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Serviço Cristão - ICI

Desenvolvido e reconhecido internacionalmente pela Global University


www.globaluniversity.edu

Reconhecido
Reconhecido pela CGADB emGeral
pela Convenção 26/07/2006
das Assembléias de Deus no Brasil
em 26/07/2006
RG/CEC 0652006 - Conselho de Educação e Cultura da CGADB
RG/CEC 0652006 - Conselho de Educação e Cultura da CGADB

Título original em Inglês: The Responsible Christian


Primeira edição: 1980
Tradução: Fausto Roberto Castelo Branco
Presidente ICI Brasil: Pastor Samuel Câmara
Design: Adriel Ambrózio
2008
Publicado no Brasil por ICI Brasil - 2007

©1997
Direitos reservados pelo
ICI - Global University

Instituto por Correspodência Internacional


Caixa Postal 364, CEP 13001-970
Campinas - SP, Brasil
www.icibrasil.com.br
Índice
Introdução ao Curso ............................................................................. 5

UNIDADE UM – O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE MORDOMIA

Lição

1 Deus, o Dono Absoluto de Tudo ............................................... 14


2 O Homem, o Mordomo de Deus ............................................... 34

UNIDADE DOIS – NÓS E A MORDOMIA

3 Administrando a Nossa Vida ..................................................... 56


4 Desenvolvendo Nossa Personalidade ........................................ 76
5 Cuidando do Nosso Corpo ........................................................ 96
6 Investindo Nossos Recursos .................................................... 112

UNIDADE TRÊS - A MORDOMIA E AS NOSSAS


RESPONSABILIDADES

7 Nosso Dinheiro e Nossas Posses ............................................. 136


8 Nosso Lar ................................................................................ 158
9 Nossa Igreja ............................................................................. 178
10 Nosso Papel na Sociedade ....................................................... 202

Glossário ......................................................................................... 212


Respostas dos Autotestes ................................................................ 218

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PROGRAMA DE SERVIÇO CRISTÃO DO ICI

Este é um dos 18 livros que compõem o Programa de Serviço Cristão


do ICI. MORDOMIA CRISTÃ é o 7º livro do Curso. Os benefícios do
curso serão maiores se você realizar os estudos na ordem apropriada.

As matérias no Programa de Serviço Cristão foram preparadas num


formato tipo autodidático. Este programa fornecerá ao aluno conheci-
mento bíblico e habilidade para o trabalho cristão prático. Você poderá
fazer este curso com o objetivo de adquirir um certificado, ou simplesmen-
te para sua edificação pessoal.

ATENÇÃO

Leia cuidadosamente as instruções preliminares do curso.


É importante que você as siga para alcançar seus objetivos neste curso,
qualquer dúvida entre em contato com nosso departamento pedagógico,
por email ou telefone: pedagogia@icibrasil.com.br ; (19) 3252-4359

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Introdução ao Curso
Como Ser um Mordomo Fiel

Você está prestes a iniciar o estudo de um assunto de grande impor-


tância: como proceder para se tornar um mordomo fiel em todos os as-
pectos, e em cada área de sua vida.
Este curso subdivide-se em três unidades de estudo. A primeira uni-
dade apresentará os conceitos de posse, de mordomia, e o que a Bíblia
diz sobre eles. Nas duas lições dessa unidade você encontrará explica-
ções e exemplos extraídos das Escrituras sobre o assunto, a fim de auxiliá-
lo na compreensão do que significa ser um mordomo.
A segunda unidade abordará a relação existente entre a mordomia e o
nosso “patrimônio pessoal”; ou seja, nossa vida, nossa personalidade,
nosso corpo, nosso tempo, e nossos talentos. Veremos o que a Bíblia diz
a esse respeito. E, já que cada um desses aspectos de nossa vida forma
todo um patrimônio cuja administração Deus confiou a nós, é necessário
que aprendamos a empregá-lo corretamente, para a glória de Deus. As
quatro lições da segunda unidade apresentam várias idéias e sugestões
práticas para atingirmos esse objetivo.
Por fim, na terceira unidade, analisaremos os deveres do mordomo
cristão relativos a outros aspectos de sua vida: o dinheiro e os bens, a
família, a igreja, e a vida em sociedade. As quatro lições dessa unidade
mostrarão como podemos cumprir nossos deveres em cada uma dessas
áreas. Essas lições trarão explicações do que a Bíblia diz sobre eles, para
que possamos compreender bem os princípios que devemos aplicar.
Que este curso o ajude a administrar e investir bem tudo aquilo que
Deus lhe entregou em confiança, de tal maneira que você possa, um dia,
ouvir o Senhor dizer: “... Muito bem, servo bom e fiel!... Venha e partici-
pe da alegria do seu senhor!” (Mateus 25.23 – Nova Versão Internacio-
nal.)

Descrição do Curso

O Cristão Responsável é um estudo a respeito do que a Bíblia diz


sobre a mordomia, que mostra que Deus é o dono de tudo, e que o ser

5
humano é o seu mordomo. Veremos de que modo o crente deve cumprir
seu dever de administrar diligentemente os diversos bens e recursos que
Deus lhe confiou. Também iremos aprender sobre o relacionamento do
crente com sua família, sua igreja, e com a sociedade, tendo sempre em
vista sua função de mordomo.

Objetivos do Curso

Após a conclusão deste curso, você deverá ser capaz de:


1. Descrever o papel que Deus e o homem ocupam, em relação à mordo-
mia.
2. Explicar quais são as suas responsabilidades administrativas na con-
dição de mordomo.
3. Alistar maneiras em que podemos cumprir cada uma de nossas res-
ponsabilidades como mordomos.
4. Desenvolver uma atitude positiva quanto à necessidade de consagrar
a si próprio, e a tudo quanto possui a Deus, bem como aperfeiçoar
seus talentos para empregá-los na obra do Senhor.

Livro-Texto

Você usará este livro de estudo independente, O Cristão Responsável,


de José R. da Silva Delgado, tanto como livro-texto, quanto como guia
de estudo deste curso. Além deste, o único livro necessário será a própria
Bíblia. As citações bíblicas aqui contidas foram transcritas da Versão
João Ferreira de Almeida, Edição Revista e Atualizada, exceto quando
outra versão for indicada.

Tempo de Estudo
O tempo que você precisará para estudar cada lição irá depender, em
parte, do seu prévio conhecimento do assunto, e de sua capacidade de
absorção. O tempo gasto também dependerá da sua facilidade em seguir
as orientações dadas, bem como de sua habilidade em fazer um estudo
autodidático. Planeje um cronograma de estudos para que possa dedicar
tempo suficiente para atingir os objetivos anunciados pelo autor, e tam-
bém os seus objetivos pessoais.

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Organização das Lições e Padrão de Estudo

Cada lição inclui: 1) título da lição; 2) introdução; 3) esboço da lição;


4) objetivos da lição; 5) atividades de aprendizagem; 6) palavras-chaves;
7) desenvolvimento da lição, incluindo perguntas de estudo; 8) autoteste
(no fim do desenvolvimento da lição); e, 9) respostas às perguntas de
estudo.

O esboço e os objetivos da lição haverão de proporcionar-lhe uma


visão global do assunto, ajudando a chamar sua atenção para os pontos
mais importantes de cada lição, e mostrando-lhe o que deverá procurar
aprender.

A maioria das perguntas de estudo, existentes no desenvolvimento


de cada lição, podem ser respondidas aproveitando os espaços em branco
existentes no guia de estudos. As respostas mais longas, porém, deve-
rão ser escritas em um caderno. Quando você estiver escrevendo essas
respostas, lembre-se de registrar o número e o título da lição correspon-
dente. Isso irá ajudá-lo na revisão para o seu relatório da unidade do
aluno.

Não olhe as respostas antes de ter respondido as questões. Se


você der as suas próprias respostas, terá muito mais facilidade de se
lembrar do que estudou. Depois de ter respondido as perguntas de
estudo, compare suas respostas com aquelas que aparecem no final
de cada lição. Então, corrija as que não foram respondidas correta-
mente. Essas repostas não aparecem na ordem numérica usual, para
que você não veja, acidentalmente, qual é a resposta para a questão
seguinte.

Essas perguntas de estudo são muito importantes. Elas o ajudarão a


lembrar-se das idéias principais apresentadas na lição, bem como a apli-
car à sua vida os princípios que você tiver aprendido.

7
Como Responder às Perguntas

Neste guia de estudos há diferentes tipos de perguntas da lição e de


autoteste. A seguir, damos exemplos de diversos tipos e de como devem
ser respondidos. Instruções específicas serão dadas quanto a outros tipos
de perguntas que possam ocorrer.
Numa questão de MÚLTIPLA ESCOLHA, você deve escolher uma
solução entre as diversas apresentadas.
Exemplo:
1 A Bíblia tem um total de
a) 100 livros.
b) 66 livros.
c) 27 livros.

A resposta correta é b) 66 livros. Em seu guia de estudos, faça um


círculo em torno da letra b), conforme mostramos abaixo:
1 A Bíblia tem um total de:
a) 100 livros.
b) 66 livros.
c) 27 livros.
(Em algumas questões de múltipla escolha poderá haver mais de uma
resposta. Nesse caso, assinale as letras correspondentes às respostas cor-
retas.)
Uma questão de VERDADEIRO ou FALSO pede que você escolha,
dentre várias afirmativas, aquelas que são VERDADEIRAS.
Exemplo:
2 Quais as afirmativas abaixo são VERDADEIRAS?
a A Bíblia tem um total de 120 livros.
b A Bíblia é uma mensagem para os crentes de hoje.
c Todos os autores da Bíblia escreveram em hebraico.
d O Espírito Santo inspirou os escritores da Bíblia.

As declarações b e c são verdadeiras. Você deve fazer um círculo em torno


dessas duas letras, como suas escolhas, conforme se vê no exemplo acima.

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Uma questão de ASSOCIAÇÃO pede que você ligue declarações que
estão vinculadas umas às outras, como um nome com sua descrição, ou
um livro da Bíblia com o seu autor.
Exemplo:
3 Escreva o número referente ao nome do líder diante de cada frase que
descreve algo que ele fez.
1 a Recebeu a Lei no Monte Sinai.
.... 1) Moisés
2 b Guiou Israel na travessia do Jordão. 2) Josué
....
2 c Marchou em redor de Jericó.
....
1 d Viveu no palácio de Faraó.
....
As frases a e d referem-se a Moisés, e as frases b e c referem-se a
Josué. Você deve escrever 1 ao lado de a e d, e escrever 2 ao lado de b e
c, conforme pode ver acima.
Maneiras de Estudar Este Curso
Se você estiver fazendo sozinho este curso do Instituto de Correspon-
dência Internacional, todo o seu trabalho poderá ser feito através do cor-
reio. Entretanto, este curso também poderá ser feito em grupo ou em
classe. Se for esse o caso, o instrutor provavelmente fornecerá instruções
adicionais, além daquelas constantes neste livro, às quais você deverá
seguir criteriosamente.
É possível que você esteja interessado em usar o curso em um grupo
de estudos bíblicos realizados em casa, em uma classe da Escola Domini-
cal, ou em uma escola bíblica. Você verá que tanto o conteúdo deste li-
vro, quanto os seus métodos de estudo, são excelentes para esses propó-
sitos.

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Certificado

Quando você completar, com sucesso, este curso, e tiver feito a pro-
va, receberá então o seu Certificado e ao termino do 18º livro seu Diploma.

Sobre o Autor

José R. Silva Delgado exerce o ministério pastoral há mais de 25 anos.


Atualmente está pastoreando, pela segunda vez, uma igreja na sua cidade
natal, Valdivia, no Chile. Antes de voltar a pastorear na cidade de Valdivia,
pastoreou em Rio Bueno, La Union, La Pamilla, e La Legua, em Santiago,
Chile.
Além das atividades pastorais, integrou a liderança nacional e a dire-
toria regional da igreja. Ele também é professor de um instituto bíblico.
Atualmente, além de atuar no ministério pastoral em Valdivia, é escritor e
tradutor da Editorial Vida, em Miami, Flórida (EUA). É casado com Ceci-
lia Mancilla Rios, e tem seis filhos.

Escritório ICI
O ICI terá o maior prazer em ajudá-lo de todas as maneiras possíveis.
Se você tiver qualquer dúvida sobre o curso ou sobre as provas, sinta-se
à vontade para fazer qualquer indagação. Se várias pessoas quiserem
realizar este curso juntas, solicite adaptações para estudos em grupo.

•••
Que Deus o abençoe durante o estudo deste livro, O Cristão Respon-
sável, e que ele possa enriquecer a sua vida e o seu ministério, ajudando-
o a cumprir com maior eficiência a parte que lhe cabe no corpo de Cristo.

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Unidade 1

O QUE A BÍBLIA
DIZ SOBRE
MORDOMIA

11
DEUS

HOMEM
Lição 1
Deus,
o Dono Absoluto
de Tudo

O mordomo ou administrador precisa saber exatamente para quem


trabalha; caso contrário, como saberá a quem deve prestar contas de seu
trabalho?

O propósito desta primeira lição é salientar a verdade básica sobre a


qual se alicerça todo este curso. Essa verdade consiste em que nós não
somos os verdadeiros proprietários daquilo que está em nosso poder, mas
sim Deus: ele é o dono legítimo de tudo quanto existe.

Como um obreiro cristão, ou um crente, você precisa estar ciente de


que o trabalho que realiza não deve ser feito para si próprio, mas para
Deus, que é o dono e senhor de sua vida e de tudo o que possue. Se você
realmente compreender essa verdade em seu sentido mais amplo, certa-
mente experimentará uma revolução em sua vida e ministério. E, sem
sombra de dúvida, isso mudará sua maneira de pensar e todo o seu modo
de viver.

esboço da lição

Compreendendo a Idéia de Propriedade


Identificando o Proprietário
Explicando os Direitos do Proprietário
Reconhecendo os Direitos do Proprietário

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objetivos da lição
Ao terminar esta lição, você deverá ser capaz de:
Entender a diferença entre os conceitos falsos e os verdadeiros sobre
propriedade.
Explicar o que a Bíblia diz sobre quem é o verdadeiro proprietário e
o que significa isso.
Reagir de maneira positiva ao fato de que Deus é o dono legítimo de
tudo, e consagrar totalmente a ele sua vida e todos os seus bens.

atividades de aprendizagem
1. Leia atentamente os parágrafos iniciais e o esboço da lição. Leia tam-
bém os objetivos da lição, os quais o ajudarão a identificar aquilo que
você deve ser capaz de fazer, depois de estudar cada parte da lição.
Esses objetivos servirão de base para as perguntas de estudo e o
autoteste.
2. No glossário, no final deste livro, procure o significado das palavras-
chaves que você não conhece. As palavras são muito interessantes, e
saber o que significam é útil para entendermos perfeitamente o que le-
mos, bem como para expressarmos nossas idéias para as outras pessoas.

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DEUS, O DONO ABSOLUTO DE TUDO

3. Estude o “desenvolvimento da lição”, localizando e lendo todas as


passagens bíblicas indicadas.
4. Responda às perguntas de estudo, depois confira suas respostas com-
parando-as com as soluções, no final da lição. Caso você tenha dado
alguma resposta incorreta, faça uma breve revisão dos tópicos relaci-
onados a ela. Se você ainda tiver alguma dúvida, anote-a e envie para
o seu instrutor do ICI, ou procure o seu pastor para esclarecê-la.
5. Quando tiver concluído a lição, responda às questões do autoteste.
Confira suas respostas com aquelas apresentadas no final deste livro.

palavras-chaves
administrador herdeiro racional
arrogância legítimo resgate
atributo mordomo senhorio
diagrama perspectiva soberania
domínio pressuposição sustentar
doutrina profético usurpar
exclusivo

desenvolvimento da lição

COMPREENDENDO A IDÉIA DE PROPRIEDADE

Objetivo 1: Distinguir entre os conceitos falsos e os verdadeiros a res-


peito de propriedade.

O Falso Conceito de Propriedade

Vamos iniciar o estudo da mordomia cristã, primeiramente discorren-


do sobre o conceito de propriedade, dando as explicações e os esclareci-
mentos necessários. Alguns crêem que o simples fato de possuir ou utili-
zar algo faz com que sejam considerados donos legítimos do que está em
seu poder. Essa me parece ser uma idéia profundamente enraizada na
natureza humana; desde a mais tenra idade, agimos de acordo com ela.
Simplesmente tente tirar alguma coisa das mãos de uma criança de qua-
tro anos, e certamente verá seu choro de protesto. É claro que poderemos

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perfeitamente fazer uso de algo que alugamos ou pegamos emprestado,
mas o simples fato de que algo está em nosso poder não nos transforma
em donos daquilo.
É possível que alguns tenham o hábito de não devolver o que pegam
emprestado por não terem uma idéia exata do que seja o direito de pro-
priedade. Conheci um certo jovem que recebeu uma carta na qual o pro-
prietário lhe pedia que devolvesse o acordeão que havia emprestado ao
rapaz. Conversando comigo a respeito, o jovem me disse, furioso:
“– O dono desse acordeão nem sequer conhece música, então para
que quer o instrumento? Se quiser comprar outro, ele tem condições e eu,
não. Além disso, eu uso esse acordeão na obra do Senhor.”
Como você pode ver, esse jovem não tinha a menor intenção de de-
volver o instrumento.
O leitor precisa ser capaz de mostrar a diferença entre “posse” e “pro-
priedade”, para compreender a doutrina da mordomia cristã. Os discípu-
los da igreja primitiva nos dão um exemplo marcante de pessoas que
fizeram essa distinção. Em Atos 4.32 lemos que “ninguém considerava
exclusivamente sua nenhuma das coisas que possuía”.

O Elemento Básico do Conceito de Propriedade.


Talvez você pergunte: “O que dá a alguém o direito de propriedade?”
Eu poderia responder: “O que faz de alguém o legítimo proprietário de al-
guma coisa é o poder de impedir que qualquer outra pessoa se aposse ou
faça uso daquilo que ele considera propriedade sua”. Suponhamos, por
exemplo, que você decida deixar uma de suas cadeiras no terraço de sua
casa, permitindo que o sol e a chuva a danifiquem. Você nunca usa a cadeira,
mas também não permite que ninguém mais a use. Porém, se acaso outra
pessoa pegar a cadeira e levá-la para si, será acusada de furto. E, a rigor, o
dono da cadeira está em seu direito; as leis o apóiam. Isso acontece dessa
maneira porque os valores deste mundo, essa prerrogativa de impedir que
outros façam uso de determinada coisa, é a base do conceito de propriedade.
Essa idéia parece egoísta. E é. Não é o conceito bíblico de proprieda-
de; mas, sim, de alguém que controla a sociedade mundial. Mais adiante,
entretanto, veremos qual é o ponto de vista bíblico sobre o assunto.
Observação: Antes de responder a pergunta abaixo, releia as instruções
sobre como responder às perguntas de estudo. Faça o mesmo
sempre que julgar necessário ao responder essas questões.

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DEUS, O DONO ABSOLUTO DE TUDO

1 Cite uma referência bíblica onde encontramos um exemplo de cristãos


que sabiam a diferença entre “posse” e “propriedade”.
..................................................................................................................................
Os Atributos Exclusivos de um Proprietário
O proprietário possui determinados atributos, os quais chamamos de “di-
reitos”, que um locatário, ou alguém que pegou algo emprestado, ou qualquer
outro usuário não possui. Os atributos ou direitos do proprietário são exclusi-
vos. O proprietário pode fazer o que bem entender com aquilo que é seu; pode
“usar e abusar” do que lhe pertence. Pode vender, trocar, ou jogar fora. Pode
ainda esbanjar ou ignorar sua propriedade. Pode até mesmo destruí-la, se assim
o desejar, e ninguém pode impedi-lo; afinal ele é o dono. A este atributo cha-
mamos soberania, a qual o proprietário tem sobre sua propriedade.
No decorrer da história, a escravatura existiu em várias partes do mun-
do. O escravo pertence ao seu proprietário ou senhor, que o adquire no
“mercado de escravos” ou, ainda, vindo como prisioneiro de guerra. Sen-
do o escravo propriedade de seu senhor, este tem autoridade ou domínio
sobre ele. Em outras palavras, o senhor tem o direito de ordenar e o es-
cravo tem o dever de obedecer. Com base nessas considerações, pode-
mos concluir que o proprietário possui soberania sobre todas as coisas
que lhe pertencem mas, com relação a pessoas, ele tem domínio ou auto-
ridade. Um escravo eventualmente pode se rebelar contra seu senhor,
desobedecendo-o, ao passo que um ser inanimado, por não ser dotado de
personalidade, sempre estará sob o controle total de seu proprietário.
No desenvolvimento desta lição voltaremos a abordar a questão dos
atributos do proprietário.
2 Qual destas afirmações traz um dos atributos exclusivos do proprietário?
a) Ele tem feito uso de algo ou está de posse de alguma coisa por um
longo período de tempo.
b) Ele pode fazer qualquer coisa que desejar com o que lhe pertence.
c) Ele pode ser impedido de fazer mau uso do que é seu.
3 Qual dos raciocínios abaixo ilustra a assimilação do conceito correto
de propriedade?
a) João me emprestou uma quantia em dinheiro. Embora ele seja rico e
eu saiba que esse dinheiro não lhe fará falta, é meu dever devolvê-lo;
afinal, não é meu.
b) Meu vizinho é muito displicente com sua bicicleta. Ele a deixou ex-

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posta à chuva e pouco se importa com ela, portanto vou pegá-la e
fazer melhor uso dela.

IDENTIFICANDO O PROPRIETÁRIO
Objetivo 2: Selecionar declarações que identifiquem o verdadeiro pro-
prietário e fatos sobre seus direitos de propriedade.
Os Falsos Proprietários
Todos nós possuímos algo que consideramos nosso. Mas será que real-
mente somos os donos absolutos do que possuímos? Se não, quem o é?
Antes de respondermos a essas questões, seria muito bom considerarmos
esses dois conceitos que, vale dizer, são opostos àquilo em que cremos
com relação a quem seja o legítimo proprietário dos nossos pertences.
O Indivíduo Como o Proprietário
O conceito que tem perdurado por centenas de anos, ganhando ainda
mais força no século XIX, é que o legítimo dono é o indivíduo. Entretan-
to, a deficiência principal desse conceito é o fato de que, ao longo da
história, ele tem servido de justificativa para o egocentrismo natural do
ser humano, trazendo ainda mais injustiças ao mundo. Segundo essa men-
talidade, ainda que alguém tenha recursos ou bens suficientes para ajudar
a suprir as necessidades de seu próximo, se não quiser fazê-lo voluntari-
amente, nada há que o obrigue a isso. Ele é soberano com relação a todos
os aspectos da administração de seus bens. O homem rico, ao recusar-se
a dar de comer ao mendigo Lázaro, estava agindo exatamente assim, como
se ele fosse o dono absoluto de seus bens (Lc 16.19-21).
Essa conceituação de propriedade tem sofrido algumas alterações nos
últimos anos. Em determinados países, a lei permite a desapropriação de
uma propriedade individual para proporcionar um benefício coletivo. Isso
significa que o proprietário deve vender sua propriedade, se essa medida
for o melhor para a comunidade. Apesar disso, esse conceito de proprie-
dade é bem diferente do conceito bíblico.
A Comunidade Como a Proprietária
Outra crença corrente é a de que a comunidade é a dona legítima de
tudo. De modo geral, considera-se a comunidade como um determinado
grupo de pessoas. Esse conceito se mostra bastante atraente para muitos

18
DEUS, O DONO ABSOLUTO DE TUDO

crentes, pois lhes parece refletir o ponto de vista cristão sobre o assunto.
Eles se baseiam no texto de Atos 2.44,45, que relata que os primeiros dis-
cípulos “tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens,
distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessida-
de”. Outro texto também citado é Atos 4.32, onde lemos que “compartilha-
vam tudo o que tinham”. Todavia, é importante ressaltarmos que esses
versículos nos falam mais precisamente daquilo que os cristãos fizeram em
determinadas circunstâncias, não significando necessariamente que, de modo
geral, esse era o pensamento predominante entre eles. Não há nenhuma
passagem no Novo Testamento que afirme que os discípulos consideravam
a comunidade cristã como sendo a proprietária legítima dos seus bens.
O Legítimo Dono
Ambos os conceitos de propriedade que mencionamos poderão levar
a posicionamentos extremos. Contudo sabemos que a verdade geralmen-
te se encontra em algum ponto intermediário entre os extremos. No caso
em questão, a verdade está nas Sagradas Escrituras, que nos mostram um
outro conceito que define quem é, de fato, o legítimo dono de tudo.
Sua Identidade
Segundo a Bíblia, nem o indivíduo nem a comunidade têm o status de
dono; mas exclusivamente Deus. Esse conceito não apenas se encontra num
ponto intermediário em relação aos outros dois, mas sobrepõe-se a ambos.
Tanto o indivíduo quanto a comunidade são meros seres humanos; mas Deus
está muito acima do homem. O diagrama abaixo ilustra essa verdade:
Deus

Indivíduo Comunidade
O conceito bíblico de propriedade enfatiza que o dono legítimo é
aquele que possui alguma coisa sem ter recebido isso de alguém. O dono

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legítimo é aquele que não precisa de nada, porque já tem tudo. Ora, so-
mente Deus se enquadra nesse conceito (1 Cr 29.14; At 17.25). Já nós,
humanos, só possuímos aquilo que nos foi dado (1 Co 4.7; 1 Tm 6.7).
A Bíblia afirma que toda a terra pertence a Deus (Êx 19.5). Ele é o dono
do ser humano, dos animais, enfim, de tudo quanto existe no mundo (Sl
24.1; 50.10, 12; Ag 2.8). Ele é o dono absoluto de tudo quanto existe, pois
“[do Senhor] é tudo quanto há nos céus e na terra” (1 Cr 29.11). À luz desses
textos bíblicos, compreendemos o quanto é vã e presunçosa a atitude de um
indivíduo ou de uma comunidade que alimenta a pretensão de se apropriar
do que na verdade não lhes pertence. Deus sempre será o dono de tudo.
4 Suponhamos que você esteja explicando a alguém que Deus é o único
e verdadeiro dono de tudo. Quais das passagens seguintes você utiliza-
ria?
a) Salmo 50.10; Atos 17.25.
b) Lucas 16.19-21; Atos 2.44,45.
c) Atos 4.32; 1 Timóteo 6.7.
5 Qual destas afirmações poderíamos atribuir a alguém que compreende
quem é o dono legítimo de tudo?
a) Tudo pertence à comunidade, pois só dessa maneira é que as necessi-
dades individuais serão supridas e a coletividade será beneficiada.
b) Tanto o indivíduo quanto a comunidade são humanos. Deus, entre-
tanto, é superior a ambos, e o verdadeiro dono de tudo o que existe no
mundo.
c) O indivíduo trabalha para ganhar dinheiro e construir seu patrimônio.
Logo, ele é o legítimo proprietário daquilo que adquiriu.
Seu Domínio
Deus é, sem dúvida, o dono absoluto do universo. Entretanto a Bíblia
diz que houve um momento, muito tempo atrás, em que sua supremacia em
relação ao seu direito foi confrontada. A Palavra relata que Lúcifer, que era
um dos seres mais belos criados por Deus, rebelou-se contra ele e, por fim,
transformou-se em Satanás, o inimigo do Criador. Esse inimigo usurpou o
que, por direito, pertencia a Deus; por isso a Bíblia o chama de “príncipe
deste mundo” (Jo 12.31; 14.30; 16.11). Satanás levou o ser humano a cair
em tentação, induzindo-o também a se rebelar contra seu Dono. Tendo
caído na cilada do diabo, a humanidade agora se encontra sob o seu domí-
nio. Isso tem causado todo o sofrimento e injustiça que existem na terra.

20
DEUS, O DONO ABSOLUTO DE TUDO

Deus, porém, criou um plano magnífico a fim de resgatar o que sempre


foi seu. Para esse propósito ele escolheu a nação de Israel para ser o seu
povo. Eles passaram a ser, para Deus, um “tesouro pessoal dentre todas
as nações” (Êxodo 19.5 – Nova Versão Internacional). Nesse sentido Isra-
el se tornou o povo de Deus. Jesus Cristo, o legítimo herdeiro de Deus,
nasceu em Israel por determinação divina (Lc 20.13,14; Hb 1.2). Israel,
porém, não se portou à altura de sua condição e, como conseqüência,
perdeu temporariamente essa posição de povo de Deus (Os 1.9).
Contudo, o fracasso de Israel não causou o fracasso do plano de Deus.
No momento certo ele enviou Jesus Cristo, seu Filho. Satanás ofereceu a
Jesus todos os reinos do mundo (como se fossem, de fato, seus!), na condi-
ção de que o Senhor se prostrasse perante ele e o adorasse (Mt 4.8,9).
Jesus, porém, rejeitou a proposta capciosa do usurpador, pois estava deter-
minado a cumprir sua missão de, por meio de seu sacrifício na cruz, resga-
tar o mundo do domínio de Satanás (Jo 8.34, 36; 1 Pe 1.18,19).
Jesus fundou sua igreja, como havia prometido. Desde então, essa
igreja se tornou o povo de Deus (Rm 9.24, 25; 1 Pe 2.9,10). Todos os
crentes em Cristo são propriedade de Deus. Quando Cristo houver arre-
batado sua igreja, Israel se arrependerá de seu pecado e novamente Deus
lhe restabelecerá a condição de povo seu, juntamente com a igreja (Os
1.10; Rm 11.25-27). Além disso, eles serão livres do domínio de Satanás.
As palavras proféticas de Apocalipse 11.15, nos diz que se ouvirão
fortes vozes proclamando no céu: “Agora o poder para governar o mun-
do pertence a Deus, o nosso Senhor, e ao Messias que ele escolheu” (A
Bíblia na Linguagem de Hoje).
Quando o plano de Deus houver sido totalmente cumprido, existirá
um novo céu e uma nova terra (Ap 21.1). “O trono de Deus e do Cordeiro
[Jesus] estará na cidade” (Apocalipse 22.3 – Nova Versão Internacional).
Então todos verão que verdadeiramente Deus é o Rei soberano e Senhor
de tudo o que existe.

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6 Qual desses versículos fala do sacrifício de Jesus Cristo para nos
redimir?
a) Êxodo 6.7.
b) João 14.30.
c) 1 Pedro 1.18,19.
d) Apocalipse 21.1.
7 Qual das afirmações abaixo melhor define o que a Bíblia nos fala
sobre o direito de propriedade de Deus?
a) Satanás usurpou o que é propriedade de Deus, mas Jesus já o derro-
tou. No final, todos verão que Deus é o dono absoluto de tudo.
b) Tudo pertencia a Deus, porém o ser humano se rebelou e tomou posse
daquilo que era do Senhor. O homem é o dono de tudo até que Cristo
volte.

EXPLICANDO OS DIREITOS DO PROPRIETÁRIO


Objetivo 3: Escolher afirmações que expressam os fundamentos dos
direitos de Deus como o legítimo dono.
Os direitos de Deus como proprietário de tudo são absolutamente
legítimos. Conforme veremos a seguir, ninguém além de Deus tem direi-
tos sobre o universo e, particularmente, sobre nós. As razões são as se-
guintes:
Deus nos Criou
Deus é o dono do universo porque ele mesmo o criou (Gn 1.1; Jo 1.3).
A ele pertence a terra e tudo o que há nela. “Ao Senhor pertence a terra e
tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam. Fundou-a ele
sobre os mares e sobre as correntes a estabeleceu” (Sl 24.1,2). E porque
ele criou também o ser humano, nós também pertencemos a ele (Sl 100.3).
O propósito de Deus era que toda a sua criação o glorificasse (Is 43.7; Cl
1.16; Ap 4.11) e o agradasse (Sl 149.4). Todas as coisas existentes per-
tencem a Deus, pois sendo ele o Criador, tem todos os direitos de propri-
edade sobre sua criação.
Na condição de dono, Deus exerce soberania absoluta sobre toda a sua
criação. “Mas quem é você, meu amigo, para discutir com Deus? Por acaso
um pote de barro pergunta a quem o fez: ‘Por que você me fez assim?’ Pois
o homem que faz o pote tem o direito de usar o barro como quer” (Roma-

22
DEUS, O DONO ABSOLUTO DE TUDO

nos 9.20,21 – A Bíblia na Linguagem de Hoje). Deus deu ao homem a boca,


mas também criou pessoas mudas de nascença (Êx 4.11). Você é portador de
alguma deficiência? Não se precipite em alimentar sentimentos de rancor
contra o seu Criador. Deus não é um soberano opressor e sádico que sente
prazer no sofrimento de suas criaturas. Muito pelo contrário, o que ele mais
deseja é o nosso bem-estar. Isso fica muito claro quando vemos os inúme-
ros casos em que Jesus curou cegos, surdos, mudos e paralíticos. É difícil
entender por que ele permite tais sofrimentos? Sim, é. Entretanto Deus
também é muito sábio e não existe a menor dúvida de que ele tem para cada
um de nós um propósito glorioso e sublime.
O apóstolo Paulo, maravilhado ante a soberania e sabedoria de Deus, de-
clarou que tudo provém de Deus, e que ele é digno de glória (Rm 11.33-36).

Deus nos Sustenta


Se Deus não sustentasse todas as coisas pelo poder de sua palavra
(Hb 1.3), nossa existência seria breve como uma faísca. Entretanto foi
por intermédio dele que tudo veio a existir (Ap 4.11) e é nele que todas
as coisas subsistem e permanecem firmes (Cl 1.16).
Não temos nada que seja verdadeiramente nosso; tudo o que possuímos
nos foi dado por Deus (1 Cr 29.14; At 17.25; 1 Co 4.7): o lugar onde moramos,
o ar que respiramos, e o alimento que comemos. Se estamos vivos, é porque
Deus assim o quer. E, em última análise, seria impossível termos uma vida
separada de Deus, “pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos” (At 17.28).
Um dos ensinos mais maravilhosos da Bíblia é que Deus se relaciona
conosco como um pai se relaciona com um filho amado. Ele nos conside-
ra como filhos e não como meros objetos seus. Ora, se Deus é o dono
absoluto de tudo, nós somos filhos de um Pai imensamente rico e grandi-
oso. Ele é superior a qualquer pai humano e está sempre desejoso de
abençoar seus filhos (Mt 7.9-11). Essa verdade maravilhosa nos ajuda a
viver uma vida de total confiança no Senhor (Mt 6.31,32). Uma criança
órfã precisa se preocupar com o que fazer para sobreviver: mendigar,
roubar, ou trabalhar. Ela também precisa se preocupar em encontrar um
local para dormir, seja na rua, sob uma marquise, ou num banco de praça.
A criança que tem pais para cuidar dela, não tem nenhuma dessas preocu-
pações. E você e eu temos o melhor dos pais, o nosso Deus, que nos
sustenta e cuida de nós (Rm 8.32; 1 Pe 5.7).

23
8 Quando dizemos que “Deus sustenta todas as coisas”, o que quere-
mos dizer?
..................................................................................................................................
Deus nos Resgatou
Nos tempos do Antigo Testamento, se um israelita fosse tão pobre que
não conseguisse pagar uma dívida, e tivesse de vender-se como escravo
para poder saldá-la, um de seus parentes próximos poderia resgatá-lo, com-
prando-o de seu senhor. Esse ato chamava-se resgate (Lv 25.47-49).
Deus disse que os israelitas eram seus servos porque ele os libertara da
escravidão, tirando-os do Egito (Lv 25.55). Todos nós, por causa do pecado
original, também nos tornamos escravos de Satanás. Como nós não tínhamos
condições de resgatar a nós mesmos, nosso parente chegado, Jesus Cristo, fez
isso com o seu sacrifício na cruz (Tt 2.14; 1 Pe 1.18,19). Satanás não tem mais
nenhum domínio sobre nós. Por outro lado, também não somos totalmente
livres, isto é, não pertencemos a nós mesmos (1 Co 6.19). Afinal, foi Deus
quem pagou um “alto preço” por nós (1 Co 6.20), por isso pertencemos a ele.
Um garotinho que morava num povoado litorâneo construiu um bar-
quinho e foi brincar com ele à beira-mar. Mas as ondas acabaram afastan-
do o barquinho para longe. O garoto fez o que pôde para recuperá-lo,
mas seus esforços foram em vão. Dias depois, ao passar por uma loja, o
garoto viu na vitrine o barquinho que ele fizera. Estava à venda. Com
muita dificuldade, ele conseguiu juntar dinheiro suficiente, foi até a loja
e comprou-o. Chorando de alegria, o garoto exclamou:
- Agora você é meu duas vezes. Primeiro porque eu fiz você e, de-
pois, porque eu te comprei.
É exatamente desse modo que somos propriedade de Deus: primeiro
ele nos criou, e depois nos resgatou.

24
DEUS, O DONO ABSOLUTO DE TUDO

Deus nos Santificou


A palavra santificar significa separar. As palavras consagrar e dedi-
car também são usadas para expressar essa mesma idéia. Quando Deus
consagra alguém ou algo, ele separa para si o que ele consagrou. É seu
pelo fato de que aquilo que ele separou para si, lhe pertence. Os
primogênitos do sexo masculino nascidos em Israel pertenciam a Deus
porque ele próprio os consagrara (Nm 8.17). Por essa mesma razão o
templo de Jerusalém se tornou a casa de Deus (2 Cr 7.16).
Cristo não apenas nos redimiu através de seu sacrifício; ele também
nos consagrou e nos purificou (1 Co 6.11; Hb 10.10). Somos propriedade
de Deus porque ele nos escolheu para sermos seu povo, uma nação santa
ou santificada (1 Pe 2.9).
9 Ao lado da referência bíblica, escreva o número da frase que descreve
o ensinamento.
.... a Gênesis 1.1 1) Deus criou todas as coisas.
2) Deus sustenta todas as coisas.
.... b João 1.3.
3) Deus nos resgatou.
.... c Atos 17.28. 4) Deus nos santificou e purificou.
.... d 1 Coríntios 6.11.
.... e 1 Coríntios 6.19,20.
.... f Hebreus 1.3.
.... g Hebreus 10.10.
.... h 1 Pedro 1.18,19.
10 Quais das afirmativas abaixo apresentam uma razão por que os direi-
tos de Deus sobre todo o universo são absolutamente legítimos? (Obser-
vação: Todas as afirmações são verdadeiras, mas nem todas apresentam
uma razão.)
a) Deus é bom e opera maravilhas.
b) Deus é o criador de tudo o que existe.
c) Deus nos comprou e nos separou para si.
d) Deus, em sua sabedoria, conhece todas as coisas.
e) Deus deseja abençoar seus filhos.
f) É o poder de Deus que nos mantém vivos.

25
RECONHECENDO OS DIREITOS DO PROPRIETÁRIO

Objetivo 4: Identificar as descrições dos resultados de se aplicar a rea-


lidade do domínio de Deus à nossa vida.

Agora você já sabe que Deus é o dono de tudo e tem direitos especí-
ficos sobre os nossos bens e, principalmente, sobre nós. Mas apenas ter
consciência disso não basta; é preciso colocarmos em prática essa verda-
de em nossa vida. Em certa ocasião, Jesus disse: “Ora, se sabeis estas
coisas, bem-aventurados sois se as praticardes” (Jo 13.17). Portanto, mais
importante que simplesmente sabermos que somos propriedade de Deus
é reconhecermos o seu senhorio absoluto sobre nós.

Dedicando Nossa Vida e Nossos Bens


A palavra dedicar significa separar alguma coisa para uma finalidade
especial. Quando usada no contexto de nosso relacionamento com Deus,
significa entregarmos a nossa vida e os nossos bens a ele. Se realmente
cremos que Deus é o dono de tudo, não existe maneira mais prática de
demonstrarmos isso do que entregar a ele aquilo que, na verdade, já é
seu. O próprio Deus, que instruiu os israelitas que todo primogênito lhe
pertencia, exigiu que eles fossem dedicados a ele (Êx 13.12). Dessa ma-
neira eles poderiam aplicar o conhecimento que haviam adquirido. Jesus
agiu de maneira semelhante ao exortar seus ouvintes, dizendo “dai a Deus
o que é de Deus” (Mt 22.21).

Ana, mãe do profeta Samuel, nos deu um belo exemplo de dedicação.


Ela compreendeu que, se viesse a ter um filho, era porque Deus assim o
determinara. Então, dedicou seu filho a Deus, para que ele o servisse todos
os dias de sua vida (1 Sm 1.27,28). No Novo Testamento, o exemplo dos
crentes de Macedônia é tão comovente quanto extraordinário: em meio a
circunstâncias dificílimas, eles confiaram ao apóstolo seus escassos recur-
sos, porque “deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor” (2 Co 8.5).

Dando Graças
Como Deus é um dono maravilhoso! Ele é o dono de tudo mas, ao
mesmo tempo, entregou tudo a nós (At 17.25). Ele não apenas já nos deu
o seu Filho unigênito, como também prometeu nos dar “com ele todas as

26
DEUS, O DONO ABSOLUTO DE TUDO

coisas” (Ro 8.32). Nós, então, devemos dar graças a ele porque, embora
nada seja nosso, ele nos dá livre acesso a tudo o que lhe pertence. Será
que poderíamos dizer o mesmo a respeito de mais alguém? Além disso,
quando demonstramos nossa gratidão a Deus, ele se agrada dessa atitude,
pois essa é a sua vontade para conosco (Cl 3.15; 1 Ts 5.18).
O ser humano se tornou iníquo, e mesmo conhecendo a Deus, não lhe
deu graças (Ro 1.21) nem o reconheceu como dono absoluto de tudo. O
homem achou que o que Deus havia confiado a ele, pertencia a ele. Até
mesmo uma leitura superficial da Bíblia deixa claro que as ações de gra-
ça são um aspecto de importância vital na vida cristã.
11 De acordo com Romanos 1.21, a humanidade se tornou iníqua por-
que:
..................................................................................................................................
Submetendo-nos
Se Deus é o nosso dono absoluto, a atitude mais sensata que podemos
ter é nos submetermos a ele. Um animal conhece o seu dono e, conse-
qüentemente, se submete a ele; quanto mais nós, seres racionais, deve-
mos entender o quanto é importante nos submetermos a Deus. Que o
Senhor não tenha de dizer de nós o mesmo que disse a respeito de Israel:
“o meu povo não entende” (Is 1.3). Saulo de Tarso aprendeu uma dura
lição quando tentou se opor a Deus: “como o boi que dá coices contra a
ponta do ferrão” (Atos 26.14 – A Bíblia na Linguagem de Hoje). Em vez
de agirmos assim, devemos dizer humildemente a Deus: “Tu és o oleiro;
eu, o barro. Molda-me conforme o teu querer”. Afinal, o barro não pode
fazer nada, a não ser deixar que o oleiro faça dele o que bem quiser.

27
Demonstrando Respeito
Respeitar as autoridades constituídas é uma regra universal de conduta.
Todas as culturas têm uma maneira peculiar de demonstrar respeito. Como
Deus é o nosso dono, ele é nosso Mestre. Portanto, devemos demonstrar-
lhe nosso respeito, através das nossas palavras e dos nossos atos. Em
Malaquias 1.6-8 lemos que ele repreendeu severamente aos líderes religi-
osos de Israel por estarem dando a Deus um tratamento desrespeitoso. Eles
certamente não tratariam as autoridades humanas do mesmo modo!
Praticando a Obediência
Como pertencemos a Deus, ele exerce seu senhorio sobre nós. Ele é o
Senhor, e nós, seus servos; isso significa que devemos prestar obediência
incondicional a ele. Se obedecemos às autoridades humanas, muito mais
devemos obedecer ao Senhor dos senhores! Entretanto, uma pessoa pode
se referir a Deus como seu “Senhor”, sem estar disposta a obedecê-lo (Lc
6.46). Essa conduta, porém, é claramente desonesta e enganosa.
Em Israel, um escravo poderia voluntariamente ficar com o seu se-
nhor enquanto este o tratasse bem (Êx 21.5,6). Deus tem se mostrado um
Senhor bondoso para conosco. É, portanto, bastante razoável de nossa
parte que queiramos voluntariamente continuar sendo seus servos obedi-
entes para todo o sempre.
12 Qual destas referências bíblicas poderíamos citar para destacarmos
um exemplo de uma pessoa ou um grupo de pessoas que dedicou algo a
Deus?
a) Êxodo 21.5,6.
b) 1 Samuel 1.27,28.
c) Atos 17.25.
d) 2 Coríntios 8.5.
13 Qual afirmação descreve os resultados de aplicar pessoalmente a ver-
dade do domínio de Deus em sua vida?
a) Estou ciente de que o dono legítimo de tudo não é nem o indivíduo
nem a comunidade. Sei quem é o verdadeiro dono e estou apto a falar
sobre ele.
b) Deus é o dono absoluto de tudo, e eu o respeito por isso e dou-lhe
graças pelo que tenho. Quero dedicar a ele a minha vida e tudo o que
possuo.

28
DEUS, O DONO ABSOLUTO DE TUDO

autoteste
1 Qual destas pessoas compreende o conceito correto de propriedade?
a) Maria pegou emprestada a bicicleta de sua amiga. A amiga de Maria
lhe pediu que não se esquecesse de guardar a bicicleta dentro de casa
à noite, e Maria tem feito isso.
b) Pedro pegou emprestado um livro de um amigo seu. Como o amigo
de Pedro não lhe pediu que devolvesse o livro, Pedro dá o livro a
outra pessoa.
2 Quais destes versículos têm a ver com o povo de Deus?
a) Êxodo 19.5.
b) João 14.30.
c) 1 Pedro 2.9,10.
d) Apocalipse 11.15.
3 Qual é a idéia central do conceito de propriedade?
a) O legítimo dono é aquele que cuida bem do que possui.
b) O legítimo dono é aquele que não permite que outros usem o que é seu.
c) O legítimo dono é aquele que tem uma grande quantidade de bens.
4 Qual destes versículos nos mostra o legítimo herdeiro de Deus?
a) Oséias 1.9.
b) Mateus 4.8.
c) João 16.11.
d) Hebreus 1.2.
5 Algumas pessoas pensam que Atos 2.44,45, e Atos 4.32, defendem a
idéia de que tudo pertence à comunidade. Qual das afirmações seguintes
melhor aponta a falha ou lacuna nesse raciocínio?
a) Eles chegam à conclusão errada: Como havia alguns discípulos po-
bres, eles pediam àqueles que tinham para que compartilhassem o
que possuíam.
b) Eles fazem uma pressuposição falsa: Pelo fato de os discípulos terem
tudo em comum, consideravam a comunidade cristã como a dona le-
gítima de tudo.
6 Quais destes versículos você usaria para mostrar a alguém que Deus
não apenas nos criou, mas também nos resgatou?
a) Números 8.17. c) Salmo 100.3.
b) 1 Crônicas 29.14. d) Tito 2.14.

29
7 Segundo a Bíblia, o verdadeiro dono de tudo é:
a) Deus, pois ninguém jamais desafiou seu direito de propriedade.
b) O indivíduo, pois ele é o responsável pelo que tem.
c) A comunidade, pois ela pode ajudar os pobres.
d) Deus, pois ele nunca recebeu nada de ninguém.

8 Se estivermos explicando a alguém qual deve ser o nosso posiciona-


mento diante do fato de que nós somos propriedade de Deus, quais des-
tes versículos podemos citar?
a) Gênesis 1.1.
b) Mateus 22.21.
c) 1 Tessalonicenses 5.18.
d) 1 Pedro 2.9.

9 Circule a letra de cada afirmação VERDADEIRA.


a) Deus não tem direitos sobre o ser humano porque este se rebelou
contra ele.
b) Deus tem direitos sobre nós, pois sem ele não existiríamos.
c) Depois de libertos do domínio de Satanás, passamos a pertencer a
nós próprios.
d) “Resgatar” significa comprar (algo ou alguém) de volta.

10 Que resultado prático você pode desfrutar por aplicar pessoalmente a


verdade do domínio de Deus à sua vida?
a) Posso citar várias passagens bíblicas importantes que tratam da su-
premacia de Deus em relação à propriedade.
b) Permito que Deus dirija minha vida conforme ele deseja, e aceito a sua
vontade em minha vida.
c) Compreendo perfeitamente que Deus, sendo o dono de tudo, encon-
tra-se acima do indivíduo e da comunidade.

