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Matéria: Direito Administrativo Professor: Jonatas Albino do Nascimento
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Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 APRESENTAÇÃO

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00

APRESENTAÇÃO

Olá, pessoal!

É

curso de Direito

Administrativo para Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil – Teoria e Questões no Exponencial Concursos.

com

imensa

satisfação

que

lançamos

o

Vamos nos apresentar!

Meu nome é Jonatas Albino, sou Agente Fiscal de Rendas do Estado de São Paulo (ICMS/SP), professor do Exponencial Concursos e de cursinhos preparatórios presenciais em Marília, São Paulo.

Caso esse seja nosso primeiro contato, faço uma breve apresentação sobre a mim para que nos conheçamos melhor.

Minha vida de concurseiro começou logo cedo, quando decidi que queria ser Oficial de carreira do Exército Brasileiro. Era o ano de 2005 e morava em Boa Vista-RR. Por não ter confiança nos cursos preparatórios lá disponíveis, encarei a preparação por conta própria por meio de uma boa bibliografia e muitas horas de estudos. A receita era boa e o resultado apareceu: 14º colocado para a Escola Preparatória de Cadetes do Exército, 1º colocado no vestibular para Ciências da Computação na UFRR e 1º colocado para a Escola de Especialistas da Aeronáutica.

Passados aproximadamente 8 anos no Exército Brasileiro, já como 1º tenente, decidi que queria uma carreira diferente, apontando meus esforços para a área fiscal. Mais uma vez, agora pela impossibilidade de conciliar aulas presenciais com a rotina exaustiva na caserna, optei pela tática já antes utilizada: bom material e muitas horas de estudo. O resultado veio relativamente rápido: após um ano e meio de preparação fui aprovado para o concurso para a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, vulgarmente conhecido como ICMS-SP, onde estou até hoje, mais precisamente na cidade de Marília, como dito anteriormente.

Vamos fazer uma passagem pela metodologia do curso!

O curso será composto por 19 aulas (contando com a demonstrativa), cuja divulgação obedecerá ao cronograma da página 4. A estrutura das aulas será assim:

cronograma da página 4. A estrutura das aulas será assim: Teoria Caro aluno, o melhor material

Teoria

Caro aluno, o melhor material para concursos não é o mais extenso, mas o que te faça aprender corretamente e de forma rápida. Vale lembrar que o foco é passar na prova e não se formar em direito, ok? Com esse foco, nosso curso será extremamente objetivo, ensinando tudo o que você precisa

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 saber,

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saber, sem doutrinas e divagações desnecessárias. A ideia é valorizar o seu tempo.

Por isso, vamos apresentar diversos esquemas, fluxogramas, tabelas comparativas, pequenos resumos, sublinhados, entre outras ferramentas para potencializar seu aprendizado.

Aqui vamos explicar uma coisa: vamos preparar o curso de forma que

os

possam fazer uma leitura dinâmica de forma que seja suficiente para resgatar o conhecimento do assunto objeto da leitura, permitindo as revisões mais rápidas após a leitura inicial do curso.

destaques, as cores, os negritos e os sublinhados sirvam para que vocês

, os negritos e os sublinhados sirvam para que vocês Questões do concurso (ESAF), mas utilizaremos
, os negritos e os sublinhados sirvam para que vocês Questões do concurso (ESAF), mas utilizaremos

Questões

do concurso

(ESAF), mas utilizaremos também questões de outras bancas (FCC, FVG, CESPE, entre outras) quando forem importantes para a fixação dos conceitos.

Procuraremos também extrair o máximo de conhecimento de cada questão resolvida, assinalando o item incorreto.

Aqui gostaria de detalhar alguns pontos importante:

Iremos colocar questões também na parte teórica para quebrar um pouco o ritmo, aumentar a dinâmica do estudo e também para ajudar na fixação do conteúdo.

Vamos colocar as questões com o gabarito no final sem os comentários para facilitar no treinamento.

Quando tivermos algum assunto que ainda não foi cobrado em provas anteriores (ou que tenha sido pouco cobrado) criaremos algumas questões no estilo da banca para que vocês não sejam pegos desprevenidos.

Nos comentários iniciais das aulas vamos conversar com vocês dando várias dicas, principalmente sobre técnicas de estudo. E para iniciar, lá vai a dica inicial: planejamento!

Por isso, principalmente se você ainda está conhecendo o “mundo dos concursos”, considere ser conduzido por um dos coachs do Exponencial.

Faremos MUITAS questões,

principalmente

da

banca

Faremos MUITAS questões, principalmente da banca Aproveito para convidar você para curtir minha página no

Aproveito para convidar você para curtir minha página no Instagram, por onde mantenho contato com meus alunos.

Prof_Jonatas_Albino

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 Aula

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00

comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 Aula Conteúdo 00 CONCEITOS INTRODUTÓRIOS

Aula

Conteúdo

00

CONCEITOS INTRODUTÓRIOS

 

01

PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

 

02

ORGANIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

 

03

REFORMA ADMINISTRATIVA

 

04

PODERES ADMINISTRATIVOS

 

05

ATOS ADMINISTRATIVOS

 

06

AGENTES PÚBLICOS

 

07

DIREITOS DOS SERVIDORES PUBLICOS

 

08

AGENTES

PÚBLICOS,

REGIME

DISCIPLINAR

E

IMPROBIDADE

ADMINISTRATIVA

 

09

CONSTRATOS ADMINISTRATIVOS

 

10

LICITAÇÕES – PARTE 01

 

11

LICITAÇÕES – PARTE 02

 

12

BENS PÚBLICOS E LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO

 

13

RESPONSABILIDADE DO ESTADO

 

14

CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

 

15

INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE

 

16

PROCESSO ADMINISTRATIVO

 

17

SERVIÇOS PÚBLICOS

 

18

ÉTICA DO SERVIDOR, SISTEMA DE GESTÃO DE ÉTICA NO PODER EXECUTIVO FEDERAL E CONFLITO DE INTERESSES NO SERVIÇO PÚBLICO

*Confira

o

cronograma

de

liberação

das

aulas

no

site

do

Exponencial Concursos, na página do curso.

Durante o curso, estabeleceremos contato por meio do Fórum, onde serão trabalhadas as dúvidas.

Vamos em frente!

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 CONCEITOS

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00

CONCEITOS INTRODUTÓRIOS

Sumário

1 - Conceitos Introdutórios

6

1.1

– Estado e Governo

6

1.2

– Formas de Estado

8

1.3

Formação dos Estados

12

1.4

– Formas de Governo

13

1.5

Poderes do Estado

13

1.6 – Sistema de governo

15

1.7 – Sistema

Administrativo

16

2 – Direito Administrativo

19

2.1

Conceito

19

2.2 – Critérios de definição do direito administrativo

22

2.3 – Fontes do Direito Administrativo

25

3 – Administração Pública

27

3.1 – Administração Pùblica no sentido Amplo e Estrito

27

3.2 – Princípio da Autotutela e Sindicalidade

27

3.3 – Administração Pública Subjetiva e Objetiva

29

3.4 – Atividades tipicamente administrativas

30

4 – Questões Comentadas

32

4.1-

ESAF

32

4.2-

FCC

40

4.3-

FGV

42

4.4-

CESPE

43

4.5-

Outras Bancas

51

5 – Lista de exercícios

54

4.1-

ESAF

54

4.2-

FCC

58

4.4-

CESPE

59

6 – Gabarito

65

7 – Referencial Bibliográfico

67

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 1

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1 - Conceitos Introdutórios

1.1 – Estado e Governo

O ser humano é um ser social, que precisa conviver com outros seres da mesma espécie, e vive em sociedade. O desejo é que a convivência entre todos seja harmônica e para que isso ocorra é necessário o estabelecimento de regras de convivência. Porém, essas regras requerem o emprego de recursos humanos e materiais para serem cumpridas.

O conceito de Estado está diretamente ligado ao descrito acima. As pessoas de um determinado território estabelecem regras que serão cumpridas por todos por meio de um determinado governo.

Podemos entender Estado (letra maiúscula) como sendo a pessoa jurídica de direito público externo que organiza através de um governo soberano seu povo em um determinado território.

Pessoa Jurídica de Direito Público Externo: O Estado tem personalidade jurídica, logo pode ser sujeito de direitos e obrigações. Essa personalidade se manifesta inclusive na relação com outros Estados e, por isso, o Estado caracteriza-se por ser de Direito Público Externo.

Como pudemos perceber há três elementos na definição de Estado:

Governo Soberano: Conjunto de órgãos com funções definidas pela

Constituição Federal para a realização de atividades políticas que correspondem a definição da estrutura do próprio Estado e das políticas públicas.

Povo: São todos os habitantes nacionais do país. Notem que aqui

estão excluídos os estrangeiros que porventura lá se encontrem.

Território: É a região onde aquele Estado atua de forma soberana. É a

delimitação física do Estado

Estado

forma soberana. É a delimitação física do Estado Estado território PJ direito público externo povo governo

território

PJ direito público externo

povo

governo

soberano

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 Uma

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Uma das principais características do Estado é sua soberania, que tem tanto efeitos internos quanto efeitos externos.

No plano interno, a soberania significa que dentro do terrório todos e tudo se submetem ao estabelecido pelo Estado. É aquela ideia “dentro da minha casa mando eu”! Só que no caso do Estado este “eu” é representado pelo Governo, que no regime democrático é eleito pelo povo, o verdadeiro detentor do poder.

Já no plano externo, a soberania se verifica pela capacidade de um

Estado se manifestar em pé de igualdade (isonomia horizontal) frente a outros Estado soberanos, ou seja, deter personalidade jurídica também no plano internacional.

“Professor, essa soberania é absoluta?”. Pessoal, muito cuidado com

Há situações nas

quais essa soberania pode ser relativizada, por exemplo por meio de tratados internacionais. Outro exemplo interessante é a sede das embaixadas que, apesar de estarem em solo brasileiro, são consideradas território do país estrangeiro.

