Sei sulla pagina 1di 9

DE: VICE – CONSULADO DE PORTUGAL EM BELÉM – PARÁ – BRASIL

Exmo(a) Senhor(a),

Em referência ao seu pedido de atribuição da nacionalidade portuguesa, recebido


por este Posto; em virtude da entrada em vigor, no Brasil, da Convenção da
Apostila, no dia 14 de Agosto, e mediante instruções superiores da Conservatória
dos Registos Centrais em Lisboa, solicita-se a apresentação da certidão de
nascimento local dos requerentes, emitida por fotocópia do livro de registo de
nascimento, devidamente apostilada.
Melhores cumprimentos.

Aline Paiva
Assistente Técnica
Vice-Consulado de Portugal em Belém - PA
mail@belempara.dgaccp.pt
T.: +55.91.32416666
F.: +55.91.32418191
www.vcportugalbelem.org.br
ESTUDO MÉDICO-LEGAL DO ABORTO •

O que é aborto? O código penal não define o que vem a ser o aborto.

Para os OBSTETRAS é o produto eliminado pelo trabalho de abortamento, antes da 20ºsemana.

Para a OMS, aborto é a eliminação do produto da concepção com menos de 500g, que equivale,
mais ou menos, 20 a 22 semanas. Contando-se da data de início da última menstruação.

JURISTAS é a interrupção dolosa da gravidez, à qual segue a morte do concepto,


independentemente da duração da gestação.

ASPECTOS LEGAIS BRASILEIROS

Art.124 CP-AUTO ABORTO; Art.126 CP ABORTO COM CONSENTIMENTO e Art.125 CP ABORTO


NÃO CONSENTIDO.

ELEMENTOS DO TIPO: 1.Dolo; 2.Gravidez; 3.Uso dos meios necessários e a Morte do concepto.

- FETO LITOPÉDIO: (CRIANÇA DE PEDRA). É a mumificação do feto morto dentro do útero


materno. Ocorre quando não há a presença do líquido amniótico, senão o feto estaria macerado.
Geralmente, ocorre nas mortes fetais até o 3º mês de gestação.

- MACERAÇÃO FETAL: Feto que morre dentro do saco amniótico e sua permanência acarreta a
destruição dos tecidos moles. Ocorre nas mortes fetais a partir do 5º mês de gestação. Indicam
que o feto está morto há mais de 24H.

- FETO PAPIRACEO: Ocorre em gestações múltiplas ou bivitelina (gêmeos), quando um dos


produtos da concepção morre dentro do útero materno e é comprimido pelo outro feto em
desenvolvimento.

- MOLA HIDATIFORME: É uma degeneração da placenta. Não há um ser humano em


desenvolvimento dentro do útero.

- DOCIMASIAS NEGATIVAS (falso negativo): Exames para saber se o feto nasceu com vida.

Quando se inicia a gravidez: Para os OBSTETRAS a mulher está grávida desde que tenha havido
implantação do ovo na cavidade uterina.

A DOUTRINA MEDICO-LEGAL considera a mulher grávida desde o momento da concepção.

A gravidez abrange o período entre a fecundação e a implantação do ovo (resultado da


fecundação) no endométrio. Todavia, será considerado crime de aborto se a manobra abortiva
ocorrer antes ou depois da nidação. Pois há vida desde a fecundação, chega a essa conclusão sob
os seguintes fundamentos:

1) Aborto é crime contra a vida e não contra a gravidez;


2) A vida tem valor e é tutelada pelo direito até antes da implantação do ovo. Para eles não faz
diferença se a vida é abortada antes ou depois da nidação, pois ela é ceifada de qualquer
maneira. Porém, para DOUTRINA PENAL, considera-se o início da gravidez com a nidação
(implantação do ovo no endométrio) perdurando até a dilatação do orifício do colo uterino.

DIAGNÓSTICO DE GRAVIDEZ PREGRESSA. - São vários os problemas que as autoridades esperam


que sejam resolvidos pelos peritos nos casos de aborto criminoso:

- • Se havia gravidez; • Se houve aborto; • Se foi provocado; • Em que época se deu a


interrupção; • Que lesões ocorreram além do aborto; • Pesquisa de doença mental da mulher
para saber a sua capacidade para consentir; • O estudo do prontuário hospitalar.

