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Isas aventaras de

Cualquiera

Richard Bandler
Título original: The Adventures of Anybody Introducción 6
© Copyright 1993 by Meta Publications, versión original en inglés.
© Copyright 2006 by Hernán Cenia Training (HCT), esta edición.
© Copyright 2006 by Roberto R. Bravo, sobre la traducción.

Traducción: Roberto R. Bravo


Adaptación: Xavier Pirla Llorens
prólogo 9
Edición literaria: Hernán Cenia Vergara

Ilustraciones: Ricardo Díaz M a ñ e r o


Diseño: Martin Sánchez Albújar
Vindicatoria 11
Reservados lodos los derechos. Queda rigurosamente prohibida, sin la autorización escrita
de los titulares del Copyright, bajo las sanciones establecidas en las leyes, la reproducción
parcial o total de esta obra, incluyendo el diseño de portadas e ilustraciones del interior, por
cualquier medio o procedimiento, incluidos la reprogratía y el tratamiento informático, así
como la distribución de ejemplares mediante alquiler o préstamo públicos. Introducción 13
Versión en Inglés:
ISBN: 0-916990-29-X

Versión en Castellano:
ISBN-13: 978-84-935429-0-0 Cómo Cualquiera Islegó a Uamarse flsí 21
ISBN-10: 84-935429-0-3

Depósito legal:
B-51.4Ü6-2006
Cualquiera y el Tiempo 50
Hernán Cerna Training H C T )
Plaza Urquinaona, 6 18"-B
08010 Barcelona
Tel. 933 182 283
e-mail: editor@hernanccrna.es
www.hernancerna.es

Producción: Creacions Gráfiques Canigó, s.l.


Impreso en España-Printed in Spain
Introducción

¿ Q u é e s este l i b r o ? C o m o s u a u t o r nos d i c e desde las p r i -


t i d a d e s e l reflejo d e n u e s t r a p r o p i a b ú s q u e d a i n t e r i o r , e n
meras p á g i n a s , es u n a f á b u l a . P o d r í a m o s a ñ a d i r que es u n a
u n m u n d o q u e , e n m u c h o s aspectos, n o p o r l l a m a r l o r e a l s e
f á b u l a que v a m á s a l l á d e u n s i m p l e c u e n t o , u n c u e n t o q u e
diferencia demasiado del de la fábula.
v a m á s a l l á d e u n a s i m p l e f á b u l a , d o n d e l a m a g i a d e las p a -
¿ Q u i é n e s e n r e a l i d a d C u a l q u i e r a ? C u a l q u i e r a sale e n
labras adquiere protagonismo c o m o e x p r e s i ó n s i m b ó l i c a ,
busca de su identidad. T r a t a n d o de recobrar la m e m o r i a
abstracta y universal a la vez que e x t r a ñ a m e n t e p r ó x i m a .
p e r d i d a , r e c o r r e r á los l u g a r e s m á s e x t r a ñ o s - p e r o , ¿ c ó m o
R i c h a r d Bandler, mundialmente conocido como co-crea- saber si son e x t r a ñ o s , si no r e c u e r d a su pasado?- y c o n o c e r á
dor de la P r o g r a m a c i ó n N e u r o l i n g ü í s t i c a , lleva al lector de a e n i g m á t i c o s y a veces estrafalarios personajes: el Instante,
este l i b r o , c o n s u estilo d i n á m i c o y d i v e r t i d o , p o r u n m u n d o e l M a g o , los S a b i o s , e l G u í a , e l T i e m p o , l a P r i n c e s a - p e r o ,
d e i d e a s que p o d r í a ser d e m e r a s p a l a b r a s . . . ¿ c ó m o saber s i n o los h a b í a c o n o c i d o antes, o s i ellos n o l o
O q u i z á s los j u e g o s d e p a l a b r a s t e n g a n e l p o d e r d e trans- c o n o c í a n a é l ? . . . - , mientras intenta encontrarse a sí m i s m o ,
f o r m a r s e e n ideas. P a l a b r a s q u e e n c i e r r a n las claves d e u n t r a t a n d o d e ser A l g u i e n . ¿ P o d r á a l g u n o d e ellos p r o p o r c i o -
viaje, u n r e t o r n o a l o r i g e n , u n a b ú s q u e d a , d o n d e n a d a e s n a r l e s u i d e n t i d a d p e r d i d a ? ¿ S e r á é l , a l g u n o d e ellos? ¿ L o s
l o q u e p a r e c e , desde l a a p a r e n t e e v i d e n c i a d e los n o m b r e s s e r á todos? S i f i n a l m e n t e p u d i e r a l l e g a r a ser A l g u i e n , ¿ d e -
(empezando p o r el del p r o p i o protagonista), hasta la i n s i - j a r í a d e ser C u a l q u i e r a ? A l f i n a l , ¿ v a l d r á l a p e n a l a t r a n s -
n u a c i ó n de enigmas m á s a l l á de lugares y situaciones, l l e - f o r m a c i ó n ? P o r otra parte, en su recorrido p o r lugares en-
g a n d o a abarcar incluso el p r o p i o relato, del que B a n d l e r c a n t a d o s , a t r a v é s de la m a g i a , el t i e m p o y el e s p a c i o , ¿ n o se
nos r e c u e r d a c o n c u r i o s a i n s i s t e n c i a q u e " n o e s m á s q u e va convirtiendo C u a l q u i e r a poco a poco en Alguien?
una f á b u l a " . . . Q u i z á s la m a n e r a m á s enfática de negarlo.
U n c u e n t o i n f a n t i l q u e l e e r á n los a d u l t o s , u n a h i s t o r i a
E n esta o b r a R i c h a r d B a n d l e r p o n e u n p a r é n t e s i s a sus
p a r a a d u l t o s q u e p r i n c i p a l m e n t e l e e r á n los n i ñ o s .
libros técnicos y divulgativos para hacer un lugar a la l i -
teratura... Pero la literatura no es de n i n g ú n m o d o u n a
a c t i v i d a d a n o d i n a ( R i c h a r d l o sabe b i e n ) , y e l r e c o r r i d o d e
Hernán Cerna Vergara, M.D.
" C u a l q u i e r a " por su fantástico m u n d o en busca de su iden-
Presidente Grupo HCT
m p e c é a escribir este cuento en 1 9 7 5 ,
después de haber escrito cinco libros en
menos de dos años, ninguno de ellos de
ficción. Las Aventuras Je Cualquiera fue
través de corazones de piedra y voluntades mi escapatoria, mi pasión, mi oportunidad de poner
en práctica, de manera consciente e inconsciente, lo
de vulgar sentimentalismo todos tejemos
que h a b í a aprendido en la c o n s t r u c c i ó n de modelos
nuestras vidas. Hasta que el fuego de la lingüísticos. S i n embargo, los viajes no son nunca tan
pasión, uniéndose con la luz del amor, disperse fáciles como parecen, cuando vale la pena hacerlos.
Mi viaje resultó un enrevesado recorrido a través de
y desvanezca a bestias y necios..., mis niños... diferentes lugares y personas, mostrando finalmente
mejor que os alejéis que todos los cambios apuntan en la dirección correcta
cuando es el c o r a z ó n en que se cansa de la mente, y
lejos... no al revés. A s í que dedico este libro, en primer lugar,
a todas las ilusiones que surgen por el camino. Es de
lejos... esperar que su viaje las lleve a buen sitio, a un lugar
donde valga la pena llegar. Principalmente, dedico este
relato al c o r a z ó n que sabe que c o n el auxilio de la mente
la p a s i ó n puede crecer m á s allá de lo que imaginamos.
Recuerda, lector, que la vida es mejor cuando se va en
la dirección correcta, y la manera de saber que es la
correcta es porque te sientes lo bastante seguro para
dudar que lo sea, pero no tan inseguro como para no
seguir tu camino.
Con toda mi dedicación..

A mi amiga, compañera y fuente de pasión,

Paula Mae Bandler. Somos uno.

Con un amor
que no surge Je cualquiera...
Somos
más allá del tiempo
ntes d e e m p e z a r , d e b o d e j a r b i e n c l a r o
que lo que presento a q u í no es otra cosa
que una fábula. U n a fábula es sólo una
m a n e r a de dejar v o l a r la i m a g i n a c i ó n . . .
a h o r a m i s m o . A s í , pues, f i g u r a t i v a m e n t e
hablando, imagínate, lector, que
tú fueras este desafortunado joven
p r í n c i p e , a q u í m i s m o , e n m e d i o d e a l g ú n lugar, a n h e l a n d o
nuevas e x p e r i e n c i a s . T o d o e r a n u e v o p a r a t i c u a n d o eras
j o v e n : juguetes, j u e g o s , d e p o r t e s , a s í c o m o c o r r e r , c a z a r , y
todo lo d e m á s . Pero a h o r a todo ha envejecido. La c a c e r í a se
h a b í a convertido en algo viejo, así c o m o el castillo, y hasta
sus a m i g o s e s t a b a n e n v e j e c i e n d o .
Así que se d i r i g i ó al b u f ó n de la C o r t e , y le o r d e n ó :
— H a z m e reír.
E l b u f ó n d e l a C o r t e r e p i t i ó los m i s m o s trucos y los viejos
juegos de siempre.
— H m m — p e n s ó e l P r í n c i p e — ¿ C ó m o e s posible que p u e d a
haber tanta n a d a e n a l g ú n sitio, j u s t a m e n t e a q u í , e n m e d i o d e
este lugar?
E l P r í n c i p e c o n c l u y ó que q u i z á s d e b í a esforzarse u n p o c o
m á s ; tratar d e ver m á s lejos.
S e d i r i g i ó a l sabio d e l a C o r t e , y l e o r d e n ó que l e e n s e ñ a r a
algo nuevo. E l sabio e m p e z ó e n s e ñ a r l e h i s t o r i a , p e r o e l P r í n c i p e
se q u e j ó de que la h i s t o r i a era algo q u e se v u e l v e a n t i c u a d o de
u n m o m e n t o a otro. E l sabio e m p e z ó a e n s e ñ a r l e m a t e m á t i c a s
avanzadas, pero e l P r í n c i p e o b j e t ó que eso n o e r a m á s que u n a E x a m i n ó al P r í n c i p e de los pies a la c a b e z a , pero no e n c o n t r ó
m a n e r a n u e v a de h a c e r viejas cosas. nada anormal. Finalmente, concluyó:
E l sabio d e l a C o r t e e m p e z ó a preocuparse, c o m o t o d o — E l p r o b l e m a debe estar e n e l interior, así que debemos
b u e n sabio h a r í a en esas circunstancias. F u e a decirle al R e y tratar e l i n t e r i o r d e l P r í n c i p e p a r a arreglarlo.
que no estaba b i e n que a l g u i e n no quisiera a p r e n d e r antiguos De este m o d o , le d i e r o n a t o m a r numerosas pociones,
saberes, que se n e g a r a a hacer las viejas cosas de antes. El sabio infusiones y brebajes. Pero al final el m é d i c o e x c l a m ó ,
exclamo: orgulloso de su hallazgo, que ya que el p r o b l e m a d e l P r í n c i p e
Si todo el m u n d o estuviera h a c i e n d o siempre cosas nuevas, era totalmente nuevo, las antiguas f ó r m u l a s y p o c i o n e s no
s e r í a e l caos. N a d i e s a b r í a q u é esperar d e nadie. E s t a r í a m o s p o d í a n servirle d e n a d a . E l P r í n c i p e , entre tanto, s e carcajeaba
todos en un p e r m a n e n t e estado de sorpresa, y entonces de p l a c e r ante la n o v e d a d de todas estas cosas, lo que t e r m i n ó
s u c e d e r í a n , c o n t o d a seguridad, dos cosas. E n p r i m e r lugar, por preocupar sobremanera al m é d i c o de la Corte quien,
nos e n c o n t r a r í a m o s todos tan agotados de tanta n o v e d a d e n a r c a n d o u n a ceja, le dijo al R e y :
que e l reino v e c i n o p o d r í a l a n z a r u n ataque p o r sorpresa —Sus s í n t o m a s están empeorando.
q u e r e s u l t a r í a totalmente inesperado, p o r q u e e s t a r í a m o s tan E l R e y estaba tan angustiado sin saber q u é hacer n i
acostumbrados a las sorpresas que no h a r í a m o s planes p a r a adonde acudir, que c o n v o c ó a t o d a l a C o r t e ofreciendo u n a
esperar d e t e r m i n a d a s cosas. Y a h a sucedido m u c h a s veces g r a n r e c o m p e n s a a c u a l q u i e r a que p u d i e r a c u r a r a su hijo, el
antes en la historia. D e b é i s c r e e r m e , no es n a d a nuevo. Y, en P r í n c i p e . A l m i s m o tiempo, l l a m ó e n secreto a l C a p i t á n d e l a
segundo lugar, si siempre e s t u v i é r a m o s s o r p r e n d i é n d o n o s , nos G u a r d i a y a todos sus generales, y les a d v i r t i ó que estuvieran
a c o s t u m b r a r í a m o s a ello de tal m a n e r a que ni siquiera nos alertas, p o r q u e p o d r í a tratarse d e u n c o m p l o t p a r a d e r r o c a r a l
d a r í a m o s cuenta. Así que — s e n t e n c i ó e l sabio d e l a C o r t e — e l reino, y q u i é n sabe c u á n t o t a r d a r í a n otras gentes d e l r e i n o en
j o v e n tiene u n p r o b l e m a que e s t á m á s a l l á d e m i p o s i b i l i d a d d e p e d i r t a m b i é n cosas nuevas.
a y u d a r l o . D e b e r í a hacerse cargo e l m é d i c o d e l a C o r t e . P r o n t o h u b o e s p í a s p o r todas partes, o b s e r v a n d o y
E l P r í n c i p e s e h a l l a b a u n tanto perplejo ante l a s i t u a c i ó n . P o r escuchando, tratando d e d e s c u b r i r q u i é n h a b í a sido e l p r i m e r o
u n a parte, se s e n t í a m a l p o r el semblante p r e o c u p a d o d e l Rey, en p r o v o c a r este p r o b l e m a en el P r í n c i p e . M i e n t r a s , todos los
y todas las caras decepcionadas de los notables de la C o r t e , que m é d i c o s trabajaban d í a y noche p a r a c u r a r a l P r í n c i p e , pero e l
murmuraban: p r o b l e m a n o t e n í a fácil s o l u c i ó n .
— ¿ Q u é p o d e m o s hacer? ¡ Q u é terrible s i t u a c i ó n p a r a e l Rey, E l P r í n c i p e , mientras tanto, s e estaba p o n i e n d o nervioso.
tan orgulloso que estaba de su hijo! Y, ¿ c ó m o r e c i b i r á la n o t i c i a S a b í a que t e n í a u n p r o b l e m a que nadie s a b í a c ó m o resolver.
su m a d r e ? E m p e z a b a a asustarse y a sentirse p r e o c u p a d o , y se quejaba
P o r o t r a parte, todo esto era, precisamente, u n a s i t u a c i ó n durante horas enteras, deseando que no le h u b i e r a o c u r r i d o
novedosa p a r a él. semejante c a l a m i d a d .
S e r e q u i r i ó l a i n m e d i a t a presencia del m é d i c o d e l a C o r t e . — ¿ P o r q u é a m í ? — d e c í a — ¿ P o r q u é no le s u c e d i ó esto a
Este a u s c u l t ó la l e n g u a y los ojos d e l P r í n c i p e , su n a r i z y orejas. a l g u n a o t r a persona?

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miela

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E l m é d i c o d e l a C o r t e s e g u í a levantando l a ceja y d i c i é n d o l e el octavo d í a , todo el noveno d í a , y el d é c i m o d í a se t o r n ó tan
al R e y : impaciente que m a n d ó a l l a m a r a t o d a la C o r t e y e x i g i ó u n a
—Sus síntomas están empeorando. explicación.
L o s m é d i c o s le a p l i c a r o n sanguijuelas, y r e z a r o n p o r él, p e r o L o s sabios d e l i b e r a r o n que e l R e y d e b í a atraer a l M a g o c o n
todo e r a i n ú t i l . oro y riquezas. Se le e n v i ó un ofrecimiento, y p a s a r o n otros
F i n a l m e n t e el Rey, desesperado, l l a m ó a todos los sabios de diez d í a s mientras el R e y s e g u í a p r e o c u p a d o y el P r í n c i p e se
la Corte: d e p r i m í a m á s y m á s . E n t o n c e s e l R e y l e e n v i ó otro ofrecimiento
— S i n o s e les ocurre n a d a que p u e d a c u r a r a m i hijo, a l M a g o , m a n d á n d o l e d e c i r que l e d a r í a todo c u a n t o estuviera
m a n d a r é cortar l a c a b e z a a todos. bajo su p o d e r si c u r a b a a su hijo.
L o s sabios, m é d i c o s y consejeros se a l a r m a r o n m u c h o p o r Y al fin el M a g o v i n o al palacio. El P r í n c i p e se s o r p r e n d i ó
esto, y p o r ú l t i m o d e c i d i e r o n ir ante el R e y p a r a d e c l a r a r m u c h o a l verlo, p o r q u e h a b í a esperado u n m a g o envuelto e n u n
solemnemente: manto negro y cubierto p o r un sobrero p u n t i a g u d o y p i n t a d o
— S ó l o h a y u n a cosa m á s que s e nos o c u r r e que p o d r í a h a c e r de estrellas. Pero este M a g o no estaba vestido así. Su m a n t o
Su M a j e s t a d p a r a a y u d a r a su hijo. era d e c o l o r p ú r p u r a real y n o l l e v a b a sombrero. S u m e l e n a ,
— ¿ Q u é cosa es? — d e m a n d ó e l Rey. b l a n c a c o m o la nieve, le c a í a en cascada sobre la espalda y
— D e b é i s e n c o n t r a r a l M a g o que recorre errante los desiertos los h o m b r o s , y bajo sus pobladas cejas r e f u l g í a n sus ojos c o m o
d e l sur. dos centellas. E l P r í n c i p e n o p u d o d i s c e r n i r d e q u é c o l o r eran.
E l Rey exclamó: P a r e c í a n c a m b i a r de c o l o r de m i e l a a z u l , a verde agua, y a
— T r á i g a n m e a ese h o m b r e . color de m i e l nuevamente.
— N o p o d e m o s — r e s p o n d i e r o n los sabios d e l a C o r t e — . El Rey i m p l o r ó al M a g o :
E s e l R e y q u i e n debe pedirle que venga. N o h a y h o m b r e o — T e ruego que cures a mi hijo.
guerrero que p u e d a someterlo. E s u n h i p n o t i z a d o r c o n e l p o d e r E l M a g o e s b o z ó u n a e n i g m á t i c a sonrisa, y dijo lentamente:
d e h e c h i z a r multitudes. P o r esa r a z ó n n o o s h a b í a m o s h a b l a d o — M i q u e r i d o Rey, n o tengo que c u r a r a t u hijo, p o r q u e t u
antes de él. Es m u y temible, y capaz de h e c h i z a r tanto al R e y hijo, e l P r í n c i p e , n o tiene n i n g ú n p r o b l e m a . D e hecho, t a m p o c o
como al Príncipe. hay n i n g ú n P r í n c i p e , p o r q u e todo esto no es m á s que u n a parte
El R e y m i r ó a sus consejeros c o n el c e ñ o fruncido, y de un s u e ñ o que alguien e s t á s o ñ a n d o en a l g ú n lugar, q u i e n no
finalmente dijo: sabe que e n r e a l i d a d e s t á s o ñ a n d o . Y u n p r o b l e m a d e u n s u e ñ o
— Y a soy viejo, y n o hay nadie que p u e d a a y u d a r a m i no es un p r o b l e m a real.
hijo. D e b o e n c o n t r a r a este M a g o y c o r r e r el riesgo de sus T o d o s e n l a C o r t e c o n v i n i e r o n e n que las palabras del M a g o
hechizos. t e n í a n m u c h o sentido, y al fin el R e y s u s p i r ó a l i v i a d o . Pero el
S e e n v i ó u n a l l a m a d a a l M a g o . E l R e y e s p e r ó todo e l p r i m e r P r í n c i p e se i n q u i e t ó , en c a m b i o , porque si el s u e ñ o s u c e d í a
d í a , todo el segundo d í a , todo el tercer d í a , todo el cuarto d í a , en a l g ú n lugar, y a l g ú n l u g a r no estaba a q u í , entonces a q u í
todo e l q u i n t o d í a , todo e l sexto d í a , todo e l s é p t i m o d í a , todo no p o d í a ser n i n g ú n sitio. Y p o r un m o m e n t o el P r í n c i p e se
s i n t i ó confuso sobre si en r e a l i d a d estaba en a l g ú n l u g a r o en
n i n g u n a parte, y si de h e c h o estaba en a l g ú n sitio.
C o n estos pensamientos hasta se o l v i d ó de que e r a un
P r í n c i p e , y el m u n d o a su a l r e d e d o r e m p e z ó a dar v u e l t a s . . . ,
¿ o e r a e l s u e ñ o e l que d a b a vueltas? N o p o d r í a h a b e r d i c h o
c u á l era el que g i r a b a ; y en ese giro d e b i ó quedarse d o r m i d o ,
o despertarse (tampoco estaba m u y seguro de esto). De lo que
sí estaba seguro era de no estar en el castillo d e l Rey. M á s
a ú n , estaba seguro de no hallarse en n i n g u n a de las tierras d e l
Rey, p o r q u e n u n c a antes h a b í a visto ese l u g a r . . . E s t a b a p o r lo
menos tan seguro c o m o c u a l q u i e r a p o d r í a estarlo de c u a l q u i e r
cosa en tales circunstancias. Y se p r e g u n t ó :
— ¿ D ó n d e p u e d o estar? ¿ E s t o y despierto o d u r m i e n d o ?
D e c i d i ó e x p l o r a r los alrededores y p o s p o n e r tan i m p o r t a n t e
c u e s t i ó n p a r a m á s tarde. A s í que d e j ó d e preocuparse p o r
d ó n d e estaba y q u i é n era, y e m p e z ó a m i r a r a l r e d e d o r p a r a
v e r q u é e n c o n t r a b a . Y e n c o n t r ó que este l u g a r d o n d e estaba
era p o r cierto u n l u g a r m u y e x t r a ñ o .

