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Lista de Equações

Equação [i] Cálculo da precipitação total

Equação [ii] Cálculo de demanda hídrica para regra por aspersão

Equação [iii] Cálculo de demanda hídrica para regra por gravidade

Equação [iv] Cálculo de demanda hídrica usando método regional

Equação [v] Cálculo de probabilidades de igualar ou exceder

Equação [vi] Cálculo de demanda Ambiental e/ou Ecológica

Lista de Figuras

Figura 3.1. Localização geográfica da área de estudo

Figura 4.2. Distribuição espacial da topografia

Figura 4.2.2. Distribuição espacial dos tipos de solos

Figura 4.2.6 Variação temporal da precipitação ao longo da bacia do Umbelúzi

Figura 5.2.1 Digitalização de dados por imagem satélite e cálculo de áreas no Arcview
3.2a

Figura 6.1 Principais tipos de rega aplicadas na Bacia de Umbelúzi

Figura 6.3 Representação gráfica dos diferentes métodos usados para o cálculo das
demandas por rega na Bacia do rio Umbelúzi

Figura 6.5 Representação das curvas de duração de 2000 - 2014

Lista de Tabelas

Tabela 4.4. Estimativa da população actual na bacia do rio Umbelúzi.

Tabela 6.2 Distribuição temporal das demandas para uso domestico

Tabela 6.3.1. Ilustrando a demanda mensal e anual para agricultura, considerando todas
a áreas de rega por gravidade

Tabela 6.3.2: Ilustrando as demandas mensal e anual de todas as áreas para agricultura
de rega por aspersão
Cálculo de demandas Hídricas para diferentes tipos de uso na Bacia do Umbelúzi

Tabela 6.3.3: Ilustrando as demandas mensal e anual de todas as áreas para agricultura
de rega por gota-a-gota

Tabela 6.4 Ilustrando as demandas mensais e anuais para o consumo pecuário

Tabela 6.5.1 Volumes dos caudais de 2000 - 2014

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Edson Vitorino Jambane, 2017
Cálculo de demandas Hídricas para diferentes tipos de uso na Bacia do Umbelúzi

Índice
1. Introdução ............................................................................................................................ 5
1.1. Contexto ....................................................................................................................... 5
1.2. Problemática e Justificativa ....................................................................................... 6
2. Objectivos............................................................................................................................. 6
2.1. Objectivo Geral ........................................................................................................... 6
2.2. Objectivos específicos .................................................................................................. 6
3. Revisão Bibliográfica .......................................................................................................... 7
3.1. Bacia Hidrográfica ...................................................................................................... 7
3.2. Demanda Hídrica ........................................................................................................ 7
3.3. Precipitação ................................................................................................................. 8
3.4. Caudal .......................................................................................................................... 8
3.5. Caudal Ecológico ......................................................................................................... 8
3.6. Escoamentos................................................................................................................. 9
4. Área de estudo ..................................................................................................................... 9
4.1. Localização geográfica ................................................................................................ 9
4.2. Características Fisiográficas da Bacia de Umbelúzi .............................................. 10
4.2.1. Geologia e Topografia ....................................................................................... 10
4.2.2. Solos .................................................................................................................... 11
4.2.3. Relevo ................................................................................................................. 12
4.2.4. Hidrografia ........................................................................................................ 12
4.2.5. Hidrogeologia..................................................................................................... 13
4.2.6. Clima .................................................................................................................. 13
4.2.7. Precipitação........................................................................................................ 14
4.2.8. Evaporação ........................................................................................................ 15
4.2.9. Ocupação Hidrológica....................................................................................... 15
4.3. Uso e Cobertura da Terra..................................................................................... 15
4.4. População ................................................................................................................... 15
4.5. Organização Social .................................................................................................... 16
5. Materiais e Métodos .......................................................................................................... 16
5.1. Material ...................................................................................................................... 16
5.2. Métodos ...................................................................................................................... 16
5.2.1. Tratamento de dados ........................................................................................ 16
6. Resultados .......................................................................................................................... 21
6.1. Áreas levantadas através de imagem satélite .......................................................... 21

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6.2. Demanda para uso doméstico................................................................................... 22


6.3. Demanda do consumo agrícola ................................................................................ 22
6.3.1. Para rega por gravidade ................................................................................... 22
6.3.2. Para rega por Aspersão .................................................................................... 23
6.3.3. Para rega por Gota-a-gota ................................................................................ 23
6.4. Demanda para consumo pecuário............................................................................ 25
6.5. Representação das curvas de duração ..................................................................... 25
6.5.1. Análise das curvas de Duração......................................................................... 28
7. Conclusão ........................................................................................................................... 29
8. Referencias bibliográficas................................................................................................. 30

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1. Introdução

1.1. Contexto
A água é um recurso fundamental para o desenvolvimento sustentável, mas muitas
vezes não é tida em conta. De forma a se encontrar soluções eficazes e duradouras
para os problemas relacionados com os recursos hídricos, é necessário um novo
paradigma de gestão e governança da água. Este novo paradigma é materializado no
conceito de Gestão Integrada dos Recursos Hídricos (GIRH), que foi definida pela
Global Water Partnership (GWP) como "um processo que promove a gestão e
desenvolvimento coordenado de água, da terra e dos recursos relacionados, a fim de
maximizar o bem-estar social e económico de modo equitativo, sem comprometer a
sustentabilidade dos ecossistemas vitais".

É importante que se conheça o número de áreas actualmente irrigadas, pois


possibilita com que se efectuem cálculos fiáveis das demandas de águas existentes
assim como para a implementação de infraestruturas e procedimentos que possam
permitir a aplicação da água no ambiente e em técnicas de agropecuária duma forma
eficiente.

