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Atividades – 6º ANO

Semana 1
Aula 1: Anedota
Selecionar duas anedotas que possuam palavras ou expressões de sentido denotativo; (Anexo 1)
Solicitar que um aluno leia uma anedota;
Durante a leitura da anedota, a turma deverá anotar as palavras ou expressões desconhecidas e/ou
de sentidos variados, por exemplo: manga – verbo, substantivo;
Discutir o significado das palavras ou expressões destacadas pelos alunos;
Dividir a turma em equipe de 5 alunos e distribuir os textos; (Anexo 2)
Solicitar que os alunos retirem do texto palavras ou expressões desconhecidas, anotem no seu
caderno e façam as inferências necessárias considerando o contexto textual.

Aula 2: História em quadrinhos


Selecionar histórias em quadrinhos fazendo uso da linguagem mista e outra história fazendo uso
da linguagem não verbal; (Anexo 3)
Fazer a leitura e interpretação de uma história em quadrinhos para a turma;
Solicitar que durante a leitura da história em quadrinhos, os alunos destaquem as palavras ou
termos desconhecidos do seu universo vocabular;
Pedir ao aluno que identifique os sinais de pontuação e diga o que cada sinal representa dado pelo
contexto, por exemplo: exclamação, interrogação, reticências;
Destacar na história em quadrinhos a palavra a ser inferido o significado pelos alunos;
O professor juntamente com a turma irá interpretar o significado das palavras/termos desconhecidos
ou expressões considerando o contexto, o qual está inserido.

Aula 3: História em quadrinhos


Selecionar história em quadrinhos que possuam diferentes sinais de pontuação; (Anexo 4)
Dividir a sala em grupos de 5 alunos;
Selecionar juntamente com os alunos os sinais de pontuação;
Solicitar que os alunos digam o que expressa cada sinal de pontuação;
Utilizando os mesmos textos, pedir aos alunos que substituam os sinais de pontuação existentes
nos balões de forma que o sentido das falas sejam alterados, por exemplo: interrogação por
exclamação.

Aula 4: Crônica
Selecionar várias crônicas; (Anexo 5)
Escolher apenas uma crônica e ler para os alunos; (Anexo 6)
Fazer algumas perguntas acerca dos elementos narrativos, por exemplo: enredo, personagem,
espaço, tempo, narrador, linguagem;
Conceituar os elementos da narrativa e exemplificá-los;
Dividir a turma em equipes de 5 alunos e distribuir uma crônica para cada equipe.

Aula 5: Crônica (continuação)


Solicitar a equipe que seja realizada a leitura da crônica e em seguida identificar as falas das
personagens e distribuí-las para os componentes da equipe.
Representar a crônica de forma cênica;
Todos os alunos da equipe deverão participar da atividade.

Semana 2
Aula 1: Conto
Selecionar um conto e excluir alguns elos coesivos (artigo, preposição, conjunção); (Anexo 7)
Dividir a sala em equipes;
Escolher um conto e fazer a leitura do texto com os espaços vazios;
Solicitar que a turma preencha os espaços vazios do texto a partir das suas vivências;
Fazer a correção explicando a importância dos elos coesivos dentro do texto.

Aula 2: Conto
Selecionar um conto e alterar a sua estrutura narrativa e distribuí-las aleatoriamente atentando para
a ordem dos fatos; (Anexo 8)
Ler o conto desorganizado para a turma;
Distribuir o conto para a turma e pedir que eles encontrem a sequência correta;
Solicitar que façam a interpretação textual oralmente.

Aula 3: Notícia
Escolher uma notícia e ler para a turma; (Anexo 9)
Identificar os elementos que compõem o gênero notícia, por exemplo:(quem, quando, onde, como,
por quê;
Exemplificar cada elemento com dados retirados do texto lido;
Sugerir uma temática para a produção escrita;
Produção textual – Cada aluno individualmente ou em dupla deverá produzir uma notícia.
Aula 4: Notícia
Selecionar duas notícias com o mesmo tema/assunto; (Anexo 10)
Escolher dois alunos para fazer a leitura;
Identificar e explorar a temática do texto;
Solicitar que a turma identifique, oralmente, as semelhanças e as diferenças entre os dois textos
considerando o tema;
Fazer um quadro na lousa com duas colunas e anotar as ideias dos alunos;
Fazer a síntese e conclusão do assunto abordado, através do quadro, considerando as
semelhanças e diferenças das notícias.

Aula 5: Notícia
Dividir a turma em 5 equipes;
Distribuir as 5 notícias entre as equipes; (Anexo 11)
Solicitar que cada equipe identifique o fato e em seguida dê a sua opinião concordando ou
discordando por escrito acerca do ocorrido.

Semana 3
Aula 1: Texto autobiográfico
Levar um texto autobiográfico e ler para a turma; (Anexo 12)
Instigar os alunos a dizer qual sequência textual predomina: narrativa, descritiva, argumentativa,
injuntiva;
Elaborar perguntas relacionadas à autobiografia e copiar no quadro, por exemplo: Onde nasceu,
idade, família, trajetória de vida, profissão, hobby;
Dividir a sala em duplas e solicitar que conversem sobre as perguntas colocadas no quadro e
copiem as respostas no caderno.
Apresentação da autobiografia.

Aula 2: Texto autobiográfico


Levar textos autobiográficos fragmentando sua estrutura: começo, meio e fim; (Anexo 13)
Dividir a turma em equipe de 5 alunos;
Distribuir uma parte do texto aleatoriamente nas equipes;
Solicitar que as equipes produzam as partes que faltam do texto entregue.
Exemplo: Caso recebam a introdução, deverão produzir o desenvolvimento e a conclusão.
Aula 3: Entrevista
Levar um conjunto de entrevistas para a turma; (Anexo 14)
Conversar com os alunos acerca dos meios de comunicação, visando explorar o gênero
entrevista, como programas televisivos, revistas ou jornais;
Escolher dois alunos para lerem uma entrevista para a turma;
Destacar os elementos que compõem uma entrevista, como: locutor, interlocutor, linguagem;
Dividir a sala em grupos de 5 alunos;
Solicitar que os alunos elaborem questões para entrevistar os funcionários dentro da escola.
(Professor, diretor, secretário, merendeiro, porteiro, financeiro e outros)
Sugestão de tema para a entrevista: Profissão (Qual sua função dentro da escola? Há quanto
tempo você executa essa profissão, lembra de alguma história no início da sua carreira).

Aula 4: Entrevista
Verificar se todos os alunos concluíram a entrevista;
Socializar as entrevistas comparando as informações dos textos sobre o mesmo tema;
Verificar o efeito de sentido a partir dos sinais de pontuação, destacando sua importância para
construção de sentido do texto.

Aula 5: Artigo de divulgação científica


Selecionar 5 artigos de divulgação científica; (Anexo 15)
Distribuir a turma em 5 grupos;
Solicitar que a equipe faça a leitura e destaque os fatos encontrados no texto;
Distinguir fato de opinião relativa ao fato;
Socializar o texto expondo a opinião do grupo.

Semana 4
Aula 1: Resumo e sinopse
Selecionar sinopse dos filmes do universo dos alunos; (Anexo 16)
Fazer a apresentação da sinopse, introduzindo as características do gênero em questão;
Dividir a turma em 5 equipes;
Conversar com a turma sobre os filmes da atualidade ou quais dos que eles mais gostam;
Solicitar aos alunos que identifiquem os elementos narrativos, com enfoque nas personagens
preferidas.
Aula 2: Resumo e sinopse
Escolher sinopses variadas que explorem um mesmo assunto/tema, visando as diferentes formas
de apresentação do texto para em seguida compará-los. Temáticas que podem ser abordadas:
amor, aventura, magia, Os Vingadores, liga da justiça, Jack Person; (Anexo 17)
Dividir a turma em 5 equipes;
Distribuir um tema para todas as equipes;
Solicitar que a equipe escolha uma personagem para a partir dela construir uma história, utilizando
todos os elementos da narrativa;
Socializar com a turma;
OBS.: O professor poderá trabalhar com material escrito e/ou selecionar fragmentos dos filmes que
escolher (trailer).

Aula 3: Cordel infantil


Selecionar cordéis infantis; (Anexo 18)
Dividir a turma em 5 equipes;
Ler o cordel de forma dinamizada;
Fazer um histórico da origem do cordel, trabalhar sua estrutura e importância para a cultura popular
nordestina;
Distribuir os cordéis para a turma;
Solicitar que eles destaquem as marcas linguísticas do cordel e identifiquem o seu significado.

Aula 4: Cordel infantil – D29


Distribuir cordéis da aula anterior para a turma;
Solicitar que os alunos criem, a partir do cordel, uma paródia considerando as marcas linguísticas
que identificam o locutor e o interlocutor;
Apresentação da paródia.

Aula 5: Fábula
Selecionar fábulas; (Anexo 19)
Ler uma fábula para a turma;
Destacar um fragmento da fábula e interpretá-lo;
Escrever o fragmento na lousa grifando algumas palavras;
Solicitar aos alunos que infiram significados para as palavras destacadas considerando o
vocabulário e a sintaxe;
Distribuir os fragmentos da fábula e solicitar que o aluno faça o mesmo em seu caderno.
ANEXOS
SEMANA 1
Anexo 1 - AULA 1
Aluno espertinho
No primeiro dia de aula, a professora passou uma lição de casa. No outro dia, ela cobrou o dever
dos alunos:
- Todos fizeram sua lição de casa?
Todos os alunos disseram que sim, menos o João. A professora perguntou:
- Por que você não fez sua lição de casa, João?
- Ora, professora, porque eu moro em apartamento.
Fonte: http://piadasinfantis.blogspot.com.br/2008/09/sala-de-aula.html

Anexo 2 - AULA 1
1 - Diferença
Lucas pergunta para a professora:
- Professora, a senhora sabe a diferença entre a calça e a bota?
- Não sei não, Lucas. Qual é? - perguntou a professora.
- É que a bota, a gente calça, e a calça, a gente bota!

2 - Obediente
A professora perguntou:
- Quem quer ir para o céu?
Todos levantaram a mão, menos Joãozinho.
- Por que você não que ir para o céu, João? - perguntou a professora com ar desconfiado.
E o menino retrucou:
- É que a minha mãe pediu para que quando acabasse a aula eu fosse direto para casa.

3 - Viu o quê?
A professora ia entrando na sala de aula, quando tropeçou no degrau da porta. Ela então começa
a perguntar para os alunos:
- Juquinha, o que você viu?
Ele responde:
- Suas pernas, professora.
- Uma semana de suspensão! Manuel, o que você viu ?
- Suas coxas, professora.
Ela então dá duas semanas de suspensão pra ele.
- Joãozinho, o que você viu ?
Ele então vai juntando os materiais, saindo, passa pela porta, se vira para trás e diz:
- Tchau pessoal, até o ano que vem...

4 - Querida mamãe
A professora pediu para que os alunos escrevessem uma redação para o Dia das Mães. No final,
deveriam colocar a frase: "Mãe, só tem uma!".
Todos os alunos fizeram a redação. Uns elogiavam as mães, outros contavam alguma história,
mas todos colocaram no final a frase "Mãe, só tem uma!".
Faltou o Joãozinho. Aí a professora pediu para ele ler seu trabalho. Então o Joãozinho levantou-se
e começou a ler:
- Tinha uma festa lá em casa e a minha mãe pediu para eu buscar duas cocas na geladeira. Eu fui
até a cozinha, abri a geladeira e falei: "Mãe, só tem uma!".
Fonte: http://piadasinfantis.blogspot.com.br/2008/09/sala-de-aula.html

5 - O papagaio do navio
Um dia o mágico foi se apresentar no navio. O capitão amou o truque e deixou o mágico ficar por
lá mesmo, fazendo shows todas as noites. Só que o papagaio, a menina dos olhos do capitão, de
tanto observar o mágico treinando, decifrou todos os truques, e começou a gritar os segredos no
meio das apresentações:
- O coelho está ali, debaixo da mesa!!
- A carta tá na outra manga dele!!
- O lenço tava no bolso!!!
E o mágico sentia mesmo era vontade de matar o tal bicho e colocar na panela, mas se fizesse
isso tava desempregado. Até que um dia, o navio foi atingido por uma tempestade e afundou. Não
sobreviveu ninguém, só o mágico e o danado do papagaio. E os dois se seguraram por três dias e
três noites nas madeiras que restavam do navio.
Até que, no 4° dia, o bicho falou:
- Tá bom, desisto. Onde é que você enfiou o navio?!

Fonte: http://boaspiadas.blogspot.com/2007/02/o-papagaio-especial.html

6 - Ao entrar na sala de aula, a professora vê um pinto desenhado no quadro. Sem perder a


compostura, imediatamente ela apaga o desenho e começa a aula. No dia seguinte, o mesmo
desenho, só que ainda maior. Ela torna a apaga-lo e não faz nenhum comentário. No outro dia, o
desenho já está ocupando quase o quadro todo, e embaixo ela lê os seguintes dizeres: 'Quanto
mais você esfrega, mais ele cresce.

Fonte: https://www.piadasnet.com/piada886joaozinho.htm

Anexo 3 – AULA 2

Fonte:https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=
8&ved=0ahUKEwiP2tiS6t3YAhUGiJAKHYpeDKUQjhwIBQ&url=http%3A%2F%2Fportaldoprofesso
r.mec.gov.br%2FfichaTecnicaAula.html%3Faula%3D20204&psig=AOvVaw005yjnkN3prpSTn0ioGZ
ku&ust=1516238194294543
Sugestões

Fonte:https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=
8&ved=0ahUKEwjTr6qz6t3YAhUFDpAKHUyfAIUQjhwIBQ&url=http%3A%2F%2Fparaisodosprofes
sores.blogspot.com%2F2016%2F03%2Fsinais-de-pontuacao-
atividades.html&psig=AOvVaw005yjnkN3prpSTn0ioGZku&ust=1516238194294543
Fonte:https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=
8&ved=0ahUKEwiJ16_I6t3YAhUIvJAKHZR4CdMQjhwIBQ&url=http%3A%2F%2Freridamaria.com.
br%2Fsinais-de-pontuacao-
2%2F&psig=AOvVaw005yjnkN3prpSTn0ioGZku&ust=1516238194294543

Anexo 4 – AULA 3

Fonte: http://atividadesdeportugueseliteratura.blogspot.com.br/2016/06/exercicios-sobre-
pontuacao-para-8ano.html
Fonte: http://sequenciadidaticadeportugues2014.blogspot.com.br/p/universidadedo-estado-da-
bahia-uneb_5.html

