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Fundação Átrio da Música

Escola Profissional Artística do Alto Minho

Física do Som 2 – Organologia – Módulo 6

2017/2018

Breve síntese da historiografia organológica: Fonte bibliográficas sobre:


Timbales

Viana do Castelo, 19 de março de 2018


Hugo Pereira
Nº10753/2ºCI
Introdução

O timbale (ou tímpano) é um membranofone de altura definida e insere-


se na secção da percussão.

Devido ao grande registo (grave e agudo), os timbales desempenham um


papel importante em orquestra, sendo usados para suporte harmónico e
preenchimento do som orquestral. Foram inicialmente usados em orquestra
sinfónica e mais tarde em orquestra de sopros, bandas e outros tipos de
formações instrumentais.

Os timbales são associados ao período barroco, onde não possuíam


pedal para afinação, mas sim manivelas e peles naturais. Ao longo dos tempos
foi-lhes introduzido um pedal e foram removidas as manivelas. Nas obras
barrocas eram apenas precisos dois timbales com duas afinações (tónica e
dominante) e só mais tarde surgiram as primeiras obras em que é necessária a
utilização de vários tímpanos com mudança de afinação, como a Sagração da
Primavera de Igor Stravinsky.

História

A origem do timbale não é certa devido aos registos que estão espalhados
no mundo, nomeadamente em África, na Ásia e na Europa. Contudo, o
antepassado do timbale remete para Mesopotâmia no século XII A.C. Eram em
forma de ovo ou hemisféricos. Mais tarde surgiram na Europa, no século XIII,
onde eram utilizados nas Cruzadas. No século XV foram aperfeiçoados para uso
militar e eram colocados aos pares em cavalos. O uso dos timbales na cavalaria
era acompanhado pelas trompetes. As baquetas utilizadas eram feitas de
madeira e de marfim.
Os timbales só foram introduzidos em orquestra no período Barroco, com
o compositor Jean-Baptiste de Lully. A partir daí, começaram a ser
frequentemente utilizados no repertório orquestral.

A sua estrutura é de forma oval,


podendo ser em cobre ou fibra contendo uma
pele que a fecha. A pele do timbale é onde se
produz o som com o batimento de uma baqueta,
das mãos ou de acessórios (moedas, correntes,
etc.) pedidos em composições
contemporâneas, conseguindo assim diferentes
timbres do instrumento. As peles podem ser de
origem natural (pele de vaca ou de veado) ou Timbales Barrocos

artificial (plástico). Os timbales variam de tamanho,


sendo que os que possuem um diâmetro maior atingem um registo grave maior
e os de diâmetro menor um registo agudo maior.

A afinação dos timbales era inicialmente conseguida através de manivelas


ou parafuso que apertavam ou alargavam a pele até esta chegar à afinação
pretendida. Com este mecanismo era extremamente difícil conseguir uma
afinação exata, visto que o executante tinha que rodar as manivelas, e tocar no
timbale até conseguir. As peles eram naturais, o que prejudicava a afinação
devido ás oscilações da tensão resultantes da mudança de temperatura ou da
humidade.

No século XX, foram introduzidos pedais nos timbales. Este mecanismo


permite mudar a afinação com o carregamento no pedal e possui indicador de
afinação que mostra a nota. Criaram-se peles de plástico que substituíram as
naturais. Estas não sofrem com a mudança de temperatura ou da humidade e
são mais fáceis de afinar, porém não conseguem um som tão cheio e potente
como o das peles naturais.
Execução

Existem duas disposições possíveis para os timbales. A mais utilizada


consiste em ter o timbale mais grave na esquerda e o mais agudo na direita,
porém pode-se utilizar também o timbale mais agudo na direita e na esquerda o
grave, esta é a disposição alemã.

A produção de som é resultante


do contacto entre a baqueta e a pele. A
baqueta toca na pele, bastante perto do
aro, o que faz com esta vibre e produza
o som. A evolução da escrita veio a
fazer com que o local onde a baqueta
toca mude, podendo ser tocada no
Diferentes tipos de baquetas
meio do timbale ou ate mesmo no aro,
para se obter diferentes timbres. Atualmente, existe uma densa variedade de
baquetas, de todos as formas e materiais. As baquetas podem ser feitas de
algodão, feltro, madeira, couro ou outros materiais, podendo assim serem mais
duras ou moles. Na execução, a baqueta toca na pele e é retirada logo porque
caso não seja, a pele não vai poder vibrar e produzir som. É possível obter
diferentes ataques e articulações nos timbales através do movimento do pulso.
Com um pulso mais firme e rijo, consegue-se uma articulação mais seca e dura;
já com um pulso mais leve e solto consegue-se uma articulação mais ligada e
preenchida.

Repertório

A ópera Thésée, de Lully, foi a primeira obra a introduzir timbales. O uso


dos timbales esteve sempre associado às trompetes, o que fazia com que a
afinação fosse limitada à desses instrumentos. Bach, Purcell e Haendel
utilizavam muito os timbales nas suas composições.
No repertório orquestral, apenas eram utilizados dois timbales. Berlioz foi
o primeiro a escrever para vários timbales e escreveu para 16 timbales tocados
por dez músicos, na Grande Messe des Morts. Berlioz específica pela primeira
vez no repertório de timbales o tipo de baquetas que pretende, mais moles ou
mais duras.

A partir do século XX, com o surgimento dos pedais, a escrita para


timbales foi evoluindo cada vez mais, contendo mudanças de afinações rápidas
e glissandos, um efeito que começou a ser explorado nos timbales. A primeira
mudança rápida de afinação nos timbales surge no poema Jour d´Été à
Montagne de Vincent d´Indy.

As inovações nos timbales fizeram com que os compositores


experimentassem cada vez mais efeitos. Gustav Mahler escreve notas
acentuadas que requerem o uso das duas baquetas no mesmo timbale, na sua
4ª e 8ª sinfonia.

O repertório para timbales a solo começou a surgir mais tarde, com a


Sonata para Timbale de Alan Boustead, as Eight Pieces for Four Timpani de
Elliot Carter e também os concertos para timbales e orquestra, como o Concerto
para Timbales e Orquestra de Harold Faberman.
Bibliografia
 Henrique, Luís. Instrumentos Musicais, 2ª edição
 Grove Music Online, disponível em: http://www.oxfordmusiconline.com/
 Wikipédia -
https://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%ADmpano_(instrumento_musical)
 Consort, Ricercar. Guide des Insruments Baroques