•••
30
DEUS, O DONO ABSOLUTO DE TUDO

respostas às perguntas de estudo


Observação: As respostas para as questões não estão na ordem correta.
Fizemos isso para evitar que você veja, involuntariamente, a resposta da
questão seguinte, antes de tê-la respondido.

7 a) Satanás usurpou o que é propriedade de Deus, mas Jesus já o der-


rotou. No final, todos verão que Deus é o dono absoluto de tudo.

1 Atos 4.32.

8 Deus, pelo seu poder, mantém a firmeza e a estabilidade de tudo.

2 b) Ele pode fazer qualquer coisa que desejar com o que lhe pertence.

9 a 1) Deus criou todas as coisas.


b 1) Deus criou todas as coisas.
c 2) Deus sustenta todas as coisas.
d 4) Deus nos santificou e purificou.
e 3) Deus nos resgatou.
f 2) Deus sustenta todas as coisas.
g 4) Deus nos santificou e purificou.
h 3) Deus nos resgatou.

3 a) João me emprestou uma quantia em dinheiro. Embora ele seja rico e


eu saiba que esse dinheiro não lhe fará falta, é meu dever devolvê-lo;
afinal, não é meu.

10 b) Deus é o criador de tudo o que existe.


c) Deus nos comprou e nos separou para si.
f) É o poder de Deus que nos mantém vivos.

As alternativas a), d) e e) não se relacionam diretamente com as


quatro verdades que formam o alicerce dos direitos de Deus sobre
nós. (Ele nos criou, resgatou, e santificou; e ele nos sustenta.)

4 a) Salmo 50.10; Atos 17.25.


11 Mesmo conhecendo a Deus, não lhe deu graças.

31
5 b) Tanto o indivíduo quanto a comunidade são humanos. Deus, en-
tretanto, é infinitamente superior a ambos, e é o verdadeiro dono
de tudo quanto existe no mundo.

12 b) 1 Samuel 1.27,28.
d) 2 Coríntios 8.5.

6 c) 1 Pedro 1.18,19.

13 b) Deus é o dono absoluto de tudo, e eu o respeito por isso e dou-lhe


graças pelo que tenho. Quero dedicar a ele a minha vida e tudo o
que possuo. A alternativa a) se refere mais ao seu conhecimento
ou à compreensão do assunto. A alternativa b), que é a resposta
correta, diz respeito a como você vai realmente responder ao pró-
prio Deus, em virtude da verdade que você agora conhece.

32
Lição 2
O Homem,
O Mordomo de Deus

Já concluiu o estudo da Lição 1? Parabéns! Agora você certamente


compreende que Deus é o Senhor de nossa vida e o dono de tudo o que
possuímos. Contudo é bem provável que você tenha ido mais além. Cer-
tamente já reconheceu que Deus é o soberano Senhor da sua vida.

Nesta lição, então, estudaremos qual é o nosso papel como mordomos


daquilo que pertence a Deus. Mas como poderemos desempenhá-lo bem?
Em primeiro lugar estudaremos o exemplo a vida do próprio Jesus. Isso
nos ajudará a entender o nosso papel. Depois analisaremos os requisitos
necessários para sermos mordomos de Deus, e as responsabilidades que
temos nessa função.

À medida que avançarmos no estudo desta lição, você descobrirá que


a mordomia envolve todos os aspectos da vida cristã, e não apenas parte
dela. E, se você colocar em prática as verdades aprendidas, um dia ouvirá
o Senhor dizer as maravilhosas palavras: “Muito bem, servo bom e fiel”
(Mt 25.21).

esboço da lição

O que Significa Ser um Mordomo


Jesus, Nosso Exemplo de Mordomo
Os Requisitos de um Mordomo
As Responsabilidades de um Mordomo

33
Propriedade
de Deus

objetivos da lição
Ao terminar esta lição, você deverá ser capaz de:
Explicar o que representa, para o crente, ser um mordomo de Deus.
Descrever que tipo de pessoa é um bom mordomo, e quais as suas
responsabilidades.

atividades de aprendizagem
1. Leia os parágrafos iniciais, o esboço e os objetivos. Procure no glos-
sário as palavras-chaves que você não conhece, a aprenda o seu signi-
ficado.
2. Faça o estudo da lição, leia os versículos indicados, responda as per-
guntas de estudo, confira suas respostas, e faça uma revisão da lição.
Depois, responda as questões do autoteste, e compare-as com as res-
postas dadas no final deste guia de estudo.
3. Após terminar a lição e responder o autoteste, faça uma revisão da
Unidade Um (lições 1 e 2). Depois disso, complete o Relatório do
Aluno da unidade, preencha a Folha de Respostas, e envie-a ao seu
instrutor ICI.
palavras-chaves
aptidão função subordinado
crédito investimento transitório
financeiro parábola

34
O HOMEM, O MORDOMO DE DEUS

desenvolvimento da lição

O QUE SIGNIFICA SER UM MORDOMO


Objetivo 1: Fazer distinção entre as funções do mordomo e do senhor.

Diversos Significados

Hoje em dia a palavra mordomo tem vários significados. De uma for-


ma ou de outra, entretanto, todos eles têm a ver com alguém que exerce
uma função específica de administração. Assim, uma pessoa pode ser o
mordomo de uma grande casa, uma fazenda, um automóvel ou um cami-
nhão, ou uma empresa. O mordomo não é o dono; é apenas alguém con-
tratado pelo dono para administrar parte ou todos os bens deste.

Na Bíblia, entretanto, a palavra mordomo geralmente se refere a um


escravo que administrava os bens de seu senhor (Gn 44.1; Mt 20.8; Lc
16.1). O mordomo gozava da plena confiança do seu senhor. Ele era uma
pessoa que havia alcançado essa posição por ter sido comprovada a sua
lealdade (Gn 15.2,3; 39.4). O oficial que administrava os bens de um rei
também era chamado de mordomo; mas nesse caso ele não era um escra-
vo, e sim um súdito da confiança do rei (1 Re 16.9; 1 Cr 28.1; Lc 8.3).

Entenderemos o conceito de mordomo mais claramente se o compa-


rarmos com o de dono, porque existe uma diferença fundamental entre
eles dois. O diagrama abaixo mostra essa diferença:

O MORDOMO... O DONO/SENHOR...

Tem de administrar os bens É soberano com relação à


de seu senhor conforme maneira de utilizar seus
este o desejar. bens.

Precisa prestar contas de Não precisa prestar contas


sua administração ao seu a ninguém a respeito de
senhor. como usa esses bens.

35
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

1 Qual destas pessoas está agindo como um mordomo?


a) Esther decide vender o tapete que teceu.
b) Marcos faz um relatório indicando a quantidade de batatas colhidas.
c) Joe dá orientações sobre o modo como sua terra deverá ser utilizada.

O Sentido Cristão Específico


Objetivo 2: Identificar afirmações que mostram o que a Bíblia diz a
respeito do papel do crente como mordomo.
O objetivo de nosso estudo é abordar a mordomia sob o enfoque cris-
tão. É por isso que é tão importante que compreendamos o que significa
para o crente ser um mordomo. Não basta conhecermos o sentido geral
de mordomia. Do ponto de vista cristão, todo o ser humano, mas em
especial, o crente, é um mordomo de Deus. E porque tudo o que existe
pertence a Deus, o nosso propósito fundamental enquanto estivermos na
terra, é administrar, conforme a sua vontade, os bens que ele nos confiou.

Talvez você possua poucos bens materiais, e por isso esteja se per-
guntando: Quais são os bens que eu tenho para administrar?” E eu res-
pondo que esses bens são todas as coisas que você já recebeu de Deus.
De acordo com as palavras de Jesus, a nossa alma é um bem que vale
mais que o mundo inteiro (Mt 16.26). Portanto, Deus nos dá nosso corpo,
nosso tempo, nossos talentos, e até mesmo a mensagem do evangelho,
para administrarmos conforme a sua vontade.

Assim, vemos que não somos apenas propriedade de Deus; somos


também seus mordomos. É claro que esse conceito não é novo, pois o
encontramos já no Antigo Testamento. Entretanto, ao longo do estudo do
Novo Testamento, vemos que foi Jesus quem expandiu esse conceito,
dando-lhe seu sentido mais amplo. Portanto, notamos que dois aspectos
se destacam no desdobramento da conceituação de mordomia.

No Antigo Testamento

Assim como ocorre com várias outras doutrinas, no Antigo Testa-


mento a doutrina da mordomia humana ainda não é completamente reve-
lada. No entanto, existem indicações ali que nos mostram que o ser hu-
mano sempre esteve na condição de mordomo.

36
O HOMEM, O MORDOMO DE DEUS

1. Deus encarregou o homem de cuidar do Jardim do Éden. Deus o


colocou no Jardim “para o cultivar e o guardar” (Gn 2.15), e deu-lhe
instruções específicas sobre como deveria se portar ali (Gn 2.16,17).
Quando o homem falhou em suas responsabilidades, teve que prestar
contas a Deus por isso (Gn 3.11,12). Por sua desobediência, o homem e a
mulher foram expulsos do Jardim do Éden (Gn 3.23,24).
2. Desde o início o homem soube que não poderia viver como bem
entendesse. Isso fica bem claro quando vemos a ordem de Deus para que
todo o homem se apresentasse perante ele em ocasiões específicas. E
jamais poderia fazê-lo de mãos vazias (Dt 16.16). O fato de Caim e Abel
se apresentarem a Deus com suas ofertas mostra que mesmo os primeiros
seres humanos tinham consciência disso (Gn 4.3,4).

3. Caim descobriu que não tinha o direito de fazer o que quisesse


com a vida de seu irmão. Após matar Abel, Caim teve de prestar contas
a Deus pelo crime que cometera (Gn 4.9,10).
4. Cada israelita, bem como a nação de Israel como um todo, era um
mordomo da terra que Deus lhe havia dado (Dt 11.8-32; 30.19,20). Como
os israelitas preferiram viver a seu bel-prazer nas terras que o Senhor lhes
dera, desobedecendo-o, foram obrigados a deixá-la.
No Novo Testamento
Na parábola dos lavradores maus (Mt 21.33-43), Jesus ensina clara-
mente que o povo de Israel era mordomo de Deus. Nessa parábola, o

37
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

dono da vinha representa Deus; os lavradores ou mordomos maus são o


povo de Israel, e a vinha (o reino) é a propriedade. Como Israel se recu-
sou a reconhecer a supremacia do verdadeiro dono (Deus), ele tirou o
reino das mãos daquela nação. Entretanto em Mateus 25.14-30 Jesus nos
ensina que todo ser humano, indistintamente, é um mordomo de Deus.
De acordo dom essa parábola, o ser humano não é o dono nem de sua
vida; ele é somente um mordomo que a administra, sendo responsável,
perante o verdadeiro dono, pelo modo como a administra.
Embora todos sejam, de forma generalizada, mordomos de Deus, os
apóstolos enfatizam que todo crente também é um (1 Pe 4.10). Todos nós
recebemos um dom de Deus. Porém, ao contrário do que ocorre com rela-
ção aos presentes que recebemos das pessoas, os quais podemos utilizar da
maneira que quisermos, os dons que recebemos de Deus consistem mais
especificamente em créditos para administrarmos segundo a sua vontade.
2 O que a Bíblia nos ensina sobre a função do crente como mordomo?
a) Apenas os crentes ricos precisam se preocupar em serem bons mordomos.
b) O crente é livre para usar os dons que Deus lhe deu como quiser.
c) O crente deve prestar contas a Deus, o verdadeiro dono dos seus bens.
3 Suponhamos que você estivesse explicando a alguém o que Jesus dis-
se sobre a nossa condição de mordomos; qual destas passagens bíblicas
seria a melhor para utilizar?
a) Lucas 8.9-15.
b) Lucas 11.33-36.
c) Lucas 15:11-32.
d) Lucas 19.11-27.
JESUS, NOSSO EXEMPLO DE MORDOMO
Objetivo 3: Reconhecer versículos bíblicos que mostram como Jesus nos
dá o exemplo de um mordomo ideal.
Até aqui, temos considerado duas verdades muito importantes: 1) Deus
é o dono absoluto de tudo e 2) o homem é o mordomo que administra o
que é de Deus. Agora estamos interessados em descobrir como podemos
desempenhar adequadamente o nosso papel como mordomos. E o que
mais precisamos para nos ajudar nessa tarefa é de um bom exemplo a
seguir. E quem melhor que o Senhor Jesus para ser o nosso exemplo?
Afinal, ele é o mordomo ideal.

38
O HOMEM, O MORDOMO DE DEUS

O Administrador de Deus

Jesus já sabia, desde a infância, que sua vida terrena seria a de um


mordomo. O evangelista Lucas nos diz que, certa ocasião, José e Maria
perderam Jesus durante uma viagem a Jerusalém. Depois de uma busca
desesperada, eles finalmente o encontraram no templo. E ali estava Jesus,
ainda menino, envolvido em uma conversa séria com os mestres religio-
sos! Quando seus pais lhe perguntaram por que fizera aquilo, ele respon-
deu que era seu dever estar na casa de seu Pai, tratando dos negócios
deste (Lucas 2.49 – Edição Contemporânea de Almeida). E, de fato, Je-
sus foi enviado à terra para cuidar dos interesses de Deus. E ele desejava
dedicar-se a isso o quanto antes, porque é obvio que um bom mordomo
dá prioridade aos interesses de seu senhor, antes de preocupar-se em cui-
dar de seus próprios interesses.

O Servo de Deus
Jesus, sendo o Senhor, merece ser servido; mas ele disse que “não
veio para ser servido, mas para servir” (Mc 10.45). Em Isaías 42.1, Deus
o apresenta como “meu servo”, pois ele “assumiu a forma de servo” (Fp
2.7). O mordomo era um servo e, como tal, tinha de fazer o que seu
mestre mandasse. Seu papel era servir. E Jesus, como um bom mordomo,
jamais fazia a sua própria vontade, mas sim a de nosso Senhor (Lc 22.42).

O Obreiro de Deus
O mordomo trabalha para seu senhor, não para si. De igual modo,
Jesus veio ao mundo para realizar a obra que Deus lhe confiara (Jo 5.36;

39
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

9.4). No final de seu ministério, ele pôde dizer, com satisfação: “Eu te
glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer” (Jo
17.4). Que maravilhoso exemplo de mordomo!

4 Qual destes versículos você poderia citar para apresentar Jesus como
exemplo de mordomo que cumpriu sua função de obreiro de Deus?
a) Isaías 42.1.
b) Lucas 2.49.
c) João 17.4.
d) 1 Pedro 4.10.

•••
OS REQUISITOS DE UM MORDOMO

Objetivo 4: Selecionar declarações que mostram que tipo de pessoa é


um bom mordomo.

O Novo Testamento apresenta três requisitos que um mordomo de


Deus deve ter: fidelidade, integridade e sabedoria.

Fidelidade

O mordomo é a pessoa que goza da confiança e da credibilidade do


seu senhor; por causa disso, espera-se que ele seja fiel. O mordomo fiel é
aquele que cumpre todas as suas responsabilidades e cuida diligentemen-
te dos interesses de seu senhor. O mordomo infiel, ao contrário, pensa
primeiramente em seu próprio bem-estar e negligencia ou faz uso inade-
quado ou fraudulento do que pertence ao seu senhor (Lc 16.1). Ora,
todos nós somos mordomos das coisas de Deus, e ele requer que sejamos
fiéis (1 Co 4.1,2). Por exemplo, se uma pessoa goza de boa saúde e tem
uma inteligência privilegiada, Deus deseja que ela as utilize em sua obra,
e não apenas para obter benefícios próprios.

40
O HOMEM, O MORDOMO DE DEUS

Integridade

Em Tito 1.7 lemos que aquele que está na liderança do trabalho do


Senhor deve ser irrepreensível. Isso significa que como um administra-
dor dos recursos e bens de Deus, sua conduta deve ser impecável. Ou
seja, ele deve viver de tal maneira que ninguém possa encontrar motivo
para acusá-lo de nada.
Às vezes as pessoas têm uma péssima impressão do patrão ou proprie-
tário, por causa de um mau administrador. Talvez o público sempre trata
dos negócios com esse gerente, e não conhece o proprietário. O dono pode
até ser bondoso e generoso, mas se o gerente é áspero e mesquinho, as
pessoas serão induzidas a ter uma imagem negativa do patrão. Que imagem
Rute teria feito de Boaz se o servo dele não a tivesse deixado entrar no
campo? (Rt 2.7). O que aquelas pessoas que levaram algumas crianças a
Jesus teriam pensado dele se o Senhor não houvesse repreendido os discí-
pulos por essa conduta grosseira? (Mc 10.13-16). Assim, se os outros pu-
derem ver as boas coisas que fazemos como mordomos de Deus, é bem
provável que venham a glorificar o “vosso Pai que está nos céus” (Mt 5.16).
Podemos dizer que “fidelidade” é a conduta correta do mordomo em
relação ao seu senhor. “Integridade”, pelo contrário, é a conduta correta do
mordomo em relação às outras pessoas. Jesus nos deixou exemplos tanto
de fidelidade quanto de integridade, pois “era amado por Deus e pelos
homens” (Lucas 2.52 – A Bíblia Viva). Vamos, então, cumprir nosso dever
diante de Deus e também representá-lo com dignidade perante os homens.
5 Os discípulos de Jesus não estavam agindo com integridade no episó-
dio narrado em Marcos 10.13-16 porque:
..................................................................................................................................
Sabedoria
Para quem deseja ser um bom mordomo, a sabedoria é algo impres-
cindível. O mordomo sábio emprega bem os recursos disponíveis, evita o
desperdício, distribui corretamente os bens segundo as necessidades,
mantém arquivo de relatos escritos e sabe aproveitar bem as oportunida-
des. Dessa forma ele trará prosperidade ao seu senhor.
É verdade que, para ser um bom administrador, uma pessoa precisa
ter um certo nível de conhecimento formal na área de administração. Mas

41
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

a sabedoria, entretanto, não pode ser adquirida em nenhum tipo de curso.


Até onde sei, ninguém recebeu um diploma de “homem sábio” no final
de uma série de estudos. O mordomo cristão, entretanto, pode aprender
lições de sabedoria com o melhor dos professores (Tg 1.5). Tal sabedoria
certamente o ajudará a desempenhar com eficácia suas funções de
mordomo.

José é um extraordinário exemplo de um mordomo sábio, que foi


educado na escola de Deus. É interessante ver como tudo o que ele fazia
prosperava, quer como mordomo de Potifar, quer como prisioneiro no
cárcere (Gn 39.2,3,22,23). E a sua sábia administração evitou que o Egi-
to e todos os povos daquela época fossem destruídos pela fome (Gn 41.54-
57).

Jesus fez alusão ao mordomo sábio, um servo “fiel e prudente, a


quem o senhor confiará os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu
tempo” (Lc 12.42). Igualmente, Deus espera que administremos com
sabedoria os bens que ele nos confiou. Jamais devemos agir como o
rico insensato, que entendia muito bem da administração das coisas
transitórias, que pouco valem, mas não se importava com aquilo que
tinha valor eterno (Lc 16.19-31).

42
O HOMEM, O MORDOMO DE DEUS

6 Associe a descrição ou o exemplo de cada requisito do bom mordomo,


à esquerda, ao número da palavra correspondente, à direita.
.... a Tem a ver com fazer o melhor uso possível 1) Fidelidade.
dos recursos. 2) Integridade.
3) Sabedoria.
.... b Em certa ocasião, os discípulos de Jesus fo-
ram repreendidos por não observarem esse
requisito.
.... c Tem a ver com ser cuidadoso ao gerir os in-
teresses do senhor.
.... d José foi um bom exemplo desse requisito.
.... e Tem a ver com a conduta do mordomo pe-
rante os homens.

AS RESPONSABILIDADES DE UM MORDOMO

Objetivo 5: Escolher exemplos que descrevem quais responsabilidades


você tem como um bom mordomo.

Seguir Orientações

Já vimos que não é o mordomo, mas sim o dono quem decide o que
será feito de seus bens. Suponhamos que um fazendeiro resolva cultivar
trigo em suas terras. Será que ele gostaria que seu administrador decidis-
se, por conta própria, comprar gado em vez de sementes de trigo? Não
estaria o administrador assumindo uma função que não lhe convém? É
claro que sim! Porque a responsabilidade do mordomo é simplesmente
seguir as orientações de seu senhor em relação à administração dos bens.
Não lhe cabe tomar decisões por conta própria. Da mesma maneira, pre-
cisamos reconhecer que Deus é quem decide o que deve ser feito com o
que pertence a ele. A única coisa que devemos fazer é seguir suas orien-
tações.

Você deve estar se perguntando: “Mas o que devo fazer para saber
quais são as orientações de Deus?” Você deve procurar a resposta na

43
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

Bíblia. Nela encontramos as orientações específicas necessárias para ad-


ministrarmos corretamente os diferentes bens que pertencem ao Senhor.
Por exemplo, você quer saber como deve usar sua mente? Procure em
Filipenses 4.8. E quanto ao uso do nosso tempo? A resposta está em
Efésios 5.16. E a respeito da pregação do evangelho? Vamos examinar o
texto de Marcos 16.15.

Um administrador não deve fazer nada além de seguir as orientações


de seu patrão. É seu dever fazê-lo. Foi por essa razão que o apóstolo Paulo
disse: “sobre mim pesa essa obrigação [de pregar]; porque ai de mim se
não pregar o evangelho!” (1 Co 9.16). Essa obrigação fazia parte de sua
condição de mordomo (1 Co 9.17), e ele desejava cumpri-la com eficácia.

Pedir Orientação

Periodicamente, é necessário que o administrador procure o seu patrão a


fim de receber instruções adicionais. Do mesmo modo, devemos falar com o
nosso Deus que está nos céus, para pedir-lhe orientação. Normalmente, Deus
não nos dá todas as orientações de uma só vez; ele o faz pouco a pouco. Por
exemplo, no caso de Abraão, Deus primeiramente lhe ordenou que deixasse
Ur, sua cidade, e partisse para uma terra desconhecida, que o Senhor só lhe
revelaria depois (Gn 12.1). Ele partiu sem saber o seu destino! (Hb 11.8).
Saulo de Tarso foi orientado a sair de onde estava e seguir para Damasco (At
9.6), e só ali é que Deus lhe orientaria quanto ao que ele deveria fazer. Alguns
anos depois Saulo, agora o apóstolo Paulo, precisou esperar novamente pe-
las orientações de Deus antes de continuar a pregar o evangélio (At 16.6-10).

44
O HOMEM, O MORDOMO DE DEUS

7 Circule a letra de cada alternativa que diz como você deve agir como um
mordomo de Deus.
a) Quando estou diante de uma situação nova, espero em Deus por futu-
ras instruções para a minha vida.
b) Quando tenho de decidir o que fazer quanto à administração dos meus
bens, sigo o conselho das pessoas.
c) Como um mordomo de Deus, procuro na Bíblia as direções que Deus
tem para mim.
d) Antes de fazer qualquer coisa, espero que Deus me dê todas as orien-
tações detalhadas referentes à situação.

Fazer Investimentos
Fazer um investimento significa comprar alguma coisa com o objeti-
vo de obter lucro. Se, por exemplo, compramos um cordeiro para servir
de alimento para nós e nossa família, não estamos investindo, mas apenas
fazendo uma despesa corriqueira. No entanto, se compramos o animal
com a intenção de que ele valorize para o vendermos futuramente, então
estamos fazendo um investimento.
Um mordomo deve fazer os investimentos necessários para que o
patrimônio de seu senhor valorize. Lemos, na parábola dos talentos, que
dois dos três servos agiram assim (Mt 25.14-23). E é isso que também
devemos fazer com os recursos que Deus confiou a nós.

A Maneira Cristã de Fazer Investimentos


Como a pessoa deve fazer investimentos, como sendo parte do exer-
cício da mordomia Cristã? Bem, todas as vezes que fazemos qualquer
investimento, precisamos entregar ou gastar alguma coisa nossa, não é
verdade? Afinal, só poderemos colher se houvermos semeado. Portanto,
quando fazemos investimentos como mordomos de Deus, entregamos a
ele algo que já possuímos: pode ser a nossa vida, o nosso tempo, as nos-
sas aptidões, o nosso dinheiro, ou qualquer outra coisa. Contudo deve-
mos entregar com a convicção de que Deus nos retribuirá. E é exatamen-
te isso o que acontece! Deus nos dá ainda mais para continuarmos a
reinvestir sempre (2 Co 9.6,8).

45
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

E quando damos, não podemos nos esquecer de que estamos simples-


mente administrando o que recebemos do próprio Deus. Mesmo porque,
a rigor, é impossível entregarmos ou gastarmos algo que seja realmente
nosso, já que tudo o que temos provém de Deus (1 Cr 29.14, 16).

O Plano de Deus Para os Investimentos


Deus tem um plano para se fazer investimentos que nós, seus mordomos,
devemos seguir. De acordo com esse plano, devemos dividir em três partes
tudo o que Deus nos confiou. Depois devemos entregar cada parte ao
devido destinatário, conforme ilustrado no diagrama abaixo.

3. Nós mesmos
2. Outros
1. Deus

1. De tudo o que Deus nos dá, ele ordena que consagremos especialmen-
te a ele o seguinte: a) O primeiro: por exemplo, ele consagrou os primogênitos
do sexo masculino (Êx 13.2), as primícias (Dt 26.1-4), e a primeira cidade
conquistada (Js 6.17-19); b) O melhor: Gênesis 4.4, Êxodo 12.5, Levítico
1.3; c) A sétima parte de nosso tempo, ou seja, o dia de descanso (Êx 20.9,10);
d) 10% de nossa renda; isto é, o dízimo (Lv 27.30,32). E, de igual modo,
tudo quanto dedicamos ao Senhor pertence a ele (Levítico 27:1-25), e não há
investimento melhor que dar a Deus o que já pertence a ele!

46
O HOMEM, O MORDOMO DE DEUS

8 De acordo com Êxodo 20.9,10, devemos dedicar a Deus a sétima parte


do nosso:
..................................................................................................................................

2. Deus deseja, de modo especial, que invistamos o que ele nos deu
visando o bem-estar dos outros (Pv 3.27,28; 1 Pe 4.10). Jesus afirmou:
“... de graça recebestes, de graça dai” (Mt 10.8). Nenhum de nós é tão
pobre que não tenha nada para dar (At 3.6); nenhum de nós é tão incapaz
que não tenha recebido pelo menos uma habilidade para que possa inves-
tir (Mt 25.15). Ao fazermos o bem, devemos obedecer à seguinte escala
de prioridades que Deus estabeleceu: Primeiramente, nossa família (1
Tm 5.8); segundo, os irmãos em Cristo ou os da família da fé (Gl 6.10), e
em terceiro lugar, as demais pessoas: os pobres (Lv 19.10), os órfãos e as
viúvas (Tg 1.27), e qualquer outro que tiver necessidade (Mt 25.35-40).

3. E para nós, será que Deus não deixou nada? É claro que sim! So-
mos os seus eleitos, feitos à sua própria imagem e semelhança. É verdade
que Deus deseja que nós priorizemos o bem-estar do próximo em relação
ao nosso; mas ele também tem um cuidado especial quanto ao nosso pró-
prio bem-estar (Sl 34.10; Mt 6.31-33; Fp 4.19; 1 Pe 5.7). Que maravilho-
so mestre é o nosso Deus! Se nós, enquanto mordomos, cuidamos das
coisas desse divino senhor ele, por sua vez, toma conta de nós, seus ad-
ministradores!

9 A seguir alistamos três exemplos de investimentos que você pode


fazer. Numere-os de 1 a 3, pela ordem de prioridades com que devem ser
feitos.
.... a Fazer doações aos órfãos da sua cidade. 1) Primeiro.
2) Segundo.
.... b Ajudar a outros irmãos em Cristo.
3 Terceiro.
.... c Cuidar de sua própria família.

Prestar Contas
Em épocas pré-determinadas, normalmente uma vez por ano o admi-
nistrador precisa prestar contas ao patrão. Ele precisa apresentar-lhe um
relatório da situação financeira do patrimônio. Fazendo alusão a essa prá-
tica, Jesus ensinou que todos, sem exceção, terão de prestar contas de sua

47
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

administração a Deus (Mt 25.14-30). Os bons mordomos serão recompen-


sados, e os maus, punidos (Lc 12.41-48).

E nós mesmos, como cristãos, também teremos que prestar contas a


Deus. Teremos de dizer-lhe o que fizemos com o que ele confiou (1 Co
3.13-15). O apóstolo Paulo, percebendo o peso dessa grande responsabi-
lidade, exclamou: “... ai de mim se não pregar o evangelho!” (1 Co 9.16).
E nós, como temos procedido? Que o Senhor, que está nos céus, não
venha sobre nós de repente, e nos encontre desperdiçando os seus bens
(Lc 16.1,2)! Ao contrário, vamos cumprir com as nossas responsabilida-
des de tal maneira, que sejamos dignos de ouvir do Senhor estas palavras
maravilhosas: “Muito bem, servo bom e fiel; fostes fiel no pouco, sobre o
muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor” (Mt 25.21).

10 Qual destes versículos bíblicos nos mostra que todos, indistintamen-


te, possuem pelo menos uma habilidade que pode ser investida no servi-
ço do Senhor?
a) Provérbios 3.27.
b) Mateus 25.15.
c) 2 Coríntios 9.6.
d) 1 Timóteo 5.8.

11 Circule a letra de cada alternativa que completa corretamente a frase:


“Eu estou sendo um bom mordomo quando:
a) me lembro de que terei que prestar contas a Deus quanto ao modo
como administrei os bens que ele me confiou.”
b) atendo primeiramente às necessidades dos crentes de minha igreja e,
depois, as de minha família.”
c) decido por conta própria de que modo empregarei aquilo que Deus
me deu.”
d) entrego a Deus o que já é dele, ajudo à minha família e aos outros, e
confio que Deus irá suprir as minhas necessidades.”

•••
48
O HOMEM, O MORDOMO DE DEUS

autoteste

1 O mordomo é aquele que:


a) pode usar os bens de seu senhor da forma que melhor lhe aprouver.
b) decide como os bens de seu senhor serão empregados.
c) deve obedecer os desejos de seu senhor.

2 Circule a letra em frente de cada afirmativa VERDADEIRA.


a Embora os israelitas fossem o povo de Deus, falharam no cumpri-
mento de seu papel como mordomos.
b Os israelitas tiveram de sair de sua terra porque não havia alimento
suficiente para eles.
c Jesus ensinou que o homem é o dono dos talentos que Deus lhe deu.
d Cada crente recebeu de Deus um dom, e terá de prestar contas ao
Senhor do uso que fizer dele.

3 Quando os pais de Jesus o encontraram no templo conversando com


os líderes religiosos, ele lhes explicou que ficara ali para cuidar dos inte-
resses:
a) do templo.
b) de seu Pai celestial.
c) dos líderes religiosos.

4 Qual das frases seguintes melhor descreve o mordomo que tem a qua-
lidade da sabedoria?
a) Ele administra os bens do seu senhor e os faz prosperar.
b) Ele sempre coloca os interesses de seu senhor em primeiro lugar.
c) Ninguém pode acusá-lo de estar fazendo alguma coisa errada.

5 A passagem bíblica (ou versículos) seguinte que aborda a questão da


fidelidade do mordomo é:
a) Marcos 10.13-16.
b) Lucas 12.42.
c) 1 Coríntios 4.1,2.
d) Tiago 1.5.

49
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

6 À direita estão listados os deveres de um bom mordomo. Combine


cada um desses deveres com os seus exemplos, à esquerda.
.... a Eu obedeço às ordens de Deus. 1) Seguir orientações.
2) Pedir orientação.
.... b Estou ciente de que um dia terei
3) Fazer investimentos.
de prestar contas a Deus do que
4) Prestar contas.
tenho feito com o que ele me deu.
.... c Eu emprego meu tempo e habili-
dades na obra do Senhor.
.... d Eu entrego a Deus o que já per-
tence a ele.
.... e Quando me deparo com uma nova
oportunidade, peço a Deus que
me mostre o que fazer.

7 Qual destes versículos, ou passagens bíblicas, seria mais útil para en-
sinarmos a alguém que Deus espera que façamos investimentos?
a) Mateus 25.14-23.
b) Marcos 10.45.
c) 1 Coríntios 9.16.
d) Filipenses 3.8.

8 Suponhamos que alguém lhe diga que não acredita que Deus tenha
dado a ele alguma coisa que possa investir. O que você deve fazer?
a) Dizer a essa pessoa que ela está equivocada, pois a Bíblia diz que ela,
juntamente com todos os demais, terá que prestar contas a Deus do
modo como investiu as posses dela durante sua vida na terra.
b) Mostrar-lhe, com base na Bíblia, que até mesmo sua alma e seu tem-
po são posses de grande valor, e ler com ela textos bíblicos que afir-
mam que Deus deu a cada um de nós um dom que deve ser investido
para o Senhor.

50
O HOMEM, O MORDOMO DE DEUS

respostas às perguntas de estudo

6 a 3) Sabedoria.
b 2) Integridade.
c 1) Fidelidade.
d 3) Sabedoria.
e 2) Integridade.

1 b) Marcos faz um relatório indicando a quantidade de batatas colhi-


das.

7 a) Quando estou diante de uma situação nova, espero em Deus por


futuras instruções para a minha vida.
c) Sou um mordomo de Deus, por isso eu examino a Bíblia para
descobrir que orientações ele tem para mim.

2 c) O crente deve prestar contas a Deus, o verdadeiro dono dos seus


bens.

8 tempo.

3 d) Lucas 19.11-27.

9 a 3) Terceiro.
b 2) Segundo.
c 1) Primeiro.

4 c) João 17.4.

10 b) Mateus 25.15.

5 eles deram uma impressão falsa de Jesus às pessoas que estavam ali.

11 a) me lembro de que terei de prestar contas a Deus quanto ao modo


como administrei os bens que ele me confiou.”
d) entrego a Deus o que já é dele, ajudo à minha família e aos outros,
e confio que Deus irá suprir as minhas necessidades.”

51
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

ANOTAÇÕES

52
Unidade Dois
NÓS E A
MORDOMIA

53
54
Lição 3
Administrando a
Nossa Vida
Nas duas primeiras lições, estudamos qual é o papel de Deus e o nos-
so em relação à mordomia cristã. Vimos também que somos propriedade
de Deus e, ao mesmo tempo, seus mordomos. Nesta lição iremos estudar
como administrar nossa vida de acordo com a vontade do nosso Senhor
que está no céu.

Esta lição foi escrita para ajudá-lo a administrar a sua vida do modo
como Deus deseja. A primeira parte da lição aborda o plano de Deus para
a nossa vida, e a segunda nos mostra como cumprir a nossa parte nesse
plano.

Você certamente não tentaria serrar uma tábua usando o lado liso do
serrote, pois ele foi projetado para cortar com o lado dentado. Se quiser-
mos serrar de forma eficaz, teremos de usá-lo exatamente como seu in-
ventor tencionou que fosse usado. De igual modo, nossa vida só será
plenamente eficaz se a administrarmos segundo o plano de Deus.

esboço da lição

O Plano de Deus
Desde a Eternidade
A Partir do Nosso Nascimento
A Partir do Nosso Chamado
O Nosso Papel no Plano de Deus
Procurar Discernir o Plano Divino
Preparar-se Para Seguir o Plano de Deus
Viver de Acordo com o Plano Divino

55
O Plano
de Deus

objetivos da lição
Ao terminar esta lição, você deverá ser capaz de:
Alistar os vários passos que você deve dar para entender e cumprir o
plano de Deus para a sua vida.
Perceber que cumprir o plano de Deus nos traz alegria.

atividades de aprendizagem
1. Estude esta lição da mesma forma como fez com as anteriores: procu-
re as palavras-chaves no glossário, fique atento aos objetivos no de-
senvolvimento da lição, leia os versículos bíblicos mencionados e
responda às perguntas de estudo.
2. Observe atentamente os diagramas, pois eles ajudarão a ilustrar algu-
mas das importantes idéias da lição.
3. Complete o autoteste após ter estudado e feito uma revisão da lição.
Confira suas respostas com as que estão no final do guia de estudos.

palavras-chaves
alvo estratégia perseguidor
cultivar intermediário prioridade
escultor obstáculo secular

56
ADMINISTRANDO A NOSSA VIDA

desenvolvimento da lição
O PLANO DE DEUS
Objetivo 1: Identificar as descrições dos três aspectos do plano de Deus.
Existem muitas coisas que simplesmente não podem ser feitas se não
existir um plano específico. Por exemplo, sem um plano contendo as ins-
truções, não conseguiremos montar corretamente um relógio; é bem pro-
vável que sobrem algumas peças no final. É por essa razão que Deus, ao
criar o mundo, seguiu um plano definido (Gn 1.3-31). A maravilhosa
ordem do universo é uma prova disso. Acima de tudo, porém, Deus tem
um grande plano para cada ser humano. Iremos estudar esse plano anali-
sando-o passo a passo.

Desde a Eternidade
A Bíblia diz que Deus criou o homem à sua própria semelhança, e lhe
deu o domínio sobre todo o mundo (Gn 1.26, 28; Sl 8.6-8). Deus era o
dono do mundo, e o ser humano, seu administrador. Você se lembra que
na primeira lição estudamos que o ser humano, seguindo a sugestão de
Satanás, rebelou-se contra Deus e, desde então, deixou de ser semelhante
a Deus.
Satanás achou que havia destruído o plano de Deus de forma irreme-
diável. Mas estava errado, pois Deus não foi pego de surpresa. Ele sabe
de tudo, até mesmo o que vai ocorrer no futuro. Assim sendo, mesmo
antes de ter criado o mundo, Deus sabia que o ser humano iria pecar e,
por isso, já tinha preparado, de antemão, um plano para restaurá-lo. Em
Romanos 8.29,30 vemos um esboço simplificado desse plano, segundo o
qual nós fomos:
1. Escolhidos.
2. Separados.
3. Chamados.
4. Justificados perante Deus.
5. Criados para compartilhar da glória de Deus.
Todos nós, crentes em Cristo, fazemos parte desse plano. O apóstolo
Pedro afirma que fomos escolhidos segundo a presciência de Deus (1 Pe
1.2), e o apóstolo Paulo enfatiza essa mesma verdade ao afirmar que

57
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

Deus nos escolheu antes da fundação do mundo (Ef 1.4). E Deus nos
escolheu porque sabia, de antemão, que nós iríamos servi-lo.

Mas com que finalidade Deus preparou esse plano? você poderia
perguntar. Para proporcionar o melhor ao homem, é claro. Primeiramen-
te, Deus deseja restaurar a sua imagem e semelhança no ser humano.
Jesus é a imagem de Deus (Cl 1.15; Hb 1.3) e, por isso, Deus quer que
sejamos semelhantes ao seu Filho (Rm 8.29; Ef 4.13; 1 Jo 3.2). Em se-
gundo lugar, o desejo de Deus é que seus filhos venham a se tornar uma
grande família, da qual Jesus será o primogênito (Ro 8.29). E, por fim,
Deus quer que todos os seus filhos reinem juntamente com ele, por toda a
eternidade (Ap 22.5). Como são maravilhosos os propósitos do nosso
Deus!

Entretanto esse plano de Deus também contém um propósito para ele


próprio. Ele criou o universo e, principalmente, o ser humano, para a sua
glória (Ap 4.11; Is 43.7). Igualmente, ele preparou um plano para nos
restaurar para o louvor da sua glória (Ef 1.6, 12-14; Ap 5.11-13).

1 Associe as referências bíblicas (à direita) com a descrição de seu con-


teúdo (à esquerda).
.... a Explica qual é o propósito de Deus para 1) Romanos 8.29,30.
si próprio. 2) Hebreus 1.3.
.... b Apresenta um esboço do plano de Deus. 3) Apocalipse 4.11.
.... c Mostra-nos quem é a imagem de Deus.
.... d Revela-nos que Deus quer que sejamos
semelhantes ao seu Filho.

A Partir do Nosso Nascimento


Alguma vez você já teve a impressão de que sua vida não tinha senti-
do, de que era uma pessoa desnecessária neste mundo, e de que teria sido
melhor se você não tivesse nascido? É possível que você tenha se sentido
assim antes de aceitar a Jesus como seu Salvador. Isso ocorria porque
naquele tempo você não sabia que nasceu porque Deus assim determi-
nou, pois ele tinha um plano especial para a sua vida.
A Bíblia nos fornece vários exemplos de pessoas para cujas vidas
Deus já tinha um plano antes de nascerem. Deus tinha um plano assim

58
ADMINISTRANDO A NOSSA VIDA

para Moisés. Pela fé, sua mãe tomou conhecimento do plano de Deus
para o filho, e o livrou de ser morto pelos soldados egípcios (Hb 11.23).
Deus também tinha planos específicos para a vida de Sansão (Jz 13.1-5),
Jeremias (Jr 1.4,5), João Batista (Lc 1.5-17), e de outros.
Deus disse a Abraão: “você será uma bênção” (Gênesis 12.2 – Nova
Versão Internacional), significando que ele viria a ser uma bênção para o
mundo. Em contrapartida, existem relatos históricos da vida de pessoas
cuja existência foi uma maldição, e não uma bênção para a humanidade.
Uma delas foi Átila, o rei dos Hunos. Embora alguns historiadores o cha-
mem de “O Flagelo de Deus”, o fato é que a vida de Átila, permeada por
guerras e assassínios, não é exemplo do que seja o plano de Deus para a
vida de ninguém. Pelo contrário, o desejo de Deus é que cada ser humano
possa ser uma bênção durante a sua vida na Terra. Afinal, este mundo é
sempre um lugar infeliz, e cada um de nós poderia contribuir para torná-
lo mais acolhedor.
Talvez, uma hora ou outra, tenhamos ouvido alguma coisa mais ou
menos assim: “Coitado! Deve ser que esse era o destino dele...”. Às ve-
zes dizem isso para expressar compaixão por um delinqüente ou por um
dependente químico que acabou morrendo de forma trágica. Porém, Deus
não planejou tal destino para aquela pessoa! Ele não deseja que ninguém
se perca; pelo contrário, quer que todos sejam salvos (Ez 18.23; 1 Tm
2.4; 2 Pe 3.9). O problema é que alguns misturam as coisas, confundindo
o plano que Deus tinha para aquela pessoa, com o caminho que ela esco-
lheu por vontade própria.
2 Suponhamos que você queira mostrar a alguém um exemplo de uma
pessoa para cuja vida Deus já tinha um plano antes do nascimento dela.
Qual destas passagens bíblicas seria a mais adequada?
a) Salmo 8.6-8.
b) Lucas 1.5-17.
c) Romanos 8.29,30.
d) 2 Pedro 3.9.

A Partir do Nosso Chamado


O plano que Deus tem para a nossa vida entra em uma etapa crucial
quando dizemos “sim” ao seu chamado, e aceitamos a Jesus como nosso
Salvador. A partir desse momento, Deus começa a restaurar em nós a sua

59
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

imagem e semelhança (2 Co 3.18; Cl 3.10), e também quando Deus inicia


em nós a revelação do propósito específico para o qual ele nos colocou
neste mundo.

Deus chamou Abraão para ser o primeiro patriarca do povo escolhido


(Gn 12.1,2), Moisés para ser o libertador de seu povo (Êx 3.1-10), Isaías
para ser profeta (Is 6.8-10), e Saulo para ser apóstolo (At 26.15-18). Deus
me chamou para um propósito específico, e não tenha dúvidas de que ele
chamou você também!

O sofrimento é um dos aspectos importantes do plano de Deus para


nossa vida aqui na terra. Assim como o escultor vai golpeando, com o
martelo e o cinzel, um bloco de pedra até que este adquira a forma que ele
quer lhe dar, Deus também usa o sofrimento para nos fazer conforme seu
plano. Lembremo-nos do caso de José (Gn 37.1-36; 39.1-23), e de Paulo
(2 Co 11.23-28). Ambos foram grandes homens de Deus, mas isso não os
isentou de sofrer. O próprio Jesus “suportou dores e sofrimentos” (Isaías
53.3 – A Bíblia na Linguagem de Hoje). Ele aprendeu a obediência por
meio do sofrimento (Hb 5.8). Portanto, não se surpreenda se até hoje a
sua vida lhe parece ser como a experiência pela qual Jesus passou no
Calvário. Sem dúvida, Deus o está preparando para usá-lo conforme a
vontade dele. Depois, o júbilo que você experimentará será incompara-
velmente maior do que qualquer sofrimento que tenha sido necessário
para o seu preparo (Rm 8.18).

3 Associe cada aspecto do plano de Deus com as frases correspondentes.


.... a Deus começa efetivamente a restau- 1) Desde a eternidade.
rar sua imagem e semelhança em nós. 2) A partir do nosso nas-
.... b Deus deseja que seus filhos reinem cimento.
juntamente com ele. 3) A partir do nosso cha-
.... c O sofrimento faz parte dos plano de mado.
Deus.
.... d Deus tem um plano específico para
a vida de cada pessoa.
.... e Deus deseja que seus filhos sejam
como Jesus.
.... f Nós nascemos porque Deus assim
o quis.

60
ADMINISTRANDO A NOSSA VIDA

O NOSSO PAPEL NO PLANO DE DEUS

Procurar Discernir o Plano Divino

Objetivo 2: Escolher exemplos que mostrem como discernir o plano de


Deus.
Você já sabe que Deus é o dono absoluto de sua vida, e que você é
apenas o administrador. Vimos também que é o dono quem faz os planos
concernentes ao uso de seus bens, e o administrador executa criteriosa-
mente esses planos. E uma vez que Deus tem um plano para nossa vida, é
essencial que saibamos qual é esse plano, pois só assim poderemos
administrá-la da forma que o Senhor deseja. Para isso é necessário proce-
der da seguinte maneira:
1. Examinar nossa atual situação. É bem possível que até aqui você
tenha pensado que Deus o chamou unicamente para ser um membro pas-
sivo de uma igreja local. Você até entende que, com certeza, os outros
estão aptos a fazer uma série de coisas para Deus, mas esse não é o seu
caso. Acha que o que há de mais importante na vida cristã é freqüentar a
igreja. Na verdade, não há muita diferença entre você e um visitante.
Você já se acomodou a essa situação. Porém, com o passar do tempo, vai
ficando entediado a tal ponto que, vez por outra, começa a cochilar du-
rante os cultos! Mas não é essa a vida cristã que Deus quer que você
tenha! Ele tem algo muito melhor !
Talvez você esteja pensando que Deus não tem mais nada importante
para você, pelo fato de que, no passado, você já fracassou. Acha que sua
vida está arruinada, e sente-se como se fosse um vaso quebrado. Mas
Deus é um especialista em restaurar vasos quebrados (Jr 18.1-8), e ainda
tem um plano para a sua vida. Consideremos o caso de Jacó, que enganou
o próprio pai, que era praticamente cego (Gn 27.1-35); de Moisés, que
assassinou um egípcio (Êx 2.11-15); de Davi, que cometeu adultério (2
Sm 11.1-27); e de Pedro, que negou Jesus (Mt 26.69-75). Cada um deles
falhou, mas Deus os perdoou e, o que é melhor, usou-os novamente! Por-
tanto, Deus ainda pode tornar a usar você.
2. Renunciar aos nossos planos. Antes de sua conversão você pensa-
va que era o dono da própria vida, podendo fazer dela o que bem quises-
se. Depois, no entanto, passou a fazer a vontade de Deus – ou, ao menos,

61
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

acredita que a está fazendo. Mas há a possibilidade de nos confundirmos,


achando que os nossos planos são os planos de Deus. Moisés pensou que
o plano divino consistia em que ele libertasse o povo de Deus por meio
da violência (At 7.23-25); Saulo achou que estava defendendo a causa de
Deus ao perseguir os cristãos (At 8.3; 9.1,2; Fp 3.6). Ambos, porém,
estavam enganados. Portanto, você não será capaz de conhecer os verda-
deiros planos de Deus para a sua vida, a menos que renuncie aos seus
planos pessoais.
3. Reconhecer o senhorio de Cristo. Quando Saulo estava caído por
terra, ele respondeu “Senhor” à voz que lhe falava (At 9.5,6). Compreen-
deu que tanto aquela voz quanto a força que o lançara ao chão, provi-
nham da mesma pessoa. E então o perseguidor se rendeu. Abandonou os
planos de prender os cristãos de Damasco. Agora ele estava totalmente
disposto a obedecer ao Senhor. Toda pessoa que quiser conhecer o plano
de Deus para sua vida deve, obrigatoriamente, chegar a esse ponto. Se
não reconhecermos o senhorio de Jesus Cristo, nem nos entregarmos por
completo a ele, jamais chegaremos a conhecer o plano de Deus para nós.
4 De acordo com o que acabamos de estudar, aliste duas coisas neces-
sárias para podermos saber qual é o plano de Deus para nós.
..................................................................................................................................

