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O USO DA BANDAGEM ELÁSTICA COMPARADA A BANDAGEM

INELÁSTICA NO TRATAMENTO DE ÚLCERA VENOSA

USE OF BANDAGE ELASTIC COMPARED THE BANDAGE ELASTIC IN


ULCER VENOSA TREATMENT

Herica Barbosa Ribeiro1


Jacia pereira dos Santos2
Andreia Severo e Silva3

RESUMO

Esse estudo trata de uma revisão de literatura de abordagem qualitativa com objetivos de
descrever o conceito e a fisiopatologia da úlcera venosa e comparar as terapias de bandagem
elástica e inelástica. Ao associar os descritores: Úlcera varicosa; Úlcera da perna; Bandagens;
Bandagens compressivas e ao filtrar os artigos utilizando os critérios de inclusão, obteve-se o
total de 13 para o estudo. A análise dos dados ocorreu pelo método dedutivo; após a leitura dos
artigos, surgiram três categorias: desenvolvimento da úlcera venosa, fatores de risco e
complicações; importância da utilização das terapias compressivas e do papel do enfermeiro;
comparação entre as terapias elásticas e inelásticas no tratamento da úlcera venosa. Concluí-se
que a terapia inelástica, obteve melhor resultado para o tratamento da úlcera venosa, quando
comparada à terapia elástica. A terapia elástica, no entanto, é fundamental para manutenção dos
padrões hemodinâmicos venosos, integridade da pele e a prevenção de recidiva da lesão.

Palavras-chaves: Úlcera varicosa; Bandagens; Bandagens compressivas.

ABSTRACT

1
Discente do curso de bacharelado em enfermagem. E-mail: herica002@gmail.com.
2
Discente do curso de bacharelado em enfermagem. E-mail: jpsantosnicacio_10@hotmail.com.
3
Enfermeira; M.ª; Profª; orientadora no Centro Universitário Jorge Amado. E-mail: deia_severo10@yahoo.com.br.
3
This study deals with a qualitative approach to literature review, with aims to describe the
concept and pathophysiology of venous ulcer and compare the elastic and inelastic bandaging
therapies. By associating the descriptors: Varicose ulcer; Leg ulcer; bandages; compression
bandages and filter using inclusion criteria gave the total of 13 items in the study. Data analysis
was the deductive method, after reading the articles appeared three categories: Development of
venous ulcer, risk factors and complications; The importance of the use of compression therapy
and the role of nurses; Comparison between elastic and inelastic therapies in the treatment of
venous ulcers. It is concluded that the inelastic therapy had the best results for the treatment of
venous ulcers, compared to the elastic therapy. The elastic therapy, however, is essential for
maintenance of venous hemodynamics, skin integrity and the prevention of tumor recurrence.

Keywords: Varicose ulcer; Bandages; Bandages compression.

INTRODUÇÃO

A úlcera vasculogênica é um sério problema de saúde pública, além de ser responsável por
provocar grande impacto econômico em todo o mundo. Essa lesão está diretamente associada à
insuficiência venosa crônica. Silva (1) identificou por sua vez, no relatório publicado pelo Ministério
da Previdência Social no ano de 1983, que a Insuficiência venosa crônica (IVC) apareceu como a
14ª causa de afastamento de trabalho (2,3).

Para França e Tavares (4), a IVC é a incapacidade de manutenção do equilíbrio entre o fluxo
de sangue arterial que chega ao membro inferior e o fluxo venoso que retorna ao átrio direito,
decorrente da incompetência do sistema venoso superficial e/ou profundo, provocando hipertensão
venosa que consequentemente compromete a irrigação sanguínea dos membros inferiores e leva ao
surgimento da úlcera (3,4).

Dentre as formas de tratamento clínico da úlcera venosa, estão as terapias com o uso das
bandagens elástica e inelástica. As bandagens elásticas são fabricadas com fibras elásticas e
funcionam como facilitadoras do retorno venoso, permitindo maior alívio das musculaturas dos
membros inferiores. Segundo Smeltzer e Bare (5), as meias e as ataduras de compressão elásticas são
dispositivos que exercem uma pressão sustentada, com distribuição uniforme sobre toda a superfície
das panturrilhas, reduzindo o calibre das veias superficiais das pernas e favorecendo maior fluxo
nos vasos profundos (5, 11).

