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GEOTECNIA AMBIENTAL

A Engenharia Geotécnica é a ciência que estuda os solos e as rochas para fins de Engenharia.
O conhecimento básico da Geotecnia está fundamentado nos princípios e conteúdos de
mecânica dos solos, mecânica das rochas e geologia de engenharia.

Mecânica dos Solos: é a área da Engenharia Geotécnica que estuda as propriedades, a


utilização e o comportamento dos solos como materiais de construção, de contenção ou de
fundação de obras civis.

Uma abordagem teórica de Mecânica dos Solos deve contemplar os seguintes tópicos:
- Geologia Básica: rochas; formação dos solos Mineralogia dos solos e Estrutura dos solos.
- Caracterização Geotécnica dos solos Classificação dos solos Investigação Geotécnica
dos solos.
- Índices físicos Permeabilidade e percolação nos solos Tensões nos solos
Comportamento Tensão – Deformação Adensamento dos Solos Resistência ao
Cisalhamento.

Mecânica das Rochas: é a área da Engenharia Geotécnica que estuda as propriedades e o


comportamento das rochas e dos maciços rochosos, domínios de atuação que incorporam
também a influência relativa das famílias de descontinuidades presentes.

Geologia de Engenharia: é a área da Engenharia Geotécnica que estuda a caracterização


geológica e os impactos da gênese, formação e evolução geológica dos materiais presentes na
crosta terrestre para fins de projeto e construção de obras geotécnicas.

Não existem fronteiras claras entre estas disciplinas. Por exemplo, entre a Mecânica dos Solos
e a Mecânica das Rochas é difícil traçar uma linha de separação, como se pode deduzir destes
dois exemplos inter-relacionados (Rocha, 1981):
• São frequentes as obra onde estão simultaneamente envolvidas rochas e solos.
• Existem formações geológicas cujo comportamento é intermediário entre rochas e solos
(também designadas por “rochas de baixa resistência”).
• As obras de engenharia interagem com o meio ambiente e entre elas próprias.
• Todas as obras possuem uma fundação e, assim, sempre possuem um vinculo com o
solo.
• É necessário o arquiteto, engenheiro, geólogo e demais profissionais envolvidos com
obras, conhecerem os mecanismos de interação entre as obras e os solos para que
possam ter mais liberdade para criar, construir, explorar, proteger...
• A escolha do melhor terreno ou da melhor disposição dos pilares, dentre outros, deve
ter em conta sempre o subsolo da região.

NOVOS CAMPOS DE APLICAÇÃO DA GEOTECNIA

As exigências de proteção ambiental estimularam, principalmente a partir da década de 80,


novos desenvolvimentos no campo da Geotecnia.

FOLQUE (1990) define Geotecnia Ambiental como a disciplina vocacionada para o estudo de
novas áreas do conhecimento, como:

• a utilização dos resíduos,

• a remoção de solos e disposição de materiais na superfície,

• a extração de água subterrânea,

• a criação de lagos artificiais

• o armazenamento subterrâneo

Em cada um destes domínios, a Geotecnia Ambiental deveria intervir no sentido de minimizar


os impactos negativos no ambiente dos diversos empreendimentos.

Exemplo 1:
Aterros sanitários - nos últimos 30 anos, aproximadamente, ocorreram modificações radicais
no que se refere às tecnologias de construção e exploração dessas infra-estruturas.
Essas modificações incluem:
• o desenvolvimento de sofisticados sistemas de monitoramento das águas subterrâneas,
• implementação de sistemas de coletores de lixiviados e biogás,

• instalação de geossintéticos para impermeabilização

• drenagem da fundação e da cobertura e

• equipamentos de compactação pesada.

Exemplo 2:

A descontaminação de terrenos afetados por poluição proveniente das mais diversas fontes
(industriais, agrícolas e de aglomerados urbanos) e a necessidade de recuperar o uso dos áreas
degradadas (“brownfields”) obrigou a novos desenvolvimentos metodológicos de

• avaliação,
• análise de risco e
• remediação de solos e águas subterrâneas,
• incluindo a integração de modelos matemáticos de caracterização dos
• processos de dispersão de poluentes no meio geológico.