As imagens de satélite, fotografias aéreas e os sistemas de posicionamento global


(GPS) servem para extrair informações do uso da terra, levantamento de áreas
irrigadas de maneira relativamente precisa, rápida e económica assim como para o
seu monitoramento.

Com a ajuda destas ferramentas o presente relatório tem como base o cálculo das
demandas de uso doméstico, agropecuário e ambiental com base de dados realísticos
e projectados.

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1.2. Problemática e Justificativa


Um dos principais factores que se encontram, está relacionado a técnicas de
monitoramento que tem sido feita de forma deficiente devido à falta de modelos
tradicionais para a gestão da água, baseados em critérios técnicos e setorizados, que
impõem custos económicos, sociais e ecológicos insustentavelmente elevados para a
sociedade e o meio ambiente. É do conhecimento geral que a forma como se gerem
atualmente os recursos hídricos não é sustentável nem do ponto de vista ambiental,
nem em termos financeiros e sociais.

Moçambique ressente-se com a falta de determinação do caudal ecológico óptimo


da maior parte rios partilhados e não só, facto de que têm criado sérios problemas
tais como:

 Barragens e Represas que inundam os habitats fluviais, retardam a mitigação da


migração dos peixes e alteram os padrões de caudal à jusante;

 Problemas com a qualidade da água associados aos caudais agrícolas de retorno e


às aguas residuais industrias e domésticas que levam a proliferação das algas
bénticas e nos troços à jusante, a multiplicação de plantas infestantes.

A existência de novas técnicas de geoprocessamento (Sistemas de Posicionamento


Global, Remonte Sensing and Sistemas de Informação Geográfica) oferecem
oportunidades para o melhoramento da monitoria de vastas áreas que estejam a
sofrer certos impactos.

2. Objectivos
2.1. Objectivo Geral
Calcular as Demandas Hídricas e Seus Diferentes tipos de Uso na Bacia do
Umbelúzi

2.2. Objectivos específicos


a) Fazer o levantamento das áreas actualmente irrigadas na Bacia de Umbelúzi;
b) Determinar a metodologia para os cálculos das demandas na Bacia de
Umbelúzi;
c) Aplicar conhecimentos técnico-científicos dos SIG (Sistemas de Informação
Geográfica) no estudo das demandas hídricas;

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d) Calcular as demandas hídricas de uso doméstico/populacional, Agropecuário


e Ambiental;

3. Revisão Bibliográfica

3.1. Bacia Hidrográfica


A Bacia Hidrográfica é, portanto, uma área definida topograficamente, drenada por
um curso de água ou por um sistema conectado de cursos de água, tal que toda a
vazão efluente seja descarregada por uma simples saída.

CRUCIANI (1976), define micro bacia hidrográfica como sendo a área de formação
natural, drenada por um curso d’água e seus afluentes, a montante de uma seção
transversal considerada, para onde converge toda a água da área considerada. A área
da micro bacia depende do objectivo do trabalho que se pretende realizar (não existe
consenso sobre qual o tamanho ideal).

3.2. Demanda Hídrica


Considera-se demanda hídrica a quantidade de agua captada, expressa em unidades
de volume e que satisfaça aos diversos usos pela população. Em função da sua
qualidade e quantidade, esses usos podem ser classificados como consuntivos e não
consuntivos.

O uso consuntivo ocorre quando parte da agua captada é consumida no processo


produtivo, não retornando ao curso de agua.

O uso não consuntivo refere-se ao uso da agua captada ou utilizada em determinada


actividade é devolvida na mesma quantidade e qualidade, ou então a agua é utilizada
apenas como meio para determinada actividade.

A ONU considera que o acesso básico ocorre quando uma família dispõe de, pelo
menos 20 litros per capita por dia e percorre uma distância inferior a 1Km para
busca-la. Sob o ponto de vista da garantia de uma boa saúde, a Organização Mundial
da Saúde aponta que o acesso diário mínimo é de 50 litros de água por pessoa/dia.

Dois conceitos ganham relevância quando se investiga a demanda hídrica e se


projecta soluções mais racionais de consumo de água: o de pegada hídrica e o de

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água virtual. A pegada hídrica de um produto ou serviço é a soma do volume de


agua consumido e/ou poluído ao longo de sua cadeia de produção.

A água virtual, por sua vez, além de considerar o volume de água consumido, leva
em conta o local de produção dos bens, a fonte da agua e em que ponto da cadeia ela
é utilizada.

3.3. Precipitação
É definida pelo deposito de agua no globo terrestre proveniente da atmosfera
podendo efectuar-se no estado solido ou liquido resultante em diferentes formas de
precipitação (Holtz, 1976).

3.4. Caudal
Consiste na quantidade de água que atravessa por segundo uma secção transversal
de um curso de água, em regra expresso em metro cúbico por segundo (m3/s). Varia
ao longo dos cursos de água e com as estações do ano. Em geral, o regime de um
curso de água depende do regime climático da sua bacia hidrográfica, da natureza
dos terrenos e tipos de vegetação.
O nível de escoamento estabelece uma relação entre a vazão e a região de
aproveitamento. O coeficiente de escoamento corresponde à relação entre o nível de
escoamento e a precipitação média.
A curva de vazão traduz a relação entre o nível de escoamento e o caudal num ponto
determinado da corrente fluvial, obtendo-se da linha de corrente fluvial a linha de
vazão da corrente.
O estudo dos caudais constitui a base da investigação hidrológica.

3.5. Caudal Ecológico


A definição do caudal ecológico varia consoante ao interesse de utilização do
recurso hídrico. A maior parte dos autores apresentam o mesmo ponto de vista
quanto a manutenção dos ecossistemas. Gordon et al (1992) define caudais
ecológicos como cursos de água que permitem assegurar a conservação e
manutenção dos ecossistemas aquáticos naturais, produção de espécies com
interesses desportivos ou comercias, assim como conservação e manutenção dos
ecossistemas ripícolas e os aspectos estéticos da paisagem de interesse cientifico ou
cultural.

