Sei sulla pagina 1di 11

A Verdade Sobre o Culto Solene

“Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu


incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e
trouxeram fogo estranho perante a face do SENHOR, o que
lhes não ordenara. Então, saiu fogo de diante do SENHOR e
os consumiu; e morreram perante o SENHOR.”
- Levíticos 10.1-2 -

TRANSCRIÇÃO:

Estamos vivendo momento de total perversão do verdadeiro


evangelho de Jesus Cristo. E algo que foi totalmente pervertido
foi o culto solene de Deus.

Muitos evangélicos já se entregaram a uma religiosidade


emocionalista/ irracional, e o culto passou a ser ditado pelo gosto
do freguês e não pela autoridade da Palavra de Deus.

Elementos estranhos foram introduzidos no culto. E assim como


os filhos de Arão, tais adoradores extravagantes levam fogo
estranho perante a face do Senhor atraindo assim para si
mesmo a ira do Deus Todo Poderoso.

Estes, que deveriam chorar e lamentar por seus pecados, fazem


infindáveis campanhas de curas e revelações. Deus é apenas
um objeto de uso, manipulado ao bel-prazer dos “adoradores”.

O Deus Altíssimo é tratado como um bom palhaço numa


brincadeirinha de circo. E nesse circo tudo é permitido, inclusive
o ato animalesco de rolar pelo chão, rir descontroladamente e
andar de quatro, imitando animais. Vale também campanhas
políticas, distribuição de amuletos da sorte, lenços ungidos, sal
grosso, canetas abençoadas, livros da vida, e muitos outros
aparatos pagãos repudiados pela Palavra de Deus.
E o pior de tudo é que nessa arena gospel, vale também
substituir a fiel pregação por piadas motivacionais. E por não
haver uma exposição consistente da palavra de Deus em tais
reuniões, a voz do líder ganha valor quase que absoluto entre
eles, afinal, ninguém pode se levantar contra o “ungido do
senhor”.

E o resultado é que tais igrejas são como a Igreja de Sardes,


“têm uma enorme fama de que estão vivas, experimentando um
grande avivamento, porém Deus diz que estão todos mortos”. E
como disse o Rev. Hernandes Dias Lopes,

“Hoje nós temos uma igreja que tem extensão, mas não tem
profundidade. Uma igreja que tem influência política, mas não
tem poder espiritual. Uma igreja que tem riqueza material, mas
não tem integridade moral. Uma igreja que busca os aplausos
dos homens, em vez de levar estes homens ao arrependimento.
Uma igreja que prega para agradar e não para levar este homem
ao arrependimento e a conversão. Nós precisamos parar e rever
isso.”

A fiel pregação do verdadeiro evangelho está ausente dos


púlpitos. Os pastores falam apenas em quebras de maldições,
prosperidade, realização pessoal, mas nunca na escandalosa
mensagem da cruz de Cristo. Até mesmo pastores outrora
ortodoxos renderam-se às novidades do mercado gospel e
aderiram aos produtos de marketing que tornam o evangelho
mais atraente à juventude de nossos dias.

O lucro financeiro substituiu a cruz de Cristo e o resultado, é que


o evangelho, passou a ser um produto charmoso para rebeldes
consumidores. Esta é a lamentável constatação do atual cenário
histórico Brasileiro. O culto de Deus está pervertido, e O
SENHOR nos chama ao arrependimento.

Mas, afinal de contas, o que é culto? Como deve ser o


culto a Deus?
Temos liberdade para introduzir no culto tudo o que achamos
interessante ou Deus já determinou, em sua palavra, a maneira
como Ele quer ser adorado?

Desde o Antigo Testamento existe uma distinção entre a vida


cristã como culto e as assembleias solenes do povo de Deus. A
nossa vida inteira deve ser um culto ao Senhor. Além disso
devemos nos reunir em família para cultuar ao SENHOR. Mas,
não podemos esquecer que existe também o chamado culto
público solene, ao qual o autor de Hebreus se refere dizendo
“não devemos deixar de congregar” (Is 56.7; Hb 10.25).

A palavra de Deus diz que “Deus não habita em templos feitos


por mãos humanas” (At 7:48), E por isso não precisa de um
templo, tal como o do Edir Macedo, para que o seu povo se
reúna para cultuá-lo.

O templo de Salomão no Antigo Testamento era apenas uma


sombra que apontava para o Cordeiro de Deus que seria
imolado na Cruz. Mas, quando Cristo veio e foi sacrificado, o
templo e sua função pedagógica chegou ao fim. Jesus mesmo
profetizou a quebra do templo em Marcos 13, fato este que se
concretizou no ano 70 depois de Cristo.