Exemplo 3:

A reciclagem de resíduos de demolição e a valorização de resíduos de pedreira para a fabricação


de “agregados para a construção”.

Visam substituir parcialmente matérias-primas cuja exploração constitui atividade com impacto
ambiental muito elevado (no ordenamento do território, na poluição dos recursos hídricos,
etc…), estabelecendo novos desafios à investigação geotécnica, face às limitações do seu uso
para as aplicações mais exigentes.
Esses agregados nem sempre apresentam características físicas e mecânicas que atendam às
imposições das normas nacionais e internacionais para o uso em obras de elevada solicitação.
Exemplo 4:
Riscos naturais e tecnológicos – é onde a aplicação do conhecimento geotécnico tem registrado
maior evolução nos últimos anos.
O número de desastres “naturais” ligados aos riscos geológicos tem aumentado nas últimas
décadas.
Trata-se de uma tendência observada não só em termos de frequência mas também na
magnitude da destruição.
Em consequência, o número de vítimas e os impactos sociais, econômicos e nas infraestruturas
são as causas da maior preocupação da sociedade civil e dos governos.

Exemplo 5:
Os riscos geológicos mais conhecidos são destruidores, rápidos e afetam muita gente, bens e
ecossistemas.
Mortes relacionadas com riscos geológicos são majoritariamente atribuídas a inundações,
sismos e escorregamentos de terras.
Mas existem outros riscos geológicos que não proporcionam desastre imediato mas podem
provocar prejuízos substanciais à sociedade:
• contaminação de solos e águas,
• erosão costeira ou

• escassez de recursos não renováveis. (Oliveira, 2000).

Atualmente, mais de 50% da população mundial vive em cidades, 25 das quais com mais de 10
milhões de habitantes.

A expansão urbana inapropriada tende frequentemente para áreas de risco como planícies de
inundação, colinas instáveis ou terrenos recém- desmatados, com desprezo pelas
condicionantes geológicas e amontoando populações vulneráveis.

Exemplo 6:

Por outro lado, a vulnerabilidade das populações aos desastres “naturais” está aumentando
consideravelmente, especialmente nas áreas urbanas.
Estas populações parecem atrair o risco geológico.
De fato, o mesmo risco geológico terá muito mais impacto nas áreas urbanas, onde vive muito
mais gente, do que nas áreas rurais.
Atualmente, mais de 50% da população mundial vive em cidades, 25 das quais com mais de 10
milhões de habitantes.
A expansão urbana inapropriada tende frequentemente para áreas de risco como planícies de
inundação, colinas instáveis ou terrenos recém- desmatados, com desprezo pelas
condicionantes geológicas e geotécnicas, amontoando populações vulneráveis.

Geotecnia ambiental

Reconhecendo os fatos e exemplos aqui expostos, a Geotecnia Ambiental tem como objetivo,
dedicar cada vez mais atenção:

• à predição das catástrofes,


• à avaliação das zonas de risco,
• à prevenção dos danos,
• ao projeto de remediação,
• à gestão e proteção da água, do solo e das matérias-primas,
• à seleção cuidadosa dos locais para a construção.
Pode ser entendida como o ramo da Geotecnia que trata da proteção ao meio ambiente contra
impactos antrópicos.
Sintetizando os exemplos de atuação da Geotecnia Ambiental, temos:
• projeto, operação e monitoramento de locais de disposição de resíduos;
• avaliação do impacto ambiental de obras civis;
• prevenção da contaminação do solo superficial, do subsolo e das águas subterrâneas;
• mapeamento geotécnico e geoambiental para planejamento de uso e ocupação do solo;
• recuperação de áreas degradadas;

• remediação de terrenos contaminados;


