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Universidade Estadual de Feira de Santana – UEFS


Departamento de Ciências Exatas – DEXA
Colegiado de Licenciatura em Química
Docente: Dalila dos Santos Monteiro

Portfólio de Experimentação para o Ensino de Química IV


SPOT TEST

FEIRA DE SANTANA
2018
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Universidade Estadual de Feira de Santana – UEFS


Departamento de Ciências Exatas – DEXA
Colegiado de Licenciatura em Química
Docente: Dalila dos Santos Monteiro

Portfólio de Experimentação para o Ensino de Química IV


SPOT TEST

Trabalho apresentado a disciplina


EXA 467 – Experimentação para o
Ensino de Química IV do curso de
Licenciatura em Química da
Universidade Estadual de Feira de
Santana – UEFS como requisito
avaliativo.

Professora: Dalila dos Santos


Moreira

FEIRA DE SANTANA
2018
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Sumário

1. Apresentação ............................................................................................................ 04
2. Atividade experimental ............................................................................................. 05
2.1. Spot test – presença de cloro ..................................................................... 05
2.2. Água nervosa .............................................................................................. 07
2.3. spot test – reação de amido com iodo ....................................................... 11
2.4. spot test – Oxidação do álcool ................................................................... 13
2.5. spot test - Detecção do amido em alimentos ............................................ 17
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Apresentação

Caro professor,
Este portfólio foi elaborado pelos alunos matriculados na disciplina EXA 467 –
Experimentação para o Ensino de Química IV no semestre 2018.1 do curso de
Licenciatura em Química.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs de Química do Ensino Médio –
propõem a utilização de atividades experimentais como parte integrada do conteúdo
curricular, para construção de conceitos a partir de experimentos ou observações
relacionadas ao dia-a-dia do aluno, despertando o seu interesse investigativo em sala
de aula (GUIMARÃES, 2009; BRASIL, 1999).
Neste trabalho reúne práticas experimentais para serem desenvolvidas em sala
de aula com materiais alternativos e de baixo custo, pouco volume de reagente, e sem
necessidade de infraestrutura laboratorial, empregando o uso de Spot Test.
Os alunos
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Deusdete Moraes Rocha


Maurício Barbosa Santos

Atividade experimental: spot test – presença de cloro

Objetivo:
Verificar a presença de cloro livre na água para consumo

Introdução
A água é o principal alimento ingerido pelo homem, o que justifica que ela necessite de
estar isenta de qualquer contaminante que possa trazer prejuízo na sua utilização. Ela também
é o principal vetor de doenças de origem parasitária, principalmente quando não tratada
adequadamente. A água para ser destinada ao abastecimento e consumo humano, deve passar
por algum tipo de tratamento, hoje no Brasil, a portaria do Ministério da Saúde número 518 de
2004, estabelece os procedimentos e responsabilidades relativos ao controle e vigilância da
qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade, preconiza os níveis
aceitáveis para o cloro livre na água entre 0,5 e 5,0 mg.L -1 , onde ultrapassados esses limites,
podem causar problemas à saúde. “Sua escassez” propicia o desenvolvimento de
microrganismos patogênicos, e em excesso, o cloro combina com a matéria orgânica presente
na água, produzindo trihalometano (um composto tri substituído do metano (CH4), em que três
átomos de hidrogênio são substituídos por três átomos de halogênios, neste caso o cloro), uma
substância altamente cancerígena, que além de provocar odores e sabores desagradáveis na
água, pode causar irritação à pele e olhos.

