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ANA CRISTINA B. FARIAS; JOÃO LUIZ MOSCATELI e TAIANA G.M. DIAS

ESTRATÉGIA PARA COLHEITA DO EXAME CITOPATOLÓGICO DO COLO DO


ÚTERO: ADESÃO DAS MULHERES VINCULADAS A ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA
FAMÍLIA ITAPOÃ DE IVINHEMA, 2011.

Ivinhema–MS
2011
ANA CRISTINA BORTOLASSE DE FARIAS
1

ESTRATÉGIA PARA COLHEITA DO EXAME CITOPATOLÓGICO DO COLO DO


ÚTERO: ADESÃO DAS MULHERES VINCULADAS A ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA
FAMÍLIA ITAPOÃ DE IVINHEMA, 2011.

Projeto de Intervenção apresentado à


Universidade Federal de Mato Grosso do Sul,
como requisito para conclusão do curso de Pós
Graduação à nível de especialização em Atenção
Básica em Saúde da Família.
Orientadora: Prof. Dra: Marisa Dias Rolan
Loureiro

Ivinhema–MS
2011
2

Dedico este trabalho ao meu esposo Osmar


Monteiro de Farias e a meu Filho, Kaio
Vinícios Bortolasse Farias, que me
incentivaram a prosseguir nessa jornada, sem
jamais desistir perante os percalços da vida.
3

AGRADECIMENTOS

A Deus, por ser o iluminador e orientador de minha existência.


A minha família pela compreensão e apoio aos estudos e crescimento pessoal.
A tutora Marisa Dias Rolan Loureiro, pela dedicação e entusiasmo em prosseguir
nessa jornada.
A todos que de uma forma direta e indireta contribuíram para a conclusão de mais esta
etapa da minha vida.
4

O mundo está nas mãos daqueles que tem


coragem de sonhar, e
correr o risco de viver seus
sonhos”.
Paulo Coelho

RESUMO
5

O presente plano de intervenção foi elaborado por profissionais do curso de especialização


em atenção básica em saúde da família, com objetivo de proporcionar a adesão das
mulheres com vida sexualmente ativa ao exame citopatológico do colo de útero. O
trabalho envolveu o planejamento de ações com estratégias de trabalho possibilitando o
envolvimento de toda equipe multidisciplinar da Unidade de Saúde da Família Itapoã.
Dentre as ações desenvolvidas contamos com capacitação de toda equipe multidisciplinar
sobre o câncer do colo uterino, busca de parcerias junto a outros departamentos do setor
público municipal, atividades educativas realizadas por profissionais de saúde, por meio
de rodas de conversa, além de campanha municipal para coleta do referido exame, em dia
específico, com ampla divulgação por meio da mídia local. As atividades ocorreram
durante os meses de maio a outubro de 2011, onde teve como resultado a obtenção dos
objetivos atingidos. Os resultados mostram que no período correspondente entre os meses
de janeiro a setembro de 2010, houve uma adesão ao exame de 242 (duzentos e quarenta e
duas) mulheres com vida sexualmente ativa. Enquanto que em 2011, no mesmo período o
numero passou para 383 mulheres, correspondendo a (58 %) de coleta a mais que no ano
anterior. Em relação ao tempo em que as mulheres não realizavam seu exame, em uma
amostra de 229 mulheres entrevistadas, 24,9% delas haviam realizado o exame
citopatológico do colo do útero há menos de um ano, 47.5% realizado entre um a dois
anos, 18.3% não realizavam o exame a um período de três a quatro anos e por fim, 9.3%
há mais de cinco anos não se submetia ao referido exame. Outra informação importante é
que dentre os resultados recebidos do laboratório de patologia duas das mulheres se
encontram com alteração de alto grau, o que já foram encaminhadas para seguimento do
tratamento. Este resultado demonstra que as ações que compõem este plano de
intervenção vêm atingindo os objetivos propostos, ressaltando mais uma vez a importância
dos trabalhos de promoção a saúde.

Palavras-chave: Câncer do Colo Uterino, Educação em Saúde, Trabalho em equipe


multidisciplinar.

LISTA DE FIGURAS
6

FIGURA 1 – ............................................................................................................................29
FIGURA 2 – ............................................................................................................................31
FIGURA 3 –.............................................................................................................................33

SUMÁRIO
7

1 CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE IVINHEMA.......................................... 08


8

1.1 Perfil demográfico......................................................................................................... 09


1.2 Organização da rede de saúde de Ivinhema/MS........................................................... 10
1.3 Estratégia de Saúde da Família Itapoã.......................................................................... 13
2 REVISÃO DE LITERATURA..................................................................................................... 15
2.1 Câncer de colo Uterino............................................................................................................. 15
2.2 As ações Multidisciplinares na Estratégia de saúde da Família................................... 16
2.3 A importância da comunicação nos serviços de saúde............................................................ 18
2.4 A intersetorialidade no serviço de saúde..................................................................... 18
3 JUSTIFICATIVA.............................................................................................................. 20
4 OBJETIVOS ..................................................................................................................... 22
5 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS................................................................... 23
5.1 Tipo de estudo.............................................................................................................. 23
5.2 População..................................................................................................................... 23
5.3 Período de realização .................................................................................................. 23
5.4 Etapas de elaboração do projeto de intervenção........................................................... 23
6 RESULTADOS E DISCUSSÕES ................................................................................... 29
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS........................................................................................... 35
8 REFERÊNCIAS................................................................................................................ 37
9APÊNDICE I - Atenção Mulheres de Ivinhema............................................................. 43

1. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE IVINHEMA/MS

Ivinhema foi fundada em 11 de novembro de 1963 e está localizada no sudoeste do


estado de Mato Grosso do Sul (MS), à distância de 320 km² da capital do estado. Seus limites
geográficos são: Angélica, Nova Andradina, Novo Horizonte do Sul, Glória de Dourados e
Deodápolis. Segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2010) ,
possui 22.341 habitantes, numa densidade demográfica de 11,11 hab./km². Sua área territorial
é de 2.009,89 km² representando 0,56 % do estado, seu Índice de Desenvolvimento Humano é
de 0,74 (PNUD, 2000), tendo o trigésimo oitavo produto interno bruto de MS.
9

A malha viária é composta pela rodovia BR 376, que une Ivinhema à capital do estado
e aos maiores centros do país, e a ligação para outras cidades do interiorioranas é feita pela
MS 141.

Figura 1 Localização de Ivinhema, no estado de Mato Grosso do Sul.


Fonte: Prefeitura Municipal de Ivinhema (2011).

Quadro 01 - Perfil demográfico por faixa etária e sexo, do município de Ivinhema/MS.