4. Perguntar ao Senhor o que fazer. Saulo perguntou: “Que farei, Se-


nhor?” (At 22.10). Que pergunta importante! Se você já deu os três primeiros
passos, encontra-se preparado para fazer o mesmo tipo de pergunta ao Se-
nhor. Em oração, peça e ele que lhe revele o plano que ele tem para sua vida.

62
ADMINISTRANDO A NOSSA VIDA

5. Estar dispostos a aceitar o plano de Deus. Enquanto oramos e


aguardamos a resposta de Deus, precisamos estar dispostos a aceitar a
vontade específica dele para a nossa vida. Deus não tem o mesmo plano
para todas as pessoas. Assim como ele nos fez diferentes uns dos outros,
também o seu plano para cada um de nós é diferente. Ele pode desejar
fazer de você um pastor, ou um evangelista; mas pode também querer
que você seja um bom operário, ou um bom funcionário público, ou um
bom profissional liberal. Talvez você poderá vir a ser famoso, mas tam-
bém poderá permanecer no anonimato. Saulo, pela vontade de Deus, tor-
nou-se um grande apóstolo e escritor, mas Ananias nunca deixou de ser
um discípulo anônimo da igreja de Damasco. Simão Pedro tornou-se fa-
moso, mas o mesmo não aconteceu com seu irmão André. Porém, foi
André quem levou Simão a Jesus (Jo 1.40-42), e foi Ananias quem guiou
Saulo nos primeiros passos da caminhada cristã (At 9.10-17).
6. Estar atento à voz de Deus. Agora que você já pediu a Deus que
revele o plano que ele tem para a sua vida, é óbvio que precisa da respos-
ta. Deus poderá dá-la de várias maneiras. Vejamos algumas:
a) Através da voz audível do próprio Deus (At 22.10).
b) Através de um anjo (At 8.26).
c) Através de uma visão ou de uma manifestação visível (Êx 3.1-10;
At 16.9,10).
d) Através de um sonho (Mt 1.20,21).
e) Através de uma profecia (At 13.1,2; 22.15,16).
f) Através da voz do Espírito Santo que habita no cristão (At 8.29; 10.19).
Essas maneiras que acabamos de relacionar têm sido usadas pelo Senhor
para dar orientações específicas. Ele também faz uso de outros meios, mas
somente para nos dar alguns sinais que nos ajudem a descobrir qual é o seu
plano para nossa vida. Esses outros meios podem ser a leitura da Bíblia, um
sermão que ouvimos, um outro tipo de literatura cristã, ou, ainda, os conse-
lhos de um cristão maduro, experiente em sua vida com Deus. A Bíblia, por
exemplo, nos dá orientações gerais que se aplicam a todos os crentes; porém
não diz que você, particularmente, deve ser diácono ou líder na igreja.

Caso você não receba uma resposta imediata, quando pedir que Deus
revele o seu plano para você, não fique impaciente e, sim, espere. Lem-
bre-se de que Deus é o nosso dono e nós, simplesmente seus mordomos.
Quando a resposta vier, averigüe cautelosamente se o seu conteúdo não

63
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

contraria os princípios bíblicos e nem o bom senso (Gl 1.8,9). Se parecer


que o Senhor lhe deu apenas alguns sinais da resposta, obedeça às orien-
tações que já recebeu e aguarde; ele futuramente lhe revelará todo o seu
plano (At 9.6).

Pode ser que você tenha recebido alguma profecia contendo ori-
entações específicas para a sua vida. Nesse caso, espere até que o
Espírito Santo lhe dê a convicção pessoal da veracidade daquela pro-
fecia. Caso você tenha tido um sonho que lhe parece ser uma revela-
ção divina, não tente interpretá-lo por conta própria. O melhor a fa-
zer é pedir aconselhamento ao pastor ou a um irmão mais experiente e
maduro.

5 Qual destas pessoas está seguindo os passos sugeridos nesta lição


para procurar discernir o plano de Deus para a sua vida?
a) Jaime se tornou pastor. João, irmão de Jaime, acha que deve seguir o
exemplo do irmão, por isso decide que irá ser pastor também.
b) Susana teve um sonho que a leva a acreditar que ela deve ser
missionária. Sem pedir conselho a ninguém, ela abandona seu antigo
plano de ser secretária.
c) Jane deseja saber a vontade de Deus para sua vida, por isso dedica
tempo à oração, pedindo a orientação de Deus. Depois, espera paci-
entemente no Senhor e está disposta a aceitar a resposta que ele der.

Preparar-se Para Seguir o Plano de Deus

A Preparação é Necessária

Objetivo 3: Selecionar informações que expressem a importância da


preparação para seguir o plano de Deus.

Uma vez que você tiver certeza do que Deus deseja fazer na sua vida,
é necessário se preparar para isso. Existem diversos tipos de trabalho
que, para serem realizados, exigem um certo nível de preparação prévia.
E a obra do Senhor é um deles. Jesus gastou três anos para preparar aque-
les que viriam a ser os primeiros líderes da igreja. E toda a nossa vivência
na terra é uma preparação para a eternidade.

64
ADMINISTRANDO A NOSSA VIDA

Às vezes o plano de Deus para nós coincide com aquilo que deseja-
mos. Foi isso o que ocorreu com Moisés. Deus planejava que Moisés
fosse o libertador de seu povo. Entretanto Moisés agiu precipitadamente,
pois era um homem impulsivo e violento (Êx 2.11-14). Quarenta anos se
passaram, durante os quais Deus preparou Moisés, até que ele se tornou
um homem humilde (Nm 12.3). Você está ansioso para se tornar um obreiro
do Senhor? Então você deseja algo excelente (1 Tm 3.1). Prepare-se de
modo que preencha todos os requisitos bíblicos para trabalhar nessa obra
(1 Tm 3.2-7). Não se desanime se o tempo de preparo parecer longo
demais. Lembre-se de que o carvalho demora muito tempo para crescer
mas sua madeira é dura e resistente, ao passo que o pinheiro cresce rapi-
damente, porém sua madeira é leve e frágil.

6 Jesus levou três anos preparando seus discípulos porque eles:


a) não estavam dispostos a segui-lo de imediato.
b) precisavam aprender de que modo deveriam cumprir o seu plano.
c) não estavam se dedicando à sua causa.

Uma Estratégia Para a Nossa Vida


Objetivo 4: Identificar a relação entre o plano de Deus e os nossos pla-
nos.
Objetivo 5: Selecionar um plano que siga a estratégia apresentada nes-
ta lição.
Em Lucas 14.28-32 Jesus ensina a importância de fazermos planos defi-
nidos para termos certeza de que atingiremos o alvo. Contudo, você poderia

65
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

replicar: “Mas nós não devemos renunciar aos próprios planos a fim de
sabermos qual é o plano de Deus para nossa vida? Não devemos agir de
acordo com o plano de Deus, em vez de traçar nossos próprios planos?” Bem,
isso é verdade. Deus, como dono de nossa vida, nos dá as orientações gerais
sobre como devemos administrá-la. Porém ele deixa os detalhes por nossa
conta. Se não fosse assim, nós não passaríamos de robôs pré-programados
por Deus, reagindo automaticamente aos seus comandos. Uma leitura super-
ficial de Tiago 4.13-15 pode nos levar a pensar erroneamente que Deus não
quer que façamos plano algum. Entretanto, se lermos esse texto com mais
atenção, compreenderemos que o que Deus de fato deseja é que façamos
planos que ele possa aprovar. Observemos o que diz Tiago 4.15: “Se o Senhor
quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo”. Esse é o tipo
de plano que o Senhor está disposto a abençoar e fazer prosperar (Pv 16.3).

7 Qual destas afirmações melhor descreve a relação entre os nossos


planos e os planos de Deus?
a) O plano de Deus para todos nós consiste, basicamente, das orienta-
ções gerais que ele nos dá. Cabe-nos fazer os planos relativos à ma-
neira pela qual iremos cumprir os planos de Deus.
b) De acordo com Tiago 4.13-15, não devemos fazer nenhum plano para
nossa vida, pois Deus já estabeleceu o seu plano para nós.
c) Não devemos fazer planos, pois normalmente o que Deus quer que
façamos é totalmente diferente daquilo que desejamos fazer.
A essa altura, o fato de que nós podemos e devemos traçar planos em
nossa vida cristã está bastante claro. Vamos agora analisar uma estratégia
para administrar a vida que Deus nos deu. Essa estratégia compõe-se de
três elementos: alvos, prioridades, e planejamento. Se alguém está com-
petindo numa corrida, certamente sua maior aspiração é atingir o alvo. A
vida cristã é como uma corrida (Hb 12.1) realizada em etapas; ou seja,
precisamos atingir alguns alvos intermediários para que, finalmente, che-
guemos ao alvo principal: o céu. O apóstolo Paulo almejava atingir esse
alvo (Fp 3.14). Ao final de sua vida ele pôde dizer, com satisfação: “Com-
bati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé” (2 Timóteo 4.7 –
Nova Versão Internacional). Podemos dizer, então, que estabelecer um
alvo significa definir aquilo que queremos alcançar na vida.
Consciente ou inconscientemente, todos estabelecem alvos em sua
vida. Esse fato é corroborado pelo ditado popular: “O homem propõe e

66
ADMINISTRANDO A NOSSA VIDA

Deus dispõe”. É claro que agora que você deseja se preparar para servir
ao Senhor, seus alvos estarão em conformidade com o plano de Deus
para a sua vida. Por exemplo, se Deus quer que alguém seja um pregador,
um dos alvos dessa pessoa poderá ser ler a Bíblia toda. Outro possível
alvo poderá ser ingressar numa escola bíblica.

CÉU

Minhas Metas
Para que os alvos sejam práticos, precisam ser bem específicos. Ou
seja, não podem ser algo genérico como, por exemplo, “ser um bom cristão
e um mordomo fiel”. Tais alvos são extremamente abrangentes, envolven-
do os mais variados aspectos de nossa vida. Além disso, nossos alvos têm
de ser realistas, atingíveis. Por exemplo, estabelecer o alvo de levar cin-
qüenta visitantes à escola dominical, se ainda não conseguiu levar cinco,
será estabelecer um alvo inatingível. Entretanto um alvo atingível seria, por
exemplo, decidir orar uma hora por dia, durante uma semana inteira.
8 Se os alvos precisam ser práticos, eles devem ser .................................
e também ..........................................
Agora você deve sentar-se, pegar lápis e papel, e começar a fazer uma
relação dos alvos que você deseja atingir. Será que há muitos? Se houver, isso
indica que você é uma pessoa que possui ambição! Parabéns! Por outro lado,
todos conhecemos o ditado que diz: “não dê o passo maior que as pernas”.
Talvez você não disponha de tempo suficiente para atingir todos os seus alvos,
e mais tarde ainda vai perceber que os alvos atingidos foram justamente os de
menor importância. E em uma situação assim, você se sentiria frustrado e der-
rotado. Por isso, quem tem muitos alvos em mente precisa estabelecer priori-
dades. Em outras palavras: você precisa definir quais desses alvos deseja atin-
gir primeiro. Para fazer isso, você pode criar uma ordem de classificação dos
alvos, ou metas, de acordo com uma ordem de prioridades como a seguinte: a)
muito importantes, b) importantes, e c) menos importantes.
Na Lição 2 você teve um exemplo de como fazer investimentos de acordo
com uma ordem de prioridades que é, na verdade, o método bíblico de priori-
dades. E você pode aplicar esse método em todos os demais alvos de sua vida.

67
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

9 Qual destas pessoas está estabelecendo prioridades?


a) Jorge tem planos de ler a Bíblia toda dentro de um ano. Então, decide
quantos capítulos irá ler a cada mês.
b) Maria decidiu que precisa estudar mais para melhorar seu desempe-
nho na escola. Para isso, ela reserva uma hora por noite para estudar.
c) Haroldo decide passar um ano estudado numa escola bíblica, antes de
começar a economizar para poder comprar certas coisas de que dese-
ja.

10 Ordene, na seqüência certa, os alvos seguintes, de acordo com a or-


dem de prioridades vista na Lição 2.
......a Suprir as necessidades de sua família. 1) Primeiro.
......b Comprar mais roupas para você. 2) Segundo.
......c Comparecer às reuniões da igreja. 3) Terceiro.
......d Visitar um amigo que está enfermo.
......e Dedicar tempo à oração e ao estudo bíblico.

Uma vez que você tenha estabelecido quais são os seus alvos mais
importantes, precisa traçar os planos necessários para atingi-los. Pode
haver muitas maneiras de atingir um mesmo alvo, mas um plano nos aju-
da a encontrar a melhor maneira. Sem um planejamento pode ser que
você nunca chegue a atingir o alvo proposto. Ou, ainda, poderemos até
vir a atingir o alvo, mas isso depois de termos despendido muito mais
tempo que o necessário porque escolhemos o caminho mais difícil. Sabe-
mos que existem muitos que desejam ir para o céu, mas estão trilhando o
caminho errado.

Situação
Meta
Atual

De todos os caminhos representados pelas setas, o melhor é o que nos


leva diretamente para o alvo, ou seja, o C. É esse caminho que deve-

68
ADMINISTRANDO A NOSSA VIDA

mos traçar em nosso plano. Observe que os caminhos A e E conduzem


a direções totalmente diferentes; os caminhos B e D, embora também
levem ao alvo, são sinuosos e mais longos que o necessário.
Prosseguindo, gostaria de sugerir-lhe uma estratégia a ser seguida quan-
do você estiver fazendo o seu planejamento. Nas lições seguintes você
encontrará algumas formas práticas de aplicar essa estratégia a outras
situações de nossa vida.
1. Descrever sua situação real.
2. Definir o seu alvo.
3. Descrever os fatores que irão ajudá-lo a atingir seu alvo e tirar provei-
to deles.
4. Identificar e remover os obstáculos que o impedem de atingir seu alvo.
5. Anotar quais passos devem ser dados a fim de alcançar seu alvo.
É claro que você precisa permanecer em espírito de oração enquanto
estiver fazendo seus planos. Sua oração deve ser semelhante à conversa
entre um gerente e seu patrão. Desse modo você receberá os conselhos de
Deus no momento oportuno (Pv 16.9).

11 Qual destas pessoas fez um planejamento adequado para atingir seu


alvo?
a) João decidiu ser professor. Ele descobriu que numa cidade vizinha há
uma boa escola preparatória para o magistério, e imediatamente se
matriculou ali. Porém, ao final de seu primeiro mês de estudo, teve de
deixar a escola devido a dificuldades financeiras.
b) Alfredo desejava ser professor. Então, fez o cálculo da quantia neces-
sária para cursar a escola preparatória para o magistério. Durante um
ano ele economizou o dinheiro necessário; depois, matriculou-se na
escola, e conseguiu concluir o curso.

12 Na questão anterior, a pessoa que não fez um planejamento apropria-


do cometeu um erro. Que erro foi esse?
a) Ele não avaliou sua real situação e nem removeu os obstáculos que o
impediriam de atingir o alvo.
b) Ele não definiu seu alvo nem tirou proveito dos fatores que o auxilia-
riam a atingi-lo.

••• 69
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

Viver de Acordo com o Plano Divino

Objetivo 6: Definir a atitude correta que o cristão deve ter a fim de


viver plenamente conforme o plano de Deus.
Você não precisa chegar ao fim de sua preparação para só então co-
meçar a viver de acordo com o plano de Deus. Devemos viver para o
Senhor, e não para nós mesmos, pois somos propriedade dele (Rm 14.7,8).
É isso que significa exercer a mordomia cristã em nossa vida.
Viver para o Senhor é muito gratificante. Quando vivemos para ele,
nós o honramos como dono e senhor de nossa vida. Como resultado dis-
so, ele também nos honra por sermos seus mordomos fiéis (1 Sm 2.30).
O trabalho é uma parte importante da vida cristã. Quando Deus criou
o homem, ele o colocou no Jardim do Éden para o cultivar (Gn 2.15). Se
o homem o cultivasse e cuidasse bem dele, ele produziria todo o alimento
necessário. Milhares de anos depois, o apóstolo Paulo repetiu esse prin-
cípio ao dizer: “Se alguém não quer trabalhar, também não coma” (2 Ts
3.10). Mas Deus também deseja que trabalhemos para termos condições
de ajudar aos necessitados (Ef 4.28).

13 É verdade que o ser humano, antes de ter pecado, não precisava traba-
lhar?
..................................................................................................................................
Se você está envolvido em alguma atividade secular, não deve se es-
quecer de que, no fundo, está trabalhando para o Senhor. Seu verdadeiro
patrão é Deus, portanto você deve trabalhar honestamente, e de todo o

70
seu coração (Ef 6.5-7; Cl 3.23), como se fosse para o Senhor. Da mesma
forma, se você está trabalhando no ministério cristão, é óbvio que precisa
ter sempre em mente que trabalha diretamente para Deus. Procure hon-
rar o seu ministério de maneira que todos possam ver que você também é
um trabalhador. Ainda existem crentes que acham que o pastor não traba-
lha, e quando seu pastor vai visitá-los, dizem, com a maior ingenuidade:
“O que o senhor está fazendo por estes lados, pastor; passeando um pou-
co?” Outras vezes há casos em que os próprios filhos do ministro pare-
cem ignorar que o ministério também é um trabalho. Um professor per-
guntou a um aluno, filho de um pastor: “Qual é a profissão de seu pai?”
“Ah, meu pai não trabalha”, respondeu o menino.

Algumas pessoas se sentem frustradas porque não gostam do trabalho


que fazem e não têm a oportunidade de mudar de emprego. Se é esse o
seu caso, o melhor a fazer é ter a mesma atitude de Jesus. Ele disse aos
seus discípulos que o seu alimento era obedecer a vontade daquele que o
enviou, e completar a obra que lhe foi dada (Jo 4.34). Não era nada fácil
para Jesus estar neste mundo de perversidade, mas o que mais lhe agrada-
va era fazer a vontade do Pai (Sl 40.8). Nós também estamos neste mun-
do para realizar a obra que Deus nos deu. Entretanto, se o seu trabalho é
incompatível com a sua condição de mordomo de Deus, não deve hesitar
em deixá-lo. Deus certamente lhe providenciará outro trabalho que lhe
trará satisfação e paz de espírito.

14 Qual destas afirmações expressa a atitude de um cristão em relação


ao trabalho?
a) Eu devo continuar em meu emprego atual, mesmo que este seja ina-
dequado para um crente.
b) Como o meu patrão não é cristão, pouco importa a minha maneira de
agir em meu trabalho.
c) Ainda que o meu trabalho seja secular, devo realizá-lo da melhor
forma possível, ciente de que, na realidade, estou trabalhando para
Deus.

•••
71
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

autoteste
1 Qual destas afirmações melhor define o plano de Deus em relação ao
nosso chamado?
a) A fim de nos preparar para fazermos a sua vontade, Deus começa a
nos tornar semelhantes a Jesus, por vezes permitindo que passemos
por provações e sofrimentos.
b) Antes mesmo da criação do mundo, Deus já tinha o desejo de formar uma
família de muitos filhos para, futuramente, reinar juntamente com ele.
c) Deus deseja que cada pessoa seja uma bênção para o mundo, e tem
um plano para a vida de cada um.
2 Suponhamos que um amigo lhe diga que, por já ter falhado, não acre-
dita que Deus possa vir a usá-lo de novo. O que você faria?
a) Explicaria a ele que Deus não tem o mesmo plano para todas as pes-
soa. Diria-lhe que, apesar de Deus não poder lhe dar outras incum-
bências, nada o impede de ser um bom membro de uma igreja.
b) Mostrar-lhe-ia personagens bíblicos, tais como Davi e Moisés, que fo-
ram usados por Deus mesmo após terem falhado. Também o incentiva-
ria a continuar a procurar discernir a vontade de Deus para sua vida.
3 Suponhamos que você tenha perguntado a Deus o que ele quer que
você faça. Até o momento, porém, você não obteve resposta. Qual deve
ser o seu próximo passo?
a) Procurar orientações específicas na Bíblia.
b) Continuar esperando no Senhor.
c) Dar prosseguimento aos seus próprios planos.
4 Deus precisou preparar Moisés durante quarenta anos porque Moisés:
a) tinha outros planos para sua vida.
b) era jovem demais para servir ao Senhor.
c) precisava ser aperfeiçoado até o ponto em que Deus pudesse usá-lo.
5 Qual das afirmações seguintes seria feita por alguém que compreende
a relação entre os nossos planos e o plano de Deus?
a) O plano de Deus para mim é muito importante. Portanto não vou fa-
zer nenhum plano por conta própria, para não correr o risco de ficar
sem saber o que Deus deseja que eu faça.
b) O plano de Deus para mim é que eu seja como Jesus. Então eu, por
minha vez, farei planos para viver de tal maneira que a minha vida
seja uma bênção para os outros.

72
ADMINISTRANDO A NOSSA VIDA

c) Como Tiago 4.13-15 afirma que nosso futuro é incerto, é melhor não fazer
nenhum plano. Afinal, não sabemos se teremos condições de realizá-lo.
6 Associe cada termo, à direita, com a frase referente a ele, à esquerda.
.... a Decisões relativas à definição das metas mais 1) Alvos.
importantes e das menos importantes. 2) Prioridades.
.... b Métodos contendo os passos a ser dados para 3) Planos.
atingir a sua meta.
.... c Uma relação especificando as metas que
você deseja atingir primeiro.
.... d Afirmações relativas àquilo que você real-
mente deseja conquistar.
7 Maria deseja ajudar uma família carente de sua igreja, fazendo rou-
pas para os filhos deles. Qual destes planos está de acordo com a estraté-
gia sugerida nesta lição?
a) Primeiramente Maria diz a essa família que irá fazer todas as roupas de
que os filhos precisam. Depois, determina a quantidade de roupas que
irá fazer e, em seguida, confere quanto tecido já tem ou pode comprar.
b) Primeiramente Maria confere quanto tecido já tem ou quanto pode
comprar. Depois, determina a quantidade de roupas que terá condi-
ções de fazer. Por fim, faz as roupas e as entrega à família carente.
8 Suponhamos que um recém-convertido lhe dissesse que agora que ele
se tornou um crente em Jesus, não precisa mais trabalhar. Ele diz que os
irmãos que têm mais recursos irão cuidar dele. Qual destas atitudes seria
a mais adequada?
a) Explicar-lhe que em Gênesis 2.15 a Bíblia diz que o ser humano é obriga-
do a trabalhar porque pecou ao desobedecer a Deus. Dizer-lhe que essa é
a razão pela qual ninguém pode fugir à obrigatoriedade de trabalhar.
b) Mostrar-lhe que, desde o início, o plano de Deus para a humanidade
incluía o trabalho, como é demonstrado em Gênesis 2.15. Explicar a
ele que, conforme Efésios 4.28, todos devemos trabalhar, tanto para o
nosso sustento, quanto para ajudar os necessitados.

respostas às perguntas de estudo


8 específicos – atingíveis (realistas).
1 a 3) Apocalipse 4.11. c 2) Hebreus 1.3.
b 1) Romanos 8.29,30. d 1) Romanos 8.29,30.

73
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

9 c) Haroldo. (Ele definiu qual dos dois alvos possíveis ele tentará atin-
gir. Maria e Jorge estão apenas estabelecendo alvos e fazendo o pla-
nejamento para atingi-los.)
2 b) Lucas 1.5-17.
10 a 2) Segundo. d 2) Segundo.
b 3) Terceiro. e 1) Primeiro.
c 1) Primeiro.
3 a 3) A partir do nosso chamado.
b 1) Desde a eternidade.
c 3) A partir do nosso chamado.
d 2) A partir do nosso nascimento.
e 1) Desde a eternidade.
f 2) A partir do nosso nascimento.
11 b) Alfredo.
4 É preciso a) renunciar aos nossos planos, e b) reconhecer o senhorio
de Jesus Cristo e rendermo-nos inteiramente a ele.
12 Ele não avaliou sua real situação ... (João sabia bem qual era o seu
alvo, porém deixou de definir sua situação real – não calculou de
quanto dinheiro precisaria para fazer o curso – e não removeu o obs-
táculo: a insuficiência de dinheiro para custear seus estudos.
5 c) Jane. A resposta a) é incorreta porque João precisa lembrar-se de
que Deus pode ter para ele um plano diferente do que tinha para
seu irmão Jaime. A alternativa b) também é incorreta, pois Susana
cometeu um erro ao deixar de pedir aconselhamento a crentes mais
maduros na fé para ajudá-la a interpretar o sonho.
13 Não. Ele foi incumbido de cuidar do Jardim do Éden.
6 b) precisavam aprender de que modo cumprir o seu plano.
14 c) Ainda que o meu trabalho seja secular, devo realizá-lo da melhor
forma possível, ciente de que, na realidade, estou trabalhando para
Deus.
7 a) O plano de Deus para nós consiste, basicamente, das orientações
gerais que ele nos dá. Cabe-nos fazer os planos relativos à manei-
ra pela qual iremos cumprir os planos de Deus.

74
Lição 4
Desenvolvendo Nossa
Personalidade

Você se lembra de que na lição anterior vimos que o propósito de


Deus é restaurar a sua imagem em nós? Que propósito maravilhoso! E
essa restauração começa a acontecer à medida que nossa personalidade
vai sendo aperfeiçoada.

Dentre tudo o que Deus confiou a nós, o bem mais precioso é a nossa
personalidade. É isso também que nos levou a sermos a “coroa da cria-
ção”, a obra-prima de Deus.

Assim sendo, nós, como mordomos de Deus, não podemos fugir à


grande responsabilidade de administrar com fidelidade o que ele nos en-
tregou. No que se refere à nossa personalidade, nossa responsabilidade
consiste em preservá-la e aperfeiçoá-la até que nos assemelhemos a Jesus
Cristo.

Nossa personalidade é formada por três elementos principais: o inte-


lecto, a vontade, e as emoções. Esta lição foi escrita com a intenção de
ajudá-lo a aperfeiçoar cada um desses aspectos. Nela você encontrará
sugestões úteis para enriquecer o seu intelecto, fortalecer a sua vontade, e
usar as suas emoções para a glória de Deus.

esboço da lição

Nosso Intelecto
Nossa Vontade
Nossas Emoções

75
BEM MAL

objetivos da lição

Ao terminar esta lição, você deverá ser capaz de:


Compreender o que significa ser um bom mordomo de nossa perso-
nalidade.
Descrever diversos modos pelos quais você poderá aperfeiçoar e uti-
lizar sua mente, sua vontade, e suas emoções para a glória de Deus.
Apreciar o valor de cumprir o propósito de Deus para cada aspecto de
sua personalidade.

atividades de aprendizagem
1. Ao estudar esta lição, siga os mesmos critérios que você adotou nas
lições anteriores. Certifique-se de consultar o significado das pala-
vras-chaves no glossário. Estude criteriosamente o desenvolvimento
e os objetivos da lição, e responda às perguntas de estudo.
2. Após ter comparado suas respostas às perguntas de estudo com as
soluções no final da lição, faça uma revisão geral da lição. Depois,
faça o autoteste e confira suas respostas.

palavras-chaves
analisar emoções personalidade
atitude intelecto submeter
clímax meditar vontade
edificante

76
DESVENDANDO NOSSA PERSONALIDADE

desenvolvimento da lição
NOSSO INTELECTO
O nosso intelecto, ou mente, é o que nos capacita a pensar, entender,
relembrar, ou imaginar. O ser humano, porém, o tem usado de maneira im-
própria, e essa é uma das causas principais das mazelas e injustiças que afli-
gem este mundo. Entretanto, se utilizado adequadamente, o intelecto huma-
no pode ser uma grande bênção para a humanidade. Por essa razão precisa-
mos exercitar a capacidade intelectual de maneiras que agradem a Deus, até
que ela venha a atingir o seu desenvolvimento máximo (1 Co 13.12; Cl 3.10).
Ocupe a Mente com Pensamentos Bons
Objetivo 1: Identificar vários modos pelos quais podemos ajudar a nossa
mente a pensar coisas boas.
Uma das maneiras de exercitar o nosso intelecto é pensar. Na verdade,
pensar é a atividade principal do intelecto. Nossos pensamentos determinam
nosso caráter, pois “como [o homem] pensa em seu íntimo, assim ele é”
(Provérbios 23.7 – tradução livre do inglês). É por isso que Deus quer que
ocupemos a mente com pensamentos bons e agradáveis a ele (Fp 4.8; Sl
19.14). Mas como isso é possível? Existem duas coisas que você deve fazer:
1. É preciso alimentar a mente. Nossa mente só funcionará correta-
mente (ou seja, só se encherá daquilo que é bom), se nós a alimentarmos
com bons pensamentos. Os pensamentos maus são para a mente o mesmo
que o veneno é para o estômago.
A Bíblia é o melhor alimento para a nossa mente (Mt 4.4). Os pensa-
mentos expostos na Bíblia são os pensamentos do próprio Deus, portanto
quando a lemos ou ouvimos sua mensagem, estamos abrindo a mente
para que ela se encha com os melhores pensamentos possíveis (Is 55.8,9).
Depois a mente também estará apta a meditar na Palavra de Deus; isto é,
refletir sobre a Palavra (Sl 1.2; 119.97, 99).
O Espírito Santo é outra fonte de boa alimentação para a mente. Se
você lhe dedicar atenção, principalmente quando estiver orando, ele lhe
ensinará verdades preciosas (1 Co 12.8; 1 Jo 2.27).
1 Meditar na Palavra de Deus significa:
..................................................................................................................................

77
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

Também podemos alimentar a nossa mente com uma boa leitura. Pau-
lo aconselhou os filipenses a ocuparem a mente com “tudo o que for
verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for
puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama” (Fp 4.8 – Nova
Versão Internacional). Além da Bíblia, outros livros evangélicos podem
proporcionar a você excelentes reflexões.
E se você participa dos cultos de sua igreja regularmente, a mensa-
gem também enriquecerá a sua mente, levando-o, posteriormente, a me-
ditações produtivas (Tg 1.21).
Por fim, mencionamos uma outra fonte de bons pensamentos: a con-
versa saudável. Para isso, é necessário nos afastarmos daquelas pessoas
que sempre nos sugerem maus pensamentos (Sl 1.1; 2 Tm 2.16), e bus-
carmos diálogos que sejam edificantes (Ef 4.29).
2 A seguir está uma lista de coisas que podem ajudá-lo a ocupar a mente
com pensamentos bons. Marque um X no primeiro espaço ao lado delas,
abaixo de Tenho Feito. Quais delas você poderá começar a fazer? Marque
um X no segundo espaço, ao lado delas e debaixo de Posso Começar.

Tenho Feito Posso Começar

Ler ou estudar a Bíblia


Prestar atenção à voz do Espírito Santo
Ler bons livros
Ouvir pregações (mensagens)
Buscar diálogos edificantes
Outras:

2. É preciso disciplinar a mente. A partir do momento em que aceita-


mos Jesus como nosso Salvador, recebemos uma mente renovada. Daí
em diante, procuramos alimentá-la com pensamentos bons. No entanto,
percebemos que às vezes é extremamente difícil pensarmos no que é bom.
Mas não se surpreenda ou desanime por causa disso, pois todos os cris-
tãos têm esse tipo de experiência. Às vezes os pensamentos maus provêm
de nossa própria natureza humana. Outras vezes, porém, não é nossa mente
a responsável por tais pensamentos, mas sim Satanás, que faz o possível
para que esses pensamentos maus penetrem em nossa mente. Foi exata-
mente o que ele fez com a primeira mulher (Gn 3.1-3), e até mesmo com

78
DESVENDANDO NOSSA PERSONALIDADE

Jesus (Lc 4.3-9). Eva caiu em tentação, mas Jesus venceu-a. E uma vez que
temos a mente de Cristo (1 Co 2.16), também podemos vencer as tenta-
ções.
Quando um pensamento mau vier à sua mente, eis aqui algumas su-
gestões que poderão ser úteis para afastá-lo:
a) Não o absorva passivamente. É como alguém já disse: “Não
tenho como evitar que os pássaros sobrevoem minha cabeça,
porém não vou deixar que façam um ninho nela”.
b) Ore a Deus, pedindo-lhe forças para vencer o pensamento mau.
c) Pense imediatamente em algo bom (Fp 4.8).
d) Cite versículos bíblicos. Foi isso que Jesus fez (Mt 4.3-11).
e) Cante um hino ou outro cântico que o conduza a pensar no que
é bom.
3 Podemos aprender com a experiência de Cristo, narrada em Lucas 4.3-
9, que:
a) podemos afastar os pensamentos maus usando a Palavra de Deus.
b) não seremos tentados por maus pensamentos.
c) podemos confiar em nossa própria sabedoria para vencer os pensa-
mentos maus.

Estude Coisas Proveitosas


Objetivo 2: Selecionar afirmações que mostrem o valor do estudo para
o cristão.
Passamos uma parte importante de nossa vida estudando. Quando
éramos crianças, talvez até não gostássemos de estudar, mas agora perce-
bemos o quanto foi importante termos estudado. Pela mesma razão, mui-
tos cristãos que haviam deixado de estudar na infância, estão hoje de
volta à escola. Outros, que jamais haviam ido à escola, agora estão fre-
qüentando cursos noturnos.

79
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

Talvez até agora você ainda não tenha feito nada na obra do Senhor
porque acredita que não tenha a preparação necessária. Esta é a sua opor-
tunidade: você pode começar por estudar a Bíblia (At 17.11), junto com
outros livros cristãos que o ajudarão a compreender melhor as Escrituras,
a ser um crente mais amadurecido, e a exercer seu ministério com eficá-
cia (2 Tm 2.15). Aliás, o próprio fato de você estar fazendo este curso
prova que você já está se dedicando. Então, por que não estudar também
outros assuntos proveitosos que o capacitem ainda mais para realizar o
trabalho no qual está envolvido?

As pessoas que não são cristãs geralmente acreditam que os crentes


são pessoas ignorantes e sem instrução. Infelizmente, muitas vezes elas
têm motivos para pensar assim, pois alguns crentes não se preocupam
com a própria formação educacional. É verdade que Jesus veio ao encon-
tro dos “que não são instruídos” (Mateus 11.25 – A Bíblia na Linguagem
de Hoje), mas ele veio justamente para dar-lhes instrução, tirando-os da
ignorância em que viviam. Por que nós, então, não nos preparamos para
realizar qualquer tipo de trabalho no qual possamos ser úteis ao Senhor,
dando-lhe assim a honra devida? Afinal, Deus, o mais sábio dos senho-
res, necessita de administradores bem preparados.
O estudo, naturalmente, exige um esforço mental que vai além do
simples ato de pensar. Mas que grande investimento ele é! Ao concluir
seus estudos, sua capacidade intelectual terá se desenvolvido bem mais, e
você conhecerá muito mais coisas. E se você acha que sua capacidade
intelectual não é suficiente para se sair bem nos estudos, peça a Deus que
o ajude, e ele certamente o fará (Tg 1.5). E enquanto você estiver estu-
dando a Bíblia, o Senhor o ajudará a compreendê-la (Ef 1.8; 1 Jo 5.20).

80
DESVENDANDO NOSSA PERSONALIDADE

4 Suponhamos que um amigo lhe faça a seguinte pergunta: “Para que


eu preciso estudar, se Deus revela muitas coisas aos que não têm instru-
ção?” Qual seria a melhor maneira de responder?
a) Concordar com ele, dizendo-lhe que se ele não pretende ser pastor,
não há porque se preocupar em estudar a Bíblia nem melhorar seu
nível de instrução.
b) Salientar que, mesmo que Deus revela muitas coisas aos não instruí-
dos, ele também deseja que nós estudemos a sua Palavra a fim de
servi-lo melhor, conforme 2 Timóteo 2.15.
c) Explicar-lhe que muitas pessoas acham que os cristãos não têm estu-
do; por isso, é importante provarmos a eles que nós somos pessoas
instruídas.

Ore com a Mente

Objetivo 3: Selecionar definições de como devemos usar a mente ao


orarmos.

Inicialmente poderíamos presumir que, sempre que falamos, ne-


cessariamente usamos a mente para pensar naquilo que iremos dizer.
Mas às vezes “falamos sem pensar”, e depois acabamos nos arrepen-
dendo do que dissemos. O fato é que quando oramos ao Senhor, esta-
mos conversando com ele. Logo, alguém poderia presumir que tam-
bém temos de usar a mente para pensar no que iremos dizer a Deus. A
esse respeito, o apóstolo Paulo diz: “... também orarei com a mente”
(1 Co 14.15).

Isso não significa, todavia, que aqueles que floreiam suas orações
com palavras desnecessárias, frases longas, irrelevantes e repetitivas, es-
tejam usando bem o seu intelecto. Jesus condenou essa prática (Mt 6.7).
Se quando nos dirigimos a uma autoridade humana escolhemos cuidado-
samente cada palavra que iremos dizer, muito mais criteriosos devemos
ser ao nos dirigir ao Senhor de todo o universo!

A Bíblia traz o relato de várias orações que podem nos dar uma idéia
geral de como organizar nossos pensamentos quando orarmos a Deus.
Podemos ver, por exemplo, as orações de Abraão (Gn 18.23-32), de
Moisés (Êx 32.11-13), e de Ana (1 Sm 1.11). Há também os Salmos, as

81
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

orações de Elias (1 Re 18.36,37), de Esdras (Ed 9.6-15), dos levitas (Ne 9.5-
37), de Daniel (Dn 9.4-19), e de Habacuque (Hb 3.1-19). No Novo Testa-
mento encontramos a oração que Jesus ensinou (Mt 6.9-13), a oração dos
discípulos (At 4.24-30), e as diversas orações de louvor no livro de
Apocalipse.

5 Usar a nossa mente quando oramos significa:


a) repetir o que dissemos para termos certeza de que Deus nos ouviu.
b) pensar em formas de fazermos orações longas.
c) refletir cuidadosamente sobre o que queremos dizer.

Compartilhe o que Sabe

Objetivo 4: Alistar habilidades ou conhecimentos especiais que você


tem e que pode compartilhar com outros.

Podemos honrar ao Senhor e abençoar outras pessoas, se comparti-


lharmos o que sabemos. Algumas das maneiras de fazer isso é testemu-
nhar do que Cristo fez em sua vida (At 23.11), pregar o evangelho (At
8.4), e ensinar a Palavra de Deus (1 Tm 4.6). Você pode ensinar as pes-
soas a ler, ou ensinar a outros algo especial que sabe. Se souber tocar um
instrumento, poderá ensinar a outros na igreja; e se souber costurar, fazer
tricô, crochê ou bordado, trabalhe junto com as senhoras da igreja, dando
algumas aulas para elas.

82
DESVENDANDO NOSSA PERSONALIDADE

6 Que habilidade(s) ou conhecimento(s) especial você possui?


..................................................................................................................................
Com quem você poderia compartilhar isso?
..................................................................................................................................

Seja Sensato
Objetivo 5: Identificar a descrição de uma atitude cristã com relação
às suas habilidades intelectuais.
Alguém já dizia que o que costumamos chamar de “senso comum”,
não parece tão comum assim. E esse pensamento encontra respaldo na
Palavra de Deus. De fato, o apóstolo Paulo precisou repreender os cren-
tes de Corinto, dizendo: “Irmãos, não pensem como crianças (...) no modo
de pensar sejam adultos” (1 Coríntios 14.20 – A Bíblia na Linguagem de
Hoje).
Conta-se que durante a II Guerra Mundial uma bomba caiu no pátio
de um asilo para doentes mentais. Felizmente a explosão não causou muitos
danos ao prédio, mas os internos entraram em pânico. Então, um deles
gritou: “Mas o que está acontecendo? Parece que o mundo inteiro enlou-
queceu!” Quanta sensatez existe nessa observação! De fato, existem mui-
tas coisas no mundo que não fazem o menor sentido, porque o ser huma-
no não usa sua mente conforme a vontade de Deus.

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Pess s!
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Nós, porém, como mordomos de Deus, temos o dever de crescer inte-


lectualmente; ou seja, devemos aperfeiçoar a nossa capacidade mental
até chegarmos à maturidade intelectual (Hb 5.11-14).

83
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

7 Qual destas pessoas demonstra uma atitude correta em relação ao


desenvolvimento de sua capacidade intelectual?
a) Mariana aceitou a Jesus quando ainda era uma criança. Hoje ela já é
uma moça, mas continua a estudar a Bíblia a fim de entender melhor
as coisas de Deus.
b) Jaime freqüentou uma escola bíblica durante um ano. Ele acredita
que já aprendeu o suficiente, por isso não vê necessidade de continuar
estudando a Bíblia.

NOSSA VONTADE

Objetivo 6: Selecionar exemplos e definições de quatro maneiras pelas


quais podemos usar a nossa vontade, como mordomos de
Deus.

A vontade é a parte da personalidade que produz os desejos e nos


capacita a tomar decisões. Como mordomos de Deus, reconhecemos que
nossa vontade também pertence a ele. Por isso, temos o dever de usá-la
segundo a vontade dele. Mas como podemos fazer isso? Veremos a se-
guir algumas orientações úteis.

Obedeça a Deus

Obediência a Deus é a submissão da nossa vontade à vontade dele.


Essa é a maneira de mostrar que sabemos que somos apenas mordomos de
nossa vontade. Essa é a melhor forma de agradarmos a Deus (1 Sm 15.22).

A vontade precisa da cooperação da mente para poder obedecer a


Deus. Se a mente não souber o que Deus deseja, a vontade não será capaz
de obedecer. Portanto, a nossa mente precisa estar repleta da Palavra de
Deus, e ser instruída e dirigida pelo Espírito Santo. Só assim é que a
mente poderá levar nossa vontade a se submeter a Deus.

NOSSA MENTE
+
A PALAVRA DE DEUS + NOSSA VONTADE = OBEDIÊNCIA A DEUS
+
O ESPÍRITO SANTO

84
DESVENDANDO NOSSA PERSONALIDADE

Alguns crentes aparentemente acreditam que é impossível obedecer a


Deus em certas situações. Entretanto, o que esses crentes precisam com-
preender é que estão unidos com Cristo (2 Coríntios 5.17 – A Bíblia na
Linguagem de Hoje). Deus nos fez nascer de novo, e por isso fomos
equipados para obedecê-lo.
A obediência a Deus ajuda a fortalecer a nossa vontade. As pessoas que
não obedecem a Deus, com freqüência acabam tendo que seguir ordens
dos outros. Elas também não querem obedecê-los, mas temem suas amea-
ças e não querem ser ridicularizadas. Observe, entretanto, como os apósto-
los enfrentaram as ameaças de seus inimigos e foram vitoriosos (At 4.18-
20; 5.28,29). Milhares de crentes, no decorrer dos séculos, têm passado
por experiências semelhantes. E os inimigos de Deus sabem que os cristãos
cuja vontade é realmente forte são aqueles que obedecem a Deus.
A nossa vontade é incapaz de obedecer a Deus automaticamente; ela
precisa aprender a obedecer. E Deus deixou essa tarefa sob a nossa res-
ponsabilidade. Na verdade, essa tarefa de disciplinar a vontade é um pro-
cesso que dura a vida inteira. Em muitos momentos nós também teremos
que dizer como Jesus: “... não se faça a minha vontade, e sim a tua” (Lc
22.42). Entretanto, enquanto vamos aprendendo, podemos contar com a
ajuda do Espírito Santo, até que um dia estejamos aptos a dizer “agrada-
me fazer a tua vontade, ó Deus meu” (Sl 40.8).
8 Qual é a lição que podemos aprender da vida de Saul, com base em 1
Samuel 15.22?
a) Deus não deseja sacrifícios por parte de seu povo.
b) Temos o direito de escolher quais das ordens de Deus iremos obede-
cer.
c) Para nós é de suma importância obedecermos a Deus incondicionalmente.
Afaste-se de Toda Forma do Mal
Você já deve ter percebido que, de vez em quando, existe em você um
conflito interior. Sua mente sabe o que é o bem (Rm 7.23), porém sua
vontade não é suficientemente forte para fazer o bem que a mente lhe
mostra (Rm 7.15, 19). Será que esse conflito precisa continuar durante
toda a nossa vida? Será que, na eternidade, nossa prestação de contas a
Deus incluirá mais derrotas que vitórias? Graças a Deus, não! Ele não é o
tipo de Senhor que simplesmente abandona seu administrador, deixando-
o à mercê da própria sorte.

85
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

O apóstolo Paulo, que em Romanos 7 nos fala das derrotas, mostra-


nos, em Romanos 8, o caminho da vitória. O Espírito Santo nos auxilia
quando fraquejamos (Rm 8.26), e o poder de Deus se manifesta mais
forte quando nos sentimos fracos (2 Co 12.9). Com essa confiança pode-
remos vir a ser como um daqueles que “da fraqueza tiraram força” (Hb
11.34). Não nos admiremos, então, que Paulo tenha dito: “Afastem-se de
toda forma de mal” (1 Tessalonicenses 5.22 – Nova Versão Internacio-
nal). É essa a vontade de Deus para nós, e durante a provação ele nos dará
a força necessária para suportarmos as tentações, bem como nos provi-
denciará um escape (1 Co 10.13). Mas para recebermos o socorro de
Deus é preciso disciplinarmos nossa vontade.
9 É possível que, mesmo sendo fracos, nós consigamos vencer as tenta-
ções? Por quê?
..................................................................................................................................

Escolha o que é Correto


Quando Deus dotou o ser humano com a vontade, ele estava lhe con-
fiando algo bastante perigoso e sensível, comparável a uma arma de alto
poder de fogo; e isso porque a vontade do ser humano é livre: ele tem
liberdade de escolha. A vontade, quando mal orientada, poderá até mes-
mo levar um servo a se rebelar contra o seu senhor (Jo 5.40). Como é
grande, então, a nossa responsabilidade de administrar a nossa vontade
conforme Deus quer!
Fazer uma escolha implica em tomar decisões. Por exemplo, você deci-
diu aceitar a Jesus, e não rejeitá-lo; decidiu levantar-se pela manhã, em vez
de permanecer na cama; decidiu ler este livro, em vez de um outro. Deus
apela para esse poder de escolha quando diz, em Isaías 1.19,20: “Se vocês
estiverem dispostos a obedecer... mas, se resistirem e se rebelarem...” (NVI),
é a essa liberdade de escolha que ele está se referindo e apelando.
O que somos é o resultado de nossas decisões, certas ou erradas, que
moldam a nossa personalidade. Evidentemente, Deus quer que escolha-
mos sempre o bem (Dt 30.19). Uma vontade bem administrada produzirá
decisões corretas, mas quando mal orientada, levará a decisões erradas.
Um administrador é avaliado pelas decisões que ele toma. Por exemplo,
Daniel tomou uma decisão correta (Dn 1.8), porém a decisão de Saul
estava errada (1 Sm 15.9-11).

86
DESVENDANDO NOSSA PERSONALIDADE

10 Associe cada princípio à direita, com o(s) versículo(s) bíblico(s) que


o ilustra(m), à esquerda.
.... a Deuteronômio 30.19. 1) Quando nos sentimos fracos, Deus
.... b Isaías 1.19,20. nos ajuda.
.... c Romanos 8.26. 2) Temos liberdade de escolha.
.... d 1 Coríntios 10.13.
.... e 2 Coríntios 12.9.

