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Tipos textuais Gêneros textuais
Tipos textuais
Gêneros textuais
• Os Gêneros Textuais são tipos específicos de textos, podendo ser literários ou não. •
• Os Gêneros Textuais são tipos específicos de textos,
podendo ser literários ou não.
• Alguns exemplos de Gêneros Textuais são: telefonema,
sermão, carta comercial, carta pessoal, bilhete,
reportagem jornalística, aula expositiva, reunião de
condomínio, notícia jornalística, horóscopo, receita
culinária, bula de remédio, dissertação e assim por
diante.
• Já os Tipos Textuais não são tão inúmeros como os gêneros, são reconhecidos pela
• Já os Tipos Textuais não são tão inúmeros
como os gêneros, são reconhecidos pela forma
como se apresentam os textos.
• Os tipos textuais são: exposição, descrição,
injunção,
informativo, poético,
argumentação e narração.
• Texto Expositivo: Ocorre em textos que se limitam a apresentar uma determinada situação. •
• Texto Expositivo: Ocorre em textos que se limitam a
apresentar uma determinada situação.
• Texto Descritivo: Existe a riqueza de detalhes e a constante
presença de adjetivos e advérbios.
• Texto Injuntivo (ou apelativo): São aqueles que indicam
procedimentos a serem realizados, estando as frases,
geralmente, no modo imperativo. Bons exemplos desse tipo
de texto são as receitas e os manuais de instrução,
regulamento, regras de jogo, etc.
• Texto Informativo (ou explicativo): O texto informativo deve ter uma linguagem objetiva e não
• Texto Informativo (ou explicativo): O texto informativo
deve ter uma linguagem objetiva e não se confunde com
textos de natureza artística ou literária. Procura transmitir
conhecimentos e analisar um fenômeno ou uma teoria.
Exemplo: texto da imprensa, relatórios técnicos ou
científicos, etc.
• Texto Poético: No texto poético, o objetivo é a própria
construção da mensagem, valoriza sons, ritmos e a
variedade de sentidos.
• Texto narrativo: A narração está presente quando o texto fornece informações sobre o tempo
• Texto narrativo: A narração está presente quando o
texto fornece informações sobre o tempo e espaço do
fato e acontecimento narrado, reais ou imaginários. Não
existe texto totalmente narrativo. Quando dizemos " A
mulher se aproximou da penteadeira e pegou o estojo de
maquiagem", fazemos também uma descrição. Um
exemplo clássico de narrativa são os contos de fada.
Romance
Novela
Conto
Enquanto no conto a ação manifesta-se como
uma ação singular e concentrada, no romance
há um paralelo de várias ações e, na novela,
uma concatenação de ações individualizadas.
• Texto Argumentativo: A argumentação está presente quando um determinado ponto de vista é defendido
• Texto Argumentativo: A argumentação está presente
quando um determinado ponto de vista é defendido em
um texto. São os chamados textos dissertativos. O texto
procura convencer, propondo ou impondo ao receptor
uma interpretação particular de quem o produz. A
argumentação comporta três etapas: Uma tese, que
enuncia ponto de vista que será objeto de
demonstração; os argumentos, elementos abstratos
geralmente apresentados em ordem crescente de
importância e que justificam a tese; e a conclusão.
• Estilos jornalísticos: reportagens, editoriais e artigos são principais gêneros de texto jornalísticos, cada uma
• Estilos jornalísticos: reportagens, editoriais e artigos são
principais gêneros de texto jornalísticos, cada uma
com sua característica.
• Reportagem: procura trazer um discurso objetivo,
narrativo,
descritivo
e
não
opinativo (não
argumentativo).
Tipo: Argumentativo Quem é o leitor? Marcas estruturais Observações Gêneros: Dissertação Leitor universal,
Tipo: Argumentativo
Quem é o leitor?
Marcas estruturais
Observações
Gêneros:
Dissertação
Leitor universal,
qualquer um.
Texto
impessoal,
sem
marcas
de
interlocução,
em
linguagem objetiva e
padrão culto, com
rígida divisão das
partes
do
texto
argumentativo.
Pode haver
ainda
dissertação de
tom pessoal.
Contudo, essa é
de cobrança
escassa em
concursos.
• O tema da Redação Enem 2015 foi ‘A persistência da violência contra a mulher
• O tema da Redação Enem 2015 foi ‘A persistência da violência contra a
mulher na sociedade brasileira’.
A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira é um
problema muito presente. Isso deve ser enfrentado, uma vez que, diariamente,
mulheres são vítimas desta questão. Neste sentido, dois aspectos fazem-se
relevantes: o legado histórico-cultural e o desrespeito às leis. Segundo a História,
a mulher sempre foi vista como inferior e submissa ao homem. Comprova-se isso
pelo fato de elas poderem exercer direitos, ingressarem no mercado de trabalho
e escolherem suas próprias roupas muito tempo depois do gênero oposto.
Esse cenário, juntamente aos inúmeros casos de violência contra as
mulheres corroboram a ideia de que elas são vítimas de um histórico-cultural.
Nesse ínterim, a cultura machista prevaleceu ao longo dos anos a ponto de
enraizar-se na sociedade contemporânea, mesmo que de forma implícita, à
primeira vista.
