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SÃO MARCOS (BRASÃO DA UNIVERSIDADE)

Nelson Alonso Junior

POLITICAS PÚBLICAS DE INCENTIVO À EXPORTAÇÃO DAS MICRO E PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS NO BRASIL: NO ESTADO DE SÃO PAULO DE 2000 A 2006

UNIVERSIDADE SÃO MARCOS Programa Interdiciplinar em Educação, Comunicação Administração

SÃO PAULO

2008

2

NELSON ALONSO JUNIOR

POLITICAS PÚBLICAS DE INCENTIVO À EXPORTAÇÃO DAS MICRO E PEQUENAS MÉDIAS EMPRESAS NO BRASIL: O ESTADO DE SÃO PAULO DE 2000 A 2006

Universidade São Marcos Programa Interdiciplinar em Educação, Comunicação, Administração

SÃO PAULO

2008

3

NELSON ALONSO JUNIOR

POLITICAS PÚBLICAS DE INCENTIVO À EXPORTAÇÃO DAS MICRO E

PEQUENAS EMPRESAS NO BRASIL: O ESTADO DE SÃO PAULO DE 2000 A

2006

Dissertação apresentada ao Progrma Interdiciplinar em Educação, Comunicação e Administração da Universidade São Marcos, sob orientação do Prof. Dr. Lincoln Etchebérè Jr. com vistas à obtenção do título de Mestre.

2008

4

DEDICATÓRIA

Dedico esse trabalho à única pessoa que durante a minha vida esteve ao meu lado, acreditou no nosso crescimento como pais, pessoas, como profissionais e como amigos que somos, pois nos conhecemos há 36 anos. Que privilégio Vera, eu ser o seu marido.

5

AGRADECIMENTOS

Desenvolver essa dissertação foi um desafio constante que me fez sonhar com a sua execução plena de êxito, e que tornou-se realidade.

Por isso devo compartilhar e agradecer:

Ao meu pai que está no céu, à minha mãe sempre muito presente, que me propiciaram os primeiros passos na educação. Aos meus filhos Gustavo e Mariane, pelo amor e apoio incondiconal. Aos meus irmãos Nivaldo e Ney pela amizade. Ao Professor Dr. Leonel Mazzali, orientador muito digno, competente, da Universidade de São Caetano do Sul.

Ao Professor Dr. Lincoln Etchebéhère Jr., meu orientador, pelo privilégio de sua confiança em mim depositada. Ao Sr. Dario Sanchez, gerente regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, em Diadema.

À Sra. Isabel Cristina B. Grigio, gerente regional do Centro das Indústrias do

Estado de São Paulo, em São Caetano do Sul.

À Srta. Tamires, do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, em São

Caetano do Sul. Ao Sr. Admir Gasparetto, gerente regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, em São Bernardo do Campo. Ao Sr. Jose Rufino O. Filho, diretor de comércio Exterior e empresário exportador do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo em São Bernardo do Campo e Diadema. Ao amigo Dr. Ronaldo Souza Forte, diretor regional da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, e do Centro das Indústrias no Estado de São Paulo, em Santos. Aos meus colegas professores, especialmente o Edu Maróstica.

6

RESUMO

O reduzido número de pequenas, micro e médias empresas exportadoras no nosso país, segundo os nossos principais indicadores de Comércio Exterior, motivou este estudo, uma vez que noventa e cinco por cento das empresas brasileiras são formadas por esses tipos de organizações, onde se procurou identificar as principais Políticas Públicas existentes para o Incremento às Exportações no Brasil, no período de 2000 a 2006 para o Estado de São Paulo. Foram identificadas as principais Políticas Públicas de Incrementos à Exportação no período de 2000 a 2006, onde foram resgataram todas as ações do Governo Federal, apontados os principais Organismos Governamentais intervenientes no Comércio Exterior, os Organismos não Governamentais e sua participação no processo. A identificação das principais barreiras foram encontradas por meio da análise dos 210 questionários respondidos eletronicamente, pelos empresários dos municípios de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema. Os resultados indicaram grandes diferenças na relação com o governo, onde ficou evidenciada a disponibilidade de um número imenso de informações por parte dos organismos Governamentais e Não Governamentais, não utilizadas pelos empresários.

PALAVRAS-CHAVES: Políticas Públicas, barreiras à exportação, micro, pequenas e médias empresas

7

ABSTRACT

The small amount of Micro, Small and Medium size export companies in our

country, according to the main national pointers to International Trade, was the

aim of this study. It was reinforced by the fact that ninety and five percent of the

Brazilian companies are formed by this kind of companies.

In this scene, it was identified the main public policies of Increments to the

Exportation in the period from 2000 to 2006, emphasizing all the actions taken by

the Federal Government, the main Governmental Organs that interfere in the

Foreign commerce, as well as the nongovernmental ones, and their participation in

this process. To explore the main barriers to the exportation, it was applied a

specific questionnaire to the businessmen from the Micro and Medium companies,

located in the cities of Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema, in

the São Paulo State. After the identification of the major barrier found for 462

businessmen asked through 210 electronic questionnaires, that were applied in

the cities of Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema.The results

analysis showed many differences between the government relations, in which

was evidenced the availability of a great amount of information through

governamental and nongovernamental agencies, although not used by

businessmen

KEY WORDS: Public Politics, Barriers to the Exportation, Micro, Small and Medium Companies, Exportation

8

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Quantidade de empresas exportadoras no Brasil – 2000 a 2006

Tabela 2 – Quantidade de empresas exportadoras no Estado de São Paulo –

2000 a 2006

66

Tabela 3 – Comparativo das quantidades de empresas exportadoras do Brasil

com o Estado de São Paulo 2000 a 2006

68

Tabela 4 – Valor exportado no Brasil por porte de empresas anos de 2000 a 2006

69

Tabela 5 – Valor exportado no Estado de São Paulo por porte de empresas anos

de 2000 a 2006

Tabela 6 - Comparativo das quantidades de empresas exportadoras do Brasil com

o Estado de São Paulo 2000 a 2006

Tabela 7 - Valor exportado por empresas classificadas em São Paulo segundo o

tamanho e a faixa de exportação anual 2000 a 2006

75

Tabela 8 - Número de empresas exportadoras do Brasil, classificadas segundo o

77

Tabela 9 - Quantidade de empresas exportadoras até US$ 1.000,000 no Estado

de São Paulo

78

Tabela 10 - Características da amostra por porte de empresas exportadoras do

tamanho e a faixa de exportação anual dos anos de 2000 a 2006

64

72

74

Estado de São Paulo

102

Tabela 11 - Tempo em anos de exportação das empresas por porte

104

Tabela 12 - Os mercados de destino

106

Tabela 13 - Cargo que ocupa a pessoa que respondeu o questionário

106

Tabela 14 - Segmento de atuação das empresas exportadoras por porte

108

Tabela 15 - Como se deu a entrada no mercado externo

110

Tabela 16 - As principais dificuldades encontradas no inicio fora

111

Tabela 17 - Como foram enfrentadas as dificuldades

112

Tabela 18 - Quais organismo governamentais ou não governamentais forneceram

as fontes de identificação utilizadas nos compradores

Tabela 19 - Como as empresas tiveram acesso as fontes determinadas para

113

exportação

114

Tabela 20 - Quais os produtos comercializados

114

Tabela 21 - A escolha do produto teve o apoio de qual organismo governamental

ou não

115

Tabela 22 - Quais os principais fatores que contribuíram para a exportação

115

Tabela 23 - A sua empresa já participou de algum evento de comércio exterior 116

117

Tabela 24 - Que tipo de evento de comercio exterior

9

Tabela 26 - Quais organismos governamentais ou não governamentais promoveu

119

o evento

Tabela 27 - O custo financeiro que originou a sua participação foi financiado por

algum organismo governamental

120

Tabela 28 - Quais órgãos orientaram a sua incursão no exterior

120

Tabela 29 - As despesas oriundas das viagens para promoção e conhecimento

das culturas foram financiadas por qual organismo governamental ou não

Tabela 30 - As negociações técnicas das exportações realizadas pela sua empresa foi apoiada por qual organismo governamental ou não governamental

122

Tabela 31 - Nas negociações externas houve apoio de algum organismo

governamental ou não governamental para elaborarem contratos internacionais

122

(advogados especializados)

Tabela 32 - Houve necessidade de preparação de espaço próprio para produção

123

para exportação

Tabela 33 - O custo gerado pela empresa para mudança da produção, houve

124

financiamento de qual organismo governamental ou não governamental

Tabela 34 - Quantos funcionários existem na empresa na área de exportação. 124

125

Tabela 35 - A predominância dos mesmos é do sexo

Tabela 36 - Houve necessidade de fazer com que os colaboradores

121

aprendessem a lidar com as formas de atuar

126

Tabela 37 - Quais organismos contribuíram para essas performances

128

10

LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Organograma do comércio exterior brasileiro

32

11

SUMÁRIO

17

CAPITULO I - POLÍTICAS PÚBLICAS DE INCENTIVO À EXPORTAÇÃO NO

INTRODUÇÃO

 

21

1.1 POLÍTICAS DE INCENTIVOS ÀS EXPORTAÇÕES NO BRASIL

23

1.2

ORGANISMOS DE GESTÃO PÚBLICA DA POLÍTICA DE COMÉRCIO

EXTERIOR

32

Figura 1 - Organograma do comércio exterior brasileiro

32

 

1.2.1 Conselho Monetário Nacional (CMN)

33

1.2.2 Câmara de Comércio Exterior (CAMEX)

33

1.2.3 Ministério das Relações Exteriores (MRE)

35

1.2.4 Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) 36

1.2.5 Ministério da Fazenda

39

1.2.6 Ministério das Comunicações

41

1.2.7 Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento

41

CAPITULO II - ÓRGÃOS NÃO GOVERNAMENTAIS DE PROMOÇÃO DAS

EXPORTAÇÕES

43

2.1 SEBRAE

43

2.2 Programas patrocionados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI)

48

2.3 Agência de Promoção das Exportações Brasileiras – APEX

50

2.3.1 Unidade de Projetos

53

2.3.2 Grupos gestores

54

A Unidade de Inteligência Comercial da APEX-Brasil opera da seguinte forma: . 57

2.4 Câmaras de Comércio

58

2.5 Fundação Centro de Estudos do Comercio Exterior – FUNCEX

58

2.6 Associação de Comércio Exterior do Brasil – AEB

59

2.7 Seguradora Brasileira de Crédito a Exportação - SBCE

59

2.8 Fundo de Aval às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do SEBRAE

(FAMPE)

60

Fundo de Aval às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do SEBRAE (FAMPE)

61

CAPITULO

III

-

O

DESEMPENHO

DAS

MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS

EMPRESAS NO COMÉRCIO EXTERIOR (2000 – 2006)

62

3.1

Aspectos gerais das exportações das micro, pequenas empresas no Brasil -

2000

a 2006

64

Tabela 1 – Número de empresas exportadoras no Brasil – 2000 a 2006

64

3.2

Aspectos gerais das exportações micro, pequenas empresas no Estado de

São Paulo -2000 a 2006

66

Tabela 2 – Quantidade de empresas exportadoras no Estado de São Paulo –

12

Tabela 3 – Comparativo das quantidades de empresas exportadoras do Brasil com o Estado de São Paulo 2000 a 2006

68

Tabela 4 – Valores

70

em dólares, exportado no Brasil por porte de empresas anos de 2000 a 2006 . 70

Tabela 5 – Valor exportado no Estado de São Paulo por porte de empresas anos

72

Tabela 6 - Comparativo das quantidades de empresas exportadoras do Brasil com

74

de 2000 a 2006

o Estado de São Paulo 2000 a 2006

Tabela 7 - Valor exportado por empresas classificadas em São Paulo segundo o

tamanho e a faixa de exportação anual 2000 a 2006

Tabela 8 - Número de empresas exportadoras do Brasil, classificadas segundo o

75

tamanho e a faixa de exportação anual dos anos de 2000 a 2006

 

77

Tabela 9 - Quantidade de empresas exportadoras até US$ 1.000,000 no Estado de São Paulo

78

– PRINCIPAIS BARREIRAS A EXPORTAÇÃO

CAPITULO

IV

AS

MICRO,

PEQUENAS

E

MÉDIAS

EMPRESAS

E

AS

82

4.1

A obtenção de informações e os canais de comunicação

 

88

4.2. Processo de aprendizagem na atividade de

 

89

4.3

Inteligência competitiva

 

94

CAPITULO V – MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS EXPORTADO-

RAS

97

Análise dos Resultados

101

Tabela 10 - Características da amostra por porte de empresas exportadoras do

Estado de São Paulo

102

Tabela 11 - Tempo em anos de exportação das empresas por porte

104

Tabela 12 - Os principais mercados de destino

106

Tabela 13 - Cargo que ocupa a pessoa que respondeu o questionário

106

Tabela 14 - Segmento de atuação das empresas exportadoras por porte

108

Tabela 15 - Como se deu a entrada no mercado externo

110

Tabela 16 - As principais dificuldades encontradas no inicio fora

111

Tabela 17 - Como foram enfrentadas as dificuldades

112

Tabela 18 - Quais organismo governamentais ou não governamentais forneceram

as fontes de identificação utilizadas nos compradores

113

Tabela 19 - Como as empresas tiveram acesso as fontes determinadas para exportação

114

Tabela 20 - Quais os produtos comercializados

114

Tabela 21 - A escolha do produto teve o apoio de qual organismo governamental

ou não

115

Tabela 22 - Quais os principais fatores que contribuíram para a exportação

115

Tabela 23 - A sua empresa já participou de algum evento de comércio exterior 116

13

Tabela 25 – Principais resultados nos eventos internacionais

Tabela 26 Os organismos governamentais ou não governamentais que promoveu

118

o evento

119

Tabela 27 – Origem do custo financeiro na sua participação dos eventos internacionais

120

Tabela 28 – Organismos que orientaram a sua incursão no exterior

120

Tabela 29 - As despesas oriundas das viagens para promoção e conhecimento

das culturas foram financiadas por qual organismo governamental ou não

121

Tabela 30 - As negociações técnicas das exportações realizadas pela sua empresa foi apoiada por qual organismo governamental ou não governamental

 

122

Tabela 31 - Nas negociações externas houve apoio de algum organismo

governamental ou não governamental para elaborarem contratos internacionais

(advogados especializados)

Tabela 32 - Houve necessidade de preparação de espaço próprio para produção

122

para exportação

123

Tabela 33 - O custo gerado pela empresa para mudança da produção, houve financiamento de qual organismo governamental ou não governamental

124

Tabela 34 - Quantos funcionários existem na empresa na área de exportação. 124

Tabela 35 - A predominância dos mesmos é do sexo

125

Tabela 36 - Houve necessidade de fazer com que os colaboradores aprendessem a lidar com as formas de atuar

