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UNIVERSIDADE TIRADENTES

DIREITO

CAMILLA OLIVEIRA MOTTA


DANIELA DO ESPÍRITO SANTO SOUZA
DAVI MENEZES MARQUES
JÚLIA REIS MENDONÇA

MODELOS TEÓRICOS SOCIOLÓGICOS

TEORIAS DO CONFLITO

Aracaju,

outubro, 2015
CAMILLA OLIVEIRA MOTTA
DANIELA DO ESPÍRITO SANTO SOUZA
DAVI MENEZES MARQUES
JÚLIA REIS MENDONÇA

MODELOS TEÓRICOS SOCIOLÓGICOS


E
TEORIAS DO CONFLITO

Trabalho apresentado como


requisito parcial de avaliação da
disciplina de Criminologia
Forense, ministrada pelo Prof.
Raimundo José Veiga, no 2º
semestre de 2015.

Aracaju,

outubro, 2015
MODELOS TEÓRICOS SOCIOLÓGICOS

MACROSSOCIOLOGIA

Depois de ter sido matéria de estudo da primeira unidade, Escola Clássica e a


Escola Positiva, vislumbra-se a necessidade de estudar sobre a teoria macrossociológica,
passando a estudar um pequeno grupo ou até mesmo em um único indivíduo devendo
chegar a conclusão de como a sociedade, como um todo, se influencia para cometer, ou
não, infrações penais.

Como alguns autores gostam de destacar, os principais objetos de estudo das


teorias criminológicas são: a lei, o criminoso, o alvo e o lugar. Com o objetivo de
propor, através de dedução, hipóteses que possam ser usadas para reduzir atos contra a
dignidade da sociedade.

Assim, para um melhor aperfeiçoamento da matéria estudada, a teoria


macrossociológica foi dividida em duas vertentes, a teoria do consenso e a teoria do
conflito. Enquanto que a primeira objetiva fazer com que sociedade entre em
concordância criando-se dessa forma uma regra de convívio. Já na teoria do conflito
esta se sustenta advém do fato da sociedade colocar uma imposição sobre o objeto de
estudo, o criminoso.

Por fim, temos que a macrossociologia visa, assim, como refere Shills
(1992, Centro e periferia. Lisboa: Difel), "...elucidar os mecanismos ou processos
através dos quais este conjunto de agregados primordiais, corporativos e culturais
funciona como uma sociedade".

TEORIAS DE CONSENSO

Quando falamos nas teorias sociológicas, também chamadas de teorias


macrossociológicas, distinguem-se duas vertentes principais, quais sejam: as teorias de
consenso e as teorias de conflito.

As teorias de consenso são aquelas que fundamentam a identidade do sistema


social na ordem social. Esta, por sua vez, é originada em valores comuns aos membros
da sociedade. Desse modo, para as teorias de consenso, a ordem social se origina e se
orienta pelos valores comuns aos membros da sociedade. Então, nesse contexto, o crime
seria uma afronta a esses valores e comprometeria a saúde daquela sociedade, ou seja,
comprometeria a sobrevivência daquela sociedade.

As teorias de consenso também são chamadas de teorias etiológicas, porque elas


buscam a causa do delito, ou epidemiológicas, porque elas se preocupam com as taxas
de criminalidade de determinadas regiões, determinados setores.

Classificam-se como de teoria de consenso a Escola de Chicago, a Teoria da


anomia, a Teoria da Subcultura e a Teoria da Associação Diferencial.

A Escola de Chicago, surgida no Estados Unidos na década de 1910, e fundada


pelo historiador e sociólogo Albion W. Small. O surgimento da Escola de Chicago está
ligado ao processo de expansão urbana e crescimento demográfico da cidade de
Chicago no início do século 20, resultado do acelerado desenvolvimento industrial das
metrópoles do meio-oeste norte-americano.