Como uma pessoa pode tomar decisões corretas? Se você se encontra


diante de uma situação na qual não consegue decidir o que fazer, aqui
estão algumas sugestões:
1. Procurar o que a Bíblia diz a respeito da situação em questão.
2. Orar pedindo a orientação de Deus.
3. Pedir conselho do pastor ou de um cristão mais experiente.
4. Relembrar alguma situação semelhante ocorrida no passado, e ana-
lisar a decisão tomada naquela ocasião. Se concluir que tomou a
decisão errada, por que repetir o erro?
5. Considerar as decisões que outras pessoas tomaram ao enfrentar situ-
ações iguais ou semelhantes, e analisar os resultados dessas decisões.

11 Ao tomar decisões, como devemos usar a nossa vontade?


a) Decidindo esperar até que alguém nos oriente quanto ao que fazer.
b) Tomando a decisão certa, com base na Palavra de Deus e em sua
orientação.
c) Compreendendo que Deus não quer que tomemos decisões por conta
própria.

87
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

Faça o Bem
Existem muitas pessoas neste mundo que estão cheias de boas inten-
ções. Entretanto, nunca transformam essas intenções em ações. Deus de-
seja que utilizemos nossa vontade não apenas para termos intenções no-
bres, mas principalmente, para produzir boas obras (Tg 1.22; Mt 5.16).
Paulo disse o seguinte: “... façamos o bem a todos” (Gl 6.10).
Devemos ser muitíssimo gratos aos mordomos fiéis que, pela sua for-
ça de vontade, promoveram e realizaram grandes coisas. Este mundo é
um lugar bem melhor por causa deles. Hoje em dia, a existência de várias
instituições sociais beneficentes nos parece muito natural, mas elas só
existem por causa daqueles cristãos, homens e mulheres, que colocaram
sua vontade a serviço de Deus e da humanidade.

12 Quais são as quatro maneiras que devemos usar nossa vontade para
glorificar a Deus?
..................................................................................................................................

NOSSAS EMOÇÕES
Objetivo 7: Identificar declarações que expressem o que nossas emo-
ções têm a ver com a nossa vida cristã.
As emoções ou sentimentos são outro componente muito importante da
personalidade humana. Deus deu ao ser humano uma natureza essencial-
mente emocional, mas ele tem administrado suas emoções pessimamente.
Conseqüentemente, o ser humano acha-se emocionalmente descontrolado
e desnorteado. A ira se transformou em ódio; o amor e a alegria são associ-
ados ao mal e não ao bem. Mas Cristo veio também para reorganizar nos-
sas emoções e canalizá-las na direção correta. Portanto, como mordomos
de Deus, temos o dever de mantermo-nos alerta para que as nossas emo-
ções sejam controladas e possam desenvolver conforme a vontade de Deus.
Adorar a Deus
Uma das maneiras de usarmos nossas emoções como Deus deseja é
adorá-lo. Quando expressamos o nosso amor por Deus, ele tem prazer
nisso (Mt 22.37). Nós o amamos porque ele nos amou primeiro (1 Jo
4.19). É impossível ficarmos indiferentes quando sentimos a sua presen-
ça maravilhosa e meditamos nas suas muitas bênçãos! O gozo que senti-

88
DESVENDANDO NOSSA PERSONALIDADE

mos em nosso coração nos faz irromper em expressões de louvor a Deus


(Lc 19.37; At 8.7,8).
Algumas pessoas acreditam que as emoções não devem ser
exteriorizadas no ambiente de culto. Mas é bem provável que essas mes-
mas pessoas choram pela perda de um ente querido, dão altas gargalha-
das numa festa, e se sentem totalmente à vontade ao demonstrar todo o
seu entusiasmo numa competição esportiva. Será, então, que Deus não
merece ser adorado através da expressão pública dos sentimentos de nos-
so coração? Lembremo-nos do que Jesus respondeu àqueles que tenta-
vam reprimir o entusiasmo da multidão que o louvava em alta voz: “... se
eles se calarem, as próprias pedras clamarão” (Lc 19.40).
O livro de Apocalipse nos revela de que modo as emoções dos redimidos
atingirão o clímax da adoração a Deus. Eles transbordarão de entusiasmo
(Ap 7.9,10; 14.2,3) e sua alegria será indescritível (Ap 19.6,7). Portanto,
expressemos nossas emoções sem qualquer receio, para a glória de Deus.

13 Qual destas passagens bíblicas seria a mais apropriada para citarmos


a alguém que se sente incomodado quando participa de um culto no qual
a igreja louva a Deus em voz alta?
a) Mateus 22.37.
b) Lucas 19.40.
c) 1 João 4.19.
d) Apocalipse 14.2,3.

Crescer Espiritualmente
As emoções desempenham um papel fundamental no nosso cresci-
mento espiritual. Iremos verificar isso ao analisarmos dois aspectos im-
portantes desse crescimento.

O Fruto do Espírito
Assim como no caso de Adão, Deus também nos encarregou de cui-
dar de um belo jardim: o jardim do nosso ser emocional. Temos a respon-
sabilidade de arrancar todas as “ervas daninhas”, tais como a amargura,
as paixões ilícitas, a ira, e outros sentimentos reprováveis (Ef 4.31; Cl
3.8). Mas o Espírito Santo, que habita em nós, irá cultivar o jardim, a fim
de que se produza belos “frutos” (Gl 5.22,23).

89
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

Entretanto você poderia questionar: “Será mesmo que o nosso cresci-


mento espiritual depende principalmente do crescimento emocional?”
Mesmo que seja difícil de acreditar, é exatamente isso. O amor não se
resume a um pensamento ou a um desejo: ele é uma emoção; a mais
complexa e sublime de todas! Além do mais, observe também que os
demais elementos do fruto do Espírito, mencionados em Gálatas 5.22,23,
são igualmente emoções; todas intimamente ligadas ao amor, como ve-
mos em 1 Coríntios 13.4-7. O diagrama seguinte ilustra isso.
alegra-se com a verdade (alegria)
não se ira facilmente (paz)
é paciente (paciência)
é bondoso (bondade)
AMOR não se alegra com a injustiça (benignidade)
é fiel (fidelidade)
não se orgulha (humildade)
não se conduz inconvenientemente (domí-
nio próprio)
Somente quando o amor for desenvolvido e aperfeiçoado ao máximo
em nós é que estaremos aptos a amar a Deus de todo o nosso coração, e ao
próximo como a nós mesmos (Lc 10.27). Demonstramos o amor ao próxi-
mo quando amamos os nossos irmãos em Cristo (1 Jo 3.14), as pessoas que
não conhecemos (Lc 10.30-35), e até mesmo os nossos inimigos (Mt 5.44).

A Atitude de Jesus Cristo


Teremos atingido todo o nosso desenvolvimento emocional no momento
em que formos capazes de ter a mesma atitude de Cristo (Fp 2.5). Ele
sentia uma grande compaixão pelos perdidos, pelos enfermos, e pelos fa-
mintos (Mt 9.36; 14.14; 15.32). E como foi comovente o seu lamento por
Jerusalém! (Lc 19.41-44). Quão grande foi o seu amor, a ponto de ele dar a
sua própria vida por nós! (Ap 1.5). É exatamente essa atitude de compai-
xão e amor que tem motivado milhares de crentes a pregar o evangelho.
14 Nosso crescimento espiritual está vinculado às emoções porque:
a) quando aceitamos a Jesus, não temos mais sentimentos maus.
b) o nosso crescimento emocional é mais importante que conhecermos a
Bíblia.
c) o fruto do Espírito está vinculado às nossas emoções.

90
DESVENDANDO NOSSA PERSONALIDADE

autoteste
1 Disciplinar a nossa mente implica em:
a) impedi-la de pensar.
b) ler exclusivamente a Bíblia.
c) dominar os maus pensamentos.
2 O que a Bíblia ensina no Salmo 1.1, em Efésios 4.29, e em 2 Timóteo
2.16, com relação às nossas conversas?
a) Não precisamos evitar ouvir as más conversações; basta que efetiva-
mente não sigamos os conselhos maus.
b) Precisamos evitar as conversas que insinuem idéias e pensamentos
maus, e devemos buscar conversas proveitosas.
3 O estudo é importante para o crente porque:
a) somente as pessoas mais instruídas conseguem compreender as coi-
sas de Deus.
b) o estudo o ajuda a se aperfeiçoar como mordomo do Senhor.
c) os cristãos precisam demonstrar que são melhores que os outros.
4 Qual destas pessoas demonstra estar usando a mente (intelecto) ao
orar?
a) Jorge estuda as orações contidas na Bíblia. Quando ele ora, recorre a
algumas das idéias que aprendeu na Bíblia, para ajudá-lo em sua ora-
ção.
b) Tomé começa a orar e vai dizendo qualquer coisa que lhe venha à
mente. E para fazer orações longas, repete suas idéias várias vezes.
5 A prática de usar palavras desnecessárias ao orar é condenada em:
a) 1 Samuel 1.11.
b) Daniel 9.4-19.
c) Mateus 6.7.
d) 1 Coríntios 14.15.
6 Circule a letra correspondente a cada afirmação VERDADEIRA.
a Depois de uma pessoa ter sido salva, não há nada mais que ela precise
aprender.
b O cristão precisa utilizar sua capacidade intelectual, e procurar cres-
cer sempre.
c Se o cristão for alguém já adulto, não há mais necessidade de que
cresça espiritualmente.

91
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

7 Suponhamos que você esteja ensinando a um grupo de recém-con-


vertidos a importância de crescerem intelectualmente. Qual destas passa-
gens bíblicas seria a mais adequada?
a) Mateus 6.9-13.
b) Mateus 11.25,26.
c) Atos 4.24-30.
d) Hebreus 5.11-14.

8 Associe cada exemplo abaixo (coluna da esquerda) com as descri-


ções das maneiras pelas quais a pessoa está direcionando sua vontade
conforme Deus deseja (coluna da direita).
.... a Jorge se mantém afastado dos luga- 1) Obedecer a Deus.
res onde possa ser tentado a fazer o 2) Afastar-se do mal.
que é errado. 3) Escolher o que é cor-
.... b Maria leva alimento a uma família reto.
carente. 4) Fazer o bem.
.... c João obedece à vontade de Deus, em-
bora seu próprio desejo seja fazer
algo diferente.
.... d Tomé resolve estudar um livro que o
ajude a ser um crente melhor.
.... e Jaime ajuda uma viúva idosa a fazer
alguns consertos necessários na casa.

9 Circule a letra correspondente a cada afirmação VERDADEIRA.


a Deus não está preocupado em que expressemos o nosso amor por ele,
pois ele já conhece os nossos sentimentos.
b O cristão maduro não tem necessidade de exteriorizar publicamente
os seus sentimentos para com Deus.
c Deus deseja que expressemos nossos sentimentos de louvor e entusi-
asmo enquanto o adoramos.

10 Ter a mesma atitude de Jesus Cristo implica:


a) nunca pecar e prestar obediência perfeita a Deus.
b) preocupar-se profundamente com os perdidos.
c) amar apenas os irmãos em Cristo.

••• 92
DESVENDANDO NOSSA PERSONALIDADE

respostas às perguntas de estudo


8 c) Para nós é de suma importância obedecermos a Deus incondicio-
nalmente.
1 pensar e refletir sobre o significado dela.
9 Sim; porque Deus nos dará forças para suportá-las.
2 Resposta pessoal. Houve algum item para o qual você assinalou “Posso
Começar”? Nesse caso, desejo que em breve você esteja em condições
de, para todos os itens, assinalar “Tenho Feito”!
10 a 2) Temos liberdade de escolha.
b 2) Temos liberdade de escolha.
c 1) Quando nos sentimos fracos, Deus nos ajuda.
d 1) Quando nos sentimos fracos, Deus nos ajuda.
e 1) Quando nos sentimos fracos, Deus nos ajuda.
3 a) podemos afastar os pensamentos maus usando a Palavra de Deus.
11 b) Tomando a decisão certa, com base na Palavra de Deus e em sua
orientação.
4 b) Salientar que, mesmo que Deus revela muitas coisas aos não ins-
truídos... – é a resposta mais apropriada. A opção a) não é adequa-
da porque todos os cristãos precisam conhecer a palavra de Deus.
A opção c) apresenta uma razão, mas a motivação está errada. O
cristão deve fazer algo porque Deus lhe pede que faça, e não com
o intuito de impressionar os outros.
12 Obedecer a Deus, afastar-se de toda forma do mal, escolher o que é
correto, e fazer o bem.
5 c) Refletir cuidadosamente sobre o que queremos dizer.
13 b) Lucas 19.40. Esse é o versículo bíblico adequado para essa situa-
ção porque ele mostra que Jesus não quis silenciar os que o esta-
vam louvando; pelo contrário, ele aceitou aquele tipo de louvor.
6 Resposta pessoal. Meu desejo é que você busque formas de empregar
suas aptidões ou seu conhecimento para ajudar a outros.
14 c) o fruto do Espírito está vinculado às nossas emoções.
7 a) Mariana. Sua atitude mostra que ela deseja continuar aperfeiço-
ando sua mente, conforme Hebreus 5.11-14 orienta.

93
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

Anotações

94
Lição 5
Cuidando do Nosso
Corpo
O que pensaríamos de alguém que possuísse uma mobília luxuosa, e a
deixasse numa casa mal cuidada? Não iria parecer contraditório? Porém,
é assim que algumas pessoas se portam. Eles cuidam bem da personalida-
de, mas negligenciam seus corpos.

Sem dúvida, você compreende que a personalidade é somente uma


das partes de sua vida. A outra é seu corpo. E assim como é importante
aperfeiçoar e preservar a personalidade, como vimos na lição anterior, é
igualmente importante cuidarmos de nosso corpo como bons mordomos.

Esta lição tem o propósito específico de ajudá-lo a exercer a mordo-


mia cristã em relação ao corpo. Você encontrará orientações úteis para
usar o corpo para glorificar a Deus, preservá-lo corretamente, e apresentá-
lo adequadamente perante todos.

esboço da lição
Viva Uma Vida de Moralidade
Mantenha Domínio Sobre o Seu Corpo
Use o Seu Corpo Para a Glória de Deus
Preserve a Sua Saúde
Siga as Regras Para Uma Vida Saudável
Garanta a Sua Segurança Pessoal
Evite os Maus Hábitos
Evite os Sentimentos Prejudiciais
Cuide da Sua Aparência
Mantenha o Asseio Pessoal
Vista-se de Maneira Adequada

95
objetivos da lição

Ao terminar esta lição, você deverá ser capaz de:

Explicar o que significa ser mordomo do corpo.


Descrever várias formas de preservar a saúde.
Aplicar à sua vida os princípios bíblicos concernentes à maneira ade-
quada de o cristão se vestir.

atividades de aprendizagem
1. Continue normalmente o seu estudo. Leia atentamente o desenvolvi-
mento da lição, não se esquecendo de responder a todas as perguntas
de estudo antes de verificar as soluções. Localize e leia todos os
versículos bíblicos mencionados. Estude o significado das palavras-
chaves no glossário localizado no final do livro.
2. Após terminar a lição, faça uma revisão, e depois responda ao autoteste.
Confira suas respostas comparando-as com as soluções dadas no fi-
nal deste livro.

palavras-chaves
adequação profanar
incontinência sacrilégio
obsceno santuário
princípio

96
CUIDANDO DO NOSSO CORPO

desenvolvimento da lição

Os seguidores de diversas religiões do mundo consideram os templos


como lugares sagrados, por isso os tratam com muita reverência. Qual-
quer coisa que possa profanar esses templos é terminantemente proibida.

Segundo a Bíblia, o nosso corpo também é um templo: o santuário do


Espírito Santo (1 Co 6.19). E como templo de Deus, o nosso corpo per-
tence a ele, não a nós.

E até onde sabemos, somos apenas mordomos de nosso corpo; ou


seja, somos como que guardiões dele. Temos a responsabilidade de cui-
dar bem do corpo e tomar providências para que nada venha a prejudicá-
lo ou profaná-lo. A seguir você verá algumas orientações que o ajudarão
a cumprir essa responsabilidade.

1 Qual é a base bíblica para afirmar que nosso corpo pertence a Deus?
..................................................................................................................................

VIVA UMA VIDA DE MORALIDADE


Mantenha Domínio Sobre o Seu Corpo
Objetivo 1: Identificar a razão por que o cristão é capaz de controlar o
próprio corpo, e o descrente não.

Todos os que ainda não reconheceram Deus como seu dono e Senhor
vivem em um estado de confusão. Seu senhor é o pecado, mas eles acham
que eles é que são seus próprios senhores. Com essa mentalidade, e total-
mente convencidos disso, entregam seu corpo ao pecado (Ef 4.19) até ao
ponto da depravação (Rm 1.24,26,27). Mesmo que em alguns momentos
seu intelecto lhes faz terem consciência de que vivem num estado de
escravidão, continuam não tendo forças para controlar os desejos peca-
minosos de seu corpo (Rm 7.23,24).

97
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

As condições do crente são muito diferentes. Deus é o seu dono,


Jesus é o seu Senhor e o Espírito Santo habita em seu corpo (1 Co 3.16).
Isso significa que o pecado não é mais o seu senhor, pois o Espírito Santo
já o libertou do domínio do pecado (Rm 8.2). Agora ele recebeu poder
para ser o senhor do seu corpo, e não escravo dele. Por essa razão não
deve permitir que, por meio de paixões carnais, o pecado volte a subjugá-
lo (Rm 6.12, 14; 1 Pe 2.11). Pelo contrário, deve manter o seu corpo sob
controle (1 Co 9.27). Essa é uma de suas responsabilidades como
mordomo.

2 Qual das afirmações seguintes apresenta a razão da diferença entre a


habilidade do crente e a do descrente, no que se refere ao controle do
próprio corpo?
a) O descrente não consegue controlar seu corpo porque não tem cons-
ciência de que é escravo do pecado. O crente consegue porque Deus
o libertou a fim de que fosse o dono do seu corpo.
b) O descrente não consegue controlar seu corpo porque ele, na verda-
de, é escravo do pecado. O crente consegue porque o Espírito Santo
já o libertou do domínio do pecado.

3 Suponhamos que você esteja dizendo a alguém que nós, os crentes,


temos o poder de controlar o próprio corpo. Qual destes versículos bíbli-
cos você usaria para mostrar por que nós temos esse poder?
a) Romanos 1.24.
b) Romanos 8.2.
c) 1 Coríntios 9.27.
d) 1 Pedro 2.11.

Use o Seu Corpo Para a Glória de Deus

Objetivo 2: Associar versículos bíblicos aos membros do corpo neles


mencionados, e resumir o que cada versículo diz sobre como
podemos usá-los para glorificar a Deus.

Aqueles que ainda não reconheceram que Deus é o verdadeiro dono


de sua vida fazem mau uso dos membros de seu corpo. Em Romanos
3.13-15, Tiago 3.6-8, e 2 Pedro 2.14, a Bíblia apresenta uma descrição
bem clara desse mau uso do corpo.

98
CUIDANDO DO NOSSO CORPO

Você, ao contrário, já reconheceu que Deus é o dono de seu corpo. Sabe


também que o seu corpo é o santuário do Espírito Santo; portanto não deve
usá-lo para nenhum ato pecaminoso. Isso seria um sacrilégio! Você não deve
usar suas mãos para furtar ou ferir o próximo (Ef 4.28); não deve permitir que
seus pés o conduzam a lugares duvidosos; de sua boca não devem sair men-
tiras, nem palavras ofensivas ou obscenas (Ef 4.25,29; 5.4). Não deve usar os
seus olhos para contemplar o que é imoral, e nem para olhar para alguém do
sexo oposto com intenção impura no coração (Mt 5.28); não deve entregar o
seu corpo à prática da imoralidade sexual (1 Co 6.13, 18).

Não obstante, a melhor maneira de reconhecer o senhorio de Deus


sobre nosso corpo é consagrá-lo a ele (Rm 6.13; 12.1). Essa consagração
inclui o emprego dos membros de nosso corpo na adoração a Deus, e no
seu serviço (Rm 6.19; 1 Co 6.20).

4 Cada um dos versículos a seguir nos diz como podemos usar determi-
nados membros de nosso corpo para glorificar a Deus. Para preencher o
quadro, faça o seguinte: 1) Localize em sua Bíblia e leia cada versículo; 2)
Ao lado do membro do corpo a que o(s) versículo(s) se refere(m) (coluna
central), escreva a referência bíblica; 3) No espaço ao lado da referência
(coluna à direita), escreva resumidamente o que o versículo diz sobre o uso
dos membros do corpo para glorificar a Deus. Para exemplificar, o primei-
ro exercício já está resolvido. Inclua todos os versículos mencionados. Mais
de um versículo poderá ser relativo à mesma parte do corpo.
Provérbios 31.20. Atos 19.6. 1 Timóteo 2.8.
Mateus 13.9. Romanos 10.9,10. Hebreus 13.15.
Marcos 16.18. Romanos 10.15. Tiago 3.9.
Atos 2.4. Gálatas 6.11. Apocalipse 2.7.
Atos 10.46. Efésios 4.28.

99
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

Membro(s) Referência Bíblica Como Usá-lo(s) Para


do Corpo Glorificar a Deus

Ouvidos Mateus 13.9 Ouvir a voz de Jesus e


Apocalipse 2.7 do Espírito Santo.

Língua,
Lábios,
ou Boca

Mãos

Pés

Você pode ainda empregar os membros de seu corpo da mesma ma-


neira, para outras atividades idôneas, e assim glorificar o nome de Deus.
Por favor, observe o seguinte fato: se você usar o seu corpo para servir ao
Senhor ele, por sua vez, provê aquilo de que o seu corpo necessita (1 Co
6.13). Isto é, Deus suprirá as necessidades físicas daqueles que dedica-
rem seu corpo a ele: ele lhes renovará as forças (Is 40.29,31), dar-lhes-á
alimento e vestuário (Mt 6.31-33) e os conservará saudáveis (Êx 15.26).

100
CUIDANDO DO NOSSO CORPO

PRESERVE A SUA SAÚDE


Objetivo 3: Selecionar exemplos de pessoas que estejam seguindo as
regras para a manutenção de uma vida saudável.

Siga as Regras Para Uma Vida Saudável


Um corpo saudável traz honra e glória ao Senhor; além disso, temos
melhores condições de usá-lo no seu serviço. Deus prometeu sarar as
nossas enfermidades (Sl 103.3), mas também nos incumbiu de cuidarmos
bem de nossa saúde. Veremos a seguir algumas regras simples que nos
ajudarão a gozar de boa saúde.
1. Alimente-se bem. Isso não significa que você precisa comer muito
mas, sim, que é necessário ter uma alimentação balanceada. Os alimentos
contêm certas substâncias, tais como as vitaminas, que são essenciais
para que a pessoa se mantenha saudável. Se você comer quase sempre
determinados tipos de comida, e nunca ou quase nunca consumir outros
tipos, seu corpo sentirá falta de certas vitaminas. Conseqüentemente, sua
saúde será prejudicada.
2. Faça exercícios físicos. A falta de exercício pode causar excesso
de peso ou obesidade, e isso é prejudicial à saúde da pessoa. Por isso, ela
precisa se exercitar. Naturalmente, o melhor exercício para o corpo é o
trabalho físico. Se o seu trabalho requer principalmente esforço mental,
ou se você fica sentado durante a maior parte do dia, precisa fazer alguma
atividade física, como praticar algum esporte ou simplesmente fazer ca-
minhadas.
3. Repouse o suficiente. O trabalho em excesso, quer seja mental ou
físico, fatalmente causará danos à sua saúde. Nosso corpo precisa de re-
pouso. Jesus não estava simplesmente dizendo palavras vazias quando
afirmou que o dia de descanso foi estabelecido para o bem-estar do ser
humano (Mc 2.27). Dessa forma, a pessoa deve trabalhar apenas durante
um número razoável de horas por dia e depois dormir durante cerca de
oito horas.
4. Tenha bons hábitos de higiene. Vale a pena observarmos, no livro
de Levítico, como Deus estabeleceu regras detalhadas relativas à higiene
dos israelitas. Eles tinham de se banhar com freqüência, lavar suas rou-
pas, limpar suas casas, comer alimentos limpos, e manter a limpeza do

101
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

lugar onde estivessem acampados. Embora a vida no deserto não ofere-


cesse condições sanitárias favoráveis, os israelitas permaneceram saudá-
veis (Sl 105.37). Não há dúvida de que se o crente seguir, nos dias de
hoje, regras semelhantes a essas, também desfrutará de ótima saúde.
Garanta a Sua Segurança Pessoal
Um acidente pode causar ferimentos graves ao nosso corpo, impossi-
bilitando-nos de usá-lo no serviço do Senhor. É importante, então, fazer-
mos tudo o que estiver ao nosso alcance a fim de evitar acidentes. Para
isso, precisamos tomar todas as precauções possíveis para a nossa segu-
rança, quer estejamos em casa, na rua, ou no trabalho. Certas pessoas
parecem “atrair acidentes”; isto é, tendem a sofrer mais acidentes que a
média das pessoas. Se for esse o seu caso, coloque essa situação diante
do Senhor, pedindo-lhe que ele o liberte dela.
5 Circule a letra correspondente a cada exemplo no qual a pessoa de-
monstra estar seguindo as regras para uma vida saudável.
a) João está cursando uma escola bíblica, mas todos os dias ele reserva
um tempo para fazer exercícios físicos.
b) Bill gosta muito de comer pão com queijo. É um alimento barato e
fácil de preparar, por isso ele raramente come outras coisas.
c) Sérgio tem estado muito ocupado auxiliando seu pastor. Ele raramen-
te dorme mais que cinco horas por noite, pois há muito trabalho a
fazer.
d) Maria sempre reserva tempo para lavar a roupa e limpar a casa, muito
embora pouquíssimos de seus vizinhos façam o mesmo.

Evite os Maus Hábitos


Objetivo 4: Identificar as razões por que o crente deve evitar hábitos e
sentimentos que sejam prejudiciais à saúde.
Como templo do Espírito Santo, nosso corpo precisa ser conservado
puro, física e espiritualmente. Colocar nele algo que o prejudique, deson-
re ou destrua, irá profaná-lo. E Deus trata com muita severidade aqueles
que profanam o seu templo (1 Co 3.17). É por isso que o crente se abstém
de certos hábitos, como fumar, ingerir bebida alcoólica, ou usar drogas.

102
CUIDANDO DO NOSSO CORPO

Em alguns casos a propaganda e os anúncios dão um enfoque positivo a


alguns desses hábitos. Entretanto, os efeitos altamente destrutivos sobre
o organismo são óbvios.
Uma outra razão para não desenvolvermos maus hábitos é o fato de
que o nosso amo e Senhor é Jesus Cristo. Mas se deixarmos que esses
hábitos maus se desenvolvam em nós, eles é que passarão a ser nossos
senhores. Lembremo-nos de que Jesus foi bem claro ao dizer que “nin-
guém pode servir a dois senhores” (Mt 6.24). Como é triste a situação
daqueles cuja vida é dominada por quaisquer desses maus hábitos! Eles
querem abandoná-los, mas acabam percebendo que não conseguem. Se
porventura for esse o seu caso, agora é o momento de se libertar. Deixe o
Espírito Santo dirigir a sua vida; ele o ajudará a desenvolver o domínio
próprio (Gl 5.23, 25). Então, você poderá dizer como o apóstolo Paulo:
“Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por
nenhuma delas” (1 Co 6.12).

HÁBITOS RUINS
Como mordomo do próprio corpo, o crente deve controlar também o
seu apetite fisiológico normal. Se não o controlar, seu apetite poderá se
transformar em um hábito prejudicial que acabará por dominá-lo. Porém,
o cristão não deve ser escravo da glutonaria (Is 56.11), nem da inconti-
nência (1 Co 7.1-5).

Evite Sentimentos Prejudiciais


Evidentemente existem algumas emoções que são claramente preju-
diciais à nossa saúde. Por exemplo, a raiva produz distúrbios nervosos; a

103
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

ansiedade gera úlceras estomacais; guardar rancor ou ficar remoendo


desgostos afeta o fígado. Devemos, então, evitar essas emoções, bem
como outras semelhantes, tais como a angústia e o medo. Pelo contrário,
deixemos que o Espírito Santo produza em nossa vida o seu fruto abun-
dante e maduro, como vimos na Lição 4. O resultado será um corpo sau-
dável que trará honra ao seu dono.

6 Circule a letra correspondente a cada afirmação que apresente uma


razão pela qual o crente deve evitar hábitos prejudiciais.
a) Os maus hábitos causam danos ao corpo, que é o santuário do Espíri-
to Santo.
b) Não é bom desenvolvermos nenhum tipo de hábito.
c) Uma vez que a pessoa cria um hábito, é impossível abandoná-lo.
d) Os maus hábitos podem acabar se tornando senhores na vida de uma
pessoa, e só Jesus pode ser o senhor do crente.

CUIDE DA SUA APARÊNCIA


Objetivo 5: Associar os princípios que orientam a maneira de um cren-
te se vestir, às situações nas quais devem ser aplicados.
Por que precisamos mostrar uma boa aparência exterior se Deus, na
verdade, olha para o coração? (1 Sm 16.7). É justamente porque, ao con-
trário de Deus, o ser humano não olha para o coração, mas para as apa-
rências. Se o santuário do Espírito Santo – o nosso corpo – se apresentar
com uma aparência de desleixo, por negligência do mordomo responsá-
vel por ele, será menosprezado pelos outros. E com isso, Deus será de-
sonrado. Portanto, precisamos refletir sobre como podemos honrar a Deus
por meio de nossa aparência exterior.

Mantenha o Asseio Pessoal

Como mordomo, o crente tem a incumbência de conservar limpo o


santuário do Espírito; ou seja, seu corpo e suas roupas devem estar lim-
pos. Se no seu trabalho é fácil se sujar, você deve banhar-se e trocar de
roupa após o serviço. E nada de desculpar sujeira dizendo que é humilda-
de! Infelizmente às vezes isso acontece, resultando em desonra para o
nome de Deus.

104
CUIDANDO DO NOSSO CORPO

Vista-se de Maneira Adequada


Como os mordomos de Deus devem se vestir? Na igreja primitiva
havia certas diretrizes (1 Co 11.2-15; 1 Tm 2.9; 1 Pe 3.1-3). Porém, se
retrocedermos à época do início da raça humana, encontraremos algo
que entendemos ser um princípio geral. Em Gênesis 3.7 vemos o ho-
mem e a mulher tentando se vestir conforme lhes parecia apropriado.
Isso, todavia, não agradou a Deus; então ele os vestiu conforme lhe
parecia apropriado (Gn 3.21). Portanto, devemos nos vestir de uma
maneira que agrade a Deus, e não a nós mesmos ou ao mundo. Afinal,
as roupas que usarmos estarão revestindo nada menos que o santuário
de Deus!
Em conformidade com esse princípio que acabamos de mencionar,
vamos agora analisar outros quatro que devem orientar a maneira do crente
se vestir. Esses princípios são: distinção, simplicidade, modéstia, e ade-
quação. Os ensinos dos apóstolos Pedro e Paulo, nos mostram exemplos
da aplicação desses princípios na igreja primitiva.

Distinção
Em Deuteronômio 22.5 lemos o seguinte: “A mulher não usará rou-
pa de homem, nem o homem, veste peculiar à mulher; porque qualquer
que faz tais coisas é abominável ao Senhor, teu Deus” (Dt 22.5). Nessa
passagem Deus mostrava aos israelitas que deveria haver uma distinção
entre o homem e a mulher quanto à maneira de se vestirem. Esse princí-
pio da distinção, juntamente com os demais, foi aplicado por Paulo
numa situação ocorrida na igreja de Corinto (1 Co 11.2-15). Como cren-
tes da atualidade, também devemos reconhecer esse princípio e aplicá-
lo em conformidade com a cultura em que vivemos, e conforme o Espí-
rito Santo nos orientar. Como mordomos responsáveis por seu santuá-
rio, precisamos nos esforçar ao máximo para tratá-lo da maneira que
Deus aprova.

Simplicidade
Simplicidade, neste contexto, significa que o crente deve se vestir de
maneira discreta, sem excesso de adornos e sem ostentação. Observe como
Paulo e Pedro aplicaram esse princípio à vida dos crentes da igreja primi-
tiva (1 Tm 2.9; 1 Pe 3.3).

105
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

Tanto Jesus quanto Tiago falaram sobre os ricos que usavam roupas
caras (Lc 16.19; Tg 2.2). Não parece que Tiago e o Senhor tenham en-
contrado alguma falta no vestuário em si; contudo essas roupas tão caras
eram uma afronta à miséria dos pobres. A elegância que esses ricos os-
tentavam denunciava que eles eram pessoas que costumavam ceder aos
próprios caprichos, e não se importavam com as necessidades dos outros.
Essa, com certeza, não é a maneira que um mordomo de Deus deve se
vestir.

Modéstia
Paulo afirma claramente que a modéstia é um princípio importante a
ser seguido (1 Tm 2.9). Isso significa que o crente não deve usar roupas
com o propósito de expor seu corpo de maneira sensual, e nem imitar
aqueles que o fazem. O cristão precisa ter em mente que o seu corpo deve
ser usado para o serviço do Senhor (1 Co 6.13). Que o seu corpo seja
usado para a glória de Deus, e não para ser a causa de tropeço para os
outros (1 Co 10.31,32). A decadência moral do mundo é tão grande que
tudo o que dissermos sobre isso ainda será insuficiente.

Adequação
Diferentemente dos princípios já tratados, o da adequação relaciona-
se mais ao contexto cultural, à época, e ao lugar em que vivemos. Ou
seja, o que é adequado em certas culturas, épocas, ou lugares, pode não
ser adequado em outros. Em 1 Coríntios 11.13 o apóstolo Paulo faz men-
ção do princípio da adequação: para as mulheres de Corinto, não era
adequado cultuar a Deus com a cabeça descoberta.

106
CUIDANDO DO NOSSO CORPO

Às vezes um determinado comportamento pode se tornar inadequa-


do sem ser, necessariamente, pecaminoso. Por exemplo, não há nada de
errado em usar sandálias, mas para Moisés era inadequado usá-las na
presença de Deus (Êx 3.5). E mesmo nos dias de hoje existem lugares
em que os crentes precisam tirar os sapatos antes de entrar na igreja.
Também considera-se inadequado que um homem permaneça de cha-
péu dentro da igreja. Ao contrário, os judeus sempre usam um solidéu*
durante suas cerimônias religiosas. Da mesma forma, um traje de banho
é ideal para se usar na praia, mas totalmente inadequado para se usar na
igreja. Certamente o Espírito Santo pode orientar o cristão quanto à
forma de se trajar adequadamente em cada situação. Usando o vestuá-
rio apropriado, agradaremos a Deus e seremos uma bênção para os ou-
tros.

7 Associe cada situação (coluna da esquerda) ao princípio que deve ser


aplicado a fim de corrigi-la (coluna da direita). Escreva o número refe-
rente a cada princípio no espaço à frente das frases.

.... a João chega de um piquenique e vai 1) Distinção.


direto para a igreja, sem se preocu- 2) Modéstia.
par em vestir uma roupa mais apro- 3) Simplicidade.
priada. 4) Adequação.
.... b Jane usa vestidos curtos e insinuan-
tes, iguais aos de sua amiga não-cren-
te, Kelly.
.... c Maria costuma comprar jóias muito
caras, por isso nunca tem condições
de ajudar os outros.
.... d Marta tem o hábito de usar roupas ti-
picamente masculinas.
.... e Jorge usa ternos luxuosos e sapatos
caros para mostrar o quanto ele se
tornou rico e próspero.

* solidéu: espécie de boné sem aba, raso, usado no alto da cabeça.

107
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

autoteste

1 Ao contrário do descrente, o crente é capaz de controlar o próprio


corpo porque:
a) não está mais sob o domínio do pecado.
b) enfrenta problemas diferentes dos problemas do descrente.
c) sabe que não é o senhor do seu corpo.
2 Suponhamos que um amigo lhe faça a seguinte pergunta: “O que Deus
promete fazer em favor daqueles que consagram seu corpo a ele?” Circu-
le a letra correspondente a cada passagem que poderia ser citada ao res-
ponder-lhe.
a) Êxodo 15.26.
b) Provérbios 31.20.
c) Isaías 40.29,31.
d) Mateus 6.31-33.
e) Marcos 16.18.
f) 1 Coríntios 6.13.
g) Tiago 3.9.
3 Jane deseja seguir a primeira regra para ter uma vida saudável: ali-
mentar-se bem. Isso significa que ela deve comer:
a) muito, e a toda hora.
b) grande quantidade dos alimentos de que ela gosta.
c) grande variedade de alimentos.
4 Circule a letra em frente de cada afirmação VERDADEIRA.
a As emoções têm pouco efeito sobre o nosso corpo.
b O crente não precisa ficar preocupado em controlar os apetites físicos
normais que Deus lhe deu.
c Emoções como a ansiedade e os desgostos devem ser evitadas por
serem prejudiciais à saúde.
5 O princípio geral relativo à maneira de o mordomo de Deus se vestir,
que aparece primeiramente na Bíblia, diz respeito a:
a) ser modesto.
b) agradar a Deus.
c) fazer distinção.
d) evitar a ostentação.
e) agir com adequação.

108
CUIDANDO DO NOSSO CORPO

6 Suponhamos que você esteja ensinando a um grupo de jovens os


princípios que influenciam a forma de o crente se vestir. Ao lado de cada
princípio relacionado a seguir, escreva as referências bíblicas que você
utilizaria para ilustrá-lo ou ensiná-lo. Em alguns casos, o mesmo versículo
pode ser usado para ilustrar mais de um princípio.

a) Agradar a Deus .......................................................................................


b) Distinção.............................................................................................
c) Simplicidade.......................................................................................
d) Modéstia............................................................................................
e) Adequação..........................................................................................

respostas às perguntas de estudo

4 Segue-se um exemplo de como o quadro pode ser preenchido correta-


mente. Você pode alistar os versículos bíblicos em outra seqüência, mas
eles devem se associar corretamente aos assuntos.

Ouvidos Mateus 13.9 Ouvir o que dizem Jesus


Apocalipse 2.7 e o Espírito Santo.

Falar pelo Espírito.


Língua, Atos 2.4; 10.46; 19.6
Confessar que Jesus é
Lábios, Romanos 10.9,10
o Senhor.
ou Boca Hebreus 13.15
Oferecer louvores a
Tiago 3.9
Deus.
Agradecer e louvar a
Mãos Provérbios 31.20 Deus.
Marcos 16.18
Ser generoso.
Gálatas 6.11
Impô-las sobre os enfer-
Efésios 4.28
mos.
1 Timóteo 2.8
Escrever livros da Bíblia.
Trabalhar.
Pés Romanos 10.15
Levantá-las em oração.
Ir pregar o evangelho.

109
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

1 1 Coríntios 6.19 diz que o nosso corpo é o santuário do Espírito Santo.

5 Os exemplos corretos são: a) João e d) Maria.

2 A descrição b) apresenta a razão. Foi difícil escolher? Na descrição


a) existem duas afirmações erradas: 1) Às vezes o descrente tem cons-
ciência de seu estado de escravidão, e 2) Deus libertou o crente, mas
não para que este fosse o dono do próprio corpo, pois o dono é Deus.
Porém, Deus dá ao crente o poder de dominar o seu corpo.

6 As afirmações a) Os maus hábitos causam danos... e b) Os maus


hábitos podem acabar se tornando... são as razões corretas. A afir-
mação b) não seria uma boa resposta, porque certos hábitos (como os
bons hábitos de higiene) são benéficos. A afirmação c) também é in-
correta porque é possível, com a ajuda do Espírito Santo, que alguém
abandone qualquer hábito prejudicial.

3 b) Romanos 8.2.

7 a 4) Adequação.
b 3) Modéstia.
c 2) Simplicidade.
d 1) Distinção.
e 2) Simplicidade.

110
Lição 6
Investindo Nossos
Recursos

Até o momento, temos estudado a respeito da administração dos ele-


mentos que compõem a nossa vida, tais como o intelecto, a vontade, as
emoções, e o corpo. Agora passaremos a estudar a forma de administra-
ção de dois recursos de natureza muito pessoal que Deus confiou a nós: o
tempo e os talentos. Esses recursos são pessoais num sentido muito espe-
cial, porque estão intimamente relacionados à individualidade humana. É
fato que ninguém pode existir se não dispor dos fatores tempo e talentos.

Como mordomo de Deus, você precisa fazer o melhor uso dos recur-
sos que ele lhe deu. Esta lição foi preparada com o propósito de fornecer
orientações específicas a esse respeito. A primeira parte dará a você al-
gumas idéias sobre como utilizar bem o seu tempo; na segunda, você
verá como deve proceder para descobrir, aperfeiçoar, e empregar os seus
talentos para a glória de Deus.

esboço da lição

Faça Bom Uso do Seu Tempo


Algumas Reflexões Sobre o Tempo
Organizando o Seu Tempo
Invista Seus Talentos
Algumas Reflexões Sobre Talentos
Descobrindo Seus Talentos
Desenvolvendo Seus Talentos
Consagrando Seus Talentos

111
objetivos da lição

Ao terminar esta lição, você deverá ser capaz de:

Aliste os passos que você deve dar para lhe ajudar a descobrir e aper-
feiçoar seus talentos.
Apreciar o valor dos recursos pessoais de tempo e talentos que Deus
lhe deu, e consagrá-los a ele.

atividades de aprendizagem
1. Esta lição poderá mudar a sua vida! Poderá ajudá-lo a descobrir ta-
lentos ou aptidões ainda ocultos que poderá empregar na obra do Se-
nhor. Localize e leia todos os versículos bíblicos mencionados.
2. Responda às perguntas de estudo e confira suas respostas. Quando
houver uma orientação específica nesse sentido, escreva em seu ca-
derno a resposta solicitada. Ao terminar a lição, faça uma revisão da
mesma e depois responda ao autoteste. Após concluí-lo, confira suas
respostas.
3. Faça uma revisão de toda a Unidade Dois (Lições de 3 a 6), depois
preencha a Folha de Respostas do Relatório do Aluno, e encaminhe-
a ao seu instrutor do ICI.

palavras-chaves
categoria talento
compatível técnica
programação

112
INVESTINDO NOSSOS RECURSOS

desenvolvimento da lição
FAÇA BOM USO DO SEU TEMPO
Algumas Reflexões Sobre o Tempo
Objetivo 1: Identificar características do tempo e da natureza das
responsabilidades do ser humano sobre o seu tempo.
As Características Surpreendentes do Tempo
O tempo é algo extremamente surpreendente. Podemos compará-lo a
uma estrada, porém com algumas diferenças. Enquanto podemos avan-
çar ou retroceder numa estrada, no tempo só podemos avançar. Estamos
constantemente avançando em direção ao futuro, e nunca retornamos ao
passado. Podemos até voltar à cidade onde morávamos na infância, mas
não há como voltarmos a ser criança! Podemos parar numa estrada, por
alguns instantes, mas não podemos parar no tempo. Você não será eterna-
mente jovem; todos inevitavelmente caminham rumo à velhice, à morte,
e à eternidade.

Retroceder Avançar

Passado Futuro
... ...
O tempo é um bem muitíssimo precioso. Mas ao contrário dos outros
bens, não podemos comprar mais tempo de outra pessoa, e nem vender-
mos parte do nosso. Quantas pessoas não estariam dispostas a pagar uma
fortuna simplesmente para ter alguns anos a mais de vida! Também não
há como “armazenar” um período de tempo para usá-lo depois; se não
aproveitarmos cada momento agora, perderemos a oportunidade.
Há situações em que o tempo parece ser relativo. Por exemplo, ele
parece passar mais devagar para o aluno que para o professor. Igualmen-
te, parece passar mais lentamente para os membros da igreja, que para o
pregador que lhes fala.

Nosso Tempo de Vida


É Deus quem determina o tempo de duração de nossa vida na Terra,
conforme demonstra a experiência de Ezequias (2 Re 20.1-6). Vemos,

113
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

portanto, que Deus é o dono de nosso tempo. É ele quem dá a cada um de


nós o tempo que possuímos. E pensar que certas pessoas dizem que não
têm tempo para Deus!
Cada um é responsável perante Deus pela maneira como emprega seu
tempo. Uma vida de anos de serviços dedicados não é a mesma coisa que
apenas algumas horas finais da vida de uma pessoa que só se converteu
pouco antes de morrer. Não há como comparar a vida de Paulo (2 Tm
4.6-8) e a do malfeitor que se arrependeu na cruz (Lc 23.41-43). Os dois
foram salvos, porém Paulo dedicou os melhores anos de sua vida a Deus,
ao passo que o malfeitor só lhe deu os poucos momentos que lhe resta-
vam. E Deus sempre merece o primeiro e o melhor!
Deus prometeu prolongar a vida daqueles que o obedecem (Êx 20.12;
23.26; Dt 30.20; Sl 91.16; Pv 4.10). Quanto aos perversos, porém, Deus
reduz seu tempo de vida (1 Sm 2.31-33; Pv 10.27).
1 Qual destas afirmações expressa melhor a natureza da responsabilida-
de do ser humano sobre seu tempo?
a) Não importa a maneira como alguém usa o seu tempo, contanto que
no final ele se converta e vá para o céu.
b) Como é Deus quem dá o tempo ao ser humano, este terá que prestar
contas do uso que fez dele.
c) Já que não é possível armazenar nem ganhar mais tempo, não precisa-
mos nos preocupar tanto com a maneira como o usamos.
2 O tempo pode ser definido como:
a) uma estrada, na qual podemos avançar ou retroceder.
b) um bem muito precioso, do qual nós somos os donos.
c) um recurso que Deus nos permite administrar.
Organizando o Seu Tempo
Objetivo 2: Identificar a estratégia que ajudará a pessoa a resolver pro-
blemas relativos à administração do seu tempo.
Objetivo 3: Seguindo os exemplos dados na lição, relacionar por escrito
os nossos deveres em geral, os compromissos da semana,
uma programação diária, e uma lista de atividades a fazer.
Agora que você compreende que o seu tempo é um bem que Deus
colocou em suas mãos, nada mais justo que o utilizar conforme as instru-

114
INVESTINDO NOSSOS RECURSOS

ções do Senhor (Ef 5.16; Cl 4.5). Para isso, precisa organizar bem o seu
tempo. Como as horas relativas ao período de trabalho já estão preenchi-
das, trataremos somente da organização do restante de nosso tempo dis-
ponível. Aqui estão algumas sugestões:

Faça Uma Lista dos Seus Deveres


Você se lembra da Lição 2 e das três categorias de investimentos: Deus,
as outras pessoas, e nós mesmos? Lembra-se da estratégia concernente aos
nossos alvos, prioridades, e planos, na Lição 3? Pois bem, agora você pode
utilizar esses conhecimentos para dividir proporcionalmente o seu tempo,
reservando uma parte dele para cada um de seus deveres.

1. Separar tempo para Deus. Esse é o nosso dever principal e a nossa


prioridade máxima. Deus determinou que 1/7 de nosso tempo deve ser
dedicado especialmente a ele (Êx 20.9,10). Mas há ainda os momentos
devocionais particulares. Observe o exemplo de Jesus, relatado em Mar-
cos 1.35. Precisamos reservar um momento para ficarmos a sós com Deus,
orando e estudando a sua Palavra. Se não fazemos isso ou paramos de
fazê-lo, então temos uma dívida de tempo para com Deus, e devemos
saldá-la... Ou será que não? Qual é a sua opinião?

3 Qual seria uma maneira específica de pôr em prática, em sua vida, o


exemplo dado por Jesus, em Marcos 1.35?
..................................................................................................................................
2. Separar tempo para os outros. Primeiramente, se somos casados,
precisamos reservar tempo para o diálogo com nosso cônjuge, a fim de
tratarmos dos interesses em comum. Somos uma só carne (Gn 2.24); pre-
cisamos um do outro. Às vezes, porém, acontece de um casal viver sob o
mesmo teto como se fossem dois estranhos. Não separar um tempo espe-
cial um para o outro pode ser o primeiro passo para o fim do nosso casa-
mento, à medida que o tempo passa.

Em segundo lugar, precisamos reservar tempo para os filhos. Eles têm


suas próprias necessidades e problemas, e é nesse momento que podere-
mos tomar conhecimento do que se passa com eles e ajudá-los a encontrar
soluções. É nesse momento que temos a oportunidade de aconselhá-los e
de fazê-los perceber que eles são muito importantes para nós.