Portanto, qualquer tentativa de reconstrução do templo é atitude


de rejeição ao sacrifício do Cordeiro de Deus, é voltar às
sombras, é calcar aos pés o Filho de Deus, é profanar o sangue
da aliança é ultrajar o Espírito da graça. Para tais pessoas resta
apenas certa expectação horrível de juízo e fogo vingador sobre
suas cabeças, pois horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo.

Deus é Espírito e importa que seus adoradores o adorem em


Espírito e em Verdade. Isso significa que com a morte do
cordeiro pascal, o culto público pode ser prestado em qualquer
local em que o povo de Deus for convocado para reunir, pois o
que de fato caracteriza o culto público não é o templo sagrado,
mas sim a presença dos elementos ordenados pelo próprio
Deus.
Deus quer ser adorado conforme Ele mesmo prescreveu em sua
palavra e não segundo as invenções do nosso coração. Sendo
assim, não temos liberdade e nem o direito de introduzir no culto
de Deus elementos estranhos, tais como as danças religiosas,
teatros, coreografias ou qualquer outro elemento que Deus não
tenha ordenado em sua Palavra.

Sabemos pela cosmovisão reformada que o ato de dançar não


é em si mesmo algo errado, a não ser quando tal ato promove a
impureza sexual e compromete o testemunho cristão diante do
mundo.

A Bíblia atesta que em diversas ocasiões os membros


individuais do povo de Deus dançaram. Esse é o caso de Miriam,
Davi e da filha de Jefté, que como expressão popular de alegria
pelas vitórias militares dadas por Deus, dançaram perante o
SENHOR (Ex 15.20; Jz 11.34; ISm 18.6).

Mas, é bom lembrar que essas danças não faziam parte do culto
solene do povo de Deus, quer no Antigo Testamento ou Novo
Testamento. Por esta razão as danças litúrgicas, tais como
coreografias, ministérios de danças, danças proféticas ou
quaisquer outras variações desta natureza, não devem ser
incluídas no culto a Deus, independentemente do local onde este
culto está sendo oferecido.

Cremos que as danças são uma expressão cultural e que podem


ser realizadas nas atividades culturais das igrejas locais, mas,
não em ambiente do culto ao SENHOR.

Além disso, é importante dizer que o momento do culto não pode


ser um emaranhado de coisas sem sentido e cheio de confusão.
Por isso, Deus mesmo revelou os 4 Primeiros mandamentos da
Lei para nos mostrar a maneira como devemos cultuá-lo:

1 - O primeiro mandamento diz que devemos cultuar somente a


Deus (Ex 20.3);
2 - O segundo diz que devemos cultuá-lo em espírito e verdade
e não mediante imagens ou representações humanas (Ex 20.4-
6);
3 - O terceiro diz que devemos adorá-lo de todo o coração, sem
tomar seu santo nome em vão (Ex 20.7);
4 - E o quarto mandamento diz que devemos separar um dia em
particular para que descansemos e cultuemos a Deus (Ex 20.8-
11), no caso dos cristãos “O Dia do Senhor”.

Biblicamente falando, os elementos que devem estar presentes


no culto são estes: Orações, leitura da Palavra de Deus,
pregação da Palavra de Deus, salmos, hinos, cânticos
espirituais, celebração da Ceia, ministração do batismo, ofertas,
juramentos religiosos, votos, jejuns solenes e ações de graças
em ocasiões especiais.

Esses são os elementos do culto ordenado por Deus, e qualquer


inovação a esses elementos é fogo estranho perante o Senhor
e deve ser rejeitado como falso.
Sim, é verdade que a igreja do SENHOR é também uma
comunidade que se organiza socialmente e que tem suas muitas
atividades de caráter social como parte de sua organização. No
entanto, tais atividades não podem ser introduzidas no culto do
Senhor, sob o risco de profanação.

Não podemos confundir culto com cultura geral: Cultura são os


costumes e hábitos de um povo. Culto é ato de adorar a Deus
conforme Ele mesmo estabeleceu em sua palavra (Dt 12.32; Mt
4.9-10; Jo 4.23-24).

Sendo assim, a cultura de um povo não deve ser tomada como


critério e referencial do culto que Deus revelou e que lhe é
agradável. Deus não tem prazer em um culto solene onde
constam invenções humanas e aparatos pagãos, por mais
atraentes e bem intencionadas que possam parecer (Mt 15.9).

Portanto, ao prestarmos culto a Deus devemos ter cuidado e


estar certos de que aquilo que estamos fazendo está de fato
ordenado pelo próprio Deus em sua palavra, caso contrário,
estaremos oferecendo fogo estranho perante a face do
SENHOR e consequentemente atrairemos para nós mesmo Sua
justa condenação.

Ouçamos com seriedade a recomendação do autor de Hebreus


que diz: “Por isso, recebendo nós um reino inabalável,
retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo
agradável, com reverência e santo temor; porque o nosso Deus
é fogo consumidor.” (Hb 12.28-29).

Pr. Dorisvan Cunha