Fonte: http://profhelena4e5ano.blogspot.com.br/2011/07/
http://profhelena4e5ano.blogspot.com.br/2011/07/

http://profhelena4e5ano.blogspot.com.br/2011/07/

https://weheartit.com/entry/12579112
Anexo 5 – AULA 4
Crônica 1
O sobrevivente

Na cadeia, adotou uma atitude humilde, estratégia à qual atribui a sobrevivência

Com uma caixa de engraxate pintada de amarelo pendurada no ombro, o rapaz cruzou a rua
em minha direção:
-Não sei se o senhor lembra de mim, mas quando estive lá me chamavam de Neguinho de
Guaianases, para diferenciar do finado Negão de Pirituba que era alto e forte.
Para ser sincero, não lembrava dele nem do finado, mas se dizia que estivera lá, pelo menos
ficava claro de onde nos conhecíamos. Todo ex-presidiário que encontro pela rua se refere à
extinta Casa de Detenção dessa forma, como se trouxesse mau agouro pronunciar o nome do
presídio.
-Quanto tempo você cumpriu lá?
-Seis anos.
-Não voltou mais para a cadeia?
-Deus me livre, agora sou trabalhador.
-E dá para viver engraxando sapato?
Explicou que, saindo de casa às sete da manhã e voltando às nove da noite, conseguia tirar
R$ 40 a R$ 50 por dia, quantia suficiente para pagar os R$ 150 do aluguel de um cômodo no
Bexiga e as demais despesas fixas.
E ainda sobrava para visitar os irmãos em Itaquaquecetuba aos domingos, para um baile em
Pinheiros de vez em quando e para pagar o hotelzinho na saída, nas noites em que os céus
ouviam suas preces.
Com a caixa amarela nas costas, percorria dez a quinze quilômetros por dia no encalço da
clientela:
-Procuro passar em lugar que tem homem parado: ponto de táxi, porta de bar, restaurante com
fila de espera, praça com aglomeração de aposentado. Cobro de acordo com a aparência do
cidadão: R$ 2 se aparentar ser trabalhador; R$ 5 se tiver cara de rico.
Neguinho foi aluno comportado até os treze anos, quando o primo que mais admirava o
convidou para distribuir panfleto no Largo da Concórdia. Nessa fase, pegou o gosto por dinheiro,
por roupas da hora e conheceu a maconha. Para desgosto do pai, pedreiro em Guaianases, parou
de estudar.
Um dia, o primo decidiu mudar de ramo:
-Disse que não se conformava com aquela mixaria; tinha nascido para uma vida melhor.
Levantou a camisa e exibiu o revólver no cinto. "Vem comigo, é apontar a arma e pegar o
dinheiro."
Neguinho não tinha coragem; dois de seus amigos de infância haviam acabado de morrer num
tiroteio na Vila. Mas, o mais velho insistiu:
-Eu enquadro as vítimas e você recolhe o dinheiro e os objetos de valor. É só ficar de
cabisbaixo para ninguém te reconhecer mais tarde. Não requer prática nem tampouco habilidade.
Na primeira vez, quando assaltaram uma loja do bairro, tudo se passou como o primo previra.
Na partilha, coube R$ 300 para cada um:
-Nunca tinha visto tanto dinheiro junto. Deu gosto no bolso. Comprei blusa para minha mãe,
camiseta para o pai, dei dinheiro para os irmãos e saí com o primo para gastar na cidade.
Aos 17 anos foi parar na Febem. Saiu com 18, mais esperto e com novas amizades. Juntou-se
ao inseparável primo e formaram uma quadrilha.
Meses mais tarde, o primo foi morto por justiceiros a serviço dos comerciantes da Vila.
Uma noite, Neguinho e dois comparsas assaltaram um posto de gasolina e fugiram num carro
roubado. Cinco minutos mais tarde foram cercados por duas viaturas de polícia. Os policiais
gritaram para que jogassem as armas e saíssem com as mãos na cabeça. Pensaram em reagir,
mas prevaleceu o bom senso do finado Alemão:
-Era o mais experiente de nós. Disse que se a gente atirasse morria no ato: era três contra oito.
Preso em flagrante, foi levado para a detenção. Acabou condenado a seis anos e três meses
por dois assaltos a mão armada; nada mal para quem havia praticado mais de trinta.
Na cadeia, adotou uma atitude humilde, estratégia à qual atribui a sobrevivência:
-Dos que tinham fama de bandidão, sangue nos olhos, só um escapou vivo.
Quando Neguinho foi libertado, construiu a caixa de engraxate, pintou-a de sua cor favorita e
jurou nunca mais por os pés num lugar daqueles.
Quando perguntei se era mais feliz engraxando sapato, respondeu com um sorriso:
-Nem compara, doutor. Sabe o que é viver com medo? Qualquer carro que passa, imaginar
que os justiceiros chegaram? O senhor entrar numa padaria, pedir uma média com pão e
manteiga e não ter o direito de sentar de costas para a porta?

VARELLA, Drauzio. A Teoria das janelas quebradas. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

https://atividadeslinguaportuguesamarcia.blogspot.com.br/2014/05/cronica-o-sobrevivente.html

Crônica 2
Adolescência
O apelido dele era "cascão" e vinha da infância. Uma irmã mais velha descobrira uma mancha
escura que subia pela sua perna e que a mãe, apreensiva, a princípio atribuiu a seguida descobriu
que era sujeira mesmo.
- Você não toma banho, menino?
- Tomo, mãe.
- E não se esfrega?
Aquilo já era pedir demais. E a verdade é que muitas vezes seus banhos eram representações. Ele
fechava a porta do banheiro, ligava o chuveiro, forte, para que a mãe ouvisse o barulho, mas não
entrava no chuveiro. Achava que dois banhos por semana era o máximo de que uma pessoa
sensata precisava.
Mais do que isso era mania.
O apelido pegou e, mesmo na sua adolescência, eram frequentes as alusões familiares à sua falta
de banho. Ele as aguentava estoicamente. Caluniadores não mereciam resposta. Mas um dia
reagiu.
- Sujo, não.
- Ah, é? - disse a irmã.
- E isto o que é? Com o dedo ela levantara do seu braço um filete de sujeira.
- Rosquinha não vale.
- Como não vale?
- Rosquinha, qualquer um.
Entusiasmado com a própria tese, continuou: - Desafio qualquer um nesta casa a fazer o teste da
rosquinha! A irmã, que tomava dois banhos por dia, o que ele classificava de exibicionismo, aceitou
o desafio.
Ele advertiu que passar o dedo, só, não bastava. Tinha que passar com decisão. E, realmente, o
dedo levantou, da dobra do braço da irmã, uma rosquinha, embora ínfima, de sujeira.
- Viu só - disse ele, triunfante. - E digo mais: ninguém no mundo está livre de uma rosquinha. –
Ah, essa não. No mundo? Manteve a tese. - Ninguém. - A rainha Juliana? - Rosquinha. No pé.
Batata.
No dia seguinte, no entanto, a irmã estava preparada para derrubar a sua defesa.
- Cascão... - disse simplesmente. - A Catherine Deneuve.
Ele hesitou. Pensou muito. Depois concedeu. A Catherine Deneuve, realmente, não.
A irmã, sadicamente, ainda fingiu que queria ajudar.
- Quem sabe atrás da orelha?
- Não, não - disse o Cascão tristemente, renunciando à sua tese.
- A Catherine Deneuve, nem atrás da orelha. * Já o Jander tinha quatorze anos, a cara cheia de
espinhas e como se não bastasse isso, inventou de estudar violino.
- Violino?! - horrorizou-se a família.
- É. - Mas Jander...
- Olha que eu tenho um ataque.
Sempre que era contrariado, o Jander se atirava no chão e começava a espernear. Compraram um
violino para ele. O Jander dedicou-se ao violino obsessivamente. Ensaiava dia e noite. Trancava-
se no quarto para ensaiar. Mas o som do violino atravessava portas e paredes. O som do violino se
espalhava pela vizinhança. Um dia a porta do quarto do Jander se abriu e entrou uma moça com
um copo de leite.
- Quié? - disse o Jander, antipático como sempre.
- Sua mãe disse que é para você tomar este leite. Você quase não jantou.
- Quem é você?
- A nova empregada.
Seu nome era Vandirene. Na quadra de ensaios da escola era conhecida como "Vandeca Furacão".
Ela botou o copo de leite sobre a mesa-de-cabeceira, mas não saiu do quarto. Disse:
- Bonito, seu violino. E depois:
- Me mostra como se segura?
Depois a vizinhança suspirou aliviada. Não se ouviu mais o som do violino aquela noite. O pai de
Jander reuniu-se com os vizinhos.
- Parece que deu certo.
- É.
- Não vão esquecer o nosso trato.
- Pode deixar.
No fim do mês todos se cotizariam para pagar o salário da Vandirene.
A mãe do Jander não ficou muito contente. Pobre do menino. Tão moço. Mas era a Vandirene ou o
violino. - E outra coisa - argumentou o pai do Jander. - Vai curar as espinhas.
http://mariaangelim.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Comedias-Para-Se-Ler-Na-Escola-Luis-
Fernando-Verissimo.pdf?x66953

Crônica 3
Árvore Genealógica
“-Mãe, vou casar!
-Jura, meu filho ?! Estou tão feliz ! Quem é a moça ?
-Não é moça. Vou casar com um moço. O nome dele é Murilo.
-Você falou Murilo… Ou foi meu cérebro que sofreu um pequeno surto psicótico?
-Eu falei Murilo. Por que, mãe? Tá acontecendo alguma coisa?
-Nada, não… Só minha visão que está um pouco turva. E meu coração, que talvez dê uma
parada. No mais, tá tudo ótimo.
-Se você tiver algum problema em relação a isto, melhor falar logo…
-Problema ? Problema nenhum. Só pensei que algum dia ia ter uma nora… Ou isso.
-Você vai ter uma nora. Só que uma nora… Meio macho.
Ou um genro meio fêmea. Resumindo: uma nora quase macho, tendendo a um genro quase
fêmea…
-E quando eu vou conhecer o meu. A minha… O Murilo ?
-Pode chamar ele de Biscoito. É o apelido.
-Tá ! Biscoito…. Já gostei dele.. Alguém com esse apelido só pode ser uma pessoa bacana.
Quando o Biscoito vem aqui ?
-Por quê ?
-Por nada. Só pra eu poder desacordar seu pai com antecedência.
-Você acha que o Papai não vai aceitar ?
-Claro que vai aceitar! Lógico que vai. Só não sei se ele vai sobreviver.. . Mas isso também é uma
bobagem. Ele morre sabendo que você achou sua cara-metade. E olha que espetáculo: as duas
metade com bigode.
-Mãe, que besteira … Hoje em dia … Praticamente todos os meus amigos são gays.
-Só espero que tenha sobrado algum que não seja… Pra poder apresentar pra tua irmã.
-A Bel já tá namorando.
-A Bel? Namorando ?! Ela não me falou nada… Quem é?
-Uma tal de Veruska.
-Como ?
-Veruska…
-Ah !, bom! Que susto! Pensei que você tivesse falado Veruska.
-Mãe !!!…
-Tá.., tá…, tudo bem…Se vocês são felizes. Só fico triste porque não vou ter um neto .
-Por que não ? Eu e o Biscoito queremos dois filhos. Eu vou doar os espermatozóides. E a ex-
namorada do Biscoito vai doar os óvulos.
-Ex-namorada? O Biscoito tem ex-namorada?
-Quando ele era hétero… A Veruska.
-Que Veruska ?
-Namorada da Bel…
-”Peraí”. A ex-namorada do teu atual namorado… E a atual namorada da tua irmã . Que é minha
filha também… Que se chama Bel. É isso? Porque eu me perdi um pouco…
-É isso. Pois é… A Veruska doou os óvulos. E nós vamos alugar um útero.
-De quem ?
-Da Bel.
-Mas . Logo da Bel ?! Quer dizer então… Que a Bel vai gerar um filho teu e do Biscoito. Com o teu
espermatozóide e com o óvulo da namorada dela, que é a Veruska.
-Isso.
-Essa criança, de uma certa forma, vai ser tua filha, filha do Biscoito, filha da Veruska e filha da
Bel.
-Em termos…
-A criança vai ter duas mães : você e o Biscoito. E dois pais: a Veruska e a Bel.

-Por aí…
-Por outro lado, a Bel…,além de mãe, é tia… Ou tio… Porque é tua irmã.
-Exato. E ano que vem vamos ter um segundo filho. Aí o Biscoito é que entra com o
espermatozóide. Que dessa vez vai ser gerado no ventre da Veruska… Com o óvulo da Bel. A
gente só vai trocar.
-Só trocar, né ? Agora o óvulo vai ser da Bel. E o ventre da Veruska.
-Exato!
-Agora eu entendi ! Agora eu realmente entendi…
-Entendeu o quê?
-Entendi que é uma espécie de swing dos tempos modernos!
-Que swing, mãe ?!!….
-É swing, sim ! Uma troca de casais…. Com os óvulos e os espermatozóides, uma hora no útero
de uma, outra hora no útero de outra…
-Mas…
-Mas uns tomates! Isso é um bacanal de última geração! E pior… Com incesto no meio..
-A Bel e a Veruska só vão ajudar na concepção do nosso filho, só isso…
-Sei !!! … E quando elas quiserem ter filhos…
-Nós ajudamos.
-Quer saber ? No final das contas não entendi mais nada. Não entendi quem vai ser mãe de
quem, quem vai ser pai de quem, de quem vai ser o útero,o espermatozóide. .. A única coisa que
eu entendi é que…
-Que… ?
-Fazer árvore genealógica daqui pra frente… vai ser f....”

https://atividadeslinguaportuguesamarcia.blogspot.com.br/2014/05/cronica-arvore-
genealogica.html

Crônica 4
A arte de ser avó
Rachel de Queiroz
Netos são como heranças: você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente
lhe caem do céu. É, como dizem os ingleses, um ato de Deus. Sem se passarem as penas do amor,
sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade. E não se trata de um filho
apenas suposto, como o filho adotado: o neto é realmente o sangue do seu sangue, filho de filho,
mais filho que o filho mesmo...
Quarenta anos, quarenta e cinco... Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou
mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem suas alegrias,
as suas compensações - todos dizem isso, embora você, pessoalmente, ainda não as tenha
descoberto - mas acredita.
Todavia, também obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia
da mocidade. Não de amores nem de paixões: a doçura da meia-idade não lhe exige essas
efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu sutilmente junto com a
mocidade. Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de criança. O tumulto da presença infantil
ao seu redor. Meu Deus, para onde foram as suas crianças? Naqueles adultos cheios de problemas
que hoje são os filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento a prestações, você
não encontra de modo nenhum as suas crianças perdidas. São homens e mulheres - não são mais
aqueles que você recorda.

E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o
doutor lhe põe nos braços um menino. Completamente grátis - nisso é que está a maravilha. Sem
dores, sem choros, aquela criancinha da sua raça, da qual você morria de saudades, símbolo ou
penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino seu
que lhe é “devolvido”. E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito de o amar com
extravagância; ao contrário, causaria escândalo e decepção se você não o acolhesse
imediatamente com todo aquele amor recalcado que há anos se acumulava, desdenhado, no seu
coração.
Sim, tenho certeza de que a vida nos dá os netos para nos compensar de todas as mutilações
trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes, que vêm ocupar aquele lugar vazio,
nostálgico, deixados pelos arroubos juvenis.
[...]
E quando você vai embalar o menino e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz:
“Vó!”, seu coração estala de felicidade, como pão ao forno.
[...]
Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de
estimação que se quebrou porque o menininho - involuntariamente! - bateu com a bola nele. Está
quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os
olhos arregalados, o beiço pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque
“ninguém” se zangou, o culpado foi a bola mesmo, não foi, Vó? Era um simples boneco que custou
caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague...

