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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA


CURSO DE ENGENHARIA QUÍMICA

DANIELE COBUS

JOSÉ GIANNETTI

JULIANA LIKA MAKUDA

LETÍCIA METELSKI

RENATA MINGOTTI

VINÍCIUS SCHENKNECHT

RELATÓRIO DA AULA PRÁTICA:


TROCADOR DE CALOR DO TIPO TUBOS CONCÊNTRICOS E
TROCADOR DE CALOR DO TIPO CASCO E TUBO

PONTA GROSSA
2016
DANIELE COBUS

JOSÉ GIANNETTI

JULIANA LIKA MAKUDA

LETÍCIA METELSKI

RENATA MINGOTTI

VINÍCIUS SCHENKNECHT

TROCADORDE CALOR DO TIPO TUBOS CONCÊNTRICOS E


TROCADOR DE CALOR DO TIPO CASCO E TUBO

Relatório das práticas realizadas no


laboratório em 30/08/2016 e
06/09/2016, apresentado ao curso
superior de Engenharia Química da
Universidade Tecnológica Federal do
Paraná- Campus Ponta Grossa, como
requisito parcial para a conclusão da
disciplina Laboratório de Engenharia
Química 1.

Professores: Erica Lovo e Vinícius Luiz


Carvalho.

PONTA GROSSA
2016
TROCADOR DE CALOR DO TIPO CASCO E TUBO

OBJETIVOS
O experimento tem como objetivo realizar os cálculos para escoamento
contracorrente e também para escoamento paralelo das seguintes propriedades:

 Taxa de transferência de Calor do fluido quente (qq);


 Taxa de transferência recebida pelo fluido frio (qf);
 O calor perdido;
 O coeficiente global de transferência de calor (U.A) utilizando o
método das resistências;
 A média logarítmica das diferenças de temperatura (ΔTml(K));

 A efetividade do trocador de calor pelo método NTU ( NTU).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foram realizados quatro ensaios na prática, dois em escoamento paralelo


e dois em escoamento contracorrente, e todos os ensaios foram realizados com
vazão volumétrica de 1L/min, tanto para a água quente quanto para a água fria.

Fluxo Contracorrente
Os valores de temperatura registrados pelos sensores de temperatura
estão na tabela a seguir:

Tabela: Valores registrados nos sensores de temperatura para escoamento contracorrente.

Ensaio ST-16 (°C) ST-1 (°C) ST-2 (°C) ST-3 (°C) ST-7 (°C)

Contracorrente 53 46 31 36 20
1

Contracorrente 62 53 32 38 20
2

Para facilitar a aplicação das fórmulas, as temperaturas registradas pelos


sensores serão representadas por:
ST-16 = Tt (temperatura da água no tanque)

ST-1 = Tqe (temperatura da água na entrada dos tubos)

ST-2 = Tqs (temperatura da água na saída dos tubos)

ST-3 = Tfs (temperatura da água na saída do casco)

ST-7 = Tfe (temperatura da água na entrada do casco)

- Ensaio contracorrente 1:

Abaixo estão as propriedades para a água quente e para a água fria


encontradas na temperatura de filme (Tm), que é a média entre as temperaturas
de entrada e de saída do fluido que passa pelo trocador. Os valores das
propriedades foram encontrados no apêndice A.6 do livro Incropera e
interpolados.

Tabela: Propriedades da água nas temperaturas de filme no ensaio contracorrente 1.

Água quente Água fria


Tm= 311,5 K Tm= 301 K
ρ= 992 kg/m3 ρ=997 kg/m3
µ= 675,8 . 10-6 N.s/m2 µ=837,8 . 10-6 N.s/m2
k=629,8 . 10-3 W/m.K k=614,4 . 10-3 W/m.K
Pr= 4,48 Pr= 5,70
cpq= 4178 J/kg . K cpq=4179 J/kg . K

Com os valores de densidade e de vazão volumétrica é possível realizar


o cálculo da vazão mássica:

𝐿 1 𝑚³ 1 𝑚𝑖𝑛 𝑘𝑔
𝑚𝑞̇ = 𝑄 . 𝜌 = 1,0 . . .992
𝑚𝑖𝑛 1000 𝐿 60 𝑠 𝑚³

𝑚𝑞̇ = 0,016533 𝑘𝑔/𝑠

𝐿 1 𝑚³ 1 𝑚𝑖𝑛 𝑘𝑔
𝑚𝑓̇ = 𝑄 . 𝜌 = 1,0 . . .997
𝑚𝑖𝑛 1000 𝐿 60 𝑠 𝑚³

𝑚𝑓̇ = 0,016617 𝑘𝑔/𝑠


A partir desses dados, pode-se calcular as taxas de transferência de calor
do fluido quente, do fluido frio e a taxa de calor perdido:

 Fluido quente (tubos)

𝑞̇ 𝑞 = 𝑚𝑞̇ . 𝑐𝑝𝑞 . (𝑇𝑞𝑒 − 𝑇𝑞𝑠 ) = 0,016533 . 4179 . (46 − 31)

𝑞̇ 𝑞 = 1036,1231𝑊

 Fluido frio (casco)

𝑞̇ 𝑓 = 𝑚𝑓̇ . 𝑐𝑝𝑓 . (𝑇𝑓𝑠 − 𝑇𝑓𝑒 ) = 0,016617 . 4179 . (36 − 20)

𝑞̇ 𝑓 = 1111,0791𝑊

 Calor perdido

𝑞𝑝̇ = |𝑞𝑞̇ | − |𝑞̇ 𝑓 | = |1036,1231𝑊| − |1111,0791𝑊|

𝑞𝑝̇ = − 74,9560 𝑊

Pode-se perceber que a taxa de calor perdida foi pequena, e o sinal


negativo pode estar relacionado a inversão no sentido da transferência de calor
que pode ter ocorrido ao longo do experimento.

Fazendo, agora, as diferenças de temperaturas nas extremidades do


trocador de calor, pode-se calcular a média logarítmica de temperatura:

∆𝑇1 = 𝑇𝑞𝑒 − 𝑇𝑓𝑠 = 10𝐾

∆𝑇2 = 𝑇𝑞𝑠 − 𝑇𝑓𝑒 = 11𝐾

∆𝑇1 − ∆𝑇2
∆𝑇𝑚𝑙 = = 10,4921𝐾
∆𝑇1
ln ( ∆𝑇 )
2

Agora, para calcular o coeficiente global de transferência de calor, é


necessário, primeiramente calcular o valor dos coeficientes convectivos, os quais
são obtidos através de relações que são determinadas após o calculo do numero
de Reynolds.
O número de Reynolds é determinado utilizando-se a área da secção
transversal do casco e seu diâmetro hidráulico. E como essas duas grandezas
dependem apenas da geometria do trocador de calor, os seus valores serão os
mesmos para os ensaios com escoamento contracorrente e paralelo.

Na tabela abaixo podem ser observados as propriedades e dimensões do


trocador de calor:

Tabela: propriedades e dimensões do trocador de calor.

Material dos tubos Aço inox


Condutividade térmica dos tubos (k) 15,1 W/m.K
Número de tubos (𝑁𝑡 ) 21
Número de chicanas no casco (𝑁𝑐 ) 4
Distância entre o centro dos tubos (𝑃𝑡 ) 25.10-3m
Distância entre os tubos no interior do casco (C) 15.10-3m
Distância entre as chicanas (B) 100.10-3m
Número de passes 1
Diâmetro interno dos tubos (𝐷𝑖 ) 8.10-3m
Diâmetro externo dos tubos (𝐷0 ) 10.10-3m
Espessura dos tubos 10-3m
Área interna de transferência de calor (𝐴ℎ ) 0,0126m2
Área externa de transferência de calor (𝐴𝑐 ) 0,0157m2
Diâmetro interno do casco (𝐷𝑒 ) 0,148 m
Diâmetro externo do casco 0,160 m
Espessura do casco 6.10-3 m
Comprimento do trocador de calor (L) 0,5 m

Com os dados da tabela, pode-se realizar os seguintes cálculos:

 Área transversal do casco:

𝐷𝑒 . 𝐶. 𝐵 0,148 . (15.10−3 ). (100.10−3 )


