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Por que os EUA é o principal parceiro de Israel? Quem apoia os Palestinos?

A existência de um importante e poderoso lobby pró-Israel nos Estados Unidos e o


fato da opinião pública ser frequentemente favorável a Israel faz ser praticamente
impossível a um presidente americano retirar apoio a Israel.
De acordo com uma pesquisa encomendada pela BBC no ano passado em 22 países,
os EUA foram o único país ocidental com opinião favorável a Israel, e o único país na
pesquisa com uma maioria de avaliações positivas (51%).
Além disso, ambos os países são aliados militares: Israel é um dos maiores receptores
de ajuda americana, grande parte destinada a subsídios para a compra de armas.
Palestinos não têm apoio aberto de nenhuma potência.
Na região, o Egito deixou de apoiar o Hamas, após a deposição pelo Exército do
presidente islamita Mohamed Morsi, da Irmandade Muçulmana - historicamente
associada ao Hamas. Hoje em dia o Catar é o principal país que apoia o Hamas.

Por que estão se enfrentando agora?

Após o colapso das negociações de paz patrocinadas pelos Estados Unidos e o


anúncio, no início de junho, de um governo de união nacional entre as facções
palestinas Fatah e Hamas, considerado inaceitável por Israel, iniciou-se uma nova
onda de violência.
No dia 12 de junho, três jovens israelenses foram sequestrados na Cisjordânia e, dias
depois, encontrados mortos. Israel culpou o Hamas e prendeu centenas de membros
do grupo.
Israel reconheceu posteriormente que não poderia garantir se os responsáveis teriam
sido o Hamas ou um grupo independente.
Após as prisões, o Hamas disparou foguetes contra território israelense. Israel lançou
ataques aéreos em Gaza.
Em 2 de julho, um dia após o funeral dos jovens israelenses, um palestino de 16 anos
foi sequestrado em Jerusalém Oriental e assassinado. Três israelenses foram
acusados de queimá-lo vivo e, em Gaza, houve um aumento do disparo de foguetes
contra Israel.
No dia 8 de julho, o Exército de Israel lançou uma operação contra militantes do
Hamas na Faixa de Gaza.

Como israelenses e palestinos justificam a violência?

A decisão de iniciar uma incursão terrestre em Gaza tem, segundo Israel, um objetivo:
desarmar os militantes palestinos e destruir os túneis construídos pelo Hamas e outros
grupos a fim de se infiltrar em Israel para realizar ataques.
Israel quer o fim do lançamento de foguetes do Hamas contra território israelense. A
maioria dos foguetes não tem nenhum impacto, já que o país conta com um sistema
antimísseis avançado, o Domo de Ferro.
Israel diz ter o direito de defender-se e acusa o Hamas de usar escudos humanos e
realizar ataques a partir de áreas civis em Gaza. O grupo palestino nega.
O Hamas diz que lança foguetes contra Israel em legítima defesa, em retaliação à
morte de partidários do grupo por Israel e dentro de seu direito de resistir à ocupação
e ao bloqueio.
O que falta para que haja uma paz mais duradoura?

Israelenses teriam de aceitar a criação de um Estado soberano para os palestinos, o


fim do bloqueio à Faixa de Gaza e o término das restrições à circulação de pessoas e
mercadorias nas tres áreas que formariam o Estado palestino: Cisjordânia, Jerusalém
Oriental e Faixa de Gaza.
Grupos palestinos deveriam renunciar à violência e reconhecer o Estado de Israel.
Além disso, eles teriam que chegar a acordos razoáveis sobre fronteiras,
assentamentos e o retorno de refugiados.
No entanto, desde 1948, ano da criação do Estado de Israel, muitas coisas mudaram,
especialmente a configuração dos territórios disputados após as guerras entre árabes
e israelenses.
Para Israel, estes são fatos consumados, mas os palestinos insistem que as fronteiras
a serem negociadas devem ser aquelas existentes antes da guerra de 1967.
Além disso, enquanto no campo militar as coisas estão cada vez mais incontroláveis
na Faixa de Gaza, há uma espécie de guerra silenciosa na Cisjordânia, com a
construção de assentamentos israelenses, o que reduz, de fato, o território palestino
nestas áreas.
Mas talvez a questão mais complicada pelo seu simbolismo seja Jerusalém, a capital
tanto para palestinos e israelenses.
Tanto a Autoridade Palestina, que governa a Cisjordânia, quanto o grupo Hamas, em
Gaza, reinvindicam a parte oriental como a capital de um futuro Estado palestino,
apesar de Israel tê-la ocupado em 1967.
Um pacto definitivo nunca será possível sem resolver este ponto.