Referencial teórico
Polissacarídeos são moléculas de elevado peso molecular, cuja unidade fundamental
são os monossacarídeos, principalmente a glicose. Como exemplos de polissacarídeos
importantes na natureza podemos destacar o glicogênio, a celulose e o amido.
O amido, polissacarídeo de extrema importância em alimentos, é produzido em grande
quantidade nas folhas dos vegetais como forma de armazenamento dos produtos da
fotossíntese, e é constituído por dois outros polissacarídeos estruturalmente
diferentes: amilose e amilopectina.
Moléculas de alto peso molecular (como a amilose e a amilopectina) podem sofrer
reações de complexação, com formação de compostos coloridos. Um exemplo importante é a
complexação da amilose e da amilopectina com o iodo, resultando em complexo azul e
vermelho-violáceo, respectivamente. o amido é formado pela combinação da amilose com a
amilopectina. Também sabemos que a amilose forma um complexo azul com o iodo, enquanto
a amilopectina forma um complexo vermelho.
O aprisionamento do iodo dá-se no interior da hélice formada pela amilose. Como a
amilopectina não apresenta estrutura helicoidal, devido à presença das ramificações, a
interação com o iodo será menor, e a coloração menos intensa.
IMPORTANTE - nem todos os polissacarídeos, apesar de serem moléculas grandes, dão
complexo colorido com o iodo. Isso porque é necessário que a molécula apresente uma
conformação que propicie o "encaixe" do iodo. A celulose é um exemplo de polissacarídeo que
não dá reação colorida com o iodo.
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Materiais e reagentes Orientação ao professor;


4 copos de vidro transparente De início, motive os alunos para o trabalho de pesquisa.
Álcool iodato Algumas das sugestões a seguir podem ajudar:
Solução de amido 10%
Água: destilada, do poço, mineral e da torneira a) Organizar uma visita a estação de tratamento de água
Conta-gotas (ETA).

b) Propor a construção de uma maquete da ETA.


Procedimentos experimentais

1. Prepare a seguinte bateria de copos, identificando-os:

(1) Até a metade de água destilada


(2) Até a metade de água do poço
(3) Até a metade de água mineral
(4) Até a metade de água da torneira

2. A cada um dos copos adicionar 10 ml solução de amido 10%;


3. A cada um dos copos adicionar 4 gotas do álcool iodado e agitar;
4. observar a coloração desenvolvida e descrever o resultado.
O desenvolvimento de coloração azul violáceo intensa indica a não presença de cloro.

Analise e discuta
1. Você tomaria uma água límpida, incolor e sem cheiro sem saber a origem dela? Por quê?
2. Qual é a função da adição do cloro no tratamento da água?
3- Por que a coloração no copo 2 e 3 não tem a mesma intensidade do que a do copo 1? Sabendo
que nos mesmos não tem o cloro.

Referências

AZEVEDO NETO, José M. et al – Técnica de Abastecimento e Tratamento de Água – segunda


edição – Volumes I e II – Tratamento de Água – São Paulo: CETESB. 1977.

BRASIL, 2004. Ministério da Saúde. Portaria 518 de 24 de março de 2004. Normas e padrão de
potabilidade das águas destinadas ao consumo humano. Brasília.

Pesquisa de polissacarídeos: reação com o iodo. Disponível em:


<http://www.fcfar.unesp.br/alimentos/bioquimica/praticas_ch/teste_amido.htm>. Acesso em
2 maio 2018.
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Maria Paula dos Santos Reis


Tailan Queiroz Cavalcante

Atividade experimental: Água nervosa.

Objetivo:
Observar o equilíbrio de reação por meio da presença de oxigênio.

Introdução
Segundo SOUSA BARICCATI (2013) sendo a química uma ciência experimental,
devem ser elaboradas ações experimentais que desenvolva a aprendizagem dinâmica
vinculadas com situações cotidianas para assimilação e compreensão dos conteúdos
abordados.
O experimento da agua nervosa consiste no equilíbrio química entre o azul de
metileno e o leucometileno utilizando no seu preparo da solução compostos facilmente
encontrados no dia a dia, onde é possível facilitar o processo de ensino-aprendizagem do
estudante associando a ciência ao seu cotidiano. Esse processo é interessantíssimo para que
o estudante possa compreender alguns assuntos importantes da Química, como:
Deslocamento de equilíbrio químico; Solubilidade de substâncias em água; Fenômenos
exotérmicos (liberação de energia na forma de calor); Catalisadores (substâncias que
favorecem o aumento da velocidade de uma reação); Redução e oxidação em compostos
orgânicos.
O que acontece neste sistema? Ao misturar a glicose com a soda cáustica (NaOH), a
glicose reage com o azul de metileno e transforma o azul de metileno em leucometileno
(vamos lembrar que leuco= branco, remetendo à leucócitos que são os glóbulos brancos)
.Só que ao agitar a mistura o oxigênio se dissolve na água e reage com o leucometileno e faz
voltar a cor azul novamente quando o sistema entra em equilíbrio. Essa mudança de cor
acontece porque, na ausência de gás oxigênio, o azul de metileno é reduzido a
leucometileno. Quando agitamos a garrafa, fazemos com que o oxigênio seja dissolvido na
água, formando ácidos e sais de ácidos carboxílicos.

