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Infecção urinária em adultos
Infecção urinária em adultos

Definição: Infecção de uma ou mais estruturas do sistema urinário, de etiologia bacteriana na maioria
das vezes.

Tabela 1: Conceitos de Infecção Urinária

Recaída Após terapia, com o mesmo patógeno isolado em urocultura.

Reinfecção Após 02 semanas do fim da terapia, com o mesmo ou diferente patógeno isolado em urocultura.

Repetição 02 episódios em 06 meses ou 03 episódios em 01 ano

Trato urinário baixo Trato urinário superior Trato urinário acessório masculino

Uretrite Pielonefrite Prostatite

Cistite Abcesso renal ou perinefrético Epididimite / Orquite

Ainda podemos subdividir as infecções do trato urinário de acordo com critério de complexidade:
 Infecção urinária não complicada: Mulher em idade reprodutiva, não grávida, sem comorbidades,
sem histórico de anormalidade anatômica ou funcional do trato urinário, nível ambulatorial
 Infecção urinária complicada: pacientes com trato gênito-urinário funcional, metabólico ou
estruturalmente alterado, diabetes descompensado, história de transplante renal, imunossupressão
ou germes multirresistentes, sexo masculino.
 Bacteriúria Assintomática: presença de bactéria ≥105 UFC/ml em 1 amostra de urina isolada para
homens e portadores de cistostomia e/ou sonda vesical de demora, e em 2 amostras consecutivas
para mulheres, na ausência de sintomas de infecção urinária.

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Infecção urinária em adultos
Fatores de risco para infecção urinária reconhecidos: genética, relação sexual recente - novo parceiro
no último ano, uso de diafragma com espermicidas e, especialmente, história de episódio prévio de ITU.
Não há clara relação com hábito miccional após relação sexual nem com o uso de métodos de barreira
femininos sem espermicida.

I. Incidência na UPA
A Infecção do Trato Urinário não complicada foi responsável por 3280 atendimentos nas unidades de
pronto atendimento do Hospital Israelita Albert Einstein entre Janeiro e Outubro de 2017. Destes
atendimentos, 91,9% eram mulheres, sendo 53,44% com idade menor que 45 anos, e 38,4% maiores de
45 anos. Não há dados quanto ao diagnóstico acurado de ITU complicada.

II. Diagnóstico:
1. Critérios Clínicos de ITU
O início abrupto de sintomas como disúria, aumento da frequência miccional (polaciúria),
urgência miccional, e hematúria, na ausência de sintomas sugestivos de vaginite ou infecção do
trato reprodutivo, é sugestivo de cistite. A presença de disúria e polaciúria, na ausência de
sintomas vaginais (descarga ou irritação), tem mais de 90% de possibilidade de se tratar de
infecção urinária.

Já a pielonefrite deverá ser uma hipótese quando houver dor lombar, febre, calafrios,
náuseas e vômitos, mesmo na ausência de sintomas de cistite. Exame sumário de urina (Urina
tipo 1) normal não deve excluir hipótese diagnostica caso a suspeita exista.

2. Exames complementares:
 Sobre o dipstick (fita reagente de urina): Seu uso nas não deve ser rotina, uma vez que não traz
informação adicional quando a história é fortemente sugestiva (baixa sensibilidade). Além disso, o
exame não se mostrou superior em relação ao início imediato de antibioticoterapia empírica, ou
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quanto à melhora dos sintomas e ao tempo para retorno para mulheres com suspeita de cistite
não complicada.
 Exame de urina 1 em casos típicos de cistite não complicada não são necessários para o
diagnóstico e seu uso não é recomendado nesses casos. A coleta de urocultura deve ser
realizada e checada posteriormente com médico assistente.

 Exames de Imagem: ITU não complicada não necessita de exame de imagem. Devem ser
reservados para a suspeita de ITU complicada ou envolvimento sistêmico, presença de
anormalidades anatômicas que possam predispor ou determinar uma evolução desfavorável, ou
em pacientes com infecção recorrente / ausência de resposta à terapia apropriada.
 Suspeita de pielonefrite: demanda a coleta dos seguintes exames: hemograma, proteína C
reativa, função renal/eletrólitos, urina I com urocultura e hemoculturas. Deve-se solicitar também
USG de rins e vias urinárias. A tomografia com contraste não é necessária para diagnostico de e
o uso de contraste deve ser feito somente na suspeita de abscesso e/ou falha de tratamento.

