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Assistente Técnico Administrativo

Edital nº 05 / 2014
Sumário

Português – Prof. Carlos Zambeli . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5


Português – Prof. Pablo Jamilk . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 95
Redação Oficial – Prof. Pablo Jamilk . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 135
Matemática – Prof. Dudan . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 191
Matemática Financeira – Prof. Thiago Pacífico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 403
Raciocínio Lógico – Prof. Bruno Villar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 457
Informática – Prof. Sérgio Spolador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 493
Atualidades – Prof. Cássio Albernaz . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 733
Atualidades – Prof. Rafael Ravazolo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 821
Gestão de Pessoas e do Atendimento ao Público – Prof. Rafael Ravazolo . . . . . . . . . . . . . . . . 837
Gestão de Pessoas e do Atendimento ao Público – Profª Amanda Lima . . . . . . . . . . . . . . . . . 949
Ética – Profª Letícia Loureiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 965
Administração Pública Brasileira – Prof. Yuri Schneider . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 997
Administração Pública Brasileira – Profª Tatiana Marcello . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1021
Administração Pública Brasileira – Prof. Cássio Albernaz . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1039
Administração Pública Brasileira – Profª Giovanna Carranza . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1139
Administração Pública Brasileira – Prof. Fábio Furtado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1185
Regime Jurídico dos Agentes Públicos – Profª Tatiana Marcello . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1347
Regime Jurídico dos Agente Públicos – Prof. Joerberth Nunes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1469

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Português

Professor Carlos Zambeli

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Edital

PORTUGUÊS: Ortografia oficial. Acentuação gráfica. Emprego das classes de palavras. Emprego
do sinal indicativo de crase. Sintaxe da oração e do período. Pontuação. Concordância nominal
e verbal. Regência nominal e verbal. Significação das palavras.

BANCA: ESAF
CARGO: Assistente Técnico Administrativo

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Aula 1

EMPREGO DAS CLASSES DE PALAVRAS

A morfologia está agrupada em dez classes, denominadas classes de palavras ou classes


gramaticais.
São elas: Substantivo, Artigo, Adjetivo, Numeral, Pronome, Verbo, Advérbio, Preposição,
Conjunção e Interjeição.

1. Substantivo (nome)

Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Substantivo é a classe gramatical de palavras
variáveis, as quais denominam os seres. Além de objetos, pessoas e fenômenos, os substantivos
também nomeiam:

•• lugares: São Paulo, Fortaleza.

•• sentimentos: raiva, saudade.

•• estados: alegria, fome...

•• qualidades: sinceridade, honestidade.

•• ações: escrita, escuta.

2. Artigo

Artigo é a palavra que, antes de um substantivo, indica se ele está sendo empregado de maneira
definida ou indefinida. Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o gênero e o número dos
substantivos.

Detalhe zambeliano 1
Substantivação!

•• O seu não é inadmissível.

•• Os engraçadinhos sempre estão por aí.

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Detalhe zambeliano 2
Artigo facultativo diante de nomes próprios.

•• André Vieira saiu.

•• O André Vieira saiu.

Detalhe zambeliano 3
Artigo facultativo diante dos pronomes possessivos.

•• Minha vida é sempre assim.

•• A Minha vida é sempre assim.

3. Adjetivo

Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou uma característica do ser.


•• O homem estressado é muito chato.

•• A banca examinadora está indignada!

Morfossintaxe do adjetivo:
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas relativas aos substantivos, atuando como adjunto
adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto).

Locução adjetiva
•• Amor de mãe (materno)

•• Queda de cabelo (capilar)

•• Homem sem piedade (impiedoso)

•• Comportamento de criança (infantil)

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ATA – Português – Prof. Carlos Zambeli

Detalhe zambeliano!
•• As pessoas críticas aparecem demais na sociedade.

•• As pessoas estão críticas demais na sociedade.

4. Pronome

a) Pessoais

Pronome reto
Pronome pessoal do caso reto é aquele que exerce a função de sujeito ou predicativo do
sujeito.

•• Nós te ajudamos.

Os pronomes retos apresentam flexão de número, gênero (apenas na 3ª pessoa) e pessoa.


Eu, tu, ele, nós, vós, eles

Pronomes do caso oblíquo – átonos e tônicos

Átonos

Usados sem preposição:


•• Singular: me, te, lhe, o, a, se

•• Plural: nos, vos, lhes, os, as, se

Tônicos

Usados com preposição:


•• Singular: mim (comigo), ti (contigo), ele, ela, si (consigo)

•• Plural: nós (conosco), vós (convosco), si (consigo), eles, elas

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Função desses pronomes na frase
Pronomes do caso reto funcionam como sujeito:
•• Ele estuda com A Casa do Concurseiro.

Pronomes do caso oblíquo funcionam como complementos:


•• Eu reviso a matéria, mas você nunca a estuda!

b) Indefinidos
•• Algum material pode me ajudar. (afirmativo)

•• Material algum pode me ajudar. (negativo)

Outros pronomes indefinidos:


tudo, todo (toda, todos, todas), algo, alguém, algum (alguma, alguns, algumas), nada, ninguém,
nenhum (nenhuma, nenhuns, nenhumas), certo (certa, certos, certas), qualquer (quaisquer), o
mesmo (a mesma, os mesmos, as mesmas),outrem, outro (outra, outros, outras), cada, vários
(várias).

c) Demonstrativos

Este, esta, isto – perto do falante.


ESPAÇO Esse, essa, isso – perto do ouvinte.
Aquele, aquela, aquilo – longe dos dois.
Este, esta, isto – presente/futuro
TEMPO Esse, essa, isso – passado breve
Aquele, aquela, aquilo – passado distante
Este, esta, isto – vai ser dito
DISCURSO
Esse, essa, isso – já foi dito

RETOMADA
As crianças da classe média têm um futuro mais promissor do que os filhos de pais das classes
menos favorecidas, porque àquelas se dão oportunidades que se negam a estes.

•• E se fossem 3 elementos para retomar, Zambeli?

Emprego de este, esse e aquele em relação a três termos:

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Este: indica o que se referiu por último.

Esse: se refere ao penúltimo.

Aquele: indica o que se mencionou em primeiro lugar.

d) Possessivos
•• Este é o meu problema! Cadê o seu?

5. Verbos

As formas nominais do verbo são o gerúndio, infinitivo e particípio. Não apresentam flexão de
tempo e modo, perdendo, dessa maneira, algumas das características principais dos verbos.

Tempo e modo
As marcas de tempo verbal situam o evento do qual se fala com relação ao momento em que
se fala. Em português, usamos três tempos verbais: presente, passado e futuro.

Os modos verbais, relacionados aos tempos verbais, destinam-se a atribuir expressões


de certeza, de possibilidade, de hipótese ou de ordem ao nosso discurso. Essas formas são
indicativo, subjuntivo e imperativo.

•• O modo indicativo possui seis tempos verbais: presente; pretérito perfeito; pretérito
imperfeito e; pretérito mais-que-perfeito; futuro do presente e futuro do pretérito.

•• O modo subjuntivo divide-se em três tempos verbais: presente, pretérito imperfeito e


futuro.

•• O modo imperativo apresenta-se no presente e pode ser afirmativo ou negativo.

6. Advérbio

É a classe gramatical das palavras que modificam um verbo, um adjetivo ou um outro advérbio.
É a palavra invariável que indica as circunstâncias em que ocorre a ação verbal.

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•• Alguns colegas chegam muito cedo.

•• Ele não estuda muito, mas acha que vai passar.

•• Ela é muito dedicada!

O advérbio pode ser representado por duas ou mais palavras: locução adverbial (à direita,
à esquerda, à frente, à vontade, em vão, por acaso, frente a frente, de maneira alguma, de
manhã, de súbito, de propósito, de repente...)

Lugar: longe, junto, acima, atrás…

Tempo: breve, cedo, já, dentro, ainda…

Modo: bem, mal, melhor, pior, devagar, (usa, muitas vezes, o sufixo – mente).

Negação: não, tampouco, absolutamente…

Dúvida: quiçá, talvez, provavelmente, possivelmente…

Intensidade: muito, pouco, bastante, mais, demais, tão…

Afirmação: sim, certamente, realmente, efetivamente…

7. Preposição

Preposição é uma palavra invariável que liga dois elementos da oração, subordinando o
segundo ao primeiro, ou seja, o regido ao regente..

Regência verbal: Enviaram todas informações ao cliente ontem.

Regência nominal: Esta rua fica parelela ao mercado.

Zambeli, quais são as preposições?


a – ante – até – após – com – contra – de – desde – em – entre – para – per – perante
– por – sem – sob – sobre – trás.

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ATA – Português – Prof. Carlos Zambeli

8. Conjunções

Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações ou dois termos semelhantes de uma
mesma oração.

As conjunções podem ser classificadas em coordenativas e subordinativas

Coordenadas – aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas, explicativas.

Subordinadas – concessivas, conformativas, causais, consecutivas, comparativas, condicionais,


temporais, finais, proporcionais.

QUE
Conjunção integrante ou pronome relativo?

•• A aluna que estuda disse que entende mais a matéria!

Exercício para fixar!

Classifique a classe gramatical destacadas na reportagem abaixo


“No final de (1) maio, Pernambuco se tornou o mais novo (2) Estado brasileiro (3) a proibir o
uso (4) de telefones celulares nas salas (5) de aula. A lei sancionada (6) no estado nordestino
(7) vai ao encontro de normas semelhantes (8) adotadas no Rio de Janeiro, Goiás, São Paulo,
entre (9) outros. Também em maio, uma (10) pesquisa publicada pela London School of Econo-
mics and Political Science (LSE) revelou que (11) as escolas britânicas que (12) baniram os (13)
celulares registraram um (14) aumento de 6% no desempenho de seus (15) alunos. Segundo o
estudo (16), os aparelhos seriam uma (17) causa de distração dos estudantes (18).”

1. _______________ 6. _______________ 11. ______________ 16. ______________


2. _______________ 7. _______________ 12. ______________ 17. ______________
3. _______________ 8. _______________ 13. ______________ 18. ______________
4. _______________ 9. _______________ 14. ______________
5. _______________ 10. ______________ 15. ______________

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Questões

1. (19329) ESAF – 2012 – PORTUGUÊS – Semântica e Vocabulário


Assinale a alternativa em que se sugerem sinônimos adequados para as palavras vulnerável (o
consumidor não fique vulnerável a esse tipo de invasão.) respeitosas (as práticas não são mui-
to respeitosas), e similares (Estamos vivendo os primórdios da publicidade móvel, e os mode-
los são muito similares aos da web), respectivamente.
a) passível – aviltantes – iguais
b) frágil – elogiosas – equivalentes
c) frágil – aviltantes – iguais
d) sensível – elogiosas – semelhantes
e) passível – reverentes – semelhantes

2. (38237) ESAF – 2010 – PORTUGUÊS – Semântica e Vocabulário


Em relação ao uso das estruturas linguísticas do texto, assinale a opção correta.
Nem sempre a abundância de um recurso
natural como o petróleo num país traz-lhe prosperidade.
A prosperidade dos países árabes mais
ricos pelo petróleo é discutível, se a gente não
5 olhar apenas os palácios e o exotismo árabes. A
chamada doença holandesa caracteriza a situação
de um país que, à mercê de novas riquezas,
acaba solapando a sua indústria. Mas o mais terrível,
como referência à maldição do petróleo, não
10 é a Holanda, é a Venezuela. E o Brasil, por que
não? Surfando nos ciclos do açúcar, do ouro e
do café, montamos um país desigual e atrasado,
ou como dizia Washington Luiz antes da época
da industrialização: “o Brasil é um país essencialmente
15 agrícola”, isto é, especializado em exportar
açúcar, café, cacau e tabaco.
Portanto, o pré-sal tanto pode ser uma fonte
de recursos que impulsionarão o Brasil para um
novo patamar de desenvolvimento e equidade
20 social ou algo mais parecido com o ciclo da canade-
açúcar, em que se consolidou uma sociedade
colonial injusta, atrasada e sem recursos que não
os cedidos pelas metrópoles. Tudo depende de
como o pré-sal vier a ser administrado.
(Pergentino Mendes de Almeida disponível em http://www.
correiocidadania.com.br/content/view/4881/9/, acesso em 29/10/2010)

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a) Prejudica-se a correção gramatical do período ao se substituir “traz-lhe”(ℓ. 2) por traz a ele.
b) A palavra “solapando”(ℓ.8) está sendo empregada com o sentido de impulsionando.
c) A palavra “equidade”(ℓ.19) está sendo empregada com o sentido de respeito à igualdade
de direitos, justiça social.
d) A palavra “Surfando”(ℓ.11) está sendo empregada com o sentido denotativo.
e) Prejudica-se a correção gramatical do período ao se substituir “vier a ser”(ℓ.24) por estiver
sendo.

3. (113223) ESAF – 2016 – PORTUGUÊS – Classes de Palavras (Morfologia) / Flexão Nominal e


Verbal
Leia o depoimento a seguir para responder à questão
Assinale a substituição proposta que causa erro de morfossintaxe no texto.
Há quase dois anos fui empossado técnico
administrativo na ANAC de São Paulo e estou muito
satisfeito de trabalhar lá. Nesse tempo já fui nomeado
para outros dois cargos na administração pública,
5. porém preferi ficar onde estou por diversos motivos,
profissionais e pessoais. Sinceramente, sou partidário
do “não se mexe em time que está ganhando”.
Trabalho na área administrativa junto com
outros técnicos e analistas, além de ser gestor
10. substituto do setor de transportes da ANAC/SP.
Tenho de analisar documentação, preparar processos
solicitando pagamentos mensais para empresas por
serviços prestados, verificar se os termos do contrato
estão sendo cumpridos, resolver alguns “pepinos” que
15. sempre aparecem ao longo do mês, além, é claro, de
efetuar trabalhos eventuais que surgem conforme a
demanda.
<http://wordpress.concurseirosolitario.com.br/o-cotidiano-de-umservidor
-publico> Acesso em: 17/12/2015 (com adaptações).
a) (l. 1) Há A
b) (l. 3) Nesse tempo Durante esse tempo
c) (l. 8) junto juntamente
d) (l. 11) Tenho de Tenho que
e) (l. 15) ao longo do mês no decorrer do mês

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Questões, poderá assistir ao vídeo da explicação do professor.

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Gabarito: 1. (19329) E 2. (38237) C 3. (113223) A

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Aula XX
Aula 2

SINTAXE DA ORAÇÃO

Frase: É o enunciado com sentido completo, capaz de fazer uma comunicação.

Na frase, é facultativo o uso do verbo.

Oração: É o enunciado com sentido que se estrutura com base em um verbo.

Período: É a oração composta por um ou mais verbos.

SUJEITO – é o ser da oração ou a quem o verbo se refere e sobre o qual se faz


uma declaração.

Que(m) é quê?

•• “Os fracos nunca podem perdoar.” (Gandhi)

•• “Bate outra vez, com esperanças, o meu coração.” (Cartola)

•• Discutiu-se esse assunto na aula de Português da Casa do Concurseiro.

Casos especiais

Sujeito indeterminado – quando não se quer ou não se pode identificar claramente a quem o
predicado da oração se refere. Observe que Há uma referência imprecisa ao sujeito. Ocorre:

a) Com o verbo na 3ª pessoa do plural, desde que o sujeito não tenha sido identificado
anteriormente.

•• “Perguntaram ao Dalai Lama:


– O que mais te surpreende na Humanidade?
E ele respondeu:
– Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para
recuperar a saúde.

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E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam
por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e
morrem como se nunca tivessem vivido.” (Dalai Lama)
b) com o verbo na 3ª p do singular (VI, VTI, VL) + SE

•• Necessita-se de mantimentos para os desabrigados.

•• Estuda-se em média 5h por dia.

•• “Fica-se muito louco quando apaixonado.” (Freud)

Inexistente (oração sem sujeito) – ocorre quando há verbos impessoais na


oração.

Fenômeno da natureza
•• Venta forte no litoral cearense!

•• Não deve chover nesta madrugada.

Haver – no sentido de existir, ocorrer, ou indicando tempo decorrido.


•• “Acredite, existem pessoas que não procuram beleza, mas sim coração.” (Cazuza)

•• “Se houver um general forte, não haverá soldados fracos.” (Provérbio Chinês)

•• Deve haver indícios de corrupção naquele setor.

•• Devem existir indícios de corrupção naquele setor.

Fazer – indicando temperatura, fenômeno da natureza, tempo.


•• Faz 35ºC em Fortaleza hoje.

•• Deve fazer 12ºC amanhã em Gramado.

•• Fez calor ontem na cidade.

•• “Ontem fez dez anos desde a última vez que eu te olhei nos olhos” (vanguart)

•• Está fazendo duas semanas que você fez o concurso.

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Sujeito oracional
•• “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã.” (legião)

•• É necessário que vocês estudem em casa.

•• Convém que todos sejam honestos sempre!

TRANSITIVIDADE VERBAL

1. Verbo intransitivo (VI) – verbo que não exige complemento.

•• “Você marcou na minha vida, viveu, morreu na minha história.” (Tim Maia)

•• “Ela partiu, partiu


E nunca mais voltou
Ela sumiu, sumiu
E nunca mais voltou. (Tim Maia)

2. Verbo transitivo direto (VTD) – verbo que precisa de complemento sem preposição.

•• “Já senti saudade


Já fiz muita coisa errada
Já pedi ajuda
Já dormi na rua” (Tim Maia)

•• “Por onde andei enquanto você me procurava?” (Nando Reis)

3. Verbo Transitivo Indireto (VTI) – verbo que precisa de complemento com preposição.

•• "Cuida de mim, enquanto não me esqueço de você" (Teatro Mágico)

•• Eu preciso acreditar por um instante em todos meus amigos.

4. Verbo Transitivo Direto e Indireto (VTDI) – Precisa de dois complementos. (OD e OI)

•• “Antes de dar comida a um mendigo, dá-lhe uma vara e ensina-lhe a pescar.”(Provérbio Chinês)

•• “São Jorge, por favor, me empresta o dragão.”(Djavan)

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5. Verbo de ligação (VL) – Não indicam ação. Esses verbos fazem a ligação entre dois
termos: o sujeito e suas características. Essas características são chamadas de predicativo do
sujeito.

•• “Eduardo e Mônica eram nada parecidos“ (legião)

•• “O meu prazer agora é risco de vida” (Cazuza)

ser, viver, acha, encontrar, fazer,


parecer, estar, continuar, ficar,
permanecer, andar, tornar, virar

ADJUNTO ADVERBIAL

É o termo da oração que indica uma circunstância (dando ideia de tempo, instrumento, lugar,
causa, dúvida, modo, intensidade, finalidade...). O adjunto adverbial é o termo que modifica o
sentido de um verbo, de um adjetivo, de um advérbio.

Advérbio X Adjunto Adverbial


Hoje nós entregamos a você um presente na nossa loja alegremente!

APOSTO X VOCATIVO

Aposto é um termo acessório da oração que se liga a um substantivo, tal como o adjunto
adnominal, mas que, no entanto, sempre aparecerá com a função de explicá-lo, aparecendo de
forma isolada por pontuação.
Vocativo é o único termo isolado dentro da oração, pois não se liga ao verbo nem ao nome.
Não faz parte do sujeito nem do predicado. A função do vocativo é chamar o receptor a que se
está dirigindo. É marcado por sinal de pontuação.

•• “A intenção, boa ou má, influencia diretamente nossa vida no futuro.” (Buda)

•• Nunca me esqueci disto: você me ajudou sempre!

•• “Vai, minha tristeza, e diz a ela que sem ela não pode ser.” (Vinícius de Moraes)

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ADJUNTO ADNOMINAL

Adjunto adnominal é o termo que caracteriza e/ou define um substantivo. As classes de


palavras que podem desempenhar a função de adjunto adnominal são adjetivos, artigos,
pronomes, numerais, locuções adjetivas. Portanto trata-se de um termo de valor adjetivo que
modificará o nome ao qual se refere.
•• Artigo – A esperança persiste!

•• Adjetivos – O rapaz ciumento deve ser o pior namorado!

•• Pronome – Algumas pessoas sofrem por amor.

•• Numeral – Dois apaixonados sempre se entendem.

•• Locução adjetiva – O ciúmes da moça prejudicou a relação!

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Questões

1. (76906) ESAF – 2014 – PORTUGUÊS – Sintaxe da Oração (Análise Sintática), Concordância


Nominal e Verbal
Em relação às estruturas linguísticas utilizadas no texto abaixo, assinale a opção correta.
1. O torcedor sabe quais seleções vão se enfrentar, e
onde serão as partidas da primeira fase da Copa no
Brasil. Turistas de variados recantos do planeta, de
vários continentes, devem aportar no nosso país.
5. O sorteio dos grupos marcou a aceleração do
calendário. As vendas dos ingressos foram reabertas,
e o entusiasmo dos brasileiros não deixou de ser
percebido. Apesar de casos pontuais, como a trágica
10. construção do estádio de abertura em São Paulo, os
palcos estão montados. O evento tem tudo para ser
um sucesso, com a adesão maciça do público, tanto
presencialmente quanto pela TV.
Assim como outros eventos esportivos de porte global,
a Copa é uma oportunidade fantástica para a cidadania
15. dar um salto no seu grau de exigência, com a reinvenção
dos serviços prestados à coletividade postos na vitrine
da mídia mundial.
(Adaptado do Jornal do Commercio ( PE), 22/12/2013)
a) Em “vão se enfrentar” (l.1) o “se” indica que o sujeito é indeterminado.
b) A substituição de “marcou” (l.5) por marcaram altera as relações semânticas do texto, mas
preserva sua correção gramatical.
c) Mantém-se a correção gramatical com a redação: Reabriu-se as vendas dos ingressos...(l.6).
d) O termo “Assim como” (l.13) introduz uma ideia de comparação entre Copa e outros
eventos não especificados no texto.
e) O emprego do sinal indicativo de crase em “à coletividade” (l.16) justifica-se pela regência
de “reinvenção”, que exige preposição “a”, e pela presença de artigo definido feminino
antes de “coletividade”.

2. (38262) ESAF – 2010 – PORTUGUÊS – Concordância Nominal e Verbal


Assinale a opção que corresponde a erro gramatical inserido no texto
Queiram governantes ou não, há temas que se impõe(1) às agendas dos países, sob o risco
de haver crises abissais(2). Por exemplo, se não forem feitos ajustes periódicos nas regras
previdenciárias, para adaptá-las(3) ao novo perfil demográfico da população, cuja tendência

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é o envelhecimento, as contas públicas serão tragadas por aposentadorias e pensões. A regra
vale para o mundo, não se trata(4) de algum peculiar desvio de caráter deste ou daquele
governo. Reformas como esta são politicamente difíceis, e por isso (5) costumam ser feitas em
momentos especiais, nas crises ou quando chega ao poder alguém com visão de prazo mais
longo e disposto a arriscar a popularidade em troca do lançamento de bases mais sólidas para
o país.
(O Globo, 27/7/2010, com adaptações)

a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5

3. (38277) ESAF – 2012 – PORTUGUÊS – Sintaxe da Oração (Análise Sintática)


Assinale a opção que analisa erradamente as relações sintáticas e semânticas do texto.
O professor sul-coreano Ha-Joon Chang, em seu excelente
livro Kicking Away the Ladder, publicado em
2002, analisa a estratégia de desenvolvimento dos
países industrializados a partir de uma perspectiva
5 histórica e demonstra que eles adotaram uma série de
medidas para proteger suas economias, até que essas
se consolidassem e estivessem aptas para enfrentar a
concorrência com outros países. No entanto, conclui
que os mesmos países que se industrializaram dessa
10 forma hoje impedem, unilateralmente ou por intermédio
das instituições multilaterais, que os países emergentes
apliquem as mesmas medidas para também proteger
suas economias até que elas estejam devidamente consolidadas
e preparadas para a competição no comércio
15 internacional.Ouseja,aochegaraotopo,ospaísesdesenvolvidos
“chutam” a escada que usaram, impedindo
aqueles que chegaram mais tarde de subir.
(Kjeld Jakobsen, “Comércio internacional e desenvolvimento – do GATT
à OMC: discurso e prática”, Fundação Perseu Abramo, 2005. http://
www.fpabramo.org.br/sites/default/files/Comercio_Internacional_e_
Desenvolvimento.pdf)

a) O termo “professor sul-coreano Ha-Joon Chang” é o sujeito gramatical dos predicados


“analisa...histórica” (l.3, 4 e 5), e “demonstra” (l.5) e “conclui” (l.8).
b) Constituem uma cadeia coesiva os termos “países industrializados” (l.4), “eles” (l.5) e “os
mesmos países” (l.9).
c) O demonstrativo “essas” (l.6) tem como referente “suas economias” (l.6) e é sujeito grama-
tical dos predicados “se consolidassem” e de “estivessem...países” (l.7 e 8).

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d) A expressão “dessa forma” (l.9 e 10) refere-se ao método de análise empregado pelo pro-
fessor Ha-Joon Chang para estudar a estratégia de desenvolvimento dos países industriali-
zados, baseado na perspectiva histórica.
e) O possessivo “suas” (l.13) refere-se a “países emergentes” (l.11), que, por sua vez, é o sujei-
to gramatical do predicado “apliquem as mesmas medidas” (l.12).

4. (38279) ESAF – 2012 – PORTUGUÊS – Sintaxe da Oração (Análise Sintática), Concordância


Nominal e Verbal
Marque a opção que completa com correção gramatical os espaços do texto.
De acordo com os dispositivos legais, a interposição fraudulenta pode ser defi nida como a
participação de terceiro agente em operação de comércio exterior e que tenha por objetivo
ocultar o real vendedor, comprador ou o sujeito responsável pela operação, praticada
........1......... fraude ou simulação.
Ainda de acordo com os dispositivos legais, para que se .........2......... a ocorrência da interposição
fraudulenta, é necessário que ........3....... indícios de que a origem, a disponibilidade e a
transferência dos recursos empregados na operação de comércio exterior não ..........4.............
comprovação.
(http://legiscenter.jusbrasil.com.br/noticias/2802769/interposicaofraudulenta- e-comercio-exterior)

a) 1-mediante; 2-presuma; 3-haja; 4-sejam passíveis de


b) 1-por meio de; 2-presumam; 3-haja; 4-seja possível à
c) 1-através de; 2-prezuma; 3-hajam; 4-possa servir de
d) 1-com; 2-prezumam; 3-existam; 4-sejam suscetíveis de
e) 1-com intervenção; 2-presuma; 3-exista; 4-sejam sujeitas à

5. (76917) ESAF – 2014 – PORTUGUÊS – Sintaxe da Oração (Análise Sintática), Concordância


Nominal e Verbal
Os trechos abaixo constituem um texto adaptado de http://www.portal2014.org.br/noticias.
Assinale a opção que foi transcrita de forma gramaticalmente incorreta.
a) A Embratur divulgou um estudo sobre o turismo na Copa do Mundo. A estimativa é que
brasileiros e estrangeiros gastem R$ 25,2 bilhões nos 30 dias da competição.
b) Segundo o relatório desenvolvido pela assessoria técnica da Embratur, os brasileiros
gastarão R$ 18,35 bilhões em suas viagens. Já os turistas estrangeiros vão desembolsar R$
6,85 bilhões. São esperados 600 mil pessoas do exterior.
c) Hospedagem, alimentação, transporte e compras fazem parte da conta final. Para chegar
ao número, a Embratur chegou ao gasto diário em cada uma das 12 cidades-sede. Brasília,
que receberá sete partidas, teve a maior cifra.
d) O valor total mobilizado na economia a partir das atividades do turismo é muito maior
e inclui todo o impacto indireto na cadeia produtiva: o restaurante vai demandar mais
verduras do feirante, o dono do hotel vai contratar mais bebidas do distribuidor, e assim
por diante.
e) Na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), estima-se que os turistas tenham desembolsado
R$ 660 milhões. Na Copa das Confederações, o valor teria chegado a R$ 321,79 milhões.

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6. (76926) ESAF – 2013 – PORTUGUÊS – Sintaxe da Oração (Análise Sintática), Concordância
Nominal e Verbal
Os trechos a seguir constituem um texto adaptado de O Globo de 7/6/2013. Assinale a opção
que foi transcrita com erro gramatical.
a) Para que a economia consiga trilhar por um caminho sustentável nos próximos anos, com
crescimento razoável, preços e contas externas sob controle, o país precisará incrementar
significativamente suas exportações.
b) Essa expansão dependerá de vários fatores, mas entre os principais está uma eficiente
estrutura portuária, pois é pelos terminais marítimos e fluviais que são movimentados
acerca de 90% das cargas do comércio exterior brasileiro.
c) O Brasil necessita tanto de terminais para carga geral, capazes de receber os navios gigantes
que chegam a transportar mais de cinco mil vagões de carga de uma vez, como de portos
que possibilitem o embarque de líquidos e sólidos.
d) É no agronegócio e na produção de minérios, petróleo e biocombustíveis que temos mais
possibilidades de exportar, pelas vantagens comparativas que o país ainda reúne nesses itens.
e) E tanto maior será a competitividade se houver portos adequados para embarque de
tais mercadorias, conjugados também a uma satisfatória rede de transportes rodoviária,
ferroviária, hidroviária e por dutos.

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Gabarito: 1. (76906) D 2. (38262) A 3. (38277) D 4. (38279) A 5. (76917) B 6. (76926) B

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Aula
Aula XX
3

CONCORDÂNCIA VERBAL

Regra geral – O verbo concorda com o núcleo do sujeito em número e pessoa.

•• “A renúncia progressiva dos instintos parece ser um dos fundamentos do desenvolvimento


da civilização humana.”(Freud) .

•• “As rosas não falam, simplesmente exalam o perfume que roubaram de ti.”(Cartola)

Regras especiais:

1. SE
a) Pronome apassivador – o verbo (VTD ou VTDI) concordará com o sujeito passivo.

•• Pegaram-se os ladrões ontem no aeroporto.

•• Bebem-se alguns vinhos antes do jantar.

•• Ontem se analisaram os documentos da CPI.

•• Não se ouviram os brados retumbantes!

•• Entregou-se o edital aos alunos durante o intervalo.

b) Índice de indeterminação do sujeito – o verbo (VL, VI ou VTI) não terá sujeito claro! Terá um
sujeito indeterminado.

•• Não se pensa em outras coisas durante a aula.

•• Necessita-se, na intervalor, de um bom café.

•• Obedece-se aos avisos no elevador.

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2. PRONOME DE TRATAMENTO
O verbo fica sempre na 3ª pessoa (= ele/ eles).

•• Vossa Excelência estava muito nervoso. Seu rosto estava vermelho!

3. HAVER – FAZER
“Haver” no sentido de “existir ou ocorrer” ou indicando “tempo” ficará na terceira pessoa do
singular. É impessoal, ou seja, não possui sujeito.
“Fazer” quando indica “tempo” ou “fenômenos da natureza” também é impessoal e deverá
ficar na terceira pessoa do singular.

•• Neste mês, há três bons concursos na minha cidade.

•• Está havendo ótimas análises nesta sala.

•• Faz 15 dias que vi essa aula no site do curso.

4. Expressões partitivas ou fracionárias – verbo no singular ou no plural


•• Três quintos do teste foi (foram) de questões objetivas.

•• Mais da metade dos professores utiliza (utilizam) o quadro-branco.

Complete as frases:
Complete as lacunas com o verbo entre parênteses, fazendo a concordância necessária.
a) Se _________ muitos aprovados, faltarão vagas. (haver) (pretérito perfeito)
b) Um terço dos candidatos _________ o fiasco do fiscal durante a prova do concurso. (ver)
c) _________ poucas vagas no curso de revisão. (restar) (pretérito perfeito)
d) _________ se todas as formulas do Excel. (decorar)
e) Já _________ 8 horas, e os portões continuam fechados. (ser)
f) _________se, ao longe, os gritos de alegria dos aprovados. (ouvir) (pretérito perfeito)
g) _________ 20 dias que espero a resposta. (fazer)
h) _________se de colegas que afirmam ter gabaritado a prova. (desconfiar)
i) Ainda _________ alguns meses para a prova. (faltar)
j) _________ notas dez na prova de língua portuguesa. (chover) (pretérito perfeito)
k) É preciso que se _________ aos filmes e que se _________ os jornais de domingo. (assistir
e ler – presente do subjuntivo)
l) A maioria dos candidatos _________ este conteúdo (adorar)

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m) Na aula, _________ técnicas novas. (empregar-se) (pretérito perfeito)


n) _________ havendo grandes progressos na aula de Língua Portuguesa. (estar)
o) _________, nas festas de hoje, músicas com letras bem “diferentes”. (ouvir+ se)
p) Convém que se _________ às regras do curso e que se _________ os compromissos.
(obedecer e cumprir – presente do subj.)

CONCORDÂNCIA NOMINAL

Regra geral
Os artigos, os pronomes, os numerais e os adjetivos concordam com o substantivo a que se
referem.

Casos especiais

1. Adjetivo + substantivos de gênero diferente: concordância com o termo mais próximo.

•• André Vieira percorreu tortuosos caminhos e veredas.

•• André Vieira percorreu tortuosas veredas e caminhos.

2. Substantivos de gêneros diferentes + adjetivo: concordância com o termo mais próximo


ou uso do masculino plural.

•• Ele tem pai e mãe estressados.

•• Ele tem pai e mãe estressada.

•• Ele tem mãe e pai estressados.

3. ANEXO

•• As planilhas estão anexas.

•• Os recibos anexos devem ser analisados.

4. SÓ

•• “Posso estar só, mas sou de todo mundo por eu ser só um.” (Marcelo Camelo)

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Observação:
A locução adverbial a sós é invariável.

5. MEIO

Meio = mais ou menos/ um pouco = adv.


•• A noiva está meio nervosa.

•• A aluna foi mal porque ficou meio tensa.

Meio = metade = adj.

•• Pedi meia porção de fritas e meia cerveja.

6. BASTANTE
Adjetivo = vários, muitos

Advérbio = muito, suficiente

•• Há bastantes pessoas insatisfeitas com o que ganham.

•• O time perdeu bastantes oportunidades para marcar.

•• Eles se amam bastante.

7. TODO, TODA – qualquer

TODO O , TODA A – inteiro

•• “Todo verbo é livre para ser direto ou indireto.”

•• Todo cidadão tem direito à educação.

•• “Todo o teu amor


Eu vi de longe
De longe, de longe
Dava pra sentir o teu perfume
Eu juro, eu juro” (Marcelo Camelo)

8. É BOM, É NECESSÁRIO, É PROIBIDO, É PERMITIDO

Com determinante = variável


Sem determinante = invariável
•• Vitamina C é bom para saúde.

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ATA – Português – Prof. Carlos Zambeli

•• É necessária aquela dica na véspera da prova.

•• Neste local, é proibido entrada de pessoas estranhas.

•• Neste local, é proibida a entrada de pessoas estranhas.

Outras palavras

Obrigado – Adj
Quite – Adj
Menos – Invariável
a) _________ alunos não acreditavam que existisse esse plural. (bastante)
b) Faz duas horas e _________ que ela chegou. (meio)
c) Considerei algumas observações _________ maldosas. (meio)
d) É _________ paciência com os alunos. (necessário)
e) São cada vez _________ os políticos confiáveis. (menos)
f) Decidiu-se que ficaria _________ à herdeira a posse dos bens. (assegurado)
g) Tiveram paciência e coragem __________(extraordinário)
h) Senhor Deputado, Vossa Excelência é muito _________ nesta comunidade. (estimado)
i) Em qualquer profissão, é _________ perseverança. (necessário)
j) Ficamos _________ com as mensalidades (quite)
k) _________ irão as primeiras conclusões. (anexo)
l) A professora chegou _________ atrasada. (meio)
m) _________ofensas foram proferidas durante a discussão. (bastante)
n) _________ atuação e êxito marcaram sua gestão. (decisivo)

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Questões

1. (76988) ESAF – 2012 – PORTUGUÊS – Concordância Nominal e Verbal


Assinale a opção em que o fragmento adaptado do Correio Braziliense, de 7 de agosto de 2012,
foi transcrito com erros gramaticais.
a) A caderneta de poupança vêm batendo recordes sucessivos de depósitos desde maio, jus-
tamente o mês da mudança no rendimento da aplicação promovido pelo governo para per-
mitir quedas mais acentuadas da taxa básica de juros.
b) Em julho, a captação líquida da poupança – diferença entre depósitos e retiradas – foi po-
sitiva em mais de 8 bilhões. É o melhor resultado para o mês de julho da série histórica do
Banco Central, iniciada em 1995.
c) Também é a melhor captação mensal desde dezembro de 2009. Em maio, o governo anun-
ciou mudança na remuneração da aplicação e os novos depósitos na poupança já foram
feitos dentro das novas regras.
d) Os rendimentos passaram a acompanhar a redução dos juros básicos da economia toda
vez que a taxa Selic atinge patamar igual ou inferior a 8,5% ao ano. Atualmente, a taxa Selic
está em 8% ao ano.
e) Essa mudança vale somente para depósitos feitos a partir de 4 de maio. A poupança, ao
contrário dos fundos de investimento, continua isenta do imposto de renda e não sofre a
cobrança da taxa de administração.

2. (79007) ESAF – 2012 – PORTUGUÊS – Concordância Nominal e Verbal


Assinale o segmento de texto que foi transcrito com total correção gramatical.
a) Na administração do Estado, em seus vários níveis, está presente o destino que se dão
aos impostos, que nada mais é do que bens privados transferidos obrigatoriamente para a
esfera estatal.
b) Logo, é normal que se coloque questões atinentes à moralidade na gestão desses recursos,
que devem – ou deveriam – estar destinados à melhoria das condições de vida dos
cidadãos.
c) Espetáculos de imoralidade de parte dos políticos e de seus partidos são percebidos como
desvios de recursos privados, que tiveram destinação eticamente indevida.
d) Não surpreende de que, em pesquisas de opinião sobre prefeitos, a honestidade, o ter
palavra, o cumprir promessas tenha surgido como qualidades requeridas do homem
público.
e) Ter princípios são considerados essenciais. Política sem valores equivale a um cheque em
branco dado a governantes e parlamentares no uso dos recursos públicos.

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3. (38263) ESAF – 2010 – PORTUGUÊS – Compreensão Gramatical do Texto, Concordância Nominal
e Verbal, Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais
Os trechos abaixo constituem um texto adaptado de O Estado de S. Paulo, de 26/7/2010.
Assinale a opção em que o trecho foi transcrito de forma gramaticalmente correta.
a) O que torna a questão muito mais grave é o fato de que, nas últimas décadas, as várias
ações colocadas em práticas pelos diferentes governos, sob diferentes regimes políticos,
não conseguiram evitar que os problemas da desigualdade e da pobreza se repetissem de
uma geração para a outra.
b) Apesar das melhoras dos últimos anos, o Brasil, na comparação com os demais países, têm
a terceira pior situação do mundo.
c) Um dos aspectos mais dramáticos do relatório do Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento (Pnud) sobre o nível de desenvolvimento humano dos países da América
Latina não é a confirmação de que, quanto à distribuição da renda, a região continua sendo
à mais desigual do planeta.
d) Imperam na região uma espécie de lei social perversa, por meio da qual, como diz o
documento do Pnud: “a desigualdade reproduz desigualdade, tanto por razões econômicas
como de economia política, e gera um acesso desigual ao sistema de representação política
e à possibilidade de se fazer ouvir”.
e) Os níveis de escolaridade ou de renda de uma geração está correlacionado com o da
geração anterior. É como se filho de pai pobre já nascessem condenados a viver na mesma
situação de seus ascendentes.

4. (38239) ESAF – 2010 – PORTUGUÊS Sintaxe da Oração (Análise Sintática), Concordância


Nominal e Verbal
Os trechos a seguir compõem um texto adaptado de Carlos Castilho (http://www.observatorio-
daimprensa.com.br/, acesso em 1/11/2010).
Assinale a opção em que o fragmento foi transcrito de forma gramaticalmente correta.
a) Ainda não é uma luz no fim do túnel, mas alguns estudiosos do jornalismo já começam a
vislumbrarem um novo horizonte para a atividade. E o que começa a surgir vai espantar
muita gente porque têm pouca coisa a ver com o que entendemos hoje por jornalismo.
b) O meio ambiente dos jornalistas deixará de lado as redações para situar-se nas comunidades,
pois eles vão atuar dentro de redes sociais digitais. Suas ferramentas principais não serão
mais o computador, mas os softwares de produção colaborativa e coletiva de narrativas
textuais, visuais, sonoras e interativas.
c) A tendência que certamente vai gerar mais polêmica é a que colocam o jornalismo não mais
como uma habilidade, segundo alguns, ou uma ciência, para outros, mas como uma função
social intimamente ligada ao papel que a Internet terá na sociedade dos próximos anos.
d) As chamadas mídias sociais, os softwares que viabilizam a circulação de informações
dentro das redes sociais digitais, já é uma grande fonte de notícias e a tendência é que
sua importância cresça ainda mais, na medida que a internet incluir cada vez mais pessoas.
Não é necessário ser nenhum especialista para perceber que as redes tende a ser o grande
manancial do conhecimento humano.
e) A produção colaborativa de notícias, na qual o público recolhe dados e fatos que são
processados em conjunto com jornalistas, já são vistas como a grande alternativa para
situações extremas como, por exemplo, a surgida pela divulgação de documentos secretos
sobre a guerra no Iraque pelo site Wikileaks.

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5. (81473) ESAF – 2010 – PORTUGUÊS – Concordância Nominal e Verbal, Tempos e Modos Verbais/
Verbos
As revoluções inglesas do século XVII foram, na verdade, marcos políticos importantes do
avanço de ideias libertárias e igualitárias. Deixaram como resultado um núcleo fundamental
de direitos individuais, os direitos civis, que foi sendo ampliado(a). As ideias de liberdade e
igualdade não se deteram (b), no entanto, no espaço individual, mas invadiram a esfera política.
O marco fundamental aqui foi(c) a criação e o funcionamento de instituições representativas.
A autoridade é, assim, necessária para a vida em sociedade, mas só será(d) legítima se fundada
no consentimento daqueles sobre os quais(e) é exercida.
(Roberto Freire, Vilma Figueiredo & Caetano de Araújo. Estado e
democracia. In: Contemporâneos do Futuro, p. 50-51, com adaptações)

O texto foi transcrito com erro gramatical em


a) a
b) b
c) c
d) d
e) e

6. (76936) ESAF – 2013 – PORTUGUÊS – Concordância Nominal e Verbal, Sintaxe do Período


(Coordenadas e Subordinadas / Nexos)
Costumamos achar que sabemos o que é o mundo
real, esse que vemos à nossa volta. Basta abrir
os olhos, apurar os ouvidos, e temos o retrato do
que é a realidade, baseado na nossa percepção
5 sensorial. Mas será que é só isso? Será que
o que vemos e ouvimos pode ser chamado de
realidade? Um dos aspectos mais extraordinários
da ciência é nos permitir ampliar a visão do real. E
um dos aspectos mais paradoxais é que, quanto
10 mais aprendemos sobre o mundo, menos clara
nos é a natureza da realidade.
(Gleiser, Marcelo. Sobre a realidade. In: Folha de S.Paulo, 13/6/13, adaptado).
a) Sem que se contrarie o sentido original do texto e a prescrição gramatical, as três orações
que iniciam o 2º período poderiam ser transformadas em apenas uma com a seguinte
estrutura: “Basta os olhos abertos, os ouvidos apurados”.
b) No segmento “do que é a realidade” (l.3 e 4), o termo “do” pode ser suprimido, desde que
inserida uma vírgula após a palavra “retrato”.
c) A supressão da expressão de realce “será que” (l.5), nas duas sentenças em está presente,
resultaria em prejuízo de natureza não só semântica, mas, principalmente, sintática.
d) A informação expressa no trecho “nos permitir ampliar a visão do real” (l.8) seria mantida
na íntegra, caso fosse estruturada das seguintes formas: “permitir que ampliemos a nossa
visão do real” e “permitir que se amplie a nossa visão do real”.
e) A oração “quanto mais aprendemos sobre o mundo” (l.9 e 10) estabelece relação de
comparação com a subsequente.

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7. (95223) ESAF – 2012 – PORTUGUÊS – Concordância Nominal e Verbal
O texto abaixo foi transcrito com adaptações. Assinale a opção que apresenta erro gramatical
ou de grafia de palavra que prejudica a coerência textual.
Constata-se(1) uma discrepância nas carteiras dos maiores detentores de dinheiro no mundo
rico: uma pequena fração, menos de 10%, está investida(2) nos países emergentes, que,
no entanto, já representa(3) mais de 50% do PIB global. Nesse cenário o Brasil continuará a
conviver com maciças(4) entradas de recursos, que devem manter o real ainda valorizado.
O governo precisa favorecer investimentos diretos e conter fluxos mais especulativos. É tolerável
desestimular a entrada de capital aventureiro, mas cumpre evitar exageros que afugentem (5)
o dinheiro bom.
(Editorial, Folha de S. Paulo, 25/3/2012)

a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5

8. (95233) ESAF – 2012 – PORTUGUÊS – Concordância Nominal e Verbal


Os trechos a seguir compõem um texto adaptado do Editorial de O Estado de S. Paulo de
29/3/2012.
Assinale a opção em que o fragmento foi transcrito de forma gramaticalmente incorreta.
a) Estão na lista, entre outros, projetos relativos a novas regras para licitações, a normas de li-
cenciamento ambiental, à redução da jornada de trabalho, ao fim da contribuição adicional
de 10% em caso de demissão injustificada, à regulamentação dos contratos de terceiriza-
ção e à condição das agências reguladoras.
b) Para os países da Europa em situação mais complicada, a superação dos problemas depen-
derá de ganhos consideráveis de produtividade e de reformas, em alguns casos dolorosas,
para desemperrar a economia. O desarranjo financeiro e fiscal foi apenas uma das conse-
quências de um desajuste mais amplo.
c) Para a Confederação Nacional da Indústria − CNI há alguns temas de maior importância
para consideração dos parlamentares. Essa pauta mínima inclui dezesseis projetos em tra-
mitação no Congresso, selecionados por seu elevado potencial de impacto positivo ou ne-
gativo na atividade empresarial.
d) Não se deve contemplar o Brasil como uma ilha de tranquilidade, de estabilidade, de equi-
líbrio, no meio da infindável crise internacional. A experiência europeia mostra os elevados
custos de se adiarem constantemente o enfrentamento dos problemas de competitivida-
de.
e) Alguns projetos tratam de questões tributárias. O documento da CNI aponta alguns que,
se aprovados, resultarão em maior tributação da atividade produtiva, agravando uma das
mais importantes desvantagens competitivas da indústria brasileira, e outros que trarão
benefícios. Nenhum deles, no entanto, tem a amplitude necessária a uma reforma efetiva
do sistema de impostos e contribuições.

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9. (95239) ESAF – 2012 – PORTUGUÊS – Concordância Nominal e Verbal


Assinale a opção correta a respeito das relações de concordância no texto.
A vida em um país nórdico, como a Finlândia, nos
faz refletir mais profundamente sobre a relação entre
liberdade, igualdade, autonomia e formatos sociais
que podem propiciar vidas mais plenas e felizes aos seus
5 cidadãos. Para alguém habituado a desigualdades,
uma sociedade igualitária, com amplo respeito pela vida
humana, excelentes índices de educação, burocracia
inteligente e serviços públicos voltados (de fato) para
melhorar a vida do cidadão, soa como um caminho
10 para a produção de seres humanos mais plenos e
sociedades mais inspiradoras. Talvez não seja assim.
Quando nos referimos à igualdade, não tratamos de
mera distribuição equitativa da renda. A igualdade e a
dignidade humana que uma sociedade pode produzir
15 referem-se à possibilidade de o cidadão ter condições
materiais e subjetivas à sua disposição, para que,
atendidas suas necessidades básicas e diárias de
bem-estar, ele se ocupe com questões outras que a
sobrevivência. Essas necessidades básicas de bem-
20 star incluem uma ilimitada oferta de bens públicos: de
excelentes creches, escolas, universidades, sistema de
saúde e previdência a todos, piscinas públicas, parques,
transporte confortável e excelente, seguro-desemprego
por tempo indefinido, licença maternidade de 10 meses,
25 muitas bibliotecas públicas…
No entanto, a Finlândia tornou-se uma sociedade tão
igualitária quanto apática. Pouco criativa, reproduz
o mundo com extrema facilidade, mas tem limitada
capacidade transformadora. A maioria de seus
30 educados cidadãos são seres pouquíssimo críticos:
questionam pouco a vida que levam e são fisicamente
contidos. E isso não parece ter forte relação com o
frio. É um acomodamento social, um respeito quase
inexorável pelas regras. Esse resultado não foi causado,
35 é evidente, pelo formato social igualitário. Em outros
termos, não foi a igualdade que deixou o país apático.
Ademais, sociedades desiguais podem ser tão ou mais
acríticas e reprodutoras. O ponto que nos intriga é que
a igualdade, o respeito e a dignidade dados a todos não
40 levaram à autonomia, ao pensamento criativo e crítico,
e a processos transformadores.
(Adaptado de Isabela Nogueira, Do bem-estar ao pensamento crítico:
um olhar sobre o norte, outubro 3, 2009 por Coletivo Crítica Econômica
http://criticaeconomica.wordpress.com/2009/10/03/ – acesso em 12/12/2011)

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a) A flexão de singular em “soa” (ℓ.9) justifica-se pela concordância com “uma sociedade
igualitária” (ℓ.6).
b) Na linha 3, a enumeração de vários elementos, “liberdade, igualdade, autonomia e
formatos sociais” justifica a flexão de plural em “podem”.
c) Devido ao uso do pronome “se”, o plural em “referem-se” (ℓ.15) é opcional: estaria
igualmente correto empregar o singular: refere-se.
d) Por se referir a “sociedades desiguais” (ℓ.37), o infinito em “podem ser” (ℓ.37) admitiria
também a flexão de plural, serem.
e) Na linha 39, o plural no pronome “todos” justifica a flexão de plural em “levaram”.

10. (76944) ESAF – 2013 – PORTUGUÊS – Concordância Nominal e Verbal


Assinale a opção que, ao completar a lacuna no fragmento abaixo, respeita as regras de concor-
dância do padrão de prestígio da língua portuguesa.
Somos muito individualistas. Os grandes problemas do Brasil são coletivos e ____(A)____ ação
de toda a sociedade. Assim _____(B)____ as conquistas da democracia, da estabilização eco-
nômica e da maior formalidade no trabalho da década passada. Ainda ____(C)____ questões
graves, como iniquidades na educação e no meio ambiente. O saneamento, por exemplo, ____
(D)____a chamada agenda ambiental verde e marrom, menos charmosa que a “agenda verde
pura”. Entretanto, vejo positivamente as chances de o Brasil ____(E)____ por meio de um ciclo
virtuoso de conquistas já obtidas e pela ampliação da nossa plataforma de políticas públicas.
(Adaptado da entrevista de Marcelo Neri. PLANETA, agosto de 2012.)

a) exige
b) aconteceu
c) faltam resolver
d) têm integrado
e) melhorar

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Acesse o link a seguir ou baixe um leitor QR Code em seu celular e fotografe o código
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Questões, poderá assistir ao vídeo da explicação do professor.

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Gabarito: 1. (76988) A 2. (79007) C 3. (38263) A 4. (38239) B 5. (81473) B 6. (76936) D 7.(95223) C 8. (95233) D 
9. (95239) A 10. (76944) E

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Aula
Aula XX
4

REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL

Antes de estudar esse assunto, lembre:


Transitivos diretos – exigem um complemento sem preposição, chamado de objeto direto.
•• Zambeli ganhou uma agenda nova.

Transitivos indiretos – exigem um complemento preposicionado, chamado de objeto indireto.

•• A cidade resistiu ao bombardeio.

Transitivos direto e indireto – exigem um objeto direto e um objetos indiretos.

•• Enviou um e-mail ao professor Zambeli!

DICA ZAMBELIANA:
•• As preposições que geralmente introduzem o objeto indiretos são: de, com, por ,
em, a, para.

•• No caso de você hesitar em classificar em verbo como transitivo direto ou indireto,


lembre-se de que SÓ os diretos têm passiva.

•• É bom lembrar que os pronomes oblíquos O, A, OS, AS funcionam como objeto


direto.

A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre os verbos e os termos que os
complementam (objetos diretos e objetos indiretos) ou as circunstâncias (adjuntos adverbiais).

Um verbo pode assumir valor semântico diferente com a simples mudança ou retirada de uma
preposição.

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Zambeli, o que eu preciso saber para compreender melhor este assunto?

Pronome Relativo
•• QUE:

Retoma pessoas ou coisas.


•• O filme que eu vi ontem no cinema merecia um prêmio.

•• “Revisamos com mais disposição uma disciplina em que acreditamos, com que
simpatizamos e em que acreditamos”

•• Essas são as pessoas de que você precisa para ser funcionário público.

•• QUEM:

Só retoma pessoas. Ele somente deve ser utilizado antecedido de preposição, inclusive
quando funcionar como objeto direto.
Teremos só uma possibilidade de o pronome quem não ser precedido de preposição:
quando funcionar como sujeito. Isso só ocorrerá, quando possuir o mesmo valor de o
que, a que, os que, as que, aquele que, aquela que, aqueles que, aquelas que.
•• Foi ela quem gabaritou Português. = Foi ela a que gabaritou Português.

•• A amiga em quem tu acreditas está ao seu lado.

•• O irmão de quem Pedro precisará não mora mais nesta casa.

•• O professor a quem abracei no concurso foi muito importante na minha vitória.

•• O QUAL:

Existe flexão de gênero e de número: OS QUAIS, A QUAL, O QUAL, AS QUAIS.


•• O médico pelo qual fomos assistidos é um dos envolvidos em fraude.

•• Este é o jogador ao qual sempre faço referência.

•• A prova à qual me refiro foi anulada.

•• CUJO:

Indica uma ideia de posse. Concorda sempre com o ser possuído.


•• A árvore cujos frutos são venenosos foi plantada perto da minha casa?

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•• O rapaz era um amigo de cujo nome não se lembra.

•• As pessoas em cujas dicas financeiras acreditei estão presas.

•• ONDE:

Só retoma lugar. Sinônimo de EM QUE.


•• Quero passar em uma cidade tranquila, onde possa ter bons momentos.

•• Vivemos uma época muito difícil, em que (na qual) a violência reina entre nós.

Principais verbos deste assunto:

Regência de alguns verbos:

1. Assistir
(A) = ver – é VTI.

•• Só a menina estava perto e assistiu a tudo estarrecida.


(B) = ajudar– é VTD.

•• Assistindo a criatura que morria, perdeu-lhe o ódio!

2. Esquecer / lembrar
(A) quando desacompanhados de pronome oblíquo, são VTD.

•• Esqueci aqueles cadernos.

•• Lembramos o problema.

(B) quando acompanhado de pronome oblíquo, são VTI.


•• Tu te esqueceste do compromisso.

•• Lembro-me daquela triste história!

3. Implicar
(A)= acarretar, causar – é VTD.
•• Várias crendices implicam comportamentos e gestos especiais para a passagem do ano.

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(B)= embirrar, ter implicância. É VTI.
•• Implicas pouco com teus colegas, né?

4. Pagar/perdoar
(A) Paga-se o que se deve. Perdoa-se alguma coisa.

•• O prefeito paga suas contas. Só perdoou a briga porque eram amigas!

(B) Paga-se a quem se deve. Perdoa-se a alguém.

•• Paguei o pão ao padeiro! (VTDI)

5. Preferir
Prefere-se A a B ( não “ mais A do que B”)
•• Prefiro leite a café.

•• Todos nós preferimos uma vida estável a uma vida tumultuada.

6. Querer
(A) VTD = no sentido de “desejar”

•• “ Eu quero uma casa no campo...”

(B) VTI = no sentido de “ gostar de, amar, querer bem”

•• Ele quer a seus colegas.

Regência nominal

É o nome da relação existente entre um substantivo, adjetivo ou advérbio transitivos e seu


respectivo complemento nominal. Essa relação é sempre intermediada por uma preposição.
Deve-se considerar que muitos nomes seguem exatamente a mesma regência dos verbos
correspondentes. Conhecer o regime de um verbo significa, nesses casos, conhecer o regime
dos nomes cognatos. Por exemplo, obedecer e os nomes correspondentes: todos regem
complementos introduzidos pela preposição a: obedecer a algo/a alguém; obediência a algo/a
alguém; obediente a algo/a alguém; obedientemente a algo/a alguém.

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admiração a, por horror a


atentado a, contra impaciência com
aversão a, para, por medo a, de
bacharel em, doutor em obediência a
capacidade de, para ojeriza a, por
devoção a, para com, por proeminência sobre
dúvida acerca de, em, sobre respeito a, com, para com, por

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Questões

1. (76888) ESAF – 2014 – PORTUGUÊS – Regência Nominal e Verbal, Sintaxe da Oração (Análise
Sintática)
Assinale a opção correta a respeito da justificativa para o uso da preposição a nas relações de
regência no texto.
A ideia é que todos que queiram participar
direcionem parte do valor devido ao Fundo
10. Municipal dos Direitos da Infância e Adolescência
(FMDCA) e assim participem da Campanha. A
doação, estabelecida pela Lei n. 8.069/90, é simples,
não traz ônus a quem colabora e os valores doados
são abatidos do imposto de renda devido.
15. O valor destinado ao Fundo Municipal dos Direitos
da Criança e do Adolescente, respeitados os limites
legais, é integralmente deduzido do IR devido na
declaração anual ou acrescido ao IR a restituir.
Quem quiser contribuir deve procurar um escritório
20. de contabilidade e solicitar que seu imposto de
renda seja destinado ao FMDCA de Chapadão do
Sul.
A doação pode ser dirigida a um projeto de escolha
do doador, desde que esteja inscrito no CMDCA-
25. Conselho Municipal de Direitos da Criança e do
Adolescente, que analisará e aprovará o repasse do
recurso e posteriormente fiscalizará sua execução.
(Adaptado de: <http://www.ocorreionews.com.br>. Acesso em: 19 mar. 2014.)

a) Em “ao Fundo Municipal...” (l. 9 a 11), é exigida pelo termo “devido” (l. 9).
b) Em “a quem” (l. 13) introduz um complemento do verbo trazer.
c) Em “ao Fundo Municipal...” (l. 15), é exigida pelo termo “valor” (l. 15).
d) Em “ao IR” (l.18), introduz um paralelo entre os complementos de “declaração anual”
(l.18).
e) Em "a um projeto" (l.23), introduz um complemento para o substantivo "doação" (l.23).

2. (81475) ESAF – 2010 – PORTUGUÊS – Concordância Nominal e Verbal, Regência Nominal e Verbal
A ideia de um Estado em ação implica ___(1)___heterogeneidade, a luta de poder e o conflito
de interesses mesmo dentro da burocracia estatal.
Logo, analisar o Estado em ação significa levar em conta sua dinâmica interna, a partir das ações
de diferentes sujeitos, ____(2)___ difícil recorrer, nesse nível, a modelos analíticos que ___(3)___
reduzam a um instrumento de classe, a gestor da ordem social, a promotor do desenvolvimento,
ou a qualquer outra concepção que _____(4)_____ os inevitáveis antagonismos, tanto do Estado
com a sociedade quanto internamente, ___(5)____ máquina estatal.

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Assinale a opção em que, na sequência, os termos preenchem corretamente as lacunas do
texto acima.
1-2-3-4-5
a) na torna lhe venha neutralizar na
b) a tornando-se o neutralize na
c) a tornando lhe neutralizam a
d) na tornando o neutralizam a
e) em tornando-se lhe neutralize a

3. (76935) ESAF – 2013 – PORTUGUÊS – Sintaxe da Oração (Análise Sintática), Vozes Verbais, Sin-
taxe do Período (Coordenadas e Subordinadas / Nexos), Regência Nominal e Verbal, Concor-
dância Nominal e Verbal
Em uma revista, Max Gehringer explicou a um leitor
que, em certas empresas, para produzir efeitos de
competência e modernidade, empregam-se muitas
expressões que, de fato, não significam nada, tais
5. como “vivenciar parâmetros holísticos”, “fatores
inerciais de natureza não técnica”. Excelente
exemplo de humor fundado no exagero do jargão
é apresentado por Carlos Queiroz Telles, em um
de seus livros: “Se não preservarmos já o meio
10.
ecorrenovável brasileiro, estarão condenados os
grupos autopreserváveis, e isso será o fim do
ciclo organoalternativo.” Forma mais sofisticada
de humor é a tradução de provérbios, na forma
de caricatura, como ilustra o trecho a seguir, de
15.
Millôr Fernandes: “Quando o sol está abaixo do
horizonte, a totalidade dos animais domésticos
da família dos felídeos são de cor mescla entre o
branco e o preto” para “De noite, todos os gatos
são pardos.”
(Possenti, Sírio. Humor, língua e discurso. São Paulo: Contexto, 2010, p. 70-77, adaptado).

Com relação a aspectos gramaticais do texto, assinale a opção correta.


a) Mantém-se a coesão textual no período que inicia o texto, ao se substituir o trecho “que,
em certas empresas, para produzir efeitos de competência e modernidade,” (l.2 e 3) por
“que certas empresas, para produzirem competência e modernidade”.
b) A oração “empregam-se muitas expressões” (l.3 e 4) poderia ser substituída corretamente
por “são empregadas bastantes expressões”.
c) A oração “Se não preservamos já o meio” (l.9) poderia ser substituída por “Se caso não
preservemos, já, o meio”, estrutura em que são enfatizados o conector, que expressa
condição, e, por meio do emprego de vírgulas, a palavra que denota tempo. .
d) Com igual correção, o trecho “e isso será o fim” (l.11) pode ser reescrito da seguinte forma:
“que acarretará na extinção”.
e) A forma verbal “são” (l.17), que concorda com o núcleo do sujeito da oração (“animais”),
poderia ser substituída por “é”, visto que, como faculta a norma gramatical, o verbo poderia
concordar com a palavra “totalidade”

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4. (76951) ESAF – 2013 – PORTUGUÊS – Sintaxe da Oração (Análise Sintática), Concordância


Nominal e Verbal, Regência Nominal e Verbal
A entidade estatal, para atender às suas finalidades,
necessita de dinheiro. O ingresso deste nos cofres
públicos caracteriza o que se denomina de entrada,
contudo esta não corresponde obrigatoriamente à
5. receita pública.
De fato, algumas entradas provisórias devem
ser, oportunamente, devolvidas, a exemplo das
cauções, das fianças, dos depósitos recolhidos
ao Tesouro etc. Já a receita pública é a entrada
10. que, integrando-se no patrimônio público sem
quaisquer reservas, condições ou correspondência
no passivo, vem acrescer o seu vulto, como
elemento novo e positivo. A entrada, destarte, é o
gênero de que a receita pública é uma espécie. As
15. receitas originárias resultam da atuação do Estado
na exploração de atividade econômica, como uma
empresa privada na busca do lucro. Embora o
exercício de tal atividade ocorra sob o regime de
direito privado, não há um total afastamento das
20. normas de direito público. Na verdade, as empresas
estatais não podem deixar de observar, no que a
elas se aplicar, os princípios gerais da atividade
econômica que estão dispostos no Capítulo I do
Título VII da Constituição Federal.
(Adaptado de Lucas Clemente de Brito Pereira http://jus.com.br/revista/texto/10256/nocoes-gerais-acerca-das-financas
publicas,acesso em 25/01/2013)

Assinale a opção correta a respeito do uso das estruturas linguísticas no texto.


a) Por se referir a um substantivo flexionado no plural, “entradas” (l.6), a expressão verbal
“devem ser” (l.6 – 7) admite como correto também o uso de deve serem.
b) O uso do pronome em “integrando-se” (l.10) indica que “a entrada” (l.9) constitui o agente
e, ao mesmo tempo, também o objeto de integrar.
c) Por ser de uso opcional, a omissão da preposição de, em “de que a receita” (l.14), manteria
corretas as relações sintático-semânticas entre os termos da oração.
d) Seria preservada a coerência entre os argumentos, mas o verbo haver deveria então ser
flexionado no plural, se em lugar de “total afastamento” (l.19) fosse usado o termo muitos
afastamentos.
e) A presença da preposição em “a elas” (l.21 – 22) é exigida pelo verbo aplicar; por isso sua
omissão provocaria erro gramatical.

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5. (76989) ESAF – 2012 – PORTUGUÊS – Regência Nominal e Verbal, Crase
Preservam-se a coerência entre os argumentos e a correção gramatical do texto ao fazer a
seguinte alteração em suas estruturas linguísticas.
Num período de alta inadimplência, juros mais
baixos e crescimento econômico desacelerado, o
lucro dos bancos perde fôlego. Embora os últimos
dados divulgados pelo Banco Central apontem uma
5. quebra no endividamento, as principais instituições
financeiras do País passaram a endurecer o jogo na
hora de conceder empréstimos. Mas, na outra ponta,
também começaram a procurar os correntistas para
renegociar as dívidas. A política recente do governo
10. de reduzir as taxas cobradas pelos bancos públicos,
que desencadeou o mesmo movimento de instituições
privadas, foi considerada o gatilho para a nova fase
de relacionamentos entre os consumidores e o setor.
O desafio dos bancos agora consiste em encontrar
15. novas métricas para avaliar o perfil dos clientes antes
de conceder empréstimos.
(Adaptado de IstoÉ, 15/8/2012)

a) Inserir a preposição de antes de “juros” (l.1) e antes de “crescimento”(l.2).


b) Acrescentar o sinal de crase no a antes de “endurecer”(l.6).
c) Retirar a preposição a de antes de “procurar” (l.8).
d) Inserir a preposição de antes de “que desencadeou” (l.11).
e) Retirar a preposição em de antes de “encontrar” (l.14).

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Gabarito: 1. (76888) B 2. (81475) B 3. (76935) B 4. (76951) E 5. (76989) A

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Aula XX
Aula 5

CRASE

Ocorre crase

•• Eles foram à praia no fim de semana. (A prep. + A artigo)

•• A aluna à qual me refiro é estudiosa. (A prep. + A do pronome relativo A Qual)

•• A minha blusa é semelhante à de Maria. (A prep. + A pronome demonstrativo)

•• Ele fez referência àquele aluno. (A prep. + A pronome demonstrativo Aquele)

Crase obrigatória

1. Antes de nomes femininos que admitem o artigo A ou As e quando o verbo pede


a preposição A.
•• Vamos à escola.

•• O menino não obedeceu à professora.

2. Na marcação das horas ou de partes do dia


•• Encontramo-nos à uma hora.

•• Chegaste às 15h.

•• Sairemos à tardinha.

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3. Nas locuções
à frente de, à espera de, às claras, à procura de, à noite, à tarde, à esquerda, à direita, às vezes,
às pressas, à medida que, à proporção que, à toa, à vontade, etc.

•• Às vezes, distraímo-nos.

•• Ele saiu às pressas.

•• À medida que uns entravam, outros saíam.

4. Com a letra A dos demonstrativos


•• Aquele: Refiro-me àquele rapaz.

•• Aquela: Dei as flores àquela moça!

•• Aquilo: Refiro-me àquilo que me contastes.

5. Crase com os pronomes relativos “que” e “qual”


•• A situação em que me encontro é igual À QUE suportaste.

Esta é a situação À QUAL aspiro.

Crase proibida

1. Diante de nomes masculinos


•• Ando sempre a pé.

•• Não sabemos andar a cavalo.

2. Antes de palavra feminina que não aceite artigo


•• Irás a Santa Catarina.

3. Diante de verbos
•• A mocinha pôs-se a chorar.

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4. Quando houver o A (singular) antes de palavra no plural


•• Não assistimos a cenas violentas.

5. Entre palavras repetidas: face a face, cara a cara, lado a lado, frente a frente, gota
a gota, etc
•• No altar eles ficaram lado a lado.

•• O médico recomendou-me tomar o remédio gota a gota.

6. Depois de preposição
•• Ontem compareci perante a banca examinadora.

7. Diante do artigo indefinido UMA


•• Levei o carro a uma oficina.

8. Antes da palavra casa, significando lar, residência, domicílio(próprio), terra,


tomada em sentido indeterminado e distância também tomada em sentido
indeterminado
•• Vou a casa buscar meus livros.

•• Os marinheiros voltaram a terra.

•• Vimos um carro a distância.

CRASE FACULTATIVA

1. Diante de um nome próprio feminino


•• Enviei um presente a/à Cláudia.

2. Após a preposição até


•• Cheguei até a /à rua.

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3. Diante dos pronomes possessivos femininos que estiverem no singular
•• Dirija-se a/à sua mãe.

No entanto, se o pronome possessivo feminino substituir um nome, a crase será


obrigatória.
•• Não me refiro a sua tia, mas à minha.

EXERCÍCIOS

1. Utilize o acento indicativo de crase, quando necessário.


a) Fez referência a alguém na plateia.

b) Estamos a espera de atendimento.

c) A matéria está sujeita a alterações.

d) A servidora gestante ficam garantidos todos os direitos trabalhistas.

e) Não temos direito a vale-transporte.

f) Ele se sentiu a vontade, falando as claras a respeito do crime.

g) Sempre que podia, ele se dirigia aquela cidade, a procura de sossego.

h) Neste ano, minha renda será inferior a que obtive no ano passado.

i) Servimos comida a quilo.

j) Não venderemos a prazo a partir de setembro.

l) Essa é a ponte que une preço a qualidade.

m) Os ataques a propriedade são quase tão deploráveis como os atentados a vida humana.

n) Não houve resistência a nossa idéia.

o) A loja estava as moscas quando chegamos, as quatro horas.

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Questões

1. (76975) ESAF – 2013 – PORTUGUÊS – Crase


Assinale a opção que completa corretamente a sequência de lacunas no texto abaixo.
Não é ruim ter um carro. Não sou inimigo do carro.
Eles são maravilhosos para viajar, sair ____ noite.
Mas ____ um conflito terrível pelo espaço da cidade que causa um dano ____ qualidade de
vida. Se querem ter um carro, tudo bem, mas para tê-lo deveriam pagar muitos impostos pelo
uso, não pela sua posse. Como cobrar pelo uso? Com pedágios, impostos sobre a gasolina,
estacionamentos. ____ mobilidade e os engarrafamentos são dois problemas distintos que se
resolvem de maneiras distintas.
(Adaptado da entrevista de Enrique Peñalosa, urbanista e ex-prefeito de

Bogotá, a Ricardo Ampudia. Vida Simples, setembro 2012, edição 122)

a) a–a–à–A
b) à – há – à – A
c) à – a – à – Há
d) à – há – a – Há
e) a – há – a – À

2. (38258) ESAF – 2010 – PORTUGUÊS – Crase


Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas do texto.
De todo navio que aporta no país são exigidos, em média, 112 documentos, com __1__
obrigatoriedade de serem fornecidas 935 informações. É um calhamaço de formulários com
diversas vias __2__ serem remetidas__3__ órgãos diferentes e em duplicidade. Apenas no porto
de Santos, o maior do país, __4__ burocracia exige, por ano, o preenchimento de 3.773.800
folhas, 17,4 toneladas de papel, segundo estimativa do Serviço Federal de Processamento de
Dados (Serpro). Por ser de navio que qualquer país faz __5__ maior parte das exportações
e importações, conclui-se que__6__ burocracia é poderoso entrave ao comércio exterior
brasileiro.
(O Globo, 27/7/2010, com adaptações)

a) 1-à; 2-a; 3-à; 4-à; 5-a; 6-a


b) 1-a; 2-à; 3-a; 4-à; 5-à; 6-a
c) 1-à; 2-à; 3-a; 4-a; 5-à; 6-a
d) 1-a; 2-a; 3-à; 4-à; 5-a; 6-à
e) 1-a; 2-a; 3-a; 4-a; 5-a; 6-a

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3. (38243) ESAF – 2010 – PORTUGUÊS – Crase
Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas do texto.
O IBGE divulgou a Síntese de Indicadores Sociais 2010. Os dados concernentes __1__ educação
no Brasil são estarrecedores. Em 2009, 14,8% dos jovens de 15 a 17 anos se encontravam
fora da escola. E 32,8% daqueles que tinham entre 18 e 24 anos deixaram os estudos sem
completar o ensino médio. Por que nossos jovens abandonam __2__ escola? Os principais
fatores são __3__ falta de recursos para pagar os estudos e o reduzido número de escolas
públicas; o desinteresse; __4__ constante repetência, provocada por pedagogias ultrapassadas,
desmotivação e frequente ausência de professores; __5__ difi culdade de transporte e __6__
necessidade de ingressar precocemente no mercado de trabalho.
(Frei Betto, disponível em http://www.correiocidadania.com.br/content/
view/5145/55/, acesso em 28/10/2010)
a) 1 – à; 2 – à; 3 – à; 4 – a; 5 – a; 6 – a
b) 1 – à; 2 – a; 3 – a; 4 – a; 5 – a; 6 – a
c) 1 – a; 2 – a; 3 – a; 4 – à; 5 – à; 6 – à
d) 1 – a; 2 – à; 3 – a; 4 – à; 5 – a; 6 – a
e) 1 – à; 2 – à; 3 – à; 4 – a; 5 – à; 6 – à

4. (38282) ESAF – 2012 – PORTUGUÊS – Crase


Assinale a opção que completa corretamente as lacunas do texto.
Há países que recorreram ......1...... avaliação dos preços internacionais por se considerarem
prejudicados no comércio internacional. Chegaram ........2........... conclusão de que seus
fornecedores estavam praticando preços "injustamente baixos” e passaram .....3....... praticar
taxas adicionais .......4......... tarifas de importação com o objetivo de inibir ........5.........
importações.
a) à – à – a – às – as
b) à – a – à – as – às
c) a – à – à – às – às
d) a – à – a – às – as
e) a – a – a – as – às

5. (76910) ESAF – 2014 – PORTUGUÊS – Concordância Nominal e Verbal, Crase


Os trechos a seguir constituem um texto adaptado do Editorial do jornal Zero Hora (RS), de
31/12/2013. Assinale o segmento transcrito de forma gramaticalmente correta.
a) O momento é mais do que apropriado para o avanço tecnológico. Neste 2014, o Brasil
promoverá a sua segunda Copa do Mundo e terá eleições presidenciais. As atenções do
planeta estaram voltadas para os brasileiros.
b) Receberemos delegações de todos os continentes e teremos a oportunidade de mostrar,
na prática, se o nosso país está mesmo preparado para saltar da condição de emergente
para à de desenvolvido.
c) Vale o mesmo para o teste de democracia cujo promete ser o pleito de outubro, ocasião
em que o país escolherá seus governantes para os próximos quatro anos.

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ATA – Português – Prof. Carlos Zambeli

d) Tanto os gastos com o mundial de futebol quanto o comportamento dos políticos foram
fortemente questionados nas manifestações de junho, quando multidões saíram às ruas
para protestar e pedir reformas.
e) Tais movimentos, vale lembrar, teve origem exatamente nesta nova forma de comunicação
proporcionada pelas redes sociais e pelos avanços tecnológicos.

