Sei sulla pagina 1di 10

DOCTUM

NORMAS DE DESEMPENHO DE EDIFICAÇÂO HABITACIONAL


NBR 15575/2013

MARLON JR MOREIRA
GUILHERME BITTENCOURT
DÉBORA LUCAS
THIAGO J. GOMES DE SOUZA

CURSO: ARQ E URB PERÍODO: 3º PERIODO


VISÃO GERAL

“A norma é um divisor de águas na construção civil brasileira, pois obriga as construtoras a


conceberem e executarem as obras para que o nível de desempenho especificado em projeto seja
atendido ao longo de uma vida útil. E isto é um grande avanço! A adoção da Norma pelas empresas
implica em uma nova metodologia de se projetar edificações, que ainda precisa ser compreendida
pelos profissionais do mercado. “(Carlos Borges, 2016).
Bom desempenho é o atendimento das necessidades humanas e a sua tradução técnica está
parametrizada internacionalmente há muitos anos em diversos requisitos: estabilidade estrutural,
segurança contra incêndio, desempenho térmico, acústico, lumínico, conforto tátil e antropodinâmico,
dentre outros. O tema é complexo, envolve a cadeia produtiva como um todo, mas já existem muitas
experiências bem sucedidas em todo o mundo na aplicação do conceito de desempenho: é a melhor
forma de se melhorar a qualidade das construções.
Embora o conceito seja simples de ser entendido, sua aplicação prática é difícil. Diversos
fatores influenciam a obtenção do desempenho desejado ao longo do tempo e alguns deles são de
responsabilidade dos incorporadores, construtores e projetistas e outros dos próprios usuários dos
imóveis. A caracterização das condições de entorno do empreendimento, como a paisagem sonora
urbana, as questões climáticas, ambientais e geológicas são fundamentais para o desempenho, pois
implicam na adoção de caminhos diferentes para se atender ao mesmo objetivo.
Para se atingir o desempenho acústico desejado, por exemplo, o nível de ruído externo é
informação básica de projeto e precisa ser conhecido pelos projetistas. O segundo aspecto é o
conhecimento do desempenho dos elementos, componentes e dos sistemas que compõem as
edificações, para uma seleção de tecnologias que atendam ao desempenho desejado.
Para as tecnologias tradicionais, há um histórico do desempenho obtido ao longo de uma vida
útil, mas para as tecnologias inovadoras muitas vezes ensaios são necessários. Para que os
projetistas conheçam o desempenho dos sistemas que vão especificar, muitas informações dos
fabricantes de materiais e fornecedores são necessárias e este ainda é um entrave, em função da
falta de divulgação do desempenho dos produtos e sistemas comercializados no Brasil. Além disso,
o conhecimento técnico dos projetistas é importante para a utilização de recursos para a fase de
concepção, como a utilização de softwares para simulação do desempenho acústico, térmico dentre
outros.

O mercado brasileiro ainda não está preparado para utilizar a NBR 15.575 e só vai de fato se
empenhar para atendê-la quando for obrigado, esta é a realidade da construção civil, mudanças só
acontecem desta forma. Já existem empresas e profissionais que estudaram a Norma e têm
condições de atendê-la, mas ainda são poucos no mercado. As empresas brasileiras, especialmente
as de pequeno porte, não têm uma cultura de atendimento de normas técnicas e terão que evoluir
tecnicamente para atender a NBR 15.575, mas é um caminho irreversível. Na França, por exemplo,
há muitas empresas de construção civil de pequeno porte, mas que tecnicamente são cobradas para
atender normas técnicas como as grandes.
Acima de tudo, a norma será importante para os consumidores, será um instrumento
importante para estes aferirem e exigirem uma qualidade maior dos imóveis. Por outro lado, a
responsabilidade do consumidor também deve aumentar. Para que o desempenho seja atingido ao
longo do tempo, a implementação de programas de manutenção corretiva e preventiva será
essencial.

O que muda com a norma

A Norma de Desempenho traz para o desenvolvimento dos empreendimentos residenciais


preocupações com a expectativa de vida útil, o desempenho, a eficiência, a sustentabilidade e a
manutenção dessas edificações, em resumo insere o fator qualidade ao edifício entregue aos
usuários. Para avaliar o impacto desses aspectos no custo das edificações além de fornecer
parâmetros que introduzem a edificação para seu melhor aproveitamento estético e estrutural.
É possível destacar o comprometimento do profissional responsável pelo projeto com
as preferências adotadas por seus clientes, uma vez adotadas e adequadas posteriormente a
recursos técnicos presentes nas normas.