10

FAIXA ETÁRIA (em HOMENS MULHERES


anos)
00 ┤04 944 906
04 ┤09 1087 1066
10 ┤ 14 1115 1068
15 ┤ 19 1121 1062
20 ┤ 24 920 993
25 ┤ 29 876 896
30 ┤ 34 900 864
35 ┤ 39 791 870
40 ┤ 44 665 653
45 ┤ 49 586 533
50 ┤ 54 631 450
55 ┤ 59 311 422
60 ┤ 64 196 321
65 ┤ 69 270 205
70 ┤ 74 216 163
75 ┤ 79 66 54
80 ┤ 84 19 90
85 ┤ 89 60 29
90 ┤ 94 03 00
TOTAL 11269 11072

Fonte: Datasus , IBGE/2011

O Quadro 1 demonstra que Ivinhema possui um 22. 341 pessoas, onde o sexo
masculino prevalece ao feminino. De acordo com a distribuição da faixa etária, a população
infantil somado a juventude em até 24 anos representam 48% do total, já os integrantes da
considerada meia idade, de 25 a 59 anos, representam 44% e por fim, os idosos constituem 8%
dos habitantes do município.
De acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica (2011) no Brasil, a
expectativa de vida em média de 76 anos para os homens e 78 para as mulheres. Além disso a
enquanto a expectativa de vida eleva paralelamente ocorre o decréscimo da mortalidade.
De acordo com a mesma instituição, outro fato interessante é que até os 60 anos de
idade, há um equilíbrio quantitativo entre ambos os sexos, acentuando-se a partir desta faixa
etária o predomínio feminino, onde se justifica por uma longevidade maior da mulher.
11

Diante do quadro exposto, o municipio de Ivinhema necessita estar estruturado no


sentido de atender a população em todas suas necessidades essenciais, com observação
contínua aos determinantes sociais do processo saúde-doença.
Neste sentido Brasil, (2011) propõe que as intervenções em saúde ampliem seu olhar,
tomando como artifício os problemas e necessidades de saúde bem como seus determinantes e
condicionantes, de forma que a organização do serviço envolva ações, visando os espaços
para além dos muros das unidades de saúde, incidindo sobre as condições de vida da
população e favorecendo a ampliação de escolhas. Que as políticas públicas sejam cada vez
mais favoráveis à saúde e à vida da população, com estímulo e fortalecimento ao
protagonismo do sujeito e valorização a participação social.

1.1. Organização da rede de saúde de Ivinhema/MS

A rede de atenção primária é composta por cinco unidades de Estratégias de Saúde da


Família (ESF), sendo quatro urbanas e uma rural, representando uma cobertura de 84,66 % da
população total do município (SISPACTO, 2010). Além dessas, conta com duas Unidades
Básicas de Saúde (UBS) que abriga as áreas não cobertas pela ESF.
Dentre os serviços de média complexidade, existe o Centro de Especialidades Médicas
(CEM), Laboratório Municipal, um Hospital Municipal de pequeno porte (18 leitos),
contratualizado pela Secretaria Estadual de Saúde, e um hospital particular conveniado ao
Sistema Único de Saúde (SUS) com 10 leitos. Estes são responsáveis pelos atendimentos de
urgência e emergência da população.
A distribuição das ESF do município estudado e sua população cadastrada são
apresentadas no Quadro 02.

Quadro 02 - Distribuição das Estratégias Saúde da Família e sua população cadastrada de


Ivinhema/MS, 2010.
NÚMERO DE
POPULAÇÃO FAMÍLIAS
ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA
CADASTRADA ATENDIDAS
FAMÍLIA
Itapoã* 3.183 981
Guiray 3.541 1.187
Piraveve 3.490 1.133
12

Triguenã 3.378 1.039


Amandina 2.448 848
Total 16.040 5.188
Fonte: Secretaria Municipal de Saúde, Ivinhema/MS (2010).
* ESF estudada

No Quadro 02 é possível fazer a leitura que todas as ESF estão com o número de
pessoas cadastradas de acordo com a Portaria 648/2006 (Brasil, 2006), o qual preconiza
existência de equipe multiprofissional responsável por, no máximo, 4.000 habitantes, sendo a
média recomendada de 3.000 habitantes.
De acordo com relatório de auditoria do Tribunal de Contas da União (2010), a
principal constatação encontrada, que prejudica o desempenho satisfatório da ESF se dá
devido ao número excessivo de famílias, a rotatividade e dificuldade na contratação dos
médicos, falta ordenada de medicamentos, ampliação da mesma desacompanhada de infra-
estrutura adequada; sobrecarga de trabalho dos agentes comunitários de saúde (ACS),
insuficiência de referência e contra-referência, dentre outros.
Segundo Brasil (2011), os princípios da atenção primária são: integralidade da atenção,
qualidade dos serviços prestados, equidade e participação social. Diante a adstrição de
clientela, as equipes de saúde buscam estabelecer vínculo com a comunidade, permitindo o
compromisso e a co-responsabilidade destes profissionais bem como de toda população.

Quadro 03 - Procedimentos (por grupos) realizados pela Rede Municipal de Saúde de


Ivinhema/MS, 2010.
GRUPO DE PROCEDIMENTO NA ATENÇÃO ANO BASE 2010
BÁSICA
Ações de Promoção e Prevenção em Saúde 161.176
Procedimentos com finalidades diagnósticas 60.226
Procedimentos Clínicos 199.950
Procedimentos Cirúrgicos 7.271
Ações Complementares da Atenção em Saúde 364
Total 428.987
Fonte: Secretaria Municipal de Saúde de Ivinhema/MS, (2010).
13

No Quadro 03, pode–se observar que dentre as ações de atenção básica realizadas no
município, 37.6% delas são voltadas à promoção e prevenção a saúde, incluindo ações
coletivas de educação em saúde, visita domiciliar, imunização, ações odontológicas, dentre
outras. Já as ações para finalidade diagnóstica, como colheita de material citopatógico de
colo uterino, para triagem neonatal e demais exames laboratoriais e clínico de mama e
biópsia de pele, somam 14% do total. Os procedimentos clínicos, como consultas realizadas
por profissionais de nível superior, (na unidade de saúde e em domicilio), ablação de pontos,
administração de medicamentos, dentre outros apresenta-se com 46.5% das ações. Por fim,
1.5% são procedimentos de pequenas cirurgias.
A atenção primária a saúde (APS), representa o primeiro nível de contato dos sujeitos,
da família e da comunidade, onde os cuidados a saúde devem estar o mais próximo donde as
pessoas vivem e trabalham. No Brasil, APS representa um conjunto de ações, voltada para o
individual e coletivo, devendo abranger ações que incluem desde a promoção, proteção a
saúde, prevenção de agravos, até o diagnóstico, tratamento e reabilitação. Essas devem ser
desenvolvidas por meio de práticas democráticas, participativas bem como do trabalho em
equipe, dirigido à população de um território delimitado, devendo considerar o sujeito em sua
singularidade, complexidade, integralidade e inserção sóciocultural (DISTRITO FEDERAL,
2011).