Jlas aventuras de cualquiera


Cómo Cualquiera
igdtegó a llamarse así

na de las cosas que d i s t i n g u e n u n a


f á b u l a de u n a h i s t o r i a es que no hay ni
una p i z c a de verdad en ella. Y, c o m o
t o d o e l m u n d o sabe, las f á b u l a s t i e n e n
que ser cortas, m i e n t r a s las historias,
i n c l u s o las historias cortas, d e b e n ser
m á s largas. T a m b i é n h a y que tener e n
c u e n t a que a u n q u e las historias p u e d a n ser casi tan cortas
c o m o u n a f á b u l a , n u n c a son tan p r o f u n d a s .
Así, pues, el P r í n c i p e , p o r problemas que no necesitamos
detallar m á s a fondo, se ha olvidado de que es un P r í n c i p e (en
realidad, n u n c a lo fue). Y he a q u í que el desafortunado m u c h a c h o
está en alguna parte, aunque no sabe m u y bien d ó n d e .
Este sitio tiene algunas c a r a c t e r í s t i c a s peculiares. I m a g í n a t e
que te encuentres, p o r raro que te p a r e z c a , en m e d i o de un
c a m p o verde. Y a u n q u e no te acuerdas, sabes que siempre has
c r e í d o en las cosas tal y c o m o son y te sientes perfectamente
cuerdo. A u n q u e no siempre has sido perfecto, n u n c a has c r e í d o
en e n g a ñ o s ; y c o n todo, a q u í y frente a t i , en un c a m p o verde,
te encuentras c a r a a c a r a c o n un h o m b r e c i l l o . A u n q u e es m á s
p e q u e ñ o que t ú , parece ser mayor, y al bajarse de la p i e d r a en
la que e s t á sentado, se hace m á s grande y a la vez m á s j o v e n .
El j o v e n P r í n c i p e , que ha o l v i d a d o que lo es, se sacude la
c a b e z a y m i r a s o r p r e n d i d o c ó m o el h o m b r e c i l l o se acerca, y a
l a vez que c a m i n a v a c r e c i e n d o y h a c i é n d o s e m á s j o v e n , todo
a l m i s m o t i e m p o . H a s t a que a l f i n a l dice: policía. De este m o d o , A l g u i e n e Instante fueron al puesto de
— M i n o m b r e e s Instante. ¿ Y e l tuyo? policía m á s cercano, que estaba en el lindero del bosque p o r el
E l P r í n c i p e , que h a b í a quedado boquiabierto, i n t e n t ó contestar que el c a m p o verde h a b í a decidido extenderse.
c o m o cualquier persona educada pero, p a r a su sorpresa, sólo A l entrar a l puesto d e policía, Instante s a l u d ó c o r t é s m e n t e
salió silencio de su boca. El e x t r a ñ o hombrecillo l a d e ó la cabeza al sargento, y d e s p u é s de charlar alegremente durante unos
y a r r u g ó , atento, el entrecejo: momentos, se d i s c u l p ó p o r no haberle presentado a A l g u i e n que
— ¿ P u e d e s h a b l a r m á s alto? N o t e oigo. l o a c o m p a ñ a b a . L e e x p l i c ó a l sargento:
— E s porque no he dicho nada — c o n t e s t ó el P r í n c i p e . — V e r á , éste es precisamente el p r o b l e m a p a r a el que
El hombrecillo asintió, en señal de haber comprendido. M-querimos s u ayuda. M i amigo h a perdido s u identidad.
— N o s é c ó m o m e l l a m o . N i siquiera s é d ó n d e estoy n i c u á n t o E l sargento a s i n t i ó concienzudamente, m u r m u r a n d o :
tiempo llevo a q u í . —Identidad perdida... H m m m — m i r ó atentamente a
E l e x t r a ñ o h o m b r e c i l l o s e r a s c ó l a cabeza A l g u i e n , c o n aire desconfiado, y p r e g u n t ó :
— E s o no tiene sentido. T i e n e s que ser a l g u i e n , y de seguro — ¿ S e g u r o que no se la robaron?
e s t á s a q u í ; e n c u a n t o a l t i e m p o , ¿ q u é significa eso? — C o m p l e t a m e n t e seguro — r e s p o n d i ó A l g u i e n .
S ú b i t a m e n t e , e l P r í n c i p e p e n s ó que l a s i t u a c i ó n n o t e n í a — ¿ S a b e cómo la perdió?
n a d a de divertida, y le r e s p o n d i ó c o n d e s d é n : —No.
— P o r supuesto que estoy a q u í , pero ¿ d ó n d e e s a q u í e n — E n t o n c e s — e x c l a m ó el sargento, decididamente— no e s t á
c o m p a r a c i ó n c o n d o n d e d e b e r í a estar? Y no es que no sea seguro de que no se la hayan robado.
alguien, es que no sé q u i é n soy. He o l v i d a d o q u i é n soy. Pero — . . .Supongo que no.
d e b o ser a l g u i e n . . . — B i e n — d i j o el sargento, sacando los respectivos formularios—
E l h o m b r e c i l l o , que d e repente p a r e c i ó m u y a l i v i a d o , , esto parece ser un caso de robo. U n a identidad es demasiado
exclamó: importante p a r a perderla, así que debe haber sido robada. P o d r í a
— B u e n o , s i eres alguien, ¿ p o r q u é n o l o dijiste? G u s t o e n asegurar que la robaron, tan seguro c o m o que estoy vivo.
conocerte. M i r a , A l g u i e n , q u i z á s p u e d a ayudarte a e n c o n t r a r Instante p a r e c i ó totalmente de acuerdo c o n el sargento, y p o r
tu c a m i n o , si es que te has p e r d i d o . ú 1 timo A l g u i e n a c e p t ó que, seguramente, h a b í a sido robada.
El h o m b r e c i l l o e m p e z ó a d i v a g a r y a h a b l a r de miles de El sargento le a s e g u r ó que todas las cosas que h a b í a n sido
c a m i n o s , de sus n o m b r e s y los lugares a los que c o n d u c e n , r< >badas en su j u r i s d i c c i ó n h a b í a n sido finalmente devueltas, y que
n a d a d e l o c u a l t e n í a sentido p a r a a l g u i e n tan p e r d i d o c o m o lan pronto c o m o completaran los formularios correspondientes,
lo estaba el P r í n c i p e . Así que é s t e se e c h ó al suelo y e m p e z ó a el caso q u e d a r í a resuelto y cerrado.
sollozar, q u e j á n d o s e de que nadie p o d í a entenderlo y de que E l sargento m u r m u r ó otra vez:
h a b í a perdido su identidad. — R o b o , fecha, u h m m , v e a m o s . . . ¿ N o m b r e , p o r favor?
Instante lo i n t e r r u m p i ó , p a r a afirmar e n f á t i c a m e n t e que si — N o tengo nombre. L o p e r d í j u n t o c o n m i identidad.
se trataba de un caso de identidad perdida, t e n d r í a n que ir a la — ¡ S i n nombre! — e x c l a m ó el sargento— ¿ C ó m o voy a
completar las formas sin un nombre?
Instante, que era p o r naturaleza servicial, le r e s p o n d i ó al
sargento que no h a b r í a p r o b l e m a en escribir en el lugar del
nombre, "desconocido", y seguir adelante. El sargento c o n v i n o
en que era u n a s o l u c i ó n aceptable.
—¿Dirección?
—Desconocida.
— ¿ H o r a del robo?
—Desconocida.
— ¿ L u g a r del robo?
—Desconocido.
El sargento se sintió m u y desconcertado, y sacudiendo la
cabeza en todas direcciones, dijo:
— N o tengo un caso si no tengo un informe, y un informe sin
i n f o r m a c i ó n no es un informe. Un robo se le hace a alguien,
en a l g ú n lugar, en a l g ú n m o m e n t o , y si no, no es n i n g ú n robo.
Me g u s t a r í a ayudarlo, pero creo que éste es un caso p a r a u n a
autoridad m á s elevada. Así que voy a escoltarlos a ambos hasta el
j u e z del distrito; es persona sabia que sabe c ó m o interpretar los
hechos. E l s a b r á c ó m o ayudarlos.
E l viaje hasta l a corte del j u e z fue largo y m o n ó t o n o . E l
sargento condujo a A l g u i e n y al Instante al j u e z , que era muy,
m u y viejo. Su rostro severo se mantuvo inalterable mientras el
sargento explicaba el p r o b l e m a . E r a tan viejo c o m o el tiempo, y
dos veces m á s sabio. Instante le a s e g u r ó a A l g u i e n que el j u e z le
d a r í a l a solución. N u n c a h a b í a fallado e n encontrar l a solución
de un problema.
C u a n d o el sargento t e r m i n ó de hablar, el j u e z s u s p i r ó y s a c u d i ó
la cabeza c o m o si hubiera o í d o esa historia cientos de veces. C o n
m i r a d a implacable, c o m o la de un padre ya harto de responderle
a un n i ñ o u n a pregunta tonta, dijo:
— E s c u c h e n . Y escuchen bien, porque no quiero que se vuelva
a presentar ante mí este p r o b l e m a .
— A h — d i j o el Instante—, te entiendo. Pero creo que d e b e r í a s
» E s obvio que este desafortunado joven ha perdido su identidad,
I rutar de ser distintas personas, y eso te d a r á u n a i d e a de q u i é n
o bien se la han robado, lo que p o d r í a sucederle a cualquiera. P o r
te g u s t a r í a ser.
tanto, mientras no logre recobrar lo que p o r derecho le pertenece,
él es C u a l q u i e r a . Así que ya tiene usted un nombre p a r a escribir en - ¡ Q u é t o n t e r í a ! — r e s p o n d i ó C u a l q u i e r a — N a d i e e s quien
sus tontos formularios. Y e s c ú c h e m e usted, joven. No ande diciendo i|iiisiera ser. N u n c a se ha o í d o semejante cosa. Tienes que ser
p o r a h í que no sabe q u i é n es, o diciendo que es alguien. Porque ha oirá persona p a r a que puedas querer ser q u i e n realmente quieres
quedado firmemente establecido que usted es C u a l q u i e r a . ser. Si fueras quien quisieras ser, ya no q u e r r í a s ser esa persona.
Así que tengo que ser otro.
» E n cuanto a la m a n e r a de recobrar lo que es suyo, es un asunto
Instante estuvo de acuerdo, y q u e d ó tan impresionado c o n
m u y sencillo. U s t e d h a perdido s u identidad. U n a identidad
NU e x p l i c a c i ó n que p e n s ó que C u a l q u i e r a d e b í a ser alguien m u y
es c o m o cualquier otra cosa que la gente lleva durante m u c h o
inleligente. Y así salieron a p r o b a r la identidad de c a d a sabio del
tiempo: tiene c a r a c t e r í s t i c a s que le son propias. Le sugiero, pues,
lugar.
que salga y se pruebe todas las identidades del p a í s , hasta que
encuentre la que le v a y a mejor. É s a s e r á la suya, y la persona que A n d u v i e r o n durante medio d í a hasta que llegaron a un bosque
la tenga s e r á el culpable. de ideas. Instante dijo que allí residían los hombres m á s sabios,
porque un hombre c o m ú n se p e r d e r í a en un sitio tan confuso, c o n
T o d o se veía a h o r a tan sencillo, que no c o m p r e n d í a n c ó m o
matorrales y enredaderas p o r todas partes. Es el lugar donde se
no h a b í a n p o d i d o darse cuenta antes de u n a cosa tan obvia. Le
sentiría m á s a gusto u n a persona de altos estudios. Instante le explicó
dieron las gracias al j u e z y salieron a buscar u n a identidad que le
que la p r e o c u p a c i ó n en aquel sitio era conocer cada curva y cada
quedara bien a C u a l q u i e r a .
giro de cada arbusto, de manera que pudieras predecir la ruta que
C u a l q u i e r a se s e n t í a m u y aliviado de contar al menos c o n u n a
seguiría cualquier e x t r a ñ o que allí entrara en un d í a determinado,
s o l u c i ó n parcial a su problema. Y se preguntaba: " ¿ Q u i é n s e r é ? "
dados el punto de partida y, p o r supuesto, su destino.
L e p r e g u n t ó a l Instante:
C u a l q u i e r a estuvo a punto de preguntar c u á l era el objetivo de
— ¿ Q u i é n crees que p u e d a ser yo?
aquello, pero a s u m i ó que cualquier cosa que no p u d i e r a entender
Instante lo m i r ó de la cabeza a los pies.
d e b í a ser algo m u y importante. Y d e c i d i ó preguntar al Instante
— B u e n o , eres demasiado j o v e n p a r a ser el j u e z ; y si fueras él,
cuál era su destino. Instante se e n c o g i ó de hombros y repuso:
h a b r í a m o s tenido que consultarte a ti la s o l u c i ó n de tu p r o b l e m a .
Así que creo que el j u e z queda descartado. P o r otra parte, estoy — N o sé siquiera c u á l es el m í o . P r o p o n g o que entremos en
bastante seguro de que no eres yo; porque eres demasiado alto, y el bosque p o r un rato, a lo mejor encontramos a alguien que
no tenemos los ojos del m i s m o color. No te pareces a un p o l i c í a ; pudieras ser t ú .
t a m p o c o pareces un herrero, porque t e n d r í a s que tener los brazos S e adentraron e n e l bosque. N o p o d í a n ver m u c h o p o r l a
m á s largos. N o , no te pareces a nadie que yo c o n o z c a . Te ves m u y espesura, p o r lo que siguieron a tientas su c a m i n o hasta que
n o r m a l . . . , p o d r í a s ser cualquiera. < >yeron u n a voz indignada:
— ¿ C ó m o se atreven a andar p o r a q u í a ciegas? No pueden
— Y a soy C u a l q u i e r a — p r o t e s t ó C u a l q u i e r a — . L o que quiero
seguir p o r este c a m i n o . ¿A d ó n d e se dirigen?
a h o r a es ser alguien en concreto.
C u a l q u i e r a , m u y desconcertado, p e n s ó que cualquiera que
fuese quien hablaba, no p o d í a ser él: " S o y m u y c o r t é s p a r a
hablarle así a nadie", se dijo.
La voz e x c l a m ó de nuevo, esta vez c o n gran furia:
— ¡ H e preguntado c u á l es vuestro destino!
Instante r e p l i c ó :
— N o tenemos ninguno.
¡ M a j a d e r í a s ! — d i j o l a v o z — T o d o e l m u n d o v a e n alguna
d i r e c c i ó n . E s o es parte de cualquiera, y ya que e s t á n a q u í deben
ir en alguna d i r e c c i ó n , o no e s t a r í a n ni yendo ni viniendo. ¿ L o
ven? Es simple lógica.
C u a l q u i e r a , un tanto confundido p o r estas palabras, le a s e g u r ó
a la voz que él era C u a l q u i e r a , y que estaba c o n Instante en este
bosque no yendo o viniendo, sino buscando; y c o m o no s a b í a
a q u i é n buscaba no s a b í a tampoco d ó n d e estaba y, p o r eso, no
t e n í a d i r e c c i ó n alguna que seguir.
L a voz e x c l a m ó :
— ¡ B r a v o , bravo! ¡Es un placer encontrar a alguien tan versado
en la disciplina del pensamiento!
U n h o m b r e d e gran estatura salió d e d e t r á s d e u n á r b o l
e x t e n d i é n d o l e s la m a n o en s e ñ a l de bienvenida.
— ¿ E s usted letrado? — l e p r e g u n t ó a C u a l q u i e r a mientras le
estrechaba la m a n o d a n d o grandes muestras de s i m p a t í a .
Cualquiera respondió:
— Q u i z á s lo sea, amable s e ñ o r — a u n q u e en realidad estaba
pensando en lo p o c o amable que h a b í a sido el e x t r a ñ o hasta ese
m o m e n t o — . He perdido mi identidad, y estoy buscando a la
persona que la tiene. Se me o c u r r i ó que p o d r í a encontrarse en
este bosque.
Soltando la m a n o de C u a l q u i e r a , el e x t r a ñ o propuso:
— Q u i z á s y o p u e d a ayudarlo. H e visto muchas identidades e n
m u c h a gente al pasar de un lado a otro de este bosque. ¿ C u á l de
ellas era usted?
C u a l q u i e r a p u d o haber contestado: " N o l o s é " . Pero estaba fuera de él no es explicable en t é r m i n o s familiares al bosque.
cansado de repetir que a n d a b a sin n o m b r e y que no p o d í a De m a n e r a que, c o m o hace toda persona de g r a n saber c u a n d o
recordarlo. A d e m á s , de m o m e n t o estaba plenamente convencido algo resulta inexplicable, los sabios dejaron la e x p l i c a c i ó n de esas
de ser C u a l q u i e r a . Así que r e s p o n d i ó : cosas a la religión. La r e l i g i ó n resultaba m u y b u e n a p a r a explicar
— S o y Cualquiera. lo que s u c e d í a fuera del bosque, pero no t e n í a m u c h a utilidad
El viejo sabio se i n c l i n ó p a r a observar a C u a l q u i e r a atentamente. en el bosque, así que dejamos la religión fuera y nosotros nos
Inquirió: quedamos dentro.
— ¿ E s ése en verdad su nombre? N a d a de eso t e n í a m u c h o sentido p a r a C u a l q u i e r a , pero h i z o
C u a l q u i e r a p u d o haber contestado relatando las peripecias como si entendiera y siguió adelante.
que lo h a b í a n llevado hasta allí, pero se c o n t e n t ó c o n decir Al p o c o rato, C u a l q u i e r a se encontraba sentado en el suelo, en
que en este m o m e n t o ése era, en efecto, su nombre, y que en el claro en m e d i o del bosque, delante de un g r a n á r b o l marchito y
otros momentos lo era de otros. El viejo sabio lo p e n s ó p o r unos nudoso. Lo rodeaban los sabios provenientes de todos los rincones
momentos y siguió diciendo: del bosque: j ó v e n e s y ancianos, de pelo blanco o c a s t a ñ o , vestidos
— ¿ C ó m o puedo ayudarlo? N o todos los d í a s s e encuentra uno de todas las maneras imaginables y de toda imaginable m a n e r a
con Cualquiera. de hablar. D i s c u t í a n los problemas de C u a l q u i e r a intentando
El viejo sabio e m i t i ó u n a risa apagada, repitiendo sus propias encontrar, c o m o sabios que eran, u n a s o l u c i ó n lógica. C u a l q u i e r a
palabras u n a y otra vez. se fue aburriendo p o c o a poco, le dio hambre, y finalmente tuvo
S i n t i é n d o s e desesperado, C u a l q u i e r a le explicó su p r o b l e m a tanto s u e ñ o que a p o y á n d o s e en el Instante, se q u e d ó d o r m i d o .
al sabio, hasta donde él y el Instante p o d í a n hacerlo. El sabio La segunda cosa que le l l a m ó la a t e n c i ó n al despertar fue el
se d i s c u l p ó p o r no haber captado la seriedad de la s i t u a c i ó n , y suave tintineo de lo que p a r e c í a n ser miles y miles de lejanas
propuso que consultaran a otros sabios, ya que el p r o b l e m a era campanillas. El sonido lo i n t r i g ó tanto que o l v i d ó , sin que ello le
ciertamente de naturaleza a c a d é m i c a . importara mucho, c u á l h a b í a sido l a p r i m e r a .
El anciano los g u i ó hasta un claro en el m e d i o del bosque donde, A l incorporarse, n o t ó que e n e l c ó m o d o lecho d e h i e r b a donde
s e g ú n les dijo, c r e c í a n los á r b o l e s m á s antiguos. Allí c o n v o c a r í a h a b í a estado d u r m i e n d o , al abrigo del agujero al pie del elevado
a los sabios, y c o n sus grandes mentes, todos juntos, h a l l a r í a n la á r b o l , se apreciaba la silueta no de una, sino de dos formas. De
solución. súbito, curioso a l m i s m o t i e m p o que alarmado, e c h ó u n a r á p i d a
P o r el c a m i n o a través del bosque, C u a l q u i e r a p r e g u n t ó al m i r a d a a su alrededor esperando descubrir a alguien a su lado. No
viejo sabio p o r q u é los hombres de gran saber v i v í a n en aquel h a b í a nadie. Se estiró c o m o un gato y d e s c u b r i ó c o n agradable
bosque. Le refirió la e x p l i c a c i ó n que le h a b í a dado el Instante, y sorpresa que estaba vestido de pies a cabeza c o n u n a ajustada y
le p r e g u n t ó q u é h a b í a de cierto en ella. El viejo sabio, en tono de tibia m a l l a verde, suave y ligera, de u n a tela que no h a b í a visto
d i g n i d a d y sinceridad, dijo simplemente: n u n c a antes.
— T o d o cuanto hay en el antiguo bosque es c o m p r e n d i d o El brillo del sol se reflejaba en las gotas de rocío, creando
y predecible p o r quienes lo conocen. En c a m b i o , cuanto hay chispas de luz sobre las hojas de hierba que bordeaban la linde del

Jlas aventuras Je cualquiera ñÁarJ BanJler


bosque. S a l i ó a l c a m p o , h a c i a l a l u z , s i n t i é n d o s e p l e n o d e u n í A c a b a b a de t e r m i n a r de c o m e r c u a n d o los platos y cubiertos
v i g o r que r e c o r r í a todo s u c u e r p o . Q u e r í a d e s c u b r i r e l o r i g e n emitieron un fuerte silbido, y d e s p u é s de tres r e l á m p a g o s de l u z
del tintineo que de vez en c u a n d o l l e n a b a el aire. S i g u i e n d o el d i saparecieron p o r c o m p l e t o . A l m i s m o t i e m p o , u n a apacible
p r i m e r c a m i n o que e n c o n t r ó en d i r e c c i ó n a ese sonido, c a m i n ó y m e l o d i o s a v o z , y e n d o y v i n i e n d o en susurros, l l e n ó su mente
u n largo trecho. l i n t o c o n t o d a l a casa. A l p r i n c i p i o n o e n t e n d i ó las palabras,
E m p e z a b a a preguntarse d ó n d e se h a l l a b a y c u á n d o se .Hinque de a l g ú n m o d o s a b í a su significado. L u e g o se h i c i e r o n
e n c o n t r a r í a c o n a l g u i e n , c u a n d o d i v i s ó u n a estela d e h u m o que has claras c u a n d o se a c e r c ó despacio a la b o l a de cristal, que
se elevaba p o r e n c i m a de los á r b o l e s en los que d e s a p a r e c í a el brillaba suavemente.
c a m i n o p o r e l que i b a . A l adentrarse entre los á r b o l e s p u d o S i é n t a t e y relájate.
oler la h o g u e r a y, c o m o el sonido de c a m p a n i l l a s h a b í a cesado Se s e n t ó en el c ó m o d o sillón que a p a r e c i ó a sus pies.
por momentos, pudo oír t a m b i é n el rumor de un riachuelo. —Puedo responder tus preguntas. P r e g ú n t a m e .
T r a s r e c o r r e r u n a c o r t a distancia entre los á r b o l e s , l l e g ó a I >a v o z lo e n v o l v í a p o r c o m p l e t o , y le p a r e c i ó ver haces de
u n a casa j u n t o a un arroyo. F a s c i n a d o p o r la belleza del lugar, lux en la esfera. R e s p i r a b a profundamente, c o n las m a n o s
a p r e s u r ó el paso y l l a m ó a la p u e r t a . É s t a se a b r i ó lentamente, descansando c ó m o d a m e n t e en sus costados.
y bajo e l rayo d e l u z que e n t r ó e n l a casa v i o l a a l f o m b r a m á s — ¿ Q u i é n eres?
c u r i o s a que h a b í a visto j a m á s . Justamente e n e l centro d e l a — ¿ Y q u i é n eres t ú ? — r e s p o n d i ó l a v o z .
alfombra, iluminada por la luz, h a b í a una enorme y pulida — Y o soy C u a l q u i e r a — c o n t e s t ó c o n seguridad.
b o l a de cristal, casi de la m i s m a a l t u r a que él. — ¿ C ó m o sabes que eres C u a l q u i e r a ?
L a casa estaba e n c o m p l e t o silencio. D e s p u é s d e l l a m a r varias " S í , ¿ c ó m o sé que soy C u a l q u i e r a ? " , se p r e g u n t ó . Y p e n s ó
veces, esperando la respuesta de su m o r a d o r , e n t r ó y c e r r ó la c ó m o s e r í a no ser c u a l q u i e r a .
p u e r t a tras d e sí. E n ese m i s m o instante, s o n ó u n estruendo d e . — N o estoy seguro — c o n t e s t ó f i n a l m e n t e .
miles y miles de c a m p a n i l l a s . C o n la p u e r t a c e r r a d a , el sonido — ¿ Y piensas que p o r q u e n o e s t á s seguro, eres C u a l q u i e r a ?
d i s m i n u y ó hasta ser sólo un distante m u r m u l l o , y la estancia L a p r e g u n t a l o d e s c o n c e r t ó u n tanto.
q u e d ó suavemente i l u m i n a d a , a u n q u e n o p u d o d i s c e r n i r e l —No..., quiero decir que no sé cómo sé que soy
o r i g e n de esa l u z . (¡ualquiera.
L e a s a l t ó u n pensamiento suave y melodioso: " C O M E " . — ¿ T e g u s t a r í a a p r e n d e r d e v e r d a d a ser C u a l q u i e r a ? — l o
M i r a n d o alrededor, v i o u n a olla humeante donde se c o c í a u n a invitó l a voz c o n p e r s u a s i ó n .
especie de gachas, u n a c o p a llena de un l í q u i d o dorado que olía a Esta p r e g u n t a l o i n q u i e t ó u n p o c o .
albaricoques frescos, mantequilla y unas hogazas de p a n tostado — ¿ Q u é significa eso?
que, p a r a su sorpresa, estaban calientes y listas p a r a comer. — S i g n i f i c a a p r e n d e r de v e r d a d a ser C u a l q u i e r a — i n s i s t i ó
P e n s ó que s e r í a a p r o p i a d o que c o m i e r a , p o r q u e n e c e s i t a r í a la voz c o n u n a risita a h o g a d a , y se fue desvaneciendo mientras
fuerza, c u a l q u i e r cosa que fuese lo que le d e p a r a r a esta sus ojos se fijaban en la b r u m a que se a r r e m o l i n a b a en la esfera
aventura. de cristal, y C u a l q u i e r a v o l v i ó a sentir el fresco o l o r del aire que
h a b í a sentido esa m i s m a m a ñ a n a . P o r e n c i m a d e s u cabeza]
o y ó el canto de un p á j a r o y el sonido d e l viento entre las hojas
de los á r b o l e s . L a s b r u m a s se a c l a r a r o n lentamente, y v i o la
figura de un joven vestido de verde de la c a b e z a a los pies, que?
e m p e z a b a a despertar y a agitarse, y justamente al a b r i r lo.
ojos o í a el sonido apagado y lejano de miles de c a m p a n i l l a s . I
C u a l q u i e r a s i n t i ó acelerarse sus latidos. Se i n c l i n ó l i g e r a m e n t e
h a c i a delante e n e l sillón. E l j o v e n s e i n c o r p o r a b a y m i r a b a e l
sitio d o n d e h a b í a estado d u r m i e n d o , espiaba a l r e d e d o r suyof
c o n r á p i d o s m o v i m i e n t o s , y luego de estirarse y hacer un
pausa, se i b a p o r el c a m p o .
C u a l q u i e r a s e g u í a m i r a n d o y oyendo lo que le sucedí;
al j o v e n en la b o l a de cristal, p e r o le costaba m a n t e n e r latí
a t e n c i ó n fija. S i n t i ó que estaba tenso, c o m o si tratara de evitar!
algo; así que deliberadamente se relajó y r e s p i r ó c o n c a l m a ^
profundamente. L o s sonidos, olores e i m á g e n e s que le l l e g a b a n
de la esfera de cristal eran e x t r a ñ a m e n t e familiares, a veces c o m o
si se trataran de recuerdos. Se i n c o r p o r ó levemente, prestando
la m á x i m a a t e n c i ó n a lo que se desarrollaba frente a él. O y ó
el r u m o r de un r i a c h u e l o . V i o h u m o , y los acontecimientos
dentro de la b o l a de cristal p a r e c i e r o n acelerarse. U n o s golpes;
en la p u e r t a lo s o r p r e n d i e r o n hasta el p u n t o en que casi salta
de su asiento.
O y ó u n a l l a m a d a que sonaba u n p o c o c o m o s i v i n i e r a d e s d é
dentro a la vez que fuera de la b o l a de cristal. E r a c o m o si
a l g u i e n preguntara: " ¿ H a y a l g u i e n e n casa?"
L a s brumas se espesaron en la esfera de cristal. C u a l q u i e r a d e j ó
caer la cabeza h a c i a a t r á s en el asiento, y ya no supo n a d a m á s . I
C u a n d o r e c o b r ó l a c o n c i e n c i a , e l j o v e n estaba t e r m i n a n d o
de comer. C u a l q u i e r a s i n t i ó un leve t e m b l o r recorrer su
c u e r p o c u a n d o o y ó tres fuertes silbidos seguidos p o r un suave y
m e l o d i o s o m u r m u l l o , y v i o al j o v e n girarse lentamente h a c i a élj
y acercarse a t r a v é s de su reflejo en la b o l a de cristal. Se q u e d ó í
37