3. Critérios microbiológicos: Urocultura positiva é tradicionalmente definida como 100.000 unidades


formadoras de colônias por mililitro (UFC/mL). Entretanto, mulheres com cistite frequentemente têm
contagem de colônias mais baixas (100 -10.000 UFC/mL); portanto, neste contexto clínico, a cultura
de urina quando positiva é útil para a identificação correta do patógeno e determinação da
susceptibilidade aos antimicrobianos.
A análise de 3280 uroculturas positivas provenientes dos setores de emergência do HIAE permitiu
identificar o perfil microbiológico e a resistência a antimicrobianos em nossa população. Os principais
agentes etiológicos são a Escherichia coli, organismo infectante mais comum com 81,9% das culturas
identificadas. Alem dela e em ordem de acometimento, estão presentes: Klebsiella spp, Proteus spp e
enterobacter spp (que juntos perfazem 11,2%).

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Tabela 1. Perfil microbiológico de 3280 culturas urinárias positivas provenientes dos setores de
emergência do HIAE, de Janeiro a Outubro de 2017.
Microorganismo Todos Mulheres<45anos Mulheres>45anos Homens

N = 3280 (N =1753) (N =1262) (N = 265)

Escherichia coli 81,9% 86,1% 80% 62,6%

Proteus spp 3,3% 2,5% 4,4% 3,0%

Klebsiella spp 5,7% 4,1% 7,1% 9,4%

Enterobacter spp 2,2% 2,2% 2,1% 3,0%

Streptococcus agalactiae 1,6% 2,4% 0,6% 1,9%

Enterococcus faecalis 1,3% 0,8% 1,2% 4,9%

Pseudomonas aeruginosa 1,4% 0,1% 2,1% 6,8%

Outros 2,7% 1,9% 2,6% 8,3%

Tabela 2. Sensibilidade a antimicrobianos dos principais agentes isolados, gênero e faixa etária, em
culturas urinárias positivas provenientes dos setores de emergência do HIAE, de Janeiro a Outubro de
2017.
Tabela 2.1 Sensibilidade Geral

Amox
Cefalot Cefurox Ciproflox Nitrof Norflox SMT/TMP
Clav

Escherichia coli* 89.1% 62.5% 91.8% 84.8% 97.8% 86.9% 75.2%

Proteus spp 96.8% 100% 94.4% 93.5% 0 98.9% 92.6%

Klebsiella spp 93.7% 100% 84.3% 89.2% 21% 95.8% 90.8%

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Tabela 2.2 Sensibilidade para mulheres com idade menor que 45 anos

Amox
Cefalot Cefurox Ciproflox Nitrof Norflox SMT/TMP
Clav

Escherichia coli* 90.6% 66.7% 95.2% 89.3% 98.1% 90% 77.6%

Proteus spp 100.0% 100.0% 100.0% 100.0% 0.0% 100.0% 100.0%

Klebsiella spp 97.1% 100.0% 97.2% 98.6% 18.6% 98.6% 94.2%

Tabela 2.3 Sensibilidade para mulheres com idade maior que 45 anos

Amox
Cefalot Cefurox Ciproflox Nitrof Norflox SMT/TMP
Clav

Escherichia coli* 87.9% 66.7% 87.7% 79.9% 97.3% 83.4% 71.1%

Proteus spp 95.5% NA 90.9% 89.1% 0.0% 100.0% 88.6%

Klebsiella spp 90.0% NA 77.3% 83.0% 20.3% 91.7% 86.4%

Tabela 2.4 Sensibilidade para homens

Amox Ciproflo SMT/TM


Cefalot Cefurox Nitrof Norflox
x P
Clav

Escherichia coli* 81.4% NA 85.5% 73.3% 97.9% 76.4% 75%

Proteus spp 85.7% NA 87.5% 87.5% NA 85.7% 71.4%

Klebsiella spp 92.9% NA 72% 84 35.7% 100% 92.9%


Amox/Clav - amoxicilina / clavulanato; Cefalot - cefalotina; Cefurox - Cefuroxima; Ciproflox - ciprofloxacina; Nitrof - nitrofurantoína; Norflox - norfloxacina; SMT/TMP - sulfametoxazol

trimetoprima . Fosfomicina - não testada sensibilidade

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III. Tratamento

1. ITU não complicada:

Tabela 3: Drogas de primeira escolha para tratamento empírico:

Substância Apresentação Dose Via Frequência

Fosfomicina¹,² Envelope 03 gramas oral dose única

Nitrofurantoína² Cápsula 100mg oral a cada 12h por 05 - 07 dias

¹ Recomendada se início dos sintomas menor que 48h. Orientar tomada no período noturno
² Devem ser evitadas na suspeita de pielonefrite.

Tabela 4: Drogas de segunda escolha para tratamento empírico:

Substância Apresentação Dose Via Frequência

Acetil -Cefuroxima comprimido 250mg oral a cada 12h por 05 - 07 dias

amoxicilina/ comprimido 875 / 125mg oral a cada 12h por 05 - 07 dias


clavulanato

Ciprofloxacina comprimido 250mg oral a cada 12h por 03 - 07 dias

Ciprofloxacina XR comprimido 500mg oral ao dia por 03 - 07 dias

Tabela 5: uso SMT/TMP

Substância Apresentação Dose Via Frequência

Sulfametoxazol comprimido 800 / 160mg oral a cada 12h por 05 -


/Trimetoprima 07 dias
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Tabela 6: Drogas de escolha para a pielonefrite:

Substância Apresentação Dose Via Frequência

Ciprofloxacina bolsa 400mg endovenoso a cada 12 horas

Cefuroxima frasco ampola 750mg endovenoso a cada 8 horas

Ceftriaxona frasco ampola 1 grama endovenoso a cada 12 horas

Cefuroxima Comprimido 250mg Oral A cada 12 horas

Ciprofloxacina comprimido 500mg oral a cada 12 horas

Consiederações:
a) Na impossibilidade de uso de drogas de primeira escolha, os beta-lactâmicos devem ser a
segunda escolha, sendo prescritos por 7 dias. Curso menor não é aconselhável, mesmo nas
infecções iniciais
b) SMT/TMP poderá ser prescrito na dependência do resultado da urocultura. Nossa epidemiologia
sugere cautela com o uso empírico deste agente.
c) O início do tratamento de pielonefrite poderá ser feito com terapia endovenosa, porém em casos
selecionados há a possibilidade de tratamento via oral com retorno ambulatorial precoce, sendo o
tempo de tratamento de 10 a 14 dias.
d) No caso de resistência ou hipersensibilidade a quinolonas, considerar uso de beta-lactâmicos (10-
14 dias) ou ceftriaxone até resultado definitivo da cultura de urina.
e) Fenazopiridina pode ser ofertada durante os dois primeiros dias de tratamento com o intuito de
alívio dos sintomas. Desencorajar o uso de anti-inflamatórios urinários (cystex, cepurin e
pyridium) sem o diagnóstico de infecção urinária.

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2. Situações Especiais
a. O paciente diabético:

Deve-se ter especial atenção com a anamnese (diabetes descompensado, uso de inibidores de
SLGT2, disfunção renal/vesical) pois os pacientes têm risco aumentado de pielonefrite enfisematosa
(90% dos casos são diabéticos), abscesso perinefrético e necrose de papila. Na suspeita de
complicações, complementar com exames de função renal e imagem. Caso não haja internação faz-
se necessário acertar o retorno precoce ambulatorial com médico assistente e considerar a realização
de terapia antimicrobiana endovenosa ambulatorial.

b. Gestantes:
A partir da sexta semana de gestação, existe a dilatação da pelve renal e ureter, secundária a
alteração hormonal, aumento da complacência vesical, hipotonia do sistema coletor, maior produção
de urina, presença de glicose e aminoácidos na urina e mudança para pH urinário mais alcalino,
sendo tal conjunto, responsável pela maior incidencia nessa população. O achado de dilatação
ureteral leve na ultrassonografia não deve ser valorizado se não houver sinais/ sintomas ou
antecedentes de litíase renal. Pode haver dilatação maior à direita pela mais comum dextrorotação
uterina (perfazem 90% com dilatação à direita e 10%, à esquerda).
Até 30% das mulheres grávidas com bacteriúria assintomática podem tornar-se sintomáticas e o
seu tratamento precoce é importante, pois diminui a incidência de pielonefrite e de recém-nascidos de
baixo peso. O controle de cura com nova urocultura é obrigatório.