Elenco de cronistas modernos. 21ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2005.

http://joaosilva-educarpraserfeliz.blogspot.com.br/2012/03/19-cronicas-interessantes-para.html

Crônica 5
A Espada
(Luís Fernando Verissimo)

Uma família de classe média alta. Pai, mulher, um filho de sete anos. É a noite do dia em que o
filho fez sete anos. A mãe recolhe os detritos da festa. O pai ajuda o filho a guardar os presentes
que ganhou dos amigos. Nota que o filho está quieto e sério, mas pensa: "É o cansaço." Afinal ele
passou o dia correndo de um lado para o outro, comendo cachorro-quente e sorvete, brincando
com os convidados por dentro e por fora da casa. Tem que estar cansado.
- Quanto presente, hein, filho?
- É.
- E esta espada. Mas que beleza. Esta eu não tinha visto. - Pai...
- E como pesa! Parece uma espada de verdade. É de metal mesmo. Quem foi que deu?
- Era sobre isso que eu queria falar com você.
O pai estranha a seriedade do filho. Nunca o viu assim. Nunca viu nenhum garoto de sete anos
sério assim. Solene assim. Coisa estranha... O filho tira a espada da mão do pai. Diz:
- Pai, eu sou Thunder Boy.
- Thunder Boy?
- Garoto Trovão.
- Muito bem, meu filho. Agora vamos pra cama.
- Espere. Esta espada. Estava escrito. Eu a receberia quando fizesse sete anos.
O pai se controla para não rir. Pelo menos a leitura de história em quadrinhos está ajudando a
gramática do guri. "Eu a receberia..." O guri continua.
- Hoje ela veio. É um sinal. Devo assumir meu destino. A espada passa a um novo Thunder Boy a
cada geração. Tem sido assim desde que ela caiu do céu, no vale sagrado de Bem Tael, há sete
mil anos, e foi empunhada por Ramil, o primeiro Garoto Trovão.
O pai está impressionado. Não reconhece a voz do filho. E a gravidade do seu olhar. Está
decidido. Vai cortar as histórias em quadrinhos por uns tempos.
- Certo, filho. Mas agora vamos...
- Vou ter que sair de casa. Quero que você explique à mamãe. Vai ser duro para ela. Conto com
você para apoiá-la. Diga que estava escrito. Era o meu destino.
- Nós nunca mais vamos ver você? - pergunta o pai, resolvendo entrar no jogo do filho enquanto o
encaminha, sutilmente, para a cama.
- Claro que sim. A espada do Thunder Boy está a serviço do bem e da justiça. Enquanto vocês
forem pessoas boas e justas poderão contar com a minha ajuda.
- Ainda bem - diz o pai.
E não diz mais nada. Porque vê o filho dirigir-se para a janela do seu quarto, e erguer a espada
como uma cruz, e gritar para os céus "Ramil!". E ouve um trovão que faz estremecer a casa. E vê
a espada iluminar-se e ficar azul. E o seu filho também.
O pai encontra a mulher na sala. Ela diz:
- Viu só? Trovoada. Vá entender este tempo.
- Quem foi que deu a espada pra ele?
- Não foi você? Pensei que tivesse sido você.
- Tenho uma coisa pra te contar.
- O que é?
- Senta, primeiro.
http://esticandoaaula.blogspot.com.br/2012/08/6-ano-cronica.html

Anexo 6 – AULA 4

Chatear e encher-crônica de Paulo Mendes Campos

Um amigo meu me ensina a diferença entre chatear e encher. Chatear é assim: você telefona
para um escritório qualquer da cidade.

- Alô! Quer chamar por favor o Valdemar?

- Aqui não tem nenhum Valdemar.

Daí alguns minutos você liga de novo:

- O Valdemar, por obséquio.

- Cavalheiro, aqui não trabalha nenhum Valdemar.

- Mas não é o número tal?

- É, mas aqui nunca teve nenhum Valdemar.

Mais cinco minutos, você liga o mesmo número:


- Por favor, o Valdemar já chegou?

- Vê se te manca, palhaço. Já não lhe disse que o diabo do Valdemar nunca trabalhou aqui?

- Mas ele mesmo me disse que trabalhava aí.

- Não chateia.

Daí a dez minutos, liga de novo.

- Escute uma coisa! O Valdemar não deixou pelo menos um recado?

O outro desta vez esquece a presença da datilógrafa e diz coisas impublicáveis.

Até aqui é chatear. Para encher, espere passar mais dez minutos, faça nova ligação:

- Alô! Quem fala? Quem fala aqui é o Valdemar. Alguém telefonou para mim?
(Para gostar de ler. Vol. 5. São Paulo: Ática, 1990.)
http://saladeleituraencantada.blogspot.com.br/2014/04/chatear-e-encher-cronica-de-paulo.html

SEMANA 2
Anexo 6 - AULA 1
O conto da mentira
Rogério Augusto

Todo dia Felipe inventava uma mentira. “Mãe, a vovó tá no telefone!”. A mãe largava a louça na
pia e corria até a sala. Encontrava o telefone mudo.

O garoto havia inventado morte do cachorro, nota dez em matemática, gol de cabeça em
campeonato de rua. A mãe tentava assustá-lo: “Seu nariz vai ficar igual ao do Pinóquio!”. Felipe
ria na cara dela: “Quem tá mentindo é você! Não existe ninguém de madeira!”.

O pai de Felipe também conversava com ele: “Um dia você contará uma verdade e ninguém
acreditará!”. Felipe ficava pensativo. Mas no dia seguinte…

Então, aconteceu o que seu pai alertara. Felipe assistia a um programa na TV. A apresentadora
ligou para o número do telefone da casa dele. Felipe tinha sido sorteado. O prêmio era uma
bicicleta: “É verdade, mãe! A moça quer falar com você no telefone pra combinar a entrega da
bicicleta. É verdade!”.

A mãe de Felipe fingiu não ouvir. Continuou preparando o jantar em silêncio. Resultado: Felipe
deixou de ganhar o prêmio. Então, ele começou a reduzir suas mentiras. Até que um dia deixou
de contá-las. Bem, Felipe cresceu e tornou-se um escritor. Voltou a criar histórias. Agora, sem
culpa e sem medo. No momento está escrevendo um conto. É a história de um menino que deixa
de ganhar uma bicicleta porque mentia…

(Texto na versão integral)

https://www.acessaber.com.br/atividades/interpretacao-de-texto-o-conto-da-mentira-6o-ano/
Proposta de atividade:

O conto da mentira
Rogério Augusto

Todo dia Felipe inventava uma mentira. “Mãe, a vovó tá no telefone!”. A mãe largava a louça na
pia e corria _____ a sala. Encontrava o telefone mudo.

O garoto havia inventado morte do cachorro, nota dez ___ matemática, gol de cabeça em
campeonato de rua. A mãe tentava assustá-___: “Seu nariz vai ficar igual ao do Pinóquio!”. Felipe
ria na cara dela: “Quem tá mentindo é você! Não existe ninguém ____ madeira!”.

O pai de Felipe também conversava com ele: “Um dia você contará uma verdade _____
ninguém acreditará!”. Felipe ficava pensativo. _______ no dia seguinte…

________, aconteceu o que seu pai alertara. Felipe assistia ___ um programa na TV. A
apresentadora ligou ________- o número do telefone da casa dele. Felipe tinha sido sorteado. O
prêmio era uma bicicleta: “É verdade, mãe! A moça quer falar ______ você no telefone pra
combinar a entrega da bicicleta. É verdade!”.

A mãe de Felipe fingiu não ouvir. Continuou preparando o jantar em silêncio. Resultado: Felipe
deixou de ganhar o prêmio. _______-_, ele começou a reduzir suas mentiras. ______ que um dia
deixou de contá-las. _______, Felipe cresceu e tornou-se um escritor. Voltou a criar histórias.
________, sem culpa e sem medo. No momento está escrevendo um conto. É a história de um
menino que deixa de ganhar uma bicicleta _______ mentia…

Anexo 8 – AULA 2
Texto na versão integral
Conto do João Jogador

Uma mulher e um homem tiveram um filho. Quando ele nasceu puseram-lhe o nome de João. Desde
o tempo em que era pequeno até crescer, só queria jogar cartas.
Deixou então a casa dos pais para viajar, procurando quem quisesse jogar cartas com ele. Todos
lhe chamavam João Jogador. Depois de ter ganho a todos dentro do seu reino, foi de reino em reino,
sempre a jogar cartas. No jogo de cartas, ninguém lhe ganhava. Vivia como um rei.
Era muito vaidoso por causa disto. Um dia foi para terra estrangeira. Lá falou pomposamente de si
mesmo, “Deixem saber que se um homem aparecer aqui para jogar eu não lhe viro as costas,
deixem saber!” Assim que ele acabou de dizer estas palavras, apareceu à sua frente um gigante. O
gigante disse-lhe “Amigo! Estás a desafiar-me? Eu aceito.”João disse-lhe “É o que desejo
realmente.”
Os dois começaram a jogar. No início, o gigante começou a perder. Apostou as posses da sua casa,
como ouro e prata, assim como todas as outras coisas, e tudo João ganhou. A seguir, apostou todas
as outras posses e cavalos, os seus búfalos e porcos; João ganhou tudo. Depois o Gigante apostou
a sua mulher, os seus filhos, os seus criados; João ganhou todos. Não havendo mais nada para
apostar, o Gigante apostou um dos seus braços, depois o outro braço e perna e finalmente todo o
corpo. Tudo João ganhou. Só lhe faltava a cabeça. Depois de pensar, o Gigante resolveu apostar a
cabeça.
Então o Gigante começou a ganhar. Primeiro o Gigante recuperou o seu corpo. Depois ganhou de
volta a sua mulher, os seus filhos, os criados de sua casa. Ganhou sucessivamente a João, até ele
começar a perder tudo o que tinha ganho nos outros reinos. Não havendo mais nada a apostar João
apostou então o seu corpo, que o Gigante também ganhou.
Depois disto, o Gigante disse a João “Amigo, agora és meu! Por isso, dentro de setes dias deves
chegar a uma porta de ferro no meio das altas montanhas! Se não voltares eu mesmo irei à tua
procura!” Dito isto o Gigante desapareceu.
João não sabia bem onde ficava esta terra. Depois de ter pensado, foi perguntar às pessoas. Talvez
alguém soubesse onde era a terra da Alta Montanha e da Porta de Aço, mas ninguém sabia. Pensou
“Talvez o Gigante me faça mal, porque está quase na altura dele aparecer.”
De manhã saiu outra vez. Decidiu perguntar aos animais. Talvez algum soubesse desta terra. Os
animais responderam que não sabiam onde ficava esta terra. Enquanto falava com os animais
levantou os olhos para o céu e viu uma águia voar na sua direcção. João perguntou-lhe “ Hoy!
Amiga águia, sabes onde fica a Montanha Grande e a Porta de Aço?”
A águia respondeu “ Sim sei! Vim agora mesmo de lá!”
João ficou radiante. Perguntou à águia se o podia levar até lá. A águia disse que sim, mas essa
terra era muito distante, levaria três dias e três noites a lá chegar, por isso, seria necessário levar
provisões. João perguntou-lhe quais eram as provisões necessárias, ao que a águia respondeu
“ Um barril de água e um barril de carne. Avisas quando estiver tudo pronto e partiremos
imediatamente.”
A águia disse-lhe, “ Bem, podemos ir já. Carregas as provisões e pões tudo em cima de mim e
depois sobes. Partiram. Já no ar, a águia disse-lhe “ quando eu te disser fome tu serves-me água e
quando eu te disser sede tu partes-me um pedaço de carne.”
Voaram tempos e tempos seguidos. De repente a águia exclamou “Estou com fome” e João retirou
um pouco de água que deu à águia. Pouco tempo depois a águia disse “Estou com sede” e João
cortou carne e deu-lha. Viajaram constantemente durante três dias e três noites. Ainda havia um
pouco de água, mas já não havia carne. A águia sentiu que ele estava muito cansado então disse-
lhe “Estou com sede”. João viu que não havia mais carne então cortou com uma faca uma porção
da sua perna e deu à águia. Quando viu a carne a águia perguntou a João “ Que tipo de carne é
esta com este sangue?”
João respondeu “ É a minha perna, porque já acabou a carne”.
A águia respondeu “Não posso comer da tua perna. Prefiro não comer nada. De qualquer forma
ainda temos água suficiente para chegar ao nosso destino” Pouco depois chegaram à Alta
Montanha e Porta de Aço. A águia levou João directamente para casa do gigante no meio de uma
montanha solitária, uma casa com uma única porta de aço. Ali, João agradeceu muito sinceramente
à águia que partiu imediatamente.
Depois da águia ter partido, João encaminhou-se para a porta do Gigante. O próprio Gigante abriu-
lhe a porta e disse-lhe “ Amigo, tens sorte! Caso contrário, serias posto entre os meus dentes. Olha!
Já estava vestido para te ir procurar. Só faltava calçar os sapatos. Entra para poderes começar a
trabalhar amanhã!”
Depois de ter entrado, o gigante mostrou-lhe toda a casa. Por último trouxe-o para um lugar por
baixo do quarto da sua filha mais nova. “ Ficas aqui! Amanhã, às sete horas vens para ouvir as
ordens.”
O gigante e a sua mulher tinham sete filhas, todas tão más como eles os dois. Só a mais nova tinha
bom coração. Chamavam-lhe Bui Iku, mas o seu nome verdadeiro era Flor Branca. Ela tinha muito
bom coração e fazia bem a toda a gente, por causa disso lhe deram aquele nome.
Às sete horas João foi ao quarto do gigante para ouvir as ordens que lhe disse “Tenho o desejo de
comer mangas maduras. Amanhã as sete horas estás aqui com as mangas senão morres.”
Depois de ouvir isto João partiu imediatamente à procura das mangas. Procurou por todo o lado
mas não encontrou nada porque ainda não era a estação delas. Á medida que o dia foi passando
João preocupou-se muito e pensou que talvez no dia seguinte o gigante o fosse matar.
Durante a noite chorou e chorou e a filha mais nova ouviu-o chorar. À meia-noite, quando todos
estavam deitados, ela veio ao quarto dele perguntar porque estava ele a chorar. Então ele contou-
lhe o pedido que o pai lhe tinha feito e disse-lhe que durante todo o dia tinha percorrido aquela
região à procura das mangas mas que não tinha encontrado nada, porque não era a estação delas.
“ Talvez amanhã o teu pai me coma mesmo” Depois disto chorou com tanta força que Bui Iku
começou também a chorar.
Depois disse-lhe “não tenhas medo. Agarra esta semente de manga e planta-a no chão. Depois os
dois olharam juntos a semente que ele tinha plantado no chão e esperaram. Depressa uma árvore
saiu do chão dando flor, e depois deu fruto. Eles continuaram a observar a árvore. Os frutos
cresceram muito até amadurecerem e cairem no chão. Depois a rapariga mandou-o apanhar a fruta
e dirigiu-se para o seu quarto, mas antes avisou-o “ Não contes nada a ninguém, isto fica entre os
dois”.
Às sete horas João dirigiu-se aio quarto do gigante. O gigante veio abrir-lhe a porta e disse-lhe “Tens
sorte João! Já não vais ser posto entre os meus dentes! Basta! Podes ir. Dentro de momentos vens
cá para receber outra ordem. ”Ao meio-dia o Gigante chamou-o e disse-lhe “A minha mulher perdeu
o seu anel de ouro no pântano perto da montanha. Deves ir procurá-lo e amanhã às sete horas
trazes cá o anel, caso contrário, morres.”
João sabia que este pântano era muito grande e estava cheio de crocodilos. Ainda assim tentou lá
ir, no entanto os crocodilos, muito ferozes não o deixaram aproximar e tentaram morder-lhe. João
ao fim do dia voltou para o seu quarto e chorou baixinho, durante muito tempo. A meio da noite Bui
Iku veio ao seu quarto e perguntou-lhe “João porque choras?” João então contou-lhe o que o gigante
lhe tinha pedido e como tinha em vão tentado recuperar o anel, pois os crocodilos nem sequer o
tinham deixado entrar na água. Bui Iku disse-lhe “ Não tenhas medo. Agarra o meu anel e põe-no
no teu dedo, depois volta ao pântano e se algum crocodilo te quiser fazer mal mostra-lhe o meu
anel. João voltou ao pântano e quando os crocodilos se dirigiram a ele, mostrou-lhes o anel fazendo
com que todos se escondessem imediatamente nos seus ninhos. Entrou dentro do pântano e não
demorou muito a encontrar o anel perdido.
Às sete horas em ponto dirigiu-se ao quarto do Gigante que quando viu o anel ficou muito admirado.
“A tua boa sorte persegue-te, senão comia-te. Voltas cá mais tarde para receber outra ordem”. Ao
meio-dia, o Gigante chamou-o e mostrando-lhe um cavalo selvagem disse-lhe “Amanhã às sete
horas montas este cavalo e tens que o domar”. João achou que seria bastante difícil pois nunca
tinha domado um cavalo selvagem. Foi para o quarto pensar como deveria fazer. A meio da noite,
enquanto estava absorto nos seus pensamentos, Bui Iku veio ao seu encontro. Perguntou-lhe o que
o preocupava, ao que ele respondeu “Até hoje nunca domei um cavalo, e não sei como fazê-lo”. A
rapariga respondeu “João ouve-me, os meus pais sabem que eu sou responsável por tudo o que
fizeste até agora, então pediram-te para domares o cavalo de forma a encontrares a morte. Mas
não te preocupes. O cavalo é feito de nove de nós. O meu pai será a cabeça do cavalo, a minha
mãe será o pescoço do cavalo, as minhas irmãs serão os lados do cavalo, e eu serei a cauda do
cavalo. Assim, quando conduzires este cavalo deves-lhe dar muitas pancadas na cabeça, no
pescoço, nas costas, em todo o cavalo. Dá-lhe uma verdadeira sova. Deves lembrar-te, não toques
na cauda do cavalo. Faz como te digo e no fim veremos!”
Então de manhã cedo João foi montar o cavalo. Levou consigo uma cana e uma pequena faca. O
cavalo fez tudo para o deitar abaixo, no entanto, João aguentou-se e bateu no cavalo com a cana
e bateu ainda mais. Espetou a faca várias vezes na cabeça do cavalo e nas outras partes. Lutou
muito até suor preto sair do cavalo. Quando viu isto parou, porque o cavalo não conseguia andar
mais. Vendo o cavalo neste estado, João desmontou-o e foi para o seu quarto. Durante a noite Bui
Iku veio ao seu quarto e disse-lhe “Estão todos muito doentes em minha casa. Esta é a melhor
altura para fugir. Vai ao estábulo e traz de lá um cavalo. O cavalo que deves trazer é um cavalo
magro que se chama Pensamento. Não tragas o mais gordo que se chama Vento. Não te demores!
Vai depressa!”
Mas quando João chegou ao estábulo viu que o cavalo Pensamento era mesmo muito magro e
pensou que não aguentasse com os dois. Então trouxe o cavalo mais gordo. Quando Bui Iku o viu
disse-lhe muito assustada “ Não é este, o outro é mais rápido”, mas João respondeu-lhe que achava
que o outro cavalo não aguentaria com os dois, por isso tinha trazido aquele. Bui Iku disse-lhe “ Não
importa. Vamos já porque está quase a nascer o sol”. Antes de sairem, ambos puseram saliva dentro
de uma casca de coco e puseram-no dentro do quarto de Bui Iku.. Depois partiram. Entretanto, o
gigante chamou por Bui Iku. A saliva respondeu “Estou aqui! Estou aqui!”. Depois chamou por João
e também a sua saliva respondeu “Estou aqui! Estou aqui!”. Assim continuou até ao amanhecer, até
que a saliva secou. O gigante então chamou novamente. Como se ninguém respondesse a mulher
do gigante cheia de medo disse-lhe “Eles fugiram”.
O gigante mandou espreitar nos quartos que estavam vazios.
Furioso, o gigante foi a procura deles. Montou o seu cavalo Pensamento. Ele só tinha uma coisa no
pensamento, apanhá-los. Bui Iku e João, de repente, sentiram um vento muito forte e Bui Iku disse-
lhe “Temos que nos esconder, porque o meu pai vem aí.” Então Bui Iku fez o cavalo mudar de
direcção e transformar-se num jardim. Transformou-se em vegetal e João pôs-se a regar o vegetal.
Quando o gigante chegou, entrou no jardim e perguntou a João, sem o reconhecer, se ele tinha
visto um homem e uma mulher passar, montados num cavalo, por ali. João, fazendo de conta que
não percebeu, respondeu-lhe que o seu vegetal era muito pequeno e não lhe poderia vender.
Achando que o homem tinha percebido mal, interrogou-o outra vez. Obteve a mesma resposta.
Perguntou ainda uma terceira vez e a resposta foi a mesma. Então o gigante voltou para casa.
Quando chegou a casa a mulher perguntou-lhe se tinha encontrado a filha e João. Ele disse que
não. A única coisa que encontrei foi um senhor Ninguém, um vegetal e um jardim. Percebendo o
que tinha acontecido, a mulher explicou-lhe que o jardim era o cavalo, o vegetal era a rapariga e o
homem era João. Convenceu-o então a voltar a sair, pois deveria encontra-los na estrada, a fugir.
Então o gigante voltou à estrada e eles sentiram o vento regressar novamente. “Rápido temos que
nos esconder” disse a rapariga. Bui Iku transformou o seu cavalo num tronco de palmeira . Ela
transformou-se em ira e João começou a escavar no tronco.
Entretanto o gigante chegou e perguntou-lhe “ Hoy! Amigo! Viste um homem e uma mulher a cavalo
passar por aqui? João respondeu “Não te posso vender sumo da palmeira porque só tenho um
pouco.” Então o gigante perguntou-lhe outra vez a mesma coisa pensando que o homem não tinha
percebido. Perguntou-lhe várias vezes até João enfurecido lhe responder que não lhe podia vender
sumo de palmeira, por isso que se fosse embora!
Quando chegou a casa a mulher perguntou-lhe se tinha encontrado a filha e João. Ele disse que
não, que só tinha encontrado um homem a raspar a casca de uma palmeira e contou-lhe o estranho
episódio, dizendo-lhe que o homem pareceu muito zangado. Mais uma vez a mulher percebeu tudo
e, explicando ao gigante, convenceu-o a voltar a procurá-los.
Bui Iku e João continuavam a viajar e entraram nos limites de uma terra cristã.
Bui Iku novamente sentiu o vento a soprar. Desta vez ela transformou o cavalo numa capela,
transformou-se em sino e João no homem que toma conta da capela. De repente o gigante
apareceu. Viu João e perguntou-lhe: “Hoy! Amigo! Talvez tenha visto uma mulher e um homem
montados num cavalo a passar?” João respondeu “ Quer aceitar o cristianismo?” O gigante tornou
“ Não amigo! Só lhe perguntei se viu passar por aqui uma mulher e um homem a cavalo?” João
disse “Quer confessar-se?” E o gigante “Não!! Só perguntei se por acaso viu um homem e uma
mulher a cavalo??!!” Então João respondeu “Você continua a querer perguntar, porque espera
aqui?” Então João tocou o sino e as pessoas duma aldeia começaram a juntar-se à frente da Igreja.
Vendo tanta gente, o gigante resolveu voltar a casa.
Mais uma vez, contou à mulher o que se tinha passado e mais uma vez ela lhe explicou quem eram
na verdade o homem, o sino e a igreja. Mais uma vez o convenceu a voltar a procurar a filha e João.
“ Mas desta vez irei contigo!!” disse a mulher.
Ditas estas palavras partiram. E João Jogador e Bui Iku que tinham regressado à sua viagem
sentiram o vento levantar-se de novo, mas desta vez acompanhado por chuva. “Talvez desta vez a
minha mãe também venha com meu pai. Acho que é isso que esta chuva quer dizer.” E quase ainda
não tinha acabado de falar quando viu os pais aproximarem-se. “Bui Iko! Bui Iko!” gritou a mãe.
Então Bui Iko disse a João “Depressa, dá-me a minha garrafa de água. A que carregamos connosco
para beber.” João agarrou na garrafa e deu-lha. Ela abriu-a e começou a despejá-la no chão. De
repente, a água começou a engrossar de caudal até se tornar numa ribeira cujas águas começaram
a empurrar tudo com violência. O gigante e a sua mulher foram arrastados pelas águas para o mar
e quando morreram, o vento parou e também parou a chuva.
Bui Iko e João continuaram a sua viagem até chegarem a uma grande cidade, nessa terra cristã,
onde se estabeleceram. Rapidamente, se casaram, e trabalharam para o melhoramento de todos.
Cedo, todos perceberam que eles eram boas pessoas.
Passado algum tempo, o rei daquela terra morreu, e como não tinha filhos, os homens sábios
reuniram e tornaram o casal nos governantes do reino. Todos ficaram muito felizes com isto e
celebraram convidando os reis dos reinos vizinhos para a festa que durou sete dias e sete noites.
Muitos búfalos foram mortos durante as celebrações e quando estas acabaram Bui Iko e João
Jogador começaram a governar o reino.
Todos ficaram felizes.

