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Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Sul

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e-mail: semmas@santacruz.rs.gov.br
LICENCIAMENTO AMBIENTAL
DE BOTA-FORA EM OBRA DE TERRAPLENAGEM

Com o objetivo do Licenciamento Ambiental das atividades de bota-


fora em obra de terraplenagem, estabelecido pela Resolução CONAMA N° 237, de
19 de dezembro de 1997, que institui a Política Nacional do Meio Ambiente,
deverão ser apresentados os seguintes itens:

LICENÇA DE OPERAÇÃO

1. REQUERIMENTO
Deverá ser apresentado requerimento explicitando o objetivo visado,
elaborado com base no modelo anexo e contendo as informações a seguir.

A - IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDEDOR
1. Informações sobre o empreendedor (nome/razão social em acordo
com documentação apresentada, CPF/CNPJ, tipo de atividade,
endereço, fone/fax).
2. Descrição do tipo de atividade desenvolvida (mineração,
terraplenagem, construção civil, jardinagem, etc.).
3. Informações sobre o representante que assina o requerimento
(nome, forma de representação, endereço, fone/fax).

B – IDENTIFICAÇÃO DA CONSULTORIA
1. Informações sobre a consultoria (Nome/Razão Social em acordo com
documentação apresentada, CPF/CNPJ, Endereço, Fone/Fax, e-mail).
2. Tipo de atividade.
3. Informações sobre o representante (nome do contato, cargo,
endereço, fone/fax, e-mail).

C - MOTIVAÇÃO DO ENCAMINHAMENTO
Indicação do tipo de documento solicitado, se Licença de Operação ou
outro. Se renovação, número e ano do documento a ser renovado.

D - IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDIMENTO
1. Informações sobre o empreendimento (sua denominação, atividade
responsável pela geração do rejeito, seu endereço, fone/fax).
2. Relação das licenças ambientais e outras da atividade geradora dos
materiais a dispor.

E - RELAÇÃO DOS DOCUMENTOS ANEXADOS


1. Indicação dos documentos anexados.
2. Relação dos estudos e relatórios técnicos pertinentes.

Jan 2009
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2. MEMORIAL DESCRITIVO DA ÁREA


Deverá ser apresentado memorial descritivo caracterizando fisicamente
a área, em especial nos itens a seguir.

A – DESCRIÇÃO DA GLEBA
1. Localização geográfica da área, e vias de acesso.
2. Descrição detalhada de como chegar à área do empreendimento,
com indicação e quilometragem a partir da sede municipal.
3. Amarração quanto à rede geodésica, Datum SAD-69, mínimo de dois
pontos, informando método de locação dos pontos, equipamento
usado e responsável técnico pelo levantamento.

B – MEIO FÍSICO
1. Indicação dos usos dos recursos hídricos a montante (1 km) e
jusante (2 km) da área.
2. Declaração de ser ou não a área sujeita a alagamento ou inundação,
com informação da cota máxima.
3. Identificação e caracterização das Áreas de Preservação Permanente
(APPs), conforme Resolução CONAMA No 303, indicando em planta,
se for o caso, as áreas de restrições.
4. Relacionar e descrever todos os impactos que se encontram atuantes
na área do empreendimento, apontando suas causas.

C – GEOLOGIA
1. Geologia regional, com o reconhecimento das unidades litológicas e
estratigráficas.
2. Geomorfologia, indicando as formas de relevo, declividades,
densidade de drenagem.
3. Geologia Local, com breve descrição das litologias encontradas,
descrição dos tipos de solos encontrados, profundidade da interface
solo/rocha, assim como a composição e estrutura do maciço rochoso,
especialmente das áreas a recuperar.
4. Hidrogeologia, com a indicação do nível freático e/ou nível estático,
indicar o tipo de comportamento do lençol (livre ou confinado, com
fluxo laminar ou difuso).
5. Indicar a presença de poços tubulares de captação de água
subterrânea nas áreas adjacentes ao empreendimento num raio de
500 m, localizando os mesmos na planta de situação.