𝐴𝑇𝑅,𝑐 = =
𝑃𝑡 25.10−3

𝐴𝑇𝑅,𝑐 = 0,00888𝑚2
 Diâmetro hidráulico para o arranjo quadrado:

𝐷4
4(𝑃𝑡2 − 𝜋 40 )
𝐷ℎ =
𝜋. 𝐷0

𝐷ℎ = 0,069577𝑚

 Área transversal dos tubos:

𝜋. 𝐷𝑖2 . 𝑁𝑡 𝜋. (8.10−3 )2 . 21
𝐴𝑇𝑅,𝑡 = =
4. 𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑝𝑎𝑠𝑠𝑒𝑠 4

𝐴𝑇𝑅,𝑡 = 0,001055𝑚2

Com esses valores é possível realizar os cálculos para obter os


coeficientes convectivos:

- Cálculo do coeficiente convectivo para o escoamento nos tubos, água


quente (hi):

A primeira etapa é obter o número de Reynolds e determinar se o


escoamento é laminar ou turbulento:

𝑚𝑞 . 𝐷𝑖 0,016533 . (8.10−3 )
𝑅𝑒 = =
𝐴𝑇𝑅,𝑡 . 𝜇 0,001055 . (675,8.10−6 )

𝑅𝑒 = 185,5116

Como 𝑅𝑒 < 2300, tem-se escoamento laminar.

Assim, a correlação utilizada é:

𝑓
(2) . 𝑅𝑒. 𝑃𝑟
𝑁𝑢 =
𝑓 0,5 2
1,07.12,7. (2) . (𝑃𝑟 3 − 1)

Onde,
𝑓 = [1,58. ln(𝑅𝑒) − 3,28]−2

𝑓 = 0,04044

Assim, o número de Nusselt é:

𝑁𝑢 = 5,0633

E dessa forma:

ℎ𝑖 . 𝐷𝑖
𝑁𝑢 =
𝑘

5,0633. (629,8.10−3 )
ℎ𝑖 =
8.10−3

ℎ𝑖 = 398,6053 𝑊/𝑚2 . 𝐾

- Cálculo do coeficiente convectivo para o escoamento no casco, água fria


(h0):

O número de Reynolds é:

𝑚𝑓 . 𝐷ℎ 0,016617 .0,069577
𝑅𝑒 = =
𝐴𝑇𝑅,𝑐 . 𝜇 0,00888 . (837,8.10−6 )

𝑅𝑒 = 155,4050

Como 𝑅𝑒 < 2300, o escoamento é laminar.

Logo, o Nusselt pode ser calculado com a seguinte correlação:

𝜇 0,14
𝑁𝑢 = 0,36. 𝑅𝑒 0,55 . 𝑃𝑟 0,33 . ( )
𝜇𝑤

Sendo que 𝜇𝑤 é tabelado em função de 𝑇𝑤 :

1 𝑇𝑞,𝑒 + 𝑇𝑞,𝑠 𝑇𝑓,𝑒 + 𝑇𝑓,𝑠


𝑇𝑤 = ( + )
2 2 2

𝑇𝑤 = 306,25 𝐾
Portanto, 𝜇𝑤 = 0,0007505. E dessa forma:

𝑁𝑢 = 10,4155

A partir do número de Nusselt, pode-se encontrar o coeficiente convectivo:

ℎ0 . 𝐷ℎ
𝑁𝑢 =
𝑘

10,1455. (614,4.10−3 )
ℎ0 =
0,069577

ℎ0 = 91,9740 𝑊/𝑚2 . 𝐾

Agora o cálculo do coeficiente global de transferência de calor pode ser


feito:

𝐷
1 1 ln( 𝐷0 ) 1
𝑖
= + +
𝑈. (𝐴𝑐 . 21) (ℎ𝑖 𝐴ℎ . 21) 2𝜋𝑘𝐿 (ℎ0 𝐴𝑐 . 21)

1
= 0.04716
𝑈. (𝐴𝑐 . 21)

𝑈. (𝐴𝑐 . 21) = 21,2033 𝑊/𝐾

𝑈 = 64,3109 𝑊/(𝐾. 𝑚2 )

Para realizar o cálculo da efetividade do trocador de calor, primeiramente,


é necessário realizar o cálculo do número de unidades de transferência, obtido
através da fórmula:

𝑈. 𝐴0
𝑁𝑈𝑇 =
𝐶𝑚𝑖𝑛

Para determinar 𝐶𝑚𝑖𝑛 e 𝐶𝑚𝑎𝑥 é necessário calcular 𝐶𝑞 e 𝐶𝑓 :

𝐶𝑞 = 𝑚𝑞̇ . 𝐶𝑝𝑞

𝐶𝑞 = 69,0749 𝑊/𝐾 = 𝐶𝑚𝑖𝑛


𝐶𝑓 = 𝑚𝑓̇ . 𝐶𝑝𝑓

𝐶𝑓 = 69,4424𝑊/𝐾 = 𝐶𝑚𝑎𝑥

Pode-se agora calcular o NUT

21,2033
𝑁𝑈𝑇 =
69,0749

𝑁𝑈𝑇 = 0,3070

efetividade pode ser calculada através do método 𝜀𝑁𝑈𝑇 :

{1 − exp[ −𝑁𝑈𝑇 (1 − 𝑐)]}


𝜀=
{1 − 𝐶𝑟 exp[−𝑁𝑈𝑇(1 − 𝑐)]}

Onde:

𝐶𝑚𝑖𝑛 69,0749
𝑐= =
𝐶𝑚𝑎𝑥 69,4424

𝑐 = 0,9947

Portanto:

𝜀 = 0,2350

- Ensaio contracorrente 2:

Na tabela abaixo estão as propriedades para a água quente e para a água


fria encontradas na temperatura de filme (Tm). Assim como no ensaio 1, os
valores das propriedades foram encontrados no apêndice A.6 do livro Incropera
e interpolados.

Tabela: Propriedades da água nas temperaturas de filme no ensaio contracorrente 2.

Água quente Água fria


Tm= 315,5 K Tm= 302 K
ρ= 990,6 kg/m3 ρ=997 kg/m3
µ= 625,6 . 10-6 N.s/m2 µ=820,6 . 10-6 N.s/m2
k=634,24 . 10-3 W/m.K k=615,8 . 10-3 W/m.K
Pr= 4,121 Pr= 5,578
cpq= 4179 J/kg . K cpq=4179 J/kg . K

Assim, pode-se realizar o cálculo da vazão mássica:

𝐿 1 𝑚³ 1 𝑚𝑖𝑛 𝑘𝑔
𝑚𝑞̇ = 𝑄 . 𝜌 = 1,0 . . .990,6
𝑚𝑖𝑛 1000 𝐿 60 𝑠 𝑚³

𝑚𝑞̇ = 0,01651 𝑘𝑔/𝑠

𝐿 1 𝑚³ 1 𝑚𝑖𝑛 𝑘𝑔
𝑚𝑓̇ = 𝑄 . 𝜌 = 1,0 . . .997
𝑚𝑖𝑛 1000 𝐿 60 𝑠 𝑚³

𝑚𝑓̇ = 0,01662 𝑘𝑔/𝑠

Com os dados de vazão mássica e calor específico, pode-se calcular as


taxas de transferência de calor do fluido quente, do fluido frio e a taxa de calor
perdido:

 Fluido quente (tubos)

𝑞𝑞̇ = 𝑚𝑞̇ . 𝑐𝑝𝑞 . (𝑇𝑞𝑒 − 𝑇𝑞𝑠 ) = 0,01651 . 4179 . (53 − 32)

𝑞𝑞̇ = 1448,9012𝑊

 Fluido frio (casco)

𝑞𝑓̇ = 𝑚𝑓̇ . 𝑐𝑝𝑓 . (𝑇𝑓𝑠 − 𝑇𝑓𝑒 ) = 0,01662. 4179 . (38 − 20)

𝑞𝑓̇ = 1250,1896𝑊

 Calor perdido
𝑞𝑝̇ = |𝑞𝑞̇ | − |𝑞𝑓̇ | = |1448,9012𝑊| − |1250,1896𝑊|

𝑞𝑝̇ = 198,7116𝑊

Fazendo as diferenças de temperaturas nas extremidades do trocador de


calor, pode-se calcular a média logarítmica de temperatura:

∆𝑇1 = 𝑇𝑞𝑒 − 𝑇𝑓𝑠 = 15𝐾

∆𝑇2 = 𝑇𝑞𝑠 − 𝑇𝑓𝑒 = 12𝐾

∆𝑇1 − ∆𝑇2
∆𝑇𝑚𝑙 = = 13,4443𝐾
∆𝑇
ln ( ∆𝑇1 )
2

O cálculo para encontrar o coeficiente global de transferência de calor é


feito de maneira análoga ao ensaio 1. Primeiramente, calcula-se o numero de
Reynolds para determinar qual será a relação utilizada para o cálculo dos
coeficientes convectivos. Lembrando que a área da secção transversal do casco
e o diâmetro hidráulico são os mesmos já calculados no ensaio 1.