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Segundo Belaud et al, (1989), define-se caudal ecológico como sendo o nível
mínimo necessário manter num curso de agua de modo a permitir o crescimento e
reprodução das espécies piscícolas. Resumidamente, considera três (3) níveis para o
caudal ecológico:

 Caudal ecológico Óptimo - que permite a produção das espécies piscícolas, em


particular para a recuperação, após um período de stress determinado, por
exemplo pela seca e por excesso de pesca;
 Caudal ecológico mínimo-que resulta de uma redução pouco significativa ou
nula no número de indivíduos, em anos de pluviosidade media; e
 Caudal ecológico de sobrevivência -o qual pode causar uma redução no
número de peixes, mas sem diminuição da actividade especifica em anos de
seca.

Para outros, o caudal ecológico é definido como um regime de valores de caudais


mensais, que encaram as necessidades das espécies ao longo dos seus ciclos de vida,
flexível em função das condições hidrológicas naturais que se verificam em cada
ano.

No presente trabalho, o caudal ecológico é definido como a quantidade de água em


termos de magnitude, momento, duração e frequência de diferentes escoamentos que
deve ser mantido para responder as necessidades do rio.

3.6. Escoamentos
É a quantidade de água que atravessa uma secção de um curso de agua num dado
intervalo de tempo. Pode ser em volume (metros cúbicos) ou em altura da agua
uniformemente distribuída sobre a área, em planta, da correspondente bacia
hidrográfica (milímetros).

4. Área de estudo

4.1. Localização geográfica


A Bacia Hidrográfica do Rio Umbelúzi tem uma área total de 5.460 km2 divididos
em 3.140 km2 na Suazilândia, 80 km2 na África do Sul e 2.240 km2 em
Moçambique, correspondentes a 58%, 1% e 41% respectivamente.

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Figura 3.1: Localização geográfica da área de estudo

4.2. Características Fisiográficas da Bacia de Umbelúzi

4.2.1. Geologia e Topografia


As formações geológicas distribuem-se, da foz para as nascentes: aluviares, grés,
basalto, riolitos, novamente basaltos, calcários, xistos, rochas básicas e granitos,
quanto a altitude na parte moçambicana da bacia varia entre os 0-50 m a jusante
50-200m a Norte e Sul e altitudes mais altas verificam-se a Oeste e variam entre
os 400-800m de altitude (Figura 4.2.), (Vilanculos,A e Zimba,B.2010).

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Figura 4.2 Distribuição espacial da topografia

4.2.2. Solos
Na bacia do Umbelúzi predominam solos dos tipos areai castanha a Norte, a
Oeste franco argiloso, a Sul franco argiloso arenoso na região central uma
mistura de solos desde à franco arenosa até a franco argilosos arenosos variando
em muitos casos em profundidades e cores. O mesmo comportamento também
se verifica ao longo da costa ao longo da fronteira, solos vermelhos permeáveis e
lito solos impermeáveis. A bacia moçambicana é caracterizada por um extracto
graminoso abundante, predominante nas matas, junto à fronteira na zona central
encontra-se matas e florestas aberta (Figura 4.2.2.), (Vilanculos,A e
Zimba,B.2010).

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Figura 4.4.2. Distribuição espacial dos tipos de solos

4.2.3. Relevo
Quando se desloca no sentido N-S, a zona mais montanhosa situa-se no extremo
Oeste da bacia, com altitudes máximas da ordem dos 1800 metros, que desce
rapidamente para os 600 metros e depois mais suavemente até atingir a curva de
nível dos 300 metros, que se situa sensivelmente a meio do eixo maior. Ao
longo da fronteira entre Moçambique e a Suazilândia ergue-se a cordilheira dos
Libombos, o rio atravessa por uma passagem apertada e sucessivamente o vale
alarga até a foz, dispondo de óptimas terras aptas ao regadio (Carvalho, J,
D.1974).

4.2.4. Hidrografia
O rio principal que na Suazilândia é designado por Black Umbelúzi, tem
extensão de aproximadamente 270km. A cerca de 30km da fronteira, ainda em
território da Suazilândia, recebe o tributário mais importante, o White Umbelúzi.
Os principais afluentes do rio Umbelúzi em território nacional são: o rio

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Calichane que aflui no Umbelúzi na barragem dos Pequenos Libombos e o rio


Movene a jusante da barragem (Vilanculos,A e Zimba,B.2010).

4.2.5. Hidrogeologia
Refere-se ao que se conhece acerca da parte moçambicana da bacia, pois, do
lado do território da Suazilândia não se possuem dados. As toalhas mais
características são as das aluviões, dos grés, dos basaltos e dos riólitos do karro,
está dominando a maior parte da bacia moçambicana.

4.2.6. Clima
De acordo com a classificação de Koppen, predomina na zona Sul da bacia o
tipo climático seco de estepe (BS) com excepção da zona de Goba que é tropical
chuvoso de savana (AW), na zona Norte o tipo seco de estepe com estação seca
no Inverno (BSW) e na zona ocidental numa pequena mancha o tipo temperado
húmido sem estação seca (Cf). A temperatura média mensal varia entre 20°C a
25°C. A parte moçambicana da Bacia é dominada pela curva de
evapotranspiração potencial dos 1000mm. Refere-se os seguintes valores de
evapotranspiração relativos a alguns distritos pertencentes a bacia ou limítrofes:
Namaacha 980mm; Umbelúzi 1197,5mm; Moamba 1279,7; Maputo 1228,8mm;
Bela Vista 1158,4mm e Catuane com 1201,5mm. Estas características da bacia
origem eventos extremos uma vez que a precipitação concentra-se num único
período do ano originando cheias por outro lado meses sem chuvas ou fraca
pluviosidade dando origem ao fenómeno de seca.(Barrosco, 1973).