126

Tabela 37 - Quais organismos contribuíram para essas performances

128

CONCLUSÃO

130

BIBLIOGRAFIA

134

FONTES ELETRÔNICAS

139

GLOSSÁRIO

143

ANEXOS

144

ANEXO I - QUESTIONÁRIO PARA AVALIAÇÃO DAS MICRO, PEQUENA E MÉDIA EMPRESAS NA EXPORTAÇÃO NOS MUNICÍPIOS DE SANTO ANDRÉ,

SÃO BERNARDO DO CAMPO, SÃO CAETANO DO SUL E DIADEMA

145

ANEXO II - EMPRESAS EXPORTADORAS DO MUNICÍPIO DE DIADEMA

157

ANEXO III – EMPRESAS EXPORTADORAS DE SÃO CAETANO DO SUL

238

ANEXO IV – EMPRESAS EXPORTADORAS DE SÃO BERNARDO DO CAMPO241

ANEXO V – EMPRESAS EXPORTADORAS DE SANTO ANDRE

244

14

LISTA DE ABREVIATURAS

AEB – Associação dos Exportadores Brasileiros

ALADI – Associação Latina Americana de Integração

APEX – Agencia de Promoção das Exportações

BB – Banco do Brasil

BC – Banco Central

BACEN – Banco Central

BEFIEX - Benefícios Fiscais a Programas Especiais de Exportação

BNDES - Banco Nacional de desenvolvimento Econômico e social

CCR - Convênio de Crédito Recíproco

CACEX – Carteira de Comércio Exterior

CAMEX – Câmara de Comércio Exterior

CIN – Centro Internacional de Negócios

CNI – Confederação Nacional da Industrial

CMN – Conselho Monetário Nacional

COFACE – Compagne française d Assurance pour Le Commerce Extérieur

COFINS - Contribuição para o Financiamento Social

CONEX - Conselho consultivo do setor privado

DALCA – Divisão da área de Livre Comercio das Américas

DCT – Departamento de Temas Científicos e Tecnológicos

DEC – Departamento Econômico

DECEX – Departamento de Comércio Exterior

15

DECOM – Departamento de Defesa Comercial

DEINT – Departamento de Negociações Internacionais

DEPLA

-

Departamento

de

Planejamento

e

Desenvolvimento

de

Comercio

Exterior

DFT – Divisão de Feiras e Turismo

DIC – Divisão de Informação Comercial

DIN – Departamento de Integração Latino Americano DIN – Departamento de Integração Latino Americano

DIR – Divisão Integração Regional

DOC – Divisão de Operações de promoção Comercial

DMC – Divisão de Mercado Comum do Sul

DPR – Departamento de Promoção Comercial

DPG Divisão de Programas de Promoção Comercial

DPC - – Divisão de Programas de Promoção Comercial

DRS – Desenvolvimento Regional Sustentável

DRF – Secretaria da Receita Federal

DPR – Departamento de Promoção

DSE - Declaração Simplificada de Exportação

DUEX – Divisão da União Européia e Negociações Extra Regionais

ECT – Empresa de Correios e Telégrafos

FAMPE – Fundo de Aval as Microempresas de Pequeno Porte

FINAME - Financiamento Industrial

FINAMEX – Financiamento a Exportação

FGPC – Fundo de Garantia para a Promoção da Competitividade

16

FUNCEX – Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior.

GECEX – Comitê Executivo de Gestão GICI – Grupo Interministerial de Trabalho

sobre comércio Internacional de Mercadorias e serviços

IPI – Imposto sobre Propriedade Industrial

ICMS

– Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços

MDCI

– Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior.

MERCOSUL – Mercado Comum do Cone Sul

OMC – Organização Mundial de Comércio

PEE – Programa especial de Exportações

PIS - Programa de Integração Social

PASEP – Formação de Patrimônio do Servidor Publico

PIS - Programa de Integração Social

PASEP – Formação de Patrimônio do Servidor Publico

PROEX – Programa de Exportação

SBCE – Seguradora Brasileira de Credito a Exportação

SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequena empresa

SENALCA – Seção Nacional de Coordenação dos Assuntos Relacionados a ALCA

SENEUROPA – Seção Nacional de Coordenação dos Assuntos Relacionados

SGET – Subsecretaria Geral de Assuntos Econômicos e Tecnológicos

SECEX – Secretaria de Comércio Exterior

SISCOMEX – Sistema Integrado de Comércio Exterior

SBCE – Seguradora Brasileira de Crédito a Exportação

17

INTRODUÇÃO

O papel das micro, pequenas e médias empresas na transformação e no

incremento das exportações brasileiras têm sido relativamente pouco expressivos

O canal de comercialização externa exige competitividade singular associada às

estratégias de comercialização, à informação e à logística e à capacitação de seus colaboradores. A micro, a pequena e a média empresa, geralmente, não suportam os custos envolvidos na operação do mercado internacional; com freqüência elas se deparam com dificuldades para especificar o mercado: o cliente, o canal de distribuição, a economia e a legislação do país. Mais precisamente, as micro, pequenas e médias empresas enfrentam barreiras

consideráveis para entrar e se manter no comércio internacional. Segundo levantamento efetuado pelo Serviço Brasileiro de Apoio à Pequena e Média Empresa, no período de 2000 a 2006, as principais dificuldades enfrentadas pelas empresas exportadoras foram: 1) obtenção de informações comerciais; 2) lidar com a burocracia nacional; 3) adaptar produtos; 4) obter informações de acesso a mercados. Nesse sentido, a indagação central deste trabalho é: como as políticas públicas de incentivo à exportação contribuem para a superação das referidas

barreiras?

O objetivo do estudo aqui proposto é identificar as principais políticas de

incentivo à exportação das pequenas e médias empresas, entre 2000 a 2006, período em que ocorreu maior ênfase ao incremento do volume de negócios com

o exterior, em particular no que diz respeito ao aumento da participação das pequenas e médias empresas.

A hipótese fundamental, orientadora desse trabalho, é que a atividade da

exportação está associada a um processo de aprendizagem por parte da empresa interessada, o qual pode ser acelerado a partir de estímulos e apoio de organismos governamentais e não governamentais, em especial às áreas mercadológicas e da informação. . Esta dissertação está estruturada em cinco capítulos, assim constituidos:

O capítulo um concentra-se na constatação das políticas públicas de incentivo às exportações elaboradas pelos órgãos governamentais, bem como a

18

reorganização do estado brasileiro em suas políticas de exportação; os organismos de gestão pública da política de comércio exterior, em que se inclui o organograma do comércio exterior brasileiro e todos os seus organismos descritos para melhor entendimento de suas ações. No capítulo dois apresentam-se os organismos não governamentais relacionados à exportação das pequenas e médias empresas e a sua importância para o desenvolvimento do comércio exterior das mesmas, evidenciando-se a falta de coordenação e superposição de provavelmente desperdício de esforços e recursos, bem como problemas de implementação dos mecanismos de políticas definidas. O capítulo três é dedicado ao desempenho das micro, pequenas e médias empresas no comércio exterior, onde se concentra a analise de desempenho recente das Micro, Pequenas e Médias empresas, destacando-se os dados que se referem ao período de 2000 a 2006. Nos últimos anos, percebeu-se, com evidência, a importância da expansão da exportação brasileira. Pelo lado das empresas, com o acirramento da globalização e a desconsideração pelo mercado externo pode levar a significativas perdas de competitividade, com o risco de exclusão até mesmo do mercado interno. O capítulo quatro é dedicado às barreiras à exportação das pequenas e médias empresas, onde se apresenta uma amostra estatística do comércio exterior brasileiro no período de 2000 a 2006. Destacam-se a participação das pequenas e médias empresas no comércio exterior, além dos principais passos para a iniciação no mercado internacional, seus principais entraves, a questão da obtenção de informações e os canais de comunicação, e o processo de aprendizagem organizacional. No capítulo quinto focaliza-se uma pesquisa empírica, constituída de aplicação de um questionário com 34 perguntas a 460 exportadores dos Municipios de Santo Andre, São Bernardo, São Caetano, Diadema estruturado com perguntas fechadas de ordem quantitativa e qualitativa para procurar:

O objetivo dessas perguntas foi detectar algumas características das empresas que podem estar relacionadas a padrões diferenciados de comportamento quanto aos demais temas da pesquisa. A seguir passou-se a identificar as principais barreiras encontradas pelos empresários exportadores para adentrar o mercado internacional:

19

Primeira fase: a identificação dos mercados potenciais (cinco perguntas) - cujo objetivo foi identificar aonde se aborda, como se deu a entrada no mercado internacional, as principais dificuldades no inicio, como foram enfrentadas, quais os organismos governamentais e não governamentais que contribuíram para o seu sucesso, como a empresa teve acessos as fontes necessárias. Segunda fase: quais os produtos a serem exportados (oito perguntas) - cujo objetivo é buscar saber se os mesmos são semifaturados, manufaturados, serviços ou outros tipos; se a escolha do produto a ser exportado foi identificada por algum organismo governamental ou não governamental, quais os principais fatores que contribuíram para a exportação dos seus produtos, saber se as empresas já haviam participado de algum evento de comercio exterior e aonde, qual foi tipo de evento, o que nesses eventos conseguiram de resultados, quais os organismos governamentais e não governamentais que contribuíram para promover os eventos, qual a origem do recursos financeiros que possibilitaram as participações nos , por quem foi financiado a incursão na exportação, quais os organismos que orientaram a sua incursão, as despesas com promoção, viagens. A Terceira fase: a identificação dos ambientes econômicos, legais e culturais de um país com (quatro perguntas) - com objetivo de identificar os organismos governamentais, e não governamentais que orientaram as incursões de sua empresa no entendimento econômico do país escolhido, se as despesas com a promoção, viagens ao exterior dessas exportações foram financiadas por algum organismo governamental ou não governamental, se as negociações técnicas das exportações realizadas pela sua empresa foram realizadas e apoiadas por algum organismo governamental ou não, se a negociação externa necessitou de um advogado especializado para elaboração de um contrato internacional, e se houve o apoio de algum órgão governamental ou não governamental, na indicação e acompanhamento da ação junto ao comprador. A quarta fase: a adaptação da linha de produção para a exportação com (cinco perguntas) - cujo objetivo foi o de identificar a necessidade de preparação de um espaço próprio para a produção de produtos exportados, se a preparação desse espaço próprio teve algum custo e se foi financiado por algum organismo governamental ou não governamental, se houve a necessidade de mudanças no seu produto para o mercado externo escolhido pelo país comprador, se houve

20

apoio financeiros para essas mudanças por algum organismo governamental ou não governamental. A quinta fase: a da capacitação dos Recursos Humanos: contendo quatro perguntas, cujo objetivo foi saber o número de colaboradores que a empresa possui na área de exportação, bem como o nível de formação dos mesmos; a predominância dos sexos; se houve a necessidade de fazer com que os colaboradores aprendessem a lidar com as varias formas de atuar na exportação; quais os órgãos governamentais e não governamentais; que contribuíram para essa performance; e constatar se todos os colaboradores das organizações sabem que a empresa é exportadora.

21

CAPITULO I - POLÍTICAS PÚBLICAS DE INCENTIVO À EXPORTAÇÃO NO BRASIL.

No período que vai de 1964 a 1990, a promoção das exportações brasileiras baseou-se principalmente em dois instrumentos: os incentivos fiscais e creditícios e a política de mini-desvalorizações, para reduzir o viés anti-exportador da economia. A revisão da literatura coloca em evidência a preocupação dos estudos com o volume de incentivos e subsídios, com seus impactos alocativos e distributivos e com seus efeitos sobre o desempenho das exportações. Houve desde o começo da década de 1970 preocupação muito grande em conhecer o volume de recursos que a sociedade alocava à promoção de exportações. Como expressões dessa preocupação foram realizados diversos estudos, com diferentes metodologias e escopos, para quantificar a magnitude das isenções e dos subsídios fiscais e creditícios. Normalmente, os estudos apresentavam o cálculo da magnitude de isenção e subsídio como proporção das exportações de manufaturados, estimando uma taxa de promoção nominal às exportações. Em relação às diferenças metodológicas, a mais importante envolvia o conjunto de isenções e subsídios considerados. Os primeiros estudos consideravam uma amostra reduzida de instrumentos, em função da disponibilidade de dados, e a estimativa era feita para um número limitado de anos. Os estudos posteriores de quantificação dos incentivos beneficiaram-se da experiência dos trabalhos pioneiros, conseguindo incorporar novos instrumentos na análise e refinar os cálculos, construindo séries longas e completas. Alguns dos exemplos deste tipo de trabalho foram os de Baumann 1 e Pinheiro 2 . Este último foca na distribuição setorial dos incentivos nominais para a década de

1980.

Em relação à quantificação dos subsídios nos créditos oficiais à exportação, uma primeira tentativa foi de construir uma série longa, com algumas

1 BAUMANN, Ruas. Os incentivos a exportação brasileira de produtos manufaturados - Pesquisa e Planejamento Econômico., vol.17pn2 1985

2

PINHEIRO, Armando Castelar. Organizador - O desafio das Exportações.- 2002, BNDES pg 7

22

hipóteses simplificadas 3 . Posteriormente, analisou-se detalhadamente o sistema de financiamento às exportações, quantificando os subsídios implícitos nos créditos oficiais para o período 1982-1983 4 . Uma elaboração de série para um conjunto de incentivos concedidos às exportações de produtos manufaturados entre 1964 e 1977 5 . O objetivo do trabalho era determinar uma alíquota de incentivos como proporção do valor exportado para realizar estimativas econometricas da oferta de exportações. Os instrumentos analisados foram, isenção do ICM e IPI, o crédito prêmio do IPI e ICM e redução do imposto de renda. Dois instrumentos fiscais importantes não foram analisados: o drawback 6 e o BEFIEX (Benefícios Fiscais a Programas Especiais de Exportação), nem os subsídios implícitos nos financiamentos às exportações. Esses estudos mostraram uma relação positiva entre subsídios nominais e/ou taxas de promoção efetiva e desempenho das exportações. Houve diversos exercícios de estimação de uma oferta de exportações de manufaturados como função da taxa de câmbio real, incluindo na função de oferta algum tipo de ajuste para incorporar os incentivos às exportações. No entanto, foram estimadas de maneira mais precisa os subsídios e utilizou dados declarados com fins tributários por uma amostra de 3.243 empresas indústrias exportadoras, retirados das declarações do imposto de renda da pessoa jurídica entre 1970 e 1980 7 . Essas empresas foram responsáveis por 82% das exportações de manufaturados e se apropriaram de 92% dos subsídios fiscais destinados à promoção das exportações de manufaturados. A década de 1990 começou com a adoção de uma série de medidas que sinalizaram significativo desvio nos rumos da política de comércio exterior até então vigente. Estas medidas estiveram focadas na política de importação, mas não pouparam instrumentos de apoio às exportações que já vinham sendo

3 MUSALEM, A.R. Política de subsídios à exportação de manufaturados.Rj, 1981, revista de economia.

4 Idem BAUMANN

5 CARDOSO, Pedro. Incentivos às exportações de manufaturas, Revista Brasileira de Economia, 1981, São Paulo

6 O regime de drawback permite a importação de insumos sem o pagamento do Imposto de Importação, do IPI e do ICMS.

BRAGA, H. Aspectos distributivos do esquema de subsídios fiscais a exportações - Pesquisa e planejamento econômico.bol.11 e 13, 1981. BNDES

7

23

desativados nos anos anteriores. Do lado das importações, anunciou-se, em junho de 1990, um cronograma de desgravação tarifária destinado a implementar uma nova estrutura de tarifas de importações a ser gradualmente implantada ao longo dos cinco anos seguintes. Além disso, também em 1990, foram eliminadas

diversas barreiras não tarifárias administradas tradicionalmente pela Carteira de Comércio Exterior (CACEX) do Banco do Brasil. Do lado das exportações, ainda em 1990, a CACEX deixou de existir, e com ela o modelo institucional que sustentou a política nos 25 anos anteriores a

1990. Foram eliminados os subsídios fiscais, o BEFIEX, foi desativado,

mantendo-se, porém, a validade dos contratos em vigor. Foi mantido o tratamento

favorável, em termos de imposto de renda, ao lucro gerado pelas operações de exportação, a isenção federal ao IPI e ICMS para as exportações de manufaturados e o regime de drawback. Os esforços para remontar uma política de exportação no Brasil, começaram a se intensificar a partir de 1996, em função da deterioração das expectativas em relação à balança comercial, em um contexto de retração da oferta de financiamentos externos. Assim, este capítulo avalia o esforço para remontar o sistema público de apoio às exportações, no período compreendido entre 2000 e 2006.

1.1 POLÍTICAS DE INCENTIVOS ÀS EXPORTAÇÕES NO BRASIL

Os primeiros esforços para avaliar os resultados da remontagem do sistema público de apoio às exportações foram feitas por meio do sistema público de financiamento é o principal objeto destas primeiras avaliações 8 . Na área de tributação sobre as exportações, a década de 1990 herdou das anteriores alguns incentivos fiscais, que resistiram ao desmantelamento do aparato de apoio às exportações montado entre o final dos anos 1960 e início de

1970. A isenção, que já beneficiava há mais de 30 anos os produtos

manufaturados, estendeu-se, a partir da legislação adotada em agosto de 1996,

8 VEIGA, Pedro Mota. Políticas de Incentivo as Exportações.Bndes, 2002, Rj.

24

aos demais produtos e passou a incluir também a prestação de serviços ao exterior e as compras de equipamentos para investimento no mercado interno e a energia elétrica usada na produção. Além disso, foi suspensa, durante grande parte do ano de 1999, a possibilidade de ressarcimento do Programa de Integração Social por meio do crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI 9 ). No ano seguinte, esta possibilidade foi re-introduzida ainda que parcialmente, ao mesmo tempo em que foram adotadas novas medidas, implicando em um aumento da carga tributária sobre as exportações, diretamente informadas por objetivos fiscais.

As principais medidas de política econômica 10 de apoio às exportações adotadas ao longo dos anos 1990 concentraram-se na área de financiamento, onde a atuação do Governo Federal, inicialmente centrada no financiamento às vendas externas de bens de longo ciclo de fabricação e serviços de engenharia, ganhou em abrangência, em termos de setores potencialmente beneficiados. A retomada de uma política de apoio às exportações, nos anos 90, começou pela área de financiamento. Depois do período em que se anunciou a intenção de promover à implantação de um Banco de Comércio Exterior predominantemente privado, idéia rapidamente descartada, linhas públicas de crédito foram gradual e seletivamente restabelecidas, através do FINAMEX linha de financiamento do BNDES para Exportação de Bens de Capital, operado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social). Em meados de 1991, o governo regulamentou o PROEX - Programa de Financiamento às Exportações, que absorveu as linhas de crédito ainda ativas do antigo FINEX (Fundo de Financiamento à Exportação), e re-introduziu o sistema de equalização de taxas de juros, vigentes sob o FINEX e a antiga Resolução n. 509 (Pinheiro) 11 . Também os recursos do PROEX estavam destinados, naquele momento, a financiar exportações de bens de capital.

9 Imposto de Produtos Industrializados- . O imposto incide sobre produtos industrializados, nacionais e estrangeiros, obedecidas as especificações constantes da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados– TIPI (Lei n° 4.502, de 30 novembro de 1964, art. 1°, e Decreto-lei n° 34, de 18 de novembro de 1996, art. 1°)

10

VEIGA, Pedro Mota. Políticas de Incentivo as Exportações. Bndes, 2002, Rj.

11 PINHEIRO, Armando Castelar. Organizador - O desafio das Exportações.Rio de Janeiro, 2002 p 7, Bndes

25

Também no final de 2002, implementou-se, no âmbito do BNDES, do Programa de Apoio a Investimentos de Empresas Brasileiras de Capital Nacional no Exterior, com o objetivo de apoiar a internacionalização de empresas brasileiras. Para viabilizar a implementação desta medida, foi modificado, em outubro de 2002, o estatuto do BNDES. A linha financia investimentos em comercialização, logística, infra-estrutura de serviços de apoio à exportações, instalação de unidades produtivas no exterior e até formação de joint ventures 12 . Outro eixo relevante de evolução da política de exportação nesta área concerne aos mecanismos de garantia de crédito às exportações. Em 2001, o BNDES adquiriu uma participação acionária na Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação (SBCE), com vistas a integrar as atividades da seguradora às suas atividades de financiamento às exportações, à semelhança de outras entidades oficiais de financiamento européias que operam em parceria com uma empresa privada de seguro. Em 2000, o Banco Central, praticamente eliminou um mecanismo de garantia muito utilizado nas exportações brasileiras para a América Latina, o Convênio de Crédito Recíproco. De fato, o Banco Central determinou que a utilização do Convênio de Crédito Recíproco, que representa uma garantia concedida pelos respectivos bancos centrais às operações de comércio exterior com os países da América Latina e República Dominicana, ficaria restrita às importações e exportações, com instrumentos para pagamento e recebimento em até 360 (trezentos e sessenta) dias. Simultaneamente, os bancos autorizados a operar no âmbito do Convênio passaram a ter que efetuar um depósito de garantia, em dólar, no valor do título de pagamento relativo às importações, exceção feita às compras originárias e procedentes dos países integrantes do MERCOSUL, do Chile e da Bolívia. Além disso, foram ampliados os limites máximos de cobertura de risco do seguro de crédito à exportação garantida pelo Fundo de Garantia às Exportações. Em caráter excepcional, a participação da União pode ainda chegar a 100% (cem por cento) de cobertura, nos casos de seguro contra risco comercial, político e extraordinário, quando as condições de mercado relacionadas com a exportação

12 Associação de empresas estrangeiras.

26

de determinados bens sofrerem súbita alteração ou forem diretamente afetadas por eventos de natureza internacional fora do controle do Brasil. Os limites de utilização do Fundo de Garantia para a Promoção da Competitividade, gerenciado pelo BNDES, também foram flexibilizados ao longo de 2001. Assim, foram ampliados os percentuais de cobertura do Fundo de Garantia para a Promoção da Competitividade para as operações de pré-

embarque especial para micro e pequena empresas. Além disso, eliminou-se o limite de crédito para a concessão de financiamento pré-embarque especial com cobertura do FGPC de 50% e 30% do valor do faturamento anual, respectivamente para microempresas e para os demais casos.

As compras internas com fim exclusivo de exportação são comparadas e

observam o mesmo regime tributário do que as importações feitas sob drawback. Também se manteve a isenção do IPI e do ICMS sobre as exportações de manufaturados, bem como a manutenção e utilização do crédito do IPI relativo a insumos empregados na industrialização de produtos exportados, ao mesmo tempo em que continuam em vigência os contratos do BEFIEX assinados antes de 1990, ou seja, antes da extinção do programa. Além disto, não há incidência, sobre a receita de exportação, das contribuições para o COFINS e o PIS/PASEP. Como parte do esforço de desoneração fiscal das exportações, aboliu-se, em 1995, o pagamento das contribuições sociais do PIS/PASEP e do COFINS,

incidentes sobre as aquisições, no mercado interno, de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagens, para utilização no processo produtivo, sob o conceito de crédito presumido do IPI. Por outro lado, o Governo Federal negociou com os Estados a eliminação da incidência do ICMS sobre as exportações de produtos primários e semi- manufaturados, assegurando-lhes compensações financeiras caso esta medida provocasse perda de receita para os Estados nos primeiros anos de vigência da nova legislação.

A isenção, que já beneficiava, há mais de 30 anos, os produtos

manufaturados estenderam-se, a partir da legislação adotada em agosto de 1996, aos demais produtos e passou a incluir também as prestações de serviços ao exterior e as compras de equipamentos para investimento no mercado interno e a energia elétrica usada na produção.

27

A partir do final de 1998 a prioridade crescente ao ajuste fiscal levou a uma

reversão parcial dos esforços de desoneração tributária empreendidos nos anos

anteriores 13 . Assim, o Governo aumentou, em outubro de 1998, a carga fiscal incidente sobre as exportações, através do incremento das alíquotas da CPMF e do COFINS, cujo adicional não seria incorporado ao mecanismo de compensação então previsto.

Além disso, foi suspensa, durante grande parte do ano de 1999 a possibilidade de ressarcimento do PIS/COFINS através do crédito presumido do IPI. No ano seguinte, esta possibilidade foi re-introduzida ainda que parcialmente, ao mesmo tempo em que foram adotadas novas medidas, implicando em aumento da carga tributária sobre exportações, diretamente informadas por objetivos fiscais.

A partir de 2001, o movimento no sentido de desonerar tributariamente as

exportações tem início com a instituição da nova fórmula de cálculo de crédito

presumido do IPI para o ressarcimento das contribuições PIS/PASEP e CONFINS recolhidos ao longo da cadeia produtiva de bens destinados à exportação. Ao final de 2002, duas novas medidas na área tributária são adotadas. As vendas externas de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem das empresas “preponderantemente exportadoras” passaram a ser beneficiadas com a suspensão do recolhimento do IPI.

A partir de dezembro de 2002, entrou em vigor uma nova sistemática de

cobrança da contribuição para os Programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP). Instituída pela Lei nº 10.637, de 31/12/2002, iniciativa que objetivou eliminar a incidência em cascata dessas contribuições sociais. No novo mecanismo foi autorizada a inclusão de novas despesas para compor o custo de produção destinado à exportação, como custo de energia e de combustíveis, bem como despesas para industrialização de bens sob encomenda. Além disso, a fórmula de cálculo passa a ser construída dentro do critério de “cadeia infinita de comercialização” de forma a possibilitar um nível de

13 BAUMANN, Ruas. Os incentivos a exportação brasileira de produtos manufaturados - Pesquisa e Planejamento Econômico. Vol 17 pn2 1985, op cit.

28

desoneração mais preciso, favorecendo os setores com processos produtivos mais longos. Em um período onde a prioridade da política de comércio exterior vinculava-se à liberalização das importações e em que a política econômica praticamente se reduzia aos esforços de redução da inflação, a política de exportação continuou a ocupar uma posição não prioritária. O quadro institucional pós-90, era constantemente alterado por sucessivas reformas da administração federal, carecendo de unidade de comando e de capacidade de coordenação e execução. A falta de experiência do BNDES, na área de financiamento às exportações, restringia sua atuação nesta área, ao passo que a excessiva burocratização do PROEX também limitava seu alcance, enquanto instrumento de apoio às vendas externas. Em 1995, criou-se a Câmara de Comércio Exterior da Presidência da República, como instância interministerial voltada para coordenar as ações do Governo principalmente na área de exportações, em um esforço para superar a fragmentação institucional que sucedeu ao desmonte do modelo Câmara de Comércio Exterior (CACEX), em 1990 pelo então Presidente Fernando Color de Melo, que apesar de nunca ser extinta oficialmente foi desativada da gestão da política de comércio exterior. A Câmara de Comércio Exterior criada nos anos de 1953 pelo então Presidente da Republica Getulio Vargas, para substituir a carteira de exportação e Importação do Banco do Brasil. Os esforços para remontar uma política de exportação, no Brasil, incipientes até 1996, começaram a se intensificar a partir deste ano, em função da deterioração das expectativas em relação à balança comercial, em um contexto de retração da oferta de financiamentos externos. Os componentes principais deste processo foram:

Os movimentos voltados para desoneração tributária das exportações; O restabelecimento de mecanismos públicos de ampla abrangência, na área de financiamento às exportações e de prestação de garantias aos créditos concedidos (seguro de crédito e fundo de aval); A reorganização das estruturas institucionais de promoção comercial strictu sensu, com a criação de uma agência de promoção, vinculada, até o final de 2002, ao (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) SEBRAE;

29

Os esforços para a redução do “Custo Brasil”, identificado como o conjunto de fatores sistêmicos, regulatórios e infra-estruturais que oneram os investimentos, a produção e as exportações brasileiras. Depois da era CACEX, o período de 1953 a 1990, as atividades de promoção de exportações foram tradicionalmente desempenhadas pela 14 Secretaria de Comércio Exterior do MDIC e pelo Departamento de Promoção Comercial do Ministério das Relações Exteriores, bem como pelas Seções de Promoção Comercial das embaixadas e consulados brasileiros. Não havia recursos específicos para esta finalidade o que, somado à duplicidade de funções institucionais de órgãos de ministérios distintos, limitava sobremaneira a eficácia dos esforços nesta área. Em novembro de 1997, foi instituída, no âmbito do SEBRAE, a Agência de Promoção de Exportações (APEX), com o objetivo de implementar uma política de promoção das exportações. Como o SEBRAE só pode apoiar empresas de pequeno porte, a atuação da APEX também fica, em princípio, restrita a este tipo de empresa. Para flexibilizar esta regra, a APEX foi autorizada a incluir empresas de médio e grande porte em seus programas, desde que esta inclusão gere comprovadamente benefícios para empresas de menor porte. A APEX tem um conceito ampliado de promoção comercial, voltado para o desenvolvimento da oferta exportável e não apenas a promoção strictu sensu 15 . De acordo com informações obtidas junto à 16 dirigente da Agência, isto tem levado a APEX a buscar trabalhar crescentemente com Programas Setoriais Integrados, que buscam atuar sobre todos os fatores condicionantes das exportações de um determinado setor, inclusive aqueles relacionados com a qualidade e quantidade da oferta, com os encadeamentos produtivos, etc. Além disso, a APEX interage com o DPR/MRE que também cuida de promoção comercial. De maneira geral, há divisão do trabalho, fazendo a APEX a parte doméstica da promoção e o DPR o apoio externo permitido pela rede de embaixadas e consulados do MRE. Nesta visão, a principal missão da APEX é preparar a empresa para exportar até o porto.

14 VEIGA, Pedro Mota. Políticas de Incentivo as Exportações. Bndes, 2002, Rj.

15 Sentido estrito 16 APEX - Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos. Disponível em <www.apexbrasil.com.br>acesso em 30 de set 2007 às 20h.

30

Nos anos 1990, discutiu-se qual seria o melhor foco da política para expandir mais rapidamente as exportações. Alguns dos participantes nessa discussão pretendiam mostrar que a estrutura das exportações continha poucos produtos dinâmicos no comércio mundial e que a política de exportações devia priorizar e estimular as vendas desses produtos e daqueles com alto valor adicionado, como forma de aumentar rapidamente as exportações. Mas isto não é tarefa principal da política de exportações e, normalmente, não é a maneira mais rápida de expandir as exportações. A tarefa principal da política de promoção de exportações é remover os empecilhos para exportar e criar estímulos 17 para exportar across the board 18 , aumentando a rentabilidade exportadora e diminuindo o diferencial relativo entre rentabilidade no mercado doméstico e na exportação. Remover os empecilhos está relacionado com melhorar a infra-estrutura e os procedimentos de exportação, adequar o financiamento e a carga tributária, ampliar o acesso a mercados, aumentar a disponibilidade de informações necessárias para a exportação e estimular as práticas de maior produtividade e qualidade. Aumentar a rentabilidade exportadora e reduzir o diferencial entre rentabilidade doméstico vis-à-vis da rentabilidade externa que está relacionado com a política cambial, a política de proteção e o esquema de incentivos para a exportação. Podemos concluir que o Brasil passou na segunda metade do século vinte por diferentes ciclos de abertura e fechamento de sua economia. No episódio mais recente, no período de 1988 a 1993, o país promoveu ampla redução de barreiras tarifárias e não tarifarias, revertendo o processo de fechamento levado a cabo na primeira metade da década de 1980. Paralelamente, o país vem incentivando as exportações de manufaturados, tendo o auge desse processo ocorrido em meados da década de 1980, quando buscava sair da grave crise cambial. De 1994 a 1998, a política comercial brasileira ficou em grande medida condicionada pelo uso do câmbio como âncora nominal dos preços, o qual, com inflação residual importante e regime fiscal amplamente expansionista, contribuiu para gerar elevados déficits em conta correntes e significativo passivo externo.

17 VEIGA, Pedro Mota. Políticas de Incentivo as Exportações. Bndes, 2002, Rj.

18 É um contrato de opções de futuros

31

O segundo conjunto de estudos foi elaborado praticamente em simultâneo com a remontagem do sistema público de apoio às exportações, na segunda metade dos anos 1990. Em geral, estes estudos foram demandados e elaborados como contribuições técnicas aos esforços para focar as políticas, no que se refere à identificação de obstáculos a superar, dos objetivos a perseguir e dos públicos- alvos que as políticas deveriam preferencialmente buscar atingir. O terceiro conjunto foi a inclusão da Agência de Promoção das Exportações (APEX), com objetivo de programar uma política de promoção de exportações. No primeiro momento somente para pequenas empresas depois sendo permitido ampliar para as médias e grandes empresas trazendo com isso benefícios para as pequenas. Sempre obedecendo ao conceito ampliado de desenvolvimento da oferta exportável e não apenas stritu sensu 19 . Apresenta-se a seguir os órgãos governamentais responsáveis pela exportação no Brasil. Pois deles dependem todo o movimento exportador, juntamente com os órgãos governamentais na pag. 37

19 Sentido estrito

32

1.2 ORGANISMOS DE GESTÃO PÚBLICA DA POLÍTICA DE COMÉRCIO EXTERIOR

Nesta seção iremos demonstrar a organização do comercio exterior brasileiro bem como os seus órgãos governamentais que contribuem para o desenvolvimento do comercio exterior.

Figura 1 - Organograma do comércio exterior brasileiro

Figura 1 - Organograma do comércio exterior brasileiro Fonte: Ministério das Relações de Exteriores – Manual

Fonte: Ministério das Relações de Exteriores – Manual do Exportador,2004,DF

33

1.2.1 Conselho Monetário Nacional (CMN)

O Conselho Monetário Nacional (CMN) 20 , criado pela Lei 4.595, de 31.12.64, é uma entidade normativa superior do Sistema Financeiro Nacional, responsável pela fixação das diretrizes da política monetária, creditícia e cambial do País. O Banco Central do Brasil exerce a função de Secretaria Executiva da Câmara de Comércio Exterior.

1.2.2 Câmara de Comércio Exterior (CAMEX)

A Câmara de Comércio Exterior (CAMEX) 21 , que veio a substituir a Camara de Comércio Exterior, órgão integrante do Conselho de Governo, foi criada em 1995, para substituir a Camara de Comercio Exterior (CACEX) pelo Decreto número 1.386, de 6 de fevereiro, com o objetivo de formular as políticas e coordenar as atividades relativas ao comércio exterior de bens e serviços. A Câmara é presidida pelo Ministro de Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Segundo o Decreto n° 4.732, de 10.6.2003, compete à CAMEX:

Definir diretrizes e procedimentos relativos à implementação da política de comércio exterior, visando à inserção competitiva do Brasil na economia internacional; coordenar e orientar as ações dos órgãos que possuem competências na área de comércio exterior; Definir, no âmbito das atividades de exportação e de importação, diretrizes e orientações sobre normas e procedimentos; Orientar a política aduaneira, observada a competência específica do Ministério da Fazenda; Formular diretrizes básicas da política tarifária na importação e exportação;

20 Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Disponível em <www.mdic.gov.br/comext/camex/camex.html> acesso 29/09/2007 as 10h49

21

Ibidem

34

Estabelecer diretrizes e medidas dirigidas à simplificação e racionalização do comércio exterior; estabelecer diretrizes e procedimentos para investigações relativas a práticas desleais de comércio exterior; Fixar diretrizes para política de financiamento das exportações de bens e serviços, bem como para a cobertura dos riscos de operações à prazo, inclusive as relativas ao seguro de crédito às exportações; Fixar diretrizes e coordenar as políticas de promoção de mercadorias e de serviços no exterior e de informação comercial; Opinar sobre políticas de frete e transportes internacionais, portuários, aeroportuários e de fronteiras, visando à sua adaptação aos objetivos da política de comércio exterior e ao aprimoramento da concorrência; Orientar políticas de incentivo à melhoria dos serviços portuários, aeroportuários, de transporte e de turismo, com vistas ao incremento das exportações e da prestação desses serviços a usuários oriundos do exterior; Fixar as alíquotas do imposto de exportação, respeitadas as condições estabelecidas no Decreto-Lei nº 1.578, de 11.10.77; Fixar as alíquotas do imposto de importação, atendidas as condições e os limites estabelecidos na Lei nº 3.244, de 14.8.57, no Decreto-Lei nº 63, de 21.11.66, e no Decreto-Lei nº 2.162, de 19.9.84; Fixar direitos antidumping 22 e compensatórios, provisórios ou definitivos, e salvaguardas; Decidir sobre a suspensão da exigibilidade dos direitos provisórios; -

homologar o compromisso previsto no art. 4º da Lei nº 9.019, de 30.3.95; Definir diretrizes para aplicação das receitas oriundas da cobrança dos direitos de que trata o inciso XV do Artigo 2° deste Decreto (Decreto 2.732/ 2003); Alterar, na forma estabelecida nos atos decisórios do MERCOSUL, a Nomenclatura Comum do MERCOSUL de que trata o Decreto nº 2.376, de

12.11.97.

Com a publicação do Decreto 4.732/2003, uma das principais alterações na estrutura da CAMEX, além da ampliação do Comitê Executivo de Gestão (GECEX), foi a criação do Conselho Consultivo do Setor Privado (CONEX), integrado por 20 representantes do setor privado. É de competência do CONEX,

22 Antidumping - Oferta de um produto no comércio de outro país a preço (de exportação) inferior ao preço praticado para o produto similar.

35

assessorar o Comitê Executivo de Gestão, por meio da elaboração e encaminhamento de estudos e propostas setoriais para aperfeiçoamento da política de comércio exterior. Em 18 de fevereiro de 2004, com a publicação do Decreto n° 4.993, foi criado, no âmbito da CAMEX, o Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações (COFIG), colegiado com as atribuições de enquadrar e acompanhar as operações do Programa de Financiamento às Exportações (PROEX) e do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), estabelecendo os parâmetros e condições para a concessão de assistência financeira às exportações e de prestação de garantia da União. Em 8 de setembro de 1998, foi criado, no âmbito da CAMEX, o Programa Especial de Exportações (PEE), que hoje é integrado por 15 gerências temáticas, 59 gerências de setores produtivos e 18 setores de serviços. Os objetivos do Programa são estabelecer a interface entre o setor produtivo e os órgãos governamentais, visando a aperfeiçoar os instrumentos de comércio exterior e mobilizar os exportadores por meio de suas entidades de classe.

1.2.3 Ministério das Relações Exteriores (MRE)

Compete ao Ministério das Relações Exteriores 23 propor diretrizes de política externa do âmbito internacional, relativas às negociações internacionais. Estão envolvidos: a Subsecretaria - Geral de Assuntos Econômicos e Tecnológicos (SGET); Departamento Econômico (DEC); Departamento de Promoção Comercial (DPR); Departamento de Integração Latino Americana. Merece destaque a atuação do Departamento de Promoção Comercial (DPR), cuja competência é orientar e controlar as atividades de promoção comercial no exterior. Com o objetivo de apoiar a expansão e a diversificação das exportações brasileiras, bem como contribuir para a incorporação cada vez maior de novas empresas brasileiras ao processo exportador, o DPR, por intermédio da BrazilTradeNet, divulga oportunidades de negócios (exportações de produtos e

23 Ministério das Relações Exteriores. Disponível em <www.mre.gov.br> acesso em 29/09/2007 às

36

serviços brasileiros e investimentos estrangeiros diretos), resultados de pesquisas de mercado realizadas no exterior, por iniciativa do MRE, além de uma ampla gama de dados e informações de interesse para os exportadores brasileiros. Apóia, igualmente, atividades tradicionais de promoção comercial, a exemplo de missões empresariais ao exterior, seminários de investimento, participação de empresas brasileiras em feiras e exposições, que contribuam para promover a imagem do País, sua capacidade produtiva e tecnológica e o aumento dos fluxos de turismo para o Brasil.

1.2.4 Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC)

No interior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior 24 , dois órgãos são responsáveis por medidas de apoio ao comércio exterior: a Secretaria de Comércio Exterior e o BNDES. Compete à Secretaria de Comércio Exterior (SECEX):

Formular propostas de políticas e programas de comércio exterior e estabelecer normas necessárias à sua implementação; Propor medidas, no âmbito das políticas fiscal e cambial, de financiamento, de recuperação de créditos à exportação, de seguro, de transportes e fretes e de promoção comercial; Propor diretrizes que articulem o emprego do instrumento aduaneiro com os objetivos gerais de política de comércio exterior, bem como propor alíquotas para o imposto de importação, e suas alterações; Participar das negociações em acordos ou convênios internacionais relacionados com o comércio exterior; e) implementar os mecanismos de defesa comercial; e Apoiar o exportador submetido a investigações de defesa comercial no exterior. No âmbito do Sistema Integrado de Comércio Exterior, opera como entidade gestora.

24 Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Disponível em <www.mdic.gov.br/comext/camex/camex.html> acesso em 15/09/2007 às 18h25.

37

A SECEX é composta por quatro Departamentos: Departamento de

Operações de Comércio Exterior (DECEX); Departamento de Defesa Comercial (DECOM). Departamento de Negociações Internacionais (DEINT); Departamento de Planejamento e Desenvolvimento do Comércio Exterior (DEPLA). O Departamento de Operações de Comercio Exterior (DECEX) difunde a prática do Comércio Exterior entre as empresas de forma a permitir sua inclusão no mercado globalizado, gerando novas oportunidades de negócios. O referido departamento atua junto aos órgãos governamentais na defesa dos interesses dos exportadores, favorecendo a melhoria dos processos, rotinas e toda a sistemática de Comércio Exterior. O Decex oferece ao empresário da indústria, serviços como o

esclarecimento de dúvidas sobre: importação, exportação, logística, acordos internacionais, legislação aduaneira nacional e internacional. Disponibiliza ainda informações sobre mercados internacionais, divulgando, apoiando e promovendo missões e rodadas de negócios internacionais.

Ao Departamento de Defesa Comercial – (DECOM) compete:

Examinar a procedência e o mérito de petições de abertura de investigações de dumping, de subsídios e de salvaguardas, com vistas à defesa da produção doméstica; Propor a abertura e conduzir investigações para a aplicação de medidas antidumping). compensatórias e de salvaguardas; Recomendar a aplicação das medidas de defesa comercial previstas nos correspondentes Acordos da Organização Mundial do Comércio - OMC; Acompanhar as discussões relativas às normas e à aplicação dos Acordos de defesa comercial junto à OMC; Participar em negociações internacionais relativas à defesa comercial; Acompanhar as investigações de defesa comercial abertas por terceiros países contra exportações brasileiras e prestar assistência à defesa do exportador, em articulação com outros órgãos governamentais e com o setor privado. O Departamento de Negociações Internacionais tem papel importante na definição das posições brasileiras junto à ALCA, as quais são definidas juntamente com outros Ministérios em reuniões de coordenação no Itamaraty. Além disso, integra a delegação brasileira para as Reuniões dos Grupos de

38

Negociação de Acesso a Mercados, de Agricultura, de Serviços e de Solução de Controvérsias.

O Departamento de Planejamento e Desenvolvimento do Comércio

Exterior (DEPLA) tem como competências:

Propor e acompanhar a execução das políticas e dos programas de comércio exterior; Formular propostas de planejamento da ação governamental, em matéria de comércio exterior; Desenvolver estudos de mercados e produtos estratégicos para expansão das exportações brasileiras; Planejar e executar programas de capacitação em comércio exterior dirigidos às pequenas e médias empresas; Planejar a execução e manutenção de Programas de Desenvolvimento da Cultura Exportadora; Acompanhar, em fóruns e comitês internacionais, os assuntos relacionados com o desenvolvimento do comércio internacional e do comércio eletrônico;

Elaborar e editar material técnico para orientação da atividade exportadora; Produzir, analisar, sistematizar e disseminar dados e informações estatísticas de comércio exterior; Formular estratégias de parcerias entre órgãos e entidades públicas e privadas, para o desenvolvimento de ações e programas relacionados com a promoção das exportações; Participar de comitês e fóruns nacionais e internacionais relacionados à promoção das exportações; Implantar a Rede NUCEX, em parceria com os governos estaduais, órgãos e entidades envolvidas com o comércio exterior; Coordenar as ações de desenvolvimento e implementação do Programa Estado Exportador; Coordenar atividades, implementar ações e prestar informações sobre comércio exterior. Operações de Comércio Exterior;

No âmbito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social

(BNDES), insere-se uma linha de financiamento BNDES-Exim. O BNDES-Exim financia a exportação de bens e serviços brasileiros, por intermédio de bancos e outras instituições financeiras credenciadas, nas seguintes modalidades: Pré-

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Embarque responsável pelo financiamento da produção de bens a serem exportados em embarques específicos; Pré-Embarque à Curto Prazo - financia a produção de bens a serem exportados, com prazo de pagamento de até 180 dias; Pré-Embarque Especial - financia a produção nacional de bens a serem exportados, sem vinculação com embarques específicos, mas com período pré-determinado para a sua efetivação; e Pós-Embarque - financia a comercialização de bens e serviços no exterior, por intermédio do refinanciamento ao exportador, ou pela modalidade buyer’s credit (crédito ao importador). A fim de facilitar o acesso ao crédito à exportação, o BNDES também possui um Fundo de Garantia para a Promoção da Competitividade (FGPC - Fundo de Aval). Trata-se de um instrumento de compartilhamento de risco, que facilita o acesso ao crédito para as exportações por micro, pequenas e médias empresas.

1.2.5 Ministério da Fazenda

No âmbito do Ministério da Fazenda 25 , os órgãos voltados ao comércio exterior são os seguintes:

O Banco Central do Brasil estabelece normas sobre as operações de câmbio no comércio exterior, bem como fiscaliza e controla sua aplicação. Por intermédio do SISCOMEX, o BACEN analisa on-line as operações de exportação. O atendimento ao público é efetuado nas delegacias regionais do Banco Central. O Sistema Integrado de Registro de Operações de Câmbio SISBACEN é o sistema informatizado que integra o Banco Central e os bancos autorizados a operar em câmbio, além de corretores credenciados. O exportador deverá negociar as condições do contrato de câmbio com a instituição habilitada, para registro no SISBACEN.

25 Ministério da Fazenda. Disponível em <www.fazenda.gov.br/sain>acesso em 21/09/2007 às

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Por intermédio do Banco do Brasil, na qualidade de agente financeiro da União, o exportador tem acesso ao Programa de Financiamento às Exportações

(PROEX). Trata-se de um programa instituído pelo Governo Federal, que visa a garantir às exportações brasileiras condições de financiamento equivalentes às do mercado internacional, nas modalidades PROEX Financiamento e PROEX Equalização. Informações adicionais sobre esses instrumentos podem ser obtidas

no item 13 Financiamento à Exportação.

Por delegação da SECEX, cabe também ao banco a emissão do Certificado de Origem "FORM A" e do Certificado de Origem - Têxteis para a União Européia. O Banco do Brasil tem presença em quase todo Brasil e em quase todas as principais capitais econômicas do mundo. No Brasil já são mais de cinco mil agências e mais de 60 mil caixas eletrônicos, localizados em quiosques, shoppings, aeroportos, rodoviárias etc. Além disso, o Banco do Brasil vem ampliando sua presença internacional, contando hoje com mais de 70 anos em operações de comércio internacional, produtos e serviços a clientes no exterior, além de embaixadas e consulados, o Banco do Brasil é o parceiro ideal para apoiar seus negócios também fora do Brasil. Além de pontos de atendimento no exterior, divididos em agências, subagências, unidades de negócios/escritórios e subsidiárias. Existe uma gerência de negócios internacionais que oferece os seguintes serviços: análise do Tratamento Administrativo da Exportação e da Importação; formação de preços na exportação e cálculo do custo de importação. Cabe destacar que o banco oferece consultorias customizadas em Registro de Operações Financeiras (ROF), Drawback, Importação e Exportação. Drawback

Isenção e Suspensão: registro de dados, confecção, pedido e gerenciamento. Assessoria na condução de processos junto a órgãos reguladores do comércio exterior. Preenchimento de documentos de comércio exterior: Licenças de Exportação e de Importação, Certificados de Origem, Registro de Exportação: RE

e RES, Registros de Venda – RV, Comunicados de Compra, Registro de

Operação Crédito – RC, Documentos Comerciais e muito mais. Esses serviços estão disponíveis nas agências do Banco do Brasil. Para obtê-los, procure sua agência de relacionamento que acionará o gerente de negócios internacionais da sua jurisdição.

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A Secretaria da Receita Federal é o órgão do Ministério da Fazenda

responsável pela administração dos tributos internos e aduaneiros da União.

Fiscaliza as entradas e saídas de produtos do país e arrecada os direitos aduaneiros sobre as importações brasileiras.

1.2.6 Ministério das Comunicações

No âmbito do Ministério das Comunicações 26 , o órgão voltado ao comércio

exterior é a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT)-Programa exporta fácil.

O programa exporta fácil, executado por agêcias selecionadas da Empresa

Brasileira de Correios e Telégrafos, poderá ser utilizado para exportações brasileiras com valores até dez mil dólares por operação. O programa visa, aproveitando as possibilidades conferidas pela legislação brasileira para fechamento de câmbio simplificado e capilaridade da Empresa Brasileira de Correios, a dar maior flexibilidade e rapidez às exportações das pequenas e médias empresas espalhadas pelo território Nacional. Dentre outros, o Exporta Fácil, oferece os seguintes benefícios: Simplificação dos processos postais e alfandegários, registro no SISCOMEX da DSE (Declaração Simplificada de Exportação) eletrônica, etc.

1.2.7 Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento

Ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento 27 compete estabelecer os procedimentos para certificação sanitária das exportações brasileiras por intermédio do Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal (DDIV) e do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem animal (DIPOA).

26 Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Disponível em <http://www.pee.mdic.gov.br> acesso em 29/09/2007 as 10,49hs

27 Ministério da Agricultura. Disponível em http://www.agricultura.gov.br/spc/index.htmacesso em 30/09/2007 as 16h15

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A Secretária de Produção e Comercialização tem por objetivo aumentar a

participação dos produtos do agronegócio nas exportações brasileiras. Trata-se

de uma estrutura capaz de interligar-se com os diversos segmentos que interferem na administração do comércio externo, facilitando a relação entre os produtos e os agentes de comercialização externa.

A seguir, no capítulo II, são apresentados os órgãos não governamentais

responsáveis pela exportação no Brasil.

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CAPITULO II - ÓRGÃOS NÃO GOVERNAMENTAIS DE PROMOÇÃO DAS EXPORTAÇÕES

As políticas de promoção comercial devem ser desenvolvidas dentro dos modelos estabelecidos pelas organizações internacionais do comércio mundial, levando-se em consideração que alguns desses modelos têm efeitos diretos nas políticas de livre comércio no contexto econômico mundial. Tipologia adotada por Seringhaus e Rosson 28 , classifica os programas de promoção comercial em diretos e indiretos. Os programas diretos de promoção comercial incluem as atividades destinadas a criar ou estimular o interesse da empresa pelo mercado externo. As atividades de promoção comercial diretas estão centradas na demanda externa. Visam divulgar internamente o potencial do mercado internacional entre as empresas para motivá-las a exportar. Ao mesmo tempo, objetivam também facilitar suas vendas no exterior mediante o fornecimento das informações e ações promocionais estratégicas. Esse capítulo apresenta os principais programas de promoção comercial patrocinados por instituições não governamentais, os quais por sua vez, atuam de maneira integrada com os órgãos do Governo Federal para unificar esforços na promoção do comércio exterior. Vale ressaltar, que existe uma maior aproximação entre MDIC, APEX, SEBRAE e MRE.

2.1 SEBRAE

Numa avaliação da ação do FIPEME (Financiamento para Pequenas e Médias Empresas), efetuada por técnicos do BNDES, estes concluíram ser incontestável que este programa levou às pequenas e médias empresas industriais uma assistência financeira altamente expressiva, no entanto, nem sempre satisfatória, algumas vezes por falhas do FIPEME, BNDES ou de seus agentes estaduais. SEBRAE . De fato observou-se que, na prática, os Bancos de Desenvolvimento concentravam as suas operações em

28 SERINGHAUS, F.H.R. Rosson - "International marketing and government export promotions in The Netherlands".Wagon Lane, 1990.

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projetos de maior envergadura, naturalmente mais rentáveis, apresentados pelas empresas de grande porte. Havia também um alto índice de inadimplência entre as pequenas e médias empresas, muitas vezes em decorrência da sua pouca experiência em tirar lucro com novos investimentos e outras dificuldades gerenciais. Novamente, o problema econômico / financeiro, acrescido de problemas gerenciais, esteve no cerne da criação do órgão de apoio às empresas industriais de médio e pequeno porte. Problemas identificados incluíam:

estrutura organizacional; capacidade empresarial; e tecnologia incipiente. Na busca de soluções para os problemas enumerados e assistência às pequenas e médias empresas, o Governo Federal opta pela instalação de um órgão de assistência gerencial, através da criação, em 1972, do Centro Brasileiro de Assistência Gerencial à Pequena e Média Empresa, o CEBRAE. Uma vez criado o CEBRAE pelo Governo Federal, cuidou o BNDES de criar o instrumento adequado para concretizar essa modalidade de amparo. Um grupo de técnicos do Núcleo de Repasses do Departamento de Operações Especiais do Banco apresentou as primeiras idéias. Foi sugerida a criação de uma Fundação com objetivos de assistência técnica e gerencial a empresas. Do exame dessas idéias, decidiram os dirigentes do BNDES pela criação de uma sociedade civil, sem fins lucrativos, operando a fundo perdido, o que lhe permitia o Decreto nº 57.323, de 2 de outubro de 1970. Ficou definido que os estatutos seriam elaborados pelo BNDE, FINEP, Financiadora de Estudos e Projetos S.A. e a Associação dos Bancos de Desenvolvimento, ABDE, por recomendação do próprio Ministério do Planejamento. Em 16 de junho de 1972, o Conselho de Administração aprovou a participação do BNDE na sociedade a ser criada juntamente com a FINEP e a ABDE e, em 30 de junho do mesmo ano, aprovou os estatutos do Centro Brasileiro de Assistência Gerencial à Pequena e Média Empresa, adotando a sigla CEBRAE.

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Em 17 de julho de 1972, o CEBRAE é instalado pelo Ministro João Paulo dos Reis Velloso, que salientou:

O esquema que se está procurando montar é extremamente flexível, com

toda a capacidade de adaptação às peculiaridades de cada região, a nível de

região-estado, e assim se definirá;

O ato de constituição do Centro, órgão de âmbito nacional, para promover

o programa, tem caráter aberto, isto é, torna possível a adesão de . entidades a nível nacional e a nível estadual, ilimitadamente. Afora o apoio técnico e o sentido de promoção geral, o Centro poderá proporcionar ainda cooperação financeira. Ao BNDE, com esse intuito, já está sendo alocada, no primeiro ano de operação do programa, a importância de trinta milhões de cruzeiros, o que permitiu, aliás, os convênios agora assinados. Após um período de reformas do setor público, o CEBRAE passou a estar vinculado ao Ministério da Indústria e Comércio, nos termos do parágrafo primeiro do art. 5° do Decreto n° 90.414 de 07 de novembro de 1984. Além dessa vinculação foi criado também o Conselho de Desenvolvimento das Micro, Pequenas e Médias Empresas. Ampliava, assim, o CEBRAE o âmbito de sua atuação para incluir também a microempresa e passava a atuar dentro da orientação da política setorial de indústria e comércio, com novo "status político", através do Conselho de Desenvolvimento das Micro, Pequenas e Médias Empresas, possuindo o seu Estatuto próprio. Neste período (1984) o CEBRAE apresenta o seu Regimento Interno, que comporta em sua estrutura organizacional os seguintes membros:

O Ministério da Indústria e Comércio, MIC; A Secretaria de Planejamento

da Presidência da República, SEPLAN-PR; O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES; O Instituto de Planejamento Econômico e Social, IPEA; A Financiadora de Estudos e Projetos, FINEP;

A Associação Brasileira de Bancos de Desenvolvimento, ABDE; A Caixa

Econômica Federal, CEF; O Banco do Brasil S.A.; O Conselho de

Desenvolvimento Científico e Tecnológico, CNPq; O Conselho Governamental da Indústria e Comércio, CONSIC; O Conselho de Desenvolvimento das Micro, Pequenas e Médias Empresas.

O período após 1990 foi de intensa transformação no Sistema SEBRAE.

Seus produtos e serviços foram modernizados, promoveu-se a introdução de

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novos conceitos e estratégias de gestão com fundamento na qualidade total. Os serviços voltados à prestação de informações às MPE foram reformulados e

ampliados, através de uma ampla e moderna rede de unidades intituladas Balcão SEBRAE.

O grande marco, contudo, foi a presença do SEBRAE na mídia. A

instituição tornou-se nacionalmente conhecida, o que resultou numa enorme

demanda de produtos e serviços, prontamente atendida pelas unidades do Sistema. Nesta fase, onde se destacam ações junto aos poderes constituídos, buscando medidas que favoreçam ao universo das micro e pequenas empresas,

é importante destacar a liderança do SEBRAE no movimento que resultou na

aprovação pelo Congresso Nacional, do Estatuto da Microempresa e Empresa de

Pequeno Porte, dispondo sobre o tratamento jurídico diferenciado, simplificado e favorecido previsto na Constituição Federal (Lei n° 9.841 de 05/10/99). Levantamentos do IBGE mostram que cerca de 98% dos estabelecimentos produtivos são micro e pequenas empresas, que geram cerca de 20% do PIB e respondem por 60% da oferta de emprego. As estatísticas brasileiras, comparadas a de outros países mostram que o potencial de contribuição deste segmento empresarial para o desenvolvimento de nosso país ainda está longe de ser atingido. Tal constatação coloca o SEBRAE diante de um imenso desafio, qual seja

o de adotar novos e criativos meios de intervenção, que possam alavancar o conjunto de pequenos negócios em direção à concretização ampla desse potencial de contribuição à nação e ao bem-estar da população. Em razão disso, o SEBRAE encontra-se desde 1999 no bojo de um movimento de direcionamento estratégico que se constitui em uma verdadeira reinvenção, com a definição clara de seu propósito de alcançar o universo das micro e pequenas empresas e com a transformação radical de suas estratégias de ação.

"O SEBRAE que emerge a seguir quer ser um instrumento efetivamente

transformador da realidade brasileira, ajudando a instalar um ambiente favorável

ao florescimento sustentável dos pequenos negócios, com o que terá contribuído para um Brasil mais justo." (SEBRAE: Direcionamento Estratégico 1999 – 2000) O primeiro Plano Diretor do SEBRAE estabeleceu em suas diretrizes:

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Promover a modernização da gestão empresarial das MPE; Fomentar o desenvolvimento tecnológico das MPE; Elevar a competitividade das MPE nos mercados interno e externo; Elevar o grau de informação empresarial das MPE; Otimizar a ação do Sistema SEBRAE com as entidades de apoio ao segmento, em nível nacional e internacional; Desenvolver e disseminar o conhecimento da realidade do segmento empresarial das MPE;Orientar as MPE no sentido da necessária proteção e preservação do meio Ambiente; Criar condições para a formulação de bases legais que visem a desregulamentação e ao tratamento jurídico diferenciado para as MPE; Buscar permanentemente a atualização técnica do Sistema SEBRAE. As políticas de ação do Plano Diretor às MPE foram:

Modernização da Gestão Empresarial; fomento à Capacitação Tecnológica; Incremento da Competitividade; Difusão de Informações Empresariais; geração e Disseminação do Conhecimento da Realidade das MPE; Desregulamentação e Tratamento Jurídico Diferenciado; Articulação do Sistema SEBRAE com as entidades de apoio; Atualização Técnica do Sistema SEBRAE. No Brasil, apesar dos esforços dos órgãos não governamentais, integrados com os órgãos do governo federal, as Micro e Pequenas e Médias empresas enfrentam dificuldades adversas para o comércio exportador. Nesse contexto, faz-se necessário apresentar o desempenho destas empresas no mercado exportador, no período de estudo dessa pesquisa – 2000 a 2006, no capitulo III a seguir.

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2.2 Programas patrocionados pela (CNI)

Confederação Nacional da Indústria

Fundada em 12 de agosto de 1938, a CNI surgiu a partir da criação da Confederação Industrial do Brasil, datada de 1933, uma iniciativa de quatro federações de indústrias: São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro – capital do Brasil à época. Um de seus primeiros desafios foi ajudar o país a superar os problemas gerados pela Segunda Guerra Mundial, o que abrangeu a elaboração de estudos sobre o planejamento das atividades produtivas, a defesa do trabalho nacional e o reequipamento do parque manufatureiro. Nos anos 40, a CNI esteve preocupada com a formação de mão-de-obra para a indústria do país. A entidade lançou as bases para a criação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), em 1942, e do Serviço Social da Indústria (SESI), em 1946, e estabeleceu os fundamentos de um sistema que se mostrou capaz de fomentar o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Ao SENAI e ao SESI, veio a se somar o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), criado pela CNI em 1969. Na área de comércio exterior a CNI desenvolve as seguintes atividades:

Formulação de propostas de comércio 29 exterior e de política de atração de investimentos externos; elaboração de estudos e disseminação de informações; Suporte às negociações de integração regional e hemisférica; Recepção de missões estrangeiras; Manutenção de banco de dados eletrônico sobre comércio exterior (Comex); negociação de acordos internacionais de cooperação e, Participação em conselhos e comitês bilaterais e multilaterais. Com o apoio da Rede Brasileira dos Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN) as empresas adquirem o know-how e as condições desejáveis para uma entrada segura e bem-sucedida em mercados globais cada vez mais competitivos.

29 Confederação Nacional das Indústrias. Disponível em <www.cni.org.br>

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Destacam-se as seguintes atividades:

Promoção comercial, com missões prospectivas em grandes eventos no exterior; Capacitação comercial, com cursos e treinamentos para preparar os empresários brasileiros; Exporta CIN, que oferece assessoria especializada antes, durante e depois do fechamento de negócios e, Inteligência comercial, com informações completas para auxiliar as empresas que querem exportar seus produtos.

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2.3 Agência de Promoção das Exportações Brasileiras – APEX

O diagnóstico das exportações brasileiras e o desempenho dos produtos nacionais nos mercados externos levaram o Governo a instituir a APEX, com o propósito de introduzir mudanças significativas nas políticas voltadas a estimular o comércio de produtos brasileiros no exterior. Criada em novembro de 1997 por Decreto Presidencial,30 a APEX funcionou como uma Gerência Especial do SEBRAE Nacional até 6 de fevereiro de 2003. Nesta data, passou a ser denominada APEX-Brasil, constituindo-se em um Serviço Social Autônomo ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Dessa forma, a Agência ganhou autonomia, passando a desempenhar no Governo Federal, a função de coordenar e executar a política de promoção do país. O seu principal objetivo é de inserir mais empresas no mercado internacional e diversificar a pauta dos produtos exportados, aumentar o volume vendido e abrir novos mercados, além de consolidar os atuais. Com essa estratégia, é possível gerar mais renda e empregos diretos nas empresas nacionais. Ao implementar a política de promoção comercial das exportações, a APEX-Brasil atende não só à complexidade da economia brasileira mas, também, ao alto grau de sofisticação da comercialização de bens e serviços nos mercados globalizados. Isso feito, entre outras iniciativas, por meio da preparação das empresas para exportar. Adequar os produtos brasileiros ao mercado internacional e realizar ações de marketing no exterior são fundamentais para divulgar e consolidar a Marca Brasil. Esse trabalho realizado por meio de ações internas, junto aos Governos Estaduais e aos diversos segmentos do setor produtivo, e também de ações externas, junto aos governos e entidades empresariais, às organizações internacionais de promoção comercial e às embaixadas brasileiras. Entre 2003 e 2004, ações importantes foram implementadas com o objetivo de atingir as metas estabelecidas. A Agência passou por uma modernização gerencial. Foram implantados Sistemas de planejamento, Gestão estratégica e de

30 Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Disponível em <www.mdic.gov.br/comext/camex/camex.html> acesso 15/09/2007 às 18h25

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Inteligência Comercial, aumentando significativamente o número de atividades e ações de promoção no Brasil e no exterior. A APEX-Brasil, reestruturada no Governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, trabalha com o objetivo de estimular as exportações brasileiras. Executando 326 projetos com 200 parceiros, sendo 67 entidades de classe representativas de setores da indústria e serviços, a Agência contribuiu para os excelentes resultados da balança comercial por meio da diversificação da pauta exportadora, abertura de novos mercados e consolidação e ampliação dos mercados tradicionais e, particularmente, do crescimento notável nas vendas de itens com maior valor agregado. Em quatro anos de atividade como Agência autônoma, a APEX-Brasil levou empresários brasileiros para expor e negociar seus produtos em 60 países, com ações continuadas que fizeram com que o país estivesse representado em alguma parte do mundo todos os dias do ano. Nesse período foram realizados quase 1.800 eventos entre Feiras Setoriais, Missões Comerciais e de Prospecção, Rodadas de Negócios, Ações Especiais, Road Shows, entre outros. Entre projetos e eventos, a APEX-Brasil trabalha com aproximadamente 8.500 empresas exportadoras, representantes de 66 setores da economia brasileira, que representam 68% da pauta de exportação do país. Em dezembro de 2004, a APEX-Brasil implantou sua Unidade de Investimentos. Desta forma, a Agência passou a atuar também na busca de investimentos externos para o país. A proposta é unir a promoção comercial e a atração de investimentos no Brasil, harmonizar informações e oportunidades nacionais e regionais, direcionar investimentos para áreas exportadoras e para a inclusão das médias e pequenas empresas e facilitação de negócios para dar visibilidade às oportunidades brasileiras. Para conquistar novos investimentos, a Unidade possui a estrutura internacional que a APEX-Brasil já operacionaliza. Os beneficiados com as ações da APEX-Brasil são, de modo geral, os governos, em todas as suas instâncias, e os empresários, de todos os portes. O foco do trabalho, no entanto, são as pequenas e médias empresas que, ao exportar, se qualificam também para disputar espaço maior no mercado interno. Para se beneficiar do trabalho de promoção comercial realizado pela APEX-Brasil, as empresas devem buscar suas entidades de classe e verificar se já existem projetos em execução junto à Agência ou já encaminhados para a

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análise. Caso não existam, a empresa pode sugerir à entidade e participar de seu desenvolvimento. Setores apoiados pela APEX-Brasil: 1) Acessórios e componentes para Móveis; 2) Aero peças; Aquecimento e Refrigeração; 3) Artes Visuais; artesanato; 4) Autopeças; 5) Biscoitos; 6) Cachaça; 7) Cafés; 8) Calçados; 9) Camarões cultivados; 10) Carne Bovina; 11) Carne de frango; 12) Carne Suína; 13) Cerâmica para Revestimento; 14) Chocolates, Balas e confeitos; Cosméticos; 15) Couro; 16) Design de moda; 17) Eletroeletrônico; 18) Empreendimentos Imobiliários; 19) Equipamentos médicos-odontológicos e hospitalares; 20) Etanol; 21) Filmes publicitários; 22) Flores e plantas ornamentais; 23) Franquias; 24) Frutas e derivados; 25) Fundição; 26) Gesso; 27) Indústrias gráficas e de papelaria; 28) Instrumentos Musicais; 29) Jóias e gemas; 30) madeiras industrializadas; 31) Máquinas agrícolas; 32) Máquinas e equipamentos para couros e calçados; 33) Máquinas e equipamentos para panificação; 34) Máquinas e equipamentos para processamento de carnes; 35) Máquinas equipamentos e ferramentas em geral; 36) Massas alimentícias; materiais de defesa; material de fármaco; 37) Pescado; Petróleo; plástico; 38) Produção cinematográfica; produção televisiva; 39) Produção étnicos; 40) Produtos orgânicos; 41) Produtos para animais de estimação; 42) Produtos promocionais; 43) Rochas promocionais; 44) Rochas ornamentais; 45) Serviços design; 46) Serviços de saúde; 47) Serviços de turismo; 48) Sisal; 49) Software e serviços correlatos de TI; 50) Sucos e polpas; 51) Têxtil e confecções; 52) Utilidades domésticas; 53) Vidros; 54) Vinhos. Para garantir que as empresas estejam informadas sobre os diversos mercados, aptas a inserir e manter seus produtos no exterior e atrair investimentos estrangeiros para o Brasil. A APEX-Brasil conta com o trabalho integrado de cinco unidades, que são:

Unidade de Projetos: analisa, acompanha e monitora projetos de promoção de exportações. Os projetos têm abordagem setorial - compreendendo um ramo de atividade econômica ou cadeias produtivas. Unidade de Eventos: trabalha para a geração de negócios e a promoção da imagem do Brasil no exterior por meio de eventos especiais, feiras e missões nos qual a Agência cria oportunidades de negócio para as empresas participantes.

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Unidade de Centro de Distribuição (CDS): coordena a instalação e operação dos CDs de produtos brasileiros no exterior. O objetivo é facilitar o acesso a mercados regionais e proporcionar custos mais baixos na armazenagem de mercadorias. Os CDs são estratégicos para a internacionalização de pequenas e médias empresas, eliminando intermediários, encurtando a distância entre a produção e o consumidor e permitindo também negociar preços competitivos. Unidade de Investimentos: tem por objetivo captar investimentos estrangeiros diretos. Esses investimentos são principalmente dirigidos aos setores industriais e de serviços cujos representantes mantém parceria com a APEX- Brasil.

Comercial:

clientes

potenciais para produtos brasileiros, buscando também informações estratégicas como preço médio de mercado, volumes de compras, tendências, logísticas de transporte e distribuição, concorrentes, clientes potenciais, além das barreiras tarifárias e não tarifárias. Esse trabalho é complementado com a contratação de consultorias especializadas nos mercados-alvo.

Unidade

de

Inteligência

identifica

mercados

e

2.3.1 Unidade de Projetos

A área de projetos trabalha no sentido de estimular e facilitar a inserção das empresas de pequeno e médio porte no mercado internacional aumentando, de forma sustentada. Sua participação nas exportações brasileiras são diretrizes essenciais observadas nos projetos apoiados pela área. Aumentar as exportações brasileiras, diversificar a pauta de exportações, ampliar a base exportadora e promover a maior inserção do setor empresarial no processo exportador, visando a geração de emprego e renda.

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2.3.2 Grupos gestores

Cada grupo de gestores é composto por técnicos que analisam os projetos apresentados pelas entidades que buscam a parceria da APEX-Brasil. Depois de aprovados, os projetos começam a ser executados sob o monitoramento dos gestores, que acompanham a execução das atividades e ações previstas e, ao final, analisam as prestações de contas. Os grupos estão organizados conforme as áreas, a seguir:

O grupo está orientado para os setores de cosméticos e higiene pessoal, perfumaria, calçados, moldes e componentes para a indústria calçadista, alta costura, Prét-a-portet, acessórios (sapatos, bolsas, cintos e bijuterias), jóias pedras preciosas, ourivesaria, metais preciosos e afins, fibras têxteis, fios, tecidos plenos e malharia, confecção em geral (vestuário, artigos de cama mesa e banho, decoração), aviamento (linhas, etiquetas, botões, zíperes) e componentes para a indústria da confecção. Uma das atividades da APEX-Brasil, coordenada pela Unidade de Eventos Internacionais, que propicia o contato direto entre empresários brasileiros e de diversos países é a realização das seguintes ações de promoção: Missões comerciais e encontros de negócios internacionais; Participação brasileira em feiras em mercados estratégicos; Eventos especiais orientados para público profissional e consumidores finais. Tais ações focam, principalmente, a geração de negócios e a melhoria na percepção da Marca Brasil no exterior, que permitem um melhor posicionamento de mercado para os produtos e serviços brasileiros. Feiras internacionais: empresas brasileiras de todos os portes participam de feiras mundiais e estratégicas para a APEX-Brasil. Nestas ocasiões, a Agência coordena a participação brasileira visando o atendimento aos clientes externos, realiza atividades diferenciadas como degustações, exposições, lançamentos de produtos, conferência de imprensa, programa de relações públicas e comunicação visual. Lado a lado com grandes marcas internacionais, os produtos brasileiros podem demonstrar sua qualidade, preço competitivo, design moderno e criativo.

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Missões comerciais: atividades de prospecção e realização de negócios no exterior são organizadas pela APEX-Brasil com o intuito de colocar, frente a frente, empresários brasileiros (e amostras de seus produtos) e potenciais importadores. Tais eventos são planejados de forma a agilizar o entendimento entre as partes: informações sobre os produtos ou serviços requeridos, preços, quantidades, entre outros dados, são levantados com antecedência economizando tempo e facilitando acordos. As missões acontecem em mercados prioritários para o Brasil e oferecem estrutura propícia aos participantes, podendo envolver seminários, visitas técnicas a centros comerciais, redes de varejo, fábricas, associações setoriais e Câmaras de Comércio. Eventos especiais: com foco no público de negócios, formadores de opinião e, principalmente, no consumidor final, a APEX-Brasil desenvolve um trabalho que salienta os principais atributos dos produtos e serviços brasileiros como design, singularidade, excelência e qualidade. Promover eventos especiais em parceria com entidades governamentais, ou mesmo com grandes redes de lojas de departamento e supermercados da Europa, Estados Unidos, América Latina e Ásia, bem como desenvolver eventos profissionais para segmentos específicos de mercado, tem sido a maneira encontrada para fortalecer a Marca Brasil. Estas atividades se tornam um grande atrativo ao utilizarem ícones da cultura, diversidade e comportamento do brasileiro, e que se enuncia em tudo o que ele produz. O Brasil se encontra na rota do crescimento e com sustentabilidade, pois advém do fortalecimento da economia e preparo das instituições. Reformas econômicas e estruturais deram ao país a capacidade de se reposicionar internacionalmente. O crescimento das exportações, que dobrou em dois anos, e das importações no mesmo ritmo, aumentou a exposição do país internacionalmente. E este processo se dá com um PIB em crescimento, isto é, demonstra que as empresas de um lado se expõem no seu próprio mercado a uma forte concorrência internacional e, por outro, respondem com uma agressiva participação nos mercados internacionais. Esta é uma evidência de que a economia brasileira está mais aberta e preparada para o comércio internacional do que em anos anteriores.

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Estes ingredientes fizeram com que o Governo priorizasse a atração e fixação dos investimentos estrangeiros diretos no Brasil. Criou-se uma Unidade de Investimentos na APEX-Brasil para atender a este desafio. Sua incumbência é a promoção e a atração de investimentos diretos nacionais e estrangeiros, bem como o apoio para a permanência daqueles já instalados. A vantagem é que a APEX-Brasil, como promotora das exportações, já atua em mais de 60 países, apoiando mais de 60 setores empresariais. Este é o suporte para promover as potencialidades brasileiras para investidores internacionais: Eventos conjugados com a exportação; Feiras e Exposições; Missões Empresariais; Missões Governamentais; Eventos específicos de Investimentos; Ações de Informações Estratégicas aos Investidores, entre outros. O Brasil possui uma base industrial altamente diversificada e competitiva, com destaques em: exploração de petróleo em águas profundas. É ainda, líder mundial em diversos outros setores nas áreas de Agribusiness 31 e Mineração:

Maior produtor e exportador de minério de ferro; Maior produtor e exportador de café, suco de laranja, açúcar e etanol; Maior exportador de soja, carne e frango. Além disso, o país oferece diversas oportunidades para a exploração de energias alternativas, capazes de gerar créditos de carbono: Bicombustíveis:

etanol e biodiesel; Potencial eólico e solar. O Brasil possui condições geográficas privilegiadas, que lhe garantem oferta abundante dos mais variados recursos naturais. No campo da agropecuária, o país possui instituições que desenvolvem pesquisas de ponta e que permitem alcançar níveis de produtividade crescentes. Os avanços na área de extração mineral também se destacam principalmente no setor petrolífero. Setores da indústria Manufatureira o Brasil é o quarto maior exportador de aço do mundo; maior produtor de jatos para aviação regional; o Brasil possui um parque industrial bastante diversificado, com cadeias complexas e disponibilidade de fornecedores domésticos com padrão internacional de preço e qualidade. A competência da indústria brasileira é reconhecida em setores que vão desde a siderurgia à indústria aeronáutica.

31 Agribusiness – A promoção de uma visão sistêmica das cadeias produtivas que ligam os fornecedores de insumos para estabelecimentos agropecuários às mesas das famílias consumidoras finais.

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No momento, os para os quais estão estruturadas ações que resultarão em

agendas de trabalho efetivas para o exercício 2006 são: Captação de

Investimentos para o Setor de Balas e Chocolates; Adensamento da Cadeia Produtiva do Setor Aeronáutico; Captação de Investimentos para o setor Médico- Hospitalar; adensamento da Cadeira Produtiva de Produtos Orgânicos.

O mapa de oportunidades indicado pela Unidade de Investimentos percorre

rotas convergentes com o caminho das exportações. Neste sentido, a Unidade de Investimentos desenha sua agenda operacional com base em lados da área de Promoção Comercial, apoiada em um abrangente calendário de eventos, sobretudo nos seguintes setores: bens de capital; bens de consumo; serviços; indústrias; agronegócio; setores da política industrial.

A APEX-Brasil trabalha em parceria com diferentes órgãos do governo

para promover investimentos na área de infra-estrutura de transportes.

O objetivo é identificar as pequenas, micros e médias empresas

exportadoras do Brasil, suas competências e localização. A forma como são classificadas, suas principais características, as regiões do Brasil onde se encontram e os segmentos e setores em que atuam. As respostas também trarão uma análise da evolução desse quadro nos últimos anos e os aspectos que

contribuíram para essa mudança. 1) Identificar no Brasil as pequenas, micros e médias empresas exportadoras, 2) suas competências e suas localizações. (O importante é falar das micro, pequenas e médias que exportam). No Brasil segundo estimativas do SEBRAE existem cerca de 5,1 milhões de micro, pequenas e médias empresas representando 98% das empresas no país. Pesquisas recentes mostram que desse percentual 30% encerram suas atividades antes de completar cinco anos. Essas empresas têm grande importância na geração de renda e emprego no país, representam cerca de 20% do PIB, e garantem 67% dos empregos.

A Unidade de Inteligência Comercial da APEX-Brasil opera da seguinte

forma:

Produzindo informações com base no cruzamento de dados estatísticos da pauta exportadora nacional com as importações internacionais, para identificar as oportunidades disponíveis para setores /produtos brasileiros em outros mercados. São usados sistemas de informação de

58

comércio exterior, como o Sistema Alice e o Radar Comercial, além de diversas bases de dados internacionais; Agregando informações sobre mercados desenvolvidas em pesquisas que apontam, entre outras: Países exportadores que disputam mercado com o Brasil; Preços praticados pelas empresas; Logística de transporte e cadeias de distribuição; Estrutura e condições de acesso ao mercado (normas e regulamentos, barreiras tarifárias e não- tarifárias).

2.4 Câmaras de Comércio

As Câmaras de Comércio são sociedades civis sem fins lucrativos, constituídas com o aval oficial do país que representam e visam estimular o comércio bilateral. Tem sido uma ativa mola propulsora do desenvolvimento da cooperação bilateral, contando com o apoio da comunidade empresarial, dos meios diplomáticos e dos agentes do progresso em geral, realizam uma série de eventos, cujos resultados são avaliados a partir da significativa quantidade de empresários interessados em expandir o comércio com um determinado país e têm como associados pessoas físicas e jurídicas, nos dois países.

2.5 Fundação Centro de Estudos do Comercio Exterior – FUNCEX

A fundação é uma instituição privada 32 , criada em 1976, que tem como finalidade o desenvolvimento do comércio exterior brasileiro, por meio da elaboração e divulgação de estudos setoriais sobre os principais aspectos envolvidos nas atividades de exportação e importação. Entre as atividades da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (FUNCEX), encontram-se

32 Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior. Disponível em <www.funcex.com.br> acesso em 23/10/2008 as 18 hs

59

também o treinamento e desenvolvimento de pessoal técnico especializado, a promoção de cursos e a elaboração de estudos sob encomenda.

2.6 Associação de Comércio Exterior do Brasil – AEB

A associação 33 privada sem fins lucrativos, que possuem associados empresas exportadoras e importadoras de mercadorias e serviços, bem como as atividades de apoio ao comércio exterior.

O seus principais objetivos são:

Estudar assuntos relacionados com o comércio exterior do Brasil e propor soluções para seus problemas; Colaborar no constante aperfeiçoamento dos sistemas de crédito e de seguro de crédito à exportação; Propor junto aos órgãos governamentais, por meio medidas que contribuam para a expansão das exportações e, Colocar a disposição de seus associados, assistência técnica legal, em nível de consultoria.

2.7 Seguradora Brasileira de Crédito a Exportação - SBCE

A Seguradora é uma companhia privada 34 , criada em 1997, com o objetivo

de oferecer ao mercado instrumento de garantia às exportações. Tem como acionistas o Banco do Brasil, a Bradesco Seguros, a Sul América Seguros, a Minas Brasil Seguros, a Unibanco Seguros e o COFACE 35 . Com conceito firmado

e grande confiabilidade do mercado, as apólices de seguro de crédito à exportação, emitidas pela SBCE são amplamente aceitas pelos bancos como garantia de financiamentos. A SBCE garante o recebimento das divisas. A

33 Associação de Comércio Exterior do Brasil. Disponível em <www.aeb.org.br>.

34

Ministério

do

Desenvolvimento,

Indústria

e

Comércio

Exterior.

<www.mdic.gov.br/comext/camex/camex.html> acesso em 29/09/2007 as 10,49hs

35

(Compagne Française d`Assurance pour le Commerce Extérieur).

Disponível

em

60

COFACE proporciona à SBCE acesso, on-line, a uma rede internacional de agências de informações financeiras e comerciais e conta igualmente com vasta rede mundial de recuperação de crédito com 170 escritórios de advocacia e sociedades de cobrança, selecionados em cada país. A SBCE caracteriza-se, assim, como colaboradora fundamental ao esforço de alavancagem das exportações brasileiras, integrando o tripé de sustentação

das vendas externas, formado pelo exportador que vende o produto ou serviço; pelo Governo e/ou bancos, que financiam; e pela SBCE, que garante a certeza do recebimento das divisas.

A Seguradora Brasileira de Crédito a Exportação, atuando em nome

próprio ou por conta da União, protege as vendas externas brasileiras contra Riscos Comerciais, Políticos e Extraordinários. Operacionalmente, as exportações são divididas em dois grupos: curto prazo e médio prazo, conforme o prazo de pagamento concedido ao importador:

Operações de curto prazo (até 2 anos): oferecem análise e monitoramento constante dos importadores, cobrança internacional, indenização e garantia para financiamentos. Bens de consumo: Exportações até 180 dias; Equipamentos Leves e Serviços: Apólice Global / Garantia SBCE. Operações de médio e longo prazo (acima de 2 anos): são contratados pela União para análise, estruturação, gestão e monitoramento dos riscos que envolvem as exportações brasileiras. Máquinas e equipamentos pesados, serviços de apólice individual / Garantia da UNIÃO A SBCE atua de maneira estratégica na gestão e prevenção dos riscos a que estão expostas às empresas brasileiras que operam no mercado internacional.

2.8 Fundo de Aval às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do SEBRAE (FAMPE)

A falta de crédito é um dos principais obstáculos para a criação e o

desenvolvimento dos pequenos negócios no Brasil e nas exportações. Apesar de responderem por 20% do Produto Interno Bruto (PIB) e 60% dos empregos

61

gerados no País, essas empresas recebem apenas 10% dos créditos concedidos pelos bancos oficiais e privados. Fundo de Aval às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do SEBRAE (FAMPE)

A falta de crédito é um dos principais obstáculos para a criação e o desenvolvimento dos pequenos negócios no Brasil e nas exportações. Apesar de responderem por 20% do Produto Interno Bruto (PIB) e 60% dos empregos gerados no País, essas empresas recebem apenas 10% dos créditos concedidos pelos bancos oficiais e privados.

62

CAPITULO III - O DESEMPENHO DAS MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS NO COMÉRCIO EXTERIOR (2000 – 2006)

Esse capítulo se concentra na análise de desempenho recente das micro, pequenas e médias empresas, destacando os dados que se referem aos anos de

2000 a 2006. A principal fonte de informação utilizada foi a Secretaria de Comércio Exterior - Secex- MDIC. Cabe destacar que a classificação por porte adotada pela citada secretaria segue o Estatuto das micro, pequenas e médias empresas.

A estratificação das empresas segundo o tamanho combina dois critérios

usualmente empregados em estudos sobre micro e pequenas empresas: o

número de pessoas ocupadas e o valor do faturamento.

A opção pelo primeiro critério possui algumas vantagens, sobretudo o fato

de que essa informação é mais fácil de ser obtida e menos sujeita a restrições derivadas de sigilo comercial ou estatístico. No Brasil, o número de pessoas ocupadas fornecido pela Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) é a única informação estatística disponível para todo o universo de pessoas jurídicas ativas no país. Contudo, a simples observação da distribuição de freqüência das empresas exportadoras por faixa de valor das exportações revela que esse critério merece ser adotado de forma qualificada. Por exemplo, entre as empresas classificadas como micro empresas, pelo critério de número de empregados, cerca de 35% exportam um montante superior à US$ 100 mil/ano. Entretanto essas respondem por nada menos que 97,5% do valor das exportações das microempresas. A concentração do valor em pequenas empresas que exportam mais de US$1 milhão é, igualmente, bastante elevada. Em síntese, a classificação com base exclusivamente no número de pessoas ocupadas revela a existência de um pequeno número de micro e pequenas empresas cujas vendas externas representaram a maior parte das exportações nesses extratos. Trata-se de empresas que certamente não são típicas representantes das micro e pequenas empresas, nem constituem o alvo usual das políticas públicas direcionadas para essas categorias de empresas. A inclusão de dados relativos a esse pequeno número de empresas com receitas elevadas nas estatísticas referentes às micro e

63

pequenas empresas distorce completamente os resultados, fornecendo uma visão equivocada do conjunto das empresas de menor tamanho. A Secretaria do Comércio Exterior adota um tratamento especial para as micro empresas com elevado valor exportado, criando-se um novo extrato chamado de micro empresas especiais. Assim, se consideram como microempresas aquelas que possuem menos de vinte pessoas ocupadas (menos de 10, no caso das firmas dos ramos do comércio e de serviços) e que exportam até US$ 120 mil/ano; como pequenas empresas aquelas com menos de 100 pessoas ocupadas (menos de 50, no caso das empresas dos ramos de comércio, de serviços) com exportações anuais até US$ 1,2 milhões (excluídas aquelas já classificadas como microempresas) e como micro e pequenas empresas especiais as que possuem menos de 100 pessoas ocupadas (menos de 50, no caso das firmas dos ramos de comércio e serviços) com exportações anuais superiores a US$ 1,2 milhões. Após a apresentação dos dados gerais referentes às exportações das empresas brasileiras classificadas segundo tamanho, no período 2000/2006, segue-se a sua desagregação de acordo com diversas classificações:

Setor de atividade econômica das empresas (segundo a classificação do Código Nacional de Atividade Econômica – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, nível de dois dígitos); Classes de produtos exportados (básicos, semimanufaturados e manufaturados); Principais produtos exportados:

Principais regiões de destino das exportações; e Exportações do Brasil comparados ao Estado de São Paulo, bem como os municípios que originam as exportações no Estado de São Paulo.

64

3.1 Aspectos gerais das exportações das micro, pequenas empresas no Brasil -2000 a 2006

Tabela 1 – Número de empresas exportadoras no Brasil – 2000 a 2006

 

2000

2001

%

2002

%

2003

%

2004

%

2005

%

Microempresa

6804

7282

1,07025

5660

0,77726

4578

0,80883

4957

1,08279

5906

1,191446

Pequena

4744

4366

0,92032

7970

1,82547

4908

0,61581

5833

4.908,00

6312

1,082119

Média

3203

3326

1,0384

3347

1,00631

5649

1,68778

5254

0,93008

5986

1,139322

Grande

1143

1156

1,01137

1394

1,20588

4208

3,01865

4213

1,00119

4758

1,129362

Não classificado

116

91

1,01287

   

460

 

645

140.217

764

1,184496

Total

16010

16216

1,01287

18380

1,13345

19796

1,07704

20902

1,05587

12726

5,726745

Fonte: Secex – Sebrae

65

Conforme pode ser observado na tabela 1, no ano 2000, as microempresas exportadoras eram seis mil oitocentos e quatro (6.804), enquanto no ano de 2006

passaram a ser cinco mil setecentos e sessenta e nove (5.769), representando uma queda de 15,20% . As pequenas empresas eram quatro mil setecentos e quarenta e quatro (4.744), enquanto que no ano de 2006 seis mil e vinte e três (6.023) apresentando um crescimento de 0,751%. As médias empresas eram três mil duzentos e três (3.203) enquanto que em

2006 cinco mil novecentos e oito (5.908) apresentando um crescimento de 0,535%.

Conforme pode ser observado na tabela 1, no ano 2000, as microempresas

exportadoras eram seis mil oitocentos e quatro (6.804), enquanto no ano de 2006 passaram a ser cinco mil setecentos e sessenta e nove (5.769), representando uma queda de 15,20% . As pequenas empresas eram quatro mil setecentos e quarenta e quatro (4.744), enquanto que no ano de 2006 seis mil e vinte e três (6.023) apresentando um crescimento de 0,751%. As médias empresas eram três mil duzentos e três (3.203) enquanto que em

2006 cinco mil novecentos e oito (5.908) apresentando um crescimento de 0,535%.

As grandes empresas eram hum mil cento e quarenta e três (1.143) enquanto que em 2006 quatro mil setecentos e oitenta (4.780) apresentando um crescimento de

0,240%.

As empresas não classificadas exportadoras eram cento e dezesseis (116) passaram em 2006 a seiscentos e trinta e três (633) representando um crescimento de 0,151%. No total de empresas exportadoras encontramos no ano de 2000 dezesseis mil e dez empresas (16010), enquanto que no ano de 2006 foram vinte e três mil cento e treze (23113) empresas apresentando uma queda de 1,25%.

66

3.2 Aspectos gerais das exportações micro, pequenas empresas no Estado de São Paulo -2000 a 2006

Tabela 2 – Quantidade de empresas exportadoras no Estado de São Paulo – 2000 a 2006

Tamanho

                         
 

2000

2001

%

2002

%

2003

%

2004

%

2005

%

2006

%

Micro Empresa

2.084

2.252

1,08061

2.452

1,08881

2.592

1,0571

2.839

1,09529

2.774

0,97711

2.803

1,01045

Pequena Empresa

3.316,00

3.592,00

1,08323

3.764,00

1,04788

3.987,00

1,05925

4.258,00

1,06797

4.209

0,98849

4.015

0,95391

Média Empresa

1.671,00

1.676,00

1,00299

1.652,00

0,98568

1.649,00

0,99818

1.800,00

1,09157

1.788

0,99333

1.782

0,99664

Grande Empresa

705

717

1,01702

725

1,01116

769

1,06069

14

0,01821

900

64,2857

863

0,95889

Não Classificada

     

6

 

6

     

53

     
 

7.777,00

8.238,00

1,05928

8.599,00

1,04382

9.003,00

1,04698

9.766,00

1,08475

9.724

0,9957

9.533

0,98036

Fonte: Secex - Sebrae

67

Conforme pode ser observado na tabela 2 no ano de 2000 as microempresas exportadoras no Estado de São Paulo eram sete mil setecentos e setenta e sete (7777), enquanto que em 2006, nove mil quinhentos e trinta e três, representando um acréscimo de 74%. As pequenas empresas eram três mil trezentos e trinta e seis (3.336), enquanto em 2006, quatro mil e quinze (4.015) representando um crescimento de

82,59%.

As médias empresas eram hum mil seiscentos e setenta e hum (1.671), enquanto que em 2006 eram hum mil setecentos e oitenta e duas representando um crescimento de 93,77%. As grandes empresas eram setecentos e cinco (705), enquanto que em 2006 eram novecentas (900), representando um crescimento de 81,69%. Não foram registra das exportações no período de 2000 a 2006 das empresas não classificadas exportadoras. No ano de 2000 somam sete mil setecentos e setenta e sete (7777) as empresas exportadoras no Estado de São Paulo, enquanto que no ano de 2006 eram nove mil quinhentos e trinta e três (9533), apresentando um crescimento de 1,23% .

68

Tabela 3 – Comparativo das quantidades de empresas exportadoras do Brasil com o Estado de São Paulo 2000 a 2006

TAMANHO

Ano

2000

%

2001

 

%

2002

 

%

2003

 

%

2004

 

%

 

Brasil

São Paulo

 

Brasil

São Paulo

 

Brasil

São Paulo

 

Brasil

São Paulo

 

Brasil

São Paulo

 

Micro Empresa

6.804

2.084

0,30629

7.282

2.252

0,309256

5.660

2.452

0,433216

4.578

2.592

0,566186

4.957

2.839

0,572725

Pequena Empresa

4.744

3.316

0,698988

4.366

3.592

0,822721

7.970

3.764

0,472271

4.908

3.987

0,812347

5.833

4.258

0,729985

Média Empresa

3.203

1.671

0,521698

3.326

1.676

0,503909

3.347

1.652

0,493576

5.649

1.649

0,29191

5.254

1.800

0,342596

Grande Empresa

1.143

705

0,616798

1.156

717

0,620242

1.394

725

0,520086

4.208

769

0,182747

4.213

14

0,003323

Não Classificada

116

   

91

     

6

 

460

6

0,013043

645

   
 

16.010

7.777

0,485759

16.216

8.238

0,508017

18.380

8.599

0,467845

19.796

9.003

0,454789

20.902

9.766

0,467228

Fonte: Secex Sebrae

                             

TAMANHO

Ano

2005

%

2006

 

%

                 
 

Brasil

São Paulo

 

Brasil

São Paulo

                   

Micro Empresa

5.906

2.774

0,469692

5.769

2.803

0,485873

                 

Pequena Empresa

6.312

4.209

0,666825

6.023

4.015

0,666611

                 

Média Empresa

5.986

1.788

0,298697

5.908

1.782

0,301625

                 

Grande Empresa

4.758

900

0,189155

4.780

863

0,180544

                 

Fonte: Secex - Sebrae

69

Ao fazermos uma comparação das empresas exportadoras por porte no Brasil com o estado de São Paulo por porte podemos chegamos a seguinte constatação:

As Microempresas no ano de 2000 o estado de São Paulo eram dois mil e oitenta e quatro (2.084), representava 30% do total de microempresas exportadoras do Brasil que eram seis mil oitocentos e quatro (6.804). As pequenas empresas exportadoras no ano de 2000 no estado de São Paulo eram três mil trezentos e dezesseis (3.316), representava 69% do total de microempresas do Brasil que eram de quatro mil setecentos e quarenta e quatro

(4.744).

As médias empresas exportadoras no estado de São Paulo no ano de 2000 eram hum mil seiscentos e setenta e hum (1.671), representava 52% do total de médias empresas do Brasil que eram três mil duzentos e três (3.203). As grandes empresas exportadoras no ano de 2000 no estado de São Paulo eram setecentos e cinco (705), representava 61% das do total das grandes empresas exportadoras do Brasil que era de hum mil cento e quarenta e três

(1.143).

O total das empresas exportadoras no Brasil em 2000 que era de dezesseis mil e dez (16.010), passaram no ano de 2006 à vinte e dois mil quatrocentos e oitenta (22.480) representando um crescimento de 40%.

70

Tabela 4 – Valores

em dólares,

exportado no Brasil por porte de empresas anos de 2000 a 2006

TAMANHO

ANO

               
 

2000

2001

%

2002

%

2003

%

2004

%

Micro Empresa

3.192.000

3.782.000

1,18484

116.000.000

30,67

220.351.386

1,9

302.138.945

1,37117

Pequena Empresa

4.265.000

4.242.000

0,99461

6.951.200.000

1639

1.515.654.545

0,218

2.252.835.408

1,48638

Média Empresa

3.439.000

9.221.000

2,6813

8.850.800.000

959,9

5.844.372.972

0,66

7.809.633.376

1,33627

Grande Empresa

38.150.000

40.870.000

1,0713

44.460.700.000

1088

65.400.550.940

1,471

85.880.361.068

1,31314

Não Classificada

15.000

25.000

1,66667

   

103.209.674

 

230.269.545

2,23108

 

55.086.000

58.139.000

1,05542

60.390.500.000

1039

73.084.139.518

1,21

96.475.238.342

1,32006

Fonte: Secex Sebrae

                 

TAMANHO

ANO

               
 

2005

%

2006

%

         

Micro Empresa

283.675.810

0,93889191

272.306.144

0,95992

         

Pequena Empresa

2.037.652.870

0,90448368

2.115.098.465

1,03801

         

Média Empresa

8.125.476.539

1,04044276

9.254.430.799

1, 13894

         

Grande Empresa

107.864.517.315

1,25598584

125.963.069.289

1,16779

         

Não Classificada

217.862.365

0,94611888

202.564.884

0,92978

         
 

118.529.184.899

1,22859696

137.807.469.531

1,16265

         

Fonte: Secex Sebrae

                 

71

O valor de exportação por porte de empresa no Brasil, apresentou, no ano

de 2000, as microempresas com três milhões cento e noventa e dois mil dólares, enquanto que no ano de 2006 duzentos e setenta e dois milhões trezentos e seis mil cento e quarenta e quatro dólares representando um crescimento de 85%. As pequenas empresas exportadoras no Brasil, no ano de 2000 foram responsáveis por quatro milhões duzentos e sessenta e cinco mil dólares, enquanto, no ano de 2006, por dois bilhões cento e quinze milhões e noventa e oito mil quatrocentos e sessenta e cinco dólares, representando um crescimento de 495%. As médias empresas exportadoras no Brasil, no ano de 2.000 apresentaram um valor de três milhões quatrocentos e trinta e nove milhões de dólares, enquanto no ano de 2006 nove bilhões duzentos e cinqüenta e quatro milhões quatrocentos e trinta mil setecentos e noventa e nove dólares, apresentando um crescimento de 2.691%. As grandes empresas exportadoras no Brasil, no ano de 2000 apresentaram um valor de trinta e oito milhões cento e cinqüenta dólares, enquanto no ano de 2006 cento e vinte e cinco bilhões novecentos e sessenta e três milhões e sessenta mil duzentos e oitenta e nove dólares, apresentando um crescimento de 300%. As empresas não classificadas exportadoras do Brasil apresentaram um

número de quinze mil dólares no ano de 2000, enquanto no ano de 2006 duzentos e dois milhões quinhentos e sessenta e quatro mil e oitocentos e oitenta e quatro dólares, apontando um crescimento de 1.350%

O total de empresas exportadoras no Brasil de 2000, responderam por um

valor de cinqüenta e cinco milhões oitenta e seis milhões, enquanto no ano de

2006, encontramos cento e trinta e sete bilhões oitocentos e sete milhões quatrocentos e sessenta e nove mil dólares representando um crescimento de

250%.

72

Tabela 5 – Valor exportado no Estado de São Paulo por porte de empresas anos de 2000 a 2006

TAMANHO

ANO

               
 

2000

2001

%

2002

%

2003

%

2004

%

Micro Empresa

40.800

40.400

0,9902

43.300

1,07178

48.300

1,11547

51.700

1,07039337

Pequena Empresa

1.782.100

1.598.119

0,89676

2.161.100

1,35228

2.536.200

1,17357

3.436.800

1,35509818

Média Empresa

2.622.800

2.382.300

0,9083

2.431.900

1,02082

2.994.700

1,23142

3.696.100

2.994.700,00

Grande Empresa

15.355.400

16.221.700

1,05642

15.464.400

0,95332

17.556.400

1,13528

23.964.200

1,36498371

Não Classificada

     

100

 

400

 

0,4

0,001

 

19.801.100

20.654.700

1,04311

20.145.700

0,97536

23.136.100

1,14844

31.149.300

1,34635051

Fonte: Secex Sebrae

                 

TAMANHO

ANO

               
 

2005

%

2006

%

         

Micro Empresa

56.800

1,09864604

60.500

1,06514

         

Pequena Empresa

3.427.998

0,9974389

6.942.136

2,02513

         

Média Empresa

4.758.700

1,28749222

6.519.900

1,3701

         

Grande Empresa

29.281.300

1,2218768

31.962.100

1,09155

         

Não Classificada

0,8

2

             
 

38.124.100

1,22391514

46.121.400

1,20977

         

Fonte: Secex - Sebrae

73

O valor de exportação por porte de empresa no estado de São Paulo conforme a tabela numero 5, apresentou os seguintes resultados:

As microempresas exportadoras no ano de 2000 apresentaram quarenta milhões e oitocentos mil dólares (40.800), enquanto no ano de 2006 sessenta milhões e quinhentos mil dólares (60.500), apresentando um crescimento de

67,44%

As pequenas empresas exportadoras no ano de 2000 apresentaram um bilhão setecentos e oitenta e dois milhões e cem mil dólares (1.782.100), enquanto no ano de 2006 seis bilhões novecentos e quarenta e dois milhões cento e trinta e seis mil dólares (6.942.136), alcançando um crescimento de

25,67%.

As médias empresas apresentaram um valor de dois bilhões seiscentos e vinte e dois milhões e oitocentos mil dólares (2.622.800), enquanto em 2006 seis bilhões quinhentos e dezenove milhões e novecentos mil dólares (6.519.900), com um crescimento de 40,23%. As grandes empresas apresentaram no ano de 2000 um valor de quinze bilhões trezentos e cinqüenta e cinco milhões e quatrocentos mil dólares (15.355.400), enquanto no ano de 2006 o valor foi de trinta e hum bilhões novecentos e sessenta dois milhões e cem mil dólares (31.962.100) com um crescimento de 48,04%. Não foi registrado nenhum valor exportado por empresas exportadoras não classificadas no período de 2000 a 2006. O valor total exportado pelas empresas no estado de São Paulo no ano de 2000 foi de dezenove bilhões oitocentos e hum milhões e cem mil dólares (19.801.100), enquanto no ano de 2006 o valor foi de quarenta e seis bilhões cento e vinte e hum milhões e quatrocentos mil dólares (46.121.400), perfazendo um crescimento de 42,93%.

74

Tabela 6 - Comparativo das quantidades de empresas exportadoras do Brasil com o Estado de São Paulo 2000 a 2006

Ano

2000

%

2001

 

%

2002

 

%

Brasil

São Paulo

 

Brasil

São Paulo

 

Brasil

São Paulo

 

3.192.000

40.800

1,28%

3.782.000

40.400

1,07%

116.000.000

43.300

0,04%

4.265.000

1.782.100

41,78%

4.242.000

1.598.119

37,67%

6.951.200.000

2.161.100

0,03%

3.439.000

2.622.800,00

76,27%

9.221.000

2.382.300

26,00%

8.850.800.000

2.431.900

0,03%

38.150.000

15.355.400,00

40,25%

40.870.000

16.221.700

39,69%

44.460.700.000

15.464.400

0,03%

15.000

   

25.000

     

100

 

55.086.000

19.801.100

35,95%

58.139.000

20.654.700

35,53%

60.390.500.000

20.145.700

0,03%

Fonte: Secex Sebrae

               

Ano

2003

%

2004

 

%

2005

 

%

Brasil

São Paulo

 

Brasil

São Paulo

 

Brasil

São Paulo

 

220.351.386

48.300

0,02%

302.138.945

51.700

0,02%

283.675.810

56.800

0,000200229

1.515.654.545

2.536.200

0,17%

2.252.835.408

3.436.800

0,15%

2.037.652.870

3.427.998

0,001682327

5.844.372.972

2.994.700

0,05%

7.809.633.376

3.696.100

0,05%

8.125.476.539

4.758.700

8.125.476.539

65.400.550.940

17.556.400

0,03%

85.880.361.068

23.964.200

0,03%

107.864.517.315

29.281.300

0,000271464

103.209.674

400

0,00%

230.269.545

0,4

0,00%

217.862.365

0,8

3,6720409

73.084.139.518

23.136.100

0,03%

96.475.238.342

31.149.300

0,03%

118.529.184.899

38.124.100

0,000321643

Fonte: Secex Sebrae

               

Ano

2006

%

           

Brasil

São Paulo

             

272.306.144

60.500

0,00022

           

2.115.098.465

6.942.136

0,00328

           

9.254.430.799

6.519.900

0,0007

           

125.963.069.289

31.962.100

0,00025

           

202.564.884

               

137.807.469.531

46.121.400

0,00033

 

75

Tabela 7 - Valor exportado por empresas classificadas em São Paulo segundo o tamanho e a faixa de exportação anual 2000 a 2006

Tamanho e faixa de exportações anuais das empresas(US$ m

Número de Empresas

           

Ano

2000

2001

2001

2003

2004

2005

2006

MICRO

             

>60 ate 120

14,2

12,5

13

14,9

18,7

25,4

29,1

>20 ate 60

18,1

18,7

20,3

23,3

22,2

21,2

21

>10 ate 20

4,9

5,2

5,7

5,7

5,9

5,9

5,9

até 10

3,6

4

4

4

5

4

5

PEQUENA