Sendo assim, a demonstração de gravidez é o primeiro passo para esclarecer se houve crime de
aborto.

• DIAGNÓSTICO DE GRAVIDEZ NA MULHER VIVA: É um diagnóstico difícil de ser realizado, antes


de completado o segundo mês gestacional, pois há mínimas modificações no organismo.
Geralmente, não há mais a presença do concepto, e se está presente não mais vive. Neste caso
exames clínicos ginecológicos e complementares podem viabilizar o diagnóstico.

OVO: Resultado da fecundação. Suas células periféricas contém TROFOBLASTO, e suas células
mais externas contém SINCIOTROFOBLASTO.

TROFOBLASTO: Dissolve o tecido do endométrio, por meio de enzimas proteolíticas, permitindo


o aninhamento do ovo.

SINCICIOTROFOBLASTO: Responsável pela produção de gonadotrofina coriônica (HCG).

1) SINAIS MAMARIOS: Com a gestação há o aumento do volume da mamas.

2) SINAL DE HALLER: Na região mamária é possível visualizar com cerca de 8 semanas após o
primeiro dia da última menstruação, uma rede venosa.

3) COLOSTRO: Das mamas saem uma pequena quantidade de líquido leitoso. Não é um sinal de
certeza de gravidez pregressa, pois pode aparecer sob a influência de tratamento hormonal.

4) SINAIS GENITAIS: A genitália, vagina e colo uterino apresentam-se arroxeados em razão do


aumento da vascularização.

• VULVA com a tonalidade ARROXEADA: SINAL DE JACQUEMIER ou de CHADWICK

• VAGINA com tonalidade ARROXEADA: SINAL DE KLUGE.

Outros sinais genitais: Vagina com consistência diminuída e amolecimento do colo.

5) ALTERAÇÕES CUTÂNEAS: • Hiperpigmentação aréola mamária, abdômen e face;

• Linha escura entre o umbigo e o púbis: Linha negra da gravidez;


• Mancha hiperpigmentada na testa e nas regiões malares: Cloasma gravídico;

• Estrias gravídicas.

6) LÓQUIOS: São líquidos drenados pelo orifício do colo do uterino. Inicialmente sanguinolentos,
ao fim de três dias tornam-se serosos e amarelados. Indicam que houve perda do revestimento
interno da parede uterina que se apresenta CRUENTA e SANGRANTE.

Encontro de partes fetais ou da placenta em meio ao conteúdo vaginal garante que havia gravidez.
(Diagnóstico de certeza de gravidez). O perito deve colher material da cavidade vaginal para
EXAME CITOLÓGICO ou HISPATOLOGICO. Há fragmentos necróticos de placenta no interior da
cavidade uterina e raramente em meio ao conteúdo vaginal.

7) PESQUISA DE DOSAGEM DE GONADOTROFINA CORIONICA HUMANA. (HCG). É um


HORMONIO ESTIMULANTE que mantém os NÍVEIS DE PROGESTERONA e de ESTROGENIOS
ELEVADOS para manter o embrião na mucosa uterina até o desenvolvimento da placenta,
aproximadamente no terceiro mês de gestação.

A concentração de HCG, após o aborto, costuma a cair de modo rápido e depois de modo regular
e mais lento. O tempo de eliminação do organismo varia em 1 mês, a depender dos valores
iniciais.

ATENÇÃO! Quando a concentração do hormônio não diminui, deve tratar-se de gravidez ectópica
ou de tumores trofoblásticos. Que costumam a produzir níveis muito altos e crescentes de
betaHCG.

ULTRASONOGRAFIA: Seu valor pericial fica bastante limitado, uma vez que o embrião foi
eliminado, na maioria dos casos.

• DIAGNÓSTICO DE GRAVIDEZ NO CADÁVER. Os dados externos apresentados no diagnóstico da


gravidez na mulher viva são complementados pela necropsia. A demonstração de elementos
ovulares continua a ser a mais importante em casos de morte materna.

1.ÚTERO: • Tamanho: Uma vez implantado o ovo, o útero sofre modificações de forma e volume. O
tamanho do útero da MULHER MULTIPARAS (mulher que teve mais de um filho), geralmente,
excede em 1cm do tamanho das NULIPARAS (mulher que nunca teve filhos). Mesmo o útero
tendo esvaziado suas dimensões excedem aquelas do órgão não grávido.