• investigação, instrumentação, monitoramento e amostragem de água e solo;
• reutilização de resíduos em obras geotécnicas,
• análise de risco geotécnico e geoambiental, entre outros.
Uma das características importantes dos projetos geoambientais é a multidisciplinaridade.
É comum o profissional dessa área ter que estudar e solucionar problemas que abrangem
diversos conhecimentos específicos, usando uma linguagem comum, para que todas as
contribuições sejam bem aproveitadas.
Embora utilize conhecimentos gerais da Geotecnia, o profissional atuante na Geotecnia
Ambiental também deve possuir conhecimentos básicos de outras áreas tais como:
Hidrogeologia, Química, Pedologia e Microbiologia.

PROBLEMAS GEOTÉCNICOS

Origem e evolução da mecânica dos solos

Desde os primórdios da civilização, o homem tornou-se responsável pela produção dos seus
próprios alimentos. Para isso, foi necessário lavrar a terra. Desde então, impôs-se a necessidade
de se construir obras hidráulicas, a fim de suprir a rega das lavouras por meio de poços, canais
e barramentos. Assim, as primeiras grandes ‘obras geotécnicas’ consistiram na construção de
barragens para atender as necessidades de sobrevivência do homem, em obras para:
• abastecimento de comunidades,
• irrigação ou
• dessedentação animal.
Estas obras pioneiras surgiram nas civilizações orientais.

CICLO DAS ROCHAS

Na superfície terrestre, podem ser observados:

1. materiais inconsolidados: os solos dos nossos jardins, as areias dos rios e das praias.
2. rochas consolidadas.

Ambos são constituídos por associações de minerais.

Minerais
São elementos ou compostos químicos com composição definida dentro de certos limites,
cristalizados e formados naturalmente por meio de processos geológicos inorgânicos, na Terra
ou em corpos extraterrestres. Exemplos: talco, gesso, calcite, fluorite, apatite, quartzo, topázio,
diamante, etc.

• A composição química e as propriedades cristalográficas bem definidas do mineral


fazem com que ele seja único dentro do reino mineral e, assim, receba um nome
característico.
• Cada tipo de mineral, tal como o quartzo (SiO2), constitui uma espécie mineral
• A origem de um mineral está condicionada aos elementos químicos e às condições
físicas (pressão e temperatura) reinantes no seu ambiente de formação.
• Assim sendo, minerais originados no interior da Terra são diferentes dos minerais
formados na superfície da Terra.

Os minerais podem ser classificados pelo:

• sistema de cristalização (minerais monoclínicos, cúbicos, etc.);


• pelo uso (minérios, gemas, minerais formadores de rochas, etc.);
• composição química (silicatos, óxidos, carbonatos, etc.)

Exemplos de algumas espécies minerais classificadas pela composição química:

Classe Mineral Espécie ou grupo mineral


Elementos nativos: ouro (Au), enxofre (S).
Sulfetos: galena (PbS), esfalerita (ZnS), pirita (FeS2)
Sulfossais: tetraedrita (Cu12Sb4S13), enargita (Cu3AsS4)
Óxidos: gelo (H2O), hematita (Fe2O3), cassiterita (SnO2)
Halóides: halita (NaCl), fluorita (CaF2)
Carbonatos: calcita (CaCO3), dolomita [CaMg(CO3)2]
Nitratos: salitre (KNO3), salitre-do-chile (NaNO3)
Sulfatos: barita (BaSO4), gipsita (CaSO4.2H2O)
Silicatos:
• granada, zircão, topázio, olivina;
• turmalina, berilo;
• argilominerais (caulinita,
• esmectita), micas (muscovita, biotita);
• quartzo (SiO2);
• feldspatos, etc.

Principais usos:

Os minerais são extremamente importantes, do ponto de vista econômico, porque todos os


materiais inorgânicos do comércio ou são minerais ou substâncias derivadas deles.