6. (81507) ESAF – 2010 – PORTUGUÊS – Crase, Sintaxe do Período (Coordenadas e Subordinadas /


Nexos), Classes de Palavras (Morfologia) / Flexão Nominal e Verbal
Com base na norma gramatical da língua escrita, analise as propostas de alteração do texto
abaixo e, a seguir, assinale a opção incorreta.
A civilização industrial leva à concentração de poder
e ao declínio da liberdade individual, mas, ao mesmo
tempo, liberta os homens das piores formas de servidão,
do peso do trabalho alienante, tornando possível
5. imaginar um mundo de homens livres que conseguirão
a “liberdade do impulso criativo” – este é o verdadeiro
objetivo da reconstrução social. Por meio do aumento
dos padrões de conforto e acesso à informação, essa
civilização cria condições favoráveis para desa_ ar
10. radicalmente os velhos laços de autoridade.

a) No trecho “à concentração de poder e ao declínio da liberdade individual” (l.1 e 2),


substituir “à” por “a” e suprimir “ao”.
b) Substituir o trecho “tornando possível imaginar” (l.4 e 5) por “no qual possibilita
imaginarem-se”.
c) Substituir o segmento “um mundo de homens livres que conseguirão” (l.5) por “um mundo
cujos homens livres conquistarão”.
d) Na linha 9, inserir o adjetivo “industrial” após o substantivo “civilização”.
e) Substituir o segmento “para desafiar” (l.9) por “para que se desafiem”.

7. (81526) ESAF – 2010 – PORTUGUÊS – Ortografia, Crase, Concordância Nominal e Verbal


Avalie os seguintes itens para um período sintático que dê continuidade coerente e
gramaticalmente correta ao texto.
I – Desse modo, o bem-estar da sociedade brasileira está a merce dos ventos que conduzirão à
essas providências rápidas.

II – Assim, tratam-se de aspectos multifacetados, com influências recíprocas em nível de


exigirem enfrentamento complexo e inteligente.

III – O resultado final desse enfrentamento, portanto, é provavelmente positivo para a sociedade
e, mais particularmente, para o setor de trabalho.

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O efeito da supervalorização cambial sobre a indústria
atinge muito mais fortemente os níveis da produção
e do emprego que os demais setores. Essa é uma
situação que precisa ser repensada. É claro que não
5. se trata de um problema simples, que se resolva com
providências rápidas, pois exige medidas que às vezes
podem ser classifi cadas como heterodoxas. Mas tem de
ser enfrentado com coragem e inteligência. Não pode
ser deixado ao sabor dos ventos, pois os custos virão
10.
no seu devido tempo, como nossa trajetória econômica
bem mostra. Também não podemos deixar nos envolver
por uma falácia que diz que qualquer desvalorização
resulta em diminuição do bem-estar da sociedade
brasileira. É verdade que, quando a taxa de câmbio
15.
desvaloriza, há uma redução do salário real. É preciso
acrescentar, no entanto, que se reduz o salário real e se
aumenta o nível geral do desemprego.
(Adaptado de Antonio Delfi m Neto, Fábrica de desemprego.
CartaCapital, 16 de setembro de 2009
a) Apenas I é adequado.
b) Apenas II é adequado.
c) Apenas III é adequado.
d) Apenas I e II são adequados.
e) Apenas II e III são adequados.

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Gabarito: 1. (76975) B 2. (38258) E 3. (38243) B 4. (38282) A 5. (76910) D 6. (81507) B 7. (81526) C

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Aula
Aula XX
6

SINTAXE DO PERÍODO: COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO

As conjunções podem ser classificadas em:

Coordenativas: ligam orações independentes, ou seja, que possuem sentido


completo.

1. aditivas: expressam ideia de adição, soma, acréscimo.

São elas: e, nem, não só... mas também, mas ainda, etc.

•• A corrupção atinge todas as camadas da sociedade e incide em alguns comportamentos.

•• “De repente, a dor de esperar terminou, e o amor veio enfim.” (Tim Maia)

•• Não estudei Português, nem cheguei perto de Constitucional ainda.

2. adversativas: expressam ideia de oposição, contraste.

São elas: mas, porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto, não obstante, etc.

•• “Hoje não tem boca pra se beijar, não tem alma pra se lavar, não tem vida pra se viver, mas
tem dinheiro pra se contar”. (Criolo)

•• “As muito feias que me perdoem, mas beleza é fundamental.” (Vinícius de Moraes)

3. alternativas: expressam ideia de alternância ou exclusão.

São elas; ou, ou... ou, ora... ora, quer... quer, etc.

•• “Toda ação humana, quer se torne positiva, quer negativa, precisa depender de motivação.”
(Dalai Lama)

•• Ora estuda com disposição, ora dorme em cima das apostilas.

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4. conclusivas: expressam ideia de conclusão ou uma ideia consequente do que se disse
antes. São elas: logo, portanto, por isso, por conseguinte, assim, de modo que, em vista
disso, então, pois (depois do verbo), etc.

•• “Meu bem, eu não suporto mais você longe de mim, por isso eu corro demais.” (Roberto Carlos)

•• “Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama
amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.” (Dalai Lama)

5. explicativas: a segunda oração apresenta a explicação sobre a razão do que se afirmou na


primeira oração. São elas: pois, porque, que.
•• “Tem vez que as coisas pesam mais do que a gente acha que pode aguentar. Nessa hora,
fique firme, pois tudo isso logo vai passar.” (Jeneci)

•• “Socorro! Alguém me dê um coração, que esse já não bate e nem apanha.” (Arnaldo Antunes)

•• Edgar devia estar nervoso, porque não parava de gritar na aula.

Subordinativas: ligam orações dependentes, de sentido incomple-


to, a uma oração principal que lhe completa o sentido. Podem ser ad-
verbiais, substantivas e adjetivas. Neste caso, estudaremos as con-
junções que introduzem as orações subordinadas adverbiais.

1. causais: expressam ideia de causa, motivo ou a razão do fato expresso na oração principal.

São elas: porque, porquanto, posto que, visto que, já que, uma vez que, como, etc.
•• “O amor é isso. Não prende, não aperta, não sufoca, porque, quando vira nó, já deixou de
ser laço.” (Mário Quintana)

•• “Que eu possa me dizer do amor (que tive): que não seja imortal, posto que é chama.

•• Mas que seja infinito enquanto dure. “ (Vinícius de Moraes)

2. comparativas: estabelecem uma comparação com o elemento da oração principal. São


elas: como, que (precedido de “mais”, de “menos”, de “tão” ), etc.
•• “O destino, como os dramaturgos, não anuncia as peripécias nem o desfecho.” (Machado de Assis)

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•• “Quem não sabe se controlar é tão sem defesa como uma cidade sem muralhas.” (Provérbio popular)

3. condicionais: expressam ideia de condição ou hipótese para que o fato da oração principal
aconteça. São elas: se, caso, exceto se, a menos que, salvo se, contanto que, desde que, etc.

“Se tu me amas, ama-me baixinho


Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres, enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...” (Mário Quintana)

•• “Se o amor é fantasia, eu me encontro ultimamente em pleno carnaval.” (Vinícius de Moraes)

4. consecutivas: expressam ideia de consequência ou efeito do fato expresso na oração


principal. São elas: que (precedido de termo que indica intensidade: tão, tal, tanto, etc.), de
modo que, de sorte que, de maneira que, etc.

•• “Eu te amo, Maria, eu te amo tanto que o meu peito me dói como em doença.” (Vinícius de Moraes)

•• “Ninguém é assim tão velho que não acredite que poderá viver por mais um ano.” (Cícero)

5. conformativas: expressam ideia de conformidade ou acordo em relação a um fato expresso


na oração principal. São elas: conforme, segundo, consoante, como.

•• Segundo apontam os noticiários, a corrupção não é só no meio político do país.

•• Como chegamos a acreditar, algumas pessoas cometem pequenos atos infracionais.

6. concessivas: expressam ideia de que algo que se esperava que acontecesse, contrariamente
às expectativas, não acontece. São elas: embora, conquanto, ainda que, se bem que,
mesmo que, apesar de que, etc.

•• “Mesmo sem te ver, acho até que estou indo bem.” (Renato Russo)

•• “É sempre amor, mesmo que acabe


Com ela e aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou.” (Bidê ou Balde)

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7. finais: expressam ideia de finalidade. São elas: a fim de que, para que, que, etc.

•• “Você vai rir, sem perceber,


Felicidade é só questão de ser.
Quando chover, deixar molhar
para que receba o sol quando voltar “ (Marcelo Jeneci)

•• As questões devem ser feitas para que todos revisem a matéria.

8. proporcionais: expressam ideia de proporção, simultaneidade. São elas: à medida que, à


proporção que, ao passo que, etc.

•• À medida que o tempo passava, mais ele queria o celular!

9. integrantes: introduzem uma oração que integra ou completa o sentido do que foi expresso
na oração principal. São elas: que, se.
•• “Não vou dizer que foi ruim
Também não foi tão bom assim
Não imagine que te quero mal
Apenas não te quero mais.” (Lulu Santos)

10. temporais: expressam anterioridade, simultaneidade, posteridade relativas ao que vem


expresso na oração principal. São elas: quando, enquanto, assim que, desde que, logo que,
depois que, antes que, sempre que, etc.
“E João não conseguiu o que queria,
Quando veio pra Brasília, com o diabo ter.
Ele queria era falar pro presidente
Pra ajudar toda essa gente que só faz sofrer (Renato Russo)

“Enquanto houver você do outro lado, aqui do outro eu consigo me orientar.” (Teatro Mágico)

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Questões

1. (76927) ESAF – 2013 – PORTUGUÊS – Sintaxe da Oração (Análise Sintática), Pontuação


Em relação às estruturas linguísticas do texto a seguir, assinale a opção correta.
Aspiradores de pó, liquidificadores, espremedores
e batedeiras, aquecedores e secadores de cabelo
consumidos no Brasil já não são produzidos pela
indústria local, e, sim, importados, em especial, do
5. Sudeste Asiático e da China, segundo a Associação
Brasileira da Indústria Eletroeletrônica (Abinee). Mas é
ocioso lamentar a perda de mercado ou pleitear medidas
protecionistas para a indústria local, como fazem seus
representantes nos gabinetes de Brasília, pois o principal
10.
problema é o custo de produzir aqui, mais oneroso
do que na maioria dos países concorrentes, deixando o
produto local fora do mercado internacional.
Na China, além de mão de obra barata, tributação
módica, infraestrutura adequada, uma logística de
15.
alto nível permite o embarque e o desembarque de
mercadorias em portos modernos, com custos razoáveis
e muito mais eficiência do que no Brasil. O mesmo
acontece em outros países voltados para a exportação.
Isso faz toda a diferença.
(O Estado de S. Paulo, 18/6/2013).

a) As vírgulas das linhas 1 e 2 justificam-se porque isolam elementos de mesma função


sintática componentes de uma enumeração.
b) Ao se substituir o termo “Mas” (l.6) por Todavia, Entretanto ou Contudo prejudica-se a
correção gramatical e alteram-se as informações originais do período.
c) A substituição de “pois” (l.9) por “porquanto” altera as informações originais do período.
d) A forma verbal “fazem” (l.8) está no plural porque concorda com “medidas protecionistas”
(l.7 e l.8).
e) Prejudica-se a correção gramatical dos períodos ao se eliminar o termo “do” em “do que”
nas suas duas ocorrências (l.11 e l.17).

2. (76925) ESAF – 2013 – PORTUGUÊS – Sintaxe da Oração (Análise Sintática), Sintaxe do Período
(Coordenadas e Subordinadas / Nexos)
Assinale a opção que justifica corretamente o fato de o segmento grifado estar entre vírgulas.
Lucio Costa concebeu Brasília como civitas e como urbs — a cidade tem um duplo caráter.
Por um lado, é a cidade do poder, dos símbolos, das representações, das cerimônias (civitas);
por outro, a cidade secular da vida cotidiana dos habitantes (urbs). E ele não concebeu a
Esplanada como uma “pura” civitas. Alguns não sabem que há no projeto uma clara indicação
de um edifício baixo, conectando os blocos ministeriais entre si, que abrigaria serviços diversos.

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Nunca foi feito. Noutras palavras, o arquiteto também trazia serviços da vida cotidiana para o
coração da civitas. Lucio Costa tinha por referência afetiva as cidades europeias, continentais
ou inglesas. E, nelas, sagrado e secular, uso cotidiano e excepcional misturam-se para definir
alguns dos espaços urbanos mais fortes da história.
(Sagrado e profano, Frederico de Holanda, Correio Braziliense, 17/6/2013, com adaptações).

O segmento grifado é
a) aposto.
b) adjunto adverbial. .
c) oração de natureza restritiva.
d) oração reduzida de gerúndio de natureza explicativa.
e) oração principal intercalada no período entre outras orações

3. (95213) ESAF – 2012 – PORTUGUÊS Pontuação


Assinale a opção em que o preenchimento da lacuna com o conectivo abaixo resulta em erro
gramatical ou incoerência textual no seguinte fragmento.
A dívida pública brasileira é uma velha herança.____(A)_____aumentou consideravelmente
nos anos 80, ____(B)_____ os juros internacionais subiram muito. Mais de 40 países foram
arrastados pela crise da dívida, a partir de 1982. ____(C)____ seus governos foram capazes de
reorganizar as contas públicas e de reduzir o peso da dívida. ____(D)____o Brasil continuou
prisioneiro do endividamento inflado naquele período e, além disso, permitiu o aumento
de seu peso nos anos seguintes. ____(E)____, a carga tributária brasileira é maior que a de
todos ou quase todos os países emergentes e até mais pesada que a de algumas economias
avançadas, como os EUA e o Japão.
(Adaptado de O Estado de São Paulo, Notas & Informações. 21 de abril de 2012)

a) Portanto
b) quando
c) Porém
d) Mas
e) No entanto

4. (76981) ESAF – 2013 – PORTUGUÊS – Sintaxe do Período (Coordenadas e Subordinadas / Nexos)


Ônibus lotados, alguns em péssimo estado,
engarrafamentos, demora em chegar ao local
desejado. A péssima qualidade do transporte
coletivo é um problema que atinge muitas capitais
5. brasileiras. Para especialistas em planejamento
urbano, o crescimento desordenado pode
ser apontado como o responsável por essa
situação. Isso gera uma fragmentação de
espaços que exige que as pessoas façam longos
10.
deslocamentos. Consequentemente, a maioria
das grandes cidades hoje no Brasil, por terem
essa característica, geram esses problemas de

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congestionamentos e transporte públicos lotados.


Resolver estes problemas é alguns dos grandes
15. desafios dos prefeitos nas médias e grandes
cidades. Cabe a eles garantir a mobilidade das
pessoas nos lugares onde elas vivem. O transporte
público coletivo é responsabilidade das prefeituras
e o usuário espera que funcione.
(Adaptado de http://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2012/08/veja-o-papeldas-prefeituras-quanto-aos-problemas-do-
transporte-coletivo.html, acesso em 4/12/2012)

Assinale a estrutura sintática que, no texto, tem valor significativo de causa.


a) “demora em chegar ao local desejado” (l.2 e 3)
b) “que atinge muitas capitais brasileiras.” (l. 4 e 5)
c) “pode ser apontado como o responsável por essa situação.” (l.6, 7 e 8)
d) “que as pessoas façam longos deslocamentos.” (l.9 e 10)
e) “por terem essa característica” (l.11 e 12)

5. (81465) ESAF – 2010 – PORTUGUÊS – Sintaxe do Período (Coordenadas e Subordinadas / Nexos)


Durante muito tempo, a tributação foi vista apenas
como um instrumento de receita do Estado.
Apesar desta missão ser, por si só, relevante, na
medida em que garante os recursos fi nanceiros
5. para que o Poder Público bem exerça seu mister,
a verdade é que, pouco a pouco, descobriu-se
outra faceta não menos importante na tributação.
Atualmente, com a predominância do modelo do
Estado Social, a despeito dos fortes movimentos
10. no sentido do ressurgimento do liberalismo, não
se pode abrir mão do uso dos tributos como
eficazes instrumentos de política e de atuação
estatal, nas mais diversas áreas, sobretudo na
social e na econômica. Deve ser ressaltado que a
15. política tributária, embora consista em instrumento
de arrecadação tributária, necessariamente
não precisa resultar em imposição. O governo
pode fazer política tributária utilizando-se de
mecanismos fi scais através de incentivos fi scais,
20. de isenções, entre outros mecanismos que devem
ser considerados com o objetivo de conter o
aumento da arrecadação de tributos.

(Maria de Fátima Ribeiro & Natália Paludetto Gesteiro, A busca da cidadania fi scal no desenvolvimento econômico: função
social do tributo. http://www.diritto.it/archivio – acesso em 3/6/2010, com adaptações)

Assinale a expressão do texto que, no desenvolvimento da argumentação, é usada com valor


de causa.

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a) “como um instrumento de receita do Estado”(ℓ.2).
b) “como efi cazes instrumentos de política”(ℓ.11 e 12).
c) “com a predominância do modelo do Estado Social”(ℓ.8 e 9).
d) “utilizando-se de mecanismos fi scais”(ℓ.18 e 19).
e) “com o objetivo de conter o aumento da arrecadação”(ℓ.21 e 22).

6. (81507) ESAF – 2010 – PORTUGUÊS – Crase, Sintaxe do Período (Coordenadas e Subordinadas /


Nexos), Classes de Palavras (Morfologia) / Flexão Nominal e Verbal
Com base na norma gramatical da língua escrita, analise as propostas de alteração do texto
abaixo e, a seguir, assinale a opção incorreta.
A civilização industrial leva à concentração de poder
e ao declínio da liberdade individual, mas, ao mesmo
tempo, liberta os homens das piores formas de servidão,
do peso do trabalho alienante, tornando possível
5. imaginar um mundo de homens livres que conseguirão
a “liberdade do impulso criativo” – este é o verdadeiro
objetivo da reconstrução social. Por meio do aumento
dos padrões de conforto e acesso à informação, essa
civilização cria condições favoráveis para desa_ ar
10 radicalmente os velhos laços de autoridade.
a) No trecho “à concentração de poder e ao declínio da liberdade individual” (l.1 e 2),
substituir “à” por “a” e suprimir “ao”.
b) Substituir o trecho “tornando possível imaginar” (l.4 e 5) por “no qual possibilita
imaginarem-se”.
c) Substituir o segmento “um mundo de homens livres que conseguirão” (l.5) por “um mundo
cujos homens livres conquistarão”.
d) Na linha 9, inserir o adjetivo “industrial” após o substantivo “civilização”.
e) Substituir o segmento “para desafiar” (l.9) por “para que se desafiem”.

7. (38252) ESAF – 2010 – PORTUGUÊS – Semântica e Vocabulário, Pontuação, Sintaxe do Período


(Coordenadas e Subordinadas / Nexos)
Em relação às estruturas gramaticais do texto, assinale a opção correta.
Passada a fase aguda da crise financeira que
eclodiu em setembro de 2008, o governo tomou
algumas medidas para melhorar o consumo
interno: desoneração tributária, maior crédito
5. pessoal e diminuição do compulsório. Isso facilitou
as compras para as pessoas físicas. Como
as emergentes classes C e D estavam sendo
incorporadas ao consumo, elas foram às compras
com volúpia, adquirindo a chamada linha branca
10. (geladeira, máquina de lavar roupa e microondas).
As viagens ao exterior (US$ 1 bilhão em
julho) também colaboraram com o endividamento
familiar.

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O endividamento reflete os bons resultados da


15. economia brasileira, como a elevação do emprego
formal, da massa de rendimentos e do crédito.
Contudo, a intenção de consumir das famílias
segue em alta, depois do Dia dos Namorados e da
Copa do Mundo. Até certo ponto, isso é bom, mas
20. todo o cuidado é pouco para evitar o rompimento
da capacidade para quitar as dívidas.
(O Estado de Minas, 29/7/2010.)

a) A palavra “volúpia” (ℓ.9) está sendo empregada com o sentido de prazer excessivo.
b) O emprego de sinal de dois pontos após “interno” (ℓ.4) justifica-se por inserir uma citação
de outro texto.
c) A palavra “eclodiu” (ℓ.2) está sendo empregada com o sentido de se intensificou.
d) O termo “como” (ℓ.15) confere ao período a noção de comparação entre “elevação do
emprego formal” e “massa de rendimentos”.
e) A conjunção “Contudo” (ℓ.17) confere ao período a noção de condição.

8. (113227) ESAF – 2016 – PORTUGUÊS – Sintaxe do Período (Coordenadas e Subordinadas /


Nexos)
Leia o texto a seguir para responder à questão
A expressão sublinhada em “Já que estou escrevendo esse artigo, sobrevivi” tem sentido de
a) conformidade.
b) conclusão.
c) causa.
d) dedução.
e) condição.

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Gabarito: 1. (76927) A 2. (76925) D 3. (95213) A 4. (76981) E 5. (81465) C 6. (81507) B 7. (38252) A 8. (113227) C

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Aula XX
7

PONTUAÇÃO

Emprego da vírgula

Na ordem direta da oração (sujeito + verbo + complemento(s) + adjunto adverbial), NÃO use
vírgula entre os termos. Isso só ocorrerá ao se deslocarem o predicativo ou o adjunto adverbial.
•• “Não boto bomba em banca de jornal.” (Renato Russo)

•• Os jornais informaram aos leitores os últimos concursos.

Dica zambeliana = Não se separam por vírgula:

•• predicado de sujeito = Ocorrem, alguns protestos no centro!

•• objeto de verbo = Enviamos, ao grupo, todas as questões.

•• adjunto adnominal de nome = A questão, de Português, está comentada no site!

Entre os termos da oração

1. para separar itens de uma série (Enumeração)

•• “O que era sonho se tornou realidade de pouco em pouco a gente foi erguendo o nosso

próprio trem, nossa Jerusalém, nosso mundo, nosso carrossel.” (Jeneci)

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•• Hoje, enfrentamos muitos problemas. Alguns criados por nós em consequência de diferen-
ças ideológicas, religiosas, raciais, econômicas.

2. para assinalar supressão de um verbo.


•• Ela almeja aprovação; eu, nomeação.

3. para separar o adjunto adverbial deslocado.


•• “No meio do caminho, tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho.”
(Carlos Drummond de Andrade)

•• “Na centralização administrativa, o Estado atua diretamente por meio de seus órgãos, ou
seja, das unidades que são meras repartições interiores de sua pessoa e que, por isso, dele
não se distinguem”.

•• A mentira é, muita vezes, tão involuntária como a respiração. (Machado de Assis)

Obs.: Se o adjunto adverbial for pequeno, a utilização da vírgula não é necessária, a não ser que
se queira enfatizar a informação nele contida.

•• “Hoje eu tenho uma proposta: a gente se embola e perde a linha a noite toda.” (Ludmilla)

4. para separar o aposto.


•• “Pois eu vou fazer uma prece prá Deus, nosso Senhor, prá chuva parar de molhar o meu
divino amor...” (Jorge Ben)

•• O FGTS, conta vinculada ou poupança forçada, é um direito dos trabalhadores rurais e


urbanos que está expresso no artigo 7º da Constituição Federal, a Carta Magna.

5. para separar o vocativo.


•• “É, morena, tá tudo bem, sereno é quem tem a paz de estar em par com Deus.” (Marcelo Camelo)

6. para separar expressões explicativas, retificativas, continuativas, conclusivas ou


enfáticas (aliás, além disso, com efeito, enfim, isto é, em suma, ou seja, ou melhor,
por exemplo, etc).
•• “A vida, enfim, vivida de manhã quando tenho você.” (Vanguart)

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•• Com efeito, o caminho de um concurseiro é longo e árduo. Por exemplo, grande parte do seu
tempo livre é dedicada a estudos, ou seja, a vida social pode ficar um pouco comprometida,
ou melhor, abandonada. Além disso, é necessário disciplina e esforço, mas, enfim, vale a
pena: o concurseiro pode alcançar estabilidade financeira, isto é, jamais conhecer a palavra
desemprego, em suma, o sonho de todos.

Entre as orações

1. para separar orações coordenadas assindéticas.

•• ” O girino é o peixinho do sapo, o silêncio é o começo do papo, o bigode é a antena do gato,

o cavalo é o pasto do carrapato, o cabrito é o cordeiro da cabra, o pescoço é a barriga da

cobra.” (Arnaldo Antunes)

•• “Não fique pela metade, vá em frente, minha amiga, destrua a razão desse beco sem saída.”
(Engenheiros do Hawaii)

2. As orações coordenadas devem sempre ser separadas por vírgula. Orações


coordenadas são as que indicam adição (e, nem, mas também), alternância (ou, ou ...
ou, ora ... ora), adversidade (mas, porém, contudo...), conclusão (logo, portanto...) e
explicação (porque, pois).
•• Estudar para concursos é coisa sérias entretanto as pessoas, muitas vezes, levam na
brincadeira.

•• Estou sem celular, portanto não estarei respondendo no whats!

3. para separar orações coordenadas sindéticas ligadas por “e”, desde que os
sujeitos sejam diferentes.
•• “De repente, a dor de esperar terminou, e o amor veio enfim.” (Tim Maia)

•• “A verdadeira felicidade é impossível sem verdadeira saúde, e a verdadeira saúde é


impossível sem um rigoroso controle da gula.” (Mahatma Gandhi)

4. para separar orações adverbiais, especialmente quando forem longas.


•• Em determinado momento, todos se retiraram, apesar de não terem terminado a prova.

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•• “A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida.” (Vinícius de Moraes)

5. para separar orações adverbiais antepostas à principal ou intercaladas, tanto


desenvolvidas quanto reduzidas.
•• Como não tinha muito tempo para estudar em casa, aproveitava bem a aula.

•• Começaremos, assim que todos os alunos chegarem, a trabalhar.

6. Orações subordinadas adjetivas


Podem ser:
a) Restritivas – delimitam o sentido do substantivo antecedente (sem vírgula). Encerram uma
qualidade que não é inerente ao substantivo.

•• “Com a chuva molhando o seu corpo lindo que eu vou abraçar”. (Jorge Ben)

•• “E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam
escutar a música.” (Friedrich Nietzsche)

•• “ Eu tenho meus amigos que só aparecem quando eu bebo.” (Vanguart)

b) Explicativas – explicações ou afirmações adicionais ao antecedente já definido plenamente


(com vírgula). Encerram uma qualidade inerente ao substantivo.

•• O Decreto nº 1.171/1994, que aprova o Código de Ética Profissional do servidor público civil
do Poder Executivo Federal, determina que a função pública deve ser tida como exercício
profissional e, portanto, se integra na vida particular de cada servidor público.

•• Os alunos, que são esforçados, conseguem obter um bom resultado nos concursos.

•• As mulheres, que lidam com muitas coisas ao mesmo tempo, desenvolvem proveitosas
habilidades.

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Emprego do Ponto-e-Vírgula

1. para separar orações que contenham várias enumerações já separadas por vírgula
ou que encerrem comparações e contrastes.

•• “Há cinco coisas neste mundo que ninguém pode realizar: primeira, evitar a velhice,
quando se está envelhecendo; segunda, evitar a doença, quando o corpo é predisposto à
enfermidade; terceira, não morrer quando o corpo deve morrer; quarta, negar a dissolução,
quando, de fato, há a dissolução do corpo; quinta, negar a extinção, quando tudo deve
extinguir-se.” (Buda)

•• “Deus, para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor; o Diabo, invejoso, fez o homem
confundir fé com religião e amor com casamento.” (Machado de Assis)

2. para separar orações em que as conjunções adversativas ou conclusivas estejam


deslocadas.
•• “A carne é boa; não creio, porém, que valha a de um camundongo, mas camundongo é que
não há aqui.” (Machado de Assis)

•• Vamos terminar este namoro; considere-se, portanto, livre deste compromisso.

3. para alongar a pausa de conjunções adversativas (mas, porém, contudo, todavia,


entretanto, etc.), substituindo, assim, a vírgula.
•• Gostaria de estudar hoje; todavia, só chegarei perto dos livros amanhã.

Emprego dos Dois-Pontos

1. para anunciar uma citação.


•• Já dizia Freud: “Poderíamos ser melhores, se não quiséssemos ser tão bons.”

2. para anunciar uma enumeração, um aposto, uma explicação, uma consequência


ou um esclarecimento.
•• “O uísque é o melhor amigo do homem: é um cachorro engarrafado.” (Vinícius de Moraes)

•• Os alunos vieram à aula e trouxeram algumas coisas: apostila, canetas e muita vontade.

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Questões

1. (76908) ESAF – 2014 – PORTUGUÊS – Pontuação


As vírgulas
É neste admirável e desconcertante mundo novo que
se encontram os desafios da modernidade, a mudança
de paradigmas culturais, a substituição de atividades
profissionais, as transformações em diversas áreas do
conhecimento e os contrastes cada vez mais acentuados
entre as gerações de seres humanos.
(Adaptado de Zero Hora (RS), 31/12/2013)

a) isolam elementos de mesma função sintática componentes de uma enumeração.


b) separam termos que funcionam como apostos.
c) isolam adjuntos adverbiais deslocados de sua posição tradicional.
d) separam orações coordenadas assindéticas.
e) isolam orações intercaladas na oração principal.

2. (76943) ESAF – 2013 – PORTUGUÊS – Pontuação


Assinale a opção em que foram plenamente atendidas as regras de emprego de sinais de
pontuação nos trechos adaptados da obra Humor, língua e discurso, de Sírio Possenti.
a) Há um traço discursivo marcante de nosso tempo, que merece investigação mais detalhada.
Diria que se trata de um processo de eufemização. Suponho que esteja relacionado de
alguma forma, ao ambiente cultural relativista, que desconfia de qualquer realismo, seja
epistemológico (quem pode garantir a mais mísera verdade sobre o mundo, se é que ele
existe?), seja ético (quem sabe o que é certo ou errado?). ”.
b) O exagero dessa posição consiste em sustentar que a própria realidade não existe. Tudo
seria efeito de discurso. Gente bastante sem compromisso ri à socapa, em bares e em
salas de aula, ou em artigos eruditos das posições antiquadas dos realistas. É que em geral,
esses “modernos” são também apolíticos, o que sempre significa que fazem a política
conservadora dominante.
c) O fenômeno tem várias facetas: das que se tornaram mais ou menos sólidas, a mais antiga
talvez seja a luta (ou a moda da luta) pela linguagem politicamente correta. Para falar de
coisas e de pessoas, não se pode mais usar os termos tradicionais. Em seu lugar, entram os
substitutos “limpos”: em vez de negro, afrodescendente; em vez de prostitutas, prestadoras
de serviços sexuais; velhos não são mais velhos, mas pertencentes ao grupo da terceira
idade, quando não são da melhor idade.
d) Palavras que designam pessoas afetadas por certas doenças engrossam a lista: não há
mais aidéticos, somente soropositivos, também não há mais surdos; mas portadores
de deficiência auditiva; não há mais impotência, mas disfunção erétil; nem presos, só
apenados; e os meninos presos, na Fundação Casa são jovens em conflito com a lei.

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e) O eufemismo é uma figura de linguagem clássica, portanto o fenômeno não é novo. De
fato, especialmente para evitar termos tabus sempre se enunciaram palavras atenuadoras.
Em vez de morrer, os parentes falecem, ou faltam. Ao lado do eufemismo, os jargões,
principalmente os dos especialistas, dos intelectuais ganharam destaque. Para os médicos,
as pessoas não só não morrem, elas, sequer falecem. Nem faltam. Elas “vão a óbito

3. (79001) ESAF – 2012 – PORTUGUÊS – Pontuação, Sintaxe do Período (Coordenadas e


Subordinadas / Nexos), Semântica e Vocabulário
No momento, o ministro das Comunicações trabalha
em medidas para reduzir custos na telefonia e nas
telecomunicações. Ele usa o conhecido – e correto –
argumento de que o corte de impostos, ao reduzir o
5. custo final para o usuário, aumenta o consumo; logo,
o faturamento das empresas. E, portanto, repõe, num
segundo momento, a receita tributária inicialmente
perdida.
A visão do ministro para o corte de tributos nas
10. comunicações pode ser estendida a toda a
economia, envergada sob o peso de uma fatura de
impostos na faixa dos 36% do PIB, a mais elevada
entre as economias emergentes, no mesmo nível de
países europeus, em que os serviços públicos têm
15. uma qualidade muito superior à dos oferecidos pelo
Estado brasileiro.
(Hora de ampla desoneração tributária. Editorial, O Globo, 5/6/2012, com adaptação.
http://arquivoetc.blogspot.com.br/2012/06/hora-de-ampla-desoneracaotributaria.html)

Assinale a proposição correta a respeito de elementos linguísticos do texto e de sentidos nele


depreensíveis.
a) Prejudica-se a correção gramatical do período ao se substituir os travessões (l.3) por
vírgulas.
b) Há relação de “causa e conseqüência” na sequência destas três idéias do texto: “o corte
de impostos reduz o custo final para o consumidor”, “o consumo aumenta”, “aumenta o
faturamento das empresas”.
c) Substituindo-se “envergada”(l.11) por soterrada ou subterrada, palavras já aglutinadas
com o prefixo so- e sub-, torna-se dispensável o emprego da preposição “sob” na frase.
d) Por estarem subentendidas, é correto explicitar as palavras que estão no corpo da frase das
linhas 13 e 14, que vai ficar assim: ... as economias emergentes, que estão no mesmo nível
de países europeus...
e) Confere-se maior concisão à frase “superior à dos oferecidos pelo Estado brasileiro”, sem
prejuízo da correção gramatical, se ela for reescrita assim: superior aos oferecidos pelo
Estado brasileiro.

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ATA – Português – Prof. Carlos Zambeli

4. (79020) ESAF – 2012 – PORTUGUÊS – Pontuação


Assinale a opção correta a respeito do uso da vírgula no texto.
Junto à inadiável reforma, os países que já concentram
um número considerável de gente no topo da
pirâmide etária deveriam começar a refletir também
sobre mecanismos bem concretos para estimular a
5. permanência desse grupo no mercado de trabalho.
Refiro-me, basicamente, a incentivos de ordem
fiscal, que podem ser concedidos, por exemplo, aos
empregadores que contratem funcionários mais velhos.
Se estes continuarem em atividade, não apenas
10. deixarão de impactar negativamente as finanças
públicas como permanecerão pagando impostos e
produzindo riqueza. No final, isso é bem vindo aos
cofres do governo, à economia do país como um todo e
também às poupanças de cada um.
(Adaptado de Ronald Lee, Fazer mais com menos braços. Entrevista à Veja, 30 de maio de 2012)

a) Por se tratar de pontuação facultativa, com a função de enfatizar as ideias do texto, a


retirada da vírgula depois de “reforma” (l.1) preservaria a correção e a coerência textuais.
b) Para que sejam respeitadas as normas de pontuação da língua portuguesa, deve ser
inserida uma vírgula depois de “etária” (l.3).
c) Apesar de alterar as relações semânticas do texto, a omissão da vírgula depois de “fiscal”
(l.7) também respeitaria as regras de pontuação e preservaria a coerência da argumentação.
d) Como marca a finalização de uma oração, a vírgula depois de “atividade” (l.9) admite a
substituição pelo ponto e vírgula, sem prejudicar a correção do texto.
e) No contexto sintático em que é usada, as regras de pontuação admitem como correta a
substituição da vírgula depois de “governo” (l.13), para separar termos de uma enumeração.

5. (79023) ESAF – 2012 – PORTUGUÊS – Ortografia, Pontuação


Assinale o trecho em que a transcrição do texto adaptado do jornal Correio Braziliense, de 7 de
agosto de 2012, desrespeita as regras gramaticais no uso das estruturas linguísticas.
a) Ao mesmo tempo em que os analistas do mercado financeiro elevam a perspectiva para
a inflação este ano, eles trabalham cada vez mais com a possibilidade de queda para o
Produto Interno Bruto (PIB) e também para a taxa de juros básica da economia.
b) A principal razão para isso é que o setor industrial não dá mostras de que vai reagir,
revertendo a tendência de queda na atividade. Pela décima semana consecutiva, os
analistas vêm revendo para baixo as expectativas de desempenho da indústria brasileira.
c) De acordo com o relatório Focus, a média das estimativas para o ano passou de uma
contração na atividade no setor industrial de 0,44% para uma queda maior, de 0,69%. Com
isso, as expectativas para o PIB, que já vinham diminuindo, caíram mais ainda.
d) Segue também em queda, segundo os analistas do mercado financeiro, a previsão para a
taxa básica de juros. Agora, segundo a pesquisa Focus, a taxa Selic deve chegar a 7,25% no
final do ano.

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e) Até à semana passada, a estimativa que prevalescia era de que o ciclo de redução da Selic
pararia em 7,5%. Atualmente a taxa está em 8%. Com a mudança o mercado financeiro
passa a trabalhar com a perspectiva de que o Banco Central reduza a taxa mais duas vezes.

6. (76959) ESAF – 2013 – PORTUGUÊS – Pontuação


Assinale a alternativa correta quanto à pontuação.
Na Ata do Copom divulgada em janeiro, o Banco
Central passou o recado de que o problema da
economia brasileira não é falta de consumo; é
falta de oferta, que não se resolve com mais
5. afrouxamento monetário (política de juros). Antes
de verificar quais políticas podem ser acionadas
pelo governo para garantir um PIB mais alentado
em 2013 e 2014, é preciso sublinhar que o Banco
Central se recusa a desempenhar dupla função: a
10. de combater a inflação e, ao mesmo tempo, a de
garantir o aumento do emprego e da produção. E
isso contraria o que têm pedido setores importantes
do governo federal.
(Adaptado de Celso Ming. Estadão, 26 de janeiro de 2013 http://blogs.estadao.com.br/celso-ming, acesso em 26/1/2013)

a) Apesar da possibilidade de uma pausa na leitura, seriam desrespeitadas as regras de


pontuação ao se inserir uma vírgula depois de “Copom” (l.1).
b) Para reforçar o termo “política de juros” (l.5), o desenvolvimento textual admite a retirada
dos sinais de parênteses, inserindo-se um sinal de ponto e vírgula depois de “monetário”
(l.5).
c) A coerência entre os argumentos admite deslocar a vírgula depois de “2014” (l.8) para
depois de “alentado” (l.7).
d) O sinal de dois pontos depois de “função” (l.9) introduz uma explicação; por isso equivale
às expressões isto é, ou quais sejam, entre vírgulas.
e) A substituição do ponto depois de “produção” (l.11) pelo sinal de ponto e vírgula, com
alteração da letra inicial maiúscula para minúscula, violaria as relações semânticas do texto
e provocaria erro gramatical.

7. (81499) ESAF – 2010 PORTUGUÊS – Semântica e Vocabulário, Pontuação, Elementos


Referenciais, Sintaxe do Período (Coordenadas e Subordinadas / Nexos)
A década de 1980 foi o marco do surgimento de
um novo ator social nos países ricos: o novo-pobre
(nouveau-pauvre). Corolário do desmoronamento do
sistema de proteção social, em um quadro agravado
5 pela revolução tecnológica, que automatizou o
sistema produtivo sem gerar novos postos de
trabalho, esse novo personagem vai materializar
uma inesperada e imprevisível reprodução, no
mundo desenvolvido, do problema da desigualdade
10 social, tão comum no terceiro mundo.

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ATA – Português – Prof. Carlos Zambeli

O novo-pobre é, cada vez mais, a expressão do


fenômeno da exclusão social. Não é mais um
indivíduo que está à margem, mas, sim, fora do
sistema econômico e social prevalente. Não tem
15. acesso ao mercado de trabalho (nem mesmo
informal), não tem perspectiva de engajamento
(independentemente de seu grau de quali_ cação
pro_ ssional) e, cada vez mais, vai _ cando de fora
dos mecanismos de proteção social do moribundo
20. welfare state.
No caso da periferia, o fenômeno global da
emergência do novo-pobre, deserdado do
neoliberalismo, soma-se ao histórico problema
da pobreza. Os velhos-pobres, em países como
25. o Brasil, são atores presentes na formação da
sociedade nacional desde seus primórdios. O que
se apresenta como fato novo é a constatação de
que estes últimos caíram dos patamares da pobreza
para os da miséria. E isso é tão evidente como tão
30. mais urbana foi-se tornando a sociedade.
(Marcel Bursztyn. “Da pobreza à miséria, da miséria à exclusão: o caso das populações de rua”. In: No meio da rua: nômades,
excluídos e viradores. Org.: Marcel Bursztyn. Rio de Janeiro: Garamond, 2000, p.34-35, adaptado).

Assinale a opção correta acerca do vocabulário e de aspectos gramaticais do texto.


a) No texto, a palavra “Corolário” (l.3) significa “consequência necessária, ou continuação
natural”.
b) A vírgula foi empregada após a expressão “revolução tecnológica” (l.5) para isolar oração
restritiva, subsequente.
c) O termo “Corolário do desmoronamento do sistema de proteção social” (l. 3 e 4) refere-se
à expressão “uma inesperada e imprevisível reprodução” (l.8).
d) Por expressar concessão, a oração “sem gerar novos postos de trabalho” (l. 6 e 7) poderia
assumir a seguinteforma: apesar de não ter gerado novos postos de trabalho.
e) Considerando-se o período em que está inserida e sua função adjetiva, a oração “que está à
margem” (l.13) tem natureza apositiva.

8. (81517) ESAF – 2010 – PORTUGUÊS – Pontuação


Assinale o trecho em que foram plenamente atendidas as regras de emprego dos sinais de
pontuação.
a) Na linguagem de hoje, a palavra “provedor” evoca mais facilmente um serviço do mundo
virtual do que o homem que, sozinho, sustentava materialmente sua família. É que saiu
do ar esse provedor que, até recentemente, ocupava não só a cabeceira da mesa, mas
também um lugar de indiscutível poder na família.
b) Na metade do século XX, introduziu-se no espírito das mulheres, uma ideia subversiva:
a identidade e a liberdade passavam pela independência econômica em face do homem
provedor.

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c) Nos anos 90, quando as grandes transformações econômicas, a globalização e a
reestruturação das empresas com supressão de empregos, tornaram precário e inseguro o
salário dos homens, as mulheres aumentaram seu investimento no mercado de trabalho.
d) Para as mulheres, o trabalho remunerado já não representava somente uma escolha de a_
rmação de identidade ou de realização pessoal em algum campo profissional. Ele tornou-
se uma necessidade. Homens e mulheres passaram a somar salários, única maneira para
muitos, de garantir o nível de vida de uma família, em que os homens já não eram confiáveis
como provedores.
e) Na prática, a inserção das mulheres no mercado de trabalho, não atenuou suas
responsabilidades em relação à família. Simplesmente, a famosa vida doméstica passou
a ser encaixada nos interstícios dos horários de sua vida profissional. As mulheres porém,
senhoras de si, passaram a se perguntar: por que continuava cabendo exclusivamente a
elas a responsabilidade pela vida privada.

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Gabarito: 1. (76908) A 2. (76943) C 3. (79001) B 4. (79020) C 5. (79023) E 6. (76959) D 7. (81499) A 8. (81517) A

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Aula
Aula XX
8

ACENTUAÇÃO

Toda palavra tem uma sílaba que é pronunciada com mais intensidade que as outras. Essa sílaba
é chamada de sílaba tônica. Pode ocupar diferentes posições e, de acordo com essa colocação,
ser classificada como: oxítona, paroxítona, proparoxítona e monossílaba tônica.

Regras de acentuação

1. Proparoxítonas – todas são acentuadas.

Simpática, proparoxítona, lúcida , cômodo

2. Paroxítonas

Quando terminadas em

a) L, N, R, X, PS, I, US : amável, hífen, repórter, tórax, bíceps, tênis, vírus

b) UM, UNS, Ã, ÃS, ÃO, ÃOS, EI: 
álbum, ímã, órgão

c) Ditongo crescente (SV +V): cárie, polícia, história

3. Oxítonas

Quando terminadas em EM, ENS, A(S), E(S), O(S):

a) A, AS: está, guaraná, comprá-la 


b) E, ES: jacaré, você, fazê-los

c) O, OS: avó, paletós

d) EM: armazém, ninguém

e) ENS: parabéns, armazéns. 



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4. Monossílabos tônicos
A, AS, E, ES, O, OS – mês, pó, já
Anotações

5. Ditongo Aberto

Os ditongos ‘éi’, ‘ói’ e ‘éu’ só continuam a ser acentuados no final da


palavra (oxítonas): céu, dói, chapéu, anéis, lençóis.
Desapareceram para palavras paroxítonas:
boia, paranoico, heroico.

6. Hiatos I e U

Nas paroxítonas, I e U não serão mais acentuados se vierem depois


de um ditongo:
baiuca, bocaiuva, cauila, feiura, Sauipe

7. ÊE, ÔO

Sem acento:
voo, voos, enjoo, enjoos, abençoo, perdoo; creem, deem, leem,
veem, releem, preveem.

8. Verbos ter e vir


Ele tem e vem

Eles têm e vêm

a) Ele contém, detém, provém, intervém (singular do presente do indicativo dos verbos
derivados de TER e VIR: conter, deter, manter, obter, provir, intervir, convir);

b) Eles contêm, detêm, provêm, intervêm (plural do presente do indicativo dos verbos
derivados de TER e VIR).

9. Acentos diferencias

Só existem ainda
Pôde (pretérito)
Pôr (verbo)

10. Trema
O trema não é mais utilizado.
Exceto para palavras estrangeiras ou nomes próprios: Müller e
mülleriano...

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ATA – Português – Prof. Carlos Zambeli

Ortografia

Parônimos

É a relação que se estabelece entre palavras que possuem significados diferentes, mas são
muito parecidas na pronúncia e na escrita. Veja alguns exemplos no quadro a seguir.

absolver (perdoar, inocentar) absorver (aspirar, sorver)


flagrante (evidente) fragrante (perfumado)
aprender (tomar conhecimento) apreender (capturar, assimilar)
sortir (abastecer, misturar) surtir (produzir efeito)
sustar (suspender) suster (sustentar)
tráfego (trânsito) tráfico (comércio ilegal)
cavaleiro (que cavalga) cavalheiro (homem gentil)
comprimento (extensão) cumprimento (saudação)
deferir (atender) diferir (distinguir-se, divergir)
delatar (denunciar) dilatar (alargar)
descrição (ato de descrever) discrição (reserva, prudência)
descriminar (tirar a culpa) discriminar (distinguir)
despensa (local onde se guardam mantimentos) dispensa (ato de dispensar)
docente (relativo a professores) discente (relativo a alunos)
emigrar (deixar um país) imigrar (entrar num país)
eminência (elevado) iminência (qualidade do que está iminente)
eminente (elevado) iminente (prestes a ocorrer)
soar (produzir som) suar (transpirar)
estada (permanência em um lugar) estadia (permanência temporária em um lugar)
precedente (que vem antes) procedente (proveniente; que tem fundamento)
ratificar (confirmar) retificar (corrigir)
recrear (divertir) recriar (criar novamente)
imergir (afundar) emergir (vir à tona)
inflação (alta dos preços) infração (violação)
infligir (aplicar pena) infringir (violar, desrespeitar)
mandado (ordem judicial) mandato (procuração)
peão (aquele que anda a pé, domador de cavalos) pião (tipo de brinquedo)

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Homônimos

São palavras que possuem a mesma pronúncia (algumas vezes, a mesma grafia), mas
significados diferentes. Veja alguns exemplos no quadro a seguir:

acender (colocar fogo) ascender (subir)


acento (sinal gráfico) assento (local onde se senta)
incipiente (principiante) insipiente (ignorante)
apreçar (ajustar o preço) apressar (tornar rápido)
ruço (pardacento, grisalho) russo (natural da Rússia)
tachar (atribuir defeito a) taxar (fixar taxa)
caçar (perseguir animais) cassar (tornar sem efeito)
tacha (prego pequeno) taxa (imposto, tributo)
cela (pequeno quarto) sela (forma do verbo selar; arreio)
censo (recenseamento) senso (entendimento, juízo)
concertar (ajustar, combinar) consertar (reparar, corrigir)
concerto (sessão musical) conserto (reparo)
coser (costurar) cozer (cozinhar)
espirar (soprar, exalar) expirar (terminar)
espectador (aquele que assiste) expectador (aquele que tem esperança, que
espera)
estrato (camada) extrato (o que se extrai de algo)
espiar (observar) expiar (pagar pena)

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Questões

1. (76894) ESAF – 2014 – PORTUGUÊS – Ortografia, Compreensão Gramatical do Texto,


Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais
Assinale a opção que corresponde a erro gramatical ou de grafia de palavra na transcrição do
texto.
A eficiência no uso dos recursos públicos é, cada vez mais,
uma exigência da sociedade. Esta espera que a prestação
de serviços governamentais ocorra (1) com qualidade,
utilizando racionalmente os recursos dos contribuintes.
Nesse sentido, diversos estudos têm (2) surgido afim de
(3) discutir a qualidade das administrações públicas.
O que se nota é que o maior controle está associado à
(4) maior rigidez institucional, o que, se por um lado, pode
coibir o comportamento corrupto do gestor público, por
outro lado pode também reduzir seu incentivo em adotar
comportamento inovador por temer que a inovação seja
(5) considerada ilegal, comprometendo sua carreira.
(Adaptado de http://www.brasil-economia-governo.org.br/2012/11/21/gestao-publica-mais-eficiente/)
a) (1)
b) (2)
c) (3)
d) (4)
e) (5)

2. (38238) ESAF – 2010 – PORTUGUÊS – Semântica e Vocabulário


Assinale a opção que mantém a correção gramatical e a coerência entre as ideias do texto ao
substituir a palavra “pujança”(ℓ.8), destacada no texto abaixo.
O Brasil é hoje uma das maiores economias do
mundo em mesmo com os notáveis progressos
obtidos nos últimos quinze anos, não consegue
ocupar a mesma posição no que diz respeito
ao desenvolvimento humano. O Índice de
Desenvolvimento Humano (IDH) brasileiro
ainda é um dos mais baixos do mundo, em
total disparidade com a pujança econômica
conquistada.
a) sistemática
b) fraqueza
c) adequação
d) organização
e) exuberância

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3. (76900) ESAF – 2014 – PORTUGUÊS – Ortografia
Assinale a opção em que ocorre erro gramatical ou ortográfico na transcrição do texto.
Máquinas são funcionários exemplares, como atestam os
radares eletrônicos espalhados por cidades e estradas do
Brasil. Trabalham 24 horas por dia, concentram-se 100%
do tempo na tarefa, não têm (A) férias, não ganham 13º
salário e nunca reivindicam (B). A indústria de armamento
e defesa está encantada com esses operários-padrão
guerreiros. A evolução tecnológica já permite antever (C)
a fabricação de aparelhos com autonomia para combater
e decidir, sozinhos, se e quando devem exterminar (D)
alguém. As centenas de ataques realizados por drones
(aeronaves não tripuladas que decolam de aviões
cargueiros) americanos no Oriente Médio, nos últimos
anos, estimulam uma reflexão mais profunda sobre um
cenário de guerra envolvendo (E) os robôs-soldados.
(Adaptado de Guerreiros Cibernéticos, Revista Planeta, de dezembro 2013-janeiro 2014)

a) (A)
b) (B)
c) (C)
d) (D)
e) (E)

4. (76911) ESAF – 2014 – PORTUGUÊS – Ortografia


Assinale a opção em que foi introduzido erro gramatical ou de grafia de palavra na transcrição
do texto.
Não falta entre os economistas do governo quem
considere o aumento dos tributos para compras no exterior
oportuno para refreiar (1) o déficit na balança do turismo
verde-amarelo. O que ganha este país de povo acolhedor
e de incontestáveis belezas naturais com a visita de
estrangeiros é quase (2) quatro vezes menos do que (3)
gastam os brasileiros no exterior. De janeiro a novembro, a
relação era de US$ 6,1 bilhões para (4) US$ 23,1 bilhões.
A diferença (US$ 17 bilhões) pesa (5) no déficit de US$
72,7 bilhões das transações correntes do país com o
exterior.
(Adaptado de Correio Braziliense, 31/12/2013)

a) (1)
b) (2)
c) (3)
d) (4)
e) (5)

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ATA – Português – Prof. Carlos Zambeli

5. (81512) ESAF – 2010 – PORTUGUÊS – Ortografia


Assinale a opção que indica onde o texto foi transcrito com erro gramatical.
A lição reafirmada pela crise é a da (1) instabilidade como
pressuposto da economia de mercado, transmitida por dois
canais. O primeiro é o da con_ ança dos agentes – aspecto
crucial nas observações de John Maynard Keynes -, que
é volúvel e sujeita a mudança repentina em momentos
de incerteza. Tal instabilidade pode ainda ser catalisada
(2) pelo canal financeiro, como ficou claro, de forma
dramática, em 2008. Falhas de mercado e manifestações
de irracionalidade são comuns no capitalismo, sem dúvida,
mas a derrocada recente não repõe (3) a polarização
entre Estado e mercado. Reforça, isso sim, a necessidade
de aperfeiçoar instituições, afim de (4) preservar a
funcionalidade dos mercados e a concorrência, bens
públicos que o mercado, deixado à (5) própria sorte, é
incapaz de prover.
(Adaptado de Folha de S. Paulo, Editorial, 17/01/2010.)

a) (1)
b) (2)
c) (3)
d) (4)
e) (5)

6. (76918) ESAF – 2014 – PORTUGUÊS – Ortografia


Os trechos a seguir constituem um texto adaptado de http://www.portal2014.org.br/noticias.
Assinale a opção que foi transcrita de forma gramaticalmente incorreta.
a) Moradores de sete países começaram a receber informações sobre a preparação do Brasil
para a Copa do Mundo. Uma campanha publicitária do Instituto Brasileiro do Turismo
(Embratur) começou a ser veinculada nos Estados Unidos, na Argentina, no Chile, na
Colômbia, no México, na Alemanha e no Reino Unido.
b) A campanha terá investimento de US$ 10 milhões neste ano. O filme, voltado para os
turistas que desejam visitar o Brasil durante o Mundial de Futebol, mostra que o país está
“arrumando a casa” para receber os 600 mil estrangeiros esperados para o evento.
c) A propaganda faz uma analogia entre a beleza das paisagens brasileiras e os cômodos de
uma casa. Por exemplo, quando o locutor diz: “já arrumamos o jardim”, aparecem imagens
da Floresta Amazônica. Quando ele diz: "construímos os salões de festas”, são mostrados
os novos estádios da Copa.
d) A campanha também tem como objetivo mostrar que a preparação para os jogos gera
impacto positivo para a economia do país. Durante a Copa do Mundo, o turismo deve
movimentar mais de R$ 25 bilhões na economia do país, superando os investimentos
públicos feitos para garantir a realização do evento.
e) O setor turístico no Brasil atualmente movimenta cerca de 3% do Produto Interno Bruto
(PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) brasileiro e, durante o evento,

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chegará a empregar cerca de 10 milhões de pessoas que serão beneficiadas diretamente
pelo evento.

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Gabarito: 1. (76894) C 2. (38238) E 3. (76900) B 4. (76911) A 5. (81512) D 6. (76918) A 

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Português

Professor Pablo Jamilk

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Edital

PORTUGUÊS: Compreensão e interpretação de textos.

BANCA: ESAF
CARGO: Assistente Técnico Administrativo

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Português

INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

Sempre que eu converso com algum concurseiro a respeito de Língua Portuguesa, surgem al-
guns comentários comuns, do tipo: eu até gosto de Português, mas vou muito mal em inter-
pretação de textos. Isso é algo totalmente normal, principalmente porque costumamos fazer
algo terrível chamado de “leitura dinâmica”, o que poderia ser traduzido da seguinte maneira:
procedimento em que você olha as palavras, até as lê, mas não entende o significado do que
está lá escrito. Isso quer dizer, você não associa significados.
O fluxo de leitura deve ser tal que permita ao indivíduo perceber o que os agrupamentos de pa-
lavras estão informando. Na verdade, que sentido elas carregam, pois a intelecção será dada ao
final da leitura. Digo isso porque toda leitura é o resultado de informações que estão no texto
mais informações que o leitor já possui a respeito de determinado assunto.
Para interpretar um texto, o indivíduo precisa de muita atenção e de muito treino. Afinal, você
não pode esperar que vá ter o domínio de todos os assuntos sem sequer ter praticado um pou-
co. Interpretar pode ser comparado com disparar uma arma: apenas temos chance de acertar
o alvo se treinarmos muito e soubermos combinar todos os elementos externos ao disparo:
velocidade do ar, direção, distância etc.
Quando o assunto é texto, o primordial é estabelecer uma relação contextual com aquilo que
estamos lendo. Montar o contexto significa associar o que está escrito no texto base com o que
está disposto nas questões. Lembre-se de que há uma questão montada com a intenção de
testar você, ou seja, deve ficar atento para todas as palavras e para todas as possibilidades de
mudança de sentido que possa haver nas questões.
É preciso, para entender as questões de interpretação de qualquer banca, buscar o raciocínio
que o elaborador da questão emprega na redação da questão. Usualmente, objetiva-se a de-
preensão dos sentidos do texto. Para tanto, destaque os itens fundamentais (as ideias princi-
pais contidas nos parágrafos) para poder refletir sobre tais itens dentro das questões.
Há duas disciplinas que tratam particularmente daquilo que compreendemos como interpre-
tação de texto. Falo de Semântica e de Pragmática. A primeira se dirige principalmente a uma
análise a respeito do significado das palavras, portanto, é mais literal. Já a segunda se dirige a
uma análise de um contexto comunicativo que busca perceber as intenções comunicativas em
algum tipo de enunciado.
Então, a depender da banca, pode haver mais questões que envolvam a Pragmática. Mesmo
assim, convém atentar para o significado particular das palavras.

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Questão de interpretação?
Como você sabe que uma questão de interpretação é uma questão de interpretação? É uma
mera intuição que surge na hora da prova ou existe uma “pista” a ser seguida para a identifica-
ção da natureza da questão?
Respondendo a essa pergunta, digo que há pistas que identificam a questão como pertencente
ao rol de questões para interpretação. Os indícios mais precisos que costumam aparecer nas
questões são:
•• Reconhecimento da intenção do autor;
•• Ponto de vista defendido;
•• Argumentação do autor;
•• Sentido da sentença.
Apesar disso, não são apenas esses os indícios de que uma questão é de intepretação. De-
pendendo da banca, podemos ter a natureza interpretativa distinta, principalmente porque o
critério de intepretação é mais subjetivo que objetivo. Algumas bancas podem restringir o en-
tendimento do texto; outras podem extrapolá-lo.

Tipos de texto – o texto e suas partes;

Um texto é um todo. Um todo é constituído de diversas partes. A interpretação é, sobremanei-


ra, uma tentativa de reconhecer as intenções de quem comunica recompondo as partes para
uma visão global do todo.
Para podermos interpretar, é necessário termos o conhecimento prévio a respeito dos tipos
de texto que, fortuitamente, podemos encontrar em um concurso. Vejamos quais são as distin-
ções fundamentais com relação aos tipos de texto.
Vejamos um exemplo:
Ao longo do século XVII, a Holanda foi um dos dois motores de um fenômeno que transforma-
ria para sempre a natureza das relações internacionais: a primeira onda da chamada globaliza-
ção. O outro motor daquela era de florescimento extraordinário das trocas comerciais e cultu-
rais era um império do outro lado do planeta − a China. Só na década de 1650, 40 000 homens
partiram dos portos holandeses rumo ao Oriente, em busca dos produtos cobiçados que se
fabricavam por lá. Mas a derrota em uma guerra contra a França encerrou os dias da Holanda
como força dominante no comércio mundial.
Se o século XVI havia sido marcado pelas grandes descobertas, o seguinte testemunhou a con-
sequência maior delas: o estabelecimento de um poderoso cinturão de comércio que ia da
Europa à Ásia. "O sonho de chegar à China é o fio imaginário que percorre a história da luta da
Europa para fugir do isolamento", diz o escritor canadense Timothy Brook, no livro O chapéu de
Vermeer.

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Isso determinou mudanças de comportamento e de valores: "Mais gente aprendia novas lín-
guas e se ajustava a costumes desconhecidos". O estímulo a esse movimento era o desejo irre-
primível dos ocidentais de consumir as riquezas produzidas no Oriente. A princípio refratários
ao comércio com o exterior, os governantes chineses acabaram rendendo-se à evidência de
que o comércio significava a injeção de riqueza na economia local (em especial sob a forma de
toneladas de prata).
Sob vários aspectos, a China e a Holanda do século XVII eram a tradução de um mesmo espírito
de liberdade comercial. Mas deveu-se só à Holanda a invenção da pioneira engrenagem eco-
nômica transnacional. A Companhia das Índias Orientais − a primeira grande companhia de
ações do mundo, criada em 1602 − foi a mãe das multinacionais contemporâneas. Benefician-
do-se dos baixos impostos e da flexibilidade administrativa, ela tornou-se a grande potência
empresarial do século XVII.
(Adaptado de: Marcelo Marthe. Veja, p. 136-137, 29 ago. 2012)

De acordo com o texto,


a) durante os séculos XVI e XVII, os produtos orientais, especialmente aqueles que eram ne-
gociados na China, constituíram a base do comércio europeu, em que se destacou a Holan-
da.
b) a eficiência administrativa de uma empresa comercial criada na Holanda, durante o sé-
culo XVII, favoreceu o surgimento desse país como um dos polos iniciais do fenômeno da
globalização.
c) a atração por produtos exóticos, de origem oriental, determinou a criação de empresas
transnacionais que, durante os séculos XVI e XVII, dominaram o comércio entre Europa e
Ásia.
d) a China, beneficiada pelo comércio desde o século XVI, rivalizou com a Holanda no predo-
mínio comercial, em razão da grande procura por seus produtos, bastante cobiçados na
Europa.
e) apesar do intenso fluxo de comércio com o Oriente no século XVII, as mudanças de valores
por influência de costumes diferentes aceleraram o declínio da superioridade comercial
holandesa.
Resposta: B
Comentário: é preciso verificar que a chave para a interpretação dessa questão repousa na
identificação da representação do século descrito no texto e a retomada por sinonímia que a o
texto da questão apresenta.
Itens lexicais de ancoragem:
•• 1602 – Século XVII.
•• Mas deveu-se só à Holanda a invenção da pioneira engrenagem econômica transnacional.
A Companhia das Índias Orientais − a primeira grande companhia de ações do mundo, cria-
da em 1602 − foi a mãe das multinacionais contemporâneas.

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O texto dissertativo

Nas acepções mais comuns do dicionário, o verbo “dissertar” significa “discorrer ou opinar so-
bre algum tema”. O texto dissertativo apresenta uma ideia básica que começa a ser desdobrada
em subitens ou termos menores. Cabe ressaltar que não existe apenas um tipo de dissertação,
há mais de uma maneira de o autor escrever um texto dessa natureza.
Conceituar, polemizar, questionar a lógica de algum tema, explicar ou mesmo comentar uma
notícia são estratégias dissertativas. Vou dividir esse tipo de texto em dois tipos essencialmente
diferentes: o dissertativo-expositivo e o dissertativo-argumentativo.

Padrão dissertativo-expositivo
A característica fundamental do padrão expositivo da dissertação é utilizar a estrutura da prosa
não para convencer alguém de alguma coisa, e sim para apresentar uma ideia, apresentar um
conceito. O princípio do texto expositivo não é a persuasão, é a informação e, justamente por
tal fato, ficou conhecido como informativo. Para garantir uma boa interpretação desse padrão
textual, é importante buscar a ideia principal (que deve estar presente na introdução do texto)
e, depois, entender quais serão os aspectos que farão o texto progredir.
•• Onde posso encontrar esse tipo de texto: jornais revistas, sites sobre o mundo de econo-
mia e finanças. Diz-se que esse tipo de texto focaliza a função referencial da linguagem.
•• Como costuma ser o tipo de questão relacionada ao texto dissertativo-expositivo? Geral-
mente, os elaboradores questionam sobre as informações veiculadas pelo texto. A tendên-
cia é que o elaborador inverta as informações contidas no texto.
•• Como resolver mais facilmente? Toda frase que mencionar o conceito ou a quantidade de
alguma coisa deve ser destacada para facilitar a consulta.
TEXTO 1
“O dia 12 de junho é reservado ao combate ao Trabalho Infantil. A data, designada pela Orga-
nização Internacional do Trabalho (OIT), em 2002, e endossada pela legislação nacional, Lei n.
11.542, em 2007, visa chamar a atenção das diferentes sociedades para a existência do tra-
balho infantil, sensibilizando todos os povos para a necessidade do cumprimento das normas
internacionais sobre o tema, em especial as Convenções da OIT 188, de 1973, e 182, de 1999,
que tratam, respectivamente, da idade mínima para o trabalho e as piores formas de trabalho
infantil.
(Trabalho infantil, Marcelo Uchôa)
O texto 1 já permite sua inserção entre os textos de tipo:
a) narrativo;
b) descritivo;
c) dissertativo expositivo;
d) dissertativo argumentativo;
e) injuntivo.
Resposta: C

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Tem um personagem de Voltaire que um dia descobre, encantado, que falou em prosa toda a
sua vida, sem saber.
Estamos metidos em muito mais coisas do que nos damos conta. Pertencemos,
simultaneamente, a vários sistemas que mal compreendemos, começando pelo nosso próprio
corpo e terminando pelo sistema solar, que, por sua vez, faz parte de outro sistema ainda
maior e mais incompreensível. Coisas espantosas acontecem conosco, a cada segundo, pelo
(e) (c), (c)
simples fato de existirmos . Agora mesmo enquanto escrevo – ou enquanto você lê –, fatos
(d)
fantásticos e dramáticos se desenrolam dentro de nós. Células se reproduzem aos milhões .
Bando de bactérias percorrem nossas vias interiores, procurando encrenca. Nossos sucos se
encontram e se misturam em alquimias inacreditáveis. E giramos em torno do Sol, que, por sua
vez, se desloca pelo espaço, em alta velocidade, cuspindo fogo. Não podemos pedir dispensa
do Universo e de suas explosões por razões de consciência. Estamos todos na mesma louca
(b) (b)
aventura . Você, eu e o vizinho. E, ainda por cima , falamos em prosa.
(Verissimo, Luis Fernando. Orgias. Porto Alegre, RS: L&PM Editores, 1989, p.80-1, Adaptado).

Com relação ao desenvolvimento das ideias do texto, assinale a opção correta.


a) Para demonstrar a complexidade de sistemas a que os seres humanos pertencem, o autor
menciona o sistema menos compreensível, o corpo, e o mais compreensível, do qual faz
parte o sistema solar.
b) No último período do texto, o autor utiliza a expressão coloquial “ainda por cima” para
incluir mais uma razão para a impossibilidade de desistirmos da “louca aventura”.
c) Ao fazer um acréscimo por meio da oração “ou enquanto você lê”, o autor do texto cria um
paradoxo, visto que a expressão temporal enfática “Agora mesmo”, cujo sentido é preciso,
passa a ter não apenas uma, mas duas referências de tempo: o momento da escrita e o
momento da leitura do texto.
d) Os fatos que ocorrem com os seres humanos a cada segundo são objetivamente descritos
em linguagem denotativa e formal, excetuando-se o emprego do termo “aos milhões”, que
expressa ênfase resultante do exagero da significação linguística.
e) No período “Coisas espantosas (...) existirmos”, o autor estabelece uma relação de causa
e efeito em que a causa é inerente à própria existência humana, o que torna o efeito
irreversível.
Gabarito: E
Os trechos a seguir compõem um texto adaptado do jornal Estado de Minas, de 18/02/2014,
mas estão desordenados. Assinale nos parênteses a ordem sequencial correta em que devem
aparecer para compor um texto coeso e coerente. Coloque 1 no trecho que deve iniciar o texto
e assim sucessivamente. Em seguida, assinale a opção correspondente.
( ) Esse poder Legislativo é o mais apto a ouvir e repercutir a voz das ruas, os desejos e as
preocupações do povo. E a segurança pública tem se tornado a maior de todas as causas que
afligem as pessoas, principalmente as que vivem em grandes cidades.
( ) Nos últimos anos, com o crescimento do crime praticado por menores, tem crescido o
número dos que defendem a redução da idade de responsabilidade penal para 16 anos. É
igualmente veemente a defesa da manutenção da idade atual, 18 anos, o que torna a matéria
altamente polêmica.

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( ) Ter a iniciativa de propor e votar leis é uma das funções que a sociedade, por meio da
Constituição, atribuiu ao Legislativo e espera que esse poder, o mais aberto e democrático do
regime democrático, cumpra esse papel.
( ) Mas todo esse aparato da segurança acionado em defesa do cidadão corre o risco de
produzir resultados inferiores ao desejado em função de falhas ou de falta de atualização da
legislação.
( ) Por isso mesmo são bem-vindas medidas como o reforço do policiamento ostensivo e
aumento da vigilância e da ação das autoridades para conter a criminalidade.
( ) Um dos problemas mais complexos quanto a essa atualização legislativa no Brasil é o do
menor infrator, que, na maioria das grandes cidades brasileiras, já foi promovido a menor
criminoso. Há sobre essa questão um grande debate na sociedade brasileira.
a) 1, 3, 6, 2, 5, 4
b) 2, 6, 1, 4, 3, 5
c) 4, 5, 2, 6, 1, 3
d) 3, 1, 4, 5, 6, 2
e) 5, 2, 3, 1, 4, 6
Gabarito: B
Crescimento da população é “desafio do século”, diz consultor da ONU
O crescimento populacional é o “desafio do século” e não está sendo tratado de forma ade-
quada na Rio+20, segundo o consultor do Fundo de População das Nações Unidas, Michael
Herrmann.
“O desafio do século é promover bem-estar para uma população grande e em crescimento, ao
mesmo tempo em que se assegura o uso sustentável dos recursos naturais” [...] “As questões
relacionadas à população estão sendo tratadas de forma adequada nas negociações atuais?
Eu acho que não. O assunto é muito sensível e muitos preferem evitá-lo. Mas nós estaremos
enganando a nós mesmos se acharmos que é possível falar de desenvolvimento sustentável
sem falar sobre quantas pessoas seremos no planeta, onde estaremos vivendo e que estilo de
vida teremos”, afirmou.
No fim do ano passado, a população mundial atingiu a marca de sete bilhões de pessoas. As pro-
jeções indicam que, em 2050, serão 9 bilhões. O crescimento é mais intenso nos países pobres,
mas Herrmann defende que os esforços para o enfrentamento do problema precisam ser globais.
“Se todos quiserem ter os padrões de vida do cidadão americano médio, precisaremos ter cin-
co planetas para dar conta. Isso não é possível. Mas também não é aceitável falar para os países
em desenvolvimento ‘desculpa, vocês não podem ser ricos, nós não temos recursos suficientes’.
É um desafio global, que exige soluções globais e assistência ao desenvolvimento”, afirmou.
O consultor disse ainda que o Fundo de População da ONU é contrário a políticas de contro-
le compulsório do crescimento da população. Segundo ele, as políticas mais adequadas são
aquelas que permitem às mulheres fazerem escolhas sobre o número de filhos que querem e o
momento certo para engravidar. Para isso, diz, é necessário ampliar o acesso à educação e aos
serviços de saúde reprodutiva e planejamento familiar. [...]
MENCHEN, Denise. Crescimento da população é “desafi o do século”, diz consultor da ONU. Folha de São Paulo. São Paulo, 11
jun. 2012. Ambiente. Disponível em:<http://www1.folha.uol.com.br/ambiente.1103277-crescimento-da-populacao-e-desafio-
do--seculo-diz-consultor-da-onu.shtml>. Acesso em: 22 jun. 2012. Adaptado.

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No Texto I, Michael Herrmann, consultor do Fundo de População das Nações Unidas, afirma
que tratar o crescimento populacional de forma adequada significa:
a) enfrentar o problema de forma localizada e evitar soluções globalizantes.
b) permitir a proliferação dos padrões de vida do cidadão americano e rechaçar a miséria.
c) evitar o enriquecimento dos países emergentes e incentivar a preservação ambiental nos
demais.
d) implementar uma política de controle populacional compulsório e garantir acesso à educa-
ção e aos serviços de saúde reprodutiva.
e) promover o bem-estar da população e assegurar o uso sustentável dos recursos naturais.
Resposta: E.

Padrão dissertativo-argumentativo
No texto do padrão dissertativo-argumentativo, existe uma opinião sendo defendida e existe
uma posição ideológica por detrás de quem escreve o texto. Se analisarmos a divisão dos pará-
grafos de um texto com características argumentativas, perceberemos que a introdução apre-
senta sempre uma tese (ou hipótese) que é defendida ao longo dos parágrafos.
Uma vez feito isso, o candidato deve entender qual é a estratégia utilizada pelo produtor do
texto para defender seu ponto de vista. Na verdade, agora é o momento de colocar “a mão na
massa” para valer, uma vez que aqueles enunciados que iniciam com “infere-se da argumenta-
ção do texto”, “depreende-se dos argumentos do autor” serão vencidos caso se observem os
fatores de interpretação corretos.
Quais são esses fatores, então?
•• A conexão entre as ideias do texto (atenção para as conjunções)
•• Articulação entre as ideias do texto (atenção para a combinação de argumentos)
•• Progressão do texto.

Os recursos argumentativos
Quando o leitor interage com uma fonte textual, deve observar – tratando-se de um texto com
o padrão dissertativo-argumentativo – que o autor se vale de recursos argumentativos para
construir seu raciocínio dentro do texto. Vejamos alguns recursos importantes:
•• Argumento de autoridade: baseado na exposição do pensamento de algum especialista
ou alguma autoridade no assunto. Citações, paráfrases e menções ao indivíduo podem ser
tomadas ao longo do texto. Tome cuidado para não cair na armadilha: saiba diferenciar se a
opinião colocada em foco é a do autor ou se é a do indivíduo que ele cita ao longo do texto.
•• Argumento com base em consenso: parte de uma ideia tomada como consensual, o que
"carrega" o leitor a entender apenas aquilo que o elaborador mostra. Sentenças do tipo
todo mundo sabe que, é de conhecimento geral que identificam esse tipo de argumentação.

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•• Argumento com fundamentação concreta: basear aquilo que se diz em algum tipo de pes-
quisa ou fato que ocorre com certa frequência.
•• Argumento silogístico (com base em um raciocínio lógico): do tipo hipotético – Se...então.
•• Argumento de competência linguística: consiste em adequar o discurso ao panorama lin-
guístico de quem é tido como possível leitor do texto.
•• Argumento de exemplificação: utilizar casos, ou pequenos relatos para ilustrar a argumen-
tação do texto.
O voto, além de um direito duramente conquistado, deve ser considerado um dever cívico, sem
o exercício do qual aquele direito se descaracteriza ou se perde, afinal liberdade e democracia
são fins e não apenas meios. Quem vive numa comunidade política não pode estar desobrigado
de opinar sobre os seus rumos. Nada contra a desobediência civil, recurso legítimo para o
protesto cidadão que, no caso eleitoral, pode se expressar no voto nulo (cuja tecla deveria
constar na máquina de votar). A questão, no caso, é outra. Com o voto facultativo, o direito
de votar e o de não votar ficam inscritos, em pé de igualdade, no corpo legal. Uma parte do
eleitorado deixará voluntariamente de opinar sobre a constituição do poder político. O
desinteresse pela política e a descrença no voto serão registrados como mera “escolha”, sequer
como desobediência civil ou protesto. A consagração da alienação política como um direito
legal interessa aos conservadores, reduz o peso da soberania popular e desconstitui o sufrágio
como universal.

O texto narrativo

Em uma definição bem simplista, “narrar” significa “sequenciar ações”. É um dos gêneros mais
utilizados e mais conhecidos pelo ser humano, quer no momento de relatar algum evento para
alguém – em um ambiente mais formal -, quer na conversa informal sobre o resumo de um dia
de trabalho. O fato é que narramos, e o fazemos de maneira praticamente instintiva. É impor-
tante, porém, conhecer quais são seus principais elementos de estruturação.
Os operadores do texto narrativo são:
•• Narrador: é a voz que conduz a narrativa.
•• Narrador-protagonista: narra o texto em primeira pessoa.
•• Narrador-personagem (testemunha): nesse caso, quem conta a história não participou
como protagonista, no máximo como um personagem adjuvante da história.
•• Narrador onisciente: narrador que está distanciado dos eventos e conhece aquilo que se
passa na cabeça dos personagens.
•• Personagens: são aqueles que efetivamente atuam na ordem da narração, ou seja, a trama
está atrelada aos comportamentos que eles demonstram ao longo do texto.
•• Tempo: claramente, é o lapso em que transcorrem as ações narradas. Segundo a classifica-
ção tradicional, divide-se o tempo da narrativa em: Cronológico, Psicológico e Da narrativa.
•• Espaço: é o local físico em que as ações ocorrem.
•• Trama: é o encadeamento de ações propriamente dito.