Conforme previsto pela Constituição Brasileira, todos são iguais perante à
lei, independente de cor, raça ou gênero, sendo a isonomia salarial, aquela que
prevê mesmo salário para mesma função, também garantidas por lei. No
entanto, o que se observa em diversas partes do país, é a gritante
diferença entre os salários de homens e mulheres, principalmente se estas forem
negras. Esse fato causa extrema decepção e constrangimento a elas, as quais
sentem-se inseguras e sem ter a quem recorrer. Desse modo, medidas fazem-se
necessárias para corrigir a problemática.
Diante dos argumentos supracitados, é dever do Estado proteger as
mulheres da violência, tanto física quanto moral, criando campanhas de
combate à violência, além de impor leis mais rígidas e punições mais severas
para aqueles que não as cumprem. Some-se a isso investimentos em educação,
valorizando e capacitando os professores, no intuito de formar cidadãos
comprometidos em garantir o bem-estar da sociedade como um todo.
Tipo: Argumentativo Gêneros: Quem é o leitor? Marcas estruturias Observações Artigo de opinião Um certo
Tipo: Argumentativo
Gêneros:
Quem é o leitor?
Marcas estruturias
Observações
Artigo de opinião
Um
certo
público
O texto deve se adequar ao
perfil do publico. Assim, suas
marcas de formalidade ou
informalidade dependerão
disso. No geral, sua
estrutura é menos rígida e
costuma se admitir tom
pessoal.
O
artigo
de
leitor
de
dada
opinião, de modo
publicação, porém
ainda generalizado.
geral,
é
dos
gêneros
argumentativos
mais
livres
e
fluídos que há.
OBS: Só se deve assinar o artigo
de opinião caso seja exigido na
proposta de redação, nesse caso,
serão indicados nomes fictícios,
os chamados PSEUDÔNIMOS.
Em qualquer situação, JAMAIS o
nome próprio será assinado, sob
pena de anulação da prova.
CADA INDIVÍDUO É RESPONSÁVEL POR SUA CONDUTA Atribuir à sociedade como um todo a culpa
CADA INDIVÍDUO É RESPONSÁVEL POR SUA CONDUTA
Atribuir à sociedade como um todo a culpa por certos comportamentos
errôneos não parece, em minha maneira de pensar, uma atitude sensata.
Costumamos ouvir por aí coisas do tipo “O Brasil não tem mais jeito”, “O povo
brasileiro é corrupto por natureza”, “Todas as pessoas são egoístas” e frases afins.
Essa é uma visão já cristalizada no pensamento de boa parte de nosso povo.
Entretanto, se há equívocos, se existem erros, se modos ilícitos são
verificados, eles sempre terão partido de um indivíduo. Mesmo que depois essas
práticas se propaguem, somente serão contaminados por elas aqueles que
assim o desejarem. Uma corporação que, por exemplo, está sob investigação
criminal em decorrência da ação de alguns de seus componentes, não estará
necessariamente corrompida em sua totalidade. Aliás, a meu juízo, isso é quase
impossível de acontecer.
É preciso compreender que nem todo mundo se deixa influenciar por
ações fraudulentas. De repente o que alguém acha interessante pode ser
considerado totalmente inviável por outra pessoa e não acredito que seja justo
um ser humano ser responsabilizado apenas por fazer parte de um grupo
“contaminado”, mesmo sem ele, o cidadão, ter exercido qualquer coisa que
comprometa a sua idoneidade mora
Todos sabemos que um indivíduo é constituído suficientemente para
pagar por suas falcatruas. Por isso, não concordo que haja julgamento geral. É
preciso que saibamos separar o bom do ruim, o honesto do corrupto, o bom-
caráter do mau-caráter, o dissimulado do verdadeiro. Todos têm consciência do
que seja certo ou errado e devem carregar sozinhos o fardo de terem sido
desleais, incorretos e vulgares, sem manchar a imagem daqueles que, por vias
do destino, constituem certas facções que não apresentam, totalitariamente,
uma conduta legal.
Tipo: Argumentativo Gêneros: Quem é o leitor? Marcas estruturias Observações Carta O destinatário da
Tipo: Argumentativo
Gêneros:
Quem é o leitor?
Marcas estruturias
Observações
Carta
O
destinatário
da
argumentativa
carta
em
específico
São obrigatórias tanto a
primeira pessoa quanto
marcas de interlocução, além
do cabeçalho com local e
data, do vocativo e da
saudação introdutórias, bem
como a despedida e
assinatura. é importante
lembrarmos que, como o
próprio diz, nos lembra a
questão de exposição de
ideias, ou seja, o emissor
deve persuadir o interlocutor
através do seu ponto de vista
sobre determinado assunto.
E logo, a linguagem deverá
ser clara, coesa e objetiva.
Estrutura básica de uma Carta Argumentativa: Local e data; Identificação do destinatário; Vocativo – o
Estrutura básica de uma Carta Argumentativa:
Local e data;
Identificação do destinatário;
Vocativo – o nome da pessoa para a qual a carta é endereçada. Neste caso, o
pronome de tratamento ocupa lugar de destaque, dependendo do grau de
ocupação/função desempenhada.
Corpo do texto – É a exposição do assunto em si, de forma a abordar todos os
aspectos pertinentes de maneira clara, sucinta e precisa.
Expressão de despedida – Tal procedimento pode variar em se tratado do grau de
intimidade entre os interlocutores, podendo ser mais formal ou denotando certa
informalidade.
Assinatura do remetente.

