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FACULDADE DO AMAZONAS – IAES CURSO DE ODONTOLOGIA MEDO E ANSIEDADE FRENTE AO ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO

FACULDADE DO AMAZONAS IAES CURSO DE ODONTOLOGIA

MEDO E ANSIEDADE FRENTE AO ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO NA UBSF L045 MANAUS

Orientadora: Prof.ª MSc. Regina Cristina Lima da Silva Coorientadora Prof.ª MSc. Rafaela Cardoso de Sá Graduando: José Luiz Dórea Raposo

Manaus (AM)

2017

MEDO E ANSIEDADE FRENTE AO ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO NA UBSF – L045 – MANAUS Trabalho de

MEDO E ANSIEDADE FRENTE AO ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO NA UBSF L045 MANAUS

Trabalho de conclusão de curso apresentado ao Curso de Odontologia da Faculdade do Amazonas IAES como requisito à obtenção de título de Cirurgião Dentista.

Orientadora: Prof.ª MSc. Regina Cristina Lima da Silva Coorientadora: Prof.ª MSc. Rafaela Cardoso de Sá

Manaus-AM

2017

i

RESUMO

Ao longo dos anos mesmo com o avanço tecnológico na odontologia, novas técnicas, materiais e conceitos surgiram mudando formas de tratamento e diagnóstico. Com essa evolução pensou-se que o medo e a ansiedade rotulados ao tratamento odontológico fossem diminuídos devido o surgimento de técnicas e condutas mais polidas, porém, as reações de medo e ansiedade continuam tão presentes como antes. O objetivo deste trabalho foi identificar quais são os fatores que levam os pacientes da Unidade Básica de Saúde da Família frente ao atendimento odontológico a terem medo e ansiedade. Participaram do estudo pacientes com a faixa etária em torno de 14 a 70 anos. A metodologia utilizada nesta pesquisa foi de caráter exploratório e descritivo através da aplicação de um questionário conciso referente as manifestações do medo e ansiedade na Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) L045, bairro São José Operário. Os resultados sintetizaram que 61% dos entrevistados responderam que não tem medo do dentista. Quanto ao medo e ansiedade antes do tratamento odontológico, 61% dos pacientes responderam que sim. Os principais fatores causais das reações de defesa medo e ansiedade foi medo da agulha e instrumentos. Portanto conclui-se que a principal causa da reação de medo e ansiedade dos pacientes é devido ao medo da agulha e outros instrumentos, essa atitude pode ser de fácil percepção quando é realizada a etapa anestésica, o desconforto do paciente é visivelmente claro.

Palavras-chave: Medo. Ansiedade. Saúde Mental. Odontologia.

ii

ABSTRACT

Over the years even with technological advances in dentistry, new techniques, materials and concepts have emerged by changing forms of treatment and diagnosis. With this evolution it was thought that the fear and anxiety labeled to the dental treatment were diminished due to the emergence of techniques and more polished conducts, however, the reactions of fear and anxiety remain as present as before. The objective of this study was to identify the factors that lead the patients of the Basic Family Health Unit to face dental care with fear and anxiety. Patients with the age range of 14 to 70 years participated in the study. The methodology used in this research was exploratory and descriptive by applying a concise questionnaire regarding the manifestations of fear and anxiety in the Basic Family Health Unit (UBSF) L045, São José Operário neighborhood. The results synthesized that 61% of the respondents answered that they are not afraid of the dentist. As for fear and anxiety before dental treatment, 61% of patients answered yes. The main causal factors of the fear and anxiety defense reactions was fear of the needle and instruments. Therefore it is concluded that the main cause of patients' fear and anxiety reaction is due to the fear of the needle and other instruments, this attitude can be easily perceived when the anesthetic stage is performed, the discomfort of the patient is clearly clear.