Exigências dos Condições de


Usuários Exposição

Requisitos
Qualitativos

Critérios Quantitativos

Métodos de Avaliação
Análises de Projeto Ensaios
Laboratoriais Protótipos
Simulação Computacional

Figura 1: Resumo esquemático da estruturação da Norma


Os requisitos dos usuários devem atender de forma a promover sua segurança,
sustentabilidade, habitualidade, tendo casa um desses solicitações particulares e expressas
pela norma NBR 15575,2013.

Requisitos dos Usuários

Acessibilidade

Durabilidade

Impacto Ambiental
Segurança Estrutural

Estanqueidade

Manutenibilidade
Desempenho Acústico

Desempenho Térmico

Desempenho Lumínico
Segurança contra Incêndio

Segurança no Uso e Operação

Saúde, Higiene e Qualidade do Ar

Conforto Antropodinâmico e Tátil


Parte 1: Requisitos gerais

Parte 2: Sistemas estruturais


Partes da Norna

Parte 3: Sistemas de pisos

Parte 4: Sistemas de vedações s


verticais e externas

Parte 5: Sistemas de coberturas

Parte 6: Sistemas hidrossanitários

Figura 2: Matriz da Norma


Vida Útil

A Vida Útil (VU) é definida pela NBR 15575 (ABNT, 2013) como uma medida temporal
da durabilidade de um edifício ou de suas partes, ou seja, o período de tempo em que estes
elementos se prestam às atividades para as quais foram projetados e construídos,
considerando a devida realização dos serviços de manutenção, conforme especificados no
respectivo Manual de Uso, Operação e Manutenção da edificação.
Impende salientar que, além da correta manutenção, diversos outros fatores interferem na
Vida Útil da edificação, como o correto uso e operação da edificação e de suas partes,
alterações climáticas, mudanças no entorno da obra, dentre outros. Logo, o valor final
atingido de Vida Útil será uma composição do valor teórico calculado como Vida Útil de
Projeto (VUP), influenciado positivamente ou negativamente pelos fatores expostos.
No que tange aos manuais a serem fornecidos ao usuário, o Código de Defesa do
Consumidor (BRASIL, 1990) estabeleceu em seu artigo 50 que é obrigatório o fornecimento,
pelo construtor e/ou incorporador, de manual de instrução, de instalação e uso do produto
em linguagem didática, com ilustrações, de forma a orientar o usuário quanto às ações
necessárias durante a vida útil desses itens.
No intuito de auxiliar o incorporador ou construtor na elaboração desses manuais,
duas normas foram elaboradas com orientações para este procedimento, a NBR 14037 –
Diretrizes para elaboração de manuais de uso, operação e manutenção das edificações –
requisitos para elaboração e apresentação dos conteúdos (ABNT, 2011) e a NBR 5674 -
Manutenção de edificações — Requisitos para o sistema de gestão de manutenção (ABNT,
2012), que contém orientações quanto aos programas de manutenção das edificações,
englobando requisitos para a gestão do sistema de manutenção de edificações e incluindo
meios para preservar as características originais da edificação e prevenir a perda de
desempenho decorrente da degradação dos seus sistemas, elementos ou componentes.
Vida Útil de Projeto

A NBR 15575 (ABNT, 2013) define Vida Útil de Projeto (VUP) como o período estimado de
tempo para o qual um sistema é projetado, a fim de atender aos requisitos de desempenho
estabelecidos nessa norma, considerando o atendimento aos requisitos das normas
aplicáveis, o estágio do conhecimento no momento do projeto e supondo o cumprimento dos
procedimentos especificados nos Manuais de Uso, Operação e Manutenção do
empreendimento.
Cabe ao proprietário e/ou incorporador e ao projetista a definição da VUP de cada elemento,
devendo esta ser adotada na fase de concepção do projeto, de forma que balize todo o
processo de produção do bem. Em sua escolha, devem ser levados em consideração
critérios como o custo inicial do elemento, o custo de reparo e sua facilidade de substituição,
de forma a obter a melhor relação custo-benefício.
O estabelecimento da VUP mínima contribui para que não sejam colocados no mercado
edificações com uma durabilidade inadequada, que venha a comprometer o valor do bem e
a prejudicar o usuário.
Estes valores teóricos mínimos, e também superiores, para a VUP, estão dispostos na NBR
15575 (ABNT, 2013), conforme retratado na Figura 1.