4
O curativo denominado bota de Unna consiste numa bandagem compressiva inelástica
desenvolvida, no século XIX, pelo médico dermatologista alemão Paul Gerson Unna. Nesse
curativo, há presença de uma pasta composta basicamente das seguintes substâncias: óxido de
(6)
zinco, glicerina, água destilada e gelatina. Borges diz que a bota de Unna, atua de forma a
aumentar a compressão e a favorecer a drenagem e o suporte venoso, beneficiando, assim, a
cicatrização da úlcera (6,10).

Essa pesquisa é relevante por proporcionar aos estudantes e profissionais conhecimento mais
amplo sobre os dois tipos de tratamento clínico, bandagens elásticas (meia e atadura elástica) e
bandagem inelástica (bota de Unna) e por formar subsídios para a melhor escolha de tratamento
oferecido àqueles que possuem ulceração venosa nos membros inferiores. Assim, faz-se necessário
estabelecer comparações entre as terapias através de uma investigação que parte da literatura já
existente sobre o assunto, buscando evidenciar a importância do tema, em vista ao crescimento
epidemiológico desta patologia ao longo dos anos. Desse modo, o presente estudo tem uma questão
norteadora, a saber: qual das terapias entre a elástica e a inelástica é melhor para pacientes com
úlcera venosa? E objetiva principalmente descrever o conceito e fisiopatologia da úlcera venosa e
comparar as terapias de bandagem elástica (meia e atadura elástica) e inelástica (bota de Unna).

METODOLOGIA

Este estudo parte de uma revisão de literatura de abordagem qualitativa, que possui por
definição o processo de busca, análise e descrição de um corpo do conhecimento, em busca de
resposta a uma pergunta específica (7).

As bases de dados utilizadas foram a Medical Literature Analysis And Retrieval System on
line (MEDLINE), Literatura Latino-Americano de Ciência da Saúde (LILACS), Scientific Eletronic
Library Online (SCIELO) e Revistas de Enfermagem. Utilizamos os seguintes descritores: Úlcera
varicosa; Úlcera da perna; Bandagens; Bandagens compressivas. Os critérios de inclusão foram
artigos publicados nos últimos cinco anos, publicações disponíveis na íntegra em periódicos
nacionais e internacionais, nos idiomas português, inglês e espanhol de forma gratuita e que
contemplam o objetivo proposto.

5
A análise dos dados ocorreu pelo método dedutivo, que é o método que parte do geral e a
seguir para o particular. Parte de princípios reconhecidos como verdadeiros e indiscutíveis
possibilitando chegar a conclusões de maneira puramente formal, isto é, em virtude unicamente de
sua lógica (8).

RESULTADO E DISCUSSÃO

Ao associar os descritores bandagens e úlcera de perna, foram encontrados 128 artigos que
foram filtrados de acordo com a língua e com anos publicados. Dentre estes, 124 eram da
MEDLINE e 04 da LILACS, sendo que 22 artigos estiveram repetidos. Após a leitura do título e
resumos, entraram para análise 35 artigos e em seguida ao realizar a leitura na íntegra restaram
apenas 04.

Já ao associar os descritores úlcera varicosa e bandagens compressivas com os critérios de


inclusões já relatados, foram encontrados 100 artigos, sendo 95 da MEDLINE, 04 da LILACS e 01
da SCIELO. Dentre estes, 27 artigos estiveram repetidos, e, após a leitura do título e resumos 12
artigos foram selecionados para análise, restando apenas 01 após a leitura na íntegra.

Com os descritores bandagens e úlcera varicosa, considerando os critérios anteriormente


descritos, foram encontrados 163 artigos, dentre estes, 152 eram da MEDLINE, 09 da LILACS e 02
da BDENF, sendo que 12 estiveram repetidos. Após a leitura do título e resumos 05 entraram para
análise, e em seguida ao realizar a leitura na íntegra restaram 03.