Exemplos de grupos de minerais:

Minerais de interesse gemológico - Aparelhos ópticos e científicos


Minerais ornamentais - Fertilizantes
Abrasivos - Minérios dos metais,
Refratários - Indústria farmacéutica
Cerâmica, vidro e esmalte 9

Exemplos:

Interesse Gemológico: Diamante, Corindon, Berilo, Espodumênio, Turmalina, Espinélio,


Granada, Zircão, Opala, Olivina, Turquesa, Quartzo, Euclásio.
Minerais Ornamentais: Calcita, Serpentina, Malaquita, Lazurita, Feldspato, Rodonita, Gipso,
Jade, Quartzo
Abrasivos: Diamante, Corindon, Quartzo, Granada, Diatomito.
Cerâmica: Argila, Quartzo, Feldspato, Nefelina, Fluorita.
Fertilizantes: Apatita, Silvita, Salitre do Chile
Aparelhos ópticos e científicos: Quartzo, fluorita, Gipso, Mica Moscovita, Turmalina.
Refratários: Magnesita, Dolomita, Cianita, Grafita, Bauxita, Cromita, Asbesto, Talco, Argila
Caolim, Mica Moscovita
Minérios de Metais:

Alumínio: bauxito, diásporo, gibbsita, boechmita, criolita.


Antimônio: estibinita, antimônio nativo. Arsênico: arsenopirita, arsênio nativo, realgar.
Bismuto: bismuto nativo, bismutina
Cádimo: greenockita
Chumbo: galena, cerussita, anglesita, fosgenita, piromorfita, mimetita, vanadinita, crocoíta,
wulfenita.
Cobalto: cobaltita, skutterudita, lineíta, eritrita.
Cobre: cobre nativo, calcocita, bornita, calcopirita, tetraedrita, enargita, antlerita, covellita,
cuprita, atacamita, malaquita, azurita, calcantita, crisocola.
Crômio (Cr3+): cromita, crocoíta.
Estanho: cassiterita, estanita.
Ferro: hematita, magnetita, goetita, limonita, siderita.
Magnésio: magnesita, carnallita, dolomita, brucita.
Manganês: pirolusita, manganita, psilomelana, franklinita, alabandita, rodocrosita, rodonita,
braunita.
Mercúrio: cinábrio
Molibdênio: molibdenita, wulfenita.
Níquel: pentlandita, garnierita, nicolita,millerita, gersdorfita, genthita.
Ouro: ouro nativo, calaverita, petzita, krennerita, silvanita.
Platina: platina nativa, sperrylita.
Prata: prata nativa, argentita, stromeyerita, silvanita, polibasita, estefanita, pirargirita, proustita,
cerargirita, embolita.
Titânio: ilmenita, rutilio, brookita, octaedrita, titanita. Tungstênio: wolframita, scheelita,
ferberita, huebnerita. Urânio: uraninita, carnotita, tyuyamunita, torbenita, autunita Vanádio :
vanadinita, carnotita, roscoelita.
Zinco: esfalerita, smithsonita, hemimorfita, franklinita, willemita.

Rocha

Por definição, as rochas são produtos consolidados, resultantes da união natural de minerais. O
termo rocha é usado para descrever uma associação natural de minerais.
Esta união dos minerais ocorre por diferentes eventos geológicos.

Difere dos sedimentos, como por exemplo a areia de praia, que é constituída por um conjunto
de minerais soltos, desagregados.

Minério

O termo minério é utilizado quando o mineral ou a rocha apresenta uma importância econômica.

Classificação genética das rochas

Na classificação genética, as rochas são agrupadas de acordo com o seu modo de formação na
natureza.

Sob este aspecto, as rochas se dividem em três grandes grupos:

• Ígneas ou magmáticas
• Sedimentares
• Metamórficas

Rochas Ígneas ou Magmáticas:

O termo ígneo tem sua raiz no latim ignis


Refere-se àquilo que tem origem no fogo

Rochas ígneas são aquelas cuja formação se deu em altas temperaturas, a partir de matéria
mineral fundida em grandes profundidades e que, às vezes, extravasa à superfície do planeta
através dos vulcões.