3. MEIO BIÓTICO
A – FLORA (COBERTURA VEGETAL)
1. Metodologia utilizada.
2. Descrição dos ecossistemas da área do empreendimento.
3. Relações ecológicas com o entorno do empreendimento.
4. Levantamento detalhado contendo a relação de espécies vegetais
existentes na área, com indicação da abundância (número de

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indivíduos por ha), seus estágios sucessionais, conforme Resolução


CONAMA Nº 33/94, convalidado pela Resolução CONAMA nº 388/07,
família botânica a que pertence, nome científico e vulgar (comum).
5. Informações sobre a ocorrência de espécies raras, endêmicas,
ameaçadas de extinção e imunes ao corte (conforme Lei Estadual N o
9519/92 e Portaria do IBAMA No 37-N/92).

B - FAUNA
1. Metodologia utilizada.
2. Levantamento da fauna ocorrente na área.
3. Identificação de espécies da fauna ameaçadas de extinção,
criticamente em perigo, em perigo ou vulneráveis.
4. Identificação dos locais de reprodução, alimentação e dessedentação.
5. Identificação dos corredores ecológicos.

4. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO

A – HISTÓRICO
1. Descrição dos empreendimentos ou atividades responsáveis pela
geração dos rejeitos.
2. Enumeração e características das licenças ambientais e/ou outras
licenças que autorizaram estes empreendimentos e atividades.
3. Extensão da área impactada pela atividade.
B – DADOS DA OBRA
1. Características técnicas das atividades a desenvolver: corte, atêrro,
corte e atêrro, revegetação, etc.
2. Motivação da obra: recuperação paisagística, outra destinação,
regularização, substituição, desativação.
3. Equipamentos e materiais a serem utilizados na operação e na
recuperação.
4. Planilha onde conste a localização da origem dos materiais de aterro
e sua categoria, e os volumes a serem descartados nos bota-foras a
serem implementados.
5. Comprovação do devido Licenciamento Ambiental de todas as áreas
externas ao empreendimento utilizadas como fonte de material inerte
para atêrro ou como bota-fora.
6. Descrição da preparação de solo, implantação de vegetação nativa da
região com informações qualitativas e quantitativas das espécies
vegetais a serem introduzidas, bem como seu manejo,
monitoramento localização e época de plantio.
7. Riscos geotécnicos presentes na área do empreendimento, como
deslizamentos, recalques, adensamentos e inundações, com
informação da cota máxima.
8. Planta e perfis de configuração final da superfície topográfica da área
do empreendimento, caso haja necessidade de significativa

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movimentação de terras, com ênfase especial para a estabilidade dos


taludes a serem desenvolvidos.
C – IMPACTOS AMBIENTAIS
1. Informações sobre os impactos existentes na área do
empreendimento, devendo relacionar e descrever todos os que se
encontram atuantes na área, relacionando-os às fases do
empreendimento, e apontando suas causas.
2. Informações sobre os impactos decorrentes da instalação do
empreendimento, devendo relacionar, descrever e classificar todos os
impactos ambientais à flora, à fauna e ao meio físico, previstos
durante todas as fases.
3. Os dados serão apresentados em forma de tabelas, com classificação
quanto a reversibilidade do impacto: reversível/irreversível, e quanto
ao grau de alteração, se significativa, pouco significativa, ou
desprezível.
4. Para cada impacto levantado, tanto para os instalados quanto para
os previstos, deverão ser propostas medidas que objetivem a
mitigação e/ou compensação dos mesmos. Apresentar cronograma
de implantação das medidas propostas.
D – MEDIDAS MITIGADORAS E COMPENSATÓRIAS
1. Para cada impacto levantado deverão ser propostas medidas que
objetivem a mitigação e/ou compensação dos mesmos.
2. Plano de monitoramento, especificando as ações a serem adotadas,
indicando o responsável pela execução do plano e a periodicidade do
mesmo.
3. Recuperação da cobertura vegetal (plano de estocagem de solos
orgânicos e recomposição da cobertura vegetal).
4. Apresentar cronograma de execução.
5. Apresentar cronograma de implantação das medidas propostas e
programa de acompanhamento técnico das medidas, incluindo o
plano de monitoramento.

5. DOCUMENTOS NECESSÁRIOS
A – REGISTROS E CERTIDÕES
1. Cópia do Cartão CPF/CNPJ do titular do empreendimento.
2. Cópia da cédula de identidade do representante legal que assina o
requerimento, e do documento que autoriza esta representação.
3. Cópia do Cartão CPF/CNPJ do executor das obras.
4. Cópia da cédula de identidade do representante legal do executor, e
do documento que autoriza esta representação.
5. Cópia do Cartão CPF/CNPJ do(a) consultor(a) técnico(a).
6. Cópia da cédula de identidade do representante legal da responsável
pela consultoria, e do documento que autoriza esta representação.

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7. Prova de propriedade do imóvel, atualizada com máximo de 90 dias


(Certidão do Registro de Imóveis, Contrato de Compra e Venda ou
Sentença Judicial de Posse).
8. Declaração formal de assentimento do proprietário da área quanto ao
seu uso para este fim.
B – PLANTA DE SITUAÇÃO
1. Escala compatível (1:10.000 a 1:50.000), baseado em carta do
Serviço Geográfico do Exército, SGE.
2. Infra-estrutura física e drenagem na área de influência do
empreendimento.
3. Sistema viário num raio de 5 Km da área do empreendimento, com
nomenclatura oficial das principais vias de acesso.
C – MAPA PLANIALTIMÉTRICO
1. Mapa planialtimétrico em escala de 1:2.500 ou maior, com curvas de
nível com espaçamento adequado em relação à topografia, além das
convenções cartográficas básicas, os seguintes aspectos:
1. coordenadas geodésicas do local, datum SAD-69;
2. cursos d’água, drenagens intermitentes, caminhos preferenciais
de águas pluviais, banhados, lagoas, nascentes, etc;
3. vias existentes adjacentes à área do empreendimento, com
nomenclatura oficial;
4. demarcação em planta das divisas das propriedades, construções
e benfeitorias que se encontrem na área de influência direta da
obra.
2. Escala de 1:1.000 para áreas menores que 10 Ha, de 1:2.500 para
áreas superiores a 10 Ha, e curvas de nível com intervalo de 1 m.
3. Planta e perfis de configuração final da superfície topográfica da área
do empreendimento, com ênfase especial na estabilidade dos taludes
a serem desenvolvidos.
D – MAPA GEOLÓGICO
1. Mapa geológico, tendo como base o mapa planialtimétrico.
2. Localização em planta dos afloramentos de rocha, com indicação da
litologia e do tipo de afloramento (corte de estrada, campo de
matacões, lajeados, etc.).
3. Indicação em planta das fontes dos materiais a serem dispostos no
bota-fora.
E – PLANTA DA COBERTURA VEGETAL
1. Utilizar como base o mapa planialtimétrico.
2. Demarcação em planta dos diferentes ecossistemas, suas formações
vegetais e respectivos estágios sucessionais ocorrentes na área do
empreendimento e adjacências.
3. Locar na planta as espécies arbóreas isoladas, imunes ao corte,
raras, endêmicas e/ou ameaçadas de extinção.
4. Demarcação em planta das áreas de preservação permanente,
conforme Resolução CONAMA No 303/02.

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F - CONDIÇÕES E RESTRIÇÕES
1. Apresentar comprovação de ter apresentado tempestivamente todos
os documentos complementares exigidos nas Licenças anteriores.
2. Apresentar comprovação do cumprimento de todas as condições e
restrições previstas no texto das Licenças anteriores.
G– RELATÓRIO FOTOGRÁFICO
1. Relatório fotográfico representativo dos laudos feitos.
2. Apresentar vista geral da área do empreendimento.
3. Vista das formações vegetais ocorrentes na área.
4. Recursos hídricos da área.
5. Afloramentos rochosos.
H – DOCUMENTAÇÃO EM FORMATO DIGITAL
Os documentos constantes dos subitens C a F dos Documentos
Necessários, item 5, deverão ser apresentados também em formato
digital, gravados em compact disk (CD), textos e fotos em arquivos
compatíveis com BrOffice, as plantas em arquivo shapefile (*.shp,
.shx, .dbf) ou alternativamente .dwg.
I – ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA
Anotações de Responsabilidade Técnica – ART, referentes ao meio
físico e à biota, para o acompanhamento das medidas mitigadoras e
compensatórias a serem implantadas e executadas pelo empreendedor,
para Licença de Instalação.
1. Para o Meio Físico: Engenheiro de Minas ou Geólogo.
2. Para o Meio Biótico: Biólogo, Engo Agrônomo, Engo Florestal.

EM FUNÇÃO DOS DOCUMENTOS APRESENTADOS NOVAS EXIGÊNCIAS PODERÃO SER FEITAS


DURANTE A ANÁLISE DO PROCESSO. ESCLARECIMENTOS: (51) 3715-3611 R: 210