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Da Solidariedade Ativa

Da Solidariedade Ativa caduchagas.blogspot.com.br /2012/03/da-solidariedade-ativa.html DA SOLIDARIEDADE ATIVA CONCEITO

DA SOLIDARIEDADE ATIVA

CONCEITO

Solidariedade ativa é a relação jurídica entre credores de uma só obrigação e o devedor comum, em virtude da qual cada um tem o direito de exigir deste o cumprimento

da prestação por inteiro. Pagando o débito a qualquer um dos cocredores, o devedor se exonera da obrigação. Dispõe o art. 267 do Código Civil:

“Cada um dos credores solidários tem direito a exigir do devedor o cumprimento da prestação por inteiro”.

O devedor não pode pretender pagar ao credor demandante apenas quantia

equivalente à sua quota-parte, mas terá, isto sim, de pagar-lhe a dívida inteira. O devedor acionado por qualquer dos credores não pode opor a exceção de divisão e pretender pagar

por partes, visto ser-lhe estranha a relação interna entre os credores.

Por sua vez, preceitua o art. 268 do Código Civil:

“Enquanto alguns dos credores solidários não demandarem o devedor comum, a qualquer daqueles poderá este pagar”. Enquanto não houver cobrança judicial, o devedor poderá pagar a qualquer dos credores à sua escolha. Cessará, todavia, esse direito de escolha, na hipótese de um ou alguns deles ajuizarem ação de cobrança. Prescreve o art. 269 do Código Civil:

“O pagamento feito a um dos credores solidários extingue a dívida até o montante do que foi pago”.

A obrigação solidária ativa consiste no concurso, na mesma obrigação, de mais de um

credor, cada um com direito à dívida toda (CC, art. 264). Em consequência, cada um dos

credores solidários tem direito de exigir do devedor a prestação por inteiro. A esse direito corresponde, em regra, a obrigação do devedor de cumprir a prestação em mãos de qualquer deles (CC, arts. 267 e 268).

O pagamento feito a um dos credores, produz a extinção do crédito para todos e não

simplesmente para aquele a cujo respeito se houver realizado o fato liberatório, porém, não é todo e qualquer pagamento feito a um dos credores, senão o integral, que produz a

extinção total da dívida. O parcial a extingue somente “até o montante do que foi pago”.

DIREITO DE REGRESSO

A prestação, paga por inteiro pelo devedor comum, deve ser partilhada entre todos os

credores, por aquele que a tiver recebido. Preceitua, com efeito, o art. 272 do Código Civil:

“O credor que tiver remitido a dívida ou recebido o pagamento responderá aos outros pela parte que lhes caiba”.

A principal característica das relações internas entre cocredores solidários consiste no

fato de o crédito se dividir em partes ou quotas que se presumem iguais até prova em contrário, tanto que o credor que tiver remitido a dívida ou recebido o pagamento responderá aos outros pela parte que lhes caiba. Referências bibliográficas:

Gonçalves, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro. 9. ed. São Paulo: Editora Saraiva,

2011. 561p.

Gonçalves, Carlos Roberto. Direito das Obrigações. 9. ed. São Paulo: Editora Saraiva,

2012. 436p.

Gonçalves, Carlos Roberto. Contratos e Atos Unilaterais. 5. ed. São Paulo: Editora

Saraiva, 2008. 497p.

Silva, De Plácido e. Dicionário Jurídico Conciso. 1. ed. Rio de janeiro: Editora Forense,

2008. 749p.

Pinto, Antônio Luiz de Toledo e outros. Vade Mecum. 11. ed. São Paulo: Editora Saraiva,

2011. 2003p.