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INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO

Decreto- Lei n.º 4.657/42

Trata de normas que são aplicadas a todo o direito brasileiro, por exemplo, quando uma
lei entra em vigor? Quando se tem o início da vigência normativa de lei? A lei foi
publicada hoje, ela já está em vigor? A regra é que não, mas pode acontecer dela a partir
da publicação já ter vigência, desde que conste expressamente na lei que ela entra em
vigor na data de sua publicação.
A Lei Complementar 95/98 – que traz as diretrizes para elaboração de lei diz que essa
claúsula “está lei entra em vigor na data de sua publicação” só vale para lei de menores
repercussões, por exemplo, a lei que institui o dia do Milho.

Vacatio legis – é o período que medeia a publicação e a entrada em vigor de uma norma.
Pode ser expressa e implícita. Implícita quando não vier nada dizendo quando entra em
vigor, então, entra em vigor em 45 dias depois da publicação isso no Brasil, no
exterior é em 3 meses (um prazo em dias e outro em meses).

Vigência normativa

O que é vigência? Existe uma lei (porque foi promulgada), é válida, foi publicada e está
gerando efeitos no mundo jurídico (ou seja, está vigendo).
A LINDB estabelece que:

Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a


vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois
de oficialmente publicada.

§ 1º Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da


lei brasileira, quando admitida, se inicia três meses
depois de oficialmente publicada.

É suficiente a promulgação da lei? Não. É preciso dar conhecimento à população de que


ela existe. Por isso que o prazo começa a contar da publicação.

Depois de publicada, é possível que a lei entre em vigor imediatamente? Claro que sim,
desde que isso esteja previsto na própria lei (auto-declaração normativa)

Se houver previsão de um tempo na lei, ela só se tornará obrigatória após o decurso de tal
prazo, que é chamado de vacacio legis.
Se a lei for omissa, seguir-se-á o artigo 1º da LINDB.

Como se conta o prazo da vacatio legis?

Artigo 8º, § 1º da LC 95/98:

Art. 8º A vigência da lei será indicada de forma


expressa e de modo a contemplar prazo razoável para
que dela se tenha amplo conhecimento, reservada a
cláusula "entra em vigor na data de sua publicação"
para as leis de pequena repercussão.

§ 1º A contagem do prazo para entrada em vigor das


leis que estabeleçam período de vacância far-se-á com
a inclusão da data da publicação e do último dia do
prazo, entrando em vigor no dia subsequente à sua
consumação integral.

Inclui o primeiro dia e o último dia e passa a vigorar no dia seguinte,


independentemente de ser dia útil ou não. A contagem do prazo da vacatio é
diferente dos prazos processuais e materiais.

CC - Art. 132. Salvo disposição legal ou convencional


em contrário, computam-se os prazos, excluído o dia
do começo, e incluído o do vencimento.

CPC - Art. 224. Salvo disposição em contrário, os


prazos serão contados excluindo o dia do começo e
incluindo o dia do vencimento.

Imagine que uma lei foi publicada no dia 15 de fevereiro de 2016, com prazo de vacatio
de 5 dias, quando ela entra em vigor?

Conta-se 15, 16, 17, 18 e 19. Logo, entra em vigor no dia 20. Mas é sábado, e aí? Não
tem nenhuma diferença. Lei não se submete a prazo de suspensão por não se tratar de
dia útil. No processo civil, os prazos são contados apenas em dias úteis, nos termos do
artigo 219 do CPC: Na contagem de prazo em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz,
computar-se-ão somente os dias úteis.
Dívida vencida domingo pode ser paga na segunda sem juros, porque não há banco
funcionando. Isto porque a obrigação só passa a ser exigida em dia útil, nos termos do
artigo 132 do CC.

Dentro do prazo da vacatio, se houver nova publicação da lei, como fica o prazo?

Art. 1º - § 3º Se, antes de entrar a lei em vigor,


ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a
correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos
anteriores começará a correr da nova publicação.

Se começa a correr novamente, trata-se de interrupção.

E se o prazo da vacatio já tiver terminado? Aí, a lei já entrou em vigor. Será necessária
uma nova lei para corrigir, alterar, ou mudar qualquer coisa.

Princípio da continuidade ou da permanência – artigo 2º

Art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a


lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.
Lei temporária: lei da copa, lei orçamentária anual.
Mas em regra, uma lei entra em vigor e fica em vigor indefinidamente até que outra a
revogue.