- Cálculo do coeficiente convectivo para o escoamento nos tubos, água


quente (hi):

A primeira etapa é obter o número de Reynolds e determinar se o


escoamento é laminar ou turbulento:

𝑚𝑞 . 𝐷𝑖 0,01651 . (8.10−3 )
𝑅𝑒 = =
𝐴𝑇𝑅,𝑡 . 𝜇 0,001055 . (625,6.10−6 )

𝑅𝑒 = 200,1188

Como 𝑅𝑒 < 2300, tem-se escoamento laminar.

Assim, a correlação utilizada é:


𝑓
(2) . 𝑅𝑒. 𝑃𝑟
𝑁𝑢 =
𝑓 0,5 2
1,07.12,7. (2) . (𝑃𝑟 3 − 1)

Onde,

𝑓 = [1,58. ln(𝑅𝑒) − 3,28]−2

𝑓 = 0,03856

Assim, o número de Nusselt é:

𝑁𝑢 = 5.3664

E dessa forma:

ℎ𝑖 . 𝐷𝑖
𝑁𝑢 =
𝑘

5,3664. (634,24.10−3 )
ℎ𝑖 =
8.10−3

ℎ𝑖 = 425,4482 𝑊/𝑚2 . 𝐾

- Cálculo do coeficiente convectivo para o escoamento no casco, água fria (h 0):

O número de Reynolds é:

𝑚𝑓 . 𝐷ℎ 0,01662 .0,069577
𝑅𝑒 = =
𝐴𝑇𝑅,𝑐 . 𝜇 0,00888 . (820,6.10−6 )

𝑅𝑒 = 158,6910

Como 𝑅𝑒 < 2300, o escoamento é laminar.

Logo:

𝜇 0,14
𝑁𝑢 = 0,36. 𝑅𝑒 0,55 . 𝑃𝑟 0,33 . ( )
𝜇𝑤
Sendo que 𝜇𝑤 é tabelado em função de 𝑇𝑤 :

1 𝑇𝑞,𝑒 + 𝑇𝑞,𝑠 𝑇𝑓,𝑒 + 𝑇𝑓,𝑠


𝑇𝑤 = ( + )
2 2 2

𝑇𝑤 = 308,75 𝐾

Portanto, 𝜇𝑤 = 0,0007135. E dessa forma:

𝑁𝑢 = 10,5062

A partir do número de Nusselt, pode-se encontrar o coeficiente convectivo:

ℎ0 . 𝐷ℎ
𝑁𝑢 =
𝑘

10,5062. (615,8 .10−3 )


ℎ0 =
0,069577

ℎ0 = 92,9868 𝑊/𝑚2 . 𝐾

Agora o cálculo do coeficiente global de transferência de calor pode ser


feito:

𝐷
1 1 ln( 𝐷0 ) 1
𝑖
= + +
𝑈. (𝐴𝑐 . 21) (ℎ𝑖 𝐴ℎ . 21) 2𝜋𝑘𝐿 (ℎ0 𝐴𝑐 . 21)

1
= 0.04621
𝑈. (𝐴𝑐 . 21)

𝑈. (𝐴𝑐 . 21) = 21,6426 𝑊/𝐾

𝑈 = 65,6433 𝑊/(𝐾. 𝑚2 )

Agora para calcular a efetividade do trocador de calor, primeiramente, é


necessário realizar o cálculo do número de unidades de transferência, obtido
através da fórmula:
𝑈. 𝐴0
𝑁𝑈𝑇 =
𝐶𝑚𝑖𝑛

Para determinar 𝐶𝑚𝑖𝑛 e 𝐶𝑚𝑎𝑥 é necessário calcular 𝐶𝑞 e 𝐶𝑓 :

𝐶𝑞 = 𝑚𝑞̇ . 𝐶𝑝𝑞

𝐶𝑞 = 68,9953 𝑊/𝐾 = 𝐶𝑚𝑖𝑛

𝐶𝑓 = 𝑚𝑓̇ . 𝐶𝑝𝑓

𝐶𝑓 = 69,4550 𝑊/𝐾 = 𝐶𝑚𝑎𝑥

Pode-se agora calcular o NUT

21,6426
𝑁𝑈𝑇 =
69,0749

𝑁𝑈𝑇 = 0,3133

A efetividade pode ser calculada através do método 𝜀𝑁𝑈𝑇 :

{1 − exp[ −𝑁𝑈𝑇 (1 − 𝐶𝑟)]}


𝜀=
{1 − 𝐶𝑟 exp[−𝑁𝑈𝑇(1 − 𝐶𝑟)]}

Onde:

𝐶𝑚𝑖𝑛 68,9953
𝐶𝑟 = =
𝐶𝑚𝑎𝑥 69,4550

𝐶𝑟 = 0,9934

Portanto:

𝜀 = 0,2387
Fluxo Paralelo

Ensaio ST-16 ST-1 ST-2 ST-3 ST-7


Paralelo 1 53 47 34 20 32
Paralelo 2 62 53 37 21 36

- Ensaio paralelo 1:

As propriedades da água quente são:

𝑇𝑚 = 313,65𝐾

𝜌 = 991,6 𝑘𝑔/𝑚3

𝑐𝑝𝑞 = 4178,73 𝐽/𝑘𝑔. 𝐾

𝜇 = 648,28.10−6 𝑁. 𝑠/𝑚2

𝑘 = 632,38.10−3 𝑊/𝑚. 𝐾

𝑃𝑟 = 4,2842

As propriedades da água fria são:

𝑇𝑚 = 299,15𝐾

𝜌 = 997,2 𝑘𝑔/𝑚3

𝑐𝑝𝑞 = 4179,34 𝐽/𝑘𝑔. 𝐾

𝜇 = 872,68.10−6 𝑁. 𝑠/𝑚2

𝑘 = 611,81.10−3 𝑊/𝑚. 𝐾

𝑃𝑟 = 5,9643

As vazões mássicas são:


𝐿 1 𝑚³ 1 𝑚𝑖𝑛 𝑘𝑔
𝑚𝑞̇ = 𝑄 . 𝜌 = 1,0 . . .991,6
𝑚𝑖𝑛 1000 𝐿 60 𝑠 𝑚³

𝑚𝑞̇ = 0,01653 𝑘𝑔/𝑠

𝐿 1 𝑚³ 1 𝑚𝑖𝑛 𝑘𝑔
𝑚𝑓̇ = 𝑄 . 𝜌 = 1,0 . . .997,2
𝑚𝑖𝑛 1000 𝐿 60 𝑠 𝑚³

𝑚𝑓̇ = 0,01662 𝑘𝑔/𝑠

As taxas de transferência de calor:

 Fluido quente (tubos)

𝑞𝑞 = 𝑚𝑞̇ . 𝑐𝑝𝑞 . (𝑇𝑞𝑒 − 𝑇𝑞𝑠 ) = 0,01653 . 4178,73 . (47 − 34)

𝑞𝑞 = 897,7798𝑊

 Fluido frio (casco)

𝑞𝑓 = 𝑚𝑓̇ . 𝑐𝑝𝑓 . (𝑇𝑓𝑠 − 𝑇𝑓𝑒 ) = 0,01662 . 4179,34 . (32 − 20)

𝑞𝑓 = 833,5276𝑊

 Calor perdido

𝑞𝑝𝑒𝑟𝑑𝑖𝑑𝑜 = |𝑞𝑞 − 𝑞𝑓 | = 897,7798 − 833,5276

𝑞𝑝𝑒𝑟𝑑𝑖𝑑𝑜 = 64,2519 𝑊

A média logarítmica de temperatura é calculada através das diferenças de


temperaturas nas extremidades do trocador de calor:

∆𝑇1 = 𝑇𝑞𝑒 − 𝑇𝑓𝑠 = 15𝐾

∆𝑇2 = 𝑇𝑞𝑠 − 𝑇𝑓𝑒 = 14𝐾


∆𝑇1 − ∆𝑇2
∆𝑇𝑚𝑙 = = 14,4943
∆𝑇
ln ( ∆𝑇1 )
2

- Cálculo do coeficiente convectivo para o escoamento no casco, água fria (h 0):

𝑚𝑓 . 𝐷ℎ 0,01662.0,069577
𝑅𝑒 = =
𝐴𝑇𝑅,𝑐 . 𝜇 0,00888 . (872,68.10−6 )

𝑅𝑒 = 149,22

𝑅𝑒 < 2300 ∴ escoamento laminar

𝜇 0,14
𝑁𝑢 = 0,36. 𝑅𝑒 0,55 . 𝑃𝑟 0,33 . ( )
𝜇𝑤

𝑁𝑢 = 10,2651

Portanto:

ℎ𝑜 . 𝐷∗
𝑁𝑢 =
𝑘

10,2651. (611,81.10−3 )
ℎ0 =
0,069577

90,2639𝑊
ℎ0 = .𝐾
𝑚2

- Cálculo do coeficiente convectivo para o escoamento nos tubos, água quente


(ℎ𝑖 )

O número de Reynolds é:

𝑚𝑞 . 𝐷𝑖 0,01653 . (8.10−3 )
𝑅𝑒 = =
𝐴𝑇𝑅,𝑡 . 𝜇 0,001055 . (648,28.10−6 )

𝑅𝑒 = 193,3516

𝑅𝑒 < 2300 ∴ escoamento laminar


𝑓
(2) . 𝑅𝑒. 𝑃𝑟
𝑁𝑢 =
𝑓 0,5 2
1,07.12,7. (2) . (𝑃𝑟 3 − 1)

O fator de correção dado por:

𝑓 = [1,58, ln(𝑅𝑒) − 3,28]−2

𝑓 = 0,0394

𝑁𝑢 = 5,2239

Então:

5,2239. (632,38.10−3 )
ℎ𝑖 =
8.10−3

ℎ𝑖 = 412,9362 𝑊/𝑚2 . 𝐾

Cálculo do coeficiente global de transferência de calor:


𝐷
1 1 ln( 𝐷0 ) 1
𝑖
= + +
𝑈. 𝐴0 ℎ𝑖 𝐴ℎ 21 2𝜋𝑘𝐿 ℎ0 𝐴𝑐 21

𝑊
𝑈. 𝐴0 = 21,0704
𝐾

Cálculo da efetividade do trocador de calor

Determinar 𝐶𝑚𝑖𝑛 e 𝐶𝑚𝑎𝑥 :

𝐶𝑞 = 𝑚𝑞̇ . 𝐶𝑝𝑞

𝐶𝑞 = 69,0629 𝑊/𝐾 = 𝐶𝑚𝑖𝑛

𝐶𝑓 = 𝑚𝑓̇ . 𝐶𝑝𝑓

𝐶𝑓 = 69,4606 𝑊/𝐾 = 𝐶𝑚𝑎𝑥

Cálculo do NUT
𝑈. 𝐴0
𝑁𝑈𝑇 =
𝐶𝑚𝑖𝑛

21,0704
𝑁𝑈𝑇 =
69,4606

𝑁𝑈𝑇 = 0,3033

A efetividade pode ser calculada através do método 𝜀𝑁𝑈𝑇 :

{1 − exp[−𝑁𝑈𝑇(1 + 𝑐)]}
𝜀=
1+𝑐

Onde:

𝐶𝑚𝑖𝑛 69,0629
𝑐= =
𝐶𝑚𝑎𝑥 69,4606

𝑐 = 0,9943

Portanto:

𝜀 = 0,2276

- Ensaio Paralelo 2:

As propriedades da água quente são:

𝑇𝑚 = 318,15𝐾

𝜌 = 989,8442 𝑘𝑔/𝑚3

𝑐𝑝𝑞 = 4179,63 𝐽/𝑘𝑔. 𝐾

𝜇 = 596,98.10−6 𝑁. 𝑠/𝑚2

𝑘 = 637,78.10−3 𝑊/𝑚. 𝐾
𝑃𝑟 = 3,9143

As propriedades da água fria são:

𝑇𝑚 = 301,65𝐾

𝜌 = 996,3533 𝑘𝑔/𝑚3

𝑐𝑝𝑓 = 4178,67 𝐽/𝑘𝑔. 𝐾

𝜇 = 826,62.10−6 𝑁. 𝑠/𝑚2

𝑘 = 615,31.10−3 𝑊/𝑚. 𝐾

𝑃𝑟 = 5,6221

As vazões mássicas são:

𝐿 1 𝑚³ 1 𝑚𝑖𝑛 𝑘𝑔
𝑚𝑞̇ = 𝑄 . 𝜌 = 1,0 . . .989,8442
𝑚𝑖𝑛 1000 𝐿 60 𝑠 𝑚³

𝑚𝑞̇ = 0,01650 𝑘𝑔/𝑠

𝐿 1 𝑚³ 1 𝑚𝑖𝑛 𝑘𝑔
𝑚𝑓̇ = 𝑄 . 𝜌 = 1,0 . . .996,3533
𝑚𝑖𝑛 1000 𝐿 60 𝑠 𝑚³

𝑚𝑓̇ = 0,01661 𝑘𝑔/𝑠

As taxas de transferência de calor:

 Fluido quente (tubos)

𝑞𝑞 = 𝑚𝑞̇ . 𝑐𝑝𝑞 . (𝑇𝑞𝑒 − 𝑇𝑞𝑠 ) = 0,01650 . 4179,63 . (53 − 37)

𝑞𝑞 = 1103,4223𝑊

 Fluido frio (casco)

𝑞𝑓 = 𝑚𝑓̇ . 𝑐𝑝𝑓 . (𝑇𝑓𝑠 − 𝑇𝑓𝑒 ) = 0,01661 . 4178,67 . (36 − 21)


𝑞𝑓 = 1041,1156𝑊

 Calor perdido

𝑞𝑝𝑒𝑟𝑑𝑖𝑑𝑜 = |𝑞𝑞 − 𝑞𝑓 | = 1103,4223 − 1041,1156

𝑞𝑝𝑒𝑟𝑑𝑖𝑑𝑜 = 62,3067 𝑊

A média logarítmica de temperatura é calculada através das diferenças de


temperaturas nas extremidades do trocador de calor:

∆𝑇1 = 𝑇𝑞𝑒 − 𝑇𝑓𝑠 = 17𝐾

∆𝑇2 = 𝑇𝑞𝑠 − 𝑇𝑓𝑒 = 16𝐾

∆𝑇1 − ∆𝑇2
∆𝑇𝑚𝑙 = = 16,4949𝐾
∆𝑇
ln ( ∆𝑇1 )
2

- Cálculo do coeficiente convectivo para o escoamento no casco, água fria (h 0):

𝑚𝑓 . 𝐷ℎ 0,01661.0,069577
𝑅𝑒 = =
𝐴𝑇𝑅,𝑐 . 𝜇 0,00888 . (826,62.10−6 )

𝑅𝑒 = 157,4404

𝑅𝑒 < 2300 ∴ escoamento laminar

𝜇 0,14
𝑁𝑢 = 0,36. 𝑅𝑒 0,55 . 𝑃𝑟 0,33 . ( )
𝜇𝑤

𝑁𝑢 = 9,8264

ℎ𝑜 . 𝐷∗
𝑁𝑢 =
𝑘

9,8264. (615,31.10−3 )
ℎ0 =
0,069577
ℎ0 = 86,9006𝑊/𝑚2 . 𝐾

- Cálculo do coeficiente convectivo para o escoamento nos tubos, água quente


(ℎ𝑖 )

O número de Reynolds é:

𝑚𝑞 . 𝐷𝑖 0,01650 . (8.10−3 )
𝑅𝑒 = =
𝐴𝑇𝑅,𝑡 . 𝜇 0,001055 . (596,98.10−6 )