Mas onde está escrito o funcionamento deste governo? Bem, a estrutura do Estado é geralmente definida na Constituição do país que, sendo a principal lei, é responsável por definir como será o Estado, a forma de instituição de seus governantes, as garantias individuais e deveres dos cidadãos, os princípios da administração pública, as funções dos principais órgãos do governo, etc.

O Estado pode, através do seu Governo, atuar de forma mais ou menos

efetiva na sociedade e na economia. Quando temos um Estado não intervencionista (tese defendida por Adam Smith), estamos diante do Estado Liberal no qual a ideia central seria a de que o Estado deveria intervir pouco ou mesmo não intervir, principalmente na economia, onde a iniciativa privada

teria maior capacidade e dinamismo.

O Estado Liberal veio como reação ao Estado Absolutista, onde o

monarca detinha imenso poder e atuava fortemente em todos os setores, inclusive no empresarial.

questões que usem palavras absoluta, sempre, nunca

A verdade é que os dois modelos se mostraram ineficazes na

condução da sociedade. O Estado Absolutista, por concentrar demais o poder na mão de poucos, acabou por gerar grande insatisfação no povo e nos grandes capitalistas da época, que se viam incapazes desenvolver a economia dado o alto intervencionismo do Estado.

Já o Estado Liberal possibilitou um grande desenvolvimento da área industrial. As economias cresceram, porém juntamente apareceram os efeitos colaterais. Os cidadãos se viram obrigados a trabalhar ganhando valores muito baixos e em condições, muitas vezes, degradantes. Com isso, o sentimento de insatisfação se espalhou pela sociedade.

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 A

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A resposta para tais anseios foi a criação do Estado de Bem-Estar

Social. Nesse modelo, o Estado atua de forma mais efetiva na garantia de direito básicos dos cidadãos. Os direitos trabalhistas foram ampliados e até mesmo obrigações positivas para o Estado surgiram. A ideia básica é: as pessoas podem ficar ricas através do seu trabalho, mas o Estado deve garantir um mínimo para os cidadãos através de políticas afirmativas. Um dos exemplos mais relevantes desse tipo de política no nosso país é o Programa Bolsa Família.

Notem que para o Estado implementar tais políticas são necessários recursos que vem principalmente do pagamento de tributos pelas empresas e pelas famílias de maior renda, ocorrendo assim uma política redistributiva de renda.

1.2 – Formas de Estado

Todo estado soberano tem autonomia para definir sua estrutura, políticas públicas, etc. Esta prerrogativa é chamada de poder

leis,

político.

A forma de Estado está relacionada com a repartição (ou não) do

poder político. Caso o Estado tenha apenas um poder político, estaremos diante de um estado unitário (dizemos que há centralização política). Se tivermos mais de um poder politico, teremos um Estado federado, também chamado de complexo ou composto. Nesse caso ocorre a chamada descentralização politica.

Estado Unitário

Apenas
Apenas
um centralização política Poder político Estado Federado (complexo ou composto) Mais do que um
um
centralização política
Poder
político
Estado Federado
(complexo ou composto)
Mais do
que um
Descentralização política

Entendam que, mesmo no Estado federado, há uma entidade central detentora do poder em questões notadamente de interesse nacional. Este ente é responsável também por representar o país no plano internacional. No caso do Brasil este papel é desempenhado pela União

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 Tomando

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Tomando como exemplo nosso país, verificamos que há quatro níveis na divisão do poder político, os chamados entes políticos de direito público interno (pois não detém personalidade jurídica no plano internacional), que são: União, Estados, Municípios e Distrito Federal (§ único, art 1º, CF/88), todos autônomos (sem qualquer hierarquia entre sí). Assim, nosso país é considerado um Estado federado. Os entes federados atuam de forma coordenada, através da delimitação de competências.

“Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

I - a soberania;

II - a cidadania

III - a dignidade da pessoa humana;

IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;

V - o pluralismo político.

Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.”

Podemos entender Estado Democrático de Direito como sendo o Estado (definido nos tópicos anteriores) onde reina a Democracia, governo do povo em que todos os cidadãos participam de forma isonômica na eleição dos governantes. Nesse Estado a lei (por isso “de Direito”) é aplicada a todos, inclusive ao próprio Estado e seus governantes (princípio do rule of law” ou “Império da Lei), servindo como garantia dos habitantes frente ao Estado.

Uma das principais decorrências do Estado de Direito é a presunção relativa (”juris tantum”) de legitimidade dos atos estatais. Por ser relativa, tal legitimidade pode ser questionada tanto na esfera administrativa como judicial.

Esse Estado Democrático de Direito é um contraponto ao Estado Absolutista, onde todo o poder fica na figura do soberano, cuja legitimidade tem geralmente origem divina.

A autonomia dos entes políticos se manifesta em três áreas distintas:

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 Autonomia

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Autonomia

Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 Autonomia Administrativa Política Financeira  Autonomia

Administrativa

Política

Financeira

Autonomia Política: O ente aqui define sua estrutura e regras (leis). O

principal diploma desses entes são as Constituições (Federal e Estaduais) e Leis Orgânicas do Município. Nessa área são definidas as políticas públicas, serviços públicos que serão prestados, etc. Aqui é realizado o planejamento, é

definido “onde se quer chegar”.

Autonomia Administrativa: O ente federativo executa suas atividades

para atingir seus objetivos definidos pelo Poder Político. Aqui estão por

exemplo as Secretarias de Fazendas dos Estados e dos Municípios, que implementam (executam) a política tributária.

Autonomia Financeira: Para se ter autonomia, obviamente, são

necessários recursos para que o ente possa atingir seus objetivos. Por isso, há

uma repartição de competências até mesmo na área tributária, que é a principal fonte de recursos dos entes políticos. Assim, o ente pode aumentar os tributos de sua competência ou reduzir suas despesar para manter seu equilíbrio financeiro. Pode também definir como será o seu orçamento.

Autonomia
Autonomia
• Financeira • Administrativa • Política
• Financeira
• Administrativa
• Política
• Autogoverno • Autoadministração • Auto-organização
• Autogoverno
• Autoadministração
• Auto-organização

emenda

constitucional, já que é considerada uma cláusula pétrea (CF, art. 60, §4º, III). Diante disso, não existe no Brasil o direito à secessão, em que um dos entes políticos poderia se retirar da federação para se tornar um Estado autônomo

A

forma

federativa

é

impossível

de

ser

abolida

por

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 É

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É importante entendermos que a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (CF/88) vincula TODOS os entes políticos. Na CF/88, são definidas, por exemplo, as competências de cada entidade política (artigos 21, 23 e 25 da CF/88) e as regras de iniciativa privativas do chefe do executivo (art 61, CF). Várias dessas regras, que a CF/88 define para os órgãos federais, são também de aplicação obrigatória pelas outras entidades políticas, de acordo com jurisprudência do STF.

As leis dos Estados e Municípios obviamente não podem contrariar a CF, sob pena de serem declaradas inconstitucionais.

Como dissemos, as questões nacionais no Brasil são tratadas pela União, que inclusive representa a República Federativa do Brasil no plano internacional. Notem que a União NÃO se confunde com a República, esta sim detentora de direito e deveres no plano internacional.

União

Representa, no plano internacional
Representa, no
plano internacional
República Detentora de direito e deveres no plano internacional
República
Detentora de
direito e deveres no
plano internacional

Outro ponto que merece nossa atenção é o conceito de Confederação, que se entende como sendo a uma associação de Estados soberanos, usualmente criada por meio de tratados, mas que pode eventualmente adotar uma constituição comum. A principal distinção entre uma confederação e uma federação é que, na Confederação, os Estados constituintes não abandonam a sua soberania, enquanto que na Federação a soberania é transferida para o Estado Federal.

Confederação Estados constituintes não abandonam sua Soberania
Confederação
Estados constituintes não
abandonam sua Soberania
Federação Soberania é transferida para o Estado Federal
Federação
Soberania é transferida para
o Estado Federal
Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 Existe

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Existe previsão na CF/88 de mais um ente: os Territórios Federais (§ 2º, art 18, CF/88) que, na verdade, segundo a doutrina majoritária devem ser tidos como autarquias federais, sem possibilidade de autogoverno e por isso sem autonomia política. Não existe hoje nenhum território no Brasil.

O conceito de autarquia será explicado em detalhes numa próxima aula, mas podemos adiantar que é uma pessoa jurídica de direito público que exerce atividades típica de Estado, com autonomia administrativa, mas sem autonomia política. Exemplo: Banco Central.

1.3 – Formação dos Estados

Dificilmente um Estado mantém sua forma desde sua criação. Muitas vezes temos um Estado Unitário que posteriormente se transforma em Federação ou o contrário.

Em um Estado Unitário, que abre mão de parcela de seu poder em

políticos, temos a criação de uma

federação por desagregação (ou movimento centrífugo, desagregador). Percebam que estes novos entes têm autonomia política, mas não soberania, que continua restrita à federação. Este foi o modelo adotado pelo

Brasil através da Constituição Federal de 1891.

No movimento inverso, no qual Estados soberanos abrem mão de sua soberania para se tornarem uma federação, temos a criação de uma federação por agregação (movimento centrípeto). Este modelo foi seguido nos Estados Unidos onde os Estados eram organizados em uma Confederação e abriram mão de sua autonomia para formar uma federação.

prol da criação

de outros entes

movimento centrífugo

Desagregação Formação de Estados
Desagregação
Formação
de Estados
Estado Unitário abre mão de parcela de seu poder em prol da criação de outros
Estado Unitário
abre mão de
parcela de seu
poder em prol da
criação de outros
entes políticos

novos entes têm autonomia política mas não soberania

Agregação Estados soberanos abrem mão de sua soberania para se tornarem uma federação
Agregação
Estados soberanos abrem mão
de sua soberania para se
tornarem uma federação

movimento centrípeto

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 1.4

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00

1.4 – Formas de Governo

Outro conceito importante é a forma de governo, que podemos definir como sendo a maneira como ocorre a instituição e a passagem do poder dentro da sociedade, bem como a relação entre governantes e governados.