Somente uma lei pode revogar outra lei. Como isso pode cair?
Os usos e costumes revogam a lei? Claro que não. De acordo com a LINDB, não. Os
costumes são fonte secundária, ao passo que a norma é fonte primária. Como uma
secundária não pode destruir uma primária, é claro que não.
Nas lições do professor Cristiano Chaves, a dessuetudo é o fenômeno que se traduz na
revogação de uma lei pelos costumes, ou seja, a inaplicabilidade de uma lei implicaria em
sua revogação. Equivaleria no fato de a existência de determinado costume anular a
validade de uma norma existente. Isso não existe no ordenamento brasileiro.

Somente na ausência de lei os costumes podem ser utilizados.


Proibição do Nom Linquete – não será excluída do judiciário lesão ou ameaça do direito,
se não tem lei, o juiz se utiliza de analogia, costumes e princípios gerais do direito.

Analogia legis x analogia iuris – legis


As leis podem ser editadas para viger por tempo determinado. É exceção, afinal, sabe-se
que as leis são promulgadas para vigerem até quando outra a revogue. Mas elas existem.
Ex: lei relativa ao horário de verão, leis orçamentárias.

Trata-se das denominadas leis temporárias. Há, ainda, as leis circunstanciais, cuja
vigência permanece até que cesse a situação de conflito. Ex: guerra.
A revogação pode ser total (ab-rogação – lembre-se de “ab-soluta”) ou parcial
(derrogação), expressa ou tácita.
Antinomia jurídica aparente (problema típico da revogação tácita)

Antinomia é contradição, um conflito de normas no tempo. A LINDB trouxe critérios


para resolver esses conflitos:

a) critério hierárquico – lei superior revoga lei inferior


b) critério cronológico – lei mais nova revoga lei mais velha
c) critério da especialidade – lei especial NÃO revoga lei geral

Art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a


lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.

§ 1º A lei posterior revoga a anterior quando


expressamente o declare, quando seja com ela
incompatível ou quando regule inteiramente a matéria
de que tratava a lei anterior.

§ 2º A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou


especiais a par das já existentes, não revoga nem
modifica a lei anterior.

Havendo conflito entre o cronológico e o hierárquico, o hierárquico prevalece. Imagine


um eventual conflito entre lei posterior e norma constitucional anterior. Não há dúvidas
de que a norma constitucional irá prevalecer.

Em caso de antinomia de segundo grau aparente, quando se tem um conflito de uma


norma especial anterior e outra geral posterior, prevalecerá o critério da especialidade,
prevalecendo a primeira norma.

CONDIÇÃO, TERMO E LEI NOVA


A lei nova possui efeito imediato e, portanto, atinge fatos pendentes. Logo, se eu não
tenho os requisitos para obter um determinado benefício, por exemplo, e advém uma nova
lei, eu não faço jus a este benefício.

A lei nova, entretanto, deve respeitar o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa
julgada, por expressa disposição constitucional. Além disso, os negócios sujeitos a termo
ou encargo também não podem ser atingidos por lei nova, uma vez que são negócios já
feitos e com validade. Neles, há apenas uma limitação quanto à eficácia do negócio
jurídico. Vou dar um exemplo para tentar esclarecer:

Eu faço a doação de um imóvel a minha filha, constando de forma expressa na Escritura


Pública que a eficácia do negócio fica condicionada à aprovação dela no TRT. Antes da
aprovação dela, entretanto, advém uma nova lei proibindo a doação de ascendentes a
descendentes. A doação, neste caso, é válida? Sim, porque foi feita antes da lei. O que irá
ocorrer após o advento da lei é apenas o evento futuro e incerto que subordinava os efeitos
deste negócio jurídico, ou seja, a aprovação. Desta forma, a lei nova não atinge os
negócios sob condição suspensiva, uma vez que são negócios válidos e já realizados, só
tendo sua eficácia condicionada a um evento futuro, cuja realização pode ocorrer mesmo
após a lei nova entrar em vigor.

Neste exemplo, temos uma condição suspensiva, porque a filha só terá direito se for
aprovada (evento futuro e incerto). O negócio já está feito. Ele existe e é válido. Apenas
sua eficácia está sujeita a um evento futuro e incerto. Por isso que, para fins de direito
intertemporal, considera-se o negócio realizado, mesmo que sob condição suspensiva, um
direito adquirido. Note que não estou dizendo que a filha tem direito ao imóvel, porque
isso esbarraria no artigo 125 do CC. O direito adquirido que ela tem é a possibilidade de
ganhar o imóvel se for aprovada.

REPRISTINAÇÃO

A lei B revoga a lei A. Em seguida, a lei C revoga a B. A lei A volta a viger?

Claro que não. Para que a lei A volte a viger, isso teria que estar expresso na Lei C.
A LINDB não proíbe a repristinação. O que ela veda é a repristinação implícita. Se houver
previsão expressa, pode haver.