Keywords: Fear. Anxiety. Mental health. Dentistry.

iii

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO

5

2 REVISÃO DE LITERATURA

6

3 MATERIAIS E MÉTODOS

8

3.1 Método de pesquisa para identificação dos estudos

8

3.2 Estratégia para pesquisa

8

3.3 Critérios de Inclusão

9

3.4 Critérios de Exclusão

9

3.5 Seleção e extração dos dados

9

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

9

5 CONCLUSÃO

15

REFERÊNCIAS

16

APÊNDICE 1 Questionário para pesquisa exploratória e descritiva

18

APÊNDICE 2 Termo de consentimento livre e esclarecido

20

iv

1 INTRODUÇÃO

Ao longo dos anos o atendimento odontológico foi associado a experiências desagradáveis e dolorosas seja por falta de conhecimento, crenças, cultura e até mesmo como uma forma de corrigir ou inibir condutas errôneas praticadas por crianças, filhos, parentes ou qualquer outro que tenha que se submeter a alguém e resultou a uma série de reações negativas, de esquiva e experiências traumáticas nos pacientes frente ao atendimento odontológico (Fiori 1999; Kanegane et al., 2003; Kanegane, 2007).

O medo é uma reação de defesa de algum perigo concreto que possa ser realizado e a ansiedade uma reação de defesa de algum perigo abstrato. Essas reações citadas participam dos instantes pré e transoperatório do cirurgião-dentista. Na visão do profissional as diferentes técnicas de manejo e comportamento na presença dos pacientes e a cobrança por um bom resultado clínico e atualizações na sua ciência pode transfigurar o seu cotidiano e torná-lo estressante (Kanegane, 2007; Possobon et al., 2007; Medeiros et al., 2013).

Apesar da evolução ao longo dos anos, com o avanço tecnológico e as técnicas mais apuradas, o medo e ansiedade continuam presente na maioria dos pacientes. Ainda que positivo o atendimento odontológico, ele tem o potencial de causar ansiedade tanto no paciente quanto no cirurgião dentista, o que pode interferir no atendimento e afetar a qualidade de vida do paciente, isso requer do cirurgião dentista uma habilidade para manejo do medo e ansiedade do paciente, também controlando a sua própria ansiedade (Possobon et al., 2007; Kanegane, 2007; Murrer et al., 2015; Teles et al., 2016).

Compreender o medo, suas raízes e suas características e interagir com o

paciente como um todo não focando somente nos problemas bucais, mas no seu

lado humano e emotivo é uma forma de dessensibilizar o paciente dessas reações.

O uso das técnicas anestésicas e alta rotação nos procedimentos odontológicos são

fatores que causam ansiedade nos pacientes, frente a essas situações a frequência

cardíaca também é elevada (Possobon, et al., 2007; Medeiros et al., 2013; Ulhoa et

al., 2015).

Para este trabalho o medo é uma reação de defesa a um perigo concreto e real, já a ansiedade é uma reação de defesa a um perigo abstrato.

5

O assunto abordado neste trabalho é de notável importância para identificar

as causas dessas reações de defesa afim de evitar transtornos durante o tratamento, ter um bom prognóstico e alcançar resultados clínicos satisfatórios. O trabalho em questão teve como objetivo geral identificar os principais fatores que levam os pacientes a sofrer medo e ansiedade frente ao atendimento odontológico, através de uma pesquisa de campo realizada na Unidade Básica de Saúde da Família - L045, localizada na zona leste da capital Manaus no período de junho até outubro de 2017 utilizando como base um questionário para análises posteriores da coleta de dados.

2 REVISÃO DE LITERATURA

O medo é uma das sensações primárias da nossa vida, uma reação de defesa que pode ser constatada desde o princípio e nos mantém vigilante em situações que representam perigo. Foi desenvolvido como um mecanismo de defesa animal e é uma ferramenta de grande importância contra lesões ou a algo que ameace a integridade vital, pois a experiência negativa de dor tem como consequência o medo, e experiências cruciantes temos a tendência natural de evitá- las (Kanegane, 2007; Murrer et al., 2015; Teles et al., 2016).

É despertado diante de algum estímulo de ameaça à integridade vital ou que

provoque algum tipo de desconforto somático, e é associado a uma série de fatores,

como por exemplo, ruídos fortes e repentinos, ausência de apoio corporal, pessoas desconhecidas ou por alguma situação que esteja vinculada a dor. Desta forma o medo é uma aversão ao desconhecido concreto. Portanto, o medo é uma reação de defesa do indivíduo, presente desde o advento da vida a algo que pode ser um perigo real (Wolf 2002; Medeiros et al., 2013; Teles et al., 2016).