Na república, os governantes são eleitos pelos cidadãos para exercer determinada função pública por tempo certo (eletividade). Logo, o poder (cujo detentor é o povo) é sempre exercido de forma temporária (temporalidade). Outra característica marcante é que o governante deve prestar contas dos seus atos, uma vez que no seu mandato está administrando o patrimônio de toda a sociedade.

Já na monarquia, o poder político é passado de forma hereditária. Podemos dizer também que não há uma clara divisão entre os bens públicos e os do governante. Logo, a prestação de contas por parte do governante acaba não ocorrendo ou não sendo efetiva. Como não há término previsto para o mandato, diz-se que este é vitalício.

MONARQUIA REPÚBLICA • Hereditariedade • Não há Prestação de Contas • Vitaliciedade • Eletividade •
MONARQUIA
REPÚBLICA
• Hereditariedade
• Não há Prestação de
Contas
• Vitaliciedade
• Eletividade
• Prestação de Contas
• Temporalidade

1.5 – Poderes do Estado

O Estado no seu dia a dia atua através dos seus “Poderes”. Estes

poderes representam uma divisão interna de funções, em que cada poder exerce predominantemente uma determinada função.

A divisão de poderes adotadas hoje é a definida por Montesquieu, que divide em três os poderes (funções) do Estado: Executivo, Legislativa e Judiciário.

O Poder Executivo realiza a atividade administrativa de forma

ampla, definindo as políticas públicas, garantindo a prestação de serviços públicos básicos e executando tarefas para que o país alcance seus objetivos.

Ao Poder Legislativo compete definir as leis que deverão ser obedecidas por todas (inclusive o próprio governo) para o desenvolvimento do país e manutenção do Estado de Direito. Outra função desse poder é a de fiscalizar o Poder Executivo.

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 Já

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Já o Poder Judiciário é responsável por julgar os litígios (função jurisdicional) que venham a surgir.

os litígios (função jurisdicional) que venham a surgir. Em suma, temos então as atividades típicas, precípuas,

Em suma, temos então as atividades típicas, precípuas, dos poderes:

Executivo

• Atividade administrativa
• Atividade
administrativa

Legislativo

• Definir as leis • Fiscalizar o Poder Executivo
• Definir as leis
• Fiscalizar o Poder
Executivo

Judiciário

• Julgar os litígios (função jurisdicional)
• Julgar os litígios
(função jurisdicional)

Deve-se salientar que a CF/88 adotou uma divisão flexível dos poderes, onde cada poder exerce, além das suas funções precípuas, outras funções atípicas.

Podemos citar como exemplo de funções atípicas que competem ao Senado Federal (órgão do Poder Legislativo) julgar (função precípua do Poder Judiciário) o Presidente nos crimes de responsabilidade.

atividades

administrativas no seu dia a dia, definindo processos de trabalho, realizando

seu dia a dia, definindo processos de trabalho, realizando O Poder Judiciário por seu turno também

O

Poder

Judiciário

por

seu

turno

também

realiza

atendimento ao cidadão etc.

O Poder Executivo exerce importantíssimo papel na função legislativa, inclusive sendo o proponente de medidas provisórias que podem entrar em vigor imediatamente (a depender de seu conteúdo), para só depois serem avaliadas pelo Congresso.

IMPORTANTE: Em nosso ordemento jurídico predomina a tese de que o Poder Executivo NÃO exerce
IMPORTANTE: Em nosso ordemento jurídico predomina a tese de que o
Poder Executivo NÃO exerce função jurisdicional. Há entretanto
administrativistas de renome (como Celso Antônio Bandeira de Melo) que
entendem que o Poder Executivo exerce jurisdição na esfera administrativa,
porém sem definitividade.

O princípio de divisão orgânica das funções de Estados possui status de cláusula pétrea constitucional (CF, art. 60, §4º), sendo portanto inviável qualquer medida no sentido de prejudicar sua estrutura.

“§ 4º - Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:

I - a forma federativa de Estado;

II - o voto direto, secreto, universal e periódico;

III - a separação dos Poderes;

IV - os direitos e garantias individuais.”

Professor Jonatas Albino do Nascimento

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Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 Importante

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Importante atentar para a expressão “tendente a abolir”, pois tendo sido submetido ao STF (Supremo Tribunal Federal Federal) se esta vedação englobaria qualquer tipo de alteração, a corte maior se pronunciou que apenas alterações que reduzissem o alcance das cláusulas pétreas estariam vedadas pela CF/88.

1.6 – Sistema de governo

Apesar dessa divisão funcional, os poderes interagem entre si de diversas formas. Podemos citar a prerrogativa da Câmara dos Deputados de autorizar, por 2/3 dos seus membros a instauração de processos contra o presidente, vice e ministros (artigo 1º, inciso I, da CF88). Há também a prerrogativa do Presidente de nomear os ministros do STF (inc XIII, art 84, CF) após aprovação do Senado, entre outros.

Especificamente entre o Poder Executivo e o Poder Legislativo, a

relação de dependência entre esses poderes é chamado de sistema de

governo, tendo como possíveis classificações o presidencialismo parlamentarismo.

No presidencialismo, o presidente acumula as funções de chefe de Estado (atuando inclusive no plano externo) e de chefe de Governo (administrando o Estado no plano interno). Há uma maior autonomia do chefe do Poder Executivo, que não depende do Poder Legislativo para se manter no cargo, uma vez seu poder vem direto do povo que o elegeu para ocupar o cargo por um período fixo. Essa autonomia também se verifica no congresso, que não pode ser dissolvido por ato unilateral do presidente.

Já no parlamentarismo, o presidente ou rei (no caso de uma monarquia) exerce apenas a chefia do Estado. A condução do Governo cabe ao Primeiro Ministro, que é eleito pelo Congresso. Nesse sistema há uma maior dependência entre os poderes. Os adeptos desse sistema colocam que, por ser o chefe de Governo eleito direto pelo Congresso, o Primeiro Ministro costuma ter um maior apoio do Poder Legislativo. Entretanto, caso esta relação com o Legislativo se deteriore, pode o Primeiro Ministro ser destituído diretamente pelo parlamento através da retirada do voto de confiança. Caso o presidente entenda que o parlamento já não representa o povo, pode também dissolvê-lo pelo mesmo instituto. Como se vê, há uma uma relação muito mais estreita entre esses dois poderes nesse sistema de governo.

Com a atuação desses poderes autônomos (mas não absolutos), procurou-se estabelecer um modelo chamado de “Sistema de Freios e Contrapesos”. Por meio desse sistema, um poder ajuda a garantir que o outro estará agindo dentro de suas competências, funcionando como um sistema de controle mútuo dos órgãos governamentais de igual ou

e

o

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 similar

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similar estatura política. A ideia é que o próprio Governo (em sentido amplo) ajude a manter o Governo na linha.

Outro ponto que merece atenção é que esta divisão é funcional, ou seja, cada poder possui atribuições específicas. Já tivemos questões que

buscaram enganar o candidato afirmando que o Poder foi divido poder num Estado Democrático de Direito vem do povo e é indivisível.

Ora, o

PARLAMENTARISMO PRESIDENCIALISMO • Presidente ou rei exerce apenas a chefia do Estado • A condução
PARLAMENTARISMO
PRESIDENCIALISMO
• Presidente ou rei exerce apenas a
chefia do Estado
• A condução do Governo cabe ao
Primeiro Ministro
• Presidente acumula as funções de
chefe de Estado e de chefe de
Governo
• Maior
dependência
entre
os
poderes
• Maior
autonomia
do
chefe
do
Poder Executivo
• Primeiro
Ministro
pode
ser
destituído diretamente pelo
parlamento através da retirada do
voto de confiança
• Não depende do Poder Legislativo
para se manter no cargo
• Poder vem direto do povo que o
• Caso o presidente entenda que o
parlamento já não representa o povo
pode também dissolvê-lo pelo
mesmo instituto
elegeu
para ocupar o cargo por
período fixo

1.7 – Sistema Administrativo

Sistema administrativo corresponde a forma como o Estado resolve seus litígios. Vamos ver abaixo 2 tipos de sistemas: o francês e o inglês.

No sistema francês, há uma divisão de competências entre o Poder Judiciário e o Poder Executivo em termos de coisa julgada (sem possibilidade de recurso). Na esfera administrativa, a Administração Pública julga definitivamente os litígios de sua competência (processos administrativos), não sendo permitido ao cidadão recorrer na esfera judiciária sobre tais litígios. Este sistema também é chamado também de contencioso administrativo ou de dualidade de jurisdição.

Já no sistema inglês, todos os litígios somente são definitivamente encerrados (coisa julgada, sem qualquer possibilidade de recurso) no Poder Judiciário. Este é o sistema adotado no Brasil, conforme podemos perceber na leitura do inc XXXV, art 5º da CF, que inclusive detém status de cláusula pétrea (CF, art. 60, §4º), sendo chamado de Princípio da Inafastabilidade da Jurisdição. Por esse princípio, TODOS os litígios podem (em algum momento) ser levados a apreciação do poder judiciário.

”XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito.”