Como decorrência desse processo, assevera o cientista social Renato Cancian,


que Chicago presenciou o aparecimento de fenômenos sociais urbanos que foram
concebidos como problemas sociais como, por exemplo, o crescimento da
criminalidade, a delinquência juvenil, o aparecimento de grupos marginais, os bolsões
de pobreza e desemprego, a imigração e com ela a formação de várias comunidades
conhecidas como “guetos”.

Com a afirmação da escola, inaugura-se um novo campo de pesquisa


sociológica, centrado exclusivamente nos fenômenos urbanos que levará à constituição
da chamada sociologia urbana como ramo de estudo especializados que relaciona
criminalidade com certas condições habitacionais e ambientais, relaciona criminalidade
com grupos minoritários conflitivos, analisa a desorganização gerada pelo
desenvolvimento urbano rápido e relaciona isto com a criminalidade, ou seja, com o
enfraquecimento do controle social.

Todos esses problemas sociais se convertera no principal objeto de pesquisa para


sociólogos da Escola de Chicago.

Já a Teoria da Anomia é concebida como a ausência de normas e valores


interiorizados. Seria o vazio gerado quando os meios sociais não são atingidos por uma
certa camada da sociedade. O fato é que nem sempre as estruturas sociais fornecem os
meios necessários para que o indivíduo atinja o seu ideal cultural, isto é, o ideal de bem
estar, de qualidade de vida. E, aqueles que a sociedade não fornece esses meios tende a
delinquir antes dos demais.

Segundo o filósofo Durkheim, quando uma sociedade se encontra em um estado


em que seus padrões normativos de conduta e crença estão enfraquecidos e
desaparecidos, se está diante de um “Estado de anomia”.

Para a Teoria da Subcultura delinquente, a criminalidade está relacionada com


grupos e subgrupos portadores de normas próprias diferentes das normas oficiais.
Ressalte-se que para a teoria subcultural não existe desorganização, como afirma a
Escola de Chicago. E, além disso, não existe uma ausência de normas como afirma a
teoria da anomia. O que ocorre é uma identificação com subgrupos que possuem normas
próprias diferentes das normas oficiais. Então, esse comportamento delitivo seria
resultante de normas, ou seja, estaria de acordo com normas diferentes das oficiais

Por fim, tem-se a Teoria da associação diferencial de Sutherland, a qual


relaciona a criminalidade com a associação e a aprendizagem. Para essa teoria, as
pessoas se associariam em torno de objetivos comuns, inclusive praticar crimes e,
consequentemente, esse comportamento criminoso é aprendido e não meramente
imitado.

TEORIAS DO CONFLITO

Essa Teoria possui grande tradição na Sociologia Criminal Norte Americana.


Ela pressupõe a existência na sociedade de uma pluralidade de grupos e subgrupos
que, eventualmente, apresentam discrepâncias em suas pautas valorativas.

Essa teoria do conflito vai de encontro da Criminologia positivista e


funcionalista ( Lombroso de Durkhreim) vigente naquela época. Para esta, o crime era
um fato concreto causado pelas anomalias biológicas do sujeito delinquente,
configurando assim o determinismo criminal a partir de fatores endógenos da ocorrência
delitiva. Já para a teoria do conflito, o crime é a expressão dos conflitos existentes na
sociedade, podendo esses conflitos serem ou não nocivos para a sociedade. A teoria do
conflito nega, portanto, o princípio do interesse social e do delito como fato natural,
partindo-se da premissa de que o crime é um fato político, ou seja, ele deriva da
desobediência a uma lei que traduz os anseios de uma classe dominante.

Insta salientar que difere também da teoria do consenso. A teoria do consenso


possui como fundamento uma sociedade em que as pessoas convivem harmonicamente,
tendo por base os valores comuns dos indivíduos. De outro viés, a teoria do conflito
sustenta que a harmonia decorre da imposição ou da coerção, sendo assim o crime não é
algo patológico mas decorrente do conflito, pois é ele que produz as mudanças
necessárias.

Precursores: Lewis Coser e Ralf Dahrendorf

A teoria do conflito não analisa o indivíduo em si, mas a sociedade em geral.