Figura 1 - Vida Útil de Projeto(VUP) mínima e superior


FONTE: NBR 15575 (ABNT, 2013)
Desempenho Estrutural

É considerado desempenho estrutal, a estrutura que através das técnicas contrutivas atuais
pôde atender o tempo previsto de vida útil, sem qualquer problema estrutural relacionado a
execução do projeto.

Desempenho Térmico

No Desempenho Térmico, inicialmente, deve-se esclarecer que a norma NBR 15575 não
trata de condicionamento artificial (refrigeração ou calefação), ou seja, todos os critérios de
desempenho foram estabelecidos com base em condições naturais de insolação, ventilação
e outras. O desempenho térmico depende de diversas características do local da obra
(topografia, temperatura e umidade do ar, direção e velocidade do vento etc.) e da edificação
(materiais constituintes, número de pavimentos, dimensões dos cômodos, pé direito,
orientação das fachadas, etc.). A sensação de conforto térmico depende muito das
condições de ventilação dos ambientes, com grande influência do posicionamento e
dimensões das aberturas de janelas, o que é considerado pela Norma. O nível de satisfação
ou insatisfação depende, ademais, do tipo de atividades no interior do imóvel, quantidade de
mobília, tipo de vestimentas, número de ocupantes, idade, sexo e condições fisiológicas e
psicológicas dos usuários. Dessa forma, quando se trata de conforto térmico está se
referindo sempre a uma condição média, que atende à maior parte das pessoas expostas a
uma determinada condição.
Desempenho Acústico

A norma dedica um item aos requisitos acústicos que os edifícios residenciais devem
atender, sendo um deles o isolamento a ser oferecido pelo conjunto que compõe a vedação
externa: parede e esquadria. A NBR 10821, norma que trata d o desempenho das
esquadrias, também de indicará uma de suas partes ao tema e proporá um inédito selo
acústico que classificará as esquadrias de acordo com o isolamento acústico (Rw) oferecido.
Na presente versão da norma, não são estabelecidos limites para a isolação acústica entre
cômodos de uma mesma unidade. Para avaliação acústica dos sistemas construtivos os
critérios de desempenho devem ser verificados com a realização de ensaios de campo.
Para balizar o desenvolvimento de projetos que venham a atender as exigências de
desempenho acústico, a norma prevê a realização de ensaios de laboratório em
componentes, elementos e sistemas construtivos, indicando valores de referência que
poderão se traduzir no potencial atendimento das implantações reais.

Desempenho Lumínico

Dentro do conceito de projetos sustentáveis, a luminosidade passou a ter um valor


inestimável. é recomendável às construções que aproveitem todo o potencial da luz natural e
que saibam usar a iluminação artificial com eficiência energética e conforto visual. A partir
da NBR 15575, conceitos de luminosidade não se limitarão à arquitetura e à decoração de
ambientes, mas passarão a ser incorporados pela engenharia civil. A norma de desempenho
era o que faltava para a luminotécnica se consolidar. Ela exige desempenho lumínico das
construções e, mais importante, ela dá poder ao usuário de decidir se o ambiente está bem
ou mal iluminado. Isso significa que o consumidor deve ser consultado e a opinião dele deve
ser a referência no espaço construído.
Conforto Tátil e Antropodinâmico

Os critérios para se possuir tais confortos são que a edificação não prejudique ou interfira nas
atividades do cotidiano, como caminhar, apoiar entre outros.
E estabelece qualificações para não provocar desconforto tátil, ao tocar em certos componentes. Não
apresentar rugosidade, contudências, depressão e outras irregularidades.
Fontes Bibliográficas

www.caubr.gov.br/mudancasnormadesempenho/

www.caubr.gov.br/wp-content/uploads/2015/09/2_guia_normas_final.pdf

https://edisciplinas.usp.br/mod/resource/view.php?id=2207656

abesc.org.br/wp.../NBR-15575-EDIFÍCIOS-HABITACIONAIS-DESEMPENHO.pdf

https://www.sympla.com.br/norma-de-desempenho---abnt-nbr-15575__242223