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A Visão Budista Sobre a Morte

"O temor que as pessoas sentem em relação à morte deve-se em grande parte ao que a
mídia e a própria cultura ocidental nos transmitem desde pequenos. A ideia de morte que nos
é passada geralmente está vinculada à escuridão, à tristeza e a ambientes fantasmagóricos e
acabamos por associá-la sempre a imagens negativas, ruins e ao fim de tudo. O Budismo de
Nitiren Daishonin é maravilhoso, pois enfoca a morte como um dos aspectos da vida. Não há
por que temê-la. O Presidente Ikeda, por exemplo, faz um paralelo entre a morte e o sono.
Assim como nosso descanso noturno é necessário para acordamos bem dispostos na manhã
seguinte, a morte representa um estado latente durante o qual as energias são recarregadas
para o renascimento ou uma nova vida. Segundo o budismo, a vida é eterna. Ela não acaba
com a morte.
Nas escrituras de Nitiren Daishonin consta uma passagem que fala que, no momento da
morte, mil budas surgirão diante de nós e estenderão suas mãos para conduzir-nos, e o
presidente Ikeda diz que esses budas, na realidade, correspondem às pessoas que estão
orando nesse momento crucial da nossa vida.
É nesse momento que perceberemos quantas pessoas ajudamos a salvar ou a encontrar o
caminho da felicidade.
Segundo o budismo, a condição de vida dos familiares e das pessoas próximas que estão
vivas é exatamente o estado em que o falecido se encontra.
Se a família está angustiada, a condição do falecido se encontra da mesma maneira.
A visão budista da eternidade da vida e do carma é muito mais racional e aceitável do que
a ideia de que existe um ser superior controlando o destino de cada um na face da Terra e
que todos os acontecimentos são de vontade divina. O que somos e a vida que temos hoje
são efeitos de causas cometidas nesta existência e nas anteriores.
Se passamos por sofrimentos é porque temos “dívidas” a pagar. Como todos sabem, se
temos dívidas, enquanto não as pagamos totalmente, os cobradores continuarão a nos enviar
as contas e a nos perseguir. Após passarmos pelo estágio de vida latente, que é a morte,
renascemos ou iniciamos uma nova vida a partir daquele ponto em que paramos na
existência anterior. Como exemplo é como fumar um cigarro. Não é porque o reacendemos
que ele voltará ao tamanho normal. Ele continuará a queimar de onde parou. Então não
adianta lamentarmos dizendo que nunca fizemos mal a ninguém, que não merecemos essa
vida de sofrimentos.
Embora muitos relutem em aceitar, é assim que a vida é feita. A vida é resultado das
ações que praticamos durante todas as existências.
O que é fantástico no budismo é que podemos amenizar os efeitos e até mesmo mudar o
rumo de nossa vida por meio da recitação do Nam-myoho-rengue-kyo e de nossa
dedicação em prol das pessoas e do Kossen-rufu.
Podemos direcionar nossa vida para um futuro de felicidade, independente do que
possamos ter feito no passado.
O que determina o futuro é o que faremos neste exato momento.
O budismo esclarece que o carma é formado por nossos pensamentos, nossas palavras e
nossas ações, desta e de outras existências. Tudo o que ocorre em nossa vida são efeitos.
Por exemplo, quando deparamos com a doença, a primeira reação que temos é combatê-la,
mas ao refletirmos pelo ponto de vista budista, estamos apenas combatendo o efeito, e o
efeito não se combate. Pela lógica, procuramos um médico.
Contudo, há casos que os médicos não conseguem resolver e que aquele que recita o
Nam-myoho-rengue-kyo consegue. Porquê? Porque o Daimoku atinge diretamente a causa.
Sim, exatamente. Ele age diretamente na causa. Numa orientação a respeito do Gongyo, o
presidente Ikeda diz que quando a família continua uma prática consistente mesmo sofrendo
a perda de um ente querido, todos os caracteres do Gongyo proferidos pelos familiares
transformam-se em um só e posteriormente em um Buda que se desloca até o domínio onde
a pessoa falecida se encontra e transmite a ela que foi enviado pelos familiares, e diz que isso
automaticamente possibilita a sua iluminação.
Para sermos felizes, precisamos nos desfazer de pensamentos negativistas e errôneos. As
insatisfações, as lamentações só atrasam a nossa revolução humana. É por isso que Nitiren
Daishonin afirma que o que mais importa no budismo é o coração. A sinceridade e o espírito
de gratidão sem dúvida são essenciais. Temos de criar uma tendência de vida sempre
positiva e otimista.
Esse é um ponto muito importante, pois o budismo explica que assim como cada um de
nós possui os dez estados de vida, o Universo também os tem. Então quando
falecemos, nossa vida funde-se exatamente com o estado do Universo referente à condição
em que nos encontrávamos no momento da morte. Quem morre no estado de Inferno, funde-
se com o estado de Inferno do Universo.
Se a pessoa estava no estado de Alegria, funde-se com o estado de Alegria do Universo e
assim por diante. É por isso que devemos sempre procurar mudar nossa tendência básica de
vida e fazer sempre causas positivas dia a dia para mantermos um estado de vida elevado. O
poder do Daimoku é imensurável, capaz de transformar até mesmo a vida de alguém que
falece no estado de Inferno.
O Daimoku que os familiares oram diariamente em memória dos falecidos contribui para
isso.
Entendemos que tudo depende da própria pessoa no tocante a como encarar a morte, mas
para que possamos ter uma morte tranquila e renascer logo, é importante que cumpramos
em vida a promessa que fizemos de renascer neste mundo e conduzir as pessoas à felicidade,
que é a ação do bodhisattva. Uma vida dedicada a esse propósito certamente atingirá a
iluminação. É isso que o budismo ensina, que o mestre ensina e é esse o caminho que
devemos seguir."
Fonte T.C. nº 411, 412, e 413, 01/07/2003