Sendo assim, o perigo quando identificado, é causador do medo que é produzido no cérebro, ele nos mantém vivos, aptos, fortes e diligentes às situações e aos diferentes acontecimentos ao nosso redor nos tornando capaz de lutar ou fugir, dispostos para reagir, porém quando é exacerbado nos atrapalha (Kanegane, 2007; Lopes, 2009; Ulhoa et al., 2015).

6

A ansiedade é uma reação fisiológica do ser humano, é caracterizada como uma reação de defesa a um perigo abstrato e tem uma definição identificada por sensações de angústia, tensão, ânsia, inquietação, preocupação e nervosismo que antecede momentos de possíveis perigos. A fisiologia do ser humano responde essa reação de maneira desconfortável e desfavorável provocando respostas psicossomáticas inconscientes. Portanto a ansiedade e uma reação de defesa de algo abstrato (Medeiros et al., 2013; Murrer et al., 2015; Teles et al., 2016).

Em níveis regulares a ansiedade é completamente normal, uma de suas funções é regular o organismo para possíveis situações. Suas reações são equivalentes aos estímulos exercidos, porém haverá associação de um pequeno desconforto (Kanegane et al., 2007; Teles et al., 2016). É considerada patológica a ansiedade demasiada, ela intensifica as reações fisiológicas do soma de formas variadas, por exemplo, frequência de batimentos cardíacos elevada, sistema respiratório e tensionamento muscular exacerbados. Relacionado aos aspectos físicos, acontece uma série de alterações, como falta de ar, náuseas, sensação de secura na boca, sudorese, tremor, dores de cabeça entre outras sintomatologias. Devido a este conjunto de sintomas o paciente se torna apreensivo, angustiado, intranquilo e com uma certa tensão (Kanegane, 2007). O medo relacionado ao tratamento odontológico, comumente tem o seu início na infância ou na juventude e está associado a experiências desagradáveis, negativas e dolorosas, o ambiente odontológico e até mesmo comentários e ideias negativas que foram retratadas por outras pessoas. Esse medo converte-se em uma espécie de círculo vicioso. Quando o tratamento preventivo é negligenciado e postergado, a condição de saúde oral deste paciente se torna pobre e acaba por si

exigindo tratamentos emergenciais invasivos e incômodos, tendo como resultado

o

medo e a esquiva do tratamento odontológico sendo assim o círculo está

instaurado (Bottan et al., 2007; Murrer et al., 2015; Teles et al., 2016).

A ansiedade relacionada ao tratamento odontológico, é bastante específica do que a ansiedade geral e também é considerada como um bloqueio durante o atendimento clínico odontológico dos pacientes que necessitam de tratamento, provocando uma repercussão negativa na saúde oral e como resultado prejudicando a higiene bucal, pois a ansiedade tem como consequência a procrastinação da consulta odontológica, tem grande domínio sobre o paciente e está intimamente ligada

7

a satisfação com o cirurgião dentista e o seu desempenho (Kanegane 2007; Medeiros et al., 2013; Murrer et al., 2015; Teles et al., 2016).

O medo e a ansiedade são reações próximas e corriqueiras a estes

pacientes; a sua diferenciação é, que o medo é uma reação que provoca o corpo

para uma resposta rápida e a ansiedade provoca um aumento e intensificação das

recepções de estímulos, a expectativa de sentir dor ou não, pode ocasionar uma

protelação na visita ao dentista, portanto pode ocorrer a formação de um obstáculo

na visita a consulta odontológica (Kanegane, 2007; Bottan et al., 2007; Teles et al.,

2016).

Para modificar essa real situação se faz necessário que o profissional saiba identificar essas reações no paciente. É necessário que, quando acadêmico possa entender como se forma o medo odontológico e manobras para contorná-lo, e a comunicação entre dentista/paciente devido ao atendimento, é uma importante ferramenta nessa dessensibilização dessas reações (Bottan et al., 2007).

3 MATERIAIS E MÉTODOS

3.1 Método de Pesquisa para Identificação dos Estudos

A metodologia utilizada no presente trabalho foi uma pesquisa de caráter exploratório e descritivo devido à alta rotatividade de pacientes nas unidades básicas de saúde e as diferenças sociais desses pacientes, através da aplicação de um questionário (Apêndice 1) conciso referente as manifestações do medo e ansiedade no ambiente odontológico, bem como suas experiências em atendimentos anteriores, noções básicas de higiene bucal, fatores causais do medo e ansiedade e frequência nas consultas odontológicas, apresentando análises qualitativas e quantitativas.

