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HISTORIA DA ARTE II

A BELLE ÉPOQUE NA AMAZÔNIA


A modernidade que surgiu na Belle Époque no final do século XIX e início do século XX se
manifestou de diferentes formas, mas a música, o balé, a arquitetura e as artes visuais foram
suas principais formas de representações”. A burguesia européia acreditava na eternidade do
lucro e do capital que iniciou na Inglaterra, mas se firmou na França para em seguida espalhar
pela Europa. Tudo isso graças os lucros da Segunda Revolução Industrial, a exploração que se
dirigiu em direção a África e a Ásia e mais tarde as industrias bélicas.
Como a Belle Époque francesa influenciou os costumes, a arte, a cultura e a educação
brasileira. O gosto francês como símbolo de modernidade e de civilidade. Assim, o ensino de
arte nas duas cidades e a influência dos ideais franceses são o foco deste trabalho. No Rio de
Janeiro, com a formação da Academia Imperial de Belas Artes em 1826, prevalecerá o método
de ensino e a arte Neoclássica, que retomava os ideais greco-romanos e renascentistas.
Enquanto em São Paulo em 1873, a província aos poucos se transformará em metrópole,
financiada pela sociedade cafeeira e o Liceu de Artes e Ofícios como a principal instituição de
ensino desse período, com um ensino que objetivava a formação de mão de obra para a
indústria. A discussão e a pesquisa sobre o século XIX são importantes para entendermos
como se deu a urbanização das nossas metrópoles, a formação do eixo cultural Rio –São Paulo

A BELLE EPOQUE NA AMAZONIA


Desde os primeiros tempos da colonização, os índios, do extremo oeste da Amazônia,
já utilizavam borracha para fabricar vasilhames domésticos. Alguns viajantes, como o francês
Charles Marie de Lá Condamine, no século XVIII, registraram com expectativa essa prática dos
indígenas, sugerindo aos empresários da Europa uma outra fonte de riqueza, então guardada
no interior da floresta, O látex, extraído da seringueira (Hevea brasilienses), poderia ser útil na
confecção de capas, revestimento de calçados e. também, na fabricação de garrafas e
recipientes. Com o desenvolvimento da R evolução Industrial, no século XIX, a borracha seria
finalmente considerada matéria-prima de fundamental importância no setor automobilístico.
Os Estados Unidos, Bélgica, Inglaterra, Espanha e Rússia se colocaram entre as
primeiras nações a beneficiar a goma proveniente da floresta equatorial. A transformação do
produto foi se concentrando, inicialmente, na fabricação de luvas,
mangueiras, pneus e bóias flutuantes. A partir de 1841, o mercado ficava ainda mais
competitivo com a descoberta da vulcanização, processo pelo qual a borracha se tornava mais
resistente ao frio e ao calor. Esse processo químico, descoberto por um americano, de nome
Goodyear, fez assim os Estados Unidos ocuparem uma posição de destaque na economia
internacional.
No Pará, os efeitos dessa descoberta foram sentidos somente alguns anos depois. A
abertura do rio Amazonas, para o tráfego de embarcações estrangeiras, que aconteceu no
ano de 1867, refletiu o interesse das indústrias americanas e européias, que trouxe, a partir
de então, dezenas de navios a vapor que poderiam subir e descer os grandes rios à procura da
borracha oferecida pelas populações caboclas. Facilitando o fluxo de embarcações ao longo
do rio Amazonas, o Governo Imperial deixava, portanto, o capitalismo se infiltrar na região
com tudo que tinha direito: exploração econômica desenfreada,trabalho mal pago juros altos
e dependência ao mercado externo.
Na cidade de Belém, na Amazônia brasileira, no final do século XIX e início do XX,
começa um movimento que vai deflagrar uma das maiores movimentações estilísticas
brasileiras, a Belle-Époque, uma história regional, que expressou a influência das correntes
artísticas européias na estética da cidade de Belém, representadoa em seus diversos aspectos
artísticos e sociais e patrocinada pelo Ciclo da Borracha.

Uma nova mentalidade começa a tomar conta da cidade não só no sentido de


embelezar a cidade através dos modelos urbanísticos importados diretamente da França,
como foram os casos dos boulevards, praças e bosques, mas também de novos hábitos, novos
estilos de vida que estabeleciam uma nova ordem econômica, formada por uma elite
constituída principalmente dos comerciantes, seringalistas e profissionais liberais que
formaria um grupo dominante que em nome do progresso, vai direcionar a remodelação da
cidade, imprimindo-lhe o brilho da belle-époque.

Na cidade de Belém do século XIX as mulheres das classes abastadas tinham um zelo especial
pela indumentária, tanto que mandavam buscar seus vestidos em Londres ou Paris. A
formação dessa nova elite, além de contribuir para o aumento de profissionais liberais,
concorreu, posteriormente, também para a introdução de novos hábitos de vida. Os novos
ricos construíram suas residências inspiradas no art noveau, com azulejos portugueses,
colunas de mármore carrara e móveis de ebanistas franceses. Para seu entretenimento,
mandavam buscar companhias artísticas na França e em Portugal, para montar temporadas
de óperas, que vinham de Paris diretamente para Belém e Manaus.

A formação de um excedente econômico na região, resultante também de extorções


dos seringalistas, vai ser responsável pela grande inclinação pelo luxo e ostentação dos
“coronéis” da borracha. A riqueza criada pelo látex também contribui para uma reorganização
do espaço urbano, sempre em função do mercado especializado da borracha. Esses reflexos
são expressos na construção de prédios como Teatro da Paz, Mercado Municipal do Ver-o-
Peso, Palacete Bolonha, Palacete Pinho e outros. E é para abastecer estes prédios que se
constrói um canal direto entre a cidade de Belém e outros grandes centros. Pois a elite
abastada e sofisticada tem os olhos voltados para os últimos lançamentos da capital
parisiense, e com isso desenvolve um gosto estético que cada vez mais se aprimora exigindo
requinte e qualidade plástica nas pinturas de obras que apenas poderão ser realizadas pelos
grandes mestres da pintura como: Carlos Azevedo, Benedito Calixto, Antônio
Parreiras,Theodoro Braga, Luis Granner y Arrufi, Giovanni Capanessi, Domenico de Angelis,
Maurice Blaisse entre outros. Muitas encomendas de pintura foram feitas a fim de satisfazer
os exigentes consumidores que cada vez mais adquirem uma quantidade muito farta de
objetos de arte que tinham como principal objetivo a decoração das casa coloniais.
Uma boa parte das pintura deste período artístico de Belém, precisam ser mais estudados e
apesar do imenso descaso das autoridades competentes, parte deste acervo remanescente da
época da Borracha permanece ainda nas repartições públicas, museus, teatros e casa de
famílias, e grande parte da documentação deste período está sendo estudada por
pesquisadores nos arquivos Bibliotecas de Belém e de outros lugares por onde percorreram os
seus autores e mecenas.

Leandro Tocantins em seu livro Santa Maria de Belém do Grão Pará, informa que o
professor Mario Barata, professor da Escola de Belas Artes da Universidade do Brasil,em1941
apresentou relatório à Diretoria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional encarecendo
uma Lei de proteção às coisas da arte e da História do Pará3.

Há muito o que ser preservado em Belém, peritos internacionais afirmam que a


Amazônia possui um mistério exótico, cenários magníficos, cultura rica, atmosfera brilhante,
relíquias históricas e sugerem às pessoas sensações em sua floresta verde com seus imensos
rios sua flora e sua fauna e no portal da Amazônia, a cidade de Belém, está cheia de
surpresas, com seus sobrados de azulejos e gradis de ferro, belas igrejas, trechos de ruas
como se fossem de uma "Lisboa Antiga". Torna-se imediatamente necessário através das
pinturas desta época , um olhar especial para reabilitar os valores culturais através da
preservação e valorização deste patrimônio adquirido e inserido na historia de Belém, o qual
pretendemos registrá-los e ainda examinar as trajetórias dos mecenas e artistas que por aqui
estiveram e fizeram uma das maiores produções das artes plástica brasileira, produção que
ainda hoje identifica o período do ciclo da borracha como um momento onde a capital
paraense viveu uma das fases áureas da economia nacional e nos deixou um legado cultural
desconhecido de grande parte dos pesquisadores brasileiros, onde figuram muitos nomes e
obras das artes plástica brasileira que precisam ser reveladas; a fim de se esclarecer, muitos
pontos deste momento estético, considerado um dos mais importantes da história da Arte
Brasileira, onde a Cidade de Belém tem uma participação muito especial

Fazendo um estudo crítico das circunstâncias que permitiram este momento e fazendo uma
análise focada na observação das obras remanescente deste período e que pretendo recolher
o material necessário para traçar um diagnóstico e acrescentar um pouco mais a história da
Cultura no Brasil revelando fatos e personagens que construíram esta história.

A MAO-DE-OBRA DA BORRACHA
Inicialmente era oferecida pelas populações caboclas. Facilitando o fluxo de embarcações ao
longo do rio Amazonas, o Governa Imperial deixava, portanto, o capitalismo se infiltrar na
região com tudo que tinha direito: exploração econômica desenfreada, trabalho mal pago,
juros altos e A dependência ao mercado externo. A mãode- obra empregada na exploração da
borracha, basicamente formada por cearenses, caboclos e Índios, submetida a um regime de
trabalho rigoroso e insalubre no meio da selva, mostrava, aos poucos, o lado miserável do
chamado ciclo da borracha. Entre 1877 e 1889 cerca de 20 mil nordestinas se deslocaram para
a Amazônia, fugindo da seca e da pobreza, barateando, assim, ainda mais a força de trabalho
disponível na região.