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 Apesar

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Apesar das decisões no âmbito administrativo não serem dotadas de definitividade, há a figura da coisa julgada administrativa. Nessa situação, não há mais possibilidade de recursos na esfera administrativa, mantendo o particular o direito de se recorrer ao Poder Judiciário

Sistema Francês • ADM Púb. julga definitivamente os lítígios de sua competência (não é permitido
Sistema
Francês
• ADM Púb. julga definitivamente os lítígios de sua
competência (não é permitido ao cidadão recorrer na esfera
judiciária sobre tais litígios).
• É chamado também de contencioso administrativo ou de
dualidade de jurisdição.
Sistema
Inglês
• Somente são definitivamente encerrados (coisa julgada,
sem qualquer possibilidade de recurso) no Poder Judiciário.
• TODOS os litígios podem ser levados a apreciação do poder
judiciário.
• Princípio da Inafastabilidade da Jurisdição.
• Sistema adotado no Brasil.

Vamos resolver uma questão!

Sistema adotado no Brasil. Vamos resolver uma questão ! (CESPE - TCE-AC – 2009) Julgue o

(CESPE - TCE-AC – 2009) Julgue o item abaixo:

A Em face do princípio da indeclinabilidade da jurisdição (CF, art. 5º, inciso XXXV), não se admite a existência da chamada coisa julgada administrativa, uma vez que sempre é dado ao jurisdicionado recorrer ao Poder Judiciário contra ato da administração

Comentários:

Sabemos que a coisa julgada administrativa não tem caráter de definitividade mas de forma alguma podemos dizer que tal instituto não exista.

Gabarito: Errado.

Mais uma questão:

instituto não exista. Gabarito: Errado. Mais uma questão: (ESAF - SUSEP - Controle e Fiscalização -

(ESAF - SUSEP - Controle e Fiscalização - Atuária – 2006) O sistema adotado, no ordenamento jurídico brasileiro, de controle judicial de legalidade, dos atos da Administração Pública, é

a) o da chamada jurisdição única.

b) o do chamado contencioso administrativo.

c) o de que os atos de gestão estão excluídos da apreciação judicial.

d) o do necessário exaurimento das instâncias administrativas, para o exercício do controle jurisdicional.

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 e)

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e) o da justiça administrativa, excludente da judicial.

Comentários:

Como reza o princípio que acabamos de ver, de jurisdição única.

Gabarito: A.

O interessado pode, a qualquer tempo, entrar na justiça para discutir seu direito, ainda que esteja em curso um processo administrativo. Ocorre, entretanto, que algumas situações exigem por parte do interessado o esgotamento da via administrativa ou, pelo menos, que este tenha recorrido inicialmente a Administração Pública e tenha tido sua solicitação negada.

Vejamos essas situações:

Justiça Desportiva: Nesse caso o interessado tem que esgotar a via

administrativa para recorrer ao Poder Judiciário. Apesar da palavra “Justiça” ou “Jurisdição” Desportiva, estes órgãos têm natureza administrativa.

Ato/Omissão da APU que contrarie súmula vinculante. Conforme

colocado no §1º do art. 7º da Lei 11.417/2006: só poder ser objeto de reclamação ao STF após esgotada a via administrativa.

“Art. 7o Da decisão judicial ou do ato administrativo que contrariar enunciado de súmula vinculante, negar-lhe vigência ou aplicá-lo indevidamente caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal, sem prejuízo dos recursos ou outros meios admissíveis de impugnação.

§ 1o Contra omissão

ou

ato da administração pública, o uso

da

reclamação só administrativas.”

será

admitido

após

esgotamento

das

vias

Solicitação de Informação indeferida: Nesse caso, apenas após o

indeferimento da solicitação de informação na esfera administrativa que será legítima a propositura de habeas data.

Recurso administrativo de efeito suspensivo: Caso haja um recurso

com efeito suspensivo deferido, não cabe MS (mandado de segurança) conforme o inciso I do artigo 5º da Lei 12.016. Notem que esta restrição se refere exclusivamente ao MS.

Necessidade de esgotamento da via admnistrativa (ou recorrido inicialmente e solicitação negada) para acesso ao
Necessidade de esgotamento da via admnistrativa (ou recorrido
inicialmente e solicitação negada) para acesso ao judiciário
Ato/Omissão da APU
que contrarie
súmula vinculante
Solicitação de
Justiça
Informação
Desportiva
indeferida
Recurso
administrativo de
efeito suspensivo
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2 – Direito Administrativo

2.1 – Conceito

Há diversas definições de Direito Administrativo. Seguem:

“O ramo do Direito Público que disciplina a função administrativa e os órgãos que a exercem.” (Celso Antônio Bandeira de Melo)

“O ramo do direito público que tem por objeto os órgão, agentes e pessoas jurídicas administrativas que integram a Administração Pública, a atividade jurídica não contenciosa que exerce e os bens de que se utiliza para a consecução de seus fins, de natureza pública.” (Maria Sylvia Zanella Di Pietro)

“Conjunto harmônico de princípios jurídicos que regem os órgãos, os agentes e as atividades administrativas tendentes a realizar concreta, direta e imediatamente os fins desejados pelo Estado.” (Hely Lopes Meirelles)

Existem outras tantas definições (que são variações dessas) que poderíamos citar aqui. Vamos explicar um pouco:

Ramo do direito público: o direito público é aquele no qual um dos

pólos da relação é ocupada pela sociedade (por isso “público”). Em decorrência disso, temos que esta é uma relação na qual os interesses particulares se encontram em situação de desigualdade frente o interesse público (que possui prerrogativas). Por exemplo, uma pessoa que possua uma casa no trajeto de uma rodovia que será construída, poderá ter a sua propriedade desapropriada. É importante perceber o Estado também pode atuar em situações regidas predominantemente pelo direito privado. Um exemplo típico são os estabelecimentos de entidades da administração indireta com foco empresarial, como a Petrobrás. Nesse caso, o Estado estará em igualdade com os particulares.

Objeto: Os objetos do direito Adminstrativo são os seus operadores

(órgãos, agentes e entidades), os bens utilizados e a própria atividade administrativa.

Fins desejados pelo Estado: O Estado é o responsável por

representar a sociedade no âmbito do direito administrativo. Quando se fala em “Fins desejados pelo Estado” deve-se entender como os fins almejados pela sociedade (em princípio).

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 ISONOMIA

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00

ISONOMIA VERTICAL E HORIZONTAL: Alguém poderia questionar o fato da APU atuar em posição privilegiada em relação ao interesse do particular. Isso não representa uma violação ao princípio da igualdade? Ocorre que a isonomia possui dois aspectos: Vertical e Horizontal.

No aspecto vertical, devemos tratar de maneira diferente aqueles que se encontram em posições diferentes. Quando a APU quando atua nessa condição (em que predomina o regime de direito público), ela representa toda a coletividade e por isso deve sim estar em uma posição diferenciada.

Já no aspecto horizontal, temos que todos que se encontram na mesma posição devem ser tratados de forma isonômica. Isso ocorre nas relações entre particulares e até em relação a APU, mas nesse último caso apenas quando ela atua em situações regidas pelo direito privado.

É importante frisar que no âmbito do DA vigora o chamado regime jurídico-administrativo. Por tal regime devemos entender o conjunto de normas, princípios e demais fontes do DA que colocam a APU numa posição de privilegiada nas relações com os particulares (verticalidade). Nesse regime são definidas prerrogativas e restrições às quais a APU está sujeita. São dois os princípios basilares da APU: supremacia do interesse público e indisponibilidade do interesse público.

De acordo com o princípio da supremacia do interesse público, os interesses da APU correspondem aos interesses da coletividade. Devido a isso, podem ser adotadas medidas contrárias a vontade do particular, as chamadas prerrogativas. Podemos citar as cláusulas exorbitantes dos contratos administrativos, em que é lícito ao Estado retomar a execução de um determinado contrato com base no interesse público.

Já pelo princípio da indisponibilidade do interesse público, devemos entender que nenhum ente político, entidade administrativa, órgão ou agente público pode abrir mão de um bem da sociedade sem que isso esteja devidamente regulado por lei. Você, como futuro servidor público, não poderá deixar de exercer uma atividade plenamente vinculada, como a cobrança um tributo, pois este valor pertence ao Estado de forma imediata e ao povo de forma mediata. Este princípio, por suas características, acaba gerando restrições à atuação do Estado.

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 REGIME

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00

REGIME JURÍDICO-ADMINISTRATIVO Supremacia do interesse público Indisponibilidade do interesse público
REGIME JURÍDICO-ADMINISTRATIVO
Supremacia do
interesse público
Indisponibilidade
do interesse público
interesse público Indisponibilidade do interesse público Prerrogativas Restrições A doutrina classifica o

Prerrogativas

Indisponibilidade do interesse público Prerrogativas Restrições A doutrina classifica o interesse público em

Restrições

A doutrina classifica o interesse público em duas vertentes: interesse público primário e interesse público secundário. O interesse público primário se manifesta na garantia das necessidades básicas da coletividade (segurança, saúde, justiça, etc) através das atividades-fim do Estado, que configuram a administração pública externa ou extroversa. Já o interesse público secundário está relacionado às atividade-meio, nas quais o Estado procura assegurar seus próprios interesses (interesses individuais do Estado), maximizando as receitas e aumentando seu patrimônio, representando a administração pública interna ou introversa.

Notem que os dois tipos de interesse público são importantes, pois, para garantir o interesse público primário, são necessários recursos que só podem ser obtidos através da defesa dos interesses públicos secundários.

Interesse Público Primário Secundário Assegurar seus próprios Adm. Adm. Garantia das interesses Atividade
Interesse Público
Primário
Secundário
Assegurar
seus próprios
Adm.
Adm.
Garantia das
interesses
Atividade
pública
Atividade
pública
necessidades
(maximizar
-fim
externa ou
-meio
interna ou
básicas
receita e
extroversa
introversa
aumentar
patrimônio)
receita e extroversa introversa aumentar patrimônio) (ESAF - AUFC - Controle Externo/2006) O regime

(ESAF - AUFC - Controle Externo/2006) O regime jurídico-administrativo é entendido por toda a doutrina de Direito Administrativo como o conjunto de regras e princípios que norteiam a atuação da Administração Pública, de modo muito distinto das relações privadas. Assinale no rol abaixo qual a situação jurídica que não é submetida a este regime.

a) Contrato de locação de imóvel firmado com a Administração Pública.

b) Ato de nomeação de servidor público aprovado em concurso público.