p a r a l i z a d o c u a n d o la figura p a r e c i ó detenerse justo sobre sus (.imino. De repente, c o m o si h u b i e r a estado e n g a n c h a d o a


pies y darse m e d i a v u e l t a p a r a sentarse en el sillón en el que é| una gigantesca b a n d a e l á s t i c a que se r o m p i e r a de golpe, s a l i ó
m i s m o estaba sentado. E n t o n c e s c o m p r e n d i ó . disparado h a c i a delante c o n tal v e l o c i d a d que t r o p e z ó y c a y ó ,
L a v o z e m p e z ó a r e í r quedamente, a u m e n t a n d o e n i n t e n s i d a d Ion tanto i m p u l s o que s i g u i ó r o d a n d o un trecho p o r la verde
hasta llegar a ser u n a carcajada que casi lo s a c u d i ó de la silla¿ y alta h i e r b a .
P e n s ó que i b a a estallarle la c a b e z a . V i o u n a e n o r m e c r i a t u r a d e m u c h a s patas, c o n antenas,
F i n a l m e n t e , se d i o cuenta de que la risa h a b í a cesado. que se arrastraba p o r un i n t e r m i n a b l e bosque de plantas que
— ¿ Y a entiendes c ó m o puedes d e v e r d a d ser Cualquiera?] se a r q u e a b a n y b a l a n c e a b a n , mientras s e n t í a un fuerte o l o r
— p r e g u n t ó l a v o z quedamente. a tierra. Se e x t r a ñ ó de no asustarse ante la c r i a t u r a que se
— N o , n o l o entiendo. acercaba. C o m p r e n d i ó l o que pasaba c u a n d o o y ó , p o r e n c i m a
S u mente era t o d a c o n f u s i ó n . S e p r e g u n t ó que p a s a r í a del suave m u r m u l l o del v i e n t o entre las plantas, u n a v o z
ahora. e x t r a ñ a m e n t e familiar, p r o f u n d a y m e l o d i o s a :
— Y a h o r a t e preguntas q u é p a s a r á , ¿ v e r d a d ? — ¿ C u á n t o t i e m p o piensas estar a h í tirado, p a s m a d o , c o n l a
C u a l q u i e r a s i n t i ó que ya no soportaba m á s . Y así fue nariz p e g a d a al suelo y a la hierba?
R e c u p e r ó sus sentidos c o n las p r i m e r a s r á f a g a s del frese C u a l q u i e r a l e v a n t ó l a cabeza c o n e x p e c t a c i ó n . V i o a u n
o l o r del aire d e l a m a ñ a n a . L a segunda cosa que l e l l a m ' hombre c o n ondeantes vestiduras c o l o r p ú r p u r a y largo pelo
la a t e n c i ó n fue el suave tintineo de lo que p a r e c í a n miles blanco que le c a í a sobre los h o m b r o s . Su m i r a d a era p r o f u n d a ,
miles de c a m p a n i l l a s lejanas. Se i n c o r p o r ó de un salto bajo y C u a l q u i e r a no p u d o descifrar el c o l o r de sus ojos.
elevado á r b o l , p r o y e c t a n d o sus pensamientos c o n l a i n t e n c i ó — ¿ D ó n d e estoy? — p r e g u n t ó , i n c o r p o r á n d o s e y s e n t á n d o s e
de r o m p e r el inevitable flujo de acontecimientos. en el suelo.
S e e s f o r z ó desesperadamente p o r l o g r a r l o . S a b í a exactamente —Aquí.
lo que s u c e d e r í a , a menos que p u d i e r a h a c e r algo al respecto! — S í , p e r o ¿ d ó n d e ? P o d r í a estar e n m e d i o d e n i n g u n a
A l acercarse a los á r b o l e s d e d o n d e p r o v e n í a e l o l o r del h u m o parte.
el r u m o r del riachuelo, su r e s p i r a c i ó n se v o l v i ó agitada. Se di — N o , no, no — el h o m b r e rió suavemente, y su b l a n c o p e l o
c u e n t a de que estaba apretando los p u ñ o s . Su v i s i ó n se n u b l ó se m o v i ó c o n fluidez—. Esto p o d r í a ser el l í m i t e de n i n g u n a
l e p a r e c i ó p e r c i b i r u n a tenue l u m i n o s i d a d a p r o x i m á n d o s e p o parte, p e r o ciertamente no es el centro. P a r e c í a divertido, y se
su derecha, cerca de d o n d e el c a m i n o e n t r a b a en el g r u p o d s e n t ó sobre u n a r o c a , c o n s u b l a n c o pelo ondeante, r i é n d o s e
á r b o l e s . T r a t ó de a l c a n z a r l a , l a n z á n d o s e c o n todas sus fuerza para sí mientras C u a l q u i e r a lo observaba.
hacia el lugar de donde p r o v e n í a . C u a l q u i e r a h u b i e r a q u e r i d o preguntarle otras cosas, p e r o
E l t i e m p o p a r e c i ó detenerse. E r a c o m o si, d e s ú b i t o , h u b i e r p e n s ó que s e r í a i n ú t i l . Así que p r o s i g u i ó s u c a m i n o b o r d e a n d o
e m p e z a d o a moverse dentro de un l í q u i d o espeso y viscoso- el g r u p o de á r b o l e s , a la derecha, e c h á n d o l e de vez en c u a n d o
S i n t i ó el c u e r p o pesado y lento, y un susurro sordo en los o í d o s u n a m i r a d a furtiva p o r e n c i m a del h o m b r o . D e s p u é s que h u b o
L a d i f i c u l t a d c r e c i ó c u a n d o sus pies traspasaron e l borde d e avanzado u n tanto, p e r c i b i ó u n a s o m b r a que p a r e c í a seguirlo,

Iridiar J Bam
dentro de la l í n e a de á r b o l e s , siempre a unos c i e n metros p o r
— ¿ Y q u i é n eres t ú ? — r e s o n ó u n a v o z baja y m e l o d i o s a que
d e t r á s d e él. S e m a n t u v o alerta. E l silencio era i n q u i e t a n t e . !
pronto s e c o n v i r t i ó e n u n a r i s a a t r o n a d o r a . E n t o n c e s s i n t i ó l a
D e vez e n c u a n d o m i r a b a directamente a l p u n t o d o n d e
p r i m e r a r á f a g a del fresco aire d e l a m a ñ a n a . A b r i ó los ojos
d e b í a estar l a s o m b r a , pero n o l o g r a b a ver n a d a . L a l í n e a d e l
lentamente. D e s d e a t r á s l e l l e g a b a e l m u r m u l l o d e u n r i a c h u e l o ,
á r b o l e s , aunque m u y irregular, t o r c í a g r a d u a l m e n t e h a c i a las
y al girarse despacio v i o el a g u a del a r r o y o que b r i l l a b a bajo la
izquierda.
luz m a t u t i n a a p o c a distancia de él. M i r ó a todo su alrededor,
E r a b i e n entrada l a tarde c u a n d o C u a l q u i e r a s e e n c o n t r ó
d á n d o s e la v u e l t a hasta que sus ojos v o l v i e r o n al p u n t o i n i c i a l .
ante u n c a m i n o que c o n d u c í a nuevamente h a c i a los á r b o l e s .
E s f o r z á n d o s e p o r mantenerse d e pie, C u a l q u i e r a e m p e z ó
A l p r i n c i p i o d u d ó , pero a l f i n a l d e c i d i ó seguir e l c a m i n o ,
a p e r c i b i r nuevas y e x t r a ñ a s sensaciones. I n t e n t ó pensar.
pensando que lo l l e v a r í a a d o n d e p u d i e r a e n c o n t r a r a otras
A p a r t a n d o los ojos de c u a n t o le r o d e a b a , se fijó p o r p r i m e r a vez
personas. A p e n a s h a b í a a v a n z a d o unos c i e n metros en elí
en sus manos-garras-patas. O y ó un grito a h o g a d o , y luego se d i o
i n t e r i o r del g r u p o de á r b o l e s c u a n d o o y ó un r u i d o apresurado j
cuenta de que p r o v e n í a de su p r o p i a garganta. V i o sus m a n o s ,
a sus espaldas. A l girar, v i o u n a f o r m a t r é m u l a , constantementej
o patas, o lo que fuesen, bajo la t r é m u l a l u z que se filtraba,
c a m b i a n t e , que o b s t r u í a e l paso d e l a l u z , dejando e l c a m i n o
vacilante, entre las hojas de los á r b o l e s p o r e n c i m a de él. E r a n ,
en penumbra.
de a l g u n a m a n e r a , insustanciales; a veces le p a r e c í a p o d e r ver
A q u e l l o , totalmente ajeno a su e x p e r i e n c i a , lo a s u s t ó .
a t r a v é s de ellas. Pero e r a n al m i s m o t i e m p o i n c r e í b l e m e n t e
L a f i g u r a a v a n z a b a a c e r c á n d o s e a él. T r a t ó d e calmarse)
flexibles y fuertes. T o d o su c u e r p o estaba r e c u b i e r t o c o n el
r e p i t i é n d o s e : " N o hay n a d a que t e m e r . . . N a d a que temer...";
mismo lustroso pelaje. D e s c u b r i ó que se s e n t í a i g u a l m e n t e
pero mientras m á s l o d e c í a , m á s m i e d o l e d a b a .
c ó m o d o tanto en pie c o m o a gatas. U n a parte de su mente,
De s ú b i t o , la e x t r a ñ a criatura se a b a l a n z ó sobre él c o n un grito.
sin e m b a r g o , se h a l l a b a s o r p r e n d i d a y p a r a l i z a d a de terror,
C u a l q u i e r a ya no p u d o controlar su m i e d o , y sus pensamientos
rehusando aceptar l o que v e í a y s e n t í a . N o t ó que p o d í a o í r c o n
desaparecieron. L o g r ó recuperar el sentido y salió corriendo
m á s a g u d e z a d e l a que j a m á s h a b í a tenido: p o d í a d i s c e r n i r e l
velozmente p o r el camino. M i e n t r a s c o r r í a a g r a n velocidad,
m o v i m i e n t o d e c a d a r a m a d e los á r b o l e s b a l a n c e á n d o s e e n e l
aterrorizado, se s o r p r e n d i ó de oírse a sí m i s m o reír.
viento; tan distintos e r a n los sonidos y crujidos de c a d a u n a de
Pero la a v a l a n c h a de la d e s c o n o c i d a c r i a t u r a se o í a cada ellas c o m o las voces de u n a m u l t i t u d de personas. Y los c a m b i o s
vez m á s cerca, hasta que le p a r e c i ó sentir su aliento sobre su* de d i r e c c i ó n del viento c r e a b a n un inesperado c o n c i e r t o de
cabeza. Justo entonces l l e g ó a v e r un puente sobre un arroyo^ hojas en las copas de los á r b o l e s y en los arbustos. C e r r ó los
y u n a casa al otro lado. A c e l e r a n d o a ú n m á s su carrera, ©jos y se s i n t i ó i n m e r s o en un m a r de sonidos.
a t r a v e s ó v e l o z m e n t e el puente y, sin detenerse a preguntar sil
M i e n t r a s escuchaba, s e n t í a que c a d a parte de su c u e r p o
h a b í a alguien e n l a casa, a l c a n z ó l a puerta, l a a b r i ó y e n t r ó
reaccionaba a los c a m b i o s en los m o v i m i e n t o s de las hojas bajo
c e r r á n d o l a de un portazo a sus espaldas. O y ó el golpe sordo de
la fuerza del viento. A b r i ó los ojos, y le s o r p r e n d i ó ver c ó m o
u n c u e r p o pesado a l otro l a d o d e l a puerta, a l m i s m o t i e m p o
su p r o p i o c u e r p o r e l u c í a i r r a d i a n d o en r á p i d o s y cambiantes
que sonaban miles y miles de c a m p a n i l l a s , y se d e s p l o m ó .
patrones de colores, c o m p l e t a m e n t e a tono c o n el envolvente
que se e n c o n t r a b a , le e x i g í a r e c u p e r a r el c o n t r o l y r e g r e s a r
c o n c i e r t o d e sonidos. C u á n t o t i e m p o p e r m a n e c i ó C u a l q u i e r a
I l a l i n d e d e los á r b o l e s , p a r a s a b e r q u é h a b í a p a s a d o
en este trance, n u n c a l l e g ó a saberlo.
con el h o m b r e que h a b í a visto y o í d o allí. A l g o dentro
S o b r e el f o n d o d e l a p a c i b l e y suave m o v i m i e n t o de sonidos,
d e C u a l q u i e r a s e r e s i s t í a , s i n e m b a r g o , y tras u n a l u c h a
algo atrajo s u a t e n c i ó n . E r a e n p a r t e u n olor, e n p a r t e u n í
interminable consigo mismo, p o r fin se dirigió lentamente
sabor; s i n t i ó que se le e r i z a b a el p e l o de la e s p a l d a al t i e m p o
.1 la a r b o l e d a .
que s u c u e r p o s e a l a r g a b a y s e a p l a s t a b a . U n g r u ñ i d o casi
Al llegar a su anterior lugar de o b s e r v a c i ó n , ya no pudo
i n a u d i b l e e s c a p ó d e entre sus dientes. S i n u n a d e c i s i ó n
ver l a e x t r a ñ a l u m i n o s i d a d sobre l a r o c a . N i s i q u i e r a l a r o c a
c o n s c i e n t e d e s u parte, s e r e t o r c i ó a l e j á n d o s e d e l a r r o y o p a r a
estaba a l l í . E s t o l e d i o que pensar. E n t o n c e s , c o n o t r o giro
d i r i g i r s e a u n á r e a m e n o s espesa d e l a a r b o l e d a .
i n v o l u n t a r i o d e l c u e l l o , c a p t ó a su i z q u i e r d a , a lo lejos, el
E l sol c a í a casi e n vertical mientras é l esperaba a l a
m o v i m i e n t o d e u n a f i g u r a d e c o l o r verde c l a r o .
s o m b r a de los á r b o l e s , e x a m i n a n d o acucioso el c a m p o frente
D u r a n t e g r a n p a r t e d e l a tarde s i g u i ó a l a f i g u r a vestida
a él. D i r e c t a m e n t e enfrente, a cierta distancia v i o a a l g u i e n
d e verde. S ó l o p o d í a a p r o x i m a r s e h a s t a u n a c i e r t a d i s t a n c i a ,
a c e r c á n d o s e c o n rapidez h a c i a los á r b o l e s . T a n p r o n t o d e t e c t ó
antes de que su c u e r p o se r e h u s a r a a acercarse m á s . Pero
la figura que se a p r o x i m a b a , se q u e d ó quieto en su posición,*
d e a l g u n a m a n e r a s a b í a que e r a i m p o r t a n t e p a r a é l l l e g a r a
c o n la m i r a d a fija en ella. S i n t i ó sus orejas moverse y a p u n t a r
establecer c o n t a c t o c o n e l h o m b r e . A s í , d e j ó q u e s u c u e r p o
e n esa d i r e c c i ó n . P e r c i b i ó c o n t o d a c l a r i d a d los sonidos d e l a
lo s i g u i e r a de lejos, m i e n t r a s se e s f o r z a b a p o r i d e a r un p l a n
r e s p i r a c i ó n del h o m b r e , sus pisadas y el roce de su vestimenta
que le p e r m i t i e r a e n g a ñ a r a su c u e r p o y acercarse m á s a él.
c o l o r verde claro c o n t r a la h i e r b a y los arbustos.
Entonces se le o c u r r i ó . R e c u p e r a n d o la c a l m a , c o n palabras
A m e d i d a que el h o m b r e se a c e r c a b a al g r u p o de á r b o l e s ,
c i m á g e n e s e m p e z ó a e v o c a r suaves sugerencias de a l i m e n t o ,
C u a l q u i e r a pudo oír el repentino cambio en su r e s p i r a c i ó n , y|
e s p e r a n d o d e s p e r t a r e n l a c r i a t u r a l a e x p e r i e n c i a d e comer.
c a p t a r l a r i g i d e z que a d q u i r í a n sus m o v i m i e n t o s . A l a r m a d o ,
A l c a b o d e u n breve lapso, p e r c i b i ó u n f l u j o d e e n e r g í a , y
s e p e g ó t o d a v í a m á s a l suelo. D e s ú b i t o , e l h o m b r e p a r e c i ó
s i n t i ó l a s a l i v a g o t e a r d e s u b o c a , m i e n t r a s sus m a n o s - g a r r a s -
salir d i s p a r a d o d e l c a m i n o p a r a c a e r fuera d e s u v i s t a , d e t r á s
patas se e s t i r a b a n y e n c o g í a n i n v o l u n t a r i a m e n t e , c o n las u ñ a s
d e u n a g r a n p i e d r a entre l a a l t a h i e r b a . L a p a r t e s u p e r i o r
extendiéndose y recogiéndose.
de la piedra a p a r e c í a envuelta en una e x t r a ñ a luminosidad,
S i g u i ó así, f o r z a n d o sus ojos a mantenerse fijos en el c o l o r
e n l a que a C u a l q u i e r a l e p a r e c i ó v e r trazas d e colores rojo
verde c l a r o d e l h o m b r e que a v a n z a b a a s ó l o c i e n metros
y p ú r p u r a . S i n p r e v i o aviso, s u c u e r p o s e g i r ó suavemente
d e l a l í n e a d e á r b o l e s . S u c u e r p o r e s p o n d í a c o n presteza,
h a c i a los á r b o l e s , p a r a d i r i g i r s e o t r a vez a l a r r o y o j u n t o a l
agazapado c o n t r a el suelo, m o v i é n d o s e ágil y silenciosamente
q u e h a b í a d e s p e r t a d o antes. A u n q u e t r a t ó d e r e c u p e r a r
tras e l h o m b r e . C u a n d o h u b o m e d i a d o l a d i s t a n c i a c o n éste,
a l g ú n c o n t r o l d e s u c u e r p o , n o l o l o g r ó hasta que tuvo la]
e m p e z ó a enviarle s e ñ a l e s de p e l i g r o y temor. El h o m b r e
nariz y la boca sumergidas en el agua del arroyo.
r e a c c i o n ó inmediatamente, q u e d á n d o s e paralizado. R i ó para
L a p a r t e d e s u m e n t e q u e s e h a b í a r e h u s a d o antes a
sus adentros, f e l i c i t á n d o s e p o r su é x i t o .
a c e p t a r l o que l e d e c í a n sus sentidos respecto a l c u e r p o e n e l
P r o y e c t a n d o a l t e r n a t i v a m e n t e distintas i m á g e n e s , i b a
a p r e n d i e n d o a c o m u n i c a r s e c o n el c u e r p o de la c r i a t u r a , y ya
e r a c a p a z d e c o n t r o l a r sus m o v i m i e n t o s bastante b i e n . C a d a
cierto t i e m p o , c o n un nuevo olor o sonido, o u n a repentina
o s c i l a c i ó n d e las r a m a s , p e r d í a e l c o n t r o l que h a b í a l o g r a d o ,
pero lo v o l v í a a recuperar d e s p u é s .
E l h o m b r e d e c o l o r verde c l a r o s e e n c a m i n ó n u e v a m e n t e
por un sendero hacia la arboleda. Cualquiera a g u d i z ó su
v i s t a y o í d o , s a b i e n d o que p r o n t o t e n d r í a s u o p o r t u n i d a d .
C u a n d o e l h o m b r e h a b í a p e n e t r a d o c i e r t a d i s t a n c i a entre los
á r b o l e s , C u a l q u i e r a s e a b a l a n z ó c o r r i e n d o d i r e c t a m e n t e tras
él. A v a n z a b a y a s i n n i n g u n a p r e c a u c i ó n , y e l h o m b r e g i r ó y
se detuvo al v e r l o .
D e m o m e n t o , C u a l q u i e r a p e n s ó e n esperar, p e r o entonces
s e l e o c u r r i ó q u e q u i z á s e l h o m b r e t a m b i é n d e s e a b a establecer
contacto. E n t u s i a s m a d o , se l a n z ó hacia él c o n un grito.
S ú b i t a m e n t e , a q u é l g i r ó sobre s í m i s m o y s a l i ó c o r r i e n d o
penetrando m á s a ú n e n l a arboleda.
C o n r a p i d e z , e v o c ó las sugerencias d e c o m i d a y s u
c u e r p o s e p r e c i p i t ó tras é l . E m p l e ó t o d a s u h a b i l i d a d r e c i é n
a p r e n d i d a e n c o n t r o l a r s u c u e r p o p a r a n o saltar sobre las
espaldas d e l h o m b r e que h u í a d e l a n t e d e é l . E l c u e r p o d e l a
criatura e s t a b a tan absorbido p o r l a p e r s e c u c i ó n , estirando
c a d a m ú s c u l o d e sus patas y g a n a n d o v e l o c i d a d e n c a d a salto,
que n o s e d i o c u e n t a d e que s e a p r o x i m a b a n a u n p u e n t e c o n
una casa al o t r o l a d o del arroyo.
C u a l q u i e r a a v a n z a b a a g r a n d e s pasos y saltos, c u b r i e n d o
c i n c o o seis m e t r o s c o n c a d a z a n c a d a . E n m e d i o d e u n
salto v i o q u e e l h o m b r e h a b í a d e s a p a r e c i d o y e n s u l u g a r
se e n c o n t r ó c o n u n a puerta. Inesperadamente, se estrelló
c o n t r a e l l a c o n u n fuerte golpe, r e b o t a n d o y c a y e n d o a l
suelo, s i n l l e g a r a d a r s e c u e n t a d e l t i n t i n e o de m i l e s y m i l e s
de c a m p a n i l l a s .
E l t i e m p o p a r e c i ó detenerse. E n s u m e n t e t o d o l o q u e — N o , n o . . . , no es eso. Es que hago las mismas cosas u n a y otra
h a b í a e r a h u m e d a d y r a p i d e z . D e u n a m a n e r a confusa, vez.
o s c u r a m e n t e r e c o r d ó algo c o m o u n a v o z baja y m e l o d i o s a , — M e h e dado cuenta. Y a debes hacerlas bastante bien, ¿ n o ?
u n a b r u m o s a esfera c r i s t a l i n a y algo m á s . . . — S í . . . , n o . . . , o sea, s í . . .
Y luego, lentamente, m u y lentamente, bajo el suave empuje — E x t r a o r d i n a r i o — c o m e n t ó l a voz, que n o s o n ó muy
del v i e n t o y r á f a g a s de l l u v i a , c o m o si estuviera p r o f u n d a m e n t e esperanzadora—. ¿ Q u é es exactamente lo que quieres?
e n r a i z a d o , e m p e z ó a balancearse despacio, m u y despacio. S ó l o — N o has respondido m i pregunta. ¿ Q u i é n eres? — r e p l i c ó ,
o í a a lo lejos la v a g a s u g e s t i ó n de u n a brillante b o l a de cristal y s o r p r e n d i é n d o s e de su propia c o n t e s t a c i ó n .
u n a voz que r e c l a m a b a s u a t e n c i ó n . O í a t a m b i é n otras cosas, — B u e n o , b u e n o . . . — d i j o l a voz, c o n una r i s i t a — Soy u n
m u y ajenas a las palabras p a r a p o d e r recordarlas. F i n a l m e n t e , nervomismo.
llegó a sus o í d o s otra voz: -¿Qué?
— ¿ Y q u i é n eres ahora? —insistió la voz, baja y profunda. — U n n e r v o m i s m o . Y debo advertirte que s ó l o p u e d o
Estaba otra vez en el sillón, sumido en él, viendo las brumas responderte tres preguntas. Ya has h e c h o dos.
arremolinarse en el interior de la esfera cristalina. — N o e s cierto. ¿ C u á l fue l a segunda? — r e c l a m ó C u a l q u i e r a
— T o d a v í a soy Cualquiera. indignado.
— ¿ Y ya sabes c ó m o sabes que eres Cualquiera? — P r i m e r o preguntaste q u i é n era, y c u a n d o te c o n t e s t é
—No. preguntaste " ¿ Q u é ? " . A s í que r e p e t í l a respuesta. Y a son dos.
— ¿ Y entiendes mejor lo que de verdad es ser Cualquiera? Y si eso te parece u n a estupidez, c o n s i d e r a el h e c h o de que
Vaciló, mientras se h u n d í a en u n a e n s o ñ a c i ó n . D e s p u é s de un é s t a es la respuesta a tu tercera pregunta. H a s agotado todas
largo silencio, la voz a ñ a d i ó : tus preguntas — c o n t e s t ó l a v o z c o n tono i n f l e x i b l e — , l o c u a l
— M u y bien. H a s t a luego. es bastante torpe.
T u v o u n e x t r a ñ o m a l presentimiento a l sentir l a p r i m e r a — P o r favor, p o r favor: ¿ p u e d e s c o n c e d e r m e u n a p r e g u n t a
r á f a g a del fresco aire de la m a ñ a n a , y h a c i e n d o un esfuerzo se m á s ? — r o g ó desesperado.
i n c o r p o r ó y gritó: — A l menos, s é l o bastante inteligente p a r a p e d i r dos, así
—¡Basta! c u a n d o te responda esa pregunta, te q u e d a r á u n a p a r a usar
—¿Sí...? —le e x p l i c ó l a voz.
— E s t o no puede seguir — r e p i t i ó — : Esto no puede seguir. — S í , sí, ¿ p u e d e s c o n c e d e r m e dos m á s , p o r favor?
— ¿ Y q u é crees que p o d r í a detenerlo? — i n q u i r i ó l a voz, c o n u n — B u e n o , pero que sea u n a p r e g u n t a interesante.
deje de humor. — ¿ Q u i é n decide l o que v a a pasar? — i n q u i r i ó ,
— C a d a vez que me despierto es de m a ñ a n a , y huelo el aire s o r p r e n d i é n d o s e o t r a vez de su p r o p i a pregunta.
fresco y . . . , y . . . — d e pronto, se h a b í a quedado sin palabras. C u a l q u i e r a se s i n t i ó b a r r i d o p o r el estruendoso aplauso
— ¿ P r e f e r i r í a s despertar en la tarde caliente y h ú m e d a , o q u i z á s que s u r g i ó d e todos los r i n c o n e s d e l a casa. A l desvanecerse e l
por la noche? — p r e g u n t ó la voz con interés. aplauso, o y ó la carcajada de la v o z , y luego:
Sintió una multitud de i m á g e n e s y voces que parecía
— ¿ Q u é quieres saber exactamente de lo que va a pasar?
p r o v e n i r de su i n t e r i o r , y d e j ó de seguir los m o v i m i e n t o s de
He sido alguien vestido de verde y conozco dos rutas p a r a
s u c u e r p o . P e r c i b i ó u n v i e n t o fresco r i z á n d o l e los cabellos,
llegar a q u í desde la arboleda. He sido otras cosas t a m b i é n , cosas
y suaves sonidos que lo e n v o l v í a n c a l l a d a m e n t e . P o r su
que no logro entender o que, al menos, no puedo explicar en este
izquierda oyó una m ú s i c a a gran distancia.
momento. Pero lo que de verdad quiero saber es q u i é n decide
L e n t a m e n t e a b r i ó los ojos. L a s p r i m e r a s i m á g e n e s que v i o
q u é cosa seré la siguiente vez — h i z o u n a pausa, sin aliento.
le h i c i e r o n d a r un g r i t o y v o l v i ó a c e r r a r l o s . P o c o a p o c o c o b r ó
Inesperadamente, la h a b i t a c i ó n se i l u m i n ó y o y ó las
c o n c i e n c i a d e u n a v o z que l o t r a n q u i l i z a b a , m u r m u r á n d o l e
c a m p a n i l l a s sonar. Su v i s i ó n se h i z o borrosa, y c u a n d o p u d o
al o í d o que estaba a salvo y q u e no d e b í a tener m i e d o de lo
enfocar la vista de nuevo se h a l l a b a sentado entre dos personas.
que v i e r a .
A un l a d o de él estaba un h o m b r e de abundante y largo pelo
L a v o z l o i n s t ó a a b r i r los ojos d e n u e v o . L o h i z o . T a r d ó
b l a n c o c o n suaves vestiduras c o l o r p ú r p u r a ; a l otro, u n a mujer
unos segundos e n c a l m a r s e , d i r i g i e n d o s u r e s p i r a c i ó n c o n
vestida de rojo, de pelo negro que le c a í a en cascada sobre la
r e g u l a r i d a d hasta sentirse t r a n q u i l o .
espalda, dejando algunos rizos sobre los hombros.
E s t a b a d e pie sobre e l b o r d e d e u n e n o r m e r i s c o . A n t e é l
A m b o s l o o b s e r v a b a n c o m o a g u a r d a n d o o í r l o hablar.
s e e x t e n d í a n tierras, bosques y m o n t a ñ a s hasta e l o c é a n o .
Se p r e g u n t ó que e s p e r a r í a n que dijera, c u a n d o los dos se
A d o n d e q u i e r a que d i r i g i e r a su v i s t a y sus o í d o s desde allí
m i r a r o n e i n t e r c a m b i a r o n u n a tenue sonrisa.
p o d í a ver y oír cuanto s u c e d í a . La infinita variedad de lo
N o t e n í a i d e a d e c u á n t o t i e m p o d u r ó a q u e l l a sonrisa; e r a que p e r c i b í a l o i n q u i e t ó , q u e d á n d o s e q u i e t o , sin atreverse
c o m o si el t i e m p o se h u b i e r a d e t e n i d o . a m o v e r s e p o r m i e d o a p e r d e r el e q u i l i b r i o . P o c o a p o c o ,
— ¿ Q u é significa p a r a e l t i e m p o estar detenido? — i n q u i r i ó s u v i s t a y s u o í d o fueron a t r a í d o s p o r u n a z o n a a r b o l a d a ,
el h o m b r e , m i r a n d o i n t e n s a m e n t e a C u a l q u i e r a desde debajo m u y abajo y lejos a su i z q u i e r d a , en d o n d e c o n c e n t r ó t o d a
de sus p o b l a d a s cejas. su a t e n c i ó n .
— A c t ú a c o m o s i t o d o fuera n o r m a l — l e a p r e m i ó l a m u j e r P r o n t o s u a t e n c i ó n s e e n f o c ó e n u n a p e q u e ñ a casa e n e l
e n v o z baja. T o d o s u c u e r p o s e e n e r v ó a l o í r s u v o z , a l a r m a d o c a m p o . E l tejado p a r e c i ó desvanecerse ante sus ojos y p u d o
p o r l a i m p l i c a c i ó n d e estas p a l a b r a s . c o n t e m p l a r a u n j o v e n vestido d e c o l o r verde c l a r o , c o m i e n d o
— ¿ P u e d e s r e s p o n d e r m i pregunta? — d i j o e l h o m b r e , ante u n a m e s a . Y a t r a v é s d e l espacio o y ó su p r o p i a v o z ,
r e c o b r a n d o su tenue s o n r i s a . h a b l a n d o c o n f i r m e z a , que l l e n a b a l a casa. E l j o v e n s e a c e r c ó
— H a z l o que é l d i g a — l e s u s u r r ó l a mujer, que a h o r a c o l o c á n d o s e enfrente d e u n a esfera d e c r i s t a l que b r i l l a b a
r e p r i m í a s u risa. c o n l u z tenue.
C e r r ó los ojos y s i n t i ó c ó m o a m b o s l o t o m a b a n p o r los —Siéntate y relájate — i n v i t ó amablemente al j o v e n — .
b r a z o s . I b a a protestar, p e r o u n a s e n s a c i ó n de m o v i m i e n t o P u e d o r e s p o n d e r tus preguntas. P r e g ú n t a m e — l e dijo.
lo i n v a d i ó mientras ellos, s o s t e n i é n d o l e las m u ñ e c a s y los
Al hacerlo, o y ó las risas suaves y agradables de un h o m b r e y
c o d o s , le m o v í a n los brazos, al p r i n c i p i o a c e r c á n d o l o s y
u n a mujer. L e v a n t a n d o l a m i r a d a , v i o u n rastro d e tonalidades
a p a r t á n d o l o s , y a c e r c á n d o l o s nuevamente.
p ú r p u r a s y rojas p e r d i é n d o s e en el cielo. V o l v i ó a m i r a r justo a
t i e m p o p a r a o í r a l j o v e n vestido d e verde que p r e g u n t a b a :
— ¿ Q u i é n eres?
L e s o b r e v i n o u n a e n s o ñ a c i ó n d e l a que n o p u d o r e c o r d a r
d e s p u é s todos los detalles. V i o a u n a P r i n c e s a c a b a l g a r sobre
un caballo, a un R e y entristecido y u n a gran hoguera. V i o un
m i s t e r i o s o objeto de c r i s t a l b r i l l a n t e y r e l u c i e n t e , frente al que
se s i n t i ó a la vez i n t r i g a d o y temeroso. P o r ú l t i m o , se v i o a sí
m i s m o atravesando u n l a r g o t ú n e l p a r a e n t r a r e n u n b o s q u e .
A v a n z ó d e s p a c i o hasta u n c l a r o d e l bosque, d o n d e estaba
sentado u n a n c i a n o d e p e l o b l a n c o c o n b r i l l a n t e s vestiduras
de color p ú r p u r a . El anciano se dirigió a C u a l q u i e r a c o m o si
lo h u b i e r a estado e s p e r a n d o l a r g o t i e m p o y le d i j o :
— ¿ Q u é quieres?
C u a l q u i e r a se o y ó a sí m i s m o contestar:
— Q u i e r o ser a l g u i e n , a l g u i e n e n c o n c r e t o .
El anciano rió y dijo:
— P o b r e tonto, has sido a l g u i e n e n c o n c r e t o t o d o e l t i e m p o ;
s ó l o q u e n o l o sabes.
E l a n c i a n o d e vestiduras c o l o r p ú r p u r a s e r i ó p a r a s í
m i s m o , c a d a vez m á s y m á s fuerte, hasta que C u a l q u i e r a
n o p u d o s o p o r t a r e l estruendo. S e d i r i g i ó h a c i a é l , p e r o s e
e n c o n t r ó c o r r i e n d o d e n t r o d e u n a n u b e , y p o r m á s que s e
esforzara n o l o g r a b a a v a n z a r n i u n paso. A l dejar d e correr,
c a y ó a l suelo.
— ¡ E s t o y a t r a p a d o , estoy a t r a p a d o ! — g r i t ó .
G r i t a n d o y pateando, d e s p e r t ó de su s u e ñ o para descubrir
q u e n o estaban allí los sabios d e l b o s q u e n i Instante. E n
realidad, no h a b í a t a m p o c o bosque, ni claro alguno, ni
s i q u i e r a á r b o l ; s ó l o C u a l q u i e r a , q u e s e s i n t i ó algo m e j o r y a
que a l m e n o s s a b í a q u i é n era.
a alguien, que se q u e d ó c o m o hechizado. S i n entender c ó m o
no p o d í a ver a nadie, finalmente s u s p i r ó y, d á n d o s e u n a
palmada en la mejilla, dijo:
— A h o r a s í que tengo p r o b l e m a s . O i g o voces sin q u e h a y a
nadie. D e b o estar e n l o q u e c i e n d o .
A esto, l a v o z r e p l i c ó , p a r a m a y o r s o r p r e s a d e C u a l q u i e r a :
— ¿ A s í que n o soy n a d i e ?
C u a l q u i e r a v o l v i ó a girarse m i r a n d o a todas partes, p e r o
ualquiera recobraba poco a poco
l a m p o c o p u d o ver a n a d i e esta v e z . E n m e d i o d e l a c o n f u s i ó n
el s e n t i d o , y r e c o r d a b a lo b i e n que
en la q u e estaba, l l e g ó a d e c i r :
había comido la ú l t i m a vez que lo
h i z o . De repente se dio cuenta de que — L o siento, p e r o . . . E s d e c i r . . . , p i d o d i s c u l p a s , p e r o . . . m e