1.2 - Estratégia de Saúde da Família Itapoã

A ESF Itapoã localiza-se a Rua 15, s/n no Bairro Itapoá, conta com uma população de
3.200 pessoas, onde de acordo com dados do Sistema de Informação da Atenção Básica,
11.5% da população é composta de idosos, 90% dos moradores cadastrados possuem mais de
sete anos de idade, são alfabetizadas e a mesma porcentagem tem acesso a saneamento básico
(água tratada e colheita de lixo).
A principal economia da população da área adscrita é a prestação de serviços
elementares (lavoura de mandioca, empregada doméstica, babá, construção civil, costura), que
tem como forma de remuneração o pagamento diário, outros vínculos empregatícios são o
14

comércio local e a usina sucroalcooleira, localizada no município de Angélica, (17 km de


Ivinhema).
Até meados do ano de 2002 era uma UBS, quando foi estruturada e implantada como
ESF, em 2009 houve a ampliação de sua área física contemplando as necessidades dos
trabalhos desenvolvidos na unidade.
Quanto aos 11 profissionais de saúde que compõem a ESF Itapoã todos são servidores
públicos municipais concursados, cumprem as recomendações da Portaria n° 648/2006
(Brasil, 2006), quanto à existência de equipe multiprofissional, jornada de trabalho de 40
horas semanais para todos os seus integrantes e composição mínima (médico, enfermeiro,
auxiliar de enfermagem ou técnico de enfermagem e ACS). As equipes de Saúde Bucal (ESB),
modalidade 1: existência de equipe multiprofissional, com composição básica de cirurgião
dentista e auxiliar de consultório dentário (Quadro 04).

Quadro 04 Profissionais de saúde por escolariedade, categoria profissional e quantidade,


lotados na ESF Itapoã de Ivinhema/MS, 2011.
Escolariedade Categoria Quantidade
Superior completo Enfermeiro 01
Médico 01
Odontólogo 01
Nível Médio Auxiliar de enfermagem 03
Auxiliar cirurgião dentista 01
Agente comunitário de saúde 06
Total 13
Fonte: SIAB/2011.
O quadro acima demonstra que as categorias profissionais estão adequadas com a
portaria 648/2006, que para a ESF faz a exigência de equipe multiprofissional com jornada de
trabalho de 40 horas semanais para todos os seus integrantes e deve ser composta por, no
mínimo, médico, enfermeiro, auxiliar de enfermagem ou técnico de enfermagem e ACS. As
equipes de Saúde Bucal (ESB), modalidade 1: existência de equipe multiprofissional, com
composição básica de cirurgião dentista e auxiliar de consultório dentário.
De acordo com Fortuna (2005) um dos maiores desafios na ESF, implicam na interação
constante e intensa de um grupo de trabalhadores para realização da assistência à comunidade
adscrita, valorizando o atendimento integral e a reconstrução do modo de lidar com os saberes
necessários para o cuidado em saúde.
Trabalhar em equipe é um grande desafio, uma vez que cada membro deve estar certo
de que o processo de trabalho exige uma comunicação aberta, de forma democrática e com
15

respeito acima de tudo. Isso permitirá aos integrantes da equipe o exercício da prática
individual, porém de forma integrada, criativa e saudável e proveitosa, evitando assim a
rotulação e decadência das relações entre os trabalhadores em saúde (FRANCISCHINI, 2008).

2. REVISÃO DE LITERATURA

2.1 – Câncer de colo Uterino

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer - INCA (2011), “câncer” é o nome dado
a um conjunto de mais de 100 doenças que têm traz em comum entre elas o crescimento
desordenado de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se para outras
regiões do corpo. Segundo a mesma instituição o câncer do colo do útero, demora vários anos
para se desenvolver e as alterações celulares que podem desencadear essa doença são
descobertas no exame citopatológico do colo uterino.
16

O câncer de colo de útero é considerado um problema de saúde pública, atingindo


todas as camadas sociais e regiões país. É a terceira causa de morte em mulheres em países do
terceiro mundo, entre eles o Brasil (DAVIM et al., 2005).
Em confirmação a evolução desses dados, o Instituto Nacional do Câncer (INCA,
2011), vem afirmar que o câncer do colo do útero, é o segundo tumor mais freqüente na
população feminina (ficando atrás apenas do câncer de mama), e a quarta causa de morte de
mulheres por câncer no Brasil. A cada ano essa patologia faz 4.800 vítimas fatais e apresentou
18.430 novos casos no ano de 2010.
A história natural do câncer de colo uterino revela que esta doença apresenta grande
potencial de prevenção e cura devido sua lenta evolução que perpassa por vários estágios de
lesões intra-epiteliais, pré-cancerosas, até evoluir para a forma invasiva. Isso, somado a
facilidade do diagnóstico, permite que a doença seja detectada ainda nos estágios iniciais,
quando o tratamento apresenta altas taxas de cura (FERNANDES et al., 2009) .
Segundo o mesmo autor, nos últimos 50 anos a incidência e a mortalidade por câncer de colo
uterino vêm diminuindo, graças às novas técnicas de rastreamento do Exame citopatológico
do colo uterino, devendo ser utilizado na prevenção da saúde da mulher.
Para Ferreira (2009), este exame além de ser um método simples, rápido, indolor,
baixo custo e de fácil execução tendo se mostrado efetivo e eficiente na prevenção do câncer
cervico-uterino, detecção precoce de lesões pré-invasivas e, instrumento essencial para a
diminuição da mortalidade por esta patologia.
Para Fernandes, et al., (2009) a realização do exame tem se confrontado, na prática,
com algumas barreiras presentes nos mais diversos aspectos da vida da mulher, dificultando o
alcance da cobertura desejada. Amorim et al. (2006), corrobora afirmando que dentre as razões
para esta barreira estão a dificuldade em alguns locais de acesso aos serviços de saúde, a
técnica de colheita do exame envolvendo a exposição da genitália, motivo de desconforto
emocional; além das condições socioeconômicas e da falta de conhecimento sobre o câncer
ginecológico.
O rastreamento abrangente e constante junto às mulheres está associado a uma redução
de óbitos em mais de 70% em relação às populações não assistida. Há dois motivos para este
efeito: o primeiro é que em grande número de mulheres é detectado ainda com doença pré-
invasora e o segundo, quando a doença é detectada na sua forma invasora, esta tende a ocorrer
em estádios mais precoces, em que as chances de cura são maiores (CALAZAN et al., 2008).
Segundo Brasil (2008) os profissionais de saúde que atendem a clientela feminina
devem cuidar para que haja a maior efetividade possível. Os serviços precisam adotar
17