𝑅𝑒 = 209,5857

𝑅𝑒 < 2300 ∴ escoamento laminar

𝑓
(2) . 𝑅𝑒. 𝑃𝑟
𝑁𝑢 =
𝑓 0,5 2
1,07.12,7. (2) . (𝑃𝑟 3 − 1)

Cálculo do fator de correção:

𝑓 = [1,58, ln(𝑅𝑒) − 3,28]−2

𝑓 = 0,0375

Então,

𝑁𝑢 = 5,5716

ℎ𝑖 . 𝐷𝑖
𝑁𝑢 =
𝑘

𝑊
ℎ𝑖 = 444,7181
𝑚2 . 𝐾

Cálculo do coeficiente global de transferência de calor


𝐷
1 1 ln( 𝐷0 ) 1
𝑖
= + +
𝑈. 𝐴0 ℎ𝑖 𝐴ℎ 2𝜋𝑘𝐿 ℎ0 𝐴𝑐

1
= 0,04810
𝑈. 𝐴0

𝑈. 𝐴0 = 20,7900 𝑊/𝐾

Cálculo da efetividade do trocador de calor:

Determinar 𝐶𝑚𝑖𝑛 e 𝐶𝑚𝑎𝑥 :

𝐶𝑞 = 𝑚𝑞̇ . 𝐶𝑝𝑞

𝐶𝑞 = 68,9639 𝑊/𝐾 = 𝐶𝑚𝑖𝑛

𝐶𝑓 = 𝑚𝑓̇ . 𝐶𝑝𝑓

𝐶𝑓 = 69,4077 𝑊/𝐾 = 𝐶𝑚𝑎𝑥

Cálculo do NUT:

𝑈. 𝐴0
𝑁𝑈𝑇 =
𝐶𝑚𝑖𝑛

20,7900
𝑁𝑈𝑇 =
68,9639
𝑁𝑈𝑇 = 0,3015

A efetividade pode ser calculada através do método 𝜀𝑁𝑈𝑇 :

{1 − exp[−𝑁𝑈𝑇(1 + 𝑐)]}
𝜀=
1+𝑐

Onde:

𝐶𝑚𝑖𝑛 68,9639
𝑐= =
𝐶𝑚𝑎𝑥 69,4077
𝑐 = 0,9936

Portanto:

𝜀 = 0,2266

ANÁLISE CRÍTICA DOS RESULTADOS: TROCADOR DE CALOR CASCO E


TUBO

Abaixo é apresentada uma tabela contendo alguns resultados dos ensaios


para realização de comparação:

Tabela: Resultados de cada ensaio.

Ensaio q quente q frio q perdido


Contracorrente 1 1036,1231 W 1111,0791 W -74,9560 W
Contracorrente 2 1448,9012 W 1250,1896 W 198,7116 W
Paralelo 1 897,7798 W 833,5276 W 64,2119 W
Paralelo 2 1103,4223 W 1041,1156 W 62,3067W

Lembrando que:

 Ensaio contracorrente 1: temperatura no tanque de 53°C;


 Ensaio contracorrente 2: temperatura no tanque de 62ºC;
 Ensaio paralelo1: temperatura no tanque de 53ºC;
 Ensaio paralelo 2: temperatura no tanque de 62ºC.

De acordo com a literatura a troca de calor para os ensaios contracorrente


devem ser maiores que as trocas de calor para os ensaios paralelos, podemos
reparar que essa constatação é verdadeira, pois tanto ensaio 1 como o 2 do
contracorrente apresentam tanto qq e qf maiores dos que apresentando nos
ensaios 1 e 2 do paralelo, quando comparados a mesma temperatura de água
no tanque.
Observa-se que o aumento da temperatura no tanque para o ensaio
contracorrente e também para o ensaio paralelo resultou em um aumento do Qq
e o Qf, visto que a temperatura em que a água quente entra no trocador é maior.

Percebe-se também que o ensaio 1 contracorrente apresentou qp com


valor negativo, e isso pode indicar que em algum momento do experimento pode
ter ocorrido uma inversão no sentido da troca térmica.

Houve uma diferença pequena na efetividade, porém, mesmo assim,


pode-se concluir que para o escoamento contracorrente a efetividade foi maior,
concordando com a literatura.

TROCADOR DE CALOR DO TIPO TUBOS CONCÊNTRICOS

OBJETIVOS
Através dos dados obtidos experimentalmente, calcular tanto para escoamento
contracorrente quanto para escoamento em paralelo:

- A taxa de transferência de calor do fluido quente [qq (W)];

- A taxa de transferência de calor recebido pelo fluido frio [qf (W)];

- O calor perdido [qp (W)];

- O coeficiente global de transferência de calor [U∙A (W/K)] pelas resistências;

- A média logarítmica das diferenças de temperatura [∆Tml(K)];

- A efetividade do trocador de calor pelo método de NTU (εNTU);

Fazer a distribuição de temperaturas para os fluxos contracorrentes e paralelo.


Representar os valores da temperatura da água fria e quente em ºC na ordenada
e a posição ao longo do trocador (m) na abcissa. Deve-se considerar o
comprimento do trocador de calor igual a 1m e terá três posições de medidas:

I. Água fria: ST4 em x = 0m; ST2 em x = 0,5m e ST6 em x = 1m.


II. Água quente: ST1 em x = 0m; ST5 em x = 0,5m e ST3 em x = 1m.
PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Para a realização da prática, utilizou-se o seguinte equipamento:

Figura: Unidade Base e de Serviço (TI...B)

Figura: Trocador de Calor de Tubos Concêntricos (TITCB)

Todo trocador de calor do modelo TI...B irá usar a unidade base e de serviço
representada na figura 1. Neste caso utilizou-se o trocador de calor de tubo
concêntrico mostrado na figura 2.

O trocador de tubos concêntricos utilizado é de aço inox e possui em seu tubo


interno diâmetro interno igual a 16.10-3 m, diâmetro externo de 18.10-3 m,
espessura de 10-3 m e área interna de transferência de calor Ah=0,0503 m². O
tubo externo possui 26.10-3 m de diâmetro interno, 28.10-3 m de diâmetro
externo, 10-3 m de espessura e área externa de transferência de calor Ac=
0,0565m².

A temperatura nos pontos do trocador de calor é fornecida por uma caixa de


controle que é ligada aos equipamentos citados anteriormente, seguindo o
esquema abaixo:
Figura: Equipamentos ligados para prática de trocador de calor

Com o equipamento montado conforme a figura 3, verifica-se que a unidade


base e de serviço está conectada com o trocador de calor de tubo concêntrico
da forma: C1-C1, C2-C2, C3-C3, C4-C4. Estando a caixa de controle ligada em
uma tomada e conectada com a unidade base de serviço.

A fonte fria do processo é obtida através da água da torneira do laboratório que


chega ao sistema através de uma mangueira.

O tanque de aquecimento deve estar cheio de água, cobrindo o sensor de


nível. Ao ligar a resistência tem-se a fonte quente.

Através da caixa de controle, ajusta-se a temperatura da agua do tanque como


desejado, atentando-se para fazer esta temperatura permanecer constante,
agitando essa água para homogeneizar a temperatura.

As válvulas são abertas conforme o fluxo desejado, da seguinte maneira:

 Para o fluxo paralelo, abrem-se as válvulas:


I. Corrente de água quente: V1, V8, V9 e V6.
II. Corrente de água fria: V2, V7, V10 e V5.
III. As válvulas restantes permanecem fechadas.

O caminho percorrido pela água no trocador segue a ordem das


válvulas.

 Para o fluxo contracorrente, abrem-se as válvulas:


I. Corrente de água quente: V1, V8, V9 e V6.
II. Corrente de água fria: V4, V7, V10 e V3.
III. As válvulas restantes permanecem fechadas.

O caminho percorrido pela água no trocador segue a ordem das


válvulas.

Conecta-se os sensores de temperatura na caixa de controle e nos pontos do


trocador de calor conforme a figura 4:

Figura: Pontos de sensores de


temperatura do trocador de calor.

O caminho da corrente quente se dá através da entrada em C1 e saída em C4.


Para escoamento em paralelo a corrente fria entra em C2 e sai em C3, já para
escoamento contracorrente ocorre o inverso, entrando em C3 e saindo em C2.
Os pontos ST representam os locais de conexão dos sensores de temperatura.