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Tabela 7: Opções terapêuticas para grávidas:

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Fosfomicina (para cistite) Envelope 3 oral dose única


gramas

Cefalexina (para bacteriúria comprimido 500mg oral a cada 6 horas por 07 dias
assintomática ou cistite)

Cefuroxima (para cistite) comprimido 250mg oral a cada 8 horas por 07 dias

Cefuroxima (para pielonefrite) comprimido 750mg oral a cada 8 horas por 14 dias

Ceftriaxona Ampola 1 grama endov a cada 12 hora


enoso

Nitrofuntoína¹,² (para cistite) Cápsula 100mg oral a cada 12 horas


¹ Deve ser evitada em pacientes com deficiencia de G6PD
² Uso com cautela no primeiro trimestre. Deve ser evitada na gestação a termo (38-42 semanas), e no periparto
devido risco de anemia hemolítica no RN.

c. Homens:
Evento raro antes dos 50 anos e sintomas podem confundir-se com uretrite, inclusive com secreção
peniana purulenta sendo a urocultura imperativa. Não foi detectado benefício em tratamentos por mais de
07 dias para as cistites. Deve-se avaliar presença de anormalidades anatômicas, cálculo, instrumentação
urinária ou cirurgia recente, porém com o paciente estável e sem suspeita de obstrução tal investigação
envolvendo exames de imagem poderá de âmbito ambulatorial.
Diagnóstico diferencial com prostatite deve ser feito quando houver recorrência de
sintomas, febre ou hematúria.. Próstata dolorosa ao toque retal sugere diagnóstico, porém não
se deve realizar massagem prostática durante o toque. Não há indicação de coleta de PSA,
porem é recomendado a realização de ultrassom de rins/vias urinárias e de próstata. O
tratamento nesse caso deve ser por 21-28 dias, guiado por cultura.
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Tabela 8: Opções terapêuticas para homens:
Substância Apresentação Dose Via Frequência

Ciprofloxacina comprimido 500mg oral a cada 12 horas por


07 dias

Cefuroxima comprimido 500mg oral a cada 12 horas por


07 dias

Sulfametoxazol / Trimetoprim comprimido 800/160mg oral a cada 12 horas por


(para prostatite) 21 a 28 dias

Ciprofloxacina (para prostatite) comprimido 500mg oral a cada 12 horas por


21 a 28 dias

Observações: Após instrumentação cirúrgica - considerar o uso de antimicrobiano que seja eficaz contra gram
positivo

d. Processos obstrutivos:
A importância está em definir a existência ou não de obstrução, quer seja por litíase, por neoplasia,
má formação ou aumento prostático, com o apoio de exames de imagem. A diurese poderá estar
preservada e a creatinina normal e ainda assim haver urgência de desobstrução por tratar-se de um foco
infeccioso fechado. Tal fato deve-se à função inalterada do rim contralateral. A via de administração do
antimicrobiano deverá ser endovenosa e não será necessário amplo espectro antimicrobiano, mas sim
doses corretas e otimizadas dos antibióticos. O método de imagem de escolha deverá ser inicialmente a
ultrassonografia, e em caso de persistência da dúvida diagnóstica deverá ser procedida à tomografia
computadorizada sem uso de contraste endovenoso.

e. Transplante Renal:
Diversos fatores contribuem para a ocorrência de ITU no pós-operatório imediato e tardio. Com o
decorrer do tempo eles deixam de ser relacionados ao procedimento cirúrgico em si e passam a ser
secundários à imunossupressão e disfunção/alteração anatômica. Além disso, múltiplos diferentes

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agentes poderão estar implicados - incluindo vírus. No Pronto Atendimento não será possível realizar tais
diagnósticos diferenciais e por essa razão sugerimos terapia antimicrobiana adequada e coleta de
exames adequados (função renal / gasometria venosa / eletrólitos / culturas).