São Paulo (SP), 29 de novembro 1992.

Prezado Sr. Eduardo Bonfim

Em seu artigo publicado pelo jornal Folha de São Paulo a 1.º de setembro, deparei com sua opinião expressa no Painel do Leitor. Respeitosamente, li-a e percebendo equívocos em suas opiniões quanto à veracidade dos motivos que colocaram milhares de jovens na rua, de maneira organizada e cívica, tento elucidar-lhe os fatos. Nosso país, o senhor bem sabe, viveu muitos anos sob o regime militar ditatorial. Toda e qualquer manifestação que discordasse dos parâmetros ideológicos do governo era simplesmente proibida. Hoje, ao contrário daquela época, as pessoas conquistaram a liberdade de expressão e o país vive o auge da democracia. Assim, perante essa liberdade o Brasil evoluiu. Atravessamos um período de crises econômicas, mas as pessoas passaram a se interessar de maneira mais acentuada pelo seu cotidiano diante da própria liberdade existente. Dessa forma, deparamos com uma população ideologicamente mais madura.

Em sua carta enviada à Folha de São Paulo, o senhor assegura que a juventude é absolutamente imatura e incapaz de perceber a profundidade dos acontecimentos que a envolvem. Asseguro que tal opinião não é a mais justa. Nós já fomos jovens e sabemos perfeitamente que é uma época de transição. (…)

Sem mais, despeço-me.