Liga-se a bomba da unidade base e de serviço e abre-se a torneira em que a


mangueira foi conectada. Fixam-se as vazões em 1L/min.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Fluxos contracorrente

Os valores das temperaturas de entrada, saída e intermediária do trocador


de calor tanto para o fluido frio quando para o fluido quente, e a temperatura da
água do tanque, obtidos durante a prática, convertidos para K, estão na tabela
abaixo.
Tabela: Dados experimentais, fluxos contracorrente

Ensaio 1 – fluxo Ensaio 3 – fluxo


contracorrente Contracorrente
ST-16 (K) –água no
tanque. 326,15 329,15
ST-4 (K) – água fria na Saída Saída
saída 301,15 304,15
ST-1 (K) – água quente
na entrada do trocador 321,15* 327,15*

ST-5 (K) – água fria no


vaso intermediário do
trocador 298,15 300,15
ST-2 (K) – água quente
no vaso intermediário
do trocador 317,15 322,15

ST-6 (K)- água fria na Entrada Entrada


entrada 295,15 296,15
ST-3 (K) –água quente
na saída do trocador 314,15 318,15
SC-1 (L/min) vazão
volumétrica da água 1 1
quente
SC-2 (L/min) vazão 1 1
volumétrica da água fria
* Observação: Temperaturas acrescidas de 1 grau para não haver cancelamento do 𝛥𝑇𝑚𝑙 em cálculos à frente

Ensaio 1

Para o primeiro ensaio, a água do tanque de aquecimento estava a 326,15 K.


 Temperatura média da água quente = 317,15 K
 Temperatura média da água fria = 298,15 K
Para calcular a taxa de transferência de calor dos fluidos frio e quente
usamos a seguinte equação:

𝑞 = 𝑚.
´ 𝑐𝑝 . ∆𝑇

Onde:

 ´ = vazão mássica do fluido, obtido pela multiplicação da vazão


𝑚
volumétrica pela densidade do fluido;
 𝐶𝑝 = capacidade calorífica do fluido;
 ∆𝑇 = variação da temperatura (temperatura de saída -temperatura

de entrada).
Os valores de Cp e densidade da água às temperaturas médias do fluido
utilizado na prática foram encontrados através do Apêndice A.6 – Propriedades
termofísicas da água saturada do livro Incropera, conforme a tabela 2.

Tabela: Propriedades do fluido no Ensaio 1

Propriedades Água Quente Água Fria


Temperatura média (K) 317,15 298,15
Capacidade calorífica (J /kg . K) 4179,43 4179,74
Densidade (kg / m3) 990,24 997,34
Vazão volumétrica (L / min) 1 1
Vazão mássica (kg / s) 0,016504 0,016622

Cálculo das vazões mássicas:

𝐿 1𝑚³ 1𝑚𝑖𝑛 𝑘𝑔
𝑚´ 𝑞 = 𝑄. 𝜌 = 1 . . . 990,24
𝑚𝑖𝑛 1000𝐿 60𝑠 𝑚³

𝑚´ 𝑞 = 0,016504 𝑘𝑔⁄𝑠

𝐿 1𝑚³ 1𝑚𝑖𝑛 𝑘𝑔
𝑚´𝑓 = 𝑄. 𝜌 = 1 . . . 997,34
𝑚𝑖𝑛 1000𝐿 60𝑠 𝑚³

𝑚´𝑓 = 0,016622 𝑘𝑔⁄𝑠

Com estes valores, calculamos as taxa de transferência de calor.

Para o fluido quente:


𝑞𝑞 = 𝑚´𝑞 . 𝑐𝑝,𝑞 . ∆𝑇 = 0,016504.4179,43. (314,15 − 321,15)

𝑞𝑞 = −482,84𝑊

Para o fluido frio:


𝑞𝑓 = 𝑚´𝑓 . 𝑐𝑝,𝑓 . ∆𝑇 = 0,016622.4179,74. (301,15 − 295,15)
𝑞𝑓 = 416,85𝑊

Com esses dados é possível calcular o calor perdido [qp (W)] do sistema:

𝑞𝑝 = ||𝑞𝑞 | − |𝑞𝑓 ||

𝑞𝑝 = 65,99𝑊

O coeficiente global de transferência de calor é dado pela seguinte


equação:

𝑞 = 𝑈𝐴𝛥𝑇𝑚𝑙

Para obter a média logarítmica das diferenças de temperatura, utiliza-se


a equação:

𝛥𝑇1 − 𝛥𝑇2
𝛥𝑇𝑚𝑙 =
𝛥𝑇
𝑙𝑛 1
𝛥𝑇2

𝛥𝑇1 = 𝑇𝑞𝑒𝑛𝑡 − 𝑇𝑓𝑠𝑎𝑖


𝛥𝑇2 = 𝑇𝑞𝑠𝑎𝑖 − 𝑇𝑓𝑒𝑛𝑡

20 − 19
∆𝑇𝑚𝑙 = = 19,5𝐾
20
𝑙𝑛 19

A partir dos dados acima mais a média das taxas de transferência de calor
do quente e frio, é possível realizar o cálculo do o coeficiente global de
transferência de calor (U.A) dado em W/K. Com o coeficiente descoberto pode-
se efetuar o cálculo do número de unidades de transferência (NUT) que é um
parâmetro adimensional amplamente utilizado na análise de trocadores de calor.

(|𝑞𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒 | + |𝑞𝑓𝑟𝑖𝑜 |)
𝑞= = 449.845𝑊
2
𝑞
𝑈𝐴 = = 23,07 𝑊 ⁄𝐾
𝛥𝑇𝑚𝑙

𝐶𝑚𝑖𝑛 𝑚 ´ 𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒 𝐶𝑝𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑇𝑓𝑟𝑖𝑜𝑞𝑢𝑒𝑠𝑎𝑖 − 𝑇𝑓𝑟𝑖𝑜𝑞𝑢𝑒𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎


𝐶𝑟 = = = = 0,9928
𝐶𝑚𝑎𝑥 𝑚´ 𝑓𝑟𝑖𝑜 𝐶𝑝𝑓𝑟𝑖𝑜 𝑇𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒𝑞𝑢𝑒𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎 − 𝑇𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒𝑞𝑢𝑒𝑠𝑎𝑖

𝑈𝐴
𝑁𝑈𝑇 ≡ = 0,334
𝐶𝑚𝑖𝑛

𝑞𝑚á𝑥 = 𝐶𝑚𝑖𝑛 (𝑇𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒𝑞𝑢𝑒𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎 −𝑇𝑓𝑟𝑖𝑎𝑞𝑢𝑒𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎 ) = 1793,48𝑊

Dados obtidos:

 q = 449,85 W
 U.A = 23,07 W/K
 Cmín = 68,98 W/K
 Cmáx = 69,48 W/K
 qmáx = 1793,48 W
 Cr = 0,9928
 NUT = 0,334

Com esses dados é possível obter a efetividade do trocador de calor pelo


método de NTU (NTU) como também a efetividade do trocador de calor
experimental (exp) com as seguintes equações:

1 − 𝑒𝑥𝑝[−𝑁𝑈𝑇(1 − 𝐶𝑟 )]
𝜀𝑁𝑇𝑈 = (𝐶 < 1)
1 − 𝐶𝑟 𝑒𝑥𝑝[−𝑁𝑈𝑇(1 − 𝐶𝑟 )] 𝑟
𝑞
𝜀𝑒𝑥𝑝 =
𝑞𝑚á𝑥

Assim temos que:

𝜖𝑁𝑈𝑇 = 0,2506

𝜖𝑒𝑥𝑝 = 0,2508

Percebe-se que os valores de efetividades pelo método de NTU (NTU) e


pela efetividade do trocador de calor experimental (exp) são muito próximos.

Ensaio 3
Para o terceiro ensaio, a água do tanque de aquecimento estava a 329,15 K.
 Temperatura média da água quente = 322,15 K
 Temperatura média da água fria = 300,15 K

Para calcular a taxa de transferência de calor dos fluidos frio e quente


usamos a seguinte equação:

𝑞 = 𝑚.
´ 𝑐𝑝 . ∆𝑇

Os valores de Cp e densidade da água às temperaturas médias do fluido


utilizado na prática foram encontrados através do Apêndice A.6 – Propriedades
termofísicas da água saturada do livro Incropera, conforme a tabela 2.

