais pirofóricos, como magnésio, zircônio, titânio etc.

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MÉTODOS DE EXTINÇÃO

Em função dos elementos representados no Triângulo do Fogo é que são classificados os


principais métodos de extinção de incêndios.
Assim, quando se deseja reduzir o calor do material incendiado, aplica-se o Método do
Resfriamento e o principal agente extintor é a água.
Quando se pretende eliminar/restringir a presença do Oxigênio, impedindo-o de continuar
alimentando o fogo, emprega-se o Método do Abafamento.
Finalmente, ao se isolar/reduzir/eliminar o combustível, recorre-se ao Método do
Isolamento, procedimento aplicado, por exemplo, ao se transferir parte substancial do
combustível de um tanque em chamas para outro, através da abertura e fechamento de
válvulas.

Risque os Materiais Combustíveis que você costuma encontrar no seu trabalho e


podem causar Incêndio e acrescente mais algum.

ESTOPA SUJA GRAXA GASOLINA


ÁLCOOL BORRACHA ÓLEO DIESEL

ATENÇÃO !
Todos esses materiais são combustíveis e podem virar FOGO.

AGENTES EXTINTORES MAIS EMPREGADOS

Os agentes extintores mais empregados e suas funções estão definidos no quadro a


seguir.

 AGENTE  FUNÇÃO  CLASSE DE INCÊNDIO


ÁGUA Resfriar /abafar A
C02 (gás carbônico) Abafar /resfriar B -C -A
PQS Abafar B -C - A
Espuma Química Abafar /resfriar B - A
Limalha de ferro Abafar D

Nota: Função principal/função secundária.

Ainda, segundo a NR –23, os extintores devem ser localizados em lugar de fácil


visualização e onde haja menos probabilidade de o fogo bloquear seu acesso. Os locais
destinados aos extintores devemos ser assinalados por um círculo vermelho ou por uma
seta larga, vermelha, com bordas amarelas. Também deverá ser pintada de vermelho uma
área de 1mx 1m do piso embaixo do extintor, a qual não pode ser obstruída de forma
alguma.

MEDIDAS PREVENTIVAS DE INCÊNDIO

Além destas formas de extinção de incêndio, há medidas bastante simples que, quando
não impedem o surgimento do fogo, minimizam bastante o seu aparecimento. Vejamos
algumas.

 Armazenamento de líquidos inflamáveis: deve ser feito em depósitos, especiais,


fechados e ventilados. Nos locais de trabalho, deve-se manter uma quantidade mínima
de materiais, ou seja, apenas o necessário para a realização dos trabalhos. O restante

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deve permanecer no depósito. Acima de 250 litros, o armazenamento deve atender


aos requisitos da NR-20.
 Cuidado com as instalações elétricas: as origens mais importantes de incêndios em
decorrência de falhas elétricas são a sobrecarga da rede (a corrente que passa supera
a capacidade dos fios condutores) e contatos e/ou isolamentos mal feitos. A
sobrecarga ocorre quando existem aparelhos em excesso ligados a determinado
circuito elétrico ou quando este não foi planejado para a intensidade de corrente.
 Instalação de pára-raios
 OLA - Ordem, Limpeza e Arrumação: papéis, estopas, pedaços de madeira e
papelão etc, são materiais que queimam facilmente. Por isso, é indispensável manter o
ambiente de trabalho sempre limpo e arrumado.
 Delimitação de área para fumantes, em especial nos setores de maior risco de
incêndio.
 Colocação de divisórias nas áreas de produção de faíscas e fagulhas, como nos
processos de soldagem a arco elétrico e corte oxi - acetileno
 Instalar fornos, aquecedores ou estufas longe de qualquer material combustível.
 Ligar vários aparelhos em tomadas diferentes. Evite usar a tomada dupla ou:
“benjamim”, como alguns chamam!

Como fazer a prevenção de incêndios ?

Para obter resultados na prevenção de incêndio, é preciso, antes de tudo, ter


mentalidade prevencionista e colaboração. A melhor medida para prevenir
incêndios é evitar que se forme o TRIÂNGULO DO FOGO.
A proteção contra incêndios começa na medida em que a empresa e todos que nela
trabalham tomam para evitar o aparecimento do fogo.

TIPOS DE EXTINTORES:

A) Químicos
de espuma;
carga líquida

B) Pressurizados:
CO2: pó químico seco; água.

C) Pressão injetada
Água;

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Pó químico seco.

Identificação das classes de incêndio


nos rótulos dos extintores

Formas de Combater as Classes de Incêndios


Classe “A” - Usamos extintores de:

água pressurizada;
espuma química
espuma mecânica
pó químico seco;
gás carbônico.

“A extinção do fogo se dá através da


ação de resfriamento”

Classe “B” - Usamos extintores de:


gás carbônico;
pó químico seco;
“A extinção do fogo se dá através da espuma química;
ação de abafamento. O abafamento espuma mecânica.
por espuma é eficiente para o
incêndio Classe B”

Classe “C” - Usamos extintores de:

gás carbônico;
pó químico seco.

Lançando agente que não conduza


eletricidade num incêndio. A extinção
será através da ação abafamento.

Classe “D” - Usamos extintores de:

agentes extintores especiais;

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grafite;
limalha de ferro.

“Esses materiais reagem com água”

CLASSES TIPOS DE
EXEMPLOS
DE INCÊNDIOS EXTINTORES
Água pressurizada e Espuma
Classe A Papel, madeira,
química e mecânica. Obs. Ação
Materiais Sólidos. tecidos, etc.
Resfriamento.
Classe B
Gasolina,
Líquidos Pó químico seco e CO2 (Gás
álcool,
Combustíveis ou Carbônico). Obs. Ação Abafamento.
diesel, etc.
Inflamáveis
Classe C Equipamentos
Pó químico seco e CO2 (Gás
Equipamentos Elétricos
Carbônico). Obs. Ação Abafamento.
Elétricos Energizados. Energizados.
Agentes extintores especiais,
Classe D Sódio, potássio,
grafite e limalha de ferro. Obs.
Materiais Pirofóricos. magnésio, etc.
Esses materiais reagem com água.

Lembre-se:

“Você pode prevenir incêndios e salvar muitas vidas.”

“Acreditamos que o desenvolvimento da percepção do risco, aliado a um


conjunto de informações e regras básicas de segurança, são as ferramentas mais
importantes para evitar a exposição e assegurar o sucesso das medidas de
proteção à saúde do trabalhador.”

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