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 c)

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00

c) Concessão de alvará de funcionamento para estabelecimento comercial pela

Prefeitura Municipal.

d) Decreto de utilidade pública de um imóvel para fins de desapropriação.

e) Aplicação de penalidade a fornecedor privado da Administração.

Comentários:

O Estado nas suas relações jurídicas costuma atuar sob o regime de direito público, logo numa relação desigualdade ante os interesses particulares. A única situação em que isso não ocorre é na alternativa A, pois no contrato de aluguel, é facultado ao particular celebrar ou não o contrato e nesse caso a Administração não se encontra (em princípio) numa situação privilegiada. Nas demais situações predominam as normas de direito público. Verifiquemos as demais opções:

(B) Os servidores públicos são regidos por um estatuto específico, diferentemente das empresas privadas. Notem que a banca colocou a expressão “servidor” exatamente para não haver confusão com os funcionários públicos (regidos pela Consolidação da Leis de Trabalho). Veremos essa matéria mais adiante.

(C) A concessão de alvará de funcionamento é o ato no qual a APU avalia se o

particular atendeu a todos os requisitos para receber o público de uma forma

adequada e segura, logo há nitidamente o predomínio do direito público.

(D) A desapropriação é um dos principais exemplos de aplicação do interesse

público, pois o particular, que é legitimamente proprietário de um imóvel,

pode através de tal instituto ser obrigado a ceder tal imóvel (mediante indenização) para o Estado.

(E) A APU tem que estar atuando em posição privilegiada, na relação com o

particular, para aplicar uma penalidade. Assim, predomina o direito público.

Gabarito: A.

2.2 – Critérios de definição do direito administrativo

A definição de direito administrativo varia de acordo com os critérios adotados (também chamados de escolas). Esses critérios podem ser adotados de forma isolada (utilizando um único critério, quando são chamados de unitários, unidimensionais ou simples) ou conjunta (quando mais de um critério são utilizados, chamados de pluridimensionais ou compostos)

São eles:

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 Critério

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Critério Legalista

Critério do Serviço Público

Escola da Relações Jurídicas

Critério

Critério da distinção entre atividade jurídica e social do Estado

Escola do Poder Executivo

Teleológico/Finalístico.

Critério

Critério da Administração Pública

Critério da Hierarquia Orgânica

Negativo/Residual

Vamos lá:

Critério Legalista: nesse conceito o DA (Direito Administrativo) é

responsável pelo estudo das normas administrativas, sem, entretanto, delimitar quais seriam essas normas. Também é chamado de critério exegético, empírico, caótico e francês. Esta interpretação sofreu críticas por não englobar os princípios não codificados. Os costumes e a jurisprudência oriunda do Poder Judiciário também eram ignorados, gerando uma definição bastante limitada do DA. Era utilizada, na interpretação das leis, a jurisprudência dos tribunais administrativos. O núcleo desse pensamento era que a Administração Pública vivesse isolada dentro de suas leis e estrutura orgânica.

Critério do Serviço Público: por esse critério, o DA corresponderia às

regras relativas aos serviços públicos. Caso estivéssemos falando de todas as funções exercidas pelo Estado (incluindo o Judiciário), estaríamos utilizando o conceito de serviço público em sentido amplo (tese defendida por Duguit e Bonnard). Se por outro lado entendessemos serviços públicos como as atividades exercidas pelo Estado para atender às necessidades da coletividade, estaríamos diante do conceito estrito de serviços públicos (tese defendida por Jêze). Esta escola foi largamente empregada na França e inspirou-se basicamente na jurisprudência do conselho de Estado Francês.

Critério da distinção entre atividade jurídica e social do Estado: o

direito administrativo seria o conjunto dos princípios que regulam a atividade jurídica não contenciosa do Estado e a constituição dos órgãos e meios de sua ação em geral.

Escola da Relações Jurídicas: o DA seria o conjunto de normas que

regulam as relações entre a Administração e os administrados. Esta definição peca por não diferenciar o DA de outros ramos de direito público, como o direito tributário.

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 

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Critério Teleológico/Finalístico: o DA seria o conjunto de normas

e princípios que disciplinam a atuação do Estado na busca dos seus objetivos/fins. Tal definição, entretanto, não define minimamente quais seriam esses “fins” almejados pelo Estado. Além disso, até atividades de definição de políticas públicas, como as atividades legislativas, estariam enquadradas nesse critério.

Escola do Poder Executivo: segundo esse critério, o DA seria a

legislação referente às atividades do Poder Executivo. Falha esta definição, pois os outros dois poderes exercem também função administrativa.

Critério Negativo/Residual: para essa frente, o DA teria por objeto

as normas que disciplinam as atividades desenvolvidas para atingir os

fins públicos, excluídas as atividades legislativa e jurisdicional.

Critério da Administração Pública: o DA seria o conjunto de normas

e princípios que regulam as atividades realizadas pela Administração Pública agindo nessa qualidade e, portanto, em condições privilegiadas frente aos interesses particulares. Essa é a definição mais aceita hoje em

dia.

Critério da Hierarquia Orgânica: por esse critério o DA seria o ramo

do direito que estuda os órgãos inferiores, enquanto que o direito constitucional estudaria os órgãos superiores. Órgão Inferiores são aqueles com pouca autonomia e atribuições ligadas à mera execução.

pouca autonomia e atribuições ligadas à mera execução. (FCC - Proc Cuiabá -2014) Desenvolvida em fins

(FCC - Proc Cuiabá -2014) Desenvolvida em fins do século XIX e início do século XX, essa corrente doutrinária, inspirada na jurisprudência do Conselho de Estado francês, era capitaneada pelos doutrinadores franceses Léon Duguit e Gaston Jèze, os quais buscavam, no dizer de Odete Medauar, “deslocar o poder de foco de atenção dos publicistas, partindo da ideia de necessidade e explicando a gestão pública como resposta às necessidades da vida coletiva” (O Direito Administrativo em Evolução, 2003:37). Estamos nos referindo à Escola

a) da Administração Social.

b) da Administração Gerencial.

c) do Serviço Público.

d) da Potestade Pública.

e) Pandectista.

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 Comentários:

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Comentários:

O trecho “resposta às necessidades da vida coletiva” e a citação de seus criadores não deixa dúvida de que se trata do critério do Serviço Público.

Gabarito: C.

2.3 – Fontes do Direito Administrativo

Diferente de outros ramos do direito, o DA não

tem um código

principal. Há sim uma gama de diplomas jurídicos esparsos que são as fontes

do direito administrativo.

As fontes do DA são os instrumentos de regulação da atividade atividade administrativa. São as regras (escritas ou não) que devem ser obedecidas.

As principais fontes são: lei, doutrina, jurisprudência e costumes.

A lei é a principal (primária ou direta) fonte do DA. Para o direito

administrativo essa lei deve ser interpretada em seu sentido amplo (o que significa todas as normas produzidas pela Estado), incluindo a Constituição

(((e atos normativos primários – lei complementares, leis ordinárias, delegadas, decretos-lei e medidas provisórias))), leis ordinárias, complementares, decretos, tratados internacionais, regulamento, portarias, instruções normativas, etc.

No seu sentido estrito a lei representaria apenas as normas capazes de criar e extinguir direitos e obrigações. Muitos dos itens citados anteriormente (como os decretos regulamentares) têm função regulamentar, que significa detalhar o conteúdo da lei (esta sim fonte primária) para permitir sua fiel execução. Tais diplomas – que não inovam realmente no ordenamento jurídico (((regulamento, portarias, instruções normativas, etc )))– NÃO podem ser consideradas fontes primárias de direito.

A doutrina é uma fonte secundária (indireta) e corresponde à

produção de trabalhos pelos principais estudiosos do DA. Esses trabalhos influenciam tanto na produção da leis pelo Poder Legislativo quanto nas decisões do Poder Judiciário.

A jurisprudência, outra fonte secundária, corresponde à decisões

reiteradas adotadas no âmbito do Poder Judiciário.

No geral, a jurisprudência não vincula o magistrado. Entretanto deve-se atentar para o instituto da Sumula Vinculante do STF, que vincula todos os órgão da Administração Pública e as demais instâncias do Judiciário,

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 sendo

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sendo também considerada uma fonte primária. O mesmo ocorre face às decisões do STF no controle de constitucionalidade das leis em tese. Nessas situações (ação direta de inconstitucionalidade, ação declaratório de constitucionalidade, arguição de descumprimento de preceito fundamental) diz-se que o efeito dessas decisões é erga omnes (atinge a todos) e vinculante (pois tanto os órgão do poder judiciário quanto os do executivo ficam vinculados às decisões do STF).

Por último temos os costumes, que são também fontes secundárias.

Os costumes atuam principalmente nas lacunas da legislação. Para serem aplicados é necessário que sejam de convicção generalizada (amplamente aceitos) e que sua aplicação seja obrigatória. Não são aceitos

os costumes contra legem (contrários á lei).

CONTROLE CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE. O controle de constitucionalidade das leis em tese representa o sistema
CONTROLE CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE. O controle
de constitucionalidade das leis em tese representa o sistema no qual
apenas alguns órgãos do poder judiciário (por isso chama-se de
“concentrado”) julgam ações de caráter objetivo. Nessas ações, a causa
discutida é a própria constitucionalidade das leis, sem a
participação de nenhum particular. No caso da CF/88, este controle é
exercido pelo STF. Poucos legitimados têm competência para questionar a
constitucionalidade das leis por esta via. Esta parte da matéria é
detalhada no curso de direito constitucional. Aqui basta sabermos o
conceito principal.
Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 3

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3 – Administração Pública

3.1 – Administração Pùblica no sentido Amplo e Estrito

Como vimos nos tópicos anteriores, o Governo é responsável por definir as políticas públicas do Estado, ou seja, é quem diz onde se quer chegar. Para atingir esses objetivos definidos pelo Governo, é necessário que existam órgãos cujas funções sejam de efetivamente implementar esses objetivos. Ai que entra a Administração Pública.