estratégias que evitem as oportunidades perdidas de atenção às mulheres. Isto é, evitar


ocasiões em que às estas procuram a unidade e não recebem orientações ou ações de
promoção, prevenção e ou recuperação, de acordo com o perfil epidemiológico deste grupo
populacional.
O trabalho em equipe multidisciplinar tem sido proposto, na área da saúde, como
possibilidade de alcance da eficiência, eficácia e efetividade das práticas de cuidado, que só
serão obtidas através de uma produção coletiva (SOARES, 2008).
Ainda assim, estimativa do INCA aponta que, neste ano, o país terá aproximadamente
18,5 mil novos casos de câncer de colo do útero e 49,2 mil de câncer de mama. Só no Mato
Grosso do Sul, a previsão é de 310 e 550 casos, respectivamente, perdendo somente para o
Amazonas, Tocantins e Rio de Janeiro (COSEMS/MS, 2011).
O risco de câncer de colo na fase invasora cresce gradativamente até os 60 anos,
quando então tende a diminuir. Ainda é possível ressaltar que já foram relatados casos de
carcinoma na fase invasora em mulheres jovens com idade entre 15 a 20 anos, com vida
sexual ativa (SMELTZER, BARE, 2006).

2.2 – As ações Multidisciplinares na Estratégia de saúde da Família

Brasil, (2006) revela que a ESF é entendida como uma ação operacional com formação
de equipes multiprofissionais implantadas em UBS. A equipe tem como objetivo atuar na
atenção básica, investindo na promoção da saúde, prevenção e reabilitação de doenças e
agravos que atingem a comunidade tornando-se responsável pela manutenção da saúde da
população. Essa estratégia deve se organizar em caráter substitutivo à rede de atenção básica
tradicional, devendo estar atentos as necessidades da comunidade, com cadastramento
domiciliar, diagnóstico situacional, ações voltadas aos problemas de saúde, pactuada com a
comunidade, buscar o cuidado dos indivíduos e as famílias de forma longitudinal, mantendo
uma postura pró-ativa frente aos problemas de saúde-doença da população.
De acordo com Miura (2005), os componentes da equipe da ESF, devem ser
conscientes de que o trabalho em equipe é um processo dinâmico onde os indivíduos
desempenham papéis que podem se alterar de acordo com o momento e que podem influir na
produtividade e alcance dos objetivos. Se os papéis assumidos pelos membros não se
adaptarem as necessidades essa se torna ineficaz e não atinge o seu objetivo.
18

Segundo Madeira (2009), para a construção do trabalho interdisciplinar na estratégia


saúde da família, os profissionais tem o objetivo de atender, buscar e identificar as facilidades
além de mostrar as dificuldades encontradas no processo de trabalho. Segundo o mesmo autor,
as transformações do modo de atenção à saúde apresentam muitos desafios a serem superados,
mas com a descentralização desta somado a incorporação de novas competências entre elas e
interação com demais profissionais, através de situações-problemas, possibilita uma atuação
em saúde mais contextualizada e resolutiva.
Fortuna (2005) afirma que trabalhar em equipe não significa ser igual, mas conseguir
trabalhar com diferenças e conflitos e tentando sempre atender o paciente com qualidade.
A ampliação e a qualificação dos serviços de atenção primária, organizadas por meio
da ESF, formam parte do conjunto de prioridades políticas que supera a antiga teoria de
caráter exclusivamente centrado na doença, dando ênfase às práticas gerenciais e sanitárias,
democráticas e participativas, sob a forma de trabalho em equipes, voltada às populações de
territórios delimitados, pelos quais também assumem sua co-responsabilidade no processo
(BRASIL, 2011).

2.3 – A importância da comunicação nos serviços de saúde

De acordo com Teixeira (2011), a comunicação em saúde está relacionada ao emprego


de estratégias de comunicação/convívio, que promove a informação e influência nas decisões
dos indivíduos e das comunidades no sentido de promoverem a sua saúde.
Na equipe multidisciplinar de uma ESF, a comunicação apresenta-se como uma
necessidade vital. Tanto a falta como as falhas de comunicação poderão comprometer o
desempenho tanto do profissional como também de toda a equipe de saúde, prejudicando a
qualidade dos serviços prestados a comunidade (LUCAS, 2010).
Para qualificar a atenção à saúde é fundamental que os métodos de trabalho sejam
organizados de acordo com os principais problemas de saúde-doença percebidos nas
19

comunidades e com ações de promoção e vigilância em saúde que sejam efetivamente


incorporadas nas discussões das equipes de Atenção Básica/Saúde da Família (BRASIL,
2007).
Ainda segundo o mesmo autor, as equipes de saúde da família devem desenvolver suas
habilidades no sentido de programar e planejar suas atividades contando com ações
programadas e de atenção a demanda espontânea, com ampla divulgação e comunicação,
visando garantir o acesso da população em diferentes atividades e ações de saúde e, desta
maneira, impactar sobre os principais indicadores de saúde.

2.4 – A intersetorialidade no serviço de saúde

A atual legislação brasileira ampliou a definição de saúde, considerando-a resultado de vários


fatores determinantes e condicionantes, como alimentação, moradia, saneamento básico, meio
ambiente, trabalho, renda, educação, transporte, lazer, cultura, violência, acesso a bens e serviços
essenciais. Por isso mesmo, as gestões municipais do SUS – em articulação com as demais esferas de
governo – devem desenvolver ações conjuntas com outros setores governamentais, como meio
ambiente, educação, urbanismo etc., que possam contribuir, direta ou indiretamente, para a promoção
de melhores condições de vida e de saúde para a população (BRASIL, 2004).
A criação do vínculo com a comunidade e outros setores da sociedade civil organizada,
permite aos profissionais e gestores em saúde reconhecer melhor o processo saúde-doença, e
não apenas aperfeiçoar a atenção à saúde, percebendo a mesma como problema complexo que
necessita além do Programa Saúde da Família, do trabalho intersetorial e da interdisciplinar
(SOUZA, GRUNDY, 2004).
Neste sentido, a ESF estudada, incrementou suas ações educativas e de sensibilização
junto às famílias cadastradas nos diferentes programas sociais em Ivinhema, no sentido de que
as mulheres com vida sexualmente ativa mantivessem seu exame citopatológico do câncer do
colo uterino realizado como preconizado pelo Ministério da Saúde.
20

3. JUSTIFICATIVA

Em Ivinhema o índice de colheita do exame citopatológico do colo do útero vem


decrescendo anualmente, apesar do aumento da população. De acordo com o Pacto pela Saúde
– SISPACTO, até o ano de 2007, o município atingia uma meta de 38% de cobertura do
preventivo de câncer nas mulheres na faixa etária de 25 a 59 anos, em 2008 esse índice caiu
para 37%; em 2009 para 36% e em análise de 2010 observa-se que apenas 26% das mulheres
realizaram o exame. Além disso, no ano de 2010 duas munícipes tiveram resultados deste
exame como alto grau, necessitando ações de saúde à curto prazo.
De acordo com Garcia (2010), os métodos de Prevenção do Câncer do Colo do Útero,
como o exame citopatológico, ainda hoje, representam um desafio para a saúde pública. As
21

razões são vistas como os fatores culturais, sociais, econômicos e comportamentais, além de
problemas voltados a organização dos serviços de saúde.
Ações de prevenção e detecção precoce ao câncer de colo uterino são de grande
importância, visto que esta doença pode comprometer a vida das mulheres, visto que, essas
quando doentes, ocupam leitos hospitalares, compromete seu papel social, familiar (BRASIL,
2006).
De acordo com informações da ESF Itapoã colheita de preventivo se dá por demanda
espontânea das mulheres a partir de ações de educação em saúde coletiva realizada pela
equipe, por sensibilização do ACS e/ou por conhecimento e decisão própria da mulher.
Porém, parece-nos relevante buscarmos outros suportes na ESF, tendo um olhar
ampliado às mulheres que procuram a unidade, independente do motivo que as levou até ali. A
integralidade pode ser um caminho.
Segundo o Laboratório de Pesquisas sobre Práticas de Integralidade em Saúde
(LAPPIS), 2011, a integralidade está focada na escuta, no cuidado, acolhimento, tratamento
correto solidificando o respeito ao outro. Na saúde pública, o termo integralidade busca
contemplar o ser humano como um todo, substituindo o olhar focado na doença pela atenção
as suas necessidades, reconhecendo sua história de vida e seu modo de viver. Por fim,
trabalhar a assistência integral exige uma interação democrática entre os diversos sujeitos do
cuidado, em qualquer nível do serviço de saúde.
Neste sentido, na organização do serviço de saúde, a integralidade busca aumentar às
possibilidades de atenção as necessidades de saúde da população (SOARES et al., 2010).
Para tanto se faz necessário formulação de estratégias de trabalho, que possibilite o
vínculo entre equipe e comunidade, fortaleça a confiança, promova maior aproximação e em
conseqüência disso, garanta a adesão ao exame preventivo do câncer de colo uterino.
Com o objetivo de agir preventivamente para a qualidade de vida e para a saúde das
mulheres Ivinhemense, este projeto de intervenção promove uma série de ações para garantir
que todas as mulheres do ESF Itapoã realizem seu exame preventivo de câncer de colo de
útero.
22

4 – OBJETIVOS

GERAL

Aumentar a adesão das mulheres vinculadas a Estratégia de Saúde da Família Itapoã,


de Ivinhema, ao Exame Citopatológico do Colo do Útero.

ESPECÍFICOS
23

 Capacitar a equipe de Saúde da Família para atuar efetivamente na prevenção do câncer


de colo uterino com realização do exame Citopatológico do Colo do Útero.
 Intensificar ações de promoção e prevenção à saúde da mulher;
 Sensibilizar as mulheres quanto à importância do exame;
 Diagnosticar precocemente ao câncer de colo uterino;
 Propor ações de trabalho em equipe multidisciplinar;
 Estimular a busca ativa da equipe da ESF junto às mulheres do território adscrito;
 Perceber a quanto tempo as mulheres rastreadas não realizava exame Citopatológico do
Colo do Útero
 Monitorar a colheita e resultados do exame de citopatológico do colo do útero.

5 – PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

5.1Tipo de estudo

Trata-se de estudo transversal, para subsidiar um Projeto de Intervenção, realizado


junto a ESF Itapoã com planejamento, programação e execução de ações preventivas por
equipe multidisciplinar e intersetorial, objetivando a adesão das mulheres ao exame
citopatológico do colo de útero.

5.2 População
24

Mulheres com vida sexualmente ativa da Estratégia de Saúde da Família Itapoã

5.3 Período de realização

Este projeto de intervenção foi desenvolvido nos meses de março a outubro de 2011.

5.4 Etapas de elaboração do projeto de intervenção

 Sensibilização da equipe multidisciplinar

 Atualização da equipe em relação ao tema

 Divulgação na mídia

 Fortalecimento ao acolhimento e assistência integral a saúde da mulher

 Busca de intersetoriedade com solicitação de parcerias

 Monitoramento das ações e resultados

 Realização de Campanha em massa

 Avaliação dos resultados

 Retroalimentação a equipe da ESF Itapoã.

Elaborou-se um plano de metas e ações que foi utilizado nas ESF Itapoã a fim de
discutir e programar ações para adesão das mulheres assistidas por essa unidade à colheita do
exame de citopatológico, com espaço para discussão de idéias, interação dos membros das
equipes, com foco na prevenção ao câncer de colo uterino.

Quadro 05 - Plano de ação para adesão das mulheres ao exame citopatológico do câncer do
Colo de Útero

AÇÕES ESTRATÉGIA PERÍO RESPONS


DO ÁVEL

Etapa 1- 1- Realização de convocação da equipe da ESF para *Equipe do


discussão do tema curso de
Sensibilização Março/
2- Apresentação do diagnóstico situacional Especializaç
da equipe 2011
3- Promover debate sobre a mesma ão em
25

multidisciplin 4- Solicitar comprometimento do mesmo com a Atenção


ar proposta de intervenção Básica em
5- Colher subsídios para construção do projeto de Saúde da
da ESF Itapoá
intervenção Família.

Etapa 2 1- Duração em horas: 4 horas Abril/2 *Equipe do


011 curso de
Capacitação 2-Número de participantes: 13 trabalhadores em
Especializaç
da equipe saúde: enfermeiro, auxiliares de enfermagem,
ão em
multidisciplin agentes comunitários de saúde e psicólogos.
Atenção
ar em relação
3-Metodologia utilizada: Básica em
ao tema
Saúde da
Exposição dialogada, com projetor de multimídia e
Família.
roda de conversa com ênfase na participação ativa
dos trabalhadores.