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Exemplo de texto narrativo:


Contaram-me que na rua onde mora (ou morava) um conhecido e antipático general de nosso
Exército morava (ou mora) também um sueco cujos filhos passavam o dia jogando futebol com
bola de meia. Ora, às vezes acontecia cair a bola no carro do general e um dia o general acabou
perdendo a paciência, pediu ao delegado do bairro para dar um jeito nos filhos do sueco.
O delegado resolveu passar uma chamada no homem, e intimou-o a comparecer à delegacia.
O sueco era tímido, meio descuidado no vestir e pelo aspecto não parecia ser um importante
industrial, dono de grande fabrica de papel (ou coisa parecida), que realmente ele era. Obe-
decendo a ordem recebida, compareceu em companhia da mulher à delegacia e ouviu calado
tudo o que o delegado tinha a dizer-lhe. O delegado tinha a dizer-lhe o seguinte:
— O senhor pensa que só porque o deixaram morar neste país pode logo ir fazendo o que
quer? Nunca ouviu falar numa coisa chamada AUTORIDADES CONSTITUÍDAS? Não sabe que
tem de conhecer as leis do país? Não sabe que existe uma coisa chamada EXÉRCITO BRASILEI-
RO que o senhor tem de respeitar? Que negócio é este? Então é ir chegando assim sem mais
nem menos e fazendo o que bem entende, como se isso aqui fosse casa da sogra? Eu ensino o
senhor a cumprir a lei, ali no duro: dura lex! Seus filhos são uns moleques e outra vez que eu
souber que andaram incomodando o general, vai tudo em cana. Morou? Sei como tratar grin-
gos feito o senhor.
Tudo isso com voz pausada, reclinado para trás, sob o olhar de aprovação do escrivão a um
canto. O sueco pediu (com delicadeza) licença para se retirar. Foi então que a mulher do sueco
interveio:
— Era tudo que o senhor tinha a dizer a meu marido?
O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.
— Pois então fique sabendo que eu também sei tratar tipos como o senhor. Meu marido não e
gringo nem meus filhos são moleques. Se por acaso incomodaram o general ele que viesse falar
comigo, pois o senhor também está nos incomodando. E fique sabendo que sou brasileira, sou
prima de um major do Exército, sobrinha de um coronel, E FILHA DE UM GENERAL! Morou?
Estarrecido, o delegado só teve forças para engolir em seco e balbuciar humildemente:
— Da ativa, minha senhora?
E ante a confirmação, voltou-se para o escrivão, erguendo os braços desalentado:
— Da ativa, Motinha! Sai dessa...
Texto extraído do livro "Fernando Sabino – Obra Reunida – Vol.01", Editora Nova Aguilar – Rio
de Janeiro, 1996, pág. 872.

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O texto descritivo

O texto descritivo é o que levanta características para montar algum tipo de panorama. Essas
características, mormente, são físicas, entretanto, não é necessário ser sempre desse modo.
Podemos dizer que há dois tipos de descrição:
1. Objetiva: em que surgem aspectos sensoriais diretos, ou seja, não há uma subjetividade
por parte de quem escreve. Veja um exemplo:

nome científico: Ginkgo biloba L.


nome popular: nogueira-do-japão
origem: Extremo Oriente
aspecto: as folhas dispõem-se em leque e são semelhantes ao trevo; a altura da árvore pode
chegar a 40 metros; o fruto lembra uma ameixa e contém uma noz que pode ser assada e co-
mida.

2. Subjetiva: em que há impressões particulares do autor do texto. Há maior valorização dos


sentimentos insurgentes daquilo que se contempla. Veja um exemplo:
Logo à entrada paramos diante de uma lápide quadrada, incrustada nas lajes escuras, tão poli-
da e reluzindo com um tão doce brilho de nácar, que parecia a água quieta de um tanque, onde
se refletiam as luzes das lâmpadas. Pote puxou-me a manga, lembrou-me que era costume bei-
jar aquele pedaço de rocha, santa entre todas, que outrora, no jardim de José de Arimateia...
(A Relíquia – Eça de Queirós).

O texto injuntivo

O texto injuntivo está direcionado à “instrução” do leitor, ou seja, busca instruir quem está
lendo o texto. O tipo mais comum de texto dessa tipologia é o que apresenta instruções, como
manuais, bulas de remédio, receitas, ou mesmo alguns livros de autoajuda. Veja um exemplo
de texto dessa natureza:

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PANQUECA DE CARNE MOÍDA


INGREDIENTES
MASSA:
•• 1 e 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo
•• 1 xícara (chá) de leite
•• 2 ovos
•• 4 colheres (sopa) de óleo
•• sal a gosto
RECHEIO:
•• 300 g de carne moída
•• 2 colheres (sopa) de cebola picada ou ralada
•• 1/2 tomate cortado em cubos
•• 1/2 lata de extrato de tomate
•• 1 caixa de creme de leite
•• sal a gosto
•• 400 g de mussarela fatiado
•• queijo ralado a gosto
MODO DE PREPARO
MASSA:
1. Bata no liquidificador os ovos, o leite, o óleo, e acrescente a farinha de trigo aos poucos
2. Após acrescentar toda a farinha de trigo, adicione sal a gosto
3. Misture a massa até obter uma consistência cremosa
4. Com um papel toalha, espalhe óleo por toda a frigideira e despeje uma concha de massa
5. Faça movimentos circulares para que a massa se espalhe por toda a frigideira
6. Espere até a massa soltar do fundo e vire a massa para fritar do outro lado
RECHEIO:
1. Em uma panela, doure a cebola com o óleo e acrescente a carne
2. Deixe cozinhar até que saia água da carne, diminua o fogo e tampe
3. Acrescente o tomate picado e tampe novamente
4. Deixe cozinhar por mais 3 minutos e misture
5. Acrescente o extrato de tomate e temperos a gosto
6. Deixe cozinhar por mais 10 minutos
7. Quando o molho engrossar, desligue o fogo
8. Deixe esfriar o molho, acrescente o creme de leite e misture bem
9. Quando estiver bem homogêneo, leve novamente ao fogo e deixe cozinhar em fogo baixo
por mais 5 minutos

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MONTAGEM:
1. Recheie a panqueca com uma fatia de mussarela, uma porção de carne e enrole
2. Faça esse processo com todas as panquecas
3. Despeje um pouco de caldo no fundo de um refratário, para untar
4. Disponha as panquecas já prontas no refratário e despeje sobre elas o restante do molho
5. Polvilhe queijo ralado sobre as panquecas
6. Leve ao forno para gratinar, em fogo médio, por 20 minutos ou até que o queijo esteja
derretido
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
•• Essa massa também serve para panquecas doces. Basta substituir o sal por açúcar e fazer o
recheio de frutas, doces e chocolates. Use sua criatividade!
Extraído de: http://www.tudogostoso.com.br/receita/760-panqueca-de-carne-moida.html

O texto prescritivo

O texto prescritivo é semelhante ao texto injuntivo, com a distinção de que se volta para uma
instrução mais coercitiva. É o que se vê em leis, cláusulas contratuais, normas dispostas em
gramáticas ou editais. Veja o exemplo abaixo:
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o art. 180 da Constituição,
decreta a seguinte Lei:

PARTE GERAL

TÍTULO I
DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Anterioridade da Lei
Art. 1º Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal.
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Lei penal no tempo
Art. 2º Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em
virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. (Redação dada pela Lei nº
7.209, de 11.7.1984)
Parágrafo único. A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos
anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. (Redação
dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Lei excepcional ou temporária (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

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Art. 3º A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas
as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua vigência. (Redação
dada pela Lei nº 7.209, de 1984)
Tempo do crime
Art. 4º Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o
momento do resultado.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984)
Territorialidade
Art. 5º Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito
internacional, ao crime cometido no território nacional. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984)
§ 1º Para os efeitos penais, consideram-se como extensão do território nacional as embarcações
e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer
que se encontrem, bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras, mercantes ou de
propriedade privada, que se achem, respectivamente, no espaço aéreo correspondente ou em
alto-mar. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984)
§ 2º É também aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou
embarcações estrangeiras de propriedade privada, achando-se aquelas em pouso no território
nacional ou em vôo no espaço aéreo correspondente, e estas em porto ou mar territorial do
Brasil.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984)
Lugar do crime (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984)
Art. 6º Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em
parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado.(Redação dada pela Lei nº
7.209, de 1984)
Extraterritorialidade (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984)
Art. 7º Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro: (Redação dada pela Lei nº
7.209, de 1984)
I – os crimes: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
b) contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado, de Território, de
Município, de empresa pública, sociedade de economia mista, autarquia ou fundação instituída
pelo Poder Público; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
c) contra a administração pública, por quem está a seu serviço; (Incluído pela Lei nº 7.209, de
1984)
d) de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil; (Incluído pela Lei nº
7.209, de 1984)
II – os crimes: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
a) que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir; (Incluído pela Lei nº 7.209, de
1984)
b) praticados por brasileiro; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)

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c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada,
quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
§ 1º Nos casos do inciso I, o agente é punido segundo a lei brasileira, ainda que absolvido ou
condenado no estrangeiro.(Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
§ 2º Nos casos do inciso II, a aplicação da lei brasileira depende do concurso das seguintes
condições: (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
a) entrar o agente no território nacional; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
b) ser o fato punível também no país em que foi praticado; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição; (Incluído
pela Lei nº 7.209, de 1984)
d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena; (Incluído pela
Lei nº 7.209, de 1984)
e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo, não estar extinta a
punibilidade, segundo a lei mais favorável. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
§ 3º A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora
do Brasil, se, reunidas as condições previstas no parágrafo anterior: (Incluído pela Lei nº 7.209,
de 1984)
a) não foi pedida ou foi negada a extradição; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
b) houve requisição do Ministro da Justiça. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)

A charge

A charge é um tipo de texto caracterizado pela mescla entre o conteúdo imagético (não-
verbal) e o conteúdo verbal (linguístico) presente na comunicação. Uma charge pode ser
fundamentalmente argumentativa, dado o conteúdo mormente crítico que se observa em suas
expressões. Não que isso seja uma obrigação, mas é certamente uma constante nas charges.
Dentre as características mais importantes que devem ser levadas em consideração em uma
charge, eis as que mais se destacam:
1. Sua temporalidade: a charge está sempre presa a um contexto temporal.
2. Sua localidade: a charge está sempre presa a um contexto local.
3. Sua temática: há sempre um tema principal que está servindo para a reflexão.
4. A visão do chargista: há uma corrente ideológica que o chargista adota para tecer uma
crítica em seu texto.

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Exemplo:

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A tirinha

Diferentemente da charge, a tirinha não possui necessariamente um prendimento temporal


(muito embora as contemporâneas estejam trabalhando mais como charges sequenciais). As
tirinhas são pequenas narrativas que misturam linguagem verbal com linguagem não-verbal.
Usualmente, há questionamentos sobre os efeitos de humor que decorrem das quebras de
expectativa do penúltimo para o último quadro da tirinha, portanto, é preciso atentar para
essas partes principais da pequena narrativa.
É comum que haja um personagem central nessas tirinhas, o qual costuma ser o protagonista
das ações do texto. Veja um exemplo:

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O poema

Não, o poema não é uma tipologia em separado. Trata-se de um texto que pode ser narrativo,
descritivo, até mesmo dissertativo. O que distingue o poema dos outros textos é a forma de os
distribuir e a linguagem que costumam adotar.
Um poema é usualmente escrito em versos. Cada linha do poema é um verso; e, ao conjunto de
versos, damos o nome de estrofe. Há poemas com apenas uma estrofe, bem como há estudos
sobre formatação dos poemas (número determinado de versos e estrofes, tipos de rimas, ritmo
estudado em separado). Na maioria das questões de concurso sobre poemas, o questionamen-
to é feito a respeito da interpreção do que está escrito, não se ultrapassa muito esse limite.
É comum que os candidatos com um pequeno histórico de leitura não consigam interpretar um
poema. O mais importante é ter contato cotidianamente com esse tipo de texto até compreen-
der as estruturas de interpretação. Na maior parte das vezes o título do texto ajuda a interpre-
tar o poema.
Chegou a hora de ler alguns poemas:
O açúcar – Ferreira Gullar
O branco açúcar que adoçará meu café
nesta manhã de Ipanema
não foi produzido por mim
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.
Vejo-o puro
e afável ao paladar
como beijo de moça, água
na pele, flor
que se dissolve na boca. Mas este açúcar
não foi feito por mim.
Este açúcar veio
da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira, dono da mercearia.
Este açúcar veio
de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no Estado do Rio
e tampouco o fez o dono da usina.
Este açúcar era cana
e veio dos canaviais extensos
que não nascem por acaso
no regaço do vale.
Em lugares distantes, onde não há hospital
nem escola,
homens que não sabem ler e morrem de fome
aos 27 anos
plantaram e colheram a cana
que viraria açúcar.

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Em usinas escuras,
homens de vida amarga
e dura
produziram este açúcar
branco e puro
com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.

Profundamente
Manuel Bandeira
Quando ontem adormeci
Na noite de São João
Havia alegria e rumor
Estrondos de bombas luzes de Bengala
Vozes, cantigas e risos
Ao pé das fogueiras acesas.
No meio da noite despertei
Não ouvi mais vozes nem risos
Apenas balões
Passavam, errantes
Silenciosamente
Apenas de vez em quando
O ruído de um bonde
Cortava o silêncio
Como um túnel.
Onde estavam os que há pouco
Dançavam
Cantavam
E riam
Ao pé das fogueiras acesas?
— Estavam todos dormindo
Estavam todos deitados
Dormindo
Profundamente.
*
Quando eu tinha seis anos
Não pude ver o fim da festa de São João
Porque adormeci
Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?

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— Estão todos dormindo


Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.
Para que se registre: um mesmo texto pode possuir mais de uma tipologia. Caso isso ocorra,
será considerado um texto híbrido. Há narrativas com trechos descritivos, assim como disserta-
ções com trechos narrativos etc.

Funções da Linguagem
Um linguista chamado Roman Jakobson desenvolveu uma teoria que tenta explicar um ato co-
municativo. A extensão dessa teoria se relaciona com o assunto sobre funçõesa da linguagem.
Antes de falar das funções da linguagem, vamos compreender a teoria do ato comunicativo
inicialmente. Todo ato comunicativo necessita de alguns elementos, a saber: emissor, receptor,
mensagem, código e canal. Eis as características de cada elemento:
1. Emissor: ________________________________________________________
2. Receptor: _______________________________________________________
3. Mensagem: _____________________________________________________
4. Codigo: _________________________________________________________
5. Canal: __________________________________________________________
A depender da focalização da função, a distinção entre elas pode ser feita da seguinte maneira:
1. Função referencial ou denotativa: centrada no conteúdo proposicional da mensagem es-
pecificamente. Ex.: livro de Biologia, artigo científico.
2. Função poética ou conotativa: centrada na transformação do conteúdo proposicional da
mensagem. Ex.: poema, conto, linguagem oral.
3. Função emotiva ou expressiva: centrada no emissor da mensagem no ato comunicativo.
Ex.: depoimentos ou testemunhos.
4. Função apelativa ou conativa: centrada no receptor da mensagem no ato comunicativo.
Ex.: publicidades.
5. Função fática: centrada no canal utilizado no ato comunicativo. Ex.: introdução de conver-
sas, atos falhos.
6. Função metalinguística: centrada no código utilizado no ato comunicativo. Ex.: livro de gra-
mática, poemas sobre escrever poemas.

Um pouco de Estilística:
Daqui para frente, vamos estudar um pouco do que é objetivo para a Estilística, ou seja, os sen-
tidos do texto. Trabalharemos com conotação, denotação e algumas figuras de lingaugem.

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CONOTAÇÃO X DENOTAÇÃO
É interessante, quando se estuda o conteúdo de interpretação de texto, ressaltar a distinção
conceitual entre o sentido conotativo e o sentido denotativo da linguagem. Vejamos como se
opera essa distinção:
Sentido CONOTATIVO: figurado, ou abstrato. Relaciona-se com as figuras de linguagem.
•• Adalberto entregou sua alma a Deus.
A ideia de entregar a alma a Deus é figurada, ou seja, não ocorre literalmente, pois não há um
serviço de entrega de almas. Essa é uma figura que convencionamos chamar de metáfora.
Sentido DENOTATIVO: literal, ou do dicionário. Relaciona-se com a função referencial da lin-
guagem.
•• Adalberto morreu.
Quando dizemos função referencial, entende-se que o falante está preocupado em transmitir
precisamente o fato ocorrido, sem apelar para figuras de pensamento.
Apenas para ilustrar algumas das mais importantes figuras de linguagem que podem ser cobra-
das em algumas provas, observe a lista:
Metáfora: uma figura de linguagem, que consiste na comparação de dois termos sem o uso de
um conectivo.
•• Seus olhos são dois oceanos. (Os olhos possuem a profundidade do oceano, a cor do oce-
ano etc.)
Comparação: comparação direta com o elemento conectivo.
•• O vento é como uma mulher.
Metonímia: figura de linguagem que consiste utilização de uma expressão por outra, dada a
semelhança de sentido ou a possibilidade de associação lógica entre elas.
•• Vá ao mercado e traga um Nescau. (achocolatado em pó).
Antítese: figura de linguagem que consiste na exposição de ideias opostas.
“Nasce o Sol e não dura mais que um dia
Depois da Luz se segue à noite escura
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas e alegrias.”
(Gregório de Matos)

Os termos em negrito evidenciam relações semânticas de distinção (oposição). Nascer é o con-


trário de morrer, assim como sombra é o contrário de luz. Essa figura foi muito utilizada na poe-
sia brasileira, em especial pelo autor dos versos acima: Gregório de Matos Guerra.
Paradoxo: expressão que contraria o senso comum. Ilógica.

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“Amor é fogo que arde sem se ver;


É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.”
(Luís de Camões)

A construção semântica acima é totalmente ilógica, pois é impossível uma ferida doer e não ser
sentida, assim como não é possível o contentamento ser descontente.
Perífrase: expressão que tem por função substituir semanticamente um termo:
•• A última flor do Lácio anda muito judiada. (Português é a última flor do Lácio)
Eufemismo: figura que consiste em atenuar uma expressão desagradável:
•• José pegou emprestado sem avisar; (roubou).
Disfemismo: contrário ao Eufemismo, é a figura de linguagem que consiste em tornar uma ex-
pressão desagradável em algo ainda pior.
•• O homem abotoou o paletó de madeira. (morreu)
Prosopopeia: atribuição de características animadas a seres inanimados.
•• O vento sussurrou em meus ouvidos.
Hipérbole: exagero proposital de alguma característica.
•• Estou morrendo de rir.
Sinestesia: confusão dos sentidos do corpo humano para produzir efeitos expressivos.
•• Ouvi uma voz suave saindo do quarto.

Tradução de sentido:
Algumas questões (e essas são as mais “ardidas”) exigem um trabalho com a tradução do sen-
tido do que está escrito em uma sentença. Para compreender isso, a prática é a única saída.
Vejamos como isso funciona:
FCC – TRE-CE
Considerando-se o contexto, o sentido de uma expressão do texto está corretamente traduzido
em:
a) diz respeito ao interesse comum = relaciona-se com a vontade geral.
b) ingênuos seguidores = adeptos mais radicais.
c) é aí que se insere a sua famosa distinção = é aí que se contesta sua célebre equação.
d) visão essencialmente pessimista = perspectiva extremamente ambígua.
e) corrompem-se irremediavelmente = praticam a corrupção sem remorso.

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FCC – TRT1
Considerando-se o contexto, está clara e corretamente traduzido o sentido deste segmento:
a) permitindo que a prudência nos imobilize (2º parágrafo) = estacando o avanço da cautela.
b) a sabedoria popular também hesita, e se contradiz (3º parágrafo) = a proverbial sabedoria
também se furta aos paradoxos.
c) o confiante se vê malogrado (3º parágrafo) = deixa- se frustrar quem não ousa.
d) pés chumbados no chão da cautela temerosa (3º parágrafo) = imobilizado pela prudência
receosa.
e) orientação conciliatória (4º parágrafo) = paradigma incontestável.
Muito da interpretação de textos está relacionado com a capacidade de reconhecer os assun-
tos do texto e as estratégias de desenvolvimento de uma base textual. Para que isso seja possí-
vel, convém tomar três providências:
•• Eliminação dos vícios de leitura: para concentrar-se melhor na leitura.
•• Organização: para entender o que se pode extrair da leitura.
•• Conhecimento da tradição da banca: para optar pelas respostas que seguem o padrão co-
mum da banca examinadora.

Vícios de leitura
•• Movimento: consiste em não conseguir estudar, ler, escrever etc. sem ficar arrumando al-
gum subterfúgio para distrair-se. Comer, beber, ouvir música, ficar no sofá, brincar com o
cachorro são coisas que devem ser evitadas no momento de estudar.
•• Apoio: o vício do apoio é péssimo para a leitura, pois diminui a velocidade e a capacidade
de aprofundamento do leitor. Usar dedo, régua, papel ou qualquer coisa para “escorar” as
linhas significa que você está com sérios problemas de concentração.
•• Garoto da borboleta: se você possui os vícios anteriores, certamente é um “garoto da bor-
boleta”. Isso quer dizer que você se distrai por qualquer coisa e que o mínimo ruído é sufi-
ciente para acabar com o seu fluxo de leitura. Já deve ter acontecido: terminou de ler uma
página e se perguntou: “que foi mesmo que eu li”. Pois é, você só conseguirá se curar se
começar a se dedicar para obter o melhor de uma leitura mais aprofundada.

Organização leitora:
•• Posto: trata-se da informação que se obtém pela leitura inicial.
•• Pressuposto: trata-se da informação acessada por meio do que não está escrito.
•• Subentendido: trata-se da conclusão a que se chega ao unir posto e pressuposto.
Veja o exemplo abaixo:
•• Cientistas dizem que pode haver vida extraterreste em algum lugar do espaço.

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Desse trecho, pode-se concluir que a vida extraterrestre não é uma certeza, mas uma possi-
bilidade. Se a banca afirmar que certamente há vida extraterrestre, há um erro evidente na
questão.

Dicas de organização de leitura


1. Ler mais de uma vez o texto: para ter certeza do tema e de como o autor trabalha com o
assunto.
2. Atentar para a relação entre os parágrafos: analisar se há conexão entre eles e como ela é
feita. Se há explicação, contradição, exemplificação etc.
3. Entender o comando da questão: ler com atenção o que se pede para responder adequa-
damente.
4. Destacar as palavras de alerta: palavras como “sempre”, “nunca”, “exclusivamente”, “so-
mente” podem mudar toda a circunstância da questão, portanto elas devem ser destaca-
das e analisadas.
5. Limitar a interpretação: cuidado para não interpretar mais do que o texto permite. Antes
de afirmar ou negar algo, deve-se buscar o texto como base.
6. Buscar o tema central dos textos: é muito comum que haja questões a respeito do tema
do texto. Para captá-lo de maneira mais objetiva, atente para os primeiros parágrafos que
estão escritos.
7. Buscar a ancoragem das inferências: uma inferência é uma conclusão sobre algo lido ou
visto. Para que seja possível inferir algo, deve haver um elemento (âncora) que legitime a
interpretação proposta pelo examinador.
Dica final: fique esperto com questões que exigem a tradução do sentido de uma frase em ou-
tra, você deve buscar os sinônimos que estão presentes nas sentenças, ou seja, associar os sen-
tidos mais aproximados. Não é para ser o pai dos dicionários, apenas para conseguir identificar
relações de sentido e aproximação semântica.

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Questões

1. (12175) CESPE – 2008 – ME – Identificação da Ideia Central, Interpretação, Compreensão,


Tipologia e Gêneros Textuais
Em 2009, estudantes brasileiros de 15 anos de idade participarão, mais uma vez, do exame
global de maior repercussão sobre a qualidade do ensino: o PISA, sigla em inglês para
Programa Internacional de Avaliação de Alunos. Nossos resultados na prova de 2007 foram
desanimadores: o Brasil ficou em 53º lugar em Matemática e 52º em Ciências, entre 57
participantes. Em leitura, fomos o 48º, entre 56 nações, já que os norte-americanos não
fizeram o teste. O desempenho chocante, no entanto, pode apontar estratégias para deixarmos
a rabeira do ranque. Na opinião do responsável pelo PISA, o alemão Andreas Schleicher, traçar
comparações entre resultados — algo corriqueiro nas Ciências Naturais, mas pouco comum
no campo da Educação — é uma maneira eficaz de entender por que jovens de países como
Finlândia, Canadá e Coréia do Sul demonstram desempenho tão superior ao dos brasileiros. As
principais descobertas indicam que as nações bem-sucedidas miram alto, estabelecendo metas
de qualidade ambiciosas e, por isso, garantem que todos conseguem, de fato, aprender.
Internet: <http://revistaescola.abril.com.br> (com adaptações).

A partir das ideias expressas no texto acima, julgue o item abaixo.


Segundo o responsável pelo PISA, estabelecer confrontos entre comportamentos de seres vivos
é um procedimento usual em Ciências Naturais, mas incomum quando se trata de Educação.
( ) Certo   ( ) Errado

2. (12180) CESPE – 2012 – MP – Identificação da Ideia Central, Elementos Referenciais,


Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais
1 Observou-se, ao longo da história, não uma
condenação, mas uma espécie de cortina de silêncio iniciada
com Platão, cujo veto ao riso atingiu indiretamente o legado de
4 Demócrito (nascido em 460 a.C.), chamado de “o filósofo que
ri”. Infelizmente, da lavra de Demócrito pouco restou. O
rastilho daquele lampejo que fez o cérebro do filósofo brilhar
7 após a gargalhada apagou-se no mundo medieval.
A valorização cristã do sofrimento levou a um desprezo geral
pelo riso. Por conta desse renitente veto ao riso, figuras pouco
10 conhecidas foram desaparecendo da sisuda história da filosofia.
Com algumas exceções, filósofos sisudos e sérios se esquecem
de que os mecanismos de compreensão e recompensa tanto dos
13 conceitos filosóficos quanto das piadas são construídos da
mesma matéria. Em uma explanação filosófica ou em uma
anedota, o que o ouvinte mais teme é ser enganado. Neste caso,
16 o “quem ri por último ri melhor” é apenas outra versão da frase
que diz: “Quem ri por último não entendeu a piada”. A

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revelação que as piadas ou frases de duplo sentido
19 proporcionam é um dos insights de maior efeito entre as
pessoas. O que os filósofos chamam de “iluminação”, os
humoristas intitulam “solavanco mental” da anedota.
22 A capacidade de rir surge inerente ao homem, mas o
sentimento do humor é raro, pois envolve a capacidade de a
pessoa se distanciar de si mesma. “Eu sempre rio de todo
25 mundo que não riu de si também.” Esse foi o dístico que
Friedrich Nietzsche sugeriu escrever em sua porta, em A Gaia Ciência. Frase típica de
um filósofo gaiato. Literalmente. Elias Thomé Saliba. Na cortina de silêncio.
In: Carta Capital. Ano XII, n.º 673, 23/11/2011, p. 82-3, (com adaptações).

A respeito das ideias e das estruturas do texto, julgue o item subsequente.


O autor utiliza a frase de Nietzsche ‘Eu sempre rio de todo mundo que não riu de si também’ (l.
24-25) como argumento a favor da ideia de que a capacidade de rir é inerente ao homem.
( ) Certo   ( ) Errado

3. (12226) FCC – 2013 – BB – Identificação da Ideia Central, Inferência, Interpretação,


Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais
O Sul esteve por muito tempo isolado do resto do Brasil, mas nem por isso deixou de receber
influências musicais que chegavam de outras regiões do país e do mundo.
Mário de Andrade já tinha decifrado brilhantemente em seu Ensaio sobre a música brasileira
as fontes que compõem os ritmos nacionais: ameríndia, africana, europeia (principalmente
portuguesa e espanhola) e hispano-americana (Cuba e Montevidéu).
A gênese da música do Rio Grande do Sul também pode ser vista como reflexo dessa
multiplicidade de referências. Há influências diretas do continente europeu, e isso se mistura
à valiosa contribuição do canto e do batuque africano, mesmo tendo sido perseguido, vigiado,
quase segregado.
O vanerão* é próprio do Sul, e a famosa modinha, bem própria de Santa Catarina, onde se
encontra um dos mais antigos registros do estilo no Brasil. De origem lusitana, a modinha
tocada na viola, chorosa, suave e, enfim, romântica, tornou o gênero uma espécie de "mãe da
MPB"**.
*Vanerão = Ritmo de origem alemã, desenvolvido no sul.
**MPB = Música Popular Brasileira
(Adaptado de: Frank Jorge, de Porto Alegre. Revista da Cultura, 18. ed. p. 30, jan. 2009)

... mesmo tendo sido perseguido, vigiado, quase segregado. (final do 3º parágrafo)
O segmento acima deve ser entendido, considerando-se o contexto, como
a) uma condição favorável à permanência da música popular de origem africana.
b) uma observação que valoriza a persistente contribuição africana para a música brasileira.
c) restrição ao sentido do que vem sendo exposto sobre a música popular brasileira.
d) a causa que justifica a permanência da música de origem africana no Brasil.
e) as consequências da presença dos escravos e sua influência na música popular brasileira.

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4. (12249) FCC – 2012 – TRE – Inferência, Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros


Textuais
Como a Folha era o único veículo que mandava repórteres da sede em São Paulo para todos os
comícios e abria generosamente suas páginas para a cobertura da campanha das Diretas, passei
a fazer parte da trupe, dar palpites nos discursos, sugerir caminhos para as etapas seguintes.
Viajava com os três líderes da campanha em pequenos aviões fretados, e, em alguns lugares,
dr. Ulysses − era assim que se referiam a ele − fazia questão de anunciar minha presença no
palanque. Eu sabia que, em outras circunstâncias, essas coisas não pegariam bem para um
repórter. Àquela altura, no entanto, não me importava mais com o limite entre as funções do
profissional de imprensa e as do militante. Ficava até orgulhoso, para falar a verdade.
Cevado pelas negociações de bastidores no Parlamento, em que tudo devia estar acertado
antes de a reunião começar, o incansável Ulysses, que na Constituinte de 1987 passaria horas
presidindo a sessão sem levantar sequer para ir ao banheiro, transmudara-se num palanqueiro
de primeira. Impunha logo respeito, eu até diria que ele era reverenciado aonde quer que
chegasse. A campanha das Diretas não tinha dono, e por isso crescia a cada dia. Mas, embora
ele não tivesse sido nomeado, todos sabiam quem era o comandante.
Meu maior problema, além de arrumar um telefone para passar a matéria a tempo de
ser publicada, era o medo de avião. "Fica calmo, meu caro jornalista, avião comigo não
cai", procurava me tranquilizar dr. Ulysses, com seu jeito formal de falar até em momentos
descontraídos. Muitos anos depois, ele morreria num acidente de helicóptero, em Angra dos
Reis, no Rio, e seu corpo desapareceria no mar para sempre.
(Fragmento de Ricardo Kotscho. Do golpe ao Planalto: uma vida de repórter. São Paulo, Cia. das Letras, 2006,
p.120)

Eu sabia que, em outras circunstâncias, essas coisas não pegariam bem para um repórter. (1º
parágrafo)
Essa afirmação tem como pressuposto a exigência que geralmente se faz a um repórter de
a) distanciamento da participação política, ainda que por uma boa causa.
b) não envolvimento ou participação nos acontecimentos que está cobrindo.
c) não manifestar sua opinião pessoal a respeito dos acontecimentos que cobre.
d) manter uma absoluta imparcialidade diante dos fatos sobre os quais escreve.
e) não ficar junto dos líderes, mas dos anônimos que são o esteio dos movimentos.

5. (19319) FAURGS – 2012 – TJM – Tipologias Textuais, Interpretação, Compreensão, Tipologia e


Gêneros Textuais
“Você não está mais na idade
de sofrer por essas coisas”
Há então a idade de sofrer
e a de não sofrer mais
por essas, essas coisas?
As coisas só deviam acontecer
para fazer sofrer
na idade própria de sofrer?

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Ou não se devia sofrer
pelas coisas que causam sofrimento
pois vieram fora de hora, e a hora é calma?
E se não estou mais na idade de sofrer
é porque estou morto, e morto
é a idade de não sentir as coisas, essas coisas?
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Essas coisas. As impurezas do branco. Rio de Janeiro: José Olympio, 3. ed.,
1976, p.30)

Quanto ao tipo de texto, assinale a alternativa correta.


a) Trata-se de um texto predominantemente argumentativo, em que a narração está a serviço
de defesa de um ponto de vista.
b) O texto é predominantemente explicativo, com o propósito fundamental de levar o leitor a
compreender uma determinada informação.
c) O texto é descritivo, pois orienta o interlocutor em relação a procedimentos que deve
seguir.
d) Trata-se de um relato informal, em forma de crônica, cuja proposta é recriar para o leitor
uma situação cotidiana em linguagem literária.
e) O texto é predominantemente narrativo, visto que seu foco é a trama, que gira em torno de
personagens cuja vida é condicionada pelo ato de dirigir e que apresenta um momento de
complicação, que é o engarrafamento, a que se segue a solução final.

6. (27133) FUNDATEC – 2010 – UFCSPA – Elementos Referenciais , Interpretação, Compreensão,


Tipologia e Gêneros Textuais, Sintaxe do Período (Coordenadas e Subordinadas / Nexos)
Naturalmente, não será por causa dessa reação típica que você evitará dar feedbacks críticos
para as mulheres. Ambos, homens e mulheres, precisam feedbacks construtivos, sejam
corretivos ou positivos, para crescerem e se desenvolverem. Saiba, entretanto, reconhecer que
mulheres tendem a ser mais sensíveis às críticas do que os homens. E as mulheres precisam
reconhecer que o feedback crítico não é sinônimo de desaprovação, nem rejeição. Muitas
mulheres querem falar sobre a situação que originou o feedback negativo e restabelecer a
conexão. Mas a melhor hora para isso é, normalmente, quando elas querem.
A respeito da frase destacada, pode-se dizer que
I – A palavra isso refere-se a uma informação já mencionada no mesmo parágrafo.
II – O nexo coesivo Mas atribui à frase ideia de concessão.
III – A supressão de normalmente não provocaria nenhuma alteração na frase.
Quais estão incorretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) Apenas II e III.

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7. (36211) CESPE – 2013 – CPRM – Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais


1  O boom de mineração despertou o apetite dos países
donos de reservas, não importa a linha política de seus
governos.
4  O Peru, onde metade da arrecadação depende do
extrativismo, a moderada gestão de Ollanta Humala dobrou em
2011 a cobrança de royalties para até 6%. Na Tanzânia, quarto
7 maior produtor de ouro da África, o governo do Partido
Revolucionário baixou uma nova lei de mineração em 2010
e elevou de 3% para 4% os royalties dos metais preciosos.
10 A Índia, democracia mais populosa, subiu para 10% os
royalties da mineração em 2009. A China, regime autoritário
mais populoso, aumentou os impostos em 2011.
13  O ministro das Finanças de Quebec, maior província
do Canadá, convocou as mineradoras para uma reunião em
março para rever a taxação, sob o argumento de que “o
16 mercado de minerais não é o que era há dez anos” e de que é
necessário “maximizar os benefícios” à população.
Internet: <www.fazenda.gov.br>(com adaptações).

Julgue o item subsequente quanto a sentidos, estruturas e aspectos linguísticos do texto acima.
Depreende-se do texto que o boom de mineração afetou todos os países do mundo,
independentemente da linha política de seus governos.
( ) Certo   ( ) Errado

8. (58617) FDRH – 2014 – SARH – Sintaxe do Período (Coordenadas e Subordinadas / Nexos)


Lendo imagens
1 Quando lemos imagens - de qualquer tipo, sejam pintadas, esculpidas, fotografadas,
2 edificadas ou encenadas -, atribuímos a elas o caráter temporal da narrativa. Ampliamos o
3 que é limitado por uma moldura para um antes e um depois e, por meio da arte de narrar
4 histórias ( sejam de amor ou de ódio), conferimos à imagem imutável uma vida infinita e
5 inesgotável. André Malraux, que participou tão ativamente da vida cultural e da vida política
6 francesa no século XX, argumentou com lucidez que, ao situarmos uma obra de arte entre as
7 obras de arte criadas antes e depois dela, nós, os __________ modernos, tornávamo-nos os
8 primeiros .....ouvir aquilo que ele chamou de “canto da metamorfose” – quer dizer,
9 o diálogo que uma pintura ou uma escultura trava com outras pinturas e esculturas, de outras
10 culturas e de outros tempos. No passado, diz Malraux, quem contemplava o portal esculpido
11 de uma igreja gótica só poderia fazer comparações com outros portais esculpidos, dentro da
12 mesma área cultural: nós, ao contrário, temos à nossa disposição incontáveis imagens de
13 esculturas do mundo inteiro (desde as estátuas da Suméria .....de Elefanta, desde os frisos
14 da Acrópole até os tesouros de mármore de Florença) que falam para nós em uma língua
15 comum, de feitios e formas, o que permite que nossa reação ao portal gótico seja retomada
16 em mil outras obras esculpidas. A esse precioso patrimônio de imagens reproduzidas, que
17 está à nossa disposição na página e na tela, Malraux chamou “museu imaginário”.
18 E, no entanto, os elementos da nossa resposta, o vocabulário que empregamos para

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19 desentranhar a narrativa que uma imagem encerra são determinados não só pela iconografia
20 mundial mas também por um amplo _______ de circunstâncias, sociais ou privadas,
21 fortuitas ou obrigatórias. Construímos nossa narrativa por meio de ecos de outras narrativas,
22 por meio de ilusão do autorreflexo, por meio de conhecimento técnico e histórico, por meio
23 da fofoca, dos devaneios, dos preconceitos, da iluminação, dos escrúpulos, da ingenuidade,
24 da compaixão, do engenho. Nenhuma narrativa suscitada por uma imagem é definitiva ou
25 exclusiva, e as medidas para ________a sua justeza variam segundo as mesmas
26 circunstâncias que dão origem ....... própria narrativa.
27 A imagem de uma obra de arte existe em algum local entre percepções: entre aquela que
28 o pintor imaginou e aquela que o pintor pôs na tela; entre aquela que podemos nomear e
29 aquela que os contemporâneos do pintor podiam nomear; entre aquilo que lembramos e
30 aquilo que aprendemos; entre o vocabulário comum, adquirido de um mundo social, e um
31 vocabulário mais profundo, de símbolos ancestrais e secretos. Quando tentamos ler uma
32 pintura, ela pode nos parecer perdida em um abismo de incompreensão ou, se preferirmos,
33 em um vasto abismo que é uma terra de ninguém , feito de interpretações múltiplas.
34 Leituras críticas acompanham imagens desde o início dos tempos, mas nunca
35 efetivamente copiam, substituem ou assimilam as imagens. “Não explicamos as imagens”,
36 comentou com sagacidade o historiador de arte Michael Baxandall, “ explicamos comentários
37 a respeito de imagens”. Se o mundo revelado em uma obra de arte permanece sempre fora do
38 âmbito dessa obra, a obra de arte permanece sempre fora do âmbito de sua apreciação
39 crítica.
Os nexos segundo (linha 25), se (linha 32) e mas (linha 34) introduzem, respectivamente, ideias
de:
a) Ordenação, hipótese e concessão.
b) Conformidade, hipótese e oposição.
c) Conformidade, adição e oposição.
d) Ordenação, condição e concessão.
e) Ordenação, hipótese e oposição.

9. (58591) CESPE – 2013 – TRE – Estratégia Linguística, Interpretação, Compreensão, Tipologia e


Gêneros Textuais
1 Diversas são as naturezas dos instrumentos de que
dispõe o povo para participar efetivamente da sociedade em
que vive. Políticos, sociais ou jurisdicionais, todos eles
4 destinam-se à mesma finalidade: submeter o administrador ao
controle e à aprovação do administrado. O sufrágio universal,
por exemplo, é um mecanismo de controle de índole
7 eminentemente política — no Brasil, está previsto no art. 14 da
Constituição Federal de 1988, que assegura ainda o voto direto
e secreto e de igual valor para todos —, que garante o direito
10 do cidadão de escolher seus representantes e de ser escolhido
pelos seus pares.
Costuma-se dizer que a forma de sufrágio denuncia,
13 em princípio, o regime político de uma sociedade. Assim,
quanto mais democrática a sociedade, maior a amplitude do
sufrágio. Essa não é, entretanto, uma verdade absoluta. Um

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16 sistema eleitoral pode prever condições legítimas a serem


preenchidas pelo cidadão para se tornar eleitor, desde que não
sejam discriminatórias ou levem em consideração valores
19 pessoais. Segundo José Afonso da Silva, considera-se, pois,
universal o sufrágio quando se outorga o direito de votar a
todos os nacionais de um país, sem restrições derivadas de
22 condições de nascimento, de fortuna ou de capacidade especial.
No Brasil, só é considerado eleitor quem preencher os
requisitos da nacionalidade, idade e capacidade, além do
25 requisito formal do alistamento eleitoral. Todos requisitos
legítimos e que não tornam inapropriado o uso do adjetivo
universal.
Internet: <http://jus.com.br> (com adaptações).

Com relação aos aspectos linguísticos do texto, assinale a opção correta.


a) A palavra “capacidade” (L. 22) está empregada no sentido de volume.
b) O artigo masculino plural os poderia ser corretamente inserido após “Todos”, em “Todos
requisitos” (L. 25).
c) Na linha 3, “sociais ou jurisdicionais” caracterizam “Políticos”.
d) O pronome “eles” (L. 3) retoma “povo” (L. 2), cujo sentido genérico é conjunto de pessoas.
e) A expressão “desde que” (L. 17) poderia ser corretamente substituída por com a condição
de que.

10. (38296) ESAF – 2009 – ATA – Compreensão Gramatical do Texto, Interpretação, Compreensão,
Tipologia e Gêneros Textuais
Sem uma pesquisa sistemática sobre o assunto,
2 parece, à primeira vista, que os jornais cariocas são
mais prolíficos em notícias de crime do que os paulistas.
4 É alarmante a escalada da anomia em seu território.
Em menos de uma semana, invadiram-se duas
6 instalações militares para roubar armas, com êxito
absoluto. Os tiroteios são cotidianos nas vias de
8 acesso ao centro urbano e mesmo nesse centro, onde
quadrilhas organizam “bondes” para tomar de assalto
10 pedestres e motoristas. Nem mesmo membros das
famigeradas “milícias” estão inteiramente a salvo: na
12 semana passada, roubou-se a moto de um miliciano
encarregado de vigiar uma rua num subúrbio. Ou seja,
14 as quadrilhas vitimizam-se mutuamente, do mesmo
modo como costuma acontecer com as batalhas pelo
16 controle de pontos de droga.
(Muniz Sodré, Ruas de presas e de caçadores, 17/3/2009, (com cortes), em: http://www.observatoriodaimprensa.
com.br/artigos.asp?cod=529JDB002)

Assinale a afirmação falsa a respeito dos elementos linguísticos do texto.


a) A expressão “Nem mesmo”(ℓ. 10) pode ser substituída por “Até mesmo”, sem prejuízo do
significado do texto.

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b) Entende-se um predicado oculto em: Os tiroteios são cotidianos nas vias de acesso ao
centro urbano e [são cotidianos] mesmo nesse centro...
c) “Invadiram-se duas instalações militares”(ℓ. 5 e 6) pode ser substituída por: “duas
instalações militares foram invadidas”, sem prejuízo da correção gramatical.
d) O autor evita afirmar com plena certeza que os jornais cariocas são mais prolíficos em
notícias de crime do que os paulistas.
e) O advérbio “mutuamente”(ℓ. 14) significa: reciprocamente.

11. (76970) ESAF – 2013 – DNIT – Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais,
Análise de Alternativas / Itens, Tempos e Modos Verbais/Verbos
Por que deveria Brasília – cuja construção tanto está
custando ao povo brasileiro e cujos arquitetos se
consideram tão modernos – menosprezar as alterações
revolucionárias da organização social que a tecnologia
5 está provocando? Por que arquitetos com inclinações
socialistas deveriam construir uma cidade nova para uma
ordem burguesa antiquada? Em cidades mais antigas,
em toda parte, o problema de preparar o povo para o
lazer e de oferecer-lhe oportunidades de diversões
10 criativas diversificadas está sendo cuidadosamente
estudado por sociólogos, higienistas e urbanistas.
Entretanto, na cidade inteiramente nova de Brasília, que
se supõe esteja sendo construída para durar séculos, o
problema foi, completamente, esquecido.
(Freyre, Gilberto. Palavras repatriadas. Brasília: Editora UnB; São Paulo: Imprensa Oficial SP, 2003, p.244).

Assinale a opção correta a respeito do texto.


a) Os tempos verbais empregados indicam que o texto foi escrito imediatamente após a
publicação do projeto de construção de Brasília.
b) O teor das duas perguntas que iniciam o texto evidencia que o autor se interessa mais em
obter esclarecimentos do que em apresentar uma crítica ao projeto de construção da nova
capital do Brasil.
c) O autor do texto defende, de forma implícita, a ideia de que profissionais de outras áreas
do conhecimento deveriam participar do projeto de construção de Brasília.
d) Segundo o autor do texto, apesar do alto custo dos espaços de lazer de Brasília, as soluções
encontradas pelos arquitetos responsáveis não foram criativas.
e) O autor do texto aponta a contradição entre a opção ideológica dos arquitetos que
projetaram Brasília e a rejeição deles aos avanços tecnológicos na área da construção civil.

12. (97555) FCC – 2015 – TRT – Estratégia Linguística


Considere o texto abaixo para responder à questão.
1  O conceito de vergonha recobre um campo de significados bastante amplo e rico. Para o Dicionário Aurélio, por
exemplo, vergonha significa: a) desonra humilhante; opróbrio, ignomínia; b) sentimento penoso de desonra, humilhação
ou rebaixamento diante de outrem; c) sentimento de insegurança provocada pelo medo do ridículo, por escrúpulos etc.;
timidez, acanhamento; d) sentimento da própria dignidade, brio, honra. O Dicionário Larousse traz aproximadamente as
5 mesmas definições, mas acrescenta novas associações como: medo da desonra e embaraço. O Dicionário Lexis apresenta

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ainda algumas definições com nuanças diferentes: indignidade, sentimento penoso de baixeza, de confusão, sentimento de
desconforto provocado pela modéstia, sentimento de remorso. O que chama a atenção nas definições de vergonha é não
somente a diversidade dos significados atribuídos a este sentimento, mas também, e sobretudo, o fato de alguns destes
significados serem opostos: desonra/honra, indignidade/dignidade, humilhação/brio. Tal oposição, observada por Harkot-de—
10 La-Taille, faz esta autora perguntar-se que palavra é esta que recobre o não e o sim, a ausência e a presença, o temível e
o desejável.
 Uma forma comum de pensar este sentimento é afirmar que ele é simplesmente desencadeado pela opinião de
outrem. É o que, por exemplo, sugere a definição de Spinoza segundo a qual a vergonha é a tristeza que acompanha a
ideia de alguma ação que imaginamos censurada pelos outros. E é o que, explicitamente, a antropóloga Benedict afirma em
15 seu estudo sobre a sociedade japonesa. Para ela, as culturas da vergonha enfatizam as sanções externas, opondo-se às
verdadeiras culturas da culpa, que interiorizam a convicção do pecado. Quanto ao sentimento de vergonha, escreve que
alguém poderá envergonhar-se quando é ridicularizado abertamente, ou quando criar a fantasia para si mesmo de que o
tenha sido. Todavia, não acreditamos que tudo esteja dito assim; a vergonha pressupõe um controle interno: quem sente
vergonha julga a si próprio. Lembremos o fato notável de que a vergonha pode ser despertada pela simples exposição,
20 mesmo que não acompanhada de juízo negativo por parte dos observadores. Com efeito, certas pessoas sentem vergonha
pelo simples fato de estarem sendo observadas. O rubor pode subir às faces de alguém que está sendo objeto da atenção
de uma plateia, mesmo que esta atenção seja motivada pelo elogio, pelo recebimento de um prêmio, portanto
acompanhada de um juízo positivo. Este tipo de vergonha não deixa de ser psicologicamente misterioso: por que
será que as pessoas sentem desconforto ao serem “apenas” observadas, mesmo que esta observação não contenha
25 ameaças precisas, mesmo que ela seja lisonjeira?
(Adaptado de: LA TAILLE, Y. O sentimento de vergonha e suas relações com a moralidade. Psicologia: Reflexão e Crítica, São Paulo: Scielo, 2002,
15(1), p. 13-25)

Consideradas definições da palavra vergonha retiradas do Dicionário Aurélio, a alternativa que


contém exemplificação correta é:
a) sentimento da própria dignidade, brio, honra (linha 4): “Durante severa discussão, o mais
sincero dos amigos indagou-lhe se não tinha ética e vergonha na cara.”
b) sentimento penoso de desonra, humilhação ou rebaixamento diante de outrem (linhas 2 e
3): “Se tiverem vergonha, honrarão a confiança neles depositada e trabalharão com mais
lisura.”
c) desonra humilhante; opróbrio, ignomínia (linha 2): “Artista talentoso, o jovem pianista
contornou a explícita vergonha apresentando vários números antes de dirigir a palavra à
audiência”.
d) sentimento de insegurança provocada pelo medo do ridículo, por escrúpulos etc.; timidez,
acanhamento (linhas 3 e 4): “Todos ficaram constrangidos com o comportamento
indecoroso do magistrado; foi de fato uma vergonha.”
e) desonra humilhante; opróbrio, ignomínia (linha 2): “Um profundo sentimento de vergonha
o impedia de aceitar elogios sem negar ou diminuir o que nele viam de bom.”

13. (95712) FCC – 2015 – TRT – Polissemia e Figuras de Linguagem


“Você não está mais na idade
de sofrer por essas coisas”
Há então a idade de sofrer
e a de não sofrer mais
por essas, essas coisas?
As coisas só deviam acontecer
para fazer sofrer

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na idade própria de sofrer?
Ou não se devia sofrer
pelas coisas que causam sofrimento
pois vieram fora de hora, e a hora é calma?
E se não estou mais na idade de sofrer
é porque estou morto, e morto
é a idade de não sentir as coisas, essas coisas?
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Essas coisas. As impurezas do branco. Rio de Janeiro: José Olympio, 3. ed.,
1976, p.30)

Considerando-se que elipse é a supressão de um termo que pode ser subentendido pelo
contexto linguístico, pode- se identificá-la no verso:
a) As coisas só deviam acontecer
b) Ou não se devia sofrer
c) e a de não sofrer mais
d) é a idade de não sentir as coisas, essas coisas?
e) Você não está mais na idade

14. (105535) BIORIO – 2015 – IF-RJ – Tipologias Textuais


AS LEMBRANÇAS DE DARWIN
Darwin passou quatro meses no Brasil, em 1832,
durante a sua célebre viagem a bordo do Beagle. Voltou
impressionado com o que viu: “Delícia é um termo
insuficiente para exprimir as emoções sentidas por
um naturalista a sós com a natureza em uma floresta
brasileira”, escreveu. O Brasil, porém, aparece de forma
menos idílica em seus escritos: “Espero nunca mais
voltar a um país escravagista. O estado da enorme
população escrava deve preocupar todos os que
chegam ao Brasil. Os senhores de escravos querem ver
o negro como outra espécie, mas temos todos a mesma
origem”.
Em vez do gorjeio do sabiá, o que Darwin guardou
nos ouvidos foi um som terrível que o acompanhou por
toda a vida: “Até hoje, se eu ouço um grito, lembro-
me com dolorosa e clara memória, de quando passei
numa casa em Pernambuco e ouvi urros terríveis. Logo
entendi que era algum pobre escravo que estava sendo
torturado”.
Segundo o biólogo Adrian Desmond, “a viagem
do Beagle, para Darwin, foi menos importante pelos
espécimes coletados do que pela experiência de
testemunhar os horrores da escravidão no Brasil. De
certa forma, ele escolheu focar na descendência comum
do homem justamente para mostrar que todas as raças

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eram iguais e, desse modo, enfim, objetar àqueles que


insistiam em dizer que os negros pertenciam a uma
espécie diferente e inferior à dos brancos”.
O texto lido nesta prova deve ser classificado prioritariamente como:
a) lírico, por expressar emoções do naturalista Darwin.
b) satírico, por condenar a escravidão no Brasil.
c) informativo, por dar a conhecer novidades ao leitor.
d) narrativo, por relatar fatos cronologicamente sucessivos.
e) argumentativo, por defender a origem comum das espécies.

15. (110036) CESPE – 2016 – FUNPRESP-EXE – Tipologias Textuais, Interpretação, Compreensão,


Tipologia e Gêneros Textuais
1  O meu antigo companheiro de pensão Amadeu Amaral
Júnior, um homem louro e fornido, tinha costumes singulares
que espantavam os outros hóspedes.
4  Amadeu Amaral Júnior vestia-se com sobriedade: usava
uma cueca preta e calçava medonhos tamancos barulhentos.
Alimentava-se mal, espichava-se na cama, roncava
7 o dia inteiro e passava as noites acordado, passeando,
agitando o soalho, o que provocava a indignação dos
outros pensionistas. Quando se cansava, sentava-se a uma grande
10 mesa ao fundo da sala e escrevia o resto da noite. Leu um
tratado de psicologia e trocou-o em miúdo, isto é, reduziu-o a
artigos, uns quarenta ou cinquenta, que projetou meter nas
13 revistas e nos jornais e com o produto vestir-se, habitar
uma casa diferente daquela e pagar ao barbeiro.
 Mudamo-nos, separamo-nos, perdemo-nos de vista.
16 Creio que os artigos de psicologia não foram publicados,
pois há tempo li este anúncio num semanário: “Intelectual
desempregado. Amadeu Amaral Júnior, em estado de
19 desemprego, aceita esmolas, donativos, roupa velha, pão
dormido. Também aceita trabalho”. O anúncio não produziu
nenhum efeito.
22  Muita gente se espanta com o procedimento desse amigo.
Não sei por quê. Eu, por mim, acho que Amadeu
Amaral Júnior andou muito bem. Todos os jornalistas
25 necessitados deviam seguir o exemplo dele. O anúncio, pois
não. E, em duros casos, a propaganda oral, numa esquina, aos
gritos. Exatamente como quem vende pomada para calos.
Graciliano Ramos. Um amigo em talas. In: Linhas tortas. Rio de Janeiro: Record, 1983, p. 125 (com adaptações).

Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto Um amigo em talas, julgue o item que
se segue.

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Para caracterizar o personagem Amadeu Amaral Júnior, o narrador combina, no segundo
parágrafo, recursos dos tipos textuais narrativo e descritivo.
( ) Certo   ( ) Errado

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Questões, poderá assistir ao vídeo da explicação do professor.
https://acasadasquestoes.com.br/simulados/resolver/H9116701#.V3VSb_krKM8

Gabarito: 1. (12175) Certo 2. (12180) Errado 3. (12226) B 4. (12249) B 5. (19319) A 6. (27133) E 7. (36211) Errado 
8. (58617) B 9. (58591) E 10. (38296) A 11. (76970) C 12. (97555) A 13. (95712) C 14. (105535) C 15. (110036) Certo

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Redação Oficial

Professor Pablo Jamilk

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Edital

REDAÇÃO OFICIAL: Manual de Redação da Presidência da República. Redação de correspondên-


cias oficiais: documentos oficiais utilizados pelas instituições públicas brasileiras

BANCA: ESAF
CARGO: Assistente Técnico Administrativo

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Redação Oficial

REDAÇÃO DE CORRESPONDÊNCIAS OFICIAIS

Olá, guerreiro(a) do concurso! Aqui é o professor Pablo Jamilk! Eu serei o seu professor do
assunto de Redação de Correspondências Oficiais! Esse conteúdo é fantástico, sério! Cada vez
mais, há questões de Redação Oficial em provas de concurso público! Muita gente deixa para
estudar na última hora e acaba se lascando. Não seja um desses! Estude antes que a prova
devore você! Vamos moer esse conteúdo!

Iniciando o trabalho!

Por definição, é possível dizer que redação oficial é “a maneira pela qual o Poder Público redige
atos normativos e comunicações”. Essa definição ajuda a entender que há uma sistematização
para os procedimentos de serviço na Administração Pública.
Dentre os documentos que servem de base para entender a documentação oficial, podemos
destacar os seguintes:

I. ASPECTOS DA CORRESPONDÊNCIA OFICIAL


O propósito primeiro de qualquer comunicação consiste em transmitir uma informação.
A depender da relação entre as partes comunicadoras, surgem as distinções entre tipos
de comunicação. A comunicação oficial difere das demais pelos critérios fundamentais de
formalidade e de rigor na produção dos textos.
Há previsão da natureza comunicativa do expediente oficial no artigo 37, da CF, o qual ensina
que "a administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (...)". Isso se estende para a comunicação,
que deve ter como princípios a impessoalidade e a publicidade de seus atos normativos.
Vale mencionar que, apesar de o texto oficial possuir padrões específicos para sua formatação,
a burocracia comunicativa deve ser evitada, ou seja, não existe uma linguagem da redação
oficial, não há um “burocratês” para a redação de expediente.
Os elementos da comunicação estão divididos da seguinte maneira:

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Ou seja:
a) alguém que comunique (emissor);
b) algo a ser comunicado (mensagem);
c) alguém que receba essa comunicação (receptor).
No caso da redação oficial, o comunicador é o Serviço Público (este ou aquele Ministério,
Secretaria, Departamento, Divisão, Serviço, Seção); aquilo que é comunicado é sempre algum
assunto relativo às atribuições do órgão que expede a comunicação; o receptor ou destinatário
dessa comunicação pode ser o público, o conjunto dos cidadãos, ou outro órgão público, do
Executivo ou dos outros Poderes da União.
Por meio disso, fica evidente também que as comunicações oficiais são necessariamente
uniformes, pois há sempre um único comunicador (o Serviço Público) e o receptor dessas
comunicações ou é o próprio Serviço Público (no caso de expedientes dirigidos por um órgão a
outro) – ou o conjunto dos cidadãos ou instituições tratados de forma homogênea (o público).

DOCUMENTOS NORTEADORES DA COMUNICAÇÃO OFICIAL


•• Manual de Redação da Presidência da República.
•• Manual de Redação do Senado Federal.
•• Manual de Redação da Câmara dos Deputados.
É necessário levar em consideração a orientação que esses documentos trazem, porque a
cobrança nas provas está relacionada às normas que os manuais veiculam.
Deve-se retirar o preconceito com que algumas pessoas tratam esse assunto, pois a
matéria é fácil, apesar de exigir um pouco de memorização. A capacidade de analisar regras
fundamentais de escrita será essencial para acertar as questões de prova.
Vejamos, a partir de agora, quais são os princípios da Redação Oficial.

1. Impessoalidade
A fim de compreender o que é IMPESSOALIDADE na comunicação oficial, é preciso associar
esse conceito ao conceito de impessoalidade que se identifica como um dos princípios da
Administração Pública.
Para que o tratamento nas comunicações oficiais seja considerado, de fato, como impessoal,
necessita-se, dentre outras características:
•• da ausência de impressões individuais de quem comunica: o que quer dizer que é vetado
ao emissor da comunicação introduzir juízos de qualquer natureza a respeito daquilo que
está comunicando;
•• da impessoalidade de quem recebe a comunicação, com duas possibilidades: ela pode ser
dirigida a um cidadão, sempre concebido como público, ou a outro órgão público. Nos dois

140 www.acasadoconcurseiro.com.br
ATA – Redação Oficial – Prof. Pablo Jamilk

casos, temos um destinatário concebido de forma homogênea e impessoal. O que significa


que deve ser evitado qualquer tipo de intimidade na comunicação;
•• do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se o universo temático das comunicações
oficiais se restringe a questões que dizem respeito ao interesse público, desse modo, não é
possível fazer uso da comunicação oficial para finalidade particular.
Note-se que, se na comunicação houver pronomes que indiquem primeira pessoa, não haverá
rompimento da noção de impessoalidade, contanto que o propósito da comunicação seja
público.
Algumas questões exigem que o candidato analise o tipo de comunicação e a adequação do
texto aos princípios da RCO. Nesse momento, é muito importante pensar a respeito do critério
de impessoalidade.

II. USO DO PADRÃO CULTO DA LINGUAGEM


O uso do padrão culto da linguagem está relacionado essencialmente com a correção gramatical
do texto. Essencialmente, mas não apenas. Existem outras características que devem ser
levadas em consideração nesse tópico:
•• Evitar o uso de uma linguagem restrita a determinados grupos, tais como gírias,
regionalismos e jargões técnicos.
•• Evitar coloquialismos.
•• A linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a exijam, sendo de
evitar o seu uso indiscriminado.
•• Lembrar que não existe “padrão oficial de linguagem”.
•• Usar o estrangeirismo de forma consciente.
•• Usar neologismos com critério.
•• Observar as regras da gramática formal.
•• Empregar um vocabulário comum ao conjunto dos usuários do idioma.
•• Evitar preciosismos.

III. CLAREZA
Consiste, basicamente, no modo com a mensagem é transmitida. Não se concebe um texto
oficial obscuro ou de difícil entendimento. Para que haja clareza na mensagem, a observação
dos itens relativos ao uso do padrão culto da linguagem é imprescindível, bem como a
formalidade e a padronização documental, que serão vistos posteriormente.
Na revisão de um expediente, deve-se avaliar, ainda, se ele será de fácil compreensão por seu
destinatário.

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IV. CONCISÃO
Consiste em exprimir o máximo de ideias com o mínimo de palavras, para, desse modo, agilizar
a comunicação oficial. Devem ser evitadas redundâncias, explicações desnecessárias e partes
que não façam parte da matéria da comunicação.

V. FORMALIDADE E UNIFORMIDADE
São dois aspectos muito próximos, uma vez que, ao falar de Administração Pública e redação de
documentos que lhe são relativos, é preciso entender a necessidade de haver uma padronização
na comunicação oficial.
Pensando nisso, o Manual de Redação da Presidência da República estabelece uma formatação
especifica para cada tipo de correspondência ou documento. Isso quer dizer que há um rito
específico para cada tipo de documento, sendo que tal rito envolve desde o formato do
documento até os itens dele constantes.

I. OS VOCATIVOS E PRONOMES DE TRATAMENTO MAIS UTILIZADOS


Com o objetivo de respeitar o princípio da formalidade na redação oficial, o emprego dos
pronomes de tratamento deve observado. Estabelecido por secular tradição, o emprego
dos pronomes de tratamento está relacionado ao cargo que o indivíduo ocupa. Além disso,
é preciso entender que há um vocativo que deve ser empregado com os pronomes de
tratamento em alguns expedientes:
Vossa Excelência, para as seguintes autoridades:
a) Do Poder Executivo:
•• Presidente da República;
•• Vice-Presidente da República;
•• Ministros de Estado*;
•• Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal;
•• Oficiais-Generais das Forças Armadas;
•• Embaixadores;
•• Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos de natureza especial;
•• Secretários de Estado dos Governos Estaduais;
•• Prefeitos Municipais.
* Nos termos do Decreto no 4.118, de 7 de fevereiro de 2002, art. 28, parágrafo único, são
Ministros de Estado, além dos titulares dos Ministérios: o Chefe da Casa Civil da Presidência
da República, o Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, o Chefe da Secretaria-Geral

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da Presidência da República, o Advogado-Geral da União e o Chefe da Corregedoria-Geral da


União.
b) Do Poder Legislativo:
•• Deputados Federais e Senadores;
•• Ministros do Tribunal de Contas da União;
•• Deputados Estaduais e Distritais;
•• Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais;
•• Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais.
c) Do Poder Judiciário:
•• Ministros dos Tribunais Superiores;
•• Membros de Tribunais;
•• Juízes;
•• Auditores da Justiça Militar.
O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo
Senhor, seguido do cargo respectivo:
•• Excelentíssimo Senhor Presidente da República,
•• Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional,
•• Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal.
As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor, seguido do cargo respectivo:
•• Senhor Senador,
•• Senhor Juiz,
•• Senhor Ministro,
•• Senhor Governador,
No envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades tratadas por Vossa
Excelência, terá a seguinte forma:
•• Exemplo 1:
A Sua Excelência o Senhor
Fulano de Tal
Ministro de Estado da Justiça
70064-900 – Brasília. DF

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•• Exemplo 2:
A Sua Excelência o Senhor
Senador Fulano de Tal
Senado Federal
70165-900 – Brasília. DF
•• Exemplo 3:
A Sua Excelência o Senhor
Fulano de Tal
Juiz de Direito da 10a Vara Cível
Rua ABC, no 123
01010-000 – São Paulo. SP
Em comunicações oficiais, está abolido o uso do tratamento digníssimo (DD), pois seria
redundante, uma vez que “dignidade” é um pressuposto para os cargos em questão.
Vossa Senhoria é empregado para as demais autoridades e para particulares. O vocativo
adequado é:
•• Senhor Fulano de Tal,
No envelope, deve constar do endereçamento:
Ao Senhor
Fulano de Tal
Rua dos Grãos, no 69
12345-000 – Cascavel. PR
Como se depreende do exemplo acima, fica dispensado o emprego do superlativo ilustríssimo
para as autoridades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para particulares. É
suficiente o uso do pronome de tratamento Senhor.
Acrescente-se que doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. Apesar de haver
tradição no ramo do Direito, as comunicações oficiais dispensam o seu uso.
Mencionemos, ainda, a forma Vossa Magnificência, empregada por força da tradição, em
comunicações dirigidas a reitores de universidade. Corresponde-lhe o vocativo “Magnífico
Reitor”.
Os pronomes de tratamento para religiosos, de acordo com a hierarquia eclesiástica, são:
•• Vossa Santidade, em comunicações dirigidas ao Papa. O vocativo correspondente é
“Santíssimo Padre”.
•• Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima, em comunicações aos Cardeais.
Corresponde-lhe o vocativo:
•• Eminentíssimo Senhor Cardeal;
•• Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal.

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•• Vossa Excelência Reverendíssima é usado em comunicações dirigidas a Arcebispos e


Bispos;
•• Vossa Reverendíssima ou Vossa Senhoria Reverendíssima para Monsenhores, Cônegos e
superiores religiosos;
•• Vossa Reverência é empregado para sacerdotes, clérigos e demais religiosos;

Concordância dos termos relacionados aos pronomes de tratamento


Lembre-se, sempre, de que a concordância verbal na correspondência oficial, independente
do vocativo adotado, é realizada como se o pronome fosse a palavra “você”. Além disso, o a
concordância nominal deve ser feita como gênero da pessoa, não da palavra.
Exemplo:
•• Vossa Senhoria está convidado para o evento (Diretor de Repartição).
•• Vossa Excelência está convocada para a reunião (Diretora de Comissão).
Os Fechos Adequados para Cada Correspondência
O fecho das comunicações oficiais possui, além da finalidade óbvia de arrematar o texto, a de
saudar o destinatário. São divididos, para sintetizar, em apenas dois fechos simples:
Para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República:
•• Respeitosamente,
Para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior:
•• Atenciosamente,
Atenção: ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigidas a autoridades estrangeiras,
que atendem a rito e tradição próprios, devidamente disciplinados no Manual de Redação do
Ministério das Relações Exteriores.

Identificação do signatário
À exceção das comunicações assinadas pelo Presidente da República, todas as demais
comunicações oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede, abaixo do
local de sua assinatura. O modelo de identificação é o seguinte:
(espaço para assinatura)
Nome
Chefe do Departamento do Exemplo da Assinatura
(espaço para assinatura)
Nome
Ministro de Estado da Justiça

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Caso não haja espaço na página, recomenda-se não deixar a assinatura em página isolada do
expediente. Por isso, é necessário transferir ao menos a última frase anterior ao fecho para a
última página.

RESUMO
Resumo dos principais pronomes de tratamento: EDITAR ESSA TABELA

Resumo para os Fechos:


A dica é a seguinte:
•• Se o cara for superior, é preciso ter respeito!
•• Se o cara for igual ou inferior, você quase não dá atenção!

II. NORMAS GERAIS PARA ELABORAÇÃO PARA DOCUMENTOS OFICIAIS


As normas que se seguem foram retiradas do Manual de Redação da Presidência da Republica:
1) Utilize as espécies documentais, de acordo com as finalidades expostas nas estruturas dos
modelos que serão expostos;
2) Utilize os pronomes de tratamento, os vocativos, os destinatários e os endereçamentos
corretamente;
3) Utilize a fonte do tipo Times New Roman de corpo:

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•• 12 no texto em geral;
•• 11 nas citações;
•• 10 nas notas de rodapé.
4) Para símbolos que não existem na fonte Times New Roman pode-se utilizar as fontes:
•• Symbol;
•• Wingdings.
5) É obrigatório constar, a partir da segunda página, o número da página;
6) Os ofícios, memorandos e seus anexos poderão ser impressos em ambas as faces do papel.
Neste caso, as margens esquerda e direita terão as distâncias invertidas nas páginas pares
(“margem espelho”);
No caso de Comunicação Interna – como exemplo do MEMORANDO -, o destinatário deverá
ser identificado pelo cargo, não necessitando do nome de seu ocupante. Exceto para casos
em que existir um mesmo cargo para vários ocupantes, sendo necessário, então, um vocativo
composto pelo cargo e pelo nome do destinatário em questão.
Exemplo:
Ao Senhor Assessor
Juca Duarte
Quando um documento estiver respondendo à solicitação de outro documento, deve-se fazer
referência à espécie, ao número e à data ao qual se refere.
O tema ou assunto que motiva a comunicação deve ser introduzido no primeiro parágrafo,
seguido do detalhamento e conclusão. Se houver mais de uma ideia contida no texto, deve-se
tratar dos diferentes assuntos em parágrafos distintos.
A referência ao ano do documento deve ser feita após a espécie e número do expediente,
seguido de sigla do órgão que o expede.
Exemplo:
Ofício nº 33/2009-DAI/TCE

III. DESTAQUES
Existem maneiras de criar “pontos de atenção” dentro do texto. Esses recursos sãos os
destaques. Vejamos os principais:
Itálico
Por convenção, usa-se o recurso do itálico em
•• títulos de livros,
•• de periódicos,

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•• de peças,
•• de óperas,
•• de música,
•• de pintura,
•• de escultura,
•• nomes de eventos,
•• estrangeirismos citados no corpo do texto.
Lembre-se, porém, de que, na grafia de nome de instituição estrangeira, não se pode usar o
itálico.
Observação: se o texto já estiver todo escrito em itálico, a marcação que destaca as palavras
e locuções de outros idiomas que não foram adaptadas ao português, pode ser feito por
meio de um recurso que se chama “redondo”, ou seja, o contrário do itálico, grafar a palavra
normalmente sem o recurso em questão.
O itálico é utilizado na grafia de nomes científicos, de animais e vegetais (Exemplos: Canis
Familiaris, Zea Mays). Finalmente, também é possível sua utilização, desde que sem exageros,
na escrita de palavras e/ou de expressões às quais se queira enfatizar, recurso tal que pode ser
substituído pelas aspas.

Aspas
As duplas (“ ”) são utilizadas para:
•• Introduzir citações diretas cujos limites não ultrapassem três linhas;
•• Evidenciar neologismos. Por exemplo: “macaqueação”; “printar”;
•• Ressaltar o sentido de uma palavra quando não habitual, principalmente nos casos de
derivação imprópria – Exemplos: Existem alguns “porquês” a respeito da situação;
•• Evidenciar o valor – irônico ou afetivo de um termo – Exemplos: Esse “probleminha” custou
a empresa.
•• As aspas simples (‘ ’) são utilizadas quando, em qualquer uma das circunstâncias
mencionadas, surge dentro de uma citação que já foi introduzida por aspas.

Negrito
Usado para:
•• Transcrição de entrevistas.
•• Indicação de títulos ou subtítulos.
•• Ênfase em termos do texto.

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Maiúsculas
Emprega-se letra maiúscula no início de sentenças, bem como nos títulos de obras de arte ou
de natureza técnico-científica. Além desses usos, convencionou-se o emprego nas seguintes
circunstâncias:
•• substantivos que indicam nomes próprios e de sobrenomes (Pablo Jamilk) de cognomes
(Alexandre, o Greve); de alcunhas (o Batata); de pseudônimos (Alberto Caeiro); de nomes
dinásticos (os Médici);
•• topônimos (Rio Grande do Sul, Itália);
•• regiões (Nordeste, Sul);
•• nomes de instituições culturais, profissionais e de empresa (Fundação Carlos Chagas,
Associação Brasileira de Normas Técnicas);
•• nome de divisão e de subdivisão das Forças Armadas (Exército, Polícia Militar);
•• nome de período e de episódio histórico (Idade Moderna, Estado Novo);
•• nome de festividade ou de comemoração cívica (Natal, Dia dos Pais);
•• designação de nação política organizada, de conjunto de poderes ou de unidades da
Federação (golpe de Estado, Estado de São Paulo);
•• nome de pontos cardeais (Sul, Norte, Leste, Oeste);
•• nome de zona geoeconômica e de designações de ordem geográfica ou político-
administrativa (Agreste, Zona da Mata, Triângulo Mineiro);
•• nome de logradouros e de endereço (Av. Tancredo Neves, Rua Carlos Gomes);
•• nome de edifício, de monumento e de estabelecimento público (edifício Coimbra, Estádio
do Pacaembu, Aeroporto de Viracopos, Igreja do São Tomé);
•• nome de imposto e de taxa (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores);
•• nome de corpo celeste, quando designativo astronômico (“A Terra gira em torno do Sol”);
•• nome de documento ao qual se integra um nome próprio (Lei Áurea, Lei Afonso Arinos).

Minúsculas
Além de sempre usada na grafia dos termos que designam as estações do ano, os dias da
semana e os meses do ano, a letra minúscula (comumente chamada de caixa-baixa – Cb), é
também usada na grafia de:
•• cargos e títulos nobiliárquicos (rei, dom); dignitários (comendador, cavaleiro); axiônimos
correntes (você, senhor); culturais (reitor, bacharel); profissionais (ministro, médico,
general, presidente, diretor); eclesiásticos (papa, pastor, freira);
•• gentílicos e de nomes étnicos (alemães, paulistas, italianos);
•• nome de doutrina e de religiões (catolicismo, protestantismo);

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•• nome de grupo ou de movimento político e religioso (petistas, evangélicos);
•• na palavra governo (governo Lula, governo de Minas Gerais);
•• nos termos designativos de instituições, quando esses não estão integrados no nome delas
– Exemplos: O Conselho Nacional de Segurança tem por objetivo (…), porém, esse conselho
não abdica de...
•• nome de acidente geográfico que não seja parte integrante do nome próprio: rio Amazonas,
serra do Mar, cabo Norte (mas, Cabo Frio, Rio de Janeiro, Serra do Salitre);
•• prefixo, Exemplos: ex-Ministro da Saúde, ex-Presidente do Senado;
•• nome de derivado: hegeliano, kantiano;
•• pontos cardeais, quando indicam direção ou limite: o norte de São Paulo, o sul do Paraná.