A Administração Pública em sentido estrito corresponde aos órgãos responsáveis por implementar as políticas públicas definidas pelo Governo. Notem que, nessa abordagem, a função política não está presente. Caso o núcleo governamental esteja presente, estaríamos diante da Administração Pública em sentido amplo.

Administração Administração Pública Órgão Pública (sentido Políticos (sentido estrito) amplo) Ou seja:
Administração
Administração
Pública
Órgão
Pública
(sentido
Políticos
(sentido
estrito)
amplo)
Ou seja:
Administração
Função
Pública em
execução das
meramente
Administração
Pública em
sentido
amplo
sentido
políticas públicas
administrativa
estrito
estabelecimento das diretrizes e
programas de ação governamental
Função Política
fixação das políticas públicas

3.2 – Princípio da Autotutela e Sindicalidade

Para que a Administração alcance seus objetivos, ela se vale do princípio da autotutela. Tal princípio diz respeito à capacidade que a Administração Pública tem de rever os seus próprios atos, caso verifique alguma irregularidade (anulação) ou mesmo que tais atos sejam inconvenientes (revogação). Este controle pela APU de seus próprios atos independe de provocação do particular.

Notem que esse controle da APU não restringe a atuação do Poder Judiciário, que poderá anular o ato inválido, mas nunca revogá-lo. Há

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 necessidade,

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necessidade, entretanto, de provocação para que o judiciário adote as medidas cabíveis.

Vamos olhar uma questão da ESAF:

as medidas cabíveis. Vamos olhar uma questão da ESAF: (ESAF - ATRFB -2012) A Súmula n.

(ESAF - ATRFB -2012) A Súmula n. 473 do Supremo Tribunal Federal – STF enuncia: "A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial". Por meio da Súmula n. 473, o STF consagrou

a) a autotutela.

b) a eficiência.

c) a publicidade.

d) a impessoalidade.

e) a legalidade.

Comentários:

Por meio dele a administração pública poderá / deverá anular ou revogar seus atos conforme o caso.

Gabarito: A.

No que diz respeito ao juízo de conveniência e oportunidade dos atos, somente a própria Administração poderá desfazê-los, revogando- os. Isso será visto com maior profundidade nas próximas aulas.

Este controle dos atos administrativos, realizado tanto pelo próprio Executivo quanto pelo Judiciário, recebe o nome de Princípio da Sindicalidade. A ESAF cobrou recentemente esse conceito:

da Sindicalidade. A ESAF cobrou recentemente esse conceito: A possibilidade jurídica de submeter-se efetivamente

A possibilidade jurídica de

submeter-se efetivamente qualquer lesão de direito e, por extensão, as

ameaças de lesão de direito a algum tipo de controle denomina-se

a) Princípio da legalidade.

b) Princípio da sindicabilidade.

c) Princípio da responsividade.

d) Princípio da sancionabilidade.

e) Princípio da subsidiariedade.

Comentários:

(ESAF

AFRFB

2012)

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 Muitos

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Muitos candidatos confundiram essa questão com o princípio da Inafastabilidade da Jurisdição e por tabela com o princípio da legalidade. Ocorre que a banca especificou que se tratava de algum tipo de controle e não apenas o controle do judiciário.

Gabarito: B.

3.3 – Administração Pública Subjetiva e Objetiva
3.3 – Administração Pública Subjetiva e Objetiva

Outra classificação interessante de Administração Pública se refere a como definir exatamente quem faz parte da Administração Pública. Se avaliarmos a questão levando em consideração os sujeitos, seria Administração Pública todos os órgão e agentes do Estado. Esta é a definição subjetiva, formal ou orgânica de Administração Pública. Esta é a forma de definição vigente no Brasil.

“Professor, eu tenho que decorar tudo isso? Que subjetiva é igual a formal, que é igual a orgânica?”. Caro aluno, infelizmente a resposta é sim. Mas vamos a um macete. O próprio sentido das palavras já deixa claro que o foco são os sujeitos:

subjetiva sujeito;

orgânica órgãos sujeito;

formal formas sujeito.

Autarquias

Fundações Públicas

Administração

Indireta

Empresas Públicas

Administração Pública em sentido formal
Administração
Pública em
sentido formal

Sociedades de Economia Mista

Orgãos das pessoas políticas

(U, E, DF, M)

Administração

Direta

pessoas políticas (U, E, DF, M) Administração Direta Podemos também olhar a administração pública

Podemos também olhar a administração pública (minúscula) com a visão de que ela corresponde a todos aqueles que exercem atividade administrativa. Nesse caso não estamos olhando “quem” atua (como na classificação subjetiva), mas sim “o que” está fazendo, ou seja, o foco é a

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 natureza

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00

natureza das atividades. Aqui estamos avaliando a Administração Pública sobre o aspecto objetivo, material ou funcional.

Macete das palavras:

objetivo objeto atividade;

material matéria atividade;

funcional função ativdade.

Administração Pública em sentido material Serviço Polícia Fomento Intervenção Público Administrativa
Administração Pública em sentido material
Serviço
Polícia
Fomento
Intervenção
Público
Administrativa

Vamos ver como isso é cobrado:

Público Administrativa Vamos ver como isso é cobrado: - administrativo, julgue o item a seguir. Do

- administrativo, julgue o item a seguir.

Do ponto de vista objetivo, a expressão administração pública se confunde com a própria atividade administrativa exercida pelo Estado.

Comentários:

Questão muito fácil para quem já sabe o nosso macete!

objetivo objeto atividade

Gabarito: Certo.

direito

(CESPE

SUFRAMA

2014)

-

Acerca

do

3.4 – Atividades tipicamente administrativas
3.4 – Atividades tipicamente administrativas

A doutrina define as seguintes atividades como sendo tipicamente administrativas:

Polícia Administrativa: responsável por restringir algum interesse

individual em benefício do interesse público. Um dos atributos do poder de polícia é a autoexecutoriedade, que consiste na possibilidade da APU implementar suas decisões sem necessidade de participação do Poder Judiciário. Para exercer essa prerrogativa a situação deve estar prevista em lei ou se tratar de situação de urgência. A atuação do Estado independe de provocação. A atividade de fiscalização tributária é um exemplo dessa atividade.

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 

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Intervenção: aqui temos a atuação impositiva do Estado em

detrimento do interesse particular. Um exemplo clássico desse tipo de atuação é a desapropriação de uma residência que se encontra no trajeto de uma grande rodovia. É importante entender que quando o Estado atua diretamente como empresário (através de uma empresa pública mineradora, por exemplo) não se se trata de uma intervenção sob a ótica do Direito Administrativo, pois o regime que predomina é o de direito privado.

Fomento: aqui o Estado intervém no mercado através de política de

incentivo financeiros a setores que o Governo entende como sendo estratégicos. Podemos citar o relevante papel que o BNDES exerce hoje no país, provendo recursos que a iniciativa privada geralmente não tem condições (ou interesse) de alocar.

Serviço Público: aqui temos a realização de atividades para atender

as necessidades básicas da população, que são realizadas tanto pelo Administração Pública quanto por particulares por ela delegados. O serviço de transporte público de passageiros é um excelente exemplo.

serviços públicos intervenção Atividades administrativas polícia administrativa fomento
serviços públicos
intervenção
Atividades
administrativas
polícia administrativa
fomento
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4 – Questões Comentadas

4.1- ESAF

1. (ESAF - ATRFB/Geral/2012 (e mais 1 concurso) A Súmula n. 473

do Supremo Tribunal Federal – STF enuncia: "A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou

oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial". Por meio da Súmula n. 473, o STF consagrou

a) a autotutela.

b) a eficiência.

c) a publicidade.

d) a impessoalidade.

e) a legalidade.

Comentários:

Definição do princípio da autotutela definido na aula.

Gabarito 1. A.

2. (ESAF - ATRFB -2012) A Súmula n. 473 do Supremo Tribunal Federal

– STF enuncia: "A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial". Por meio da Súmula n. 473, o STF consagrou

a) a autotutela.

b) a eficiência.

c) a publicidade.

d) a impessoalidade.

e) a legalidade.

Comentários:

Por meio dele a administração pública poderá / deverá anular ou revogar seus atos conforme o caso.

Gabarito 2. A.

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 3.

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00

3. (ESAF – AFRFB – 2012) A possibilidade jurídica de submeter-se

efetivamente qualquer lesão de direito e, por extensão, as ameaças de lesão

de direito a algum tipo de controle denomina-se

a) Princípio da legalidade.

b) Princípio da sindicabilidade.

c) Princípio da responsividade.

d) Princípio da sancionabilidade.

e) Princípio da subsidiariedade.

Comentários:

Muitos candidatos confundiram essa questão com o princípio da Inafastabilidade da Jurisdição e por tabela com o princípio da legalidade. Ocorre que a banca especificou que se tratava de algum tipo de controle e não apenas o controle do judiciário.

Gabarito 3. B.

O

sistema adotado, no ordenamento jurídico brasileiro, de controle judicial de

legalidade, dos atos da Administração Pública, é

a) o da chamada jurisdição única.

b) o do chamado contencioso administrativo.

c) o de que os atos de gestão estão excluídos da apreciação judicial.

d) o do necessário exaurimento das instâncias administrativas, para o exercício do controle jurisdicional.

e) o da justiça administrativa, excludente da judicial.

Comentários:

Como reza o princípio que acabamos de ver, de jurisdição única.

Gabarito 4. A.