Anexo 9 – AULA 3
JOGADOR CHORA AO SER EXPULSO CONTRA ALEMANHA

Expulso aos 11min do segundo tempo no duelo contra a Alemanha, quando sua seleção já perdia
por 2 a 0, o australiano Tim Cahill foi às lágrimas enquanto deixava o gramado. Além de discordar
da decisão do árbitro mexicano Marco Rodrigues, o meia teme que o "sonho de sua vida" chegue
ao fim antes da hora. "Essa Copa do Mundo é o sonho da minha vida e alguém o levou para longe
de mim com uma decisão. Não tenho palavras para descrever como estou chateado. É um dos
momentos mais tristes da minha carreira", disse o camisa 10. O alemão Schweinsteiger, vítima da
falta que originou o cartão vermelho, saiu em defesa do rival e afirmou que o árbitro poderia ter
sido menos rigoroso, fato que aumentou a irritação de Cahill. "Schweinsteiger saiu em minha
defesa, disse que não era lance para cartão vermelho. Tirem suas conclusões", reclamou o atleta,
que está suspenso da partida contra Gana, no próximo sábado, às 11h, e deve ser substituído por
Kewell. "Eu treinei muito para estar aqui, me mantive em forma e agora não poderei jogar. Já
passei por muitas coisas difíceis no futebol, mas nada tão doloroso", declarou o jogador, que
completou: "Estou 100% comprometido com a causa de nossa seleção. Vou treinar e mostrar o
meu valor para o último jogo".

http://esportes.terra.com.br/futebol/copa/2010/noticias/0,,OI4492153-EI15721,00-
Emocionado+Cahill+critica+arbitro+apos+expulsao.html
Anexo 10 – AULA 4
Massa diz que realizou um sonho ao ser pole em Interlagos
Quinto brasileiro a conquistas uma pole no GP do Brasil de Fórmula 1 – repetindo Emerson Fittipaldi,
Nelson Piquet, Ayrton Senna e Rubens Barrichelo -, Felipe Massa afirmou neste sábado que
realizou um sonho em sua carreira ao garantir a primeira posição do grid de largada da corrida em
Interlagos e ouvir o seu nome ser gritado pelo público que lotou o autódromo.
(Milton Pazzi Jr. em www.estadao.com.br – acessado em 21 de outubro de 2006)

Felipe Massa crava a pole position do Grande Prêmio do Brasil


O brasileiro Felipe Massa confirmou o favoritismo e conquistou a pole position do Grande Prêmio
do Brasil, última etapa da temporada de 2006 da Fórmula 1. Forte desde os treinos livres da sexta-
feira, ele assumiu a primeira posição com o tempo de 1min10s842.
(http://esporte.uol.com.br– acessado em 21 de outubro de 2006)

Anexo 11 – AULA 5
Texto 1
BRASILEIRO É PRESO POR ROUBAR BOLSA NA ÁFRICA DO SUL, DIZ JORNAL

De São Paulo
Wilson Delfin Soto Caldoron, 51, foi preso na Cidade do Cabo, uma das cidades-sede da Copa do
Mundo-2010, por roubar as bolsas de duas torcedoras que estavam vendo a partida de abertura
(África do Sul 1 x 1 México) em um restaurante. Segundo o jornal local "Cape Times", o brasileiro
foi perseguido por um dos responsáveis pela segurança e foi obrigado a comparecer a um
tribunal, no sábado. Ele permanece detido na prisão de Goodwood. A polícia está procurando
agora pelos comparsas de Wilson, dois homens e uma mulher, que o ajudaram a roubar as duas
torcedoras. Wilson foi detido com uma das bolsas. A outra foi levada pelos outros três, que
conseguiram fugir com os documentos pessoais da vítima, uma câmera, lentes e dinheiro. (Fonte:
Jornal Folha de São, esporte- Copa do Mundo, 14/06/2010)

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=19249

Texto 2
Caso de menino de 7 anos que trabalha como entregador gera revolta na China

Apelidado de 'Pequeno Li' nas redes sociais, garoto perdeu o pai e foi deixado pela mãe, que se
casou novamente; caso foi classificado como retrato da 'tragédia social' do país.

A história de um órfão de 7 anos que trabalha fazendo entregas na China gerou um debate sobre a
pobreza na infância e o acesso à educação no país. Um vídeo publicado no site Pear Video, um
site popular em território chinês, mostra o menino, apelidado de "Pequeno Li" nas redes sociais,
entregando pacotes na cidade de Qingdao, no leste da China. As imagens foram vistas mais de 18
milhões de vezes. O Pear Video afirma que o Pequeno Li perdeu o pai e perdeu contato com sua
mãe após ela se casar novamente. O garoto vive com um amigo de seu pai desde os três anos.
Esse homem trabalha com entregas, e o menino passou a acompanhá-lo nesses momentos depois
de eles se mudarem da região rural da Província de Shandong. Hoje, o garoto faz entregas sozinho.
Nas redes sociais, muitos disseram estar tristes com a situação do garoto e manifestaram
preocupação com seu bem-estar e o desejo de que ele tenha uma "vida melhor". "Problemas de
família sempre afetam mais as crianças", disse um usuário sobre o caso.
https://www.terra.com.br/noticias/mundo/asia/caso-de-menino-de-7-anos-que-trabalha-como-
entregador-gera-revolta-na-china,442150ab45e26b50fb513f1db2aa45f4q4y6u637.html

Texto 3

Rio terá Dia D de vacinação contra a febre amarela no próximo dia 27

Doses estarão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde, UPAs e quartéis do Corpo de
Bombeiros
A Secretaria de Estado de Saúde do Rio vai promover, no próximo dia 27 de janeiro (sábado), a
partir das 9h, o Dia D de vacinação contra a febre amarela. Todos os 92 municípios do Rio vão
participar. De acordo com a secretaria, objetivo da campanha é chamar a atenção da população
para a importância de se imunizar contra a doença. Durante a ação, a vacina estará disponível nas
Unidades Básicas de Saúde, UPAs, instalações montadas pela SES e também nos quartéis do
Corpo de Bombeiros.

"Temos vacinas para todos os municípios e contamos com o apoio de todos nessa ação. Para ajudar
na vacinação, a SES realizou uma parceria com a Secretaria de Defesa Civil para apoiar as
prefeituras e oferecer a vacina também nos quartéis. Importante destacar que no dia D a dose que
vamos ofertar é a dose integral da vacina, que é a que estamos disponibilizando no momento. Só a
partir do dia 19 será feito o fracionamento", disse o secretário de Estado de Saúde, Luiz Antônio
Teixeira Jr, que acrescentou: "Somente com a união e a parceria do Estado com municípios e a
população, venceremos juntos a febre amarela. Vamos mobilizar todos os municípios e o Corpo de
Bombeiros para ampliar o acesso à vacinação."

Até o momento, cerca de 46% do público-alvo da campanha está vacinado. A SES está
disponibilizando boletins diários com a atualização de casos da doença. Em 2018, até o momento,
foram registrados quatro casos de febre amarela silvestre em humanos, uma morte em Teresópolis
e três casos em Valença, sendo dois óbitos. Mais informações sobre a doença podem obtidas no
site www.febreamarelarj.com.br.
"Especialmente quem mora em região de mata deve buscar a vacinação o quanto antes. Temos
doses para todos e a vacina é a melhor e mais eficaz opção para se proteger contra a febre
amarela", ressaltou o subsecretário de Vigilância em Saúde, Alexandre Chieppe.

http://www.jb.com.br/rio/noticias/2018/01/17/rio-tera-dia-d-de-vacinacao-contra-a-febre-amarela-
no-proximo-dia-27/
Texto 4

Rede de restaurantes oferece batatas fritas de graça durante quatro dias

O Outback vai oferecer porções gratuitas da sua famosa Aussie Cheese Fries em comemoração ao
Dia da Austrália. Saiba como participar

A rede de restaurantes norte-americana Outback Steakhouse fará uma promoção especial na


próxima semana para os apaixonados pelas famosas Aussie Cheese Fries. De 22 a 25 de janeiro,
os clientes ganharão gratuitamente uma porção das batatas fritas especiais da casa na compra de
pelo menos um aperitivo ou prato principal.