• Conteúdo: A presença da placenta e de partes do embrião é um diagnóstico de gravidez


interrompida. Sendo mais frequentes em casos de aborto incompleto, pelo uso de drogas
abortivas ou de introdução de corpos estranhos no canal vaginal. Com o passar dos dias o material
vai se decompondo e perdendo as suas características morfológicas.
Os fragmentos da placenta, se bem preservados, são reconhecidos por seu aspecto esponjoso. A
placenta sofre processo de necrose, após destacados do leito placentário, por falta de oxigênio e
nutrientes que absorvia do sangue dos lagos placentários.

2) EXAME HISTOPATOLOGICO: Mais importante local para exame histopatológico é o leito da


placenta. Mesmo tendo havido curetagem é possível encontrar elementos trofoblásticos no
miométrio que está por baixo da decídua basal.

3) OVÁRIO: Presença do corpo amarelo maduro é um sinal de probabilidade de gravidez. O


tamanho é de extrema importância, pois o corpo amarelo menstrual pode crescer pra ser
confundido com o gravídico.

4) GLÂNDULAS MAMARIAS: Proliferação intensa dos dutos mamários até a transição do quinto
para o sexto mês. Acúmulo de secreção do sexto mês em diante (colostro). O leite só é produzido
depois do parto.

5) EMBOLIA PULMONAR DE CELULAS TROFOBLASTICAS (ECT)2 . As células do


sinciciotrofoblásticas deprendem-se das vilosidades coriais e penetram nas vias uterinas levadas
pelo sangue materno que circula nos espaços intervilositários. Essas células passam pelo interios
da veio cava inferior, autícula e ventrículo direito, artéria pulmonar e suas ramificações. Ao
chegarem aos vasos menores, ficam encalhadas e são destruídas. Sendo reconhecidas essas
células atestam gravidez pregressa da vítima. 2 HÉRCULES. Hygino de Carvalho. Estudo Médico-
Legal do Aborto. Medicina Legal. Texto e Atlas. 2º Edição. p. 651. O achado da embolia pulmonar
por células trofoblásticas diminui conforme aumenta a sobrevida ao aborto. Em razão disse é de
extrema importância que o perito recolha fragmentos do pulmão para exame histopatológico.

DIAGNÓSTICO DA IDADE GESTACIONAL É um diagnóstico importante em casos de gravidez


resultante de estupro e quando houver acusação de imperícia na indução e execução de manobra
abortiva. Importante ressaltar que algumas técnicas tem limitação na sua indicação, conforme a
fase gestacional.

IDENTIFICAÇÃO DAS CÉLULAS: • Multinucleadas; • Tem citoplasma de reação acidófila; • Núcleos


individualizados; • Membrana celular com contornos nítidos. Na mulher VIVA: No CADÁVER: Data
da última menstruação. Ocorre problemas se a mulher sonegar a informação. Caso não tenha a
expulsão do concepto:

REGRA DE FABRE: O útero cresce 4 cm de altura a cada mês. (Não serve para o primeiro
trimestre de gravidez).

Exame anatomopatológico direto no útero. A espessura da parede uterina aumenta


progressivamente, atingindo ao máximo em torno do quarto/quinto mês. Exame por
ultrassonografia: Comprimento do fêmur do feto, caso haja sua retenção no útero. Dimensão do
útero e espessura das paredes, caso o feto seja expulso. Há alterações no comprimento do útero
por causa do esvaziamento. Exames dos restos ovulares: Permite avaliar a idade gestacional com
base no aspecto das vilosidades coriais. (Origem dos capilares e outros vasos sanguíneos fetais). O
cumprimento das fibras musculares aumentam. O crescimento do útero leva a uma dilatação
progressiva de todos os vasos alterados.

MÉTODOS ABORTIVOS E SUAS COMPLICAÇÕES

• ABORTIVO: É qualquer processo que impeça a implantação de um embrião na mucosa uterina.

• MÉTODOS PRECOCES: Atuam antes da implantação do ovo ou zigoto.

1) Drogas que atuam sobre a ovulação:

• Altas doses de estrogênio e de progestina tomadas duas vezes pode inibir a ovulação, mas sem
garantia, dentro das primeiras 72 horas pós-coito.

• LEVONORGESTREL: pílula do dia seguinte. Comercializada com o nome de POSTINOR-2.

• MIFEPRISTONA: Substitui a progesterona, não permitindo que o embrião implante na parede do


útero.

• DIU: Atua com a finalidade de impedir a nidação.

Drogas utilizadas:

• MIFEPRISTONA: Associada a misoprostol (prostaglandina E1 sintética) promove a contração do


miométrio, nome comercial: CYTOTEC.

• Mifepristona: Seguido de um comprimido vaginal de GEMEPROST, análogo ao MISOPROSTOL.

3) ABORTO CLINICO: Interrupção da gravidez por meio não cirúrgico, geralmente, nos primeiros
meses. Envolve o uso de MIFEPRISTONA ou do METATREXATO, associados a uma
PROSTAGLANDINA E1 (misoprostol ou gemeprost). O metatrexato é um agente citostático capaz
de inibir o crescimento do trofoblasto. E a prostaglandina funciona como droga complementar no
esquema promovendo a contração uterina.

4) ABORTO CIRUGICO: Aspiração do conteúdo através de uma cânula. Após 20 semanas a


paciente é submetida a uma HISTEROTOMIA também chamada de MICROCESÁRIA.

5) ABORTO NO SEGUNDO TRIMESTRE: Indução do aborto por meio de medicamentos. O esquema


moderno é a associação de mifepristona com prostaglandina E1 (Misoprosol). ATENÇÃO! As
soluções hipertônicas já foram usadas para injeção na cavidade amniótica. São compostas de
cloreto de sódio, glicose ou ureia. A solução de cloreto de sódio deve ser a 20%, e causam a morte
de algumas gestantes por hemorragias cerebrais, por hipernatremia aguda ou por coagulapatia.
Pode causar, também, rotura uterina no seguimento inferior ou laceração cervical.
6) ABORTO INSEGURO: É aquele provocado por leigos. O agente não tem boa noção de anatomia
da genitália interna da mulher nem conhecimento cirúrgico ou famarcológico.. Os métodos
utilizados são:

• Mecânicos: A ação pode ser direta ou indireta. Na ação indireta, que atuam a distância do útero,
há traumas abdominais e quedas provocadas. Na ação direta, há introdução de corpos estranhos
no canal cervical, introdução de líquido (soro fisiológico ou substâncias antissépticas) sob pressão
positiva através do colo uterino a fim de deslocar as membranas, inclusive a placenta.

• Químicos: Podem ser administrados via oral ou aplicados no local (colo do útero ou dentro da
cavidade amniótica). Podemos citar como substâncias orais a quinina e a ergonovina. E como
substâncias para uso local o permanganato de potássio.

MORTE MATERNA PERÍCIA NA MULHER VIVA (ASPECTOS OBSERVÁVEIS NO AUTOPSIA).


Presença de marcas de pinça no COLO UTERINO, LÓQUIOS e sinais de interrupção recentes não
são indicativos do dolo de provocação.

A presença da mifepristona no plasma é de 20 a 40 horas. E a da misoprostol é de menos de 30


minutos. Uma grande possibilidade de comprovação seria o achado do tablete de misoprostol na
cavidade vaginal. Aborto por meio cirúrgico: É possível encontrar perfuração uterina, laceração do
colo ou achados de laminárias no canal cervical. No aborto realizado por leigos as lesões grosseiras
de perfuração e laceração do colo, perfuração ou rotura do corpo uterino e presença de infecção.
Parte do material cravado no órgão ou dentro da cavidade uterina. No aborto realizado através de
injeção intra-amniótica é possível visualizar ferida punctória na região hipogástrica, trajeto
hemorrágico através da parede anterior do corpo uterino e alterações na cavidade. A rotura
uterina e lacerações cervicais, junto com o trajeto da agulha, comprovam o procedimento
abortivo. Injeção por soluções sob pressão: presença da substância ou pela desinserção dos
elementos deciduais e da placenta. Podem ser percebidas por sua cor e cheiro característicos.
Quando cáusticas causam queimaduras químicas ao longo do trajeto e na área de deslocamento.
Podendo alcançar a cavidade peritoneal e causar peritonite química.

Pode ocorrer no momento da intervenção ou a médio prazo. Por ser uma morte violeta a
declaração de óbito deve ser dada por um médico legista.

COMPLICAÇÕES IMEDIATAS COMPLICAÇÕES A MÉDIO PRAZO Sangramento abundante, choque


neurogênico, embolia gasosa, envenenamento. Infecção disseminada, sequelas do
envenenamento, como: hepatite tóxica, insuficiência renal, coma prolongado.

DIAGNÓSTICO DA PROVOCAÇÃO. QUESITOS NO AUTO DE EXAME DE ABORTO. INFANTICÍDIO


Art. 123 CP. Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo
após. A autopsia em mulher submetida a aborto por injeção de iodo na cavidade amniótica, por
via vaginal, o feto apresenta marcas de queimaduras químicas e a casa da morte materna é
proveniente da intoxicação exógena pelo cáustico.
Elementos do Crime:

1. Mãe, DOLOSAMENTE;

2. Matar o próprio feto nascente ou recém-nascido; 3. Durante o parto 4. Logo após; 5. Influência
do estado puerperal.

• Estado puerperal: Esse período pode ser conceituado como aquele em que se inicia com a
eliminação da placenta até a volta do organismo materno às condições anteriores à gravidez.

• Porém, há doutrinadores3 que não limitam o término do parto à eliminação da placenta, mas
sim a contenção da hemorragia causada pelo desprendimento da placenta. Para essa doutrina o
parto é dividido em 4 períodos:

1º período: Dilatação cervical (colo do útero)

2º período: Expulsão do feto

3º período: Eliminação da placenta (dequitação)

4º período: Sangramentos e feridas pelo destacamento da placenta.

De toda a sorte, tem-se aceitado que o parto termina com a eliminação da placenta. A mulher que
age sob a influência do estado puerperal não é a mesma que é diagnosticada com psicose
puerperal. Aqui a puérpera estava em crise de surto psicótico, ou epilético, no momento da ação.
Há neste caso uma exacerbação de uma doença mental prévia ou eclosão de uma doença já
existente, porém não conhecida. Configurando uma hipótese de inimputabilidade, prevista no art.
26 do Código Penal.

PUERPÉRIO INFLUÊNCIA DO ESTADO PUERPERAL É uma alteração de natureza física, sendo o


período em que a mulher se encontra após o término do parto (eliminação da placenta =
Dequitação).

É uma ficção criada pelo mundo jurídico. É uma alteração psíquica e física que engloba o período
do parto e logo após o parto. • Durante o parto ou logo após: Necessário será estabelecer o início
do parto e os limites da expressão “logo após”. Inúmeros períodos foram conceituados como
início do parto. Uma parcela da doutrina obstétrica delimitou o início do parto quando se
intensificam e tornam mais frequentes as grandes contrações uterinas.

Já uma outra doutrina já caracterizou o início do parto quando há a perda do tampão de muco que
fecha o canal cervical e que é eliminado quando o colo começa a se dilatar. (Sinal clínico). Mas
para fins periciais, convencionou-se afirmar que o parto inicia-se com a rotura da bolsa amniótica4
. A expressão “logo após” tende a limitar o período em que a morte do concepto será considerada
infanticídio. Essa expressão deve ser entendida como elemento atrelado a influência do estado
puerperal. Desta forma, esse período é marcado pela presença do recém-nascido com o corpo
recoberto pelo sangue do parto, pela presença do ENDUTO SEBÁCEO (material gorduroso que
protege o concepto no interior do saco amniótico e que facilita seu deslocamento pelo canal
vaginal), cordão umbilical ligado à placenta e sinais de que a mãe não se preocupou em dar
qualquer tipo de cuidado ao recém-nascido.

• Feto nascente ou recém-nascido: Ambos podem ser considerados sujeitos passivos da conduta
criminosa de infanticídio. Pois o legislador alargou o conceito de infanticídio, outrora somente
abrangendo a conduta praticada após a expulsão do concepto.

Atualmente, entende-se que a conduta pode ser praticada “durante o parto”, neste caso o sujeito
passivo será o feto nascente, ou “logo após”, resultando como sujeito passivo o recém-nascido