n o estaba e n c a m a , n i s o ñ a n d o , sino lias s o r p r e n d i d o , y no l o g r o verte.

a c o s t a d o c o n l a e s p a l d a e n e l suelo. S e — ¡ E s o es! — r e s p o n d i ó l a v o z — Y , c o m o todos los tontos,


dijo a sí m i s m o : " O t r a vez no puede sólo p o r q u e n o ves a l g o supones q u e n o h a y n a d a , ¿ v e r d a d ?
ser. E s t o debe a c a b a r e n a l g u n a p a r t e . " C u a n d o e m p e z a b j B Bueno, no sólo C u a l q u i e r a pensaba que hay que ver p a r a
a a b r i r los ojos s e l e o c u r r i ó : " E s p e r a , ¿ n o s e r í a m e j o r s e g u í » ' ¡Peer; m u c h a s otras personas respetables p i e n s a n lo m i s m o .
soñando?" Y , r o m o C u a l q u i e r a l e e x p l i c ó a l a v o z , é s t a p a r e c e ser u n a
actitud m u y r a c i o n a l .
P e r o a m e d i d a q u e se le a c l a r a b a la m e n t e , c o n v i n o en
ha v o z se b u r l ó de C u a l q u i e r a , que estaba s i e n d o m u y
q u e , s i b i e n esto p o d r í a ser u n s u e ñ o , t a m b i é n p o d r í a serl
lógico:
a g r a d a b l e . S i n e m b a r g o , a l a b r i r los ojos d e s p a c i o , e l sol l o
c e g ó y sólo a l c a n z ó a ver líneas onduladas. Por un m o m e n t o ! ¡ A a h h h , t o n t o ! . . . ¡ Q u é tonto! ¿ H a s t e n i d o a l g u n a v e z u n

s i n t i ó n á u s e a s , y l u e g o h i z o u n esfuerzo p o r r e c u p e r a r l a resfriado?

v i s i ó n , p e s t a ñ e a n d o u n a y otra vez y sacudiendo la cabeza. 1 —Pues... sí, l o h e t e n i d o — r e s p o n d i ó C u a l q u i e r a .


