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EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) MINISTRO (A) DO SUPERIOR

TRIBUNAL DE JUSTICA MINISTRA NANCY ANDRIGHI MEMBRO DA


CORTE ESPECIAL.

Ref.: AP 888/(2015/0238241-3-DF)

ANTONIO JOAQUIM MORAES RODRIGUE S NETO, por seus


advogados, vem a presença de Vossa Exa., com o devido respeito e acatamento,
considerando a natural limitação de tempo reservado à sustentação oral e os
termos do voto do eminente Ministro Relator, esclarecer questões de fato
relevantes para o julgamento.

1. Antônio Joaquim Moraes Rodrigues Neto, em Ação Penal Movida pelo


Ministério Publico Federal, figura como Réu, pela suposta pratica de crimes de
danos à floresta em área de preservação permanente, e de dano direto e indireto à
Unidade de Conservação e de impedir ou dificultar a regeneração natural de
floresta e demais formas de vegetação,

2. Antes de adentrar ao objeto da causação, necessário se faz informar que a


propriedade do acusado Antônio Joaquim Moraes Rodrigues Neto, denominada
Rancho T, possui duas áreas distintas sendo uma na parte baixa (plana) da Serra
das Araras e outra área na parte superior da Serra das Araras, e que entre as duas
prioridades encontra-se a propriedade do Senhor Alonso Alves Pereira,
propriedade esta que esta encravada no meio das duas áreas do acusado.

3. Para acessar a parte superior de sua propriedade na Serra das Araras, o acusado
tem como meio de acesso estrada de servidão de passagem dentro das terras de
seus vizinho Sr. Alonso Alves Pereira e seu filho Alonso Alves Filho, ocorre
que, com a compra, o acusado fez jus ao direito de passagem na servidão de
passagem que já era direito adquirido desde de tempos remotos, com a aquisição
da área na parte superior da Serra foi necessário o transito e a utilização da citada
estrada de acesso (servidão de passagem) dentro da área de seu vizinho.

4. tudo corria bem até que em meados de 2012, o vizinho resolveu impedir a
passagem do acusado pelas suas terras, trancando a estrada com cadeado e não
mais permitindo que o acusado ou seus funcionários utilizassem a estrada, com a
atitude do vizinho a lhe prejudicar e a lhe impedir acesso ao outro lado de sua
propriedade, o acusado então buscou resguarda seus direitos invocando o Poder
Judiciário, com AÇÃO DE SERVIDÃO DE PASSAGEM, processo de nº
14538-80.2012.811.0002, Cód. 294424, em trâmite na 2ª vara Cível da Comarca
de Várzea Grande-MT, que, em sede de decisão liminar foi garantiu ao acusado
o direito de transitar pela estrada para acessar a parte superior da Serra, onde se
localiza parte de sua área.

5. Em posse da liminar proferida no processo, o acusado então, ao transitar pela


estrada citada precedeu que a mesma estava em estado lastimável, sendo
impossível transitar com segurança por ela, determinou a manutenção da citada
estrada apenas e tão somente para prevenir erosões e embarcamentos ocorridos
com a quantidade exageradas de chuvas na região, o Senhor Alonso Alves
Pereira e seu Filho Alonso Alves Filho enfurecido e descontentes com a decisão
da justiça ,então decidiu realizar uma campanha de perseguição ao acusado,
denunciando a limpeza da estrada com se fosse a construção de uma estrada, e a
captação de água como se fosse ilegal, desse modo levando a erro os Peritos da
Politec-MT e também fiscais da SEMA-MT.

6. È importante esclarecer que a estrada que liga as duas propriedade do acusado


passando pela propriedade do denunciante e seu filho, já existia há mais de 40
anos, e que isto foi constatado pelos Técnicos da SEMA_MT, que em
inspeção local puderam constatar através de consultas de imagem feita pelo
SATÉLITE SPORT, DATADA DE 16/07/2007, que já naquele ano foi
possível a visualização da estrada citada nos Laudos da POLITEC, como
sendo de construção atual. Ademais a citada estrada foi construída muito antes
da criação da APA da Serra das Araras em Nossa Senhora do Livramento-MT,
que é datada de 21 de Janeiro de 1998.
7. O acusado procedeu apenas e tão somente a limpeza e a manutenção da citada
estrada que já havia sido construída há mais de 40 anos e serve até os dias atuais
para acesso do acusado à parte alta de sua s terras, sem ter feito qualquer corte de
arvores ou realizado quaisquer desmatamentos, foi feita a contenção das erosões
existentes na estrada, a limpeza da vegetação baixa , tais como matos e pragas
que invadiam a estrada de forma manual.

8. Também que devido á notificação 0031D de 28/11/2016, o acusado


apresentou PLANO DE Recuperação de área Degradada (PRAD), em uma área
de 0,144 hectares em APP, atendendo ofício de nº 615/CFFF/SUF/SEMA/2016,
em decisão administrativa de nº 1841/SUNOR/SEMA/2015, referente ao auto de
infração de nº 138540, em área apontada como degradada pelo fato de ter sido
realizado , como já dito, limpeza superficial de arbustos de pequeno porte, para
passagem dos canos de captação de agua, devidamente licenciada como já
demostrado nos documentos juntados, e também pelo fato da realização da
limpeza na estrada, PRAD este que foi protocolado no dia 14 de Dezembro de
2016, Junto à SEMA-MT, e esta a pleno andamento.

9. Também é necessário esclarecer que, no que tange à captação de água


realizada para atender necessidades do rebanho do acusado que se encontra na
parte inferior de sua área, todo o procedimento de captação foi realizado com a
devida autorização e licença dos órgãos ambientais (cópias juntadas ao processo).

10. Os dois pontos apontados pelo Laudo pericial da POLITEC de mato Grosso,
de nº 02-08.1251/2013, SE MOSTRA FALHO E INCONCLUSIVO, devido ao
fato de apontar somente de forma genérica, a supressão de vegetação, não
especificando que tipo e altura de vegetação foi suprimida ou em que quantidade,
sendo que sequer foi apontado o dano sofrido pela floresta, isso ocorreu
simplesmente pelo fato de que não foi derrubada sequer uma arvore.

11. Antônio Joaquim M. Neto, nunca determinou corte de arvores, construção de


estradas ou remoção de terras dentro da área de APP citada, somente determinou
a limpeza e a manutenção da estrada que já existia há décadas, para a limpeza foi
utilizadas ferramentas manuais, na retiradas de pragas baixas e a remoção de
entulho de folhas.

12. Antônio Joaquim, além de manter sua propriedade de forma regular junto aos
Órgãos da Secretaria de Agricultura e Pecuária e junto aos órgão de fiscalização
ambiental, juntou nos autos para comprovação, todos os documentos
relacionados á regularidade de sua propriedade.

13. Por tudo quanto foi exposto na Defesa Preliminar, e é agora destacado no
presente memorial, impõe-se a absolvição de Antônio Joaquim m Moraes
Rodrigues Neto pelo crime de danos á Floresta em área de preservação
permanente, de dano direto e indireto à unidade de Conservação e de impedir ou
dificultar a regeneração natural de floresta e demais formas de vegetação, incurso
nos artigos 38,40 e 48 da Lei 9.605/98, na forma do artigo 70 do Código Penal.

De Cuiabá para Brasília, aos 24 de Abril de 2018.

JOSÉ ANTONIO ROSA OAB/MT: 5.493

LUCIANO ROSA DA SILVA OAB/MT: 7.860