4- Temas apresentados

 Câncer de colo uterino:


 Epidemiologia e fatores de risco;
 Prevenção e tratamento
 Importância da intensificação de ações
estratégicas para adesão das mulheres ao exame
5- Referencia Bibliográfica:
http://www.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdeca
ncer/site/home/colo_utero.

Etapa 3 1- Elaboração de material científico sobre o *Equipe do


Divulgação na tema em estudo, a ser utilizado na sensibilização curso de
Maio/ju
mídia do público alvo, por meio de diferentes meios Especializaç
nho de
de comunicação; ão em
2011
2- Aprovação pelo secretário municipal de Atenção
saúde do material de divulgação na mídia, Básica em
elaborado pela coordenação municipal de Saúde da
atenção básica. Família;
26

3 Após a aprovação no item 02, aprovação do **Secretári


material elaborado no Departamento de Imprensa a Municipal
Municipal de Saúde;
1- Divulgação na mídia, por meio de:
Departamen
 Rádio local AM/FM, (Apêndice I),
to de
diariamente, cinco vezes ao dia, durante os meses
imprensa da
de maio a setembro, do corrente ano.
Prefeitura
 Som ambulante, por meio de motocicleta e
A partir Municipal
alto falante, que circulava nos diferentes bairros
de de Ivinhema
do município, três vezes por semana, durante
maio/20
todo os meses de maio, agosto e setembro
11
(Apêndice I);
 Sites: oficial da Prefeitura Municipal de
Ivinhema e IVINOTÍCIAS (Apêndice I);
4 – Ações de educação em saúde: realizadas na
ESF, com ênfase na equipe multidisciplinar:

 Roda de conversas na sala de espera,


consultórios (médico, enfermagem e
odontologia), sala de imunização, com a
população dos programas específicos de saúde,
hipertensos, diabéticos, puericultura (aproveitava
o momento para falar com as mães), etc.
Visitas domiciliares;

Etapa 4 Ações de educação em saúde diretamente A partir *Equipe do


relacionada ao tema câncer de colo de útero e a de curso.
Fortalecer o
importância da realização do exame: maio/20
acolhimento e ***Equipe
11
assistência  Abordagem durante as diferentes consultas da ESF
integral a na unidade de saúde seja ela, Itapoá.
saúde da médica/odontológica ou de enfermagem,
mulher seguindo o seguinte esquema: prestar
atenção/observar a data da última coleta de
preventivo da mulher, orientações sobre a
27

importância do referido exame e na necessidade


do mesmo encaminhamento e agendamento para
a realização do exame citopatológico do câncer
de colo do útero.

Etapa 5 Proporcionar Atividades educativas sobre o tema, A partir *Equipe do


realizado em pontos estratégicos como: centro de de Maio curso de
Buscar a
referencia da Assistência social (CRAS) e 2011 especializaç
intersetorieda
Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul ão em
de com
(UEMS), abrangendo as famílias cadastradas nos atenção
solicitação de
programas assistenciais como: Programa Bolsa básica em
parcerias.
Família, Vale Renda, PRO - Jovem, grupos de saúde da
artesanatos, dentre outros. Outro local de atividades família;
educativas é o centro de convivência do idoso ***Estratégi
(CCI). a de saúde
da família
O público alvo de todos os encontros deve variado
Itapoá.
entre o sexo feminino e masculino, onde deve ser
solicitado ao representante familiar daquela ocasião,
(seja ao esposo, filho ou outro), que leve a
mensagem as mulheres em sua residência da
importância da coleta ao exame citopatológico do
colo uterino e que as mesmas procure a unidade de
saúde para realização do exame.

Etapa 6 Colheita de dados para: Março, *Equipe do


Junho, curso de
Promover o  Monitorar as colheitas o exame
outubro. especializaç
monitorament mensalmente a partir de março/2011, com
ão em
o e avaliação observação aos dados relacionados tanto a
atenção
das ações adesão das mulheres a colheita do exame
básica em
quanto a quanto tempo a mulher não se
saúde da
submetia a tal exame. A fonte de dados para
familia
tal monitoramento é o livro de preventivo da
unidade de saúde e a requisição do exame ***ESF da
28

citopatológico do câncer de colo do útero, família


respondido pela própria mulher no momento Itapoã.
da colheita. As reuniões de equipe deverão
favorecer o diálogo aberto entre todos em
busca do mesmo objetivo.
Etapa 7 Durante todo o mês de setembro houve maior Mês de *Equipe do
intensificação da campanha para colheita do setembr curso
Campanha
preventivo, culminando com um dia D em primeiro o e ***Equipe
em massa
de outubro (sábado) com colheitas em todas as primeir da ESF
unidades de saúde, inclusive na ESF Itapoã. o de Itapoá.
outubro

Etapa 8  Avaliação dos resultados finais do projeto de Outubro *Equipe do


intervenção, onde deverá buscar nas curso
Avaliação dos
unidades de saúde do Município o numero
resultados
de coleta de exames e dispor em figuras
ilustrativas.

Etapa 9  Retroalimentação da equipe Outubro *Equipe do


multidisciplinar, com apresentação das curso
Retroaliment
figuras e discussão da importância da
ação a equipe
organização do processo de trabalho das
equipes para a melhora dos serviços
prestados a comunidade.
*Especializando do curso de especialização em Atenção básica em saúde da família: Taiana Minielo
Gonzáles (médica); Ana Cristina Bortolasse Farias (enfermeiro) e João Luiz Moscateli
(odontológo).

** Secretária Municipal de Saúde: Sônia Aparecida Dias Henriques Garção

*** Equipe da ESF Itapoã: Enfermeiro; odontólogo e médico da equipe do curso, enfermeiro, auxiliares
de enfermagem, agentes comunitário de saúde e auxiliar do cirurgião dentista.
29

6 – RESULTADOS E DISCUSSÕES

É estimado que o rastreamento de mulheres com o exame citopatológico do colo do útero


reduz em média 80% da mortalidade por esta patologia. Contudo, para isso faz-se necessário a
equipe de saúde buscar estratégias, garantir qualidade, organização e integralidade do rastreio. Além
disso, é importante destacar a necessidade de alcance de níveis elevados de qualidade, cobertura e
acompanhamento de mulheres com lesões identificadas (INCA, 2004; 2005).

Um dos objetivos deste projeto de intervenção foi aumentar à adesão das mulheres a colheita
do exame citopatológico do colo de útero de Ivinhema. Na Figura 01 mostra os resultados
comparativos entre 2010 e 2011, por ESF.
30

597
600 563
501
500
416 Anos
400 383 382
311 2010
300 287
2011
266
200 166
140
100 66

0
ESF Itapoã ESF Triguenã/ UBS Vitoria ESF Amandina ESF Guiray *ESF Piravevê

Grafico 01 - Colheita de Exame Citopatológico de Colo de Útero realizado no período de Janeiro a Outubro de
2010 a 2011, por Estratégia Saúde da Família do município de Ivinhema.
Fonte: Secretaria Municipal de Saúde de Ivinhema/MS (2010; 2011).
* A ESF Piravevê foi inaugurada no mês de agosto de 2010.