Foram selecionados 05 artigos retirados de revistas de Enfermagem. Somando, os artigos da


primeira, segunda e terceira combinações e os selecionados nas revistas, obtivemos o total de 13
artigos para o estudo. Após a análise dos artigos surgiram três categorias: Desenvolvimento da
úlcera venosa, fatores de risco e complicações; Importância da utilização das terapias compressivas
e do papel do enfermeiro; Comparação entre as terapias elásticas e inelásticas no tratamento da
úlcera venosa.

DESENVOLVIMENTO DA ÚLCERA VENOSA, FATORES DE RISCO E COMPLICAÇÕES

6
A convivência com uma úlcera remete a um impacto maior do que somente a exposição a
uma inconveniência ou desconforto, pois demanda adaptação a uma condição contínua. Observa-se
que os impactos físicos estão diretamente relacionados à dor, dificuldades para locomoção,
limitações no trabalho doméstico, nas atividades sociais, restrições na vida conjugal e de lazer.
Além do impacto fisiológico, a úlcera venosa pode acarretar também complicações psicossociais e
no estilo de vida do indivíduo, atingindo diretamente a qualidade de vida da população acometida,
uma vez que envolve todos os elementos essenciais à condição humana, quer seja físico,
psicológico, social, cultural ou espiritual (9).

A leitura dos artigos revela que a úlcera é caracterizada por perda de derme ou epiderme,
que pode atingir também tecidos subcutâneos e subjacentes em membros inferiores, como na região
maleolar medial e na porção superior da panturrilha e nos pés. De modo semelhante está atrelada a
não cicatrização da úlcera no período máximo de seis semanas. Há pacientes que possuem lesões há
anos, com presença ou não de exsudato, tecido de granulação e esfacelos no leito, além de dermatite
ocre que é algo comum para aqueles que possuem úlcera venosa (10).

As úlceras venosas possuem etiologia congênita ou adquirida, são decorrentes de disfunção


valvular ou oclusão com interrupção do fluxo sanguíneo. Dentre os sintomas incluem: sensação de
peso, associado a prurido em membro afetado, dor que é comum em consequência da posição
ortostática e presença de edema que pode piorar ao fim do dia (11, 12, 13).

Os fatores de risco para o surgimento de úlceras venosas estão relacionados a doenças de


base como hipertensão venosa, diabetes mellitus, doenças malignas, entre outras. Além de
comprometimento de tecidos que recobrem as veias, fragilidade congênita de válvulas das veias na
parte inferior da perna, presença de veias varicosas, obstrução do fluxo sanguíneo, histórico
familiar, sexo feminino, idade superior a 65 anos e de condições relacionadas à trombose, como
exposição à radioterapia, cirurgia de varizes, múltiplas gestações, obesidade, hábitos como o
sedentarismo, ortostatismo, dependência ao tabaco e etilismo (14).

Seu diagnóstico clínico ocorre por meio da anamnese e exame físico, sendo necessário
realizá-lo detalhadamente, principalmente sobre comorbidades, sintomatologias, traumatismo
prévio e prováveis fatores de risco associados. A fim de confirmar que se trata de uma úlcera
venosa, além do exame clínico é necessário a realização do Ecocolor Doppler, que é o exame mais
utilizado atualmente para detecção da disfunção das válvulas venosas e/ou obstrução crônica, como
descrevem Barcelos (15) e Soares (12).

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A úlcera venosa quando não tratada adequadamente pode desencadear complicações
severas, como o surgimento de infecções de partes moles, dermatite de contato, osteomielite e
tecido neoplásico, que são decorrentes de degenerações malignas, especialmente carcinomas
espinocelulares, também denominado de úlcera de Marjolin. Os achados clínicos que sugerem a
transformação maligna, incluem: úlceras que não cicatrizam, aumento da consistência da lesaõ ,
vegetação, odor desagradável e formação de nódulos sobre a cicatriz, particularmente na borda
(12,15).