Equilíbrio químico presente no experimento

Materiais e reagentes:
● 200 mL de água;
● 05 gotas de azul de metileno 1% (encontrado em farmácias);
● 06 gramas de dextrose ou glucose (glicose) (encontrada em loja de doces);
● 3,5 gramas de hidróxido de sódio ou soda cáustica (encontrada em supermercados
de material de construção);
● 1 garrafa PET de 500 mL;
● Luvas descartáveis;
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Procedimentos experimentais:

1º Passo: Adicionar toda a água ao interior da garrafa;


2º Passo: Adicionar todo o hidróxido de sódio à garrafa com água. Fechar muito bem a
garrafa. Em seguida, agitar bem para que todo o hidróxido seja dissolvido (observe a
temperatura do recipiente);
3º Passo: Adicionar toda a glucose ao interior da garrafa e feche-a bem. Em seguida,
agitar para que toda a glucose seja dissolvida;
4º Passo: Adicionar as 5 gotas azul de metileno no interior na garrafa, fechar bem e
agitar vigorosamente por cinco segundos (observe a coloração);
5º Passo: Deixar a garrafa em repouso (observe o que acontece com o passar do tempo).

Analise e discuta:
1. Explique porque a o líquido aqueceu quando o NaOH foi misturado com a água.
2. O que você entende sobre solubilidade? Neste experimento, onde houve
solubilidade?
3. Por que a solução muda de azul para incolor quando é deixada em repouso? O que será que
acontece no sistema?

4. Tente demonstrar a reação química do experimento.

Referências

Agua Furiosa. Disponível em: <https://sites.google.com/site/gehribeiro2013/experiqui


mentando/agua-furiosa>. Acessado em: 11 mai. 2018.

Garrafa Azul. Disponível em: <https://manualdaquimica.uol.com.br/experimentos-


quimica/experimento-garrafa-azul.htm>. Acessado em 10 mai. 2018.

Orientação para o professor.

→ 1ª Discussão:

Inicialmente, antes da adição do azul de metileno, temos na solução a presença de ácidos


carboxílicos e sais de ácidos carboxílicos. Eles são produzidos porque:
Quando a glicose está em meio básico, seu grupo carbonila é convertido em um grupo carboxila.
Isso ocorre por intermédio do oxigênio presente no ar.
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Equação da oxidação da molécula de glicose em meio ácido

O ácido carboxílico formado tem a tendência de interagir com o hidróxido de sódio e formar um
sal de ácido carboxílico.

Equação de formação do sal de ácido carboxílico

→ 2ª Discussão:

Resultado final do experimento da garrafa azul

Após a adição do azul de metileno (4o passo), agitação e repouso (5o passo), observa-se que,
com a agitação, a solução fica azul, mas, em repouso, volta a ser incolor.
Essa mudança de cor acontece porque, na ausência de gás oxigênio, o azul de metileno é
reduzido a leucometileno. Quando agitamos a garrafa, fazemos com que o oxigênio seja
dissolvido na água, formando ácidos e sais de ácidos carboxílicos.
Na presença de oxigênio, o leucometileno converte-se em azul de metileno. Quando a
concentração de O2 zera porque o azul de metileno forneceu todo o oxigênio à glicose, temos a
transformação do azul de metileno novamente em leucometileno.

Equilíbrio químico presente no experimento “a garrafa azul”

Relação do experimento com conteúdos químicos:


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Durante a realização do experimento, podemos visualizar na prática vários conceitos químicos:


a) Solubilidade em água:
A solubilidade de uma substância em água depende de diversos fatores, como composição
química e o tipo de força intermolecular que a molécula realiza.
● O hidróxido de sódio é solúvel em água porque é uma base inorgânica (formada por um metal
e uma hidroxila);
● A glicose é bastante solúvel em água por apresentar hidroxilas, que interagem com as moléculas
de água por meio de ligações de hidrogênio.