115
DESVENDANDO NOSSA PERSONALIDADE

Depois, é necessário dedicarmos tempo para nossos irmãos em Cris-


to. Precisamos separar tempo para adorar a Deus e estudar a Bíblia jun-
tos, e também de um tempo para uma calorosa comunhão com os demais
irmãos.

E, por último, precisamos reservar tempo para as outras pessoas em


geral. Esse é o tempo que dedicamos à obra do Senhor; é nesse tempo
que evangelizamos, pregamos, ensinamos, e aconselhamos. Esse é o tem-
po no qual podemos fazer alguma coisa em prol dos outros.

3. Separar tempo para nós mesmos. Parece um pouco egoísta, não é


mesmo? A verdade é que todos nós precisamos reservar momentos para
o descanso, o lazer, ou a meditação – e para fazer planos! Dessa maneira
estaremos em melhores condições de servir ao Senhor.

4 Divida uma página de seu caderno em três colunas, conforme a ilus-


tração a seguir. Em cada coluna (tempo para Deus, para os outros e para
si mesmo) anote as responsabilidades que você tem.

Tempo Para Tempo Para Outras Tempo Para Mim


Deus Pessoas Mesmo

116
INVESTINDO NOSSOS RECURSOS

Use Uma Agenda

Após haver feito a relação de seus deveres e compromissos, você


precisa anotá-los em uma agenda. Há agendas de diversos preços e de
todos os tipos, das mais simples às mais detalhadas. Escolha a que me-
lhor suprir as suas necessidades. Uma agenda simples é barata, e adequa-
da para registrar os compromissos que um trabalhador cristão provavel-
mente tenha.

O exemplo que se segue é uma sugestão para um crente autônomo.

Maio Maio

Segunda Quinta

08:00 Conversar com minha 14:00 Visitar os enfermos no


esposa. hospital.
08:30 Visitar João, que está 18:30 Ter uma conversa com
doente. meu filho.

Terça Sexta

10:00 Pagar a conta de luz. 20:00 Dirigir o louvor na


igreja.

Quarta Sábado

20:00 Ir à igreja. 14:00 Sair para convidar as


pessoas para a escola
dominical.

Domingo

10:00 Dar aula na escola


dominical.
18:30 Ir à igreja.

117
DESVENDANDO NOSSA PERSONALIDADE

Você pode estar se perguntando: “Qual é a real utilidade da agenda


para um obreiro cristão?” Eu diria que existem três:
1. Você não se esquecerá de seus compromissos, mesmo se tiver vá-
rios. (Antes de começar a usar agenda, certa vez me esqueci de
que havia assumido um compromisso de ir pregar em uma igreja!)
2. O uso da agenda vai impedir que você marque dois compromissos
para o mesmo dia e horário.
3. O uso da agenda o ajudará a programar o seu tempo com bastante
antecedência.

Naturalmente, é recomendável que você consulte sua agenda todos os


dias para se lembrar de seus compromissos. Tão logo você tenha um com-
promisso cumprido, poderá riscá-lo. Isso o ajudará a visualizar eventuais
compromissos não cumpridos que, se necessário, podem ser agendados
para uma data posterior.

5 Anote em seu caderno os seus compromissos para a próxima semana,


especificando os dias e horários. Siga o exemplo dado nesta lição.

Horário

Programe-se

É possível que você julgue desnecessário anotar na agenda o que já


faz parte de sua rotina: orar, ir à igreja, ir ao trabalho, etc. Nesse caso
você pode optar por fazer uma programação mais genérica, relacionando
nela suas atividades diárias habituais. Essa programação o ajudará a se
lembrar dos horários de seus compromissos diários, mas também será
útil para que os outros compreendam que em certos momentos você não
poderá estar disponível porque já tem algum compromisso fixo. Por exem-
plo, ninguém viria visitá-lo no horário em que sabe que você estará sain-
do para o trabalho. Entretanto, às vezes pode acontecer de um amigo ou
parente vir nos fazer uma visita justamente no momento em que estamos
prestes a sair para a igreja.

118
INVESTINDO NOSSOS RECURSOS

As duas sugestões de programação sugeridas a seguir são, a primei-


ra, para o crente que trabalha como empregado, e, a segunda, para a dona-
de-casa cristã. É claro que você pode fazer as adaptações necessárias
para se adequarem à sua realidade.
Programação – Empregado Programação – Dona-de-casa
06:00 Levantar-se
06:00 Levantar-se 06:30 Oração
06:30 Oração 06:45 Preparar café da manhã
07:00 Café da manhã 07:00 Café da manhã
07:15 Ir para o trabalho 07:15 Devocional com os filhos;
08:00 Início do expediente levar os filhos à escola
12:00 Almoço 07:30 Estudo bíblico
12:30 Estudo bíblico 08:00 Cuidar da casa;
13:00 Retornar ao Trabalho – fazer compras
turno da tarde 12:00 Almoço
17:00 Fim do expediente 12:30 Lavar a louça
17:45 Banho 13:00 Atividades com os filhos;
18:15 Jantar fazer visitas
18:45 Tempo livre 16:30 Preparar o jantar
19:00 Ir à igreja 18:00 Banho
21:30 Volta para casa 18:15 Jantar
22:00 Oração e repouso 18:45 Lavar a louça
19:00 Ir à igreja
21:30 Volta para casa
22:00 Oração e repouso

6 Em seu caderno, faça uma programação para o seu dia-a-dia, usando o


exemplo da lição como referência. Para ajudá-lo a se lembrar de incluir
todas as suas atividades e deveres, use a lista que você preparou como
resposta da pergunta 4.

Faça Uma Lista das Coisas que Precisa Fazer


Uma técnica que nos ajudará a fazer um bom uso do nosso tempo é
fazer, todos os dias, o planejamento das atividades do dia seguinte. Essa
técnica é particularmente útil para o trabalhador autônomo, para quem
exerce o ministério em tempo integral, ou para a dona-de-casa. Para fazê-
lo, é necessário anotar tudo aquilo que deve ser feito no dia seguinte.

119
DESVENDANDO NOSSA PERSONALIDADE

Geralmente as pessoas fazem apenas uma lista simples; porém, se houver


muitas coisas a serem feitas, talvez prefiram elaborar uma lista com sub-
divisões por tópicos. Eis um exemplo dessa lista:

Escrever para: Visitar:


Pastor N. N. Irmão J. B.
Superintendente Sr. Luís H.
Mamãe Família Souza

Comprar: Pagar:
3 lâmpadas Conta de luz
Selos Literatura do S. S.

Ter uma lista das coisas que precisam ser feitas vai ajudá-lo a fazer
tudo pontualmente. Por que ter de ficar se desculpando por ter demorado
demais a responder uma carta, ou por só conseguir visitar alguém que
esteve doente depois que ele já sarou, ou por fazer o pagamento de uma
conta na última hora, tendo de enfrentar uma fila quilométrica de pessoas
que fizeram o mesmo? Além disso, a lista dividida por tópicos evita que
nos esqueçamos de fazer, de uma só vez, coisas diferentes em lugares
próximos uns dos outros. Por que precisaremos voltar ao centro da cida-
de para colocarmos uma carta no correio, que esquecemos de colocar, ou
para comprar algo que também nos esquecemos?

7 Em seu caderno ou em uma folha separada, elabore uma lista de ativi-


dades a fazer. Observe se há duas ou três coisas que podem ser feitas de
uma só vez. Se houver, agrupe-as conforme o exemplo visto nesta lição.
8 Jaime se dá conta de que prometeu passear com seu filho no mesmo
horário em que havia combinado encontrar-se com um amigo para fazerem
um estudo bíblico. Para evitar problemas semelhantes no futuro, ele deve:
a) programar suas atividades do dia-a-dia.
b) fazer uma lista das atividades que precisa fazer.
c) usar uma agenda.
Seja Pontual
Existem algumas pessoas que amaldiçoam o inventor do relógio; elas
crêem que esse pequeno dispositivo transformou o homem em escravo do

120
INVESTINDO NOSSOS RECURSOS

tempo. E dizem que é por esse motivo que estão sempre atrasados para os
seus compromissos, e que não conseguem administrar seu tempo. Assim,
acabam não conseguindo fazer o que deveria ser feito no tempo certo.
O hábito de estar sempre atrasado pode ser um reflexo de atitudes que
tínhamos antes de nossa conversão. Nós acreditávamos ainda haver tem-
po de sobra antes do momento do acerto de contas com Deus. E muitos
ainda pensam assim. No entanto, é importante compreendermos que Deus
realiza seus planos no tempo determinado (Gl 4.4; Tt 1.2,3). Jesus, igual-
mente, gostava de fazer tudo no tempo certo, e desejava que seus segui-
dores também agissem assim (Lc 22.14; Jo 7.6).
Como mordomos do nosso tempo, também devemos observar a pon-
tualidade em todos os nossos deveres e compromissos. Isso também de-
monstrará que temos consideração para com os outros. Se, por exemplo,
temos um compromisso marcado com alguém para as 10:00, por que
chegarmos às 10:30, fazendo-o desperdiçar meia hora? O empregado
sempre se esforça para chegar pontualmente ao trabalho. Também deve-
ríamos ter o mesmo desejo de ser pontuais, chegando pontualmente para
iniciar uma reunião no horário pré-estabelecido.

Aproveite os Momentos de Espera


Você pode aproveitar o tempo que passa numa sala de espera, no ôni-
bus a caminho do trabalho, ou em viagem. Pode ler um livro, estudar uma
matéria, falar de Jesus à pessoa ao nosso lado, ou refletir sobre algo
edificante. Você pode fazer o mesmo em quaisquer situações semelhan-
tes, como numa fila no banco ou no correio.
9 Em seu caderno, relacione algumas maneiras pelas quais você pode
aproveitar os momentos de espera.

121
DESVENDANDO NOSSA PERSONALIDADE

INVISTA SEUS TALENTOS


Algumas Reflexões Sobre Talentos
Objetivo 4: Reconhecer afirmações que são compatíveis com o que Mateus
25.14-30 nos ensina sobre ser mordomos de nossos talentos.
Conforme mencionamos na Lição 2, em Mateus 25.14-30 Jesus nos ensina
que todos, indistintamente, são mordomos de Deus. A parábola que ele relata
ali compõe-se de três elementos: a) o homem, ou o dono, simbolizando Deus;
b) os servos, ou administradores, simbolizando toda a humanidade; e c) as
moedas de prata (talentos*), simbolizando nossos talentos ou habilidades.
Essa parábola também nos ensina quatro lições:
1. Deus dá talentos ou habilidades a cada pessoa. Cada servo rece-
beu uma determinada quantia de moedas.
2. Todos somos diferentes uns dos outros. Alguns são excepcionalmen-
te dotados; talvez até considerados gênios. Outros, que são a maioria,
situam-se dentro da média, isto é, possuem um nível de capacitação
mais comum. E há outros, ainda, não tão capazes como os demais.
3. Deus deseja que todos aperfeiçoem, de acordo com o plano dele,
os talentos que receberam do Senhor. Cada servo tinha o dever de
investir o dinheiro que recebera de seu senhor, a fim de lhe pro-
porcionar lucro.
4. Todos os seres humanos terão que prestar contas a Deus da ma-
neira como empregaram os talentos que Deus lhes deu. Os servos
que fizeram bons investimentos receberam sua recompensa, mas
o servo que não cumpriu seu dever foi castigado.
Certas pessoas possuem uma aptidão especial para desenhar; outras
têm bom ouvido para a música; outras têm facilidade para lidar com me-
cânica. Alguns são professores natos, enquanto outros possuem uma óti-
ma visão empresarial. Se perguntássemos a pessoas bem-sucedidas, tais
como escritores, compositores, poetas, outros artistas, e profissionais li-
berais, qual o segredo de seu sucesso, muitos deles responderiam: “Em
parte, meu sucesso se deve ao trabalho e dedicação contínuos, mas o
elemento principal é o talento que Deus me deu”.

* Nessa parábola, cada “talento” indica mil moedas de prata. Um ta-


lento equivalia a 35 kg. (N.T.)

122
INVESTINDO NOSSOS RECURSOS

10 Circule a letra correspondente a cada afirmação compatível com o


ensino de Jesus, em Mateus 25.14-30, sobre o uso dos talentos.
a) Tanto os que possuem menos talentos quanto os que possuem mais
têm o mesmo dever de investi-los.
b) Todos precisam aperfeiçoar seus talentos, quer sejam muitos, quer
poucos.
c) Na verdade, pouquíssimas pessoas possuem talentos ou habilidades.
d) O ser humano é livre para decidir se irá ou não prestar contas a Deus,
quanto ao uso dos seus talentos.
e) Todas as pessoas possuem os mesmos talentos ou habilidades.
11 A parábola registrada em Mateus 25.14-30 é composta de três ele-
mentos, que simbolizam:
a) Deus, o homem, e os servos.
b) os servos, os administradores, e o dono.
c) Deus, o ser humano, e os talentos.
d) o dono, as moedas de prata, e os talentos.
Descobrindo Seus Talentos
Objetivo 5: Escolher exemplos de pessoas que descobriram seus talen-
tos seguindo as sugestões apresentadas nesta lição.
Alguns acreditam que não possuem nenhum tipo de talento, e lamen-
tam o fato de não terem condições de fazer nada para Deus. Entretanto,
de acordo com os ensinos de Jesus, não há ninguém que seja totalmente
incapacitado; ninguém que não tenha recebido pelo menos um talento. O
que de fato acontece com essas pessoas é que elas ainda não descobriram
suas habilidades. É possível que esses talentos estejam bastante ocultos,
e adormecidos; mas estão dentro de cada um, “esperando” para serem
descobertos e utilizados. Caso você se encontre nessa situação, recomen-
do-lhe que faça três coisas:
1. Peça a Deus. Na Lição 3 vimos que Deus tem um plano para a sua
vida. Não há dúvida de que Deus deu a você o talento de que necessita
para realizar o plano divino em sua vida. Assim sendo, peça a Deus que o
oriente, ajudando-o a descobrir os talentos que possui para poder usá-los
para a glória dele.
Certa irmã estava entristecida porque achava que não possuía nenhum
talento. Quando ela levou o seu problema ao Senhor, lembrou-se de que

123
DESVENDANDO NOSSA PERSONALIDADE

sabia fazer salgadinhos deliciosos. Então decidiu iniciar em sua casa um


trabalho com crianças e convidou uma professora da escola dominical para
ajudá-la. Depois, fez limonada e muitos salgadinhos, e convidou as crian-
ças do bairro para uma festinha. As crianças foram e, no decorrer da festa,
a professora lhes ensinou alguns cânticos e contou uma história bíblica. O
sucesso da festinha foi tamanho que a irmã percebeu que deveria continuar
empregando seu talento daquela maneira. E assim, com o passar do tempo,
sua casa veio a se tornar um ponto de pregação naquela parte da cidade.

2. Olhe ao seu redor. Ao fazer isso, você irá detectar diversas neces-
sidades existentes em sua igreja, em seu bairro, e em sua cidade. E aí
você perceberá que há várias oportunidades de ajudar. Essas oportunida-
des são uma das maneiras que Deus usa para nos ajudar a descobrir nos-
sos talentos, e usá-los conforme a sua vontade. Foi assim, percebendo as
necessidades das crianças de seu tempo, que Robert Raikes instituiu a
primeira escola bíblica dominical, e Robert Baden-Powell fundou a orga-
nização dos Escoteiros.
3. Ouse tentar fazer coisas novas. Existe um ditado popular que diz:
“quem não se arrisca, não petisca”. Isso significa que se você não se arris-
car, isto é, se não tentar fazer coisas novas, jamais saberá se tem talento
para fazê-las ou não. Certa senhora, já com mais de oitenta anos de idade,
resolveu aprender a fazer pintura a óleo, como simples passatempo. Ela
jamais poderia imaginar que suas pinturas a tornariam mundialmente fa-
mosa! Quanto tempo ela jogou fora por não usar um talento adormecido
por tantos anos? Em minha experiência pessoal, precisei realmente de ou-
sar muito até chegar a escrever este livro. Sempre gostei de dar aulas, po-
rém, vinte anos atrás eu jamais imaginava que um dia me tornaria escritor.

124
INVESTINDO NOSSOS RECURSOS

Você tem um interesse especial em alguma atividade? Seja ousado!


Pode ser que Deus tenha lhe dado o talento para fazer justamente isso que
o atrai.
12 Circule a letra correspondente a cada descrição de alguém que esteja
seguindo as três recomendações dadas aqui, a fim de descobrir seus ta-
lentos.
a) Jaime não acha que possui nenhum talento que possa usar para o Se-
nhor. Entretanto, quando ora a respeito, lembra-se de que trabalha
muito bem na área de manutenção. Então, se oferece para fazer al-
guns dos consertos de que o prédio de sua igreja necessita.
b) Maria gosta muito de música, e fica imaginando se não possui talento
musical. Um dos líderes da igreja pede a ela que ajude na direção do
louvor na escola dominical. Maria, porém, se recusa, pois teme a pos-
sibilidade de cometer algum erro diante dos outros.
c) Miguel já notou que em sua igreja não existe uma classe de escola
dominical para os adolescentes entre 12 e 15 anos. Então ele conver-
sa com o pastor sobre essa situação, e a liderança decide que ele pode
começar essa classe. Em pouco tempo, um bom número de adoles-
centes já freqüenta a nova classe.
13 Talvez você tenha talentos ocultos. Alguma vez já tentou descobri-
los? Em seu caderno, responda as perguntas seguintes:
a) Tenho orado, pedindo a orientação de Deus especificamente para des-
cobrir quais são os talentos e as habilidades que ele me deu?
b) Quais são as necessidades existentes em minha igreja, em meu bairro,
e na cidade? Existem oportunidades para que eu possa colaborar?
c) Quais são algumas novas atividades nas quais eu tenho interesse, e
que posso me arriscar a fazer?
Desenvolvendo Seus Talentos
Objetivo 6: Identificar afirmações que expliquem o que significa para
uma pessoa aperfeiçoar e dedicar seus talentos.
O Aperfeiçoamento é Necessário
Todos nós temos talentos inatos para fazer determinadas coisas; en-
tretanto, se não os investirmos, ou seja, se não os aperfeiçoarmos, corre-
mos o risco de perdê-los (Mt 25.28). Na parábola, até mesmo o servo
negligente tinha uma certa capacidade, por isso o seu senhor confiou-lhe

125
DESVENDANDO NOSSA PERSONALIDADE

algumas moedas de prata. Você também tem determinados talentos, os


quais Deus lhe confiou, e sua vontade é que você os aperfeiçoe.
O Aperfeiçoamento é Possível
Você pode aperfeiçoar seus talentos em duas etapas. A primeira consiste
em observarmos e ouvirmos atentamente aqueles que fazem bem aquilo que
desejamos aprender; depois devemos imitá-los, e praticar. Ninguém nasce
sabendo, mas todos nascemos com a capacidade de aprender uma série de
coisas. Dentre estas, as primeiras são andar e falar, e nós aprendemos a fazê-
lo, não é verdade? Do mesmo modo, se tivermos o talento nato para fazer-
mos algo, poderemos desenvolvê-lo através desse método muito simples de
aprendizagem. Por exemplo, você deseja aprender a lecionar? Então observe
um bom professor dando aulas, e procure imitá-lo. Você deseja aprender a
tocar um instrumento? É possível fazê-lo, mesmo sem saber ler uma partitu-
ra. Se você tiver bom ouvido para música, basta observar atentamente como
um bom músico toca, seguir suas orientações, e depois treinar exaustivamen-
te. Não desanime se os primeiros sons não forem muito bons; continue a
treinar constantemente e, com o tempo, você se tornará um expert .
A segunda etapa do aperfeiçoamento de nossos talentos seria fazer
um curso específico, no qual você iria adquirir maior conhecimento e
aumentar sua habilidade naquilo a que já vem se dedicando. E pode ser
que você prefira começar a fazer um curso sobre algo de que não tem
nenhum conhecimento prévio. Nesse caso, gostaria apenas de salientar
que se você aprender alguma coisa que nunca irá usar na prática, isso não
o ajudará, de fato, a aperfeiçoar seus talentos. Você só aprenderá a usar o
martelo, se de fato começar a martelar; mesmo que no início você acerte
um dos seus dedos!
14 Se você fosse explicar a um amigo por que é importante que ele
aperfeiçoe seus talentos, qual destas passagens bíblicas seria a melhor
para você citar?
a) Êxodo 31.1-11.
b) Mateus 25.28.
c) 1 Pedro 4.10.
Consagrando Seus Talentos
Alguns colocam os talentos que Deus lhes deu a serviço do mal. Ou-
tros usam-nos somente em proveito próprio. Porém, felizes são aqueles

126
INVESTINDO NOSSOS RECURSOS

que consagram seus talentos ao Senhor, empregando-os em sua obra!


Quem recebeu de Deus uma bela voz deve usá-la para glorificá-lo. Você
é um carpinteiro ou um pedreiro? Seus talentos, se forem consagrados a
Deus, poderão ser uma bênção para a igreja, quando esta for realizar uma
construção ou necessitar de reparos.

15 Quais são alguns dos talentos que você possui, e que deseja consagrar
a Deus?
..................................................................................................................................

Um jovem cristão reparou que os ônibus de seu país tinham adesivos


com todo tipo de anúncio, mas nada havia que se referisse a Jesus ou à igreja.
Isso fez com que ele decidisse usar a serviço de Deus o talento que o próprio
Deus lhe dera. Começou a fazer adesivos com temas evangélicos, para serem
colados nos ônibus. Com o passar do tempo, ele acabou se dedicando a essa
atividade em tempo integral. Atualmente, ele é diretor de uma grande empre-
sa que distribui milhares desses adesivos para várias partes do mundo.

O exemplo bíblico de Dorcas tem inspirado milhares de mulheres


cristãs a consagrarem seus talentos à obra do Senhor. Através do manu-
seio de suas agulhas e linhas, elas têm cooperado com o progresso do
reino de Deus, beneficiando a muitos. E é dessa maneira que Deus quer
que empreguemos os talentos que ele nos deu (1 Pe 4.10).

Deus pode conceder uma capacitação especial àqueles que consa-


gram seus talentos a ele. Ele pode lhes dar sabedoria e habilidade sobre-
natural para realizarem a obra dele. Observe em Êxodo 31.1-11 e 35.30-
36 como Deus encheu dois artesãos israelitas com o seu Espírito. Se você
pedir ao Senhor, ele poderá abençoá-lo da mesma maneira.

16 Samuel deseja dedicar a Deus a sua habilidade de consertar aparelhos


mecânicos em geral. Isso significa que Samuel deve:
a) fazer um curso sobre conserto de aparelhos mecânicos.
b) continuar treinando o conserto de aparelhos mecânicos.
c) utilizar sua habilidade para glorificar a Deus.

••• 127
DESVENDANDO NOSSA PERSONALIDADE

autoteste
1 Se Jorge crê que Deus é o verdadeiro dono de seu tempo, ele:
a) deve utilizar bem todo o seu tempo, para fazer uma boa prestação de
contas a Deus.
b) deve se preocupar em dedicar a Deus os últimos anos de sua vida.
c) não precisa se importar com o assunto, pois o seu tempo pertence a
Deus.
2 Nosso tempo é diferente dos demais recursos porque:
a) possuímos uma quantidade infinita de tempo.
b) não é alguma coisa da qual somos diretamente responsáveis.
c) Deus está mais interessado em como usamos o nosso tempo.
d) é impossível comprarmos mais tempo ou vendermos parte do nosso.
3 Associe cada atividade (coluna à esquerda) com o tipo de responsabi-
lidade relativo a ela (coluna à direita). Escreva o número da responsabi-
lidade em frente da atividade.
.... a Conversar com sua filha. 1) Tempo para Deus.
2) Tempo para os outros.
.... b Participar de um culto de adoração.
3) Tempo para si próprio.
.... c Passear com seus filhos.
.... d Ler a Bíblia e orar.
.... e Conversar com seu cônjuge sobre
um determinado problema.
.... f Separar tempo para o lazer.
.... g Fazer planos para o futuro.
.... h Visitar um amigo doente.

128
INVESTINDO NOSSOS RECURSOS

4 Seguem-se, à esquerda, situações em que ocorrem problemas. Esses


problemas poderiam ser resolvidos se cada pessoa em questão organizas-
se seu tempo usando um dos recursos mencionados à direita. Escreva o
número dos recursos em frente de cada problema que eles resolveriam.
.... a A amiga da Nancy chega para
visitá-la na hora em que ela está 1) Usar uma agenda.
saindo para a igreja. 2) Fazer uma programação
.... b João se dá conta de que se com- das atividades do dia-a-
prometeu a pregar em duas igre- dia.
jas no mesmo dia e horário. 3) Fazer uma lista dos com-
.... c Maria precisa voltar ao centro da promissos do dia seguin-
cidade, pois se esqueceu de com- te.
prar selos.
.... d Tom tem que entrar numa fila enor-
me, com outros que, como ele,
deixaram para pagar uma conta no
último dia.
.... e William se esquece de que está
escalado para dirigir o louvor no
culto de sua igreja.
5 A parábola de Mateus 25.14-30 nos diz que os servos tinham que
prestar contas de seus investimentos ao seu senhor. Isso indica que:
a) na realidade, os talentos que uma pessoa possui pertencem a Deus,
por isso tem a obrigação de prestar contas a Deus de como os utiliza.
b) a parábola diz respeito àqueles que, de fato, são servos; não àqueles
que são autônomos.
c) o homem (senhor) simboliza os pais de alguém ou os líderes da igre-
ja.

6 Jane gostaria de investir sua habilidade de ensinar. Nesse caso, ela


deve:
a) orar, pedindo a Deus que lhe revele quais habilidades ela possui.
b) guardar cuidadosamente esse talento, sabendo que isso é tudo o que
ela possui.
c) procurar aprender sobre ensino, e pôr em prática o que aprender.

••• 129
DESVENDANDO NOSSA PERSONALIDADE

repostas às perguntas de estudo


9 Resposta pessoal.
1 b) Como é Deus quem dá o tempo ao ser humano, este terá que
prestar contas do uso que fez dele.
10 As afirmações a) e b) são compatíveis; as outras três, não.
2 c) um recurso que Deus nos permite administrar.

11 c) Deus, o ser humano, e os talentos. Conforme a lição ressalta, os


três elementos da parábola são o dono, os administradores, e as
moedas de prata. Eles simbolizam Deus, o ser humano, e os talen-
tos. Não devemos confundir os três elementos com aquilo que
eles representam.
3 Resposta pessoal. Provavelmente você mencionou a necessidade de
reservar diariamente um momento para a oração e o estudo da Pala-
vra de Deus.
12 a) Jaime e c) Miguel. Qual das orientações dadas na lição você acha
que ajudaria, se Maria seguisse?
4 Resposta pessoal. Você deixou de fora alguma pessoa ou alguma
atividade importante?
13 Espero que você tenha refletido profundamente antes de responder a
essas perguntas. Suas respostas poderão levá-lo a descobrir certos
talentos que não sabia que tinha. Além disso, é possível que você
tenha notado algumas necessidades ao seu redor, que você pode aju-
dar a suprir.
5 Resposta pessoal. Você incluiu tudo o que já tinha se comprometido a
fazer? Existem outras responsabilidades para as quais você precisa
separar tempo? Se existem, encontre um tempo para elas e anote-as
também.

130
INVESTINDO NOSSOS RECURSOS

14 b) Mateus 25.28. Esse versículo nos mostra que é possível que


alguém venha a perder seu talento se não o desenvolver ou inves-
tir. Êxodo 31.1-11 refere-se mais ao fato de que Deus pode dar uma
capacitação especial a alguém, e 1 Pedro 4.10 trata de como deve-
mos empregar nossos talentos.

6 Resposta pessoal. Você se lembrou de reservar tempo para Deus, para


sua família, para os outros, e para si próprio?

15 Resposta pessoal.

7 Resposta pessoal. Você descobriu alguma forma de evitar viagens des-


necessárias? Existe alguma coisa importante e que deve ser feita de
imediato?

16 c) utilizar sua habilidade para glorificar a Deus. As opções a) e b)


relacionam-se mais com o aperfeiçoamento dos talentos de Samuel,
que com a dedicação deles.

8 c) usar uma agenda. Jaime deve anotar quando fizer algum plano de
passear com seu filho. Ao consultar a agenda, ele verá que precisa
combinar com seu amigo um outro horário para fazerem o estudo
bíblico.

131
DESVENDANDO NOSSA PERSONALIDADE

Anotações

132
Unidade 3
A MORDOMIA
E AS NOSSAS
RESPONSABILIDADES
134
Lição 7
Nosso Dinheiro
e Nossas Posses

O que você estudou até aqui já lhe proporcionou a capacitação neces-


sária para administrar todos os elementos e recursos de natureza pessoal;
ou seja, o intelecto, a vontade, as emoções, o corpo, o tempo, e os talen-
tos. Entretanto, como você sabe, a nossa individualidade não é o único
bem que Deus nos confiou. Existem outros, dentre os quais estão o di-
nheiro e os bens materiais. Esta lição trata desses bens.

É muito importante que você saiba administrar o dinheiro e os bens


que Deus deixou sob os seus cuidados. Com esse propósito em mente,
apresentaremos, nesta lição, os princípios que devem nos orientar, as ati-
tudes corretas que precisamos ter, e os procedimentos que nos ajudarão a
cumprir o nosso dever.

esboço da lição

Estabelecendo os Princípios
Os Direitos de Deus
Os Ensinamentos de Jesus
As Declarações dos Servos de Deus
Mantendo Uma Atitude Correta
Dois Males que Devemos Evitar
Duas Virtudes que Devemos Cultivar
Administrando o que Deus nos Dá
Ganhando Dinheiro
Fazendo um Orçamento
Colocando Deus em Primeiro Lugar
Usando o Dinheiro com Sabedoria

135
objetivos da lição
Ao terminar esta lição, você deverá ser capaz de:

Explicar o que a Bíblia ensina sobre o ser humano e as riquezas.

Aplicar à sua vida os princípios que devem orientar o mordomo cris-


tão quanto à maneira de ganhar e administrar seu dinheiro.

atividades de aprendizagem

1. Esta é uma lição bastante prática. Ela contém várias sugestões no sen-
tido de ajudá-lo a administrar melhor o seu dinheiro e os seus bens.
Certifique-se de responder a todas as perguntas de estudo.
2. Lembre-se de procurar no glossário, no final do livro, a definição de
qualquer palavra-chave que você não conhecer. Também não se es-
queça de localizar cada versículo bíblico mencionado.
3. Quando terminar a lição, faça uma revisão da matéria e, em seguida,
responda ao autoteste e confira suas respostas.

palavras-chaves
acumular implacável porcentagem
despesas inflação preocupação
direito de propriedade lucro renda
dízimo orçamento sistematicamente
explorar

136
NOSSO DINHEIRO E NOSSAS POSSES

desenvolvimento da lição

ESTABELECENDO OS PRINCÍPIOS

Objetivo 1: Identificar exemplos e afirmações compatíveis com o ensi-


no bíblico sobre dinheiro e bens.

Nas lições 1 e 2 refletimos sobre os conceitos de que Deus é o dono


de tudo e o ser humano, seu administrador. Com relação ao dinheiro e aos
bens, esses conceitos são muito importantes porque, afinal, estamos mais
acostumados a pensar em um administrador como sendo alguém que ad-
ministra dinheiro e bens.

Os Direitos de Deus

As riquezas neste mundo consistem exatamente de dinheiro e bens.


Entretanto, quanto ao dinheiro, que desde os tempos mais remotos é re-
presentado pelo ouro e pela prata, Deus diz: “Minha é a prata, meu é o
ouro” (Ag 2.8). E quanto aos bens materiais, dos quais a terra é o princi-
pal, a Palavra de Deus afirma: “a terra é do Senhor” (Êx 9.29). É impor-
tante observarmos como em Levítico 25.23 Deus dá aos israelitas o direi-
to de usarem a terra, porém reserva para si o direito de propriedade sobre
a mesma. Vemos, portanto, que a terra de fato não pertence ao ser huma-
no, mas a Deus.

1 Considerando os direitos de Deus, qual deve ser a nossa atitude com


relação aos nossos bens?
..................................................................................................................................

Os Ensinamentos de Jesus
Uma grande parte dos ensinamentos de Jesus tem a ver com o homem
e as riquezas. Desses ensinos, os principais são:
1. Não devemos acumular riquezas para nós mesmos aqui na ter-
ra (Mt 6.19-21). Fazer isso seria uma tolice (Lc 12.16-21; Mc
8.36).
2. Não podemos servir a Deus e às riquezas (Mt 6.24).

137
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

3. Devemos investir nossos bens para ajudar aos pobres. Fazer isso
é acumular tesouros no céu (Mt 6.20; 19.21; Lc 12.33; 16.9).
4. Dificilmente os ricos entrarão no reino de Deus (Lc 18.18-25).

Todos esses ensinos nos revelam a seguinte verdade: o ser humano


não deve usar suas riquezas como achar que deve, mas conforme a vonta-
de de Deus. E isso é bem razoável, levando-se em conta que é Deus, e
não o homem, o verdadeiro dono das riquezas. Além disso, Jesus ilustrou
com muita clareza o fato de que o ser humano é apenas o mordomo de
suas riquezas, como vemos nas parábolas dos talentos (Mt 25.14-30), do
administrador infiel (Lc 16.1-8), e das dez minas (Lc 19.11-26). Em to-
das essas situações os servos administravam as riquezas de seu senhor.

As Declarações dos Servos de Deus

Na antigüidade, uma das pessoas que compreenderam plenamente o


significado da mordomia foi o rei Davi. Ele afirmou que Deus é o verda-
deiro dono das riquezas (1 Cr 29.12, 16). E ao empregar na construção
do templo as riquezas que ele e o povo de Israel haviam reunido para esse
fim, ele disse que estava simplesmente devolvendo a Deus o que lhe per-
tencia (1 Cr 29.14,16,17).

Os primeiros discípulos também não se consideravam donos de nada


do que possuíam (At 4.32). Ao contrário, seguindo os ensinamentos de
Jesus, eles empregavam seus bens em benefício dos pobres (At 2.45;
4.34).

138
NOSSO DINHEIRO E NOSSAS POSSES

Semelhantemente, o apóstolo Paulo afirmou que nós mesmos não


somos donos das coisas que possuímos neste mundo; somos tão-somente
usuários, pois “nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma po-
demos levar dele” (1 Tm 6.7).
2 Circule a letra em frente de cada descrição das pessoas que estão
agindo segundo os ensinos bíblicos sobre o dinheiro e os bens.
a) Rafael trabalha arduamente para ganhar o dinheiro que tem; por isso,
se considera o dono legítimo dos seus bens, e acredita que pode gastá-
los como quiser.
b) Jane usa uma parte de seu dinheiro para ajudar uma família carente a
comprar roupas para as crianças.
c) Timóteo guarda todo o seu dinheiro em local seguro, e sempre vai
guardando mais, para aumentar o que tem.
d) Seguindo a direção de Deus, José decide ser pastor, mesmo sabendo
que não irá ter uma remuneração alta nessa função.

MANTENDO UMA ATITUDE CORRETA


Objetivo 2: Dentre várias descrições e exemplos de atitudes que uma
pessoa pode tomar com relação ao dinheiro e aos bens, se-
lecionar aqueles que são corretos de acordo com os ensina-
mentos bíblicos.
Dois Males que Devemos Evitar
A Ganância
O pecado da ganância consiste num desejo insaciável de conseguir
sempre mais e mais. Certo multimilionário foi entrevistado por um grupo
de jornalistas. Um deles perguntou-lhe: “Acreditamos que o senhor já
tenha conseguido tudo o que desejava na vida. Mas será que ainda existi-
ria alguma coisa que o senhor deseja possuir?” E ele respondeu: “Meu
jovem, só há uma coisa que eu desejo de verdade: ter um pouco mais do
que eu já tenho”. Que mestre mais tirano as riquezas podem se tornar!
Não foi à toa que Jesus disse: “Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra
todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade
dos seus bens” (Lucas 12.15 – Nova Versão Internacional).
O apóstolo Paulo refere-se à ganância como sendo idolatria (Cl 3.5),
colocando-a lado a lado com alguns dos pecados mais hediondos (Ef 5.3-

139
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

5). Em um outro lugar ele disse que “os que querem ficar ricos caem em
tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas”
(1 Tm 6.9). Isso mostra que não são só os ricos que caem no pecado da
ganância. Na verdade, alguém já disse que esse é o pecado que ninguém
tem coragem de confessar. Além do mais, Paulo afirmou que o amor ao
dinheiro é a raiz de todos os males (1 Tm 6.10). Que nós possamos ter
plena convicção de que amamos o Senhor que nos confiou os bens, e não
os bens que o Senhor nos confiou!

3 Por que Jesus nos alertou para que ficássemos de sobreaviso contra a
ganância?
..................................................................................................................................

A Preocupação

A emoção perniciosa da preocupação caminha lado a lado com a ga-


nância. Por vezes, parece que uma provoca a outra. Jesus, porém, dei-
xou-nos muitos ensinos sobre a preocupação demasiada com as necessi-
dades materiais. De fato, em Mateus 6.25-34 Jesus nos dá três razões
para que não fiquemos preocupados:
1. Foi Deus quem nos deu a vida e o corpo. A vida tem mais valor
que o alimento que a sustém; o corpo é mais valioso que as roupas
que o vestem. Então, se Deus nos deu esses bens, ele também
proverá tudo o que precisarmos para sustentá-los. Ele não nos
deixará perecer de fome nem ficar sem ter o que vestir. Ele não
permite que tais coisas aconteçam nem mesmo com os pássaros
ou com as flores; quanto mais conosco, que somos seus mordomos!
2. Deus já sabe que precisamos de alimento e vestuário, e está sem-
pre disposto a dá-los a nós.
3. Cada dia traz os seus próprios cuidados; portanto é um sofrimento
inútil anteciparmos para hoje as preocupações de amanhã.
O apóstolo Paulo também diz que não devemos ficar preocupados
com nada; mas devemos, em oração, apresentar as nossas necessidades
ao Senhor (Fp 4.6). Paulo estava certo de que Deus supre todas as nossas
necessidades (Fp 4.19).
O apóstolo Pedro nos dá um conselho semelhante: “Entreguem todas
as suas preocupações a Deus, pois ele cuida de vocês” (1 Pedro 5.7 – A

140
NOSSO DINHEIRO E NOSSAS POSSES

Bíblia na Linguagem de Hoje). Devemos nos preocupar, então, em agradar


aquele que nos concede todas as coisas de que necessitamos, em vez de
nos preocuparmos com as próprias coisas.

Cerca de dezenove anos atrás, eu pensei que pela primeira vez em


nossa vida eu e minha família não teríamos o que comer no almoço. Sim-
plesmente não tínhamos nada em casa para comer. Eu e minha esposa já
havíamos nos conformado com a idéia de ficar com fome, se essa fosse a
vontade de Deus (Fp 4.12). Mas eu não conseguia compreender por que
nossa filhinha de apenas um ano de idade tinha que passar por aquilo.
Porém, nada disso aconteceu! Deus já havia preparado tudo dez dias an-
tes, para que naquele dia fôssemos supridos, de modo que recebemos
alimento suficiente para mais de um mês! Deus verdadeiramente supre as
necessidades de seus filhos e cuida deles. Deus pode fazer por você a
mesma coisa que fez comigo se, talvez, você tiver de atravessar um perí-
odo de extrema dificuldade financeira.

4 Existem coisas com as quais você tem se preocupado em demasia? Se


há, escreva-as em seu caderno e comece a orar para que o Senhor o ajude
a confiar nele para cuidar delas. Entregue a Deus, em oração, essas preo-
cupações, assim você não vai mais se preocupar com elas. Responda: Por
que devemos entregar as nossas preocupações ao Senhor?
..................................................................................................................................

Duas Virtudes que Devemos Cultivar


O Contentamento
Ao contrário da ganância, o contentamento consiste em estarmos sa-
tisfeitos com aquilo que temos, seja muito, seja pouco (Hb 13.5). O con-
tentamento não se caracteriza nem pelo desejo de possuir riquezas, e nem
pela resignação à pobreza (Pv 30.8,9).

Conforme Mateus 25.15, Deus distribui seus bens de acordo com a


capacidade de administração de cada mordomo seu. A alguns ele dá mais;
a outros, menos. Entretanto se um mordomo receber poucos bens, mas
for fiel em sua administração, Deus lhe dará mais (Mt 25.21). Assim,
devemos nos contentar com o que Deus nos deu (1 Tm 6.6, 8) e crer que
no momento certo ele nos dará mais.

141
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

O mordomo cristão deve saber distinguir as suas necessidades de


seus desejos. Deus prometeu nos dar tudo o que necessitamos (Fp 4.19),
o que não significa que ele está disposto a nos dar tudo o que desejamos
(Tg 4.3). E por causa do seu cuidado para conosco, ele sabe perfeitamente
o que é melhor para nós. Caso um cristão tenha recebido tudo o de que
precisa, tem motivos de sobra para estar contente.

A Generosidade
A generosidade é a virtude que nos leva a dar com liberalidade. É,
inclusive, um dos atributos de Deus (1 Tm 6.17), que foi generoso ao
ponto de dar seu próprio Filho para morrer por nós (Jo 3.16). Tanto a
generosidade como o contentamento opõem-se à ganância. O ganancioso
acumula bens para si mesmo, mas o generoso emprega os seus bens em
favor dos outros (At 2.45; 4.34-37).

Na Lição 2, vimos que o ato de dar é uma forma de investir os bens


pertencentes a Deus, portanto podemos afirmar que dar é um aspecto
importante da mordomia cristã. Nesse sentido, podemos dizer que en-
quanto o ganancioso se apropria dos bens de Deus e os usa a seu bel-
prazer, o generoso somente os administra, usando-os segundo a vontade
do Senhor.

Evidentemente, Deus quer que cada um de seus mordomos seja gene-


roso. E essa generosidade deve ser demonstrada, em primeiro lugar, em
seu relacionamento com Deus (Êx 35.5). Ninguém deve se apresentar de
mãos vazias perante Deus (Dt 16.16,17).

5 Em seu caderno, faça uma relação das diversas maneiras pelas quais
você pode demonstrar a sua generosidade para com Deus.

142
NOSSO DINHEIRO E NOSSAS POSSES

Um exemplo marcante de generosidade é o de Maria, em João 12.3. Ela


trouxe uma oferta muito valiosa a Jesus. No entanto, o que de fato importa não
é o valor da oferta em si; o verdadeiro valor daquela oferta era o fato de repre-
sentar a expressão do amor de Maria pelo Senhor Jesus. E ele disse que onde
quer que o evangelho fosse pregado, esse ato dela seria sempre lembrado.

Uma importante questão que devemos considerar é: Uma pessoa po-


bre pode ser generosa? De acordo com o ensino bíblico, sim. No Velho
Testamento Deus determinou que se alguém não tivesse condições de
oferecer em sacrifício um bezerro, um cordeiro, ou um cabrito, deveria
ofertar duas rolas ou dois pombos (Lv 1.14; 5.7; 12.8). Inclusive José e
Maria, que eram pobres, tiveram que cumprir essa obrigação (Lc 2.24).
O exemplo da viúva que ofertou as duas moedinhas que tinha (Lc
21.2-4) confirma o fato de que é possível que alguém pobre seja muito
generoso. Ela era extremamente pobre, porém deu “tudo o que possuía,
todo o seu sustento” (v. 4). Do mesmo modo, os crentes da Macedônia,
embora sendo muitíssimo pobres, foram extremamente generosos, e de-
ram além do que podiam (2 Co 8.1-3).

6 Suponhamos que alguns amigos seus façam as afirmações que se se-


guem. Com base no que aprendeu nesta lição, assinale as letras corres-
pondentes às afirmações com as quais você CONCORDA.
a) “É impossível que um pobre seja ganancioso.”
b) “A Bíblia diz que a raiz de todos os males é o dinheiro.”
c) “Jesus disse às pessoas para não se preocuparem com as necessidades
materiais.”
d) “A diferença entre o ganancioso e o generoso é a quantidade de bens
que cada um possui.”
e) “É possível uma pessoa pobre ser generosa.”

143
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

7 Na pergunta de estudo nº 6 você concordou com algumas afirmações


e discordou de outras. Leia novamente cada uma. No quadro a seguir, ao
lado da mesma letra, escreva “concordo” ou “discordo” com a afirma-
ção. Na coluna seguinte, escreva ao menos uma referência bíblica que
sirva de base à sua resposta. A primeira já está respondida, para
exemplificar.

Afirmação Concordo / Discordo Base Bíblica - Referência

a) Discordo 1 Timóteo 6.9

b)

c)

d)

e)

ADMINISTRANDO O QUE DEUS NOS DÁ

Ganhando Dinheiro

Objetivo 3: Verificar exemplos de pessoas que estejam aplicando os


princípios bíblicos relativos a ganhar dinheiro.

O subtítulo acima parece estranho, não é? Contudo, “ganhar dinhei-


ro” não implica necessariamente em acumular riquezas. Na parábola dos
talentos, lemos que o senhor recompensou os servos que fizeram investi-
mentos lucrativos, e puniu o servo que não fez investimento nenhum.
Isso demonstra que Deus deseja que nós ganhemos dinheiro pois, na ver-
dade, ganhar dinheiro também é parte da nossa mordomia.

Entretanto alguém poderá questionar: “Mas o dinheiro não é maléfi-


co?” Certamente que não. É verdade que há quem o chame de “dinheiro
sujo” ou de “vil metal”; o que é errado é o amor ao dinheiro, e o que é vil
e sujo é o mau uso que se faz dele. O dinheiro em si mesmo pode ser uma

144
NOSSO DINHEIRO E NOSSAS POSSES

bênção. Ele pode servir para promover a obra de Deus no mundo, para
ajudar os pobres, e para suprir as nossas necessidades pessoais. Se um
mordomo faz investimentos mantendo esses alvos em mente, Deus irá
prosperá-lo. Abraão, Isaque e Jó foram homens consagrados a quem Deus
fez prosperar (Gn 12.5; 26.12,13; Jó 1.1-3; 42.12). Porém, o mordomo
cristão deve se submeter a certos princípios relativos à maneira de ganhar
dinheiro.

1. O mordomo cristão deve ganhar dinheiro por meio do trabalho.


Essa é a maneira honesta de ganhar dinheiro (Ef 4.28). O apóstolo Paulo
nos ensina que os cristãos devem “arranjar trabalho e ganhar seu próprio
sustento” (2 Tessalonicenses 3.12 – A Bíblia Viva), e que “se alguém não
quer trabalhar, também não coma” (2 Ts 3.10). A relação entre trabalho e
renda foi estabelecida pelo Senhor; ele mesmo disse que o trabalhador é
digno de seu salário (Lc 10.7). Porém, quando um cristão se recusa a
trabalhar, entregando-se à preguiça, não só as dificuldades da pobreza o
afligem grandemente, como também o nome de Deus é envergonhado
(Pv 13.4; 20.4; 24.30-34).

8 Em seu caderno, faça uma lista das diversas maneiras pelas quais o
dinheiro pode ser uma bênção.

O mordomo cristão deve analisar com seriedade se está de fato ga-


nhando dinheiro honestamente quando, através de seu trabalho, está
colaborando para a prosperidade de a) um patrão que o faça prejudicar
os outros por meio da mentira, da fraude, ou da traição, ou b) uma
empresa que fabrica ou vende produtos que poderão prejudicar, ou
mesmo destruir, a vida dos outros, tais como bebida alcoólica, cigarro,
e armas.

2. O mordomo cristão não deve ganhar dinheiro de maneira deso-


nesta. O apóstolo Paulo afirma que o obreiro cristão, por ser um mordomo
de Deus, não deve ser ganancioso (1 Tm 3.3; Tt 1.7). Consequentemente,
o crente não deve querer ganhar dinheiro por meio de:

a. Furto. A idéia de roubar dos ricos para dar aos pobres é popular
em alguns lugares; contudo, a Bíblia não faz nenhuma distinção
entre este ou aquele tipo de furto (Êx 20.15; Ef 4.28).