3.2 Estratégia para Pesquisa

Foi realizado a formulação de um questionário para pesquisa manual, conforme o anexo 1, efetuada no período de junho de 2017 até outubro de 2017 na

8

unidade básica de saúde da família L045 localizada na zona leste, bairro São José Operário no município de Manaus-Amazonas.

3.3 Critérios de Inclusão

Para compor a amostra foram entrevistados pacientes da unidade básica de saúde L045 levando em consideração os pacientes com idades de 14 a 70 anos, tanto do gênero masculino quanto feminino sem levar em considerações as diferenças sociais desses pacientes.

3.4 Critérios de Exclusão

Pacientes com idade inferior a 14 anos.

3.5 Seleção e Extração dos Dados

Foi utilizado um questionário de 8 perguntas de múltipla escolha direcionada aos pacientes da unidade básica de saúde da família no período junho de 2017 até outubro de 2017. Os pacientes foram informados que se tratava de uma pesquisa e assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido. Todos os questionários foram feitos pelo mesmo pesquisador para análises posteriores da coleta de dados. A seguir foi feita uma seleção manual e tabulação das informações utilizando o Microsoft Excel através de tabelas e gráficos.

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Participaram do estudo 70 pacientes com a faixa etária em torno de 14 a 70 anos, destas, 59 (84%) do gênero feminino e 11 (16%) do gênero masculino. Não foi possível estabelecer um padrão de idade e gênero devido mínima participação do gênero masculino conforme gráfico 1 e tabela 1, esses resultados são similares ao trabalho de Murrer et al., 2015, e também refletem a pesquisa de Gomes et al. (2007), onde ficou claro que a busca do gênero masculino pelos serviços de saúde é

9

mínima comparado ao gênero feminino. Existem vários fatores responsáveis pela ausência do gênero masculino, porém o mais citado é as crenças culturais, onde a ideia do “ser homem” está vinculada ao aspecto forte, vigoroso e destemido, se em segundo plano este for associado a idéia de cuidados preventivos aspira-se em fragilidade, podendo ter a sua imagem vinculada ao medo, fraqueza e insegurança o aproximando de possíveis representações do ambiente feminino, e essa atitude teria como consequências a dúvida da sua masculinidade perante a sociedade, impossibilitando a prática do cuidado com o corpo e saúde. Braz (2005), também apontou que o gênero masculino buscou menos o atendimento do que o gênero feminino, seu nível de morbimortalidade é maior quando comparado ao gênero feminino devido a construção da subjetividade masculina que é algo bastante complexo, pois se justifica em formar uma oposição contra ideias do ambiente feminino. Portanto nessa pesquisa não foi possível estabelecer um padrão quanto a gênero masculino e feminino devido à pouca participação masculina na pesquisa.

Gráfico 1 Gênero dos Pacientes entrevistados

16% 84% Masculino Feminino
16%
84%
Masculino
Feminino

10

Tabela 1 Representação da porcentagem dos gêneros envolvidos.

Gênero

Quantidade

%

Feminino

59

84,29%

Masculino

11

15,71%

Total Geral

l70

100,00%

Em relação ao medo do dentista, de todos os entrevistados 61%

responderam que não tem medo do dentista, e 39% afirmaram ter medo, conforme o

(Gráfico 2) e a tabela 2, representado abaixo. Esse resultado é similar ao estudo de

Colares, et al. (2004), nesta pesquisa uma pequena porção, porém significante dos

entrevistados (23%), relataram ter adiado ou faltado a consulta odontológica devido

as reações de medo e/ou ansiedade enquanto os outros entrevistados (77%)

relataram nunca ter adiado ou faltado a consulta odontológica por motivos de medo

e/ou ansiedade.

Gráfico 2 - Você tem medo de dentista?

Não 39% Não Sim 61% Sim
Não
39%
Não
Sim
61%
Sim

11

Tabela 2 Representação sobre o medo de dentista.