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Norte Sul
150 30.0 200 25.0
PRECIPITAÇÃO (MM)

PRECIPITAÇÃO (MM)

TEMPERATURA (Cº)
TEMPERATURA Cº
25.0 20.0
150
100 20.0
15.0
15.0 100
10.0
50 10.0
50 5.0
5.0
0 0.0 0 0.0
OUT DEZ FEV ABR JUN AGO OUT DEZ FEV ABR JUN AGO

Oeste Este
200 25.0 200 30.0

TEMPERATURA (Cº)
TEMPERATURA (Cº)
PRECIPITAÇÃO (MM)

PRECIPITAÇÃO (MM)
20.0 25.0
150 150
15.0 20.0
100 100 15.0
10.0
50 5.0 10.0
50
0 0.0 5.0
OUT DEZ FEV ABR JUN AGO 0 0.0
OUT DEZ FEV ABR JUN AGO

Figura 4.2.6 Variação temporal da precipitação ao longo da bacia do Umbelúzi

4.2.7. Precipitação
Pela observação das isoietas medias anuais, constata-se existirem duas zonas
com características distintas, a primeira estendendo-se da costa aos Libombos e
a segunda do flanco ocidental destas elevações ao extremo oeste da Bacia. A
precipitação media cresce da costa até aos Libombos, partindo de 600mm e
atingindo 900mm decresce, seguidamente, no flanco ocidental da cordilheira dos
Libombos para 600/700 mm, aumentando depois, sucessivamente ate se situar
nos 1300 mm na região mais ocidental da bacia.

A época das chuvas tem início em novembro no litoral e em outubro nos


Libombos, terminando em abril-março. A duração das precipitações é de cerca
de 6 meses chegando a atingir 7 ou 8 meses na região de Namaacha. A maior
concentração das chuvas regista-se nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro.
As precipitações anuais são mais regulares no extremo Sul da Bacia do que nas
restantes áreas, verificando-se relações entre os máximos e mínimos de 4, nesta
região, subindo este índice sucessivamente até alcançar o valor de 7 no Limite
Norte (Sweco, 1996).

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4.2.8. Evaporação
Como ordem de grandeza dos resultados das medições observadas, a evaporação
média anual é aproximadamente de 1500mm em Goba Fronteira e de 1400mm
na Namaacha.

4.2.9. Ocupação Hidrológica


Em território nacional as medições de caudais têm sido efectuadas em 3
estações, Goba, Pequenos Libombos e Boane. A estação de medição de Goba é
servida por um descarregador, existindo nas restantes apenas escalas. As áreas
da bacia relativas a cada uma das estações mencionadas, são respectivamente de
3100, 3900 e 5200km2.

4.3. Uso e Cobertura da Terra


A bacia é caracterizada por um extracto abundante de gramíneas, predominando as
matas cerradas e matas baixas abertas juntos a fronteira e na zona central. Na parte
restante predominam matas e parques de arvores. Na zona da Namaacha encontram-
se florestas de folhas permanentes

4.4. População
A área que utiliza recursos hídricos da bacia do rio Umbelúzi comporta uma
população de 18940018 habitantes, dos quais 91% estão distribuídos por três centros
urbanos principais, Maputo e Matola em Moçambique e Mbabane não Suazilândia e
9 % vive nas áreas rurais e 95% da população total da bacia vivem em Moçambique.

Tabela 4.4. Estimativa da população actual na bacia do rio Umbelúzi.

País População % População % População %


urbana Rural Total

Suazilândia 92837 65 49278 35 142115 7

Moçambiq 1638766 95 113137 6 1751903 93


ue

Total 1731603 91 162415 9 1894018 100

Estima-se que a taxa de Mortalidade devida a epidemia do HIV/SIDA, a população


na bacia continua a aumentar. As projecções relativas a população para os anos
2004, 2010,2020, 2030 e 2040 mostram um crescimento médio da população da
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ordem dos 2,6% com HIV/SIDA e 3,2 sem HIV/SIDA. Em conformidade com as
estatísticas, a Suazilândia tem maior taxa de prevalência do HIV/SIDA (38,6% em
2001) dos dois países. Em Moçambique, a taxa de prevalência do HIV/SIDA era de
16,4% em 2004, ambos países têm feito grandes esforços no sentido de reduzirem a
epidemia, através de programas abrangendo educação, nutrição e saúde, água,
saneamento e higiene. (Miambo, A.A.1996).

4.5. Organização Social


Em termos de organização social da área de estudo, comporta a Administração
distrital e dos Postos administrativos como estruturas dos órgãos do estado a nível
local. Tradicionalmente, existem regulados, sendo o nível mais baixo as famílias
alargadas na organização tradicional. Existem localmente 13(treze) associações
vocacionadas principalmente a promoção agrícola e pecuária.

5. Materiais e Métodos
Para a realização do presente trabalho, um conjunto de materiais e métodos foram
necessários, garantindo assim que os dados colhidos ao longo da pesquisa apresentem
resultados precisos para a tomada de decisão.

Para que o estudo fosse feito foi necessária uma base de dados correspondente ao GIS
que nos possibilitou cortar a bacia hidrográfica e em seguida fazer alguns estudos na
bacia correspondente.

5.1. Material
 Um computador;
 Uma calculadora;
 Software GIS Arcview 3.2 usado para estimativas de áreas;
 Software ArcMap 10 usado para representação de mapas;
 Microsoft Office Excell 2013.

5.2. Métodos

5.2.1. Tratamento de dados


O tratamento de dados fora realizado com o auxílio dos softwares: Microsoft
Excel 2007, e o Arc View 3.2ª e ArcMap 10 e com recurso ao Script Calcacre
para o cálculo de áreas.