Tais pacientes são especialmente sensíveis à desidratação e podem apresentar-se com pielonefrite
apenas cursando com sintomas de dor ou desconforto na topografia do enxerto renal. No entanto, podem
apresentar infecção do enxerto mesmo na ausência de dor ou desconforto no local, uma vez que o rim
enxertado é denervado. Em todos os casos é recomendável entrar em contato com o médico titular /
equipe transplantadora.

f. ITU repetição:
A história clínica é fundamental para tal diagnóstico. Todos devem obrigatoriamente realizar exame
de urina I e urocultura a cada suspeita de infecção. Se houver história de doença renal crônica ou
motivos para lesão renal aguda (desidratação, por exemplo) os exames devem ser complementados com
função renal (Cr, U, Na, K, gasometria venosa). Tais pacientes frequentemente têm culturas prévias que
devem ser checadas e auxiliarão na definição do antimicrobiano.

g. Disfunção vesical / presença de sonda vesical de demora ou de alívio:


População com alto risco de acometimento por risco de infecção por germe resistente. Culturas
acima de 1000UFC/ml são consideradas positivas na presença de sinais e sintomas de ITU, porém
podem ser consideradas como bacteriúria assintomática em pacientes sem sintomas. Assim, a clínica é a
grande responsável pela diferenciação e determinação da indicação de terapia antimicrobiana. Odor
fétido, piúria ou turvação da urina na bolsa coletora não são preditivos de ITU. Por outro lado, febre,
desconforto supra-púbico, dor costo-vertebral (Giordano) ou no flanco e obstrução da sonda são
sinais/sintomas que tem forte correlação com infecção. Sintomas iniciados até 48 horas da retirada dos
dispositivos uretrais / vesicais devem ser interpretados com ITU complicada.

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Como os agentes causadores nessa população podem ser diferentes do padrão encontrado na
comunidade, sugere-se individualizar o tratamento de acordo com culturas prévias. O manejo empírico
inicial pode ser feito com ceftriaxona, ou ciprofloxacina. O tempo de tratamento recomendado é de 7-10
dias, podendo ser estendido a depender da evolução. Na suspeita forte de infecção urinária, a sonda
deve ser trocada independente do tempo de uso, porém não deve ser retirada sem prévia discussão
sobre possíveis fatores complicadores da repassagem.

h. Doença renal crônica (DRC) / Lesão renal aguda (LRA):


Em ambas as situações, existe maior risco de piora da função renal e necessidade eventual de
terapia de substituição renal, assim é proposta a coleta de exames laboratoriais (gasometria venosa ,
função renal, eletrólitos) além de urocultura e urina.
Para aqueles com doença renal crônica não dialitica com diagnostico de ITU, é necessário cálculo do
clearance de creatinina (MDRD / CKD Epi) para ajuste do antimicroniano. Em pacientes em Terapia
Renal substitutiva, é possível infecção urinária mesmo nos oligoanúricos. Coletar urina por sonda de
alívio em caso de infecção sem foco definido.

Nos casos de infecções graves (sepse / choque séptico), a primeira dose de ATB não deve ser
corrigida para função renal.

Tabela 11: Doses corrigidas para o clearance dos principais antimicrobianos usados na ITU:

Substância Apresentação Dose Via Frequência

Fosfomicina envelope 03 gramas oral dose única sem correção

Cefalexina comprimido 500mg oral A cada 6 horas


Cl 10 a 50 - a cada 8 a 12 horas
Cl < 10 - a cada 12 horas

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Cefuroxima comprimido 250mg oral A cada 12 horas

Sulfametoxazol- comprimido 800-160mg oral A cada 12 horas


Trimetoprim Cl 10 a 50 - a cada 18 horas
Cl < 10 - a cada 24 a 48 horas

Nitrofurantoína cápsulas 100mg oral A cada 6 horas


Contraindicada em ClCr < 30

Ciprofloxacina comprimido 500mg oral A cada 12 horas


Cl< 10 - a cada 24 horas

Ciprofloxacina bolsa 400mg endovenosa A cada 08 ou 12 horas


Cl < 10 - a cada 24 horas

Ceftriaxona frasco ampola 01 grama endovenosa a cada 12 horas

Cefuroxima frasco ampola 750mg endovenosa A cada 8 horas


Cl 10 a 20 - a cada 12 horas
Cl < 10 - a cada 24 horas
Cl - clearance de creatinina (ml/min/m2).