A IMPORTÂNCIA DA UTILIZAÇÃO DAS TERAPIAS COMPRESSIVAS E DO PAPEL DO


ENFERMEIRO

Há um consenso entre os artigos selecionados sobre a eficácia das terapias compressivas. O


quesito mais importante é o controle do edema e da hipertensão venosa através de medidas
compressivas para prevenção e tratamento, além de citar que os usuários desta terapia apresentam
evolução significativa na cicatrização e uma diminuição na recorrência da ulceração. Em
(10)
consonância, Abreu complementa informando que a mesma agirá na macrocirculação,
melhorando o retorno venoso e a pressão tissular, deste modo, proporcionando a reabsorção do
edema e fazendo com que os fluidos localizados nos espaços intersticiais retornem para dentro dos
sistemas vascular e linfático. Os métodos terapêuticos compressivos que mais se destacam, são as
(16, 17,
bandagens inelásticas que é com a bota de Unna e bandagens elásticas com a meia e atadura
18)
.

A bota de Unna é uma atadura composta por uma pasta, que cria um molde semissólido
necessário para a efetivação da compressão externa, resultando em alta pressão na contração
muscular durante a movimentação e pequena pressão ao repouso. Alguns pesquisadores discutiram
sobre os aspectos positivos dessa terapia e relacionaram: a melhora da dor, que ocorre devido à
diminuição do edema; o tempo de troca que é a cada sete dias, reduzindo, dessa forma, os custos
com o tratamento e melhora da qualidade de vida dos portadores de úlcera venosa. Para efetiva
atuação do produto, recomenda-se a continuação de atividades diárias e realização de pequenas
caminhadas durante a sua utilização (18, 10, 12, 13, 9).

As meias e ataduras elásticas fornecem compressão constante, independentemente de


movimento ou repouso. Durante a deambulação, os músculos da panturrilha se contraem, a
8
bandagem se expande, diminuindo a força exercida pela contração da musculatura e favorecendo o
retorno venoso para o coração, além de melhora nos padrões hemodinâmicos venosos, tornando-se
dessa forma, numa boa opção terapêutica para prevenir o surgimento ou o reaparecimento das
úlceras venosas. O sistema de compressão multicamada foi descrito como “padrão-ouro” para o
tratamento de úlceras venosas (19, 10, 17).

Devido à complexidade do tratamento da úlcera venosa, se faz necessário a presença de um


enfermeiro capacitado para a avaliação do estado geral do paciente, a escolha adequada e aplicação
da terapia compressiva, a elaboração de estratégias que visam melhorias da qualidade de vida e
redução de impactos na autoestima. Sendo, portanto, imprescindível que esse profissional disponha
de conhecimento sobre os fatores que implicam no surgimento da úlcera venosa e que interferem na
cicatrização da mesma. Abreu (17), diz mais, que cabe aos enfermeiros promover ações voltadas para
a prevenção, o estímulo ao autocuidado e principalmente ao conforto do paciente (13, 14, 11).

Tão importante quanto o cuidado, é a orientação, que é um fator determinante para o


resultado. Para evitar progressão, correção da causa de estase e a cicatrização da úlcera, deve-se
orientar a importância do repouso e a elevação dos membros por, pelo menos trinta minutos, de três
a quatro vezes por dia. A partir da utilização dessa manobra é percebida uma melhora clínica
considerável na diminuição do edema. Para resolução desses casos, são essenciais cuidados
apropriados de atendimento integral, além de acesso facilitado aos serviços de saúde para garantir
um tratamento oportuno e adequado afim de reestabelecer a saúde e a capacidade de realizar
atividades habituais (12, 15, 16).

COMPARAÇÃO ENTRE AS TERAPIAS ELÁSTICAS E INELÁSTICAS NO TRATAMENTO


DA ÚLCERA VENOSA

Analisando as experiências e relatos dos artigos selecionados, constatou-se que a utilização


da terapia inelástica comparada à terapia elástica apresentou algumas diferenças e semelhanças nos
resultados alcançados. Entre as experiências que utilizou a bota de Unna no tratamento de úlceras
não infectadas, por doze semanas e a que fez uso da aplicação diária de atadura compressiva
elástica, por treze semanas, foi possível perceber que a atadura elástica resultou em diminuição da
área da úlcera venosa em centímetros quadrados, já com a bota de Unna, a lesão obteve total
cicatrização apesar de ter sido utilizada em período menor (17,20).
9
O exsudato colabora para infecção além de impedir o reparo tecidual. Em relação ao volume
de exsudato durante o tratamento com bandagem elástica, foi notada maior quantidade quando
comparada ao da bandagem inelástica, contudo as bordas apresentaram presença de crosta nos que
fizeram uso da atadura elástica e maceração perilesional nos que utilizaram bota de Unna. As
bandagens elásticas por não serem absorventes, não são recomendadas para pacientes que possuam
úlceras grandes e exsudativas (13,10).

Conforme recomendação do fabricante e prescrição médica, para uma atuação eficaz da


terapia elástica, com a atadura ou meia, é essencial retirar à noite no momento em que o paciente for
dormir e recolocar pela manhã ao acordar, pois seu efeito é completamente abolido 24 horas após a
sua retirada. Já a bota de Unna, sua troca ocorre semanalmente, sendo recomendada para a
prevenção do odor a mudança diária apenas do curativo secundário, o que a torna mais cômoda em
virtude das substituições serem menos frequentes (19,13).

Apesar disso, nas semanas iniciais, o uso da bota de Unna pode ocasionar desconforto em
decorrência da dor, levando à resistência ou diminuição da adesão ao tratamento quando comparada
ao uso da terapia elástica. Isso ocorre em virtude do mecanismo de ação e composições das
bandagens, já que na terapia inelástica possui poucas fibras elastométricas. Em consequência do
mecanismo de ação, é contra indicada para pacientes acamados, que utilizam cadeira de rodas e
diabéticos não controlados, já que nestes casos pode haver perda de sensibilidade e ocorrer uma
nova lesão no membro afetado (21, 18, 17).

Quanto ao processo de reparo tecidual, ocorreram em ambas as terapias compressivas, pois


as mesmas diminuíram a fibrina e aumentaram a granulação. Abreu (10) recomenda fazer uso da bota
de Unna em úlceras venosas com áreas superiores a 10 cm2, enquanto que nas úlceras menores que
essa dimensão a atadura elástica é preferencialmente utilizada, pois nestas obteve melhores
resultados. Souza (11) diz mais, que após a cicatrização se faz necessário a utilização da meia elástica
como medida preventiva de recidivas (20).

A melhora clínica do estado de saúde do paciente e a melhora do tecido viável presente no


leito foi algo em comum após utilização das terapias elástica e inelástica. A lipodermatoesclerose,
também denominada como “garrafa invertida”, que é o endurecimento e a aparência grosseira da
pele ocasionada pelo edema, a hiperpigmentação, que é a dermatite ocre, além de redução do edema
de intenso para discreto foram evidenciados nas duas. Em relação à dor, os autores relataram
melhora significativa em seu desconforto, permitindo a realização das atividades diárias sem
precisar fazer uso de analgésicos (15, 11, 10).
10
CONCLUSÃO

Concluí-se que é fundamental entender o conceito e a fisiopatologia da úlcera venosa para


ter subsídios para a avaliação clínica, escolha do tratamento mais adequado e prevenir
complicações. O resultado desse estudo aponta a necessidade de aprofundamento sobre essa
temática, haja vista que o número de pessoas acometidas vem crescendo anualmente.

A terapia compressiva exerce papel importante no processo de cicatrização e eficácia do


tratamento aos portadores de IVC, sendo essa insuficiência o principal agente causador da úlcera
venosa. Já que o enfermeiro é o responsável pela aplicação, avaliação e escolha da terapia a ser
utilizada, torna-se necessário que tenha conhecimentos técnicos e dos fatores psicossociais que
podem interferir na evolução do tratamento, de forma a garantir uma assistência humanizada e de
melhor qualidade aos portadores deste tipo de lesão.

Através desse estudo, ficou evidenciado que a terapia inelástica, fazendo uso da bota de
Unna, obteve melhor resultado para o tratamento da úlcera venosa, quando comparado à terapia
elástica, fazendo uso da meia e atadura elástica. A terapia elástica, no entanto, é fundamental para
manutenção dos padrões hemodinâmicos venosos, a integridade da pele e prevenção de recidiva da
lesão.

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