Tabela: Propriedades do fluido no Ensaio 3

Propriedades Água Quente Água Fria


Temperatura média (K) 322,15 300,15
Capacidade calorífica (J /kg . K) 4180,86 4179
Densidade (kg / m3) 988,28 997
Vazão volumétrica (L / min) 1 1
Vazão mássica (kg / s) 0,016471 0,016617

Cálculo das vazões mássicas:

𝐿 1𝑚³ 1𝑚𝑖𝑛 𝑘𝑔
𝑚´ 𝑞 = 𝑄. 𝜌 = 1 . . . 988,28
𝑚𝑖𝑛 1000𝐿 60𝑠 𝑚³

𝑚´ 𝑞 = 0,016471 𝑘𝑔⁄𝑠

𝐿 1𝑚³ 1𝑚𝑖𝑛 𝑘𝑔
𝑚´𝑓 = 𝑄. 𝜌 = 1 . . . 997
𝑚𝑖𝑛 1000𝐿 60𝑠 𝑚³

𝑚´𝑓 = 0,016617 𝑘𝑔⁄𝑠

Com estes valores, calculamos as taxa de transferência de calor.

 Para o fluido quente:

𝑞𝑞 = 𝑚´𝑞 . 𝑐𝑝,𝑞 . ∆𝑇 = 0,016471.4180,86. (318,15 − 327,15)

𝑞𝑞 = −619,77𝑊
 Para o fluido frio:
𝑞𝑓 = 𝑚´𝑓 . 𝑐𝑝,𝑓 . ∆𝑇 = 0,016617.4179. (304,15 − 296,15)

𝑞𝑓 = 555,54𝑊

Com esses dados é possível calcular o calor perdido [qp (W)] do sistema:

𝑞𝑝 = ||𝑞𝑞 | − |𝑞𝑓 || = 64,23𝑊

O coeficiente global de transferência de calor é dado pela seguinte


equação:

𝑞 = 𝑈𝐴𝛥𝑇𝑚𝑙

Para obter a média logarítmica das diferenças de temperatura:

23 − 22
∆𝑇𝑚𝑙 =
23
𝑙𝑛 22

∆𝑇𝑚𝑙 = 22,5𝐾

A partir dos dados acima mais a média das taxas de transferência de calor
do quente e frio, é possível realizar o cálculo do o coeficiente global de
transferência de calor (U.A) dado em W/K. Com o coeficiente descoberto pode-
se efetuar o cálculo do número de unidades de transferência (NUT) que é um
parâmetro adimensional amplamente utilizado na análise de trocadores de calor.

(|𝑞𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒 | + |𝑞𝑓𝑟𝑖𝑜 |)
𝑞= = 587,66𝑊
2

𝑞 = 𝑈𝐴𝛥𝑇𝑚𝑙 → 𝑈𝐴 = 26,12 𝑊 ⁄𝐾

𝐶𝑚𝑖𝑛 𝑚 ´ 𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒 𝐶𝑝𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑇𝑓𝑟𝑖𝑜𝑞𝑢𝑒𝑠𝑎𝑖 − 𝑇𝑓𝑟𝑖𝑜𝑞𝑢𝑒𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎


𝐶𝑟 = = = = 0,9916
𝐶𝑚𝑎𝑥 𝑚´ 𝑓𝑟𝑖𝑜 𝐶𝑝𝑓𝑟𝑖𝑜 𝑇𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒𝑞𝑢𝑒𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎 − 𝑇𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒𝑞𝑢𝑒𝑠𝑎𝑖

𝑈𝐴
𝑁𝑈𝑇 ≡ = 0,379
𝐶𝑚𝑖𝑛

𝑞𝑚á𝑥 = 𝐶𝑚𝑖𝑛 (𝑇𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒𝑞𝑢𝑒𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎 −𝑇𝑓𝑟𝑖𝑎𝑞𝑢𝑒𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎 ) = 2134,66𝑊


Dados obtidos:

 q = 587,66 W
 U.A = 26,12 W/K
 Cmín = 68,86 W/K
 Cmáx = 69,44 W/K
 qmáx = 2134,66 W
 Cr = 0,9916
 NUT = 0,379

Com esses dados é possível obter a efetividade do trocador de calor pelo


método de NTU (NTU) como também a efetividade do trocador de calor
experimental (exp), das equações já utilizadas

𝜖𝑁𝑈𝑇 = 0,2752

𝜖𝑒𝑥𝑝 = 0,2753

Percebe-se que os valores de efetividades pelo método de NTU (NTU) e


pela efetividade do trocador de calor experimental (exp) são muito próximos.

Fluxo paralelo

Similar ao ensaio de conformação contracorrente, obtivemos as seguintes


temperaturas:
Tabela: Dados experimentais, fluxos paralelo

Ensaio 2 – fluxo Ensaio 4 – fluxo


paralelo paralelo
ST-16 (K) – água no 326,15 332,15
tanque.
ST-4 (K) – temperatura Entrada Entrada
de água fria na saída
295,15 296,15

ST-1 (K) – água quente 320,15 325,15


na entrada do trocador
ST-5 (K) – água fria no
vaso intermediário do
298,15 300,15
trocador
ST-2 (K) – água quente
no vaso intermediário
316,15 321
do trocador
ST-6 (K)- água fria na Saída Saída
entrada
300,15 303,15

ST-3 (K) – água quente 314,15 317,15


na saída do trocador
SC-1(L/min) vazão 1 1
volumétrica da água
quente
SC-2 (L/min) vazão 1 1
volumétrica da água fria

As transferências são calculadas pela equação já citada.

Ensaio 2:

Temperatura média da água quente = 316,15K


Temperatura média da água fria = 298,15K

Utilizamos vazão volumétrica constante para ambos ensaios e


temperaturas de fluido, o que resulta em uma alteração na densidade apenas
em função da temperatura, encontrada no apêndice A.6 como os anteriores

Tabela: Propriedades do fluido no Ensaio 2

Propriedades Água Quente Água Fria


Temperatura média (K) 316,15 298,15
Capacidade calorífica (J /kg . K) 4179,23 4179,74
Densidade (kg / m3) 990,62 997,34
Vazão volumétrica (L / min) 1 1
Vazão mássica (kg / s) 0,016510 0,016622

Cálculo das vazões mássicas:

𝐿 1𝑚³ 1𝑚𝑖𝑛 𝑘𝑔 𝑘𝑔
𝑚´ 𝑞 = 𝑄. 𝜌 = 1 . . . 990,62 = 0,016510
𝑚𝑖𝑛 1000𝐿 60𝑠 𝑚³ 𝑠
𝐿 1𝑚³ 1𝑚𝑖𝑛 𝑘𝑔 𝑘𝑔
𝑚´𝑓 = 𝑄. 𝜌 = 1 . . . 997,34 = 0,016622
𝑚𝑖𝑛 1000𝐿 60𝑠 𝑚³ 𝑠

A taxa de transferência de calor


𝑞𝑞 = 𝑚´𝑞 . 𝑐𝑝,𝑞 . ∆𝑇 = 0,016510.4179,23. (320,15 − 314,15) = −413,99𝑊

𝑞𝑓 = 𝑚´𝑓 . 𝑐𝑝,𝑓 . ∆𝑇 = 0,016622.4179,74. (300,15 − 295,15) = 347,38𝑊

O calor perdido (qp (W)) do sistema:


𝑞𝑝 = ||𝑞𝑞 | − |𝑞𝑓 || = 66,61𝑊

Para calcular o coeficiente global de transferência de calor, precisamos da média


logarítimica (𝛥𝑇𝑚𝑙 ).
20 − 19
∆𝑇𝑚𝑙 = = 19,49𝐾
20
𝑙𝑛 19

Segue
𝑞 (|𝑞𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒 | + |𝑞𝑓𝑟𝑖𝑜 |) 𝑊
= = 19,53 = 𝑈𝐴
𝛥𝑇𝑚𝑙 2. 𝛥𝑇𝑚𝑙 𝐾