Escore de Risco: o quadro infeccioso deve apresentar melhora ao menos parcial em 48 - 72h do início do
tratamento, sendo comum na prática clínica a verificação da melhora em até 24h. O próprio diagnóstico
de ITU complicada já incorre em maior risco de complicações de sepse / choque séptico.
Figura 1. Algoritmo de identificação das infecções do trato urinário

Sintomas de ITU

Suspeit
a de
pielonef

Preenche Critérios de
Sepse? Suspeita de ITU
Seguir protocolo complicada?*
HMG, PCR,
específico.
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Urina I, Status
urocultura,
PRATICA MEDICA ASSISTENCIAL MEDICOhemocultura,Aprovado
Código Legado Código do Documento Versão Ureia/Creatinina/eletróli
Data Criação Data Revisão
DI.ASS.130.3 3 tos.
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Infecção urinária em adultos

Sim Não

Urina I, urocultura, HMG, PCR. Suspeit


Ureia/Creatinina/Eletrólitos. a de
Entrar em contato com médico da cistite
paciente. Na impossibilidade
acionar a Retaguarda
* Atentar para as
particularidades abaixo

1. Diagnóstico Clínico
(não coletar urina 1 /
triagem de urina).

ITU- Complicada:
Gravidez, diabetes, homem,
obstrução do trato urinário, 2. Alta com
imunossupressão, transplante renal, antimicrobiano
disfunção vesical, ITU repetição,
doença renal crônica ou lesão renal
aguda.

Tabela 12: Particularidades no manejo da ITU complicada


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Infecção urinária em adultos
Diabéticos Avaliar descompensação glicêmica, se paciente com glicosimetria
alterada - rever necessidade de complementar com exames
laboratoriais que avaliem infecção sistêmica e função renal.

Gestantes Tratar sempre bacteriúria assintomática,


USG de rins e vias urinárias se suspeita de pielonefrite.

Homens Tratar bacteriúria assintomática se procedimento cirúrgico urológico


programado,
USG de rins e vias urinárias e USG de próstata,
Caso haja suspeita de prostatite - tempo de tratamento 21 a 28 dias
Não coletar PSA ou realizar massagem prostática

Obstrução Suspeita de obstrução concomitante - Iniciar investigação com USG


rins e vias urinárias (também USG de próstata em homens), caso
haja persistência da dúvida diagnóstica, solicitar tomografia
computadorizada sem contraste.

Imunossuprimidos Atentar para terapia antimicrobiana individualizada


Solicitar USG de rins e vias urinárias
Receptores de Coleta de urina, urocultura e Cr
Transplante renal Comparar com Cr prévia, se houver alterações, ampliar investigação
com USG do enxerto renal
ITU repetição Atentar para culturas prévias ao escolher a terapia antimicrobiana
Coleta de urina e urocultura

Disfunção vesical / uso Sinais e sintomas típicos ou inespecíficos podem determinar


de sonda vesical de diagnóstico mesmo com uroculturas com contagens abaixo de
demora 100.000 UFC/ml; e a presença de uroculturas positivas não
necessariamente determina a necessidade de terapia antimicrobiana.
Culturas prévias podem ajudar.

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Infecção urinária em adultos
DRC Febre de etiologia indeterminada em pacientes oligoanúricos -
sondagem vesical de alívio para avaliar foco urinário
Coleta de exames em paciente com DRC conhecida em tratamento
conservador ou em pacientes dialíticos - Ur / Cr / Na / K / gasometria
venosa (ou perfil emergência com medida de Cr), além de
hemograma, urina e urocultura
Se optado por tratamento via oral, ambulatorial, atentar para dose de
antimicrobianos

LRA Ur / Cr / Na / K / gasometria venosa (ou perfil emergência com


medida de Cr), além de hemograma, urina e urocultura

Medida de qualidade:

Indicador A: coleta de urocultura em todos os casos em que haja prescrição de antimicrobianos


Indicador B: adequação da prescrição dos antimicrobianos dentre aqueles listados como primeira
escolha, e caso haja opção por antimicrobiano de segunda escolha, presença de resgistro adequado da
justificativa no prontuário.