A promoção homenageia o Dia da Austrália, em 26 de janeiro, data marcada por celebrações e atos
cívicos neste país da Oceania. A Aussie Cheese Fries é um produto do Outback, que traz uma
porção de batatas fritas cobertas com queijos e bacon. Fora da ação promocional, o preço do prato
é de R$ 49,90. Em Fortaleza, o restaurante possui lojas nos shoppings Iguatemi e RioMar Fortaleza.

Para garantir a gratuidade, o cliente deve, além de comprar um aperitivo ou prato principal, gerar
um cupom no site oficial da Aussie Week e apresentá-lo em qualquer um dos restaurantes no Brasil
acompanhado de um documento de identificação. Segundo o regulamento, só é permitida a
utilização de um cupom por mesa. A promoção só não é válida em São Paulo no dia 25, feriado
municipal que comemora o aniversário da Cidade.

https://www.opovo.com.br/vidaearte/2018/01/rede-de-restaurantes-oferece-batatas-fritas-de-graca-
durante-quatro-di.html

Texto 5

Como funciona a compra para pessoas com deficiência?

Portadores de necessidades especiais têm direito a carros com até 25% de desconto. Você
também pode ter e nem sabe

Comprar automóvel com isenção de impostos para portadores de necessidades especiais (PNE) é
complicado e requer paciência – a primeira aquisição demora, no mínimo, oito meses. Mas tanta
espera vale a pena, já que os descontos chegam a 25% do valor total do carro.

Vera Aparecida dos Santos, 53 anos, e seu marido, Ronaldo Barreto, 56, fizeram valer esse direito.
Ela, recuperada de um câncer de mama, precisa de um veículo automático e com direção assistida.
Após ter um AVC, ele aposentou-se por invalidez e não pode mais dirigir, ficando para seu filho,
Vinícius Barreto, 23, a tarefa de ser condutor do pai. “O número de médicos que ele tem que visitar
é grande, portanto temos direito a pegar carro com desconto”, diz o filho.
Com vantagens como a isenção de IPI e ICMS (que, somados, chegam a 25%), além de IPVA e
rodízio municipal no caso da cidade de São Paulo, a compra para PNE se estende para mais casos
que podemos imaginar. Estão incluídas pessoas com síndrome de Down, mal de Parkinson,
nanismo, próteses internas e externas, escoliose acentuada, neuropatias diabéticas, hepatite C,
HIV positivo, entre outros.

No caso de deficiências severas que impossibilitem a condução, os PNE podem apresentar


representantes legais, que passam a ter direito ao desconto. No entanto, há limitações: para isenção
total, o carro deve ser fabricado no Brasil e não passar dos R$ 70.000. Acima disso, apenas o IPI é
descontado – e mesmo nesse caso o abatimento pode valer a pena. As picapes ficam de fora.

https://quatrorodas.abril.com.br/guia-de-compras/como-funciona-a-compra-de-carro-para-
portadores-de-necessidades-especiais/

SEMANA 3
Anexo 12 - AULA 1
Monteiro Lobato

Em 18 de abril de 1882 nasce, em Taubaté, José Renato Monteiro Lobato, Filho de José Bento
Marcondes Lobato e Olímpia Augusta Monteiro Lobato, na casa do avô materno, José Francisco
Monteiro, Visconde de Tremembé.
Monteiro Lobato (1882-1948) mudou de nome (trocou Renato por Bento) para aproveitar uma
bengala herdada do pai, na qual estavam gravadas as iniciais J.B.M.L., passando a se chamar José
Bento Monteiro Lobato.

A paixão pelos livros fez com que, durante os estudos na Faculdade de Direito do Largo de São
Francisco, em São Paulo, Lobato se envolvesse com várias atividades literárias.

Em 1918, fundou a Monteiro Lobato Editora, selo sob o qual publicou Narizinho Arrebentado, o
primeiro livro das quase 5 mil páginas que escreveria sobre as aventuras de Pedrinho, Narizinho,
Visconde, Dona Benta e Emília, personagens inesquecíveis do Sítio do Pica-pau Amarelo.

Com a falência da editora em 1925, Lobato mudou-se para Nova York e atuou como adido cultural
brasileiro. Voltou ao Brasil para criar a Companhia de Petróleo do Brasil, envolvendo-se em uma
campanha pela exploração do solo brasileiro. Sua defesa do petróleo nacional fez com que tivesse
problemas políticos que acabaram por condená-lo a três meses de prisão em 1941. Mudou-se para
a Argentina em 1946, onde morreu, vítima de um espasmo vascular.

Vida Literária:

Monteiro Lobato começou na carreira literária por acaso. Tendo vivido no interior, pôde observar as
dificuldades e os vícios característicos da vida rural. Suas observações dão origem a uma longa
carta, enviada para o jornal O Estado de São Paulo, em que discute o problema das queimadas. A
carta funciona como uma denúncia e chama a atenção das pessoas para um problema que, como
tantos outros, era desconhecido por não fazer parte do Brasil “oficial”. Essa carta levou o editor do
jornal a insistir para que Lobato lhe enviasse mais artigos. Nascia assim, uma carreira de longa
colaboração jornalística. A carta foi importante também por outra razão: é nela que o escritor cita
pela primeira vez o nome da personagem a que ele ficará associado para sempre: Jeca Tatu.

O aspecto literário mais importante da obra de Monteiro Lobato é a sua preocupação em denunciar
alguns dos problemas que marcavam a vida das pessoas do interior. O foco do autor é a região do
Vale do Paraíba, que entrou em decadência após o deslocamento das culturas de café para o oeste
paulista.

Observação: O grupo já pode elaborar um roteiro, contemplando todos os assuntos que eles
gostariam de escrever nas próprias autobiografias: nome, local de nascimento, nomes dos pais,
irmãos, avós, o que mais gostam de fazer na escola e fora dela, as comidas preferidas, os bichos
de estimação, as lembranças mais queridas, histórias divertidas.

Anexo 13 - AULA 2
Biografia de Sílvio Santos

Sílvio Santos (1930) é apresentador de Televisão e empresário de comunicação. O Grupo Sílvio


Santos engloba o Sistema Brasileiro de Televisão, a Liderança Capitalização-Administração da
loteria Tele Sena, a Jequiti Cosméticos. Seu Programa de televisão, o Programa Sílvio Santos, é
transmitido há décadas e seu grande sucesso deve-se à variedade de jogos, pegadinhas e outras
atrações.

Silvio Santos (Senor Abravanel) (1930) nasceu na Lapa, Rio de Janeiro, no dia 12 de dezembro de
1930. Filho do imigrante turco Alberto Abravanel e da grega Rebeca Abravanel. Era chamado de
Silvio, pela mãe, que não gostava de seu nome de batismo. O sobrenome Santos, foi escolhido por
ele, pois “santos” seriam os protetores o ajudariam a ter sorte em sua caminhada. Sílvio Santos é
descendente de um estadista e filósofo judeu-português Isaac Abravanel.

Sílvio Santos começou a trabalhar como camelô aos 14 anos, onde aprendeu a negociar e a expor
a sua voz, considerada poderosa. Foi convidado para ser locutor na Rádio Guanabara, mas não
ficou por muito tempo, pois a atividade de camelô lhe rendia mais financeiramente.
Seu tino comercial era admirado e conhecido por todos. Depois de servir ao exército, criou uma
maneira de tornar as viagens mais dinâmicas nas embarcações que iam do Rio de Janeiro à Niterói:
criou um serviço de alto falantes para anunciar os produtos negociados. Posteriormente, entrou
para o ramo de shows e sorteios de loterias.

Sílvio Santos foi apelidado de Peru, pois falava muito.


Em 1962 começo a sua carreira na televisão, com o programa "Vamos Brincar de Forca", transmitido
pela TV Paulista. Teve sucesso nesse ramo, e acabou por ser contratado pela Rede Globo de
Televisão, mas saiu algum tempo depois por não conseguir se tornar acionista.
Passou pela Rede Tupi e Rede Record, nesta, conseguiu 50% das ações da TV. Mas o grande
empreendimento de Sílvio Santos seria o SBT - Sistema Brasileiro de Televisão, canal próprio, onde
apresentaria o seu tradicional Programa "Sílvio Santos" e venderia outros produtos, como o Baú da
Felicidade, empresa de venda de carnês e sorteios.

O Programa Silvio Santos é uma atração que já se tornou tradição na televisão brasileira. Nele,
Sílvio Santos montou uma variedade de atrações junto com a publicidade de seus produtos, o que
lhe mantem uma audiência fiel. Foi candidato à Presidência da República em 1989, mas teve a
candidatura impugnada por questões de lei eleitoral.
Sílvio Santos é casado pela segunda vez, e tem seis filhas. Uma delas, Patrícia Abravanel, que será
uma das sucessoras dos negócios do pai, decisão tomada por ele em 2006.

https://www.ebiografia.com/silvio_santos/

Anexo 14 - AULA 3
Entrevista com o cantor Gustavo Mioto.

O cantor Gustavo Mioto já começou o ano bem com o lançamento de 3 da Manhã e, agora, o
videoclipe da música com a blogueira Flavia Pavanelli. No clipe, Gustavo e Flavia fazem um par
romântico que foi separado pelo destino e que matam a saudade durante longas conversas por
telefone, até que um dia ela não atende mais as ligações.
No bate-papo a seguir, ele relembra o começo da carreira, alguns sucessos e muito mais! Vem
ler!
1. Ana Castilho: Seus primeiros acordes no violão saíram quando você tinha apenas 6
anos. Como você aprendeu a tocar violão?

Gustavo Mioto: Fui aprendendo na curiosidade, dedilhando sozinho e depois fiz algumas aulas. É
fácil quando é uma coisa que você se identifica, tudo fica mais fácil.

2. AC: Como foi produzir este clipe com a blogueira Flavia Pavanelli? Muito difícil?
Animador?

GM: Foi incrível, já conhecia a Flavia há um tempo e, como surgiu essa oportunidade de gravar
um novo videoclipe, logo pensamos nela. Ela é uma ótima profissional e tem exatamente o perfil
que estamos querendo para esse novo trabalho. Foi maravilhoso com tudo pensado nos mínimos
detalhes. Espero que todos gostem!

3. AC: Você mesmo compõe suas canções. Como rola esse processo? Você vive algo e
já pensa que daria uma boa música?

GM: Comecei a escrever letras aos 13 anos, quando tive minha primeira desilusão amorosa. O
primeiro CD foi todo baseado nesse primeiro amor que me trouxe muita inspiração. Desilusões
sempre são mais inspiradoras (risos).

4. AC: Sua música com a Cláudia Leitte, Eu Gosto de Você, foi um sucesso. Se
pudesse fazer uma parceria musical com mais alguém, quem seria?
GM: Acho que o sonho de todo cantor é dividir o palco ou fazer uma parceria com o Roberto
Carlos, realmente seria um grande sonho.
Acho que trabalhar bastante e levar minha música para mais e mais pessoas.

Disponível em: http://todateen.uol.com.br/fun-musica/entrevista-com-o-cantor-gustavo-mioto/>


Acesso em: 04/04/2016.

Entrevista retirada do site: https://eraciobacca.wordpress.com/2016/04/13/atividades-genero-


entrevista/

Entrevista: Humberto Maturana e a importância do amor

O médico e biólogo propõe que o cultivo do amor seja um caminho para a realização humana e a
coragem de se questionar, a única alternativa de quem ambiciona a paz.

Em 2000, Maturana e sua parceira, a professora Ximena Dávila, fundaram o Instituto Matriztico, em
Santiago, no Chile. Em 2010, esse centro tornou-se a Escuela Matríztica Santiago, espaço que
estimula a conversa e a reflexão sobre a natureza humana e as relações entre os homens. Eles
estiveram recentemente no Brasil, participando de um workshop promovido pelo Caravanserai
Eventos e pelo Instituto Pallas Athena, de São Paulo. Nesta entrevista, a dupla fala sobre amor, dor
e reflexão. E nos convida à prática da reflexão como caminho para um mundo melhor.

BONS FLUIDOS: O que significa colocar o amor como um fundamento biológico do ser
humano?
Humberto Maturana: O ser humano não vive só. A história da humanidade mostra que o amor está
sempre associado à sobrevivência. Sobrevive na cooperação. Se a mãe não acolhe o bebê, ele
perece. É o acolhimento que permite a existência. Numa de suas parábolas, Jesus fala do
camponês lançando sementes ao solo. Algumas caem nas pedras e são comidas pelas aves, outras
caem num solo árido e resistem por pouco tempo. Mas há aquelas que encontram boa terra e
crescem vigorosas. Assim também nós precisamos de um solo acolhedor para nos desenvolver.
Nosso solo acolhedor é o amor.
BF: Como a senhora, uma cientista, pode definir o amor?

Ximena Dávila: Esse não é um fenômeno eventual, mas uma condição básica e cotidiana que
define as relações entre os humanos. Amar é uma atitude em que se aceita o outro de forma
incondicional e não se exige ou se espera nada como recompensa. Amar implica ocupar-se do bem-
estar do outro e do meio ambiente. Em vez de oferecer instruções do que e como fazer, amar é
respeitar o espaço do outro para que ele exista em plenitude.
HM: O amor é a emoção fundamental que tornou possível a história da humanidade. Ele determina
as condutas humanas, que, por sua vez, tecem o convívio social, entendendo aqui emoção não
como um sentimento, mas como formas de relacionamento. O amor nos dá a possibilidade de
compartilhar a vida e o prazer de viver experiências com outras pessoas. Essa dinâmica relacional
está na origem da vida humana e determinou o surgimento da linguagem, responsável pelos laços
de comunicação e que inclui ações, emoções e sentimentos.
BF: Na essência, todos nós somos criaturas amorosas?

HM: Todas as nossas condutas, mesmo aquelas que chamamos de racionais, dão-se sob o domínio
básico de uma emoção, o amor. Não o amor místico, transcendental ou divino, e também não uma
virtude especial de alguns, mas um tipo de relação em que todos se mantêm fiéis a si mesmos.
Amar não é um substantivo, é um verbo, uma dinâmica relacional espontânea.

XD: Todos nós nascemos amorosos, mas vivemos em um momento histórico em que predominam
relações de dominação, sentimentos agressivos, arrogância e competição, que se contrapõem aos
fundamentos amorosos. Isso é o oposto do amar, pois amar é um respeito pela individualidade.
Amar nos permite ser vistos, ter presença, ser escutados, enfim, existir como pessoa. É um tipo de
comportamento em que não há expectativas e preconceitos – impera a aceitação do outro da forma
como ele existe. O que estamos propondo é apenas recuperar em nós o que é constitutivo do nosso
ser.
BF: Para vocês, o mundo é, de fato, um espaço acolhedor?

HM: O mundo sempre foi maravilhosamente acolhedor. Se assim não fosse, a história do ser
humano não teria acontecido. Um ser só sobrevive em um entorno que o receba. Caso contrário,
torna-se negativo e agressivo e não resiste. Apesar de vivermos um momento de negação do amor,
só sobrevivemos porque essa emoção persiste nos vínculos que definem a vida em sociedade. É
no amor que alcançamos o bem-estar e realizamos nossa condição humana.
BF: Normalmente entendemos o amor como uma relação idealizada, perfeita. Isso é um
equívoco?