Pergunta

Quantidade

Porcentagem

Não

43

61,43%

Sim

27

38,57%

Total Geral

70

100,00%

Quanto ao medo e ansiedade antes do tratamento odontológico 61% dos

pacientes responderam que sim, enquanto 39% afirma que não. Diante do contexto

da pesquisa torna-se evidente que o fator causal do medo e ansiedade dos

pacientes envolvidos na pesquisa não é o cirurgião dentista propriamente dito e sim

o tratamento odontológico a ser realizado. Igualmente ao trabalho realizado por

Bottan et al., 2007) onde os resultados de ansiedade se apresentaram altos e os

pacientes que não realizaram a consulta ao serem questionados informaram que a

principal causa foi o medo do tratamento odontológico.

Gráfico 3 - Você fica com medo ou ansioso antes do tratamento odontológico?

Não 39% Não Sim Sim 61%
Não
39%
Não
Sim
Sim
61%

12

Tabela 3 Representação da porcentagem sobre o medo ou ansiedade antes do tratamento odontológico

Pergunta

Quantidade

Porcentagem

Não

27

38,57%

Sim

43

61,43%

Total Geral

70

100,00%

No que diz respeito aos principais fatores causais das reações de defesa medo e ansiedade são: medo da agulha ou instrumentos 34%, os barulhos realizados 30%, experiências desagradáveis 17%, meus conhecidos dizem ser ruim 10%, falta de confiança no diagnóstico do dentista 7%, e 2%, relataram o medo de “falsos dentistas”. Portanto fica claro que a principal reação de medo e ansiedade dos pacientes é desencadeada devido ao medo da agulha e outros instrumentos, essa atitude pode ser de fácil percepção quando realizamos a etapa anestésica, o desconforto do paciente é visivelmente claro.

Este resultado coincide com a pesquisa de Costa et al. (2012), onde é relatado que a ansiedade é um fator determinante para a dor e está intimamente relacionada ao procedimento de anestesia local, onde mais utilizamos agulha. No trabalho de Bottan et al., (2007) os resultados foram diferentes, os pesquisadores relataram como fator desencadeador das reações de medo e ansiedade a cadeira odontológica, cirurgião dentista, brocas e seringa/agulha. Os resultados foram parecidos na pesquisa de Marques et al., (2010) onde o instrumento de alta rotação foi indicado como o maior desencadeador das reações de medo. Diferentemente do que foi relatado anteriormente no trabalho de Locker et al. (1995), onde a ansiedade e o medo estavam associados a experiências anteriores desagradáveis. No trabalho de Singh et al., (2000) é relatado que os pacientes que já realizaram tratamento odontológico com anestesia são mais temerosos do que os pacientes que realizaram tratamento sem anestesia.

13

Gráfico 4 Possíveis fatores que desencadeiam o medo e a ansiedade.

Em caso de "sim". Por quê? falsos dentistas 2% Falta de confiança no diagnóstic falsos
Em caso de "sim". Por quê?
falsos dentistas
2%
Falta de
confiança
no
diagnóstic
falsos dentistas
o do
dentista
Tive experiências
7%
desagradáveis
17%
Falta de confiança no
diagnóstico do dentista
Medo da agulha ou
instrumentos
Medo da agulha ou
instrumentos
34%
Os barulhos
Meus conhecidos dizem ser
ruim
30%
Os barulhos
Meus
conhecidos
dizem ser
ruim
Tive experiências
10%
desagradáveis

Tabela 4 Percentual de fatores que desencadeiam o medo e a ansiedade

Fatores

Quantidade

%

Medo da agulha ou instrumentos

20

33,90%

Os barulhos

18

30,51%

Tive experiências desagradáveis

10

16,95%

Meus conhecidos dizem ser ruim

6

10,17%

Falta de confiança no diagnóstico do dentista

4

6,78%

Falsos dentistas

1

1,69%

Total Geral

59

100,00%

14

5 CONCLUSÃO

Baseado nos dados obtidos nesta pesquisa, podemos concluir que:

O medo e a ansiedade dos pacientes estão relacionados ao tratamento odontológico e não ao profissional cirurgião dentista em si.

As reações de defesa medo e ansiedade estão presentes desde o advento de nossa vida e sempre que necessário elas irão vir a tona como uma maneira de regular e proteger nosso organismo.

