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PAPEL DA ENGENHARIA NO

DESENVOLVIMENTO
ECONÔMICO E SOCIAL

Prof. Dr. Gustavo Pérez Alvarez


Legislação e Ética profissional
Universidade Federal de Sergipe
Departamento de Engenharia Elétrica
PAPEL DA ENGENHARIA NO DESENVOLVIMENTO

Nos últimos vinte anos, países asiáticos revolucionaram suas economias. Antes
atrasadas tecnologicamente, pobres e voltadas fundamentalmente para a
produção de alimentos, essas economias tornaram-se modernas e
tecnologicamente avançadas.

Causa desse processo:


O estímulo na educação profissional e a difusão da cultura de valorização da
engenharia e da inovação tecnológica - condição indispensável para disputar
eficazmente as melhores posições nos desafiadores mercados globais.

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Pode-se estabelecer uma conexão entre a engenharia e o crescimento da
economia? Fortes evidências indicam que sim.
As questões macro conjunturais apresentadas para o Brasil são essenciais e
envolvem muitas áreas de atuação.
Uma muito interessante trata da modernização DOS CURSOS de engenharia.
 ESPECIALIZAÇÃO;
 Melhorar a Infraestrutura do cursos de engenharia (laboratórios modernos);
 Intensificar as parcerias de assessorias e consultorias entre Universidade e
Setor industrial.

Não basta mais garantir a boa formação técnica dos estudantes de


engenharia, é preciso desenvolver novas habilidades exigidas pelo
mercado de trabalho global.

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Nesse contexto de mudanças cada vez mais dinâmicas, os conhecimentos


tornam-se obsoletos rapidamente.
No caso da engenharia, vanguarda em relação a muitos campos do
saber científico-tecnológico, estima-se que metade do que se aprende
na universidade estará superado após cinco anos.

É preciso, então, pensar em uma qualificação holística (compreender os


fenômenos na sua totalidade e globalidade), valorizando habilidades de
gestão, comunicação e liderança;

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Tendo em mente a importância vital do papel do engenheiro para o bem-estar e o progresso


da sociedade e que a engenharia é a ponte entre a ciência e a sociedade, os cursos de
engenharia devem estar alicerçados em três pilares:
• sólida capacitação técnica;
• empreendedorismo de base tecnológica;
• Engenharia para o desenvolvimento sustentável.

A Engenharia é um fator determinante para o desenvolvimento econômico das nações. Cada


vez mais a criação e a produção de bens de grande valor agregado fazem a diferença na
balança comercial do mundo globalizado.

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A capacidade de inovação depende de vários fatores: a existência, quantidade e qualidade de


profissionais de Engenharia.

Com a rápida evolução da tecnologia e a consequente obsolescência das existentes, a


formação do engenheiro deve privilegiar os conteúdos essenciais, ensinando-o a se
adaptar rapidamente aos novos conhecimentos e técnicas.

Médicos e advogados escapam da especialização precoce imposta aos engenheiros, que


impede a formação de profissionais capazes de inovar.

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Por essa razão, a pulverização de especialidades estanques não é uma política profissional
desejável.

Deve-se estabelecer uma nova estrutura para o corpo docente das faculdades de engenharia,
associando a formação acadêmica avançada à experiência prática dos melhores profissionais
do mercado.

Ciência, engenharia e tecnologia estão fortemente interligadas. Precisamos é ter uma melhor
compreensão de como a engenharia converte os novos conhecimentos da ciência em
tecnologia a serviço da modernidade.

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Estudos realizados na Inglaterra pela Academia Real de Engenharia estimam que 50% do
Produto Interno Bruto - PIB do Reino Unido depende da engenharia.

Ao fazermos estimativa similar para o Brasil, podemos concluir que cerca de R$ 2 trilhões do
nosso PIB dependem da engenharia. Isto corresponde a 20% do PIB

Num mundo sem barreiras à produção do conhecimento, mobilidade passou a ser um


conceito-chave para todo profissional e para as empresas que competem num mercado cada
vez mais globalizado.

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A mobilidade é o conjunto de atributos que permite a um profissional aproveitar novas


oportunidades, seja em países estrangeiros ou no próprio local de origem.

Exige competências que vão além da formação acadêmica tradicional, garantia oferecida por
padrões internacionais de certificação e acreditação dos diplomas de nível superior.

Para alcançar essa mobilidade, o engenheiro necessita aliar o conhecimeno técnico e


científico tradicional a outras habilidades que o qualificam a assumir responsabilidades no
novo ambiente empresarial.

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O desenvolvimento das engenharias seguiu o curso do processo de industrialização.

Em um primeiro estágio, a competência exigida do engenheiro era eminentemente


técnica.

Depois, à medida que a indústria se diversificava e sofisticava, passou a ser requerida


a qualificação científica.

Já na terceira etapa, adicionaram-se as competências gerenciais.

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Para um engenheiro, ter formação holística significa agregar às competências técnicas


básicas novos conhecimentos e habilidades.