Fórmula estrutural da glicose

b) Processo exotérmico
Quando o hidróxido de sódio dissolve-se em água, ele libera uma certa quantidade de calor.
c) Catalisadores
Os catalisados diminuem a energia de ativação de um processo químico, aumentando a
velocidade da reação. No experimento foram utilizados dois catalisadores:
● Hidróxido de sódio
● Azul de metileno
Se não utilizarmos essas substâncias, não haverá alteração de cor no experimento.
d) Deslocamento de equilíbrio químico
Quando um sistema em equilíbrio é perturbado (recebe uma quantidade maior de uma
substância ou sofre ação da pressão e temperatura), ele busca, logo em seguida, voltar a
situação de equilíbrio.
No experimento, perturbamos o equilíbrio quando realizamos a agitação da garrafa,
favorecendo um aumento da concentração de oxigênio dissolvido na água.
e) Redução e oxidação de compostos orgânicos
Durante o experimento, a molécula de glicose recebeu oxigênio, o que resultou na
transformação do grupo carbonila em um grupo carboxila, caracterizando uma reação de
oxidação. Já a reação de redução ocorreu entre o azul de metileno e o leucometileno.
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Samuel Santos de Jesus


Priscila Barboza

Atividade experimental: spot test – reação de amido com iodo

Objetivo:
Identificar a presença de amido como adulterante no leite e presença de
solução de iodo como adulterante no uísque

Introdução
A Química dos alimentos é uma ciência que estuda as propriedades
físicas, químicas e biológicas dos alimentos. Essa ciência esta pautada no
estudo das “propriedades físicas, químicas e biológicas e de suas relações com
estabilidade, custo, processamento, segurança, valor nutricional, salubridade e
conveniência. Com o auxílio dessa ciência podemos identificar possíveis
adulterações em alguns alimentos ou bebidas, o foco desse trabalho é identificar
possíveis adulterações no leite, comumente adulterado com amido e no uísque
que pode ter sua coloração adulterada com adição de iodo para dá uma
impressão de tempo de produção maior do que o tempo real de produzido,
agregando assim maior valor a bebida que comumente é mais cara quando tem
um tempo maior de produzido. Alguns produtores de leite costumam adulterar
seus produtos adicionando água. Sendo assim, o produto estaria mais diluído ou
como algumas pessoas dizem, com um aspecto “ralo”. Para disfarçar a diluição,
o leite diluído é adulterado também com amido de milho. Então, um consumidor
ao comprar um leite adulterado desta maneira estaria pagando por uma
quantidade de produto menor do que a quantidade indicada pela embalagem.
Se for adicionada uma solução alcoólica de iodo ao amido, aparece uma
das seguintes cores: roxo, azul ou verde. O amido é um polímero de glicose e
as moléculas do polímero interagem com o iodo presente na solução. O sistema
resultante da interação polímero-iodo é o responsável por uma dessas cores:
roxo, azul ou verde. Sendo assim, esse pode ser um teste para identificar amido.
Um consumidor pode identificar se o leite comprado em algum estabelecimento
foi adulterado com amido adicionando algumas gotas de tintura de iodo,
comprado em farmácias, a uma pequena quantidade do leite comprado. Se este
após a adição do iodo e agitação tornar-se roxo, azul ou verde, provavelmente o
produto contém amido como adulterante.
Este experimento é um a simulação da diluição e adulteração do leite com
amido e a identificação deste adulterante usando tintura de iodo.