São as rochas resultantes da consolidação e cristalização, através do resfriamento, de material


fundido chamado magma.

À medida que o magma se desloca para regiões mais frias, perde calor e se consolida,
cristalizando as fases minerais que constituirão as rochas ígneas ou magmáticas.
O magma é uma substância fluida, total ou parcialmente fundida, constituída essencialmente
por uma fusão complexa de silicatos, silício e elementos voláteis, tais como vapor de água,
cloretos, hidrogênio, flúor e outros.

Os magmas encontram-se em diferentes profundidades na crosta terrestre.

Localizam-se em câmaras ou bolsas magmáticas, com diferentes temperaturas de fusão, as quais


dependem:

• da composição química do magma,


• da pressão a que está sujeito e
• da temperatura da rocha confinante.

Devido às variações químicas na composição do magma, quando se solidificam e se cristalizam


originam uma extensa variação mineralógica. Como consequência, são originados diferentes
tipos de rochas magmáticas.

Quando o resfriamento e consequente solidificação do magma ocorre em profundidades abaixo


da superfície, a rocha resultante será do tipo rocha ígnea intrusiva ou rocha plutônica.

O resfriamento dos magmas intrusivos é lento, dando tempo para que os minerais em formação
cresçam o suficiente para serem facilmente visíveis.

As rochas intrusivas ou plutônicas apresentam uma grande diversidade, contudo os granitos são
as mais abundantes.

Se percorrermos uma região granítica, verificamos que a granulometria das rochas graníticas é
variável, embora sejam sempre rochas cristalinas.

O resfriamento da lava extrusiva é muito mais rápido. Assim, não há tempo suficiente para os
minerais crescerem. A rocha extrusiva tende a ter, portanto, uma textura granulométrica mais
fina.
Quando este magma consegue chegar à superfície, a rocha resultante será do tipo rocha ígnea
extrusiva ou rocha vulcânica. Exemplos: Obsidiana, Basalto, Pedra – Pomes.

Os pegmatitos graníticos são tipos de rochas intrusivas ou plutônicas formadas por enormes
cristais, no geral euédricos (com faces perfeitamente desenvolvidas).

Os demais tipos de granitos compreendem uma série de granitos de grão grosso até
granitos de grão fino.

Os granitos são constituídos, essencialmente, por minerais como o quartzo, as micas (biotita
e/ou moscovita) e feldspatos.

Segundo a natureza ou proporção relativa de certos constituintes, podem distinguir- se diversas


variedades de granitos, tais como, granitos biotíticos, granitos moscovíticos, granitos de duas
micas, granitos turmalínicos.

São vários os critérios que podem adaptar-se para a classificação das rochas magmáticas:

• a textura,
• a composição química,
• a composição mineralógica.

São alguns dos aspectos, isoladamente ou em conjunto, que podem servir de base para uma
classificação destas rochas.

A textura dos granitos é denominada, em termos gerais, por fanerítica


- formada por grãos cristalinos que se distinguem uns dos outros a olho nu.

Rochas Sedimentares

São rochas formadas pela compactação e/ou cimentação de partículas desagregadas de rochas
preexistentes.
Estas partículas e/ou compostos químicos dissolvidos (sedimentos) e/ou fragmentos são
produzidas pela ação dos agentes de intemperismo e são transportadas pela ação do vento, da
água que escoa pela superfície, ou pelo gelo até um local de deposição na superfície terrestre.

Ao se depositarem, fenômenos geológicos conhecidos por litificação ou diagênese provocarão


a união das partículas, combinando os processos de compactação e cimentação.

A diagênese são processos geológicos que ocorrem em condições geológicas de baixa pressão
(peso dos sedimentos posteriores) e baixa temperatura (~ 2500C), os quais consistem nas
mudanças ou transformações químicas, físicas e biológicas sofridas por um sedimento após a
sua deposição.