Referências Bibliográficas:
1. Hooton TM. Recurrent urinary tract infection in women. Int J Antimicrob Agents. 2001 Apr;17(4):259-68.
2. Bent S, Nallamothu BK, Simel DL, Fihn SD, Saint S. Does this woman have an acute uncomplicated
urinary tract infection? JAMA. 2002 May 22-29;287(20):2701-10.
3. Foxman B, Brown P. Epidemiology of urinary tract infections: transmission and risk factors, incidence,
and costs. Infect Dis Clin North Am. 2003 Jun;17(2):227-41.
4. Gupta K, Hooton TM, Naber KG, Wullt B, Colgan R, Miller LG, Moran GJ, Nicolle LE, Raz R, Schaeffer
AJ, Soper DE; Infectious Diseases Society of America; European Society for Microbiology and Infectious
Diseases. International clinical practice guidelines for the treatment of acute uncomplicated cystitis and
pyelonephritis in women: A 2010 update by the Infectious Diseases Society of America and the European

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Infecção urinária em adultos
Society for Microbiology and Infectious Diseases. Clin Infect Dis. 2011 Mar 1;52(5):e103-20. doi:
10.1093/cid/ciq257.
5. Hooton TM. Clinical practice. Uncomplicated urinary tract infection. N Engl J Med. 2012 Mar
15;366(11):1028-37. doi: 10.1056/NEJMcp1104429.
6. Tekgül S, Riedmiller H, Hoebeke P, Kočvara R, Nijman RJ, Radmayr C, Stein R, Dogan HS; European
Association of Urology. EAU guidelines on vesicoureteral reflux in children. Eur Urol. 2012 Sep;62(3):534-
42. doi: 10.1016/j.eururo.2012.05.059
7. Meister L, Morley EJ, Scheer D, Sinert R. History and physical examination plus laboratory testing for
the diagnosis of adult female urinary tract infection. Acad Emerg Med. 2013 Jul;20(7):631-45. doi:
10.1111/acem.12171.
8. Mazzulli, T. Diagnosis and Management of Simple and Complicated Urinary Tract Infections. Can J Urol
2012; 19(1): 42 - 48
9. Heilberg, IT; Schor, N. Abordagem diagnóstica e terapêutica na Infecção do Trato Urinário. Rev Assoc
Med Bras 2003; 49(1): 109 - 116
10. Nicolle, LE; Bradley, S; Colgan, R; Rice, JC; Schaeffer, A; Hooton, TM. Infectious Diseases Society of
America Guidelines for Diagnosis and Treatment of Asymptomatic Bacteriuria in Adults. Clinical Infectious
Diseases 2005; 40: 643 - 654
11. Drekonja, DM; Rector, TS; Cutting, A; Johson, JR. Urinary Tract Infection in Male Veterans: Treatment
Patterns and Outcomes. JAMA Intern Med 2013; 171(1): 62 - 68
Souza, RM; Olsburgh, J. Urinary Tract Infection in the Renal Transplant Recipient. Nature Clinical Practice
Nephrology 2008; 4(5): 252 – 264
12. Does this woman have an acute uncomplicated urinary tract infection? Bent S, Nallamothu BK, Simel
DL , Fihn SD, Saint S. JAMA.2002;287(20):2701

8. ELABORAÇÃO DESTE DOCUMENTO


Autores: Maria Lucia B. Piruzeli, Patricia T. Goldenstein, Morad Amar, Victor Faria Seabra, Henrique Pott
Jr., Mauro Iervolino, Mauricio Alchorne, Luci Correa e Marines Dalla Valle Martino.
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Infecção urinária em adultos
Adendo: Bacteriúria assintomática (BA) e Piúria - definições e implicações práticas
As taxas de bacteriúria assintomática (BA) na população são estimadas em 3 a 8% em mulheres pré-
menopausa e 4 a 43% nas pós-menopausa.
Os grupos com evidência para tratamento da BA são: o de grávidas e o de homens que serão submetidos a
procedimento urológico envolvendo ressecção prostática transuretral ou de indivíduos em que procedimento
cirúrgico tenha previsão de sangramento.