4. (ESAF - SUSEP - Controle e Fiscalização

- Atuária

– 2006)

5. (ESAF - AUFC - Controle Externo/2006) O regime jurídico-

administrativo é entendido por toda a doutrina de Direito Administrativo como o conjunto de regras e princípios que norteiam a atuação da Administração

Pública, de modo muito distinto das relações privadas. Assinale no rol abaixo qual a situação jurídica que não é submetida a este regime.

a) Contrato de locação de imóvel firmado com a Administração Pública.

b) Ato de nomeação de servidor público aprovado em concurso público.

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 c)

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00

c) Concessão de alvará de funcionamento para estabelecimento comercial pela

Prefeitura Municipal.

d) Decreto de utilidade pública de um imóvel para fins de desapropriação.

e) Aplicação de penalidade a fornecedor privado da Administração.

Comentários:

O Estado nas suas relações jurídicas costuma atuar sob o regime de direito público, logo numa relação desigualdade ante os interesses particulares. A única situação em que isso não ocorre é na alternativa A, pois no contrato de aluguel, é facultado ao particular celebrar ou não o contrato e nesse caso a Administração não se encontra (em princípio) numa situação privilegiada. Nas demais situações predominam as normas de direito público. Verifiquemos as demais opções:

(B) Os servidores públicos são regidos por um estatuto específico, diferentemente das empresas privadas. Notem que a banca colocou a expressão “servidor” exatamente para não haver confusão com os funcionários públicos (regidos pela Consolidação da Leis de Trabalho). Veremos essa matéria mais adiante.

(C) A concessão de alvará de funcionamento é o ato no qual a APU avalia se o

particular atendeu a todos os requisitos para receber o público de uma forma

adequada e segura, logo há nitidamente o predomínio do direito público.

(D) A desapropriação é um dos principais exemplos de aplicação do interesse

público, pois o particular, que é legitimamente proprietário de um imóvel,

pode através de tal instituto ser obrigado a ceder tal imóvel (mediante indenização) para o Estado.

(E) A APU tem que estar atuando em posição privilegiada, na relação com o

particular, para aplicar uma penalidade. Assim, predomina o direito público.

Gabarito 5. A.

- Administrativo no Brasil é

a) a lei.

b) a doutrina.

c) a jurisprudência.

d) os costumes.

e) o vade-mécum.

Comentários:

Essa não tem muito o que comentar, né? Óbvio que a principal fonte do direito administrativo é a lei.

6.

A primordial fonte formal do Direito

(ESAF

ATRFB

2006)

Gabarito 6. A. Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento -

Gabarito 6. A.

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00

7. (ESAF - AFC - CGU - Correição – 2006) O Direito Administrativo é

considerado como sendo o conjunto harmonioso de normas e princípios, que regem o exercício das funções administrativas estatais e

a) os órgãos inferiores, que as desempenham.

b) os órgãos dos Poderes Públicos.

c) os poderes dos órgãos públicos.

d) as competências dos órgãos públicos.

e) as garantias individuais.

Comentários: Como vimos um dos critérios para classificar o direito administrativo é o critério da hierarquia orgânica, onde DA seria o ramo que estuda os órgãos inferiores do Estado.

Gabarito 7. A.

8.

Administração Pública abrange

a) a atividade administrativa.

b) o poder de polícia administrativa.

c) as entidades e órgãos que exercem as funções administrativas.

d) o serviço público.

e) a intervenção do Estado nas atividades privadas.

Comentários:

Questão bem simples. No seu sentido subjetivo (lembram: sujeito), a Administração Pública representa os sujeitos que compões sua estrutura, ou seja, os agentes, órgão, entidades com autonomia administrativa, etc.

Gabarito 8. C.

2005) Em seu sentido subjetivo, o estudo da

(ESAF –

AFRFB –

9. (ESAF - ATRFB – 2003) No conceito de Direito Administrativo, pode-

se entender ser ele um conjunto harmonioso de normas e princípios, que regem relações entre órgãos públicos, seus servidores e administrados, no concernente às atividades estatais, mas não compreendendo

a) a administração do patrimônio público.

b) a regência de atividades contenciosas.

c) nenhuma forma de intervenção na propriedade privada.

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 d)

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00

d) o regime disciplinar dos servidores públicos.

e) qualquer atividade de caráter normativo.

Comentários:

Aqui já temos uma questão mais interessante. Como conversamos há dois sistemas administrativo. No sistema francês há uma dualidade de jurisdição, a exercida pelo Poder Judiciário e pelo Poder Executivo. Nesse último são tratados os litígios onde a Administração Pública seja interessado (dai o nome contencioso administrativo) e no Judiciário as demais (competência residual). Ocorre que o Brasil adota o sistema inglês onde os processos administrativos não fazem coisa julgada uma vez que apenas o judiciário possui tal prerrogativa. Com isso a banca considerou errada a letra b.

” Mas professor, a banca não falou especificando que se tratava do

Brasil nem do sistema inglês

Caro aluno, concordo com você, mas a ESAF vive fazendo esse tipo de coisa. Vai se acostumando.

Gabarito 9. B.

”.

10. (ESAF - AFRFB - Tributária e Aduaneira – 2005) Tratando-se do

regime jurídico-administrativo, assinale a afirmativa falsa.

a) Por decorrência do regime jurídico-administrativo não se tolera que o Poder

Público celebre acordos judiciais, ainda que benéficos, sem a expressa

autorização legislativa.

b) O regime jurídico-administrativo compreende um conjunto de regras e princípios que baliza a atuação do Poder Público, exclusivamente, no exercício de suas funções de realização do interesse público primário.

c) A aplicação do regime jurídico-administrativo autoriza que o Poder Público

execute ações de coerção sobre os administrados sem a necessidade de

autorização judicial.

d) As relações entre entidades públicas estatais, ainda que de mesmo nível

hierárquico, vinculam-se ao regime jurídico-administrativo, a despeito de sua horizontalidade.

e) O regime jurídico-administrativo deve pautar a elaboração de atos normativos administrativos, bem como a execução de atos administrativos e ainda a sua respectiva interpretação.

Comentários:

(a) Verdadeiro. Como decorrência do princípio a indisponibilidade do

interesse público é necessária previsão legislativa para a celebração desse tipo de acordo.

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 (b)

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(b) Falso. Como vimos os regimes jurídico-administrativo compreende

tanto o interesse público primário (finalístico) quanto os secundários.

(c) Verdadeiro. Essa atuação do Estado está relacionada ao princípio da

autoexecutoriedade que veremos em aula posterior.

(d) Verdadeiro. Independente de estarem no mesmo nível (horizontalidade)

as relações entre entidades públicas continuam vinculadas ao regime jurídico-

administrativo

jurídico

(e) Verdadeiro.

administrativo deve servir como diretriz para toda a APU e também para os

demais poderes, inclusive ne elaboração das leis em sentido amplo.

Gabarito 10.

Por

se

tratarem

de

princípios

o

regime

B.

11. (ESAF – PFN – 2003) Assinale, entre os atos abaixo, aquele que não

pode ser considerado como de manifestação da atividade finalística da Administração Pública, em seu sentido material.

a) Concessão para exploração de serviço público de transporte coletivo

urbano.

b) Desapropriação para a construção de uma unidade escolar.

c) Interdição de um estabelecimento comercial em razão de violação a normas

de posturas municipais.

d) Nomeação de um servidor público, aprovado em virtude de concurso

público.

e) Concessão de benefício fiscal para a implantação de uma nova indústria em

determinado Estado-federado.

Comentários:

Como vimos a atividade finalística da APU ocorre quando o Estado atua nas atividades de: serviços públicos (letra A), polícia administrativa (letra C), fomento (letra E) e intervenção (letra B). O único item que não se enquadra em nenhum dos itens é a letra D.

Gabarito 11.

D.

12. (ESAF - AFRFB – 2003) O estudo do regime jurídico-administrativo

tem em Celso Antônio Bandeira de Mello o seu principal autor e formulador. Para o citado jurista, o regime jurídico-administrativo é construído, fundamentalmente, sobre dois princípios básicos, dos quais os demais decorrem. Para ele, estes princípios são:

a) indisponibilidade do interesse público pela Administração e supremacia do

interesse público sobre o particular.

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 b)

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00

b) legalidade e supremacia do interesse público.

c) igualdade

dos

administrados

em

face

da

jurisdicional dos atos administrativos.

Administração

e

controle

d) obrigatoriedade do desempenho da atividade pública e finalidade pública

dos atos da Administração.

e) legalidade e finalidade.

Comentários:

Questão bastante fácil que nos traz os princípios basilares do regime jurídico- administrativo.

Gabarito 12.

A.

13. (ESAF - AFRFB – 2002) "A lei não excluirá da apreciação do Poder

Judiciário lesão ou ameaça a direito". Este direito, previsto na norma constitucional, impede que, no Brasil, o seguinte instituto de Administração Pública, típico para a solução de conflitos, possa expressar caráter de definitividade em suas decisões:

a) arbitragem

b) contencioso administrativo

c) juizados especiais

d) mediação

e) sindicância administrativa

Comentários:

Como verificamos a APU e suas instâncias administrativas poder fazer coisa julgada apenas no aspecto administrativo, mas que pode vir a ser arguida na esfera judicial. Logo o contencioso administrativo não tem caráter de definitividade.

Gabarito 13.

B.

14. (ESAF - PFN – 1998) Sobre os conceitos de Administração Pública, é

correto afirmar:

a) em seu sentido material, a Administração Pública manifesta-se exclusivamente no Poder Executivo

b) o

é

compreendido no conceito funcional de Administração Pública

c) Administração Pública, em seu sentido objetivo, não se manifesta no Poder

Legislativo

conjunto

de

órgãos e

entidades integrantes da

Administração

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 d)

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00

d) no sentido orgânico, Administração Pública confunde-se com a atividade administrativa

e) a Administração Pública, materialmente, expressa uma das funções tripartites do Estado

Comentários:

(a)

Falso. Como vimos todos os poderes executam atividade administrativa.