Materiais e reagentes

• Solução diluída de iodo (10ml)


• Agua da torneira
• Amostra de leite(20ml)
• Maisena(50g)
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• Uísque (20ml)
• 2 conta gotas (ou seringas de 5 ml sem agulha)
• 4 copos descartáveis (50ml para café)
• 2 metades de pão de sal comum
• Caixa de palitos de madeira (palito de dente)
• Espátula

Procedimentos experimentais

Procedimento 1- identificando amido em leite

Separe dois copos descartáveis e identifique-os com os números 1 e 2, adicione


10 ml de leite em cada um deles no copo 2 adicione 10 ml de agua e uma
pequena quantidade de maizena (ponta de espátula) misturar bem (simulando a
adulteração) e em seguida adicione com o auxílio do conta gotas, 3 gotas de
solução de iodo em cada um dos copos e observe a coloração de cada um deles

Procedimento 1- identificando presença de iodo em uísque

Separe dois copos descartáveis e identifique-os com os números 1 e 2, adicione 10 ml


de uísque em cada um deles, no copo 2 adicione 3 gotas de solução de iodo (simulando
a bebida adulterada). Em seguida molhe um palito de madeira na solução do copo 1 em
seguida enxugue-o no pão, com outro palito e a outra metade de pão repita o
procedimento com a solução do copo 2, observe as colorações

Orientações ao professor
Esse trabalho experimental deve ser aplicado a alunos que tenham
conhecimento básico em reações de oxido redução (2ºano) os resíduos sólidos
e líquidos gerados podem ser misturados com areia e destinada a um aterro
sanitário.

Referências

Adulteração do leite com adição de água por fornecedores de um laticínio do


município de Conceição do Araguaia, estado do Pará, Brasil
H. O. Silva, C. E. G. Aguilar, G. A. M. Rossi, A. M. C. Vidal

NELSON David. L; COX, Michael. L. Princípios de Bioquímica de LEHNINGER.


5ª edição. São Paulo: SARVIER, 2011.

MORAIS, Karine; ANDRADE, Brenda; BALBINO, Mirelly. Experimentação com


carboidratos. Rio de Janeiro, 2012.
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Daniela Mendes Bahia


Rosemeire Silva de Paiva Santos

Atividade experimental: spot test – Oxidação do álcool


Objetivo:
Oxidar o etanol e observar as mudanças ocorridas.

Introdução

Quando uma pessoa ingere bebidas alcoólicas, o álcool passa


rapidamente para a corrente sanguínea, pela qual é levado para todas as partes
do corpo. Esse processo de passagem do álcool do estômago/intestino para o
sangue leva aproximadamente 20 a 30 minutos, dependendo de uma série de
fatores, como peso corporal, capacidade de absorção do sistema digestivo e
gradação alcoólica da bebida. A consequência é a intoxicação, que varia de uma
leve euforia (a pessoa fica alegre) até estados mais adiantados de estupor
alcoólico. Como resultado, a capacidade da pessoa para conduzir veículos é
altamente comprometida, tendo em vista que a intoxicação afeta a coordenação
motora e a rapidez dos reflexos.
De acordo com a legislação brasileira em vigor, uma pessoa está
incapacitada para dirigir com segurança se tiver uma concentração de álcool no
sangue superior a 0,8 g/L. O que significa isso? Um homem de porte médio tem
um volume sanguíneo de aproximadamente cinco litros. Então, esse teor de 0,8
g/L de sangue corresponde a cerca de 5 mL de álcool puro como limite máximo
permitido. Isso corresponde a um copo pequeno de cerveja ou a uma terça parte
de uma dose de uísque, considerando a primeira como tendo um teor alcoólico
de 32 g/L e o último, 320 g/L. No entanto, pode-se beber um pouco mais do que
isso e ainda estar dentro do limite legal, tendo em vista que vários mecanismos
no sangue encarregam-se de eliminar do organismo a substância tóxica. Entre
os principais sistemas de que o organismo dispõe para purificar o sangue estão:

(1) A eliminação, nos pulmões, pelo ar alveolar.

(2) A eliminação pelo sistema urinário.

(3) A metabolização de etanol, principalmente no fígado.