HM: Perfeição implica expectativa. Isso não é amor para nós. O amor verdadeiro não exige nada,
não pede retribuição. Quando surge a exigência, desaparece o amor. Ele não admite críticas, pois
elas significam a imposição dos desejos de alguém sobre outra pessoa e isso dissipa o prazer de
estar junto.
BF: Se o amor é um fundamento do ser, como surge o desamor?

XD: O útero é um espaço de boa terra de onde “brotamos” convencidos de que o mundo nos
receberá e cuidará de nós com ternura e respeito. Se assim for, conseguimos conservar a
configuração emocional própria de seres amorosos. Entretanto, o nosso estilo de vida pode nos
conduzir a um processo de autodepreciação, uma armadilha criada pelos padrões da cultura
contemporânea. Para rebater esse mal-estar consigo mesmo, um drible são as conversas reflexivas
– um exercício de autoconhecimento em que revelamos o que vivemos e como vivemos. Refletir
não é pensar, mas agir de modo a perceber o sentido da própria existência e realizar nossa natureza
amorosa.
BF: Alguém que nasceu no desamor pode se reestruturar?

XD: Sempre existe espaço para transformação. Num clima de desamor, esse processo traz
sofrimento. Mas a dor tem sua função: ela faz refletir e nos permite examinar nossas atitudes
conosco e com a sociedade e decidir se queremos continuar naquela direção ou não. Somos
continuamente mutantes. Podemos gerar mundos distintos todos os dias e isso traz esperança.
Nascemos com o potencial de cultivar espaços de bem-estar, capazes de ampliar a amorosidade
que vivenciamos no útero materno. E, como seres amorosos, temos a capacidade de ressurgir do
sofrimento.

HM: Cada qual tem de assumir o próprio processo de mudança. Não se pode querer transformar o
outro. Isso não é um ato de amor verdadeiro – quando tentamos mudar o próximo, estamos visando
nossos próprios interesses e valores. A transformação deve ser feita por cada um de nós e para o
nosso próprio bem. Se alguém não merece seu amor, não tente interferir na sua conduta. Afaste-
se. Você tem liberdade de escolher com quem quer estar.
BF: Qual o sentido do sofrimento?

HM: A dor nos faz perguntar. Apesar de difícil, é uma oportunidade única de transformação, assim
como a curiosidade, que não nos permite submissão aos padrões externos. Quando tropeçamos
dói o pé. Isso faz pensar sobre o modo de andar, a atenção ao caminhar, os desafios do trajeto. A
dor da alma também ensina. Se alguém me repudia, tenho de perguntar o que estou fazendo para
que isso aconteça. Investigar é oportunidade para crescer.
BF: E onde nasce a dor?

XD: Como seres criativos, precisamos de um ambiente que nos permita a expressão plena da nossa
natureza amorosa. A dor surge de experiências decorrentes do desamor em que a pessoa aceita e,
portanto, acredita que merece não ser amada. Para superar esse sentimento, ela tem de se
reconectar profundamente com essa natureza. E reconhecer que as expectativas colocadas sobre
ela são demandas arbitrárias próprias de uma cultura centrada no resultado e na competição.
Enxergar tudo isso muitas vezes depende de um estímulo externo, uma conversa desprovida de
expectativas e julgamentos.
BF: Viver é um esforço, aqui entendido como sofrimento?

XD: O único caminho possível é a reflexão. Mas refletir não pode ser encarado como um esforço.
Se há esforço significa que estamos procurando soluções. Isso não é reflexão. Refletir é conseguir
recuar da cena para enxergar – e entender – a situação por outro prisma e encontrar uma nova
direção a seguir.
BF: Nesse sentido, o que significa refletir para a senhora?

XD: A pergunta primordial é: gosto de viver o que estou vivendo? Quando me disponho a essa
pergunta, já estou revendo minhas posturas, fora do âmbito da dor e da angústia. A conquista da
consciência passa por outras perguntas: será que o meu desejo é uma imposição do outro? Será
que eu quero o que imagino que quero? A reflexão guarda o desejo de se transportar para uma
realidade melhor. O processo pode ser desconfortável. E é justamente quando o bem-estar
desaparece que surge a oportunidade de encarar as emoções que nos povoam.

https://casa.abril.com.br/bem-estar/entrevista-humberto-maturana-e-a-importancia-do-amor/

Anexo 15 - AULA 5
Texto 1
A obesidade infantil

A obesidade infantil aumenta os riscos de morte antes dos 55 anos


Segundo estudo publicado no New England Journal of Medicine, a obesidade infantil aumenta os
riscos de morte antes dos 55 anos de idade. Acompanhando em longo prazo quase 5 mil crianças
nascidas entre 1945 e 1984, os pesquisadores notaram que um quarto dos voluntários que
apresentavam maior índice de massa corporal (IMC) tinham duas vezes maior taxa de morte por
causas naturais antes dos 55 anos do que o grupo de menor IMC. Entre essas causas, os
especialistas consideraram doenças cardiovasculares, doença hepática alcoólica, infecções,
câncer, diabetes e overdose de drogas.
"O ponto principal é que a obesidade em crianças é um sério problema que precisa ser abordado
seriamente", ressaltou o pesquisador William C. Knowler, do Instituto Nacional de Diabetes e
Doenças Digestivas e Renais. "O que este estudo particular mostra é que a obesidade causará o
excesso de morte prematura", completou o especialista.
Além da influência direta da obesidade infantil nos riscos de morte prematura, a pesquisa indicou
que a intolerância à glicose - fator de risco para o diabetes - e a pressão alta na infância também
cumprem um papel neste sentido. A taxa de morte foi 73% maior entre o grupo de maior intolerância
à glicose e 1,5 vezes maior entre aqueles que apresentavam pressão alta.
Em nota para a imprensa, o pediatra Marc Jacobson, da Academia Americana de Pediatria, destaca
que o novo estudo é oportuno e importante, visto que mais de um sexto das crianças americanas
estão obesas. "Ele nos dá mais dados relevantes sobre os efeitos da obesidade adolescente em
longo prazo". E, seguindo as diretrizes da Academia, o especialista recomenda a medida do índice
de massa corporal em todas as crianças, e uma abordagem no estilo de vida daquelas que se
apresentam obesas. Para a prevenção, segundo ele, os pais podem usar o chamado 5210 - cinco
porções diárias de frutas e vegetais, duas horas ou menos de TV por dia, uma hora de exercícios e
nenhuma ou pouquíssimas bebidas açucaradas.

http://cliquesaude.com.br/obesidade-infantil-pode-dobrar-os-riscos-de-morte-antes-dos-55-anos-
diz-estudo-3081.html

Texto 2

Buraco da camada de ozônio se manteve estável nos últimos 10 anos

COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS


A camada de ozônio, o escudo que protege a vida na Terra dos níveis nocivos de radiação
ultravioleta, manteve-se estável na última década, conforme estudo elaborado pela Organização
Mundial da Meteorologia (OMM) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA),
divulgado nesta quinta-feira.

Meias antibióticas podem estimular emissões de gases-estufa


Buraco de ozônio retém frio na Antártida, mostra relatório
Por esta avaliação científica sobre a camada de ozônio feita neste ano --a primeira atualização em
quatro anos sobre o assunto--, a aplicação do Protocolo de Montreal "impediu um esgotamento
maior da camada de ozônio", e ao mesmo tempo "apresentou valiosos benefícios secundários ao
mitigar a mudança climática".

O protocolo, que regula o uso do CFC (clorofluorcarboneto), foi aprovado em 1987 por cerca de 200
países.
Os analistas preveem que, exceto nas regiões polares, a camada de ozônio se recupere antes de
meados deste século, alcançando os níveis registrados antes de 1980.
Na Antártida, porém, onde o buraco na camada de ozônio é grande, a recuperação será mais
demorada e deve ocorrer somente no fim do século 21.
"Na última década, o ozônio em nível global e nas regiões do Ártico e da Antártida não estão mais
diminuindo, mas também não estão aumentando", salienta o estudo.

(Fonte: Folha de São Paulo, 16/09/2010)


http://brasilescola.uol.com.br/redacao/texto-divulgacao-cientifica.htm

Texto 3

Cientistas descobrem que animais usam dialeto para se comunicar.

Alguns animais utilizam "dialetos" para se comunicar, como as baleias, os golfinhos, as abelhas e
as aves, afirmou a revista alemã de divulgação científica "P. Magazin" em sua edição de setembro.

Este é outro aspecto mais em comum entre a forma de comunicação humana e dos animais,
descoberta recentemente pela comunidade científica.

Um exemplo dos diferentes dialetos ocorre com o estrelinha-de-poupa (Regulus regulus), um


pássaro de pequeno porte caracterizado por ter uma mancha amarela na cabeça, e cujo piar difere
no tom de seus congêneres da China.

No caso dos golfinhos, animais que teriam uma inteligência parecida com a dos homens, os
cientistas comprovaram que inventam diferentes assobios para se comunicar.
Um grupo de pesquisadores da Universidade de St. Andrews, na Escócia, demonstrou que os
golfinhos têm a capacidade de conversar sobre um terceiro animal que não está presente.

O corvo ou o tuim-da-colômbia (Forpus conspicillatus), por exemplo, usam nomes personalizados


para se chamar entre si.

Além dos acústicos, alguns animais também utilizam outros meios de comunicação.

É o caso das aranhas-macho, que usam a rede tecida por uma fêmea para perguntar se podem se
aproximar dela, já que se, dependendo do ritmo como andam pelos fios, podem ser confundidos
com uma presa.

Texto 4

Mosquito da dengue sofre derrota com recente descoberta científica

O mosquito da dengue vai ser derrotado em breve. Pode-se dizer que a transmissão do vírus da
dengue está com os dias contados. Cientistas australianos afirmam que testaram com sucesso uma
maneira eficaz e barata que impede a transmissão deste mal. A dengue mata mais de 12 mil e
prejudica mais de 50 mil em todo o mundo. Segundo publicado na revista científica Nature, depois
de testes em laboratório, os cientistas descobriram que a bactéria Wolbachia – que ataca apenas
insetos – consegue bloquear a capacidade dos mosquitos aedes Aegypti de transmitir a dengue. A
transformação da população usando a bactéria Wolbachia intracelular é particularmente atraente
para os cientistas, porque este agente fornece um poderoso mecanismo para invadir populações
naturais através da incompatibilidade citoplasmática. Foram soltos 300 mil mosquitos adultos
infectados com a bactéria em duas áreas relativamente remotas da Austrália, no período de dez
semanas. Os cientistas esperaram um mês e então capturaram Aedes aegypti selvagens. Fizeram
os testes e descobriram que quase todos estavam infectados com a bactéria, estando, portanto,
incapazes de espalhar a doença. O professor Scott O’Neill, da Universidade de Monash, um dos
autores do estudo, falou que está bem confiante no método. “Este é o primeiro caso em que
populações de insetos selvagens foram transformadas para reduzir sua habilidade de agir como
vetores de doenças humanas”. Eles disseram que um elemento fundamental para o sucesso do
teste foi convencer a população local de que soltar mais mosquitos na região era uma boa ideia.
Nos próximos dois anos serão feito testes na Tailândia, Vietnã, Indonésia e Brasil, países onde a
dengue é endêmica.

https://www.obrasileirinho.com.br/mosquito-da-dengue-sofre-derrota-com-recente-descoberta-
cientifica/

Texto 5
VIDA FORA DA TERRA: ESTAMOS CADA VEZ MAIS PERTO
Milhares de planetas que orbitam outras estrelas já foram detectados. Só na nossa galáxia, a Via
Láctea, podem existir cerca de 100 bilhões de Terras potenciais
Por Luis Pellegrini
Seres extraterrestres há décadas habitam as telas do cinema e as páginas dos romances de ficção
científica. O tema parece não esgotar sua capacidade de excitar a imaginação de expectadores e
leitores. Mas, quando entramos no território objetivo da pesquisa científica, vê-se que nenhuma
descoberta concreta a respeito da vida fora do nosso planeta foi até agora alcançada. Megaprojetos
como o Seti (Search for Extraterrestrial Intelligence) tentam, desde 1960, estabelecer contato com
inteligências alienígenas por meio de radiotelescópios gigantescos, como o de Arecibo, em Porto
Rico, e outras aparelhagens. No entanto, nenhum sinal desses seres distantes foi até agora
captado. A boa notícia é que, finalmente, cientistas decidiram focar suas lunetas no outro lado da
equação: uma série de projetos e missões de alta tecnologia estão sendo desenhados não mais
para ajudar os extraterrestres a nos encontrar, e sim para nos ajudar a encontrá-los. Ou seja, saímos
da postura passiva tipo "por favor, olhem, estamos aqui" para uma postura mais ativa, tipo "não
adianta se esconderem, nós vamos descobrir onde vocês estão". Embora ainda em seus
primeiríssimos passos, as evidências circunstanciais desse novo posicionamento sugerem
fortemente a probabilidade de que não estamos sós no universo.

Em 1995, astrônomos suíços detectaram a posição do primeiro planeta extrassolar. Infelizmente,


ele é uma gigantesca bola de gás. Sua órbita, muito perto do seu sol, o faz brilhar com calor e
radiação suficientes para vaporizar em instantes qualquer homenzinho verde que se aventurar nas
proximidades. Mas a descoberta provou definitivamente que planetas existiam fora do nosso
aconchegante sistema solar. Poucos anos depois, "super-Terras" começaram a se revelar –
menores, mais sólidas, a uma discreta distância das suas estrelas companheiras. Embora ainda
sejam muito maiores e menos temperados do que o nosso, tais planetas levaram alguns astrônomos
a estimar que talvez a metade dos cerca de 200 bilhões de sóis existentes na nossa galáxia, a Via
Láctea, poderiam suportar mundos "terrestres", parecidos com a Terra.

Descobrimos também que a água, ingrediente essencial para a vida, existe em toda parte no
universo – a começar pelo próprio quintal do Sistema Solar. Robôs detectaram canalizações muito
recentes escavadas nas encostas de colinas de Marte – evidências de jorros de água subterrânea.
Em junho, astrônomos observaram gêiseres de vapor d'água em Encélado, um dos satélites de
Saturno. Até mesmo o apavorante Júpiter é candidato – ou pelo menos suas luas Ganimedes,
Calisto e Europa. Esta última pode possuir oceanos maiores do que os nossos, escondidos sob sua
crosta de gelo perpétuo.
A questão agora é: quantos desses 100 bilhões de Terras potenciais poderão ter acumulado água
e servido como berçário de vida, inteligente ou não? Telescópios espaciais como o Kepler, da
NASA, usam sofisticados fotômetros para encarar as 100 mil estrelas localizadas numa região
particularmente promissora da Via Láctea e, ao mesmo tempo, medir o tamanho e a órbita de todo
planeta que passar em frente a elas. Quanto maior a sombra, maior o planeta; quanto maior a
frequência de suas aparições, mais fechada será a sua órbita. A questão é isolar pela primeira vez
mundos alienígenas orbitando estrelas alienígenas a distâncias nas quais as temperaturas são
adequadas para a existência de água líquida e para a ocorrência de vida. "Tais missões são como
a de Colombo", diz o principal investigador, Bill Borucki. "Iremos encontrar planetas de tamanho
próximo ao da Terra, planetas 'terrestres', situados na zona habitável do seu respectivo sistema
estelar."

O conceito básico do telescópio Kepler não é novo. Borucki construiu seu primeiro fotômetro quando
ainda estava no colégio; ele começou a pensar em como aplicar essa tecnologia na busca de vida
extraterrestre logo depois de entrar para a NASA, em 1962. No início dos anos 1980, ele começou
a publicar trabalhos sobre fotometria e convenceu seus patrões a financiar uma missão fotométrica.
O que eles responderam? Que isso era impossível. Imperturbável, a equipe de Borucki não se
deixou desencorajar e continuou a desenvolver o projeto durante as duas décadas seguintes,
inventando novas tecnologias, mostrando que poderiam alcançar a precisão necessária e insistindo
na dotação de novos financiamentos. Finalmente, em 2001, a Nasa disse "sim". Resultado: apenas
dez dias após entrar em órbita, o telescópio Kepler provou ser sensível o bastante para detectar
planetas do tipo da Terra. Ao redor de 2013, diz Borucki, Kepler terá localizado "centenas ou até
milhares" de mundos potencialmente habitáveis.