Esse profissional deverá conviver em comunidades e culturas diversificadas, que vivem e


resolvem questões e problemas do cotidiano a partir de um olhar peculiar e característico.

O engenheiro deve ter capacidade de comunicação e saber trabalhar em equipes


multidisciplinares.

Ter consciência das implicações sociais, ecológicas e éticas envolvidas nos projetos, falar
mais de um idioma e estar disposto a trabalhar em qualquer parte do mundo.

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Uma compilação de estudos recentes resume o tipo de competências e habilidades


requeridas hoje de um engenheiro:

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No Brasil, o Ministério da Educação, por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas


Educacionais Anísio Teixeira - INEP, propôs as seguintes habilidades e competências para os
futuros profissionais:
1. argumentação e síntese associadas à expressão em língua portuguesa;
2. assimilação e aplicação de novos conhecimentos;
3. raciocínio espacial lógico e matemático;
4. raciocínio crítico, formulação e solução de problemas;
5. observação, interpretação e análises de dados e informações;
6. leitura e interpretação de textos técnicos e científicos;
7. pesquisas, obtenção de resultados, análises e elaboração de conclusões;
8. proposta de soluções para problemas de engenharia.

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A formação de tais habilidades exige que as disciplinas técnicas previstas nas


diretrizes curriculares sejam complementadas com conteúdo interdisciplinar e que
a teoria esteja acoplada à solução de problemas.

A cooperação entre a universidade e a indústria nesse caso é fundamental.


(consultorias, assessorias, estágio remunerado, desenvolvimento de projetos de
P&D).

A compreensão do contexto histórico em que se desenvolvem as engenharias nos


diversos países ajuda a quebrar as barreiras culturais.

A educação continuada ou a aprendizagem ao longo da vida é exigência de um


mundo de transformação acelerada e da tendência de envelhecimento da
população, que leva a uma extensão da vida útil da força de trabalho.

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A INOVAÇÃO NO BRASIL

O volume e a qualidade da inovação no Brasil têm sido motivo de preocupação e do


desenvolvimento de vários programas para colocar o País em posição mais
competitiva em relação ao mercado internacional.

A inovação deve ser um objetivo relevante da política industrial, tecnológica e de


comercio exterior de qualquer país na medida em que as empresas que inovam dão
uma contribuição maior para o seu desenvolvimento econômico. Tanto no Brasil
como em outros países observa-se que as empresas inovadoras crescem mais e são
mais bem-sucedidas do que as que não inovam.

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A grande maioria das inovações no Brasil é nova para a firma, mas não para o
mercado, pois predominam na economia brasileira processos de difusão de
tecnologia:
compra-se a tecnologia inovadora já pronta e repassa-se ao novo mercado, ou
seja, a forma mais frequente de inovação é incentivada por aquisição de novas
máquinas, ou da tecnologia incorporada que está contida em equipamentos
prontos, como bens de capital, matérias primas intermediarias e
componentes.
Entre as duas estratégias possíveis de inovação – inovar em produto, ou inovar em
processo – já está comprovado que a inovação de produto se mostra superior. Isto
permite também gerar mais empregos.

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Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), aponta, por um lado,


dois problemas inter-relacionados da indústria brasileira que são: a baixa taxa de
inovação e a predominância, entre os inovadores, da inovação do processo.

As empresas brasileiras que inovavam e diferenciavam os produtos representavam


somente 1,7% da indústria brasileira, mas eram responsáveis por 25,9% do
faturamento industrial e por 13,2% do emprego gerado.

O fato de que as commodities primárias representavam 40% do total das


exportações brasileiras, os produtos de baixa intensidade tecnológica
representavam, aproximadamente, 18% da pauta e os produtos de média e alta
intensidade tecnológica chegavam a um pouco mais de 30%, já eram reflexos da
pouca inovação de produtos no Brasil.

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Para uma comparação, é importante citar que, no mundo 60% dos produtos
exportados já eram de média e alta intensidade tecnológica e a participação de
commodities na exportação representava apenas 13%.

Se o Brasil tem a presentado um fraco desempenho no que diz respeito à inovação, é


preciso destacar que os engenheiros serão parte de vital importância para a
melhoria desse quadro.

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A INOVAÇÃO E AS ENGENHARIAS
O Brasil vem se projetando internacionalmente e seu desenvolvimento (e potencial
de crescimento) permitiu que fosse incluído na sigla criada em 2002 em referência
aos quatro maiores mercados emergentes (Brasil, Rússia, Índia e China) que
caracterizou o grupo conhecido como BRIC.

No mundo real, há, no entanto, indicadores de sobra que colocam o Brasil abaixo
da média dos demais países do BRIC, entre eles, o número de novos engenheiros
formados por ano. Essa é uma má notícia diante do inegável fato de que a força da
Engenharia em um país está estreitamente ligada à sua capacidade de inovação
tecnológica e competitividade industrial.

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