IV. SIGLAS E ACRÔNIMOS


Sigla é a representação de um nome por meio de suas letras iniciais – Exemplos: IPVA, CEP,
INSS. Apesar de obedecer às mesmas regras dispostas para as siglas, os acrônimos são distintos
em sua formação, ou seja, são palavras constituídas pelas primeiras letras ou sílabas de outras
palavras – Exemplo: Telebras, Petrobras, Transpetro.
Regras:
•• Costuma-se não se colocar ponto nas siglas;
•• São grafadas em caixa-alta as siglas compostas apenas de consoante: FGTS;
•• São grafadas em caixa-alta as siglas que, apesar de compostas de consoante e de vogal, são
pronunciadas mediante a acentuação das letras: IPTU, IPVA, DOU;
•• São grafados em caixa alta e em caixa-baixa os compostos de mais de três letras (vogais
e consoantes) que formam palavra, ou seja, os acrônimos: Bacen, Cohab, Petrobras,
Embrapa.
•• Siglas e acrônimos devem vir precedidos de respectivo significado e de travessão em sua
primeira ocorrência no texto (Exemplos: Diário Oficial da União– DOU).

V. ENUMERAÇÕES
Tradicionalmente, as enumerações são introduzidas pelo sinal de dois-pontos, seguidas dos
elementos enumerados que devem aparecer introduzidos por algum tipo de marcador. O mais
comum é o marcador feito com letras minúsculas em ordem alfabética seguidas de parênteses.
Ex.:
a)
b)
c)

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Os itens enumerados também podem aparecer em linha: a), b), c).


Os elementos da enumeração são, usualmente, encerrados com ponto-e-vírgula até o
penúltimo item, pois o último elemento deverá ser finalizado por ponto final. Caso o trecho
anunciativo termine com um ponto final, os itens que o sucedem serão grafados com a inicial
maiúscula, bem como serão finalizados com ponto final.

VI. GRAFIA DE NUMERAIS


A orientação geral para a grafia de numerais é a de que sejam escritos com algarismos arábicos.
Porém, em algumas situações especiais é regra grafá-los, no texto, por extenso. Eis algumas
dessas situações:
•• De zero a nove: três quadras, quatro mil;
•• Dezenas redondas: trinta pessoas, sessenta milhões;
•• Centenas redondas: quatrocentos mil, oitocentos trilhões, duzentas mulheres.
Em todos os casos, porém, só se usam palavras quando não há nada nas ordens ou nas classes
inferiores (Exemplos: 10 mil, mas 10.200 e não 10 mil e duzentos).
Acima do milhar, no entanto, dois recursos são possíveis:
•• Aproximação de número fracionário, como em 33,8 milhões;
•• Desdobramento dos dois primeiros termos, como em 33 milhões e 789 mil.
Os ordinais são grafados por extenso de primeiro a décimo, os demais devem ser representados
de forma numérica, com algarismos: quarto, sexto, mas 18º, 27º etc.

VII. O PADRÃO OFÍCIO


No que diz respeito à Redação Oficial, as questões de concurso costumam focalizar o conteúdo
relativo ao Padrão Ofício. Portanto, é muito importante entender como ele se estrutura e o que
as bancas podem cobrar a seu respeito. Nesse momento, é importante seguir precisamente o
que o Manual de Redação da Presidência da República ensina.
Estrutura de correspondência no Padrão Ofício:
a) Tipo e número do expediente, seguido da sigla do órgão que o expede.
Exemplos:
•• Mem. 123/2014-MME
•• Aviso 123/2013- MPOG
•• Of. 123/2012-MF

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b) Local e data em que foi assinado, por extenso, com alinhamento à direita.
Exemplo:
Brasília, 19 de outubro de 2014.
c) Assunto: resumo do teor do documento.
Exemplos:
•• Assunto: Solicitação de fundos.
d) Destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem se dirige a comunicação. No caso do
ofício, deve-se incluir também o endereço.
e) Texto: nos casos em que não for de mero encaminhamento de documentos, o expediente
deve conter a seguinte estrutura:
•• Introdução, que se confunde com o parágrafo de abertura, na qual é apresentado o assunto
que motiva a comunicação. Lembre-se de que o texto deve primar por concisão, clareza
e objetividade, portanto, não e aceitável que se incluam itens redundantes ou retóricos
nesse texto.
•• Desenvolvimento, no qual o assunto é detalhado; se o texto contiver mais de uma ideia
sobre o assunto, elas devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que confere maior
clareza à exposição;
•• Conclusão, em que é reafirmada ou simplesmente reapresentada a posição recomendada
sobre o assunto.
Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto nos casos em que estes estejam
organizados em itens ou títulos e subtítulos.
Quando se tratar de um encaminhamento de documentos a estrutura é a seguinte:
•• Introdução: deve iniciar com referência ao expediente que solicitou o encaminhamento. Se
a remessa do documento não tiver sido solicitada, deve iniciar com a informação do motivo
da comunicação, que é encaminhar, indicando a seguir os dados completos do documento
encaminhado (tipo, data, origem ou signatário, e assunto de que trata), e a razão pela qual
está sendo encaminhado, segundo a seguinte fórmula:
“Em resposta ao Aviso nº 50, de 2 de fevereiro de 2014, encaminho, anexa, cópia do Ofício nº
77, de 3 de março de 2013, do Departamento Geral de Infraestrutura, que trata da requisição
do servidor Fulano de Tal.”
ou
“Encaminho, para análise e pronunciamento, a anexa cópia do telegrama no 13, de 1o de
fevereiro de 2005, do Presidente da Confederação Nacional de Agricultura, a respeito de
projeto de modernização de técnicas agrícolas na região Nordeste.”
•• Desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer algum comentário a respeito
do documento que encaminha, poderá acrescentar parágrafos de desenvolvimento;

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em caso contrário, não há parágrafos de desenvolvimento em aviso ou ofício de mero


encaminhamento.
f) Fecho: respeitosamente (para autoridades de hierarquia superior) ou atenciosamente
(para autoridades de hierarquia igual ou inferior) (dependendo do destinatário);
g) Assinatura do autor da comunicação;
h) Identificação do signatário.
Os expedientes que se assemelham pela estrutura de diagramação (o padrão ofício) são o aviso,
o ofício e o memorando – ressalvadas as suas particularidades.

VIII. DOCUMENTOS
Os documentos a seguir devem ser estudados, memorizados e vividos, para não perder questão
alguma nas provas.
Vejamos a orientação do MRPR sobre AVISO e OFÍCIO:
Quanto a sua forma, aviso e ofício seguem o modelo do padrão ofício, com acréscimo do
vocativo, que invoca o destinatário (v. 2.1 Pronomes de Tratamento), seguido de vírgula.
Exemplos:
Excelentíssimo Senhor Presidente da República
Senhora Ministra
Senhor Chefe de Gabinete
Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as seguintes informações do remetente:
– nome do órgão ou setor;
– endereço postal;
– telefone e endereço de correio eletrônico.

IX. AVISO
Os avisos são atos que competem aos Ministros de Estado que dizem respeito a assuntos
relativos aos seus ministérios. Os avisos são expedidos exclusivamente por Ministros de
Estado, Secretário-Geral da Presidência da República, Consultor-Geral da República, Chefe do
Estado Maior das Forças Armadas, Chefe do Gabinete Militar da Presidência da República e
pelos Secretários da Presidência da República, para autoridades de mesma hierarquia. Note-
se o ensinamento sobre avisos do MRPR: o aviso é expedido exclusivamente por Ministros de
Estado, para autoridades de mesma hierarquia. Usualmente, as bancas costumam mudar uma
palavra nessa sentença: trocar “aviso” por “ofício”.

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MODELO DE AVISO
BASEADO NO MANUAL DE REDAÇÃO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

X. OFÍCIO
É o tipo mais comum de comunicação oficial. Uma vez que se trata de um documento da
correspondência oficial, só pode ser expedido por órgão público, em objeto de serviço.
O destinatário do ofício, além de outro órgão público, também pode ser um particular. O
conteúdo do ofício costuma ser matéria administrativa. Lembre-se de que o ofício é documento
eminentemente externo.

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XI. MEMORANDO
É uma modalidade de comunicação eminentemente interna, que ocorre entre unidades
administrativas de um mesmo órgão, as quais podem estar hierarquicamente em mesmo
nível ou em níveis diferentes. O uso corrente do memorando deve-se a sua simplicidade e a
sua rapidez, isso quer dizer que é uma comunicação célere. Ultimamente, o memorando vem
sendo substituído pelo correio eletrônico.
Quanto à forma, o memorando segue o modelo do padrão ofício, todavia com uma distinção:
o destinatário deve ser mencionado pelo cargo que ocupa. Veja um modelo de Memorando.

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XII. REQUERIMENTO
O requerimento é um tipo de pedido, em que o signatário pede algo que pense ser justou legal.
Qualquer indivíduo que tenha interesse no serviço público pode se valer de um requerimento,
que será dirigido a uma autoridade competente para tomar conhecimento, analisar e solucio-
nar o caso, podendo ser escrito ou datilografado (digitado).
•• Estrutura:
Apesar de não haver muita normatização a respeito do requerimento (ele não está no MRPR), é
possível distinguir alguns elementos fundamentais. Os elementos constitutivos do requerimen-
to são:
a) Vocativo: indica a autoridade a quem se dirige a comunicação. Alinhado à esquerda, sem
parágrafo, identificando a autoridade e não a pessoa em si;
b) Texto: O nome do requerente em maiúsculas, sua qualificação (nacionalidade, estado civil,
idade, residência, profissão etc.), o objeto do requerimento com a indicação dos respecti-
vos fundamentos legais e finalidade do que se requer. Quando o requerimento é dirigido à
autoridade do órgão em que o requerente exerce suas atividades, basta, por exemplo, citar
nome, cargo, lotação, número de matrícula ou registro funcional. Deve primar pela conci-
são;
c) Fecho: há fórmulas específicas para o fecho do requerimento. Algumas delas são:
•• Pede e aguarda de ferimento – P. e A. D.
•• Termos em que pede deferimento
•• Espera deferimento – E. D.
•• Aguarda deferimento – A. D.
d) Local e data;
e) Assinatura.

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MODELO DE REQUERIMENTO

Requerimento

Ao Senhor Diretor de Departamento,

Eu, João da Cunha (brasileiro,


solteiro, portador da cédula de
identidade número XX.XXX.XXX – XX)
requer a cessão do campo de futebol, a
fim da prática desportiva.

Nestes termos,

Pede e aguarda deferimento.

Cascavel,30 de setembro de 2013.

XIII. ATA
A ata é o documento que possui como finalidade o registro de ocorrências, resoluções e decisões
de assembleias, reuniões ou sessões realizadas por comissões conselhos, congregações
corporações ou outras entidades.
•• Estrutura da ata:
a) Dia, mês, ano e hora (por extenso).
b) Local da reunião.
c) Pessoas presentes, devidamente qualificadas.
d) Presidente e secretário dos trabalhos.
e) Ordem do dia (discussões, votações, deliberações etc).
f) Fecho.
Observações:
1) Não há disposição geral quanto à quantidade de pessoas que deve assinar a ata, no entanto,
em algumas circunstâncias ela é apenas assinada pelos membros que presidiram a sessão
(presidente e secretário). O mais comum é que todos os participantes da sessão assinem o
documento.

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2) A ata é documento de valor jurídico. Por isso, deve ser redigida de modo que não sejam
possíveis alterações posteriores à assinatura. Os erros são ressalvados, no texto, com a
expressão “digo” e, após a redação com a expressão “em tempo”.
3) Não há parágrafos ou alíneas em uma ata. Deve-se redigir tudo em apenas um parágrafo,
evitando os espaços em branco.
4) A ata deve apresentar um registro fiel dos fatos ocorridos em uma sessão. Em razão disso,
sua linguagem deve primar pela clareza, precisão e concisão.

XIV. PARECER
O parecer é o pronunciamento fundamentado, com caráter opinativo, de autoria de comissão
ou de relator designado em Plenário, sobre matéria sujeita a seu exame. É constituído das
seguintes partes:
a) Designação: número do processo respectivo, no alto, no centro do papel (Processo nº).
Esse item não está presente em todos os pareceres, necessariamente.
b) Título: denominação do ato, seguido de número de ordem (Parecer nº).
c) Ementa: resumo do assunto do parecer. Deve ser concisa, escrita a dois espaços do título.
d) Texto: que consta de:
•• introdução (histórico);
•• esclarecimentos (análise do fato);
•• conclusão do assunto, clara e objetiva.
e) Fecho: que compreende:
•• local e/ou denominação do órgão (sigla);
•• data;
•• assinatura (nome e cargo de quem emite o parecer).

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MODELO DE PARECER

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Atestado
Atestado é o documento mediante o qual a autoridade comprova um fato ou uma situação de
que tenha conhecimento em razão do cargo que ocupa ou da função que exerce.

Generalidades:
O atestado é simplesmente uma comprovação de fatos ou situações comuns, possíveis de
modificações frequentes. Tratando se de fatos ou situações permanentes e que constam
nos arquivos da Administração, o documento apropriado para comprovar sua existência é
a certidão. O atestado é mera declaração a repeito de algo, ao passo que a certidão é uma
transcrição.

Partes do atestado:
a) Título ou epígrafe: denominação do ato (atestado), centralizada na página.
b) Texto: exposição do objeto da atestação. Pode se declarar, embora não seja obrigatório, a
pedido de quem e com que finalidade o documento é emitido.
c) Local e data: cidade, dia, mês e ano da emissão do ato, podendo se, também, citar,
preferentemente sob forma de sigla, o nome do órgão onde a autoridade signatária do
atestado exerce suas funções.
d) Assinatura: nome e cargo ou função da autoridade que atesta.
MODELO

ATESTADO

Atesto, para os devidos fins, que Marcelo


Adriano Ferreira faz parte do grupo de
instrutores do Centro Acadêmico de
Gilomba.

Belo Horizonte, 25 de dezembro de


2014.

Ataliba Graúdo
(Diretor do Programa)

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Certidão
Certidão é o ato pelo qual se procede à publicidade de algo relativo à atividade Cartorária, a fim
de que, sobre isso, não haja dúvidas. Possui formato padrão próprio, termos essenciais que lhe
dão suas características. Exige linguagem formal, objetiva e concisa.
Termos essenciais de uma certidão:
a) Afirmação: CERTIFICO E DOU FÉ QUE,
b) Identificação do motivo de sua expedição: A PEDIDO DA PARTE INTERESSADA,
c) Ato a que se refere: REVENDO OS ASSENTAMENTOS CONSTANTES DESTE CARTÓRIO, NÃO
LOGREI ENCONTRAR AÇÃO MOVIDA CONTRA FULANO DE TAL, RG 954458234, NO PERÍODO
DE 01/2000 ATÉ A PRESENTE DATA.
d) Data de sua expedição: EM 16/05/2014.
e) Assinatura: O ESCRIVÃO:

XV. APOSTILA
Apostila é o aditamento (acréscimo de informações) a um ato administrativo anterior, para fins
de retificação ou atualização. A apostila tem por objeto a correção de dados constantes em atos
administrativos anteriores ou o registro de alterações na vida funcional de um servidor, tais
como promoções, lotação em outro setor, majoração de vencimentos, aposentadoria, reversão
à atividade etc.
Normalmente, a apostila é feita no verso do documento a que se refere. Pode, no entanto, caso
não haja mais espaço para o registro de novas alterações, ser feita em folha separada (com
timbre oficial), que se anexará ao documento principal. É lavrada como um termo e publicada
em órgão oficial.
Partes:
São, usualmente, as seguintes:
a) Título – denominação do documento (apostila).
b) Texto – desenvolvimento do assunto.
c) Data, às vezes precedida da sigla do órgão.
d) Assinatura nome e cargo ou função da autoridade.

APOSTILA
O funcionário a quem se refere o presente Ato passou a ocupar, a partir de 12 de dezembro de
2012, a classe de Professor ............. ....... código EC do Quadro único de Pessoal Parte
Permanente, da Universidade Federal do Paraná, de acordo com a relação nominal anexa ao
Decreto nº XXXXX, de 28 de junho de 1977, publi¬cado no Diário Oficial de 21 de julho de 1977.

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ATA – Redação Oficial – Prof. Pablo Jamilk

César Petrarca (Diretor de Campus).

XVI. DECLARAÇÃO
A declaração deve ser fornecida por pessoa credenciada ou idônea que nele assume a
responsabilidade sobre uma situação ou a ocorrência de um fato. Portanto, é uma comprovação
escrita com caráter de documento.
A declaração pode ser manuscrita em papel almaço simples (tamanho ofício) ou digitada/dati-
lografada. Quanto ao aspecto formal, divide se nas seguintes partes:
a) Timbre: impresso como cabeçalho, contendo o nome do órgão ou empresa. Atualmente a
maioria das empresas possui um impresso com logotipo. Nas de¬clarações particulares usa
se papel sem timbre.
b) Título: deve se colocá-lo no centro da folha, em caixa-alta.
c) Texto: deve se iniciá-lo a cerca de quatro linhas do título. Dele deve constar:
•• Identificação do emissor. Se houver vários emissores, é aconselhável escrever, para facilitar:
os abaixo assinados.
•• O verbo atestar ou declarar deve aparecer no presente do indicativo, terceira pessoa do
singular ou do plural.
•• Finalidade do documento: em geral costuma se usar o termo "para os devidos fins", mas
também pode se especificar: "para fins de trabalho", "para fins escolares", etc.
•• Nome e dados de identificação do interessado. Esse nome pode vir em caixa alta, para
facilitar a visualização.
•• Citação do fato a ser atestado.
d) Local e data: deve se escrevê-los a cerca de três linhas do texto.
e) Assinatura: assina se a cerca de três linhas abaixo do local e data.

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MODELO DE DECLARAÇÃO

XVII. PORTARIA
São atos pelos quais as autoridades competentes determinam providências de caráter adminis-
trativo, dão instruções sobre a execução de leis e de serviços, definem situações funcionais e
aplicam medidas de ordem disciplinar.
Basicamente, possuem o objetivo de delegar competências, designar membros de comissões,
criar grupos-tarefa, aprovar e discriminar despesas, homologar concursos (inscrições, resulta-
dos etc).
Partes (estrutura):
a) Numeração (classificação): número do ato e data de expedição.
b) Título: denominação completa (em caracteres maiúsculos, preferencialmente) da autorida-
de que expede o ato.
c) Fundamentação: citação da legislação básica em que a autoridade apóia sua decisão, se-
guida do termo resolve. Eventualmente, pode ser substituída por “no uso de suas atribui-
ções”.

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ATA – Redação Oficial – Prof. Pablo Jamilk

d) Texto: desenvolvimento do assunto.


e) Assinatura: nome da autoridade que expede o ato.
PORTARIA Nº 2.914, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2011
Dispõe sobre os procedimentos de
controle e de vigilância da qualidade
da água para consumo humano e seu
padrão de potabilidade.
O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições que lhe conferem os incisos I e II do
parágrafo único do art. 87 da Constituição, e
Considerando a Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977, que configura infrações à legislação
sanitária federal e estabelece as sanções respectivas;
Considerando a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, que dispõe sobre as condições para
a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços
correspondentes;
Considerando a Lei nº 9.433, de 1º de janeiro de 1997, que institui a Política Nacional de Recursos
Hídricos, cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamenta o inciso
XIX do art. 21 da Constituição e altera o art. 1º da Lei nº 8.001, de 13 de março de 1990, que
modificou a Lei nº 7.990, de 28 de dezembro de 1989;
Considerando a Lei nº 11.107, de 6 de abril de 2005, que dispõe sobre normas gerais de
contratação de consórcios públicos;
Considerando a Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, que estabelece diretrizes nacionais para
o saneamento básico, altera as Leis nºs 6.766, de 19 de dezembro de 1979, 8.036, de 11 de
maio de 1990, 8.666, de 21 de junho de 1993, 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, e revoga a Lei
nº 6.528, de 11 de maio de 1978;
ALEXANDRE ROCHA SANTOS PADILHA

Telegrama

Definição e Finalidade
Com o fito de uniformizar a terminologia e simplificar os procedimentos burocráticos, passa a
receber o título de telegrama toda comunicação oficial expedida por meio de telegrafia, telex,
etc.
Por tratar-se de forma de comunicação dispendiosa aos cofres públicos e tecnologicamente
superada, deve restringir-se o uso do telegrama apenas àquelas situações que não seja possível
o uso de correio eletrônico ou fax e que a urgência justifique sua utilização e, também em
razão de seu custo elevado, esta forma de comunicação deve pautar-se pela concisão (v. 1.4.
Concisão e Clareza).

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Forma e Estrutura
Não há padrão rígido, devendo-se seguir a forma e a estrutura dos formulários disponíveis nas
agências dos Correios e em seu sítio na Internet.

Exposição de Motivos

Definição e Finalidade
Exposição de motivos é o expediente dirigido ao Presidente da República ou ao Vice-Presidente
para:
a) informá-lo de determinado assunto;
b) propor alguma medida; ou
c) submeter a sua consideração projeto de ato normativo.
Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presidente da República por um Ministro de
Estado.
Nos casos em que o assunto tratado envolva mais de um Ministério, a exposição de motivos
deverá ser assinada por todos os Ministros envolvidos, sendo, por essa razão, chamada de in-
terministerial.

Forma e Estrutura
Formalmente, a exposição de motivos tem a apresentação do padrão ofício (v. 3. O Padrão Ofí-
cio). O anexo que acompanha a exposição de motivos que proponha alguma medida ou apre-
sente projeto de ato normativo, segue o modelo descrito adiante.
A exposição de motivos, de acordo com sua finalidade, apresenta duas formas básicas de estru-
tura: uma para aquela que tenha caráter exclusivamente informativo e outra para a que propo-
nha alguma medida ou submeta projeto de ato normativo.
No primeiro caso, o da exposição de motivos que simplesmente leva algum assunto ao conheci-
mento do Presidente da República, sua estrutura segue o modelo antes referido para o padrão
ofício.

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Exemplo de Exposição de Motivos de caráter informativo

(297 x 210mm)

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Já a exposição de motivos que submeta à consideração do Presidente da República a sugestão
de alguma medida a ser adotada ou a que lhe apresente projeto de ato normativo – embora
sigam também a estrutura do padrão ofício –, além de outros comentários julgados pertinentes
por seu autor, devem, obrigatoriamente, apontar:
a) na introdução: o problema que está a reclamar a adoção da medida ou do ato normativo
proposto;
b) no desenvolvimento: o porquê de ser aquela medida ou aquele ato normativo o ideal para
se solucionar o problema, e eventuais alternativas existentes para equacioná-lo;
c) na conclusão, novamente, qual medida deve ser tomada, ou qual ato normativo deve ser
editado para solucionar o problema.
Deve, ainda, trazer apenso o formulário de anexo à exposição de motivos, devidamente pre-
enchido, de acordo com o seguinte modelo previsto no Anexo II do Decreto no 4.176, de 28 de
março de 2002.
Anexo à Exposição de Motivos do (indicar nome do Ministério ou órgão equivalente) no , de
de de 200.
1. Síntese do problema ou da situação que reclama providências

2. Soluções e providências contidas no ato normativo ou na medida proposta

3. Alternativas existentes às medidas propostas

Mencionar:
•• se há outro projeto do Executivo sobre a matéria;
•• se há projetos sobre a matéria no Legislativo;
•• outras possibilidades de resolução do problema.

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4. Custos

Mencionar:
•• se a despesa decorrente da medida está prevista na lei orçamentária anual; se não,
quais as alternativas para custeá-la;
•• se é o caso de solicitar-se abertura de crédito extraordinário, especial ou suple-
mentar;
•• valor a ser despendido em moeda corrente;

5. Razões que justificam a urgência (a ser preenchido somente se o ato proposto for medida
provisória ou projeto de lei que deva tramitar em regime de urgência)

Mencionar:
•• se o problema configura calamidade pública;
•• por que é indispensável a vigência imediata;
•• se se trata de problema cuja causa ou agravamento não tenham sido previstos;
•• se se trata de desenvolvimento extraordinário de situação já prevista.

6. Impacto sobre o meio ambiente (sempre que o ato ou medida proposta possa vir a tê-lo)

7. Alterações propostas

TEXTO ATUAL TEXTO PROPOSTO

8. Síntese do parecer do órgão jurídico


•• Com base em avaliação do ato normativo ou da medida proposta à luz das questões levan-
tadas no item 10.4.3.
A falta ou insuficiência das informações prestadas pode acarretar, a critério da Subchefia para
Assuntos Jurídicos da Casa Civil, a devolução do projeto de ato normativo para que se complete
o exame ou se reformule a proposta.

www.acasadoconcurseiro.com.br 169
O preenchimento obrigatório do anexo para as exposições de motivos que proponham a ado-
ção de alguma medida ou a edição de ato normativo tem como finalidade:
a) permitir a adequada reflexão sobre o problema que se busca resolver;
b) ensejar mais profunda avaliação das diversas causas do problema e dos efeitos que pode
ter a adoção da medida ou a edição do ato, em consonância com as questões que devem
ser analisadas na elaboração de proposições normativas no âmbito do Poder Executivo (v.
10.4.3.).
c) conferir perfeita transparência aos atos propostos.
Dessa forma, ao atender às questões que devem ser analisadas na elaboração de atos nor-
mativos no âmbito do Poder Executivo, o texto da exposição de motivos e seu anexo comple-
mentam-se e formam um todo coeso: no anexo, encontramos uma avaliação profunda e direta
de toda a situação que está a reclamar a adoção de certa providência ou a edição de um ato
normativo; o problema a ser enfrentado e suas causas; a solução que se propõe, seus efeitos e
seus custos; e as alternativas existentes. O texto da exposição de motivos fica, assim, reservado
à demonstração da necessidade da providência proposta: por que deve ser adotada e como
resolverá o problema.
Nos casos em que o ato proposto for questão de pessoal (nomeação, promoção, ascensão,
transferência, readaptação, reversão, aproveitamento, reintegração, recondução, remoção,
exoneração, demissão, dispensa, disponibilidade, aposentadoria), não é necessário o encami-
nhamento do formulário de anexo à exposição de motivos.
Ressalte-se que:
– a síntese do parecer do órgão de assessoramento jurídico não dispensa o encaminhamento
do parecer completo;
– o tamanho dos campos do anexo à exposição de motivos pode ser alterado de acordo com a
maior ou menor extensão dos comentários a serem ali incluídos.
Ao elaborar uma exposição de motivos, tenha presente que a atenção aos requisitos básicos da
redação oficial (clareza, concisão, impessoalidade, formalidade, padronização e uso do padrão
culto de linguagem) deve ser redobrada. A exposição de motivos é a principal modalidade de
comunicação dirigida ao Presidente da República pelos Ministros. Além disso, pode, em certos
casos, ser encaminhada cópia ao Congresso Nacional ou ao Poder Judiciário ou, ainda, ser pu-
blicada no Diário Oficial da União, no todo ou em parte.

Mensagem

Definição e Finalidade
É o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos Poderes Públicos, notadamente as
mensagens enviadas pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo para informar sobre
fato da Administração Pública; expor o plano de governo por ocasião da abertura de sessão
legislativa; submeter ao Congresso Nacional matérias que dependem de deliberação de suas

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Casas; apresentar veto; enfim, fazer e agradecer comunicações de tudo quanto seja de interes-
se dos poderes públicos e da Nação.
Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos Ministérios à Presidência da República, a
cujas assessorias caberá a redação final.

Forma e Estrutura
As mensagens contêm:
a) a indicação do tipo de expediente e de seu número, horizontalmente, no início da margem
esquerda:

Mensagem nº
b) vocativo, de acordo com o pronome de tratamento e o cargo do destinatário, horizontal-
mente, no início da margem esquerda;
Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal,
c) o texto, iniciando a 2 cm do vocativo;
d) o local e a data, verticalmente a 2 cm do final do texto, e horizontalmente fazendo coincidir
seu final com a margem direita.
A mensagem, como os demais atos assinados pelo Presidente da República, não traz identifica-
ção de seu signatário.

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Exemplo de Mensagem

(297 x 210mm)

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Fax

Definição e Finalidade
O fax (forma abreviada já consagrada de fac-simile) é uma forma de comunicação que está
sendo menos usada devido ao desenvolvimento da Internet. É utilizado para a transmissão de
mensagens urgentes e para o envio antecipado de documentos, de cujo conhecimento há pre-
mência, quando não há condições de envio do documento por meio eletrônico. Quando neces-
sário o original, ele segue posteriormente pela via e na forma de praxe.
Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com cópia xerox do fax e não com o próprio fax,
cujo papel, em certos modelos, se deteriora rapidamente.

Forma e Estrutura
Os documentos enviados por fax mantêm a forma e a estrutura que lhes são inerentes.
É conveniente o envio, juntamente com o documento principal, de folha de rosto, i. é., de pe-
queno formulário com os dados de identificação da mensagem a ser enviada, conforme exem-
plo a seguir:

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Correio Eletrônico

Definição e finalidade
O correio eletrônico ("e-mail"), por seu baixo custo e celeridade, transformou-se na principal
forma de comunicação para transmissão de documentos.

Forma e Estrutura
Um dos atrativos de comunicação por correio eletrônico é sua flexibilidade. Assim, não interes-
sa definir forma rígida para sua estrutura. Entretanto, deve-se evitar o uso de linguagem incom-
patível com uma comunicação oficial (v. 1.2 A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais).
O campo assunto do formulário de correio eletrônico mensagem deve ser preenchido de modo
a facilitar a organização documental tanto do destinatário quanto do remetente.
Para os arquivos anexados à mensagem deve ser utilizado, preferencialmente, o formato Rich
Text. A mensagem que encaminha algum arquivo deve trazer informações mínimas sobre seu
conteúdo..
Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de confirmação de leitura. Caso não seja dispo-
nível, deve constar da mensagem pedido de confirmação de recebimento.

Valor documental
Nos termos da legislação em vigor, para que a mensagem de correio eletrônico tenha valor
documental, i. é, para que possa ser aceito como documento original, é necessário existir certi-
ficação digital que ateste a identidade do remetente, na forma estabelecida em lei.

DESPACHO
É o pronunciamento de autoridade administrativa em petição que lhe é dirigida, ou ato relativo
ao andamento do processo. Pode ter caráter decisório ou apenas de expediente.
Estrutura
1. Nome do órgão principal e secundário.
2. Número do processo.
3. Data.
4. Texto.
5. Assinatura e função ou cargo da autoridade.
Observação: O despacho pode constituir-se de uma palavra, de uma expressão ou de um texto
mais longo.

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Questões

1. (30180) CESGRANRIO – 2011 – PORTUGUÊS 4. (72227) CESPE – 2010 – PORTUGUÊS –


Redação de Correspondências Oficiais Redação de Correspondências Oficiais
A clareza, a concisão e a correção são re- Cada um dos itens abaixo apresenta um
quisitos das comunicações oficiais. Dessa fragmento hipotético de correspondência
forma, uma comunicação oficial concisa é oficial, seguido de uma proposta de classi-
aquela em que se: ficação desse fragmento (entre parênteses)
quanto à parte e ao padrão de correspon-
a) utiliza da prolixidade. dência. Julgue-os quanto ao aspecto gra-
b) evita o uso de palavras ambíguas. matical, quanto à classificação proposta e
c) menciona o estritamente indispensável. quanto à observância das recomendações
d) evitam os vícios de linguagem. previstas para o padrão de correspondência
e) observam as regras gramaticais. indicado.
2. (39936) CESPE – 2013 – PORTUGUÊS – Aos dez dias do mês de novembro do ano
Redação de Correspondências Oficiais de dois mil e nove, às dez horas, na sala de
reuniões do Departamento de Biologia Ce-
Julgue o item seguinte, à luz das prescrições lular da Universidade de Brasília, teve início
do Manual de Redação da Presidência da a... (cabeçalho de uma ata)
República.
( ) Certo   ( ) Errado
Para formatação do aviso, utiliza-se como
modelo o padrão ofício.
5. (72232) CESPE – 2011 – PORTUGUÊS –
( ) Certo   ( ) Errado Redação de Correspondências Oficiais
Cada um dos próximos itens apresenta um
3. (93972) CESPE – 2015 – PORTUGUÊS – trecho de correspondência oficial, que deve
Redação de Correspondências Oficiais ser julgado certo se estiver de acordo com
Considerando os aspectos estruturais e lin- os requisitos de impessoalidade, uso da mo-
guísticos das correspondências oficiais, jul- dalidade padrão da língua portuguesa, cla-
gue o item que se segue de acordo com o reza, concisão e formalidade da linguagem
Manual de Redação da Presidência da Re- exigidos na redação desse tipo de corres-
pública. pondência, ou errado, em caso contrário.

O aviso, a mensagem e o ofício são exem- Reiterando pedido feito em correspondên-


plos de comunicações oficiais que seguem cia anterior, solicitamos que seja providen-
uma diagramação própria, conhecida como ciado, com urgência, o trabalho de manu-
padrão ofício. tenção dos equipamentos do laboratório de
informática, visto que os frequentes proble-
( ) Certo   ( ) Errado mas de conexão com a Internet têm preju-
dicado o rendimento do setor.
( ) Certo   ( ) Errado

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6. (60507) CESPE – 2012 – PORTUGUÊS – b) O texto deve ser redigido em linguagem
Redação de Correspondências Oficiais clara e direta, respeitando-se a forma-
lidade que deve haver nos expedientes
Nas opções a seguir, são apresentados frag- oficiais.
mentos de correspondências oficiais. As- c) O fecho deverá caracterizar-se pela po-
sinale a opção cujo excerto apresenta as lidez, como por exemplo: Agradeço a V.
características necessárias de um texto ofi- Sa. a atenção dispensada.
cial: clareza, concisão, impessoalidade, uni- d) Deve conter o número do expediente,
formidade e linguagem culta e apropriada a seguido da sigla do órgão que o expede.
esse tipo de expediente. e) Deve conter, no início, com alinhamen-
a) Em sua comunicação, Sua Excelência to à direita, o local de onde é expedido
destaca a necessidade de incremento e a data em que foi assinado.
de pessoal nesta casa, que há muito ca-
rece de funcionários que deem conta 8. (73142) FCC – 2011 – PORTUGUÊS – Reda-
da demanda municipal, que vem cres- ção de Correspondências Oficiais
cendo ano após ano, e a população já Ao se redigir um documento oficial, deve-se
começou a perceber o acúmulo de afa- atentar para as seguintes recomendações:
zeres do órgão e passou a reclamar for-
malmente da falta de atendimento ade- I – Praticar a concisão e a clareza, de modo
quado. a que poucas palavras possam trazer muita
b) Em resposta ao memorando n.° 15, de informação, não deixando dúvida quanto à
11 de agosto de 2012, encaminham-se, significação do conjunto do texto.
em anexo, as atas das reuniões do Con-
selho Tutelar do município de Porto Ve- II – A comunicação oficial não exime o re-
lho – RO. dator de manifestar claramente sua subjeti-
c) Vossa Excelência há de reconhecer vidade, por meio de opiniões criativas e do
como é bonito o trabalho desenvolvi- posicionamento estritamente pessoal dian-
do na região e ficará encantado quando te de uma questão.
conhecer as pessoas que o desenvolve- III – A formalidade da linguagem é uma ca-
ram. racterística imprescindível da redação ofi-
d) As terras demarcadas para plantio estão cial, fazendo-se notar, por exemplo, pela
legalmente prevista, no acordo, permi- observância da norma culta e pelas formas
tindo a cultura de mais de um produto protocolares de tratamento.
e não precisando de autorização prévia
para uso. Está correto o que consta APENAS em
e) Senhor Juiz, Segue pareceres para exa-
a) I.
me e pronunciamento de Vossa Exce-
b) II.
lência. Atenciosamente, [nome do re-
c) III.
metente] Advogado Criminalista
d) I e III.
e) II e III.
7. (73144) FCC – 2011 – PORTUGUÊS – Reda-
ção de Correspondências Oficiais
A respeito dos padrões de redação de um
ofício, é INCORRETO afirmar que:
a) Deverá constar, resumidamente, o teor
do assunto do documento.

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9. (79136) CESPE – 2014 – PORTUGUÊS – Redação de Correspondências Oficiais


Com base no Manual de Redação da Presidência da República, julgue o item seguinte, relativo
à correspondência oficial hipotética apresentada.
Na situação considerada, quando for enviado, o email com a frequência dos estagiários terá
seu valor documental garantido por duas razões: por envolver dois setores de um mesmo órgão
público e por conter informações de caráter meramente administrativo.
Mem. 03/2015 – SePes
Goiânia, 21 de janeiro de 2015.
Ao Senhor Chefe do Setor de Estágios (SEst)
Assunto: Novos procedimentos paraenvio de frequência de Es-
tagiários
1. Para garantir mais agilidade em relação ao pagamento da
bolsa-estágio, informo que, a partir do mês de abril deste ano, serão
adotados novos procedimentos para o envio da frequência dos
estagiários ao Setor de Pessoal (SePes).
2. A frequência mensal de cada estagiário deverá ser enviada
para o endereço de email do SePes até o quinto dia útil de cada mês.
3. As informações do email devem ser complementadas com
anexo contendo a planilha de frequência de estagiários, carimbada
e assinada pelo chefe do SEst e pelos estagiários.
4. A observância desses procedimentos é essencial para evitar
atrasos no pagamento da bolsa.
Atenciosamente,
(espaço para assinatura)
[nome do signatário]
Chefe do Setor de Pessoal
( ) Certo   ( ) Errado

10. (39985) CESPE – 2013 – PORTUGUÊS – Redação de Correspondências Oficiais


Em relação às exigências da redação de correspondências oficiais, julgue o item seguinte.
A forma de tratamento Magnífico destina-se a autoridades do Poder Legislativo, principalmen-
te ao presidente da Câmara dos Deputados e ao do Senado Federal.
( ) Certo   ( ) Errado

11. (42693) CESPE – 2013 – PORTUGUÊS – Redação de Correspondências Oficiais


Considerando que, de acordo com o Manual de Redação da Presidência da República (2002),
“A redação oficial deve caracterizar-se pela impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem,

www.acasadoconcurseiro.com.br 179
clareza, concisão, formalidade e uniformidade”, assinale a opção em que o fragmento apresen-
tado atende esses requisitos.
a) Dada a abertura do nosso próximo seminário, cujas inscrições encontram-se abertas até o
dia 17 de fevereiro, encaminhamos cartazes promocionais e pedimos para que os mesmos
sejam afixados nos cartórios eleitorais do estado.
b) Solicitamos que essa unidade faça um levantamento das demandas de equipamentos a
serem adquiridos para atender os setores responsáveis pelo atendimento ao cidadão. Sem
mais, renovamos votos de estima e apreço.
c) Encaminhamos o processo em anexo ao diretor-geral, com análise concluída pelo setor de
compras, para que sejam tomadas as providências necessárias referentes à solicitação da-
quela diretoria, e que depois seja dado o devido encaminhamento de restituição do pro-
cesso a esta secretaria.
d) Em virtude de compromissos assumidos anteriormente, não será possível a presença do
secretário de gestão de pessoas na mesa de abertura do seminário que realizar-se-á no
próximo dia 25, pelo que lamentamos e desejamos sucesso na realização do evento.
e) Diante das necessidades desta instituição, encaminhamos a Vossa Senhoria termo de coo-
peração que pleiteia a descentralização de recursos para a construção de prédio anexo ao
edifício sede.

12. (30065) CESPE – 2006 – PORTUGUÊS – Redação de Correspondências Oficiais


Considere que, em uma repartição pública, o chefe de departamento tenha recebido o docu-
mento a seguir, do qual as partes (1) e (2) foram ocultadas.
(1) _________ n.º 10 /2006-DNZ
Brasília, 30 de março de 2006.
Senhor Fulano de Tal:
Apresento a V.S.a o servidor José das
Quantas, matrícula n.º 303, ocupante do
cargo de Secretário do Quadro de Pessoal
Permanente deste Ministério, que passará
a ter exercício nesse Departamento, a partir
do dia 1.º do próximo mês.
Cordialmente,
(2) _____________________
Julgue o item a seguir, a respeito da situação apresentada e da correspondência oficial.
Dada a natureza do documento, a data pode ser omitida.
( ) Certo   ( ) Errado

13. (42686) CESPE – 2006 – PORTUGUÊS – Redação de Correspondências Oficiais


Julgue o item a seguir, referentes a redação de correspondências oficiais.

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ATA – Redação Oficial – Prof. Pablo Jamilk

O memorando tem como finalidade a co- 17. (38808) CESPE – 2008 – PORTUGUÊS –
municação entre os chefes de unidades ad- Redação de Correspondências Oficiais
ministrativas de órgãos distintos.
Prezado Senhor José Joaquim da Silva Xa-
( ) Certo   ( ) Errado vier,
DD. Diretor do Banco do Brasil:
14. (39917) CESPE – 2014 – PORTUGUÊS – Re-
dação de Correspondências Oficiais 1. Comunicamos que a partir desta data
nosso banco de dados digitalizados estará
Com base nas normas constantes no Manu- acessível para consultas vinte e quatro ho-
al de Redação da Presidência da República, ras por dia.
julgue o item seguinte.
2. Solicitamos que sejam feitos agendamen-
Uma das formas de se garantir a impessoa- tos, afim de processar com maior agilidade
lidade dos textos oficiais consiste na supres- os atendimentos.
são do nome próprio do signatário de uma
comunicação, que deve ser identificado Considerando o texto acima como o início
apenas por meio da menção ao cargo que de um ofício, julgue o item a seguir.
ele ocupa. A redação do ofício acima está de acordo
( ) Certo   ( ) Errado com as normas que regem a correspondên-
cia oficial.

15. (38822) CESPE – 2013 – PORTUGUÊS Reda- ( ) Certo   ( ) Errado


ção de Correspondências Oficiais
Com base no Manual de Redação da Presi- 18. (38806) CESPE – 2013 – PORTUGUÊS –
dência da República, julgue o item a seguir, Redação de Correspondências Oficiais
relativo ao formato e à linguagem de cor- Com relação à função e à linguagem das
respondências oficiais. correspondências oficiais, julgue os itens
Em regra, as comunicações assinadas pelo seguintes.
presidente da República dispensam a iden- Formas de tratamento como Vossa Exce-
tificação do signatário, à exceção da mensa- lência e Vossa Senhoria, ainda que sejam
gem, cuja redação deve seguir a recomen- empregadas sempre na segunda pessoa do
dação do padrão ofício, segundo a qual, plural e no feminino, exigem flexão verbal
em todas as comunicações oficiais, devem de terceira pessoa; além disso, o pronome
constar o nome e o cargo da autoridade re- possessivo que faz referência ao pronome
metente abaixo do local de sua assinatura. de tratamento também deve ser o de ter-
( ) Certo   ( ) Errado ceira pessoa, e o adjetivo que remete ao
pronome de tratamento deve concordar
em gênero e número com a pessoa — e não
16. (38811) CESPE – 2013 – PORTUGUÊS – Re- com o pronome — a que se refere.
dação de Correspondências Oficiais
( ) Certo   ( ) Errado
O emprego do padrão culto da língua em
expedientes oficiais é justificado pelo alto
nível de escolaridade daqueles que os redi-
gem e daqueles a quem se destinam.
( ) Certo   ( ) Errado

www.acasadoconcurseiro.com.br 181
19. (34143) FCC – 2013 – PORTUGUÊS – Redação de Correspondências Oficiais
Os pronomes de tratamento estão empregados corretamente em:
a) Espera-se que, no Brasil, Sua Santidade, o Papa Francisco, seja recebido, com o devido res-
peito, pelos jovens.
b) O advogado assim se pronunciou perante o juiz: Peço a Vossa Senhoria que ouça o depoi-
mento desta nova testemunha.
c) Senhor Chefe do Departamento de Pessoal, dirijo-me a Vossa Excelência, para solicitar o
abono de minhas faltas.
d) Vossa Majestade, a rainha da Inglaterra, foi homenageada por ocasião do aniversário de
seu reinado.
e) Refiro-me ao Ilustríssimo Senhor, Cardeal de Brasília, ao enviar-lhe as notícias do Conclave.

20. (30072) CESPE – 2009 – PORTUGUÊS – Redação de Correspondências Oficiais


Considere a hipótese de que o documento a seguir tenha sido redigido para ser encaminhado
ao diretor de segurança no trânsito do DETRAN/DF.
Memorando n.º 3/NUCET
Em 5 de fevereiro de 2009.
Ao D.D. Diretor de Segurança no Trânsito do DETRAN/DF
Assunto: ...............................................
Tem ocorrido, em anos anteriores, excessos de
motoristas quanto à perigosa mistura bebida + direção,
nos dias de folia carnavalesca, onde a ingestão de bebidas
alcoólicas se eleva, em nome da descontração e da alegria
próprios dos brasileiros.
2. Nessa época, desaparecem as diferenças entre
pobre e rico, jovem e velho, mulheres e homens, e todos se
lançam à folia, como se o mundo fosse acabar amanhã.
3. Por causa disso, solicito à Vossa Senhoria a
presença do Grupo de Teatro do DETRAN na Praça do DI,
reduto dos foliões mais intempestivos, onde se verificam
muitas ocorrências de trânsito irresponsável, no intuito de
intensificar as atividades educativas em Taguatinga, neste ano.
4. Certo de contar com vossa atenção, já demonstrada
em preitos anteriores, coloco-me à disposição para o que for de
seu desejo.
Atenciosamente,
FSFilho
Chefe do Núcleo de
Campanhas Educativas de Trânsito
Com base no texto apresentado e no que estabelece o Manual de Redação da
Presidência da República acerca da comunicação oficial, julgue os itens a seguir.

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ATA – Redação Oficial – Prof. Pablo Jamilk

Não é indicada a forma de memorando para transmitir mensagens de solicitação, como a con-
tida no texto apresentado; a modalidade correta de expediente oficial, nesse caso, seria o re-
querimento, uma vez que o signatário do texto solicita algo que o destinatário pode ou não
conceder ou deferir.
( ) Certo   ( ) Errado

21. (108243) OBJETIVA – 2016 – PORTUGUÊS – Redação de Correspondências Oficiais


Assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:
Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial praticamente idênticas. A única diferen-
ça entre eles é que o ____________ é expedido exclusivamente por Ministros de Estado, para
autoridades de mesma hierarquia, ao passo que o ___________ é expedido para e pelas
demais autoridades. Ambos têm como finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos
órgãos da Administração Pública entre si e, no caso do __________, também com particulares.
a) aviso – ofício – ofício
b) aviso – ofício – aviso
c) ofício – aviso – aviso
d) ofício – aviso – ofício

Acesse o link a seguir ou baixe um leitor QR Code em seu celular e fotografe o código
para ter acesso gratuito aos simulados on-line. E ainda, se for assinante da Casa das
Questões, poderá assistir ao vídeo da explicação do professor.
http://acasadasquestoes.com.br/prova-imprimir.php?prova=9124593

Gabarito: 1. (30180) C 2. (39936) Certo 3. (93972) Errado 4. (72227) Certo 5. (72232) Certo 6. (60507) B 
7. (73144) C 8. (73142) D 9. (79136) Errado 10. (39985) Errado 11. (42693) E 12. (30065) Errado 13. (42686) Errado 
14. (39917) Errado 15. (38822) Errado 16. (38811) Errado 17. (38808) Errado 18. (38806) Certo 19. (34143) A 
20. (30072) Errado 21. (108243) A

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Questões

1. (42707) CESPE – 2008 – INSS – Analista do 4. (30007) CESPE – 2012 – TCE-ES – SUP.
Seguro Social – Direito
Para que a mensagem de correio eletrônico,
A respeito da redação de correspondências cada vez mais empregada no serviço públi-
oficiais, julgue o próximo item. co, tenha valor documental, é necessário
existir certificação digital que ateste a iden-
Caso uma servidora pública aposentada pre- tidade do remetente, na forma estabelecida
tenda ingressar com requerimento de revisão em lei.
do processo de sua aposentadoria no depar-
tamento de recursos humanos do órgão em ( ) Certo   ( ) Errado
que trabalhou e, por estar impossibilitada de
fazê-lo pessoalmente, queira nomear pessoa
de sua confiança para representá-la, junto 5. (30050) CESPE – 2006 – MDIC – SUP.
àquele departamento, nos atos que se façam Nas correspondências dirigidas a sacerdotes
necessários à referida solicitação, a servidora em geral, a expressão de tratamento em-
deverá redigir uma declaração, nomeando a pregada é Eminentíssimo Senhor.
pessoa escolhida, para que esta possa repre-
sentá-la nos citados atos. ( ) Certo   ( ) Errado

( ) Certo   ( ) Errado
6. (42026) CESPE – 2013 – ANP – Superior

2. (30047) CESPE – 2006 – MDIC – SUP. Acerca da linguagem e do formato empre-


gados na redação de correspondências ofi-
Julgue o item seguinte a respeito do empre- ciais, julgue o item seguinte.
go de expressões de tratamento na corres-
pondência oficial. Com vistas à agilidade e para evitar o des-
necessário aumento do número de comu-
Entre as autoridades do Poder Judiciário no- nicações, recomenda-se que os despachos
meadas, obrigatoriamente, com o tratamen- ao memorando sejam efetuados no próprio
to Senhor antecedido da fórmula Excelentís- documento e, se faltar espaço, em folha de
simo, figuram juízes e desembargadores. continuação.
( ) Certo   ( ) Errado ( ) Certo   ( ) Errado

3. (39963) CESPE – 2013 – DEPEN – Médio


Com base no Manual de Redação da Presi-
dência da República, julgue o próximo item.
A forma de tratamento Digníssimo deve ser
utilizada apenas para parlamentares, como
deputados federais, estaduais, distritais e
senadores.
( ) Certo   ( ) Errado

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7. (72248) CESPE – 2013 – MI – Todos os Cargos 9. (72247) CESPE – 2013 – MI – Todos os Cargos
Com relação às características gerais dos di- Considerando as normas e as características
versos tipos de comunicação oficial, julgue da redação oficial, julgue os itens a seguir.
os itens subsecutivos.
Em um documento oficial conciso, são eli-
É obrigatória a identificação do signatário minados termos desnecessários, o que per-
nas mensagens, instrumento de comunica- mite transmitir um máximo de informação
ção oficial empregado pelo chefe do Poder com um mínimo de palavras. A concisão,
Executivo federal para o encaminhamento portanto, contribui para a clareza do texto
ao Congresso Nacional de projeto de lei or- oficial.
dinária, complementar ou financeira e de
medida provisória e para a indicação de au- ( ) Certo   ( ) Errado
toridades.
( ) Certo   ( ) Errado 10. (42004) CESPE – 2013 – TELEBRAS – Médio
Com base no Manual de Redação da Presi-
8. (30002) CESPE – 2006 – MPE-TO – SUP. dência da República, julgue o próximo item,
relativo às comunicações oficiais.
Caso um chefe de departamento do servi-
ço público resolvesse recomendar aos fun- Mesmo nas comunicações oficiais que cir-
cionários o emprego da linguagem simples, culam em meios restritos, deve-se evitar o
sem floreios, o expediente de comunicação uso de linguagem específica a determinados
oficial mais adequado e ágil para tal seria o grupos.
parecer técnico acompanhado da exposição ( ) Certo   ( ) Errado
de motivos.
( ) Certo   ( ) Errado

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11. (30071) CESPE – 2009 – DETRAN – Médio


Considere a hipótese de que o documento a seguir tenha sido redigido para ser encaminhado
ao diretor de segurança no trânsito do DETRAN/DF.
Memorando n.º 3/NUCET
Em 5 de fevereiro de 2009
Ao D.D. Diretor de Segurança no Trânsito do DETRAN/DF
Assunto: ...............................................
 Tem ocorrido, em anos anteriores, excessos de
motoristas quanto à perigosa mistura bebida + direção,
nos dias de folia carnavalesca, onde a ingestão de bebidas
alcoólicas se eleva, em nome da descontração e da alegria
próprios dos brasileiros.
2.  Nessa época, desaparecem as diferenças entre
pobre e rico, jovem e velho, mulheres e homens, e todos se
lançam à folia, como se o mundo fosse acabar amanhã.
3.  Por causa disso, solicito à Vossa Senhoria a
presença do Grupo de Teatro do DETRAN na Praça do DI,
reduto dos foliões mais intempestivos, onde se verificam
muitas ocorrências de trânsito irresponsável, no intuito de
intensificar as atividades educativas em Taguatinga, neste ano.
4.  Certo de contar com vossa atenção, já demonstrada
em preitos anteriores, coloco-me à disposição para o que for de
seu desejo.
Atenciosamente,
FSFilho
Chefe do Núcleo de
Campanhas Educativas de Trânsito

Com base no texto apresentado e no que estabelece o Manual de Redação da Presidência da


República acerca da comunicação oficial, julgue os itens a seguir.
O campo “Assunto” do documento em pauta estaria corretamente preenchido com a frase: So-
licitação da presença do Grupo de Teatro do DETRAN na Praça do DI.
( ) Certo   ( ) Errado

12. (39951) CESPE – 2013 – FUB – Médio


Em relação aos tipos de correspondência oficial, julgue o item seguinte.
O memorando é uma comunicação entre unidades administrativas de um mesmo órgão.
( ) Certo   ( ) Errado

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13. (39949) CESPE – 2013 – FUB – Fundamental
Em relação aos tipos de correspondência oficial, julgue o item seguinte.
O aviso é uma correspondência entre um funcionário e uma autoridade de hierarquia superior.
( ) Certo   ( ) Errado

14. (30054) CESPE – 2008 – TCU – SUP.


Cidade, 8 de janeiro de 2008.
[Nome]
Diretor do Departamento de Imagem Urbana
CEP – Cidade – UF

Assunto: Gabinete de Rua

Sr. Diretor,
1.  Dando início aos trabalhos desta Câmara Municipal
para o ano de 2008, realizaremos o primeiro Gabinete de Rua,
no dia 19 do corrente. Para tanto, solicitamos que V. S.ª
expresse vossa autorização para a montagem de um estande
para a realização da referida atividade na Praça das Flores
(Centro), das 9 às 13 horas.
2.  Informamos que o Gabinete de Rua consiste
em ação de cidadania, oportunidade em que os munícipes terão
acesso a alguns serviços de saúde, tais como aferição de
pressão, exame de glicemia capilar, além de poderem
apresentar, por meio do preenchimento de questionário, suas
reivindicações para a melhoria da cidade.
3.  Certos da atenção que nos será dispensada,
agradecemos antecipadamente.
Atenciosamente,
[Nome]
[Vereador]
Considerando o documento acima, julgue o item que se segue, referente à redação de corres-
pondências oficiais.
O fecho utilizado no documento não está adequado à hierarquia dos cargos, devendo ser subs-
tituído por Respeitosamente.
( ) Certo   ( ) Errado

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15. (107968) CESPE – 2015 – TJ DF – MÉDIO


XXX n.º 524/1991/SG-PR
Brasília, 5 de março de 2005.
Vossa Excelência o Deputado Pedro Antonio
Secretário-Geral de Recursos Humanos da Câmara Federal
1.  Em atendimento ao Projeto Interinstitucional de Capacitação Técnica dos
Servidores Públicos do Governo Federal, tenho a honra de solicitar a Sua
Senhoria o agendamento de visita técnica e reunião para intercâmbio de
procedimentos e rotinas entre os funcionários das unidades de Edições
Técnicas da Câmara Federal e do Tribunal de Justiça.
2.  Solicitamos, conforme entendimentos prévios entre os órgãos, que seja
marcado a data de 1º/4/2005 para a referida visita, que deverá ocorrer no
período vespertino, entre as 14h e as 18h.
3.  Ao todo serão deslocados nesta data para as dependências da Unidade
de Edições Técnicas da Câmara Federal cinco funcionários que trabalham
diretamente com revisão de textos, preparação de originais e editoração
eletrônica.
4.  Preciso que a confirmação do agendamento seja enviada o mais
rapidamente possível a fim de que possamos chamar os funcionários e
dizer que eles têm esse compromisso e que não podem faltar.
  Cordialmente,
Nilma Ariela
Diretora de Recursos Humanos do Tribunal de Justiça
Com base na normatização das correspondências oficiais prevista no Manual de Redação da
Presidência da República, julgue o item a seguir, tendo como referência o texto precedente.
Nesse tipo de comunicação oficial, é desnecessário o emprego do vocativo, conforme o referi-
do manual.
( ) Certo   ( ) Errado

Gabarito: 1. (42707) Errado 2. (30047) Errado 3. (39963) Errado 4. (30007) Certo 5. (30050) Errado 6. (42026) Certo 
7. (72248) Errado 8. (30002) Errado 9. (72247) Certo 10. (42004) Certo 11. (30071) Certo 12. (39951) Certo 
13. (39949) Errado 14. (30054) Errado 15. (107968) Errado

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Matemática

Professor Dudan

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Edital

MATEMÁTICA: Numeração; Números naturais: múltiplos, divisores, divisibilidade e restos;


M.D.C. e M.M.C.; Números fracionários e Operações com frações; Números Decimais e Dízimas
Periódicas; Sistemas de Unidade, Notação Científica e Bases não Decimais; Razões e Proporções;
Escalas; Divisão Proporcional; Regra de Três Simples ou Composta; Teoria dos Conjuntos:
Conjuntos Numéricos; Relações, Funções de Primeiro e Segundo Grau; Noções de Probabilidade
e Estatística Descritiva; Aplicações e Operações com Inequações; Sequências e Progressões
Aritméticas e Geométricas; Operações com Matrizes, Logaritmos, Raízes e Radicais, Fatoração
Algébrica. Princípios de contagem e probabilidade, Operações com conjuntos, Raciocínio lógico
envolvendo problemas aritméticos, geométricos e matriciais.

BANCA: ESAF
CARGO: Assistente Técnico Administrativo

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Módulo
Aula XX
1

CONJUNTOS NUMÉRICOS

Números Naturais (ℕ)

Definição: ℕ = {0, 1, 2, 3, 4,...}

Subconjuntos
ℕ* = {1, 2, 3, 4,...} naturais não nulos.

Números Inteiros (ℤ)

Definição: ℤ = {..., – 4, – 3, – 2, – 1, 0, 1, 2, 3, 4,...}

Subconjuntos
ℤ* = {..., – 4, – 3, – 2, – 1, 1, 2, 3, 4,...} inteiros não nulos.

ℤ + = {0, 1, 2, 3, 4,...} inteiros não negativos (naturais).

ℤ*+ = {1, 2, 3, 4,...} inteiros positivos.

ℤ- = {..., – 4, – 3, – 2, – 1, 0} inteiros não positivos.

ℤ*- = {..., – 4, – 3, – 2, – 1} inteiros negativos.

O módulo de um número inteiro, ou valor absoluto, é a distância da origem a esse ponto


representado na reta numerada. Assim, módulo de – 4 é 4 e o módulo de 4 é também 4.

|– 4| = |4| = 4

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Números Racionais (ℚ)

Definição – É todo número que pode ser escrito na forma:


p
com p ∈ ℤ e q ∈ ℤ*.
q

Subconjuntos
ℚ* à racionais não nulos.
ℚ + à racionais não negativos.
ℚ*+ à racionais positivos.
ℚ- à racionais não positivos.
ℚ*- à racionais negativos.

Frações, Decimais e Fração Geratriz


Decimais exatos
2 1
= 0,4 = 0,25
5 4

Decimais periódicos
1 7
= 0,333... = 0,3 = 0,777... = 0,7
3 9

Transformação de dízima periódica em fração geratriz

1. Escrever tudo na ordem, sem vírgula e sem repetir.


2. Subtrair o que não se repete, na ordem e sem vírgula.
3. No denominador:
•• Para cada item “periódico”, colocar um algarismo “9”;
•• Para cada intruso, se houver, colocar um algarismo “0”.

Exemplos
07 − 0 7
a) 0,777... Seguindo os passos descritos: =
9 9
14 - 1 13
b) 1,444... Seguindo os passos descritos: =
9 9

196 www.acasadoconcurseiro.com.br
ATA – Matemática – Prof. Dudan

123 - 1
c) 1,232323... Seguindo os passos descritos: = 122/99
99
2134 - 21
d) 2,1343434... Seguindo os passos descritos: = 2113/990
990

Números Irracionais (𝕀)

Definição: Todo número cuja representação decimal não é periódica.

Exemplos:
0,212112111... 1,203040... 2 π

Números Reais (ℝ)

Definição: Conjunto formado pelos números racionais e pelos irracionais.


ℝ = ℚ ∪ 𝕀, sendo ℚ ∩ 𝕀 = Ø

Subconjuntos
ℝ* = {x ∈ R | × ≠ 0} à reais não nulos
R
ℝ + = {x ∈ R | × ≥ 0} à reais não negativos Q I

Z
ℝ*+ = {x ∈ R | × > 0} à reais positivos
N
ℝ- = {x ∈ R | × ≤ 0} à reais não positivos
ℝ*- = {x ∈ R | × < 0} à reais negativos

Números Complexos ( )

Definição: Todo número que pode ser escrito na forma a + bi, com a e b reais.

Exemplos:
3 + 2i – 3i – 2 + 7i 9
1,3 1,203040... 2 π

Resumindo:
Todo número é complexo.

www.acasadoconcurseiro.com.br 197
Teoria dos Conjuntos (Linguagem dos Conjuntos)
Conjunto é um conceito primitivo, isto é, sem definição, que indica agrupamento de objetos,
elementos, pessoas, etc. Para nomear os conjuntos, usualmente são utilizadas letras maiúsculas
do nosso alfabeto.

Representações:
Os conjuntos podem ser representados de três formas distintas:
I – Por enumeração (ou extensão): Nessa representação, o conjunto é apresentado pela citação
de seus elementos entre chaves e separados por vírgula. Assim, temos:
•• O conjunto “A” das vogais -> A = {a, e, i, o, u};
•• O conjunto “B” dos números naturais menores que 5 -> B = {0, 1, 2, 3, 4};
•• O conjunto “C” dos estados da região Sul do Brasil -> C = {RS, SC, PR}.
II – Por propriedade (ou compreensão): Nesta representação, o conjunto é apresentado por
uma lei de formação que caracteriza todos os seus elementos. Assim, o conjunto “A” das vogais
é dado por A = {x / x é vogal do alfabeto} -> (Lê-se: A é o conjunto dos elementos x, tal que x é
uma vogal).
Outros exemplos:
•• B = {x/x é número natural menor que 5}
•• C = {x/x é estado da região Sul do Brasil}
III – Por Diagrama de Venn: Nessa representação, o conjunto é apresentado por meio de uma
linha fechada de tal forma que todos os seus elementos estejam no seu interior. Assim, o
conjunto “A” das vogais é dado por:

a.
e.
A i.
o.
u.

Classificação dos Conjuntos


Vejamos a classificação de alguns conjuntos:
•• Conjunto Unitário: possui apenas um elemento. Exemplo: o conjunto formados pelos
números primos e pares.
•• Conjunto Vazio: não possui elementos, é representado por ∅ ou, mais raramente, por { }.
Exemplo: um conjunto formado por elemento par, primo e diferente de 2.

198 www.acasadoconcurseiro.com.br
ATA – Matemática – Prof. Dudan

•• Conjunto Universo (U): possui todos os elementos necessários para a realização de um


estudo (pesquisa, entrevista, etc.)
•• Conjunto Finito: um conjunto é finito quando seus elementos podem ser contados um a
um, do primeiro ao último, e o processo chega ao fim. Indica-se n (A) o número (quantidade)
de elementos do conjunto “A”.
Exemplo: A = {1, 4, 7, 10} é finito e n(A) = 4
•• Conjunto Infinito: um conjunto é infinito quando não é possível contar seus elementos do
primeiro ao último.

Relação de Pertinência

É uma relação que estabelecemos entre elemento e conjunto, em que fazemos uso dos
símbolos ∈ e ∉.
Exemplo:
Fazendo uso dos símbolos ∈ ou ∉, estabeleça a relação entre elemento e conjunto:

a) 10 ____ ℕ

b) – 4 ____ ℕ

c) 0,5 ____ 𝕀

d) – 12,3 ____ ℚ

e) 0,1212... ____ ℚ

f) 3 ____ 𝕀

g) -16 ____ ℝ

www.acasadoconcurseiro.com.br 199
Relação de Inclusão

É uma relação que estabelecemos entre dois conjuntos. Para essa relação, fazemos uso dos
símbolos ⊂, ⊄, ⊃ e ⊅.

Exemplos:
Fazendo uso dos símbolos de inclusão, estabeleça a relação entre os conjuntos:
ℕ _____ ℤ
ℚ _____ ℕ
ℝ _____ 𝕀
𝕀 _____ ℚ

Observações:
•• Dizemos que um conjunto “B” é um subconjunto ou parte do conjunto “A” se, e somente
se, B ⊂ A.
•• Dois conjuntos “A” e “B” são iguais se, e somente se, A ⊂ B e B ⊂ A.
•• Dados os conjuntos “A”, “B” e “C”, temos que: se A ⊂ B e B ⊂ C, então A ⊂ C.
e
•• O total de subconjuntos é dado por 2 , onde "e" é o número de elementos do conjunto.
4
Exemplo: o conjunto A = {1,2,3,4} possui 16 subconjuntos, pois 2 = 16.

União, Intersecção e Diferença entre Conjuntos

União Intersecção Diferença entre conjuntos

AUB A∩B A � B B � A

A B A B A B A B

Junta tudo sem repetir O que há em comum O que é exclusivo

200 www.acasadoconcurseiro.com.br
ATA – Matemática – Prof. Dudan

Exemplos:
Dados os conjuntos A = {1, 3, 5}, B = {2, 3, 5, 7} e C = {2, 5, 10}. Determine:
a) A ⋃ B
b) A ⋂ B
c) A – B
d) B – A
e) A ⋂ B ⋂ C
f) A ⋃ B ⋃ C

Faça você

1. Assinale V para as verdadeiras e F para as falsas:

( ) 0,333... ∈ Z ( ) 0 ∈ Q* ( ) – 3 ∈ Q+


( ) – 3,2 ∈ Z ( ) N c Q ( ) 0,3444... ∈ Q*
( ) 0,72 ∈ N ( ) 1,999... ∈ N ( ) 62 ∈ Q
3
( ) Q c Z ( ) N c Z ( ) 8 ∈Q

2. Entre os conjuntos abaixo, o único formado apenas por números racionais é:


a) { π , 4 , – 3}

⎧⎪ 1 3 ⎫⎪
b) ⎨ ,−1,777...,− ⎬
4 6⎪
⎩⎪ ⎭
c) {− 2,π, −3}3

d) {1, 2, 3}
3

e) { 4, 6 , 9}

www.acasadoconcurseiro.com.br 201
3. Observe os seguintes números.

I – 7,32333435...
π
II –
5
III – 1,121212...
IV – 1,323334
V – −4
Assinale a alternativa que identifica os números irracionais.
a) I e II
b) I e IV
c) II e III
d) II e V

33
4. Se a = 5 , b = , e c = 1,323232..., a afirmativa verdadeira é:
25
a) a<c<b
b) a<b<c
c) c<a<b
d) b<a<c
e) b<c<a

5. Numa sala há n pessoas. Sabendo que 75 pessoas dessa sala gostam de matemática, 52 gostam
de física, 30 pessoas gostam de ambas as matérias e 13 pessoas não gostam de nenhuma
dessas matérias. É correto afirmar que n vale:
a) 170
b) 160
c) 140
d) 100
e) 110

202 www.acasadoconcurseiro.com.br
ATA – Matemática – Prof. Dudan

6. Um cursinho tem 700 alunos matriculados. Sabe-se que 350 leem o jornal Zero Hora, 230 leem
o jornal Correio do Povo e 250 não leem jornal algum. Quantos alunos leem os dois jornais?
a) 130
b) 220
c) 100
d) 120
e) 230

7. Numa escola há n alunos. Sabe-se que 56 alunos leem o jornal A, 21 leem os jornais A e B, 106
leem apenas um dos dois jornais e 66 não leem o jornal B. O valor de n é.
a) 249
b) 137
c) 158
d) 127
e) 183

8. Uma pesquisa encomendada sobre a preferência entre rádios numa determinada cidade
obteve o seguinte resultado:
•• 50 pessoas ouvem a rádio Riograndense.
•• 27 pessoas escutam tanto a rádio Riograndense quanto a rádio Gauchesca.
•• 100 pessoas ouvem apenas uma dessas rádios.
•• 43 pessoas não escutam a rádio Gauchesca.
O número de pessoas entrevistadas foi:
a) 117
b) 127
c) 147
d) 177
e) 197

www.acasadoconcurseiro.com.br 203
9. Uma pesquisa sobre inscrições em cursos de esportes tinha as seguintes opções: A (Natação), B
(Alongamento) e C (Voleibol). E assim foi montada a seguinte tabela:

Cursos Alunos
Apenas A 9
Apenas B 20
Apenas C 10
AeB 13
AeC 8
BeC 18
A, B e C 3

Analise as afirmativas seguintes com base nos dados apresentados na tabela.


1. 33 pessoas se inscreveram em pelo menos dois cursos.
2. 52 pessoas não se inscreveram no curso A.
3. 48 pessoas se inscreveram no curso B.
4. O total de inscritos nos cursos foi de 88 pessoas.
A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é:
a) 1e2
b) 1e3
c) 3e4
d) 1, 2 e 3
e) 2, 3 e 4

10. Um grupo de 82 pessoas foi a um restaurante. Sabe-se que: 46 comeram carne, 41 comeram
peixe e 17 comeram outros pratos que não carne ou peixe. O número de pessoas que comeram
carne e peixe é:
a) 21
b) 22
c) 23
d) 24
e) 25

Gabarito: 1. * 2. B 3. A 4. E 5. E 6. A 7. C 8. C 9. B 10. B

204 www.acasadoconcurseiro.com.br
Questões

1. (35809) Em um grupo de 30 crianças, 16 5. (80564) Indique qual dos números abaixo é


têm olhos azuis e 20 estudam canto. O um número irracional.
número de crianças deste grupo que têm
olhos azuis e estudam canto é: a) 0
b) 0,5
a) exatamente 16. c) 0,33...
b) no mínimo 6. d) 1/3
c) exatamente 10. e) π, que mede a razão entre o comprimen-
d) no máximo 6. to da circunferência e o seu diâmetro.
e) exatamente 6.
6. (80565) Indique qual o número racional ge-
2. (57538) Qual a fração que dá origem à dízi- ratriz da dízima periódica 7,233... .
ma 2,54646... em representação decimal?
a) 723/99
a) 2.521 / 990 b) 723/90
b) 2.546 / 999 c) 716/99
c) 2.546 / 990 d) 716/90
d) 2.546 / 900 e) 651/90
e) 2.521 / 999
7. (39452) Em um grupo de 120 empresas,
3. (80562) Indique quantos são os subconjun- 57 estão situadas na Região Nordeste, 48
tos do conjunto {1,2,3,4}. são empresas familiares, 44 são empresas
exportadoras e 19 não se enquadram em
a) 12 nenhuma das classificações acima. Das em-
b) 13 presas do Nordeste, 19 são familiares e 20
c) 14 são exportadoras. Das empresas familiares,
d) 15 21 são exportadoras. O número de empre-
e) 16 sas do Nordeste que são ao mesmo tempo
familiares e exportadoras é:
4. (80563) Dados o conjunto A={2,4,6,8,10} e
o conjunto B = {x | x ∈Z, 0 < x < 10}, onde Z é a) 21
o conjunto dos números inteiros, obtenha o b) 14
conjunto C = A∩B. c) 16
d) 19
a) C=A e) 12
b) C = {2,4,6,8}
c) C = {x | x ∈Z, x ≤ 10}
d) C = {1,2,3,4,5,6,7,8,9,10}
e) C = Φ onde Φ é o conjunto vazio

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Gabarito: 1. (35809) B 2. (57538) A 3. (80562) E 4. (80563) B 5. (80564) E 6. (80565) E 7. (39452) E

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Módulo
Aula XX
2

OPERAÇÕES MATEMÁTICAS

Observe que cada operação tem nomes especiais:


•• Adição: 3 + 4 = 7, em que os números 3 e 4 são as parcelas e o número 7 é a soma ou total.
•• Subtração: 8 – 5 = 3, em que o número 8 é o minuendo, o número 5 é o subtraendo e o
número 3 é a diferença.
•• Multiplicação: 6 × 5 = 30, em que os números 6 e 5 são os fatores e o número 30 é o produto.
•• Divisão: 10 ÷ 5 = 2, em que 10 é o dividendo, 5 é o divisor e 2 é o quociente, neste caso o
resto da divisão é ZERO.

Adição e Subtração

Regra de sinais
•• A soma de dois números positivos é um número positivo.
(+ 3) + (+ 4) = + 7, na prática eliminamos os parênteses. + 3 + 4 = + 7

•• A soma de dois números negativos é um número negativo.


(– 3) + (– 4) = – 7, na prática eliminamos os parênteses. – 3 – 4 = – 7

•• Se adicionarmos dois números de sinais diferentes, subtraímos seus valores absolutos e


damos o sinal do número que tiver o maior valor absoluto.
(– 4) + (+ 5) = + 1, na prática eliminamos os parênteses. – 4 + 5 = 1 assim, 6 – 8 = – 2.

•• Se subtrairmos dois números inteiros, adicionamos ao 1º o oposto do 2º número.


(+ 5) – (+ 2) = (+ 5) + (– 2) = + 3, na prática eliminamos os parênteses escrevendo o oposto
do segundo número, então: + 5 – 2 = + 3 (o oposto de + 2 é – 2)
(– 9) – (- 3) = – 9 + 3 = – 6
(– 8) – (+ 5) = – 8 – 5 = – 13

DICA: Na adição e subtração, um número de sinal positivo representa “o que eu tenho


de dinheiro” e um número de sinal negativo, “o que eu devo à alguém”, assim, basta
imaginar que você está acertando as contas.

www.acasadoconcurseiro.com.br 207
Faça você

1. Calcule:
a) – 5 + 3 = b) + 73 – 41 =

c) – 24 – 13 = d) – 5 + (– 12) =

e) + 51 – 4 = f) + 17 + (–14) =

g) – 9 – (– 25) = h) + 72 – (–12) =
i) + 19 – 25 = j) – 80 + 41 + 57 =
k) – 2 – 22 – 21 = l) – 6 – (+ 31) + 50 =

2. Calcule:

a) 1234 b) 752 c) 425 d) 1321


+ 463 + 271 – 328 + 412

e) 632 f) 921 g) 2358 h) 32,54


+ 346 – 708 + 426 + 85,89

i) 233,2 j) 5,174 k) 23,42 l) 237,85


– 143,1 – 6,719 + 34,67 – 156,38

m) 17,43 n) 275,74 o) 157,32 p) 329,75


– 29,38 – 131,12 – 38,43 + 158,37

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ATA – Matemática – Prof. Dudan

Multiplicação e Divisão

Regra de sinais
•• Ao multiplicarmos ou dividirmos dois números de sinais positivos, o resultado é um
número positivo.
Exemplos: a) (+ 3) × (+ 8) = + 24
b) (+12) ÷ (+ 2) = + 6

•• Ao multiplicarmos ou dividirmos dois números de sinais negativos, o resultado é um


número positivo.
Exemplos: a) (– 6) × (– 5) = + 30
b) (– 9) ÷ (– 3) = + 3

•• Ao multiplicarmos ou dividirmos dois números de sinais diferentes, o resultado é um


número negativo.
Exemplos: a) (– 4) × (+ 3) = – 12
b) (+ 16) ÷ (– 8) = – 2

DICA: Na multiplicação/divisão, quando os dois sinais forem iguais, o resultado é ( + ) e,


quando forem diferentes, o resultado é ( – ).