Inclui processos tais como:

compactação e rearranjo espacial dos grãos, consolidação, cimentação, autigênese (elementos


gerados na própria rocha), substituição, solução de pressão, precipitação, recristalização,
oxidação, redução, desidratação, hidratação, lixiviação, polimerização, adsorsão, ação
bacteriológica (ex.: origem do petróleo), os quais são normais na parte superficial da crosta
terrestre.

Os processos diagenéticos não só se iniciam logo após a deposição do sedimento, como têm um
tempo variável na sua ocorrência.

A gênese das rochas sedimentares pode ser descrita da seguinte forma:

• as rochas expostas à superfície da crosta terrestre ficam sujeitas às ações físicas e


químicas exercidas pelo contato com a atmosfera (temperatura e vento), hidrosfera
(água) e biosfera (seres vivos);

• a meteorização (intemperismo) é o resultado das ações físicas e químicas sobre as


rochas; é a transformação das rochas em solo sob a ação dos fenômenos climáticos e
biológicos
• como consequência, as rochas são gradualmente alteradas e desagregadas;
• assim, temos a desintegração das rochas por meios mecânicos e a decomposição das
mesmas por meios químicos. 55

Rochas Metamórficas

São as rochas resultantes da transformação de uma rocha preexistente através de processos


geológicos envolvendo o aumento de pressão e/ou temperatura, sem que o ponto de fusão dos
seus minerais seja atingido. Exemplos: Gnaisses, Quartzito São Tomé.

O metamorfismo é o conjunto de processos que atuam no interior da crosta terrestre, produzindo


transformações, quer nas texturas, quer nas composições das rochas.

Muito dessas transformações podem incluir-se na designação geral de recristalização:

São gerados novos minerais, substituindo, no todo ou em parte, os que existiam, podendo
ocorrer modificações nos aspectos texturais e estruturais da rocha e, consequentemente,
podendo adquirir um caracter mais cristalino.

O metamorfismo ocorre em meio essencialmente sólido, ao invés do que acontece no


magmatismo.

Do ponto de vista físico-químico, tem-se o seguinte significado do metamorfismo:

as rochas formadas à superfície da Terra ou próximo desta podem ser levadas, pela dinâmica
da Terra, para níveis profundos, onde as condições físico-químicas são bem diversas das que
existem à superfície.

Essas rochas têm então de se adaptar às novas condições de pressão, temperatura e ambiente
químico.
Deste modo, desaparece o equilíbrio que existia entre os seus minerais primitivos e, para que a
rocha volte a constituir um sistema estável, é necessário que se gerem novos minerais e novas
disposições texturais que assegurem o equilíbrio, em face das novas condições físico-químicas.
O metamorfismo ocorre em diversas profundidades da crosta terrestre, sob a parte mais
superficial onde se processa a gênese das rochas sedimentares, e acima das condições que
poderiam produzir a fusão das rochas, isto é, acima do domínio do magmatismo.

As condições de pressão e temperatura do metamorfismo ocorrem, por exemplo, nos limites de


placas e nos contactos de intrusões e extrusões magmáticas.

A ampla gama de combinações pressão/temperatura é acompanhada de grande variabilidade de


composições mineralógicas, texturas e estruturas.

Mesmo assim, pode-se afirmar que a maior parte apresenta foliação mais ou menos marcada e
que, devido aos fenômenos de recristalização, quase todas têm cristalinidade evidente.

Só as moderadamente metamorfizadas (baixo grau) podem apresentar fósseis.

A composição mineralógica das rochas metamórficas caracteriza-se pela presença frequente de


minerais que são comuns nas rochas magmáticas,

Mas, também ocorrem novos minerais relacionados com a recristalização que podem, ou não,
constituir indicadores de metamorfismo.

Exemplos:

Calcita, dolomita, clorita, serpentina, talco, granadas, estaurolita e andaluzita são alguns dos
minerais que podem resultar da recristalização metamórfica.