Ainda não se sabe aonde chegaremos a partir disso. Mas considerando que as pessoas
permanecem fascinadas pela idéia da descoberta de outras "Terras" no espaço distante, pode-se
pensar desde já no lançamento de um telescópio capaz de escanear planetas auspiciosos em busca
da presença de gás carbônico e ozônio, e a seguir inventar aparelhos ainda mais complexos
capazes de investigar se essas atmosferas contêm isótopos de oxigênio necessários e suficientes
para sustentar sistemas vivos. O passo final, diz Borucki, é "uma sonda capaz de viajar à velocidade
da luz e chegar até um desses planetas, mandar imagens dele, ouvir suas rádios e estações de
televisão, e nos proporcionar um melhor conhecimento desse novo planeta".

Ainda estamos longe do mundo retratado na cinessérie Guerra nas Estrelas. Mas com tempo,
interesse e financiamento suficientes, os cientistas acreditam que as possibilidades são ilimitadas.

SEMANA 4
Anexo 16 - AULA 1
Os Vingadores
Loki (Tom Hiddleston) retorna à Terra enviado pelos chitauri, uma raça alienígena que pretende
dominar os humanos. Com a promessa de que será o soberano do planeta, ele rouba o cubo
cósmico dentro de instalações da S.H.I.E.L.D. e, com isso, adquire grandes poderes. Loki os usa
para controlar o dr. Erik Selvig (Stellan Skarsgard) e Clint Barton/Gavião Arqueiro (Jeremy Renner),
que passam a trabalhar para ele. No intuito de contê-los, Nick Fury (Samuel L. Jackson) convoca
um grupo de pessoas com grandes habilidades, mas que jamais haviam trabalhado juntas: Tony
Stark/Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Steve Rogers/Capitão América (Chris Evans), Thor
(Chris Hemsworth), Bruce Banner/Hulk (Mark Ruffalo) e Natasha Romanoff/Viúva Negra (Scarlett
Johansson). Só que, apesar do grande perigo que a Terra corre, não é tão simples assim conter o
ego e os interesses de cada um deles para que possam agir em grupo.

Crítica

Uma das características mais impressionantes nos quadrinhos de super-heróis é a interligação entre
as histórias. Um fato ocorrido pode repercutir trazendo consequências inesperadas para
personagens que sequer têm relação direta com a origem, criando um universo ao mesmo tempo
grandioso e assustador, pela necessidade de conhecer cada uma de suas pontas de forma a
compreendê-lo como um todo. Nos cinemas a situação não é tão complexa assim, afinal de contas
o número de filmes é bem menor que o de publicações mensais nas bancas. Ainda assim, a tarefa
encampada pela Marvel é ousada: recriar este mesmo universo, com deixas propositais espalhadas
em diversos filmes de forma que, futuramente, façam sentido na história como um todo. Os
Vingadores - The Avengers é o grande ápice deste planejamento.

Diante de tal proposta, é inevitável assistir os demais filmes já lançados pela Marvel para
compreender a trama de Os Vingadores. De Thor vem o vilão, Loki (Tom Hiddleston, perfeito no
sorriso exagerado e cretino), e também a deixa para a trama central, indicada em uma cena pós-
créditos. De Capitão América: O Primeiro Vingador vem o Cubo Cósmico, ou Terrafact, objeto
central no roteiro da aventura. Dos dois Homem de Ferro há diversas referências, não apenas à
prévia avaliação de Tony Stark como um possível integrante da equipe como à sua própria criação.
Informações importantes que Os Vingadores assume sem dar maiores explicações ao público,
justamente por já terem sido dadas anteriormente. Ou seja, se você não os viu não será o novo
filme que irá – mais uma vez – explicar este e outros pontos da trama.

Tudo começa com uma explosão em um quartel-general da S.H.I.E.L.D. É lá que o dr. Erik Selvig
(Stellan Skarsgard) analisa o Cubo Cósmico, um poderoso objeto roubado por Loki. Mais perigoso
do que nunca, o vilão logo provoca muita destruição e assume o controle do próprio Selvig e ainda
de Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), que passa a ser seu braço direito. Consciente do risco que é
a posse do Cubo Cósmico nas mãos de Loki, Nick Fury (Samuel L. Jackson) cogita a criação de um
grupo de seres especiais, dotados de grande poder mas que jamais haviam lutado juntos. São os
Vingadores.

Se você pensa que daí em diante o filme apenas reúne os heróis para que, juntos, resolvam dar
uma lição em Loki & cia, está muito enganado. O grande mérito de Os Vingadores é respeitar a
individualidade de cada super-herói e reconhecer o tamanho de seu ego. O resultado disto é conflito,
muito conflito. Seja através de tiradas provocadoras – muitas delas geniais – ditas por um Tony
Stark (Robert Downey Jr., em plena forma) altamente sarcástico ou através de briga mesmo – Hulk
que o diga. A construção destes confrontos, sempre em duetos, é feita de forma paulatina e
crescente, mesclando grandes cenas de enfrentamento com outras de conversa e discussão. Tudo
para ressaltar um grupo tão heterogêneo cuja única semelhança é defender o próximo.

Para quem conhece os personagens, Os Vingadores traz ainda alguns brindes extras.
Extremamente bem feito pelo lado técnico, o filme conta com determinadas cenas que são especiais
para quem curte os heróis desde os quadrinhos. A primeira aparição do porta-aviões aéreo da
S.H.I.E.L.D. é uma delas, a conclusão no duelo entre Capitão América e Thor é outra. Entretanto,
nada supera a cena em que os seis heróis surgem perfilados, formando um círculo, prontos para a
batalha. É de arrepiar.

Mesclando aventura com humor, Os Vingadores é um filme divertidíssimo que faz jus ao peso de
seus protagonistas. Além de contar com um excelente elenco, com destaque absoluto para Robert
Downey Jr., e uma direção precisa de Joss Whedon, o filme traz ainda uma série de piadas visuais
hilariantes, típicas dos quadrinhos, envolvendo seus personagens. Excelente filme, um dos
melhores envolvendo super-heróis já feitos até hoje.

Anexo 17 - AULA 2
Texto 1
Zootopia

SINOPSE E DETALHES

Klaus (Liam Aiken), Violet (Emily Browning) e Sunny (Kara Hoffman e Shelby Hoffman) são três
irmãos que repentinamente recebem a notícia de que seus pais morreram em um incêndio. Como
são menores de idade eles não podem ainda herdar a fortuna de seus pais, o que apenas ocorrerá
quando Violet, a mais velha, completar 18 anos. O trio passa então a morar com o Conde Olaf (Jim
Carrey), um parente distante bastante ganancioso, que deseja tomar a fortuna das crianças para si.
Para atingir sua meta Olaf não medirá consequências.

A moderna metrópole de mamíferos chamada Zootopia é uma cidade diferente de todas as outras.

Composta de bairros-habitat como a elegante Sahara Square e a gelada Tundratown, é uma grande

mistura onde animais de todos os ambientes vivem juntos — um lugar onde não importa o que você

é, do maior elefante ao menor musaranho, você pode ser qualquer coisa.

Mas quando a otimista policial Judy Hopps chega, ela descobre que ser a primeira coelha numa

força policial de animais grandes e fortes não é nada fácil. Determinada a provar seu valor, ela

agarra a oportunidade de solucionar um caso, mesmo que isso signifique formar uma parceria com

o raposo falante e vigarista Nick Wilde, para desvendar o mistério.

Zootopia dos Estúdios Walt Disney Animation é uma comédia de aventura dirigida por Byron

Howard (Enrolados, Bolt – O Supercão) e Rich Moore (Detona Ralph, Os Simpsons) e codirigida

por Jared Bush (Penn Zero: Part-Time Hero) e estreia nos cinemas em 3 de março de 2016.

Disponível em: <http://www.cafecomfilme.com.br/filmes/zootopia>.


Texto 1.1

Zootopia

A Walt Disney Animation Studios é conhecida por desenvolver as suas histórias em cenários
descolados da contemporaneidade, sejam eles futuristas (Operação Big Hero) ou retrógrados
(Frozen – Uma Aventura Congelante), passando por universos mágicos (Detona Ralph) e fabulares
(Enrolados). Zootopia: Essa Cidade é o Bicho representa a trama mais realista do estúdio até
então. Embora seus personagens sejam animais, a premissa é desenvolvida de maneira verossímil,
com elementos facilmente reconhecíveis pelo público.

Afinal, estamos em um contexto de grandes corporações, violência nas cidades, transporte público
superlotado, abusos éticos da polícia. As pessoas se movem entre a casa e o trabalho, os
moradores do campo migram para as metrópoles, a publicidade está em todos os lugares e os
ícones da música pop se tornam formadores de opinião. Talvez os animais tenham sido
a concessão necessária para tornar esta história, de fundo amargo, mais engraçada e palatável ao
público infantil. Em outras palavras, os animais humanizados, vestindo roupas modernas, estão
muito mais próximos dos seres humanos contemporâneos do que dos bichos selvagens.

Zootopia demonstra grande criatividade no desenvolvimento deste mundo animal. A trama se inicia
quando predadores e presas já eliminaram seu “comportamento animalesco ancestral” para viverem
em harmonia. Os diretores Rich Moore e Byron Howard se divertem com as diferentes proporções,
imaginando lugares grandes demais para caberem girafas, ou pequenos demais para comportarem
habitações de camundongos. As espécies funcionam como analogias claras à pluralidade étnica,
de orientação sexual e de gênero existente nas grandes cidades. Mas ao invés de caminhar do caos
à utopia, como na maioria das animações otimistas, essa faz o caminho inverso, iniciando pela paz
absoluta até nascerem os conflitos.

Sem entregar spoilers, basta dizer que o conflito principal diz respeito ao retorno de alguns animais
ao comportamento selvagem de antigamente. A bestialidade, a violência e a lei do mais forte são
tratados como um passado aberrante que a civilização tratou de eliminar por meio de leis e da moral.
É admirável que o duelo central do roteiro se dê entre determinismo biológico e dinamismo cultural,
em outras palavras, entre o que se espera de uma pessoa por sua constituição física, e o que ela é
capaz de fazer para além dos moldes da sociedade.

A coelha Judy é uma metáfora perfeita para o tema, sendo ao mesmo tempo mulher, de tamanho
limitado e apaixonada pela profissão de policial, tipicamente masculina. Seus colegas, a maioria
homens grandes e fortes, esperam que ela seja dócil, fraca e incapaz de executar o trabalho, e
mesmo os pais amorosos reproduzem o preconceito de gerações anteriores, suplicando à filha que
não trabalhe como policial para se poupar dos riscos da profissão. Os preconceitos vão de níveis
sutis a ofensivos, e Judy enfrenta-os com um senso de determinação exemplar. Zootopia cita
explicitamente as palavras “preconceito”, “biologia”, “cultura”. Em tempos de Jair Bolsonaros e
Donald Trumps, o preconceito é combatido de maneira frontal e corajosa. Mesmo a canção tema,
ao invés de pregar uma paz genérica, ensina os pequenos a “tentarem de tudo”, experimentarem o
que quiserem, mesmo que falhem ou mudem de ideia mais tarde. A narrativa torna-se ainda melhor
porque Zootopia busca a reflexão ao invés da doutrinação. Muitas animações limitam-se a ditar às
crianças o que devem fazer: “Preserve a natureza”, “Ame sua família”, “Seja gentil com os colegas”.
Mas o roteiro deste filme explica porqueas crianças não deveriam ser preconceituosas, mostrando
passo a passo como nascem os preconceitos, passando pela cultura do medo e pelo fantasma da
tradição, além do já citado “papel biológico” de cada pessoa na sociedade. Estas discussões são
embaladas pelas regras do suspense policial, com direito a uma longa investigação, sombria e cheia
de significados, que rompe com o aspecto frenético e episódico que tem pautado as histórias
infantis. Zootopiarespeita o seu público, apostando na capacidade de acompanhar um caso
parcimonioso.

Tamanho aprofundamento poderia se tornar aborrecido, mas o filme mantém seu aspecto solar e
colorido com ótimo bom humor. Apesar de alguns clichês dispensáveis (o preconceito do servidor
público como sinônimo de lentidão), as piadas servem para parodiar nossa pós-modernidade
marcada por tecnologia avançada e dificuldades de relacionamento. As piadas são muito divertidas,
os personagens principais possuem um aprofundamento exemplar e as citações a Breaking
Bad e O Poderoso Chefão devem agradar aos pais. Contribuindo ao acabamento do conjunto, a
dublagem brasileira é impecavelmente construída.

É claro que alguns temas não ganham o aprofundamento que mereceriam, e que a solução de
ordem médica, rumo à conclusão, não representa com exatidão a aversão às diferenças. Mas numa
época de discursos reacionários, é louvável encontrar uma animação infantil que debata, por meio
do humor, temas como o preconceito, o machismo, o racismo, a homofobia, o consumo de drogas
e as tensões entre classes sociais, sem precisar embutir artificialmente uma história de amor
romântico ou familiar. Através da metáfora do comportamento selvagem, a Disney conseguiu
representar os perigos que assolam as sociedades intolerantes de hoje em dia.

Texto 2

AVATAR

Jake Sully (Sam Worthington) ficou paraplégico após um combate na Terra. Ele é selecionado para

participar do programa Avatar em substituição ao seu irmão gêmeo, falecido. Jake viaja a Pandora,

uma lua extraterrestre, onde encontra diversas e estranhas formas de vida. O local é também o lar

dos Na'Vi, seres humanóides que, apesar de primitivos, possuem maior capacidade física que os

humanos. Os Na'Vi têm três metros de altura, pele azulada e vivem em paz com a natureza de

Pandora. Os humanos desejam explorar a lua, de forma a encontrar metais valiosos, o que faz com

que os Na'Vi aperfeiçoem suas habilidades guerreiras. Como são incapazes de respirar o ar de

Pandora, os humanos criam seres híbridos chamados de Avatar. Eles são controlados por seres

humanos, através de uma tecnologia que permite que seus pensamentos sejam aplicados no corpo

do Avatar. Desta forma Jake pode novamente voltar à ativa, com seu Avatar percorrendo as

florestas de Pandora e liderando soldados. Até conhecer Neytiri (Zoe Saldana), uma feroz Na'Vi
que conhece acidentalmente e que serve de tutora para sua ambientação na civilização alienígena.

Texto 2. 1

Avatar

AVATAR nos conduz por um mundo espetacular além da imaginação, onde um herói relutante
vindo da Terra embarca numa aventura épica, e acaba lutando para salvar o mundo extraterrestre
que aprendeu a chamar de lar.

Adentramos o mundo alienígena através dos olhos de Jake Sully, um ex-fuzileiro naval confinado a
uma cadeira de rodas. Apesar do que aconteceu ao seu corpo, Jake continua se sentindo um
guerreiro e viaja anos-luz à estação que os humanos instalaram em Pandora, onde a humanidade
quer explorar o minério raro unobtanium, que pode ser a chave para solucionar a crise energética
da Terra. Como a atmosfera de Pandora é tóxica, foi criado o Programa Avatar, em que “condutores”
humanos têm sua consciência ligada a um avatar, um corpo biológico controlado à distância capaz
de sobreviver nesse ar letal. Os avatares são híbridos geneticamente produzidos de DNA humano
e DNA dos nativos de Pandora, os Na’vi.