Então, pelo método do NUT


𝐶𝑚𝑖𝑛 𝑚 ´ 𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒 𝐶𝑝𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑇𝑓𝑟𝑖𝑜𝑞𝑢𝑒𝑠𝑎𝑖 − 𝑇𝑓𝑟𝑖𝑜𝑞𝑢𝑒𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎
𝐶𝑟 = = = = 0,833
𝐶𝑚𝑎𝑥 𝑚´ 𝑓𝑟𝑖𝑜 𝐶𝑝𝑓𝑟𝑖𝑜 𝑇𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒𝑞𝑢𝑒𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎 − 𝑇𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒𝑞𝑢𝑒𝑠𝑎𝑖
𝑈𝐴 19,53
𝑁𝑈𝑇 ≡ = = 0,28305
𝐶𝑚𝑖𝑛 0,016510𝑥4179,23

e
𝑞𝑚á𝑥 = 𝐶𝑚𝑖𝑛 (𝑇𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒𝑞𝑢𝑒𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎 −𝑇𝑓𝑟𝑖𝑎𝑞𝑢𝑒𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎 ) = 1724,975𝑊

Compilando os dados :
 q = 380,685 W
 U.A = 19,53 W/K
 Cmín = 68,999 W/K
 qmáx = 1724,975 W
 Cr = 0,833
 NUT = 0,28305
Efetividades do trocador de calor pelo NTU (NTU) e o experimental (exp):
1 − 𝑒𝑥𝑝[−𝑁𝑈𝑇(1 − 𝐶𝑟 )]
𝜀𝑁𝑇𝑈 = = 0,2247
1 − 𝐶𝑟 𝑒𝑥𝑝[−𝑁𝑈𝑇(1 − 𝐶𝑟 )]
𝑞
𝜀𝑒𝑥𝑝 = = 0,22069
𝑞𝑚á𝑥

Ensaio 4

Temperatura média da água quente = 321,15K


Temperatura média da água fria = 300,15K

Segue as propriedades da água na temperatura citada a cima


Tabela: Propriedades do fluido no Ensaio 4

Propriedades Água Quente Água Fria


Temperatura média (K) 321,15 300,15
Capacidade calorífica (J /kg . K) 4180,46 4179
Densidade (kg / m3) 988,67 997
Vazão volumétrica (L / min) 1 1
Vazão mássica (kg / s) 0,016510 0,016617

Cálculo das vazões mássicas:

𝐿 1𝑚³ 1𝑚𝑖𝑛 𝑘𝑔 𝑘𝑔
𝑚´ 𝑞 = 𝑄. 𝜌 = 1 . . . 988,67 = 0,016478
𝑚𝑖𝑛 1000𝐿 60𝑠 𝑚³ 𝑠

𝐿 1𝑚³ 1𝑚𝑖𝑛 𝑘𝑔 𝑘𝑔
𝑚´𝑓 = 𝑄. 𝜌 = 1 . . . 997,00 = 0,016617
𝑚𝑖𝑛 1000𝐿 60𝑠 𝑚³ 𝑠

A taxa de transferência de calor


𝑞𝑞 = 𝑚´𝑞 . 𝑐𝑝,𝑞 . ∆𝑇 = 0,016478.4180,46. (317 − 325) = −551,08𝑊
𝑞𝑓 = 𝑚´𝑓 . 𝑐𝑝,𝑓 . ∆𝑇 = 0,016617.4179. (303 − 296) = 486,097𝑊

O calor perdido (qp (W)) do sistema:


𝑞𝑝 = ||𝑞𝑞 | − |𝑞𝑓 || = 64,983𝑊
Para calcular o coeficiente global de transferência de calor, precisamos
da média logarítimica (𝛥𝑇𝑚𝑙 ).
22 − 21
∆𝑇𝑚𝑙 = = 21,496
22
𝑙𝑛 21

Segue
𝑞 (|𝑞𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒 | + |𝑞𝑓𝑟𝑖𝑜 |) 𝑊
= = 24,12 = 𝑈𝐴
𝛥𝑇𝑚𝑙 2. 𝛥𝑇𝑚𝑙 𝐾

Então, pelo método do NUT


𝐶𝑚𝑖𝑛 𝑚 ´ 𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒 𝐶𝑝𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑇𝑓𝑟𝑖𝑜𝑞𝑢𝑒𝑠𝑎𝑖 − 𝑇𝑓𝑟𝑖𝑜𝑞𝑢𝑒𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎
𝐶𝑟 = = = = 0,875
𝐶𝑚𝑎𝑥 𝑚´ 𝑓𝑟𝑖𝑜 𝐶𝑝𝑓𝑟𝑖𝑜 𝑇𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒𝑞𝑢𝑒𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎 − 𝑇𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒𝑞𝑢𝑒𝑠𝑎𝑖
𝑈𝐴
𝑁𝑈𝑇 ≡ = 0,35014
𝐶𝑚𝑖𝑛

e
𝑞𝑚á𝑥 = 𝐶𝑚𝑖𝑛 (𝑇𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒𝑞𝑢𝑒𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎 −𝑇𝑓𝑟𝑖𝑎𝑞𝑢𝑒𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎 ) = 1997,665𝑊

Compilando os dados :
 q = 518,588 W
 U.A = 24,12 W/K
 Cmín = 68,885 W/K
 qmáx = 1997,665 W
 Cr = 0,875
 NUT = 0,35014

Efetividades do trocador de calor pelo NTU (NTU) e o experimental (exp):


1 − 𝑒𝑥𝑝[−𝑁𝑈𝑇(1 − 𝐶𝑟 )]
𝜀𝑁𝑇𝑈 = = 0,2634
1 − 𝐶𝑟 𝑒𝑥𝑝[−𝑁𝑈𝑇(1 − 𝐶𝑟 )]
𝑞
𝜀𝑒𝑥𝑝 = = 0,259597
𝑞𝑚á𝑥
Podemos concluir que a efetividade teórica pelo método do NUT para trocadores
contracorrente é mais precisa do que para trocadores paralelo, chegando a ser
desprezível no primeiro caso, mas tendo que ser considerada no segundo.
Distribuição de temperatura ao longo do trocador
Verifica-se através dos gráficos um comportamento de acordo com o
encontrado na literatura. Sendo no escoamento contracorrente a diferença de
temperatura quase constante durante o comprimento do trocador, o que permite
uma troca térmica com igual comportamento e até mesmo, em alguns casos, a
possibilidade do fluido frio sair a uma temperatura superior à temperatura de
saída do fluido quente (o que não foi o caso). Já no escoamento paralelo a
diferença de temperatura vai diminuindo, da mesma forma a troca térmica vai
sendo amenizada seguindo o comprimento do trocador.

CONCLUSÃO

Abaixo segue tabela com os resultados de efetividade para todos os


ensaios realizados, tanto para o trocador de casco e tubo quanto para o trocador
de tubos concêntricos:

Tabela: Resultados de efetividade para todos os ensaios.


Ensaio Efetividade
Concêntrico Contracorrente 1 0,2506
Concêntrico Contracorrente 3 0,2752
Concêntrico Paralelo 2 0,2247
Concêntrico Paralelo 4 0,2634
Casco e Tubo Contracorrente 1 0,2350
Casco e Tubo Contracorrente 2 0,2387
Casco e Tubo Paralelo 1 0,2276
Casco e Tubo Paralelo 2 0,2266

Comparando-se as efetividades pode-se afirmar que o aumento de


temperatura de um ensaio para outro, mantendo-se as configurações do
trocador, aumenta a efetividade do trocador, unicamente não observável no
trocador do tipo casco e tubo para escoamento paralelo. Percebe-se que
comparando em todos os casos os escoamentos contracorrente se mostram
mais efetivos do que os paralelos, o que condiz com a literatura.

Era esperada uma maior efetividade no trocador do tipo casco e tubo


comparado ao trocador do tipo tubo concêntrico, fato que não se observou
experimentalmente. Porém as efetividades dos ensaios realizados no trocador
do tipo casco e tubo se mostraram valores mais próximos, o que demonstra
maior robustez dessa configuração para diferentes temperaturas.

Através dessa prática, da obtenção e análise dos resultados, observou-se


a aplicação da disciplinas de Transferência de Calor e Operações Unitárias II, a
relação entre elas, bem como sua importância.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

INCROPERA, F.P.; DeWITT, D.P. Fundamentos da Transferência de Calor e de


Massa, 6ª. Edição, Editora LTC, 2008.