¿Y c r e í s t e en él?
P o r f i n e l m u n d o s e d e t u v o . S e e n c o n t r ó sentado e n u n a !
- ¡ C l a r o que c r e í e n él!
r o c a desde l a q u e d i v i s a b a u n h e r m o s o valle. E x c l a m ó e n vom
Pero, ¿ p o d í a s verlo? — e x c l a m ó l a v o z .
a l t a , a u n q u e en r e a l i d a d se d i r i g í a a sí m i s m o :
Esto c o n f u n d i ó a C u a l q u i e r a , q u e p r o t e s t ó d i c i e n d o q u e n o
— ¿ C ó m o llegué aquí? ¿...Y d ó n d e es aquí?
< i i l o m i s m o . Pero l a v o z c o n t i n u ó r a z o n a n d o sobre e l m i s m o
P a r a su sorpresa, u n a voz le r e s p o n d i ó :
(Milito:
— A q u í e s a q u í , p o r supuesto, ¿ c ó m o p o d r í a ser d e o t r a
¿ Q u é m e dices d e l aire? ¿ C r e e s q u e existe e l a i r e ? ¿ O e l
manera?
• B o r ? ¿ Y l a amistad?
C u a l q u i e r a se g i r ó lo m á s r á p i d o que p u d o , pero a su
a l r e d e d o r s ó l o v i o v a c í o . E s t a b a t a n seguro d e q u e e n c o n t r a r í a " F i n a l m e n t e , C u a l q u i e r a , que h u b o d e a c e p t a r s u d e r r o t a ,
I i r c g u n t ó a l a v o z c ó m o e r a v i v i r s i n tener c u e r p o .
L a voz i r r u m p i ó e n risa, e n u n a larga carcajada. Finalmente,
preguntó:
— ¿ P o r q u é piensas que n o tengo c u e r p o , s ó l o p o r q u e n o
lo ves?
— B u e n o , l o supuse.
—Supusiste... — i n s i s t i ó la voz c o n rudeza—. Supones
d e m a s i a d o . Ese e s t u p r o b l e m a , ¿ v e r d a d ?
C u a l q u i e r a l e a s e g u r ó a l a v o z que n o l o s a b í a . D e hecho,
n o s a b í a n a d a , excepto que é l e r a C u a l q u i e r a . L e dijo a l a
voz:
— N o s é d ó n d e estoy, n i s i q u i e r a c u á n t o t i e m p o llevo a q u í .
L a v o z s o l t ó u n a estruendosa c a r c a j a d a y repuso, i m i t a n d o
el habla de un anciano:
— ¿ T i e m p o . . . ? E e h h h . . . ¿ Q u é significa eso? E l t i e m p o n o
e s n a d a e n absoluto — y c o n t i n u ó r i e n d o — : ¿ Q u é significa
haber l e í d o u n libro? N o significa nada, ¿ v e r d a d ?
C u a l q u i e r a s ó l o p u d o r e s p o n d e r que, hasta d o n d e l e p a r e c í a
a él, n a d a s i g n i f i c a b a n a d a . P e r o a l d e c i r l o l e s o n ó c o m o u n a
estupidez. L a v o z , sin e m b a r g o , l e c o n t e s t ó :
— E h , ¿ q u é t e parece?: " N a d a significa n a d a . "
Y agregó:
— C r e o que nos v a m o s a l l e v a r m u y b i e n .
E n t o n c e s , u n a b r i l l a n t e l u z c e g ó a C u a l q u i e r a que, c o n
un ¡pufff...!, v i o a p a r e c e r d e l a n t e de sus ojos la figura de un
hombre.
— ¿ D e d ó n d e saliste? — e x c l a m ó C u a l q u i e r a , asustado. S e
s e n t í a m u y c o n f u n d i d o c o n t o d o l o que l e estaba p a s a n d o .
L a f i g u r a a v a n z ó u n p a s o y , r i e n d o , dijo:
— N o t e p r e o c u p e s d e d ó n d e h e v e n i d o ; basta c o n que
esté a q u í y puedas v e r m e . S i supieras l a m a n e r a d e saberlo,
h a b r í a s sabido que estuve a q u í t o d o el t i e m p o , y entonce
m e h a b r í a s visto. P e r o n o t e n e m o s t i e m p o p a r a esas cosas.
D e b e m o s i r n o s . ¿ E s t á s listo?
C u a l q u i e r a se d i o c u e n t a de i n m e d i a t o de que esas letras
— ¿ P a r a qué? —protestó Cualquiera.
f o r m a b a n l a p a l a b r a " t i e m p o " , p e r o p e n s ó que e r a u n n o m b r e
— P a r a e n c o n t r a r n o s c o n e l l a , p o r supuesto — r e s p o n d i ó l a
e x t r a ñ o p a r a c u a l q u i e r a . E l p r o b l e m a e s que c u a n d o t e l l a m a s
f i g u r a c o n aire d e g r a n s o r p r e s a — . ¿ N o l o sabes?
C u a l q u i e r a , n o puedes d e c i r u n a cosa a s í . A s í q u e s e d i o p o r
— ¿ S a b e r qué? —insistió Cualquiera.
satisfecho, p e r o s i g u i ó i n s i s t i e n d o :
L a f i g u r a r e s p o n d i ó c o n u n a g r a n c a r c a j a d a que p u s o a
—¿Adonde v a m o s , T i e m p o ?
C u a l q u i e r a m u y nervioso, p o r q u e n o s a b í a d e q u é s e r e í a y |
— A encontrarnos con ella — r e s p o n d i ó .
p e n s ó , claro, que d e b í a r e í r s e d e él, l o que n o l e g u s t ó n a d a .
D e repente, C u a l q u i e r a r e c o r d ó l o q u e T i e m p o a c a b a b a
E s p e r ó p a c i e n t e m e n t e , m i e n t r a s e l h o m b r e s e g u í a r i e n d o sin
d e d e c i r h a c í a pocos m i n u t o s : " ¿ Q u é significa e l T i e m p o ? E l
la menor preocupación.
tiempo n o e s n a d a e n a b s o l u t o " . Y a ñ a d i ó , a u n q u e e r a u n
C u a n d o c e s ó de reír, le dijo a C u a l q u i e r a , que p e r m a n e c í a
cambio de tema:
atento:
— E l T i e m p o s í significa a l g o . . . : t ú .
— V a y á m o n o s . D e j é m o n o s d e t o n t e r í a s , que algo m u c h o
T i e m p o i g n o r ó ese c o m e n t a r i o y s i g u i ó a v a n z a n d o , d e j a n d o
m á s i m p o r t a n t e nos espera.
b i e n c l a r o p a r a C u a l q u i e r a que n o d e b í a n h a c e r l a esperar.
C u a l q u i e r a se puso instintivamente en c a m i n o , siguiendo
C o n esto, e l T i e m p o e m p e z ó a c o r r e r y C u a l q u i e r a l o s i g u i ó
al e x t r a ñ o , p e r o de repente se d e t u v o y e x c l a m ó :
lo m e j o r que p u d o , p e n s a n d o que es m e j o r estar en a l g ú n
— ¿ P o r q u é d e b o i r c o n t i g o ? ¿ Q u i é n eres? ¿ Q u é e s tan
sitio c o n T i e m p o que sin él.
importante?
C o r r i e r o n d u r a n t e u n a h o r a hasta l l e g a r a l p i e d e u n a a l t a
E l e x t r a ñ o d i o m e d i a v u e l t a despacio, m i r ó a C u a l q u i e r a , y
m o n t a ñ a s o l i t a r i a . C u a l q u i e r a se detuvo a m i r a r l a , alta y
e m p e z ó a decir lentamente:
solemne, sin n a d a q u e l a r o d e a r a . S e d i r i g i ó a l T i e m p o y l e
— N o debes p r e g u n t a r p o r q u é . E n c u a n t o a q u i é n soy,
dijo:
p o d r í a s d e c i r que soy a l g u i e n q u e a y u d a a gente c o m o tú,;
— E s t o y m u y c a n s a d o , y tengo h a m b r e . N o v o y a s u b i r l a
que e s t á p e r d i d a e n u n sentido m u y especial d e l a p a l a b r a ;
m o n t a ñ a , a m e n o s q u e m e des u n a b u e n a r a z ó n p a r a ello.
p e r o é s a s e r í a , p o r supuesto, s ó l o u n a m a n e r a d e d e s c r i b i r
T i e m p o , que p a r a ese m o m e n t o y a casi h a b í a p e r d i d o
q u i é n soy.
l a p a c i e n c i a c o n C u a l q u i e r a , l e r e s p o n d i ó que e n l a c i m a
C u a l q u i e r a insistió:
e n c o n t r a r í a a l i m e n t o y descanso, m i e n t r a s que al p i e de
— D e b e s tener u n n o m b r e . . .
l a m o n t a ñ a s ó l o h a b í a descanso. A n t e s d e que C u a l q u i e r a
— U n nombre, ¿ q u é hay e n u n nombre?
p u d i e r a contestar, e l T i e m p o y a estaba a v a n z a n d o , y t o d o l o
C u a l q u i e r a , que ya estaba p r e p a r a d o para cualquier
que C u a l q u i e r a p u d o h a c e r fue seguirlo c a n s a d a m e n t e .
tontería, replicó:
T a r d a r o n horas e n a l c a n z a r l a c i m a , p e r o a l f i n a l C u a l q u i e r a
— E n u n n o m b r e h a y letras o , s i n o e s t á escrito, p o r l o
y el T i e m p o llegaron al borde de un magnífico j a r d í n ,
m e n o s h a y sonidos.
( m a l q u i e r a n o l o g r a b a v e r n i n g u n a casa o castillo, n a d a q u e
— E n efecto — r e c o n o c i ó e l e x t r a ñ o — , e n m i n o m b r e h a y
n o fuera e l j a r d í n . M i r ó a s u alrededor, p r e g u n t á n d o s e que
seis letras: T - I - E - M - P - O .
p o d í a h a b e r a q u í a r r i b a que fuera t a n i m p o r t a n t e . T i e m p o ,
S ú b i t a m e n t e se d i o c u e n t a de q u e s o ñ a b a y, lo que es
que p a r e c í a leer l a m e n t e d e C u a l q u i e r a , l e a s e g u r ó que n o
peor, de que estaba despertando. Su m e n t e se a c e l e r ó y su
h a b í a casa a l g u n a , p e r o s í m u c h a c o m i d a .
c o r a z ó n e m p e z ó a latir c o n fuerza. P e n s ó : " ¿ D ó n d e e s t a r é
— S a b e s — l e dijo e l T i e m p o — , l a D a m a e s d e grandes
ahora? J u s t a m e n t e c u a n d o h a b í a e n c o n t r a d o u n l u g a r e n e l
poderes, d e m o d o que n u n c a llueve e n t o d o e l j a r d í n a l a que estaba a gusto". A b r i ó los ojos d e s p a c i o y s u s p i r ó c o n
vez n i t a m p o c o hace d e m a s i a d o calor. N o h a y n e c e s i d a d a l i v i o . S e g u í a en el j a r d í n , y el T i e m p o estaba a su l a d o ,
d e ocultarse d e l a n a t u r a l e z a . L a n a t u r a l e z a y l a D a m a son sentado j u n t o al estanque, b a l a n c e a n d o los pies en el a g u a y
buenas a m i g a s , y entre a m b a s c o n s t r u y e r o n este j a r d í n c o n a c a r i c i a n d o c o n los dedos las p i e d r a s d e l p a b e l l ó n . N o t ó que
sus poderes. C u a l q u i e r a lo o b s e r v a b a , y le dijo:
P a r a entonces, C u a l q u i e r a h a b í a e m p e z a d o a sentirse
— Y a despiertas, s o ñ o l i e n t o a m i g o . D e m a s i a d o v i n o , m e
v e r d a d e r a m e n t e a gusto c o n el T i e m p o , a u n q u e hubiera]
a t r e v e r í a a decir. P e r o l a D a m a q u i s o dejarte d o r m i r , así que
deseado que se c a m b i a r a el n o m b r e . E n t r a r o n en el j a r d í n , !
has d o r m i d o ; m e j o r te lavas la c a r a y te pones presentable
y C u a l q u i e r a a d m i r ó su belleza. Pronto llegaron a un claro,
p a r a i r ante e l l a .
u n á r e a verde e n c u y o centro h a b í a u n p a b e l l ó n d e p i e d r a
C u a l q u i e r a se l a v ó y s i g u i ó a T i e m p o a t r a v é s d e l bosque
c o n u n a c a s c a d a que l l e n a b a u n a m p l i o estanque; j u n t o 1
hasta o t r o c l a r o del j a r d í n . S e d e t u v o d e g o l p e c u a n d o l a v i o .
é s t e , u n a m e s a de r o b l e repleta c o n t o d a clase de a l i m e n t o s .
N o e r a t a n suave y d e l i c a d a c o m o h a b í a esperado, u n a
C o l o c a n d o e l b r a z o sobre l a e s p a l d a d e C u a l q u i e r a , T i e m p o
especie d e g e n t i l y c o r t é s f a n t a s í a f e m e n i n a . E r a m á s b i e n a l t a
l o a c e r c ó a l a mesa. A m b o s c o m i e r o n hasta hartarse.
e i m p o n e n t e y, no obstante, a su m a n e r a , m á s h e r m o s a que
F i n a l m e n t e , c ó m o d a m e n t e sentados y b e b i e n d o sorbos de
c u a l q u i e r o t r a m u j e r que h u b i e r a visto. S e h a l l a b a e n v u e l t a
vino, T i e m p o e m p e z ó a hablar:
en vestiduras de c o l o r rojo b r i l l a n t e , y e r a c o m o u n a g r a n
— C u a l q u i e r a , a m i g o m í o , q u i z á s n o sepas m u c h o a c e r c a
rosa c a r m e s í e n m e d i o d e l verde j a r d í n . N o s e g i r ó a m i r a r
d e t i m i s m o , d e d ó n d e provienes, n i s i q u i e r a a d o n d e vas; peroj
ni dio señal alguna de advertir su presencia, pero C u a l q u i e r a
te aseguro que c o m e r sí sabes.
s i n t i ó que s a b í a que s e a c e r c a b a n . A l f i n a l h a b l ó lentamente,
T i e m p o se r i ó de b u e n a g a n a . C u a l q u i e r a se s e n t í a m e j o r y C u a l q u i e r a r e c o n o c i ó u n a i n f l e x i ó n inteligente que g u i a b a
de lo que se h a b í a sentido en l a r g o t i e m p o . Se le o c u r r i ó hacefl unas p a l a b r a s b i e n escogidas.
algunas preguntas, p e r o p e n s ó que n u n c a sacaba n a d a buendj
— A l f i n has llegado. S o ñ é que v e n d r í a s . ¿ F u e d u r o e l viaje?
de ello, a s í que se r e c o s t ó en su asiento y s o n r i ó .
— g i r ó s u rostro p a r a m i r a r a C u a l q u i e r a , que l a o b s e r v a b a .
C a s i i n m e d i a t a m e n t e se q u e d ó d o r m i d o y, a u n q u e n
— ¿ Q u é q u e r é i s d e mí? — i n q u i r i ó C u a l q u i e r a con l a voz m á s
p o d í a r e c o r d a r m u c h o d e sus s u e ñ o s , v i o u n a e n o r m e fuente
casual que p u d o m u s i t a r ; e n e l f o n d o estaba a t e r r o r i z a d o .
d e l a que m a n a b a e l a g u a m á s m a r a v i l l o s a . S e s i n t i ó e l e v a d o
— U n favor — r e s p o n d i ó e l l a . P a r e c í a b u s c a r algo e n
e n e l aire y f l o t a n d o e n e l espacio. V i o a l m a g o d e p ú r p u r a s
C u a l q u i e r a c o n s u m i r a d a . E l estaba s o r p r e n d i d o a l a vez
vestiduras y l o o y ó m u r m u r a r e n s u o í d o , p e r o n o p u d o
que asustado.
entender q u é d e c í a .
— ¿ Q u é p o d r í a q u e r e r d e m í u n a p e r s o n a tan notable? Y o
— E s c u c h a b i e n , m u c h a c h o , tienes m u c h o q u e a p r e n d e r y
ni siquiera s é . . . — s u voz se a p a g ó porque la D a m a e m p e z ó
m u c h o q u e hacer. D e b e s p e r d o n a r n o s p o r l a m a n e r a e n q u e
a n e g a r c o n l a c a b e z a , s i n é l saber q u é e r a l o q u e n e g a b a . S e
llegaste, p e r o t e n í a m o s q u e asegurarnos d e q u e n a d i e s u p i e r a
q u e d ó c a l l a d o . E l l a le s o n r i ó , y eso le h i z o sentir diferente,
q u i é n eres.
m á s tranquilo.
—Bueno, eso no era ningún problema —replicó
L e dijo:
C u a l q u i e r a — . Y o m i s m o n o s é q u i é n soy.
— N o temas. N o t e h a r é n i n g ú n d a ñ o . Y e l favor que
— C r é e m e — l e a d v i r t i ó e l M a g o — , e s m e j o r que n o sepas
necesito t e l o e x p l i c a r é m á s tarde. P o r los m o m e n t o s , s é m i
q u i é n eres r e a l m e n t e .
bienvenido h u é s p e d .
C u a l q u i e r a se s i n t i ó a n g u s t i a d o p o r estas p a l a b r a s , y la
C u a l q u i e r a p a s ó los tres d í a s siguientes e n e l j a r d í n . P a s ó
p r e o c u p a c i ó n se le reflejó en el rostro.
el tiempo con la D a m a y con T i e m p o , aunque no pudo
L a D a m a l o m i r ó c o n s i m p a t í a , y l e dijo p a r a t r a n q u i l i z a r l o
a v e r i g u a r casi n a d a . E l l o s r e í a n y le d a b a n respuestas tontas.
que m i e n t r a s n o s u p i e r a q u i é n e r a e n r e a l i d a d , n a d i e t e n d r í a
Le p r e g u n t ó su n o m b r e a la D a m a , pero ella le r e s p o n d i ó :
p o d e r sobre é l n i p o d e r p a r a h a c e r l e d a ñ o . Y c o n t i n u ó
—Puedes l l a m a r m e hechicera o bruja, o l l a m a r m e princesa,
diciéndole:
pero n u n c a d a r é mi nombre a C u a l q u i e r a , porque en mi
— E l p o d e r p a r a lanzar u n hechizo reside e n saber q u é palabras
n o m b r e reside g r a n p o d e r .
usar c o n c a d a persona en particular. El n o m b r e de c a d a q u i e n es
Al finalizar el tercer d í a , llegó el T i e m p o p a r a llevarse a j
la palabra m á s poderosa, así c o m o ciertas palabras de la historia
C u a l q u i e r a del estanque, en el que se estaba b a ñ a n d o . Se dirigieron
personal. T o d o s tenemos nuestra historia, aunque la mantengamos
a l otro claro del j a r d í n , donde estaba l a D a m a sentada e n u n
en secreto, así c o m o mantenemos nuestros nombres en secreto.
d i v á n de terciopelo. C u a l q u i e r a e n t r ó en el claro, maravillado de
Pero los poderes malignos c o n los que hemos de enfrentarnos
su belleza, y entonces r e p r i m i ó un grito ahogado. A la derecha de I
saben m u c h o de nosotros. T i e n e n muchos espías, y nuestros
l a D a m a estaba e l M a g o d e vestidura p ú r p u r a .
poderes hasta a h o r a h a n sido equiparados p o r los suyos.
C u a l q u i e r a c a y ó d e rodillas, p i d i e n d o c o m p a s i ó n . E l M a g o
» R e c i e n t e m e n t e , todos los q u e a q u í estamos h e m o s
se a c e r c ó enojado.
r e c i b i d o u n golpe m o r t a l . N o s o t r o s , los sabios q u e d u r a n t e
— ¡ B a s t a ! S e r é n a t e , n o tenemos t i e m p o p a r a l l o r i q u e o s .
siglos h e m o s p r o t e g i d o todos los m u n d o s a nuestra costa,
C u a l q u i e r a se p u s o en p i e de un salto y o b s e r v ó a las dos
a h o r a estamos e n p e l i g r o . E l M a e s t r o d e l o D e s c o n o c i d o h a
poderosas f i g u r a s . E l v i e j o M a g o s e s e n t ó .
descubierto m i n o m b r e y q u i z á s t a m b i é n los d e m i s nobles
— M e j o r a s í , m u c h a c h o . G u a r d a t u entereza. T e n d r á s que
amigos q u e residen a q u í c o n m i g o . S e n t i m o s q u e nuestros
v é r t e l a s c o n cosas m u c h o peores q u e y o antes d e que todo
poderes se d e b i l i t a n , y la suerte de quienes, sin saberlo, son
termine.
nuestros p r o t e g i d o s , e s t á a m e n a z a d a .
Cualquiera t e m b l ó de miedo.
» T e h e m o s escogido a ti de entre ellos p a r a que nos ayudes
— A n t e s d e que t e r m i n e , ¿ q u é ? — d i j o , c o n temor.
e n esta h o r a d e n e c e s i d a d . T ú e s t á s p r o t e g i d o p o r t u p r o p i a
E l M a g o l e i n d i c ó a C u a l q u i e r a c o n u n gesto que s e
i g n o r a n c i a , y deseamos q u e seas nuestro e j é r c i t o .
sentara.
C u a l q u i e r a n o p o d í a creer l o q u e estaba o y e n d o . S e s e n t í a i n s t r u y e r o n a C u a l q u i e r a sobre c u a n t o s a b í a n d e los m é t o d o s
a l a v e z h o n r a d o y l l e n o d e terror. M i r ó a l a D a m a a t u r d i d o . de su adversario. Le e n s e ñ a r o n hechizos y contrahechizos,
— P e r o , ¿ c ó m o p u e d o ser y o u n e j é r c i t o ? palabras y cosas m á g i c a s , e n c a n t a m i e n t o s y defensas...; t o d o
E l M a g o intervino. lo que p e n s a r o n que p o d r í a servirle a su v a l i e n t e g u e r r e r o .
— S í , ¿ e x a c t a m e n t e , q u é significa p a r a u n solo h o m b r e C u a l q u i e r a d u r m i ó bien aquella noche, y p a s ó toda la
ser un e j é r c i t o ? É s t a es tu tarea. D e b e s adentrarte en los s e m a n a siguiente p r a c t i c a n d o sus c o n o c i m i e n t o s y sus nuevas
d o m i n i o s d e l o D e s c o n o c i d o . T ú solo debes c r u z a r l a b a r r e r a habilidades. F i n a l m e n t e , el M a g o v i n o a él y le dijo:
q u e n i n g u n o de nosotros se ha a t r e v i d o a cruzar. Pero, lo — M i a m i g o , e s h o r a d e partir. E l T i e m p o s e r á t u g u í a hasta
m á s i m p o r t a n t e : debes regresar y traer c o n t i g o i n f o r m a c i ó n ; d o n d e é l p u e d a guiarte; l u e g o d e p e n d e r á s d e t i m i s m o . P o d r í a s
i n f o r m a c i ó n v i t a l sobre e l alcance d e l o D e s c o n o c i d o e n e l necesitar m á s p r á c t i c a , p e r o eso s e r í a y a s ó l o h i s t o r i a . . . ,
m á s a l l á . ¿ M e entiendes? — e l M a g o m i r ó a C u a l q u i e r a , q u e p e l i g r o s a p o r q u e p o d r í a ser u s a d a e n t u c o n t r a . Parte y a . T e
n o d e j a b a d e prestarle t o d a s u a t e n c i ó n . deseo un regreso r á p i d o y salvo; p e r o no regreses si no traes
Cualquiera exclamó: parte de su h i s t o r i a , o lo m á s p r o b a b l e es que ya no exista
— N o puedo... N o m e hagan hacerlo, y o soy... E s decir..., lugar a d o n d e regresar.
y o . . . — y e m p e z ó a g e m i r entre sollozos. E l M a g o d i o unas p a l m a d a s a C u a l q u i e r a e n l a e s p a l d a y
El M a g o le dio una palmada y lo s a c u d i ó . lo a c o m p a ñ ó al borde de la m o n t a ñ a . T i e m p o h a b í a reunido
— ¡ M a n t e n t u entereza! T ú eres s ó l o u n a p e q u e ñ a p a r t í c u l a provisiones p a r a a m b o s . L a s c a r g a r o n a sus espaldas y
de un vasto u n i v e r s o . ¿ C r e e s que tienes m u c h o que perder? j e m p r e n d i e r o n el viaje.
R e p e n t i n a m e n t e , C u a l q u i e r a r e c o b r ó l a c a l m a . L o que C u a l q u i e r a y el T i e m p o bajaron de la m o n t a ñ a y
el M a g o acababa de decir cristalizó en su mente. No t e n í a atravesaron r á p i d o y e n s i l e n c i o u n t u p i d o b o s q u e d u r a n t e
n a d a e n r e a l i d a d , así q u e n o t e n í a n a d a que perder. P e n s ó dos d í a s , hasta llegar a u n claro. C u a l q u i e r a c o n t e m p l ó e l
p a r a sí: " A r r i e s g a r é t o d a l a n a d a q u e tengo, y a f r o n t a r é l o paisaje, que se e x t e n d í a p o r millas y m i l l a s . T o d o lo que h a b í a
D e s c o n o c i d o e n b u s c a d e a l g o " . Este p e n s a m i e n t o l e d i o u n a e r a n a d a y m á s n a d a . U n a g r a n l l a n u r a ante ellos. T i e m p o
s e n s a c i ó n d e p r o p ó s i t o . . . , que era algo p o r l o que v a l í a l a se g i r ó h a c i a C u a l q u i e r a y le e x t e n d i ó la m a n o en s e ñ a l de
p e n a n o tener n a d a . a m i s t a d . C u a l q u i e r a supo que e r a e l m o m e n t o d e separarse.
D e l m i e d o , p a s ó a l a fría y f i r m e r e s o l u c i ó n . R e s p i r ó T i e m p o dijo:
p r o f u n d a m e n t e y se d i r i g i ó a la D a m a , que h a b í a estado — H a s t a a q u í h e m o s l l e g a d o , m i valiente c o m p a ñ e r o .
o b s e r v a n d o p a c i e n t e m e n t e su d e s c o n t r o l . A h o r a debemos separarnos; yo no puedo continuar.
— I r é . H a r é l o que m e p i d e n . E n f r e n t a r l o D e s c o n o c i d o C u a l q u i e r a h u b i e r a deseado q u e e l T i e m p o l o s i g u i e r a
a l l á fuera n o p u e d e ser p e o r que enfrentar a q u í t o d o l o que a c o m p a ñ a n d o , pero s a b í a que s e r í a i n ú t i l pedirle que
no sé. c o n t i n u a r a el viaje.
L a D a m a y e l M a g o s o n r i e r o n , y todos j u n t o s disfrutaron A s í , pues, C u a l q u i e r a se d e s p i d i ó y s i g u i ó su c a m i n o solo.
de un g r a n b a n q u e t e . C o n v o c a r o n a todos los sabios, quienes T i e m p o s e detuvo p a r a m i r a r l o m a r c h a r . C u a l q u i e r a g i r ó l a
c a b e z a j u s t o a t i e m p o p a r a v e r al T i e m p o disolverse en el
a i r e . . . , ¡pufTF...!, y c o m p r e n d i ó que a p a r t i r de a h o r a estaba
realmente solo.
Los días t r a n s c u r r í a n con lentitud. C u a l q u i e r a c r u z ó
la e x t e n s a l l a n u r a y l l e g ó a un b o s q u e , d i s t i n t o de todos
los q u e h a b í a visto antes. C o n c i e r t o r e c e l o , s e a d e n t r ó
entre los á r b o l e s . A v a n z ó d e s p a c i o a t r a v é s d e m i l l a s d e
á r b o l e s , c o n ojos y o í d o s a l e r t a , p e r o n o l l e g ó a p e r c i b i r
n a d a e x t r a o r d i n a r i o , a u n q u e s a b í a que s u s e n s a c i ó n d e