145
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

b. Negócios fraudulentos. “Nos negócios, vale tudo” é o lema de


muitos negociantes desonestos, que não conseguem perceber ne-
nhuma relação entre negócios e integridade. A exploração de ou-
trem, a especulação, as trapaças e fraudes são consideradas como
parte normal de sua rotina de negócios.
c. Jogos de azar. As organizações do ramo de jogos de azar incentivam
publicamente a ganância anunciando que o jogo é a maneira mais fácil
de se enriquecer. A verdade é que pouquíssimas pessoas enriquecem
desse modo, e isso às custas de fazer muitas outras pobres. Os jogos de
azar corrompem aqueles que tomam parte neles, pois baseiam-se no
princípio desonesto de obter lucros desproporcionalmente grandes, in-
vestindo apenas uma pequena quantia.
9 Circule a letra em frente de cada exemplo de pessoa que esteja se-
guindo os princípios bíblicos referentes à maneira de ganhar dinheiro.
a) O salário de Jaime é bem baixo, por isso ele resolve separar uma parte
para jogar, pois talvez assim ele consiga ganhar mais dinheiro para
contribuir com a obra de Deus.
b) Marjorie trabalha em um armazém. O proprietário manda-a colocar
1,4 kg de feijão em vários pacotes que deveriam conter 1,5 kg. Ele diz
a ela que se não o fizer, perderá o emprego. Então, Marjorie decide
sair daquele emprego e procurar outro.
c) O vizinho de Jorge o convida a irem juntos à propriedade de uma famí-
lia rica, à noite, para pegarem frutas nas árvores. Embora a família de
Jorge goste muito de frutas, ele não acha certo furtá-las e decide não ir.

Fazendo um Orçamento
Objetivo 4: Elaborar um orçamento de acordo com o modelo dado na
lição.
O problema para muitos é saber como devem gastar o dinheiro que
ganharam. O normal é gastarem mais do que ganham e, como resultado,
acabam se endividando além de suas posses. Depois, ficam angustiados
ao perceberem que não irão conseguir pagar suas dívidas.
O orçamento é uma previsão de nossas despesas e de nossa renda,
para um certo período de tempo. Um orçamento ajuda a pessoa a avaliar
a sua real situação financeira; se ela tem mais gastos do que ganhos, pre-
cisa diminuir suas despesas.

146
NOSSO DINHEIRO E NOSSAS POSSES

Para fazer um orçamento é recomendável começar anotando em um


papel a nossa renda mensal (ou semanal, quinzenal, etc.), conforme for o
caso, e também todas as despesas previstas para aquele período. Depois,
devemos totalizar os rendimentos e as despesas e comparar os valores. O
valor das despesas não deve ultrapassar o valor da renda.

Segue-se um modelo simplificado de orçamento, que apresento a título


de ilustração. Embora os valores apresentados possam não parecer com os
de sua realidade, servirá para mostrar-lhe como se faz um orçamento.

RENDA DESPESAS
Salário R$550.00 Dízimo e Ofertas R$64.00
Outros rendimentos R$30.00 Aluguel R$200.00
Água e Luz R$18.00
Alimentação R$186.00
Vestuário R$28.00
Gastos escolares R$20.00
Transporte R$34.00
Poupança R$30.00

TOTAL R$580,00 TOTAL R$580,00

Por causa da inflação, de vez em quando será necessário fazer alguns


reajustes em seu orçamento, de maneira a ajustá-lo com a nova realidade
econômica. Entretanto não será necessário readaptá-lo com tanta freqüên-
cia se, em vez de valores numéricos, você calcular suas despesas em va-
lores percentuais de sua renda.

10 Em seu caderno, elabore um orçamento pessoal, seguindo o modelo


apresentado nesta lição.

Colocando Deus em Primeiro Lugar

Objetivo 5: Dentre várias alternativas, distinguir a que corresponde ao


valor do dízimo de uma determinada renda.

Você deve ter notado que a quantia referente aos dízimos e ofertas é o
primeiro item da lista de despesas no modelo de orçamento. E é assim

147
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

que deve ser, pois Deus é a nossa prioridade número um. Na verdade,
tudo o que possuímos nos foi dado por Deus; porém ele determinou que
devemos separar parte de nossa renda com o propósito de ajudar a dar
continuidade à sua obra no mundo. Essa parte consiste de nossos dízimos
e ofertas. Enquanto o dízimo corresponde a dez por cento do total de
nossos rendimentos, as ofertas podem ter valores e proporções diversos.

Origem e História do Dízimo


Não sabemos ao certo quando a prática do dízimo começou, mas po-
demos assegurar que desde a época de Abel e Caim o costume de trazer
ofertas a Deus passou a existir (Gn 4.3-5).

A primeira menção bíblica sobre o dízimo remonta ao tempo de


Abraão. De fato ele entregou o dízimo a Melquisedeque, que era sacer-
dote e rei (Gn 14.20). Esse relato bíblico deixa claro o fato de que o
dízimo já era, naquela época, um costume estabelecido; não há nenhum
indício de que tenha sido estabelecido nessa ocasião. Além disso, exis-
tem evidências de que os Caldeus, nação da qual provinha Abraão, já
haviam adotado a prática de dar o dízimo há muito tempo.

Em Gênesis 28.22, vemos Jacó prometer solenemente dar a Deus o


dízimo de tudo o que ele lhe desse. Séculos depois Deus transformou a
prática do dízimo em lei (Lv 27.30-32).

O dízimo foi aprovado pelo Senhor Jesus (Mt 23.23). Ele não repre-
endeu os líderes religiosos por serem dizimistas, mas por negligenciarem
outras coisas mais importantes, e somente se preocuparem, com excesso
de zelo, em dar o dízimo. Aliás, Jesus disse claramente: “... devíeis, po-
rém, fazer estas coisas [os preceitos mais importantes da lei], sem omitir
aquelas [os dízimos]”. (Acréscimos do autor.)

O apóstolo Paulo orientou as igrejas a darem conforme os princípios


relativos ao dízimo (1 Co 16.1,2). Na verdade, ele orientou cada cristão
no sentido de a) reservar determinada quantia em dinheiro; b) no primei-
ro dia de cada semana (indicando periodicidade); c) de forma proporcio-
nal ao seu rendimento (e o dízimo é proporcional aos rendimentos). As-
sim, parece não haver melhor plano para dar a Deus de modo metódico,
do que entregar o dízimo, como o mínimo.

148
NOSSO DINHEIRO E NOSSAS POSSES

11 Quando a Bíblia mencionou o dízimo pela primeira vez?


..................................................................................................................................
Como Calcular o Dízimo
No caso de você não ter como dar o dízimo em dinheiro, mas possuir
um rebanho ou uma produção agrícola, poderá calcular seu dízimo como
faziam os israelitas do Velho Testamento. Por exemplo, se no decorrer do
ano você aumentar seu rebanho em 27 ovelhas, seu dízimo será de 3 ove-
lhas. Se você é autônomo, deve dar 10% de sua renda total. Os assalaria-
dos, aposentados, e pensionistas devem, igualmente, calcular seu dízimo
sobre o valor total de sua renda; por exemplo, o dízimo de quem ganha
$226,00 será de $23,00. Pode acontecer que, às vezes, você tenha outras
fontes de renda além do salário. O correto a fazer é dizimar essa renda extra
também; afinal, ela também é uma bênção do Senhor! É essencial nos lem-
brarmos de que se você semeia poucas sementes, irá colher pouco; mas se
semear muitas, terá uma colheita abundante (2 Co 9.6).

As Bênçãos Resultantes da Fidelidade nos Dízimos


Em Malaquias 3.10, Deus nos diz que irá abençoar abundantemente
e com toda sorte de bênçãos aqueles que entregam fielmente seus dízimos.
E se você duvida, Deus lança um desafio: “Ponham-me à prova!” Aque-
les que entregam o dízimo não ficam mais pobres por disporem de ape-
nas 90% de sua renda para suprir suas necessidades. Mostra-me um cren-
te que reclama que não consegue sobreviver com o que ganha, e eu apre-
sento um não-dizimista. Na verdade, todos os que são fiéis na entrega do
dízimo sabem, por experiência própria, que os 90% com a bênção de
Deus valem muito mais que o salário inteiro sem a sua bênção (Pv 3.9).
Por fim, é importante refletirmos sobre a nossa atitude ao trazermos
dízimos ou ofertas a Deus. Em 2 Coríntios 9.7 lemos que devemos dar
“não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com
alegria”. Se dermos o dízimo ou uma oferta com um sentimento de triste-
za, ou apenas para cumprirmos uma obrigação, estaremos nos privando
de muitas das bênçãos que Deus teria para nós. No entanto, se o fizermos

149
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

com alegria, como um ato de adoração e dedicação, então estaremos abrin-


do as portas para que Deus nos abençoe abundantemente.
12 Imaginemos que Tomé tenha um salário de U$280.00, mais um rendi-
mento extra de U$18.00, proveniente da venda das verduras que ele cultiva.
Circule a letra da alternativa que representa o valor correto de seu dízimo.
a) U$28.00.
b) U$28.18.
c) U$29.00.
d) U$30.00.
13 Em seguida estão várias afirmações sobre dízimos e ofertas (à es-
querda); e referências bíblicas sobre o assunto (à direita). Associe cada
frase com a referência bíblica relativa a ela.
.... a Deus promete abençoar os que 1) Gênesis 14.20.
dão o dízimo. 2) Gênesis 28.22.
.... b O apóstolo Paulo orientou as igre- 3) Malaquias 3.10.
jas a darem conforme os mesmos 4) Mateus 23.23.
princípios estabelecidos para a 5) 1 Coríntios 16.1,2.
entrega do dízimo.
.... c Abraão deu o dízimo.
.... d Jacó prometeu a Deus que daria o
dízimo.
.... e Jesus aprovou a prática do dízimo.
14 Leia 2 Coríntios 9.6-15. Em seu caderno, faça uma relação de todas
as bênçãos que Deus concede ao cristão que dá ao Senhor seus dízimos e
ofertas com a atitude correta.
Usando o Dinheiro com Sabedoria
Objetivo 6: Identificar exemplos de pessoas que estejam aplicando os prin-
cípios dados no sentido de usar o dinheiro com sabedoria.

Pague à Vista Sempre que Possível


Um artigo que você adquire, pagando em prestações, geralmente fica
muito mais caro no final, pois em cada parcela há juros incluídos. E caso
surja alguma emergência que nos impossibilite de continuar a pagar as
prestações, corremos o risco de perder não só o que compramos, como
também o dinheiro que já demos.

150
NOSSO DINHEIRO E NOSSAS POSSES

Evite Dívidas
A Bíblia nos orienta a não ficar devendo nada a ninguém (Rm 13.8),
e essa é uma grande verdade. Pedir um empréstimo a alguém pode pare-
cer uma solução muito fácil para resolver um problema financeiro; po-
rém, às vezes a emenda é pior que o soneto. Quando não conseguimos
devolver o empréstimo no prazo combinado, damos um mau testemunho,
perdemos amigos, e até mesmo prejudicamos nossa própria vida cristã.
Há muitos crentes que acabam se afastando da igreja porque um irmão
em Cristo lhes fez um empréstimo, eles não podem pagar e têm vergonha
de encontrar-se com ele. Portanto, é muito mais prudente apresentarmos
a Deus, em oração, as nossas necessidades; ele certamente irá supri-las.
De qualquer modo, se você contraiu alguma dívida, pague-a na data
estabelecida. Se não puder saldá-la devido a algum imprevisto, não fuja
de seu credor; procure-o e explique a situação. Com certeza ele lhe dará
um prazo maior, e você estará dando um bom testemunho ao demonstrar
que é uma pessoa responsável.
15 Se você pegar dinheiro emprestado mas não conseguir pagar no
prazo combinado, como deverá agir?
..................................................................................................................................

Compre Primeiramente o Necessário


Você pode aplicar às suas despesas o critério de prioridades. Afinal,
por que gastar seu dinheiro com coisas supérfluas, e ficar sem aquilo de
que realmente precisa? Certo casal e seus filhos tiveram de dividir a úni-
ca cama existente na casa; no entanto, compraram uma TV em cores!

Economize
Antes de comprar, devemos comparar preços. Caso você encontre em
determinada loja, algo que deseje comprar, lembre-se de que é possível
que encontre exatamente a mesma mercadoria por um preço bem menor,
em outra loja, poucos quarteirões adiante. Porém, devemos ser cautelo-
sos: às vezes achamos que estamos fazendo um grande negócio ao com-
prar algo barato, mas de má qualidade. Às vezes, produtos mais baratos
acabam se tornando mais caros ao nos trazer prejuízos.
Devemos extrair o máximo possível daquilo que possuímos. Precisa-

151
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

mos cuidar bem das nossas roupas e dos nossos móveis, para que durem
mais. Temos de evitar o desperdício de luz e água; afinal, por que pagar
uma conta maior?
E se você é uma dona-de-casa, pode ter uma boa economia se calcular
as quantidades de cada alimento a ser preparado, de modo que não haja
sobras. Mas se houver, não devem ser jogadas fora, pois poderão ser
reaproveitadas ou doadas a alguém carente. O ensino de Jesus ao multi-
plicar os pães e peixes é um bom exemplo disso (Jo 6.12,13).

16 Circule a letra correspondente à descrição de cada pessoa que esteja


aplicando os princípios dados aqui, no sentido de usar o dinheiro com
sabedoria.
a) Maria calcula tudo cuidadosamente para evitar preparar mais comida
que o necessário para sua família.
b) Jaime deve dinheiro a Samuel. Como não conseguiu pagar, Jaime tem
evitado ir à igreja da qual ele e Samuel são membros.
c) Suzana compra as roupas para os filhos na primeira loja em que entra.
d) Jorge deseja comprar um rádio novo. Primeiramente, porém, ele com-
pra tudo o que precisa, e depois guarda o dinheiro que restou para
comprar o rádio, quando for possível.

•••

152
NOSSO DINHEIRO E NOSSAS POSSES

autoteste

1 Circule a letra em frente de cada afirmação que esteja de acordo com o


que a Bíblia diz sobre as riquezas.
a) É impossível que um rico consiga entrar no reino de Deus.
b) O rei Davi afirmou que estava dando seus próprios bens a Deus.
c) Quando fazemos o bem aos outros, estamos acumulando tesouros no
céu.
d) As riquezas que há no mundo pertencem a Deus; contudo ele deu a
terra ao ser humano.
e) Quem fica adquirindo e guardando riquezas para si está agindo de
maneira insensata.

2 Associe as frases à esquerda com a atitude a que se referem, à direita.

.... a Quem tem essa atitude nunca está 1) Ganância.


satisfeito com o que possui. 2) Preocupação.

.... b Essa atitude é o mesmo que ido-


latria.

.... c Em Mateus 6.25-34, Jesus nos


mostra as razões pelas quais não
devemos ter essa atitude.

.... d 1 Pedro 5.7 nos esclarece porque


não devemos ter essa atitude.

3 Circule a letra em frente da alternativa que mostra uma pessoa cuja


atitude esteja correta, de acordo com o que a Bíblia ensina em relação ao
dinheiro e aos bens.
a) Embora José possua tudo o de que necessita, não se sente feliz porque
há muitas outras coisas que ele gostaria de ter.
b) Suzana recebe um salário muito baixo. Mesmo assim, é suficiente
para sustentá-la, e isso a deixa contente.
c) Como Tomé tem poucos recursos, não acha que precisa dividir com
os outros o que tem.

153
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

4 Seguem-se algumas afirmações relativas à maneira de ganhar dinheiro


que, conforme os princípios bíblicos, são INCORRETAS. No espaço em
branco à frente de cada uma, escreva a(s) referência(s) bíblica(s) que você
usaria para provar que aquela afirmação é incorreta.
a Um mordomo cristão não deve pro-
curar obter lucros. ................................................
b A maneira como alguém obtém seu
dinheiro não importa, contanto que o
use na obra do Senhor. ................................................
c Uma pessoa justa pode fazer justiça
roubando daqueles que são ricos. ................................................
d Se um crente decidir não trabalhar,
os demais devem sustentá-lo e pro-
ver-lhe alimento. ................................................
e As bênçãos de Deus não incluem bens
materiais. ................................................

5 Artur e sua esposa estão precisando trocar várias peças de sua mobília,
mas não têm o dinheiro necessário para comprar tudo de uma só vez. De
acordo com os princípios para usar o dinheiro com sabedoria vistos nesta
lição, eles devem:
a) procurar um amigo para pedir-lhe um empréstimo.
b) comprar tudo a prazo.
c) ir adquirindo a mobília aos poucos, comprando somente os móveis
pelos quais possam pagar à vista.
d) recorrer ao dinheiro que eles têm reservado para um imprevisto ou
emergência.

6 Suponhamos que na questão anterior (5) Artur e sua esposa tenham


decidido pela alternativa a) procurar um amigo para pedir-lhe um em-
préstimo. Essa decisão estaria contrariando frontalmente o princípio de:
a) comprar à vista sempre que possível.
b) evitar dívidas.
c) comprar primeiramente o necessário.
d) economizar.

••• 154
NOSSO DINHEIRO E NOSSAS POSSES

respostas às perguntas de estudo


9 b) Marjorie.
c) Jorge.
1 Devemos vê-los como pertencentes a Deus, e não a nós.
10 Resposta pessoal. As suas despesas são superiores à sua renda? Caso
sejam, existe alguma que pode ser reduzida ou cortada?
2 b) Jane.
d) José.
11 O dízimo é mencionado pela primeira vez na Bíblia na época de
Abraão.
3 Porque a nossa vida não consiste na quantidade dos nossos bens.
12 d) U$30,00. Se você escolheu a opção c) U$29.00, quase acertou.
(No caso em questão, o quantia exata equivalente a 10% seria
U$29.80. Porém, no exemplo dado na lição, o valor do dízimo é
arredondado para o valor maior mais próximo do exato: U$23.00,
em vez de U$22.60.)
4 Porque Deus cuida de nós.
13 a 3) Malaquias 3.10.
b 5) 1 Coríntios 16.1,2.
c 1) Gênesis 14.20.
d 2) Gênesis 28.22.
e 4) Mateus 23.23.
5 Muito provavelmente, entre essas maneiras você incluiu dar a Deus,
generosamente, de seu dinheiro, de seu tempo, e de seus talentos.
14 Em sua relação deve constar o seguinte:
a) Você terá tudo aquilo de que necessita (versículos de 8 a 10).
b) Deus lhe dará o suficiente para que você sempre possa ser genero-
so (versículo 11).
c) Os outros agradecerão a Deus pelo que você lhes deu (versículos
11e 12).
d) Deus será glorificado (versículo 13).
e) Aqueles a quem você tiver beneficiado irão orar por você (versículo
14).

155
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

6 c) “Jesus disse às pessoas para não se preocuparem com as neces-


sidades materiais.”
e) “É possível uma pessoa pobre ser generosa”.

15 Você deve procurar a pessoa que lhe emprestou o dinheiro e explicar-


lhe sua situação.

7 a) Discordo – 1 Timóteo 6.9. (As pessoas pobres também querem


ser ricas.)
b) Discordo – 1 Timóteo 6.10. (É o amor ao dinheiro, e não o dinhei-
ro em si, que é a raiz de todos os males.)
c) Concordo – Mateus 6.25-34
d) Discordo – Atos 2.45; 4.34-37; 2 Coríntios 8.1-3. (A diferença é a
atitude de cada um em relação aos seus bens e ao uso que fazem
deles.)
e) Concordo – Lucas 21.2-4; 2 Coríntios 8.1-3.

16 a) Maria.
d) Jorge.

8 Sua relação pode incluir quaisquer destas maneiras: providenciar o


necessário à obra de Deus, suprir as necessidades dos pobres, e aten-
der às nossas necessidades pessoais.

156
Lição 8
Nosso Lar

Saber administrar o dinheiro e os bens não é o único requisito para ser


obreiro do Senhor. O apóstolo Paulo diz que um dos requisitos essenciais
aos líderes eclesiásticos ou aos seus auxiliares é também ser administra-
dores exemplares de seu lar. Na verdade, seu argumento é bem simples:
se alguém não é capaz de dirigir o próprio lar, como poderá querer cuidar
da igreja de Deus (1 Tm 3.5)? Obviamente Paulo se refere, nesta passa-
gem, à direção do lar conforme as orientações de Deus.

Como um obreiro cristão, ou como um simples crente, você precisa


saber como agir para, como bom mordomo de Deus, administrar bem o
seu lar. Esta lição tem o propósito de ajudá-lo a preencher esse requisito.
Ao estudá-la, você irá aprender a dirigir sua família e a conduzir o seu lar
segundo a vontade de Deus. Além disso, você poderá compartilhar esses
ensinamentos em sua igreja ou comunidade.

esboço da lição

A Família Cristã
O Seu Criador
O Seu Padrão Hierárquico
Os Deveres dos Membros
O Papel do Chefe de Família
O Lar do Cristão
Um Lugar Para a Presença de Deus
Um Abrigo Para os Hóspedes
Um Testemunho Para a Comunidade

157
objetivos da lição
Ao terminar esta lição, você deverá ser capaz de:
Descrever os deveres de cada membro da família cristã, inclusive os
do chefe de família.
Fazer uma lista das diversas maneiras pelas quais o seu lar pode ser
usado para glorificar a Deus.
Compreender a importância de se exercer a mordomia cristã em seu lar.

atividades de aprendizagem
1. Assegure-se de ler e estudar atentamente todas as partes da lição.
2. Responda às perguntas de estudo, e depois confira suas respostas no
gabarito. Após terminar o estudo da lição, faça uma revisão de seu
conteúdo. Em seguida, faça o autoteste e corrija suas respostas.
3. À medida que for estudando a lição, peça ao Senhor que o ajude a
incorporar à sua vida as verdades que você está aprendendo. Prova-
velmente você perceberá que pode, desde já, começar a praticar vári-
os dos princípios aqui contidos.
palavras-chaves
abrigo autoridade integridade
altruísta compromisso oásis
anomalia ditatorial símbolo
arbitrário fonte

158
NOSSO LAR

desenvolvimento da lição

A FAMÍLIA CRISTÃ

O Seu Criador

Objetivo 1: Identificar a razão porque Deus é o criador e dono da famí-


lia.

Foi Deus quem criou a família. Ele a instituiu ao criar o homem e a


mulher (Gn 1.27) e lhes ordenar que tivessem filhos (Gn 1.28). Sendo
Deus quem instituiu a família, ele tem o direito de propriedade sobre ela;
é a família dele, e por isso ele é seu legítimo dono.

1 Deus é o criador e o dono da família porque ele:


a) já sabia que o ser humano iria fracassar.
b) a instituiu.
c) ordenou-lhe que o obedecesse.

O Seu Padrão Hierárquico

Objetivo 2: Descrever o padrão que a família cristã deve seguir.

A família cristã é aquela cujos membros convivem de acordo com o


padrão que Deus estabeleceu para ela. Leia 1 Coríntios 11.3, e Efésios de
5.22 a 6.4 para ver os princípios de autoridade e relacionamento que
Deus deseja que seja parte desse padrão. De acordo com esse padrão,
Cristo tem autoridade sobre o marido, o marido tem autoridade sobre a
mulher, e os filhos devem se submeter aos pais. Em outras palavras, cada
membro da família deve se submeter à respectiva autoridade que Deus
colocou sobre ele. No diagrama que se segue vemos esse tipo de relacio-
namento.

159
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

CRISTO

Esposo

Esposa

Filhos

Entretanto existem mais coisas aqui; esses versículos nos mostram como
essa autoridade deve ser exercida no contexto familiar. O padrão é o relaci-
onamento entre Cristo e a igreja. É o exemplo de Cristo no que diz respeito
à autoridade, liderança, e ao amor que deve ser seguido por aqueles que
exercem autoridade na família. Ele jamais agiu como um líder ditatorial ou
arbitrário; pelo contrário, ele instruía e orientava os seus discípulos de for-
ma amorosa, oferecendo sua vida como um exemplo.
Acima de tudo, é necessário que todos os membros da família reco-
nheçam que Cristo é a autoridade máxima no lar. Somente assim a famí-
lia cristã poderá viver conforme os planos de Deus para ela. Na verdade,
é impossível imaginar que uma família possa ser verdadeiramente cristã,
se ela não considerar Cristo como a autoridade máxima no lar.
2 Em seu caderno escreva, usando suas palavras, duas ou três frases
sobre o padrão hierárquico a que uma família cristã deve obedecer. For-
neça os versículos bíblicos que falam desse padrão.

Os Deveres dos Membros

Objetivo 3: Identificar afirmações bíblicas sobre o relacionamento en-


tre os membros da família.
Para que uma família viva conforme a vontade de Deus, é necessário
que cada um de seus membros cumpra seus deveres.

O Marido e a Esposa
Para iniciar a formação da família conforme planejara, Deus realizou a
primeira união conjugal. Ele afirmou: “... Não é bom que o homem esteja

160
NOSSO LAR

só: far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea” (Gn 2.18). Então, criou a
mulher a partir do corpo do próprio homem; depois determinou que o ho-
mem e a mulher deveriam se tornar novamente um só corpo por meio do
casamento (Gn 2.24). Que grande mistério existe em tudo isso (Ef 5.32,33)!
Para preservar essa unidade, Deus estabeleceu os seguintes preceitos,
que devem ser seguidos por ambos os cônjuges:
1. Não se recusar um ao outro. Em 1 Coríntios 7.3-5, essa é uma das
colocações que Paulo faz a respeito do relacionamento sexual no casa-
mento. Será que você fica surpreso com isso? A Bíblia tem muito a dizer
sobre as práticas sexuais pecaminosas. Contudo, essa é uma das raras
passagens que nos falam da prática das relações sexuais conforme Deus
aprova. E, naturalmente, essa prática se restringe ao casamento.
Na verdade, o casamento começa no momento da união física do ca-
sal (Gn 2.24). Portanto é muito natural que a Bíblia tenha estabelecido
uma diretriz para a continuidade dessa união. Segundo essa diretriz, cada
cônjuge deve satisfazer as necessidades sexuais do outro, pois o corpo de
cada um não pertence mais a si mesmo e, sim, ao seu cônjuge. Se o casal
observar esse princípio e seguir a diretriz que dele advém, terá um casa-
mento bem mais feliz, e a possibilidade de uma infidelidade conjugal
será muito menor.

3 Leia 1 Coríntios 7.3-5 e responda as perguntas seguintes.


a Qual é a única ocasião em que o marido e a mulher poderão abster-se
mutuamente das relações sexuais?
............................................................................................................
b Para que o casal tome essa decisão, qual condição deve ser satisfeita?
............................................................................................................

2. Serem fiéis um ao outro. Quando um homem e uma mulher se


unem em matrimônio perante o Senhor, ambos prometem ser fiéis um
ao outro, e Deus quer que essa promessa seja cumprida no decorrer de
toda a sua vida de casados. Tanto o marido quanto a mulher precisam
ter em mente que seu corpo pertence primeiramente ao Senhor e, de-
pois, ao seu cônjuge.
O apóstolo Paulo deixa claro que, se um cristão se une a uma prostituta,
ele estará, na verdade, fazendo com que uma parte do corpo de Cristo se

161
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

una ao corpo daquela prostituta! Afinal, o seu corpo é parte do corpo de


Cristo (1 Co 6.15-17). De igual modo, se o marido ou a mulher se relacio-
nar sexualmente com um outro alguém, estará unindo o corpo de seu côn-
juge àquela pessoa! Isso acontece porque ambos se tornaram um só corpo
por meio do casamento; e cada corpo é um com o seu cônjuge.
A infidelidade é uma anomalia; é unir uma parte do corpo de um casal
ao corpo de um estranho. Não é de se admirar, portanto, que a infidelida-
de produza tanta angústia dentro do casamento.
3. Não separar o que Deus uniu. Jesus afirmou que a partir do mo-
mento em que um homem e uma mulher se casam, não são mais duas
pessoas. A partir daí eles se tornam uma só pessoa, porque foi Deus mes-
mo quem os uniu (Mt 19.6). Assim, o divórcio também é uma anomalia
por ser uma interferência humana em assuntos da competência de Deus.
Os cônjuges não devem se divorciar porque não têm o direito de separar
aquilo que Deus uniu.
Embora o divórcio fosse permitido na época do Velho Testamento,
devemos nos lembrar de que Jesus explicou que tal permissão só era
concedida por causa da dureza do coração humano (Mt 19.8). Os precei-
tos estabelecidos por Deus desde o princípio jamais foram anulados.
4. Amar um ao outro. A idéia de que um homem e uma mulher se
casam movidos pelo amor romântico tem sido largamente aceita nos últi-
mos tempos. O amor é considerado uma atração mútua entre um homem
e uma mulher, e se essa atração um dia termina, decidem que é hora de
pôr fim ao casamento. Muito pelo contrário, porém, a Bíblia ordena ao
casal que amem um ao outro (Ef 5.25; Tt 2.4). Desse modo, se o casal
achar que seu casamento está chegando ao fim porque não existe mais
amor entre eles, então chegou a hora de começarem a se amar um ao
outro; isto é, obedecer a ordem de Deus a eles.

Afinal, qual é o conceito bíblico do amor? Certamente não se trata


meramente de uma atração física e sentimental. Aliás, esse tipo de amor
tende a ser muito egoísta. Ao contrário, a Bíblia nos apresenta o amor
altruísta, o qual leva alguém a pensar no bem-estar do outro antes de
pensar em si próprio. É desse amor que Paulo fala em 1 Co 13.4-7, e é
somente esse amor que poderá impedir que o casamento naufrague em
meio às tempestades do mar da vida.

162
NOSSO LAR

5. Assumir um compromisso mútuo. O compromisso é fundamental no


casamento cristão. Ele engloba o compromisso mútuo entre os cônjuges e
o compromisso de ambos para com Deus, permitindo que o Senhor faça
parte da vida deles juntos. Isso significa um compromisso de encontrar
soluções que deve levar ambos a buscarem soluções para os problemas
que envolvem a dificuldade de compreender um ao outro, e de se relacio-
nar um com o outro. Afinal, em algum momento da vida de casado, todo
casal é afligido por esse tipo de problema. Somente quando os elementos
básicos do casamento incluem esse compromisso é que o casal terá um
alicerce sólido para construir a harmonia e a estabilidade conjugal. No
compromisso de Jesus para com os seus podemos ver um exemplo maravi-
lhoso da natureza inabalável desse tipo de compromisso (Jo 13.1).
6. Respeitar um ao outro. O marido e a mulher devem respeitar-se
mutuamente, até mesmo naqueles momentos em que um acha que o outro
não merece ser respeitado (Ef 5.33; 1 Pe 3.7). O casal deve ter uma eleva-
da consideração um pelo outro. Nenhum dos dois deve achar que é supe-
rior ao outro, uma vez que ambos são “uma só pessoa”. Isso seria o mes-
mo que depreciar a si mesmo. A mulher deve respeitar o marido porque
Deus o colocou como autoridade sobre ela; o marido deve respeitar a
mulher porque ela é a auxiliadora idônea que Deus lhe deu e, além disso,
herdará, juntamente com ele, “o dom da graça da vida” (1 Pedro 3.7 –
Nova Versão Internacional).
4 Circule a letra correspondente a cada afirmação VERDADEIRA, de
acordo com os ensinos bíblicos sobre a vida conjugal.
a O casal que já não se ama mais, não deve insistir em manter o casa-
mento.
b Nem a mulher nem o marido devem se recusar a satisfazer as necessi-
dades sexuais de seu cônjuge.
c O divórcio é errado principalmente porque os filhos normalmente
sofrem muito quando ele ocorre.

A Esposa
A Bíblia destaca dois deveres específicos da esposa cristã.
1. Submeter-se ao marido. Nos tempos antigos, a mulher era pratica-
mente uma escrava do marido, embora em Israel ela ocupasse uma posi-
ção bem mais digna. Entretanto, é através de Jesus que a mulher é eleva-

163
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

da a uma posição de dignidade verdadeira, pois em Cristo “não há dife-


rença... entre homens e mulheres” (Gl 3.28 – A Bíblia na Linguagem de
Hoje). Para a vida conjugal, porém, Deus estabeleceu um padrão especí-
fico de relacionamento, responsabilidade, e autoridade.
Em Efésios 5.22,23, vemos que ao marido é dada a responsabilidade
de liderar e orientar o lar, ao passo que a mulher tem o dever de se subme-
ter à liderança e autoridade do marido do mesmo modo como a igreja se
submete à autoridade de Cristo (Ef 5.22, 24; Cl 3.18; Tt 2.5; 1 Pe 3.1,5).
É muito difícil para algumas mulheres compreenderem corretamente
o que significa ser submissa. Muitas acham que deve haver igualdade
absoluta entre elas e os homens, em todas as áreas da vida. Essa idéia,
porém, não é realista, pois o homem e a mulher têm características muito
diferentes. Também é verdade que, perante Deus, ambos têm os mesmos
direitos e deveres de natureza espiritual. Por outro lado, é também verda-
de que aqueles que têm direitos iguais, como num governo democrático,
possuem a prerrogativa de escolher livremente o seu líder, a quem se
submeterão. De igual modo, no casamento, a mulher voluntariamente
escolhe se tornar esposa e mãe e, conseqüentemente, submete-se à auto-
ridade do marido, conforme o desígnio de Deus para a família. Deus não
deseja que o homem e a mulher fiquem competindo entre si, mas sim que
se completem e se complementem mutuamente (1 Co 11.11,12). A felici-
dade e a harmonia só poderão reinar no lar quando isso for verdade.
2. Ser uma boa dona-de-casa. O outro dever dado por Deus à mulher
consiste em cuidar da casa (Tt 2.5). Observe como a mulher que procede
assim é altamente elogiada em Provérbios 31.10-31.
5 Suponhamos que uma esposa jovem lhe faça a seguinte pergunta: “Por
que devo ser submissa ao meu marido, se Gálatas 3.28 diz que não há
diferença entre o homem e a mulher?” Em seu caderno, escreva qual seria
sua resposta, incluindo alguns versículos bíblicos que você poderia citar.
O Marido
O principal dever que Deus coloca para o marido é amar a sua espo-
sa (Ef 5.25; Cl 3.19). Mas quais são as características desse amor? Va-
mos analisá-las à luz das Escrituras.
1. O amor do marido pela esposa é um amor altruísta. Ele está dis-
posto até mesmo a dar a própria vida por ela, da mesma forma como

164
NOSSO LAR

Cristo, por seu imenso amor, se sacrificou pela igreja (Ef 5.25). É certamen-
te um amor corajoso e que já atingiu a sua expressão máxima.
2. O marido que ama a sua esposa ama a si mesmo. Essa afirmação parece
estranha, não é mesmo? E vou mais além: parece contrariar a afirmação anteri-
or; porém, é exatamente o que a Bíblia diz: “Quem ama a sua esposa a si
mesmo se ama” (Ef 5.28). Ele não ama uma outra pessoa, como alguém que
ama ao vizinho; ele ama a si mesmo. Ele cuida de sua esposa como cuida de si
próprio; dá-lhe alimento e proteção como faz consigo mesmo; afinal, ambos
são, na verdade, uma só pessoa (Ef 5.29). Ele se importa com as necessidades
e preocupações da esposa, do mesmo modo como Cristo dá atenção às neces-
sidades e preocupações da igreja. Agindo assim, o marido estará seguindo o
exemplo de Cristo ao cuidar de sua igreja, que é o seu corpo.
3. O amor do marido pela esposa é um amor terno. O marido não trata
a sua mulher de maneira rude (Cl 3.19), mas com ternura, respeitando a
fragilidade feminina (1 Pe 3.7). Ele a lidera demonstrando amor e carinho.
O marido que ama sua mulher desse modo não encontra dificuldade em
que ela lhe seja submissa. Ou, em outras palavras, a mulher que tem um marido
que a ame dessa maneira não terá nenhuma dificuldade em submeter-se a ele.
6 Ao lado de cada afirmação seguinte, escreva as palavras VERDADEI-
RO ou FALSO nos espaços em branco. Depois anote a referência de pelo
menos uma passagem bíblica que justifique cada uma.
a Quando o marido ama sua esposa,
está na verdade amando a si próprio,
visto que ambos são uma só carne. ................................................
b O dever principal do qual Deus incum-
biu o marido é dar ordens à esposa.
c Já que o amor do marido por sua ................................................
mulher deve ser altruísta, é impossí-
vel que esse amor traga vantagem
para ele próprio. ................................................

Observe que a Bíblia coloca diante da esposa a obrigação de ser sub-


missa ao marido, e diante do marido a obrigação de amar a esposa. É
muito importante para o marido e para a esposa cumprirem voluntaria-
mente seus respectivos deveres, e não tentar impor que o outro cônjuge
cumpra suas responsabilidades. Isso é, o marido não deve tentar obrigar

165
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

sua mulher a ser submissa a ele, e nem tem condições de fazê-lo. Isso
nunca dá resultado! A mulher também não tem o poder de fazer o marido
amá-la à força. Portanto, cada cônjuge deve assumir sua própria respon-
sabilidade e deixar que seu companheiro faça o mesmo. Do contrário, a
esposa pode recusar-se a se submeter ao marido até que ele demonstre
amor por ela, ou o marido poderá ficar esperando que primeiro sua espo-
sa demonstre submissão para só depois dar amor a ela. Essa situação de
“primeiro você” acaba impedindo a ambos de obedecer à vontade de
Deus em sua vida conjugal.

Os Filhos

De acordo com a ordem divina, os filhos têm o dever de obedecer aos


seus pais (Ef 6.1-3; Cl 3.20). A autoridade dos pais está alicerçada na
autoridade do próprio Deus, a quem eles representam no lar. As passa-
gens que mencionamos acima nos mostram quatro razões pelas quais os
filhos devem ser obedientes:

1. A obediência é seu dever como cristãos.


2. A obediência é a atitude correta.
3. A obediência agrada a Deus.
4. Deus promete vida longa e próspera aos que honram seus pais.

O próprio Jesus Cristo é o nosso referencial máximo de obediência:


ele não somente obedeceu ao Pai celeste (Fp 2.8), como também aos pais
humanos (Lc 2.51).

Os Pais

Deus ordena aos pais que instruam, disciplinem, e amem os filhos (Ef
6.4; Tt 2.4).

1. Instruir os filhos. Os pais devem ensinar os filhos a viver com


retidão (Pv 22.6). As instruções dos pais devem conter os seguintes ele-
mentos:

a. A Palavra de Deus (Dt 6.7), que é o alicerce de toda a instru-


ção paterna.

166
NOSSO LAR

b. A obediência (Gn 18.19), que leva os filhos a aprenderem o


princípio da autoridade, e a crescerem para ser cidadãos obe-
dientes à lei.
c. O trabalho, que os manterá ocupados de maneira saudável,
evitando que venham a se tornar delinqüentes.
d. A mordomia cristã, que fará deles cristãos responsáveis pe-
rante Deus e a sociedade.

Para que o ensino seja realmente eficaz, é necessário colocá-lo em prá-


tica. Uma das maneiras de fazê-lo é estabelecer certas regras a serem cum-
pridas pelos filhos. Mas é preciso cautela! Os pais nunca devem impor
regras que eles próprios não são capazes de cumprir (Rm 2.21,22). Seus
ensinamentos devem ser coerentes com o seu exemplo. Se você não fizer
assim, estará simplesmente confundindo e irritando seus filhos (Cl 3.21).
2. Disciplinar os filhos. Se os filhos não obedecem as regras que os
pais estabelecem, devem ser disciplinados (Pv 19.18; 29.17). A correção
é uma demonstração de amor para com a criança (Pv 13.24). Por outro
lado, os que deixam seus filhos impunes revelam falta de amor por eles.
A Bíblia permite o castigo físico (Pv 23.13,14), porém os pais devem
se acautelar para não abusar desse castigo e nem utilizá-lo todas as vezes
que forem disciplinar os filhos. Isso poderá causar amargura, ira, e rancor
contra os pais (Ef 6.4). A disciplina envolve aconselhamento amoroso ao
filho, e só se deve recorrer ao castigo físico quando todas as outras tenta-
tivas não tiverem êxito. Porém, um erro que os pais devem evitar é o de
esperar que os filhos cometam o mesmo ato de desobediência várias ve-
zes, até fazê-los perder a paciência, para só então discipliná-los. Nessas
circunstâncias, os pais acabam castigando os filhos somente para dar va-

167
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

zão à própria raiva, e não para corrigir os erros dos filhos. A disciplina
deve ser aplicada no exato momento da desobediência; isso evitará que
os filhos transformem a desobediência num hábito.

7 Por que você acha que os pais que disciplinam e corrigem seus filhos
estão demonstrando amor por eles?
..................................................................................................................................
Na questão da disciplina dos filhos, é muito importante que eles per-
cebam que existe uma uniformidade disciplinar por parte dos pais. Se um
dos cônjuges estiver corrigindo os filhos, o outro não deve cometer o erro
de querer defendê-los. Quando isso ocorre, a autoridade no lar vai-se
enfraquecendo e os filhos não saberão exatamente a quem devem obede-
cer, pois se forma uma duplicidade de comando. Outro aspecto a ser lem-
brado: o cônjuge que presenciar o ato de desobediência deve também ser
o responsável pela aplicação do castigo. Os pais não devem fazer amea-
ças tais como “quando seu pai (ou mãe) chegar, você vai ver!” Se a atitu-
de exige punição, faça-o imediatamente.
Quando a aplicação do castigo for realmente necessária, é importante
explicar ao filho os motivos daquele castigo e dizer-lhe como ele deve se
comportar futuramente para evitá-lo. Após aplicar a disciplina, os pais
devem demonstrar ao filho que o amam, o perdoam e o aceitam. Mesmo
durante a aplicação do castigo, jamais devemos fazer com que o filho
sinta que ele, pessoalmente, está sendo rejeitado. E por que deveríamos
agir de outro modo, se quando nós pecamos o Senhor demonstra uma
atitude de perdão para conosco? (Ne 9.17; Mq 7.18; Lc 7.36-50).
Certifique-se de manter o diálogo com os filhos. Prontifique-se a ouvi-
los expressarem suas necessidades, suas opiniões, e até mesmo suas quei-
xas. Um canal de comunicação aberto com os filhos é essencial para que os
pais possam “prevenir para não ter que remediar”. Disponha-se a ouvir os
seus filhos, e reflita e ore a respeito de seus pontos de vista. Você vai ver
que, às vezes, eles percebem as coisas tão bem quanto nós, ou até melhor!
3. Amar os filhos. O apóstolo Paulo orienta os cristãos a amarem seus
filhos (Tt 2.4). Já aprendemos que a disciplina é uma forma de manifestar
amor pelos filhos; porém, não é a única. Nenhuma criança deve crescer num
clima sombrio de severidade inflexível. A mesma mão que levantamos para
disciplinar a criança, deve ser também a que trata com carinho.

168
NOSSO LAR

Às vezes, os filhos cometem atos de desobediência somente para


chamar a atenção para si. Os pais precisam ficar atentos a isso e procurar
dar mais atenção a seus filhos. Devem reservar momentos para ficarem
juntos. Quando os pais são demasiadamente ocupados a ponto de não
ter tempo algum para os filhos, terminam por descobrir, tarde demais, que
já não exercem mais nenhuma influência sobre eles. E, talvez, os filhos já
se encontrem no caminho da marginalidade.
Os obreiros de Deus não estão isentos de cometer esse erro mencionado
acima. Existem alguns que amam fervorosamente ao Senhor, e trabalham
arduamente pela salvação dos perdidos, mas não se dão conta de que estão
perdendo seus próprios filhos. E isso acontece porque estão mais empenha-
dos na salvação dos outros do que na salvação dos de sua própria casa. Quão
verdadeiro foi o comentário que certo irmão fez sobre um jovem que estava
vivendo em pecado: “Ele é pior que um filho de pastor”. Se você é ministro
do Senhor, não permita que tal coisa aconteça no seio de sua família.
8 Se você tem família, provavelmente vai
bem nesta tarefa.

Preciso começar
Estou me saindo

Poderia fazer
querer verificar como está desempenhando
seu papel. Ao lado de cada sentença, assina-
isso melhor.

a fazer isso.
le com um X os espaços em branco abaixo
de cada frase que descreve seu desempenho
atual.

MEUS DEVERES DE PAI / MÃE


Eu ensino a Palavra de Deus aos meus filhos.
Eu ensino meus filhos a serem obedientes.
Eu ensino meus filhos a trabalharem.
Eu ensino a mordomia cristã aos meus filhos.
Eu corrijo e disciplino meus filhos.
Eu mostro aos meus filhos que eu e meu cônju-
ge concordamos com relação à disciplina de-
les.
Eu sou um exemplo para os meus filhos do que
eles devem ser.
Eu trato meus filhos com carinho e reservo tem-
po para ficar com eles.

169
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

O Papel do Chefe de Família


Objetivo 4: Observar exemplos de homens que estejam cumprindo suas
responsabilidades como mordomos de sua família.
Deus está especialmente interessado na salvação das famílias (At 11.14;
16:31-33). Quando os membros de uma família são salvos, é o chefe
quem, como mordomo cristão, deve assumir a liderança do lar, zelando
para que todos continuem a servir ao Senhor.
Conforme já vimos, o chefe de uma família cristã desempenha uma
dupla função: ele é tanto o marido de sua esposa, como o pai de seus
filhos. A responsabilidade do mordomo, especialmente do obreiro cris-
tão, é administrar a família (1 Tm 3.4,12). Vamos refletir sobre três as-
pectos desse dever.
1. O chefe de família é responsável perante Deus pela integridade do
lar. Na maioria das vezes em que um lar é destruído, a causa da destrui-
ção é a má administração.
2. O chefe de família é responsável pelo comportamento de seus fi-
lhos. Assim como Ana, ele precisa reconhecer que foi Deus quem lhe deu
os seus filhos e que, por essa razão, deve consagrá-los a ele e fazer o
possível para encaminhá-los ao Senhor (1 Sm 1.27,28). Deus certamente
quer que esses filhos sejam cristãos e que tenham uma conduta íntegra (1
Tm 3.4; Tt 1.6). Ele repreendeu Eli por não haver corrigido os seus filhos
mesmo tendo conhecimento da conduta pecaminosa deles (1 Sm 2.22-
36; 3.11-14). O caso do rei Davi foi ainda mais grave. Ele sabia governar
uma nação com justiça, mas não soube governar a própria casa.
3. E, por último, o chefe de família é responsável pelo suprimento
das necessidades da mesma. Deus, como um Pai justo, zela pelo bem-
estar de seus filhos. Eis, então, uma razão a mais para que o chefe de
família faça o mesmo em prol dos seus (Mt 24.45); se ele não agir assim,
estará negligenciando-a, e isso equivale a negar a fé e a agir de modo pior
que um descrente (1 Tm 5.8).

170
NOSSO LAR

9 Circule a letra em frente de cada exemplo de um homem que esteja


agindo corretamente como mordomo responsável por seu lar.
a) Jaime passa a maior parte do tempo longe de casa, deixando sua es-
posa ser responsável pela disciplina dos filhos.
b) Tomé é um trabalhador exemplar, e ganha o suficiente para comprar
vestuário e alimento para a família.
c) Nancy, mulher de Eduardo, parece não estar feliz no casamento. Eduar-
do fica preocupado com o que ela possa estar sentindo e, por isso,
toma iniciativas para resolver o problema.

10 Na questão 9, Eduardo é o exemplo de um homem que está satisfa-


zendo um dos aspectos de seus deveres de mordomo cristão responsável
pela família. Circule a letra em frente da frase relativa a esse aspecto.
a) A integridade da família.
b) A conduta dos filhos.
c) O sustento do lar.

O LAR DO CRISTÃO
Objetivo 5: Seguindo as sugestões dadas nesta lição, faça uma lista de
algumas maneiras específicas de glorificar a Deus através
de seu lar.

