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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ

Pós Graduação Saúde Mental e Atenção


Psicossocial

Fichamento de Estudo de Caso: HIV/AIDS no Brasil:


Provimento de Prevenção em um Sistema
Descentralizado de Saúde.

Gestão, Planejamento e Avaliação em Saúde Mental.


Prof.ª Beatriz Acampora e Silva de Oliveira.

Campinas
2017
Fichamento

Bibliografia

HERZLINGER, Regina E. PINHO, Ricardo R. A Amil e o Sistema de Assistência Médica no


Brasil. Universidade Harvard: Harvard Business School, 2011. 30 p.

Resumo

O cirurgião geral E. Bueno, obteve sucesso ao adquirir a casa de saúde São José, uma

pequena maternidade, situada no rio de janeiro. Pouco tempo depois comprou mais três

clinicas. E após perceber que as empresas de OPS (operadoras de planos de saúde) estavam

sendo bem sucedidas na saúde suplementar, resolve fundar a Amil Assistência Médica.

Em meio a um cenário de desigualdade em acessibilidade, pois Brasil concentrava a

maior parte dos recursos aplicados em saúde na região sudeste, mesmo sendo a área de maior

rentabilidade do país, era crescente o número de clientes das OPS. Pois os recursos investidos

pelo governo em saúde pública, não atendia a demanda da população ao contrário das redes

privadas, que investiam a todo o momento em tecnologia, novos hospitais, exames cada vez

mais complexos, infraestrutura e profissionais especializados.

Com Bueno na presidência e acionista majoritário, a Amil passa de uma recém-formada

empresa para uma “gigante” OPS. E começa a investir pesado em marketing. Além disso,

foram feitos investimentos em infraestrutura como a utilização de aviões e helicópteros para

serviços de resgate médico. Passam a disponibiliza, também, uma rede de assistência, clinica,

hospitalar, laboratorial e com médicos próprios e terceirizados. Além de planos de saúde

flexíveis e a preços competitivos para grandes, médias, pequenas e microempresas, além de

pessoas físicas de todas as faixas de renda.

Em 1993, a Amil passa a oferecer planos de abrangência internacional, serviço ainda

não utilizado no país por outras OPS. E funda a Dix saúde, voltada para pequenas empresas e

pessoas físicas das classes B e C. Em 1999 criou o Total Care, voltado para os clientes que
necessitavam de cuidados especiais e acompanhamento médico e o único certificado na

América Latina. Após novas aquisições em 2000, adotou o Sistema Unificado de gestão em

saúde, que era voltado para prevenção em saúde. Em 2007 lança a Amilpar, uma holding.

Entre 2009 e 2010 comprou a Medial saúde e anunciou a fusão com a MD1, maior empresa

de diagnóstico da América Latina, que também pertencia a Bueno.

Os planos de seguro atendiam a dois tipos de clientes jurídicos e físicos, de todas as

faixas de renda. Oferecendo produtos variados e diferenciados. Divididos em planos

individuais, corporativos, coberturas diferenciadas, odontológicos, internacionais, nacionais,

regionais. Todos esses planos e produtos eram segmentados em marcas.

Com isso o Sistema de Saúde Integrada, da Amil oferecia uma proposta diferenciada,

identificando clientes e os atendendo conforme suas necessidades médicas.

Citações

“Bueno há muito seguia uma estratégia de integração vertical em serviços de


saúde. Os benefícios em potencial eram muitos – integrar os fragmentados
serviços de saúde poderia levar a ganhos dramáticos de qualidade e ao controle
dos custos” (p.1).

“Embora o sistema de saúde pública do Brasil tivesse passado por melhorias


consideráveis nas décadas anteriores, ainda estava sobrecarregado e era
considerado de modo geral como sendo de pior qualidade em termos de
infraestrutura, pessoal e sua disponibilidade, amplitude e qualidade dos
procedimentos e exames” (p.3).

“O setor desenvolveu-se com reação à qualidade limitada dos serviços públicos e


a uma classe média em rápido crescimento numa época em que a expectativa de
vida também aumentava e cada vez mais brasileiros exigiam melhores serviços de
saúde” (p.4).

"A Amil desenvolveu uma cultura voltada para o empregado e o cliente e focada
em saúde acessível e de qualidade" (p.6).

"A Amil criou um software conhecido como Gestão de Pacientes de Alto Risco
(GPAR) para identificar grupos de clientes de alto risco e os monitorar por meios
dos protocolos existentes” (p.10).
“Outro incentivo à expansão vertical era a capacidade de controlar a oferta e a
qualidade de serviços" (p.14).

"No fim das contas, a Amil é uma facilitadora que gera um forte fluxo de clientes
para todos os tipos de prestadores de serviços médicos" (p.14).

Comentário

O setor de saúde suplementar no Brasil vem crescendo ano a ano, associado a elevação

da renda da população, com a possibilidade de adquirir tais serviços com qualidade, melhor

atendimento e tecnologia, enquanto as políticas públicas focam sua atenção de saúde na

população de baixa renda.

Considerando o cenário de melhoria na renda do brasileiro e a baixa qualidade dos

serviços públicos, o Grupo Amil por meio de suas aquisições de serviços e produtos absorve

uma clientela diversificada, tendo como diferencial o desenvolvimento de redes regionais,

com planos diferenciados para que seus clientes tenham atendimento a nível nacional e

possam ser fidelizados.

Para continuar na liderança do mercado e enfrentar os riscos comuns de empresas que

tem suas economias e estratégias baseadas na integração verticalizada que descreve até que

ponto os diversos e sucessivos estágios de produção e distribuição são colocados sob o

controle de uma única empresa, o Grupo decide fortalecer seu quadro interno, na cultura da

meritocracia e na autoaprendizagem, dessa forma seus funcionários passam a entender o que

estão comercializando e a importância do bom atendimento.

Com a expansão vertical a capacidade de controlar a oferta e qualidade dos serviços se

refleti na redução de custos, como os sistemas tecnológicos de informação que encaminha

cada paciente à especialidade mais próxima que contenha os recursos necessários e

disponíveis para atendê-lo. O Sistema de Saúde Integrada liga hospitais e clínicas médicas

gerais e especializadas colaborando para a redução de custos, eficiência e qualidade no

atendimento.
Este modelo de Gestão de Pacientes de Alto Risco (GPAR), através de um software

destaca-se por antecipar o quadro do paciente para o médico indicado, que tem condições

mais seguras de passar seu diagnóstico sem necessitar de repetições de exames.

Com isso observa-se que os modelos de assistência médica da Amil estão integrados,

cujo principal objetivo é dar atenção ao paciente, com acompanhamento e encaminhamento à

especialidade necessária, garantindo assim a redução de custos, uso responsável de materiais e

qualidade no atendimento, sendo assim uma facilitadora que gera fluxo de clientes para todos

os tipos de prestadores de serviços médicos.

Ideação

Neste caso a Amil, mostra um exemplo de boa gestão com investimentos em áreas

estratégicas como a tecnologia e comunicação, levando a um serviço integrado que atinge

colaboradores, clientes e demais serviços. Sendo assim a boa administração da empresa que

valoriza os funcionários e respeita os clientes, tem mostrado grandes avanços na área da saúde

suplementar.