desasosiego p r o v e n í a d e a l g o m á s q u e los e x t r a ñ o s á r b o l e s
que l o r o d e a b a n .
D e p r o n t o , algo l o g o l p e ó p o r d e t r á s . S e g i r ó tan r á p i d o que
p u d o v e r c a y e n d o a l suelo l a p i e d r e c i l l a que l o h a b í a golpeado.'
E r a tanto s u m i e d o , que todo l e p a r e c í a desarrollarse c o n
e x t r e m a l e n t i t u d . L e v a n t ó la m i r a d a y se e n c o n t r ó c a r a a car^j
c o n un e x t r a ñ o a n c i a n o , e n c o r v a d o y cargado de espaldas
p o r los a ñ o s , a r r o p a d o c o m o u n m e n d i g o .
— ¿ P u e d e s d a r algo de c o m e r a este viejo h a m b r i e n t o ?
S i n t i é n d o s e a l i v i a d o , C u a l q u i e r a s a c ó un trozo de p a n de
su m o c h i l a y se lo d i o al a n c i a n o . É s t e e m p e z ó a c o m e r l o
mientras m i r a b a a C u a l q u i e r a c o n el r a b i l l o del ojo.
— ¿ Q u i é n eres, m i q u e r i d o j o v e n , que atraviesas solo m i
bosque, sin p r o t e c c i ó n c o n t r a las fuerzas que h a b i t a n en él?
C u a l q u i e r a , que se h a b í a relajado un tanto, se p u s o tenso
o t r a vez.
— S o y . . . , soy C u a l q u i e r a , y v o y . . . —se d i o c u e n t a de que
i b a sin n i n g ú n d e s t i n o — N o t e n g o . . . , n o . . . e r . . . a h . . . a . . .
El anciano lo i n t e r r u m p i ó :
— ¿ E s t á s h u y e n d o d e alguien?
— S í , sí. A s í es... Y no sé a d o n d e voy.
E l a n c i a n o p a r e c i ó c o m p l a c i d o p o r ello.
— ¿ Y no sabes a d ó n d e te diriges?
C u a l q u i e r a t r a t ó de aprovechar el momento.
— N o tengo futuro p o r a h o r a , y estoy b u s c a n d o u n o — d i j o , Cualquiera recitó:
c o n l a m a y o r c o n v i c c i ó n que p u d o . — L a cabeza es al sombrero como el cuerpo al
E l a n c i a n o e m p e z ó a h a b l a r e n acertijos, que C u a l q u i e r a _, y yo soy a mí c o m o tú a , y los palos a las Tes
n o p u d o entender. S u h a b l a e r a e n i g m á t i c a : c o m o los p u n t o s a las .
— C a b a l l o a l galope, serpiente deslizante, c o n j u r o r i s u e ñ o , M i e n t r a s los p a r p a d o s d e l a n c i a n o - g u e r r e r o s e h a c í a n
desvanescencia... pesados, C u a l q u i e r a l o o y ó m u r m u r a r :
D e p r o n t o s e l e o c u r r i ó que e l a n c i a n o p o d r í a estar — E s t á s p e t r i f i c a d o antes d e t i e m p o .
i n t e n t a n d o atacarlo c o n h e c h i z o s . C u a l q u i e r a se s i n t i ó p a r a l i z a d o , y un e s c a l o f r í o r e c o r r i ó
— ¿ Q u é estás haciendo? — l e i n q u i r i ó . s u espalda. E l a n c i a n o - g u e r r e r o a v a n z ó c i e g a m e n t e h a c i a él,
— N a d a — r e s p o n d i ó é s t e — . Sólo hablaba conmigo mismo. sosteniendo la espada en el aire.
Pero, ¿ q u i é n eres t ú , e n r e a l i d a d , que osas p e n e t r a r e n m i — A v a n z a r á s sin t r o p i e z o , s i e m p r e c o n t u m e j o r pie delante
bosque? — a l c a n z ó a decir C u a l q u i e r a , con la voz entrecortada.
C u a l q u i e r a l e a s e g u r ó a l a n c i a n o que d e b u e n g r a d o E l m o v i m i e n t o d e l a n c i a n o - g u e r r e r o s e fue d e t e n i e n d o
s a l d r í a del bosque, si él le mostrara el c a m i n o ; pero el mientras que s u pie d e r e c h o a v a n z a b a l e n t a m e n t e h a c i a
anciano s a c u d i ó la cabeza en una negativa y s a c ó una larga Cualquiera, y el izquierdo... p e r m a n e c í a atrás.
e s p a d a d e s u c a p a . S u aspecto n o e r a y a e l d e u n a n c i a n o , C u a l q u i e r a s o l t ó u n a risita, d i c i e n d o :
sino e l d e u n g r a n g u e r r e r o e s c u l p i d o e n b r o n c e , i n t r é p i d o — S o r p r e n d e n t e . . . L e s das u n m i l í m e t r o y a v a n z a n u n
y mortal. k i l ó m e t r o . E s o p o d r í a darte u n d o l o r d e c a b e z a que t e p a r t i e r a
C u a l q u i e r a se l l e n ó de temor. Su mente r e c o r r i ó todas las por l a m i t a d — C u a l q u i e r a h a b r í a d i c h o que e l G u a r d i á n d e l
e n s e ñ a n z a s que h a b í a r e c i b i d o d e l M a g o , hasta r e c o r d a r l a bosque e m p e z a b a a q u e b r a r s e — . ¡ G u a r d a t u entereza! — l e
d e s c r i p c i ó n de este G u a r d i á n del bosque. E n t o n c e s le g r i t ó : ¡ o r d e n ó m o r d a z m e n t e — P i e n s a que p u d o h a b e r sido p e o r :
— ¡ T a l vez tu espada sea tan l i v i a n a que te levante a t i ! — l o p o d r í a haberte c o n v e r t i d o e n u n a astilla, e n u n a i m a g e n , e n
dijo m i r a n d o a l b r a z o d e l G u a r d i á n , y s u m a n o que s o s t e n í a m i t a z a d e t é . . . , o e n u n saco d e p a l a b r a s v a c í a s .
la espada e m p e z ó a elevarse en el aire. — ¡ Y a basta! — e x c l a m ó e l G u a r d i á n , bastante m a l t r e c h o
— ¡ S a b r é a r r e g l á r m e l a s ! — r e p l i c ó el anciano convertido por l a e x p e r i e n c i a .
a h o r a en guerrero, y el m o v i m i e n t o ascendente de la espada — N o d e l t o d o . C r e o que d e b e r í a s sentarte m i e n t r a s pienso
se detuvo. Le s o n r i ó a C u a l q u i e r a , d i c i e n d o : dijo C u a l q u i e r a , b u s c a n d o q u é h a c e r a c o n t i n u a c i ó n .
— S í , p u e d o a r r e g l á r m e l a s , tan r á p i d o c o m o late t u — P r e f e r i r í a acostarme — r e s p o n d i ó e l G u a r d i á n , l o que
corazón. era totalmente cierto.
— N a t u r a l m e n t e — d i j o s o l e m n e m e n t e C u a l q u i e r a — , tan — P o r supuesto — l e c o n t e s t ó C u a l q u i e r a , c o n a c i d e z — ,
p r o n t o c o m o respondas m i acertijo. | tero eso te d a r í a nuevos b r í o s .
— E m p i e z a , p o r favor. C o n t i n ú a —insistió el anciano- L a E s p a d a c a y ó a l suelo, y l a f i g u r a d e l g u e r r e r o s e t o r n ó
guerrero. anciana y marchita otra vez.
— ¡ N o m e destruyas! — l e r o g ó — I g n o r a b a que tuvieras — T e h a n e n v i a d o desde l a m o n t a ñ a . E n s u l o c u r a m e
tales poderes. h a n s u b e s t i m a d o u n a vez m á s , y t ú has c a m i n a d o h a c i a t u
El G u a r d i á n se seguía quejando, pero C u a l q u i e r a lo hizo muerte.
dormir, desvaneciendo el dolor: U n a figura e m p e z ó a salir de entre los velos de seda.
— D u e r m e profundamente, o h G u a r d i á n , con u n a c a n c i ó n C u a l q u i e r a l a o b s e r v ó i n t r i g a d o y espantado a l a vez p o r l o
en tu c o r a z ó n y tu b o l s a r e p l e t a de s u e ñ o s , hasta que yo te m u c h o q u e esa p e r s o n a s a b í a y p o r l a m e n c i ó n d e s u muerte.
llame — l e o r d e n ó C u a l q u i e r a , y s i g u i ó s u c a m i n o . Pero él h a b í a v e n i d o dispuesto a m o r i r , y lo h a r í a si fuera
Se s e n t í a m u y c a n s a d o , a la v e z que asustado, y m u y necesario.
i m p r e s i o n a d o p o r sus nuevos poderes. H a b í a a p r e n d i d o m á La enorme figura salió de la tienda. T e n í a el cuerpo de un
d e l o q u e s o s p e c h a b a d e las e n s e ñ a n z a s recibidas, p e r o p o h o m b r e y l a c a b e z a d e u n oso, o eso p a r e c í a . N o t e n í a m a n o s
a h o r a s ó l o deseaba descansar u n rato. E n c o n t r ó c o b i j o e n u n o r m a l e s , sino grandes garras d e largas u ñ a s . C u a l q u i e r a d i o
l u g a r d o n d e se dispuso a d o r m i r . u n paso a t r á s y e x c l a m ó c o n l a v o z e n t r e c o r t a d a :
I n m e d i a t a m e n t e , C u a l q u i e r a tuvo un s u e ñ o , o lo que pens . — ¿ Q u é d a ñ o p o d r í a hacerte? S o y p e q u e ñ o , y tú tan
que e r a u n s u e ñ o . E n s u m e n t e , s e esforzaba p o r a b r i r u n fiero...
m u l t i t u d d e puertas fuertemente cerradas; u n a p o r u n a 1 L a f i g u r a s e detuvo, o b s e r v a n d o a C u a l q u i e r a .
a b r í a sin e n c o n t r a r n a d a dentro. U n a tras o t r a las p u e r t — P e r o t ú sabes c ó m o , ¿ v e r d a d ?
c e d í a n a s u esfuerzo, m o s t r a n d o s i e m p r e u n a h a b i t a c i ó C u a l q u i e r a p r e t e x t ó estar s o ñ a n d o ; l e r e p l i c ó que n a d a
vacía. de esto e r a r e a l , y n a d i e p u e d e h a c e r d a ñ o a n a d i e en un
E n t o n c e s s e d i o c u e n t a d e que n o e r a s u m e n t e l a q u s u e ñ o . Y . . . ¡Pufff...! L a f i g u r a y a n o e r a u n m o n s t r u o , sino
efectuaba u n a b ú s q u e d a sino que, p o r e l c o n t r a r i o , alguie un hombre c o m ú n y corriente.
b u s c a b a d e n t r o de su m e n t e . Se e s f o r z ó p o r despertar, pe — ¿ Q u é has hecho? — r e c l a m ó l a f i g u r a .
no p u d o lograrlo. L u c h ó consigo m i s m o p o r recobrar 1 — N a d a —replicó Cualquiera.
c o n c i e n c i a y , c u a n d o a l f i n l o h i z o , d e s c u b r i ó que n o estab — E n t o n c e s enfrentaremos nuestros poderes, ¿ n o es así?
y a e n e l bosque, n i d u r m i e n d o . E s t a b a d e p i e e n u n p a t i — N o —se o p u s o C u a l q u i e r a , p e n s a n d o que e r a e l
v a c í o excepto p o r u n a p e r s o n a a l a que n o p o d í a ver, q u m o m e n t o d e ser m u y p r u d e n t e — . H e v e n i d o a e n c o n t r a r m e
le h a b l ó desde u n a t i e n d a de paredes de seda s i t u a d a en c o n a l g u i e n tan p o d e r o s o q u e p o d a m o s ser aliados. S i soy
centro d e l p a t i o : bienvenido, hablemos c o m o amigos.
— ¿ Q u é haces a q u í ? E l h o m b r e l o o b s e r v ó atentamente, p e n s a n d o . L u e g o d i o
— N o lo sé —respondió Cualquiera. una p a l m a d a y e x c l a m ó :
— ¿ V i e n e s a c o m p a r a r tus p o d e r e s c o n los m í o s ? — l a voz — M e s a , comida, vino..., música para mi huésped.
era d u r a e inflexible. A l instante a p a r e c i ó u n a m e s a c a r g a d a d e manjares, y tras
— O h , n o . E n r e a l i d a d , estoy p e r d i d o — l e a s e g u r ó ella m ú s i c o s t o c a n d o sus instrumentos. P o r ú l t i m o , e l h o m b r e
Cualquiera. le e x t e n d i ó su m a n o a C u a l q u i e r a , d i c i e n d o :
—Puedes l l a m a r m e e l G u í a . ¿ E n q u é p u e d o servirte? —Supongo... —dijo Cualquiera.
C u a l q u i e r a n o s a b í a c ó m o responder: —Pues empecemos ya.
— S o y C u a l q u i e r a . S ó l o busco comprender. C o n u n a s e ñ a , e l C a p i t á n i n d i c ó a C u a l q u i e r a que l o
— ¿ C o m p r e n d e r q u é ? — e l hombre l o miró f i j a m e n t e . siguiera hasta u n p a t i o d o n d e los soldados p r a c t i c a b a n l u c h a
— L o s caminos de lo desconocido. c o n espadas y lanzas. T o d o s e r a n grandes y r á p i d o s . El
Y antes de que C u a l q u i e r a p u d i e r a p r o n u n c i a r o t r a p a l a b r a sonido de los aceros c h o c a n d o entre sí r e s o n a b a en los o í d o s
el G u í a contestó: de C u a l q u i e r a , que se p r e g u n t a b a si p o d r í a s i q u i e r a s o p o r t a r
— Q u e así sea — y d i o u n a p a l m a d a . a q u e l r u i d o . E l gigantesco h o m b r e l e d i o a C u a l q u i e r a u n a
C u a l q u i e r a s e e n c o n t r ó recostado sobre l a falda d e u n a g r a n espada, que apenas p o d í a sostener.
c o l i n a , desde d o n d e s e d i v i s a b a u n a g r a n c i u d a d . A l p r i n c i p i o El Capitán le ordenó:
p e n s ó que d e b í a h a b e r d e s p e r t a d o d e s u s u e ñ o , p e r o p a r a s u —Golpéame.
c o n s t e r n a c i ó n , t o d a v í a sostenía en la mano su copa de vino. C u a l q u i e r a p e n s ó que atacar a l C a p i t á n era u n a i d e a
F u e b a j a n d o l e n t a m e n t e l a c o l i n a h a c i a u n a ciudac ridicula. R e p l i c ó :
b u l l i c i o s a , r e p l e t a d e g e n t e d e m u c h a s razas e x t r a ñ a s . T o d o — N o lo haré.
el m u n d o en la c i u d a d p a r e c í a dirigirse apresuradamente a C o m o respuesta, e l C a p i t á n b l a n d i ó s u b a s t ó n y a s e s t ó u n
a l g u n a parte. C u a l q u i e r a s e e c h ó a c a m i n a r , p r e g u n t á n d o s e fuerte golpe en el p e c h o a C u a l q u i e r a . É s t e c a y ó al suelo,
q u é p a s a r í a ahora. p r i v a d o de aliento, tras lo c u a l se l e v a n t ó c o n la f u r i a en
Se le a c e r c ó un s o l d a d o , q u e lo m i r ó fijamente a los ojos. los ojos. Su r a b i a a c t i v ó un resorte en su m e m o r i a , y p o r su
— S i g ú e m e —le dijo—. Sigúeme. mente p a s a r o n las lecciones que h a b í a r e c i b i d o a c e r c a de los
C u a l q u i e r a s i g u i ó a l s o l d a d o hasta u n g r a n p a l a c i o , ejércitos d e l o D e s c o n o c i d o . F i n a l m e n t e , e x c l a m ó :
d o n d e fue c o n d u c i d o a l o s a l o j a m i e n t o s de los soldados. E - ¡ A L T O , A L T O ! ¡ D e rodillas, T E L O O R D E N O !
C a p i t á n d e l a g u a r d i a e r a u n h o m b r e d e estatura e n o r m e que El patio q u e d ó en completo silencio, y u n a l l u v i a de
p o r t a b a u n g r a n b a s t ó n d e m a n d o . E s t a b a a m o n e s t a n d o a los espadas y lanzas c a y ó al suelo. C i e n h o m b r e s c a y e r o n de
soldados m á s j ó v e n e s p o r h a b e r a r m a d o u n a p e l e a cuanc rodillas, y el C a p i t á n fue e x p e l i d o h a c i a a t r á s c a y e n d o de
l l e g ó C u a l q u i e r a . E l s o l d a d o que l o h a b í a escoltado hasta a i s p a l d a s . C u a l q u i e r a a l z ó l a m a n o e n u n gesto d e fuerza, y
l o p r e s e n t ó p o r s u n o m b r e , p o r así decirlo, l o que s o r p r e n d í lodos m o s t r a r o n s u m i s i ó n , r o g á n d o l e p i e d a d . C u a l q u i e r a s e
a C u a l q u i e r a , y a q u e n o h a b í a visto n u n c a antes a n i n g ú n g¡ ró y s a l i ó d e l p a t i o .
de aquellos personajes. S e d i r i g i ó a l p a l a c i o d e l a c i u d a d , s i n t i é n d o s e invencible.
El C a p i t á n se giró hacia Cualquiera y lo miró desd C o n un gesto de su m a n o los g u a r d i a s c a í a n a sus pies. E n t r ó ,
arriba. e n c a m i n á n d o s e d i r e c t a m e n t e a l s a l ó n d e l t r o n o , m i e n t r a s los
— A s í que quieres s e r s o l d a d o . M I vientes s e a l e j a b a n a s u paso. A l salir e l ú l t i m o , v i o a l G u í a
— N o era m i i n t e n c i ó n , n o — c o n t e s t ó C u a l q u i e r a . lentado en el t r o n o , s o n r i e n d o .
— E l te envió, ¿ v e r d a d ? —insistió el capitán. M u y impresionante, amigo m í o — d i j o , a p l a u d i é n d o l e .
P e r o C u a l q u i e r a no se estaba d i v i r t i e n d o . M i r ó fijamente i Éste instintivamente m i r ó su propio pie, y Cualquiera
a la figura en el t r o n o y desde el i n t e r i o r de su m e n t e p e n e t r ó a p r o v e c h ó para exclamar:
e n l a mente del G u í a . S e enfrentaron. E l tiempo p a r e c i ó —Silencio.
detenerse. L a t e n s i ó n s e h i z o i n s o p o r t a b l e . F i n a l m e n t e , e l D e n u e v o los dos v o l v i e r o n a m i r a r s e e n u n a b a t a l l a d e
G u í a c a y ó de rodillas y se a r r a s t r ó hasta su vencedor. poderes: v o l u n t a d c o n t r a v o l u n t a d , ojo a ojo.
Pero enseguida se l e v a n t ó de nuevo, c o n el rostro lleno de odio. C u a l q u i e r a e m p e z a b a a agotarse; s e n t í a c ó m o s u p o d e r s e
M i r ó a C u a l q u i e r a , que no dejaba de observarlo, y le dijo: d e s v a n e c í a . S e d i o c u e n t a d e que n o a g u a n t a r í a m u c h o m á s .
— N o t e sobreestimes, p e q u e ñ o . N o soy u n simple C a p i t á n . S ú b i t a m e n t e se le o c u r r i ó que quizás el Guía estaba
E n ese m o m e n t o , C u a l q u i e r a s i n t i ó e l e n o r m e p o d e r d e l sintiendo l o m i s m o . L e dijo:
G u í a que se o p o n í a al flujo de sus pensamientos, i m p i d i é n d o l e — S I E N T E S c ó m o t u p o d e r s e d e b i l i t a . T e vuelves m á s
p e n e t r a r e n s u mente. E l G u í a s o n r i ó e x t r a ñ a m e n t e . d é b i l a c a d a instante. Sientes c ó m o se te v a , lo pierdes, se
— ¿ Q u i e r e s h a c e r u n viaje? E n t r a en tus propios desvanece y se agota, ¡¡YA!!
pensamientos. ¡ H A Z L O A H O R A ! E l G u í a e m p e z ó a palidecer. S e e s f o r z ó p o r r e c u p e r a r s u
La mente de C u a l q u i e r a se q u e d ó en blanco p o r unos fortaleza, p e r o C u a l q u i e r a supo a p r o v e c h a r la s i t u a c i ó n y se la
segundos. M i e n t r a s sus p e n s a m i e n t o s e m p e z a b a n a divagar, arrojó, h a c i é n d o l e perder el equilibrio. Siguieron l a n z á n d o s e
o y ó u n a v o z e n e l fondo d e s u c a b e z a : " N o l o dejes distraerte". conjuros u n o a l otro, p e r s i g u i é n d o s e y e s q u i v á n d o s e , hasta que
R e c u p e r a n d o e l c o n t r o l p o r u n m o m e n t o , d e j ó salir u n a una idea e m p e z ó a cristalizar en la mente de C u a l q u i e r a .
e x p l o s i ó n de furia de sus m a n o s . P e r o , p a r a su sorpresa, se T o d a l a h i s t o r i a d e l G u í a que é l h a b í a a p r e n d i d o d e l
v i o frente a u n a m p l i o espejo. ¿ O n o e r a u n espejo? H a b í a M a g o , t o d o l o que h a b í a visto y o í d o desde s u l l e g a d a , t o d a
dos C u a l q u i e r a . S u p u s o que e l otro d e b í a ser e l G u í a . l a i n f o r m a c i ó n sobre e l G u í a que t e n í a e n l a m e n t e . . . L o
A l moverse, l o h i c i e r o n a l u n í s o n o . C u a l q u i e r a n o estaba m i r ó c o n c i e n z u d a m e n t e . Y e l G u í a c a y ó bajo e l peso d e
seguro de q u i é n e r a el que g u i a b a y q u i é n el que s e g u í a . Se tales p e n s a m i e n t o s , g r i t a n d o y r e t o r c i é n d o s e e n e l suelo. E l
s i n t i ó algo d e s c o n c e r t a d o , p e r o m a n t u v o s u d e t e r m i n a c i ó n y enfrentamiento h a b í a terminado.
v o l c ó sus p e n s a m i e n t o s sobre e l G u í a . C o n esto, l a i m a g e n d e — ¿ D ó n d e e s t á él? — p r e g u n t ó C u a l q u i e r a .
C u a l q u i e r a s e c o n v i r t i ó e n l a del G u í a , pero a m b o s s e g u í a n ' — N o puedo decírtelo.
m o v i é n d o s e e n c í r c u l o s , c o m o gatos antes d e l a l u c h a ,
El G u í a le i m p l o r ó , pero C u a l q u i e r a d o b l e g ó su voluntad
m i d i é n d o s e mutuamente.
hasta q u e finalmente a c c e d i ó a l l e v a r l o a d o n d e deseara.
E l G u í a r o m p i ó e l silencio c o n u n a a n d a n a d a d e h e c h i z o s : S a l i e r o n los dos a l a m a ñ a n a siguiente. E l G u í a dijo que
— ¿ S e queda C u a l q u i e r a con l a mente e n blanco p o r i r í a n a u n a c i u d a d l l a m a d a Ish d o n d e r e s i d í a e l M a e s t r o .
m o m e n t o s ? ¿ Q u é significa l o que digo? ¿ S e h u n d e C u a l q u i e r a D u r a n t e tres d í a s atravesaron lugares m u y e x t r a ñ o s hasta
más y más?... llegar al b o r d e de un p a s t i z a l , a u n a m i l l a o dos de d i s t a n c i a
P e r o C u a l q u i e r a b l o q u e ó los h e c h i z o s e c h a n d o u n a r á p i d a d e l a c i u d a d q u e s e d i v i s a b a a l otro l a d o , u n a c i u d a d c o m o
m i r a d a a l p i e d e l G u í a c o m o s i a l g o l e estuviera s u c e d i e n d o . C u a l q u i e r a n o h a b í a visto n u n c a . A l t a s torres s e e l e v a b a n
h a c i a el c i e l o hasta casi perderse de v i s t a , y los m u r o s e r a n de S a c a r o n sus espadas, p e r o C u a l q u i e r a l e v a n t ó la m a n o y las
p i e d r a c l a r a , relucientes y brillantes. espadas c a y e r o n a l suelo. S u furia c r e c i ó a ú n m á s . C u a n d o
E l m e m a t a r á — d i j o e l G u í a , r o g á n d o l e — : D é j a m e volver. v o l v i ó a gritar, los dos h o m b r e s estallaron en l l a m a s y h u y e r o n
C u a l q u i e r a l o d e j ó regresar, tras l o c u a l a v a n z ó solo, e n d i r e c c i ó n a l bosque. L a d o n c e l l a r e t o m ó e l c o n t r o l d e s u
d e c i d i d o a enfrentarse a a q u e l l o que h a b í a estado t e m i e n d o c a b a l g a d u r a y se d i r i g i ó a la c i u d a d .
antes de h a b e r l l e g a d o a v e r su g l o r i a y su poder. C u a l q u i e r a se sintió orgulloso de haber p o d i d o ayudarla;
Al a p r o x i m a r s e a la c i u d a d y acercarse a sus puertas, s i n t i ó , a u n q u e h u b i e r a deseado que l a h e r m o s a d a m a s e d e t u v i e r a
a u n sin estar seguro c ó m o , e l p o d e r que e m a n a b a d e e l l a ; un m o m e n t o a h a b l a r l e .
poder como no h a b í a experimentado nunca. U n a vez m á s i n t e n t ó e n t r a r a l a c i u d a d , y u n a vez m á s n o
D e s c u b r i ó que n o p o d í a entrar. T u v o que r e t r o c e d e r p u d o . Se s i n t i ó m u y frustrado; finalmente s u s p i r ó y v o l v i ó a
unos pasos. N o h a b í a g u a r d i a s e n l a p u e r t a , p e r o a l i n t e n t a r sentarse. E n t o n c e s o y ó u n a v o z que l o l l a m a b a desde d e n t r o
acercarse d e n u e v o , l a f u e r z a que s e n t í a e r a d e tal m a g n i t u d de los m u r o s de la c i u d a d :
que n o p o d í a atravesar l a p u e r t a a b i e r t a d e l a c i u d a d . Entonces,* —Entra, y sé b i e n v e n i d o . El M a e s t r o te agradece tus
se d i o c u e n t a de que no se o í a n voces d e n t r o ; de h e c h o , ni un servicios, y desea r e c o m p e n s a r tu valor.
solo s o n i d o s a l í a de su interior. C u a l q u i e r a e n t r ó a la c i u d a d , y esta vez no fue r e p e l i d o
A c a m p ó e n las afueras d e l a c i u d a d , y e s p e r ó ; a u n q u e n o p o r n i n g u n a fuerza. F u e r e c i b i d o p o r u n paje que l o c o n d u j o
estaba seguro d e q u é e r a l o que esperaba. E l sol s e p u s o e n a u n a m a n s i ó n p a r a i n v i t a d o s . N o obstante, n o v i o n i o y ó a
el h o r i z o n t e , y lo i n v a d i e r o n las ganas de d o r m i r ; así que se nadie en la c i u d a d , s ó l o él y el paje. Se b a ñ ó y se e n c o n t r ó c o n
r e c o g i ó y se s i n t i ó h u n d i r s e en un s u e ñ o . ropas nuevas; luego fue c o n d u c i d o a un s a l ó n d o n d e a r d í a n
S o ñ ó c o n guerras largas y terribles, m á s a l l á d e s u dos h o g u e r a s a a m b o s extremos, y allí e s p e r ó .
c o m p r e n s i ó n . V i o l a c o r o n a c i ó n d e u n rey. Pero n o a l c a n z ó a L a P r i n c e s a n o t a r d ó e n entrar. E r a l a m u j e r m á s h e r m o s a