Nós já fomos jovens e sabemos perfeitamente que é uma época de transição. (…) Sem mais,

Larissa Matos

Nós já fomos jovens e sabemos perfeitamente que é uma época de transição. (…) Sem mais,
Tipo: Argumentativo Gêneros: Quem é o leitor? Marcas estruturias Observações Carta de solicitação ou de
Tipo: Argumentativo
Gêneros:
Quem é o leitor?
Marcas estruturias
Observações
Carta de
solicitação ou
de reclamação
O destinatário da
carta.
Esse texto é de um
remetente específico a
um destinatário também
específico. Portanto, são
obrigatórias tanto a
primeira pessoa quanto
marcas de interlocução,
além do cabeçalho com
A distinção entre
solicitação e
reclamação não
é,
necessariamente
, rigorosa.
local e data, do vocativo e
da
saudação
introdutórias, bem como a
despedida e assinatura.
Estrutura Local e data; Identificação do destinatário – por se tratar de alguém cujo cargo
Estrutura
Local e data;
Identificação do destinatário – por se tratar de alguém cujo cargo
ocupado requer um tratamento mais respeitoso, o uso do pronome
de tratamento adequado se torna indispensável;
Assunto
Vocativo;
Corpo do texto, seguido de argumentos que justifiquem o
discurso manifestado;
Expressão de despedida
Assinatura;
Nome do remetente.
Fernandópolis, 08 de Fevereiro de 2017 João Cabral de Melo Neto COMPUTERLY, LTDA. Rua do
Fernandópolis, 08 de Fevereiro de 2017
João Cabral de Melo Neto
COMPUTERLY, LTDA.
Rua do equívoco, nº 2
0000-000 Campinas do Sul
Assunto: computador entregue com estragos aparentes
Exmo. Senhor,
No último dia 05 de Fevereiro, dirigi-me ao seu estabelecimento, situado na Rua do
equívoco, nº 2, como endereçado, a fim de comprar um computador. Após escolher o modelo que me
interessou, solicitei que a mercadoria fosse entregue na minha casa. Para tanto, assinei a nota de
encomenda e paguei a taxa para que fosse realizado o serviço. No dia 10 do mesmo mês, foi-me
entregue o computador encomendado, no entanto, após ligar o aparelho na tomada constatei que o
mesmo emitia mais de 8 apitos e não funcionava.
Diante deste fato, recusei o computador e solicitei que me fosse enviado outro exemplar
em excelente estado, o que faria jus ao valor já pago. Entretanto, até a presente data continuo à
espera.
O atraso na resolução do problema vem ocasionado vários transtornos ao meu cotidiano.
Por este motivo, demando que outro computador de mesma marca e modelo seja entregue, sem falta,
dentro de 3 dias úteis. Caso contrário, anularei a compra e exijo o dinheiro do pagamento de volta.
Sem mais,
Antônio da Silva
Tipo: Argumentativo Gêneros: Quem é o leitor? Marcas estruturias Observações Carta do/ao O editor da
Tipo: Argumentativo
Gêneros:
Quem é o leitor?
Marcas estruturias
Observações
Carta
do/ao
O
editor
da
leitor
revista ou autor
de dada matéria.
Esse texto se assemelha
ao modelo geral das
cartas argumentativas, no
entanto, prescinde de
cabeçalho com local e
data.
No geral, é um
texto bastante
objetivo
e
conciso.
Tipo: Argumentativo Gêneros: Quem é o leitor? Marcas estruturias Editorial O público leitor de determinada
Tipo: Argumentativo
Gêneros:
Quem é o leitor?
Marcas estruturias
Editorial
O público leitor de
determinada
publicação
Expressa a opinião de certa
publicação, falando, portanto em
nome coletivo. Sua linguagem
tende a ser formal, embora
acompanhe a expectativa do
público leitor.
O caos no Espírito Santo A “greve branca” de PMs é mais um sintoma de déficit
O caos no Espírito Santo
A “greve branca” de PMs é mais um sintoma de déficit
democrático: uma erosão às vezes sutil, às vezes explícita, do
respeito pelos direitos dos outros.
Cidadãos indefesos e a polícia “fascista” longe das ruas. O que é o
sonho de muitos ideólogos se mostrou, na vida real, o pesadelo da
população do Espírito Santo, que desde o último sábado convive
com um caos generalizado digno daquilo que se convencionou
chamar de “Estados falidos”, aqueles onde já não existe o império da
lei. Os homicídios dispararam – a Grande Vitória já conta 90 mortes
só neste período, contra quatro em todo o mês de janeiro –, assaltos e