HAMAS
Criado em 1987, grupo islâmico não reconhece Estado judeu.
Em 2007, passou a controlar a Faixa de Gaza, território na costa de Israel.
O Hamas é considerado a maior organização islâmica nos territórios palestinos da
atualidade. Um de seus criadores foi o xeque Ahmed Yassin, que pregava a destruição de
Estado israelense.
Seu nome é a sigla em árabe para Movimento de Resistência Islâmica. O grupo surgiu em
1987, após a primeira intifada (revolta palestina) contra a ocupação israelense na
Cisjordânia e na Faixa de Gaza.
Além da faceta militar – com as brigadas Al-Qassam – o grupo que controla Gaza também
é um partido político. Em sua carta de fundação, o Hamas estabelece dois objetivos:
promover a luta armada contra Israel e realizar programas de bem-estar social.
Em 2006, o grupo islâmico venceu as eleições parlamentares palestinas, fato não
reconhecido pelo opositor Fatah – partido nacionalista fundado em 1959 pelo líder
palestino Yasser Arafat e que concorda com a criação de dois Estados (Israel e Palestina)
para a solução do conflito.
Ocorreu, então, o racha dentro da Autoridade Nacional Palestina, após anos de confrontos
internos. A divisão fez com que o Hamas passasse a controlar a Faixa de Gaza, a partir de
2007, e o Fatah ficasse com o comando da Cisjordânia.
Israel e Hamas não dialogam – o Estado judeu considera o grupo terrorista.
O Hamas é parte de uma vertente política do Islã que, com as Revoltas Árabes, está sendo
combatida em toda a região – primeiro no Egito (com a saída da Irmandade Muçulmana),
mas também em países do Golfo. Até seu aliado Irã deixou de apoiá-lo.
Por sua longa história de ataques e sua recusa em renunciar à violência, o Hamas é
considerado uma organização terrorista também pelos Estados Unidos, União Europeia,
Canadá e Japão.
Mas para seus apoiadores, como Qatar e Turquia, o Hamas é visto como um movimento
de resistência legítimo. O grupo islâmico não aceita as condições propostas pela
comunidade internacional para ser um ator global legítimo: reconhecer Israel, aceitar os
acordos anteriores e renunciar à violência.

Fatah
Fatah é o nome de uma organização política e militar de defesa dos interesses e da
autonomia Palestina.
O Movimento de Libertação Nacional da Palestina é o nome completo do
movimento que foi criado em 1959 para defender os palestinos. Embora esse seja o
nome oficial, o mesmo ficou mundialmente conhecido pela sigla Fatah. O nome desse
grupo político e militar guarda curiosidades. O acrônimo do movimento na ordem não
reversa resulta em Hataf, que significa morte em árabe. Os integrantes preferem não
utilizar esse nome e utilizam o acrônimo reverso, Fatah, com significado mais ameno,
como começo ou vitória. Além disso, Fatah é uma palavra religiosa que está ligada à
expansão islâmica dos primeiros séculos de sua história. Logo, possui grande
relevância para a comunidade islâmica da região em que atua.

O Fatah surgiu na década de 1950 não por acaso. Em função doholocausto judeu
promovido por Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial, aquele povo recebeu
como indenização da ONU pelo sofrimento vivido uma porção de terra no Oriente para
abriga-los. O mundo estava comovido com as atrocidades por eles vividas e, assim,
fundou-se o Estado de Israel. No entanto, o território destinado aos judeus para
construírem um país a seu modo e superar as perdas e o sofrimento do conflito
internacional já era ocupado por outro grupo étnico e religioso. Os muçulmanos estão
em maioria no Oriente Médio há séculos. Porém a solução dada para o holocausto foi
colocar os judeus em um território islâmico. Não demorou muito, naturalmente, para
que os conflitos começassem, afinal, Israel foi um Estado criado de modo artificial. Os
judeus receberam ajuda internacional para se fixarem no novo território e, aos poucos,
os conflitos foram expulsando muçulmanos da região. Esse deslocamento forçado dos
islâmicos é chamado de diáspora palestina. Foi nesse contexto que Yasser Arafat,
Khalil al-Wazir e outros líderes palestinos fundaram o Fatah, um partido de centro-
esquerda na politica palestina.

