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"A verdade jamais é pura e raramente é simples.

"
Oscar Wilde

O Historiador cria as suas fontes

As fontes existem sob diversas formas, quase tudo o que é produzido ou afetado, ou de alguma
forma alterado pelo ser humano pode ser usado como fonte pelo historiador. Perante uma
quantidade cada vez mais díspar de elementos aptos a serem transformados em possíveis fontes,
o historiador tem de ser cada vez mais seletivo, saber escolher as suas fontes e aquilo que
delas quer perceber . É cada vez mais importante o historiador saber o que perguntar e como.

Longe vão os tempos da primazia da fonte escrita como única, absoluta e inabalável
verdade.
A modernidade trouxe grandes avanços em todas as áreas do conhecimento e a história
não foi exceção.
No texto que nos foi proposto “ LARA, S. H. – “Os documentos textuais e as fontes do
conhecimento histórico”, Anos 90, Porto Alegre, v. 15, n. 28, (dez. 2008), p. 17-39 “, a autora
faz referência, justamente àquilo a que chama de etnocentrismo, que no caso, resulta
numa abordagem inevitavelmente tendenciosa, neste caso há que ter em consideração o
modo como os colonos europeus viam os colonizados de uma forma geral (e aqueles
que são os sujeitos desta peça numa forma particular).O documento escrito que aqui
serve de referência é paradigmático no que respeita precisamente à parcialidade das
fontes.
De todas as fontes, incluindo aquelas que anteriormente não eram tidas como
referências importantes ou sequer fidedignas, a fonte escrita acaba por ser aquela que é
mais premeavel a ser questionada quanto ao seu valor, isto porque o seu autor, ou os
seus autores, podem querer que o possível leitor leia aquilo que ele, intencionalmente
quis transmitir, ou seja, aquilo que ele quer que seja tido como verdade.
Na videoconferência “Por una nueva relación del historiador con sus fuentes” no
âmbito do I Coloquio Internacional “Historia, educacion y fuentes para su estúdio”
(organizado pela Universidade Autónoma do Estado de México, a 22 de Março de
2010),O Professor Carlos Barros, defende a posição de que o historiador constrói o seu
objecto à medida que o descobre tendo um papel construtor face às fontes históricas,
segundo este orador, esta é uma posição de inovação e ruptura face às anteriores, pois
segundo o mesmo afirma, a geração da “Escola dos Annales”
não terá conseguido quebrar de forma definitiva a relação de inferioridade do
historiador face às fontes, em que este se constitui como mero subalterno perante as
mesmas, verificando-se,especificamente neste aspeto, uma certa continuidade entre o
movimento neo-positivista e a Escola dos Annales.
Para o Professor Carlos Barros, o historiador tem um papel primordial na construção da
história,à medida que vai edificando a obra e a vai construindo e estruturando,escolhe
cada “fonte” e de cada uma aquilo que para ele lhe pareça mais substancial.
O texto que nos foi proposto vai ao encontro das ideias postuladas pelo Professor
Carlos Barros, pois para a autora, a escolha das fontes deve refletir de facto uma
escolha, deve deixar claro que cada elemento da verdade que se encontrou,foi
selecionado e questionado, que se dialogou com ele e que disso se tiraram conclusões
sólidas.
Voltemos ao termo etnocentrismo utilizado pela autora do texto que nos foi proposto, o
próprio termo denuncia desde logo o seu carácter tendencioso e imparcial.. A certa
altura do texto a autora fala da existência de diversos documentos escritos e de como
estes apenas refletiam um dos lados da questão que abordavam, isto remete-nos para um
problema com o qual o historiador tem de inevitavelmente se defrontar que é o
problema da justamente denominada “insustentável” parcialidade das fontes,de realçar
que neste especifico caso, a imparcialidade reside também no facto de apenas uma das
partes possuir o conhecimento da escrita. Este caso,que a autora nos relata, que se refere
a uma determinada minoria étnica é paradigmático quanto a muitos aspetos daquilo que
as fontes nos podem revelar, neste caso concreto os documentos escritos tem
forçosamente que ser analisados sobre todas as perspetivavas,tem de se interrogar: quem
escreveu o texto?em que circunstâncias?,qual a posição que ocupava ?qual a intenção
/utilidade do texto?é também muito importante perceber o percurso desse texto ao longo
dos tempos: como chegou aos nossos dias?onde esteve?de onde veio?
É acima de tudo importante interrogar estes textos como se os estivéssemos a dissecar ,
retirar deles toda a informação possível ,come se retirássemos peça a peça de um
puzzle,para entendermos como estas depois se encaixarão; só assim se compreende o
que encontramos no caminho da busca da verdade histórica.

Webgrafia

AAVV, O Positivismo, Os Annales e a Nova História, Klepsidra.net, s.d,


in:http://www.klepsidra.net/klepsidra7/annales.html Acedido em 05-12-2016
(a)"BARROS, Carlos, El historiador e sus fuentes . História a debate- El historiador
y sus fuentes "online-Youtube Acedidos em 05-12-2016

1-https://www.youtube.com/watch?v=iyBz_dlMgf8
2-https://www.youtube.com/watch?v=6Ul7p5r6ivQ
3-https://www.youtube.com/watch?v=8StCvHe5nRc
4-https://www.youtube.com/watch?v=iLWgZUE1zmI
5-https://www.youtube.com/watch?v=bRuNGq1Yvhs
6-https://www.youtube.com/watch?v=m5FOfXJ1WJA
7-https://www.youtube.com/watch?v=3HIJQ_O0S7c
8-https://www.youtube.com/watch?v=lAR_seWUyyw

Bibliografia

http://www.ufrgs.br/ppghist/anos90/28/28art1.pdf

MENDES, José M. Amado, A História como Ciência. Fontes, Metodologia e


Teorização, 3º ed., Coimbra, Coimbra Editora, 1993, pp. 123-134

BLOCH, Marc, Introdução à História,Publicações Europa-América-2º


Edição(critica)Mem Martins Outubro, 2010, pp.110-119

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