As rochas metamórficas resultam, no estado sólido, de rochas preexistentes, e adotam as


seguintes designações:

• parametamórficas - provêm de rochas sedimentares;


• ortometamórficas - têm origem em rochas magmáticas;
• polimetamórficas - resultam de rochas metamórficas.
O ciclo da rochas

As rochas terrestres não constituem massas estáticas.

Elas fazem parte de um planeta cheio de energia, que promove, com sua alta temperatura e alta
pressão interna, todos os processos de abalo sísmicos, movimentos tectônicos de placas e
atividades vulcânicas em uma dinâmica muito intensa.

O planeta está vivo e em contínua modificação.

As atividades de intemperismo e erosão externa, envolvendo agentes atmosféricos como o calor


do sol, chuvas, ventos e geleiras também atuam sobre estas rochas, causando constantes
alterações.

As noções de rochas magmáticas ou ígneas, metamórficas e sedimentares conduzem-nos a uma


relação de interdependência entre as rochas, representada no esquema do ciclo das rochas.

Podemos afirmar que as rochas transformam-se umas nas outras ao


longo do tempo geológico. Assim, a partir de um magma profundo originam-se rochas ígneas
ou magmáticas.

Os processos geodinâmicos externos (meteorização, erosão, transporte, sedimentação)


originam sedimentos a partir de qualquer rocha preexistente.

Os sedimentos dão origem a rochas sedimentares por diagênese (processos geológicos físicos,
químicos ou biológicos, de baixa temperatura do tipo cimentação, compactação, dissolução,
desidratação)

Quando os sedimentos alcançam profundidades elevadas da crosta terrestre, ocorrem


fenômenos de metamorfismo e originam rochas metamórficas, ou podem fundir originando um
magma.

As rochas metamórficas e ígneas podem entrar em fusão dando origem ao magma.


Deste modo fecha-se o ciclo.

A Terra, aparentemente estável, está em constante transformação. Os fenômenos que ocorrem


na superfície e em profundidade sucedem-se ciclicamente.

FORMAÇÃO CÁRSTICA

Cavernas, cânions e paredões rochosos formam os sistemas cársticos e são produzidos pela ação
geológica da água subterrânea sobre rochas solúveis.

As cavernas, juntamente com os topos de cadeias de montanhas e fundos oceânicos, além de


constituírem uma atração turística, oferecem grandes desafios aos exploradores de aventuras.

A exploração de cavernas tem sido de interesse da humanidade desde tempos pré-históricos.

Carste

Refere-se a uma paisagem marcada por rios subterrâneos com cavernas (ou grutas) e superfície
acidentada.

Os sistemas cársticos são formados pela dissolução de certos tipos de rochas pela ação da água
subterrânea.
Do ponto de vista hidrológico e geomorfológico, sistemas cársticos são constituídos por três
componentes principais:
• Sistemas de cavernas – formas subterrâneas acessíveis à exploração;
• Aquíferos de condutos – formas condutoras da água subterrânea;
• Relevo cársticos – formas superficiais.

Rochas Carstificáveis

Dentre as várias rochas solúveis que podem originar o sistema cárstico, destacam as rochas
carbonáticas (calcários, mármores e dolomitos).

Os calcários, cujo principal mineral é a calcita, dissocia-se nos íons Ca2+ e CO3 pela ação da
água.

Os dolomitos, cujo principal mineral é a dolomita, dissocia-se nos íons Mg2+ e CO3 pela ação
da água.

Os calcários são mais solúveis que os dolomitos pois a solubilidade da calcita é maior que a da
dolomita.

Em regiões áridas ou semi-áridas, as rochas evaporíticas podem originar sistemas cársticos.

Os quartzitos podem desenvolver sistemas cársticos, mas isto não é um caso comum.

Este fenômeno ocorre quando o quartzito apresenta baixo teor de resíduos insolúveis e
sofrem longos períodos de exposição à ação da água subterrânea.