Um Lugar Para a Presença de Deus


Existem algumas casas onde encontramos um quadro com os seguintes
dizeres: “Cristo é o Senhor desta casa; o convidado invisível à mesa em cada
refeição; o ouvinte silencioso de cada conversa”. O valor maior dessa mensa-
gem é nos relembrar o fato de que Jesus está sempre presente em nosso lar.
Por isso, devemos nos empenhar para que a casa esteja limpa e em ordem, os
filhos se portem bem, e todos os diálogos sejam sadios e edificantes.
Como deve ter sido intensa a alegria de Zaqueu e o seu anseio em
acolher Jesus em sua casa, pois para ele era uma honra indizível que
Jesus desejasse visitá-lo (Lc 19.5,6). Hoje, nossa alegria deve ser ainda
maior, pois Jesus está constantemente conosco. Assim, nossa casa deve
ser um oásis de júbilo e de paz. É triste constatarmos que há crentes que
parecem não crer nisso. Agem como se Jesus só se fizesse presente no
templo, e ali eles têm uma conduta impecável. Os filhos não conseguem

171
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

compreender por que os pais não são tão virtuosos em casa, como o são
na igreja.
Uma das formas de tornar a presença de Cristo mais perceptível no
lar é realizar cultos domésticos. Num horário pré-estabelecido, pais e
filhos se reúnem para estudar a Palavra de Deus e adorá-lo juntos. A
prática do culto doméstico incentivará o casal a permanecer unido, bem
como ajudará os filhos a obedecerem a seus pais no Senhor.

11 Quando uma família faz o culto doméstico, o que seus membros fazem?
..................................................................................................................................

Um Abrigo Para os Hóspedes


A Bíblia nos ensina que quando acolhemos hóspedes em nossa casa
somos abençoados, pois alguns, por serem hospitaleiros, sem o saber aco-
lheram anjos em seu lar (Hb 13.2).
Após sua conversão, Mateus realizou um banquete em sua casa e con-
vidou Jesus, os discípulos, e vários amigos. Obviamente sua intenção era
fazer com que seus amigos conhecessem a Jesus. E nós podemos fazer a
mesma coisa. Podemos convidar um amigo para lhe falar de Cristo, um
novo convertido para fortalecê-lo na fé, um grupo de jovens para comparti-
lharmos com eles as nossas experiências e, ainda, os irmãos em Cristo em
geral a fim de estreitarmos nossos laços cristãos de amor e companheirismo.
Havia uma senhora cristã, já viúva, que estava se sentindo muito solitária e
angustiada porque perdera também sua filha única. Num certo domingo,
ela resolveu convidar para o jantar uma jovem que viera de muito longe e
estava sofrendo com saudade da família. Esse encontro foi tão agradável
para ambas que, com o tempo, acabou se tornando rotina aos domingos. A
convivência as transformou em amigas verdadeiras e, no devido tempo, a
jovem veio a aceitar Jesus como o seu Salvador.
Como mordomos de Deus, temos não só o dever, mas o privilégio de
hospedar pastores, evangelistas e outros servos de Deus em nosso lar (1 Pe
4.9; Rm 12.13). Acima de tudo, o obreiro do Senhor deve ser caracterizado
pela hospitalidade (1 Tm 3.2; Tt 1.8). A mulher de Suném, que mandou
construir outro cômodo em sua casa especialmente para hospedar o profeta
Eliseu, é um belo exemplo bíblico de hospitalidade (2 Rei 4.8-11). Tam-
bém Lídia, no Novo Testamento, dá um grande exemplo de hospitalidade

172
NOSSO LAR

(At 16.14,15). Ela ofereceu sua casa para Paulo e seus companheiros de
viagem se hospedarem, demonstrando assim seu cuidado para com eles.

Um Testemunho Para a Comunidade


O lar do cristão deve servir de exemplo no bairro em que ele mora.
Sua casa deve ser um testemunho vivo daquilo que Jesus opera na vida
familiar. Sua família precisa demonstrar as virtudes cristãs perante a co-
munidade (Mt 5.16).
Na época dos apóstolos, os lares dos cristãos desempenharam um
papel fundamental na expansão da igreja. Grupos de cristãos se reuniam
nas casas para comerem juntos (At 2.46), para orar (At 12.12), ou para
realizarem cultos (Rm 16.5, 23; 1 Co 16.19; Cl 4.15). Pode-se dizer que
a igreja começou nas casas dos crentes. Da mesma forma, o lar cristão
ainda hoje pode ser como uma lãmpada em meio às trevas, irradiando a
luz do evangelho para as circunvizinhanças (Fp 2.15,16). Assim como
ocorreu nos tempos antigos, muitas igrejas existentes hoje se originaram
a partir de reuniões num lar cristão. Você pode abrir as portas de sua casa
para a realização de reuniões de oração, cultos evangelísticos, ou escola
dominical. Alguns de seus vizinhos que jamais foram à igreja poderão
estar mais dispostos a ouvirem o evangelho em sua casa.
12 Em seu caderno, escreva as três frases que descrevem um lar cristão: 1)
Um lugar para a presença de Deus; 2) Um abrigo para os hóspedes; 3)
Um testemunho para a comunidade. Deixe umas cinco linhas em branco
entre cada tópico. Depois, abaixo de cada um, relacione algumas medidas
específicas que você pode tomar para que seu lar desenvolva essas caracte-
rísticas. Por exemplo, nas linhas sob o tópico 2) Um abrigo para os hóspe-
des, você poderá escrever nomes de pessoas a quem você poderia hospedar,
demonstrando assim sua hospitalidade.

173
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

autoteste

1 Circule a letra em frente de cada afirmativa VERDADEIRA.


a A Bíblia não define qual é o papel da esposa no contexto familiar.
b Para obedecer ao padrão de Deus para o lar, o marido precisa cumprir
o dever de ser o líder da família.
c Como o marido é o líder da casa, a esposa não precisa se preocupar
com relação à vontade de Deus para o lar.
d O modelo a ser observado no casamento cristão é o relacionamento
entre Cristo e a igreja.

2 Associe as referências bíblicas ou frases (à esquerda), ao relaciona-


mento familiar, ou ao membro da família a que melhor se aplicam (à
direita).

.... a Amar como Cristo amou a igreja. 1) Marido e Mulher.


2) Marido.
.... b Efésios 6.1-3.
3) Mulher.
.... c Não separar o que Deus uniu. 4) Filhos.
5) Pais.
.... d Cuidar da casa.
.... e Ensinar a Palavra de Deus.
.... f 1 Coríntios 7.3-5.
.... g Efésios 5.25.

3 A “dupla função” do chefe de família cristão como mordomo respon-


sável pelo lar refere-se ao seu papel de:
a) provedor e administrador.
b) instrutor e líder.
c) marido e pai.

174
NOSSO LAR

4 Suponhamos que você esteja explicando, numa aula, que o mordomo


cristão deve ser hospitaleiro. Associe cada referência bíblica (à esquer-
da), à descrição de como você poderia usar aquela passagem bíblica em
seu ensino (à direita).
1) Para dar um exemplo bíblico de hospitali-
......a 2 Reis 4.8-11.
dade.
......b Atos 16.14,15. 2) Para demonstrar que a hospitalidade é
citada como sendo uma das característi-
......c Romanos 12.13.
cas do obreiro cristão.
......d 1 Timóteo 3.2. 3) Para mostrar que a Bíblia nos manda ser
hospitaleiros.
......e Tito 1.8.

respostas às perguntas de estudo

7 Sua resposta deve ser mais ou menos assim: O pai (ou a mãe) que
disciplina e corrige o filho, demonstra se importar com o seu futuro e
quer ajudá-lo a ser uma pessoa madura e responsável.
1 b) a instituiu.
8 Resposta pessoal. Se existem áreas nas quais seu desempenho não
tenha sido bom, peça ao Senhor que o(a) ajude e oriente para que
você seja um pai (ou uma mãe) melhor.
2 Sua resposta deve conter as seguintes idéias básicas: O padrão
para os relacionamentos no lar cristão são descritos em 1 Corínti-
os 11.3, e Efésios 5.22-6:4. Essas passagens mostram como Deus
estabeleceu a hierarquia da autoridade na família, colocando Cristo
como o líder máximo, e o marido como o cabeça da mulher. Os
que exercem autoridade no lar devem se guiar pelo exemplo de
Cristo.
9 b) Tomé.
c) Eduardo.
3 a Para se dedicar à oração, por um certo período de tempo.
b Ambos precisam estar de comum acordo antes de fazê-lo.
10 a) A integridade da família.

175
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

4 a) Falso.
b) Verdadeiro.
c) Falso. (Embora o divórcio traga sofrimento aos filhos, o motivo
principal pelo qual o divórcio é errado é o fato de ser uma interfe-
rência humana em um relacionamento estabelecido por Deus, como
vemos em Mateus 19.6).

11 A família se reúne para estudar a Palavra de Deus e adorá-lo em con-


junto.

5 Você poderia responder que o princípio da igualdade, mencionado em


Gálatas 3.28, não anula o padrão divino para o marido e a mulher, que
se encontra em Efésios 5.22-24. Além do mais, você poderia, ainda,
complementar a resposta citando outros versículos bíblicos e razões
que, nesta lição, estão no subtópico A Esposa.

12 Resposta pessoal. Meu desejo é que tudo o que você estudou possa
auxiliá-lo a encontrar meios para glorificar a Deus em seu lar.

6 a Verdadeiro – Efésios 5.28.


b Falso – Efésios 5.25; Colossenses 3.19.
c Falso – Efésios 5.28,29. (Ambos são um só, portanto o marido
que ama a esposa de forma altruísta ama também a si mesmo.)

176
Lição 9
Nossa Igreja

O evangelho é a mensagem da salvação que Deus oferece por inter-


médio de Jesus Cristo. Ele é um dos bens mais valiosos que Deus confiou
à igreja. Como membros, temos a responsabilidade inegável de anunciá-
lo àqueles que ainda não o ouviram. Em outras palavras, o maior de todos
os deveres de igreja – a tarefa que também é conhecida como “A Grande
Comissão”, é evangelizar o mundo.

Na condição de obreiro do Senhor, você pode estar se perguntando:


“O que eu preciso fazer para cumprir esse dever a contento?” Esta lição
tem a finalidade de responder a essa pergunta. Na primeira parte daremos
sugestões sobre como mobilizar os membros da sua igreja no sentido de
cumprir a Grande Comissão; na segunda, apresentaremos algumas idéias
que poderão ser úteis para melhorar a situação financeira da igreja, de
modo que ela tenha condições de arcar com as despesas que envolvem o
cumprimento da Grande Comissão.

esboço da lição

Mobilizando os Membros da Igreja


Melhorando a Situação Financeira da Igreja

177
objetivos da lição

Ao terminar esta lição, você deverá ser capaz de:

Planejar meios pelos quais os cristãos possam cumprir suas responsa-


bilidades como mordomos do evangelho.

Descrever procedimentos específicos que poderão ser empregados


no cumprimento do plano de Deus para as finanças da igreja.

atividades de aprendizagem

1. Estude esta lição do mesmo modo que estudou as anteriores. Fique


atento a cada subdivisão: o esboço, os objetivos, as palavras-chaves,
os diagramas, os modelos, as perguntas de estudo, e o autoteste.

2. À medida que for estudando os métodos e os modelos apresentados,


pense em formas de adaptá-los à sua situação. Muitas igrejas têm sido
beneficiadas ao usarem esses recursos, portanto eles também poderão
ser úteis à sua igreja.

178
NOSSA IGREJA

palavras-chaves

comissão habitual procedimento


comprovante levantamento saída
conselheiro modelo tesoureiro

desenvolvimento da lição
MOBILIZANDO OS MEMBROS DA IGREJA
Ensinando a Mordomia Aplicada ao Evangelho

Objetivo 1: Compreender o significado da mordomia aplicada ao evan-


gelho.

Algumas igrejas parecem que estão satisfeitas em ser simplesmente


um grupo de crentes; seus membros não demonstram muita preocupação
com a continuidade de seu crescimento. Eles passam a acreditar que seus
deveres cristãos se resumem a comparecer aos cultos e sustentar o pastor
que lhes traz as mensagens.

O erro de tais igrejas, em grande parte, se deve ao fato de ninguém ter


ensinado aos membros sobre a prática da mordomia em relação ao evan-
gelho. Para reparar esse erro é necessário que essas igrejas comecem a
aprender as verdades fundamentais desse aspecto da mordomia, que são:

1. A mensagem do evangelho pertence a Deus. O evangelho é de


Deus (Rm 1.1), e originou-se nele. (1 Tm 1.11).

2. Somos mordomos do evangelho. Somos todos parceiros que tra-


balham juntos para Deus (1 Co 3.9). Ele nos revelou os seus mistérios –
os mistérios do evangelho (1 Co 4.1; Ef 6.19), e confiou a nós a tarefa de
propagá-lo (1 Co 9.17,18; Mt 10.7,8).

3. Precisamos conhecer o evangelho. Obviamente isso faz muito sen-


tido, pois não podemos pregar a outros uma mensagem que nós mesmos
não conhecemos. Entretanto, há cristãos que enfrentam justamente esse
problema: por não terem compreendido bem os fundamentos do evange-
lho, não têm condições de evangelizar.

179
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

Uma das maneiras de ensinar os rudimentos do evangelho aos já


convertidos é contar-lhes a história de Jesus da forma como fazem os
evangelistas. O curso Pontos Salientes da Vida de Cristo, do ICI, serve
muito bem para esse propósito. Afinal, grande parte da mensagem
evangelística que os apóstolos pregavam era baseada nesses pontos sali-
entes da vida de Jesus (At 2.22-24,32,33; 10.36-42; 13.23-32; 1 Co 15.1-
7). Ainda hoje, em certos países, o melhor método de evangelização é
simplesmente contar a história de Jesus.

Outro modo de explicar o evangelho aos convertidos é apresentar-


lhes, passo a passo, as verdades essenciais da salvação: a) O ser humano
é pecador, por isso está debaixo de condenação (Rm 3.10-12, 23; 6.23);
b) O homem não tem condições de salvar a si mesmo (Jr 2.22); c) Somen-
te Jesus Cristo pode salvar o perdido (At 4.12; 1 Tm 1.15); d) Para ser
salvo, o homem precisa crer em Jesus (Jo 3.16; At 16.31).

4. Temos a obrigação de pregar o evangelho. Existem três razões


pelas quais devemos fazê-lo: a) Jesus ordenou-nos que pregássemos (Mt
2.:19,20; Mc 16.15; Lc 24.47, At 1.8); b) A pregação é o meio que Deus
usa para salvar os perdidos (Rm 1.16); c) Se não pregarmos, seremos
culpados de negligência (1 Co 9.16).

1 A mordomia do evangelho significa que a igreja:


a) é a dona do evangelho.
b) recebeu a incumbência de pregar o evangelho.
c) foi o lugar onde o evangelho se originou.

Exercendo os Dons Espirituais

Objetivo 2: Separar as alternativas que mostram como o batismo no


Espírito Santo e os dons espirituais estão diretamente liga-
dos à missão da igreja.

A missão que Deus deu à igreja é grandiosa, porém difícil. Contudo


ele também deu aos crentes os instrumentos necessários para cumprirem
sua missão de modo mais fácil e eficaz. Esses instrumentos são os dons
espirituais. Alguns desses dons têm o propósito de confirmar a mensa-
gem que tem sido pregada (Mc 16.17,18, 20).

180
NOSSA IGREJA

É possível que muitos dos membros de sua igreja ainda não tenham
recebido o batismo no Espírito Santo. Nesse caso, devem ser orientados a
orar e a buscar até que o recebam (Lc 24.49; At 1.4,5). Caso o crente tente
pregar o evangelho sem se importar em buscar o poder do Espírito Santo,
estará sendo negligente em sua função de mordomo. É como se ele fosse
encarregado de espalhar sementes em um campo enorme. Para auxiliá-lo na
difícil tarefa, o dono do campo colocou à sua disposição um trator com uma
máquina de semear. Porém, ele prefere semear manualmente e, enquanto tra-
balha, queixa-se de que a tarefa é difícil demais e talvez não consiga realizá-la.
Os crentes que recebem o batismo no Espírito Santo também rece-
bem dons espirituais. Contudo não basta recebê-los; é preciso exercê-los
e nunca negligenciá-los (1 Tm 4.14; 2 Tm 1.6) para que mais pecadores
sejam salvos e o corpo de Cristo seja edificado (Rm 12.4-8). Assim como
o evangelho é um bem valioso sob os nossos cuidados, os dons espiritu-
ais também são. Somos mordomos responsáveis por eles (1 Pe 4.10,11).

2 De que maneira o batismo no Espírito Santo e os dons espirituais estão


ligados à missão da igreja?
a) Eles são o tema das mensagens.
b) Eles constituem a maior meta que a igreja tem a atingir.
c) Eles constituem o meio de a igreja realizar a obra.

Planejando as Atividades
Objetivo 3: De acordo com os métodos sugeridos na lição, organizar as
etapas do planejamento das atividades da igreja.
Avalie a Situação da Sua Igreja
Podemos agrupar todas as atividades da igreja nestas quatro categorias:

1. Culto 2. Serviço
Cultos de louvor. Evangelização.
Reuniões de oração. Visitação.
Retiros espirituais. Construção e manutenção do
Cultos de vigília. templo e dependências.
Cultos de reavivamento, etc,. Eventos musicais.
Atividades em grupos (de se-
nhoras, de jovens, etc,).

181
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

3. Ensino 4. Comunhão
Classes para novos convertidos. Almoços (jantares, etc.) de con-
Classes para a preparação de fraternização.
obreiros. Excursões.
Classes de estudo bíblico, etc,. Atividades de recreação, etc,.
Antes de fazer qualquer planejamento de atividades, você precisa
avaliar a situação atual da igreja. Você poderá relacionar as atividades de
sua igreja por categorias, tomando por base o modelo dado. Depois, faça
a você mesma as seguintes perguntas. Alguma das quatro categorias está
recebendo prioridade excessiva, ou sendo negligenciada? A igreja pare-
ce assemelhar-se mais a uma escola, ou a um clube recreativo? Está ha-
vendo excesso de atividades de culto e escassez de serviço, ou vice-ver-
sa? Após essa análise, questione: “Estamos realmente marchando, ou só
marcando passo?” Suas respostas a essas perguntas o ajudarão a compre-
ender a realidade da igreja para que você possa iniciar o planejamento
das atividades. Na minha opinião, a seqüência em que aparecem as ativi-
dades em cada categoria nos dá uma idéia da importância relativa de
cada atividade. Essa seqüência poderá servir de referência no momento
de decidir o nível de prioridade a ser dado a cada atividade.
3 Em seu caderno, faça uma relação das atividades de sua igreja e ana-
lise-as conforme sugerido.
Realize Reuniões de Planejamento
Após haver analisado a situação atual da igreja, o pastor deve se reunir com
a diretoria da igreja e com os dirigentes dos departamentos para, juntos, elabo-
rarem o planejamento. Nessa reunião, deverão tomar as seguintes decisões:
1. Adequar à realidade local o planejamento em nível nacional e
regional. No caso de haver um planejamento estabelecido para esses ní-
veis, a igreja não pode simplesmente ignorá-lo ou descartá-lo.
2. Elaborar um planejamento único abrangendo todos os departa-
mentos, ou ajustar entre si os planejamentos de cada departamento da
igreja. Desse modo você evitará que existam departamentos trabalhando,
mas em conflitos entre si.

182
NOSSA IGREJA

Como o planejamento de âmbito nacional e regional costuma ser feito


para um período de um ano, as reuniões para elaborá-lo também podem
ser convocadas uma vez ao ano. Entretanto, é óbvio que para a elabora-
ção de planejamentos de curto prazo, tais reuniões deverão ocorrer com
maior freqüência; por exemplo, mensalmente ou bimestralmente, confor-
me a necessidade de cada um.

Quando o planejamento estiver pronto, deverá ser registrado no ca-


lendário de atividades da igreja. Existem algumas atividades para as quais
já deve haver uma data pré-estabelecida desde o início do ano. Quanto às
demais, de curto prazo, podem ir sendo acrescentadas ao calendário à
medida que forem sendo definidas.

Use a Estratégia Adequada

A estratégia que apresentamos na Lição 3 poderá ser muito útil na


elaboração do planejamento de atividades. Por exemplo, a igreja pode
estabelecer alvos de ganhar 30 novos membros e iniciar uma congrega-
ção ou um ponto de pregação. Então, é necessário definir as prioridades
específicas de cada alvo. Naturalmente, o culto e a evangelização devem
estar sempre entre os alvos de prioridade máxima. Por fim, devem-se
traçar os planos para que cada um dos alvos seja atingido. Por exemplo,
para que a igreja alcance os 30 novos membros, seria necessário preparar
obreiros, realizar campanhas evangelísticas, criar classes para novos con-
vertidos, e programar cultos para a realização de batismos.

4 Seguem-se diversos passos a serem tomados em uma situação especí-


fica dentro do planejamento de atividades da igreja. Organize-os na se-
qüência correta, numerando-os de 1 a 7. Você poderá se orientar pelo
método apresentado na lição.
.... a Encontrar três crentes capazes para serem treinados como profes-
sores.
.... b Convocar uma reunião com toda a liderança.
.... c Detectar que existem poucas atividades de ensino.
.... d Classificar todas as atividades da igreja por categorias.
.... e Estabelecer um horário para as aulas preparatórias.
.... f Incluir no calendário as datas das aulas preparatórias.
.... g Planejar três novas classes de estudo bíblico.

183
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

Alcançando o Mundo
Objetivo 4: Seguir o plano de evangelização e expansão apresentado
em Atos 1.8, ao decidir qual das muitas atividades que a
igreja deve fazer primeiro.
Uma vez concluído o seu planejamento, a igreja deve colocá-lo em
prática. Em um planejamento cujo propósito principal é a evangelização,
é preciso saber por onde começar. O Senhor deixou um plano de
evangelização e expansão para a igreja primitiva, o qual pode ser tomado
como referência ainda hoje. Encontramos esse registro em Atos 1.8.

Confins da Terra
Samaria
Judéia
Jerusalém

Sua cidade
Lugares Perto
Seu estado
Lugares mais distantes

Como podemos ver no diagrama, é aconselhável que a igreja inicie o


processo de evangelização a partir do local em que está situada, e depois ir
avançando gradualmente em direção aos locais mais distantes. Para reali-
zar essa obra, vários métodos podem ser utilizados; por exemplo: a) cam-
panhas evangelísticas na igreja, b) campanhas evangelísticas nos bairros,
c) abertura de pontos de pregação, d) cultos ao ar livre, e) distribuição de
literatura evangélica (folhetos) de casa em casa, f) visitas em hospitais, g)
cultos em prisões, h) testemunho pessoal, e i) programas de rádio e TV.

Contudo, o trabalho evangelístico não deve consistir em um esforço


concentrado apenas em uma ocasião especial, que logo é seguido de um
tempo de inatividade. O plano de Deus é que a igreja esteja incessantemen-
te envolvida na obra da evangelização. Os primeiros cristãos evangelizavam
todos os dias (At 5.42); e o resultado era que todos os dias o Senhor acres-
centava à igreja o número dos que iam sendo salvos (At 2.47).

184
NOSSA IGREJA

Os novos convertidos devem receber instrução a fim de que possam


evangelizar outros que, por sua vez, virão a evangelizar outros mais, e
assim sucessivamente (2 Tm 2.2). A vida da igreja, portanto, deve ser um
ciclo contínuo de evangelização e instrução.

5 Suponhamos que uma igreja deseje agir conforme o plano relatado em


Atos 1.8 para levar o evangelho ao mundo. Qual destas atividades seria a
mais adequada para iniciar a obra?
a) Distribuir literatura evangelística nas casas próximas à igreja.
b) Enviar missionários e evangelistas a um país vizinho.
c) Fazer cultos evangelísticos em uma das cidades da região.

Distribuindo as Tarefas
Objetivo 5: Encontrar uma solução para determinada necessidade mi-
nisterial aplicando o princípio da distribuição nas tarefas da
igreja.
Para que possa cumprir sua missão da melhor maneira possível, a
igreja precisa mobilizar cada um de seus membros. Ela não pode ser divi-
dida entre “atores” e “espectadores”; ou seja, aqueles que fazem o traba-
lho, e os demais que assistem passivamente. Todos os membros devem
ser trabalhadores.
A igreja é o corpo de Cristo (1 Co 12.27). No corpo, cada membro
tem uma função específica. Por exemplo, os olhos servem para ver, mas
não para andar. Assim, determinado membro da igreja pode ser um exce-
lente professor de adultos, mas não ter aptidão para ser dirigente de lou-
vor. Portanto, é necessário que se faça a distribuição das tarefas da igreja
de acordo com os talentos e os dons que Deus deu a cada um.

185
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

Os talentos e os dons espirituais de certas pessoas são bem visíveis;


outros, porém, parece que os tem escondido. No primeiro caso, o líder
sábio não terá dificuldades em direcioná-los adequadamente, colocando a
pessoa certa na função apropriada. No outro caso, é necessário que os dons
e talentos desses irmãos venham à tona para que possam ser empregados.
Algo que pode ajudar nesse sentido seria elaborar uma lista das atividades
da igreja e distribuir cópias entre esses irmãos. Desse modo, todos terão a
oportunidade de especificar em quais atividades gostariam de participar.
Faça essa experiência! Não existe dúvida nenhuma de que vai funcionar!
6 Suponhamos que você seja o líder de uma igreja que está precisando
de um professor para a classe de estudo bíblico para os jovens. O que
você deveria fazer primeiro?
a) Pedir que a pessoa responsável pelas visitas em hospitais seja o pro-
fessor deles.
b) Assumir pessoalmente essa função, mesmo já tendo várias outras res-
ponsabilidades.
c) Conceder a cada membro a oportunidade de dizer quais interesses e
habilidades eles têm.
MELHORANDO A SITUAÇÃO FINANCEIRA DA IGREJA
Ensinando à Igreja o Plano de Deus Para as Suas Finanças
Objetivo 6: Associar os versículos bíblicos que falam do plano de Deus
para as finanças da igreja, com as afirmações que expres-
sem as verdades neles contidas.
A Necessidade Desse Ensino
O plano financeiro para a igreja está absolutamente ligado ao cumpri-
mento da Grande Comissão. É por isso que as igrejas que desconhecem
esse plano acabam fracassando na missão que Deus lhes deu. Na verda-
de, a omissão do ensino do plano de Deus para as finanças da igreja causa
um prejuízo tríplice:
1. Aos crentes, que deixam de receber as bênçãos que Deus concede
aos que obedecem ao seu plano;
2. À igreja, que não dispõe de fundos suficientes para cumprir a Gran-
de Comissão;
3. Ao pastor, que fica sem receber o suficiente para suprir as suas
necessidades.

186
NOSSA IGREJA

O Plano Financeiro de Deus

O plano de Deus para as finanças da igreja se apóia em seis verdades


básicas. Ao responder a próxima pergunta, você verá quais são essas ver-
dades.

7 Seguem-se seis referências ou grupos de referências bíblicas (à direita)


e as seis verdades básicas sobre o plano de Deus para as finanças da igreja
(à esquerda). Após ler os versículos, associe-os à verdade que ensinam.

.... a O povo de Deus deve sustentar a 1) Números 18.25-29.


obra por meio dos dízimos e ofer- 2) Provérbios 3.9,10; Mala-
tas. quias 3.10; 2 Coríntios
.... b O povo de Deus também deve 9.6,7,10,11.
sustentar os ministros do evange- 3) Levítico 27.30; Malaquias
lho. 3.8-10; 1 Coríntios 16.1,2.
.... c Os ministros também têm o dever 4) Deuteronômio 16.16,17.
de contribuir financeiramente 5) Gênesis 14.18-20; Núme-
para o sustento da obra. ros 18.1-24; Deuteronô-
.... d Nenhum cristão deve se recusar a mio 18.1-5; 1 Coríntios
contribuir com o sustento da obra. 9.11-14.
.... e Deus abençoa aqueles que contri- 6) Êxodo 25.1-9; Números
buem para o sustento de sua obra 7.1-89; Esdras 2.68,69;
e de seus ministros. Romanos 15.25-27; 2 Co-
.... f Alvos maiores na obra de Deus ríntios 8.1-4.
devem ser alcançados através de
ofertas específicas.

Algumas Recomendações

É aconselhável ensinar aos novos convertidos os fundamentos da


mordomia cristã. Isso pode ser feito durante sua preparação para o batis-
mo. Assim poderão aprender que o ato de dar faz parte da vida cristã,
tanto quanto orar, ler a Bíblia, e ir à igreja.

Os demais membros poderão fazer estudos bíblicos abordando a mor-


domia cristã. Esses estudos podem ser ministrados a toda a igreja ou aos
seus departamentos separadamente.

187
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

O objetivo desse ensino é levar cada crente a se tornar um dizimista


fiel. Aliás, a única justificativa aceitável para um cristão não ser dizimista
é se ele não tiver nenhum tipo de renda. Entretanto, se ele tiver alguma,
por menor que seja, ela é uma bênção que Deus lhe deu e, portanto, ele
deve dar o dízimo dessa quantia.

Elegendo Uma Comissão de Finanças


Objetivo 7: Identificar exemplos dos deveres de uma comissão de fi-
nanças.

Atos 6.1-6 mostra que a igreja escolheu sete irmãos para cuidarem do
sustento das viúvas, possibilitando que os apóstolos se dedicassem ex-
clusivamente à oração e à pregação. Semelhantemente, existem algumas
igrejas que crêem que é uma boa idéia ter uma comissão de finanças que
divida com o pastor a responsabilidade de cuidar dos negócios da igreja.

A comissão de finanças poderá ser composta pelo tesoureiro da igreja


juntamente com mais alguns conselheiros, dentre os quais geralmente o
pastor é o presidente.

A função dessa comissão normalmente consiste em: 1) elaborar e ad-


ministrar o orçamento da igreja, 2) fazer o planejamento da coleta de
fundos e, 3) ao final de cada culto, fazer a contagem e o registro escrito
dos dízimos e ofertas.

8 Conforme vimos na lição, uma das funções específicas da comissão


de finanças é:
a) decidir de que maneira usar os recursos da igreja.
b) instruir os novos convertidos sobre o dízimo.
c) planejar como as tarefas na igreja devem ser distribuídas.

Administrando as Finanças

Objetivo 8: Selecionar métodos de administração das finanças da igreja


que estejam de acordo com as diretrizes dadas nesta lição.
A administração das finanças da igreja é um processo que envolve a
coleta, a guarda, e a utilização adequada do dinheiro. As sugestões práti-

188
NOSSA IGREJA

cas apresentadas nesta seção, bem como nas seguintes, trazem alguns
dos métodos de administração financeira que têm sido bastante úteis nas
igrejas de meu país (Chile). É bem provável que tais procedimentos, se
adaptados à sua realidade, possam auxiliá-lo também.

A Coleta
O dinheiro proveniente da coleta de dízimos e ofertas deve ser contado
por uma comissão, que deve ser composta de pelo menos dois membros
ou, de preferência, três, dentre os quais estará o tesoureiro. Algumas igre-
jas acham mais prático registrar os dízimos em um livro e as ofertas em
outro. No livro de registro de dízimos deve-se anotar, junto ao nome de
cada dizimista, a quantia correspondente. Quando alguém der uma oferta
especial de valor elevado, é recomendável fornecer-lhe um recibo. Esse
procedimento é especialmente importante nos casos em que o ofertante se
compromete a dar uma determinada quantia durante um certo período de
tempo. Sempre que os dízimos e ofertas forem recolhidos, o dinheiro deve
ser contado pela comissão e, em seguida, entregue ao tesoureiro.

A Guarda do Dinheiro em Segurança


Caso a igreja tenha fundos suficientes, deve abrir uma conta bancária
e depositar o dinheiro nela. Ali, ele estará protegido de certos riscos como
roubo ou incêndio, que poderiam ocorrer na casa do tesoureiro. A conta
deve ser aberta no nome da igreja, com as assinaturas do pastor e do
tesoureiro. Desse modo, ambas as assinaturas serão necessárias para se
fazerem saques.
Em certos lugares do mundo é impossível ter conta bancária; nesses
casos, a igreja pode adquirir um cofre para que o tesoureiro guarde ali o
dinheiro. A chave deve ficar com o pastor ou com outro membro da co-
missão de finanças; assim, para abrir o cofre sempre será necessária a
presença de duas pessoas.

As Despesas
O dinheiro arrecadado deve ser gasto de acordo com o que a igreja ou
a diretoria já tenha estabelecido previamente. Quanto ao sustento do pas-
tor, basta que a diretoria da igreja dê autorização ao tesoureiro para pagá-
lo automaticamente, por tempo indeterminado. A mesma autorização

189
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

valerá para as despesas habituais de pequena monta, como luz, água,


limpeza, etc. Contudo, para efetuar uma despesa de valor elevado, é acon-
selhável que haja a aprovação da diretoria. Em certos casos, é bom ter o
apoio de toda a igreja.
9 De modo geral, os recursos financeiros da igreja servem para:
..................................................................................................................................
No caso de a igreja possuir conta corrente, as contas devem ser pagas
em cheque, mas as despesas menores devem ser pagas em dinheiro. Sem-
pre que possível, o tesoureiro deve solicitar um comprovante de paga-
mento (nota fiscal, fatura, recibo) para as despesas que pagar.

10 Circule a letra em frente de cada procedimento que esteja de acordo


com as diretrizes dadas nesta lição.
a) Uma certa igreja não tem possibilidades de manter uma conta bancá-
ria, por isso o pastor guarda o dinheiro da igreja num local seguro, em
sua própria casa.
b) A comissão de finanças de determinada igreja autoriza o tesoureiro a
pagar automaticamente todas as futuras contas de luz, telefone, e lim-
peza.
c) Em certa igreja, logo após a coleta dos dízimos e ofertas, o tesoureiro,
sozinho, faz a contagem do dinheiro.

Sendo Fiel
Objetivo 9: Escolher exemplos de como uma comissão de finanças agi-
ria com fidelidade em determinadas circunstâncias.
O pastor, bem como a diretoria da igreja e a comissão de finanças
precisam ter em mente que são apenas administradores dos recursos da
igreja (2 Co 8.19,20). Esses recursos, na verdade, pertencem ao Senhor;
e, assim sendo, a liderança da igreja deve administrá-los com fidelidade
(1 Co 4.2). Isso implica em que os recursos devem ser administrados
conforme as decisões já tomadas pela igreja.
Os líderes devem também ser fiéis no exercício da mordomia cristã.
Não é certo para um pastor que não entrega o dízimo ensinar os membros
de sua igreja a serem dizimistas (Rm 2.21,22). Igualmente, não é correto
que um crente não dizimista seja tesoureiro, pois é inaceitável que al-

190
NOSSA IGREJA

guém que esteja roubando do Senhor seja encarregado da administração


de seus recursos (Ml 3.8).

Quando os líderes da igreja cumprirem os seus deveres com fidelida-


de e procederem conforme estudamos nas seções anteriores, irão con-
quistar a confiança da igreja que, conseqüentemente, terá um desejo cada
vez maior de contribuir. O resultado disso será um aumento dos recursos
financeiros da igreja, e ela terá condições de cumprir a Grande Comis-
são. Não há dúvida de que a fidelidade gera confiança.

11 Em qual destas igrejas os recursos financeiros estão sendo adminis-


trados com fidelidade?
a) Em certa igreja, os membros levantaram uma oferta a ser destinada a
um trabalho evangelístico. A comissão de finanças resolve empregar
parte do dinheiro em reparos no prédio do templo.
b) Numa certa igreja, um membro não dizimista se dispõe a ocupar o
cargo de tesoureiro. Porém, a igreja decide que só lhe dará esse cargo
quando ele se tornar dizimista.

Usando Livros de Registro Financeiro

Objetivo 10: Associar os diversos itens aos livros de registro financeiro


em que devem ser inscritos.

Os livros de registro financeiro são indispensáveis para administrar


as finanças. Uma igreja, contudo, não precisa ter tantos quanto uma em-
presa tem. Basta um livro-caixa, que deve ficar sob a responsabilidade
do tesoureiro.

O livro-caixa serve para registrar o movimento financeiro de cada


mês. É numerado a cada duas páginas. Na página da esquerda, registram-
se as entradas (dinheiro recebido); na da direita, as saídas (despesas).

As entradas consistem, via de regra, de dízimos e ofertas. De vez em


quando existirão outras entradas provenientes, por exemplo, de vendas
efetuadas ou de alguma devolução de dinheiro. Na maioria das vezes as
saídas consistem principalmente de despesas com o sustento pastoral,
gastos habituais da igreja, e compras diversas.

191
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

No final de cada mês, calcula-se o total dos dízimos constantes do


livro de registro de dízimos e adiciona-se o valor às entradas no livro-
caixa. A mesma coisa é feita em relação às ofertas advindas das congre-
gações e dos pontos de pregação.
12 Qual é a finalidade do livro-caixa?
..................................................................................................................................
Às vezes levantam-se ofertas destinadas a uma pessoa ou instituição
específicas; por exemplo: um pregador visitante, um irmão necessitado,
missões, a escola bíblica, ou sociedades bíblicas. Nesses casos é reco-
mendável que tais ofertas sejam registradas no livro-caixa como entradas
e, em seguida, como saídas, para que fiquem documentadas nos registros
financeiros da igreja.
A seguir vemos um modelo de registro financeiro mensal em um li-
vro-caixa, que pode ser adaptado conforme a realidade de sua igreja.

1 Junho/200... 1
1 Oferta 26,00 3 Despesas com viagem 20,40
4 Oferta 76,40 pastoral
8 Oferta 21,20 5 Luz/água/telefone 62,40
11 Oferta 45,60 9 Material de construção 139,20
11 Oferta Reverendo X. Z. 100,00 11 Repasse oferta Rev. X. Z. 100,00
15 Oferta 22,20 31 Salários 1240,00
18 Oferta 43,60 31 Repasse de ofertas 90,00
22 Oferta 23,60 esco- la bíblica
25 Oferta 50,00 31 Despesas postais 10,40
25 Oferta para escola bíbli-
ca
31 Total ofertas do mês:
Congregação A 90,00
31 Total ofertas do mês:
Congregação B 58,00
Total de dízimos do
mês:
Total de entradas do
mês:
31 Saldo do mês de
maio: 40,00
Balanço – Total 1.848.00
2.444,60 Total de saídas do mês 1.662,40
233,60 Saldo para o mês de julho 1.015,80
2.678,20 Balanço – Total 2.678,20

Ao final de cada mês, faz-se o balanço entre os dois lados, conforme


demonstrado no modelo. O total de entradas do mês somado ao saldo do
mês anterior deve, necessariamente, coincidir com o total de saídas do
mês somado ao saldo para o mês seguinte.

192
NOSSA IGREJA

Todas as igrejas deveriam ter também um livro de registro do


patrimônio. Nesse livro, relacionam-se todos os bens materiais pertencen-
tes à igreja. Quando algum item do patrimônio for descartado, deve-se
riscá-lo da relação e fazer uma observação escrita do fato. Deve existir
também, nesse livro, um registro de qualquer bem comprado, vendido ou
extraviado.
É recomendável que periodicamente a igreja faça um novo levanta-
mento do patrimônio, a fim de verificar se os registros do livro refletem
com precisão a realidade. Ao iniciar o ministério numa nova igreja, é
aconselhável que o pastor tenha acesso a esse livro juntamente com um
levantamento atualizado do patrimônio da igreja.

13 Associe cada item, à esquerda, ao livro ou à pagina em que deve ser


registrado, à direita.
1) Livro de Registro
.... a Oferta para a escola bíblica: R$40,00. de Dízimos.
.... b Compra de 3 cadeiras. 2) Livro-caixa, pági-
.... c Oferta da congregação – total do na da esquerda.
mês: R$30,68. 3) Livro-caixa, pági-
.... d Pagamento dos salários pastorais: na da direita.
R$550,00. 4) Livro de Registro
.... e Repasse de oferta para escola bíbli- do Patrimônio.
ca: R$40,00.
.... f Dízimo – Antônio da Silva: R$21,00.
.... g Venda de 2 estantes para partitura.

Prestando Contas
Objetivo 11: Identificar exemplos de itens que devem constar do relató-
rio financeiro da tesouraria.
Na Lição 2 você aprendeu que o mordomo tem o dever de prestar
contas de seu trabalho. De igual modo, o tesoureiro deve, mensalmente,
prestar contas das finanças à diretoria da igreja. É recomendável que a
igreja também seja informada da movimentação financeira, o que pode
ser feito apresentando-se um relatório financeiro sucinto, a menos que a
igreja solicite maiores detalhes. O relatório deve conter: 1) os nomes dos
dizimistas e o total dos dízimos; 2) a situação financeira atual da igreja. A
seguir encontramos um modelo de relatório financeiro resumido para a
igreja, baseado no modelo anterior.

193
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

Junho/200...

ENTRADAS SAÍDAS
Ofertas em geral 308,60 Ofertas especiais 190,00
Ofertas especiais 190,00 Despesas gerais 72,80
Ofertas das congregações 98,00 Despesas com transporte 20,40
Dízimos 1.848,00 Despesas c/ manutenção 139,20
Salários 1.240,00

Total de Entradas 2.444,60


Saldo anterior (maio) 233,60 Total de saídas 1.662,40
Saldo para julho 1.015,80
Balanço – Total 2.678,20 Balanço – Total 2.678,20

Um relatório semelhante, contendo toda a movimentação financeira


do ano, pode ser apresentado na assembléia anual da igreja. Para calculá-
la, basta somar os valores de todos os relatórios mensais.

14 Circule a letra em frente de cada item que deve constar do relatório


mensal da tesouraria, de acordo com o modelo apresentado na lição.
a) A soma das ofertas em geral.
b) Uma relação do mobiliário da igreja.
c) O total de despesas do mês.
d) Os recibos emitidos referentes às ofertas especiais.
e) O total dos salários pagos.

O Sustento Pastoral

Objetivo 12: Dentre várias quantias, selecionar a que melhor representa


um valor razoável para o sustento do pastor, de acordo com
as circunstâncias apresentadas.

As Diversas Formas de Sustento

Entre as várias maneiras de prover o sustento do pastor, as mais co-


muns são: 1) os dízimos dos crentes; 2) uma porcentagem dos dízimos e
ofertas; 3) honorários; 4) um salário; 5) donativos.

194
NOSSA IGREJA

Um Salário Justo
É difícil para certas igrejas definirem um valor justo para o sustento
do pastor. Talvez isso ocorra porque elas deixem de considerar em pri-
meiro lugar a quantia de que o pastor realmente necessita para viver con-
dignamente. É evidente que o pastor não precisa ter um luxuoso padrão
de vida, porém ele deve ter uma renda suficiente para poder fazer “o
trabalho com alegria”, e não ter de fazê-lo “com tristeza” (Hebreus 13.17
– A Bíblia na Linguagem de Hoje).
Os crentes devem levar em consideração o fato de que o pastor normal-
mente recebe mais hóspedes e viaja com maior freqüência do que eles. Além
disso, no dia-a-dia ele precisa se vestir de modo compatível com a sua fun-
ção, e também tem a necessidade constante de adquirir novos livros para seu
auto-aperfeiçoamento, a fim de que esteja cada vez mais apto a instruir a
igreja. Outro aspecto a ser considerado é o número de membros da família do
pastor: quanto mais pessoas, maior a necessidade, naturalmente.
Sem deixar de levar em consideração os fatores já mencionados, po-
deríamos perguntar: Qual seria uma referência salarial razoável para de-
finirmos o valor do sustento pastoral? Essa referência pode bem ser o
salário inicial médio de um funcionário público em nosso país.
15 Em uma determinada igreja, os membros desejam definir o valor do
sustento pastoral. Com base nas diretrizes desta lição, a igreja deve esta-
belecer um valor compatível com o salário:
a) de alguém que exerça um cargo governamental.
b) médio da maioria dos membros da igreja.
c) de um médico ou advogado da cidade.
Trabalhando em Cima de um Orçamento
Objetivo 13: Com base no modelo fornecido, elaborar o orçamento da
igreja em compatibilidade com a renda.
Na Lição 7, consideramos a necessidade de elaborarmos um orça-
mento para nossas finanças pessoais. Um orçamento é extremamente útil,
também, para manter em ordem as finanças da igreja.
O primeiro passo para a elaboração de um orçamento é criar uma comis-
são formada por irmãos capacitados para essa tarefa. Essa comissão elabora
o orçamento e apresenta-o ao pastor e à diretoria da igreja. É óbvio que,

195
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

muitas vezes, o próprio pastor e a diretoria se responsabilizam conjuntamente


pela elaboração do orçamento, não havendo necessidade de formar-se uma
comissão específica. Depois de examinado e aprovado pela diretoria, o orça-
mento deve ser submetido à apreciação e aprovação da igreja.
A comissão responsável pelo orçamento faz um levantamento de to-
dos os recursos de que a igreja dispõe no momento, bem como uma pro-
jeção da renda da igreja a curto prazo. Faz também um estudo das despe-
sas habituais e acrescenta outras despesas, investimentos a fazer, e uma
reserva de capital para despesas inesperadas. Obviamente, o valor total
das despesas não poderá ser superior ao da receita.
De modo geral, o orçamento é feito anualmente. Contudo, se você
deseja um orçamento mensal a partir do orçamento anual, basta dividir
cada valor por 12. E se no decorrer do ano a inflação subir além do espe-
rado, e tornar o orçamento inviável, é necessário que os valores sejam
devidamente reajustados. Entretanto, se esse orçamento for elaborado
usando percentuais em lugar de valores numéricos, esse reajuste não pre-
cisará ser feito com tanta freqüência.
16 Supondo-se que uma igreja esteja trabalhando com uma previsão
orçamentária anual de U$4.800,00, qual deve ser a média mensal de ren-
da para não exceder o orçamento?
a) R$200,00.
b) R$400,00.
c) R$2.400,00.
d) R$4.800,00.
Segue-se um modelo de orçamento, que você poderá adaptar às ne-
cessidades e características de sua igreja.
Valor Anual Valor Mensal
RECEITA
Dízimos
Membros efetivos ____________ ____________
Novos membros ____________ ____________
Colaboradores ____________ ____________
Ofertas
Gerais ____________ ____________
Especiais ____________ ____________

196
NOSSA IGREJA

Valor Anual Valor Mensal


Outros Rendimentos
Vendas ____________ ____________
Doações ____________ ____________
Total da Receita ____________ ____________
DESPESAS
Interdenominacionais
Sociedade Bíblica ____________ ____________
Associação Evangélica ____________ ____________
Denominacionais
Missões ____________ ____________
Fundo Nacional ____________ ____________
Fundo Estadual ____________ ____________
Escola Bíblica ____________ ____________
Locais
Despesas Gerais ____________ ____________
Transporte ____________ ____________
Literatura ____________ ____________
Evangelismo ____________ ____________
Construção/Manutenção do
Templo ____________ ____________
Salários ____________ ____________
Mobiliário e Equipamentos ____________ ____________
Emergências ____________ ____________
Total das Despesas ____________ ____________
Ao término de um ano trabalhando com um orçamento, a igreja deve
avaliar os resultados. A receita prevista foi atingida? Existem despesas que
devem ser retiradas do orçamento? Houve áreas para as quais os recursos
foram insuficientes? As respostas a essas e a outras perguntas semelhantes
servirão de orientação para a elaboração do orçamento para o ano seguinte.
17 Observe o modelo de entradas do mês de junho, apresentado no tópi-
co “Usando Livros de Registro Financeiro”. Suponhamos que a renda
total daquela igreja durante o ano foi de R$27.000,00 (incluindo os
R$2.444,60, recebidos em junho). Em seu caderno, elabore um orçamento
anual para aquela igreja, baseando-se no modelo dado.

197
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

autoteste

1 Suponhamos que você queira explicar a um grupo de crentes o que significa


exercer a mordomia cristã em relação à evangelização. Associe as colunas,
relacionando cada referência bíblica (à esquerda) com o aspecto desse tipo de
mordomia que a referência bíblica ajudaria a esclarecer ou ilustrar (à direita).

.... a Mateus 10.7,8. 1) O evangelho pertence a Deus.


.... b Marcos 16.15. 2) Somos mordomos responsáveis
.... c Atos 4.12. pelo evangelho.
.... d Atos 10.36-42. 3) Precisamos conhecer o evangelho.
.... e Romanos 1.1. 4) Temos o dever de pregar o evan-
.... f 1 Coríntios 3.9. gelho.
.... g 1 Timóteo 1.11.

2 Em seu caderno, faça uma lista das atividades que poderiam ser usa-
das pelo dirigente de uma igreja a fim de saber como distribuir as tarefas
da igreja entre os irmãos. Sua lista deverá ter, no mínimo, 10 atividades
específicas, tais como a realização de cultos nas prisões, o planejamento
de reuniões de confraternização, e outras.

