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EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DE

DIREITO DA ....... VARA CÍVEL DA COMARCA DE TRÊS


PASSOS/RS.

VANESSA CAMPOS, brasileira, casada,


funcionária pública municipal, portadora do
CPF nº (CPF), RG nº (RG), residente e
domiciliada na Avenida Jardim das Acácias,
nº. 564, centro do município de Três
Passos/RS, por intermédio de sua
procuradora legal que possui escritório
profissional sito à (endereço), local onde
recebe intimações, vem, respeitosamente, à
presença de Vossa Excelência, propor,
observado o procedimento do Art. 318 do
CPC, com fundamento nos artigos 186, 927 e
932, III do Código Civil,

AÇÃO DE INDENIZAÇÃO PARA


REPARAÇÃO DE DANOS MATERIAIS

Em face de PAULO DOS SANTOS,


brasileiro, casado, montador de móveis na
empresa móveis líder, portador do CPF nº
(CPF) e RG nº (RG), residente e domiciliado
na Rua Pedro Castelo, nº 593, Bairro Linda
Rosa, no município de Três Passos/RS, e de
MÓVEIS LÍDER, pessoa jurídica de direito
privado inscrita no CNPJ sob nº (nº), situada
na Avenida Brasil, nº. 500, centro do
município de Três Passos/RS, pelos fatos a
seguir expostos:

DOS FATOS
A autora da presente demanda, no dia 20 de janeiro de 2016, por
volta das 13:25hs, quando se dirigia ao seu local de trabalho, conduzindo
seu veículo Ford Focus, ano e modelo 2009, placas IDG7845, na Avenida
Piratini, próximo à agência do Banco Santander, no município de Três
Passos/RS, teve seu veículo abalroado, causando-lhe danos materiais.

O veículo causador do acidente - veículo Saveiro, ano e modelo


2007, placas IKL 9876, era conduzido pelo primeiro réu, sendo que o
acidente ocorreu em virtude deste ter dado marcha a ré, no intuito de sair
de estacionamento oblíquo onde se encontrava, sem ter tomado a cautela
devida, momento em que a autora transitava pela Avenida, vindo a
ocorrer a colisão entre os veículos.

O primeiro réu, por ocasião do acidente, encontrava-se em horário


de serviço, vez que usava uniforme da segunda ré, e ademais, no veículo
que causou o acidente, carregava caixas com móveis por ela produzidos.

Ainda logo após a ocorrência do acidente, foi realizado


levantamento pela Brigada Militar, cujo comprovante segue em anexo, o
qual menciona que o veículo da autora acabou por apresentar danos nas
duas portas laterais. Foi registrado o acidente através de fotos que
seguem em anexo, bem como por boletim de ocorrência, também em
anexo, onde ambos os envolvidos concordaram quanto ao fato de ter o
primeiro réu, saído do estacionamento sem ter observado que a autora
por ali transitava, sendo que concordaram que a autora faria orçamento, e
o apresentaria ao primeiro réu, para que este lhe fizesse o pagamento do
conserto amigavelmente.
Ocorre que, dias após, ao apresentar o orçamento no valor de R$
4.000,00 ao primeiro réu, este não mais concordou com o pagamento, não
restando então outra alternativa à autora senão o ingresso com a presente
ação.

DOS FUNDAMENTOS JURÍDICOS E LEGAIS

Segundo prescreve o art. 186 do Código Civil, “aquele que, por ação
ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano
a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.”

Não há dúvidas que no caso em questão o dano causado à autora


revestiu-se de imprudência e negligência, uma vez que o condutor do
veículo, em desobediência às leis de trânsito, ao conduzir seu veículo, não
teve a atenção necessária e, sem justo motivo, colidiu com seu automóvel
contra a lateral direita do veículo da autora.

Também preceitua o art. 927 do Código Civil: “Aquele que, por ato
ilícito (art. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.”

Quanto à obrigação de reparar o dano, a responsabilidade do


primeiro réu, resta mais que cristalina, vez que ele, agindo com
negligência cometeu ato ilícito, e, consequentemente, pela ilicitude que
causou o dano material à autora, é obrigado a indenizar. De acordo a
jurisprudência:
Ementa: RECURSO INOMINADO. ACIDENTE DE TRANSITO.
AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS. RÉU
QUE REALIZOU MANOBRA DE MARCHA RÉ EM
ESTACIONAMENTO SEM TOMAR AS DEVIDAS
PRECAUÇÕES, VINDO A ABALROAR O VEÍCULO DO
AUTOR. DANOS MATÉRIAS COMPROVADOS. PRELIMINAR
DE ILEGITIMIDADE ATIVA AFASTADA. SENTENÇA
MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS.
RECURSO DESPROVIDO. (Recurso Cível Nº 71005816848,
Primeira Turma Recursal Cível, Turmas Recursais, Relator: Roberto
Carvalho Fraga, Julgado em 23/02/2016). Grifei.

A segunda ré, no entanto, também deve ser responsabilizada


civilmente, por instituto contido no direito civil brasileiro, no que tange à
responsabilidade civil por ato de terceiro, vez que o ordenamento pátrio,
em seu art. 932, inciso III que assim prescreve:

Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:


III – o empregador ou comitente, por seus empregados,
serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes
competir, ou em razão dele.

Assim, de acordo com as normas positivadas em nosso


ordenamento jurídico, o dano causado à autora é proveniente de ato
ilícito, gerando a obrigação de indenizar. Com base na disposição legal
supra, bem como de acordo com a jurisprudência a seguir colacionada, a
segunda ré deve ser solidariamente responsabilizada:

Ementa: RESPONSABILIDADE CIVIL EM ACIDENTE DE


TRÂNSITO. INVASÃO DE PREFERENCIAL. COLISÃO. CULPA
DO RÉU. CONFISSÃO. DANOS MATERIAIS. 1. Legitimidade
passiva: o condutor do veículo é parte legítima para figurar no pólo
passivo, ainda que o automóvel tenha sido alugado por
seu empregador. O art. 932, III, do Código Civil, não exime o
empregado de responder pelos danos causados, mas sim legitima
o empregador para figurar no pólo passivo em solidariedade com o
empregado. 2. Danos materiais: o autor logrou comprovar o valor
necessário para conserto das avarias decorrentes do acidente de
trânsito, em atenção ao exposto no art. 333, I, do CPC. Os réus, por
outro lado, não lograram desconstituir o orçamento, o qual foi
elaborado em correspondência aos danos constantes do boletim de
ocorrência, o que impõe a manutenção do "quantum" fixado na
sentença. 3. Juros moratórios: Em se tratando
de responsabilidade civil de matriz extracontratual, os juros
moratórios, fixados em 1% ao mês, têm como marco inicial a data do
evento danoso, a teor do exposto na Súmula nº 54 do STJ. 4. Correção
monetária: o autor carece de interesse recursal no ponto, tendo em
vista que já houve a fixação da data do orçamento como termo inicial
de incidência da correção monetária. 5. Honorários advocatícios:
compete ao Juiz fixar a verba honorária relativa ao labor
desempenhado pelos patronos das partes, com base nos esforços
envidados no iter processual. No caso em apreço, cabível a majoração
da verba honorária para 15% sobre o valor da condenação, de modo a
remunerar dignamente os patronos do autor. Preliminar acolhida.
Apelação da ré desprovida. Apelação do autor parcialmente conhecida
e, na parte em que conhecida, provida. (Apelação Cível Nº
70057151573, Décima Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça do
RS, Relator: Umberto Guaspari Sudbrack, Julgado em 09/03/2016).
Grifei.

Tendo em vista o amparo legal, bem como os fatos narrados,


verifica-se a legitimidade das partes e a necessidade do pedido.

DOS PEDIDOS E REQUERIMENTOS

Ante o exposto, pugna-se pelo que segue:

a) A procedência do pedido para condenar as rés solidariamente ao


pagamento de indenização a autora por danos materiais, no valor
de R$ 4.300,00 (quatro mil e trezentos reais) acrescidos de juros e
correção monetária, conforme orçamento anexo;
b) A condenação dos requeridos ao pagamento das despesas (art. 82,
§2º CPC) e honorários advocatícios conforme art. 85 e seguintes do
CPC.

c) A citação dos Requeridos para querendo contestarem a ação sob


pena de revelia;

d) Manifesta-se pela realização de audiência de conciliação, nos


termos do art. 334 do CPC;

DAS PROVAS

Pretende provar o alegado com todos as provas admitidas em


direito, em especial com a juntada de novos documentos, depoimento
pessoal dos Requeridos, perícia, bem como oitiva das testemunhas,
conforme rol que segue abaixo.

VALOR DA CAUSA

Dá-se à causa o valor de R$ 4.300,00 (quatro mil e trezentos reais).

Nestes termos, pede deferimento.

LOCA/DATA
Advogado/OAB

ROL - TESTEMUNHA:
Odair Machado, (nacionalidade), (estado civil), (profissão), (CPF), (RG),
(endereço);