Represtinação não se confunde com efeito repristinatório, que é muito comum no âmbito
do controle de constitucionalidade (art. 11, § 2º da Lei n.º 9.868/99). Ex: Lei B revoga lei
A. O STF declara a inconstitucionalidade da Lei B. Como a lei revogadora nunca teve
efeito, a lei A, que na verdade, não foi revogada, volta a viger. Não se trata de
repristinação, mas do efeito repristinatório. Seria perigoso se não houvesse esse efeito,
uma vez que, com a retirada da Lei B, haveria uma lacuna legislativa.

Princípio da obrigatoriedade simultânea ou sincrônica da norma – obriga todo o


país ao mesmo tempo.

Art. 3º Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando


que não a conhece.

Há uma exceção a essa regra. Trata-se do denominado erro de direito (artigo 139, inciso
III). Se a pessoa comprovar que não sabia da norma, mas que não queria descumpri-la,
será possível a anulação do negócio jurídico.

Ex: eu tenho um lote e Emiliano quer compra-lo para construir a sede do Papa Concursos.
Nesse bairro, todavia, é proibida a construção de prédios com mais de 3 andares, por força
do plano diretor. Eu não sabia... Vendi o imóvel para Emiliano, que também não sabia
dessa proibição e ele começa a construir, quando então é notificado pela Prefeitura. Houve
erro substancial, uma vez que se Emiliano soubesse da proibição, não teria comprado o
imóvel. Ele pode, nesse caso, pedir a anulação da compra e venda realizada comigo. (arts.
139, III e artigo 171, II).

O juiz pode deixar de julgar se não houver regra específica?

Não. Trata-se do non liquet. Ele deve se valer da lei, mas, na ausência dela, tem que
decidir se valendo das fontes secundárias.
Art. 4º Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o
caso de acordo com a analogia, os costumes e os
princípios gerais de direito.

Há dois tipos de analogia: a legis (legal), que consiste em aplicar uma regra legal a uma
situação semelhante, não regulamentada, e a juris (jurídica). Na legal, você pega um outro
artigo para resolver. Na jurídica, você pega um sistema.

CPC - Art. 127. O juiz só decidirá por eqüidade nos


casos previstos em lei.

Direito Espacial

É a aplicação do Direito no espaço. Quanto ao direito espacial, o ordenamento jurídico


brasileiro adota qual teoria? Princípio da territorialidade? Princípio da
extraterritorialidade? Ou Princípio da territorialidade moderada (ou mitigada).

Adotamos o princípio da territorialidade moderada, nos termos dos artigos 7º a 10.

Art. 7º - família
Art. 8º - Bens
Art. 9º - obrigações e contratos
Art. 10 – sucessões e ausência

Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa


determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de
família.

Para esses temas (arts. 7 a 10), vigora a lei de onde a pessoa for domiciliada. Fora delas,
vigora a lei brasileira. Lembre-se: a regra é que, no território brasileiro, aplica-se a lei
brasileira. Entretanto, essa regra tem 4 exceções, que estão previstas nos artigos 7º a 10,
nas quais não se aplica a lei brasileira, mas a lei do lugar onde a pessoa tinha domicílio
(CUIDADO! NÃO É LEI PROCESSUAL. É LEI MATERIAL.)
Cuidado, por exemplo, com contratos internacionais. No Brasil, nos termos do artigo 435
do CC, “Reputar-se-á celebrado o contrato no lugar em que foi proposto”. Isso se aplica
aos contratos nacionais.

Já o § 2º do artigo 9º estabelece que: A obrigação resultante do contrato reputa-se


constituída no lugar em que residir o proponente. Isso se aplica apenas aos contratos
internacionais.

Se André vende seu carro para Rodrigo, aplica-se o CC. Se João compra um carro, por
óbvio, importado, de um europeu, aplicar-se-á a LINDB.

Para finalizar: a lei civil retroage?

Segundo o princípio da irretroatividade, não. A lei civil tem efeitos ex nunc. Ela não
retroage nem para beneficiar. Há uma exceção !!! Ver Súmula 205 do STJ:

“A lei n.º 8.009/90 aplica-se à penhora realizada antes de sua vigência”.

Exequatur – é a execução de sentença estrangeira por autoridade judiciária brasileira. art.


12, § 2º:

§ 2º A autoridade judiciária brasileira cumprirá,


concedido o exequatur e segundo a forma estabelecida
pela lei brasileira, as diligências deprecadas por
autoridade estrangeira competente, observando a lei
desta, quanto ao objeto das diligências.

Os requisitos para o exequatur estão previstos no artigo 15

Qual é a autoridade judiciária competente para homologar o exequatur?

STJ (artigo 105, I, “i”). Pelo amor de Deus, na LINDB, no artigo 15, “e”, está escrito
Supremo Tribunal Federal. Isso mudou com a EC 45/2004.