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Bongô

Foto de um bongô (instrumento musical composto por dois pequenos tambores).

Bongô, marwas, tbila.

É um instrumento musical do tipo membranofone, composto por dois pequenos tambores


geminados, unidos entre si, percutido com os dedos..

Construção

Em geral abertos na extremidade oposta da pele e o corpo é geralmente cônico e constituído


de várias peças de madeira encaixadas e presas por um ou mais anéis metálicos, numa
construção semelhante a um barril. Encontram-se também menos frequentemente, bongôs que
são feitos de uma única peça de madeira escavada ou de meia seção de um coco ou cabaça.

Um dos tambores tem um diâmetro um pouco maior do que o outro. Embora não tenham altura
definida, a tensão da pele pode ser ajustada para obter a faixa de tímbres desejados. A
diferença de tamanho faz com que um dos tambores seja mais grave do que o outro. O tambor
maior e mais grave é chamado de hembra (fêmea em espanhol) e o menor e mais agudo é o
macho. O macho tem em média um diâmetro de 6 a 6½" (15 a 16 cm), enquanto a hembra
possui este valor em torno de 7½ a 8" (cerca de 20 cm). A pele utilizada pode ser de gado,
cabra ou mula. Em Cuba, é possível encontrar o uso de filmes de raio-X como pele para os
Machos. Antigamente, a pele era pregada ao casco. Hoje, o sistema de afinação é feito através
de aros de metal e parafusos.

Origens

Há controvérsias sobre a origem dos bongôs. Tambores semelhantes existem no Egito, no


oriente médio, onde são conhecidos por marwas e em Marrocos onde são chamados de Tbila.
Também as Tablas, utilizadas na música indiana têm parentesco distante com os bongôs. Em
sua forma moderna, surgiu no final do século XIX na província de Oriente, em Cuba. Era um
instrumento muito utilizado pelos grupos de Son e Changui, estilos musicais oriundos da fusão
da música africana com a música espanhola, que deram origem ao grupo de ritmos conhecido
hoje como Salsa. Seu uso por estes tornou-se menos significativo na década de 1940, quando
as Tumbadoras foram introduzidas nas orquestras de baile.
Porém, nesta mesma época, o bongô começou a ser utilizado como o símbolo para os novos
ritmos que surgiam. Seu tamanho e seu preço acessível fizeram do bongô uma moda, tanto
como instrumento musical como souvenir. Um famoso bongocerro (tocador de bongô) que
ajudou na construção deste sucesso comercial foi Jack Costanzo, conhecido como Mr. Bongo,
ao acompanhar Nat King Cole. Outros grandes nomes deste instrumento, e que devem ser
tomados ccomo referência, são: Ray Romero, Armando Peraza, Willie Rodriguez, Ray Barreto,
Patato Valdez, Manny Oquendo e Mongo Santamaría.

Execução do Bongô

Durante a execução, os bongôs são colocados em um suporte com altura ajustada para que o
percussionista possa tocá-lo de pé. Também é possível tocá-lo sobre o colo, ou preso entre as
pernas, com cuidado para que as aberturas não sejam bloqueadas. O bongô é tocado por
percussão da pele com as mãos. Sons diferentes podem ser obtidos se a pele for golpeada no
centro ou na beirada e também há variações de acordo com a parte da mão utilizada. A ponta
dos dedos proporciona um som mais brilhante enquanto que a palma gera um timbre abafado.
Efeitos adicionais podem ser obtidas se uma das mãos for usada para pressionar a pele de um
dos tambores enquanto a outra é usada para bater. Isso permite variar a altura obtida pela
mesma pele. Geralmente os dois tambores são tocados simultaneamente, um sendo usado
para os baixos e o outro para as notas agudas, proporcionando células rítmicas bastante
rápidas e complexas.

Os bongôs são utilizados principalmente na música do caribe, tal como a rumba, salsa,
merengue. Nestes ritmos normalmente é tocado junto com congas e tumbadoras. O padrão
básico do bongô é o chamado martillo (Martelo) que marca o primeiro e terceiro tempos sobre
o macho e o quarto tempo sobre a hembra. As mãos se alternam, a direita marca os tempos e
a esquerda preenche os espaços com variações rítmicas que permitem executar variações
bastante criativas sem nunca deixar o papel de sustentação de ritmo.

Em uma orquestra tradicional, o bongocerro possui duas funções. Durante a introdução, os


versos e os oslos de dinâmica baixa, ele toca o bongô. Quando a música cresce, pelo fato do
bongô ser um instrumento de volume sonoro inferior aos outros, o bongocerro troca de
instrumento, passando a tocar a Campana (uma espécie de cow-bell, em espanhol cencerro).

Fonte: Wikipédia