Alguns anos depois da fundação do Fatah, em 1964, foi fundada a Organização pela
Libertação da Palestina (OLP), que é reconhecida como única representante legítima
do povo palestino e reúne os movimentos e partidos que passaram a trabalhar pela
causa daquele povo. Dentro dessa organização, o Fatah é a maior facção existente,
pregando um Estado nacionalista e laico. Durante muito tempo, Yasser Arafat foi o
líder do Fatah e presidente da OLP. Ele trabalhou intensamente para negociar a paz
na região, ao mesmo tempo em que defendia a autonomia do Estado palestino em um
território artificialmente ocupado pelos judeus. Arafat ganhou, inclusive, um Prêmio
Nobel da Paz. No entanto, Yasser Arafat faleceu no dia 11 de novembro de 2004 após
passar alguns dias internado. Alguns suspeitaram e ainda suspeitam de sua morte,
acreditando na hipótese de envenenamento pelo serviço secreto israelita. Sem ter
preparado um sucessor, o posto de principal liderança palestina ficou vago e abriu
espaço para novos confrontos na região, ignorando tratados de paz anteriores.

Um dos principais adversários do Fatah é o Hamas, que também é um movimento


político palestino. Todavia, este segue a linha fundamentalista islâmica e possui,
inclusive, um braço armado. As duas organizações estão em constante confronto e,
recentemente, o Hamas conquistou a maioria das cadeiras no parlamento palestino.
Fatah e Hamas disputam também a autoridade na Faixa de Gaza, gerando vários
conflitos armados entre eles.

Isis

O ISIS, ou Estado Islâmico do Iraque e da Síria deriva do Estado Islâmico do Iraque,


ISI, formou-se logo após a invasão dos EUA e do Reino Unido em 2003. Surgiu
associado à Shura, ou Conselho, Mujahideen, sendo composto por uma série de
insurgentes sunitas, incluindo alguns ligados à Al-Qaeda, mas também a outros
movimentos jihadistas, como os Jaysh al-Fatiheen, Jund al-Sahaba, Katbiyan Ansar
Al-Tawhid wal Sunnah. O seu objetivo era instaurar um califado islâmico, aproveitando
o caos instalado. Conseguiram controlar a região iraquiana que faz fronteira com a
Síria, afirmando que a sua capital era Baqubah. Dedicavam-se a todo o tipo de
contrabando, dominando as entradas e saídas do país nesta zona. Instituíram um
regime fundamentalista islâmico e foram responsáveis pela maior parte dos ataques
bombistas nas zonas xiitas que mataram milhares de pessoas. Por esta razão são
denominados de takfirs, isto é, matam muçulmanos civis só porque os consideram
impuros, ou seja, porque não fazem a mesma interpretação do islão que eles. Juraram
também a Baiat, ou fidelidade à Al-Qaeda, que aceitou esta associação, mas que no
início de 2014 a renegou, justificando que não se reviam nos métodos violentos que os
membros do ISIS empregam.

Quando começou a revolta na Síria, aproveitaram-se da guerra sectária, entre


rebeldes sunitas e o poder xiita, para se colocarem do lado dos primeiros, que no
início aceitaram de bom grado esta ajuda, visto que tinham poucas armas e meios
para combater. Passaram então a intitular-se como ISIS ou Estado Islâmico do Iraque
e do Levante/Síria (Shams). Nesta mesma altura, países vizinhos do Iraque,
nomeadamente a Turquia, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos ou o Qatar,
começaram a fornecer armas à oposição de Bashar al-Assad, não se certificando a
quem estariam a ajudar, se os rebeldes ou os takfirs do ISIS. Quando os EUA e a UE
decidiram também intervir, caíram no mesmo erro e, de repente, o ISIS era a força
mais poderosa a combater na Síria, controlando as cidades de Ar-Raqqa, Idlib e
Aleppo. Tal como no Iraque, instituíram estados fundamentalistas islâmicos,
protegendo as populações que lá moravam mas também cometendo atrocidades
contra os rebeldes, que começaram a ter de lutar em duas frentes, contra o ISIS e
contra o Governo. Apesar de em fevereiro de 2014 a Al-Qaeda ter-lhes retirado o
apoio, o seu poder foi crescendo, bem como onúmero de jihadistas que se lhe
juntavam, vindos de todas as partes do mundo, em especial da Europa, por ser mais
fácil passar as fronteiras.
Recentemente, o ISIS começou a alargar a sua área de influência dentro do Iraque,
controlando a segunda cidade mais populosa, Mosul, e ameaçando entrar na capital,
Bagdad. A surpresa do ataque, e do avanço, levou a que se falasse numa insurgência
sunita contra o Estado xiita mas, como se pode ver pelo historial do grupo, o que está
emcausa é muito mais do que isso, é uma luta desenfreada pelo poder, pela
instauração de um califado islâmico ligando parte da Síria e do Iraque, mas também a
posse dos poços de petróleo, aproveitando a desordem que se vive na região. Nesta
semana surgiram vídeos no YouTube dando conta de uma possível aliança com o Al-
Nusra, outra organização terrorista a operar na Síria.