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Figura 5.2.1 Digitalização de dados por imagem satélite e cálculo de áreas


no Arcview 3.2a

a) Delimitação da área de estudo

A delimitação da área de estudo consistiu em selecionar a área correspondente


ao Rio Umbelúzi e seus respectivos afluentes, ou seja, “cortou-se” a Bacia do
Rio Umbelúzi.

b) Cálculo da precipitação total

Uma vez selecionada/delimitada a área correspondente a bacia do rio Umbelúzi,


transformou-se as áreas da bacia de metros para quilómetros, sendo isto possível
conhecendo as relações entre estas unidades, como é possível verificar na
seguinte relação matemática.

𝑨𝒓𝒆𝒂
𝑨𝒓𝒆𝒂 (𝒌𝒎𝟐 ) =
𝟏𝟎𝟎𝟎𝟎𝟎𝟎

Com os dados da área da bacia e das precipitações médias correspondentes ao


número de 365 dias (um ano), tornou-se possível obter o nível de precipitação
total que caiu sobre a bacia durante esse período. Dada a relação matemática:

𝑷𝒊 ∗ 𝑨𝒓𝒆𝒂
𝑷𝒊 𝒎 =
𝑨𝒓𝒆𝒂 𝒕𝒐𝒕𝒂𝒍

[i]

Onde:

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 Pi m – precipitação media (somatório das precipitações diárias)


 Pi – precipitação diária
 Área – área de cada polígono
 Área total – área total da bacia (somatório das áreas dos polígonos)

A precipitação total da bacia vai ser dada pelo somatório dos Pi m.

c) Cálculo de demanda para abastecimento

Com efeito a efectuar e estimar os usos actuais de água na Bacia de Umbelúzi,


foi necessário o uso das projecções da população da cidade e província de
Maputo (2007 – 2040) fornecido pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), e
para tal foi usada a projecção do ano de 2017, com vista a aproximar os cálculos
à realidade actual.
Para o cálculo das demandas para o abastecimento tomou-se em consideração as
necessidades hídricas diárias de cada tipo de população que vive dentro da bacia
de Umbelúzi. Dois tipos populacionais foram encontrados nomeadamente a
população humana e a do gado.

O cálculo da demanda para a população humana obedeceu aos seguintes


critérios:

 Para a população rural (Boane): Assumiu-se 30L/per capta dia


 Para a população urbana (Maputo e Matola): Assumiu-se 80L/per capta dia

No caso da população do gado esta foi dividida em Bovino, Suíno, Caprino e


Ovino e, no entanto, o seu cálculo obedeceu ao seguinte critério:

 Para a população bovino: assumiu-se 35L/animal/dia


 Para a população suína: assumiu-se 4L/animal/dia
 Para a população Caprina: assumiu-se 5L/animal/dia
 Para população ovina: assumiu-se 0.3L/animal/dia

d) Cálculo de demanda para agricultura

O cálculo das demandas para agricultura recorreu-se a métodos recomendados


por Moneco (1981), que é dada pela seguinte relação matemática:

18
Edson Vitorino Jambane, 2017
Cálculo de demandas Hídricas para diferentes tipos de uso na Bacia do Umbelúzi

 Para rega por aspersão: assumiu-se o valor da eficiência em: 0.95*0.80 e a


necessidade hídrica de (Nhr =0.21L/s/ha) o volume foi estimado através da
seguinte relação:

𝐕𝐦𝐞𝐧𝐬𝐚𝐥 = (𝐀 ∗ (𝟑𝟔𝟓/𝟏𝟐) ∗ 𝟖𝟔𝟒𝟎𝟎 ∗ 𝟎. 𝟐𝟏𝐋/𝐒/𝐡𝐚 ∗ 𝟏/(𝟏𝟎𝟎𝟎 ∗ 𝟎. 𝟗𝟓


∗ 𝟎. 𝟖𝟎))/𝟏𝟎𝟎𝟎𝟎𝟎𝟎

[ii]

Onde:

 Vmensal - Volume mensal


 A- Área
 L- Litros
 S- Segundos
 ha- Hectares

 Para regra por gravidade: assumiu-se o valor de eficiência em Moneco


(1981) em 0.95*0.65 para necessidades hídricas de rega (Nhr =0.21L/s/ha).
Nesse caso o volume mensal foi estimado através da seguinte relação:

𝐕𝐦𝐞𝐧𝐬𝐚𝐥 = (𝐀 ∗ (𝟑𝟔𝟓/𝟏𝟐) ∗ 𝟖𝟔𝟒𝟎𝟎 ∗ 𝟎. 𝟐𝟏𝐋/𝐒/𝐡𝐚 ∗ 𝟏/(𝟏𝟎𝟎𝟎 ∗ 𝟎. 𝟗𝟓


∗ 𝟎. 𝟔𝟓))/𝟏𝟎𝟎𝟎𝟎𝟎𝟎

[iii]

Onde:

 Vmensal - Volume mensal


 A- Área
 L- Litros
 S- Segundos
 ha- Hectares

O outro método que foi ensaiado para o cálculo das demandas para agricultura
foi o de constante regional proposto por DNA, 1996, onde para a região do
Umbelúzi o volume mensal é estimado tendo em consideração ao valore
dotativo de 10000m3/ha/ano.

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Edson Vitorino Jambane, 2017
Cálculo de demandas Hídricas para diferentes tipos de uso na Bacia do Umbelúzi

𝐕𝐦𝐞𝐧𝐬𝐚𝐥 = 𝐀 ∗ 𝐃𝐨𝐭

[iv]

Onde:

 A – Área
 Dot – Dotativo regional

e) Elaboração da curva de duração

Para efectuar se a curva de duração foi necessária os 365 dias do ano em 12


meses, pois, em Moçambique a contagem dos meses inicia no mês de outubro,
seguindo a sequência normal até ao mês de Setembro completando assim o ciclo
do ano hidrológico.

Para tal, foi necessário criar se uma tabela onde constam as probabilidades de
ocorrência de precipitação correspondente a cada mês, o número de observações,
o Ranking e os caudais mensais fornecidos pelo DNA, para que se fosse possível
chegar aos dados que possibilitam a construção da curva de duração, sendo estes
organizados de forma decrescente, ou seja, (de Z à A).

Para efectuar o cálculo de probabilidades foi usado a seguinte expressão:

𝒎
𝑷=
𝒏+𝟏

[v]

Onde:

 P – Probabilidade de igualar ou exceder


 m – Ranking
 n – número de observações

Após obter resultados, foi possível traçar gráfico da curva de duração que nos
demonstra os caudais mensais e volumes totais de precipitação. Os caudais pré-
estabelecidos foram dos anos 2000/2001 à 2013/2014.

f) Demanda Ambiental e/ou Ecológica

20
Edson Vitorino Jambane, 2017
Cálculo de demandas Hídricas para diferentes tipos de uso na Bacia do Umbelúzi

Para o cálculo da demanda ambiental torna-se necessário conhecer a área total


da Bacia do Umbelúzi em quilómetros quadrados, bem como os níveis de
precipitação verificados em determinado ano.

O cálculo da demanda ambiental foi feito do seguinte modo:

 Conversão das medidas de precipitação de milímetros (mm) para metros, ou seja

𝑷𝒊 𝒎
𝑷𝒊𝒎 (𝒎) =
𝟏𝟎𝟎𝟎𝟎𝟎𝟎

 Cálculo do volume de água disponível para satisfazer as necessidades de todos


os ecossistemas existentes ao longo da Bacia, expressa pelo produto da Área em
km2 e a precipitação captada pela bacia em metros quadrados m2
𝑫𝑨 = 𝑨𝒓𝒆𝒂 𝒕𝒐𝒕𝒂𝒍 ∗ 𝑷𝒊 𝒎 (𝒎)

[vi]

Onde:

 DA – Demanda ambiental
 Pi m – Precipitação total expressa em m2
 Área total – Área total da bacia

Resumindo a demanda ecológica para a bacia do rio Umbelúzi da seguinte maneira:

DA = 3656.83 x 0.00090710004

DA = 3.317106 m3

6. Resultados
6.1. Áreas levantadas através de imagem satélite
A figura abaixo representa o exemplo das áreas digitalizadas em toda bacia do
Umbelúzi e os seus principais tipos de rega. Neste processo, 3 principais tipos de
áreas irrigadas foram encontrados, mas somente 2 representados que são as de rega
por aspersão e as não parcelas ou irregulares que aplicam rega por gravidade.

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Cálculo de demandas Hídricas para diferentes tipos de uso na Bacia do Umbelúzi

Figura 6.1 Principais tipos de rega aplicadas na Bacia de Umbelúzi

6.2. Demanda para uso doméstico


A tabela abaixo indica as actuais demandas para o uso doméstico dentro da bacia do
Umbelúzi por distrito. Onde a cidade de Maputo é a que mais volume de água
utiliza com um volume mensal estimado em (3.06 Mm3) e anual estimado em (36.66
Mm3), seguido pela Cidade da Matola com cerca de (2.39 Mm3) mensal e um
volume anual de (28.73 Mm3) anual. Não obstante o distrito de Boane actualmente
consome o volume mais baixo tendo sido calculado em (0.15 Mm3) mensal e (1.81
Mm3) anual.

Tabela 6.2 Ilustrando as demandas mensal e anual para uso domestico

Volume Volume
Consumo per População
Distrito Mensal Anual
capita/dia total
(Mm3) (Mm3)
Boane 30 167841 0.15 1.81
Matola 80 997702 2.39 28.73
Cidade de
80 1273076 3.06 36.66
Maputo
Total - 2438619 5.60 67.21

6.3.Demanda do consumo agrícola


6.3.1. Para rega por gravidade

A tabela representa as áreas em hectares levantadas por via de imagem satélite e


processadas no Arcview 3.2ª, por fim a se acharem as áreas, assim como os
demonstra os respectivos volumes mensais e anuais em milhões de metros
cúbicos agrupando todas as áreas agrícolas para a regra por gravidade. Foi

22
Edson Vitorino Jambane, 2017
Cálculo de demandas Hídricas para diferentes tipos de uso na Bacia do Umbelúzi

possível notar que todas as áreas de rega por gravidade ocupam 79.22ha e
consumem um volume mensal 0.078Mm3 e 0.85Mm3 ano.

Tabela 6.3.1: Ilustrando a demanda mensal e anual para agricultura,


considerando todas a áreas de rega por gravidade

Volume Volume
Área (ha)
Mensal (Mm3) Anual (Mm3)

79.216 0.0708 0.8496

6.3.2. Para rega por Aspersão

A tabela representa as áreas em hectares levantadas por via de imagem satélite e


processadas no Arcview 3.2ª, por fim a se acharem as áreas, assim como os
demonstra os respectivos volumes mensal e anual em milhões de metros cúbicos
agrupando todas as áreas agrícolas para a regra por Aspersão. Foi possível notar
que todas as áreas de rega por aspersão ocupam 42.013ha e consumem um
volume mensal 0.03Mm3 e 0.42Mm3 ano.

Tabela 6.3.2: Ilustrando as demandas mensal e anual de todas as áreas para


agricultura de rega por aspersão

Volume Volume
Área (ha)
Mensal (Mm3) Anual (Mm3)

42.013 0.03 0.42

6.3.3. Para rega por Gota-a-gota


A tabela representa as áreas em hectares levantadas por via de imagem satélite e
processadas no Arcview 3.2ª, por fim a se acharem as áreas, assim como os
demonstra os respectivos volumes mensal e anual em milhões de metros cúbicos
agrupando todas as áreas agrícolas para a regra por Gota-a-gota. Para efectuar
estes cálculos foram usados a áreas do cálculo por aspersão e por gravidade,
correspondentes à 79.22ha (Gravidade) e 42.013ha (Aspersão), onde foram
obtidos consumos correspondentes a volumes mensais de 0.05 Mm3

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Cálculo de demandas Hídricas para diferentes tipos de uso na Bacia do Umbelúzi

(Gravidade), 0.03Mm3 (Aspersão) e 0.61 Mm3 (Gravidade), 0.33 Mm3


(Aspersão) anuais.

Tabela 6.3.3: Ilustrando as demandas mensal e anual de todas as áreas para


agricultura de rega por gota-a-gota

Áreas Volume
(ha) Mensal Volume Anual
Gota a gota para Aspersão 42.01 0.03 0.33
Gota a gota para
Gravidade 79.22 0.05 0.61

De seguida, uma outra analise será efectuada nomeadamente, o cálculo comparativo


entre os três principais métodos usados pela ARA-Sul, para a estimativa de volume
mensais em função das demandas nomeadamente: aspersão, gravidade e gota-a-gota.
Através destes três cenários foi possível verificar que se todos os utentes aplicassem
rega por gota-a-gota gastariam muito menos água comparado com os outros métodos,
como ilustra a figura abaixo:

1.00 0.85
Volume (Mm3)

0.80 0.61
0.60 0.42
0.40 0.33

0.20 0.03 0.07 0.03 0.05


0.00
Aspersão Gravidade Gota a gota para Gota a gota para
Aspersão Gravidade

Volume Mensal Volume Anual

Aspersão
17%
29%
Gravidade

15% 39% Gota a gota para Aspersão

Gota a gota para


Gravidade

Figura 6.3 Representação gráfica dos diferentes métodos usados para o cálculo das
demandas por rega na Bacia do rio Umbelúzi

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Cálculo de demandas Hídricas para diferentes tipos de uso na Bacia do Umbelúzi

6.4. Demanda para consumo pecuário

Quatro grupos de população de gado foram encontrados ao longo de da bacia


nomeadamente o de bovino, suíno, caprino e ovino, como ilustra a seguinte tabela:

Tabela 6.4 Ilustrando as demandas mensais e anuais para o consumo pecuário


Nº. De Maputo Cidade Nº. De Maputo Província
Tipo de Consumo indivíduos Vol. indivíduos Vol. Vol.
Gado (l/dia) (Maputo Vol. Mensal (Maputo
Anual Mensal Anual
Cidade) (Mm3) Prov.)
(Mm3) (Mm3) (Mm3)
Bovino 35 17191 0.01805 0.21661 139087 0.0009038 0.010846
Suíno 4 18131 0.00218 0.02611 37052 0.0000290 0.000348
Caprino 5 29776 0.00447 0.05360 175314 0.0002819 0.003383
Ovinos 0.3 1719 0.00002 0.00019 18175 0.0000001 0.000001
Total - 66817 0.02471 0.29650 369628 0.0012148 0.014578

6.5. Representação das curvas de duração

Curva de duração de 2000/01


400
300 212.5206.6189.5
Caudal

165.4
200 128.5
93.7 92
54.5 54.3 43.2 30.9 27.2 Caudal
100
0 Power (Caudal)
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
Probabilidade

Curva de duração de 2001/02


200 169.6
150 100.4
Caudal

68.9 66.3 57.5 57.4 Caudal


100 42.6 31.2 25.7
24.7 20.6 Linear (Caudal)
50 0
0 Linear (Caudal)
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
Linear (Caudal)
Probabilidade

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Cálculo de demandas Hídricas para diferentes tipos de uso na Bacia do Umbelúzi

Curva de duração de 2002/03


60 44.6 43.2
31.8 26.9
Caudal

40 20.4 15 14.9
14.3 13.4 13 12 Caudal
20 0
Linear (Caudal)
0
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 Linear (Caudal)
Probabilidade

Curva de duração de 2003/04


150 118.9
Caudal

100 65.9 55.3


51.2
32.2 24.5 21.3 19.4 19.1 19.1
50 17.2 16.3 caudal
0 Power (caudal)
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
Probabilidade

Curva de duração de 2004/05


150
72.6 70.8
Caudal

100
54.1 51.6
40.4 34.8
50 25.3 24.1 18.3 16.7 16.6 14.1 caudal

0 Power (caudal)
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
Probabilidades

Curva de duração de 2005/06


300
187.8
Caudal

200 125 109


100 42.9 41.9 40.8 39.3 27.1 22.1 19.8 18.8 Caudal
17.6
0 Power (Caudal)
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
Probabilidades

Curva de duração de 2006/07


200
150 110.7100.8
Caudal

100 50 49.7 41.3


29.7 23 16.2 15.6 12.9 caudal
50 10.7 9.9
0 Power (caudal)
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
Probabilidades

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Cálculo de demandas Hídricas para diferentes tipos de uso na Bacia do Umbelúzi

Curva de duração de 2007/08


150
73.5 68
Caudal

100 56.8
36 32.7 32.6 29
50 15.8 14 9.9 6.7 5.1 caudal
0 Power (caudal)
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
Probabilidades

Curva de duração de 2008/09


200 138.7
95.2
Caudal

100 53.2 47.9


21.5 21.1 20.8 18.2 15 14.9 14.3 8.7 caudal
0 Power (caudal)
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
Probabilidades