Renascido em sua forma avatar, Jake consegue voltar a andar. Ele recebe a missão de se infiltrar
entre os Na’vi, que se tornaram um obstáculo à extração do precioso minério. Ocorre que uma bela
Na’vi, Neytiri, salva a vida de Jake, o que muda tudo. Jake é acolhido pelo clã de Neytiri, e aprende
a ser um deles depois de passar por vários testes e aventuras. O relacionamento de Jake com sua
hesitante instrutora Neytiri se aprofunda, e ele passa a respeitar o jeito de viver dos Na’vi, e por fim
passa a ocupar seu lugar no meio deles.

Logo ele enfrentará a maior de suas provações, ao comandar um conflito épico que decidirá nada
menos que o destino de um mundo inteiro.

Texto 3

Desventuras em série

Klaus (Liam Aiken), Violet (Emily Browning) e Sunny (Kara Hoffman e Shelby Hoffman) são três

irmãos que repentinamente recebem a notícia de que seus pais morreram em um incêndio. Como

são menores de idade eles não podem ainda herdar a fortuna de seus pais, o que apenas ocorrerá

quando Violet, a mais velha, completar 18 anos. O trio passa então a morar com o Conde Olaf (Jim

Carrey), um parente distante bastante ganancioso, que deseja tomar a fortuna das crianças para si.

Para atingir sua meta Olaf não medirá consequências.

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-46317/
Texto 3.2

Más notícias chegam às crianças da família Beaudelaire. Um incêndio destruiu a mansão onde eles

viviam e ainda provocou a morte de seus pais. Órfãos e sem idade suficiente para cuidarem de si

mesmos, Klaus, Violet e a pequena Sunny vão viver com um tio, o ganancioso e cruel Conde Olaf

(Jim Carrey).

Todas essas Desventuras em Série são narradas por Lemony Snicket (voz de Jude Law). Ele conta

o destino das crianças depois que se mudam para o casarão do Conde, que os obriga a fazer

serviços domésticos. O trio consegue escapar das garras de Olaf e passa a viver com outros

parentes. Mesmo assim, o tio malvado fará tudo e não medirá esforços para colocar as mãos na

fortuna herdada por Klaus, Violet e Sunny.

O filme, que teve orçamento de US$ 125 milhões, é baseado numa série de contos do autor Daniel

Handler. A coleção já tem onze livros e ainda devem ser lançados mais dois. A maquiagem usada

por Jim Carrey no filme demorava cerca de três horas para ficar pronta. A perfeição foi tanta que o

filme arrebatou o Oscar 2005 de melhor maquiagem. O elenco conta também com Meryl Streep e

Timothy Spall.

https://www.guiadasemana.com.br/cinema/sinopse/desventuras-em-serie

Texto 4

MOANA - UM MAR DE AVENTURAS

Moana Waialiki é uma corajosa jovem, filha do chefe de uma tribo na Oceania, vinda de uma longa

linhagem de navegadores. Querendo descobrir mais sobre seu passado e ajudar a família, ela

resolve partir em busca de seus ancestrais, habitantes de uma ilha mítica que ninguém sabe onde

é. Acompanhada pelo lendário semideus Maui, Moana começa sua jornada em mar aberto, onde

enfrenta terríveis criaturas marinhas e descobre histórias do submundo.

Texto 4.2

Moana – Um Mar de Aventuras, do Walt Disney Animation Studios, traz para as telonas a história

sobre uma adolescente polinésia de 16 anos (voz de Auli’i Cravalho na versão original) que se

aventura pelo Oceano Pacífico para desvendar o mistério que envolve seus ancestrais. Durante
esta grande aventura, ela encontra o “espirituoso” e poderoso semideus Maui (voz de Dwayne

Johnson na versão original) e, juntos, eles embarcam em uma viagem cheia de ação, enfrentando

criaturas inusitadas, algumas até ferozes, e muita diversão.

Texto 5

LIGA DA JUSTIÇA

Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman

(Henry Cavill), Bruce Wayne (Ben Affleck) convoca sua nova aliada Diana Prince (Gal Gadot) para

o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha

buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga

de heróis sem precedentes - Batman, Mulher-Maraviha, Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray

Fisher) e Flash (Ezra Miller) -, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico

ataque.

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-126527/

Texto 5.2

Alimentado por sua fé restaurada na humanidade e inspirado pelo ato de altruísmo de Superman,

Bruce Wayne busca a ajuda de sua nova aliada, Diana Prince, para encarar um inimigo ainda maior.

Juntos, Batman e Mulher-Maravilha trabalham rapidamente para encontrar e recrutar um time de

metahumanos para encarar essa ameaça recém-desperta. Mas apesar da formação dessa liga sem

precedentes de heróis - Batman, Mulher-Maravilha, Aquaman, Ciborgue e Flash - talvez seja tarde

demais para salvar o planeta de um ataque de proporções catastróficas. O filme tem estreia prevista

para 16 de novembro de 2017 nos cinemas brasileiros.

https://www.guiadasemana.com.br/cinema/sinopse/liga-da-justica-2017

Anexo 18 - AULA 3
Texto 1

O RATO , O ELEFANTE E A FORMIGA


ALTAIR LEAL
cordel infantil

VOU CONTAR UMA HISTÓRIA


PRESTE ATENÇÃO AMIGUINHOS
FALA DE UM ELEFANTE
UMA FORMIGA E UM RATINHO
O DESTINO FEZ CRUZAR
OS 3 NO MESMO CAMINHO

ERA UMA VEZ UM CIRCO


QUE CHEGOU PARA A CIDADE
TRAZENDO MUITA ALEGRIA
BASTANTE FELICIDADE
PALHAÇO, PIPOCA, MÁGICO
E UMA GRANDE NOVIDADE.

ESSA NOVIDADE ERA


O ELEFANTE" TONELADA"
ELE TINHA ESSE NOME
POIS ERA CARGA PESADA
MAS FAZIA SEU TRABALHO
SEM NENHUMA TRAPALHADA.

http://panteracordelaria.blogspot.com.br/2009/12/o-rato-o-elefante-e-formiga-cordel.html

Texto 2
CRIANÇA CORDEL E RIMA

Toda menina é princesa


Todo menino é rei
Minha mãe é uma rainha
Um dia também serei
Vou ter um príncipe encantado
Com ele me casarei

Não vou morar num castelo


Com torres e seguranças
Mas vou morar numa casa
Bem cheia de esperança

Criar filhos assim saudáveis


Amigos da vizinhança

Eu ainda sou criança


Não penso em matrimônio
É só lendas que me ensinam
Não tenho nem patrimônio
Mas quero um príncipe encantado
Vou pedir pra Santo Antônio
http://panteracordelaria.blogspot.com.br/2009/12/o-rato-o-elefante-e-formiga-cordel.html

Texto 3
LUIZ GONZAGA-BIOGRAFIA EM CORDEL
Peço licença aos poetas
Pra falar de um nordestino
O grande Luiz Gonzaga
Que cantar foi seu destino
Fez de sua “Asa Branca”
Para o nosso povo, um hino.

Todo nordestino sente


Orgulho deste senhor
Traduziu como ninguém
Do nordeste seu valor
Com a sanfona e seu gibão
Foi o nosso cantador.

Nascido no ano doze


Treze de dezembro o dia
Na Serra do Araripe
Teve festa e alegria
Na Fazenda Caiçara
Seu Januário sorria.

http://panteracordelaria.blogspot.com.br/2009/12/luiz-gonzaga-biografia-em-cordel-altair.html
Texto 4
A COLETA SELETIVA E
A RECICLAGEM DE LIXO
Diz um ditado antigo
O que plantamos colhemos
Por isso vamos lembrar
Um pouco do que sabemos
Pra quem prestou atenção
Faremos a revisão
Para que memorizemos

Neste curso aprendemos


Fazer a separação
De tudo que é reciclável
E do resto do lixão
Hoje garrafas pintadas
Podem ser utilizadas
Pra fazer decoração

Vimos que na seleção


De todos materiais
Nós separamos os plásticos
Papéis, vidros e metais
E que para reciclar
Nós devemos afastar
Este lixo dos demais

http://panteracordelaria.blogspot.com.br/2009/12/e-reciclagem-de-lixo.html

Texto 5
A COLETA SELETIVA E
A RECICLAGEM DE LIXO
Da Consciência Ecológica
Devemos sempre lembrar
Pois quem pensa no futuro
Para a vida melhorar
Não gera lixo jamais
Só gera materiais
Que possamos reciclar

Nós devemos começar


Lembrando que antigamente
O lixo era tudo aquilo
Que não servia pra gente
Mas hoje pro nosso bem
Nosso lixo agora tem
Um conceito diferente

O Lixo é basicamente
O que a gente joga fora
Que não servia pra nada
Mas que hoje se explora
Porque as sobras humanas
De aglomerações urbanas
Têm utilidade agora

http://panteracordelaria.blogspot.com.br/2009/12/e-reciclagem-de-lixo.html

Anexo 19 - AULA 5

Texto 1
O colibri na floresta

Certa vez, começou um grande incêndio numa floresta. Preocupados, os animais fugiam da selva
em chamas. Quando todos se encontraram em um lugar seguro, bem distante do fogo, ficaram
apenas olhando. Eles sentiam que nada podiam fazer, pois o incêndio era enorme. No entanto, um
pequeno colibri decidiu que tentaria apagar o fogo.

O pássaro foi até o rio próximo, pegou uma gota de água, sobrevoou a floresta em chamas e
lançou a gota que carregava no bico. Enquanto ele ia e vinha, os outros animais lhe perguntavam:
“O que você está fazendo? Você não pode fazer nada; você é muito pequeno e este incêndio é
muito grande”. Alguns animais tinham bicos bem grandes, e não ajudavam.

Mas o colibri estava convencido de que podia apagar o incêndio e continuou jogando pequenas
gotas nas chamas que consumiam as árvores.

Ao final, diante da floresta queimada, o colibri disse que tinha feito o melhor que podia. Se todos
fizerem a sua parte, é possível salvar a floresta.

(Revista “Semeando”, 2009, p.38.)


https://www.acessaber.com.br/atividades/interpretacao-de-texto-fabula-o-colibri-na-floresta-em-
chamas-6o-ano/

Texto 2
A pomba e a formiga

Forçada pela sede, uma formiga desceu até um riacho; arrastada pela corrente ela se viu a ponto
de morrer afogada. Uma pomba que se encontrava em um galho de uma árvore viu a urgência:
pegou um raminho da árvore, aproximou-se da correnteza e alcançou a formiga que subiu no ramo
e se salvou.

A formiga, muito agradecida, assegurou à sua nova amiga que se acontecesse alguma situação
ela devolveria o favor, ainda que sendo tão pequena. A pomba não conseguia imaginar como a
formiga poderia ser útil a ela.

Pouco tempo depois, um caçador de pássaros avistou a pomba e mirando-a com um rifle a ponto
de matá-la, aguardava o momento certo. Vendo o perigo em que se encontrava a pomba, a formiga
rapidamente entrou na bota do caçador e picou o seu tornozelo, fazendo-o soltar a sua arma.

O rápido instante foi aproveitado pela pomba para levantar voo, e assim a formiga pôde devolver
o favor à sua amiga.
Moral da história: Sempre alguém pode ajudar ao outro, mesmo que haja uma diferença enorme
de tamanho. Não se pode menosprezar a ajuda, por pequena que possa parecer.

Teresa Guerra

https://www.acessaber.com.br/atividades/interpretacao-de-texto-pomba-e-formiga-5o-ou-6o-ano/

Texto 3
A cigarra e a formiga (a formiga boa)
Houve uma jovem cigarra que tinha o costume de chiar ao pé do formigueiro. Só parava quando
cansadinha; e seu divertimento era observar as formigas na eterna faina de abastecer as tulhas.
Mas o bom tempo afinal passou e vieram as chuvas, Os animais todos, arrepiados, passavam o
dia cochilando nas tocas.
A pobre cigarra, sem abrigo em seu galhinho seco e metida em grandes apuros, deliberou
socorrer-se de alguém.
Manquitolando, com uma asa a arrastar, lá se dirigiu para o formigueiro. Bateu – tique, tique,
tique…
Aparece uma formiga friorenta, embrulhada num xalinho de paina.
– Que quer? – perguntou, examinando a triste mendiga suja de lama e a tossir.
– Venho em busca de agasalho. O mau tempo não cessa e eu…
A formiga olhou-a de alto a baixo.
– E que fez durante o bom tempo que não construí a sua casa?
A pobre cigarra, toda tremendo, respondeu depois dum acesso de tosse.
– Eu cantava, bem sabe…
– Ah!… exclamou a formiga recordando-se. Era você então que cantava nessa árvore enquanto
nós labutávamos para encher as tulhas?
– Isso mesmo, era eu…
Pois entre, amiguinha! Nunca poderemos esquecer as boas horas que sua cantoria nos
proporcionou. Aquele chiado nos distraía e aliviava o trabalho. Dizíamos sempre: que felicidade
ter como vizinha tão gentil cantora! Entre, amiga, que aqui terá cama e mesa durante todo o mau
tempo.
A cigarra entrou, sarou da tosse e voltou a ser a alegre cantora dos dias de sol.
Do livro Fábulas, Monteiro Lobato, 1994.

https://portuguesetri.wordpress.com/2016/01/27/confabulando-sugestao-de-atividades-com-o-
genero-fabula-6o-ano/

Texto 4
O gato e o macaco
O gato e o macaco eram animais domésticos. Um dia, o macaco descobriu castanhas assando no
braseiro e correu a chamar o gato:
- Venha, amigo! Com sua habilidade nas patas, será fácil pegar as castanhas para nós!
O gato, envaidecido, pôs-se a tirar as castanhas do braseiro, deixando-as de lado. O macaco ia
devorando as castanhas e falando:
- Isso, senhor gato! Muito bem! Pegue agora aquela ali, e essa outra...
O gato, com o pelo chamuscado, ia tirando as castanhas, enquanto o macaco o elogiava e as comia.
De repente, voltou a cozinheira, que os enxotou com a vassoura.
O gato e o macaco esconderam-se no quintal. Irritado, o gato falou:
- De que adiantou tanto esforço? Queimei o pelo, sujei as patas e não comi castanha nenhuma!
Ao que o macaco, subindo em uma árvore, respondeu:
- Pois é, amigo gato. Agora você já sabe: o bom bocado não é para quem o faz, mas para quem o
come.
http://atividadeslinguaportuguesa.blogspot.com.br/2013/08/o-gato-e-o-macaco-fabula-atividades.html

Texto 5
O alce e os lobos
A água do lago estava tão limpa que refletia as imagens da floresta como um espelho. Todos os
animais que foram beber água viram suas imagens refletidas no lago. O urso e seu filhote
pararam admirados, mas foram embora. E assim passou pelo lago uma porção de animais.
Até que chegou um bando de alces que se espalhou pelas margens. Um deles abaixou a cabeça
para beber e parou e parou, olhando para os seus chifres:
- Que lindo par de galhos! Que maravilha é a minha imagem, com esta bonita cabeça!
De repente, observando as próprias pernas, compridas e finas, ficou desapontado e disse:
- Nunca tinha reparado, nas minhas pernas. Como são feias! Elas estragam toda a minha beleza!
Enquanto examinava sua imagem refletida no lago, o alce não percebera a aproximação de um
bando de lobos ferozes que afugentara todos os seus companheiros.
Quando finalmente se deu conta do perigo, o alce correu assustado para o mato. Mas, enquanto
corria, seus chifres se embaraçavam nos galhos, deixando-o quase ao alcance dos lobos.
Por fim o alce conseguiu escapar dos perseguidores, graças às suas pernas, finas e ligeiras. Ao
perceber que já estava a salvo, o alce exclamou aliviado:
- Que susto! Os meus chifres são lindos, mas quase me fizeram morrer! Se não fossem as
minhas pernas...
Moral: "Não devemos valorizar só o que é bonito, sem valorizar o que é útil."
Fábula de La Fontaine