Esta teoria possui caráter argumentativo e possui as seguintes classificações:

a) Teorias do conflito cultural: Formuladas por Taft e Sellin , White e


Cohen-

Essa teoria surge com a crise do suposto monolitismo (unitariedade) da ordem


social, Teoria do Consenso, quando se evidenciou a existência de uma pluralidade de
valores em uma mesma sociedade. Neste sentido:

"O suposto monolitismo (unitariedade) da ordem social


baseado em um hipotético consenso entrou em crise, diante da
evidência de que a moderna sociedade democrática é uma
sociedade pluralista, antagônica e estratificada, onde coexistem
numerosos grupos e subgrupos, com seus respectivos códigos de
valores, que tratam de conquistar um espaço social, e sendo
possível, o próprio poder político que permitia definir, de acordo
com seus interesses particulares, a hierarquia oficial dos
valores." (MOLINA; GOMES, 2008, P.314)
Para Taft, a criminalidade é derivada das contradições internas da cultura.
Contradições essas que diminuem a credibilidade de certos valores vigentes, havendo
uma crise moral e consequentemente uma alteração cultural na sociedade

Para Sellin, a criminalidade não advém de uma crise cultural e sim de pautas
normativas de diversos grupos e subgrupos sociais, que possuem entre si, valores
discrepantes. A própria mídia ou qualquer meio de comunicação geralmente lança um
valor ou conduta que por vezes fazem com que os valores de um determinado grupo
social entre em contradição com outro.

Desta forma, o direito representa os valores e interesses das classes ou setores


sociais dominantes, não os gerais da sociedade, procedendo, assim, a justiça penal na
aplicação das leis de acordo com referidos interesses.

Contudo, essa Teoria não prosperou posto que foi demonstrado que mesmo as
sociedades com índices mínimos de conflitos culturais possuem criminalidade.

b) Teoria do Labelling Approach.

Esta é uma das principais teorias do conflito, ela surgiu na década de 60 e teve
como grande destaque Erving Goffman e Howard Becker.

Consoante o entendimento desta teoria, a criminalidade não é um atributo da


pessoa humana, mas deriva da estigmatização. Desse modo, o delinquente costuma
receber rótulos que o distingue das pessoas tidas como comuns.

A conduta criminosa é determinada pela sociedade e aqueles que a cometem são


tidos como criminoso, sendo, por diversas vezes, marginalizados até mesmo no seio
familiar.

Ademais, é imperioso salientar que essa rotulação faz com que os indivíduos que
cometeram crimes se aproximem de outros criminosos, gerando um receio constante por
parte da sociedade de que possam vir a ocorrer outros crimes.

A vertente mais severa desta teoria alega que a criminalidade decorre da


rotulação pelas autoridades de controle social. De outro viés, a versão mais prudente
aponta que o etiquetamento advém até mesmo da convivência familiar, sendo
assemelhado ao bullying.

c) Teoria do conflito social- base não marxista.

Sustentada, dentre outros, por Dahrendof, Turk.

De acordo com ela, determinadas organizações sociais existem devido a sua


pressão sobre as outras em sua dominação. Esta teoria relaciona a criminalidade pelos
conflitos ocasionados em virtude da distribuição desigual de poder, ou seja, uma classe
dominante tende a dominar outra menos favorecida.

Desta forma, a justiça penal não seria um mecanismo neutro com o escopo de
resolver pacificamente os conflitos sociais e sim uma expressão da estrutura de poder
de um determinado grupo que tem a capacidade de criar e aplicar o Direito sobre outro
grupo mais fraco, que não detém esse poder, resultando em si um conflito social entre os
grupos que pretende monopolizar esse poder.

Assim, verifica-se uma relação de conflito permanente, onde a lei e a pena seria
tão-somente um novo grau deste mesmo conflito de poder, onde as autoridades agem
mediante a criação, interpretação e aplicação coativa das normas

Desta forma, o crime seria produto normal das tensões sociais e careceria de
significado patológico. A ordem social é produto de uma pluralidade de grupos que
disputam entre si com o objetivo de monopolizar o poder.