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A Química dos Bafômetros


Oxidar o etanol não parece ser uma atividade comum em nosso dia-a dia,
mas e justamente através desta reação química que e possível realizar uma
operação policial muito importante no trafego rodoviário a identificação e
retenção de motoristas alcoolizados. Pesquisas apontam para os acidentes de
transito como o principal causador da morte precoce ate os 40 anos, em todo
mundo. Em nosso país estima-se que na metade das ocorrências fatais ha
presença de etanol no sangue das vitimas, e os principais envolvidos são jovens
de 21 a 30 anos principalmente do sexo masculino.
Os bafômetros mais simples são descartáveis e consistem em pequenos
tubos contendo uma mistura sólida de solução aquosa de dicromato de potássio
e sílica, umedecida com ácido sulfúrico. A detecção da embriaguez por esse
instrumento é visual, pois a reação que ocorre é a oxidação de álcool a aldeído
e a redução do cromo (VI) do dicromato a cromo (III), ou mesmo a cromo (II). A
coloração inicial é amarelo alaranjado, devido ao dicromato, e a final é verde
azulada, visto que o cromo (III) verde e o cromo (II) azul. Estes bafômetros
portáteis são preparados e calibrados apenas para indicar se a pessoa está
abaixo ou acima do limite legal, tratando assim apenas de um teste quantitativo.
As equações que representam a reação química do bafômetro portátil estão
abaixo:

Equação completa:
K2Cr2O7(aq) + 4H2SO4(aq) + 3CH3CH2OH(g) → Cr2(SO4)3(aq) + 7H2O(l) + 3CH3CHO(g) + K2SO4(aq)

alaranjado incolor verde incolor

Equação na forma iônica:


Cr2O72-(aq) + 8H+(aq) + 3CH3CH2OH(g → 2Cr3+(aq) + 3CH3 CHO(g) +7H2 O(l)

Justificativa do experimento

A inserção de atividades experimentais na construção do saber dos


alunos é de extrema importância, pois traz questionamentos, construção de
argumentos e gera uma interação e comunicação ativa dos alunos no
desenvolvimento destas atividades. É interessante quando os resultados sejam
algo de conhecimento prévio pelos alunos, pois há uma inter-relação desses
conhecimentos científicos com o cotidiano, levando assim ao senso critico
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ocasionando a perguntas clássicas como: Por quê? Como acontece? Entre


outras.

A escola tem um papel fundamental na vida do aluno, então cabe a ela


colaborar com as campanhas de combate ao alcoolismo e para transformar esta
ação em conteúdo disciplinar de química, tem então a sugestão de mostrar o
funcionamento do bafômetro através da oxidação do etanol.

Materiais e reagentes
50g Dicromato de potássio(K2Cr2O7)
24mL Ácido sulfúrico concentrado(H2SO4)
50mL Água destilada(H20)
Álcool etílico(C2H6O)
Perfume
Bequer100mL
Proveta 100mL
Placa de petri
Tesoura
Papel filtro

Parte experimental
Parte 1 - Preparo da solução de dicromato de potássio

Iniciar com o preparo da solução acida: Em um béquer coloque o


dicromato de potássio previamente pesado, em seguida dissolva em água
destilada e acrescente o ácido sulfúrico com bastante cuidado. Utilize a proveta
para medir. As quantidades estão indicadas na relação de materiais acima.

Parte 2 - Experimentação
1-Coloque na bancada três placas petri, cada uma contendo um pedaço de papel
filtro e devidamente identificado na placa como: água, perfume e álcool.
2- Umedecer o papel filtro com o seu respectivo reagente;
Exemplo: Papel filtro identificado com o nome agua, umedecer esse pedaço de
papel com água, e assim para os demais.
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3- Gotejar sobre todo o papel filtro umedecido com cada reagente, um pouco da
solução acida de dicromato de potássio;
4- Observar se haverá mudanças e anotar.
Fazer uma simulação de bafômetro da prática realizada, onde uma
proveta contendo álcool, representado um indivíduo e sua respiração, e um papel
toalha representando o bafômetro contendo algumas gotas da solução de
dicromato. O papel toalha foi posto na “boca” da proveta e em segundos notou-
se a mudança de coloração da solução de dicromato de potássio para verde
quando entrou em contato com o vapor do álcool.

Analise e discuta
1. Quais as mudanças ocorridas no experimento?
2. Escreva a reação de oxidação do alcool.
3. Faça um breve resumo do seu entendimento do experimento realizado.