3. Calcule os produtos e os quocientes:


a) (– 5) × (– 4) = b) 24 ÷ (– 2) =

c) – 5 × 8 = d) (– 14) ÷ (–14) =

e) 32 ÷ (– 16) = f) – 14 × (– 4) =

g) (+ 17) × (+ 2) = h) (– 64) ÷ (– 8) =

i) – 3 x (– 14) ÷ 7 = j) 24 ÷ (– 3) ÷ (+ 4) ÷ (– 2)=

www.acasadoconcurseiro.com.br 209
4. Efetue os cálculos a seguir:

a) 432 b) 317 c) 628 d) 23


x 76 x 32 x 13 x 17

e) 72,3 f) 17,32 g) 28,33


x 16,2 x 1,9 x 1,52

h) 4862 ÷ 36 i) 28,8 ÷ 4 j) 1 ÷ 2,5 k) 1,2 ÷ 0,24

210 www.acasadoconcurseiro.com.br
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l) 65,3 ÷ 3,1 m) 481 ÷ 37 n) 800 ÷ 25 o) 926 ÷ 13

p) 6513 ÷ 13 q) 721 ÷ 7 r) 618 ÷ 50 s) 2546 ÷ 32

t) 3214 ÷ 25 u) 1223,5 ÷ 25 v) 3586,2 ÷ 32 x) 1256 ÷ 12,5

z) 402,21 ÷ 12

www.acasadoconcurseiro.com.br 211
Potenciação e Radiciação
•• No exemplo 72 = 49 temos que: 7 é a base, 2 é o expoente e 49 é a potência.
•• A potência é uma multiplicação de fatores iguais: 72 = 7 x 7 = 49
•• Todo número inteiro elevado a 1 é igual a ele mesmo:
Ex.: a) (– 4)1 = -4 b) (+ 5)1 = 5
•• Todo número inteiro elevado a zero é igual a 1.
0
Ex.: a) (– 8) = 1 b) (+ 2)0 = 1
•• No exemplo 3 8 = 2, temos que: 3 é o índice da raiz, 8 é o radicando, 2 é a raiz e o símbolo
é o radical.
2
Ex.: a) 5 = 25 b) 23 = 8 c) 34 = 81
d) 4 625 = 5 e) 64 = 8 f) 3 27 = 3

Regra de sinais
•• Expoente par com parênteses: a potência é sempre positiva.
Exemplos: a) (– 2)4 = 16, porque (– 2) × (– 2) × (– 2) × (– 2) = + 16
b) (+ 2)² = 4, porque (+ 2) × (+ 2) = + 4
•• Expoente ímpar com parênteses: a potência terá o mesmo sinal da base.
Exemplos: a) (– 2)3 = – 8, porque (– 2) × (– 2) × (– 2) = – 8
5
b) (+ 2) = + 32, porque (+ 2) × (+ 2) × (+ 2) × (+ 2) × (+ 2) = + 32
•• Quando não tiver parênteses, conservamos o sinal da base independente do expoente.
Exemplos: a) – 2² = – 4
b) – 23 = – 8
c) + 3² = 9
3
d) + 5 = + 125

5. Calcule as potências:
a) 3² = b) (– 3)² =

c) – 3² = d) (+ 5)3 =

e) (– 6)² = f) – 43 =

g) (– 1)² = h) (+ 4)² =

i) (– 5)0 = j) – 7² =

k) (– 2,1)² = l) – 1,13 =

m) (–8)² = n) – 8² =

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Propriedades da Potenciação
•• Produto de potência de mesma base: Conserva-se a base e somam-se os expoentes.
Exemplos:
a) a3 x a4 x a2 = a3+4+2 = a9
b) (– 5)2 x (– 5) = (– 5)2+1 = (– 5)3 = – 125
-2 5 -2+1+5
c) 3 x 3 x 3 = 3 = 34 = 81

•• Divisão de potências de mesma base: Conserva-se a base e subtraem-se os expoentes.


Exemplos:
a) b5 ÷ b2 = b5-2 = b3
b) (– 2)6 ÷ (– 2)4 = (– 2)6-4 = (– 2)2 = + 4
15 5 15-5 10
c) (– 19) ÷ (– 19) = (– 19) = (– 19)

•• Potência de potência: Conserva-se a base e multiplicam-se os expoentes.


Exemplos:
a) (a2)3 = a23 = a6
b) [(– 2)5]2 = (– 2)5.2 = (– 2)10 = 1024

•• Potência de um produto ou de um quociente: Multiplica-se o expoente de cada um dos


elementos da operação da multiplicação ou divisão pela potência indicada.
Exemplos:
2 4 3 2.3 4.3 6 12
a) [(– 5) x (+ 3) ] = (– 5) x (+ 3) = (– 5) x (+ 3)
b) [(– 2) ÷ (– 3) ] = (– 2) ÷ (– 3) = (– 2) ÷ (– 3)8
4 2 1.2 4.2 2

Expressões numéricas
Para resolver expressões numéricas é preciso obedecer à seguinte ordem:
1º resolvemos as potenciações e radiciações na ordem em que aparecem.
2º resolvemos as multiplicações e divisões na ordem em que aparecem.
3º resolvemos as adições e subtrações na ordem em que aparecem.

Caso contenha sinais de associação:


1º resolvemos os parênteses ( )
2º resolvemos os colchetes [ ]
3º resolvemos as chaves { }

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6. Calcule o valor das expressões numéricas:
a) 6² ÷ 3² + 10² ÷ 50 =

b) 20 + 23 × 10 – 4² ÷ 2 =

c) 3 + 4 16 – 15 + 49 =

d) 33 ÷ 27 × 20 =

e) 100 + 1000 + 10000 =

f) 5² – 5 × 15 + 50 × 53 =

7. Calcule o valor numérico das expressões a seguir, sendo a = 2, b = – 3 e c= – 4.


a) a²b + c b) a² + 3b² – c² =

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8. Elimine os sinais de associação e resolva as expressões numéricas a seguir:

2 2
a) 5 – {– 3 (2 – 5) + 3 – 5} . 2 =

b) {[(1 + 2 +3 +4 +5) . 3] – 8} =

3
c) {10² + (5 – 4) + 2²} ÷ 5 =

d) 2 × {40 – [15 – (3² – 4)]} =

9. Aplique seus conhecimentos e calcule o valor das expressões numéricas. Observe as operações
indicadas, a existência de sinais de associação e tenha cuidado com as potências.
a) (– 1 – 2 – 3 – 4 -5) ÷ (+ 15) =
b) (8 + 10 ÷ 2 – 12) ÷ (– 4 + 3) =
c) 103 – (– 10)² – 100 =
d) (– 1)8 + 60 – [15 + (– 40) ÷ (– 2)3] =
e) – 3 – {– 2 – [(– 35) ÷ 25 + 22]} =
f) 4 – {(– 2)2 × (– 3) – [– 11 + (– 3) × (– 4)] – (– 1)} =
g) 14 – [(– 1)3 × ( – 2)2 + ( – 35) ÷ (+ 5)] =
h) – 2 + {– 5 – [– 2 – (– 2)3 – 3 – (3 – 2)9 ] + 5} =
2 0
i) 64 – 2 – 2 – 2 =
j) – 15 + 10 ÷ (2 – 7) =

Gabarito: 6. a) 6 / b) 92 / c) 11 / d) 1 / e) 3 / f) 145 7. a) - 16 / b)15 8. a) - 9 / b) 37 / c) 21 / d) 60 8. a) - 1 / b) - 1 / c) 899 /


d) -18 / e) - 4 / f) 16 / g) 25 / h) - 4 / i) 1 / j) - 17

www.acasadoconcurseiro.com.br 215
Do Português para o Matematiquês
2 3 5 2 3 5 30 5
1. de de = x x = =
3 4 6 3 4 6 72 12
2. Um número = x

3. O dobro de um número = 2x
x
4. A metade de um número =
2
5. O quadrado de um número = x2
x2
6. A metade do quadrado de um número =
2
2
⎛ x⎞
7. O quadrado da metade de um número =
⎜⎝ 2 ⎟⎠
x
8. A terça parte de um número =
3
9. O cubo de um número = x³
3
⎛ x⎞
10. O cubo da terça parte de um número = ⎜ ⎟
⎝ 3⎠
x3
11. A terça parte do cubo de um número =
3
x
12. O triplo da metade de um número = 3.
2
1
13. A metade do triplo de um número = ⋅3x
2
x
14. A quinta parte de um número =
5
15. A raiz quadrada de um número = x

16. O oposto de um número = – x


1
17. O inverso de um número =
x
a
18. A razão entre a e b =
b
b
19. A razão entre b e a =
a
20. A diferença entre a e b = a – b

21. A diferença entre b e a = b – a


x3
22. A razão entre o cubo de um número e o quadrado desse número = 2 = x3−2 = x1 = x
x
23. Três números inteiros consecutivos = x, x + 1, x + 2

24. Três números pares consecutivos = x, x + 2. x + 4

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Questões

1. (35829) Se X, Y e Z são inteiros positivos e 2. (35830) O número X tem três algarismos. O


consecutivos tais que X < Y < Z, então a ex- produto dos algarismos de X é 126 e a soma
pressão que necessariamente corresponde dos dois últimos algarismos de X é 11. O al-
a um número inteiro ímpar é dada por: garismo das centenas de X é:
a) (X Y) +(YZ) a) 2
b) (X+Y) (Y+Z) b) 3
c) XYZ c) 6
d) X+Y+Z d) 7
e) X+YZ e) 9

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Gabarito: 1. (35829) B 2. (35830) D

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Módulo
Aula XX
3

FRAÇÕES

Definição

Fração é um modo de expressar uma quantidade a partir de uma razão de dois números
inteiros. A palavra vem do latim fractus e significa "partido", dividido ou "quebrado (do verbo
frangere: "quebrar").
Também é considerada parte de um inteiro, que foi dividido em partes exatamente iguais. As
frações são escritas na forma de números e na forma de desenhos. Observe alguns exemplos:

www.acasadoconcurseiro.com.br 219
Na fração, a parte de cima é chamada de numerador e indica quantas partes do inteiro foram
utilizadas.
A parte de baixo é chamada de denominador, que indica a quantidade máxima de partes em
que fora dividido o inteiro e nunca pode ser zero.

Ex.: Uma professora tem que dividir três folhas de papel de seda entre quatro alunos, como ela
pode fazer isso?
3
Se cada aluno ficar com (lê-se três quartos) da folha. Ou seja, você vai dividir cada folha em 4
4
partes e distribuir 3 para cada aluno.
56
Assim, por exemplo, a fração (lê-se cinquenta e seis oitavos) designa o quociente de 56 por
8
8. Ela é igual a 7, pois 7 × 8 = 56.

Relação entre frações decimais e os números decimais


•• Para transformar uma fração decimal em número decimal, escrevemos o numerador da
fração e o separamos com uma vírgula, deixando tantas casas decimais quanto forem os
zeros do denominador.
Exemplo: a) 48 = 4,8 b) 365 = 3,65 c) 98 = 0,098 d) 678 = 67,8
10 100 1.000 10

•• Para transformar um número decimal em uma fração decimal, colocamos no denominador


tantos zeros quantos forem os números depois da vírgula do número decimal.

Exemplo: a) 43,7 = 437 b) 96,45 = 9.645 c) 0,04 = 4 d) 4,876 = 4.876


10 100 100 1.000

Simplificação de frações

•• Para simplificar uma fração, divide-se o numerador e o denominador da fração por um


mesmo número.
Exemplo:
a) 6 ÷ 2 = 3
14 2 7
2
b) 40 ÷ 2 = 20 ÷ 2 = 10 ou 40 ÷ 4 = 10
12 2 6 3 12 4 3
•• Quando o numerador é divisível pelo denominador, efetua-se a divisão e se obtém um
número inteiro.

220 www.acasadoconcurseiro.com.br
ATA – Matemática – Prof. Dudan

Exemplo:

a) 100 = – 4
-25
b) 299 = 13
23
⇒ Simplifique as frações, aplicando a regra de sinais da divisão:

a) – 75 b) – 48 c) – 36 d) – 10
50 84 2 15

Comparação entre Frações


Se duas frações possuem denominadores iguais, a maior fração é a que possui maior numerador.
Por exemplo:
3 4
<
5 5

Para estabelecer comparação entre frações, é preciso que elas tenham o mesmo denominador.
Isso é obtido por meio do menor múltiplo comum.
Exemplo:
2 3
?
5 7

Na comparação entre frações com denominadores diferentes, devemos usar frações


equivalentes a elas e de mesmo denominador para, assim, compará-las.
O MMC entre 5 e 7 é 35, logo:

Assim temos que

2 3
<
5 7

Adição e Subtração
• Sendo os denominadores iguais, basta somar ou subtrair os numeradores e manter o
denominador.

www.acasadoconcurseiro.com.br 221
•• Se os denominadores forem diferentes, será necessário encontrar frações equivalentes
(proporcionais) que sejam escritas no mesmo denominador comum. Usaremos o m.m.c,
veja:
Exemplo:

O m.m.c. de 3 e 5 é 15. Em seguida divide-se o m.m.c pelo denominador original de cada fração
e multiplica-se o resultado pelo numerador, obtendo assim, uma fração equivalente.
Observe que com isso, temos:

Por fim efetuamos o cálculo:

Exemplo:

⇒ Calcule o valor das expressões e simplifique quando for possível:

a) −3 + 2 − 5 − 5
4 10 2 10

7 1
b) +2−
3 4
⎛ 1 1⎞ ⎛ 5 3⎞
c) ⎜ + ⎟ − ⎜ − ⎟
⎝ 3 2⎠ ⎝ 6 4⎠

d)
1
2
(
+ −0,3 )

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MULTIPLICAÇÃO E DIVISÃO
Para multiplicar frações, basta multiplicar os numeradores entre si e fazer o mesmo entre os
denominadores, independentemente de serem iguais ou não.
Exemplo:

Para dividir as frações, basta multiplicar a primeira fração pelo inverso da segunda fração.
Exemplo:

DICA
Dividir por um número é multiplicar pelo seu inverso!

⇒ Efetue e simplifique quando for possível:

1
−1−
4 ⎛ 2⎞ 1 ⎛ −3 ⎞ 2 ⎛ −3 ⎞
a) ÷ −
⎜ ⎟
7 ⎝ 5⎠
b)
⎜ ⎟
2⎝ 4 ⎠ 3
c) −4 ÷ ⎜
⎝ 8⎠
( )
⎟   d)
7
3 −1 ⎞


6 ⎜⎝ 3 ⎟⎠

POTENCIAÇÃO E RADICIAÇÃO DE FRAÇÕES


Para elevarmos uma fração a determinada potência, basta aplicarmos a potência no numerador
e também no denominador, respeitando as regras dos sinais da potenciação.
Exemplo:

2 2
⎛ 2 ⎞ ⎛ 22 ⎞ 4 ⎛ 4 ⎞ ⎛ 42 ⎞ 16
= =
⎜⎝ 3 ⎟⎠ ⎜⎝ 32 ⎟⎠ 9 ⎜⎝ − 9 ⎟⎠ = ⎜⎝ + 92 ⎟⎠ = + 81

3 2 2
⎛ 3 ⎞ ⎛ 33 ⎞ 27 ⎛ 12 ⎞ ⎛ 3 ⎞ ⎛ 32 ⎞ 9
⎜⎝ 5 ⎟⎠ = ⎜⎝ + 53 ⎟⎠ = + 125 ⎜⎝ − 8 ⎟⎠ = ⎜⎝ − 2 ⎟⎠ = ⎜⎝ + 22 ⎟⎠ = 4

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•• Um número racional negativo não tem raiz de índice par no conjunto Q, se o índice for
ímpar pode ter raiz positiva ou negativa.
Exemplo: a) - 36 = ∉ Q
b) 4 -81 = ∉ Q
•• Já o índice ímpar admite raiz nagativa em Q.
Exemplo: a) 3 -64 = – 4, porque (- 4)3 = – 64
5
b) 5 -32 = – 2, porque (- 2) = -32

Caso seja necessário aplicar um radical numa fração, basta entender que: “a raiz da fração é a
fração das raízes.”

Exemplos:

Expoente negativo

Todo número diferente de zero elevado a um expoente negativo é igual ao inverso do mesmo
número com expoente positivo.
1 1
Exemplo: a) 7−2 = 2 = b) 4-3 = 1 = 1 c) �– 2 �-2 = �– 4 �2 = + 16
7 49 4³ 64 4 2 4

Faça você

1. Calcule o valor das expressões:

2
2 ⎛ 1 ⎞ ⎛ −2 ⎞ 3⎛ 1 1⎞
a) + b) +
⎜ ⎟ ⎜
3 ⎝ 3⎠ ⎝ 6 ⎠ ⎟ 7 ⎜⎝ 3 4 ⎟⎠

0
⎛ 1⎞
( )
9 − −2 + ⎜ ⎟
⎝ 2⎠
c)
( −2) + ( −3)
2

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2. João e Tomás partiram um bolo retangular. João comeu a metade da terça parte e Tomás comeu
a terça parte da metade. Quem comeu mais?
a) João, porque a metade é maior que a terça parte.
b) Tomás.
c) Não se pode decidir porque não se conhece o tamanho do bolo.
d) Os dois comeram a mesma quantidade de bolo.
e) Não se pode decidir porque o bolo não é redondo.

3. Dividir um número por 0,0125 equivale a multiplicá-lo por:


1
a)
125
1
b)
8
c) 8

d) 12,5

e) 80

4. O valor de 2 é:
(0,666...)
a) 0,333...
b) 1,333...
c) 3,333...
d) 3
e) 12

Gabarito: 1. a) 17/27 b) 1/2 c) 6  2. D 3. E 4. D

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Questões

1. (35785) Em um determinado curso de


pós-graduação, 1/4 dos participantes
são graduados em matemática, 2/5 dos
participantes são graduados em geologia,
1/3 dos participantes são graduados
em economia, 1/4 dos participantes
são graduados em biologia e 1/3 dos
participantes são graduados em química.
Sabe-se que não há participantes do curso
com outras graduações além dessas, e
que não há participantes com três ou mais
graduações. Assim, qual é o número mais
próximo da porcentagem de participantes
com duas graduações?
a) 40%
b) 33%
c) 57%
d) 50%
e) 25%

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Questões, poderá assistir ao vídeo da explicação do professor.

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Gabarito: 1. (35785) C

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Módulo
Aula XX
4

DIVISORES E MÚLTIPLOS

Os múltiplos e divisores de um número estão relacionados entre si da seguinte forma:


Se 15 é divisível por 3, então 3 é divisor de 15, assim, 15 é múltiplo de 3.
Se 8 é divisível por 2, então 2 é divisor de 8, assim, 8 é múltiplo de 2.
Se 20 é divisível por 5, então 5 é divisor de 20, assim, 20 é múltiplo de 5.

Múltiplos de um Número Natural


Denominamos múltiplo de um número o produto desse número por um número natural
qualquer. Um bom exemplo de números múltiplos é encontrado na tradicional tabuada.

Múltiplos de 2 (tabuada da multiplicação do número 2)


2x0=0
2x1=2
2x2=4
2x3=6
2x4=8
2 x 5 = 10
2 x 6 = 12
2 x 7 = 14
2 x 8 = 16
2 x 9 = 18
2 x 10 = 20
E assim sucessivamente.

Múltiplos de 3 (tabuada da multiplicação do número 3)


3x0=0
3x1=3
3x2=6
3x3=9
3 x 4 = 12
3 x 5 = 15
3 x 6 = 18
3 x 7 = 21
3 x 8 = 24

www.acasadoconcurseiro.com.br 229
3 x 9 = 27
3 x 10 = 30
E assim sucessivamente.
Portanto, os múltiplo de 2 são: 0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 18, 20, ...
E os múltiplos de 3 são: 0, 3, 6, 9, 12, 15, 18, 21, 24, 27, 30, ...

Divisores de um Número Natural

Um número é divisor de outro quando o resto da divisão for igual a 0. Portanto,


12 é divisível por 1, 2, 3, 4, 6 e 12.
36 é divisível por 1, 2, 3, 4, 6, 9, 12, 18 e 36.
48 é divisível por 1, 2, 3, 4, 6, 8, 12, 16, 24 e 48.
Observações importantes:
•• O menor divisor natural de um número é sempre o número 1.
•• O maior divisor de um número é o próprio número.
•• O zero não é divisor de nenhum número.
•• Os divisores de um número formam um conjunto finito.

Principais Critérios de Divisibilidade

Dentre as propriedades operatórias existentes na Matemática, podemos ressaltar a divisão,


que consiste em representar o número em partes menores e iguais.
Para que o processo da divisão ocorra normalmente, sem que o resultado seja um número
não inteiro, precisamos estabelecer situações envolvendo algumas regras de divisibilidade.
Lembrando que um número é considerado divisível por outro quando o resto da divisão entre
eles é igual a zero.

Regras de divisibilidade

Divisibilidade por 1
Todo número é divisível por 1.

Divisibilidade por 2
Um número natural é divisível por 2 quando ele termina em 0, ou 2, ou 4, ou 6, ou 8, ou seja,
quando ele é par.

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Exemplos: 5.040 é divisível por 2, pois termina em 0.


237 não é divisível por 2, pois não é um número par.

Divisibilidade por 3
Um número é divisível por 3 quando a soma dos valores absolutos dos seus algarismos for
divisível por 3.
Exemplo: 234 é divisível por 3, pois a soma de seus algarismos é igual a 2 + 3 + 4 = 9, e como 9 é
divisível por 3, então 234 é divisível por 3.

Divisibilidade por 4
Um número é divisível por 4 quando termina em 00 ou quando o número formado pelos dois
últimos algarismos da direita for divisível por 4.
Exemplos: 1.800 é divisível por 4, pois termina em 00.
4.116 é divisível por 4, pois 16 é divisível por 4.
1.324 é divisível por 4, pois 24 é divisível por 4.
3.850 não é divisível por 4, pois não termina em 00 e 50 não é divisível por 4.

Divisibilidade por 5
Um número natural é divisível por 5 quando ele termina em 0 ou 5.
Exemplos: 55 é divisível por 5, pois termina em 5.
90 é divisível por 5, pois termina em 0.
87 não é divisível por 5, pois não termina em 0 nem em 5.

Divisibilidade por 6
Um número natural é divisível por 6 quando é divisível por 2 e 3 ao mesmo tempo.
Exemplos: 54 é divisível por 6, pois é par, logo divisível por 2 e a soma de seus algarismos é
múltiplo de 3, logo ele é divisível por 3 também.
90 é divisível por 6, pelo mesmos motivos..
87 não é divisível por 6, pois não é divisível por 2.

Divisibilidade por 9
Será divisível por 9 todo número em que a soma de seus algarismos constitui um número
múltiplo de 9.
Exemplos: 81 : 9 = 9, pois 8 + 1 = 9
1107 : 9 = 123, pois 1 + 1 + 0 + 7 = 9
4788 : 9 = 532, pois 4 + 7 + 8 + 8 = 27

www.acasadoconcurseiro.com.br 231
Divisibilidade por 10
Um número é divisível por 10 se termina com o algarismo 0 (zero).
Exemplos: 5420 é divisível por 10 pois termina em 0 (zero).
6342 não é divisível por 10 pois não termina em 0 (zero).

Divisibilidade por 15
Todo número divisível por 3 e 5 também é divisível por 15.
Exemplos: 1470 é divisível por 15, pois 1470:3 = 490 e 1470:5 = 294.
1800 é divisível por 15, pois 1800:3 = 600 e 1800:5 = 360.

Faça você

Teste a divisibilidade dos números abaixo por 2, 3, 4, 5, 6, 9 e 10.


a) 1278 b) 1450 c) 1202154

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Fatoração

Podemos escrever os números como produto (multiplicação) de números primos. Contudo,


qual a finalidade de fatorarmos esses números? Preciso realizar a fatoração separadamente ou
posso fazê-la simultaneamente, com dois ou mais números? Esses respostas virão adiante.
Um dos pontos importantes da fatoração, encontra-se no cálculo do M.D.C (Máximo Divisor
Comum) e do M.M.C (Mínimo Múltiplo Comum). Entretanto, devemos tomar cuidado quanto
à obtenção desses valores, pois utilizaremos o mesmo procedimento de fatoração, ou seja, a
mesma fatoração de dois ou mais números para calcular o valor do M.D.C e do M.M.C. Sendo
assim, devemos compreender e diferenciar o modo pelo qual se obtém cada um desses valores,
por meio da fatoração simultânea.
Vejamos um exemplo no qual foi feita a fatoração simultânea:

Note que na fatoração foram destacados os números que dividiram simultaneamente os


números 12 e 42. Isto é um passo importante para conseguirmos determinar o M.D.C. Se
fossemos listar os divisores de cada um dos números, teríamos a seguinte situação:
D(12)={1, 2,3,4,6,12}
D(42)={1, 2,3,6,7,21,42}
Note que o maior dos divisores comuns entre os números 12 e 42 é o número 6. Observando
a nossa fatoração simultânea, este valor 6 é obtido realizando a multiplicação dos divisores
comuns.
Por outro lado, o M.M.C será obtido de uma maneira diferente. Por se tratar dos múltiplos,
deveremos multiplicar todos os divisores da fatoração. Sendo assim, o M.M.C (12,14)=
2x2x3x7=84.
Portanto esse processo de fatoração é muito utilizado no cálculo do M.M.C e do M.D.C também,
mas cada um com seu respectivo procedimento. Cuidado para não se confundir.
Exemplos: Vamos fatorar, para o cálculo do M.M.C, os valores abaixo:

Logo, o produto desses fatores primos: 2.2.2.3.5 = 120 é o menor múltiplo comum entre os
valores apresentados.

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Agora se quiséssemos calcular o M.D.C, teríamos que fatorá-los sempre juntos, até não haver
mais divisor comum além do número 1.
Assim:

E com isso temos que o M.D.C dos valores dados é 3.


Exemplo: Fatore 20 e 30 para o cálculo do M.M.C

Assim, o produto desses fatores primos obtidos: 2.2.3.5 = 60 é o M.M.C de 20 e 30.


De fato, se observarmos a lista de múltiplos de 20 e 30 verificaremos que, dentre os comuns, o
menor deles é, de fato, o 60.
M (20) = 0, 20, 40, 60, 80, 100, 120, 140, 160,...
M (30) = 0, 30, 60, 90, 120, 150,...
Agora, se buscássemos o M.D.C teríamos que fatorar de forma diferente.

Com isso, o produto desses fatores primos, 2.5 = 10, obtidos pela fatoração conjunta, representa
o M.D.C.
De fato, se observarmos a lista de divisores de 20 e 30, verificaremos que, dentre os comuns, o
maior deles é, de fato, o 10.
D (20) = 1, 2, 4, 5, 10, 20.
D (30) = 1, 2 ,3 ,5 ,6, 10, 15, 30.

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Mínimo Múltiplo Comum (M.M.C)


O mínimo múltiplo comum entre dois números é representado pelo menor valor comum
pertencente aos múltiplos dos números. Observe o M.M.C entre os números 20 e 30:
M(20) = 0, 20, 40, 60, 80, 100, 120, ... e M(30) = 0, 30, 60, 90, 120, 150, 180, ...
Logo, o M.M.C entre 20 e 30 é equivalente a 60.
Outra forma de determinar o M.M.C entre 20 e 30 é pela fatoração, em que devemos escolher
os fatores comuns de maior expoente e os termos não comuns.
Observe: 20 = 2 x 2 x 5 = 2² x 5 e 30 = 2 x 3 x 5 = 2 x 3 x 5 logo:
M.M.C (20; 30) = 2² x 3 x 5 = 60
A terceira opção consiste em realizar a decomposição simultânea dos números, multiplicando
os fatores obtidos. Observe:

20 30 2
10 15 2
5 15 3
5 5 5
1
M.M.C (20, 30) = 2 x 2 x 3 x 5 = 60

Dica: Apenas números naturais tem M.M.C

Um método rápido e fácil para se determinar o M.M.C de um conjunto de números naturais é


a FATORAÇÃO.
Nela iremos decompor simultaneamente os valores, de forma que ao menos um deles possa
ser dividido pelo fator primo apresentado, até que não sobrem valores maiores que 1.
O produto dos fatores primos utilizados nesse processo é o Mínimo Múltiplo Comum.
Para que possamos fazer uma comparação, vamos tomar os números 6, 8 e 12 como exemplo.
Da fatoração destes três números temos:

6, 8, 12 2
3, 4, 6 2
3, 2, 3 2
3, 1, 3 3
1, 1, 1

O M.M.C (6, 8, 12) será calculado pelo produto desses fatores primos usados na decomposição
dos valores dados.

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Logo: M.M.C (6 , 8 , 12) = 2.2.2.3 = 24

Qual é o M.M.C (15, 25, 40)?


Fatorando os três números temos:

Assim o M.M.C (15, 25, 40) = 2. 2 . 2 . 3 . 5 . 5 = 600

PROPRIEDADE DO M.M.C.
Todo múltiplo comum de dois ou mais números inteiros é múltiplo do m.m.c. destes números.
Exemplo: os múltiplos comuns positivos de 2 , 5 e 6 são exatamente os múltiplos positivos de
30 (m.m.c. (2 ,5 , 6) = 30), ou seja, são 30 , 60, 90,...
Como identificar questões que exigem o cálculo do M.M.C?
Para não ficar em dúvida quanto à solicitação da questão, M.M.C ou M.D.C, basta entender que
o M.M.C por ser um “múltiplo comum”, é um número sempre será maior ou igual ao maior dos
valores apresentados , logo sempre um valor além dos valores dados.
Apesar do nome Mínimo Múltiplo Comum, é equivocado pensar que o “mínimo” indica um
número pequeno, talvez menor que os valores apresentados. Na verdade ele é o menor dos
múltiplos e quase sempre maior que todos esses valores de quem se busca o cálculo do M.M.C.
Exemplo:

1. Numa linha de produção, certo tipo de manutenção é feita na máquina A a cada 3 dias; na
máquina B; a cada 4 dias, e na máquina C, a cada 6 dias. Se no dia 2 de dezembro foi feita
a manutenção nas três máquinas, após quantos dias as máquinas receberão manutenção no
mesmo dia?
Temos que determinar o M.M.C entre os números 3, 4 e 6.

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Assim o M.M.C (3, 4, 6) = 2 * 2 * 3 = 12


Concluímos que após 12 dias, a manutenção será feita nas três máquinas. Portanto, dia 14 de
dezembro.

2. Um médico, ao prescrever uma receita, determina que três medicamentos sejam ingeridos pelo
paciente de acordo com a seguinte escala de horários: remédio A, de 2 em 2 horas; remédio
B, de 3 em 3 horas; e remédio C, de 6 em 6 horas. Caso o paciente utilize os três remédios às 8
horas da manhã, qual será o próximo horário de ingestão dos mesmos?
Calcular o M.M.C dos números 2, 3 e 6.

M.M.C (2, 3, 6) = 2 * 3 = 6
O mínimo múltiplo comum dos números 2, 3, 6 é igual a 6.
De 6 em 6 horas os três remédios serão ingeridos juntos. Portanto, o próximo horário será às 14
horas.

Máximo Divisor Comum (M.D.C)


O máximo divisor comum entre dois números é representado pelo maior valor comum
pertencente aos divisores dos números. Observe o M.D.C entre os números 20 e 30:
D (20) = 1, 2, 4, 5, 10, 20. e D (30) = 1, 2, 3, 5, 6, 10, 15, 30.
O maior divisor comum dos números 20 e 30 é 10.
Podemos também determinar o M.D.C entre dois números através da fatoração, em que
escolheremos os fatores comuns de menor expoente. Observe o M.D.C de 20 e 30 utilizando
esse método.
20 = 2 x 2 x 5 = 2² x 5 e 30 = 2 x 3 x 5 = 2 x 3 x 5
Logo M.D.C (20; 30) = 2 x 5 = 10
A terceira opção consiste em realizar a decomposição simultânea e conjunta dos números,
multiplicando os fatores obtidos. Observe:

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Logo o M.D.C (20 , 30) = 10
Um método rápido e fácil para se determinar o M.D.C de um conjunto de números naturais é a
FATORAÇÃO.
Nela iremos decompor simultaneamente os valores, de forma que todos eles devem
ser divididos, ao mesmo tempo, pelo fator primo apresentado, até que se esgotem as
possibilidades dessa divisão conjunta.
O produto dos fatores primos utilizados nesse processo é o Máximo Divisor Comum.
Para que possamos fazer uma comparação, vamos tomar novamente os números 6, 8 e 12
como exemplo.
Da fatoração conjunta desses três números, temos:

O M.D.C (6, 8, 12) será calculado pelo produto desses fatores primos usados na decomposição
dos valores dados.
Logo: M.M.C (6 , 8 , 12) = 2

Qual é o M.D.C (15, 25, 40)?


Fatorando os três números, temos:

Assim o M.M.C (15, 25, 40) = 5


Exemplo:

Qual é o M.D.C (15, 75, 105)?


Fatorando os três números, temos:

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M.D.C (15, 75, 105) = 3 . 5 = 15


Note que temos que dividir todos os valores apresentados, ao mesmo tempo, pelo fator primo.
Caso não seja possível seguir dividindo todos, ao mesmo tempo, dá-se por encerrado o cálculo
do M.D.C.

Propriedade Fundamental
Existe uma relação entre o M.M.C e o M.D.C de dois números naturais a e b.
•• m.m.c. (a,b) . m.d.c. (a,b) = a . b
Ou seja, o produto entre o m.m.c e m.d.c de dois números é igual ao produto entre os dois
números.
Exemplo
Se x é um numero natural em que m.m.c. (14, x) = 154 e m.d.c. (14, x) = 2, podemos dizer que
x vale.
a) 22
b) – 22
c) + 22 ou – 22
d) 27
e) – 27

Como identificar questões que exigem o cálculo do M.D.C?


Para não ficar em dúvida quanto à solicitação da questão, M.M.C ou M.D.C, basta entender que
o M.D.C por ser um “divisor comum”, é um número que sempre será menor ou igual ao menor
dos valores apresentados, logo sempre é um valor aquém dos valores dados, dando ideia de
corte, fração.
Já o M.M.C, por ser um “múltiplo comum”, é um número que sempre será maior ou igual ao
maior dos valores apresentados, logo sempre é um valor além dos valores dados, criando uma
ideia de “futuro”.
Apesar do nome Mínimo Múltiplo Comum é equivocado pensar que o “mínimo” indica um
número pequeno, talvez menor que os valores apresentados. Na verdade ele é o menor dos
múltiplos e quase sempre maior que todos esses valores de quem se busca o cálculo do M.M.C.

DICA: Quando se tratar de M.M.C a solução será um valor no mínimo igual ao maior
dos valores que você dispõe. Já quando se tratar de M.D.C a solução será um valor no
máximo igual ao menor dos valores que você dispõe.

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Faça você

3. Três ciclistas percorrem um circuito saindo todos ao mesmo tempo, do mesmo ponto, e com
o mesmo sentido. O primeiro faz o percurso em 40 s, o segundo em 36 s e o terceiro em 30
s. Com base nessas informações, depois de quanto tempo os três ciclistas se reencontrarão
novamente no ponto de partida, pela primeira vez, e quantas voltas terá dado o primeiro, o
segundo e o terceiro ciclista, respectivamente?
a) 5 minutos, 10 voltas, 11 voltas e 13 voltas.
b) 6 minutos, 9 voltas, 10 voltas e 12 voltas.
c) 7 minutos, 10 voltas, 11 voltas e 12 voltas.
d) 8 minutos, 8 voltas, 9 voltas e 10 voltas.
e) 9 minutos, 9 voltas, 11 voltas e 12 voltas.

4. José possui um supermercado e pretende organizar de 100 a 150 detergentes, de três marcas
distintas, na prateleira de produtos de limpeza, agrupando-os de 12 em 12, de 15 em 15 ou de
20 em 20, mas sempre restando um. Quantos detergentes José tem em seu supermercado?
a) 60
b) 120
c) 121
d) 180
e) 181

5. Em uma árvore de natal, três luzes piscam com frequência diferentes. A primeira pisca a cada 4
segundos, a segunda a cada 6 segundos e a terceira a cada 10 segundos. Se num dado instante
as luzes piscam ao mesmo tempo, após quantos segundos voltarão, a piscar juntas?
a) 24
b) 40
c) 60
d) 80
e) 100

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6. Nas últimas eleições, três partidos políticos tiveram direito, por dia, a 90s, 108s e 144s de
tempo gratuito de propaganda na televisão, com diferentes números de aparições. O tempo
de cada aparição, para todos os partidos, foi sempre o mesmo e o maior possível. A soma do
número das aparições diárias dos partidos na TV foi de:
a) 16
b) 17
c) 18
d) 19
e) 20

7. Uma indústria de tecidos fabrica retalhos de mesmo comprimento. Após realizar os cortes
necessários, verificou-se que duas peças restantes tinham as seguintes medidas: 156
centímetros e 234 centímetros. O gerente de produção ao ser informado das medidas, deu
a ordem para que o funcionário cortasse o pano em partes iguais e de maior comprimento
possível. Sendo assim, a quantidade de novos retalhos de tecido e a medida de cada um deles,
valem, respectivamente:
a) 3 e 78
b) 5 e 78
c) 6 e 65
d) 65 e 6
e) 78 e 5

8. Um escritório comprou os seguintes itens: 140 marcadores de texto, 120 corretivos e 148
blocos de rascunho e dividiu esse material em pacotinhos, cada um deles contendo um só
tipo de material, porém todos com o mesmo número de itens e na maior quantidade possível.
Sabendo-se que todos os itens foram utilizados, então o número total de pacotinhos feitos foi:
a) 74
b) 88
c) 96
d) 102
e) 112

www.acasadoconcurseiro.com.br 241
9. No alto da torre de uma emissora de televisão, duas luzes “piscam” com frequências diferentes.
A primeira “pisca” 15 vezes por minuto e a segunda “pisca” 10 vezes por minuto. Se num certo
instante, as luzes piscam simultaneamente, após quantos segundos elas voltarão a “piscar
simultaneamente”?
a) 12
b) 10
c) 20
d) 15
e) 30

10. Para a confecção de sacolas serão usados dois rolos de fio de nylon. Esses rolos, medindo 450
cm e 756 cm serão divididos em pedaços iguais e do maior tamanho possível. Sabendo que não
deve haver sobras, quantos pedaços serão obtidos?
a) 25
b) 42
c) 67
d) 35
e) 18

Gabarito: 3. B 4. C 5. C 6. D 7. B 8. D 9. A 10. C

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Questões

1. (80567) Obtenha o mínimo múltiplo co- 2. (94889) Excetuando-se o 1, sabe-se que o


mum entre 6, 10 e 15. menor divisor positivo de cada um de três
números naturais diferentes são, respec-
a) 30 tivamente, 7; 3 e 11. Excetuando-se o pró-
b) 60 prio número, sabe-se que o maior divisor
c) 90 de cada um dos três números naturais já ci-
d) 120 tados são, respectivamente, 11; 17 e 13. A
e) 150 soma desses três números naturais é igual
a:
a) 303
b) 417
c) 271
d) 159
e) 62

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para ter acesso gratuito aos simulados on-line. E ainda, se for assinante da Casa das
Questões, poderá assistir ao vídeo da explicação do professor.

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Gabarito: 1. (80567) A 2. (94889) C

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Módulo
Aula XX
5

SISTEMA MÉTRICO DECIMAL 

Definição: O SISTEMA MÉTRICO DECIMAL é parte integrante do Sistema de Medidas. É adotado


no Brasil tendo como unidade fundamental de medida o metro. O Sistema de Medidas é um
conjunto de medidas usado em quase todo o mundo, visando padronizar as formas de medição.  
Unidades de medida ou sistemas de medida é um tema bastante presente em concursos
públicos e, por isso, é mais um dos assuntos tratados nesse livro.
Para podermos comparar um valor com outro, utilizamos uma grandeza predefinida como
referência, grandeza essa chamada de unidade padrão.
As unidades de medida padrão que nós brasileiros utilizamos com maior frequencia são o
grama, o litro e o metro, assim como o metro quadrado e o metro cúbico.
Além dessas também fazemos uso de outras unidades de medida para realizarmos, por
exemplo, a medição de tempo, de temperatura ou de ângulo.
Dependendo da unidade de medida que estamos utilizando, a unidade em si ou é muito grande
ou muito pequena. Nesse caso, então, utilizamos os seus múltiplos ou submúltiplos. O grama
geralmente é uma unidade muito pequena para o uso cotidiano, por isso, em geral, utilizamos
o quilograma, assim como em geral utilizamos o mililitro ao invés da própria unidade litro,
quando o assunto é bebidas por exemplo.

Utilização das Unidades de Medida


Quando estamos interessados em saber a quantidade de líquido que cabe em um recipiente, na
verdade estamos interessados em saber a sua capacidade. O volume interno de um recipiente
é chamado de capacidade. A unidade de medida utilizada na medição de capacidades é o litro.
Se estivéssemos interessados em saber o volume do recipiente em si, a unidade de medida
utilizada nessa medição seria o metro cúbico.
Para ladrilharmos um cômodo de uma casa, é necessário que saibamos a área deste cômodo.
Áreas são medidas em metros quadrados.
Para sabermos o comprimento de uma corda, é necessário que a meçamos. Nessa medição, a
unidade de medida utilizada será o metro ou metro linear.
Se você for fazer uma saborosa torta de chocolate, precisará comprar cacau e o mesmo será
pesado para medirmos a massa desejada. A unidade de medida de massa é o grama.
Veja a tabela a seguir, na qual agrupamos essas principais unidades de medida, seus múltiplos e
submúltiplos do Sistema Métrico Decimal, segundo o Sistema Internacional de Unidades – SI:

www.acasadoconcurseiro.com.br 245
Subconjunto de Unidades de Medida do Sistema Métrico Decimal

Medida de Grandeza Fator Múltiplos Unidades Submúltiplos

Capacidade Litro 10 kl hl dal l dl cl ml


Volume Métro Cúbico 1000 km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3
Metro
Área 100 km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2
Quadrado
Comprimento Metro 10 km hm dam m dm cm mm
Massa Grama 10 kg hg dag g dg cg mg

�⥂x �⥂x �⥂x �⥂x � ⥂x � ⥂x �⥂x ⥂x


Observe que as setas que apontam para a direita indicam uma multiplicação pelo fator
multiplicador (10, 100 ou 1000 dependendo da unidade de medida), assim como as setas que
apontam para a esquerda indicam uma divisão também pelo fator.
A conversão de uma unidade para outra unidade dentro da mesma grandeza é realizada
multiplicando-se ou dividindo-se o seu valor pelo fator de conversão, dependendo de a unidade
original estar à esquerda ou à direita da unidade a que se pretende chegar, tantas vezes quantos
forem o número de níveis de uma unidade a outra.

Exemplos de Conversão entre Unidades de Medida

Leitura das Medidas de comprimento


Podemos efetuar a leitura correta das medidas de comprimento com o auxilio de um quadro
chamado “quadro de unidades”.
Exemplo: Leia 16,072 m

Km Hm Dam M Dm Cm Mm
Kilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro

Km Hm Dam M Dm Cm Mm
1 6, 0 7 2

Após ter colocado os respectivos valores dentro das unidades equivalentes, lê-se a parte inteira
acompanhada da unidade de medida do seu último algarismo e a parte decimal com a unidade
de medida o último algarismo.

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Veja outros exemplos de leitura:


8,05 km = Lê-se assim: “oito quilômetros e cinco decâmetros”
72,207 dam = Lê-se assim: “setenta e dois decâmetros e duzentos e sete centímetros”
0,004 m = Lê-se assim: “quatro milímetros”
Observe a tabela abaixo:

Exemplos de Conversão entre Unidades de Medida


Converta 2,5 metros em centímetros
Para convertermos 2,5 metros em centímetros, devemos multiplicar (porque na tabela metro
está à esquerda de centímetro) 2,5 por 10 duas vezes, pois, para passarmos de metros para
centímetros, saltamos dois níveis à direita.
Primeiro passamos de metros para decímetros e depois de decímetros para centímetros:
2,5m.10.10 = 250cm
Isso equivale a passar a vírgula duas casas para a direita.
Portanto: 2,5 m é igual a 250 cm

Passe 5.200 gramas para quilogramas


Para passarmos 5.200 gramas para quilogramas, devemos dividir (porque na tabela grama
está à direita de quilograma) 5.200 por 10 três vezes, pois para passarmos de gramas para
quilogramas saltamos três níveis à esquerda.
Primeiro passamos de grama para decagrama, depois de decagrama para hectograma e
finalmente de hectograma para quilograma:
5200g:10:10:10 = 5,2 kg
Isso equivale a passar a vírgula três casas para a esquerda.
Portanto: 5.200 g é igual a 5,2 kg

Quantos centilitros equivalem a 15 hl?


Para irmos de hectolitros a centilitros, passaremos quatro níveis à direita. Multiplicaremos
então 15 por 10 quatro vezes:

www.acasadoconcurseiro.com.br 247
15hl.10.10.10.10 = 150000 cl
Isto equivale a passar a vírgula quatro casas para a direita.
Portanto: 150.000 cl equivalem a 15 hl.

Quantos quilômetros cúbicos equivalem a 14 mm3?


Para passarmos de milímetros cúbicos para quilômetros cúbicos, passaremos seis níveis à
esquerda. Dividiremos então 14 por 1000 seis vezes:
Portanto:
3 -17 3
0,000000000000000014 km , ou a 1,4 x 10 km se expresso em notação científica equivalem
3
a 14 mm .
2
Passe 50 dm para hectometros quadrados
Para passarmos de decímetros quadrados para hectómetros quadrados, passaremos três
níveis à esquerda. Dividiremos então por 100 três vezes:
50dm²:100:100:100 = 0,00005 km²
Isto equivale a passar a vírgula seis casas para a esquerda.
2 2
Portanto: 50 dm é igual a 0,00005 hm

Equivalência entre medidas de volume e medidas de capacidade

•• Para estabelecermos uma "ponte" entre medidas de volume de capacidade, usaremos as


seguintes conversões:
→ 1m³ corresponde a 1000 litro.
→ 1dm³ corresponde a 1 litro.
→ 1cm³ corresponde a 1 ml.

Exemplos de Conversão entre Medidas de Volume e Medidas de Capacidade

Quantos decalitros equivalem a 1 m3?


Sabemos que 1 m3 equivale a 1.000 l, portanto, para convertermos de litros a decalitros,
passaremos um nível à esquerda. Dividiremos então 1.000 por 10 apenas uma vez:
1000l : 10 = 100 dal
Isso equivale a passar a vírgula uma casa para a esquerda.
Poderíamos também raciocinar da seguinte forma:
3
Como 1 m equivale a 1 kl, basta fazermos a conversão de 1 kl para decalitros, quando então
passaremos dois níveis à direita. Multiplicaremos então 1 por 10 duas vezes:
ikl.10.10 = 100dal

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Portanto: 100 dal equivalem a 1 m3.

348 mm3 equivalem a quantos decilitros?


Como 1 cm3 equivale a 1 ml, é melhor dividirmos 348 mm3 por mil, para obtermos o seu
3 3 3
equivalente em centimetros cúbicos: 0,348 cm . Logo 348 mm equivale a 0,348 ml, já que cm
e ml se equivalem.
Nesse ponto, já convertemos de uma unidade de medida de volume, para uma unidade de
medida de capacidade.
Falta-nos passarmos de mililitros para decilitros, quando então passaremos dois níveis à
esquerda.
Dividiremos então por 10 duas vezes:
0,348 ml:10:10 = 0,00348 dl
3
Logo: 348 mm equivalem a 0,00348 dl.

Dúvidas Frequentes

•• Um metro cúbico equivale a quantos metros quadrados?


•• Converter medidas em decilitros para gramas.
•• Quantos litros cabem em um metro quadrado?
•• Como passar litros para milímetros?
•• Quantos centímetros lineares há em um metro quadrado?
•• Conversão de litros para gramas.
•• Um centímetro corresponde a quantos litros?
•• Como passar de centímetros quadrados para mililitros?
•• Quantos mililitros tem um centímetro?
3
•• Transformar m em metro linear.
•• Quanto vale um centímetro cúbico em gramas?

Você consegue notar algum problema nessas pesquisas?


O problema é que elas buscam a conversão entre unidades de medidas incompatíveis, como
por exemplo, a conversão de metro cúbico para metro quadrado. A primeira é uma unidade de
medida de volume e a segunda é uma unidade de medida de área, por isso são incompatíveis e
não existe conversão de uma unidade para a outra.
Então todas as conversões acima não são possíveis de se realizar, a não que se tenha outras
informações, como a densidade do material na última questão, mas isso já uma outra disciplina.
Acredito que a razão dessas dúvidas é o fato de o estudante não conseguir discernir claramente
o que são comprimento, área, volume e capacidade, portanto vou procurar esclarecer tais
conceitos com maiores detalhes.

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SISTEMA DE MEDIDA DE TEMPO

Medidas de tempo

É comum em nosso dia a dia perguntas do tipo:


•• Qual é a duração dessa partida de futebol?
•• Qual é o tempo dessa viagem?
•• Qual é a duração desse curso?
•• Qual é o melhor tempo obtido por esse corredor?
Todas essas perguntas serão respondidas tomando por base uma unidade padrão de medida
de tempo.
A unidade de tempo escolhida como padrão no Sistema Internacional (SI) é o segundo.
Um dia é um intervalo de tempo relativamente longo. Nesse período você pode dormir, se
alimentar, estudar, se preparar para concursos e muitas outras coisas.
Muitas pessoas se divertem assistindo a um bom filme, porém, se os filmes tivessem a duração
de um dia, eles não seriam uma diversão, mas sim uma tortura.
Se dividirmos em 24 partes iguais o intervalo de tempo relativo a um dia, cada uma dessas
frações de tempo corresponderá a exatamente uma hora, portanto concluímos que um dia
equivale a 24 horas e que 1 24 do dia equivale a uma hora.
Uma ou duas horas é um bom tempo para se assistir um filme, mas para se tomar um banho é
um tempo demasiadamente grande.
Portanto, dependendo da tarefa, precisamos fracionar o tempo, nesse caso, a hora.
Se dividirmos em 60 partes iguais o intervalo de tempo correspondente a uma hora, cada uma
dessas 60 partes terá a duração exata de um minuto, o que nos leva a concluir que uma hora
equivale a 60 minutos, assim como 1 60 da hora equivale a um minuto.
Dez ou quinze minutos é um tempo mais do que suficiente para tomarmos um bom banho
ouvindo uma boa música, mas, para atravessarmos a rua, esse tempo é um verdadeiro convite
a um atropelamento.
Se dividirmos em 60 partes iguais o intervalo de tempo relativo a um minuto, cada uma dessas
partes terá a duração exata de um segundo. Com isto concluímos que um minuto equivale a 60
segundos e que 1 60 do minuto equivale a um segundo.
Das explicações acima podemos chegar ao seguinte resumo:
•• 1 dia = 24 horas
•• 1 hora = 60 minutos
•• 1 minuto = 60 segundos
Assim, também podemos concluir que :
•• 1 hora = 1/24 dia
•• 1 minuto = 1/60 hora
•• 1 segundo = 1/60 minuto.

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Múltiplos e Submúltiplos do Segundo


Quadro de unidades

Múltiplos
Minutos Horas Dia
min h d
60s 60 min = 3.600s 24h = 1.440min = 86.400s

São submúltiplos do segundo:


•• décimo de segundo
•• centésimo de segundo
•• milésimo de segundo
Cuidado: Nunca escreva 2,40h como forma de representar 2h40min. Pois o sistema de medidas
de tempo não é decimal.
Observe:

Tabela para Conversão entre Unidades de Medidas de Tempo

www.acasadoconcurseiro.com.br 251
Além das unidades vistas anteriormente, podemos também relacionar algumas outras:

Unidade Equivale
Semana 7 dias
Quinzena 15 dias
Mês 30 dias *
Bimestre 2 meses
Trimestre 3 meses
Quadrimestre 4 meses
Semestre 6 meses
Ano 12 meses
Década 10 anos
Século 100 anos
Milênio 1000 anos

* O mês comercial utilizado em cálculos financeiros possui, por convenção, 30 dias.

Exemplos Resolvidos
•• Converter 25 minutos em segundos
A unidade de tempo minuto é maior que a unidade segundo, já que 1 minuto contém 60
segundos. Portanto, de acordo com o explicado acima, devemos realizar uma multiplicação,
mas devemos multiplicar por quanto?
Devemos multiplicar por 60, pois cada minuto equivale a 60 segundos:
Visto que:
A min = 60 seg
Então:
Assim, 25 min é igual a 1500 s.

•• Converter 2220 segundos em minutos


Este exemplo solicita um procedimento oposto ao do exemplo anterior. A unidade de tempo
segundo é menor que a unidade minuto já que: 1s = 1 60 min
Logo, devemos dividir por 60, pois cada segundo equivale a 1 60 do minuto: 2.200 ÷ 60 = 37
Note que alternativamente, conforme a tabela de conversão acima, poderíamos ter multiplicado
60 ao invés de termos dividido por 60, já que são operações equivalentes:
1

2.200 x 1 = 37
60
Assim, 2.220 s é igual a 37 min.

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•• Quantos segundos há em um dia?


Nos exemplos anteriores nos referimos a unidades vizinhas, convertemos de minutos para
segundos e vice-versa.
Como a unidade de tempo dia é maior que a unidade segundo, iremos solucionar o problema
recorrendo a uma série de multiplicações.
Pela tabela de conversão acima para convertermos de dias para horas devemos multiplicar por
24, para convertermos de horas para minutos devemos multiplicar por 60 e finalmente para
convertermos de minutos para segundos também devemos multiplicar por 60. Temos então o
seguinte cálculo:
1 x 24 x 60 x 60 = 864.000

•• 10.080 minutos são quantos dias?


Semelhante ao exemplo anterior, só que, nesse caso, precisamos converter de uma unidade
menor para uma unidade maior. Como as unidades não são vizinhas, vamos então precisar de
uma série de divisões.
De minutos para horas precisamos dividir por 60 e de horas para dias temos que dividir por 24.
O cálculo será então:
10.080 ÷ 60 ÷ 24 = 7
Assim, 10.080 minutos correspondem 7 dias.

Faça você
2 2
1. O resultado de 15.000 mm + 15 cm é igual a:
a) 0,1515 dm2
b) 1,5015 dm2
c) 1,65 dm2
d) 15,15 dm2
2
e) 151,5 dm

2. Os 3 de um hectometro corresponde a:
50
a) 60 mm
b) 60 cm
c) 60 dm
d) 60 m
e) 60 dam

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3. A atleta brasileira Fabiana Murer alcançou a marca de 4,60 m no salto com vara, nos Jogos Pan-
americanos realizados no Rio de Janeiro em 2007. Sua melhor marca é de 4,80 m, recorde sul-
americano na categoria. Qual é a diferença, em centímetro, entre essas duas marcas?
a) 0,2
b) 2
c) 20
d) 200
e) 2000

4. Se uma vela de 36 cm de altura diminui 1,8 mm por minuto, quanto tempo levará para se
consumir?
a) 2h
b) 2h 36 min
c) 3h
d) 3h 18 min
e) 3h 20 min

5. Se 13,73 dam foram convertidos para várias unidades diferentes. Das conversões abaixo,
assinale a única que está errada
a) 13730 cm
b) 137,3 m
c) 1,373 hm
d) 0,01373 km
e) 1.373 dm

6. Uma tartaruga percorreu, num dia, 6,05 hm. No dia seguinte, percorreu mais 0,72 km e, no
terceiro dia, mais 12.500 cm. Qual a distância que a tartaruga percorreu nos três dias?
a) 1,45m
b) 14,5m
c) 145m
d) 1450m
e) 14500m

Gabarito: 1. C 2. C 3. C 4. E 5. D 6. D

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NOTAÇÃO CIENTÍFICA

p
Um número escrito em Notação Científica é sempre do tipo  N   =  k  .  10 , onde p é um número
inteiro e 1   ≤    k  <  10 .
K é chamada de mantissa.
Exemplos:

I – A distância da terra ao Sol é 152 000 000 000 metros ou 1,52 .1011 m .

-6
II – O tamanho de uma célula é 0,0000025 metros ou 2,5 .10 m.

-19
III – A carga elétrica de um próton é de 0,00000000000000000016 Coulomb ou 1,6 .10 C.

24
IV – A massa da Terra é 5 980 000 000 000 000 000 000 000 kg ou 5,98 .10 kg .

Exemplos:

1. Represente os números abaixo por extenso:


a) 3 . 105 = e) 0,012 . 104 =

b) 5,12 . 103 = f) 3,1 . 10-3 =

c) 8 . 10-1 = g) 5 . 10-5 =

d) 1,03 . 106 = h) 5 . 105 =

2. Escreva em notação científica.


a) 0,00000384 = c) 0,0002 =

b) 25680000 = d) 754000 =

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3. A distância que a luz percorre em um ano, chamado ano-luz, é de aproximadamente 38.45 . 512
quilometros. A notação científica desse número é:
10
a) 9,5 . 10
b) 0,95 . 1012
c) 9,5 . 1012
12
d) 95. 10
14
e) 9,5 . 10

4. Dados os números M = 9,84 × 1015 e N = 1,23 × 1016, podemos afirmar que:


a) M<N
b) M + N = 1,07 × 1016
c) M>N
31
d) M. N = 1,21 × 10
e) n.d.a.

Gabarito: 3. C 4. A

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Módulo
Aula XX
6

RAZÃO E PROPORÇÃO
Razão
A palavra razão vem do latim ratio e significa a divisão ou o quociente entre dois números, A e
A
B, denotada por .
B
12
Exemplo: A razão entre 12 e 3 é 4, pois = 4.
3
Proporção
Já a palavra proporção vem do latim proportione e significa uma relação entre as partes de uma
grandeza, ou seja, é uma igualdade entre duas razões.

6 10
Exemplo: 6 = 10 , a proporção é proporcional a .
3 5 3 5

A C
Se numa proporção temos = , então os números A e D são denominados extremos
B D
enquanto os números B e C são os meios e vale a propriedade: o produto dos meios é igual ao
produto dos extremos, isto é:

A×D=C×B

x 12
Exemplo: Dada a proporção = , qual é o valor de x?
3 9
Dica
x 12
= logo 9.x=3.12 → 9x=36 e portanto x=4 DICA: Observe a ordem com
3 9
que os valores são enunciados
para interpretar corretamente a
questão.
Exemplo: Se A, B e C são proporcionais a 2, 3 e 5,
•• Exemplos: A razão entre a e b
é a/b e não b/a!!!
logo: A B C A sua idade e a do seu colega são
= =
2 3 5 proporcionais a 3 e 4,
sua idade 3
logo = .
idade do colega 4

www.acasadoconcurseiro.com.br 257
Faça você

2
1. A razão entre o preço de custo e o preço de venda de um produto é . Se for vendida a
R$ 42,00, qual é o preço de custo? 3

2. A idade do professor Zambeli está para a do professor Dudan assim como 8 está para 7. Se
apesar de todos os cabelos brancos o professor Zambeli tem apenas 40 anos, a idade do
professor Dudan é de:
a) 20 anos
b) 25 anos
c) 30 anos
d) 35 anos
e) 40 anos

3. A razão entre os números (x + 3) e 7 é igual à razão entre os números (x – 3) e 5. Nessas


condições, o valor de x é?

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Regra de Três Simples

Grandezas diretamente proporcionais


A definição de grandeza está associada a tudo aquilo que pode ser medido ou contado. Como
exemplo, citamos: comprimento, tempo, temperatura, massa, preço, idade, etc.
As grandezas diretamente proporcionais estão ligadas de modo que, à medida que uma
grandeza aumenta ou diminui, a outra altera de forma proporcional.
Grandezas diretamente proporcionais, explicando de uma forma mais informal, são grandezas
que crescem juntas e diminuem juntas. Podemos dizer também que nas grandezas diretamente
proporcionais uma delas varia na mesma razão da outra. Isto é, duas grandezas são diretamente
proporcionais quando, dobrando uma delas, a outra também dobra; triplicando uma delas, a
outra também triplica... E assim por diante.

Exemplo:
Um automóvel percorre 300 km com 25 litros de combustível. Caso o proprietário desse
automóvel queira percorrer 120 km, quantos litros de combustível serão gastos?

300 km 25 litros
120 km x litros
Dica
Quando a regra
300 25 3000 de três é direta,
= 300.x = 25.120 x=  à x = 10
120 x 300 multiplicamos em
X, regra do “CRUZ
CREDO”.

Exemplo:
Em uma gráfica, certa impressora imprime 100 folhas em 5 minutos. Quantos minutos ela
gastará para imprimir 1300 folhas?

100 folhas 5 minutos


1300 folhas x minutos

100 5 5 × 1300
= = 100.x = 5.1300 à x= = 65 minutos
1300 x 100

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Grandeza inversamente proporcional
Entendemos por grandezas inversamente proporcionais as situações em que ocorrem
operações inversas, isto é, se dobramos uma grandeza, a outra é reduzida à metade.

São grandezas que quando uma aumenta a outra


diminui e vice-versa. Percebemos que, variando Dica!!
uma delas, a outra varia na razão inversa da
primeira. Isto é, duas grandezas são inversamente
proporcionais quando, dobrando uma delas, a Dias
outra se reduz pela metade; triplicando uma inv
delas, a outra se reduz para a terça parte... E Op. H/d
assim por diante.

Exemplo:
12 operários constroem uma casa em 6 semanas. 8 operários, nas mesmas condições,
construiriam a mesma casa em quanto tempo?
12 op. 6 semanas
8 op. x semanas
Antes de começar a fazer, devemos pensar: se diminuiu o número de funcionários, será que
a velocidade da obra vai aumentar? É claro que não. E, se um lado diminui enquanto o outro
aumentou, é inversamente proporcional e, portanto, devemos multiplicar lado por lado (em
paralelo).

8.x = 12.6
8x = 72 Dica
72 Quando a regra de três é
x =  à x = 9
8 inversa, multiplicamos lado
por lado, regra da LALA.

Exemplo: A velocidade constante de um carro e o tempo que esse carro gasta para dar uma
volta completa em uma pista estão indicados na tabela a seguir:

Velocidade (km/h) 120 60 40


Tempo (min) 1 2 3

Observando a tabela, percebemos que se trata de uma grandeza inversamente proporcional,


pois, à medida que uma grandeza aumenta, a outra diminui.

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4. Se um avião, voando a 500 Km/h, faz o percurso entre duas cidades em 3h, quanto tempo
levará se viajar a 750 Km/h?
a) 1,5h
b) 2h
c) 2,25h
d) 2,5h
e) 2,75h

5. Em um navio com uma tripulação de 800 marinheiros há víveres para 45 dias. Quanto tempo
poderíamos alimentar os marinheiros com o triplo de víveres?
a) 130
b) 135
c) 140
d) 145
e) 150

6. Uma viagem foi feita em 12 dias percorrendo-se 150 km por dia. Quantos dias seriam
empregados para fazer a mesma viagem, percorrendo-se 200 km por dia?
a) 5
b) 6
c) 8
d) 9
e) 10

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Regra de Três Composta
A regra de três composta é utilizada em problemas com mais de duas grandezas, direta ou
inversamente proporcionais. Para não vacilar, temos que montar um esquema com base na
análise das colunas completas em relação à coluna do “x”.
Vejamos os exemplos abaixo.
Exemplo:
Em 8 horas, 20 caminhões descarregam 160 m3 de areia. Em 5 horas, quantos caminhões serão
3
necessários para descarregar 125 m ?
A regra é colocar em cada coluna as grandezas de mesma espécie e deixar o X na segunda linha.

+ –
Horas Caminhões Volume
8 20 160

5 x 125

Identificando as relações quanto à coluna que contém o X:


Se em 8 horas, 20 caminhões carregam a areia, em 5 horas, para carregar o mesmo volume,
serão MAIS caminhões. Então se coloca o sinal de + sobre a coluna Horas.
Se, 160 m³ são transportados por 20 caminhões, 125 m³ serão transportados por MENOS
caminhões. Sinal de – para essa coluna.
Assim, basta montar a equação com a seguinte orientação: ficam no numerador, acompanhando
o valor da coluna do x, o MAIOR valor da coluna com sinal de +, e da coluna com sinal de –, o
MENOR valor.
Assim:
20 × 125 × 8
= 25 Logo, serão necessários 25 caminhões.
160 × 5

Exemplo:
Numa fábrica de brinquedos, 8 homens montam 20 carrinhos em 5 dias. Quantos carrinhos
serão montados por 4 homens em 16 dias?
Solução: montando a tabela:

– +
Homens Carrinhos Dias
8 20 5
4 x 16

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Observe que, se 8 homens montam 20 carrinhos, então 4 homens montam MENOS carrinhos.
Sinal de – nessa coluna.

Se, em 5 dias montam-se 20 carrinhos, então em 16 dias se montam MAIS carrinhos. Sinal de +.
20 × 4 × 16
Montando a equação: x = = 32
8× 5
Logo, serão montados 32 carrinhos.

Dica
Não esqueça que um sinal indica quem fica no NUMERADOR da fração, ou seja, se
aparecer o sinal de + fica o maior valor da coluna, se aparecer o sinal de – fica o menor
valor da coluna.

7. Franco e Jade foram incumbidos de digitar os laudos de um texto. Sabe-se que ambos digitaram
suas partes com velocidades constantes e que a velocidade de Franco era 80% da de Jade.
Nessas condições, se Jade gastou 10 min para digitar 3 laudos, o tempo gasto por Franco para
digitar 24 laudos foi?
a) 1h e 15 min
b) 1h e 20 min
c) 1h e 30 min
d) 1h e 40 min
e) 2h

8. Num acampamento, 10 escoteiros consumiram 4 litros de água em 6 dias. Se fossem 7


escoteiros, em quantos dias consumiriam 3 litros de água?
a) 6,52
b) 6,50
c) 6,45
d) 6,42
e) 6,40

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9. Em uma campanha publicitária, foram encomendados, em uma gráfica, quarenta e oito mil
folhetos. O serviço foi realizado em seis dias, utilizando duas máquinas de mesmo rendimento,
oito horas por dia. Dado o sucesso da campanha, uma nova encomenda foi feita, sendo desta
vez de setenta e dois mil folhetos. Com uma das máquinas quebradas, a gráfica prontificou-se a
trabalhar doze horas por dia, entregando a encomenda em:
a) 7 dias
b) 8 dias
c) 10 dias
d) 12 dias
e) 15 dias

Propriedade das proporções


Imaginem uma receita de bolo.
1 receita:

A B

4 xícaras de farinha - 6 ovos - 240 ml de leite - 180 g de açúcar

½ receita:

C D

2 xícaras de farinha - 3 ovos - 120 ml de leite - 90 g de açúcar

2 receitas:

E F

8 xícaras de farinha - 12 ovos - 480 ml de leite - 360 g de açúcar

Então se houver,

G H

14 xícaras de farinha - x ovos - y ml de leite - z g de açúcar

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Teremos que calcular x, y e z por regra de três (Proporções).

A B A C
1. = ou =
C D B D
A+B C +D A+B B+D
2. = ou =
A C A B

Numa proporção, a soma dos dois primeiros termos está para o 2º (ou 1º) termo, assim como a
soma dos dois últimos está para o 4º (ou 3º).

Constante de proporcionalidade

Considere as informações na tabela:

A B
5 10 As colunas A e B não são iguais, mas são PROPORCIONAIS.
6 12
7 14 Então, podemos escrever: 5 ∝ 10
9 18 6 ∝ 12
13 26 9 ∝ 18
15 30

Assim, podemos afirmar que:


5k = 10
6k = 12


9k = 18
Onde a constante de proporcionalidade k é igual a dois.
Exemplo:
A idade do pai está para a idade do filho assim como 9 está para 4. Determine essas idades
sabendo que a diferença entre eles é de 35 anos.

P=9
F=4

P - F = 35

Como já vimos, as proporções ocorrem tanto “verticalmente” como “horizontalmente”. Então,


podemos dizer que:

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P está para 9 assim como F está para 4. Simbolicamente, P ∝ 9, F ∝ 4.
Usando a propriedade de que “toda proporção se transforma em uma igualdade quando
multiplicada por uma constante”, temos:
P = 9k e F = 4k
Logo, a expressão fica:
P – F = 35
9k – 4k = 35 Assim, P = 9 × 7= 63 e F = 4 × 7 = 28
5k = 35
K=7

Divisão proporcional
Podemos definir uma DIVISÃO PROPORCIONAL como uma forma de divisão na qual se
determinam valores que, divididos por quocientes previamente determinados, mantêm-se
uma razão constante (que não tem variação).
Exemplo:
Vamos imaginar que temos 120 bombons para distribuir em partes diretamente proporcionais
a 3, 4 e 5, entre 3 pessoas A, B e C, respectivamente:
Num total de 120 bombons, k representa a quantidade de bombons que cada um receberá.
Pessoa A – k k k = 3k
Pessoa B – k k k k = 4k
Pessoa C – k k k k k = 5k
Se A + B + C = 120 então 3k + 4k + 5k = 120
3k + 4k + 5k = 120 logo 12k = 120 e assim k = 10
Pessoa A receberá 3.10 = 30
Pessoa B receberá 4.10 = 40
Pessoa C receberá 5.10 = 50
Exemplo:
2 3 5
Dividir o número 810 em partes diretamente proporcionais a, e .
3 4 6
Primeiramente tiramos o mínimo múltiplo comum entre os denominadores 3, 4 e 6.
2 3 5 8 9 10
=
3 4 6 12 12 12
2 3 5
Depois de feito o denominador e encontrado frações equivalentes a , e com
3 4 6
denominador 12 trabalharemos apenas com os numeradores ignorando o denominador, pois
como ele é comum nas três frações, não precisamos trabalhar com ele mais.

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Podemos então dizer que: Por fim multiplicamos,


8K + 9K + 10K = 810 8.30 = 240
27K = 810 9.30 = 270
K = 30. 10.30 = 300
240, 270 e 300.
Exemplo:
3 5
Dividir o número 305 em partes inversamente proporcionais a , 5 e .
8 6
O que muda quando diz inversamente proporcional? Simplesmente invertemos as frações pelas
suas inversas.

3 8
 à 
8 3
1
5 à  Depois disto, usamos o mesmo método de cálculo.
5
5 6
 à 
6 5

8 1 6 40 3 18
=
3 5 5 15 15
5 15
Ignoramos o denominador e trabalhamos apenas com os numeradores.
40K + 3K + 18K = 305 logo 61K = 305 e assim K = 5
Por fim,
40 . 5 = 200
3 . 5 = 15
18 . 5 = 90
200, 15 e 90
Exemplo:
Dividir o número 118 em partes simultaneamente proporcionais a 2, 5, 9 e 6, 4 e 3.
Como a razão é direta, basta multiplicarmos suas proporcionalidades na ordem em que foram
apresentadas em ambas.
2 × 6 = 12
5 × 4 = 20
9 × 3 = 27 logo, 12K + 20K + 27K =
118 à 59K = 118 daí
K=2
Tendo então,
12 . 2 = 24
20 . 2 = 40 24, 40 e 54.
27 . 2 = 54

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Casos particulares
João, sozinho, faz um serviço em 10 dias. Paulo, sozinho, faz o mesmo serviço em 15 dias. Em
quanto tempo fariam juntos esse serviço?
Primeiramente, temos que padronizar o trabalho de cada um. Neste caso já esta padronizado,
pois ele fala no trabalho completo, o que poderia ser dito a metade do trabalho feito em um
certo tempo.
1
Se João faz o trabalho em 10 dias, isso significa que ele faz do trabalho por dia.
1 10
Na mesma lógica, Paulo faz do trabalho por dia.
15
1 1 3 2 5 1
Juntos o rendimento diário é de + = + = =
10 15 30 30 30 6
1
Se em um dia eles fazem do trabalho em 6 dias os dois juntos completam o trabalho.
6

Sempre que as capacidades forem diferentes, mas o serviço a ser feito for o mesmo,
1 1 1
seguimos a seguinte regra: + =
t1 t2 tT (tempo total)

x y
10. Se = e x + y = 154 determine x e y:
9 13

11. A idade do pai está para a idade do filho, assim como 7 está para 3. Se a diferença entre essas
idades é 32 anos, determine a idade de cada um.

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12. Os salários de dois funcionários do Tribunal são proporcionais às suas idades, que são 40 e
25 anos. Se os salários somados totalizam R$ 9100,00, qual é a diferença de salário destes
funcionários?

13. A diferença entre dois números é igual a 52. O maior deles está para 23, assim como o menor
está para 19. Quais números são esses?

14. Dividir o número 180 em partes diretamente proporcionais a 2,3 e 4.

2 3 5
15. Dividir o número 540 em partes diretamente proporcionais a , e .
3 4 6

16. Dividir o número 70 em partes inversamente proporcionais a 2 e 5.

1 1 1
17. Dividir o número 48 em partes inversamente proporcionais a , e .
3 5 8

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18. Dividir o número 148 em partes diretamente proporcionais a 2, 6 e 8 e inversamente
1 2
proporcionais a , e 0,4.
4 3

2
19. Dividir o número 670 em partes inversamente proporcionais simultaneamente a , 4, 0,3 e 6,
3 2 5
e .
2 3

20. Uma herança foi dividida entre 3 pessoas em partes diretamente proporcionais às suas idades,
que são 32, 38 e 45.
Se o mais novo recebeu R$ 9.600, quanto recebeu o mais velho?

21. Uma empresa dividiu os lucros entre seus sócios, proporcionais a 7 e 11. Se o 2º sócio recebeu
R$ 20 000 a mais que o 1º sócio, quanto recebeu cada um?

22. Os três jogadores mais disciplinados de um campeonato de futebol amador irão receber um
prêmio de R$ 3.340,00 rateados em partes inversamente proporcionais ao número de faltas
cometidas em todo o campeonato. Os jogadores cometeram 5, 7 e 11 faltas. Qual é a premiação
referente a cada um deles respectivamente?

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23. Quatro amigos resolveram comprar um bolão da loteria. Cada um dos amigos deu a seguinte
quantia: Carlos: R$ 5,00 Roberto: R$ 4,00 Pedro: R$ 8,00 João: R$ 3,00.
Se ganharem o prêmio de R$ 500.000,00, quanto receberá cada amigo, considerando que a
divisão será proporcional à quantia que cada um investiu?

24. Certo mês o dono de uma empresa concedeu a dois de seus funcionários uma gratificação
no valor de R$ 500. Essa gratificação foi dividida entre eles em partes que eram diretamente
proporcionais aos respectivos números de horas de plantões que cumpriram no mês e, ao
mesmo tempo, inversamente proporcional à suas respectivas idades. Se um dos funcionários
tem 36 anos e cumpriu 24h de plantões e, outro, de 45 anos cumpriu 18h, coube ao mais jovem
receber:
a) R$ 302,50
b) R$ 310,00
c) R$ 312,50
d) R$ 325,00
e) R$ 342,50

25. Três sócios formam uma empresa. O sócio A entrou com R$ 2.000 e trabalha 8h/dia. O sócio B
entrou com R$ 3.000 e trabalha 6h/dia. O sócio C entrou com R$ 5.000 e trabalha 4h/dia. Se, na
divisão dos lucros o sócio B recebe R$ 90.000, quanto recebem os demais sócios?

26. Certa herança foi dividida de forma proporcional às idades dos herdeiros, que tinham 35, 32 e
23 anos. Se o mais velho recebeu R$ 525,00, quanto coube o mais novo?
a) R$ 230,00
b) R$ 245,00
c) R$ 325,00
d) R$ 345,00
e) R$ 350,00

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27. Uma torneira enche um tanque em 3h, sozinho. Outra torneira enche o mesmo tanque em 4h,
sozinho. Um ralo esvazia todo o tanque sozinho em 2h. Estando o tanque vazio, as 2 torneiras
abertas e o ralo aberto, em quanto tempo o tanque encherá?