Curva de duração 2009/10


600
Caudal

400 249.5
178.5159.6158.9
200 109.8 98.6 caudal
48.9 35.8 34 23.5 17.6 15.4
0 Power (caudal)
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
Probabilidades

Curva de Duração de 2010/11


400
300 211.9
Caudal

158.7133.4
200 88 83.1 78.4 59.9
42.7 29.7 28.2 25.8 18.4 caudal
100
0 Power (caudal)
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
Probabilidades

Curva de duração de 2011/12


200
150 104.9 91
Caudal

74.1 69.9
100 41.1 30.5
22.5 21.1 17.7 16.3 11.9 7.8 caudal
50
0 Power (caudal)
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
Probabilidades

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Cálculo de demandas Hídricas para diferentes tipos de uso na Bacia do Umbelúzi

Curva de duração de 2012/13


Caudal 300
200 135 114.1
103 94 91.6 91.4 85.5
56.4 50.9 35.6
100 25.1 16.8 caudal
0 Power (caudal)
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
Probabilidades

Curva de duração de 2013/14


300
202.4
Caudal

200 123.8107.2
91.1 80.5 58.6
100 48.6 47.6 35.9 30.7 caudal f
18.1
0 Power (caudal f)
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
Probabilidades

Figura 6.5 Representação das curvas de duração de 2000 - 2014

6.5.1. Análise das curvas de Duração


As curvas de duração do caudal médio sintetizam bem a distribuição de valores
do caudal médio mensal, embora, não apresentem uma sucessão cronológica.
Numa secção de um rio define-se, para cada ano hidrológico, a respectiva curva
de duração do caudal médio diário e, para um intervalo de vários anos.

Analisando a curva de duração dos caudais de Goba e Madubula e considerando


a necessidade do caudal ecológico, segundo critérios definidos pelo método de
análise de curva de duração, Tharme (2002), na qual propõe que os caudais com
40% a 80% de tempo devem ser considerados óptimos para satisfazer as
necessidades ecológicas do rio (vida das plantas e dos animais) e que os
resultados obtidos pelo método de Curva de Duração levam-nos a compreender
as mudanças ocorridas ao longo do tempo.

Tabela 6.5.1 Volumes dos caudais de 2000 - 2014

Ano Volume (Mm3)


2000/01 3233040
2003/04 580.0808125
2004/05 628.7274876

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Cálculo de demandas Hídricas para diferentes tipos de uso na Bacia do Umbelúzi

2005/06 705.3053061
2006/07 466.9973647
2007/08 383.1659635
2008/09 439.5758328
2009/10 978.5867978
2010/11 1051.345282
2011/12 514.0634028
2012/13 1311.947454
2013/14 1145.131015

Os resultados obtidos pelo método de Curva de Duração, permitem compreender


as mudanças ocorridas ao longo do tempo. Estás mudanças podem ser vistas da
progressiva mudança da curva de duração do padrão do caudal, que de certa
maneira também afecta o caudal ecológico.

7. Conclusão
Após a realização do presente trabalho de pesquisa foi possível perceber que quando se
trata de uso de água é a cidade de Maputo é a que mais volume de água utiliza com um
volume mensal estimado em (3.06 Mm3) e anual estimado em (36.66 Mm3) devido as
atividades que nela se encontram instaladas, tais com a indústria, hotelaria, entre outro
que acabam por depender maior volume de água devido as suas atividades. Seguido
temos a Cidade da Matola com cerca de (2.39 Mm3) mensal e um volume anual de

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Edson Vitorino Jambane, 2017
Cálculo de demandas Hídricas para diferentes tipos de uso na Bacia do Umbelúzi

(28.73 Mm3) anual e não obstante o distrito de Boane actualmente consome o volume
mais baixo tendo sido calculado em (0.15 Mm3) mensal e (1.81 Mm3) anual.

No que concerne ao tipo de rega, após efectuar cálculos, os resultados indicam nos que
a rega por aspersão é a que mais consome a água em relação aos outros métodos,
portanto é recomendável que se use os métodos de rega por gravidade e gota-a-gota.

E com ajuda do Microsoft Office Excel 2007 e ArcView 3.2ª foi possível obter dados
muito importantes para que o trabalho fosse realizado e com esses componentes foi
possível alcançar os objectivos traçados no início do presente trabalho, 95% da
população total da bacia vivem em Moçambique a área que utiliza recursos hídricos da
bacia do rio Umbelúzi comporta uma população de 18940018 habitantes, dos quais 91%
estão distribuídos por três centros urbanos principais, Maputo e Matola (Moçambique) e
Mbabane (Suazilândia) e 9 % vive nas áreas rurais.

Contudo, é importante fazer o cálculo da demanda hídrica, pois possibilita-nos a


perceber os recursos hídricos são suficientes para atender a toda população consoante
aos diferentes tipos de uso.

8. Referencias bibliográficas

 Barrosco, (1973) Estudo Geomorfológico do Umbelúzi - detalhada da área da


nova estação de captação de água.
 Carvalho J.D. (1974) Monografia da Bacia do rio Umbelúzi in colectânea de
Estudos Hidrológicos, Direcção geral das Obras Públicas e Comunicação.
 CRUCIANI, 1976- Capitulo 3 Bacia Hidrográfica

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Edson Vitorino Jambane, 2017
Cálculo de demandas Hídricas para diferentes tipos de uso na Bacia do Umbelúzi

 DGRAH (1984) Direcção Geral dos Recursos e Aproveitamento Hidráulicos


 DNA, 2007;7-31 Esquema do Umbelúzi Vol. I e Vol. II.
 Holtz, (1976) Noções de hidráulica Fluvial, Lisboa app
 INE - População Projectada por distritos- Maputo Província 2007_2040
 Relatório sobre o levantamento de áreas irrigadas na bacia do Umbelúzi
 Vilanculos,A e Zimba,B.2010- Relatório

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