Toxicologia

1.DICROMATO DE POTASSIO

Fórmula: K2Cr2O7
Peso molecular: 294,18 g/mol
Características: Sólido cristalino, cor de laranja, inodoro e solúvel em água

2. ÁCIDO SULFÚRICO

Fórmula: H2SO4
Peso Molecular: 98,08 g/mol
Características: liquido incolor a leve amarelado, odor inodoro e solúvel em água
e etanol (libera muito calor) Corrosivo. Causa severas queimaduras

3. ÁLCOOL ETÍLICO ABSOLUTO

Fórmula: C2H6O
Peso Molecular.: 46,07 g/mol
Sinônimo:Etanol
Caracteristicas:líquido incolor odor alcoólico, solúvel em água a qualquer
proporção. Miscível com a maioria dos solventes orgânicos.
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Instruções ao professor
A prática proposta pode ser aplica em sala de aula para o ensino médio,
porém de forma ilustrativa, para os alunos, ou seja, os mesmo sendo apenas
expectadores, já que a mesma faz uso de substâncias tóxicas que demanda um
cuidado em seu manuseio. Como é necessário retratar o principio ativo do
bafômetro, é necessário o uso das substancias dicromato de potássio e ácido
clorídrico, não sendo estes substituíveis neste caso por materiais do cotidiano.
A prática pode ser realizada pelo professor, com a observação dos alunos,
oferecendo a eles uma visualização mais próxima, ou através de vídeo, se o
professor desejar optar levando em consideração que o dicromato de potássio e
o ácido clorídrico devem ser manuseados em capela.

PRIMEIROS SOCORROS

Recomendação geral para os três compostos


• Se for inalado,
Levar a pessoa para o ar fresco
• No caso de contato com a pele
Despir imediatamente a roupa e os sapatos contaminados. Lavar com muita
água corrente. Transportar imediatamente paciente para um Hospital. Consultar
um médico.
• No caso de contato com os olhos
Lavar cuidadosamente com muita água, e consultar o médico.
• Se for engolido
NÃO provocar vómitos. Nunca dar nada pela boca a uma pessoa inconsciente.
Consultar um médico.

Considerações sobre tratamento e disposição


- Métodos de tratamento e disposição
- Produto: Seguir as normas locais do controle do meio ambiente.
- Embalagem: Devem ser eliminadas de acordo com as normas locais do
controle do meio ambiente

Explicação do experimento
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No perfume por possui álcool ao gotejar a solução de dicromato, houve a


mudança de coloração para verde. Em seguida foi realizado o mesmo processo
para a água a qual não houve mudanças e por fim no álcool que também houve
uma mudança de coloração para verde.

Referências
Braathen, P., C.; Química Nova na Escola. Hálito Culpado - O princípio químico
do bafômetro. Disponível em: <HTTP://qnesc.sbq.org.br>. Acesso em: 09 de
maio de 2018.

Bafômetro. Disponível em: <HTTP://www.portalsaofrancisco.com.br>. Acesso


em: 10 de maio de 2018.

Manual do bafômetro usado pela Polícia Rodoviária Federal e Enciclopédia


Britânica
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Leiliane Vieira Souza


Maísa Araujo de Cerqueira

Experimento: spot test - Detecção do amido em alimentos


Objetivo
Identificar em diversos alimentos a presença de amido a partir da tintura
do Iodo.
Introdução
Os carboidratos são as mais abundantes moléculas orgânicas na
natureza e são essas moléculas que reservam energia, primariamente, na
maioria dos organismos vivos. Os carboidratos podem ser do tipo:
Monossacarídeo, Dissacarídeo e Polissacarídeo. O monossacarídeo apresenta
apenas uma molécula de açúcar como a frutose, ribose e glicose. Os
Dissacarídeo são formados por dois açucares, ou seja, dois monossacarídeos
interligados covalentemente como exemplo temos a lactose, maltose e sacarose.
Já os Polissacarídeos são formados por muitos açucares como a celulose,
glicogênio e o amido.
O amido é um polímero (macromolécula) formado pela união de
moléculas de glicose. Há amidos de cadeias de diferentes tamanhos e
entrelaçamentos. É considerado um carboidrato do tipo polissacarídeo e é a
principal substância de reserva energética (de glicose) de plantas e algas. Dessa
forma, não o encontramos em alimentos de origem animal.
O amido presente nos alimentos pode ser muito prejudicial para algumas
pessoas, principalmente para diabéticos. Isso porque a substância vira glicose
quando absorvida pelo organismo. As pessoas que sofrem desta condição,
saber como identificar o amido nos alimentos é uma coisa muito importante.
A interação das cadeias que constituem o amido com iodo resulta numa
estrutura complexa instável de cor azul, que pode ser a mais intensa (quase
preta) ou menos intensa, dependendo da temperatura, da concentração de iodo
e da quantidade e do tamanho das cadeias.
Mas, quais alimentos em nosso cotidiano contêm amido? O experimento
que será feito irá ajudar a realizar essa identificação.