28. Através de um contrato de trabalho, ficou acertado que 35 operários construiriam uma casa em
32 dias, trabalhando 8 horas diárias. Decorridos 8 dias, apesar de a obra estar transcorrendo
no ritmo previsto, novo contrato foi confirmado: trabalhando 10 horas por dia, 48 operários
terminariam a obra. O número de dias gasto, ao todo, nesta construção foi:
a) 14
b) 19
c) 22
d) 27
e) 50

29. Uma fazenda tem 30 cavalos e ração estocada para alimentá-los durante 2 meses. Se forem
vendidos 10 cavalos e a ração for reduzida à metade. Os cavalos restantes poderão ser
alimentados durante:
a) 3 meses
b) 4 meses
c) 45 dias
d) 2 meses
e) 30 dias

30. Uma ponte foi construída em 48 dias por 25 homens, trabalhando​-se 6 horas por dia. Se o
número de homens fosse aumentado em 20% e a carga horária de trabalho em 2 horas por dia,
esta ponte seria construída em:
a) 24 dias
b) 30 dias
c) 36 dias
d) 40 dias
e) 45 dias

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31. Usando um ferro elétrico 20 minutos por dia, durante 10 dias, o consumo de energia será de 5
kWh. O consumo do mesmo ferro elétrico se ele for usado 70 minutos por dia, durante 15 dias
sera de.
a) 25 kWh
b) 25,5 kWh
c) 26 kWh
d) 26,25 kWh
e) 26,5 kWh

32. Trabalhando oito horas por dia, durante 16 dias, Pedro recebeu R$ 2.000,00. Se trabalhar 6
horas por dia, durante quantos dias ele deverá trabalhar para receber R$ 3000,00?
a) 30 dias
b) 31 dias
c) 32 dias
d) 33 dias
e) 34 dias

33. Cinco trabalhadores de produtividade padrão e trabalhando individualmente, beneficiam


ao todo, 40 kg de castanha por dia de trabalho referente a 8 horas. Considerando que existe
uma encomenda de 1,5 toneladas de castanha para ser entregue em 15 dias úteis, quantos
trabalhadores de produtividade padrão devem ser utilizados para que se atinja a meta
pretendida, trabalhando dez horas por dia?
a) 10.
b) 11.
c) 12.
d) 13.
e) 14.

34. Uma montadora de automóveis demora 20 dias trabalhando 8 horas por dia, para produzir 400
veículos. Quantos dias serão necessários para produzir 50 veículos, trabalhando 10 horas ao
dia?
a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5

Gabarito:  1. R$28,00 2. D 3. 18 4. B 5. B 6. D 7. D 8. D 9. D 10. x = 63 / y = 91 11. 56 e 24 
12. R$ 2100 13. 299 e 247 14. 40,60 e 80 15. 160,180 e 3 200 16. 50 e 20 17. 9,15 e 24 18. 32,36 e 80 19. 50,20 e 600 
20. R$ 13500 21. R$35000 e R$ 55000 22. R$ 1540, R$ 1100 e R$ 700 23. R$ 125000, R$10000,R$200000 e R$75000 
24. C 25. R$80000, R$ 90000 e R$100000 26. D 27. 12 h 28. C 29. C 30. B 31. D 32. C 33. A 34. B

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ESCALAS

Definição

As distâncias expressas nos mapas, plantas e maquetes são consideradas representativas, isto
é, indicam uma constante de proporcionalidade usada na transformação para a distância real.
Os dados expressos nos mapas são diretamente proporcionais às distâncias na realidade.
A escala é a razão entre as dimensões no desenho (ou planta, ou mapa) e as correspondentes
dimensões na realidade. Assim, podemos dizer o seguinte:

Distância no Mapa
Escala =
Distância Real

Usamos escala quando queremos representar um esboço gráfico de objetos, da planta de uma
casa ou de uma cidade, mapas, maquetes, etc.
Se num mapa a escala indicada é de 1 : 1000, isso quer dizer que cada medida no desenho
do mapa é 1000 vezes menor que a realidade, sendo assim: Cada 1 cm medido no mapa
representará no real ->1000 cm = 10 m
Se num projeto arquitetônico cada cm desenhado equivale a 120 cm ( 1,2 m ) de dimensão real,
afirmamos que esse modelo está na escala de 1 : 120, ou seja, tudo na realidade é 120 vezes
maior que no projeto arquitetônico.
Resumindo:
•• Se a razão for maior que 1 representa uma ampliação.
•• Se a razão for menor que 1 representa uma redução.
Para calcular escalas, é usada a proporcionalidade direta. Assim, tanto pode utilizar a
propriedade fundamental das proporções, como a regra de três simples.
ATENÇÃO:
Na escala 1: 100 000 – “1 cm” representa a distância no mapa enquanto que o “100 000 cm”
representa a distância real. Isto significa que 1 cm no mapa corresponde a 100 000 cm na
realidade, ou seja 1 km.

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Exemplos Resolvidos:

1. Sabendo, que no mapa, duas cidades estão separadas por um segmento de reta de 6 cm e que
a escala do mapa é de 1: 3000000, calcula a distância real.
DM = 6 cm
DR = ?
Escala = 1 : 3 000 000

Assim a distância real é de 180 km.

2. A distância real entre duas cidades é de 23 km. No mapa a distância, em linha reta, entre estas
duas cidades, é de 5 cm. Qual é a escala?
DM = 5 cm
DR= 23 km = 2 300 000 cm
Escala = ?

Escala 1: 460 000 ou 1 / 460 000 (1cm no mapa corresponde a 460000cm de distância na
realidade)

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Faça você

1. Um protótipo foi desenhado na escala 1:100. Qual será o comprimento desse protótipo se o
modelo em tamanho real tem um comprimento igual a 4,00 m?
a) 0,4 cm
b) 4 cm
c) 40 cm
d) 4 dm
e) 40 dm

2. Qual é a escala da planta de um terreno no qual um comprimento de 48 metros foi representado


no papel por um segmento de 2,4 dm?
a) 1:2
b) 1:20
c) 1:200
d) 1:2000
e) 1:20000

3. Uma bandeira brasileira oficial tem o comprimento de 10 metros e a largura de 7 metros. Que
escala estaremos trabalhando ao desenharmos nossa bandeira com 8 cm de comprimento?
a) 1:25
b) 1:125
c) 1:250
d) 1:500
e) 1:1000

4. A distância entre duas cidades é de 150 km e está representada em um mapa por 10 cm.
Determine a escala desse mapa.
a) 1:150
b) 1:1500
c) 1:15000
d) 1:150000
e) 1:1500000

5. Qual o comprimento que devemos representar uma avenida de 42 hm de comprimento, ao


desenhar a planta de um bairro, na escala de 1 : 20.000?
a) 0,21 cm
b) 21 cm
c) 210 cm
d) 21 dm
e) 210 dm

Gabarito: 1. B 2. C 3. B 4. E 5. B

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Questões

1. (35788) Existem duas torneiras para encher 4. (80110) Em 18 horas, 2 servidores anali-
um tanque vazio. Se apenas a primeira tor- sam 15 processos. Trabalhando no mesmo
neira for aberta, ao máximo, o tanque en- ritmo, o número de servidores necessários
cherá em 24 horas. Se apenas a segunda para analisar 10 processos em 6 horas é
torneira for aberta, ao máximo, o tanque igual a:
encherá em 48 horas. Se as duas torneiras
forem abertas ao mesmo tempo, ao máxi- a) 4
mo, em quanto tempo o tanque encherá? b) 6
c) 5
a) 12 horas d) 3
b) 30 horas e) 7
c) 20 horas
d) 24 horas 5. (80569) Um tratorista trabalhando 8 horas
e) 16 horas por dia gradeia 100 hectares em 10 dias.
Nas mesmas condições quantos hectares
2. (80105) Em um tanque há 3 torneiras. A pri- ele gradeará em 6 dias trabalhando 10 ho-
meira enche o tanque em 5 horas, a segun- ras por dia?
da, em 8 horas, já a terceira o esvazia em 4
horas. Abrindo-se as 3 torneiras ao mesmo a) 60
tempo e estando o tanque vazio, em quanto b) 75
tempo o tanque ficará cheio? c) 80
d) 90
a) 10 horas e 40 minutos e) 100
b) 13 horas e 20 minutos
c) 14 horas e 30 minutos 6. (39525) Dois pintores com habilidade pa-
d) 11 horas e 50 minutos drão conseguem pintar um muro na velo-
e) 12 horas e 10 minutos cidade de 5 metros quadrados por hora. Se
fossem empregados, em vez de dois, três
3. (80108) O lucro da empresa de Ana, Beto pintores com habilidade padrão, os três pin-
e Carina é dividido em partes diretamente tariam:
proporcionais aos capitais que eles empre-
garam. Sabendo-se que o lucro de um de- a) 15 metros quadrados em 3 horas.
terminado mês foi de 60 mil reais e que os b) 7,5 metros quadrados em 50 minutos.
capitais empregados por Ana, Beto e Carina c) 6 metros quadrados em 50 minutos.
foram, respectivamente, 40 mil reais, 50 mil d) 7,5 metros quadrados em 30 minutos.
reais e 30 mil reais, calcule a parte do lucro e) 5 metros quadrados em 40 minutos.
que coube a Beto.
7. (90696) Uma escola terá 120 alunos, que
a) 20 mil reais deverão ser divididos em 3 (três) turmas, se-
2
b) 15 mil reais gundo o tamanho em m de cada sala. A sala
2 2
c) 23 mil reais A tem 40 m , a sala B tem 80 m e a sala C
2
d) 25 mil reais tem 120 m . Indique abaixo a opção correta.
e) 18 mil reais
a) A = 15, B = 45 e C = 60.

www.acasadoconcurseiro.com.br 277
b) A = 15, B = 40 e C = 65. 9. (90707) Um segmento de reta ligando dois
c) A = 20, B = 45 e C = 55. pontos em um mapa mede 6,5 cm. Conside-
d) A = 15, B = 50 e C = 55. rando que o mapa foi construído numa es-
e) A = 20, B = 40 e C = 60. cala de 1: 25 000, qual a distância horizontal
em linha reta entre os dois pontos?
8. (90705) Ao se dividir o número 400 em va-
lores diretamente proporcionais a 1, 2/3 e a) 162,5 m
5/3, obtém-se, respectivamente: b) 15 hm
c) 1,5 km
a) 120, 80 e 200 d) 1,6 km
b) 360, 240 e 600 e) 1 625 m
c) 60, 40 e 100
d) 40, 80/3 e 200/3 10. (113219) Para pintar um muro, três pintores
e) 100, 40 e 60 gastam oito horas. Trabalhando num ritmo
20% mais lento, a quantidade de horas que
cinco pintores levarão para pintar esse mes-
mo muro é igual a
a) 4
b) 6
c) 5
d) 8
e) 7

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Gabarito: 1. (35788) E 2. (80105) B 3. (80108) D 4. (80110) A 5. (80569) B 6. (39525) E 7. (90696) E 8. (90705) A 
9. (90707) E 10. (113219) B

278 www.acasadoconcurseiro.com.br
Módulo
Aula XX
7

PORCENTAGEM

DEFINIÇÃO: A percentagem ou porcentagem (do latim per centum, significando “por cento”,
“a cada centena”) é uma medida de razão com base 100 (cem). É um modo de expressar uma
proporção ou uma relação entre 2 (dois) valores (um é a parte e o outro é o inteiro) a partir de
uma fração cujo denominador é 100 (cem), ou seja, é dividir um número por 100 (cem).

Taxa Unitária
Quando pegamos uma taxa de juros e dividimos o seu valor por 100, encontramos a taxa
unitária.
A taxa unitária é importante para nos auxiliar a desenvolver todos os cálculos em matemática
financeira.
Pense na expressão 20% (vinte por cento), ou seja, essa taxa pode ser representada por uma
fração cujo numerador é igual a 20 e o denominador é igual a 100.

Como Fazer Agora é sua vez


10
10% = = 0,10
100 15%
20 20%
20% = = 0, 20
100 4,5%
5
5% = = 0, 05 254%
100
38 0%
38% = = 0,38
100 63%
1,5 24,5%
1,5% = = 0, 015
100
6%
230
230% = = 2,3
100

Dica:
A porcentagem vem
sempre associada a um
elemento, portanto,
sempre multiplicado a ele.

www.acasadoconcurseiro.com.br 279
Exemplos:

1. Calcule:

a) 20% de 450

b) 30% de 300

c) 40% de 400

d) 75% de 130

e) 215% de 120

f) 30% de 20% de 50

g) 20% de 30% de 50

Exemplo Resolvido
II. Um jogador de futebol, ao longo de um campeonato, cobrou 75 faltas, transformando em
gols 8% dessas faltas. Quantos gols de falta esse jogador fez?
8 600
8% de 75 = .75 = =6
100 100

Portanto, o jogador fez 6 gols de falta.

280 www.acasadoconcurseiro.com.br
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Faça você

2. Calcule:
a)
b) (20%)²
c) (1%)³
2
3. A expressão (10%) é igual a:
a) 100%
b) 1%
c) 0,1%
d) 10%
e) 0,01%

4. Uma mercadoria que custava US$ 2.400 sofreu um aumento, passando a custar US$ 2.880. A
taxa de aumento foi de:
a) 30%
b) 50%
c) 10%
d) 20%
e) 15%

5. Em um exame vestibular, 30% dos candidatos eram da área de Humanas. Dentre esses
candidatos, 20% optaram pelo curso de Direito. Do total dos candidatos, qual a porcentagem
dos que optaram por Direito?
a) 50%
b) 20%
c) 10%
d) 6%
e) 5%

6. Uma certa mercadoria que custava R$ 10,50 sofreu um aumento, passando a custar R$ 11,34.
O percentual de aumento da mercadoria foi de:
a) 1,0%
b) 10,0%
c) 10,8%
d) 8,0%
e) 0,84%

www.acasadoconcurseiro.com.br 281
7. Se, em uma prova de matemática de 40 questões objetivas, um candidato ao concurso errar 12
questões, o percentual de acertos será:
a) 4,8%
b) 12%
c) 26%
d) 52%
e) 70%

8. Dentre os inscritos em um concurso público, 60% são homens e 40% são mulheres. Já têm
emprego 80% dos homens e 30% das mulheres. Qual é a porcentagem dos candidatos que já
têm emprego?
a) 60%
b) 40%
c) 30%
d) 24%
e) 12%

9. O preço de um bem de consumo é R$100,00. Um comerciante tem um lucro de 25% sobre o


preço de custo desse bem. O valor do preço de custo, em reais, é:
a) 25,00
b) 70,50
c) 75,00
d) 80,00
e) 125,00

10. Numa melancia de 10 kg, 95% dela é constituída de água. Após desidratar a fruta, de modo que
se eliminem 90% da água, pode-se afirmar que a massa restante da melancia será, em kg, igual
a:
a) 1,45
b) 1,80
c) 5
d) 9
e) 9,5

282 www.acasadoconcurseiro.com.br
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11. Em uma sala onde estão 100 pessoas, sabe-se que 99% são homens. Quantos homens devem
sair para que a percentagem de homens na sala passe a ser 98%?
a) 1
b) 2
c) 10
d) 50
e) 60

Gabarito: 1. * 2. * 3. B 4. D 5. D 6. D 7. E 8. A 9. D 10. A 11. D

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Questões

1. (35776) Em uma determinada cidade, 25% a) 40%


dos automóveis são da marca A e 50% dos b) 33%
automóveis são da marca B. Ademais, 30% c) 57%
dos automóveis da marca A são pretos e d) 50%
20% dos automóveis da marca B também e) 25%
são pretos. Dado que só existem automó-
veis pretos da marca A e da marca B, qual 4. (80570) Em um concurso, de cada 100 can-
a percentagem de carros nesta cidade que didatos, 60 eram mulheres e 40 homens.
são pretos? Considerando que a porcentagem de apro-
vação entre os candidatos mulheres foi de
a) 17,5% 20% e entre os homens foi de 15%, calcule
b) 23,33% a porcentagem de aprovação em geral en-
c) 7,5% tre os candidatos, independentemente do
d) 22,75% sexo.
e) 50%
a) 15%
2. (35782) O PIB de um país que entrou em re- b) 17%
cessão no fim de 2008 tinha crescido 10% c) 18%
no primeiro trimestre de 2008, 5% no se- d) 19%
gundo trimestre, tinha ficado estável no ter- e) 20%
ceiro trimestre e tinha caído 10% no último
trimestre daquele ano. Calcule a taxa de 5. (39501) Em uma repartição, 3/5 do total
crescimento do PIB desse País, em 2008. dos funcionários são concursados, 1/3 do
total dos funcionários são mulheres e as
a) 1,25% mulheres concursadas correspondem a 1/4
b) 5% do total dos funcionários dessa repartição.
c) 4,58% Assim, qual entre as opções abaixo, é o va-
d) 3,95% lor mais próximo da porcentagem do total
e) – 5% dos funcionários dessa repartição que são
homens não concursados?
3. (35785) Em um determinado curso de pós-
-graduação, 1/4 dos participantes são gra- a) 21%
duados em matemática, 2/5 dos partici- b) 19%
pantes são graduados em geologia, 1/3 dos c) 42%
participantes são graduados em economia, d) 56%
1/4 dos participantes são graduados em e) 32%
biologia e 1/3 dos participantes são gradu-
ados em química. Sabe-se que não há par-
ticipantes do curso com outras graduações
além dessas, e que não há participantes
com três ou mais graduações. Assim, qual é
o número mais próximo da porcentagem de
participantes com duas graduações?

www.acasadoconcurseiro.com.br 285
6. (39479) As apostas na Mega-Sena consis- 8. (39526) Em uma academia de artes, 20%
tem na escolha de 6 a 15 números distintos, dos professores são músicos, 10% dos pro-
de 1 a 60, marcados em volante próprio. fessores são poetas e os 70% restantes são
No caso da escolha de 6 números tem-se a artistas plásticos. Tem-se ainda que 40%
aposta mínima e no caso da escolha de 15 desses artistas plásticos são pintores e os
números tem-se a aposta máxima. Como 60% restantes são escultores. Qual a pro-
ganha na Mega-sena quem acerta todos os porção de professores que são escultores
seis números sorteados, o valor mais próxi- nessa academia?
mo da probabilidade de um apostador ga-
nhar na Mega-sena ao fazer a aposta máxi- a) 42%
ma é o inverso de: b) 35%
c) 50%
a) 20.000.000 d) 52%
b) 3.300.000 e) 60%
c) 330.000
d) 100.000 9. (90709) O nível geral de preços em deter-
e) 10.000 minada região sofreu um aumento de 10%
em 1999 e 8% em 2000. Qual foi o aumento
7. (39465) Em uma universidade, 56% dos alu- total dos preços no biênio considerado?
nos estudam em cursos da área de ciências
humanas e os outros 44% estudam em cur- a) 8%
sos da área de ciências exatas, que incluem b) 8,8%
matemática e física. Dado que 5% dos alu- c) 10,8%
nos da universidade estudam matemática e d) 18%
6% dos alunos da universidade estudam físi- e) 18,8%
ca e que não é possível estudar em mais de
um curso na universidade, qual a proporção
dos alunos que estudam matemática ou físi-
ca entre os alunos que estudam em cursos
de ciências exatas?
a) 20,00%
b) 21,67%
c) 25,00%
d) 11,00%
e) 33,33%

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Gabarito: 1. (35776) A 2. (35782) D 3. (35785) C 4. (80570) C 5. (39501) E 6. (39479) E 7. (39465) C 8. (39526) A 
9. (90709) E

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Módulo
Aula XX
8

EQUAÇÕES DO 1º GRAU

A equação de 1º grau é a equação na forma ax + b = 0, onde a e b são números reais e x é a


variável (incógnita). O valor da incógnita x é − b
a

b
ax + b = 0 → x= −
a

Resolva as equações:
a) 10x – 2 = 0

b) – 7x + 18 = – x

c) x + 3 − x − 3 = 7
2 3

2x
d) +3= x
5

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Faça você

1 1
1. Gastei do dinheiro do meu salário e depois gastei do restante, ficando com R$ 120,00
3 4
apenas. Meu salário é de:
a) R$ 480,00
b) R$ 420,00
c) R$ 360,00
d) R$ 240,00
e) R$ 200,00

2. Duas empreiteiras farão conjuntamente a pavimentação de uma estrada, cada uma trabalhando
a partir de uma das extremidades. Se uma delas pavimentar 2 da estrada e a outra os 81 km
restantes, a extensão dessa estrada será de: 5

a) 125 km
b) 135 km
c) 142 km
d) 145 km
e) 160 km

3. O denominador de uma fração excede o numerador em 3 unidades. Adicionando-se 11


unidades ao denominador, a fração torna-se equivalente a 3 . A fração original é:
4
a) 54
57
30
b)
33
33
c)
36

d) 42
45

18
e)
21

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1
4. Uma pessoa gasta do dinheiro que tem e, em seguida, 2 do que lhe resta, ficando com
4 3
R$ 350,00. Quanto tinha inicialmente?
a) R$ 400,00
b) R$ 700,00
c) R$ 1400,00
d) R$ 2100,00
e) R$ 2800,00

1
5. Uma peça de tecido, após a lavagem, perdeu de seu comprimento e este ficou medindo 36
10
metros. Nessas condições, o comprimento, em m, da peça antes da lavagem era igual a:
a) 44
b) 42
c) 40
d) 38
e) 32

7
6. Do salário que recebe mensalmente, um operário gasta e guarda o restante, R$122,00, em
8
caderneta de poupança. O salário mensal desse operário, em reais, é:
a) R$ 868,00
b) R$ 976,00
c) R$ 1204,00
d) R$ 1412,00
e) R$ 1500,00

7. O valor de x que é solução da equação (x/3) – (1/4) = 2(x – 1) pertence ao intervalo:


a) ]0, 1]
b) ]1, 2]
c) ]2, 3]
d) ]3, 4]
e) ]4, 5]

Gabarito: 1. D 2. B 3. D 4. C 5. C 6. B 7. B

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Questões

1. (35797) Em uma prova de natação, um dos 2. (39523) Se a idade de uma criança hoje é a
participantes desiste de competir ao com- diferença entre a metade da idade que ela
pletar apenas 1/5 do percurso total da pro- teria daqui a dez anos e a metade da idade
va. No entanto, se tivesse percorrido mais que ela tinha há dois anos, qual a sua idade
300 metros, teria percorrido 4/5 do percur- hoje?
so total da prova. Com essas informações,
o percurso total da prova, em quilômetros, a) 3 anos
era igual a: b) 2 anos
c) 4 anos
a) 0,75 d) 5 anos
b) 0,25 e) 6 anos
c) 0,15
d) 0,5
e) 1

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Gabarito: 1. (35797) D 2. (39523) E

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Módulo
Aula XX
9

FUNÇÕES DE 1º GRAU

Chama-se função polinomial do 1º grau, ou função afim, a qualquer função f de IR em IR dada


por uma lei da forma:
onde a e b são números reais dados e a ≠ 0.
f (x) = ax + b
Seu gráfico é sempre uma reta.
a → Coeficiente angular, Parâmetro angular, Inclinação ou Declividade.
b → Coeficiente linear, Parâmetro linear ou Termo Independente.
Atenção!
O coeficiente linear b é o ponto de intersecção do eixo y.
O coeficiente angular a não é o ponto de intersecção do eixo x.
Veja alguns exemplos de funções polinomiais do 1º grau:
f(x) = 5x – 3, onde a = 5 e b = – 3
f(x) = – 2x – 7, onde a = – 2 e b = – 7
f(x) = – x, onde a = – 1 e b = 0

Faça você

1. Sendo f(x) = – 4x + 10, determine:


a) f(3)
b) f(0)
c) f(x) = 2
d) f(x) = 0

www.acasadoconcurseiro.com.br 295
•• Coeficiente angular a:
a > 0 a < 0
Reta CRESCENTE Reta DECRESCENTE

•• Coeficiente linear b:

2. Assinale as leis de formação das funções abaixo:

a) f(x) = – 3/2 x
b) f(x) = – 3/2 x +2
c) f(x) = – 3x +2
d) f(x) = – 2x + 3
e) f(x) = – 2/3x

296 www.acasadoconcurseiro.com.br
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3. Assinale as leis de formação das funções abaixo:

a) f(x) = – 3x + 2
b) f(x) = 2x – 3
c) f(x) = 2x – 1
d) f(x) = x – 2
e) f(x) = 2x – 2

4. Uma função polinomial f do 1º grau é tal que f(3) = 6 e f(4) = 8. Portanto, o valor de f(10) é:
a) 16
b) 17
c) 18
d) 19
e) 20

5. A função geradora do gráfico abaixo é do tipo y = mx + n

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Então, o valor de m³ + n é
a) 2
b) 3
c) 5
d) 8
e) 13

6. Considere a tabela a seguir, que apresenta dados sobre as funções g, h, k, m, f.


A função cujo gráfico está sobre uma mesma reta é
a) g
b) h
c) k
d) m
e) f

7. A tabela a seguir, obtida a partir de dados do Ministério do Meio Ambiente, mostra o cresci-
mento do número de espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção.
Se mantida, nos anos subseqUentes, a tendência linear de crescimento mostrada na tabela, o
número de espécies ameaçadas de extinção em 2011 será igual a:
a) 461
b) 498
c) 535
d) 572
e) n.d.a

8. Em fevereiro, o governo da Cidade do México, metrópole com uma das maiores frotas de
automóveis do mundo, passou a oferecer à população bicicletas como opção de transporte.
Por uma anuidade de 24 dólares, os usuários têm direito a 30 minutos de uso livre por dia.
O ciclista pode retirar em uma estação e devolver em qualquer outra e, se quiser estender a
pedalada, paga 3 dólares por hora extra. Revista Exame. 21 abr. 2010.
A expressão que relaciona o valor f pago pela utilização da bicicleta por um ano, quando se
utilizam x horas extras nesse período é
a) f(x) = 3x
b) f(x) = 24
c) f(x) = 27
d) f(x) = 3x + 24
e) f(x) = 24x + 3

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9. Em uma experiência realizada na aula de Biologia, um grupo de alunos mede o crescimento


de uma planta, em centímetros, todos os dias. Plotando os pontos (t,a), em que t corresponde
ao tempo em dias, e a corresponde à altura da planta em centímetros, os alunos obtiveram a
figura a seguir.
Se essa relação entre tempo e altura da planta for mantida, estima-se que, no 34º dia, a planta
tenha, aproximadamente,
a) 10 cm
b) 6 cm
c) 8 cm
d) 5 cm
e) 7 cm

10. O valor de um caminhão do tipo A novo é de R$ 90.000,00 e, com 4 anos de uso, é de


R$ 50.000,00. Supondo que o preço caia com o tempo, segundo uma função linear, o valor de
um caminhão do tipo A, com 2 anos de uso, em reais, é de
a) 40.000,00
b) 50.000,00
c) 60.000,00
d) 70.000,00
e) 80.000,00

Gabarito: 2. A 3. D 4. E 5. B 6. C 7. B 8. D 9. E 10. D

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Questões

1. (80112) Sejam f(x)= mx + 4 e g(x)= 2x + 3n 3. (113214) Sejam f(x) = ax + 7 e g(x) = 3x + 6


funções do primeiro grau. Calcule m + n, de funções do primeiro grau. O valor de "a"
modo que f(3) + g(3) = 22. que faz com que f(2) seja igual a g(3) é igual
a:
a) 3
b) 5 a) 6
c) 4 b) 3
d) 2 c) 5
e) 6 d) 4
e) 7
2. (35780) Um equipamento no valor D vai
ser depreciado em n períodos, ocorrendo
a primeira depreciação no fim do primei-
ro período, a segunda depreciação no final
do segundo período e assim por diante.
Plotando-se no eixo vertical de um gráfico
bidimensional os valores de Dk, onde Dk é
o valor remanescente do equipamento após
a k-ésima depreciação, com k = 1, 2,..., n,
os pontos (k, Dk) estarão sobre a reta que
passa pelos pontos (0, D) e (n,0). Supondo
n = 10 e D = R$ 50.000,00, qual o valor re-
manescente do equipamento após a sétima
depreciação?
a) R$ 12.500,00
b) R$ 15.000,00
c) R$ 10.000,00
d) R$ 17.500,00
e) R$ 20.000,00

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Gabarito: 1. (80112) C 2. (35780) B 3. (113214) D

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Módulo
Aula 10
XX

EQUAÇÕES DO 2º GRAU

A equação de 2º grau é a equação na forma ax² + bx + c = 0, onde a, b e c são números reais e x


é a variável (incógnita). O valor da incógnita x é determinado pela fórmula de Bháskara.
Nas equações escritas na forma ax² + bx + c = 0 (forma normal ou forma reduzida de uma
equação do 2º grau na incógnita x), chamamos a, b e c de coeficientes.
•• “a” é sempre o coeficiente de x²;
•• “b” é sempre o coeficiente de x,
•• “c” é o coeficiente ou termo independente.
Assim:
•• x² – 5x + 6 = 0 é um equação do 2º grau com a = 1, b = – 5 e c = 6.
•• 6x² – x – 1 = 0 é um equação do 2º grau com a = 6, b = – 1 e c = – 1.
•• 7x² – x = 0 é um equação do 2º grau com a = 7, b = – 1 e c = 0.
•• x² – 36 = 0 é um equação do 2º grau com a = 1, b = 0 e c = – 36.
Complete o quadro conforme os exemplos:

Coeficientes
Equação
a b c
6x2 – 3x + 1=0

5
−3x2 − + 4x = 0
2

2x2 – 8 = 0
2
6x – 3x = 0

RESOLUÇÃO DE EQUAÇÕES COMPLETAS DE 2º GRAU

ax2 + bx + c = 0

www.acasadoconcurseiro.com.br 303
Como solucionar uma equação do 2º grau?
Para solucionar equações do 2º grau, utilizaremos a fórmula de Bháskara.

−b ± b2 − 4ac
x=
2a
Onde a, b e c são os coeficientes (números) encontrados na equação.
Exemplo:
Resolução a equação: 7x2 + 13x – 2 = 0
Temos a = 7, b = 13 e c = – 2 .
Substituindo na fórmula, temos:

Vale ressaltar que, de acordo com o discriminante, temos três casos a considerar:
•• 1º Caso: O discriminante é positivo , ∆ > 0, então a equação tem duas raízes reais diferentes.
•• 2º Caso: O discriminante é nulo , ∆ = 0, então a equação tem duas raízes reais e iguais.
•• 3º Caso: O discriminante é negativo, ∆ < 0 ,então não há raízes reais.

Atenção!
•• Raiz (ou zero da função) é(são) o(s) valor(es) da incógnita x que tornam verdadeira a
equação.

304 www.acasadoconcurseiro.com.br
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Exemplos:
I – As raízes de x² – 6x + 8 = 0 são x1 = 2 e x2 = 4 pois (2)² – 6(2) +8 = 0 e (4)² – 6(4) +8 = 0

II – As raízes de x² + 6x + 9 = 0 são x1 = x2 = – 3 pois (– 3)² +6 (– 3) +9 =0

Faça você

1. Determine as raízes das equações:


a) x² – 2x – 15 = 0 b) –x² + 10x – 25 = 0 c) x² – 4x + 5 = 0

RESOLUÇÃO DE EQUAÇÕES INCOMPLETAS DE 2º GRAU


Na resolução das incompletas não é necessário resolver por Bháskara, basta usar os métodos
específicos:

Faça você

2. Encontre as raízes das equações abaixo:


a) x² – 4x = 0 b) – 3x² +9x = 0 c) x² – 36 = 0 d) 3x² = 0

www.acasadoconcurseiro.com.br 305
SOMA E PRODUTO DAS RAÍZES

A soma e o produto das raízes da função quadrática são dados pelas fórmulas:
Soma = x1 + x2 = ____
–b

a

Produto = x1 . x2 = ___
c
a

Faça você

3. Determine a soma e o produto das raízes das equações:


a) x² – 7x – 9 = 0 b) – 4x² + 6x = 0 c) 3x² – 10 = 0

2
4. O número – 3 é a raíz da equação x – 7x – 2c = 0. Nessas condições, o valor do coeficiente c é:
a) 11
b) 12
c) 13
d) 14
e) 15

5. A maior raiz da equação – 2x² + 3x + 5 = 0 vale:


a) –1
b) 1
c) 2
d) 2,5
e) (3 + 19 )
4

306 www.acasadoconcurseiro.com.br
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6. O produto das raízes reais da equação 4x² – 14x + 6 = 0 é igual a:


3
a) −
2
1
b) −
2
1
c)
2
3
d)
2
e) 5
2

7. A diferença entre o quadrado de um número natural e o seu dobro é igual a 15. Qual é esse
número?
a) –5
b) –3
c) 1
d) 3
e) 5

8. O quadrado da minha idade menos a idade que eu tinha há 20 anos é igual a 2000. Assim,
minha idade atual é:
a) 41
b) 42
c) 43
d) 44
e) 45

www.acasadoconcurseiro.com.br 307
9. Se a soma das raízes da equação kx² + 3x – 4 = 0 é 10, podemos afirmar que o produto das
raízes é:
a) 40
3
40
b) −
3
c) 80
3
40
d) −
3
e) − 3
10

10. Considere as seguintes equações:


I. x² + 4 = 0
II. x² – 2 = 0
III. 0,3x = 0,1

Sobre as soluções dessas equações é verdade que:


a) II são números irracionais.
b) III é número irracional.
c) I e II são números reais.
d) I e III são números não reais.
e) II e III são números racionais.

Gabarito: 4. E 5. D 6. D 7. E 8. E 9. A 10. A

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Questões

1. (74641) Altair nasceu quando Tales tinha 7


anos. Hoje, o produto de suas idades e igual
a 98. Tales tem:
a) 21 anos
b) 14 anos
c) 12 anos
d) 8 anos
e) 7 anos

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Gabarito: 1. (74641) B

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Módulo
Aula 11
XX

FUNÇÃO DE 2º GRAU

Definição

Chama-se função quadrática, ou função polinomial do 2º grau, qualquer função f de IR em IR


dada por uma lei da forma f(x) = ax² + bx + c, onde a, b e c são números reais e a ≠ 0.

f(x)=ax2+bx+c
O gráfico de uma função polinomial do 2º grau é uma curva chamada parábola.
Exemplos de funções quadráticas:
f(x) = 3x² – 4x + 1, onde a = 3, b = – 4 e c = 1
f(x) = x² – 1, onde a = 1, b = 0 e c = – 1
f(x) = – x² + 8x, onde a = 1, b = 8 e c = 0
f(x) = – 4x², onde a = – 4, b = 0 e c = 0

→ Ao construir o gráfico de uma função quadrática y = ax2 + bx + c, notaremos sempre que:


concavidade voltada para cima concavidade voltada para baixo

www.acasadoconcurseiro.com.br 311
→ Outra relação importante na função do 2º grau é o ponto onde a parábola corta o eixo y.
Verifica-se que o valor do coeficiente “c” na lei de formação da função corresponde ao valor do
eixo y onde a parábola o corta.

→ A análise do coeficiente "b" pode ser orientada pela analise de uma reta “imaginária” que
passa pelo “c” e pelo vértice. Assim:

Nos exemplos acima, se a reta “imaginária” for crescente, b > 0, caso contrário, b < 0, e no caso
em que o vértice e o “c” coincidem, teremos b = 0 e uma simetria em relação ao eixo Y.
Atenção!
A quantidade de raízes reais de uma função quadrática depende do valor obtido para o
radicando ∆ , chamado discriminante:
Se ∆ > 0, há duas raízes Se ∆ = 0, há duas raízes Se ∆ < 0, não há raiz real.
reais e distintas; reais e iguais;

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Exemplo:

1. Complete as lacunas:

www.acasadoconcurseiro.com.br 313
Zero ou Raiz da Função

Chamam-se zeros ou raízes da função polinomial do 2º grau f(x) = ax2 + bx + c, com a ≠ 0, os


números reais x tais que f(x) = 0.
Para determinar as raízes, aplica-se a chamada fórmula de Bhaskara:

x=
−b ± b2 − 4a.c
2a
,sendo =b2 − 4.a.c 
Exemplo:

2. Encontre as raízes de x² – 5x + 6.

SOMA E PRODUTO DAS RAÍZES

A soma e o produto das raízes da função quadrática são dados pelas fórmulas:

b
Soma = X1 + X2 = −
a

c
Produto = X1 . X2 =
a

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3. Determine a soma e o produto das raízes das funções abaixo.


a) f(x) = x² + 5x + 6 b) y = – x² – 4 c) f(x) = 6x² – 4x + 1

Vértice da Parábola

O vértice da parábola constitui um ponto importante do gráfico, pois indica o ponto de valor
máximo e o ponto de valor mínimo. De acordo com o valor do coeficiente a, os pontos serão
definidos. Observe:

Para determinar o ponto de máximo (quando a < 0) ou ponto de mínimo (quando a > 0):
V(XV,YV)

b Δ
XV = − YV = −
2a 4a
Atenção: Xv é o ponto médio das raízes reais.

4. Determine o vértice da parábola f(x) = 2x² – 8x + 5.

www.acasadoconcurseiro.com.br 315
Exemplo:

5. Considere a função f: ℜ → ℜ definida por


O valor de f(π) + f( 2 ) – f(1) é
a) π2+2 π -2
b) 2π + 2 2 – 2
c) π2 – 2
d) 2π + 1
e) 2 2 – π + 1

6. Baseado no gráfico da função f(x) = ax2 + bx + c, com a, b, e c ∈! , pode-se afirmar que:


a) a > 0,  Δ < 0

b) a > 0,  Δ = 0

c) a > 0,  Δ > 0

d) a < 0,  Δ > 0

e) a < 0,  Δ = 0
2
7. A função f(x) = Ax + Bx + C, A ≠ 0 tem como gráfico a figura abaixo. Podemos então concluir
que:
2
a) A > 0, B < 4AC, C > 0
2
b) A > 0, B = 4AC, C > 0
2
c) A > 0, B > 4AC, C > 0
2
d) A < 0, B < 4AC, C < 0
2
e) A > 0, B < 4AC, C < 0

8. A expressão que define a função quadrática f(x), cujo gráfico está esboçado, é:
2
a) f(x) = –2x – 2x + 4
2
b) f(x) = x + 2x – 4
2
c) f(x) = x + x – 2
2
d) f(x) = 2x + 2x – 4
2
e) f(x) = 2x + 2x – 2

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9. A função que define o lucro de uma empresa é L(x) = – 2x² + 32x + 10, sendo x o número de
peças vendidas e L o lucro em milhares de reais. Determine:
a) Qual é o lucro na venda de 10 peças?

b) Quantas peças devem ser vendidas para obter o lucro máximo?

c) Qual é o lucro máximo?

10. O movimento de um projétil, lançado para cima verticalmente, é descrito pela equação
y= – 40x2 + 200x. Onde y é a altura, em metros, atingida pelo projétil x segundos após
o lançamento. A altura máxima atingida e o tempo que esse projétil permanece no ar
corresponde, respectivamente, a:
a) 6,25 m, 5s
b) 250 m, 0s
c) 250 m, 5s
d) 250 m, 200s
e) 10.000 m, 5s

Gabarito: 5. C 6. C 7. C 8. D 10. C

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Questões

1. (90711) Determinar a de modo que a equa-


2
ção 4x + (a – 4) x + 1 – a = 0 tenha duas raí-
zes iguais.
a) a=0
b) a = – 8 ou a = 0
c) a=8
d) –8<a<0
e) a < 0 ou a > 8

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Gabarito: 1. (90711) B

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Módulo
Aula 12
XX

SISTEMAS LINEARES

Todo sistema linear é classificado de acordo com o número de soluções apresentadas por ele.

Métodos de Resolução

Método da Adição
Definição: Consiste em somar as equações, que podem ser previamente multiplicadas por uma
constante, com o objetivo de eliminar uma das variáveis apresentadas.
Atividades: Esse método consiste em multiplicar as equações de maneira que se criem valores
"opostos" da mesma variável que será eliminada quando somarmos as equações.
Vale ressaltar que nem sempre é necessária tal multiplicação.

x + 2y = 16
Exemplo: �
3x – y = 13
⎪⎧ x + 2y = 16
Assim, multiplicaremos a segunda equação por 2, logo: ⎨ assim criamos os
valores opostos 2y e – 2y. ⎧ x + 2y = 16 ⎪⎩ 6x − 2y = 26

Agora somaremos as 2 equações, logo: ⎨ 6x − 2y = 26
⎪ 7x + 0y = 42

42
Logo x = → x = 6 e, para achar o valor de y, basta trocar o valor de x obtido em qualquer uma
7
das equações dadas:
Assim se x + 2 y = 16, então 6 + 2y = 16 → 2y = 10 e portanto y = 10/2 → y = 5

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1. Resolva usando o método da adição:

3x + y = 9
a) �
2x + 3y = 13

3x – 2y = 7
b) �
x+y=–1

Método da Substituição
Definição: Esse método consiste em isolar uma das variáveis numa equação e substituí-la na
outra.
Vale ressaltar que preferencialmente se deve isolar a variável que possuir “coeficiente” 1; assim
evitamos um trabalho com o M.M.C.

x + 2y = 16
Exemplo: �
3x – y = 13

Assim, isolando o “x” na primeira equação, temos: x = 16 – 2y e substituindo-o na segunda


35
equação: 3(16 – 2y) – y = 13 → 48 – 6y – y = 13 → – 7y = 13 – 48 → – 7y = – 35 logo x = − =5
7

Daí basta trocar o valor de x obtido na equação isolada:


Se x = 16 – 2y, logo x = 16 – 2 x 5 → x = 16 – 10 → x = 6

322 www.acasadoconcurseiro.com.br
ATA – Matemática – Prof. Dudan

2. Resolva usando o método da substituição.

3x + y = 9
a) �
2x + 3y = 13

3x – 2y = 7
b) �
x+y=–1

3. A diferença entre dois números positivos a e b é 5, e a razão entre eles é 5/3. O produto ab é:
a) 7,5
b) 8,333...
c) 12,5
d) 93
e) 93,75

4. Na garagem de um prédio, há carros e motos, num total de 13 veículos e 34 pneus. O número


de motos nesse estacionamento é:
a) 5.
b) 6.
c) 7.
d) 8.
e) 9.

5. Um aluno ganha 5 pontos por exercício que acerta e perde 3 pontos por exercício que erra. Ao
fim de 50 exercícios tinha 10 pontos. Quantos exercícios ele acertou?
a) 15
b) 20
c) 25
d) 30
e) 35

www.acasadoconcurseiro.com.br 323
6. Uma família foi num restaurante onde cada criança paga a metade do buffet e adulto paga
R$ 12,00. Se nessa família há 10 pessoas e a conta foi de R$ 108,00, o número de adultos é:
a) 2
b) 4
c) 6
d) 8
e) 10

7. O valor de dois carros de mesmo preço adicionado ao de uma moto é R$ 41.000,00. O valor de
duas motos iguais a primeira, adicionado ao de um carro de mesmo preço que os primeiros, é
de R$ 28.000,00. A diferença entre o valor do carro e o da moto é:
a) R$ 5.000,00
b) R$ 13.000,00
c) R$ 18.000,00
d) R$ 23.000,00
e) R$ 41.000,00

8. Uma pessoa comprou dois carros, pagando um total de 30 mil reais. Pouco tempo depois,
vendeu-os por 28 mil reais, ganhando 10% na venda de um deles e perdendo 10% na venda do
outro. Quantos milhares de reais custou cada carro?
a) 15,5 e 14,5
b) 10 e 20
c) 7,5 e 22,5
d) 6,5 e 23,5
e) 5 e 25

9. Para se deslocar de casa até o seu trabalho, um trabalhador percorre 550 km por mês. Para
isso, em alguns dias, ele utiliza um automóvel e, em outros, uma motocicleta. Considerando
que o custo do quilômetro rodado é de 21 centavos para o automóvel e de 7 centavos para a
motocicleta, calcule quantos quilômetros o trabalhador deve andar em cada um dos veículos,
para que o custo total mensal seja de R$ 70,00.
a) 300 km de carro e 250 km de motocicleta.
b) 350 km de carro e 200 km de motocicleta.
c) 330 km de carro e 220 km de motocicleta.
d) 250 km de carro e 300 km de motocicleta.
e) 225 km de carro e 325 km de motocicleta.

324 www.acasadoconcurseiro.com.br
ATA – Matemática – Prof. Dudan

10. Certo dia os professores Edgar e Zambeli estavam discutindo a relação e decidiram fazer uma
lista dos pagamentos das contas da casa onde moravam.
O professor Zambeli argumentava que havia pago exatamente R$ 1.000,00 em contas de
internet e gás.
As contas de gás todas tiveram o mesmo valor entre si, assim como as da internet.
Sabendo que o total de contas pagas de internet ou de gás foi de 40 e que o valor mensal destas
contas era de R$ 30,00 e R$ 20,00, respectivamente, podemos afirmar que o valor total das
contas de gás pagas pelo professor Zambeli foi de:
a) R$ 200,00
b) R$ 300,00
c) R$ 400,00
d) R$ 500,00
e) R$ 600,00

Gabarito: 1. * 2. * 3. E 4. E 5. B 6. D 7. B 8. E 9. E 10. C

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Questões

1. (73146) Dado o sistema de equações 4. (39431) A soma dos valores de x e y que so-
lineares lucionam o sistema de equações
⎧⎪ 2x + 4y = 6 ⎧⎪ x + 2y = 7
⎨ ⎨
⎪⎩ 3x + 6y = 9 ⎪⎩ 2x + y = 5

é correto afirmar que: é igual a:


a) o sistema não possui solução. a) 6
b) o sistema possui uma única solução. b) 4
c) x = 1 e y = 2 é uma solução do sistema. c) 3
d) o sistema é homogêneo. d) 2
e) o sistema possui mais de uma solução. e) 5

2. (57535) Em uma secretaria do Ministério 5. (90704) Achar uma fração equivalente a 7/8
da Fazenda, trabalham 63 pessoas. A ra- cuja soma dos termos é 120.
zão entre o número de homens e o núme-
ro de mulheres é igual 4/5. A diferença en- a) 52/68
tre o número de mulheres e o número de b) 54/66
homens que trabalham nessa secretaria é c) 56/64
igual a: d) 58/62
e) 60/60
a) 8
b) 7
c) 6
d) 9
e) 5

3. (80088) Dado o sistema de equações


lineares
⎧ 2x + 3y − 4z = 3

⎨ x − y + 5z = 6
⎪ x + 2y + 3z = 7

O valor de X + Y + Z é igual a
a) 8
b) 16
c) 4
d) 12
e) 14

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Gabarito: 1. (73146) E 2. (57535) B 3. (80088) C 4. (39431) B 5. (90704) C

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Módulo
Aula 13
XX

INEQUAÇÕES

DEFINIÇÃO

Inequação é uma sentença matemática, com uma ou mais incógnitas expressas por uma
desigualdade, diferenciando-se da equação, que representa uma igualdade.
Os principais tipos de inequações cobradas em concursos públicos são as de 1º e 2º graus, que
exigirão também conhecimentos básicos sobre as próprias equações de 1º e 2º graus.

INEQUAÇÃO DE 1º GRAU

Nas inequações de 1º grau, a resolução algébrica é eficaz.


Exemplos:
a) 2x – 8 > 0 b) 3x + 9 ≥ 0 c) – 3x – 10 < 0 d) – 5x + 1 ≤ 0
2x > 8 3x ≥ – 9 – 3x < 10 – 5x ≤ – 1
X > 8/2 x ≥ – 9/3 (multiplica por – 1) (multiplica por – 1)
X > 4 x ≥ – 3 3x > – 10 5x ≥ 1
X > 10 /3 x ≥ 1/5

DICA: Uma desigualdade muda de sentido quando multiplicamos ou dividimos ambos os


membros por um mesmo número negativo.
Mais exemplos:
a) 2 – 4x ≥ x + 17 b) 3(x + 4) < 4(2 – x)

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INEQUAÇÃO DE 2º GRAU

Nas inequações de 2º grau, será necessária a resolução gráfica. Para isso, resolveremos a
"equação", montaremos seu gráfico (parábola) e então iremos nos preocupar com a inequação.
Exemplo:
a) x² + 2x – 3 < 0

Por Bhaskara, acharemos as suas duas raízes: x1 = 1 e x2 = – 3 e traçaremos seu gráfico:

+ +

-3 – 1

Os sinais colocados referem-se ao valores de y. A parte do gráfico que fica acima do eixo x leva
o sinal + e a parte abaixo, o sinal de –.
Traçado o gráfico, basta agora perceber que a inequação pede a parte negativa (< 0). Logo a
solução seria:

+ +

-3 – 1

S = {–3 < x < 1}


Exemplo:

b) x² – 6x + 8 ≥ 0

330 www.acasadoconcurseiro.com.br
ATA – Matemática – Prof. Dudan

Faça você

1. O conjunto solução da inequação (x – 2)² < 2x – 1, considerando como universo o


conjunto R, está definido por:
a) 1<x<5
b) 3<x<5
c) 2<x<4
d) 1<x<4
e) 2<x<5

2. O conjunto solução da inequação x² – 2x – 3 ≤ 0 é:


a) {x R / – 1 < x < 3}
b) {x R / – 1 < x ≤ 3}
c) {x R / x < – 1 ou x > 3}
d) {x R / x ≤ – 1 ou x ≥ 3}
e) {x R / – 1 ≤ x ≤ 3}

3. A menor solução inteira de x² – 2x – 35 < 0 é:


a) –5
b) –4
c) –3
d) –2
e) –1

4. O conjunto solução da inequação x² – 3x – 10 < 0 é:


a) (– �, –2)
b) (– �, –2) (5, �)
c) (– 2, 5)
d) (0, 3)
e) (3, 10)

www.acasadoconcurseiro.com.br 331
5. A solução da inequação x² ≤ x é o intervalo real:
a) (– �; – 11]
b) [– 1; + �)
c) [– 1; 0]
d) [– 1; 1]
e) [0; 1]

6. O preço da corrida de táxi na cidade R é calculado adicionando um valor fixo de R$ 2,50 a


R$ 1,30 por cada quilômetro rodado, enquanto na cidade S o preço é obtido adicionando um
valor fixo de R$ 3,40 a R$ 1,25 por quilômetro rodado. A partir de quantos quilômetros rodados
o táxi da cidade R deixa de ser mais barato que o da cidade S?
a) 18
b) 15
c) 12
d) 10
e) 9

7. O custo diário de produção de um artigo é C = 50 + 2x + 0,1x², onde x é a quantidade diária


produzida. Cada unidade do produto é vendida por R$ 6,50. Entre quais valores deve variar x
para não haver prejuízo?
a) 19 ≤ x ≤ 24
b) 20 ≤ x ≤ 25
c) 21 ≤ x ≤ 26
d) 22 ≤ x ≤ 27
e) 23 ≤ x ≤ 28

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INEQUAÇÃO EXPONENCIAL

A resolução de inequações exponenciais inicia com o mesmo objetivo de uma equação


exponencial: IGUALAR AS BASES.
Podemos dividir as inequações em dois tipos.
1º tipo: base > 1 ou 2º tipo: 0 < base < 1 .
Veja um exemplo do 1º tipo (base > 1) resolvido abaixo:

2x < 83 Como em uma equação, vamos fatorar ambos os lados:


x 3 3
2 < (2 ) Aplicando as propriedades de potenciação.
x 9
2 <2 Pronto, com as bases iguais, podemos cortá-las e trabalhar somente com os expoentes.
x<9 Esta é a resposta.

O 2º tipo (0 < base < 1) tem uma pequena diferença, que é a inversão do sinal da desigualdade
entre os expoentes após igualar as bases.

4x+5 2x+3
⎛ 1⎞ ⎛ 1⎞
⎜⎝ 4 ⎟⎠ ≥⎜ ⎟ Já temos as bases igualadas.
⎝ 4⎠

4x + 5 ≥ 2x + 3 Vamos resolver a equação criada pelos expoentes, mas antes devemos inverter
4x + 5 ≤ 2x + 3 o sinal da desigualdade.
4x – 2 ≤ 3 – 5
2x ≤ –2 Esta é a resposta correta!
x ≤ –1

Observação:
Sempre que tivermos 0 < base < 1 devemos INVERTER o sinal da desigualdade ao "cortar" as
bases da inequação.

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Faça você

8. Determine a solução das inequações:


a) 5x ≤ 125

b) (0,3)x ≤ 0,09

c) (1/2)x < 8

d) (1/3)x–2 > 1/81

Gabarito: 1. A 2. E 3. B 4. C 5. E 6. A 7. B

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Questões

1. (35827) A solução da inequação 32(x-1) >1 é 2. (39500) Considere as inequações dadas por:
dada pelo conjunto solução: 2 2
f(x) = x – 2x + 1 ≤ 0 e g(x) = – 2x + 3x + 2 ≥ 0.
a) {x E R | x < – 1}
b) {x E R | x < 1} Sabendo-se que A é o conjunto solução de
c) {x E R | x ≥ 1} f (x) e B o conjunto solução de g(x), então o
d) {x E R | x > – 1} conjunto Y = A∩B é igual a:
e) {x E R | x > 1} ⎧ 1 ⎫
a) Y = ⎨x ∈!|− < x ≤ 2 ⎬
⎩ 2 ⎭
⎧ 1 ⎫
b) Y = ⎨x ∈!|− ≤ x ≤ 2 ⎬
⎩ 2 ⎭
{
c) Y = x ∈!|x = 1 }
d) Y = {x ∈!|x ≥ 0}

e) Y = {x ∈!|x ≤ 0}

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Gabarito: 1. (35827) E 2. (39500) C

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Módulo
Aula 14
XX

PROGRESSÃO ARITMÉTICA

Definição
Uma progressão aritmética (abreviadamente, P. A.) é uma sequência numérica em que cada
termo, a partir do segundo, é igual à soma do termo anterior com uma constante r. O número r
é chamado de razão da progressão aritmética.
Alguns exemplos de progressões aritméticas:
• 1, 4, 7, 10, 13, ..., é uma progressão aritmética em que a razão (a diferença entre os números
consecutivos) é igual a 3.
• – 2, – 4, – 6, – 8, – 10, ..., é uma P.A. em que r = – 2.
• 6, 6, 6, 6, 6, ..., é uma P.A. com r = 0.
Exemplo: (5, 9, 13, 17, 21, 25, 29, 33, 37, 41, 45, 49, ...)
r = a2 – a1 = 9 – 5 = 4 ou r = a3 – a2 = 13 – 9 = 4 ou r = a4 – a3 = 17 – 13 = 4
e, assim por diante.

Dica:
Observe que a razão é constante e pode ser calculada subtraindo um termo qualquer
pelo seu antecessor.

CLASSIFICAÇÃO
Uma P.A. pode ser classificada em crescente, decrescente ou constante dependendo de como
é a sua razão (R).

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Exemplos:

I – (5, 8, 11, 14, 17, 20, 23, 26, ...) → CRESCENTE pois r = + 3

II – (26, 18, 10, 2, – 6, – 14, – 22, ...) → DECRESCENTE pois r = – 8

III – (7, 7, 7, 7, 7, ...) → ESTACIONÁRIA OU CONSTANTE pois r = 0

TERMO GERAL ou enésimo termo ou último termo


Numa P.A. de n termos, chamamos de termo geral ou enésimo termo, o último termo ou o
termo genérico dessa sequência.

an = a1 + (n-1)r ou an = ap + (n-p)r

Atenção!
a20 = a1 + 19r ou a20 = a7 + 13r ou a20 = a14 + 6r

Exemplo Resolvido:
Sabendo que o 1º termo de uma P.A é igual a 2 e que a razão equivale a 5, determine o valor do
18º termo dessa sequência numérica.
a18 = 2 + (18 – 1) . 5
a18 = 2 + 17 . 5
a18 = 2 + 85 logo a18 = 87
O 18º termo da P.A em questão é igual a 87.

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Faça você

1. Dada a progressão aritmética (8, 11, 14, 17, ...), determine:


a) razão b) décimo termo c) a14 d) termo geral

2. A razão de uma P.A de 10 termos, em que o primeiro termo é 42 e o último é – 12 vale:


a) –5
b) –9
c) –6
d) –7
e) 0

3. Calcule a razão da P.A. em que o terceiro termo vale 16 e o décimo primeiro termo vale 40.
a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5

TERMO GERAL ou MÉDIO


Numa progressão aritmética, a partir do segundo termo, o termo central é a média aritmética
do termo antecessor e do sucessor, isto é,

Exemplo:
Na P.A (2, 4, 6, 8, 10,...) veremos que ou , etc.

Na P.A (1, 4, 7, 10, 13,...) veremos que ou , etc.

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Dica:
Sempre a cada três termos consecutivos de uma P.A, o termo central é a média
dos seus dois vizinhos, ou seja, a soma dos extremos é o dobro do termo central.
Além disso, a soma dos termos equidistantes dos extremos é constante.

Faça você

4. Determine a razão da P.A. (x + 2, 2x, 13).


a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5

5. As idades das três filhas de Carlos estão em progressão aritmética. Colocando em ordem
crescente tem-se (1 + 3x, 4x + 2, 7x + 1). Calcule a idade da filha mais nova.
a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5

6. Calcule o termo central da progressão (31, 33, 35,..., 79)


a) 53
b) 55
c) 57
d) 59
e) 61

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SOMA DOS “n” TERMOS


Sendo n o número de termos que se deseja somar, temos:

Dica:
Essa fórmula pode ser lembrada como a soma do primeiro e do último termos,
multiplicada pelo número de casais ( ).

Exemplo Resolvido:
Na sequência numérica ( – 1, 3, 7, 11, 15,...), determine a soma dos 20 primeiros termos.

1) Cálculo da razão da P.A


r = 3 – (–1) = 3 + 1 = 4 ou r = 7 – 3 = 4 ou r = 11 – 7 = 4

2) Determinando o 20º termo da P.A


a20 = –1 + (20 – 1) * 4
a20 = – 1 + 19 * 4
a20 = – 1 + 76
a20 = 75
2) Calculando a soma dos termos

s20 = 740
A soma dos 20 primeiros termos da PA ( – 1, 3, 7, 11, 15, ...) equivale a 740.
Observe que a soma do 1º termo com o último(20°) é 74, que multiplicada pelo número de
casais formados com 20 pessoas (10 casais), totalizará 740.

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Faça você

7. Calcule a soma dos vinte primeiros termos da sequência (15, 21, 27, 33, ...).
a) 1140
b) 1240
c) 1340
d) 1440
e) 1540

8. A soma dos 12 primeiros termos de uma P.A. é 180. Se o primeiro termo vale 8, calcule o último
termo dessa progressão.
a) 16
b) 18
c) 20
d) 22
e) 24

9. Devido à epidemia de gripe do último inverno, foram suspensos alguns concertos em lugares
fechados. Uma alternativa foi realizar espetáculos em lugares abertos, como parques ou praças.
Para uma apresentação, precisou-se compor uma plateia com oito filas, de tal forma que na
primeira fila houvesse 10 cadeiras; na segunda, 14 cadeiras; na terceira, 18 cadeiras; e assim
por diante. O total de cadeiras foi:
a) 384
b) 192
c) 168
d) 92
e) 80

10. Uma exposição de arte mostrava a seguinte sequência lógica formada por bolinhas de gude:

O primeiro quadro contém 5 bolas, o segundo contém 12 bolas, o terceiro contém 21 bolas, o
quarto contém 32 bolas ... . Cada quadro contém certa quantidade de bolas de gude e seguirá esse
padrão até chegar ao vigésimo quadro que tem n bolinhas. É correto afirmar que n vale:
a) 420
b) 440
c) 460
d) 480
e) 500

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PROGRESSÃO GEOMÉTRICA

Uma progressão geométrica (abreviadamente, P. G.) é uma sequência numérica em que cada
termo, a partir do segundo, é igual ao produto do termo anterior por uma constante q. O
número q é chamado de razão da progressão geométrica.
Alguns exemplos de progressões geométricas:
• 1, 2, 4, 8, 16, ..., é uma progressão geométrica em que a razão é igual a 2.
• – 1, – 3, – 9, – 27, – 81, ..., é uma P.G. em que q = 3.
• 6, 6, 6, 6, 6, ..., é uma P.G. com q = 1.
• (3, 9, 27, 81, 243, ...) → é uma P.G. crescente de razão q = 3
1
• (90, 30, 10, 10/3, ...) → é uma P.G. decrescente de razão q =
3
Exemplo: (1, 2, 4, 8, 16, 32, 64, 128, ...)

a2 2 a 4 a 8
q= = = 2 ou q = 3 = = 2 ou q = 4 = = 2 e assim por diante.
a1 1 a2 2 a3 4

Dica:
Observe que a razão é constante e pode ser calculada dividindo um termo qualquer
pelo seu antecessor.

CLASSIFICAÇÃO
Uma P.G. pode ser classificada em crescente, decrescente, constante ou oscilante, dependendo
de como é a sua razão (q).
Exemplos:

I – (1, 2, 4, 8, 16, 32, 64, 128, ...) → CRESCENTE pois a2 > a1 , a3 > a2 e assim por diante;
II – ( – 1, – 3, – 9, – 27, – 81, ...) → DECRESCENTE pois a2 < a1 , a3 < a2 e assim por diante;
III – (7, 7, 7, 7, 7, ...) → CONSTANTE pois q =1 e a2=a1 e assim por diante;
IV – (3, – 6, 12, – 24, 48, – 96, ...) → OSCILANTE pois há alternância dos sinais.

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TERMO GERAL ou enésimo termo ou último termo
Numa P.G. de n termos, chamamos de termo geral ou enésimo termo o último termo ou o
termo genérico dessa sequência.

an = a1.qn-1 ou an = ap.qn-p

Atenção!

a20 = a1q19 ou a20 = a7.q13 ou a20=a14q6 ou a20 = a18q2

Exemplo Resolvido
Em uma progressão geométrica, temos que o 1º termo equivale a 4 e a razão igual a 3.
Determine o 8º termo dessa PG.
a8 = 4 .37
a8 = 4 . 2187
a8 = 8748 Logo, o 8º termo da PG descrita é o número 8748.

Faça você

11. Dada a progressão geométrica (5, 10, 20, 40, ...), determine:
a) razão b) oitavo termo c) a10 d) termo geral

12. Calcule a razão da P.G. na qual o primeiro termo vale 2 é o quarto termo vale 54.
a) 2
b) 3
c) 4
d) 5
e) 6

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TERMO GERAL ou MÉDIO

Numa progressão geométrica, a partir do segundo termo, o termo central é a média geométrica
do termo antecessor e do sucessor, isto é an = an−1 .an+1
Exemplo Resolvido:
Na P.G (2,4,8,16,...) veremos que 4 = 2.8 ou 8 = 4.16 , etc.

Faça você

13. Na P.G. cujos três primeiros termos são x – 10, x e 3x, o valor positivo de x é:
a) 15
b) 10
c) 5
d) 20
e) 45

14. O primeiro termo de uma progressão geométrica em que a3 = 1 e a5 = 9 é:


a) 1
27
1
b)
9
c) 1
3
d) 1

e) 0

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SOMA DOS FINITOS TERMOS
Caso deseje-se a soma de uma quantidade exata de termos, usaremos:

Exemplo:
Considerando a PG (3, 9, 27, 81, ...), determine a soma dos seus 7 primeiros elementos.

Faça você

15. Calcule a soma dos oito primeiros termos da progressão (3, 6, 12, 24, ...)
a) 725
b) 735
c) 745
d) 755
e) 765

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SOMA DOS INFINITOS TERMOS


Para calcular a soma de uma quantidade infinita de termos de uma P.G usaremos:

Dica:
Essa fórmula é usada quando o texto confirma o desejo pela soma de uma quantidade
infinita de termos e também quando temos 0 < q < 1.

Faça você
⎛1 1 1 ⎞
16. A soma dos seis primeiros termos da PG ⎜ , , ,...⎟ é:
⎝ 3 6 12 ⎠
a) 12
33
15
b)
32
c) 21
33
d) 21
32
2
e)
3

(x) (x)
17. O valor de x na igualdade x + + +... = 12 , é igual a:
3 9
a) 8
b) 9
c) 10
d) 11
e) n.d.a.

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1 1 1
18. A soma da série infinita 1+ + + ... é:
5 25 125+
a) 6
5
b) 7
5
c) 5
4
d) 2
e) 7
4

19. Na 2ª feira, foram colocados 3 grãos de feijão num vidro vazio. Na 3ª feira, o vidro recebeu
9 grãos, na 4ª feira, 27 e assim por diante. No dia em que recebeu 2187 grãos, o vidro ficou
completamente cheio. Isso ocorreu:
a) num sábado
b) num domingo
c) numa 2ª feira
d) no 10º dia
e) no 30º dia

20. Considere que, em julho de 1986, foi constatado que era despejada uma certa quantidade de
litros de poluentes em um rio e que, a partir de então, essa quantidade dobrou a cada ano. Se
hoje a quantidade de poluentes despejados nesse rio é de 1 milhão de litros, há quantos anos
ela era de 500 mil litros?
a) Nada se pode concluir, já que não é dada a quantidade despejada em 1986.
b) Seis.
c) Quatro.
d) Dois.
e) Um.

Gabarito:  2. C 3. C 4. C 5. D 6. B 7. D 8. D 9. C 10. D 12. B 13. A 14. B 15. E 16. D 17. A 
18. C 19. B 20. E

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Questões

1. (73160) Uma sequência de números 3. (113215) Em uma progressão aritmética,


k1,k2,k3,k4....,kn é denominada Progressão tem-se a2 + a5 = 40 e a4 + a7 = 64. O valor
Geométrica ─ PG ─ de n termos quando, a do 31º termo dessa progressão aritmética é
partir do segundo termo, cada termo divi- igual a:
dido pelo imediatamente anterior for igual
a uma constante r denominada razão. Sa- a) 180
be-se que, adicionando uma constante x a b) 185
cada um dos termos da sequência (p – 2); c) 182
p; e (p + 3) ter-se-á uma PG. Desse modo, o d) 175
valor de x, da razão e da soma dos termos e) 178
da PG são, respectivamente, iguais a:
a) (6 – p); 2/3; 21.
b) (p +6); 3/2; 19.
c) 6; (6 – p); 21.
d) (6 – p); 3/2; 19.
e) (p – 6); p; 20.

2. (80107) Em uma progressão aritmética,


tem-se a3 + a6 = 29 e a2 + a5 = 23. Calcule a
soma dos 200 primeiros termos dessa pro-
gressão aritmética.
a) 60.500
b) 60.700
c) 60.600
d) 60.400
e) 60.800

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Questões, poderá assistir ao vídeo da explicação do professor.

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Gabarito: 1. (73160) D 2. (80107) A 3. (113215) B

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Módulo
Aula 15
XX
4X

PRINCÍPIO DA CONTAGEM

Os primeiros passos da humanidade na Matemática estavam ligados à necessidade de


contagem de objetos de um conjunto, enumerando seus elementos. Mas as situações foram se
tornando mais complexas, ficando cada vez mais difícil fazer contagens a partir da enumeração
dos elementos.
A análise combinatória possibilita a resolução de problemas de contagem, importante no
estudo das probabilidades e estatísticas.
Problema: Para eleição de uma comissão de ética, há quatro candidatos a presidente (Adolfo,
Márcio, Bernardo e Roberta) e três a vice-presidente (Luana, Diogo e Carlos).
Quais são os possíveis resultados para essa eleição?

PRESIDENTE VICE-PRESIDENTE RESULTADOS POSSÍVEIS PARA ELEIÇÃO

12
RESULTADOS
POSSÍVEIS
PARA ELEIÇÃO

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O esquema que foi montado recebe o nome de árvore das possibilidades, mas também
podemos fazer uso de tabela de dupla entrada:

VICE-PRESIDENTE


↓ PRESIDENTE L D C

A AL AD AC
M ML MD MC
B BL BD BC
R RL RD RC

Novamente, podemos verificar que são as 12 possibilidades de resultado para eleição.

PRINCÍPIO MULTIPLICATIVO
Você sabe como determinar o número de possibilidades de ocorrência de um evento, sem
necessidade de descrever todas as possibilidades?
Vamos considerar a seguinte situação:
Edgar tem 2 calças (preta e azul) e 4 camisetas (marrom, verde, rosa e branca).
Quantas são as maneiras diferentes que ele poderá se vestir usando uma calça e uma camiseta?
Construindo a árvore de possibilidades:

CALÇAS CAMISETAS MANEIRAS DE EDGAR SE VESTIR

Edgar tem duas possibilidades de escolher uma calça. Para cada uma delas, são quatro as
possibilidades de escolher uma camiseta. Logo, o número de maneiras diferentes de Edgar se
vestir é 2.4 = 8.
Como o número de resultados foi obtido por meio de uma multiplicação, dizemos que foi
aplicado o PRINCÍPIO MULTIPLICATIVO.
LOGO: Se um acontecimento ocorrer por várias etapas sucessivas e independentes, de tal modo
que:
•• p1 é o número de possibilidades da 1ª etapa;
•• p2 é o número de possibilidades da 2ª etapa;
.
.
.
•• pk é o número de possibilidades da k-ésima etapa;
Então o produto p1 . p2 ... pk é o número total de possibilidades de o acontecimento ocorrer.
•• De maneira mais simples poderíamos dizer que: Se um evento é determinado por duas
escolhas ordenadas e há “n” opções para primeira escolha e “m” opções para segunda, o
número total de maneiras de o evento ocorrer é igual a n.m.

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De acordo com o princípio fundamental da contagem, se um evento é composto por duas ou


mais etapas sucessivas e independentes, o número de combinações será determinado pelo
produto entre as possibilidades de cada conjunto.
EVENTO = etapa1 x etapa2 x etapa3 x ... etapan
Exemplo:
Vamos supor que uma fábrica produza motos de tamanhos grande, médio e pequeno, com
motores de 125 ou 250 cilindradas de potência. O cliente ainda pode escolher as seguintes
cores: preto, vermelha e prata. Quais são as possibilidades de venda que a empresa pode
oferecer?

Tipos de venda: 3 . 2 . 3 = 18 possibilidades

Tamanho Motor Cor


125 Preta
Grande Vermelha
250 Prata
125 Preta
Média Vermelha
250 Prata
125 Preta
Pequena Vermelha
150 Prata

Listando as possibilidades, tem-se:

Grande – 125 cc – preta Média – 125 cc – preta Pequena – 125 cc – preta


Grande – 125 cc – vermelha Média – 125 cc – vermelha Pequena – 125 cc – vermelha
Grande – 125 cc – prata Média – 125 cc – prata Pequena – 125 cc – prata
Grande – 250 cc – preta Média – 250 cc – preta Pequena – 250 cc – preta
Grande – 250 cc – vermelha Média – 250 cc – vermelha Pequena – 250 cc – vermelha
Grande – 250 cc – prata Média – 250 cc – prata Pequena – 250 cc – prata

Problema:
Os números dos telefones da cidade de Porto Alegre têm oito dígitos. Determine a quantidade
máxima de números telefônicos, sabendo que os números não devem começar com zero.
Resolução:
9 x 10 x 10 x 10 x 10 x 10 x 10 x 10 = 90.000.000
Problema:
Utilizando os números 1,2,3,4 e 5, qual é o total de números de cinco algarismos distintos que
consigo formar?
Resolução: 5 x 4 x 3 x 2 x 1 = 120

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1. Quantos e quais números de três algarismos distintos podemos formar com os
algarismos 1, 8 e 9?

2. Um restaurante oferece no cardápio 2 saladas distintas, 4 tipos de pratos de carne, 5 variedades


de bebidas e 3 sobremesas diferentes. Uma pessoa deseja uma salada, um prato de carne, uma
bebida e uma sobremesa. De quantas maneiras a pessoa poderá fazer o pedido?
a) 120
b) 144
c) 14
d) 60
e) 12

3. Uma pessoa está dentro de uma sala onde há sete portas (nenhuma trancada). Calcule de
quantas maneiras distintas essa pessoa pode sair da sala e retornar sem utilizar a mesma porta.
a) 7
7

b) 49
c) 42
d) 14
e) 8

4. Para colocar preço em seus produtos, uma empresa desenvolveu um sistema simplificado de
código de barras formado por cinco linhas separadas por espaços. Podem ser usadas linhas de
três larguras possíveis e espaços de duas larguras possíveis.
O número total de preços que podem ser representados por esse código é:
a) 1.440
b) 2.880
c) 3.125
d) 3.888
e) 4.320

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5. Uma melodia é uma sequência de notas musicais. Para compor um trecho de três notas
musicais sem as repetir, um músico pode utilizar as sete notas que existem na escala
musical. O número de melodias diferentes possíveis de serem escritas é:
a) 3
b) 21
c) 35
d) 210
e) 5.040

6. Quantos números inteiros positivos, com 3 algarismos significativos distintos, são múltiplos de 5?
a) 128
b) 136
c) 144
d) 162
e) 648

7. A figura abaixo pode ser colorida de diferentes maneiras, usando-se pelo menos duas de quatro
cores disponíveis.
Sabendo-se que duas faixas consecutivas não podem ter cores iguais, o número de modos de
colorir a figura é:

a) 12
b) 24
c) 48
d) 72
e) 108

8. O número de frações diferentes entre si e diferentes de 1 que podem ser formados com os
números 3, 5, 7, 11, 13, 19 e 23 é
a) 35
b) 42
c) 49
d) 60
e) 120

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9. Lucia está se preparando para uma festa e separou 5 blusas de cores diferentes (amarelo, preto,
rosa , vermelho e azul), 2 saias (preta, branca) e dois pares de sapatos (preto e rosa). Se nem o
sapato nem a blusa podem repetir a cor da saia, de quantas maneiras Lucia poderá se arrumar
para ir a festa?
a) 26
b) 320
c) 14
d) 30
e) 15

10. Sidnei marcou o telefone de uma garota em um pedaço de papel a fim de marcar um posterior
encontro. No dia seguinte, sem perceber o pedaço de papel no bolso da camisa que Sidnei
usara, sua mãe colocou-a na máquina de lavar roupas, destruindo assim parte do pedaço
de papel e, consequentemente, parte do número marcado. Então, para sua sorte, Sidnei se
lembrou de alguns detalhes de tal número:
•• o prefixo era 2.204, já que moravam no mesmo bairro;
•• os quatro últimos dígitos eram dois a dois distintos entre si e formavam um número par
que começava por 67.
Nessas condições, a maior quantidade possível de números de telefone que satisfazem as
condições que Sidnei lembrava é:
a) 24
b) 28
c) 32
d) 35
e) 36

Gabarito: 1. 6 2. A 3. C 4. D 5. D 6. B 7. E 8. B 9. C 10. B

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Questões

1. (35771) O número de centenas ímpares e 4. (80544) O departamento de vendas de imó-


maiores do que trezentos, com algarismos veis de uma imobiliária tem 8 corretores,
distintos, formadas pelos algarismos 1, 2, 3, sendo 5 homens e 3 mulheres. Quantas
4 e 6, é igual a: equipes de vendas distintas podem ser for-
madas com 2 corretores, havendo em cada
a) 15 equipe pelo menos uma mulher?
b) 9
c) 18 a) 15
d) 6 b) 45
e) 12 c) 31
d) 18
2. (35772) Dos aprovados em um concurso pú- e) 25
blico, os seis primeiros foram Ana, Bianca,
Carlos, Danilo, Emerson e Fabiano. Esses 5. (80097) Na prateleira de uma estante, en-
seis aprovados serão alocados nas salas nu- contram-se 3 obras de 2 volumes e 2 obras
meradas de 1 a 6, sendo um em cada sala e de 2 volumes, dispondo-se, portanto, de um
obedecendo a determinação de que na sala total de 10 volumes. Assim, o número de di-
1 será alocado um homem. Então, o núme- ferentes maneiras que os volumes podem
ro de possibilidades distintas de alocação ser organizados na prateleira, de modo que
desses seis aprovados é igual a: os volumes de uma mesma obra nunca fi-
quem separados, é igual a:
a) 720
b) 480 a) 3.260
c) 610 b) 3.840
d) 360 c) 2.896
e) 540 d) 1.986
e) 1.842
3. (35799) Em um campeonato de tênis parti-
cipam 30 duplas, com a mesma probabilida-
de de vencer. O número de diferentes ma-
neiras para a classificação dos 3 primeiros
lugares é igual a:
a) 24.360
b) 25.240
c) 24.460
d) 4.060
e) 4.650

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Questões, poderá assistir ao vídeo da explicação do professor.

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Gabarito: 1. (35771) A 2. (35772) B 3. (35799) A 4. (80544) D 5. (80097) B

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Módulo
Aula 16
XX

ESTATÍSTICA

A ciência encarregada de coletar, organizar e interpretar dados é Chamada de estatística. Seu


objetivo é obter compreensão sobre os dados coletados. Muitas vezes utiliza-se de técnicas
probabilísticas, a fim de prever um determinado acontecimento.

Nomenclatura
•• População: quantidade total de indivíduos com mesmas características submetidos a uma
determinada coleta de dados.
•• Amostra: Como em geral as populações são muito grandes, se faz necessário o uso de
amostras para representá-las. Estas são formadas por uma fração da população em estudo.

•• Frequência Absoluta: quantidade de vezes que determinado evento ocorreu.


•• Frequência Relativa: é a razão entre a frequência absoluta e a quantidade de elementos
da população estatística. É conveniente a representação da frequência relativa em forma
percentual.
Exemplo Resolvido 1:
Uma pesquisa foi realizada com os 200 funcionários de uma empresa de comércio atacadista,
no intuito de analisarem as preferências por esportes. Dentre as opções esportivas foram
fornecidas as seguintes opções: futebol, vôlei, basquete, natação, tênis e ciclismo. Observe os
resultados:
Futebol: 70
Vôlei: 50
Basquete: 40
Natação: 20
Tênis: 15
Ciclismo: 5

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Modalidade Esportiva Frequência Absoluta Frequência Relativa
Futebol 70 70/200 = 0,35 = 35%
Vôlei 50 50/200 = 0,25 = 25%
Basquete 40 40/200 = 0,20 = 20%
Natação 20 20/200 = 0,10 = 10%
Tênis 15 15/200 = 0,75 = 7,5%
Cilismo 5 5/200 = 0,025 = 2,5%
Total 200 100%

Exemplo Resolvido 2:
Em uma empresa, os salários dos 60 funcionários foram divididos de acordo com a seguinte
informação:

R$ Frequência Absoluta
600 α 690 6
690 α 780 15
780 α 870 30
870 α 960 6
960 α 1050 3

Vamos determinar a frequência relativa dos salários dessa empresa:

R$ Frequência Absoluta Frequência Relativa


600 α 690 6 6/60 = 0,10 = 10%
690 α 780 15 15/60 = 0,25 = 25%
780 α 870 30 30/60 = 0,50 = 50%
870 α 960 6 6/60 = 0,10 = 10%
960 α 1050 3 3/60 = 0,05 = 5%
Total 60 100%

Exemplo Resolvido 3:
Numa prova de matemática a nota 6 foi obtida por cinco alunos. Sabendo que essa turma
possui um total de 20 alunos, qual é a frequência relativa dessa nota?
Sabendo q a nota 6 foi obtida por 5 dos 20 alunos, temos que sua frequência absoluta é 5 e a
frequência relativa é 5 = 1 = 25%.
20 4

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Exemplo Resolvido 4:
Às pessoas presentes em um evento automobilístico foi feita a seguinte pergunta: Qual é a sua
marca de carro preferida?
Foi então construída uma tabela para melhor dispor os dados:

Marcas Frequência Absoluta (FA) Frequência Relativa (FR)


Ford 4 16,7%
Fiat 3 12,5%
GM 6 25%
Nissan 1 4,2%
Peugeot 3 12,5%
Renault 2 8,3%
Volks 5 20,8%
Total 24 100%

Frequência absoluta: quantas vezes cada marca de automóvel foi citada.

Frequência relativa: é dada em porcentagem. A marca Ford tem frequência relativa 4 em 24 ou


4
ou ~0,166 ou 16,66% ou 16,7%.
24

Exemplo Resolvido 5:
Em uma empresa foi realizada uma pesquisa a fim de saber a quantidade de filhos de cada
funcionário. Os dados da pesquisa foram organizados na seguinte tabela:

Número de filhos Frequência Absoluta Frequência Relativa


0 30 30/160 = 0,1875 = 18,75%
1 36 36/160 = 0,225 = 22,5%
2 60 60/160 = 0,375 = 37,5%
3 24 24/160 = 0,15 = 15%
4 10 10/160 = 0,625 = 6,25%
Total 160 100%

Veja a análise:
18,75% dos funcionários não possuem filhos. 22,5% possuem exatamente um filho. 37,5%
possuem dois filhos. 15% possuem três filhos. 6,25% possuem quatro filhos.

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Representação Gráfica

O uso do gráfico nas representações de situações estatísticas é de grande valia, pois auxilia
na visualização dos dados. É prudente, porém, observar o tipo de gráfico escolhido para a
representação, pois um gráfico inadequado pode omitir dados.
Os tipos de gráficos mais comuns são: o gráfico de colunas, de barras, o histograma, o gráfico
de setores, também chamado de “torta” ou “pizza” e o gráfico de linha poligonal.

Gráfico de colunas
Exemplo: Distribuição das notas de Matemática de cinco alunos da 2ª série, ao longo do ano de
2008.

Responda:

a) Qual é o aluno mais regular dessa turma?

b) Qual aluno ficou com média 6?

c) Qual aluno teve desempenho crescente ao longo do ano?

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Gráfico de barras
Exemplo: Salário mensal dos engenheiros da empresa “Minérios Brasil”.

Valores em milhares de reais.

Histograma
Exemplo: Estatura dos alunos do curso de Física.

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Gráfico de Setores
Exemplo: Durante o primeiro semestre de 2009 a fatura telefônica de uma residência ficou
distribuída conforme o gráfico:

Responda:

a) Qual é o ângulo central representado pelo mês de fevereiro?

b) Qual é o valor do menor ângulo central observado no gráfico?

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Linha Poligonal
Exemplo: Do ano 2002 a 2008 o mercado financeiro registrou uma grande oscilação no valor
das ações X e Y, conforme representado no gráfico a seguir:

Valores em R$

Responda:

a) Em relação a 2002, as ações X, no fechamento de 2008 tiveram qual variação percentual?

b) Em 2006 qual era a ação mais valorizada?

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Medidas de tendência central

Média Aritmética
A média aritmética é uma das formas de obter um valor intermediário entre vários valores. É
considerada uma medida de tendência central e é muito utilizada no cotidiano.
Para calculá-la basta somar todos os elementos e dividí-los pelo total de elementos.

x1 + x2 + ... + xn
Ma =
n
Exemplo Resolvido 1:
Calcule a média anual de Carlos na disciplina de Matemática com base nas seguintes notas
bimestrais:
1ºB = 6,0 2ºB = 9,0 3ºB = 7,0 4ºB = 5,0
Logo: Ma = (6,0 + 9,0 + 7,0 + 5,0) / 4
Ma = 27/4
Ma = 6,75

Exemplo Resolvido 2:
O dólar é considerado uma moeda de troca internacional, por isso o seu valor diário possui
variações. Acompanhando a variação de preços do dólar em reais durante uma semana
verificou-se as variações de acordo com a tabela informativa:

Segunda Terça Quarta Quinta Sexta


R$ 2,30 R$ 2,10 R$ 2,60 R$ 2,20 R$ 2,00

Determine o valor médio do preço do dólar nesta semana.


Ma = (2,3 + 2,1 + 2,6 + 2,2 + 2) / 5
Ma = 11,2 / 5
Ma = 2,24

O valor médio do dólar na semana apresentada foi de R$ 2,24.

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Média Ponderada
Ponderar é sinônimo de pesar. No cálculo da média ponderada, multiplicamos cada valor do
conjunto por seu “peso”, isto é, sua importância relativa.

x1 ×P1 + x2 ×P2 + ... + xn ×Pn


Mp =
P1 + P2 + ... + Pn

Exemplo Resolvido 3:
Paulo teve as seguintes notas nas provas de Matemática no ano de 2008: 8,5; 7,0; 9,5 e 9,0,
nas quais os pesos das provas foram 1, 2, 3 e 4, respectivamente. Para obter uma nota que
representará seu aproveitamento no bimestre, calculamos a média aritmética ponderada (MP).

Exemplo Resolvido 4:
Marcos participou de um concurso, onde foram realizadas provas de Português, Matemática,
Biologia e História. Essas provas tinham peso 3, 3, 2 e 2, respectivamente. Sabendo que Marcos
tirou 8,0 em Português, 7,5 em Matemática, 5,0 em Biologia e 4,0 em História, qual foi a média
que ele obteve?

p =

Portanto, a média de Marcos foi de 6,45.

MÉDIA GEOMÉTRICA
Essa média é calculada multiplicando-se todos os “n” valores e extraindo-se a raiz de índice n
deste produto.

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Exemplo: Calcule a média geométrica entre:

a) 2 e 32

b) 3, 3, 9, 81

MÉDIA HARMÔNICA
A média harmônica equivale ao inverso da média aritmética dos inversos de n valores.

n
M.H. =
1 1 1 1
+ + + ... +
x1 x 2 x 3 xn
Exemplo: Calcule a média harmônica entre 10, 10 e 1.

IMPORTANTE!!!
Em todas as médias o resultado estará entre o maior e o menor número dado.
Para os mesmos valores, a média aritmética terá o maior valor, seguida da média
geométrica e depois a média harmônica.
Calcule a média aritmética Ma, a média geométrica Mg e a média harmônica Mh dos
números 2 e 8 e compare os resultados.

Mediana (Md)
A mediana é o valor central dos dados estatísticos dispostos em ordem crescente ou
decrescente. Se o número de dados do rol for par, temos que a mediana é a média aritmética
dos dois valores centrais.

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Exemplos:

1. A mediana dos dados 1, 2, 3, 4, 5, 9, 12, 16, 17 é 5.

2. A mediana em 15, 12, 10, 2 vale (12 +10) = 11 .


2
Como definir a posição da Mediana:
•• População com nº de Elementos Ímpar:
Para a seguinte população: {1, 3, 5, 7, 9}
descobrir a posição do termo central basta fazer _____
Para n+1.
2
A mediana será o 3º elemento que é 5
•• População com nº de Elementos Par:
Na seguinte população: {1, 2, 4, 8, 9, 10}
n
Para descobrir a posição dos termos centrais basta fazer e lembrar que a mediana é a média
deste com seu sucessor. 2

Não há um valor central, portanto a mediana é calculada tirando-se a média dos dois valores
centrais (no caso, o 3º e 4º elementos).
( )
Logo, o valor da mediana é = 4 + 8 = 6
2
Moda (Mo)
A moda de um conjunto de números é o valor que ocorre com maior frequência. A moda pode
não existir e também não ser única.
Exemplos:

1. O conjunto de números: 2, 2, 3, 4, 5, 5, 5, 6, 6, 6, 6, 6, 7, 9 tem moda 6.

2. O conjunto de números: 7, 6, 6, 8, 8, 9 tem modas 6 e 8. É, portanto, dito bimodal.

3. Seja o rol de dados: 1, 3, 7, 9, 10. Como todos os dados têm a mesma frequência, dizemos
que não existe moda.

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MEDIDAS DE DISPERSÃO

VARIÂNCIA E DESVIO PADRÃO

Variância
A variância deve ser calculada através da soma dos quadrados entre a diferença de um valor
observado e o valor médio. A diferença serve para mostrar quanto um valor observado se
distancia do valor médio.
Para amostra, a soma dessas diferenças deve ser dividida por n – 1, onde n é o número de
elementos da amostra. Para população dividiremos somente por n.
OBS.: a unidade da variância é igual a unidade de medida das observações elevada ao quadrado.
Assim:
•• Para amostra

•• Para População

(X1 − Xm )2 + (X2 − Xm )2 +...+ (Xn − Xm )2


VA =
n
Exemplo:
Calcular a variância amostral do conjunto: 1, 2, 3, 4, 5
n = 5 e xm (média) = 3

DESVIO PADRÃO
O desvio padrão é calculado extraindo a raiz quadrada da variância.

D.P. = VA

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Faça você

1. (FCC – 2011) A média aritmética de 11 números é 45. Se o número 8 for retirado do conjunto, a
média aritmética dos números restantes será:
a) 48,7
b) 48
c) 47,5
d) 42
e) 41,5

2. Calcule a média aritmética de idade de 10 pessoas, sendo seis pessoas com 8 anos, três pessoas
com 10 anos e um pessoa com 11 anos:
a) 8 anos e 9 meses.
b) 8 anos e 10 meses.
c) 8 anos, 10 meses e 24 dias.
d) 8 anos, 10 meses e 8 dias.
e) 9 anos.

3. Comprei 5 doces a R$ 1,80 cada um, 3 doces a R$ 1,50 e 2 doces a R$ 2,00 cada. O preço médio,
por doce, foi de:
a) R$ 1,75
b) R$ 1,85
c) R$ 1,93
d) R$ 2,00
e) R$ 2,40

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4. Suponha que a etapa final de uma gincana escolar consista em um desafio de conhecimentos.
Cada equipe escolheria 10 alunos para realizar uma prova objetiva, e a pontuação da equipe
seria dada pela mediana das notas obtidas pelos alunos. As provas valiam, no máximo, 10
pontos cada. Ao final, a vencedora foi a equipe Ômega, com 7,8 pontos, seguida pela equipe
Delta, com 7,6 pontos. Um dos alunos da equipe Gama, a qual ficou na terceira e última
colocação, não pôde comparecer, tendo recebido nota zero na prova. As notas obtidas pelos 10
alunos da equipe Gama foram 10; 6,5; 8; 10; 7; 6,5; 7; 8; 6; 0. Se o aluno da equipe Gama que
faltou tivesse comparecido, essa equipe:
a) teria a pontuação igual a 6,5 se ele obtivesse nota 0.
b) seria a vencedora se ele obtivesse nota 10.
c) seria a segunda colocada se ele obtivesse nota 8.
d) permaneceria na terceira posição, independentemente da nota obtida pelo aluno.
e) empataria com a equipe Ômega na primeira colocação se o aluno obtivesse nota 9.

5. Depois de jogar um dado em forma de cubo e de faces numeradas de 1 a 6, por 10 vezes


consecutivas,e anotar o número obtido em cada jogada, construí-se a seguinte tabela de
distribuição de frequências.
A média, mediana e moda dessa distribuição de frequências são respectivamente:

NÚMERO
FREQUÊNCIA
OBTIDO
1 4
2 1
4 2
5 2
6 1

a) 3, 2 e 1
b) 3, 3 e 1
c) 3, 4 e 2
d) 5, 4 e 2
e) 6, 2 e 4

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6. O quadro seguinte mostra o desempenho de um time de futebol no último campeonato.


A coluna da esquerda mostra o número de gols marcados e a coluna da direita informa em
quantos jogos o time marcou aquele número de gols.

Gols marcados Quantidade de partidas


0 5
1 3
2 4
3 3
4 2
5 2
6 1

Se X, Y e Z são, respectivamente, a média, a mediana e a moda desta distribuição, então:


a) X=Y<Z
b) Z<X=Y
c) Y<Z<X
d) Z<X<Y
e) Z<Y<X

7. Para ser aprovado em um concurso, um estudante precisa submeter-se a três provas parciais
durante o período letivo e a uma prova final, com pesos 1, 1, 2 e 3, respectivamente,
e obter média no mínimo 7. Se um estudante obteve nas provas parciais as notas 5, 7 e 5,
respectivamente, a nota mínima que necessita obter na prova final para ser aprovado é:
a) 9
b) 8
c) 7
d) 6
e) 5

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8. No concurso para o Tribunal de Alçada, os candidatos fizeram provas de Português,
Conhecimentos Gerais e Direito, respectivamente com pesos 2, 4 e 6. Sabendo-se que
cada prova teve o valor de 100 pontos, o candidato que obteve 68 em Português, 80 em
Conhecimentos Gerais e 50 em Direito, teve média:
a) 53
b) 56
c) 63
d) 66
e) 72

9. Cinco equipes A, B, C, D e E disputaram uma prova de gincana na qual as pontuações recebidas


podiam ser 0, 1, 2 ou 3. A media das cinco equipes foi de 2 pontos.
As notas das equipes foram colocadas no gráfico a seguir, entretanto, esqueceram de
representar as notas da equipe D e da equipe E.

Mesmo sem aparecer as notas das equipes D e E, pode-se concluir que os valores da moda e da
mediana são, respectivamente,
a) 1,5 e 2,0
b) 2,0 e 1,5
c) 2,0 e 2,0
d) 2,0 e 3,0
e) 3,0 e 2,0

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10. As 10 medidas colhidas por um cientista num determinado experimento, todas na mesma
unidade, foram as seguintes:
1,2 ; 1,2 ; 1,4 ; 1,5 ; 1,5 ; 2,0 ; 2,0 ; 2,0 ; 2,0 ; 2,2
Ao trabalhar na análise estatística dos dados, o cientista esqueceu-se, por descuido, de
considerar uma dessas medidas. Dessa forma, comparando os resultados obtidos pelo cientista
em sua análise estatística com os resultados corretos para esta amostra, podemos afirmar que
a) a moda e a média foram afetadas.
b) a moda não foi afetada, mas a média foi.
c) a moda foi afetada, mas a média não foi.
d) a moda e a medi não foram afetadas.
e) n.d.a.

11. O gráfico apresenta a quantidade de gols marcados pelos artilheiros das Copas do Mundo
desde a Copa de 1930 até a de 2006.
Quantidades de Gols dos Artilheiros das Copas do Mundo

A partir dos dados apresentados, qual a mediana das quantidades de gols marcados pelos
artilheiros das Copas do Mundo?
a) 6 gols.
b) 6,5 gols.
c) 7 gols.
d) 7,3 gols.
e) 8,5 gols.

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12. O Departamento de Comércio Exterior do Banco Central possui 30 funcionários com a seguinte
distribuição salarial em reais.

Nº de Funcionários Salários em R$
10 2.000,00
12 3.600,00
5 4.000,00
3 6.000,00

Quantos funcionários que recebem R$3.600,00 devem ser demitidos para que a mediana desta
distribuição de salários seja de R$2.800,00?
a) 8
b) 11
c) 9
d) 10
e) 7

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13. Num curso de iniciação à informática, a distribuição das idades dos alunos, segundo o sexo, é
dada pelo gráfico seguinte.

Com base nos dados do gráfico, pode-se afirmar que:


a) o número de meninas com, no máximo, 16 anos é maior que o número de meninos nesse
mesmo intervalo de idades.
b) o número total de alunos é 19.
c) a média de idade das meninas é 15 anos.
d) o número de meninos é igual ao número de meninas.
e) o número de meninos com idade maior que 15 anos é maior que o número de meninas
nesse mesmo intervalo de idades.

14. Considere as seguintes medidas descritivas das notas finais dos alunos de três turmas:

Com base nesses dados, considere as seguintes afirmativas:


1. Apesar de as médias serem iguais nas três turmas, as notas dos alunos da turma B foram as
que se apresentaram mais heterogêneas.
2. As três turmas tiveram a mesma média, mas com variação diferente.
3. As notas da turma A se apresentaram mais dispersas em torno da média.
Assinale a alternativa correta.
a) Somente a afirmativa 3 é verdadeira.
b) Somente a afirmativa 2 é verdadeira.
c) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras.
e) Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras.

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15. O serviço de atendimento ao consumidor de uma concessionária de veículos recebe as
reclamações dos clientes via telefone. Tendo em vista a melhoria nesse serviço, foram anotados
os números de chamadas durante um período de sete dias consecutivos. Os resultados obtidos
foram os seguintes:

Dia Número de chamadas


Domingo 3
Segunda 4
Terça 6
Quarta 9
Quinta 5
Sexta 7
Sábado 8

Sobre as informações contidas nesse quadro, considere as seguintes afirmativas:


I – O número médio de chamadas dos últimos sete dias foi 6.
II – A variância dos dados é 4.
III – O desvio padrão dos dados é 2.
Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras.
b) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.
d) Somente a afirmativa I é verdadeira.
e) As afirmativas I, II e III são verdadeiras.

Gabarito: 1. A 2. C 3. A 4. D 5. B 6. E 7. A 8. C 9. C 10. B 11. B 12. D 13. D 14. D 15. B 

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Questões

1. (35828) Se a média aritmética dos números 5. (39508) Considere a seguinte amostra ale-
6, 8, X e Y é igual a 12, então a média arit- atória das idades em anos completos dos
mética dos números (X + 8) e (Y – 4) será: alunos em um curso preparatório. Com re-
lação a essa amostra, marque a única opção
a) 9,5 correta:
b) 13
c) 19 29, 27, 25, 39, 29, 27, 41, 31, 25, 33, 27, 25, 25,
d) 20 23, 27, 27, 32, 26, 24, 36, 32, 26, 28, 24, 28, 27,
e) 38 24, 26, 30, 26, 35, 26, 28, 34, 29, 23, 28.

2. (80102) A variância da amostra formada pe- a) A média e a mediana das idades são
los valores 2, 3, 1, 4, 5 e 3 é igual a: iguais a 27.
b) A moda e a média das idades são iguais
a) 3 a 27.
b) 2 c) A mediana das idades é 27 e a média é
c) 1 26,08.
d) 4 d) A média das idades é 27 e o desvio-pa-
e) 5 drão é 1,074.
e) A moda e a mediana das idades são
3. (80111) O desvio-padrão da amostra iguais a 27.
8 4 3 2 1 7 9 3 8 6. (90678) Em um experimento, obteve-se
É igual a uma amostra de 15 valores da variável dis-
creta x. A amostra é dada pelo conjunto
a) 5 {1, 2, 3, 1, 3, 4, 3, 4, 3, 2, 3, 5, 2, 4, 5}. As-
b) 3 sim, para esta amostra, a média aritmética,
c) 4 a moda, a mediana e o tipo de distribuição
d) 2 obtidas são, respectivamente:
e) 6
a) 3, 5, 3, assimétrica positiva
4. (39494) Obtenha o valor mais próximo da va- b) 3, 5, 3, assimétrica negativa
riância amostral da seguinte distribuição de c) 3, 5, 3, simétrica
frequências, onde Xi representa o i-ésimo va- d) 3, 3, 3, simétrica
lor observado e fi a respectiva frequência. e) 3, 3, 5, assimétrica negativa

Xi 5 6 7 8 9
fi 2 6 6 4 3
a) 1,429
b) 1,225
c) 1,5
d) 1,39
e) 1,4

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Gabarito: 1. (35828) C 2. (80102) B 3. (80111) B 4. (39494) C 5. (39508) E 6. (90678) D

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Módulo
Aula 17
XX

PROBABILIDADE

Definição

Exemplo:
I – Se a probabilidade de chover num dia de um determinado período é 0,6, então:

a) Qual a probabilidade de não chover num desses dias?

b) Qual a probabilidade de chover dois dias seguidos?

II – Um sorteio consiste em escolher, aleatoriamente, uma letra da palavra CONCURSO. Qual a


probabilidade de retirar uma vogal nessa escolha?

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Faça você

1. Escolhido ao acaso um elemento do conjunto dos divisores positivos de 60, a probabilidade de


que ele seja primo é:
a) 1
2
b) 1
3
c) 1
4
d) 1
5
e) 1
6

2. Em relação aos alunos de uma sala, sabe-se que 60% são do sexo feminino, 30% usam óculos
e 37,5% dos homens não usam óculos. Escolhendo-se, ao acaso, um aluno dessa sala, a
probabilidade de que seja uma mulher de óculos é:
a) 10%
b) 15%
c) 5%
d) 8%
e) 12%
3. Em um recipiente existem 12 aranhas, das quais 8 são fêmeas. A probabilidade de se retirar
uma aranha macho para um experimento é:
a) 4

b) 1
4
c) 1
3
d) 1
2
4. Em uma gaveta, cinco pares diferentes de meias estão misturados. Retirando-se ao acaso duas
meias, a probabilidade de que sejam do mesmo par é de:
1
a)
10
1
b)
9
1
c)
5
d) 2
5
e) 1
2

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5. Numa maternidade, aguarda-se o nascimento de três bebês. Se a probabilidade de que cada


bebê seja menino é igual à probabilidade de que cada bebê seja menina, a probabilidade de
que os três bebês sejam do mesmo sexo é:
1
a)
2
1
b)
3
1
c)
4
1
d)
6
e) 1
8
6. Numa roleta, há números de 0 a 36. Supondo que a roleta não seja viciada, então a probabilidade
de o número sorteado ser maior do que 25 é:
11
a)
36
11
b)
37
25
c)
36
25
d)
37
12
e)
37
7. Uma pessoa tem, em sua carteira, oito notas de R$ 1, cinco notas de R$ 2 e uma nota de
R$ 5. Se ela retirar ao acaso três notas da carteira, a probabilidade de que as três notas retiradas
sejam de R$ 1 está entre:
a) 15% e 16%
b) 16% e 17%
c) 17% e 18%
d) 18% e 19%
e) 19% e 20%

8. Uma caixa contém bolas azuis, brancas e amarelas, indistinguíveis a não ser pela cor. Na
caixa, existem 20 bolas brancas e 18 bolas azuis. Retirando-se ao acaso uma bola da caixa, a
probabilidade de ela ser amarela é 1 . Então, o número de bolas amarelas nessa caixa é de:
3
a) 18
b) 19
c) 20
d) 21
e) 22

www.acasadoconcurseiro.com.br 383
9. Numa gaiola estão 9 camundongos rotulados, 1, 2, 3, ... , 9. Selecionando-se conjuntamente 2
camundongos ao acaso (todos têm igual possibilidade de serem escolhidos), a probabilidade de
que na seleção ambos os camundongos tenham rótulo ímpar é:
a) 0,3777...
b) 0,47
c) 0,17
d) 0,2777...
e) 0,1333...

10. Em uma reserva florestal existem 263 espécies de peixes, 122 espécies de mamíferos, 93
espécies de répteis, 1132 espécies de borboletas e 656 espécies de aves.
Disponível em: http://www.wwf.org.br. Acesso em: 23 abr. 2010 (adaptado).

Se uma espécie animal for capturada ao acaso, qual a probabilidade de ser uma borboleta?
a) 63,31%
b) 60,18%
c) 56,52%
d) 49,96%
e) 43,27%

11. As 23 ex-alunas de uma turma que completou o Ensino Médio há 10 anos se encontraram em
uma reunião comemorativa. Várias delas haviam se casado e tido filhos. A distribuição das
mulheres, de acordo com a quantidade de filhos, é mostrada no gráfico abaixo.
Um prêmio foi sorteado entre todos os filhos dessas ex-alunas. A probabilidade de que a criança
premiada tenha sido um(a) filho(a) único(a) é:

a)

b)

c)

d)

e)

12. Numa família com 9 filhas, a probabilidade de o décimo filho ser homem é:
a) 50%
b) 70%
c) 80%
d) 90%
e) 25%

384 www.acasadoconcurseiro.com.br
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13. Uma parteira prevê, com 50% de chance de acerto, o sexo de cada criança que vai nascer. Num
conjunto de três crianças, a probabilidade de ela acertar pelo menos duas previsões é de:
a) 12,5%
b) 25%
c) 37,5%
d) 50%
e) 66,6%

14. Numa urna há três bolas, sendo uma vermelha, uma azul e uma preta. Se retirar uma bola e
com reposição, retirar outra bola, a probabilidade de que nessa escolha tenha alguma bola
vermelha é:
a) 0,111...
b) 0,222...
c) 0,333...
d) 0,444...
e) 0,555...

15. Em um colégio foi realizada uma pesquisa sobre as atividades extracurriculares de seus alunos.
Dos 500 alunos entrevistados, 240 praticavam um tipo de esporte, 180 frequentavam um curso
de idiomas e 120 realizavam estas duas atividades, ou seja, escolhiam um tipo de esporte e
frequentavam um curso de idiomas. Se, nesse grupo de 500 alunos, um é escolhido ao acaso,
a probabilidade de que ele realize pelo menos uma dessas duas atividades, isto é, pratique um
tipo de esporte ou frequente um curso de idiomas, é:
18
a)
25
3
b)
5
12
c)
25
6
d)
25
e) 6
25

Gabarito: 1. C 2. C 3. C 4. B 5. C 6. B 7. A 8. B 9. D 10. D 11. E 12. A 13. D 14. E 15. B

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Questões

1. (35769) Sorteando-se um número de uma por tecla, e, assim, para digitar sua senha, o
lista de 1 a 100, qual a probabilidade de o correntista deve acionar, a cada vez, a tecla
número ser divisível por 3 ou por 8? que contém a respectiva letra de sua senha.
Deseja-se saber qual o valor mais próximo
a) 41% da probabilidade de ele apertar aleatoria-
b) 44% mente em sequência três das cinco teclas
c) 42% à disposição e acertar ao acaso as teclas da
d) 45% senha?
e) 43%
a) 0,001
2. (80103) O Ministério da Fazenda pretende b) 0,0001
selecionar ao acaso 3 analistas para execu- c) 0,000125
tar um trabalho na área de tributos. Esses d) 0,005
3 analistas serão selecionados de um gru- e) 0,008
po composto por 6 homens e 4 mulheres.
A probabilidade de os 3 analistas serem do 5. (39495) Três amigas participam de um cam-
mesmo sexo é igual a: peonato de arco e flecha. Em cada tiro, a
primeira das amigas tem uma probabilida-
a) 40% de de acertar o alvo de 3/5, a segunda tem
b) 50% uma probabilidade de acertar o alvo de 5/6,
c) 30% e a terceira tem uma probabilidade de acer-
d) 20% tar o alvo de 2/3. Se cada uma das amigas
e) 60% der um tiro de maneira independente dos
tiros das outras duas, qual a probabilidade
3. (80571) Ao se jogar dois dados, qual a pro- de pelo menos dois dos três tiros acertarem
babilidade de se obter o número 7 como o alvo?
soma dos resultados?
a) 90/100
a) 7/12 b) 50/100
b) 6/12 c) 71/100
c) 4/12 d) 71/90
d) 2/12 e) 60/90
e) 0
6. (39432) Dois dados de seis faces são lan-
4. (39493) Para acessar a sua conta nos caixas çados simultaneamente, e os números das
eletrônicos de determinado banco, um cor- faces voltadas para cima são somados. A
rentista deve utilizar sua senha constituída probabilidade da soma obtida ser menor do
por três letras, não necessariamente distin- que cinco ou igual a dez é igual a:
tas, em determinada sequência, sendo que
as letras usadas são as letras do alfabeto, a) 35%
com exceção do W, totalizando 25 letras. b) 20%
Essas 25 letras são então distribuídas alea- c) 30%
toriamente, três vezes, na tela do terminal, d) 15%
por cinco teclas, em grupos de cinco letras e) 25%

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7. (39541) Uma urna possui 5 bolas azuis, 4 9. (90688) Do total de moradores de um con-
vermelhas, 4 amarelas e 2 verdes. Tirando- domínio, 5% dos homens e 2% das mulhe-
-se simultaneamente 3 bolas, qual o valor res tem mais do que 40 anos. Por outro
mais próximo da probabilidade de que as 3 lado, 60% dos moradores são homens. Em
bolas sejam da mesma cor? uma festa de final de ano realizada neste
condomínio, um morador foi selecionado
a) 3,96% ao acaso e premiado com uma cesta de fru-
b) 4,24% tas. Sabendo-se que o morador que ganhou
c) 4,50% a cesta de frutas tem mais do que 40 anos,
d) 5,15% então a probabilidade de que este morador
e) 11,53% seja mulher é igual a:
8. (90682) Uma moeda é dita não viciada a) 3/7
quando a probabilidade de ocorrer cara for b) 8/15
igual à probabilidade de ocorrer coroa. As- c) 3/15
sim, lançando-se 6 vezes uma moeda não d) 1/30
viciada, a probabilidade de se obter exata- e) 4/19
mente 5 caras é igual a:
10. (113217) Uma caixa contém seis bolas
a) 3/32 brancas e quatro pretas. Duas bolas serão
b) 1/64 retiradas dessa caixa, uma a uma e sem re-
c) 3/64 posição, então a probabilidade de uma ser
d) 1/32 branca e a outra ser preta é igual a
e) 5/32
a) 4/15.
b) 7/15.
c) 2/15.
d) 8/15.
e) 11/15.

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Gabarito: 1. (35769) A 2. (80103) D 3. (80571) D 4. (39493) E 5. (39495) D 6. (39432) E 7. (39541) A 8. (90682) A 
9. (90688) E 10. (113217) D

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Módulo
Aula 18
XX

MATRIZES

Matrizes

Uma matriz m x n é um quadro de elementos dispostos em m linhas e n colunas.


Os valores de m e n são sempre positivos e inteiros.

⎡ 10 ⎤ → M é uma matriz 2 x 3.
M= ⎢ 4 9 ⎥
⎣ 8 6 5 ⎦

Cada elemento da matriz é indicado por aij, onde “i” refere-se à linha e “j” refere-se à coluna na
qual o elemento se encaixa. Na matriz acima, temos:
a11 = 4 a21 = 8
a12 = 9 a22 = 6
a13 = 10 a23 = 5

Elementos

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Faça você

1. Determine a matriz A = (aij) 2 x 2 em que aij = i + j, se i = j e i – j, se i ≠ j.

2. Multiplique os elementos da diagonal principal da matriz M quadrada de ordem 3 x 3 onde:


⎧⎪ i + j, se i≠ j ⎫⎪
aij = ⎨ ⎬
⎩⎪ 0, se i= j ⎭⎪

Tipos de Matrizes

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3. Determine as matrizes oposta e transposta das matrizes abaixo:


a) ⎡ 1 2 ⎤ b) ⎡ −4 2 5 ⎤ c) ⎡ −4 2 1 ⎤
⎢ ⎥ ⎢ ⎥ ⎣ ⎦
⎣ 3 4 ⎦ ⎣ 3 1 7 ⎦

4. Seja A a matriz A = (aij)2x3 cuja lei de formação é dada abaixo. É correto afirmar que:

⎧⎪ 3i + j, se i≠ j ⎫⎪
aij = ⎨ ⎬
⎩⎪ 2i − 3j, se i= j ⎭⎪

⎡ −1 −5 ⎤
⎢ ⎥
a) A = ⎢ 6 7 ⎥
⎢ 2 9 ⎥
⎣ ⎦

⎡ −1 7 ⎤
⎢ ⎥
b) A = ⎢ −5 2 ⎥
⎢ 6 9 ⎥
⎣ ⎦

⎡ 5 ⎤
c) A = ⎢ −1 7 ⎥
⎣ 6 2 9 ⎦

⎡ 6 ⎤
d) A = ⎢ −1 5 ⎥
⎣ 7 −2 9 ⎦

⎡ −1 7 −5 ⎤
e) A = ⎢ ⎥
⎣ −6 −2 9 ⎦

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Operações Básicas Com Matrizes

Igualdade de matrizes
Duas matrizes, A e B, serão iguais se forem do mesmo tipo e se os elementos correspondentes
forem iguais.
Exemplo:
Determine x e y para que as matrizes A e B sejam iguais.

⎡ 3 1+ x ⎤ ⎡ ⎤
A=⎢ ⎥ B= ⎢ 2 4 ⎥
⎣ 2− y 5 ⎦ ⎣ 1 5 ⎦

Solução:

⎪⎧ 1+ x = 4 ⎪⎧ x = 3
⎨ →⎨
⎪⎩ 2 − y = 1 ⎪⎩ y = 1

Adição e subtração de matrizes


Dadas duas matrizes de mesmo tipo, A e B, denomina-se matriz soma (A+B) a matriz obtida
adicionando-se os elementos correspondentes de A e B. O mesmo ocorre para a subtração.
Exemplo:
Dadas as matrizes A e B determine A + B.

⎡ 4 6 ⎤ B= ⎡ 1 8 4 −1 ⎤
A = ⎢ −10 1 ⎥ ⎢ ⎥
⎣ 2 3 2 8 ⎦ ⎣ 0 6 3 −3 ⎦

⎡ 4 + 4 6 −1 ⎤
A +B = ⎢ −10 +1 1+ 8 ⎥
⎣ 2 + 0 3+ 6 2+3 8−3 ⎦

⎡ 8 5 ⎤
A +B = ⎢ −9 9 ⎥
⎣ 2 9 5 5 ⎦

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Faça você
⎡ 2 ⎤e ⎡ −8 −9 12 ⎤
5. Determine a matriz C, resultado da soma das matrizes A = ⎢ −3 5 ⎥ B= ⎢ ⎥
⎣ 6 4 8 ⎦ ⎣ 45 6 −3 ⎦

⎡ 1 2 3 ⎤ ⎡ −7 −8 9 ⎤ ⎡ 2 3 −4 ⎤
⎢ ⎥ ⎢ ⎥ ⎢ ⎥
6. Dadas as matrizes A = ⎢ −4 5 6 ⎥ , B = ⎢ 12 6 5 ⎥ e C = ⎢ 6 7 1 ⎥ , determine a
⎢ 4 6 8 ⎥ ⎢ 8 7 4 ⎥ ⎢ 2 8 7 ⎥
⎣ ⎦ ⎣ ⎦ ⎣ ⎦
matriz D resultante da operação A + B – C.

www.acasadoconcurseiro.com.br 395
Multiplicação Com Matrizes

Multiplicação de número real por matriz


Dada uma matriz A e um número real k, denomina-se multiplicação de matriz por escalar
(numero real K), a matriz obtida multiplicando-se cada um dos seus elementos por k.
Observe como exemplo a determinação da matriz.

⎡ 2 1 ⎤ ⎡ 2 1 ⎤ ⎡ 3.2 3.1 ⎤ ⎡ 6 3 ⎤

A=⎢ 3 0
4

⎥ ⇒ ⎢
3.A = 3 ⎢ 3
⎢ 1
0
4
⎥ ⎢
⎥ = ⎢ 3.3
⎥ ⎢ 3.1
3.0
3.4
⎥ ⎢
⎥=⎢ 9
⎥ ⎢ 3
0
12



⎢ 1 ⎥ ⎣ ⎦ ⎣ ⎦ ⎣ ⎦
⎣ ⎦

Multiplicação de matrizes
Sendo A uma matriz do tipo mxn e B uma matriz do tipo nxp, define-se produto da matriz A
pela matriz B a matriz C, do tipo mxp, tal que cada elemento de C é calculado multiplicando-
se ordenadamente os elementos da linha i da matriz A pelos elementos correspondentes da
coluna j da matriz B e , a seguir, somando-se os produtos obtidos.

ATENÇÃO: O produto entre duas matrizes A e B é definido se, e somente se, o número de
colunas da matriz A for igual ao numero de linhas da matriz B. Assim:

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Faça você
⎡ −1 ⎤
⎡ ⎤
3 por B = ⎢ 2 ⎥
7. Calcule o produto de A = ⎢ 1 2 ⎥ ⎢ ⎥
⎣ 3 1 2 ⎦ ⎢ 0 ⎥
⎣ ⎦

8. Se A é uma matriz 3 x 4 e B uma matriz n x m, então:


a) existe A + B se, e somente se, n = 4 e m = 3;
b) existe AB se, e somente se, n = 4 e m = 3;
c) existem AB e BA se, e somente se, n = 4 e m = 3;
d) existem, iguais, A + B e B + A se, e somente se, A = B;
e) existem, iguais, AB e BA se, e somente se, A = B.

9. Sobre as sentenças abaixo:


I. O produto das matrizes A 3x2 .B 2x1 é uma matriz 3 x 1.
II. O produto das matrizes A 5x4 .B 5x2 é uma matriz 4 x 2
III. O produto das matrizes A 2x3 .B 3x2 é uma matriz quadrada 2 x 2.
É verdade que:
a) Somente I é falsa;
b) Somente II é falsa;
c) Somente III é falsa;
d) Somente I e III são falsas;
e) São todas falsas.

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10. O valor de a para que a igualdade matricial abaixo seja verdadeira é:

⎡ 2 1 ⎤ ⎡ 1 −1 ⎤ ⎡ 1 0 ⎤
⎢ ⎥⎢ ⎥=⎢ ⎥
⎣ 1 1 ⎦ ⎣ −1 a ⎦ ⎣ 0 1 ⎦

a) 1
b) 2
c) 0
d) –2
e) –1

Matriz Inversa

→ Uma matriz quadrada A é dita invertível quando existe outra matriz denotada A-1, tal que A.
-1
A = I onde I, é a matriz identidade.

Exemplo Resolvido:

Se queremos descobrir a matriz inversa da matriz A representada abaixo recorremos a uma


matriz genérica que nos permitirá multiplicar as matrizes. Assim:

⎡ ⎤ ⎡ a b ⎤
A=⎢ 2 1 ⎥ e A =⎢
−1

⎣ 4 3 ⎦ ⎣ c d ⎦
Associamos símbolos à inversa da nossa matriz original – nosso objetivo é determinar os valores
de a ,b, c e d. Para isso, aplicaremos a definição de inversa.

⎡ 2 1 ⎤ ⎡ a b ⎤ ⎡ 1 0 ⎤
⎢ ⎥. ⎢ =
⎥ ⎢ ⎥
⎣ 4 3 ⎦ ⎣ c d ⎦ ⎣ 0 1 ⎦
Resolvendo essa multiplicação chegamos a um sistema de equações.

⎧ 2a+ c = 1
⎪⎪
⎡ 3 1 ⎤
2b + d = 0 → A = 2
−1 ⎢ − ⎥
⎨ ⎢ 2 ⎥
⎪ 4a+ 3c = 0 ⎢⎣ −2 1 ⎥⎦
⎪⎩ 4b + 3d = 1
No caso dessa matriz ser invertível, o sistema será impossível.

398 www.acasadoconcurseiro.com.br
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MÉTODO PRÁTICO
É necessário calcular o determinante da matriz (caso o determinante de igual a zero, não existe
matriz inversa para ela).
Em seguida, basta inverter a ordem dos elementos da diagonal principal e trocar o sinal dos
elementos da diagonal secundária.

⎡ ⎤ 1 ⎡ d −b ⎤ 1 ⎡ d −b ⎤
A −1 = ⎢ a b ⎥ = ⎢ ⎥= ⎢ ⎥
⎣ c d ⎦ det(A) ⎣ −c a ⎦ ad−bc ⎣ −c a ⎦

MÉTODO PP-SS: Inverte a PRINCIPAL e muda o sinal da SECUNDÁRIA

Faça você

⎡ ⎤
11. Determine a inversa da matriz A = ⎢ 1 2 ⎥ .
⎣ 0 3 ⎦

⎡ ⎤
12. Caso exista, encontre a inversa da matriz B = ⎢ 2 1 ⎥
⎣ 1 3 ⎦

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13. Sejam as matrizes,
⎡ ⎤ ⎡ x −1 ⎤
A = ⎢ 1 2 ⎥ e M= ⎢ ⎥
⎣ 2 6 ⎦ ⎣ −1 y ⎦
Onde x e y são números reais e M é a matriz inversa de A. Então o produto xy é:
3
a)
2
2
b)
3
1
c)
2
3
d)
4
1
e)
4
⎡ 1 −1 ⎤
⎢ ⎥ ⎡ ⎤
14. Multiplicando-se a matriz A = ⎢ 3 ⎥ pela matriz B = ⎢ 3 2 ⎥ , obtém-se a matriz
−1 ⎣ 2 x ⎦
⎢⎣ 2 ⎥⎦
⎡ ⎤
I = ⎢ 1 0 ⎥ . Então o valor de x é:
⎣ 0 1 ⎦
a) – 1

b) 0

c) 1

d) 2

e) 3

⎡ 2 −1 ⎤ 2. Zero 3. Oposta: ⎡ −1 −2 ⎤ ⎡ 4 −2 −5 ⎤ ⎡⎣ ⎤⎦  
Gabarito: 1. −A = −B = −C = +4 −2 −1
⎣ 1 4 ⎦ ⎣ −3 −4 ⎦ ⎢⎣ −3 −1 −7 ⎥⎦

t t ⎡ −4 3 ⎤ t ⎡ −4 ⎤ ⎡ −11 −4 14 ⎤ ⎡ −8 −9 16 ⎤
Transposta: A = ⎡ 1 3 ⎤ B = ⎢ 2 1 ⎥ C = ⎢ 2 ⎥  4. D 5. C = ⎢ ⎥  6. D = ⎢ 2 4 10 ⎥ 
⎣ 2 4 ⎦ ⎣ 5 7 ⎦ ⎣ 1 ⎦ ⎣ 51 10 5 ⎦ ⎣ 10 5 5 ⎦
⎡3⎤ ⎡
⎢ 1 −
2 ⎤

⎡ 3

1 ⎤
− ⎥
7. = ⎢ ⎥  8. C 9. B 10. B 11. ⎢ 3
⎥  12. B−1 = ⎢ 5 5 ⎥  13. A 14. D
⎢ 1 2 ⎥
⎣ ⎦
1
−1 ⎢ 0 ⎥ ⎢ −5 5 ⎥
⎣ 3 ⎦ ⎣ ⎦

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Questões

1. (80083) A matriz quadrada A, definida ge-


nericamente por A = aij, é dada por a11 = 0;
a12 = – 4; a13 = 2; a21 = x; a22 = 0; a23 = (1
– z); a31 = y; a32 = 2z e, por último, a33 = 0.
Desse modo, para que a matriz A seja uma
matriz antissimétrica, os valores de a21,
a23, a31 e a32 deverão ser, respectivamen-
te, iguais a:
a) 4; – 2; – 2; – 2.
b) 4; – 2; 2; – 2.
c) 4; 2; – 2; – 2.
d) – 4; – 2; 2; – 2.
e) – 4; – 2; – 2; – 2.

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Gabarito: 1. (80083) C

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Matemática Financeira

Professor Thiago Pacífico

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Edital

MATEMÁTICA FINANCEIRA: Porcentagem; Matemática Financeira;

BANCA: ESAF
CARGO: Assistente Técnico Administrativo

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Matemática Financeira

PORCENTAGEM

p
p% =
100

Exemplos:
     27% = 27/100 = 0,27 0,5% = 0,5/100 = 0,005

Observação

p
p%o =
1000

Exemplos:
  2‰ = 2/1000 = 0,002 29‰ = 29/1000 = 0,029 315‰ = 315/1000 = 0,315

EXEMPLOS DE QUESTÕES DE CONCURSOS

Exemplo 01: Um fichário tem 25 fichas numeradas, sendo que 52% dessas fichas estão
etiquetadas com número par. Quantas fichas têm a etiqueta com número par?
Solução:
Representando por x o número de fichas que têm etiqueta com número par e lembrando que
52% = 52/100 = 0,52, temos:
x = 52% de 25  ∴   x = 0,52 . 25  ∴   x = 13
Resposta: Nesse fichário há 13 fichas etiquetadas com número par.

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Exemplo 02: No torneio pré-olímpico de basquete, realizado na Argentina em agosto de
1995, a seleção brasileira disputou 4 partidas na 1ª fase e venceu 3. Qual é a porcentagem de
vitórias obtidas pelo Brasil nessa fase?
Solução:
1ª Solução:
Vamos indicar por x% o número que representa essa porcentagem. O problema pode, então,
ser expresso por:
x% de 4 é igual a 3
Isso resulta na equação:
x
.4 = 3 ∴ 4x = 300 ∴ x = 75
100
2ª Solução:
3 75
Do Enunciado temos: = 0,75 = = 75%
4 100
Resposta: O Brasil venceu 75% dos jogos que disputou nessa fase.

Exemplo 03: Numa indústria trabalham 255 mulheres. Esse número corresponde a 42,5% do
total de empregados. Quantas pessoas trabalham, ao todo, nessa indústria?
Solução:
Vamos representar por x o número total de empregados dessa indústria. Esse problema pode
ser expresso por:
42,5% de x é igual a 255
42,5
Sabendo que 42,5% = = 0,425, podemos formar a equação:
100
255
0,425 . x = 255 ∴   x =  ∴  x = 600
0,425
Resposta: Nessa indústria trabalham, ao todo, 600 pessoas.

Exemplo 04: Ao comprar uma mercadoria, obtive um desconto de 8% sobre o preço marcado
na etiqueta. Se paguei R$ 690,00 pela mercadoria, qual o preço original dessa mercadoria?
Solução:
Se obtive 8% de desconto, o preço que paguei representa 100% − 8% = 92% do preço original.
Representando o preço original da mercadoria por x, esse problema pode ser expresso por:
92% de x é igual a 690
92
Sabendo que 92% = = 0,92, podemos formar a equação:
100
690
0,92 . x = 690 ∴  0,92x = 690 ∴  x =  ∴  x = 750
0,92
Resposta: O preço original da mercadoria era R$ 750,00.

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ATA – Matemática Financeira – Prof. Thiago Pacífico

Exemplo 05: 40% de 20% corresponde a quantos por cento?


Solução:
Representando por x% a taxa de porcentagem procurada, o problema se reduz a: 40% de 20%
é igual a x.
Se 40% = 0,40 e 20% = 0,20, temos a equação:
8
0,40 . 0,20 = x ∴  x = 0,08 ∴  0,08 = = 8%
100
Resposta: Assim, 40% de 20% corresponde a 8%.

Exemplo 06: Uma geladeira, cujo preço à vista é de R$ 680,00 tem um acréscimo de 5% no seu
preço se for paga em 3 prestações iguais. Qual é o valor de cada prestação?
Solução:
5% de 680 = 0,05 . 680 = 34 (acréscimo)
680 + 34 = 714 (preço em 3 prestações iguais)
714 /3 = 238 (valor de cada prestação)
Resposta: Então, o valor de cada prestação é de R$ 238,00.

Exemplo 07: O salário de um trabalhador era de R$ 840,00 e passou a ser de R$ 966,00. Qual
foi a porcentagem de aumento?
Solução:
1ª Solução:
966 – 840 = 126 (aumento em reais)
x% de 840 = 126
126 18 3 15 (aumento em porcentagem)
= = =
840 120 20 100

2ª Solução:
x% de 840 = 966 (salário anterior mais aumento)
966 138 23 115
= = = = 115%
840 120 20 100
115% – 100% = 15%
Resposta: Logo, a porcentagem de aumento foi de 15%.

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Exemplo 08: Paulo gastou 40% do que tinha e ainda ficou com R$ 87,00. Quanto ele tinha e
quanto gastou, em reais?
Solução:
Se ele gastou 40%, a quantia de R$ 87,00 corresponde a 60% do que possuía.
Fazemos então 60% de ? = 87.
60 3 5.87
.x = 87 ∴ .x = 87 ∴ x = ∴ x = 145 (quanto ele tinha)
100 5 3

Quanto ele gastou: 145 – 87 = 58 ou 40% de 145 = 58


Resposta: Paulo tinha R$ 145,00 e gastou R$ 58,00.

REGIME SIMPLES – JUROS

INTRODUÇÃO

A matemática financeira está presente em nosso cotidiano de forma direta ou indireta. Quanto
mais dominarmos esse assunto, maiores serão os benefícios que teremos, tanto para ganhar
dinheiro como para evitar perde-lo. Como por exemplo, na escolha do melhor financiamento
de um bem ou onde fazer aplicações financeiras.
O estudo da Matemática Financeira é todo feito em função do crescimento do capital (C)
aplicado com o tempo. Definiremos capital como qualquer quantidade de moeda ou dinheiro.
O montante (M), ou seja, o valor final do capital aplicado é dado pela soma do capital inicial e
uma segunda parcela, que é uma fração do capital inicial, à qual damos o nome de juro. Juro (J)
é, portanto, a compensação financeira conseguida por um aplicador durante um certo tempo
ou ainda o aluguel pago por uma pessoa que, durante algum tempo, usa o capital de outra.
O juro é cobrado em função de um coeficiente, chamado taxa de juro (i), que é dado geralmente
em percentagem e sempre se refere a um intervalo de tempo (ano, semestre, mês, etc), tomado
como unidade, denominado período financeiro ou, abreviadamente período (t ou n).
Existem duas formas de serem calculados os juros a cada período: calculando sobre o capital
inicial ou sobre o montante acumulado. Entenda que no primeiro caso esse crescimento se
comporta como um progressão aritmética (P.A.) e no segundo caso o montante aumenta
segundo uma progressão geometrica (P.G.).
De outra forma temos:

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•• Quando os juros são acrescentados, ao capital inicialmente aplicado, somente após o


término da aplicação, podemos dizer que estamos calculando juros simples.
•• Quando os juros são incorporados ao capital após cada período de tempo, criando assim
um novo capital a cada período, dizemos que estamos fazendo uma capitalização ou
calculando juros compostos.
 
Observe que na figura a seguir, a pilha de moedas da esquerda cresce
linearmente, ou seja, aumenta a mesma quantidade de moedas por
vez (juros simples), enquanto que a da direita cresce muito mais
rápido, pois seu aumento é exponencial (juros compostos).

JUROS SIMPLES X JUROS COMPOSTOS

(I) Juros Simples x Juros Compostos:


Dados:
C = 1000
n = 3 meses
i = 10% a.m.

Regime Simples

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Regime Composto

FIQUE DE OLHO!

• O capital inicial (principal) pode crescer, como já sabemos, devido aos juros, segundo duas
modalidades a saber: Juros Simples ou Composto.
• Vamos ilustrar a diferença entre os crescimentos de um capital através juros simples e juros
compostos, com um exemplo:
• Suponha que $ 100,00 são empregados a uma taxa de 10% a.m. Teremos:

JUROS SIMPLES − ao longo do tempo, somente o principal rende juros.

PRINCIPAL = 100
 
Nº DE MESES MONTANTE SIMPLES
1 100 + 10%.100 = 110,00
2 110 + 10%.100 = 120,00
3 120 + 10%.100 = 130,00
4 130 + 10%.100 = 140,00
5 140 + 10%.100 = 150,00

JUROS COMPOSTOS − após cada período, os juros são incorporados ao principal e passam, por
sua vez, a render juros. Também conhecido como "juros sobre juros".

PRINCIPAL = 100
 
Nº DE MESES MONTANTE COMPOSTO
1 100,00 + 10%.100,00 = 110,00
2 110,00 + 10%.110,00 = 121,00
3 121,00 + 10%.121,00 = 133,10
4 133,10 + 10%.133,10 = 146,41
5 146,41 + 10%.146,41 = 161,05

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GRÁFICOS

•• Observe que o crescimento do principal segundo juros simples é LINEAR enquanto que o
crescimento segundo juros compostos é EXPONENCIAL, e portanto tem um crescimento
muito mais "rápido". Isto poderia ser ilustrado graficamente como no gráfico abaixo.

•• Na prática, as empresas, órgãos governamentais e investidores particulares costumam


reinvestir as quantias geradas pelas aplicações financeiras, o que justifica o emprego
mais comum de juros compostos na Economia. Na verdade, o uso de juros simples não se
justifica em estudos econômicos.

JUROS SIMPLES

Na capitalização simples, o juro produzido em vários períodos financeiros é constante em


cada período e proporcional ao capital aplicado, sendo este coeficiente de propor¬cionalidade
chamado de taxa de juros.
CONSIDEREMOS A SEGUINTE QUESTÃO:
A importância de R$ 600,00 é aplicada numa instituição financeira à taxa de 6% ao mês (a.m.),
durante 3 meses. Qual o montante após esse tempo?
No problema apresentado anteriormente, temos:
• capital aplicado .............. R$ 600,00
• taxa % ao mês ................ 6% = 6/100 = 0,06
• tempo em meses ........... 3 meses
Temos que:
• Após o 1º período, os juros serão:
0,06 . R$ 600,00 = R$ 36,00
• Após o 2º período, os juros serão:
R$ 36,00 + R$ 36,00 = R$ 72,00
• Após o 3º período, os juros serão:
R$ 72,00 + R$ 36,00 = R$ 108,00
Assim, o montante (capital mais rendimentos) será de:

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R$ 600,00 + R$ 108,00 = R$ 708,00
Vamos generalizar, deduzindo uma fórmula para calcular os juros simples.

{
C = capital aplicado
i = taxa % por período de tempo
t = número de períodos de tempo

Então, temos
•• Após o 1º período, o total de juros será: C.i;
•• Após o 2º período, o total de juros será: C.i+C.i;
•• Após o 3º período, o total será: C.i+C.i+C.i;
•• Após o t-ésimo período, o total de juros será:
   C.i + C.i + C.i + .... + C.i.
    
     t parcelas

Assim, a fórmula que fornece o total de juros simples é:


O montante final é de:


Vamos resolver novamente nosso problema, utilizando as fórmulas citadas. Calculando os juros
simples, temos:
J = 600.0,06.3 = 108
O montante será de:
M = C + J = 600 + 108 = 708

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TAXAS PROPORCIONAIS

Se estamos no regime simples, e temos uma taxa ao mês, e queremos transformá-la numa taxa
ao ano, pensaremos assim: taxa ao mês para taxa ao ano; mês para ano; mês é menor do que
ano; logo, taxa menor para taxa maior. Do menor para o maior, nós multiplicaremos! E um ano
tem quantos meses? Doze. Então, multiplicaremos por doze. Teremos:

E se por ventura desejássemos fazer o caminho inverso. Por exemplo, se quiséssemos


transformar uma taxa simples anual para uma taxa mensal? Aí pensaríamos assim: taxa ao ano
para taxa ao mês; ano para mês; maior para menor; do maior para o menor, nós dividimos; um
ano tem quantos meses? Doze. Logo, dividiremos por doze. Teremos:

TAXAS PROPORCIONAIS x TAXAS EQUIVALENTES

Quando estivermos resolvendo uma questão de Juros Simples, trabalhando, portanto, no


Regime Simples, e a questão vier falando em “Taxas Equivalentes”, entenderemos esse conceito
como sinônimo de Taxas Proporcionais!
Ou seja: no Regime Simples (questões de juros simples, de desconto simples e de equivalência
simples de capitais), se o enunciado falar em Taxas Equivalentes, entenderemos como se
estivesse falando em Taxas Proporcionais.

SE LIGA!

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JUROS COMERCIAIS (ORDINÁRIOS)

Adotam o ano comercial, ou seja, 30 dias para os meses e 360 dias para o ano.
Nas aplicações práticas e por convenção, quando nos referimos apenas ao número de meses,
utilizaremos o mês comercial com 30 dias, de forma indiferente.

JUROS SIMPLES EXATOS

Já falamos acima a respeito dos Juros Comerciais ou Ordinários! Dissemos que eles consistem na
consideração, que é regra, de que todos os meses do ano têm 30 dias, e o ano inteiro, portanto,
360 dias! Frisamos que se o enunciado nada dispuser a respeito disso, entenderemos que
estaremos trabalhando com essa consideração. Os juros comerciais ou ordinários, portanto,
consistem na nossa regra! E qual seria a exceção?
Juros Exatos – exceção à regra – é aquele em que se consideram os meses do ano com o número
de dias do nosso calendário comum. Apenas isso. Ou seja: janeiro com 31 dias; fevereiro com
28 (ou 29, se for ano bissexto); março com 31; abril com 30; maio com 31; junho com 30; julho
com 31; agosto com 31; setembro com 30; outubro com 31; novembro com 30; e dezembro
com 31 dias.
Fica implícito que deve ser usado o juro exato quando forem dadas as datas da negociação
e do vencimento, portanto a contagem dos dias deve ser exata, inclusive considerando anos
bissextos.

FIQUE DE OLHO!
Nas aplicações financeiras, frequentemente os bancos comerciais adotam convenção diferente
para contagem do prazo.
O tempo pode ser contado de duas formas:
• ANO CIVIL: 365 dias
• ANO COMERCIAL: 360 dias

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DESCONTO SIMPLES

OPERAÇÃO DE DESCONTO: O QUE É?

Aqui nós pretendemos saber o quanto representa hoje um valor que era devido numa data
futura. Em outras palavras, queremos agora “retroceder” no tempo com determinado valor
monetário, e descobrir o quanto este valerá no dia de hoje, ou numa outra data anterior àquela
do seu vencimento.
Ilustrando uma operação de desconto, de uma forma genérica (sem estabelecer valores),
teremos o seguinte:

NOMENCLATURA

VALOR NOMINAL ou de FACE (N)


Quantia declarada no título, o valor pelo qual foi emitido.

DESCONTO (D)
Valor obtido pela diferença entre o Valor Nominal e o Valor Atual de um compromisso, quando
quitado “n” períodos antes do vencimento.

TEMPO (t ou n)
Prazo compreendido entre a data da operação (desconto) e a data do vencimento. Os dias serão
contados excluindo−se o dia da operação e incluindo−se a data do vencimento.

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TAXA (i)
Representa a quantidade de unidade que se desconta de cada 100 (cem) unidades, num
determinado período, ou seja, o percentual de juros.

VALOR ATUAL ou ATUAL (A)


É a diferença entre o Valor Nominal e o Desconto.

DESENHO MODELO

Pela figura acima, já descobrimos a nossa primeira equação do Desconto.


É a seguinte:
d=N–A
  N = d + A  e   A = N – d

Essas são também equações “visuais”. Só temos que nos lembrar do “desenho-modelo” de uma
operação de desconto, e já as deduziremos!

MODALIDADES (TIPOS) DE DESCONTO

Pelo que foi dito até aqui, concluímos que uma questão de Desconto poderá apresentar quatro
diferentes “feições”:
→ Desconto Simples por Dentro;
→ Desconto Simples por Fora;
→ Desconto Composto por Dentro; e
→ Desconto Composto por Fora.

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DESCONTO SIMPLES POR DENTRO

É também chamado de Desconto Simples Racional. Aliás, este sinônimo é mais freqüente
nos enunciados de prova que a própria nomenclatura “desconto por dentro”. Destarte, não
podemos jamais esquecer disso:
Desconto por Dentro = Desconto Racional.

→ “O Trato”
Todas as questões de desconto apresentam dois lados: o lado do Atual (A) e o lado do Nominal
(N).
Estão todos vendo? Pois bem! Nós vamos fazer um trato! Doravante, nós vamos combinar o
seguinte: o lado do Desconto por Dentro será o lado do Atual. E o lado do Desconto por Fora
será o lado do Nominal.
A grosso modo podemos dizer que as operações de Juros Simples e de Desconto Simples por
Dentro são na verdade uma só! Apenas que, enquanto uma “leva” a outra “traz de volta”!
A partir do desenho-modelo do Desconto Simples por Dentro (Desconto Simples Racional)
já somos capazes de criar três equações possíveis, as quais utilizaremos para resolver as
questões. Basta imaginarmos um traço divisor entre os elementos (Valor Atual, Valor Nominal e
Desconto) e seus números representativos. Da seguinte forma, semelhante ao que fizemos nos
Juros Simples:

Coloquemos estas três equações lado a lado:

A Dd A N Dd N
= = =
100 i.n     100 100 +i.n     i.n 100 +i.n

Facilmente observamos que em todas três haverá os elementos taxa (i) e tempo (n). Será
que estamos lembrados ainda da exigência universal da matemática financeira? Qual é esta
exigência?
É que TAXA e TEMPO têm sempre que estar na mesma unidade!

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ENUNCIADO “OMISSO” QUANTO À MODALIDADE DO DESCONTO

Essa questão é tão importante que criamos um tópico para analisá-la


A regra é simples: quando a questão de Desconto nada dispuser acerca da modalidade (se por
dentro ou por fora), olharemos o que diz o enunciado a respeito da taxa da operação!
Se a questão de desconto falar expressamente sobre uma taxa de juros, então estaremos
diante do Desconto Racional, ou seja, do Desconto por Dentro!
Já havíamos visto que operações de Juros e de Desconto Racional são equivalentes! Daí,
repetimos, se o enunciado falar em taxa de juros, então o desconto será por dentro!
Caso contrário, se o enunciado nada dispuser acerca da modalidade do Desconto, e também
não falar que a taxa da operação é uma taxa de juros, utilizaremos o Desconto por Fora!
Frisemos novamente: Se o enunciado da questão de desconto não se pronunciar a respeito da
modalidade da operação, se Desconto por Dentro ou Desconto por Fora, procuraremos ver o
que está sendo dito acerca do elemento Taxa!

DESCONTO SIMPLES POR FORA

Também chamado de Desconto Simples Comercial. Esse sinônimo tem que estar bem nítido
em nossa lembrança, pois é muito freqüente em questões de prova.
E o raciocínio será o seguinte: “se o lado do Desconto por Fora é o lado do Nominal, então
diremos que Nominal está para 100. Ora, se o Nominal está para 100, e o Atual é menor que o
Nominal, então diremos que o Atual está para 100 menos alguma coisa; e essa alguma coisa é
“taxa vezes tempo”.
E o desconto, da mesma forma que o racional, estará também para “taxa vezes tempo”.
Teremos que o desenho-modelo para toda questão de Desconto Simples por Fora é o seguinte:

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Daí, baseados no desenho acima, riscaremos o “traço divisor” entre os elementos (A, N e Df) e
seus números representativos, para conhecermos as três equações que poderemos utilizar na
resolução das questões de Desconto Simples Comercial (por Fora).
Teremos:

E nossas três equações, oriundas do desenho acima, serão as que se seguem.


Caso estejamos trabalhando com Valor Nominal e com Valor Atual, teremos:

N A
=
100 100 −i.n

Caso trabalhemos com Nominal e com Desconto por Fora, teremos:

N Df
=
100 i.n

Finalmente, caso trabalhemos com Atual e com Desconto, usaremos:

Df A
=
i.n 100 −i.n

“DESCONTO SIMPLES POR DENTRO” X “DESCONTO SIMPLES POR FORA”

Df = Dd (1 + i.n)

www.acasadoconcurseiro.com.br 421
Essa equação é especial. Ela nos fornece a relação entre o valor do Desconto Simples por
Dentro e o valor do Desconto Simples por Fora, mantidos a mesma Taxa e o mesmo Tempo de
antecipação.

1. O desconto comercial simples de um título quatro meses antes do seu vencimento é de


R$ 600,00. Considerando uma taxa de 5% ao mês, obtenha o valor correspondente no caso de
um desconto racional simples.
Solução:
Df = Dd (1 + i.n) ∴  600 = Dd (1 + 0,05.4) ∴  Dd = 600/1,20
Daí: Dd = 500,00

2. O desconto racional simples de uma nota promissória, cinco meses antes do vencimento, é de
R$ 800,00, a uma taxa de 4% ao mês. Calcule o desconto comercial simples correspondente,
isto é, considerando o mesmo título, a mesma taxa e o mesmo prazo.
Solução:
Df = Dd (1 + i.n) ∴  Df = 800 (1 + 0,04.5) ∴  Df = 800 x 1,20
Daí: Df = 960,00

JUROS COMPOSTOS

O QUE É UMA OPERAÇÃO DE JUROS COMPOSTOS?

Dando nomes aos elementos desta operação, teremos que o valor depositado no início é o
Capital; este ficará aplicado durante um prazo de tempo “n”; ao fim deste prazo, resgataremos
o Montante. Por enquanto, o desenho de nossa questão de juros é o seguinte:

Relembramos, portanto, uma fórmula nossa velha conhecida:


J=M–C

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Já vimos que o capital vai ficar aplicado durante um período de tempo n. No desenho, este
valor n surge no final da nossa “linha do tempo”.
Se estivermos bem lembrados, a natureza de uma taxa de juros compostos é tal que, a cada
período que passa, ela incidirá sempre sobre o resultado da operação no período anterior.
Podemos relembrar um exemplo, em que tínhamos um capital de R$ 1000,00 e que seria
aplicado durante um prazo de três meses, sob uma taxa de juros compostos de 10% ao mês.
Encontramos que:
→ No primeiro mês:
R$ 1.000,00 x (10/100) = 100,00 ∴  R$ 1.100,00 ao final do 1º mês.
→ No segundo mês:
R$ 1.100,00 x (10/100) = 110,00 ∴  R$ 1.210,00 ao final do 2º mês.
→ No terceiro mês:
R$ 1.210,00 x (10/100) = 121,00 ∴  R$ 1.331,00 ao final do 3º mês.
Observemos que a cada novo período, a taxa incidirá sobre o resultado do período anterior! É
justamente essa a natureza da taxa composta!
Por isso os juros compostos são também chamados de juros cumulativos ou juros sobre juros!

FÓRMULA FUNDAMENTAL DOS JUROS COMPOSTOS

Na hora de resolvermos uma questão de Juros Compostos, vamos nos lembrar de que há uma
fórmula fundamental, que deverá sempre ser colocada no papel. Trata-se do seguinte:

n
M = C.(1 + i)

Vamos interpretar cada um desses elementos:


→ M é o Montante. É aquele valor que será resgatado ao final da operação de juros! É, por
assim dizer, o resultado final da operação.
→ C é o Capital. Justamente aquele valor que é aplicado no início de tudo. É onde começa
nossa operação de Juros.
→ (1 + i)n: este parêntese, em função de sua enorme importância, vai ganhar um apelido!
Doravante, iremos nos referir a ele como sendo o parêntese famoso da matemática financeira!
“Famoso” por quê? Porque vai aparecer em quase todas as fórmulas do nosso regime
composto! Certo? Então ficamos assim: quando eu disser “o parêntese famoso”, já saberemos
n
que estamos falando no (1 + i) .
→ n representa o tempo que vai durar a nossa operação de juros compostos! É o intervalo de
tempo que vai da data do Capital (início) até a data do Montante (final da operação).

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→ i é a nossa taxa de juros compostos.
Exemplos:
→ se a taxa é de 15%, vai na fórmula como 0,15;
→ se a taxa é de 30%, vai como 0,30 na fórmula;
→ se é de 8%, aparece na fórmula como 0,08.
Em suma, taxa unitária é aquela notação para a qual 100% = 1.
Portanto, NÃO ESQUEÇA: No regime composto (questões de juros compostos, desconto
composto, equivalência composta, rendas certas e amortização) trabalharemos sempre com
taxas unitárias! Não há exceção para essa regra.
Sabemos desde o início que Juros = Montante – Capital. Daí, se conhecermos os valores de
Capital e Montante, então saberemos também o valor dos juros!

FIQUE DE OLHO!

Na fórmula para o cálculo do Montante aparecem quatro variáveis: M, C, i e n.


Podemos encontrar qualquer uma delas, desde que se conheçam as outras três.

É extremamente importante saber ler e interpretar as tabelas contidas nos anexos.


A tabela I, por exempolo, diz respeito à capitalização composta, dando o fator de
n
acumulação (1 + i) .
Portanto, você não precisa calcular o valor de (1 + 5%)10 , basta olhar o resultado na
linha 10 (período), coluna 5% (taxa) e encontrar 1 + 6289.

Portanto, você não precisa calcular o valor de (1 + 8%)6, basta olhar nessa tabela o resultado na
linha 6 (período) associada à coluna 8% (taxa), para encontrar 1,5869 (como visto na figura).

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EXEMPLOS:

1. Um capital de R$ 1.000,00 é aplicado a uma taxa de juros compostos de 21% ao bimestre,


durante um período de tempo de 5 meses. Qual o valor do montante e dos juros obtidos nesta
operação?
Solução:
Façamos isso: 5 meses = 2,5 bimestres.
Conclusão: falhou nossa primeira tentativa!
E quando isso ocorrer, só nos restará uma saída: a segunda tentativa. E esta consiste em
recorrer à taxa, e alterar a unidade da taxa para a mesma unidade do tempo.

TAXAS EQUIVALENTES

•• Duas ou mais taxas são equivalentes quando ao serem aplicadas a um mesmo capital,
em regime de juros compostos, capitalizados em prazos diferentes, durante um mesmo
período de tempo, produzem um mesmo montante no final do período.
•• Assim duas ou mais taxas são equivalentes se, e somente se:

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De maneira geral temos:
I − taxa do período maior.
i − taxa do período menor.
n − numero de vezes que o período maior contém o menor.
Podemos escrever que então:

Taxa Equivalente é o conceito que usaremos, como regra geral, sempre que precisarmos
alterar a unidade de uma taxa no regime composto! Ou seja, se estivermos em questões de
juros compostos, desconto composto, equivalência composta, rendas certas ou amortização, e
precisarmos, em qualquer uma delas, alterar a unidade de uma taxa, então trabalharemos com
esse conceito de taxas equivalentes.
O conceito de taxa equivalente se traduz por uma fórmula, que é a seguinte:

n
1 + I = (1 + i)

Só se aprende a usar esse conceito vendo um exemplo. Vamos fazer aquela alteração do
exemplo quatro: vamos passar a taxa composta de 21% ao bimestre para uma taxa mensal.
Então, trabalharemos nessa alteração com uma taxa ao mês, e com uma taxa ao bimestre. Mês
é menor que bimestre. Daí, diremos que a taxa ao mês será o nosso “izinho”, enquanto que a
taxa ao bimestre será o nosso “izão”.
Traduzindo para esse caso: “quantos meses cabem em um bimestre?” A resposta é dois. Logo,
nosso n da fórmula das taxas equivalentes será n = 2.
Feito essa análise prévia, chegamos aos seguintes valores:
→ I = 21% ao bimestre;
→ i = ? (taxa ao mês)
→ n = 2
Agora é só aplicar a fórmula das taxas equivalentes. Teremos:

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1 + I = (1 + i)n ∴  1 + 0,21 = (1 + i)2 ∴  (1 + i)2 = 1,21


Podemos recorrer à tabela financeira, para descobrirmos quem será essa taxa “izinho”.
Daí, descobrimos que a taxa que buscamos, a nossa taxa “izinho” é i = 10%. Mas 10% o quê?
Ora, “izinho” é uma taxa mensal. Logo: i = 10% ao mês.
Conclusão: 21% ao bimestre é equivalente a 10% ao mês. Achamos a nossa taxa equivalente!
Fácil até demais!
Outro exemplo: suponhamos que você precise alterar a unidade da taxa de juros compostos de
3% ao mês para uma taxa composta trimestral.
Ora, se vamos alterar a unidade de taxa no regime composto, usaremos o conceito de taxas
equivalentes, o qual se traduz pela seguinte fórmula:
1 + I = (1 + i)n
Aqui, trabalharemos com uma taxa ao mês, e com uma taxa ao trimestre. Ora, mês (i) é menor
do que trimestre (I). Além disso, cabem três meses em um trimestre. Logo, nossos dados para
aplicar no conceito de taxas equivalentes são os seguintes:
→ i = 3% ao mês;
→ I = ?
→ n = 3
Daí, teremos:
1 + I = (1 + i)n ∴  1 + I = (1 + 0,03)3
Aqui, para determinarmos o valor do parêntese, poderemos recorrer à tabela financeira.
Prosseguindo, teremos:
1 + I = (1 + i)n ∴  1 + I = (1 + 0,03)3 ∴  1 + I = 1,092727
I = 0,092727 = 9,27%
Mas 9,27% ao quê? “Izão” neste caso é uma taxa ao trimestre! Logo, concluímos que I = 9,27%
ao trimestre, que é equivalente a i = 3% ao mês.

Voltando ao Exemplo
Um capital de R$ 1.000,00 é aplicado a uma taxa de juros compostos de 21% ao bimestre,
durante um período de tempo de 5 meses. Qual o valor do montante e dos juros obtidos
nesta operação?
Solução:
n
M = C.(1 + i)
Para aplicarmos esta fórmula, faz-se necessário que taxa e tempo estejam na mesma unidade.
Daí, vemos que a taxa está ao bimestre e o tempo está em meses. Imediatamente nos lembramos
que quando isso ocorrer no regime composto (taxa e tempo em unidades diferentes), teremos
de seguir duas tentativas, nesta ordem:

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→ 1ª Tentativa: Recorrer ao tempo, e tentar transformá-lo para a mesma unidade da taxa;
Só diremos que essa primeira tentativa deu certo se encontrarmos, após a alteração, um n
inteiro (um “valor redondo” de n)!
→ 2ª Tentativa: Alterar a unidade da taxa, transformando-a para a mesma unidade do tempo,
por meio do conceito de taxas equivalentes.
Passemos, pois, à primeira tentativa. Na hora de tentar transformar 5 meses para a unidade
bimestres, encontramos que: 5 meses = 2,5 bimestres.
Como 2,5 é um “valor quebrado”, concluímos que falhou nossa primeira tentativa.
Teremos que usar a segunda tentativa, e transformar a taxa bimestral para uma taxa mensal.
Como estamos no regime composto, usaremos o conceito de taxas equivalentes:
1 + I = (1 + i)n
O conceito acima traz I (“izão”), i (“izinho”) e n.
→ I representará a taxa com maior unidade de tempo;
→ i será a taxa de menor unidade de tempo;
→ n será encontrado pela pergunta: “quantas vezes o unidade de tempo menor cabe na
unidade de tempo maior?”. Só isso!
Neste caso, queremos transformar uma taxa ao bimestre em uma taxa ao mês. Bimestre é
maior que mês, logo a taxa bimestral será nosso I. Por outro lado, mês é menor que bimestre,
de modo que a taxa mensal será nosso i. E finalmente, cabem dois meses em um bimestre, de
modo que n será igual a 2.
Teremos:
→ I = 21% ao bimestre
→ i = ? ao mês
→ n = 2
Jogando os dados na fórmula das taxas equivalentes, teremos:
1 + I = (1 + i)n ∴  1 + 0,21 = (1 + i)2 ∴  (1 + i)2 = 1,21
Neste momento, podemos nos valer da tabela financeira, para descobrirmos quem será o valor
do i.
E chegamos a uma taxa i = 10% ao mês.
Ora, todo esse trabalho inicial teve um único intuito: colocar taxa e tempo na mesma unidade!
Agora, sim: trabalharemos a operação de juros compostos. Nossos dados agora são os
seguintes:
→ C = 1000,00
→ i = 10% ao mês (juros compostos)
→ n = 5 meses
→ M = ? e J = ?

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Aplicando a fórmula fundamental dos juros compostos, teremos:


M = C.(1 + i)n ∴  M = 1000.(1 + 0,10)5
Aqui surge a necessidade de nova consulta à tabela financeira.
Daí, teremos:
M = 1000.(1 + 0,10)5 ∴  M = 1000 . 1,610510 ∴  E: M = 1.610,51
Sabendo que Juros = Montante – Capital, chegaremos também ao seguinte:
J = 1610,51 – 1000 ∴  J = 610,51

IMPORTANTE
Pelo que vimos até aqui, vocês já estão aptos a estabelecer o seguinte raciocínio:
quando precisarmos alterar a unidade de uma taxa qualquer, teremos que observar
em qual dos regimes estamos trabalhando. Se estivermos no regime simples,
usaremos sempre (não tem exceção) o conceito de taxas proporcionais. Se estivermos
no regime composto, usaremos (como regra geral) o conceito de taxas equivalentes.
Assim, ilustrativamente:

Por que dizemos que o uso das taxas equivalentes no regime composto será apenas uma regra
geral? Exatamente porque haverá uma exceção!
Ou seja, haverá uma única exceção, um único momento em que estaremos no regime
composto e não utilizaremos o conceito de taxas equivalentes para alterar a unidade de uma
taxa. Isso acontece quando trabalhamos com a Taxa Nominal!

TAXA NOMINAL

•• A unidade de referência de seu tempo não coincide com a unidade de tempo dos períodos
de capitalização, geralmente a Taxa Nominal é fornecida em tempos anuais, e os períodos
de capitalização podem ser mensais, trimestrais ou qualquer outro período, inferior ao da
taxa.

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EXEMPLO 1:
• 12% a.a. capitalizamos mensalmente.
• 20% a.a. capitalizamos semestralmente.
• 15% a.a. capitalizamos trimestralmente.

EXEMPLO 2:
• 36% a.a. capitalizados mensalmente (Taxa Nominal).
36%a.a.
• = 3%a.m. (Taxa Efetiva embutida na Taxa Nominal).
12 meses

Trata-se da única e grande exceção da matemática financeira!

Anotações

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TAXA EFETIVA

•• É aquela em que a unidade de referência de seu tempo coincide com a unidade de tempo
dos períodos de capitalização.

EXEMPLO 1:
• 15% a.a. capitalizados anualmente.
• 5% a.s. capitalizados semestralmente.
• 3% a.m. capitalizados mensalmente.

2. Um capital de R$1.000,00 é aplicado durante um prazo de 8 meses, a uma taxa de 60% ao ano,
com capitalização mensal. Qual o valor do Montante e dos Juros obtidos nesta operação?
Solução:

Aplicando o conceito de taxas proporcionais, teremos, enfim, que:


60% ao ano = (60/12) = 5% ao mês = Taxa Efetiva
Feito isso, nossos dados da questão agora são os seguintes:
→ C = 1000,00
→ i = 5% ao mês (juros compostos)
→ n = 8 meses
→ M = ? e J = ?
M = C.(1 + i)n ∴  M = 1000.(1 + 0,05)8
Novamente faremos uma consulta à tabela financeira.

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Daí, teremos:
M = 1000.(1 + 0,05)8 ∴  M = 1000 . 1,477455 ∴  E: M = 1.477,45
E: J = M – C ∴  J = 1477,45 – 1000 ∴  J = 477,45

3. Um capital de R$ 1.000,00 é aplicado durante um prazo de 3 meses, a uma taxa de 42% ao


quadrimestre, com capitalização bimestral. Qual o valor do Montante e dos Juros obtidos nesta
operação?
Solução:
Vejamos: o enunciado forneceu uma taxa nominal. Qual foi? 42% ao quadrimestre com
capitalização bimestral.
Imediatamente sabemos que estamos no regime composto, e que essa taxa nominal precisa
ser transformada em taxa efetiva, por meio do conceito de taxas proporcionais. Atenção para o
fato de que a taxa efetiva será, neste caso, uma taxa bimestral (mesmo tempo da capitalização)!
Teremos:

Aplicando o conceito de taxas proporcionais, teremos, enfim, que:

42% ao quadrimestre = (42/2) = 21% ao bimestre = Taxa Efetiva!


Feito isso, nossos dados da questão agora são os seguintes:
→ C = 1000,00
→ i = 21% ao bimestre (juros compostos)
→ n = 3 meses
→ M = ? e J = ?
Percebemos, então, que taxa e tempo encontram-se em unidades diferentes! Como estamos
no regime composto, teremos que usar duas tentativas para compatibilizar as unidades, nesta
ordem:
1ª Tentativa: recorrer ao tempo, e tentar transformar 3 meses para alguma coisa em bimestres.
3 meses = 1,5 bimestre.
Funcionou nossa primeira tentativa? Não! Falhou! E falhou por quê? Porque encontramos um n
“quebrado” (um valor não-inteiro)!
Daí, passamos à segunda tentativa, na qual alteraremos a unidade da taxa composta (que agora
já é uma taxa efetiva!), por meio do conceito de taxas equivalentes.

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O conceito de taxas equivalentes, já sabemos, se traduz pela seguinte fórmula: 1 + I = ( 1 + i)n.


Aqui estaremos querendo transformar uma taxa bimestral em uma taxa mensal. Daí, teremos
que:
→ I = 21% ao bimestre;
→ i = ? % ao mês;
→ n = 2 (cabem 2 meses em um bimestre!)
n 2 2
Daí: 1 + I = (1 + i)  ∴  1 + 0,21 = (1 + i)  ∴  (1 + i) = 1,21
Aqui, recorreremos à tabela financeira, para descobrirmos quem será a nossa taxa i.
E chegamos a uma taxa efetiva i = 10% ao mês.
Nossos dados ficaram sendo os seguintes:
→ C = 1000,00
→ I = 10% ao mês (juros compostos)
→ n = 3 meses
→ M = ? e J = ?
Aplicando a fórmula fundamental dos juros compostos, teremos:
M = C.(1 + i)n ∴  M = 1000.(1 + 0,10)3
E mais uma vez recorreremos à tabela financeira!
Daí, teremos:
M = 1000.(1 + 0,10)3 ∴  M = 1000 . 1,331 ∴  E: M = 1.331,00
E finalmente:
J = M – C ∴  J = 1331 – 1000 ∴  J = 331,00
Vamos passar nesse momento a trabalhar algumas questões de provas passadas que envolviam
justamente esses conceitos de taxas compostas! Vamos a elas.

4. Indique qual a taxa de juros anual equivalente à taxa de juros nominal de 8% ao ano, com
capitalização semestral.
a) 8,20%
b) 8,16%
c) 8,10%
d) 8,05%
e) 8,00%
Solução:
8% ao ano = (8/2) = 4% ao semestre = Taxa Efetiva!
Precisaremos, então, alterar a unidade da nossa taxa efetiva (semestral) para uma taxa anual.
Não há dúvida nenhuma: utilizaremos agora o conceito de taxas equivalentes! Teremos:

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1 + I = (1 + i)n
Onde:
→ i = 4% ao semestre;
→ I = ? % ao ano;
→ n = 2 (cabem dois semestres em um ano).
Jogando os dados na fórmula, teremos:
1 + I = (1 + 0,04)2
Recorrendo à Tabela Financeira, encontraremos que:
1 + I = 1,081600 ∴  I = 0,0816 ∴  I = 8,16% ao ano
Trata-se de um modelo típico de questão: o enunciado fornece uma taxa nominal (que será o
ponto de partida da resolução). Daí, transformaremos a taxa nominal em taxa efetiva usando
o conceito de taxas proporcionais. Feito isso, vem uma segunda transformação, só que agora
já da taxa efetiva, de modo que se faz essa nova alteração pelo conceito de taxas equivalentes.
Ilustrativamente, teremos:

5. Indique a taxa de juros anual equivalente à taxa de juros nominal de 12% ao ano com
capitalização mensal.
a) 12,3600%
b) 12,6825%
c) 12,4864%
d) 12,6162%
e) 12,5508%
Solução:
Começaremos transformando a taxa nominal fornecida pelo enunciado em uma taxa efetiva. A
taxa nominal é a seguinte: 12% ao ano com capitalização mensal. A taxa efetiva, nesse caso, será
uma taxa ao mês (mesmo tempo da capitalização)! Essa primeira transformação, já sabemos,
será feita mediante o conceito de taxas proporcionais.
Teremos:
12% ao ano = (12/12) = 4% ao mês = Taxa Efetiva!
Nossa taxa efetiva agora é mensal. Ocorre que a questão está pedindo uma taxa anual. Daí,
partimos para uma segunda transformação, só que agora utilizando o conceito de taxas
equivalentes.

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Teremos:
1 + I = (1 + i)n
Onde:
→ i = 1% ao mês;
→ I = ? % ao ano;
→ n = 12 (cabem doze meses em um ano).
Jogando os dados na fórmula, teremos:
1 + I = (1 + 0,01)12
Visitando a Tabela Financeira, acharemos que:
1 + I = 1,126825 ∴  I = 0,126825 ∴  I = 12,6825% ao ano

TAXA APARENTE X TAXA REAL

Imaginemos duas pessoas conversando sobre negócios, e uma delas diz para a outra o seguinte:
“esse ano meus negócios foram de ‘vento em popa’. Ganhei lucros numa faixa de 230%!” Daí, o
interlocutor, meio desconfiado, pergunta: “Mas de quanto foi a inflação neste período?” Bem,
a inflação do período foi de 200%.
Ora, então, na verdade, aquele primeiro apenas pensa que teve lucros de 230%. Esse é um
ganho aparente. Mas, por quê? Porque não leva em consideração a inflação do período!
O ganho real foi outro!
Em suma, é apenas isso: a taxa aparente é uma que não é real, uma vez que não expressa a
perda causada pela inflação!
E a taxa real, por sua vez, é aquela que leva em consideração a perda da inflação.
Para trabalhar esses dois conceitos, só teremos que memorizar a seguinte fórmula:

(1 + IAPARENTE) = (1 + IREAL).(1 + IINFLAÇÃO)

Tudo o que precisamos nos lembrar é de que usaremos a notação unitária, já que estamos
falando em taxas compostas!
Vamos resolver o problema da situação colocada acima. Os dados são os seguintes:
→ IAPARENTE = 230% = 2,3
→ IINFLAÇÃO = 200% = 2,0
→ IREAL = ?

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Lançando os dados na fórmula, teremos que:
(1 + IAPARENTE) = (1 + IREAL).(1 + IINFLAÇÃO)
3,3
(1 + 2,3) = (1 + IREAL).(1 + 2,0) ∴  (1 + IREAL) =  ∴  1 + IREAL = 1,10
3,0
IREAL = 1,10 – 1 ∴ IREAL = 0,10 = 10%

DESCONTO COMPOSTO

O que é uma operação de Desconto? Ora, já sabemos disso. Trata-se daquela operação em que
desejamos projetar um valor conhecido de uma data futura para uma data anterior. É projetar
retrocedendo.
Sabemos inclusive que toda operação de desconto terá sempre um mesmo “desenho”.
É o seguinte:
→ n será o intervalo de tempo que separa as datas do valor nominal e do valor atual. É o
tempo de antecipação no pagamento do título.
→ d será o desconto! É o dono do assunto. Onde aparecerá o desconto no desenho da
operação? Teremos:

D=N–A

Isso vale sempre, para qualquer tipo de operação de desconto (simples ou composto, por
dentro ou por fora)!
Só nos falta falar de um último elemento para a operação de desconto composto. Trata-se da
taxa:
→ i será agora uma taxa composta! É isso que vai ser o diferencial entre uma questão de
desconto simples e outra de desconto composto: a natureza da taxa!

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APRENDENDO AS FÓRMULAS DO DESCONTO COMPOSTO

N = A.(1 + i)n

É esta a fórmula fundamental do desconto composto por dentro!


Como podemos ver, nela aparecem o valor nominal, o valor atual, a taxa composta e o tempo
que separa as datas do valor atual e nominal.
Suponhamos que um enunciado qualquer de desconto composto racional tenha nos fornecido
o valor nominal (N), o valor da taxa (i) e o valor do tempo (n), e venha solicitar que encontremos
o valor atual (A) desta operação. O que faríamos para aplicar a fórmula acima? Ora, apenas
isolaríamos o valor atual, e passaríamos o parêntese famoso para o outro lado, dividindo.
Teríamos, portanto:

n
A = N / (1 + i)

Passemos à construção da fórmula do Desconto Composto Comercial (ou Por Fora). O raciocínio
é muito semelhante ao que desenvolvemos acima.

n
A = N.(1 – i)

Esta é a fórmula fundamental do desconto composto por fora!


E se, por acaso, o enunciado fornecer o valor atual (A), o valor da taxa (i) e o valor do tempo (n),
e solicitar que encontremos o Valor Nominal da operação.
Teríamos:

n
N = A / (1 – i)

Ei-la: esta é a segunda equação do desconto composto por fora, cuja exigência de aplicação é
aquela nossa velha conhecida: taxa e tempo na mesma unidade!

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JURO X DESCONTO – EXEMPLO

1. Uma empresa deve pagar R$ 20.000,00 hoje, R$ 10.000,00 ao fim de trinta dias e R$ 31.200,00
ao fim de noventa dias. Como ela só espera contar com os recursos necessários dentro de
sessenta dias e pretende negociar um pagamento único ao fim desse prazo, obtenha o capital
equivalente que quita a dívida ao fim dos sessenta dias, considerando uma taxa de juros
compostos de 4% ao mês.
a) R$ 63.232,00
b) R$ 64.000,00
c) R$ 62.032,00
d) R$ 62.200,00
e) R$ 64.513,28
Solução:

RESUMO DE ÚLTIMA HORA

REGIME SIMPLES – JUROS E DESCONTOS (RESUMO DAS FÓRMULAS)

JUROS

C.i.n
J=
100

Obs: Taxa (i) percentual.

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MONTANTE

⎛ 100 +i.n ⎞
M = C.⎜
⎝ 100 ⎟⎠

Obs: Taxa (i) percentual.

DESCONTO RACIONAL (POR DENTRO)

A Dd N
= =
100 i.n 100 +i.n

Obs: Taxa (i) percentual.

DESCONTO COMERCIAL (POR FORA)

A D N
= f=
100 −i.n i.n 100

Obs: Taxa (i) percentual.

RELAÇÃO ENTRE OS DESCONTOS

⎛ 100 +i.n ⎞
D f = Dd . ⎜
⎝ 100 ⎟⎠

Obs: Taxa (i) percentual.

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Onde:
•• J: Juros
•• C: Capital
•• M: Montante
•• A: Valor Atual;
•• N: Valor Nominal;
•• D: Desconto;
•• i: Taxa;
•• n: Tempo;

REGIME COMPOSTO – JUROS E DESCONTOS (RESUMO DAS FÓRMULAS)

JUROS

J=M–C

MONTANTE

M = C.(1 + i)n

Obs: Taxa (i) unitária.

DESCONTO RACIONAL (POR DENTRO)

N = A.(1 + i)n

Obs: Taxa (i) unitária.

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DESCONTO COMERCIAL (POR FORA)

A = N.(1 – i)n

Obs: Taxa (i) unitária.

TAXAS EQUIVALENTES

Obs: Taxa (i) unitária.

TAXA NOMINAL PASSANDO PARA TAXA EFETIVA

Exemplo: Indique qual a taxa de juros anual equivalente à taxa de juros nominal de 8% ao ano,
com capitalização semestral.
a) 8,20%
b) 8,16%
c) 8,10%
d) 8,05%
e) 8,00%
Solução:

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8% ao ano = (8/20 = 4% ao semestre = taxa Efetiva!
Precisaremos, então, alterar a unidade da nossa taxa efetiva (semestral) para uma taxa anual.
Não há dúvida nenhuma: utilizaremos agora o conceito de taxas equivalentes! Teremos:
1 + I = (1 + I)n
Onde:
→ i = 4% ao semestre;
→ I = ? % ao ano;
→ n = 2 (cabem dois semestres em um ano).
Jogando os dados na fórmula, teremos:
→ 1 + I = (1 + 0,04)2
Recorrendo à Tabela Financeira, encontraremos que:
→ 1 + I = 1,081600 → I = 0,0816 → I = 8,16% ao ano
Resposta: B

TAXA APARENTE, TAXA REAL e INFLAÇÃO

(1 + IREAL).(1 + IINFLAÇÃO) = (1 + IAPARENTE)

Obs: Taxa (i) unitária.


Exemplo: (CESGRANRIO) Uma aplicação financeira é realizada em período com inflação de
2,5%. Se a taxa real foi de 5,6%, a taxa aparente da aplicação no período foi de
a) 3,02%
b) 3,10%
c) 8,10%
d) 8,24%
e) 8,32%
Solução:
(1 + IREAL).(1 + IINFLAÇÃO) = (1 + IAPARENTE)
(1 + 0,056).(1 + 0,025) = (1 + IAPARENTE)
(1,056).(1,025) = (1 + IAPARENTE)
1,0824 = 1 + IAPARENTE
1,0824 – 1 = IAPARENTE
IAPARENTE = 0,0824
IAPARENTE = 8,24%
Resposta: D

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Questões de Concursos

PORCENTAGEM a) nenhum dos 3 valerá nada.


b) o carro valerá mais que a moto e a moto
valerá mais que a bicicleta.
1. (FCC) Numa loja, o preço de um produto c) apenas a bicicleta valerá algo.
tem um desconto de 15% se for pago à vis- d) a bicicleta valerá mais que o carro.
ta ou um acréscimo de 5% se for pago com e) a bicicleta valerá mais que a moto.
cartão de crédito. Tendo optado pelo car-
tão, uma pessoa pagou R$ 80,00 de acrés- 4. (ESAF) Em uma determinada cidade, 25%
cimo em relação ao que pagaria, com des- dos automóveis são da marca A e 50% dos
conto, à vista. Então a soma dos preços do automóveis são da marca B. Ademais, 30%
produto à vista com desconto e no cartão é: dos automóveis da marca A são pretos e
20% dos automóveis da marca B também
a) R$ 700,00
são pretos. Dado que só existem automó-
b) R$ 740,00
veis pretos da marca A e da marca B, qual
c) R$ 760,00
a percentagem de carros nesta cidade que
d) R$ 720,00
são pretos?
e) R$ 780,00
a) 17,5%
2. (CESGRANRIO) Um jovem tinha um capital b) 23,33%
e fez com ele um investimento diversifica- c) 7,5%
do. Aplicou 40% do capital em um fundo de d) 22,75%
Renda Fixa e o restante na Bolsa de Valores. e) 50%
A aplicação em Renda Fixa gerou lucro de
20%, enquanto o investimento na Bolsa, no 5. (CESGRANRIO) Um comerciante comprou
mesmo período, representou prejuízo de R$ 10.000,00 em mercadorias para a sua
10%. Com relação ao total investido nesse loja, as quais foram vendidas em um mês.
período, o jovem Sabendo-se que ele obteve um lucro de 20%
sobre o faturamento da loja, isto é, 20% so-
a) teve lucro de 2%.
bre o valor arrecadado com a venda dessas
b) teve lucro de 20%.
mercadorias, tem-se que esse comerciante
c) não teve lucro e nem prejuízo.
obteve, em reais, um lucro de
d) teve prejuízo de 2%.
e) teve prejuízo de 20%. a) 5.000,00
b) 2.500,00
3. (ESAF) Suponha que um carro perde por c) 2.400,00
ano 20% de seu valor em relação ao ano an- d) 2.200,00
terior, uma moto perde por ano 30% de seu e) 2.000,00
valor em relação ao ano anterior e uma bici-
cleta perde por ano 10% de seu valor em re-
lação ao ano anterior. Além disso, suponha
que o carro custa o dobro de uma moto e
uma moto o dobro de uma bicicleta. Sendo
assim, ao final de 5 anos:

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6. (FCC) Em dezembro de 2007, um investidor O funcionário poderá obter o preço do ca-
comprou um lote de ações de uma empresa tálogo acrescido de 20% se ele multiplicar o
por R$ 8.000,00. Sabe-se que: em 2008 as preço com desconto por
ações dessa empresa sofreram uma valori-
zação de 20%; em 2009, sofreram uma des- a) 2,2
valorização de 20%, em relação ao seu valor b) 1,5
no ano anterior; em 2010, se valorizaram c) 1,4
em 20%, em relação ao seu valor de 2009. d) 0,5
De acordo com essas informações, é verda- e) 0,4
de que, nesses três anos, o rendimento per-
centual do investimento foi de: 09. (CESGRANRIO) Um jovem aplicou R$ 500,00
em um fundo de investimento que, ao final
a) 20% de um mês, proporcionará um ganho bruto
b) 18,4% de 0,9%. No entanto, o banco comunicou ao
c) 18% jovem que 4% do ganho bruto deverá ser
d) 15,2% descontado por conta dos impostos.
e) 15%
Ao final de um mês, feito o desconto relati-
7. (CESGRANRIO) Amanda e Belinha são ami- vo aos impostos, o saldo do fundo de inves-
gas e possuem assinaturas de TV a cabo de timento será de
empresas diferentes. A empresa de TV a a) R$ 484,32
cabo de Amanda dá descontos de 25% na b) R$ 484,50
compra dos ingressos de cinema de um sho- c) R$ 500,50
pping. A empresa de TV a cabo de Belinha d) R$ 504,32
dá desconto de 30% na compra de ingressos e) R$ 504,50
do mesmo cinema. O preço do ingresso de
cinema, sem desconto, é de R$ 20,00. Em 10. (CESGRANRIO) Um funcionário público tem
um passeio em família, Amanda compra 4 uma poupança de R$ 200,00 e pretende uti-
ingressos, e Belinha compra 5 ingressos de lizá-la para pagar a 1ª prestação de um em-
cinema no shopping, ambas utilizando-se préstimo, a ser pago em 24 parcelas iguais
dos descontos oferecidos por suas respecti- de R$ 1.000,00. Sabendo-se que o valor da
vas empresas de TV a cabo. prestação não pode superar um terço do
Quantos reais Belinha gasta a mais que salário do funcionário, qual o menor valor,
Amanda na compra dos ingressos? em reais, que ficará disponível, após o paga-
mento da 1ª prestação, para os demais gas-
a) 10 tos?
b) 15
c) 20 a) 2.000,00
d) 25 b) 2.200,00
e) 30 c) 3.000,00
d) 800,00
8. (CESGRANRIO) O preço de catálogo de um e) 1.200,00
produto foi modificado equivocadamente
pelo funcionário de uma loja. Em vez de o 11. (ESAF) Uma pequena cidade possui 10.000
funcionário aumentá-lo em 20%, como pre- habitantes, dos quais 40% são produtores
visto, dele descontou 20%. rurais e 60% são do sexo masculino. Sabe-se
que 40% das mulheres são produtoras ru-
rais. Desse modo, o número de habitantes

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do sexo masculino e que não são produto- 15. (CESGRANRIO) Hugo emprestou certa quan-
res rurais é igual a: tia a Inácio a juros simples, com taxa mensal
de 6%. Inácio quitou sua dívida em um úni-
a) 1750 co pagamento feito 4 meses depois. Se os
b) 2200 juros pagos por Inácio foram de R$ 156,00,
c) 3600 a quantia emprestada por Hugo foi
d) 6000
e) 4000 a) menor do que R$ 500,00.
b) maior do que R$ 500,00 e menor do
12. (ESAF) Em um determinado período de que R$ 1.000,00.
tempo, o valor do dólar americano passou c) maior do que R$ 1.000,00 e menor do
de R$ 2,50 no início para R$ 2,00 no fim do que R$ 2.000,00.
período. Assim, com relação a esse período, d) maior do que R$ 2.000,00 e menor do
pode-se afirmar que: que R$ 2.500,00.
e) maior do que R$ 2.500,00.
a) O real se valorizou 20% em relação ao
dólar. 16. (FCC) Um capital foi aplicado a juros sim-
b) O real se valorizou 25% em relação ao ples, à taxa anual de 36%. Para que seja
dólar. possível resgatar-se o quádruplo da quantia
c) O dólar se desvalorizou 25% em relação aplicada, esse capital deverá ficar aplicado
ao real. por um período mínimo de:
d) O real se desvalorizou 20% em relação
ao dólar. a) 7 anos, 6 meses e 8 dias.
e) O real se desvalorizou 25% em relação b) 8 anos e 4 meses.
ao dólar. c) 8 anos, 10 meses e 3 dias.
d) 11 anos e 8 meses.
e) 11 anos, 1 mês e 10 dias.
REGIME SIMPLES – JUROS E DESCONTOS
17. (ESAF) Um capital unitário aplicado a juros
gerou um montante de 1,1 ao fim de 2 me-
13. (ESAF) O capital que, investido hoje a ju- ses e 15 dias. Qual a taxa de juros simples
ros simples de 12% ao ano, se elevará a anual de aplicação deste capital?
$ 1.296,00 no fim de 8 meses, é de: a) 4%
a) $ 1.100,00 b) 10%
b) $ 1.000,00 c) 60%
c) $ 1.392,00 d) 54%
d) $ 1.200,00 e) 48%
e) $ 1.399,68
18. (ESAF) Qual o valor mais próximo do mon-
14. (CESGRANRIO) Se a taxa de uma aplicação é tante que atinge uma dívida de R$ 2.000,00,
de 120% ao ano, quantos meses serão ne- quatro meses e meio depois, a uma taxa de
cessários para dobrar um capital aplicado juros simples de 1,5% ao mês?
através de capitalização simples? a) R$ 2.115,00
a) 3 b) R$ 2.092,00
b) 6 c) R$ 2.090,00
c) 8 d) R$ 2.105,00
d) 10 e) R$ 2.120,00
e) 12

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19. (ESAF) O preço à vista de uma mercadoria para a qual os dois planos de pagamento
é de $ 1.000,00. O comprador pode, en- são equivalentes, é de
tretanto, pagar 20% de entrada no ato e o
restante em uma única parcela de $ 922,60 a) 5%
vencível em 90 dias. Admitindo-se o regime b) 10%
de juros simples, a taxa de juros anuais co- c) 11%
brada na venda a prazo é de: d) 12%
e) 15%
a) 98,4%
b) 122,6% 23. (CESGRANRIO) Maria quer comprar uma
c) 22,6% bolsa que custa R$ 85,00 à vista. Como
d) 49,04% não tinha essa quantia no momento e não
e) 61,3% queria perder a oportunidade, aceitou a
oferta da loja de pagar duas prestações de
20. (ESAF) Nas compras à vista, um comercian- R$ 45,00, uma no ato da compra e outra um
te oferece 10% de desconto sobre o preço mês depois. A taxa de juros mensal que a
de etiqueta e, a prazo, divide o preço de loja estava cobrando nessa operação era de
etiqueta em dois pagamentos iguais sem
acréscimo: uma entrada e um pagamento a) 5,0%
em 30 dias. Na verdade, o comerciante está b) 5,9%
embutindo nessa transação uma taxa men- c) 7,5%
sal de juros de: d) 10,0%
e) 12,5%
a) 10%
b) 15% 24. (ESAF) Em determinada data, uma pessoa
c) 20% aplica R$ 10.000,00 à taxa de juros simples
d) 25% de 2% ao mês. Decorridos 2 meses, outra
e) 30% pessoa aplica R$ 8.000,00 à taxa de juros
simples de 4% ao mês. Determine quan-
21. (CESGRANRIO) Uma empresa oferece aos tos meses depois da primeira aplicação o
seus clientes desconto de 10% para paga- montante referente ao valor aplicado pela
mento no ato da compra ou desconto de primeira pessoa será igual ao montante re-
5% para pagamento um mês após a com- ferente ao valor aplicado pela segunda pes-
pra. Para que as opções sejam indiferentes, soa.
a taxa de juros mensal praticada deve ser,
aproximadamente, a) 22
b) 20
a) 0,5% c) 24
b) 3,8% d) 26
c) 4,6% e) 18
d) 5,0%
e) 5,6% 25. (ESAF) João colocou metade de seu capital
a juros simples pelo prazo de 6 meses e o
22. (CESGRANRIO) Um determinado produto restante, nas mesmas condições, pelo pe-
pode ser comprado à vista, por R$ 950,00, ríodo de 4 meses. Sabendo-se que, ao fi-
ou em duas parcelas, uma de R$ 450,00 no nal das aplicações, os montantes eram de
ato da compra e outra de R$ 550,00, um $ 117.000,00 e $ 108.000,00, respectiva-
mês após a compra. A taxa mensal de juros mente, o capital inicial do capitalista era de:

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a) $ 150.000,00 29. (ESAF) O valor atual racional de um título é


b) $ 160.000,00 igual a 1/2 de seu valor nominal. Calcular a
c) $ 170.000,00 taxa de desconto, sabendo-se que o paga-
d) $ 180.000,00 mento desse título foi antecipado de 5 me-
e) $ 200.000,00 ses.

26. (CESPE) Suponha que um capital C aplicado a) 200% ao ano


por 12 meses à taxa de juros simples de i% b) 20% ao mês
ao mês se transforme em um montante de c) 25% ao mês
R$ 37.000,00. Esse mesmo capital aplica- d) 28% ao mês
do à mesma taxa, no mesmo regime de ju- e) 220% ao ano
ros, mas por 6 meses se transforma em um
montante de R$ 31.000,00. Nessa situação, 30. (ESAF) Um título sofre um desconto simples
a taxa anual equivalente à taxa de i% é por fora de R$ 2.500,00 quatro meses antes
do seu vencimento a uma taxa de desconto
a) inferior a 37%. de 2,5% ao mês. Qual é o valor mais próxi-
b) superior ou igual a 37% e inferior a 40%. mo do valor nominal do título?
c) superior ou igual a 40% e inferior a 43%.
d) superior ou igual a 43% e inferior a 46%. a) R$ 22.500,00
e) superior ou igual a 46%. b) R$ 25.000,00
c) R$ 17.500,00
27. (ESAF) Determinado capital aplicado a d) R$ 20.000,00
juros simples durante 18 meses rendeu e) R$ 27.500,00
R$ 7.200,00. Sabe-se que, se o dobro deste
capital fosse aplicado a juros simples com 31. (CESGRANRIO) Um título com valor de face
a mesma taxa anterior, geraria, ao final de de R$ 1.000,00, faltando 3 meses para seu
dois anos, o montante de R$ 40.000,00. O vencimento, é descontado em um banco
valor do capital aplicado na primeira situa- que utiliza taxa de desconto bancário, ou
ção foi: seja, taxa de desconto simples “por fora”,
de 5% ao mês. O valor presente do título,
a) R$ 24.000,00 em reais, é
b) R$ 20.800,00
c) R$ 15.200,00 a) 860,00
d) R$ 12.500,00 b) 850,00
e) R$ 10.400,00 c) 840,00
d) 830,00
28. (ESAF) Utilizando o desconto racional, o va- e) 820,00
lor que devo pagar por um título com venci-
mento daqui a 6 meses, se o seu valor nomi- 32. (ESAF) Um título sofre um desconto simples
nal for de R$ 29.500,00 e eu desejo ganhar por dentro de R$ 10.000,00 cinco meses an-
36% ao ano, é de: tes do seu vencimento a uma taxa de des-
conto de 4% ao mês. Qual o valor mais pró-
a) R$ 24.000,00 ximo do valor nominal do título?
b) R$ 25.000,00
c) R$ 27.500,00 a) R$ 60.000,00
d) R$ 18.800,00 b) R$ 46.157,00
e) R$ 6.240,00 c) R$ 56.157,00
d) R$ 50.000,00
e) R$ 55.000,00

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33. (ESAF) Um título de valor nominal igual a operação de desconto comercial sim-
R$ 15.000,00 foi descontado 6 meses antes ples com uma taxa de 2,5% ao mês.
do seu vencimento. O desconto pela anteci-
pação do título foi de acordo com o sistema •• Uma outra duplicata, descontada 4 me-
de desconto comercial simples a uma taxa ses antes de seu vencimento, através
de 10% ao trimestre. O valor ao qual o título de uma operação de desconto racional
foi descontado é igual a: simples com uma taxa de 2% ao mês.

a) R$ 6.000,00. Se os valores dos correspondentes descon-


b) R$ 13.000,00. tos são iguais, então o valor nominal da se-
c) R$ 10.000,00. gunda duplicata é
d) R$ 9.000,00. a) R$ 22.000,00
e) R$ 12.000,00. b) R$ 24.000,00
c) R$ 25.000,00
34. (CESGRANRIO) Para uma duplicata de d) R$ 27.000,00
R$ 200.000,00, com vencimento em 01 de e) R$ 30.000,00
novembro de 2010, a empresa SEM FUN-
DOS S.A. negociou com determinada insti- 37. (FCC) Uma duplicata, no valor nominal de
tuição financeira o seu resgate. Ficou acer- R$ 1.800,00, foi resgatada antes do venci-
tado que a instituição pagaria à companhia, mento por R$ 1.170,00. Se a taxa de des-
em 01 de junho de 2010, o montante de conto comercial simples era de 2,5% ao
R$ 180.000,00. A taxa mensal de desconto mês, o tempo de aplicação foi de
praticada na operação foi de
a) 2 anos e 6 meses.
a) 2% b) 2 anos e 4 meses.
b) 5% c) 2 anos e 1 mês.
c) 8% d) 1 ano e 6 meses.
d) 10 % e) 1 ano e 2 meses.
e) 20 %
38. (FCC) Um título descontado 2 meses antes
35. (CESGRANRIO) Um cheque pré-datado para de seu vencimento, segundo uma opera-
daqui a 3 meses, no valor de R$ 400,00, so- ção de desconto racional simples e com a
frerá desconto comercial simples hoje. Se a utilização de uma taxa de desconto de 18%
taxa de desconto é de 12% ao mês, o valor ao ano, apresenta um valor atual igual a
a ser recebido (valor descontado), em reais, R$ 21.000,00. Um outro título de valor no-
será igual a minal igual ao dobro do valor nominal do
a) 400,00 primeiro título é descontado 5 meses antes
b) 352,00 de seu vencimento, segundo uma operação
c) 256,00 de desconto comercial simples e com a uti-
d) 144,00 lização de uma taxa de desconto de 2% ao
e) 48,00 mês. O valor atual deste segundo título é de
a) R$ 38.934,00
36. (ESAF) Considere, na data de hoje, o des- b) R$ 39.799,20
conto dos seguintes títulos: c) R$ 40.664,40
•• Uma duplicata de valor nominal igual a d) R$ 41.529,60
R$ 20.000,00, descontada 4 meses an- e) R$ 42.160,80
tes de seu vencimento, através de uma

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39. (ESAF) Uma empresa descontou uma dupli- d) simples, se o período do empréstimo
cata em um banco que adota uma taxa de for maior do que a unidade de tempo.
84% ao ano, e o desconto comercial simples. e) simples, se o período do empréstimo
O valor do desconto foi de R$ 10.164,00. Se for menor do que a unidade de tempo.
na operação fosse adotado o desconto ra-
cional simples, o valor do desconto seria re- 41. (ESAF) Marta aplicou R$ 10.000,00 em um
duzido em R$ 1.764,00. Nessas condições, o banco por 5 meses, a uma taxa de juros sim-
valor nominal da duplicata é de: ples de 2% ao mês. Após esses 5 meses, o
montante foi resgatado e aplicado em outro
a) R$ 45.000,00 banco por mais 2 meses, a uma taxa de ju-
b) R$ 46.700,00 ros compostos de 1% ao mês. O valor dos
c) R$ 47.300,00 juros da segunda etapa da aplicação é igual
d) R$ 48.400,00 a
e) R$ 50.000,00
a) R$ 221,10.
b) R$ 220,00.
REGIME COMPOSTO – c) R$ 252,20.
d) R$ 212,20.
JUROS, TAXAS E DESCONTOS
e) R$ 211,10.

42. (CESGRANRIO) Uma conta de R$ 1.000,00


40. (CESGRANRIO) O gráfico a seguir representa foi paga com atraso de 2 meses e 10 dias.
as evoluções no tempo do Montante a Juros Considere o mês comercial, isto é, com 30
Simples e do Montante a Juros Compostos, dias; considere, também, que foi adotado o
ambos à mesma taxa de juros. M é dado em regime de capitalização composta para co-
unidades monetárias e t, na mesma unida- brar juros relativos aos 2 meses, e que, em
de de tempo a que se refere a taxa de juros seguida, aplicou-se o regime de capitaliza-
utilizada. ção simples para cobrar juros relativos aos
10 dias.
Se a taxa de juros é de 3% ao mês, o juro
cobrado foi de
a) R$ 64,08
b) R$ 79,17
c) R$ 40,30
d) R$ 71,51
e) R$ 61,96

43. (CESGRANRIO) Após a data de seu ven-


cimento, uma dívida é submetida a juros
compostos com taxa mensal de 10%, além
Analisando-se o gráfico, conclui-se que para de ser acrescida de uma multa contratu-
o credor é mais vantajoso emprestar a juros al correspondente a 3% da dívida original.
a) compostos, sempre. José pagou R$ 2.852,00 para quitar uma dí-
b) compostos, se o período do empréstimo vida com exatamente 2 meses de atraso. O
for menor do que a unidade de tempo. valor da dívida original, em reais, sem juros
c) simples, sempre. e sem multa, corresponde a um número
a) menor do que 2.000.

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b) maior do que 2.000 e menor do que Dados: valores resultantes de (1 + i)n
2.200.
c) maior do que 2.200 e menor do que
2.400.
d) maior do que 2.400 e menor do que a) 3.950
2.600. b) 4.100
e) maior do que 2.600. c) 1.950
d) 3.100
44. (FCC) Uma pessoa fez um empréstimo em e) 3.400
um banco no valor de R$ 25.000,00, tendo
que pagar todo o empréstimo após 18 me- 47. (CESGRANRIO) Um título de valor nominal
ses a uma taxa de juros de 24% ao ano, com R$ 24.200,00 será descontado dois meses
capitalização mensal. O valor dos juros a se- antes do vencimento, com taxa composta
rem pagos no vencimento pode ser obtido de desconto de 10% ao mês. Sejam D o va-
multiplicando R$ 25.000,00 por: lor do desconto comercial composto e d o
a) [(1,02)18 −1] valor do desconto racional composto. A di-
ferença D – d, em reais, vale
b) [1818 1,36 −1]
a) 399,00
c) [1812 1,24 −1] b) 398,00
d) [3 1,24 −1] c) 397,00
d) 396,00
e) [6 3 1,24 −1] e) 395,00

48. (ESAF) Um título sofre um desconto racional


45. (ESAF) Um capital é aplicado à taxa de juros composto dois meses antes do seu venci-
simples de 36% ao ano, durante 20 meses. mento a uma taxa de 5% ao mês. Dado que
Verifica-se que o correspondente montan- o valor do desconto é R$ 10.000,00, qual o
te é igual ao montante produzido por um valor mais próximo do valor atual do título?
outro capital no valor de R$ 50.000,00,
aplicado durante um ano, à taxa de juros a) R$ 100.000,00
compostos de 8% ao semestre. O valor dos b) R$ 107.561,00
juros referente à primeira aplicação é igual c) R$ 102.564,00
2
a: (Dado: (1,08) = 1,1664) d) R$ 97.561,00
e) R$ 110.000,00
a) R$ 19.500,00
b) R$ 19.650,00 49. (ESAF) Um título deveria sofrer um descon-
c) R$ 20.250,00 to comercial simples de R$ 672,00 quatro
d) R$ 21.750,00 meses antes do seu vencimento. Todavia
e) R$ 21.870,00 uma negociação levou à troca do desconto
comercial simples por um desconto racional
46. (CESGRANRIO) O montante gerado por uma composto. Calcule o novo desconto, consi-
instituição financeira, em uma aplicação no derando a mesma taxa de 3% ao mês.
regime de juros compostos, é R$ 5.000,00,
em 10 meses, ou R$ 5.202,00, em 1 ano. a) R$ 600,00
b) R$ 620,15
Se a taxa de juros é constante, o valor apli- c) R$ 624,47
cado é, em reais, de, aproximadamente, d) R$ 643,32
e) R$ 672,00

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50. (ESAF) Uma duplicata, no valor de a) 8.600,00


$ 2.000,00 é resgatada dois meses antes b) 8.750,00
do vencimento, obedecendo ao critério de c) 8.880,00
desconto comercial composto. Sabendo-se d) 9.030,00
que a taxa de desconto é de 10% ao mês, o e) 9.200,00
valor descontado e o valor do desconto são,
respectivamente: 54. (CESGRANRIO) O diagrama abaixo mostra
um fluxo financeiro composto de três re-
a) $ 1.600,00 e $ 400,00 cebimentos sucessivos, iguais a R$ 10,00,
b) $ 1.620,00 e $ 380,00 seguidos de um último recebimento de
c) $ 1.640,00 e $ 360,00 R$ 110,00, após quatro períodos.
d) $ 1.653,00 e $ 360,00
e) $ 1.666,67 e $ 333,33

51. (CESGRANRIO) Um título, cujo valor de face


é R$ 29.040,00, sofre desconto racional
composto dois meses antes do seu ven-
cimento. Se a taxa utilizada na operação é
10% ao mês, o valor do desconto, em reais,
Se a taxa de juros compostos usada for de
é
10% por período, o valor presente líquido
a) 5.808,00 desse fluxo de recebimentos, em reais, será
b) 5.040,00 de
c) 4.912,00
a) 90,00
d) 4.840,00
b) 100,00
e) 4.784,00
c) 110,00
d) 130,00
52. (FCC) Descontando-se um título de valor
e) 140,00
nominal de R$ 10.500,00 dois meses antes
de seu vencimento, à taxa de desconto de
55. (CESGRANRIO) João tomou um emprésti-
3% ao mês e de acordo com o critério do
mo de R$ 900,00 a juros compostos de 10%
desconto comercial composto, o valor do
ao mês. Dois meses depois, João pagou
desconto na operação é de
R$ 600,00 e, um mês após esse pagamento,
a) R$ 600,00 liquidou o empréstimo. O valor desse últi-
b) R$ 610,00 mo pagamento foi, em reais, aproximada-
c) R$ 615,15 mente,
d) R$ 620,55
a) 240,00
e) R$639,45
b) 330,00
c) 429,00
53. (CESGRANRIO) Uma dívida de valor nominal
d) 489,00
R$ 5.600,00 vence em 2 meses, enquanto
e) 538,00
outra, de valor nominal R$ 3.150,00, vence
em 4 meses. Deseja-se converter as duas
56. (CESGRANRIO) Júlio fez uma compra de
dívidas em uma única equivalente, com
R$ 600,00, sujeita à taxa de juros de 2% ao
vencimento para daqui a 3 meses. Conside-
mês sobre o saldo devedor. No ato da com-
rando-se o desconto como sendo racional
pra, fez o pagamento de um sinal no valor
composto e a taxa de juros de 5% ao mês, o
de R$ 150,00. Fez ainda pagamentos de
valor da dívida única, em reais, é:
R$ 159,00 e R$ 206,00, respectivamente,

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30 e 60 dias depois de contraída a dívida. 60. (ESAF) Um financiamento externo é con-
Se quiser quitar a dívida 90 dias depois da tratado a uma taxa nominal de 12% ao ano
compra, quanto deverá pagar, em reais? com capitalização semestral. Obtenha a
taxa efetiva anual desse financiamento.
a) 110,00
b) 108,00 a) 12,36%
c) 106,00 b) 11,66%
d) 104,00 c) 10,80%
e) 102,00 d) 12,44%
e) 12,55%
57. (ESAF) Antônio tomou um empréstimo de
R$ 5.000,00 a uma taxa de juros mensal de 61. (ESAF) O capital de R$ 10.000,00 foi aplica-
4% sobre o saldo devedor, ou seja, a cada do por 6 meses, à taxa de juros compostos
mês é cobrado um juro de 4% sobre o que de 6% ao semestre, com juros capitalizados
resta a pagar. Antônio pagou R$ 700,00 ao trimestralmente. Calcule o montante dessa
final do primeiro mês e R$ 1.680,00 ao final aplicação.
do segundo; se Antônio decidir quitar a dívi-
da ao final do terceiro mês, terá de pagar a a) R$ 10.600,00
seguinte quantia: b) R$ 10.615,00
c) R$ 10.620,00
a) R$ 3.500,00 d) R$ 10.612,00
b) R$ 3.721,15 e) R$ 10.609,00
c) R$ 3.898,42
d) R$ 3.972,16 62. (CESGRANRIO) O capital de R$ 24.000,00 é
e) R$ 3.120,00 aplicado a juros compostos, durante 6 me-
ses, à taxa nominal de 20% ao ano, com
58. (CESGRANRIO) Uma loja oferece um apare- capitalização trimestral. O rendimento, em
lho celular por R$ 1.344,00 à vista. Esse apa- reais, proporcionado por esse investimento,
relho pode ser comprado a prazo, com juros é
de 10% ao mês, em dois pagamentos men-
sais iguais: um, no ato da compra, e outro, a) 2.400,00
um mês após a compra. O valor de cada um b) 2.420,00
dos pagamentos mensais é, em reais, de c) 2.460,00
d) 2.500,00
a) 704,00 e) 2.520,00
b) 705,60
c) 719,00 63. (ESAF) No sistema de juros compostos um
d) 739,20 capital PV aplicado durante um ano à taxa
e) 806,40 de 10 % ao ano com capitalização semestral
resulta no valor final FV. Por outro lado, o
59. (ESAF) Assinale a opção correta. Se a taxa mesmo capital PV, aplicado durante um tri-
nominal de juros é de 12% a.a., conside- mestre à taxa de it% ao trimestre resultará
rando capitalizações mensais, a taxa efetiva no mesmo valor final FV, se a taxa de aplica-
será de: ção trimestral for igual a:
a) 12% a.a. a) 26,25 %
b) 12% a.m. b) 10,25 %
c) 1% a.m. c) 13,12 %
d) 1% a.a. d) 40 %
e) 12,5% a.a. e) 20 %

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64. (CESGRANRIO) A taxa efetiva quadrimestral 68. (CESGRANRIO) A taxa efetiva anual de 50%,
de 44%, no sistema de juros compostos, no sistema de juros compostos, equivale a
equivale a uma taxa nominal de i% ao se- uma taxa nominal de i % ao semestre, capi-
mestre, capitalizada bimestralmente é talizada bimestralmente. O número de divi-
1/6
sores inteiros positivos de i é: (Dado: (1,5)
a) 12% = 1,07)
b) 15%
c) 30% a) 4
d) 60% b) 5
e) 75% c) 6
d) 7
65. (CESGRANRIO) Realizar uma operação fi- e) 8
nanceira a uma taxa de 60% a.a., com ca-
pitalização mensal, é equivalente a realizar 69. (ESAF) A taxa efetiva anual de uma aplica-
essa mesma operação, à taxa de juros com- ção que rende juros compostos, a uma taxa
posto semestral de nominal de 10% ao ano, com capitalização
semestral, é igual a:
a) 24,00%
b) 26,53% a) 10%
c) 27,40% b) 10,50%
d) 30,00% c) 10,25%
e) 34,01% d) 10,75%
e) 11%
66. (CESGRANRIO) Nas operações de emprés-
timo, uma financeira cobra taxa efetiva de 70. (FCC) A taxa efetiva trimestral referente a
juros, no regime de capitalização composta, uma aplicação foi igual a 12%. A correspon-
de 10,25% ao ano. Isso equivale a cobrar ju- dente taxa de juros nominal (i) ao ano, com
ros com taxa anual e capitalização semestral capitalização mensal, poderá ser encontra-
de da calculando:
1/3
a) 10,25% a) i = 4 . [(1,12) – 1]
1/4
b) 10,51% b) i = 12 . [(1,12) – 1]
1/3
c) 5% c) i = 12 . [(1,12) – 1]
12
d) 5,51% d) i = (1,04) – 1
e) 10% e) i = 12 . [(0,04) + 3]

67. (CESGRANRIO) Qual a taxa efetiva semes- 71. (CESGRANRIO) Um investimento obteve
tral, no sistema de juros compostos, equiva- variação nominal de 15,5% ao ano. Nesse
lente a uma taxa nominal de 40% ao quadri- mesmo período, a taxa de inflação foi 5%.
mestre, capitalizada bimestralmente? A taxa de juros real anual para esse investi-
mento foi
a) 75,0%
b) 72,8% a) 0,5%
c) 67,5% b) 5,0%
d) 64,4% c) 5,5%
e) 60,0% d) 10,0%
e) 10,5%

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72. (ESAF) A inflação acumulada no primeiro 74. (ESAF) O capital de R$ 12.000,00 foi aplica-
semestre de determinado ano foi de 20%. do por um ano e gerou R$ 1.860,00 de ju-
Uma pessoa aplicou R$ 12.000,00 no início ros. Se a inflação desse ano foi de 5%, então
deste período e resgatou R$ 18.000,00 no a taxa real de juros desse ano foi:
final. A taxa real de retorno no período de
aplicação foi de a) 11%
b) 10%
a) 25% c) 10,5%
b) 27,5% d) 9,5%
c) 30% e) 9%
d) 45%
e) 50% 75. (CESGRANRIO) Em um período no qual a in-
flação acumulada foi de 100%, R$ 10.000,00
73. (CESPE) Se a quantia de R$ 5.000,00, inves- ficaram guardados em um cofre, ou seja,
tida pelo período de 6 meses, produzir o não sofreram qualquer correção. Nessas
montante de R$ 5.382,00, sem se descontar condições, houve uma desvalorização dos
a inflação verificada no período, e se a taxa R$ 10.000,00 de
de inflação no período for de 3,5%, então a
taxa de juros desse investimento no período a) 1/4
será de b) 1/2
c) 2/3
a) 4,5% d) 3/4
b) 4% e) 1
c) 3,5%
d) 3%
e) 2,5%

Gabarito: 1. C 2. A 3. E 4. A 5. B 6. D 7. A 8. B 9. D 10. B 11. C 12. B 13. D 14. D 15. B 16. B 17. E 
18. D 19. E 20. D 21. E 22. B 23. E 24. A 25. D 26. E 27. E 28. B 29. B 30. B 31. B 32. A 33. E 34. A 
35. C 36. D 37. E 38. A 39. D 40. E 41. A 42. D 43. C 44. A 45. E 46. B 47. B 48. D 49. C 50. B 
51. B 52. D 53. C 54. B 55. E 56. E 57. E 58. A 59. C 60. A 61. E 62. C 63. B 64. D 65. E 66. E 67. B 
68. A 69. C 70. C 71. D 72. A 73. B 74. B 75. B

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ANEXO

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Raciocínio Lógico

Professor Bruno Villar

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Edital

RACIOCÍNIO LÓGICO: Estruturas lógicas, Lógica de argumentação: analogias, inferências,


deduções e conclusões, Lógica sentencial (ou proposicional), Proposições simples e compostas,
Tabelas-verdade, Equivalências, Diagramas lógicos, Lógica de primeira ordem. Noções de
Lógica.

BANCA: ESAF
CARGO: Assistente Técnico Administrativo

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Raciocínio Lógico

RACIOCÍNIO LÓGICO

Tema: Proposições

Noções preliminares
A proposição lógica é alicerce da construção do conhecimento da lógica proposicional. Para
entendermos o conceito de proposição lógica, é necessário termos uma noção básica de frases.
Vamos relembrar juntos?
Definição: Frase é qualquer enunciado (curto ou longo) que estabelece uma comunicação. As
frases são divididas em cincos tipos, de acordo com a gramática tradicional.
•• Declarativa: O enunciado é afirmativo ou negativo e termina em ponto (.) ou em reticências
(...).
Exemplos:
•• A lua é um satélite natural. (Frase declarativa afirmativa)
•• Jorge não é paraibano. (Frase declarativa negativa)
•• Imperativa: O enunciado apresenta um tom de ordem, pedido, súplica, exortação,
advertência, etc. Verbos no imperativo (afirmativo ou negativo) marcam tal tipo de frase, a
qual termina em ponto (.), ponto de exclamação (!) ou reticências (...).
Exemplos:
•• Faça seu trabalho corretamente.
•• Quando for à Salvador, visite o pelourinho.
•• Interrogativa: O enunciado apresenta um questionamento direto ou indireto e termina em
ponto de interrogação (?) se a indagação for direta e em ponto (.), se for indireta.
Exemplos:
•• Qual o melhor livro de Raciocínio Lógico?
•• Não sei onde ele pode estar.
Dica: O exemplo acima é uma interrogativa indireta, pois é possível realizar uma pergunta direta
com a frase “onde ele pode estar (?)”.

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•• Exclamativa: O enunciado exprime um sentimento e uma altissonância (Produz um som
alto ou intenso); termina em ponto de exclamação(!)
Exemplos:
•• Que alegria!
•• Meus pêsames!
•• Optativa: O enunciado exprime um desejo e termina em ponto (.) ou ponto de exclamação (!).
Exemplos:
•• Sucesso, viu!
•• Deus te ouça, meu amor!

Proposição lógica
Definição: Proposição é toda sentença declarativa (com sujeito e predicado) à qual pode se
atribuir, sem ambiguidade, apenas um valor lógico: verdadeiro (V) ou falso (F).
Exemplos:
O sol é uma estrela.
8 é divisível por 4.
João é paulista.
As proposições lógicas dividem-se em: “proposição fechada” (proposição lógica) e “proposição
aberta” (“sentença aberta”). A proposição lógica é chamada de proposição fechada, pois o
valor do enunciado está definido.

Proposição Aberta ou Sentença aberta


Definição: Sentença aberta é uma sentença cujo resultado (falso ou verdadeiro) é desconhecido
por conter pelo menos um elemento indefinido.
Caso 1: pronome
Exemplo: x + 2 = 5
Caso 2: Variável Matemática
Exemplo: Ele é alto.

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ATA – Raciocínio Lógico – Prof. Bruno Villar

Resumo:

Proposição fechada = proposição lógica.


Obs.: Tem valor lógico.

PROPOSIÇÃO

Proposição aberta = sentença aberta.


Obs.: Não é uma proposição lógica, pois
possui valor indefinido

Treinamento

1. (FUNIVERSA – SAPEJUS-GO – 2015) Considerando que uma proposição corresponde a uma


sentença bem definida, isto é, que pode ser classificada como verdadeira ou falsa, excluindo-se
qualquer outro julgamento, assinale a alternativa em que a sentença apresentada corresponde
a uma proposição.
a) Ele foi detido sem ter cometido crime algum?
b) Aquela penitenciária não oferece segurança para o trabalho dos agentes prisionais.
c) Os agentes prisionais da penitenciária de Goiânia foram muito bem treinados.
d) Fique alerta a qualquer movimentação estranha no pátio do presídio.
e) Houve fuga de presidiários, que tragédia!

2. (FCC) Uma proposição de uma linguagem é uma expressão de tal linguagem que pode
ser classificada como verdadeira ou falsa. Com base nessa definição, analise as seguintes
expressões:
I. 3 + 8 < 13
II. Que horas são?
III. Existe um número inteiro x tal que 2x > − 5.
IV. Os tigres são mamíferos.
V. 36 é divisível por 7.
VI. x + y = 5
É correto afirmar que são proposições APENAS as expressões:
a) I e IV.
b) I e V.
c) II, IV e VI.
d) III, IV e V.
e) I, III, IV e V

Gabarito: 1. C 2. E 

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Tema: Princípios fundamentais da lógica

Princípio da Identidade: Todo objeto é idêntico a si mesmo, isto é, uma proposição verdadeira
é sempre verdadeira e uma proposição falsa é sempre falsa.
Princípio da não contradição: Uma proposição não pode ser simultaneamente verdadeira e
falsa.
Princípio do Terceiro Excluído: Toda proposição ou é só verdadeira ou é só falsa, nunca
ocorrendo um terceiro caso.

1. (CESPE) Segundo os princípios da não contradição e do terceiro excluído, a uma proposição


pode ser atribuído um e somente um valor lógico.
( ) Certo   ( ) Errado

2. (CESPE) Toda proposição lógica pode assumir no mínimo dois valores lógicos.
( ) Certo   ( ) Errado

Tema: Classificação das proposições

As proposições podem ser simples ou compostas.


Proposição simples ou atômica: É uma frase declarativa que expressa um pensamento
completo acerca de um objeto, isto é, que possui um único objeto de estudo. Indicaremos tais
proposições por letras minúsculas do nosso alfabeto. Exemplos:
p: O México fica na América do Norte.
Proposição composta ou molecular: É formada por duas ou mais proposições relacionadas
pelos conectivos lógicos. Serão indicadas por letras maiúsculas do nosso alfabeto.
P: João é alto e André e baixo.

Gabarito: 1. Certo 2. Errado 

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Tema: negação de uma proposição simples

Definição: a negação de uma proposição é mudança do valor lógico, sem perder o sentido.
A forma simbólica da negação é ∼ p ou ¬p (banca Cespe).

p ∼p
V F
F V

Caso 01: A frase não possui o advérbio “não”.


p: Salvador tem praia.
¬p : Salvador não tem praia.
Outras formas de negar essa mesma proposição são:
Não é verdade que Salvador tem praia.
É falso que Salvador tem praia.

Caso 02: A frase possui o advérbio “não”.


Dica: É só retirar o advérbio “não”.
q: O Brasil não é um país do continente americano.
¬q : O Brasil é um país do continente americano.

Caso 03: Utilização de antônimos.


p : Mário é alto.
¬p : Mário não é alto.
¬p : Mario é baixo.

Caso 04: Negação dos símbolos matemáticos.

p ¬p
= ≠
≥ <
≤ >
> ≤
< ≥

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Exemplos:
p : 2 + 3 = 5 ¬p:2 + 3 ≠ 5 .
q: Maria tem mais de 20 anos trabalhando no INSS.
¬q : Maria não tem mais de 20 anos trabalhando no INSS. (Forma simples, porém pouco
utilizada)
¬q : Maria tem de 20 anos ou menos trabalhando no INSS. (Forma mais cobrada em prova)

Caso 5: negação de proposições contendo quantificador ou segunda lei de Morgan.


1ª situação: quantificador universal afirmativo (Todo)
Dica: A regra da negação é utilizar o algum (pelo menos um ou existe) mais a negação da frase.
p: Todo homem é mortal.
∼ p : Algum um homem não é mortal.
Outras opções:
∼ p : Pelo menos um homem que não é mortal.
∼ p : Existe um homem que não é mortal.
∼ p : Nem todo homem é mortal

2ª situação: quantificador existencial (“algum” = “existe” = “pelo menos um”)


Dica: para negar o quantificador existe (“algum”) temos duas opções:
1ª Trocar pelo quantificador “todo” e escrever a negação da sentença.
2ª Porém, se utilizarmos o quantificador “nenhum”, a sentença deverá ser mantida.

p: Existem homens que são sábios.


∼ p : Todos os homens não são sábios.
∼ P : Nenhum homem é sábio.

3ª Situação: quantificador universal negativo (“nenhum”)


Dica: no caso de negar o quantificador “nenhum” ou “ninguém”, o único quantificador utilizado
é o “existe” (“algum” ou “alguém”).
p: Nenhum A é B.
∼ p : Algum A é B.

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Treinamento

1. (CESPE – 2014) Julgue o item seguinte, acerca da proposição P: Quando acreditar que estou
certo, não me importarei com a opinião dos outros.
Uma negação correta da proposição “Acredito que estou certo” seria “Acredito que não estou
certo”.
( ) Certo   ( ) Errado

2. (CESPE) Os jogadores do Estrela Futebol Clube são craques.


Assinale a opção correspondente à negação da frase acima.
a) Nenhum jogador do Estrela Futebol Clube é craque.
b) Quase todos os jogadores do Estrela Futebol Clube não são craques.
c) Existe algum jogador do Estrela Futebol Clube que não é craque.
d) Apenas alguns jogadores do Estrela Futebol Clube são craques.

3. (CESPE – PF – 2014) Ao planejarem uma fiscalização, os auditores internos de determinado


órgão decidiram que seria necessário testar a veracidade das seguintes afirmações:
P: Os beneficiários receberam do órgão os insumos previstos no plano de trabalho.
Q: Há disponibilidade, no estoque do órgão, dos insumos previstos no plano de trabalho.
R: A programação de aquisição dos insumos previstos no plano de trabalho é adequada.
A respeito dessas afirmações, julgue o item seguinte, à luz da lógica sentencial.
A negação da afirmação Q pode ser corretamente expressa por “Não há disponibilidade, no
estoque do órgão, dos insumos não previstos no plano de trabalho”.
( ) Certo   ( ) Errado

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4. (MPOG – 2009) A negação de “À noite, todos os gatos são pardos” é:
a) De dia, todos os gatos são pardos.
b) De dia, nenhum gato é pardo.
c) De dia, existe pelo menos um gato que não é pardo.
d) À noite, existe pelo menos um gato que não é pardo.
e) À noite, nenhum gato é pardo.

Tema: Operadores Lógicos

Disjunção
Dadas duas proposições p e q, chama-se “disjunção de p e q” a proposição “ p ∨ q ” (lê-se: p ou q).
Exemplo:
1. p: O sol é uma estrela. q: O céu é azul.
p ∨ q : O sol é uma estrela ou céu é azul.
Seguem outras formas filosóficas de escrever a forma p q:
p ∨ q : p ou q
P ou q ou ambos
P e/ou q (documentos legais)

Estudo da tabela da disjunção inclusiva

p q pvq
V V V
V F V
F V V
F F F

Disjunção exclusiva
Dadas duas proposições p e q, chama-se “disjunção de p e q” a proposição “p v q” (lê-se: ou p
ou q).
Transmite uma ideia de exclusão, isto é, conjuntos disjuntos (sem elementos comuns).
Exemplo: Ou Bruno é baiano ou Bruno é paraibano.

Gabarito: 1. Errado 2. C 3. Errado 4. D

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p q pvq
V V F
V F V
F V V
F F F

Conjunção
“Dadas duas proposições p e q, chama-se conjunção de p e q” a proposição “p ∧ q ” (lê-se: p e
q). A conjunção p ∧ q será verdadeira quando p e q forem ambas verdadeiras; e será falsa nos
outros casos.
Exemplo:
1) p: O sol é uma estrela. q: A lua é um satélite.
P ∧ q : O sol é uma estrela e a lua é um satélite.

Fique esperto!
A expressão p ∧ q também pode ser escrita nas seguintes formas:
peq
p, mas q
p, porém q
Tanto p como q
p, apesar de q
p,q
Em provas de concurso, já foram cobradas as seguintes formas:
peq
p, mas q
Tanto p como q

Estudo da tabela da conjunção

p q p∧q
V V V
V F F
F V F
F F F

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Condicional
Dadas duas proposições p e q, a proposição “se p, então q”, que será indicada por “p → q”, é
chamada de condicional.
Exemplo:
1) p: Mário é inocente.
q: Jorge é culpado.
p → q: Se Mário é inocente, então Jorge é culpado.
Se Mário é inocente, Jorge é culpado.

Fique esperto!
As outras formas filosóficas de escrever a condicional são:
Se p, então q
p implica q
p é suficiente para q
q é necessário para p
p consequentemente q
Quando p, q
No caso de p, q
q, contanto p
q, se p
q, no caso de p
Todo p é q.
P, logo q
Já foram cobradas as formas: p implica q; p é suficiente para q; q é necessário para p;
p consequentemente q; q, se p e todo p é q.

Casos especiais de escrita da condicional

Caso 1: Condição suficiente


Dica 01: A causa é condição suficiente para o efeito (p é suficiente para q).
Por isso, podemos escrever a expressão da seguinte forma:
Corro é condição suficiente para canso.
Lembrem-se: quando utilizar a expressão “ suficiente” está na ordem direta, causa – efeito.
Cuidado! A forma simbólica p → q ( causa → efeito) não muda a posição.

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Caso 2: Condição necessária


Dica 02: O efeito é condição necessária para a causa.
Logo podemos escrever a expressão da seguinte forma:
Canso é condição necessária para corro.

Estudo da tabela da condicional

p q p→q
V V V
V F F
F V V
F F V

Bicondicional
Dadas duas proposições p e q, a proposição “p se, e somente se, q”, que será indicada por
“p ↔ q”, é chamada de bicondicional.
p ↔ q (lê-se: p se e somente se q)

Exemplo:
p: Perereca se transforma em sapo.
q: Sapo se transforma em perereca.
p ↔ q: Perereca se transforma em sapo se e somente se o sapo se transforma em perereca.
Outra opção: Perereca se transformar em sapo é condição suficiente e necessária para o sapo
se transformar em perereca.
Estudo da tabela da bicondicional

p q p↔q
V V V
V F F
F V F
F F V

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Resumo da linguagem

Conectivo Símbolo Forma simbólica Sentido

∨ p∨q Ocorre p ou ocorre q


Disjunção inclusiva
ou ambos
Ocorre p ou ocorre q
Disjunção exclusiva v pvq
mas não ocorre ambos
Conjunção ∧ p∧q Ocorre p e q
Se ocorre p então q
Condicional → p→q
também ocorre
Ou ocorre p e q, ou não
Bicondicional ↔ p↔q
ocorre p e q

Resumo da tabela

Conectivo Forma simbólica Dica


Disjunção inclusiva p∨q 1V=V
Símbolos diferentes
Disjunção exclusiva pvq
(VF ou FV) = V
Conjunção p∧q 1F=F
Condicional p→q VF = F
Bicondicional p↔q Símbolos iguais (VV ou FF ) = V

Treinamento final de operadores

1. (SEFAZ – APOFP-SP – 2009) Assinale a opção verdadeira.


a) 3=4e3+4=9
b) Se 3 = 3, então 3 + 4 = 9
c) Se 3 = 4, então 3 + 4 = 9
d) 3 = 4 ou 3 + 4 = 9
e) 3 = 3 se e somente se 3 + 4 = 9

2. (MPOG – 2009) Considere que: “se o dia está bonito, então não chove”. Desse modo:
a) não chover é condição necessária para o dia estar bonito.
b) não chover é condição suficiente para o dia estar bonito.
c) chover é condição necessária para o dia estar bonito.
d) o dia estar bonito é condição necessária e suficiente para chover.
e) chover é condição necessária para o dia não estar bonito.

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3. (AFC – STN – 2005 – ESAF) A afirmação “Alda é alta, ou Bino não é baixo, ou Ciro é calvo” é falsa.
Segue-se, pois, que é verdade que:
a) se Bino é baixo, Alda é alta, e se Bino não é baixo, Ciro não é calvo.
b) se Alda é alta, Bino é baixo, e se Bino é baixo, Ciro é calvo.
c) se Alda é alta, Bino é baixo, e se Bino não é baixo, Ciro não é calvo.
d) se Bino não é baixo, Alda é alta, e se Bino é baixo, Ciro é calvo.
e) se Alda não é alta, Bino não é baixo, e se Ciro é calvo, Bino não é baixo

4. (MPOG – 2009) Entre as opções abaixo, a única com valor lógico verdadeiro é:
a) Se Roma é a capital da Itália, Londres é a capital da França.
b) Se Londres é a capital da Inglaterra, Paris não é a capital da França.
c) Roma é a capital da Itália e Londres é a capital da França ou Paris é a capital da França.
d) Roma é a capital da Itália e Londres é a capital da França ou Paris é a capital da Inglaterra.
e) Roma é a capital da Itália e Londres não é a capital da Inglaterra.

5. (ESAF – 2016) Sabendo que os valores lógicos das proposições simples p e q são, respectivamente,
a verdade e a falsidade, assinale o item que apresenta a proposição composta cujo valor lógico
é a verdade.
a) ∼ p ∨ q→ q
b) p ∨ q→ q
c) p→q
d) p↔q
e) q∧(p ∨ q)

6. (ESAF – 2014) Assinale a opção que apresenta valor lógico falso.


a) 23 = 8 e 1 + 4 = 5.
b) Se, 8 = 3, então 6 ÷ 2 = 3.
c) Ou 3 – 1 = 2 ou 5 + 2 = 8.
d) Se 7 – 2 = 5, então 5 + 1 = 7.
2
e) 3 = 9 se, e somente se, 3 8 = 2

7. (ESAF – MPOG – 2009) Considere que: “se o dia está bonito, então não chove”. Desse modo:
a) não chover é condição necessária para o dia estar bonito.
b) não chover é condição suficiente para o dia estar bonito.
c) chover é condição necessária para o dia estar bonito.
d) o dia estar bonito é condição necessária e suficiente para chover.
e) chover é condição necessária para o dia não estar bonito.

Gabarito: 1. C 2. A 3. C 4. C 5. A 6. D 7. A

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Tema: Tabela Verdade

É uma maneira prática de organizar os valores lógicos de uma proposição simples ou composta.

Pergunta 1: Número de linhas


O número de linhas de uma tabela verdade é fornecido pela expressão 2n, onde o n é o número
de proposições simples (distintas) componentes e o 2 representa o número de valores lógicos
possíveis (V ou F).
n
Dica: A fórmula 2 será usada para descobrir o total de linhas ou saber a quantidade de
valorações de uma proposição lógica.

Treinamento

1. (CESPE – 2014) Considerando a proposição P: “Nos processos seletivos, se o candidato for


pós-graduado ou souber falar inglês, mas apresentar deficiências em língua portuguesa, essas
deficiências não serão toleradas”, julgue os itens seguintes acerca da lógica sentencial.
A tabela verdade associada à proposição P possui mais de 20 linhas.
( ) Certo   ( ) Errado

Pergunta 2: Construção de uma tabela verdade

2. (ATA – ESAF – 2012) A proposição p ∧ (p → q) é logicamente equivalente à proposição:


a) p∨q
b) ∼p
c) p
d) ∼q
e) p∧q

3. (ESAF – DNIT – 2013) A proposição composta p → p ∧ q é equivalente à proposição:


a) p∨q
b) p∧q
c) p
d) ∼p∨q
e) q

Gabarito: 1. Errado 2. E 3. D

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Tema: Classificação das tabelas verdades

Tautologia
Definição: Uma proposição composta representa uma tautologia quando o seu valor lógico
é sempre verdade, independente dos valores das proposições componentes da proposição
composta.
Exemplo:
Chove ou não chove (p∨ ∼ p)
A tabela verdade é:

p ∼p p∨ ∼ p
V F V
F V V

Contradição
Definição: Uma proposição composta representa uma contradição quando o seu valor lógico
é sempre falso, independente dos valores das proposições componentes da proposição
composta.
Exemplo:
Chove e não chove (p∧ ∼ p)
A tabela verdade é:

p ∼p p∧ ∼ p
V F F
F V F

Indeterminação ou contingência
Uma proposição (simples ou composta) representa uma indeterminação quando os valores da
proposição apresentam dois resultados V e F.
Exemplo:
Fulano é culpado (V ou F)
Maria é alta ou Mário é baixo. (V ou F)

www.acasadoconcurseiro.com.br 475
Treinamento

1. (MPOG – 2009) Entre as opções abaixo, qual exemplifica uma contradição formal?
a) Sócrates não existiu ou Sócrates existiu.
b) Sócrates era ateniense ou Sócrates era espartano.
c) Todo filósofo era ateniense e todo ateniense era filósofo.
d) Todo filósofo era ateniense ou todo ateniense era filósofo.
e) Todo filósofo era ateniense e algum filósofo era espartano.

2. (APO – 2010 – ESAF) Considere os símbolos e seus significados: ∼ negação, ∧ – conjunção,


∨ – disjunção, ⊥ – contradição e Τ – tautologia. Sendo F e G proposições, marque a expressão
correta.
a) (F ∨ G)∧ ∼ (∼ F∧ ∼ G) =⊥ .
b) (F ∨ G)∧ (∼ F∧ ∼ G) = T .
c) (F ∨ G)∧ (∼ F∧ ∼ G) =⊥ .
d) (F ∨ G)∧ (∼ F∧ ∼ G) = F ∨ G .
e) (F ∨ G)∧ ∼ (∼ F∧ ∼ G) = F ∧ G .

3. (ESAF – 2014) Assinale qual das proposições das opções a seguir é uma tautologia.
a) p ∨ q→ q
b) p ∧ q→ q
c) p∧q↔ q
d) (p ∧ q)∨ q
e) p∨q↔ q

4. (ESAF – 2013) Conforme a teoria da lógica proposicional, a proposição ∼ P ∧P é:


a) uma tautologia.
b) equivalente à proposição ∼ P ∨P .
c) uma contradição.
d) uma contingência.
e) uma disjunção.

Gabarito: 1. E 2. C 3. B 4. C

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Tema: negação de uma proposição composta

Negação da disjunção inclusiva.


Fórmula: ∼ (p ∨ q) ≡∼ p∧ ∼ q
Cuidado: As expressões: ∼ (p ∨ q) e ∼ p ∨ q não representam a mesma coisa, a primeira
expressão a negação da conjunção e a segunda a negação de p “ou” q.
Dica: Negar a primeira proposição (simples ou composta ) depois colocar o conectivo “e” e
negar a segunda proposição (simples ou composta).
Exemplo:
P: Salvador tem praia ou Santos não tem praia.
~P ; Salvador não tem praia e Santos tem praia;

Negação da conjunção
Fórmula: ∼ (p ∧ q) ≡∼ p∨ ∼ q
Dica: Negar a primeira prop