Percebemos na Figura 01 o aumento significativo de realização do exame em estudo


na ESF Itapoã, local onde foi executado o projeto de intervenção, por meio do planejamento
de ações de intensificação da comunicação entre a equipe multidisciplinar e ações de educação
em saúde através de ampla divulgação nos diferentes meios de comunicação local.

Em todo o Município, representado pelas unidades de saúde foram colhidos no ano de


2010 2.086 exames. Em 2011 este número elevou-se para 2.205, correspondendo um aumento
de (6%).

Já na ESF Itapoã, na Estratégia de saúde da família Itapoá, no período correspondente


entre os meses de janeiro a setembro de 2010, houve uma adesão ao exame de 242 (duzentos e
quarenta e duas) mulheres com vida sexualmente ativa. Enquanto que em 2011, no mesmo
período o numero passou para 383 (trezentos e oitenta e três) mulheres, correspondendo a (58
%) de coleta a mais que no ano anterior. Este resultado demonstra que as ações que compõem
este plano de intervenção (sensibilização dos profissionais, ações de educação em saúde,
divulgação na mídia etc.) vêm atingindo os objetivos propostos, ressaltando mais uma vez a
importância dos trabalhos de promoção a saúde.
31

Segundo Amorim (2006), considerando que o câncer de colo de útero ocupa uma
respeitável posição como causa de mortalidade em mulheres, especialmente nos países menos
desenvolvidos, e que vários estudos vem demonstrando que esta patologia é passível de
detecção precoce, através do exame citopatológico do colo do útero, bem como de cura
dependendo do estágio em que é detectado, observa-se que este plano de intervenção foi de
suma importância para a saúde pública municipal bem como para a promoção de saúde das
mulheres submetidas ao exame.

Acredita-se que a mídia, é uma respeitável ferramenta de informação à população e


uma importante parceira nos processos de intervenções, visto que permite uma rápida e
abrangente penetração social. Isso na área de saúde é considerado de extremo crédito (COLL,
2010).
De acordo com Francischini (2008) a equipe da ESF é de valimento para que a
complementaridade venha ocorrer em detrimento da centralização do trabalho em um só
indivíduo. Porém, para que isso possa acontecer se faz necessário a disposição de compartilhar
os objetivos, as decisões tomadas, as responsabilidade e também os resultados.
Além disso, a equipe como um todo deve ter a percepção de que o fracasso de um pode
expressar o fracasso de todos e que o sucesso de um é essencial para o sucesso da equipe. É
importante também que haja disposição dos membros em ouvir e considerar as experiências
um dos outros.

A Figura 02 mostra o número de exames realizados junto a ESF Itapoã no período de


janeiro a setembro de 2011, incluindo o “Dia D” (realizado no dia 01 de outubro), após a
realização do plano de intervenção.
32

70 68
65 63
60
55
50 48
43 44
45
ANOS
40
35
35 32 2010
31
30 26 2011
24 25 25 24 23
23 23
25 22
20
15
15
10
5
0
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET *DIA D

Figura 02 – Distribuição do número de exames citopatológico de colo de útero realizados no período de janeiro à
outubro de 2011 (*Dia D), na Estratégia Saúde da Família Itapoã, no município de Ivinhema - MS.
*Dia D – Campanha Municipal para colheita de exame citopatológico do colo do útero, em 01 de outubro de
2011 na ESF Itapoã.
Fonte: ESF Itapoã.

Percebemos na Figura 01 o aumento significativo de realização do exame em estudo na


ESF Itapoã, local onde foi executado o projeto de intervenção, por meio do planejamento de
ações de intensificação da comunicação entre a equipe multidisciplinar e ações de educação
em saúde através de ampla divulgação nos diferentes meios de comunicação local.

Em todo o município no ano de 2010, nas unidades de saúde foram colhidos no ano de
2.086 exames. Em 2011 este número elevou-se para 2.205, correspondendo um aumento de
(6%).

Já na ESF Itapoã, no período correspondente entre os meses de janeiro a setembro de


2010, houve uma adesão ao exame de 242 mulheres com vida sexualmente ativa. Enquanto
que em 2011, no mesmo período observa-se um aumento para 383, correspondendo a 58 % de
colheita a mais que no ano anterior. Este resultado demonstra que as ações que compõem este
plano de intervenção (sensibilização dos profissionais, ações de educação em saúde,
33

divulgação na mídia etc.) vêm atingindo os objetivos propostos, ressaltando mais uma vez a
importância dos trabalhos de promoção a saúde.

Para Silva, Trad, (2005), a implantação do SUS, tem-se constituído um grande desafio
para todos os gestores, profissionais de saúde e sociedade. A descentralização dos serviços tem
possibilitado uma melhor visualização dos problemas e facilitado a resolução e intensificação
dos mesmos.
O Fórum da Reforma Sanitária Brasileira (2006) corrobora afirmando que para ampliar
o acesso ao serviço e garantir a cobertura das ações é necessário organizar a rede de forma
articulada com outros serviços. Além disso, necessita-se de uma equipe acolhedora e
resolutiva que tem um olhar ampliado possibilitando ações integrais baseadas nas
necessidades e demanda da população.
Segundo Araújo, Rocha (2006), o trabalho em equipe tem como objetivo impactar
sobre os diferentes fatores do processo saúde-doença. Assim as ações multiprofissionais
implicam em um profissional se reconstruir no conhecimento do outro de forma que ambos
sejam transformados para intervir efetivamente na realidade em que estão inseridos.

A Figura 03 apresenta o número de anos em que as mulheres investigadas no período


de 01 de maio a 01 de outubro de 2011, não realizavam o exame citopatológico do colo do
útero.
34

Figura 03 – Período em que as mulheres não realizavam o exame citopatológico do câncer de colo uterino,
período de maio a 1 de outubro/2011, ESF Itapoã.
Fonte: ESF Itapoã/2011

No período estudado foram investigadas 229 mulheres, destas somente 24,9% delas
haviam realizado o exame citopatológico do colo do útero há menos de um ano, 47.5%
haviam realizado entre um a dois anos, 18.3% das mulheres não realizavam o exame a um
período de três a quatro anos e por fim, 9.3% há mais de cinco anos não se submetia ao
referido exame.