saques ocorrem a qualquer hora do dia, os serviços de educação e
saúde foram interrompidos, o transporte público deixou de circular.
Só a chegada das Forças Armadas e da Guarda Nacional trouxe de
volta algum grau de normalidade, embora muitos estabelecimentos
comerciais sigam fechados e sair à rua continue sendo uma aventura
não apenas em Vitória, mas em várias outras cidades do estado.
Tipo: Argumentativo Gêneros: Quem é o leitor? Marcas estruturias Observações Crônica argumentativa O público
Tipo: Argumentativo
Gêneros:
Quem é o leitor?
Marcas estruturias
Observações
Crônica
argumentativa
O público leitor
da publicação
que conterá a
crônica.
Esse texto partilha da
liberdade geral da crônica
narrativa e tem em
comum com esse uma
motivação do cotidiano.
Em geral, essa
modalidade de
crônica pode se
aproximar
bastante do
artigo de opinião.
Assim
como
o
conto,
é
um
gênero
por
excelência narrativo, que aborda situações ou fatos
cotidianos. É mais coloquial que o dissertativo, mas
não dispensa a norma padrão da língua.
Pré-Sal, de Antônio Prata: Dizem que otimista é o cara que vê o copo meio
Pré-Sal, de Antônio Prata:
Dizem que otimista é o cara que vê o copo meio cheio, enquanto
pessimista é quem o enxerga meio vazio. A imagem é batida, mas vem a calhar,
pois não é outro o tema desta crônica senão a água. Muita água. Trilhões de litros
de H2O, que serão acrescidos aos oceanos nas próximas décadas, quando as calotas
polares derreterem.
Os pessimistas, claro, só conseguem ver o lado ruim da mudança
climática: a morte de milhões de pinguins, focas, leões marinhos, ursos polares e a
extinção de algumas espécies desconhecidas; o alagamento de certas cidades
litorâneas como Rio de Janeiro, Nova York, Xangai, Veneza, Barcelona e a perda de
boa parte do patrimônio histórico e cultural da humanidade; o aumento de
catástrofes naturais como tufões, furacões, dilúvios, enchentes e a desgraça humana
decorrente desses aguaceiros. OK. O Rio é legal. As focas e a Piazza San Marco,
também. Mas focar-se (sem trocadilho) apenas nos aspectos negativos da lambança
climática impede-nos de perceber outros acontecimentos maravilhosos que se
avizinham. Praia em São Paulo, por exemplo.
Claro que a tese ainda não é um consenso entre a comunidade científica.
Alguns estudiosos, desses que só conseguem ver a parte vazia do copo, afirmam
que, por mais que a gente queime todo o petróleo existente, o aumento do nível dos
oceanos será apenas de alguns metros. Cientistas de ânimo mais solar, contudo,
garantem que o que conhecemos como polo norte é, literalmente, apenas a ponta do
iceberg e, se tudo der certo, antes de 2020, vai ter prédio na Berrini com vista pro
mar.
Quanta coisa boa há de acontecer! Já pensou que belo cartão postal, a ponte estaiada
Quanta coisa boa há de acontecer! Já pensou que belo cartão
postal, a ponte estaiada com praia ao fundo? E seus filhos colhendo
mexilhões nos pés do Borba Gato? Consigo ver, facilmente, a 23 de Maio
tomada por ambulantes, vendendo óleo bronzeador, canga, Shhhhkol e
Biscoito Globo. O Morumbi, com as casonas nas colinas, debruçadas
sobre o mar, será a Beverly Hills paulistana. E nossos restaurantes, já tão
afamados, o que não farão com peixes fresquinhos e frutos do mar,
trazidos diretamente pela comunidade caiçara de Santo Amaro? O lago
do Ibirapuera não teve sempre a vocação para ser a nossa Rodrigo de
Freitas? E qual o sonho da Vila Nova Conceição, senão tornar-se a Barra
da Tijuca?
Cruzemos os dedos, meus queridos paulistanos, pois muito em
breve, quando as margens plácidas do Ipiranga ouvirem um estrondo, não
será o brado retumbante de um povo heroico, mas o som das ondas
quebrando na Avenida do Estado. E, nesse instante, o sol da liberdade,
com seus raios fúlgidos, dourará os corpos estirados à beira mar. E ainda
tem gente preocupada com o futuro. Tsc tsc
CRÔNICA Narrativa A temática pela qual perpassa o gênero em questão costuma estar ligada a
CRÔNICA Narrativa
A temática pela qual perpassa o gênero em questão
costuma estar ligada a questões circunstanciais ligada
ao cotidiano, como por exemplo, um flagrante na
esquina, o comportamento de uma criança ou de um
adulto, um incidente doméstico, dentre outros. Trata-se
de um texto curto, geralmente com poucos personagens,
no qual o tempo e o espaço são limitados.
De volta ao primeiro beijo - MOACYR SCLIAR "O primeiro beijo é uma coisa muito
De volta ao primeiro beijo - MOACYR SCLIAR
"O primeiro beijo é uma coisa muito falada. Sem dúvida é uma experiência muito marcante,
inesquecível. O primeiro beijo é uma maturação, uma descoberta. Ao mesmo tempo, para
alguns, ele pode ser um monstro assustador", diz o cineasta Esmir Filho, diretor de "Saliva".
O filme conta como Marina, uma garota de 12 anos, é pressionada a dar o seu primeiro
beijo no experiente Gustavo. Folhateen.
TINHA ACABADO de ler a matéria sobre o primeiro beijo, no pequeno apartamento em
que morava desde que ficara viúvo, anos antes, quando (coincidência impressionante,
concluiria depois) o telefone tocou. Era uma mulher, de voz fraca e rouca, que ele de início
não identificou: - Aqui fala a Marília -disse a voz. Deus, a Marília! A sua primeira
namorada, a garota que ele beijara (o primeiro beijo de sua vida) décadas antes! De
imediato recordou a garota simpática, sorridente, com quem passeava de mãos dadas.
Nunca mais a vira, ainda que freqüentemente a recordasse -e agora, ela lhe ligava. Como
que adivinhando o pensamento dele, ela explicou: - Estou no hospital, Sérgio. Com uma
doença grave
E queria ver você. Pode ser? - Claro -apressou-se ele a dizer- eu vou aí
agora mesmo. Anotou rapidamente o endereço, vestiu o casaco, saiu, tomou um táxi. No
caminho foi evocando aquele namoro, que infelizmente não durara muito tempo -o pai dela,
militar, havia sido transferido para o Norte, com o que perdido o contato -mas que o
marcara profundamente. Nunca a esquecera, ainda que depois tivesse beijado várias outras
moças, uma das quais se tornara a sua companheira de toda a vida, mãe de seus três filhos,
avó de seus cinco netos. E não a esquecera por causa daquele primeiro beijo, tão desajeitado
quanto ardente.
Chegando ao hospital foi direto ao quarto. Bateu; uma moça abriu-lhe a porta, e era
Chegando ao hospital foi direto ao quarto. Bateu; uma moça abriu-lhe a porta, e era
igual à Marília: sua filha. Ele entrou e ali estava ela, sua primeira namorada. Quase
não a reconheceu. Envelhecida, devastada pela doença, ela mal lembrava a garota
sorridente que ele conhecera. Consternado, aproximou-se, sentou-se junto ao leito. A
filha disse que os deixaria a sós: precisava falar com o médico.
Olharam-se, Sérgio e Marília, ele com lágrimas correndo pelo rosto. - Você sabe por
que chamei você aqui? -perguntou ela, com esforço. - Porque nunca esqueci você,
Sérgio. E nunca esqueci o nosso primeiro beijo, lembra? Na porta da minha casa,
depois do cinema
- Claro que lembro, Marília. Eu também nunca esqueci você
Pois eu queria, Sérgio
Eu queria muito
os médicos não me deram muito tempo
-
Que você me beijasse de novo. Você sabe,
E eu queria levar comigo esta recordação
Ele levantou-se, aproximou-se dela, beijou os lábios fanados. E aí, como por milagre,
o tempo voltou atrás e de repente eles eram os jovenzinhos de décadas antes,
beijando-se à porta da casa dela. Mas a emoção era demais para ele: pediu desculpas,
tinha de ir. A filha, parada à porta do quarto, agradeceu-lhe: você fez um grande bem
à minha mãe. E acrescentou, esperançosa: - Acho que ela agora vai melhorar. Não
melhorou. Na semana seguinte, Sérgio viu no jornal o convite para o enterro. Mas, ao
contrário do que poderia esperar, apenas sorriu. Tinha descoberto que o primeiro beijo
dura para sempre. Ou pelo menos assim queria acreditar.
Tipo: Argumentativo Gêneros: Quem é o leitor? Marcas estruturias Observações Resenha crítica O público de
Tipo: Argumentativo
Gêneros:
Quem é o leitor?
Marcas estruturias
Observações
Resenha crítica
O
público
de
O texto consiste em
certa publicação
um
resumo
artística
ou
crítica.
comentado e opinativo
sobre dada obra ou
trecho de obra.
Pode ser pensada
como uma versão
bastante
simplificada do
ensaio.

# A história

O livro conta a história de Anastasia Steele, uma jovem e ingênua estudante de literatura que aos 21 anos nunca teve um namorado. Ana, como prefere ser chamada, é uma mulher bonita, inteligente, mas extremamente desastrada. Ela mora com a amiga autoritária Katherine Kavanagh – ou simplesmente Kate –, que estuda jornalismo. Kate consegue marcar um horário para entrevistar Christian Grey, um bilionário de 28 anos que comanda um negócio multinacional. Não obstante, ela acaba adoecendo no dia da entrevista e solicita que Ana a realize em seu lugar. Ana corresponde ao pedido de Kate e nem imagina os rumos que sua vida iria tomar após aquele dia. Quando Ana e Christian se conhecem, logo sentem uma forte atração um pelo outro. Apesar de sua inexperiência, Ana parece decidida a encarar um relacionamento e se entregar ao amor. Christian, por sua vez, é um homem com preferências estranhas e isso faz Ana hesitar em um primeiro momento. Não demora muito para que eles embarquem num intenso e sensual caso de amor. Ana ignora completamente os conselhos de sua amiga Kate e se deixa seduzir pelo homem que, para ela, é sinônimo de perfeição.Ela descobre mais sobre seus próprios desejos e se choca ao descobrir também que por trás daquele homem de sucesso existe um passado misterioso e segredos obscuros.

e se choca ao descobrir também que por trás daquele homem de sucesso existe um passado
e se choca ao descobrir também que por trás daquele homem de sucesso existe um passado

# Opinião

Eu não avalio esse livro como ruim, mas ele ficou longe de entrar para a minha lista de favoritos. O que mais me chama atenção é que essa trilogia alcançou um sucesso estrondoso, principalmente entre o público feminino. Talvez a grande jogada da autora tenha sido criar uma protagonista bonita, com autoestima quase nula e absurdamente ingênua. A mocinha boba que se apaixona pelo bilionário atraente e é correspondida (mesmo que de maneira estranha), foi a aposta de E. L. James. As semelhanças com a saga Crepúsculo foram visíveis. Isso eu já esperava, por conta do “burburinho” acerca dessa trilogia, mas confesso que fiquei um pouco incomodado por não sentir a originalidade do produto que eu tinha em mãos. Nas primeiras páginas, gostei do desenvolvimento da narrativa e de como a protagonista fora apresentada. Contudo, no decorrer dos capítulos eu não suportava mais quando Ana revirava os olhos, dizia os mesmos palavrões, mordia o lábio inferior, discutia com a sua “deusa interior” e com o seu inconsciente. No início foi interessante, cômico até. Depois ficou cansativo. (…)

“deusa interior” e com o seu inconsciente. No início foi interessante, cômico até. Depois ficou cansativo.