As principais causas que desencadearam o medo e a ansiedade foram a presença de agulhas, etapas anestésicas, alta rotação e qualquer outro instrumento que pareça agressivo.

Sobre os gêneros masculino e feminino, não foi possível estabelecer uma proporção devido a participação mínima do gênero masculino.

Proponho que sejam realizadas mais pesquisas neste âmbito pois foi verificado que existem poucas informações sobre o assunto abordado.

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REFERÊNCIAS

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Braz M. A construção da subjetividade masculina e seu impacto sobre a saúde do homem: reflexão bioética sobre justiça distributiva. Ciência & Saúde Coletiva. 2005; 10(1): 97-104.

Braz, M. A construção da subjetividade masculina e seu impacto sobre a saúde do homem: reflexão bioética sobre justiça distributiva. Ciência & Saúde Coletiva [Internet]. 2005;10(1):97-104. Recuperado de:

http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=63010116.

Colares V, et al. Medo e/ou ansiedade como fator inibitório para a visita ao dentista. Arquivos em Odontologia. 2004 Jan.-Mar; 40(1): 1-100.

Costa RSM, et al. Fatores determinantes de experiência dolorosa durante atendimento odontológico. Rev Dor. 2012 Out.-Dez; 13(4): 365-

70.

Fiori MR. Estudo sobre o medo e a ansiedade no tratamento odontológico [especialização odontopediatria]. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, Curso de Especialização em Odontopediatria; 1999.

Fiori RF. Estudo sobre o medo e a ansiedade no tratamento odontológico

[monografia]. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina UFSC;

1999.

Gomes R, et al. Por que os homens buscam menos os serviços de saúde do que as mulheres? As explicações de homens com baixa escolaridade e homens com ensino superior. Cad, Saúde Pública. 2007 Mar; 23(3): 565-

5574.

Kanegane K, Penha SS, Borsatti MA, Rocha RG. Ansiedade ao tratamento

odontológico em atendimento de urgência. Rev Saude Publica 2003; 37(6): 786-

92.

Kanegane K. Ansiedade ao tratamento odontológico de urgência e a sua relação com a dor e os níveis de cortisol salivar [Dissertação de Mestrado]. São Paulo: Universidade de São Paulo USP; 2007.

16

Kanegane K. Ansiedade ao tratamento odontológico no atendimento de rotina. Rev Gaú Odontol. 2006; 54(2): 111-114.

Kanegane K. Ansiedade ao tratamento odontológico em atendimento de urgência. Rev Saude Pública. 2003; 37(6): 786-792.

Lopes PNRM. Ansiedade em medicina dentária: validação de versões portuguesas do “dental fear survey” e do “modified dental anxiety scale” em estudantes do ensino superior [Tese]. Badajoz: Universidad de Extremadura, Departamento de Psicología y Antropología; 2009.

Marques KBG, et al. Medo e ansiedade prévios à consulta odontológica em crianças do município de Acaraú-CE. RBPS. 2010 Out.-Dez; 23(4): 358-367.

Medeiros LA, et al. Avaliação do grau de ansiedade dos pacientes antes de cirurgias orais menores. Rev Odontol UNESP. 2013; 42(5): 357-363.

Murrer RD, et al. Ansiedade e medo no atendimento odontológico de urgência. Rev Odontol Bras Central. 2014; 23(67): 196-201.

Possobon RF, et al. O tratamento odontológico como gerador de ansiedade. Rev Psic Estu. 2007; 12(3): 609-616.

Singh KA. Medo, ansiedade e controle relacionados ao tratamento odontológico. 2000 Abr.-Jun; 14(2): 131-136.

Teles L, et al. Baixo nível de ansiedade dos pacientes atendidos no curso de odontologia de uma instituição de ensino superior. Rev Odontol Univ Cid São Paulo. 2016; 28(1): 24-29.

Ulhoa, et al. Medo de dentista: Uma proposta para redução da ansiedade odontológica. Rev Odontol Planal Cent. 2015; 5(2): 35-41.

17

APÊNDICE 1 Questionário para pesquisa exploratória e descritiva

MEDO E ANSIEDADE FRENTE AO ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO

Nome:

Idade:

Gênero:

Profissão:

Telefone:

Escolaridade:

1)

Você tem medo de dentista?