Cavalcante (2004) enfatiza que diversos fatores interferem na adesão das mulheres ao
exame citopatológico do colo do útero, contribuindo para persistência do câncer de colo de
útero como um sério problema de saúde pública. Segundo o autor, o controle desta doença é
dificultado, principalmente por fatores socioeconômico e cultural, fazendo com que mais de
70% das pacientes diagnosticadas com a patologia, apresentem a doença em estágio avançado,
o que limita consideravelmente a possibilidade de cura.

De acordo com Ferreira (2009), em uma pesquisa realizada no município de Botucatu


– SP, objetivando compreender o que influência as mulheres a não realização do exame
citopatológico do câncer de colo de útero, revela que as mesmas demonstraram
desconhecimento a cerca da doença, da técnica de colheita do mesmo e da importância do
35

mesmo, medo na realização e do resultado, vergonha e o constrangimento, além dos valores


culturais, dificuldade acesso ao serviço, emprego e filhos que também foram relatados como
impedimento.
O sucesso do rastreamento do câncer cérvicouterino depende, contudo, da organização
da equipe e do serviço de saúde que deve ser voltado a uma assistência à de qualidade as
mulheres, o que exige capacitação dos profissionais, qualidade, condição e continuidade das
ações de forma humanizadas e equânimes, respeitando às diferenças culturais, eliminando as
barreiras e iniqüidades do acesso (PINHO, 2003).
A adesão das mulheres ao exame citopatológico do câncer do colo de útero depende de
uma série de fatores, para sensibilização das mesmas sobre o exame e sua importância, para
que ocorra realização do exame e promoção a saúde, melhorando a qualidade de vida, mesmo
diante de aspectos socioeconômicos e culturais desfavoráveis. A ESF apresenta-se como
essencial no planejamento das ações, busca de parcerias, ampla divulgação e realização
efetiva de ações, uma vez que sua atenção está centrada na família e percebida a partir de sua
realidade local.

7 – CONSIDERAÇÕES FINAIS
36

O referido plano de intervenção mostrou a importância da análise de resultado,


monitoramento das ações desenvolvidas em equipe e a possibilidade da percepção das
necessidades prioritárias da comunidade, a fim de pleitear intervenções.

Verificamos que o trabalho em equipe multidisciplinar, o planejamento das ações,


educação permanente aos profissionais, a busca por parcerias, comunicação, divulgação na
mídia, somado a participação, sensibilização e a vontade popular faz com que a saúde pública,
em especial a atenção primária a saúde, invista na promoção, prevenção e proteção a saúde da
comunidade.

Neste sentido, acreditamos que para atingir o melhor na atenção a saúde, é


fundamental incrementar novas práticas e concepções vigentes, que sejamos capazes de
problematizá-las, não em abstrato, mas no concreto do trabalho de cada equipe, e de construir
novos pactos de convivência e práticas, que aproximem os serviços de saúde dos conceitos da
atenção integral, humanizada e de qualidade, da equidade e dos demais marcos dos processos
de reforma do sistema brasileiro de saúde.

Cresce a cada dia na saúde pública, a importância da organização de ações em rede, da


necessidade de integração entre diversas formações, de práticas educativas que respeite o
olhar do outro, suas experiências além da efetivação e fortalecimento da participação popular.

Neste sentido, a ESF tem como objetivo principal visar à promoção e prevenção da
saúde da população no âmbito individual e coletivo, tendo como principal objetivo a
reorganização da atenção básica no SUS.

É importante enfatizar que no desenrolar das ações, foi nítido, a dificuldade estrutural
da equipe de saúde na percepção do sujeito de forma integral, no momento em que este
procura a unidade de saúde, este fato foi comprovado pelo número de oportunidades perdidas,
pois nos prontuários e entrevista de mulheres que estavam em atraso na realização do exame
preventivo, houve a detecção de que as mesmas já haviam comparecido por diversas vezes na
unidade de saúde para atendimentos diversos e não sensibilizadas da importância do exame
citopatológico e/ou outros procedimentos.

Estudos mostram que vários profissionais de saúde são arraigados no modelo


hegemônico, centrado na doença, no procedimento em que o usuário vem buscar no serviço de
saúde por demanda espontânea, enquanto outros serviços que visem à promoção e prevenção
37

na saúde deveriam ser oferecidos. Assim, se faz necessário ainda o investimento de


campanha em massa para obtenção de alguns resultados e/ou necessidades locais.

Outro fator preocupante percebido durante o trabalho foi à precariedade do número de


funcionários na ESF. Em especial para este trabalho foi necessário a contratação de uma nova
profissional de saúde (auxiliar de enfermagem) para compor o quadro.

A atenção primária está caracterizada como a porta de entrada do serviço de saúde,


sendo orientada pelos princípios da universalidade, acessibilidade, vínculo, continuidade do
cuidado, integralidade da atenção, responsabilização do cuidado, humanização, equidade e
participação social.

Assim, se faz necessário a concretização, através da governabilidade Tripartite, da


efetivação da educação permanente no serviço, devendo esta, ser encarada como uma
importante estratégia de gestão, e grande potencialidade para provocar mudanças no cotidiano
dos serviços, conforme preconiza o Ministério da Saúde.

Por fim, sugere-se que profissionais de saúde da ESF Itapoã; programem, planejem,
façam efetivamente a comunicação em saúde e reconheçam a forma de pensar e o modo de
viver da comunidade de seu território de trabalho, a fim de desenvolver estratégias que
possam intensificar as ações de saúde população adscrita, partindo de suas condições reais,
estimulando-as a refletirem sobre suas realidades, tendo como objetivo final melhorar sua
qualidade de vida.

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38

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APENDICE I

Atenção Mulheres de Ivinhema

terça-feira, 17 de maio de 2011

*Fonte: www.ivinhema.ms.gov.br CAMPANHA DE


PREVENÇÃO DO CÂNCER DE COLO DE ÚTERO E
MAMA
O exame de preventivo do Câncer de Colo de Útero, quando realizado pelo menos uma
vez ao ano detecta lesões iniciais que são curáveis em até 100% dos casos.
A Secretaria Municipal de Saúde de Ivinhema CONVIDA A TODAS AS MULHERES
A REALIZAREM SEU PREVENTIVO NO POSTO DE SAÚDE MAIS PRÓXIMA DE
SUA CASA.
Atenção aos cuidados que devem ser tomados antes de fazer seu exame:
 Não manter relação sexual um dia antes do exame;
 Não usar duchas, cremes ou medicamentos vaginais por três dias antes do
exame;
 Não estar menstruada.

 Lembre-se: Muitas mulheres morrem vítimas de câncer de colo de útero por


não serem descoberto a tempo. Demonstre amor a sua própria vida, procure a
Unidade mais Próxima e faça seu Preventivo.