v e r b i e n n i n g u n a c a r a , p o r l o que n o s a b í a s i e r a n c o n o c i d a s . que h a b í a visto, q u i z á s a ú n m á s que l a H e c h i c e r a . L e h a b l ó
V i o u n a p e s a d a p u e r t a d e roble que o c u l t a b a algo atroz, y u n d á n d o l e las gracias, y le h a b l ó t a m b i é n de otras cosas, p e r o él
p e q u e ñ o l i b r o c o n letras g r a b a d a s que n o s a b í a leer. L u e g o estaba e m b e l e s a d o p o r e l t o n o d e s u v o z . S e s i n t i ó p e r d i d o e n
o y ó el r e t u m b a r de cascos de c a b a l l o s , p e r o casi al m i s m o sus p a l a b r a s , c o m o n a d a n d o e n u n o c é a n o , s u m e r g i d o p o r las
t i e m p o se d i o c u e n t a de que no estaban en su s u e ñ o . olas de las que v o l v í a p o r aire a la superficie, u n a y o t r a vez.
S e i n c o r p o r ó d e u n salto, y m i r a n d o e n t o r n o suyo v i o u n a D e repente, ella e c h ó u n a ojeada p o r e n c i m a d e l hombro,
h e r m o s a p r i n c e s a sobre u n c a b a l l o b l a n c o . A p e n a s s i n t i ó e l l e d i o o t r a vez las gracias y s e m a r c h ó . L a sala q u e d ó e n
g o z o d e t a n a g r a d a b l e v i s i ó n c u a n d o dos h o m b r e s c o r p u l e n t o s silencio. S ú b i t a m e n t e , u n g r a n e s t r é p i t o r e c o r r i ó e l suelo.
salieron de los arbustos cercanos y asieron el c a b a l l o . U n o de C u a l q u i e r a l e v a n t ó l a vista y v i o u n a g r a n p u e r t a d e roble que
ellos t r a t ó de a g a r r a r a la e n c a n t a d o r a d o n c e l l a . s e a b r í a l e n t a m e n t e . S i n t i ó que tras e l l a h a b í a u n a fuente d e
Instintivamente, C u a l q u i e r a l a n z ó u n grito, que s o n ó i n m e n s o poder, hasta e l p u n t o e n que s u v o l u n t a d e m p e z a b a
fuerte y penetrante. L o s dos h o m b r e s q u e d a r o n p a r a l i z a d o s . a doblegarse bajo esa p r e s i ó n . H i z o u n g r a n esfuerzo p o r
mantenerse en pie. L a s hogueras se a v i v a r o n y las l l a m a r a d a s
inundaron de luz la h a b i t a c i ó n cuando se a b r i ó la puerta y
e n t r ó u n ser d i e z veces m á s alto que C u a l q u i e r a , l l e n a n d o l a
sala c o n s u p r e s e n c i a . S u v o z r e s o n ó c o n eco:
— ¿ Q u i é n eres?
C u a l q u i e r a se s i n t i ó i m p a c t a d o y l l e n o de terror.
— N a d i e . . . Es decir..., Cualquiera... ¡ O h . . . !
L a voz r e t u m b ó d e nuevo:
— N o tengas tanto m i e d o , p e q u e ñ o . T ú has salvado a m i
s o b r i n a d e quienes q u e r í a n r a p t a r l a . N o v o y a hacerte d a ñ o ;
p o r e l c o n t r a r i o , t e c o n c e d e r é u n favor. ¿ Q u é q u e r í a s d e m í ,
a las puertas de mi c i u d a d ?
C u a l q u i e r a estaba seguro d e que n o e r a e l m o m e n t o p a r a
p e d i r u n a b i o g r a f í a , así que l e c o n t e s t ó a l M a e s t r o :
— H e v e n i d o a v e r g r a n d e z a , a c o n t e m p l a r l a , p a r a darle
sentido a mi v i d a a u n q u e d e b i e r a m o r i r p o r ella; y es lo que
he h e c h o . He visto tu g r a n d e z a , y la b e l l e z a de la d o n c e l l a a
l a que p r e s t é m i a y u d a e s suficiente r e c o m p e n s a p a r a m í .
L a v o z t r o n ó o t r a vez:
— H a b r á algo que p u e d a concederte. ¿ C u á l e s t u deseo?
C u a l q u i e r a s e s e n t í a algo m á s relajado, p o r l o que a v e n t u r ó
u n deseo:
— T e p e d i r í a la oportunidad de comer con tu sobrina.
N u n c a h a b í a visto t a n t a b e l l e z a , y e l p l a c e r d e s u c o m p a ñ í a
s e r í a e l m a y o r regalo que u n h o m b r e p u d i e r a desear.
L a v o z r i ó c o n u n a estruendosa carcajada:
— E r e s un ser e x t r a ñ o , pero detecto que hay t a m b i é n un poder
en ti. Te c o n c e d e r é tu deseo, y sé que volveremos a vernos si no
me equivoco. Porque tienes otro p r o p ó s i t o , ¿ n o es así?
C u a l q u i e r a s i n t i ó que h u r g a b a n e n e l i n t e r i o r d e sus
p e n s a m i e n t o s . S e a p r e s u r ó p o r enfocar s u a t e n c i ó n
exclusivamente en la Princesa. Al fin, la puerta de roble se
c e r r ó y C u a l q u i e r a se d e s p l o m ó al suelo, exhausto.
F u e c o n d u c i d o de n u e v o a su aloj a m i e n t o , d o n d e p e r m a n e c i ó d e s c u b r i r a c e r c a d e l M a e s t r o d e l o D e s c o n o c i d o . N o estaba
esperando hasta la l l e g a d a d e l paje, que lo l l e v ó a un j a r d í n seguro d e c u á l d e b í a ser s u p r ó x i m a j u g a d a .
d o n d e h a b í a u n a m e s a dispuesta p a r a comer. C o m i ó , c o n v e r s ó E s a tarde, e n e l c u r s o d e u n a c o n v e r s a c i ó n , l a P r i n c e s a
y r i ó c o n la P r i n c e s a . E s t a le c o n f e s ó que se s e n t í a sola y c o n l e dijo l o s o r p r e n d i d a que h a b í a q u e d a d o e l d í a que v i o a l
grandes deseos de conversar, p e r o dijo no saber n a d a de su t í o , Maestro de lo Desconocido escribiendo en un diario. Le
excepto que h a b í a c u i d a d o d e ella d e s p u é s d e que m a t a r o n dijo a C u a l q u i e r a , que l a e s c u c h a b a m u y atentamente, que
a sus padres. Lo v e í a m u y r a r a m e n t e , y su p r e s e n c i a siempre e l M a e s t r o l e h a b í a revelado que g u a r d a b a u n recuento
l e d a b a m i e d o . E n l a c i u d a d n o h a b í a m á s d e c i e n personas, c o m p l e t o d e t o d a s u v i d a p a r a que p u d i e r a conservarse e n
todos sirvientes del M a e s t r o d e l o D e s c o n o c i d o . L o s e j é r c i t o s la historia.
estaban en o t r a c i u d a d , en o c c i d e n t e , y h a b í a mensajeros que " E s t a e s l a o p o r t u n i d a d d e l o g r a r m i c o m e t i d o " —se dijo
i b a n y v e n í a n , p e r o ella i g n o r a b a c u a n t o s u c e d í a e n e l m u n d o C u a l q u i e r a — . " Q u i z á s p u e d a escapar c o n e l d i a r i o y l a
a su alrededor. H a c í a a ñ o s que deseaba a b a n d o n a r ese lugar, P r i n c e s a " . Y esa n o c h e se dispuso a e n c o n t r a r el d i a r i o .
p e r o su t í o no se lo p e r m i t í a . S a l i ó p o r l a l a r g a y estrecha calle, p r e g u n t á n d o s e e n q u é
C u a l q u i e r a d i s f r u t ó de su visita y d u r m i ó b i e n a q u e l l a h a b i t a c i ó n d e q u é casa p o d r í a estar e l l i b r o . I b a c o n paso
noche, e n u n a g r a d a b l e l e c h o . E n l a m a ñ a n a l e s i r v i e r o n e l lento y c u i d a d o s o p o r l a calle e m p e d r a d a . D i o vueltas y m á s
desayuno, y d e s p u é s fue l l e v a d o o t r a vez ante el M a e s t r o . De vueltas, g i r a n d o e n c a d a e s q u i n a , p r e g u n t á n d o s e q u é casa
nuevo s e e n c o n t r ó e n e l g r a n s a l ó n , d o n d e e s p e r ó s u a p a r i c i ó n p o d r í a o c u l t a r e l secreto.
a t r a v é s de la g r a n p u e r t a de roble, p a r a d e c i r l e : C e r c a d e l edificio del g r a n s a l ó n h a b í a u n a e n o r m e casa
— H e d e c i d i d o que c u a l q u i e r a que sea e l d e s v a r í o que has de p i e d r a c o n altas c o l u m n a s en el frente y u n a p u e r t a de
v e n i d o a perpetrar, te h a r é u n a m e j o r oferta. Puedes q u e d a r t e tres metros de a l t u r a . C u a l q u i e r a se d i j o : "Este s e r í a un l u g a r
y hacer c o m p a ñ í a a mi s o b r i n a . S e r á s h o n o r a b l e c o n e l l a , o te p o r c u y a p u e r t a p o d r í a pasar e l M a e s t r o " . Q u i z á s e l d i a r i o
t o r t u r a r é m á s a l l á d e l o que p o d r í a s i m a g i n a r . estaba e n s u interior. Pero C u a l q u i e r a n o p u d o a b r i r l a p e s a d a
E l M a e s t r o i n v o c ó l a i m a g e n d e c a l a b o z o s c o n serpientes, e p u e r t a . N i s i q u i e r a p o d í a a l c a n z a r e l pestillo.
instrumentos d e dolor, e n l a mente d e C u a l q u i e r a . D e c i d i ó r o d e a r la casa, y se d i o c u e n t a de que p o d r í a trepar
— E s t á sola, y necesita a m i s t a d , c o m o c u a l q u i e r j o v e n , p o r u n a d e las paredes laterales hasta u n a v e n t a n a d e l a parte
h o m b r e o mujer. A h o r a vete, tengo otros asuntos que superior. L e l l e v a r í a bastante t i e m p o h a c e r l o , p e r o estaba
atender. d e c i d i d o . F i n a l m e n t e , a l c a n z ó la v e n t a n a y se d e s l i z ó en el
C u a l q u i e r a r e g r e s ó a su a l o j a m i e n t o , y d u r a n t e las tres i n t e r i o r c o m o u n gato.
semanas siguientes c a b a l g ó , j u g ó y r i ó c o n l a P r i n c e s a . N o E s t a b a m u y oscuro, y p o d í a o í r un bajo y constante
t e n í a l a m e n o r d u d a d e estar p a s a n d o los mejores d í a s d e s u " h u m m . . . , h u m m . . . , h u m m . . . " d e a l g u i e n dentro d e l a
v i d a , p e r o en su mente estaba siempre presente la tarea que casa. Se d e s l i z ó hasta el suelo y e m p e z ó a e x p l o r a r alrededor,
h a b í a p r o m e t i d o realizar. P o d í a a n d a r l i b r e m e n t e p o r t o d a hasta que o y ó unas pisadas tenues..., u n a p o r c a d a paso
l a c i u d a d , p e r o n o h a b í a a d ó n d e i r n i n a d a que p u d i e r a suyo. C o n t u v o e l a l i e n t o , p e r o d e p r o n t o p e r d i ó e l c o n t r o l
y, asustado, se d i o la v u e l t a l e n t a m e n t e c o n los ojos m u y se vio apoyado contra la puerta de un gran salón. Se p a l m e ó
abiertos. a sí m i s m o la e s p a l d a y se dijo:
E s t a b a c o m p l e t a m e n t e solo, sin saber q u é hacer. N u n c a — ¿ C ó m o pude perder el control de mí mismo?
h a b í a t e n i d o q u e enfrentarse a s u p r o p i o m i e d o . S e h a b í a P a r a su sorpresa, se r e s p o n d i ó :
enfrentado a l G u í a , y a l G u a r d i á n d e l bosque, p e r o a h o r a — P i e n s a c u á n t o s C u a l q u i e r a hay dentro de ti. E s t á s en el
estaba solo c o n s i g o m i s m o , asustado. N o s a b í a q u é hacer. t e m p l o en el q u e u n o a p r e n d e a e n c o n t r a r s e a sí m i s m o .
P o r p u r o i n s t i n t o , e x t e n d i ó s u b r a z o a l a defensiva, p e r o C u a l q u i e r a estaba m u y c o m p l a c i d o d e d e s c u b r i r q u e h a b l a r
se fue m á s a l l á de sí y e m p e z ó a flotar c o m o si c a r e c i e r a de consigo m i s m o p o d í a ser tan educativo. A l f i n , c o m p r o b ó
peso. T r a t ó d e contenerse, p r e g u n t á n d o s e c ó m o h a b í a p o d i d o que p e r m a n e c í a de u n a sola p i e z a , y v o l v i ó a la b ú s q u e d a
h a c e r algo t a n d i s p a r a t a d o . d e l d i a r i o . A l c a b o , r e g r e s ó d e nuevo a l a v e n t a n a a b i e r t a , y
E s t a b a m á s confuso d e l o q u e h a b í a estado n u n c a , a l o l a r g o t r e p a n d o p o r e l l a se d e s l i z ó fuera de la casa.
d e todas las cosas p o r las que h a b í a p a s a d o . E n ese m o m e n t o , C u a l q u i e r a b a j ó n u e v a m e n t e hasta l a calle. L l e g ó a l a
t o d o e n l a h a b i t a c i ó n e m p e z ó a f l o t a r : sillas, m e s a , t o d o . S e siguiente casa que le p a r e c i ó p r o p i c i a e i n t e n t ó entrar,
v i o p e r d i d o e n u n a a g l o m e r a c i ó n d e objetos que g i r a b a n p e r o n o p u d o . A l tratar d e atravesar e l u m b r a l , s e q u e d a b a
en t o r b e l l i n o . T r a t ó de contenerse a sí m i s m o , p e r o en ese paralizado de miedo, atrapado en u n a actualidad imposible.
m o m e n t o s i n t i ó u n fuerte v i e n t o que l o a s p i r ó atravesando S e d i o c u e n t a , c o n a b s o l u t a c l a r i d a d , d e que a q u e l l o e r a m á s
u n t ú n e l . H a b í a i d o m á s a l l á d e s í m i s m o , y a h o r a trataba d e que u n a desconcertante c o n f r o n t a c i ó n : e r a u n a r e a l i d a d
a l c a n z a r s e p a r a f i n a l m e n t e quedarse a t r á s d e sí. d e p r e s i v a . E n l u g a r d e traspasar u n a p u e r t a , i n i c i ó u n a c a í d a ,
T o d o eso lo estaba v o l v i e n d o l o c o , y a h o r a se e n c o n t r a b a en derechura, girando como un tornillo, h u n d i é n d o s e m á s y
d e s d o b l a d o , c o n el resultado de que no s a b í a c u á l de sus m á s p r o f u n d a m e n t e d e n t r o d e l o d e s c o n o c i d o hasta q u e . . .
i m á g e n e s e r a v e r d a d e r a m e n t e él. E s t a b a p o r todas partes, ¡plof!, s i n t i ó que h a b í a c a í d o e n a g u a h e l a d a .
d o n d e q u i e r a q u e m i r a r a ; y lo q u e es peor, m i r a b a desde todas S a l i ó a p r e s u r a d a m e n t e d e l o q u e p a r e c í a ser u n g r a n
partes a la v e z . N o , estaba a la v e z en a l g ú n sitio y en n i n g u n o , p o z o , y al s u b i r p o r las rocas que lo r o d e a b a n se d i o c u e n t a
p e r o n u n c a h a b í a estado e n todas partes a u n t i e m p o . A s í q u e d e que estaba o y e n d o u n a risa. A l m i r a r a l r e d e d o r suyo, v i o
t r a t ó d e v o l v e r e n sí. U n a p o r u n a , r e c o b r ó c a d a faceta suya, dos misteriosos personajes, vestidos c o m o a d i v i n o s , r i e n d o a
m a n t e n i e n d o s u entereza, c o n t e n i é n d o s e p a r a n o v o l v e r a carcajadas y p a l m e á n d o s e u n o a l otro las espaldas. D e p r o n t o ,
q u e d a r h e c h o pedazos. u n o de ellos se q u e d ó m u y serio m i r a n d o d i r e c t a m e n t e a
L a e x p e r i e n c i a e r a c o m o p a r a destrozar a C u a l q u i e r a . Cualquiera.
L o g r a b a mantenerse í n t e g r o sólo p a r a quedar deshecho — E x p l í c a t e — l e o r d e n ó , mientras e l otro a d i v i n o s e r e í a
instantes d e s p u é s . A l f i n , e l t o r b e l l i n o c e s ó , y p o c o a p o c o a ú n c o n m á s ganas.
v o l v i ó a ser él m i s m o o t r a v e z . P e r o estaba seguro de no Cualquiera replicó:
h a b e r v u e l t o e n s í totalmente, p o r l o q u e e m p e z ó a e x p l o r a r — N o puedo.
alrededor, hasta q u e se e n c o n t r ó de n u e v o d i s g r e g a d o , c u a n d o El primer adivino le siguió diciendo:
— ¿ Q u é te lo impide? El primer adivino t o m ó a Cualquiera de la mano:
E l t o n o d e s u v o z era bajo e i n q u i s i t i v o . C u a l q u i e r a p e n s ó — N o , n o . . . , n o puedes irte t o d a v í a , ¿ v e r d a d ? P r i m e r o
que era u n a p r e g u n t a m u y r a r a , p e r o antes d e que p u d i e r a tienes que p e d i r n o s l a a y u d a que necesitas, p e r o t o d a v í a n o .
responderle, e l otro a d i v i n o i n t e r v i n o , c o b r a n d o t a m b i é n u n a Antes queremos compartir un cuento contigo.
r e p e n t i n a seriedad: A g a r r a r o n a C u a l q u i e r a , que a r e g a ñ a d i e n t e s a c e p t ó
— R a z o n e s . S o n razones las que s e l o i m p i d e n . L a r a z ó n o í r l o s , p r i n c i p a l m e n t e p o r m i e d o . L o sentaron e n u n a silla
le i m p i d e h a b l a r y p e n s a r y r e í r y o l v i d a r y p e r d o n a r . . . La y l e p u s i e r o n e n las m a n o s u n l i b r o . L e s o n ó sincero c u a n d o
r a z ó n s e l o i m p i d e . E s todo. l e d i j e r o n que e r a e l l i b r o del t i e m p o . E l p r i m e r a d i v i n o l e
L o s dos a d i v i n o s estallaron en risas n u e v a m e n t e . dijo, m i e n t r a s t o d a v í a lo s o s t e n í a en su m a n o , que entre esas
C u a l q u i e r a p e n s ó l o r i d í c u l o que d e b í a haberse visto, p á g i n a s p o d í a o í r p e r m a n e n t e m e n t e los vientos d e l t i e m p o
c a y e n d o de repente en el p o z o de esos dos viejos sabios. U n a y e l c a m b i o . C u a l q u i e r a o y ó entonces e l u l u l a r d e l v i e n t o :
e x p e r i e n c i a que l o s a c u d i ó . V o l v i ó a m i r a r l o s p a r a disculparse, Vuuuuuuuuuuuff..., vuuuuuuuuuuuff...
c o m o h a r í a u n a p e r s o n a e d u c a d a e n tales c i r c u n s t a n c i a s , p e r o E l s o n i d o l e l l e g ó entonces del otro l a d o , p r o v e n i e n t e
p a r a su sorpresa h a b í a s ó l o u n o solo de ellos, y un gigantesco d e l segundo a d i v i n o . Y a h o r a , j u n t o s : V u u u u u u u u u u u f f . . . ,
espejo que p a r e c í a seguir a C u a l q u i e r a a todas partes p o r las vuuuuuuuuuuuff... L o s adivinos siguieron haciendo el sonido
que s e m o v í a . E l a d i v i n o que q u e d a b a m i r ó significativamente de los vientos d e l t i e m p o y el c a m b i o . El rostro d e l segundo
a C u a l q u i e r a y le p r e g u n t ó c o n un t o n o que s o n ó sincero: a d i v i n o e r a casi b e a t í f i c o , c o n los ojos h u m e d e c i d o s y p e r d i d o s
— ¿ C ó m o se v e n las cosas p a r a ti? e n u n p u n t o lejano. S ó l o m á s tarde s e d i o c u e n t a C u a l q u i e r a
L a s i t u a c i ó n s e v o l v í a c a d a vez m á s i n c ó m o d a . C u a l q u i e r a d e que e l p r i m e r a d i v i n o h a b í a estado s u s u r r a n d o m i e n t r a s
t r a t a b a de evitarlo, p e r o siempre a p a r e c í a frente a él, tanto en su otro o í d o . Y a t r a v é s d e l a r r e b a t a d o r torrente de
d o n d e q u i e r a que m i r a r a . M i e n t r a s m á s n e r v i o s o s e p o n í a , sonido, oía p r i m e r o a un adivino en un o í d o diciendo: " N o hay
m á s se r e í a el espejo, hasta que se d i o c u e n t a de que en n e c e s i d a d de hablar, no h a y n e c e s i d a d de m o v e r s e " , m i e n t r a s
r e a l i d a d n o e r a u n espejo. E r a e l otro a d i v i n o , que l o m i r a b a en el otro o í d o s e g u í a n s o n a n d o los vientos d e l t i e m p o y d e l
atentamente y l l e n o de s i m p a t í a . c a m b i o ; luego se i n v e r t í a la s e n s a c i ó n , y m i e n t r a s los vientos
—¿Por q u é estás aquí? —le p r e g u n t ó c o r t é s m e n t e . d e l t i e m p o y del c a m b i o s o n a b a n e n e l otro o í d o , e n é s t e o í a :
E l otro a d i v i n o i n t e r r u m p i ó antes d e que C u a l q u i e r a " N o h a y n e c e s i d a d de escuchar, y no h a y n e c e s i d a d de oír,
p u d i e r a contestar: p o r q u e h a l l e g a d o e l m o m e n t o d e e n c o n t r a r recuerdos d e
H a y razones, y a sabes, razones. hace m u c h o , m u c h o t i e m p o " .
A m b o s se rieron o t r a vez, d á n d o s e palmadas en la C o n esto, torrentes d e recuerdos l o i n v a d i e r o n , a r r a s t r a n d o
espalda. secretos a n t e r i o r m e n t e b i e n guardados. Pero l a v o z s e g u í a
C u a l q u i e r a p e n s ó que s e r í a m e j o r irse. L e s p r e g u n t ó p o r l a d i c i e n d o e n e l otro o í d o : " N o h a y n e c e s i d a d d e recordar,
s a l i d a , p e r o n i n g u n o d e los a d i v i n o s r e s p o n d i ó . S e m i r a r o n q u é a b u r r i d a tarea l a d e l a m e m o r i a , v u u u u u u u u u u u f f . . . ,
u n o al otro y fijaron su v i s t a en C u a l q u i e r a , d e c e p c i o n a d o s . vuuuuuuuuuuuff..."
Y a h o r a h a b í a t e r m i n a d o , i n c l u s o antes d e empezar. E s t a b a — A s í que quieres enterarte d e algo, ¿ v e r d a d ?
allí m i r a n d o a los dos a d i v i n o s , que r e í a n y se p a l m e a b a n C u a l q u i e r a s e a t e r r o r i z ó , r e s p o n d i e n d o que no quería
m u t u a m e n t e las espaldas d e m a n e r a i n c o n t r o l a b l e . C u a l q u i e r a nada.
s a c u d i ó l a c a b e z a p a r a aclararse, p e r o estaba d e m a s i a d o — T o d o esto e s s ó l o u n a c o i n c i d e n c i a , u n a c c i d e n t e
e m b o t a d o , entre d o r m i d o y despierto, y bastante i n s e g u r o de insistió.
q u é era q u é . L a gigantesca f i g u r a s e i n c l i n ó h a c i a é l y e x c l a m ó c o n
A b r i ó los ojos y el a d i v i n o que t e n í a delante le dijo: suspicacia:
— S i e n t o m u c h o haberte m a l t r a t a d o a s í . Q u i z á s fuimos u n — S í , c l a r o ; h e a q u í e l centro d e c o n t r o l d e c o i n c i d e n c i a s
p o c o duros c o n t i g o . d e t o d a l a t i e r r a . ¿ Y q u é e s e x a c t a m e n t e d e l o que n o quieres
Le extendió su mano amiga. Cualquiera la t o m ó enterarte?
a u t o m á t i c a m e n t e . L o siguiente que r e c o r d a b a e r a que estaba C u a l q u i e r a i n s i s t i ó e n que n o q u e r í a enterarse d e n a d a ,
e n l a calle, c o m o s u r g i e n d o d e a l g ú n sitio; s u r o p a estaba seca salvo d e c ó m o p o d í a salir del l i b r o . L a f i g u r a r e p l i c ó ,
y el sol estaba saliendo. simplemente:
H a b í a p e r d i d o horas, y n o t e n í a i d e a d e d ó n d e encontrarlas. — S í , c l a r o . E n t o n c e s ve p a r a a l l á y v a c í a ese c u b o y
S ó l o se h a b í a i n c o r p o r a d o a m e d i a s c u a n d o se d i o c u e n t a s e ñ a l ó u n e n o r m e c u b o que estaba c e r c a d e C u a l q u i e r a .
d e que h a b í a estado recostado sobre u n g r a n l i b r o , c o n u n a C u a l q u i e r a s e a c e r c ó a l c u b o y m i r ó d e n t r o , p e r o estaba
i n s c r i p c i ó n en su c u b i e r t a que no s a b í a leer. v a c í o . S e s i n t i ó m u y confuso, m i e n t r a s s u c a b e z a d a b a vueltas
— E l diario. ¿ C ó m o l o e n c o n t r é ? t r a t a n d o d e a d i v i n a r q u é h a b í a q u e r i d o d e c i r eso. M i r ó h a c i a
Lo a g a r r ó y se d i r i g i ó c o r r i e n d o a su a l o j a m i e n t o . a r r i b a p a r a r e p l i c a r que n o h a b í a n a d a e n e l c u b o , p e r o
M i e n t r a s e m p a c a b a sus cosas se d e t u v o s ó l o p a r a d e c i d i r tampoco h a b í a nadie en la h a b i t a c i ó n , s ó l o él, en su cuarto
s i d e b í a esconder e l l i b r o o intentar l l e v á r s e l o r á p i d a m e n t e con un libro cerrado.
a l M a g o y l a H e c h i c e r a . P a r ó l o que estaba h a c i e n d o . P i c a d o E l t i e m p o p a r e c i ó detenerse. L o s i g u i e n t e que o y ó fue l a
por la curiosidad, se p r e g u n t ó : v o z del M a g o :
— ¿ Q u é e s t a r á escrito e n e l l i b r o ? — . . . v a c í o s e n t u e x p e r i e n c i a . . . y r e c u e r d a b i e n q u e e l "es"
D e c i d i ó que d e b í a leerlo y asegurarse de que fuera el l i b r o de h o y fue el " s e r á " de ayer a la vez que m a ñ a n a s e r á . . .
c o r r e c t o , a u n q u e o b v i a m e n t e e r a e l ú n i c o que h a b í a . S e l e a c a b a b a e l t i e m p o ; así que y a e r a h o r a d e que
A b r i ó l a c u b i e r t a , y n o p u d o cesar d e p e s t a ñ e a r d e a s o m b r o C u a l q u i e r a se alejara de sus actuales r e c u e r d o s d e l p a s a d o .
cuando una gran mano salió de la p r i m e r a p á g i n a para S a l i ó o t r a vez y e n breve t i e m p o s e e n c o n t r ó e n u n c a l l e j ó n
agarrarlo p o r el cuello y arrastrarlo al interior del libro. que l o c o n d u j o n u e v a m e n t e hasta s u p u e r t a . ¡ O h , o h ! S i g u i ó
Puede que suene raro, pero es que era un libro m u y e x t r a ñ o . s u c a m i n o a l o l a r g o d e l a calle, d e s c a n s a n d o p a r a t o m a r
C ualquiera t a m p o c o p o d í a creerlo. C o m o fuera, la persona al otro a l i e n t o . " D e b o seguir adelante", p e n s ó .
extremo de la m a n o era m u y grande. C o n t e m p l ó a C u a l q u i e r a , L l e g ó a u n n u e v o sitio que l e p a r e c i ó p r o b a b l e . S u b i ó los
que lo observaba c o n la vista levantada, y le p r e g u n t ó : escalones d e e n t r a d a y sobre l a p u e r t a l e y ó u n l e t r e r o q u e
t e n í a escrito: " A b r i r esta p u e r t a e s u n a e x p e r i e n c i a q u e p u e d e h a b í a perdido la cara, pero él no le sirvió de ayuda. Al fin,
s a c u d i r t e " . C u a l q u i e r a d u d ó p o r u n instante. Q u e r í a e n c o n t r a r p e n s ó q u e n o p o d í a h a b e r n a d a d e v a l o r e n esa casa, y d e c i d i ó
e l d i a r i o , p e r o n o t e n í a n i n g u n a p r i s a p o r encontrarse c o n l o e m p e z a r o t r a vez desde cero. Q u i é n s a b í a e n c u á n t o s sitios
absurdo. Al t e r m i n a r de s u b i r los escalones, se dijo a sí m i s m o : p o d r í a estar e l d i a r i o . V i o que s ó l o u n e s c a l ó n l o separaba d e
" N o tengo i d e a d e d ó n d e buscar. E s c o m o p a r a echarse a l a v e n t a n a , y l o p i s ó , p i d i é n d o l e disculpas.
l l o r a r " . Y a t r a v é s de las l á g r i m a s r e c i b i ó u n a respuesta. S e sostuvo d e l a l f é i z a r d e l a v e n t a n a . P a r a s u d e s e s p e r a c i ó n ,
— B u s c a e n e l frío p r o f u n d o . la c a b e z a le e m p e z ó a d a r vueltas. Se s i n t i ó m u y m a r e a d o , y
C u a l q u i e r a d i o u n salto. T o d o esto e m p e z a b a a p o n e r l o p e n s ó : " S i p u d i e r a p o n e r u n d e d o sobre l o que sea q u e hace
n e r v i o s o . V i o u n a escalera y e m p e z ó a bajarla. A l l l e g a r que pasen estas cosas, q u i z á s l o g r a r í a m a n t e n e r l a c a b e z a
a l cuarto e s c a l ó n e n c o n t r ó u n descanso. Pero n o q u e r í a sobre los h o m b r o s " . C o n esto, p i s ó otro p u n t o d é b i l y e m p e z ó
descansar. R e c o r d ó s u a g o t a d o r a e x p e r i e n c i a d e antes, c u a n d o a p e r d e r e l e q u i l i b r i o . U n o s instantes m á s p a s a r o n p o r s u l a d o
se h a b í a sentido disgregado, p e r o se t r a n q u i l i z ó al c o m p r o b a r y, p o r si t o d o esto fuera p o c o , los hechos no p a r e c í a n darle
q u e a h o r a c o n s e r v a b a t o d a s u entereza, p o r l o m e n o s hasta tregua. L a s cosas se le estaban y e n d o de las m a n o s o t r a v e z ,
que a l c a n z ó e l ú l t i m o e s c a l ó n . P o r q u e a l p o n e r pie e n e l suelo así que s a c ó lo m e j o r de sí y se e c h ó afuera p o r la v e n t a n a .
o y ó u n fuerte g r i t o : C u a l q u i e r a c a y ó en la calle c o n un golpe seco, y sus
—Yyyaaaaaaahhhhhh..., yyyaaaaaaahhhhhh... p e n s a m i e n t o s g i r a r o n a su alrededor. P e n s ó en lo fácil que
D i o u n respingo. h a b r í a sido dejarse desfallecer, p e r o l a u r g e n c i a d e s u m i s i ó n l o
— ¡ C u i d a d o ! —le advirtió una voz. m a n t e n í a despierto. C o n l e n t i t u d a b r i ó los ojos, s e i n c o r p o r ó ,
— ¿ D e qué? —preguntó. y sin h a c e r caso a su c a b e z a que t o d a v í a estaba d i v a g a n d o ,
E s t a vez no p e n s a b a dejar q u e las cosas se le fueran de las s e fue c o n c u i d a d o p o r l a calle. T r a s m i r a r a l r e d e d o r sin
manos. e n c o n t r a r n a d a que l e l l a m a r a l a a t e n c i ó n , l l e g ó hasta o t r a
— D e los p u n t o s d é b i l e s — i n s i s t i ó l a v o z . casa g r a n d e , c o n u n letrero e n e l frente que d e c í a : " S a l a d e
N o s a b í a que pensar d e eso, así que d e c i d i ó i g n o r a r l a v o z y R e g i s t r o s " . S e s o r p r e n d i ó m u c h o , p o r q u e n u n c a h a b í a visto
seguir adelante. L l e g ó hasta u n a p u e r t a , q u e t e n í a u n letrero: u n letrero que h a b l a r a . P e r o tras l a p r i m e r a i m p r e s i ó n , e n t r ó
"Entrada para Tontos". Cualquiera d u d ó por un momento p e n s a n d o q u e si t a m p o c o e n c o n t r a b a allí el d i a r i o , al m e n o s
y luego, t r a g á n d o s e su o r g u l l o (que, d i c h o sea de paso, se le p o d r í a enterarse de algo que le s i r v i e r a a la H e c h i c e r a p a r a
a t a s c ó en la garganta), se a p r o x i m ó e i n t e n t ó salir p o r allí, defender l a m o n t a ñ a .
pero no h a b í a n i n g ú n picaporte en la puerta; acababa de A l atravesar l a a r c a d a d e l a e n t r a d a , l e l l a m ó l a a t e n c i ó n
desaparecer. u n a g r a n h a b i t a c i ó n cuyas paredes estaban c o m p l e t a m e n t e
D e p r o n t o , s e e n c o n t r ó f l o t a n d o e n u n a espesa b r u m a . tapizadas de l i b r o s . P a s e ó la m i r a d a de p a r e d a p a r e d , y se
A l c a n z ó a v e r u n a l e n g u a b u r l o n a y a o í r p a l a b r a s de protesta; detuvo a leer los t í t u l o s de los e n o r m e s v o l ú m e n e s , en s u c e s i ó n :
todo aquello le p a r e c i ó u n a experiencia m u y amarga. T r o p e z ó " L a B a t a l l a d e las C r e e n c i a s " , " L o s P r i m e r o s E m p e r a d o r e s " ,
d e frente c o n u n a ceja i n q u i s i d o r a que q u e r í a saber c ó m o "Fallecimientos Familiares"...
L o s ojos d e C u a l q u i e r a r e c o r r i e r o n l a h a b i t a c i ó n hasta e l
o t r o e x t r e m o hasta posarse e n u n v o l u m e n e n c u a d e r n a d o e n
c u e r o que estaba aparte de los d e m á s l i b r o s : " P a r t i c u l a r e s " .
— ¡ A h ! — e x c l a m ó triunfalmente— Este debe tener
i n f o r m a c i ó n importante.
S a l t ó al otro l a d o de la h a b i t a c i ó n y se h i z o c o n el l i b r o ,
a b r i é n d o l o e n l a p r i m e r a p á g i n a . E s t a b a , p o r supuesto, e n
b l a n c o . P a s ó a l a segunda, que estaba m á s b l a n c a t o d a v í a .
S i g u i ó p a s a n d o las p á g i n a s c o n u n a s e n s a c i ó n d e d e c e p c i ó n
creciente. U n a tras o t r a , todas estaban e n b l a n c o .
—¿Y dónde están los particulares? —exclamó al fin,
desesperado.
N o esperaba o í r m á s que e l eco d e s u p r o p i a v o z , p o r l o
que h a b r á que i m a g i n a r s u sorpresa c u a n d o o y ó u n a v o z
responderle:
— E s t a m o s a tu alrededor, p o r todas partes.
C u a l q u i e r a no e n t e n d i ó esto, y d e c i d i ó que lo que d e b í a hacer
era llevarse el l i b r o , j u n t o c o n la Princesa, y que ya era h o r a de
volver a la m o n t a ñ a y presentarse ante la D a m a . Se m e t i ó el
d i a r i o bajo la camisa, y se fue a buscar a la P r i n c e s a . Le c o n t ó
c u á l h a b í a su m i s i ó n al llegar allí, y ella a c e p t ó h u i r c o n él.
Pero c u a n d o llegaron a los muros de la c i u d a d , se e n c o n t r a r o n
rodeados d e soldados p o r todas partes. N o v e í a n m á s que
ejércitos y ejércitos, e x t e n d i é n d o s e a millas de distancia.
C u a l q u i e r a o y ó h a b l a r a u n p e q u e ñ o g r u p o d e oficiales,
que no se h a b í a percatado de su p r e s e n c i a .
— A p u e s t o a que aplastaremos la m o n t a ñ a y a la H e c h i c e r a
en tres d í a s — d e c í a u n o de ellos.
Y otro r e p l i c a b a :
— E l l o h a r á e n sólo dos d í a s , seguro, y nosotros no
t e n d r e m o s que levantar u n solo d e d o .
T o d o s se r i e r o n , h a b l a n d o de las torturas que h a r í a n , y d e l
b o t í n que s e l l e v a r í a n c u a n d o arrasaran l a m o n t a ñ a .
C u a l q u i e r a c o m p r e n d i ó que e l f i n estaba cerca. Y a n o C u a l q u i e r a estaba dispuesto a m o r i r . Su m e n t e se
p o d í a regresar a l a m o n t a ñ a , así que d e b í a a c t u a r pero, ¿ q u é r e s q u e b r a j a b a ante e l i m p e t u o s o empuje d e l M a e s t r o , q u e
p o d r í a h a c e r él solo c o n t r a el M a e s t r o de lo D e s c o n o c i d o y h u r g a b a e n sus p e n s a m i e n t o s . C u a l q u i e r a n o p u d o s o p o r t a r
sus poderosos e j é r c i t o s ? E s t a b a c o m p l e t a m e n t e solo j u n t o c o n ; la presión.
la P r i n c e s a , que m i r a b a al e n o r m e e j é r c i t o y se p r e g u n t a b a — E s t á en p o d e r de la P r i n c e s a . Se lo di a ella.
q u é es lo que i b a n a hacer. N o p o d í a creer que a c a b a r a d e d i v u l g a r ese secreto. L e v a n t ó
I n e s p e r a d a m e n t e , o y e r o n u n estruendoso l a m e n t o que la m i r a d a h a c i a el M a e s t r o , a lo alto.
p r o v e n í a d e l centro del castillo. R e t u m b ó t a n fuerte que e l E l M a e s t r o d e l o D e s c o n o c i d o l o o b s e r v ó atentamente.
suelo t e m b l ó y los soldados c a y e r o n de rodillas. — ¿ C r e e s que soy tan tonto? ¿ D ó n d e l o tienes?
¿ D ó n d e e s t á m i diario? ¿ Q u i é n h a sido e l l a d r ó n que h a C u a l q u i e r a s e q u e d ó sin saber q u é decir. S ó l o d i o e l silencio
saqueado m i c i u d a d , m i p r i v a c i d a d , m i d i a r i o ? ¡ M U E R T E p o r respuesta.
P A R A C U A L Q U I E R A Q U E H A Y A SIDO! E s o h i z o crecer l a i r a del M a e s t r o , que a g a r r ó a C u a l q u i e r a
Esas p a l a b r a s i n q u i e t a r o n a C u a l q u i e r a . C o n t o d a y lo a r r o j ó , d e r r i b á n d o l o ante sus pies.
s e g u r i d a d , h a b í a sido descubierto. Pero y a h a b í a t o m a d o u n a — N a d i e l e d a r í a u n a cosa tan v a l i o s a a u n a i n g e n u a
d e t e r m i n a c i ó n . Se enfrentaría al Maestro de lo Desconocido muchacha. ¿ D ó n d e está?
p a s a r a lo que p a s a r a , o la m o n t a ñ a e s t a r í a p e r d i d a , y era algo A n a l i z a n d o l o que a c a b a b a d e escuchar, C u a l q u i e r a
m u y grande perder u n a m o n t a ñ a . c o m p r e n d i ó que é s t a era s u o p o r t u n i d a d . E l M a e s t r o d e
Se i n c o r p o r ó : l o D e s c o n o c i d o n o l o m a t a r í a mientras n o l e dijera d ó n d e
—Quien pregunta por C u a l q u i e r a pregunta por mí estaba e l d i a r i o , p e r o n o c r e í a que e l d i a r i o estaba d o n d e
c o n t e s t ó c o n v o z fuerte. I n m e d i a t a m e n t e le d i o el d i a r i o a la é l l e h a b í a d i c h o . C u a l q u i e r a e m p e z ó a r e í r s e sin parar. E l
P r i n c e s a , d i c i é n d o l e que i n t e n t a r a h a c é r s e l o llegar a l a D a m a M a e s t r o r e s p o n d i ó c o n u n silencio d e muerte.
de la m o n t a ñ a , si p o d í a hacerlo a tiempo. Entonces el M a e s t r o de lo Desconocido l a n z ó a C u a l q u i e r a
Se a l e j ó de e l l a y se d i r i g i ó a la p l a z a , frente a la p u e r t a u n a m i r a d a c a r g a d a de p e r s p i c a c i a . L e v a n t ó las m a n o s y el
p r i n c i p a l . Allí estaba e l M a e s t r o d e l o D e s c o n o c i d o c o n l a sol e m p e z ó a desvanecerse. E l d í a s e v o l v i ó noche. L a l u z
h o s t i l i d a d d i b u j a d a en el rostro y u n a m i r a d a fría c o m o el de la luna i n u n d ó a C u a l q u i e r a cuando se i n c o r p o r ó , m u y
acero. T o d o s u semblante i n s p i r a b a l a m u e r t e . s o r p r e n d i d o d e encontrarse e n e l j a r d í n d e l a D a m a d e l a
—¡Así que eres u n p e q u e ñ o e s p í a y u n l a d r ó n ! — b r a m ó . montaña.
—¿Puedes levantar l a v o z u n metro m á s ? — l e p r e g u n t ó G i r ó e n d e r r e d o r suyo c o n i n c r e d u l i d a d , p e r o estaba allí,
Cualquiera c o n presteza. E l M a e s t r o s e d e s c o n c e r t ó sin d u d a a l g u n a . L a H e c h i c e r a a p a r e c i ó d e entre los á r b o l e s
ligeramente. H a b í a esperado que t o d o fuera t a n fácil c o m o y le d i r i g i ó u n a sonrisa.
aplastar u n a hormiga. — H a s estado c e r c a d e s u c u m b i r , p e r o t e h e m o s salvado,
— ¿ D ó n d e e s t á ? — r e c l a m ó , p o s a n d o s u pesada m i r a d a nuestro p e q u e ñ o guerrero.
sobre C u a l q u i e r a , que p e r m a n e c i ó de pie frente él. C u a l q u i e r a t o d a v í a n o p o d í a creer que estuviera a salvo:
— ¿ C ó m o llegué aquí? — ¿ D e s c a n s a s t e bien?
L a D a m a l e s o n r i ó y s e r e t i r ó n u e v a m e n t e a l bosque. E n S e s e n t í a confuso, p e r o s ó l o p o r c o r t e s í a r e s p o n d i ó :
s u lugar, a p a r e c i ó e l M a g o . Sus ropas b r i l l a b a n a l a l u z d e l a — P u e s . . . sí, p e r o h e t e n i d o los s u e ñ o s m á s e x t r a ñ o s .
l u n a . C o n v o z a p a c i b l e , l e dijo a C u a l q u i e r a : El sabio se d i r i g i ó entonces a sus c o m p a ñ e r o s :
— N o p o d í a p e r m i t i r que t e d e s t r u y e r a n , d e s p u é s d e t o d o — Y a h a despertado. P o d e m o s e m p e z a r c o n las preguntas.
lo que has h e c h o p o r nosotros. — ¿ Q u é preguntas? — i n q u i r i ó C u a l q u i e r a .
Cualquiera insistió: L o s sabios r e s p o n d i e r o n c o n c o n d e s c e n d e n c i a :
— P e r o , ¿ c ó m o l o hicisteis? — T ú quieres u n a s o l u c i ó n a t u p r o b l e m a . H e m o s a c e p t a d o
El Mago respondió: ayudarte, p e r o necesitamos c o n o c e r algunas cosas.
— T e n e m o s poderes que n i s i q u i e r a e l M a e s t r o d e l o C u a l q u i e r a e n t e n d i ó la s i t u a c i ó n , y convino en responder
D e s c o n o c i d o p u e d e entender. sus preguntas.
E l M a g o p u s o e l b r a z o sobre los h o m b r o s d e C u a l q u i e r a , E l que p a r e c í a m á s viejo d e todos los sabios d e l bosque
para tranquilizarlo: repuso:
— P e r o a h o r a , m i p e q u e ñ o a m i g o , antes d e c o m e r y b e b e r — ¿ T i e n e s algo que sea d e t u p e r t e n e n c i a ?
j u n t o s , debes d e c i r m e d ó n d e e s t á e l d i a r i o , p o r q u e e l T i e m p o C u a l q u i e r a n e g ó con la cabeza:
no es m u y l a r g o . — N o — e n t o n c e s r e c o r d ó — : B u e n o , tengo m i s ropas; a l
C u a l q u i e r a estaba u n tanto confuso. R e c o r d a b a que m e n o s creo que son m í a s .
e l T i e m p o , p o r e l c o n t r a r i o , e r a u n t i p o bastante l a r g o d e E l viejo sabio s e a c e r c ó m á s a C u a l q u i e r a .
estatura. E s o l e s u g i r i ó u n a m a n e r a d e p r o b a r s i l o que estaba — ¿ N a d a d e anillos, l i b r o s , n i n i n g u n a o t r a cosa?
viviendo era verdad. R e p l i c ó : Cualquiera contestó:
— ¿ C u á n t o mide el Tiempo? —No.
E l M a g o p a r e c i ó confundido. E l s e g u n d o sabio l e p r e g u n t ó s i p o d í a r e c o r d a r c u a l q u i e r
— N o tenemos t i e m p o p a r a juegos. cosa que fuera d e i m p o r t a n c i a . O t r a vez C u a l q u i e r a
Cualquiera contestó: contestó:
— N o q u i e r o j u g a r . S ó l o q u i e r o saber c u á n t o m i d e , y t e d i r é —No.
dónde. E l siguiente sabio l e p r e g u n t ó s i r e c o r d a b a algo d e sus
E l M a g o s e estaba i m p a c i e n t a n d o : s u e ñ o s , c u a l q u i e r cosa s i m b ó l i c a c o m o h a b e r e s c o n d i d o algo
— C u á n t o m i d e , q u é t a n l a r g o , basta d e t o n t e r í a s . E s t a m o s que p u d i e r a ser u n a clave p a r a s u i d e n t i d a d .
ante l a a m e n a z a d e u n a g u e r r a . ¡El d i a r i o , e l d i a r i o ! C u a l q u i e r a p e n s ó p o r u n m o m e n t o y , s o n r i e n d o levemente,
C u a l q u i e r a e m p e z ó a r e í r s e , p e r o l o d e s p e r t ó e l Instante, dijo:
y se e n c o n t r ó c o n que todos los sabios d e l bosque estaban — H a b í a algo...
d i s c u t i e n d o su p r o b l e m a . U n o de ellos se d i r i g i ó a C u a l q u i e r a , — ¿ Q u é ? — t o d o s los sabios s e i n c l i n a r o n h a c i a é l c o n
que t o d a v í a se estaba s a c u d i e n d o el s u e ñ o y los s u e ñ o s . expectación.
C u a l q u i e r a t a m b i é n s e i n c l i n ó h a c i a ellos, mirándolos m o m e n t o . S e p a s ó l a l e n g u a p o r los labios.
intensamente. — ¿ C ó m o t e l l a m a b a n tus padres c u a n d o eras n i ñ o ?
—Es v e r d a d . . . H a b í a algo que e s c o n d í , p e r o n o e s a h o r a . E l M a e s t r o t r a g ó s a l i v a . E s t a b a a t r a p a d o entre perder e l
L o s sabios m i r a r o n s o r p r e n d i d o s a C u a l q u i e r a , que los juego o p e r d e r l a v i d a . A l f i n m u r m u r ó :
m i r a b a atentamente. —Rafi.
— ¿ Q u é . . . ? — d i j e r o n todos a l u n í s o n o . C u a l q u i e r a e x c l a m ó , divertido:
Cualquiera repitió: — R a f i , R a í i , R a f i . . . L l e g a s tarde p a r a l a c e n a . R a f i , ¡lávate
— N o e s a h o r a . Esto n o e s a h o r a , ¿ v e r d a d ? ¿ N o V E N L O las m a n o s y o r d e n a t u h a b i t a c i ó n ! — y así s i g u i ó d i c i e n d o
Q U E DIGO? cosas semejantes.
L o s sabios se r e t i r a r o n . Frente a él q u e d ó el M a e s t r o E l M a e s t r o d e l o D e s c o n o c i d o s e fue h a c i e n d o c a d a vez m á s
de lo D e s c o n o c i d o . C u a l q u i e r a p u d o v e r que su furia y su p e q u e ñ o y m á s j o v e n , c a d a vez d e m e n o r t a m a ñ o hasta que
d e s e s p e r a c i ó n h a b í a n alcanzado enormes proporciones. Le l l e g ó a ser u n n i ñ o p e q u e ñ o . C u a l q u i e r a l o t o m ó e n brazos y
preguntó: se lo l l e v ó a la P r i n c e s a .
— ¿ D e v e r d a d quieres tanto ese d i a r i o ? P o c o s d í a s m á s tarde, los e j é r c i t o s se h a b í a n disuelto y
E l Maestro replicó: los soldados h a b í a n regresado a sus casas, c o n sus rnadres
—Es m í o . Y p o r él te a p l a s t a r é , te d e s p e l l e j a r é y te h e r v i r é y esposas. T o d o s los esclavos fueron l i b e r a d o s , y la i n m e n s a
en aceite. r i q u e z a d e l M a e s t r o de lo D e s c o n o c i d o fue r e p a r t i d a entre
C u a l q u i e r a no se sentía ya impresionado. los pobres d e l a c i u d a d . C u a l q u i e r a s e m a r c h ó a u n a p e q u e ñ a
— ¿ T a n t o quieres tenerlo que a p o s t a r í a s p o r él? casita en un oasis r e c i é n a p a r e c i d o en el desierto cercano, se
El Maestro m i r ó a C u a l q u i e r a con suspicacia. c a s ó c o n la P r i n c e s a y desde entonces u s ó sus poderes m á g i c o s
— ¿ A p o s t a r ? — y s e dijo a s í m i s m o : " A p o s t a r é " — ¿ A q u é p a r a l l e g a r a convertirse en un g r a n s a n a d o r de h o m b r e s .
juego? El hambre y la enfermedad desaparecieron en muchas
Cualquiera le respondió: m i l l a s a l a r e d o n d a . L a D a m a d e l a m o n t a ñ a h i z o regalos d e
— S e supone que eres e l ser m á s sabio d e l a t i e r r a , e l m á s hierbas y plantas a C u a l q u i e r a , que se d e d i c ó a r o n d a r p o r
sabio d e todos. T e h a r é u n a p r e g u n t a . S i l a respondes, t e los alrededores a y u d a n d o a los pobres y necesitados, trayendo
d e v o l v e r é e l d i a r i o ; s i no, g a n a r é m i l i b e r t a d . ¿ A c e p t a s ? ¿ J u r a s algo de b i e n a un m u n d o e n v i l e c i d o .
p o r t u v i d a que r e s p e t a r á s e l trato? E l d í a e n que c u m p l i ó o c h e n t a y cuatro a ñ o s , l l e g ó u n
S u d e s e s p e r a c i ó n e r a tanta que a c e p t ó e l j u e g o y e l trato. mensajero a su casa en el oasis. U n a p r i n c e s a ya algo envejecida
C u a l q u i e r a m i r ó atentamente a l M a e s t r o d e l o D e s c o n o c i d o , l e e n t r e g ó a C u a l q u i e r a e l mensaje que h a b í a dejado e l
haciendo una pausa. mensajero. D e c í a : " S e necesita urgentemente vuestra a y u d a
E l M a e s t r o estaba i m p a c i e n t e . e n e l R e i n o d e l N o r t e . S e o s r u e g a a c u d i r sin d e m o r a " - P e r o
—Empecemos. Pregúntame. C u a l q u i e r a estaba m u y viejo y a p a r a viajar, y l e f a l l a b a l a
Cualquiera respiró profundamente, saboreando el m e m o r i a ; así que lo i g n o r ó o lo o l v i d ó .
L l e g ó u n s e g u n d o mensaje, a l que r e s p o n d i ó d e i g u a l
manera. Por último, después d e ser m o l e s t a d o p o r tercera
v e z , C u a l q u i e r a se d e c i d i ó a h a c e r el viaje hasta el norte,
esperando encontrar u n a g r a n p l a g a o u n e n o r m e desastre
causado p o r alguna guerra. En s u lugar, e n c o n t r ó s ó l o a u n
rey excesivamente p r e o c u p a d o , que l e i m p l o r ó :
— T e ruego que cures a m i h i j o .
C u a l q u i e r a , que p a r a entonces e r a t e n i d o p o r todos c o m o
e l m á s g r a n d e d e los magos, m i r ó a l p r í n c i p e p o s t r a d o e n E s p e r a n d o que h a y a disfrutado de este
s u l e c h o y e s b o z ó u n a e n i g m á t i c a sonrisa. E n t o n c e s dijo apasionante l i b r o y del m á g i c o viaje a
lentamente: t r a v é s de los relatos de L a s A v e n t u r a s
— M i q u e r i d o rey, n o tengo que c u r a r a t u hijo, e l p r í n c i p e , de C u a l q u i e r a j u n t o a R i c h a r d Bandler.
p o r q u e t u hijo n o tiene n i n g ú n p r o b l e m a . D e h e c h o , t a m p o c o
h a y n i n g ú n p r í n c i p e . T o d o esto n o e s m á s que u n a parte d e S i desea c o n o c e r m á s acerca d e s u o b r a
u n s u e ñ o que a l g u i e n e s t á s o ñ a n d o e n a l g ú n lugar, q u i e n o e s t á interesado en d e s c u b r i r el fascinante
n o sabe que e n r e a l i d a d e s t á s o ñ a n d o ; y u n p r o b l e m a d e u n m u n d o de la P N L o simplemente
s u e ñ o no es un problema real. Y, en realidad, tampoco hay quiere hacernos llegar sus c o m e n t a r i o s
n i n g ú n s u e ñ o ; p o r q u e é s t a n o e s m á s que u n a f á b u l a , y u n a C o n t á c t e n o s en:
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