 

(

) SIM

(

) NÃO

2)

Em caso de sim. Por quê?

(

) Tive experiências desagradáveis

(

) Meus conhecidos dizem ser ruim

(

) Os barulhos

(

) Medo da agulha ou instrumentos

(

) Falta de confiança no diagnóstico do dentista

(

) Outros:

3)

Você já recebeu instruções de higiene bucal?

(

) SIM

(

) NÃO

4)

Você fica com medo ou ansioso antes do tratamento odontológico?

(

) SIM

(

) NÃO

5)

Você costuma pesquisar sobre procedimentos e possíveis diagnósticos antes do tratamento odontológico?

(

) SIM

(

) NÃO

6)

Você observa quais instrumentais o dentista utiliza durante o tratamento odontológico?

(

) SIM

(

) NÃO

7)

Qual a frequência que você vai ao dentista? ( ) 1 vez ao ano

(

) Cada 6 meses

(

) Só quando tenho dor

(

) Nunca fui

18

8)

Marque os procedimentos odontológicos abaixo, que você já realizou ao decorrer da vida.

(

) Profilaxia “Limpeza”

(

(

) Restauração “Obturação”

(

) Endodontia “Canal”

) Aparelho ortodôntico

(

) Exodontia “Extração”

( ) Outros:

Assinatura do Entrevistado

19

/

/

Manaus - AM

APÊNDICE 2 Termo de consentimento livre e esclarecido

Dados de identificação

Título da Pesquisa: MEDO E ANSIEDADE FRENTE AO ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO

Pesquisador Responsável: José Luiz Dórea Raposo

Nome do participante:

Idade:

R.G.:

Responsável legal (quando for o caso):

R.G.:

Você está sendo convidado (a) para participar, como voluntário, do projeto de pesquisa

Medo e ansiedade frente ao atendimento odontológico, de responsabilidade do

pesquisador José Luiz Dórea Raposo.

Leia cuidadosamente o que segue e me pergunte sobre qualquer dúvida que você tiver. Após

ser esclarecido (a) sobre as informações a seguir, no caso aceite fazer parte do estudo, assine ao

final deste documento, que consta em duas vias. Uma via pertence a você e a outra ao

pesquisador responsável. Em caso de recusa você não sofrerá nenhuma penalidade.

Declaro ter sido esclarecido sobre os seguintes pontos:

1. O trabalho tem por objetivo identificar quais os fatores causais das reações de medo e

ansiedade frente ao atendimento odontológico ;

2. A minha participação nesta pesquisa consistirá em responder um questionário conciso referente as manifestações do medo e ansiedade no ambiente odontológico, bem como experiências em atendimentos anteriores, noções básicas de higiene bucal, fatores causais do medo e ansiedade e frequência nas consultas odontológicas. As entrevistas serão realizadas nas dependências da unidade básica de saúde da família L045.

3. Ao participar desse trabalho estarei contribuindo para a identificação e estudo dessas reações

e para o desenvolvimento de novos trabalhos a respeito deste assunto.

4. Não terei nenhuma despesa ao participar da pesquisa e poderei deixar de participar ou retirar meu consentimento a qualquer momento, sem precisar justificar, e não sofrerei qualquer prejuízo.

5. Fui informado e estou ciente de que não há nenhum valor econômico, a receber ou a pagar,

por minha participação.

20

6.

Meu nome será mantido em sigilo, assegurando assim a minha privacidade, e se eu desejar

terei livre acesso a todas as informações e esclarecimentos adicionais sobre o estudo e suas consequências, enfim, tudo o que eu queira saber antes, durante e depois da minha participação.

7. Fui informado que os dados coletados serão utilizados, única e exclusivamente, para fins

desta pesquisa.

8. Qualquer dúvida, pedimos a gentileza de entrar em contato com José Luiz Dórea Raposo,

pesquisador responsável, telefone: (92) 991285345, e-mail: contatoraposoluiz@gmail.com.

Eu,

e concordo em participar, como voluntário, do projeto de pesquisa acima descrito.

, RG nº

declaro ter sido informado

Manaus-Am,

de

de 2017.

Assinatura do participante

Nome e assinatura do responsável por obter o consentimento

21