Condições que NÃO justificam o tratamento da BA

Mulheres não grávidas e na pré-menopausa ou menopausa.

Mulheres diabéticas.

Idosos, independente de serem ou não institucionalizados.

Paciente com lesão espinhal e alteração funcione da bexiga

Pacientes com sondagem vesical de demora sem sintomas.*

Pacientes transplantados - órgãos sólidos

A piúria é definida como a presença de mais de 10 leucócitos por campo de grande aumentou ou mais de
10000 leucócitos por ml (varia de acordo com o padrão laboratorial).
Sua presença fala a favor de infecção (tuberculose, doença sexualmente transmissível - clamídia /
gonococo), porém pode refletir, por exemplo, glomerulopatias ou nefrites túbulo-intersticiais e até mesmo litíase.
Ainda, pode ter significado incerto em vários casos.
Incidência combinada de piúria e BA
Mulheres jovens 32% Grávidas 30 a 70%
Diabéticas 70% Idosos 90%
Pacientes em diálise 90% Sondagem vesical
Longa duração 50 – 100%
Curta duração 30 – 75%
A combinação de piúria com bacteriúria assintomática não deve mudar o tratamento proposto. A
apresentação clínica é a responsável por reclassificar um caso de BA em cistite ou pielonefrite e determinar o
tratamento.

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Infecção urinária em adultos
CISTITE NÃO COMPLICADA – MULHERES

ORIENTAÇÕES PÓS ALTA HOSPITALAR

Informações sobre a doença


Você foi diagnosticada com infecção urinária, e o que você sente é a reação do corpo a presença
de agentes microbianos na urina, em sua maioria bactérias. Isso trará incomodo miccional que, com o
curso do tratamento, será resolvido.
São esperados os seguintes sintomas: dor ao urinar, urina de coloração mais escura e odor fétido.
Pode haver ainda aumento da frequência de micções e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga,
além de dor supra-púbica. Um pouco de sangue pode estar presente na urina ou voce poderá notar sua
presença durante a higiene habitual.

Sobre o tratamento
É essencial para a sua melhora mais rápida: hidratar-se, mantendo fluxo urinário claro e
abundante e evitar longos períodos sem urinar.
É recomendável evitar o uso de método contraceptivo que utilize espermicidas (diafragma ou
condom).
Caso tenha sido coletada amostra de urina em sua consulta na unidade de pronto atendimento, é
essencial que ela seja vista por um médico - solicite senha para checar o exame, ele é o resultado de um
método que avalia qual microorganismo causou seus sintomas e permite muitas vezes adequar sua
medicação, no entanto ressaltamos que o processo leva ao menos 48 horas para fornecer algum
resultado.
Caso haja sintomas de alteração do conteúdo vaginal/ corrimento, uma visita ao seu ginecologista
deverá ser planejada. Guarde consigo a informação de quando foi seu último episódio de infecção
urinária e qual medicação foi usada - isso vai ser importante se as infecções se repetirem.

Retorne com seu médico ou ao pronto atendimento se:


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Infecção urinária em adultos
Começar a ter febre, dor nas costas, calafrios, mal estar excessivo, tonturas, diminuição do
volume de urina apesar de boa hidratação, persistencia de náuseas e vômitos (impedindo ou dificultando,
inclusive, a tomada adequada de sua prescrição de antimicrobiano).

RESUMO

Descrição em forma de resumo para acesso em meios alternativos de conectividade como tablets ou
celulares

ANEXOS

DOCUMENTOS RELACIONADOS

DESCRIÇÃO RESUMIDA DA REVISÃO

00

Elda Maria Stafuzza Gonçalves Pires (01/06/2015 10:47:33 AM) - Diretriz de atendimento UPAs.

Elda Maria Stafuzza Gonçalves Pires (21/08/2015 07:48:21 AM) - Revisão de formatação
Elda Maria Stafuzza Gonçalves Pires (26/02/2018 09:09:31 AM) - Diretriz revisada.

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