(b)

Falso. O conjunto de órgãos e entidades integrantes da Administração é

compreendido no conceito orgânico/subjetivo/formal de Administração

Pública

(c) Falso.O Poder Legislativo executa atividades administrativas por

exemplo no atendimento de consulta aos cidadãos e nos atos de gestão de seus servidores.

(d) Falso.

Administração

Pública confunde-se com a atividade administrativa

atividade

(a) Correto.

administrativa. As outras duas são as funções legislativa e judiciária.

Gabarito 14.

No

sentido

No

E.

objetivo/funcional/material

material

a

APU

a

sentido

representa

a

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 4.2-

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00

4.2- FCC

15. (FCC

agasalha regimes jurídicos de natureza distinta. A Administração pública

a) obrigatoriamente submete-se a regime jurídico de direito público em

matéria contratual.

b) submete-se a regime jurídico de direito público, podendo, por ato próprio,

de natureza regulamentar, optar por regime diverso, em razão do princípio da

eficiência e da gestão administrativa responsável, e adequado planejamento.

c) pode submeter-se a regime jurídico de direito privado ou a regime jurídico

de direito público, conforme disposto pela Constituição Federal ou pela lei.

d) quando emprega modelos privatísticos, é integral sua submissão ao direito

privado.

e) pode submeter-se a regime jurídico de direito público ou de direito privado,

sendo a opção, por um ou outro regime jurídico, para a Administração pública indireta, livre ao Administrador.

Comentários:

(b) Falso. Como vimos há situação onde a APU se submete ao direito

privado

(c) Falso. O princípio da eficiência não pode ser desculpa a alteração do

regime jurídico. O tipo de relação que irá definir isso.

(d) Verdadeiro. As leis podem definir o regime administrativo aplicável em

determinadas situações

(e) Falso. Mesmo quando emprega modelos privatísticos (da iniciativa

privada) o que ocorre é o predomínio do direito privado

(f) Falso. Uma autarquia não pode escolher livremente o regime que será

aplicado nas suas relações. Como já dissemos o que irá definir isso é a natureza da atividade e as leis que a regem.

Gabarito 15.

2014) O ordenamento jurídico pátrio

-

AFCE

-

TCE-PI –

C.

16. (FCC - AJ TRT2 - Oficial de Justiça Avaliador Federal – 2014) O

princípio

Administração pública

a) subsidiariamente, se não houver lei disciplinando a matéria em questão,

pois não se presta a orientar atividade interpretativa das normas jurídicas.

b) alternativamente, tendo em vista que somente tem lugar quando não

acudirem outros princípios expressos.

da

da

supremacia

do

interesse

público

informa

a

atuação

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 c)

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00

c) de forma prevalente, posto que tem hierarquia superior aos demais

princípios.

d) de forma ampla e abrangente, na medida em que também orienta o

legislador na elaboração da lei, devendo ser observado no momento da aplicação dos atos normativos.

e) de forma absoluta diante das lacunas legislativas, tendo em vista que o

interesse público sempre pretere o interesse privado, prescindindo da análise de outros princípios.

Comentários:

Como vimos o princípío da supremacia do interesse público forma junto com o princípio da indisponibilidade do interesse público a essência do regime jurídico administrativo. Daí temos temos que os itens “A” e “B” estão incorretos (pelas palavras “subsidiariamente” e “alternativamente”).

A letra “C” também está incorreta pois esse princípio não está em posição superior ao princípio da indisponibilidade do interesse público. A letra “E” peca ao utilizar ao utilizar a palavra “absoluta” (sempre muito cuidado com opções que tenham essa palavra) e por generalizar todo o resto.

Gabarito 16. D.

17. (FCC - Proc Cuiabá -2014) Desenvolvida em fins do século XIX e

início do século XX, essa corrente doutrinária, inspirada na jurisprudência do

Conselho de Estado francês, era capitaneada pelos doutrinadores franceses Léon Duguit e Gaston Jèze, os quais buscavam, no dizer de Odete Medauar, “deslocar o poder de foco de atenção dos publicistas, partindo da ideia de necessidade e explicando a gestão pública como resposta às necessidades da vida coletiva” (O Direito Administrativo em Evolução, 2003:37). Estamos nos referindo à Escola

a) da Administração Social.

b) da Administração Gerencial.

c) do Serviço Público.

d) da Potestade Pública.

e) Pandectista.

Comentários:

O trecho “resposta às necessidades da vida coletiva” e a citação de seus criadores não deixa dúvida de que se trata do critério do Serviço Público.

Gabarito 17. C.

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 4.3-

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00

4.3- FGV

18. (FGV - Auditoria

abrangência do Direito Administrativo, assinale a afirmativa correta.

a) Disciplina, predominantemente, relações jurídicas horizontais.

b) Tem como objeto de estudo o aparato estatal de execução de políticas públicas.

c) Tem como um de seus objetos principais o estudo do exercício da função

política.

d) Voltase exclusivamente para o estudo do Poder Executivo, uma vez que é

esse poder que exerce, com exclusividade, função administrativa.

e) Estuda apenas as pessoas jurídicas de direito público.

Comentários:

Vamos analisar cada item

(a) Errado.

regidas

predominantemente pelo direito público.

(b) Correto. O DA tem como as atividades administrativas, que são a

forma de implementação das políticas públicas.

(c) Errado. A função política define as políticas públicas. O estudo da função

administrativa sim é um dos principais objetivos do DA

(d) Errado. Os Poderes Legislativo e Judiciário também executam função

administrativa.

(e) Errado. O DA estuda também pessoas jurídicas de direito privados como

2014) No que tange ao conceito e à

-

AL BA

Como

vimos

o

DA

disciplina

relações

as sociedades de economia mista e empresas públicas que serão estudadas em aulas posteriores.

Gabarito 18.

B.

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 4.4-

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00

4.4- CESPE

19. (CESPE - TJ CE - Técnico-Administrativa – 2014) No que se refere

ao Estado, governo e à administração pública, assinale a opção correta.

marcado pela forte

intervenção na sociedade e na economia.

b) No Brasil, vigora um sistema de governo em que as funções de chefe de

Estado e de chefe de governo não são concentradas na pessoa do chefe do

Poder Executivo.

c) A administração pública, em sentido estrito, abrange a função política e a

administrativa.

d) A administração pública, em sentido subjetivo, diz respeito à atividade

administrativa exercida pelas pessoas jurídicas, pelos órgãos e agentes

públicos que exercem a função administrativa.

e) A existência do Estado pode ser mensurada pela forma organizada com que

são exercidas as atividades executivas, legislativas e judiciais.

Comentários:

Excelente questão para rever vários conceitos. Vamos lá:

(a) Errado. Como vimos o Estado Liberal pregava a não intervenção na

economia

(b) Errado. Exatamente o contrário. No Brasil o Presidente é tanto o chefe

de Estado quanto de governo.

(c) Errado. A APU em sentido amplo engloba as funções políticas e

administrativas.

administrativa

(d) Errado. A APU em sentido subjetivo abrange os sujeitos. A opção até

cita tais sujeitos mas o fato de

administrativa

(e) Correta. O Estado se organiza dividindo suas funções entre seus

diz respeito à atividade

função

a) O Estado liberal, surgido

a partir do século

XX,

é

A

APU

em

sentido

estrito

somente

a

colocar

torna a opção errada

“Poderes”, Executivo, Legislativo e Judiciário.

Gabarito 19. E.

20. (CESPE - TJ CE - Técnico-Administrativa -Administração/2014)

Com relação ao conceito, ao objeto e às fontes do direito administrativo, assinale a opção correta.

a) Consoante o critério negativo, o direito administrativo compreende as

atividades desenvolvidas para a consecução dos fins estatais, incluindo as atividades jurisdicionais porém excluindo as atividades legislativas.

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00 b)

Direito Administrativo Teoria e Questões comentadas Prof. Jonatas Albino do Nascimento - Aula 00

b) Pelo critério teleológico, o direito administrativo é o conjunto de princípios que regem a administração pública.

c) Para a escola exegética, o direito administrativo tinha por objeto a

compilação das leis existentes e a sua interpretação com base principalmente na jurisprudência dos tribunais administrativos.

d) São considerados fontes primárias do direito administrativo os atos

legislativos, os atos infralegais e os costumes.

e) De acordo com o critério do Poder Executivo, o direito administrativo é

conceituado como o conjunto de normas que regem as relações entre a

administração e os administrados.

Comentários:

Vamos comentar por item

(a) Errado: De acordo com o critério negativo são consideradas atividades

administrativas as atividades realizadas pela APU excluídas as funções legislativas e judiciárias.

(b) Errado. Pelo critério Teleológico (Finalístico) o DA é o conjunto de

normas e princípio que regem o DA na busca dos seus fins/objetivos.

(c) Correto.

(d) Errado. As fontes primárias do DA são as leis que podem inovar, ou

seja, criar ou extinguir direitos e deveres. Os Atos infralegais e costumes não estão nesse conceito.

(e) Errado. De acordo com o critério do Poder Executivo o DA é conceituado

como todas as atividades realizadas por esse poder.

Gabarito 20.

 

C.

21.

(CESPE

MDIC

2014)

Julgue

o

item

seguinte,

relativo

à

administração pública e aos atos administrativos.

O exercício das funções administrativas pelo Estado deve adotar, unicamente, o regime de direito público, em razão da indisponibilidade do interesse público.

Comentários:

No exercício da função administrativo o Estado adota predominantemente o regime de direito público. Há situação onde predomina o regime de direito privado, como na realização de um contrato de aluguel.

Gabarito 21. Errado.

22. (CESPE

responsabilidade civil do Estado e do Regime Jurídico Administrativo.

MTE

2014)

Julgue

o

item

a

seguir

acerca