Materiais e Reagentes
Sal
Amido de Milho
Farinha de mandioca
Arroz cru
Arroz cozido
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Pão
Maça
Leite em pó
Macarrão
Maionese
Biscoito Integral
Tintura de Iodo 2%
Copos plásticos

Procedimento Experimental
1. Em cada recipiente (copos plástico), colocar uma pequena quantidade de cada
alimento (amostra);
2. Pingar algumas gotas da tintura de Iodo em cada um dos alimentos
escolhidos;
3. Observar a coloração de cada uma das amostras e registrar as observações.
4.Comparar os resultados com outras amostras.
Questões para discussão
1. Qual a coloração de cada alimento após a adição da tintura de Iodo?
2. Quais alimentos apresenta amido?
3.Com base na questão anterior de que maneira você concluiu que os alimentos
possuem amido?
4. Qual a importância de saber que em um determinado alimento possui ou não
amido?
5. Além desses alimentos testados você sabe quais outros apresenta amido em
sua constituição?

Referências Bibliográficas
Ser protagonista: química, 3º ano: ensino médio/ obra coletiva concebida,
desenvolvida e produzida por Edições SM; editor responsável Murilo Tissoni
Antunes. - 2. ed. - São Paulo: Edições SM, 2013.
Como identificar o amido nos alimentos? Disponível em:
<https://www.colegioweb.com.br/quimica/como-identificar-o-amido-nos-
alimentos.html>. Acessado em: 07/05/2018.
ARAGUAIA, Mariana. Detecção do amido em alimentos. Disponível em:
<https://www.scribd.com/doc/50651888/02-Experimento-de-Ciencias-I-
Verificando-a-presença-de-amido-nos-alimentos>.Acessado em: 07/05/2018.
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Informações Para o Docente


Justificativa
Utilizar um experimento simples de fácil execução e baixo custo utilizando
materiais alternativos para verificação e investigação da presença de Iodo em
alguns alimentos.
Momento experimental
Este experimento pode ser utilizado para introduzir a explicação acerca
de carboidratos, questionando aos alunos e pedindo para que eles opinem o
porquê das diferentes cores em determinados alimentos e posteriormente
desenvolver o conteúdo. A discussão, também, pode ser feita paralelo a
experimentação, em que o docente pode ir demonstrando a cor que o iodo forma
em determinado alimento e explicando o conteúdo, e assim o discente entenderá
que a experimentação não é algo dissociado da teoria. O experimento também
pode ser utilizado ao final do conteúdo para que os alunos possam fazer a
investigação de “onde está o amido?” e fazer suas próprias observações no
caderno.

Tabela de Toxicidade
Toxicidade do Iodo
- Toxicidade aguda DL50 (oral,rato): 14000 mg/kg –
Outras informações toxicológicas:
Após a inalação: irritação das vias respiratórias.
Depois do contato com a pele: ligeira irritação.
Depois do contato com os olhos: ligeira irritação.
Após a ingestão: sabor metálico, diarréia, febre e colapso.

Resíduos, Tratamento e Descarte


Os resíduos gerados neste experimento podem ser descartados no lixo comum.
Os copos plásticos devem ser encaminhados para a reciclagem.

Anexo
Colorações Obtida em Diferentes Alimentos
Farinha de Mandioca e Maionese Biscoito Integral e Macarrão
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Pão e Amido de Milho Arroz Cru e Arroz Cozido

Leite em pó, sal e maçã