Água dura:

É o termo dado às águas de nascentes cársticas. Este fato deve-se ao alto teor de Ca e Mg (até
250 mg/L) presente na água, originado da dissolução ácida do carbonato de cálcio pelo ácido
carbônico, gerado pela reação entre água e gás carbônico.
Dissolução de rochas carbonáticas
• A água de chuva, em sua passagem pela atmosfera, dissolve e carrega uma parcela de
dióxido de carbono (CO2) nela existente, acentuando sua acidez (H2O + CO2
H2CO3)
• Ao atingir o solo, penetra pelas camadas superiores, em meio ao húmus, às raízes e
diversos microorganismos, cujo metabolismo implica a liberação de CO2,
enriquecendo-se mais deste dióxido.
• A solução fica, então, saturada de CO2, tornando-se bastante ácida.
• Esta água (solução), em seu trajeto descendente em direção ao nível freático, atinge a
rocha carbonática (calcário) e se infiltra pelas fraturas ou planos de juntas, dissolvendo
o carbonato de cálcio (CaCO3) nela contido, criando vazios e condutos.

A ampliação gradual dessas aberturas dá origem a galerias, salões e abismos, os quais, unidos
num estágio mais adiantado, funcionam como

• Sistemas Coletores: de águas descendentes e da drenagem de superfície (rios, córregos)


que passam a compor uma complexa drenagem subterrânea.

Componentes Principais do Sistema Cárstico

Esses cursos de água subterrânea por sua vez, dependendo

• do maior ou menor fraturamento da rocha,


• da alternância de camadas mais carbonáticas (mais solúveis),
• de camadas mais argilosas (que oferecem maior resistência à corrosão),

vão ocasionar um entalhamento da rocha em diversos planos, formando: - cânions subterrâneos,


criando novas galerias laterais ou inferiores, alargando os salões através do processo de
abatimento de blocos, transformando parte dos condutos originais em salões de
desmoronamento com acúmulo de fragmentos de rocha.

Ao longo da evolução da galeria ou dos condutos, o rio subterrâneo chega a abandonar alguns
trechos pelo rebaixamento do nível de seu leito, assumindo outro trajeto.

A ampliação dos condutos que compõem as rotas preferenciais de fluxo da água subterrânea
aumenta gradativamente

• a porosidade secundária ou porosidade cárstica da rocha e


• a permeabilidade secundária da rocha

Esse aumento da permeabilidade e porosidade secundária da rocha transforma parte do aquífero


fraturado em aquífero de condutos.

O processo de formação do aquífero de condutos e cavernas é chamado de espeleogênese.

Os aquíferos de condutos constituem uma característica hidrológica fundamental dos sistemas


cársticos.

Constituem aquíferos com grandes volumes de água, mas extremamente vulneráveis à


contaminação, devido à baixa capacidade de filtração exercida pela porosidade secundária.

Espeleotemas:

É a deposição de minerais nos tetos, paredes e pisos das cavidades, produzindo um variado
conjunto de formas e ornamentações, genericamente denominadas de espeleotemas.

Os minerais mais comuns depositados em cavernas cársticas são a calcita e a aragonita.


Cavernas:

Os espeleotemas são classificados segundo sua forma e o regime de fluxo da água de infiltração,
causa principal da sua grande diversidade morfológica.
Os mais freqüentes são formados por gotejamento da água de infiltração, como estalactites e
estalagmites.
As estalactites são gerados a partir de gotas que surgem em fraturas nos tetos de cavernas e
crescem em direção ao piso.
As estalagmites crescem do piso em direção às origem do gotejamento, com o acúmulo de
carbonato de cálcio precipitado pela gota após atingir o piso.

Espeleogênese:

É o processo de formação do aqüífero de condutos e cavernas. A ampliação dos condutos que


compõem as rotas preferenciais de fluxo da água subterrânea aumenta gradativamente a
permeabilidade secundária da rocha, transformando parte do aqüífero fraturado em aqüífero de
condutos, transformando-se numa característica hidrológica fundamental de sistemas cársticos.

Colunas - formadas pelo encontro de um estalactite com um estalagmite (raridade mundial).