Algumas investigações tentaram comprovar essa teoria no tocante ao


comportamento discriminatório da justiça penal; a evolução histórica da justiça penal de
acordo com os interesses da classe dominante; e o processo de criminalização das
classes sociais exploradas.

d) Teoria do conflito de orientação marxista

Tem suas raízes no pensamento de Marx e Engels. Foi conhecida como


criminologia radical, Criminologia crítica ou Nova criminologia.
Diferentemente da Teoria conflitual não marxista, as teorias conflituais de
orientação marxista afirmam que o crime é um produto histórico, patológico e derivado
das funções de relação de produção da sociedade capitalista.

A ordem social é resultante de uma confrontação de classes antagônicas, sendo


que uma delas se sobrepõe e explora a outra, por meio do Direito e da Justiça Penal.
Logo, a criminalidade teria como motivo a luta entre classes provocada pelo modo de
produção capitalista

Desta forma, essa teoria tem como características importantes ser o conflito
social se pautando em conceitos tais como “classe social”, “propriedade” e “meios de
produção” que não são, nos dias atuais, adequados para se analisar o complexo do
problema classes e inerente à sociedade capitalista

Críticas do modelo marxista: limita-se ao método histórico-analítico, se criminal


da sociedade capitalista.

Conclusão:

As teorias do conflito desmistificam o paradigma da Criminologia positivista


(paradigma estrutural-funcionalista). Contudo, afirma que determinado conflito social
gera crime, sem, contudo, fazer relação de um conflito com as formas de criminalidade,
se limitando apenas a supor a existência de um substrato conflitual onde não existia,
recebendo, por isso, crítica pelo seu déficit empírico.

No entanto, não é possível afirmar que as teorias criminológicas do conflito


foram abolidas, vez que possuem instrumentos analíticos que permitem compreender
melhor os fenômenos criminógenos.
Bibliografia:
BARATA, Alessandro. Criminologia Crítica e Crítica do Direito Penal, 3ª edição,
Ed. Revan, Rio de Janeiro, 2002.

BOTELHO, Jeferson. Evolução Histórica do Pensamento Criminológico do


Mundo: Teorias macrossociológicas da criminalidade. Disponível em:
<http://www.jurisway.org.br/v2/dhall.asp?id_dh=14914. Acesso em 28 de outubro de
2015>. Acesso em 29 de outubro de 2015.

CANCIAN, Renato. Escola de Chicago – contexto histórico: pesquisas centradas no


meio urbano. Disponível em: http://educacao.uol.com.br/disciplinas/sociologia/escola-
de-chicago---contexto-historico-pesquisas-centradas-no-meio-urbano.htm. Acesso em
23 de outubro de 2015.

JÚNIOR, Luiz Geraldo Ferreira. Criminologia - teoria macrososioloógicas da


criminalidade- teoria do conflito. Disponível
em:<http://delicti.blogspot.com.br/2011/07/criminologia-teorias-
macrossociologicas.html >. Acesso em 29 de outubro de 2015.

MOLINA, Antônio García- Pablos de; GOMES, Luiz Flávio. Criminologia, 6ª edição,
Ed. Revista dos Tribunais, São Paulo,2008.

MOLINA, Antônio García- Pablos de; GOMES, Luiz Flávio. Criminologia. 8ª edição,
ed. Revista dos Tribunais, São Paulo, 2013.

PENTEADO FILHO, Nestor Sampaio. Manual esquemático de criminologia. 5ª edição,


Ed. Saraiva, São Paulo, 2015.

SUMARIVA, Paulo. Criminologia. Disponível em :


<http://cadernoderevisao.blogspot.com.br/2012/08/criminologia.html. Acesso em 28 de
outubro de 2015>. Acesso em 29 de outubro de 2015.