3 Suponhamos que você estivesse explicando a um grupo de novos con-


vertidos o plano de Deus para as finanças da igreja. Em seu caderno, escre-
va as seis verdades fundamentais que você iria ressaltar, juntamente com,
no mínimo, uma referência bíblica para ilustrar cada uma dessas verdades.

4 Imagine que você seja chamado para dirigir uma igreja cujos membros
não tiveram nenhuma instrução sobre o dízimo. Eles não têm uma manei-
ra definida de como administrar as finanças, e não utilizam nenhum tipo
de livro de registro financeiro. Em seu caderno, relacione as medidas que
você tomaria para ajudar essa igreja a exercer uma mordomia fiel em
relação aos seus recursos financeiros.

198
NOSSA IGREJA

respostas às perguntas de estudo


9 atender aos vários compromissos da igreja.

1 b) recebeu a incumbência de pregar o evangelho.

10 b) A comissão de finanças de determinada igreja autoriza o tesourei-


ro a pagar automaticamente todas as futuras contas de luz, telefo-
ne, e limpeza.

2 c) Eles constituem o meio de a igreja realizar a obra.

11 b) Numa certa igreja, um membro não dizimista se dispõe a ocupar o


cargo de tesoureiro. Porém a igreja decide que só lhe dará esse
cargo quando ele se tornar dizimista.

3 Resposta pessoal. Verifique se a sua igreja tem uma programação


equilibrada.

12 O livro-caixa serve para registrar o movimento financeiro de cada


mês; isto é, as entradas (dinheiro recebido), e as saídas (despesas).

4 a 5
b 3
c 2
d 1
e 6
f 7
g 4

13 a 2) Livro-caixa, página da esquerda.


b 4) Livro de Registro do Patrimônio.
c 2) Livro-caixa, página da esquerda.
d 3) Livro-caixa, página da direita.
e 3) Livro-caixa, página da direita.
f 1) Livro de Registro de Dízimos.
g 4) Livro de Registro do Patrimônio.
5 a) Distribuir literatura evangelística nas casas próximas à igreja.

199
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

14 a) A soma das ofertas em geral.


c) O total de despesas do mês.
e) O total dos salários pagos.

6 c) Conceder a cada membro a oportunidade de dizer quais interesses


e habilidades eles têm. (Ao fazê-lo, você provavelmente encon-
trará alguém que tenha interesse em trabalhar com os jovens, e
esta pessoa poderá ser preparada para dar aulas para essa classe.
Assim, as tarefas da igreja estarão sendo bem distribuídas.)

15 a) de alguém que exerça um cargo governamental. (De qualquer for-


ma, o valor do salário pastoral deve ser suficiente para suprir suas
necessidades, e custear as despesas extras que ele tem, devido às
exigências específicas de sua função.)

7 a 3) Levítico 27.30; Malaquias 3.8-10; 1 Coríntios 16.1,2.


b 5) Gênesis 14.18-20; Números 18.1-24; Deuteronômio 18.1-5; 1
Coríntios 9.11-14.
c 1) Números 18.25-29.
d 4) Deuteronômio 16.16,17.
e 2) Provérbios 3.9,10; Malaquias 3.10; 2 Coríntios 9.6,7; 10,11.
f 6) Êxodo 25.1-9; Números 7.1-89; Esdras 2.68,69; Romanos
15.25-27; 2 Coríntios 8.1-4.

16 b) R$400,00 (R$4.800,00 dividido por 12 = R$400,00).

8 a) decidir de que maneira usar os recursos da igreja.

17 Resposta pessoal. Se você é dirigente de uma igreja, talvez veja ma-


neiras de adaptar à sua realidade o modelo de orçamento apresentado
na lição. O orçamento poderá ajudá-lo a planejar meios de empregar
os recursos da igreja de maneira que ela possa exercer a contento a
mordomia cristã em relação à evangelização.

200
Lição 10
Nosso Papel na
Sociedade
Até aqui, temos estudado os fundamentos bíblicos da mordomia cris-
tã e o modo como se aplicam a tudo o que somos e que temos. Espero que
você já tenha começado a fazer dessas verdades uma parte de sua vida!
Agora chegamos à última lição deste curso, na qual iremos abordar a
nossa relação com a sociedade da qual fazemos parte.

Como mordomos de Deus, temos determinadas obrigações para com


a nossa sociedade. Para que possamos cumpri-las, precisamos saber exa-
tamente quais são, e é nesse sentido que esta lição irá ser bastante útil a
você. Estudando-a com atenção, você irá descobrir várias maneiras de
exercer a sua mordomia na sociedade através de seu testemunho, de seu
exemplo de cidadania e da prática da solidariedade.

esboço da lição

O Testemunho Cristão
Viver Uma Vida de Santidade
Divulgar a Igreja
Os Deveres Cívicos
Obedecer as Autoridades
Pagar Impostos
Exercer o Direito do Voto
Assumir Cargos Públicos
Orar Pelas Autoridades Constituídas
O Envolvimento Social
Influenciar Nossa Sociedade
Amar Nosso Semelhante

201
objetivos da lição

Ao terminar esta lição, você deverá ser capaz de:

Citar várias maneiras pelas quais o cristão pode dar um bom testemu-
nho em sua sociedade.
Fazer uma lista dos deveres cívicos do cristão para com a sociedade.
Explicar de que modo o cristão pode se envolver em sua sociedade e
ser solidário.

atividades de aprendizagem
1. Esta é a última lição deste curso! Estude-a atentamente, seguindo os
mesmos métodos das lições anteriores.
2. Depois de haver terminado a lição e respondido ao autoteste, faça
uma revisão de toda a Unidade 3 (lições de 7 a 10). Em seguida,
preencha a Folha de Respostas do Relatório do Aluno – Unidade Três,
e encaminhe-a ao seu instrutor do ICI.

palavras-chaves
candidato eleger
cidadão iniciativa
Cruz Vermelha mídia
divulgar votar

202
NOSSO PAPEL NA SOCIEDADE

desenvolvimento da lição

O TESTEMUNHO CRISTÃO

Viver uma Vida de Santidade

Objetivo 1: Selecionar afirmações que mostrem a relação existente en-


tre a vida do cristão, e uma sociedade justa.

No mundo atual, percebemos um enorme desejo de justiça. Todos


aspiram a uma sociedade mais justa, porém não estão dispostos a viver
de maneira justa. O que não percebem é que uma sociedade só poderá ser
justa se os indivíduos que a compõem forem justos. É impossível formar
uma sociedade de ouro se ela for composta de homens de barro.

Jesus disse: “Felizes aqueles que aspiram por ser justos e bons” (Mateus
5.6 – A Bíblia Viva). É claro que ele se referia aos que têm uma forte
aspiração pessoal de viver de maneira justa e bondosa, e não àqueles que
desejam que os outros sejam justos e bons. Nesse aspecto, unicamente
nós, cristãos, podemos ter esse desejo.

Como cristãos, exercemos uma grande e benéfica influência sobre a


sociedade. Somos como o “sal para a humanidade” (Mateus 5.13 – A
Bíblia na Linguagem de Hoje). Na verdade, a sociedade na qual vivemos
só não é pior por causa de nós, os cristãos. Quando vivemos uma vida de
santidade, fazemos a nossa luz brilhar diante dos outros, e assim eles
verão nossas boas obras e louvarão ao Senhor (Mt 5.16). Quão melhor
seria a sociedade, se cada cristão vivesse uma vida de santidade!

1 Qual destas afirmações mostra a existência de uma relação entre a vida


do cristão e a justiça social?
a) Para que haja uma sociedade mais justa, é preciso que os cristãos
façam parte do governo.
b) A melhor maneira de um cristão contribuir para que haja uma socie-
dade mais justa é desejar que os outros façam o que é justo.
c) Ao viver uma vida de santidade, cada cristão estará cooperando para
que a sociedade, como um todo, se torne mas justa.

203
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

Divulgar a Igreja
Objetivo 2: Alistar algumas formas de divulgar sua igreja em sua co-
munidade.
É provável que muitos em sua comunidade não saibam da existência
de sua igreja. Talvez você, como crente, tenha colocado a “lâmpada de-
baixo de um alqueire”, ocultando seu brilho (Mt 5.15). É necessário
utilizar-se de todos os meios de comunicação para divulgar sua igreja.
Anúncios em alguns meios de comunicação podem ser muito caros; por
outro lado, determinados eventos realizados pela igreja podem atrair a
atenção de alguns da mídia, e a igreja pode tirar proveito disso. Tais eventos
podem ser, por exemplo, campanhas evangelísticas, festivais, congres-
sos, a inauguração de uma entidade beneficente mantida pela igreja, mar-
chas pacíficas, participação em desfiles, a presença de um orador famo-
so, ou qualquer outro acontecimento importante na vida da igreja.

ESPECIAL
ACONTECIMENTOS MÚSICA
DA NOITE EVANGÉLICA
BOAS NOTÍCIAS De 5 a 10 de Maio
19 horas
Centro Cristão
Rua Principal,
201

2 Em seu caderno, relacione pelo menos três maneiras pelas quais sua
igreja poderia ser divulgada. Você poderá mencionar alguns eventos que
provavelmente atrairiam a atenção da mídia.

OS DEVERES CÍVICOS
Objetivo 3: Selecionar declarações que dão aos cristãos responsabili-
dades como cidadãos.
Obedecer as Autoridades
Em Romanos 13.1-6 o apóstolo Paulo nos ensina que as autoridades
governamentais foram instituídas por Deus. Por essa razão, o cristão deve

204
NOSSO PAPEL NA SOCIEDADE

obedecê-las e respeitar as leis. Ele não se opõe às autoridades, pois se o


fizer, estará se opondo ao desígnio de Deus, que as constituiu. O cristão
não deve se envolver com movimentos revolucionários, por mais justa
que a causa possa parecer. Não deve se unir àqueles que tencionam des-
tituir as autoridades. Lembremo-nos, por exemplo, do caso de Davi, que
respeitava profundamente o rei Saul porque este era o ungido de Deus.
Embora Deus já houvesse rejeitado Saul, Davi jamais tentou destitui-lo
do trono. Em duas ocasiões Davi teve oportunidade de matar Saul, mas
poupou-lhe a vida (1 Sm 24.6; 26.9-11). Afinal, Deus é que estabelecera
Saul como autoridade; e enquanto o próprio Deus não o destituísse, Davi
decidira que não iria contrariar o desígnio de Deus.
Pagar Impostos
Muitos dos benefícios que desfrutamos, tais como escolas, ilumina-
ção pública, segurança, pavimentação de ruas e rodovias, e outros, são
financiados pelos impostos que pagamos. Por isso, quem sonega impos-
tos está lesando a comunidade. E o cristão, naturalmente, não irá querer
prejudicar a comunidade, e sim ajudá-la.

Jesus nos ensinou que devemos pagar os impostos, quando disse: “dai,
pois, a César o que é de César” (Mt 22.21). E ele foi além, dando-nos um
exemplo prático ao pagar, ele próprio, o imposto (Mateus 17:24-27). O
apóstolo Paulo também ensina com muita clareza que os crentes devem
pagar os impostos (Rm 13.6,7).
Exercer o Direito do Voto
Todo governo é duplamente responsável: perante Deus, que o estabele-
ceu, e perante o povo, que o elegeu. De igual modo, o povo é responsável

205
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

perante Deus com relação às autoridades que elegeu. No caso de o governo


eleito proceder mal, estará traindo a confiança do povo que o elegeu. Deus
pode até destituí-lo, mas o povo é culpado por ter escolhido um mal governante.
Devemos, portanto, analisar bem os nossos motivos ao votar. Será que vota-
mos naquele que paga mais? Naquele que nos prometeu algum favor pesso-
al? Ou votamos naquele candidato que, em nossa opinião, é o mais capacita-
do para ocupar o cargo? Quando pensamos seriamente antes de votar, não
temos muito do que nos arrepender depois das eleições.
Como cristãos, devemos orar para que Deus nos oriente a votarmos
com sabedoria, pois sempre existe a possibilidade de o eleitor ser enga-
nado por promessas falsas feitas por candidatos que estão simplesmente
buscando poder. Há alguns que chegam ao cúmulo de “manobrar” os
pobres para chegar ao poder. Uma vez eleitos, porém, esquecem-se total-
mente daqueles pobres a quem convenceram com lisonjas e promessas.
Que nenhum crente se deixe enganar por aqueles que, por trás de uma
máscara de solidariedade, ocultam interesses escusos. Não nos esqueça-
mos de que Judas, ladrão e traidor, exteriormente aparentava um grande
interesse em ajudar os pobres (Jo 12.4-6).
Assumir Cargos Públicos
Existem poucos governantes bons, pois, de modo geral, o poder é exerci-
do por autoridades não-cristãs. Todavia, os cristãos podem ajudar a fazer
com que um governo seja melhor se tomarem parte no poder, ocupando car-
gos públicos. É verdade, entretanto, que as tentações existentes são muitas e
tremendas mas, assim como ocorreu com o profeta Daniel, o cristão pode
escapar ileso de todas elas. Daniel foi um grande homem e um estadista
notável (Dn 11.1 – 6.28); no meio de uma corte corrupta, ele conseguiu con-
servar-se totalmente fiel a Deus, e o Senhor o recompensou por isso.
Em Romanos 6.23 o apóstolo Paulo faz menção a Erasto, um cristão
que exercia o cargo de “tesoureiro da cidade”. Ora, se Erasto pôde servir
a Deus exercendo esse cargo público, você também pode. Assim, se Deus
o chamar para ocupar uma posição de autoridade no governo de seu país,
aceite. Desse modo você poderá, como cristão, usar sua influência para
promover o bem-estar da sociedade.
Orar Pelas Autoridades Constituídas
Ocupar cargos no governo visando a melhoria do sistema não é a única

206
NOSSO PAPEL NA SOCIEDADE

coisa que podemos fazer. A Palavra nos diz que também devemos orar pelas
autoridades constituídas (1 Tm 2.1,2). E devemos fazê-lo não apenas por-
que é uma ordem de Deus, mas também para o nosso próprio bem-estar,
“para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito” (v.
2). Os tempos conturbados em que vivemos certamente nos ajudam a lem-
brar quão grande é a necessidade que temos de orar pelas autoridades!
3 Quais são as autoridades por quem você deve orar? Em seu caderno,
faça uma relação com seus nomes e ore por elas com regularidade. Quer
sejam pessoas íntegras ou não, ore para que o Senhor lhes dê sabedoria
para serem bons líderes.

4 Circule a letra correspondente a cada afirmação VERDADEIRA.


a Conforme Romanos 13.1-3, o cristão tem o dever de ajudar a destituir
um governo, se ele for mau.
b Um dos deveres do cristão para com o seu governo consiste em pagar
os impostos.
c Se um cristão já costuma orar para que a vontade de Deus seja feita
em relação ao governo, não há necessidade de ele votar.

O ENVOLVIMENTO SOCIAL
Objetivo 4: Discernir exemplos de cristãos que estejam cumprindo seus
deveres na sociedade.

Influenciar Nossa Sociedade


Os primeiros discípulos foram considerados como elementos bastan-
te perigosos para a ordem social da época. Chegaram até mesmo a ser
acusados de causar “alvoroço por todo o mundo” (Atos 17.6 – Nova
Versão Internacional). A realidade social daquela época estava longe de
ser justa, mas os ensinos de Jesus, transmitidos pelos apóstolos, abalaram
profundamente os alicerces daquele sistema social injusto.
Hoje em dia, desfrutamos de muitos benefícios sociais que nos pare-
cem a coisa mais natural do mundo. Alguns inclusive fazem parte do
programa de ação social do governo. Porém, quem tomou a iniciativa de
promover as mudanças que trouxeram esses benefícios? Os cristãos, é
claro! Lembremos, por exemplo, daqueles que lutaram para abolir a es-
cravatura, criaram leis de proteção à criança, proporcionaram à mulher o

207
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

direito de votar, e fundaram hospitais e organizações como a Cruz Verme-


lha.
Contudo, temos de admitir que a ordem social na qual vivemos não é
das melhores. Ainda há muito o que fazer. Os crentes da igreja primitiva
foram agentes modificadores de sua sociedade; podemos fazer o mesmo
na nossa. Precisamos lutar pela justiça, e levantar a nossa voz num cla-
mor contra as mazelas sociais de nosso tempo. “A justiça exalta as na-
ções, mas o pecado é o opróbrio dos povos” (Pv 14.34).
5 Quando dizemos que alguém está influenciando positivamente a soci-
edade, o que isso significa?
..................................................................................................................................

Amar Nosso Semelhante


Jesus nos ensina que amar o próximo é tão importante quanto amar o
Senhor (Mt 22.37-39; Mc 12.30,31). E mais, ambos os mandamentos
estão de tal maneira vinculados que a Bíblia afirma que ninguém pode
dizer que ama o Senhor se não amar o próximo (1 Jo 4.20,21). A parábo-
la do bom samaritano ilustra essa verdade de forma maravilhosa (Lc 10.30-
37). Devemos ter cuidado, como crentes que somos, para não cometer-
mos o mesmo erro do sacerdote e do levita. Eles pareciam tão atarefados
com seus afazeres religiosos que não lhes sobrava tempo para se impor-
tarem com o sofrimento do seu próximo.

Como cristãos, temos o dever de fazer o bem a todos, especialmente


aos da família da fé (Gl 6.10). Isso quer dizer que devemos ajudar os
irmãos que estiverem passando por necessidades (At 4.34,35; Tg 2.15,16;

208
NOSSO PAPEL NA SOCIEDADE

1 Jo 3.17). Devemos ajudar também àqueles que não conhecemos (Mt


25.34-40; Tg 1.27). Existem inúmeras oportunidades à espera de cristãos
que se disponham a ajudar o próximo: podemos ensinar analfabetos a ler,
ajudar na recuperação de delinqüentes, de infratores da lei, de alcoóla-
tras, de viciados, e auxiliar na criação de abrigos para os carentes.

6 Circule a letra em frente de cada frase que mostra o exemplo de um


cristão que esteja cumprindo os seus deveres na sociedade.
a) William procura maneiras de promover mudanças positivas em sua
comunidade, bem como fazer boas obras em favor de seu próximo.
b) Madalena dedica seu tempo à sua religião, deixando para os outros as
preocupações concernentes à injustiça social.
c) José se empenha para influenciar a sociedade lutando contra o gover-
no que se encontra no poder.

Chegamos ao final do curso O Cristão Responsável – um estudo so-


bre mordomia cristã. Entretanto, de certo modo, é como se você, na
verdade, estivesse começando agora, pois eu espero que agora você pos-
sa, efetivamente, aplicar em sua vida as coisas que aprendeu. Sabemos o
quanto é grande a responsabilidade do mordomo cristão, mas igualmente
grande é a sua recompensa! Ao se empenhar em honrar e servir a Deus
como mordomo dele, você poderá desfrutar de um regozijo especial, que
só pode ser experimentado por aqueles que investem e administram fiel-
mente tudo aquilo que Deus lhes confiou. Que Deus mesmo o abençoe e
o ilumine nessa jornada de dedicação a ele!

autoteste
1 Qual(is) destes versículos seria(m) mais apropriado(s) para demons-
trar a alguém que o cristão deve dar bom testemunho em sua comunida-
de?
a) 1 Samuel 24.6; 26.9-11.
b) Mateus 5.13-16.
c) Mateus 22.21.
d) 1 Timóteo 2.1,2.

2 Em seu caderno, faça uma lista das várias maneiras pelas quais os
membros de sua igreja podem dar bom testemunho em sua comunidade.

209
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

3 Suponhamos que um amigo lhe diga que o cristão não deve assumir
qualquer cargo público de autoridade, por causa da corrupção que atinge
a maioria dos governos. Em seu caderno, escreva uma resposta para esse
argumento, usando pelo menos uma referência bíblica.
4 Imagine que você quisesse explicar a alguém quais são os cinco prin-
cipais deveres cívicos do cristão. Em seu caderno, anote cada um deles.
Ao lado de cada um, escreva todas as referências bíblicas (de que você se
lembrar) que o ensinem ou exemplifiquem.
5 Suponhamos que você desejasse explicar a um amigo de que modo o
cristão pode envolver socialmente, e exercer sua solidariedade. Em seu
caderno, faça uma relação contendo os seus argumentos principais, jun-
tamente com a menção das passagens bíblicas que você usaria para ilus-
trar ou alicerçar os seus argumentos.

respostas às perguntas de estudo


4 a Falso.
b Verdadeiro.
c Falso. O cristão deve fazer ambas as coisas: orar para que a von-
tade de Deus seja feita, e também votar.
1 c) Ao viver uma vida de santidade, cada cristão estará cooperando
para que a sociedade, como um todo, se torne mais justa.
5 Significa que essa pessoa está se esforçando para promover mudan-
ças que tragam benefícios para todos.
2 Resposta pessoal. Caso sua igreja esteja programando, por exemplo,
um culto especial de Natal, ou Páscoa, é possível encontrar um meio
de fazer esse evento chegar ao conhecimento do público pela mídia.
Você pode imaginar várias outras maneiras de fazer com que a comu-
nidade tome conhecimento da existência e do trabalho de sua igreja.
6 a) William.
3 Resposta pessoal.

210
Glossário
A coluna da direita indica a lição em que a palavra é usada pela primeira
vez neste livro.
Lição
abrigo – lugar de segurança e conforto 8
acumular – ajuntar, juntar, reunir 7
adequação – qualidade do que é adequado, apropriado 5
administrador – pessoa encarregada de ou responsável por algo 1

altruísta – oposto de “egoísta”; que se preocupa


primeiramente com os outros 8
alvo – objetivo que requer esforço para ser atingido 3
analisar – estudar algo detalhadamente, definindo seus
vários aspectos 4
anomalia – condição de anormalidade, irregularidade
ou aberração 8

aptidão – capacidade ou habilidade para realizar algo 2


arbitrário – sem fundamento em leis, regras ou bom senso 8
arrogância – presunção; característica de quem extrapola
seus limites 1
atitude – o modo como alguém julga ou se sente em
relação a alguma coisa 4
atributo – característica; qualidade especial 1
autoridade – poder para mandar 8

candidato – pessoa que se propõe ou é proposta para


cargo de eleição 10
categoria – grupo ou classe a que alguém ou algo pertence 6
cidadão – membro de uma nação 10

211
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

clímax – o ponto mais elevado, máximo 4


comissão – grupo de pessoas incumbidas de realizar
conjuntamente determinada tarefa 9
compatível – condizente, de acordo com 6
compromisso – o ato de fazer uma promessa solene, acordo ou
aliança; a condição resultante de uma obrigação
formal 8
comprovante – documento com que se comprova a realização
de uma operação comercial ou financeira 9
conselheiro – pessoa que aconselha, orienta 8
crédito – algo entregue a outro, em confiança, para ser
administrado 2
Cruz Vermelha – organização internacional que se propõe a
aliviar o sofrimento da humanidade 10

cultivar – preparar a terra para o plantio 3

despesas – desembolso, dinheiro que é gasto ou pago 7


diagrama – representação da relação entre duas ou mais
coisas por meio de desenhos geométricos 1
direito de
propriedade – condição característica da posse legítima de
alguma coisa 7
ditatorial – opressivo, que exerce ditadura sobre os outros 8
divulgar – ato de atrair a atenção do público para algo 10
dízimo – a décima parte de alguma coisa 7
domínio – poder; autoridade; controle 1
doutrina – regra ou princípio ensinado 1

212
edificante – aquilo que é construtivo ou que auxilia 4
eleger – escolher, por votação, para exercer um cargo 10
emoções – sentimentos em relação a pessoas, coisas
ou fatos 4
escultor – artista que faz obras de arte a partir de materiais
sólidos 3
estratégia – planejamento cuidadoso; método 3
exclusivo – com características inigualáveis; ímpar 1
explorar – tirar proveito ilícito de 7

financeiro – relativo ao dinheiro 2


fonte – origem, início 8
função – dever; responsabilidade; papel 2

habitual – de natureza ou caráter rotineiro 9


herdeiro – aquele que, por direito, recebe um bem
material como herança 1

implacável – opressivo, despótico; totalitário 7


incontinência – incapacidade de conter os próprios impulsos
sexuais 5
inflação – aumento nos preços dos mesmos produtos 7
iniciativa – o ato de dar o primeiro passo para realizar algo 10
integridade – inteireza, retidão, honestidade 8
intelecto – capacidade de conhecimento e raciocínio 4
intermediário – que está entre dois pontos 3
investimento – aplicação de dinheiro com a finalidade de
obter lucro 2

213
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

legítimo – correto; apropriado; conforme a lei 1


levantamento – relação dos bens disponíveis 9
lucro – ganho que se obtém quando o valor da
receita é maior que o da despesa 7

meditar – ponderar, refletir sobre algo 4


mídia – veículo ou meio de divulgação da ação
publicitária 10
modelo – exemplo, padrão a ser seguido 9
mordomo – aquele que é responsável pela administração dos
bens de outrem 1

oásis – abrigo, lugar que proporciona alívio 8


obsceno – indecente; contrário à moral e à virtude 5
obstáculo – barreira em um percurso; impedimento 3
orçamento – lista da renda e das despesas 7

parábola – história para ilustrar ou ensinar um preceito 2


perseguidor – aquele que perturba ou causa dano a outrem 3
personalidade – conjunto das três características do ser humano:
o intelecto, a vontade, e as emoções 4
perspectiva – maneira de ver e de considerar as coisas;
ponto de vista 1
porcentagem – porção de um todo expressa em valores
centesimais 7
preocupação – inquietação antecipada; profundo interesse por 7
pressuposição – conjetura; crença de que algo é verdadeiro 1

214
princípio – lei ou preceito abrangente e fundamental 5
prioridade – qualidade do que está em primeiro lugar;
preferência 3
procedimento – método; uma série de ações ordenadas de
maneira lógica 9
profanar – violar ou tornar impuro algo sagrado 5
profético – relativo à predição correta do futuro 1
programação – lista de atividades e quando devem ser feitas 6

racional – dotado da capacidade de raciocinar, pensar 1


renda – dinheiro ou lucro recebido 7
resgate – comprar de volta; ato de libertar da escravidão
ou do cativeiro por meio de pagamento 1

sacrilégio – irreverência grave para com algo sagrado 5


saída – utilização dos recursos financeiros; gastos 9
santuário – lugar santo ou consagrado para o culto 5
secular – relativo às coisas temporais; de natureza
não-religiosa 3
senhorio – autoridade ou domínio que um soberano ou
governante exerce 1
símbolo – algo que simboliza, representa, ou faz lembrar
outra coisa 8
sistematicamente – de maneira metódica; de acordo com um plano 7
soberania – autoridade suprema sobre algo 1
submeter(-se) – colocar(-se) debaixo da autoridade de alguém 4
subordinado – indivíduo que está sujeito às ordens de outro 2
sustentar – dar apoio a; conservar firme 1

215
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

talento – habilidade para fazer alguma coisa 6


técnica – método para a execução de algo 6
tesoureiro – pessoa a quem se confia a administração do
dinheiro 9
transitório – relativo à nossa vida; passageiro 2

usurpar – assumir ou apoderar-se de algo de forma errônea 1

vontade – a capacidade humana de tomar decisões 4


votar – escolher por meio de voto; expressar opinião 1

216
NOSSO LAR

Respostas dos Autotestes


Lição 1 6 c) Salmo 100.3.
d) Tito 2.14.
1 a) Maria pegou emprestada a
bicicleta de sua amiga. A 7 d) Deus, pois ele nunca rece-
amiga de Maria lhe pediu beu nada de ninguém.
que não se esquecesse de
8 b) Mateus 22.21.
guardar a bicicleta dentro de
c) 1 Tessalonicenses 5.18.
casa à noite, e Maria tem
feito isso. 9 a Falso.
b Verdadeiro.
2 a) Êxodo 19.5.
c Falso.
c) 1 Pedro 2.9,10.
d Verdadeiro.
3 b) O legítimo dono é aquele
10 As alternativas a) e c) expressam
que não permite que outros
coisas que você deve compreen-
usem o que é seu.
der ou conhecer, e estão certas.
4 d) Hebreus 1.2. Entretanto, a alternativa b) men-
ciona duas atitudes que você efe-
5 A alternativa a) é INCORRE-
tivamente toma quando aplica
TA, pois as passagens mencio-
essa verdade à sua vida. Assim,
nadas em Atos 2 e 4 não rela-
a alternativa correta é a b) Per-
tam que isso tenha acontecido,
mito que Deus dirija minha vida
portanto não existe nenhuma
conforme ele deseja, e aceito a
base para que se chegue a essa
sua vontade em minha vida.
conclusão. A resposta correta é
b) Eles fazem uma pressuposi-
Lição 2
ção falsa: Pelo fato de os discí-
pulos terem tudo em comum, 1 c) deve obedecer os desejos de
consideravam a comunidade seu senhor.
cristã como a dona legítima de
2 a Verdadeiro.
tudo. Aqueles que se guiam por
b Falso.
essa pressuposição falsa estão
c Falso.
confundindo as ações dos dis-
d Verdadeiro.
cípulos com o pensamento de-
les, conforme a lição ressalta. 3 b) de seu Pai celestial.

217
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

4 a) Ele administra os bens do seu opção b) associa o chamado


senhor e os faz prosperar. de Deus a nós à eternidade; a
alternativa c) o associa ao
5 c) 1 Coríntios 4.1,2.
nosso nascimento.)
6 a 1) Seguir orientações.
2 b) Mostrar-lhe-ia personagens
b 4) Prestar contas.
bíblicos, tais como Davi e
c 3) Fazer investimentos.
Moisés, que... (Essa é a res-
d 3) Fazer investimentos.
posta mais adequada porque
e 2) Pedir orientação.
vemos que a Bíblia nos
7 a) Mateus 25.14-23. mostra que Deus usou ser-
vos que tinham defeitos e
8 A alternativa a) NÃO seria uma
fraquezas humanas.)
boa escolha. Embora seja ver-
dade que todos hão de prestar 3 b) Continuar esperando no Se-
contas, esse fato não está dire- nhor. (A opção a) é incorre-
tamente relacionado à opinião ta, pois a Bíblia não forne-
errônea daquela pessoa. A alter- ce a cada pessoa instruções
nativa b) é a mais adequada. Se específicas mas, sim, orien-
você proceder dessa forma, irá tações gerais. A alternativa
ajudar a pessoa a descobrir o que c) também é incorreta por-
a Bíblia nos ensina com relação que talvez Deus tenha ou-
ao que devemos investir. Portan- tros planos para a sua vida.)
to, a resposta correta é: b) Mos-
4 c) precisava ser aperfeiçoado
trar-lhe, com base na Bíblia, que
até o ponto em que Deus
até mesmo sua alma e seu tem-
pudesse usá-lo.
po são posses de grande valor, e
ler com ela textos bíblicos que 5 b) O plano de Deus para mim
afirmam que Deus deu a cada é que eu seja como Jesus.
um de nós um dom que deve ser Então eu, por minha vez,
investido para o Senhor. farei planos para viver de tal
maneira que a minha vida
Lição 3
seja uma bênção para os
1 a) A fim de nos preparar para outros.
fazermos a sua vontade, Deus
começa a nos tornar seme- 6 a 2) Prioridades.
lhantes a Jesus, por vezes per- b 3) Planos.
mitindo que passemos por c 2) Prioridades.
provações e sofrimentos. (A d 1) Alvos.

218
RESPOSTAS PARA AUTOTESTES

7 b) Primeiramente Maria confe- 3 b) o estudo o ajuda a se aper-


re quanto tecido já tem ou feiçoar como mordomo do
quanto pode comprar. De- Senhor.
pois... (O planejamento des-
4 Jorge. Ao contrário dele, Antô-
crito na opção a) não se ba-
nio não parece estar fazendo ne-
seia na estratégia apresen-
nhum esforço para raciocinar e
tada na lição. Antes de de-
expressar pensamentos lógicos
terminar a quantidade de
em sua oração.
roupas que fará ou de dizer
à família carente o que pre- 5 c) Mateus 6.7.
tende, Maria precisa definir
6 a Falso.
sua situação real; ou seja,
b Verdadeiro.
conferir quanto tecido já
c Falso.
tem e verificar se tem con-
dições de comprar mais.) 7 d) Hebreus 5.11-14. Essa pas-
sagem mostra, da maneira
8 b) Mostrar-lhe que, desde o
mais clara possível, que um
início, o plano de Deus para
novo convertido deve aper-
a humanidade incluía o tra-
feiçoar continuamente a sua
balho... (A alternativa a) é
capacidade intelectual para
incorreta, pois Gênesis 2.15
poder entender melhor as
NÃO diz que o ser humano
verdades de Deus.
é obrigado a trabalhar por-
que pecou.) 8 a 2) Afastar-se do mal.
b 4) Fazer o bem.
c 1) Obedecer a Deus.
Lição 4
d 3) Escolher o que é correto.
1 c) dominar os maus pensa- e 4) Fazer o bem.
mentos.
9 a Falso.
2 b) Precisamos evitar as con-
b Falso.
versas que insinuem idéias
c Verdadeiro.
e pensamentos maus...
(Essa é a resposta correta, Talvez você tenha dado respos-
pois se nos permitirmos fi- tas diferentes dessas. Não há pro-
car ouvindo conversas más, blema, pois todos os exemplos
estaremos automaticamente apresentam maneiras pelas quais
alimentando a mente com Deus pode usar nossa vontade
pensamentos maus.) como ele desejar.

219
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

10 b) preocupar-se profundamen- Lição 6


te com os perdidos.
1 a) deve utilizar bem todo o seu
tempo, para fazer uma boa
Lição 5
prestação de contas a Deus.
1 a) não está mais sob o domí-
2 d) é impossível comprarmos
nio do pecado.
mais tempo ou vendermos
2 a) Êxodo 15.26. parte do nosso.
c) Isaías 40.29, 31.
3 a 2) Tempo para os outros.
d) Mateus 6.31-33.
b 1) Tempo para Deus.
f) 1 Coríntios 6.13.
c 2) Tempo para os outros.
3 c) grande variedade de ali- d 1) Tempo para Deus.
mentos. e 2) Tempo para os outros.
f 3) Tempo para si próprio.
4 a Falso.
g 3) Tempo para si próprio.
b Falso.
h 2) Tempo para os outros.
c Verdadeiro.
4 a 2) Fazer uma programação
5 b) agradar a Deus.
das atividades do dia-a-
6 a) Agradar a Deus: Gênesis dia.
3.7, 21. b 1) Usar uma agenda.
b) Distinção: Deuteronômio c 3) Fazer uma lista dos
22.5; 1 Coríntios 11.2-15. compromissos do dia
c) Simplicidade: Lucas 16.19; seguinte.
1 Timóteo 2.9; 1 Pedro 3.3; d 3) Fazer uma lista dos
Tiago 2.2. compromissos do dia
d) Modéstia: 1 Coríntios 6.13; seguinte.
10.31,32; 1 Timóteo 2.9. e 1) Usar uma agenda.
e) Adequação: Êxodo 3.5; 1
5 a) na realidade, os talentos que
Coríntios 11.13.
uma pessoa possui perten-
cem a Deus, por isso tem a
(Não há problema se a or-
obrigação de prestar contas
dem das referências bíblicas
a Deus de como os utiliza.
estiver diferente dessa; o
importante é que as referên- 6 c) procurar aprender sobre en-
cias tenham sido anotadas sino, e pôr em prática o que
junto ao princípio a que di- aprender. (A opção a) não
zem respeito.) está correta porque Jane já

220
RESPOSTAS PARA AUTOTESTES

sabe que talento possui. A c Falso.


alternativa b) também está d Verdadeiro.
incorreta, pois expressa
exatamente o contrário: o 2 a 2) Marido.
erro de não investir.) b 4) Filhos.
c 1) Marido e mulher.
Lição 7 d 3) Mulher.
e 5) Pais
1 c) Quando fazemos o bem aos
f 1) Marido e mulher.
outros, estamos acumulan-
g 2) Marido.
do tesouros no céu.
e) Quem fica adquirindo e
3 c) marido e pai.
guardando riquezas para si
está agindo de maneira in-
4 a 1) Para dar um exemplo bí-
sensata.
blico de hospitalidade.
2 a 1) Ganância. b 1) Para dar um exemplo bí-
b 1) Ganância. blico de hospitalidade.
c 2) Preocupação. c 3) Para mostrar que a Bí-
d 2) Preocupação. blia nos manda ser hos-
pitaleiros.
3 b) Suzana.
d 3) Para mostrar que a Bí-
4 a Mateus 25.14-30. blia nos manda ser hos-
b Lucas 10.7; 2 Tessalonicen- pitaleiros.
ses 3.12. e 2) Para demonstrar que a
c Êxodo 20.15; Efésios 4.28. hospitalidade é citada
d 2 Tessalonicenses 3.10. como sendo uma das
e Gênesis 2.5; 26.12; Jó 1.1- características do obrei-
3; 41.42. ro cristão.
5 c) ir adquirindo a mobília aos Lição 9
poucos, comprando somen-
1 a 2) Somos mordomos res-
te os móveis pelos quais
ponsáveis pelo evangelho.
possam pagar à vista.
b 4) Temos o dever de pre-
6 b) evitar dívidas. gar o evangelho.
c 3) Precisamos conhecer o
Lição 8
evangelho.
1 a Falso. d 3) Precisamos conhecer o
b Verdadeiro. evangelho.

221
INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO

e 1) O evangelho pertence a ças ou de orçamento a elaborar


Deus. o plano e, quando aprovado,
f 2) Somos mordomos res- gerir as finanças de acordo com
ponsáveis pelo evange- ele.
lho.
Lição 10
g 1) O evangelho pertence a
Deus. 1 b) Mateus 5.13-16.

2 Resposta pessoal. Em sua res- 2 Resposta pessoal. Você poderá


posta você incluiu atividades mencionar, por exemplo, viver
relativas às que enumeramos uma vida de santidade, encon-
em cada uma das quatro cate- trar maneiras de divulgar a igre-
gorias de atividades da igreja? ja através da realização de
eventos diversos que, provavel-
3 Em sua resposta devem cons- mente, despertarão o interesse
tar as seis verdades fundamen- da comunidade, etc.
tais, bem como os versículos
bíblicos que as ilustram, rela- 3 Em sua resposta deve prevale-
cionados na pergunta de estu- cer a idéia de que é possível que
do nº 7. o cristão sirva ao Senhor atra-
vés do exercício de um cargo
4 Você deve incluir em sua res- público, assim como fizeram
posta os seguintes procedimen- Daniel (Dn 1.1 – 6.28), e Erasto
tos principais (não necessaria- (Rm 16.23), mesmo que o go-
mente nesta ordem): a) Instruir verno seja corrupto.
os crentes sobre o plano finan-
ceiro de Deus; b) Orientar a 4 Sua resposta deve incluir os cin-
igreja a eleger uma comissão de co tópicos sob o subtítulo OS
finanças e um tesoureiro; c) DEVERES CÍVICOS, junta-
Explicar à comissão de finan- mente com as passagens
ças e ao tesoureiro quais as suas bíblicas explicadas na lição re-
responsabilidades; d) Provi- ferentes a cada um dos tópicos:
denciar para que os livros de re- 1) Obedecer às autoridades (1
gistro financeiro sejam usados, Sm 24.6; 26.9-11; Rm 13.1-6);
e para que os recursos da igreja 2) Pagar os impostos (Mt
sejam devidamente registrados 17.24-27; 22.21; Rm 13.6,7); 3)
e investidos com fidelidade; e) Exercer o direito de votar; 4)
Orientar a comissão de finan- Assumir cargos públicos, se

222
RESPOSTAS PARA AUTOTESTES

essa for a vontade de Deus para


você (Dn 1.1 – 6.28); e 5) Orar
pelas autoridades constituídas
(1 Tm 2.1,2).
5 A sua resposta deve incluir idéi-
as e referências bíblicas como as
seguintes: 1) O cristão pode tra-
balhar no sentido de promover
mudanças sociais para melhor,
assim como fizeram os primei-
ros cristãos, que influenciaram
a sociedade de seu tempo a tal
ponto que chegaram a ser acu-
sados de causar “alvoroço por
todo o mundo” (At 17.6); 2) Um
cristão pode demonstrar seu
amor ao próximo; seguindo o
exemplo do bom samaritano (Lc
10.30-37), e outros exemplos bí-
blicos de altruísmo e os manda-
mentos bíblicos nesse sentido
(Mt 22.37-39; 25.34-40; Mc
12.30,31; At 4.34; Gl 6.10; Tg
1.27; 2.15,16; 1 Jo 3.17).

223
Impressão e Acabamento:

Av. Dr. Pedro Camarinha, 31 - Santa Cruz do Rio Pardo-SP - T: (14) 3332.1155 - www.graficaviena.com.br

PRESERVE A IMPRESSO EM
NATUREZA PAPEL RECICLÁVEL
ICI BRASIL
PROVA DO ALUNO 7/18 - MORDOMIA CRISTÃ

1. Para a avaliação das Atividades de Aprendizagem propostas no seu


Livro-Curso, assinale as questões abaixo com (S) SIM (N) NÃO (A)
Algumas Vezes. Responda com sinceridade “...NÃO MENTISTE AOS
HOMENS, MAS A DEUS” ATOS 5:4b.
A.( ) Analisou os objetivos propostos, ás informações introdutórias:
esboço e autor da lição?
B.( ) Realizou as atividades de aprendizagem e do autoteste.
Respondeu e corrigiu?
C.( ) Cartografiou (compreensão de mapas), analisou, comparou e
interpretou.
D.( ) Pesquisou no Glossário o significado das palavras-chave?
E.( ) Verificou as passagens bíblicas, e fez às anotações no
caderno?

2. Assinale (N) Não, nas afirmações que você não concordar.


1.( ) Um proprietário precisa prestar contas a outros.
2.( ) Um mordomo não é o dono dos bens que estão em seu poder.
3.( ) A Bíblia diz que Deus é o dono de tudo.
4.( ) O direito de posse de Deus nunca foi questionado.
Assinale a correta.
(A) 2. (B) 2;3. (C) 2;4. (D) 1;4.

3. Marque com (x) a opção que melhor responde as perguntas a seguir:


1. Para compreender a doutrina da mordomia cristã, você deve ser capaz
de distinguir entre
(A) administração e mordomia. (B) posse e propriedade.
2. Leia em sua Bíblia cada um dos pares de versículos abaixo. Qual
deles apresenta o maior contraste entre Deus e Você no que diz respeito
ao direito de propriedade.
(A) Êxodo 19:5 e Atos17:25. (B) I Crônica 29:14 e I Coríntios 4:7.
3. Leia os versículos e marque qual deles apresenta o mau resultado
de você não ser grato a Deus como o dono de tudo?
(A) Êxodo 13:12. (B) Romanos 1:21.
4. Uma das diferenças significativas entre o mordomo (Você) e o Senhor
tem a ver com:
(A) o fato de ter que prestar contas.
(B) o tipo de bens que são investidos.
Assinale a alternativa correspondente às suas respostas.
(A) B,A,A,A.
(B) B,B,B,A.
(C) A,A,B,A.
(D) Nenhuma alternativa.
4. Assinale nas afirmativas abaixo (C) Correta e ( I ) incorreta.
1.( ) Em seu relacionamento com Deus, os dois papéis que lhe cabem
é propriedade e mordomia.
2.( ) O mordomo que representa bem o seu Senhor perante os outros
tem o requisito de integridade.
3.( ) Lendo a passagem de Gênesis 41:54-57 dá o exemplo de um
mordomo que exerceu a mordomia com sabedoria.
4.( ) O que irá fazer o mordomo que estiver seguindo o plano de
Deus na maneira de fazer investimentos é entregar tudo a Deus e deixar
que outros cuidem das necessidades de sua família.
Assinale a alternativa que expressa a ordem correta das suas respostas.
(A) I,C,C,C. (C) C,C,C,C.
(B) C,C,C,I. (D) Nenhuma dessas alternativas.

5. Baseado nas questões abaixo, marque a resposta que é a mais


apropriada.
Suponhamos que um amigo lhe diga que sente que a vida dele não tem
sentido. Após ler as passagens bíblicas a seguir, escolha aquela que
você poderia usar para mostrar-lhe um esboço do plano de Deus para a
vida dele
(A) Romanos 8:29-30. (B) Lucas 1:5-17
José decide que quer se tornar professor da escola Bíblica. Essa
atitude demonstra que ele está
(A) Definindo prioridades. (B) Estabelecendo um alvo.
A parte do seu ser que tem de utilizar a fim de escolher o que é bom é:
(A) as emoções. (B) a vontade.
Para que você esteja apto a obedecer a Deus, existem quatro áreas
que precisam ser trabalhadas em conjunto, que são:
(A) A vontade, as emoções, a mente e a Palavra de Deus.
(B) A mente, a Palavra de Deus, O Espírito Santo e a vontade.
As afirmativas corretas são:
A. ( ) A,A,B,B. C. ( ) A,A,A,B.
B. ( ) A,B,B,B. D. ( ) Nenhuma dessas alternativas.

6. Assinale somente as sentenças que são Falsas.


1. Ao elaborar uma estratégia, ainda não é preciso estabelecer um alvo.
2. As três partes principais de personalidade são as emoções, os
sentimentos, e o intelecto.
3. É possível que o plano de Deus para você combine com os seus
desejos pessoais.
4. Como você vê em Romanos 8:29-30 o plano de Deus consiste de
sete aspectos principais.
Você assinalou corretamente:
(A) 1,2,4. (C) 1,2.
(B) 2,3,4. (D) Nenhuma dessas alternativas.
)
)
)
)
ASSINALE COM (X) AS RESPOSTAS

10
A. (
B. (
C. (
D. (
CORRETAS DAS PERGUNTAS ABAIXO.
7. O mordomo Cristão que está satisfeito é

)
)
)
)
A. (
B. (
C. (
D. (
aquele que aprendeu a diferença entre:

9
(A) seus talentos e sua capacidade.

)
)
)
)
(B) seus deveres e suas responsabilidades.

A. (
B. (
C. (
D. (
8
(C) suas emoções e seus sentimentos.
(D) suas necessidades e seus desejos.

GABARITO PARA O CARTÃO RESPOSTA.

) A. ( ) A. ( ) A. ( ) A. ( ) A. ( ) A. ( )
) B. ( ) B. ( ) B. ( ) B. ( ) B. ( ) B. ( )
) C. ( ) C. ( ) C. ( ) C. ( ) C. ( ) C. ( )
) D. ( ) D. ( ) D. ( ) D. ( ) D. ( ) D. ( )
7
8. Qual dessas afirmações apresenta a razão
mais importante pela qual você como um
mordomo cristão deve ser dizimista:

6
(A) Deus é o verdadeiro dono das riquezas do
homem.
(B) Deus promete abençoar os que entregam

5
o dízimo.

PROVA 7/18 - MORDOMIA CRISTÃ


(C) O ato de dizimar evita que as pessoas se

4
tornem egoístas.
(D) A Bíblia apresenta exemplos de pessoas
que foram dizimistas

9. Suponhamos que você tenha em mãos um 3


livro-caixa com registros referentes ao mês de
2

setembro. Na página da direita, a soma das

)
saídas mais o saldo disponível totaliza R$
1
A. (
B. (
C. (
D. (
E. (
2.500,00. Qual desses itens deve também
totalizar R$ 2.500,00:
(A) O balanço para outubro mais o total de
Responda, recorte e envie o cartão resposta para o “Setor
Pedagógico do ICI”. pedagogia@icibrasil.com.br ou Caixa
Postal 364, CEP 13001-970, Campinas - São Paulo – Brasil

saída de setembro.
(B) O total de entradas de setembro mais o
saldo de agosto.
(C) O total de entradas de agosto mais o total
de saída de setembro.
(D) O total de saídas de agosto mais o saldo
para setembro.

10. Qual destes recursos seria o mais


adequado para ajudar a igreja no
planejamento de suas finanças:
(A) Um livro-caixa.
(B) Um livro de registro dos dízimos.
(C) Um livro de registro do patrimônio.
(D) Um orçamento.
TELEFONE:
E-MAIL:
NOME:
RA: