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Instituto de Física

UFRJ
1a Q
Gabarito da Terceira Avaliação Presencial de Física 1B 2a Q
20 de dezembro de 2009 3a Q
Nome : 4a Q
Nota
Curso :

Pólo :

*Alunos fazendo esta AP3 juntamente com a de outra disciplina bimestral de física
no mesmo dia devem indicar qual outra disciplina no início da folha de respostas e fa-
zer apenas as questões 1 e 4.

1. (*)(2,5 pontos) Uma barra homogênea de massa M e comprimento L tem uma de suas extremida-
des presa a um suporte no teto e a outra livre, formando um sistema chamado de pêndulo físico.
Essa barra é abandonada do repouso na posição horizontal. Considere que o momento de inércia
da barra em relação ao ponto de rotação vale I = ML2 /3 e que as forças que realizam trabalho
na barra são o peso e a resistência do ar. A barra realiza seu movimento conforme a trajetória
pontilhada até parar novamente, quando faz um ângulo β com a vertical, conforme a figura.

L L β ∆h
2

(a) (1,0 ponto) A energia mecânica do sistema se conserva? Justifique sua resposta.
Realizam trabalho na barra as forças peso e de resistência do ar. Como a força peso é con-
servativa, ela não muda a energia do sistema. Porém, como a resistência do ar é uma força
dissipativa e realiza trabalho, a energia mecânica não se conserva.

1
(b) (1,0 ponto) Calcule o trabalho realizado pela força peso e pela resistência do ar no deslo-
camento entre os instantes em que a barra é abandonada e o instante em que a barra para
novamente? Justifique sua resposta.
Para calcular o trabalho realizado pela força peso sobre a barra, podemos considerar que esta
é uma força conservativa e, por isso, WP = −∆U, onde ∆U é a variação de energia potencial
gravitacional. Para calcular a energia potencial gravitacional da barra, podemos considerar
que toda a massa estaria concentrada no seu centro de massa. Como a barra é homogênea,
seu centro de massa fica no meio da barra. Dessa forma, pela figura, temos:
MgLcosβ
WP = Mg∆h =
2
onde ∆h é a variação de altura do centro de massa. Vale ressaltar que a variação de energia
potencial é negativa, uma vez que a energia potencial inicial é maior que a final. Sabemos
que a variação da energia cinética do sistema será igual ao trabalho total realizado sobre o
mesmo. Por outro lado, o enunciado deixa claro que somente a força peso (P)e a resistência
do ar (R) realizam trabalho. Dessa forma:

∆K = Wtot = WP + WR .

Uma vez que a barra está em repouso nos instantes inicial e quando faz um ângulo de β com
a vertical, a variação de energia cinética entre esses instantes é nula. Portanto
MgLcosβ
WP = −WR ⇒ WR = − .
2

(c) (0,5 ponto) Sabendo que quando a barra passa pela posição vertical, a energia dissipada pela
resistência do ar foi de MgL/4, calcule a velocidade angular de rotação nesse instante.
Usando a mesma relação do item anterior
MgL MgL MgL
∆K = WP + WR = −∆U − = −
4 2 4
onde utilizou-se o fato de que quando o pêndulo se encontra na vertical, o centro de massa
da barra se encontra a uma altura de L/2 abaixo de quando ele está na horizontal. A energia
cinética pode ser separada em uma parte devido à translação e outra devido à rotação. Como
a barra gira em torno de um ponto fixo, esse ponto não translada e a energia cinética é toda
associada à rotação. Por outro lado, inicialmente a barra estava em repouso, portanto, temos
que
1
∆K = Iω 2
2
onde o momento de inércia é em relação ao ponto fixo e ω é a velocidade angular de rotação.
Dessa forma:
1 ML2 2 MgL MgL ML2 ω 2 MgL Lω 2 g
ω = − ⇒ = ⇒ =
2 3 2 4 6 4 3 2
s
3g
ω=
2L

2
2. (2,5 pontos) Um astronauta está ligado a uma nave no espaço através de uma corda de 120 m
de comprimento, que está completamente estendida inicialmente. Sem querer, ele aciona o seu
dispositivo de propulsão, adquirindo uma velocidade tangencial de 2,5 m/s. Para tentar retornar à
nave, ele começa a puxar a corda lentamente de maneira que a velocidade radial seja constante.
Considere que, por ter uma massa muito maior que a do astronauta, a nave não se move e que a
massa do astronauta com seu equipamento é de 180 kg.

(a) (1,0 ponto) Utilizando a conservação do momento angular, calcule a velocidade tangencial
do astronauta quando está a uma distância de 60 m da nave. Justifique a conservação de L.
Não há nenhuma força externa realizando torque sobre o astronauta, portanto o momento
angular L se conserva. Usando que L = mr × v, somente a componente tangencial da velo-
cidade do astronauta contribui para o momento angular. Portanto, escrevendo a conservação
de L entre o instante inicial e o instante em que ele está a 60m da nave, temos que
r0 v0 120.2, 5
|L| = mr0 v0 = mrv ⇒ r0 v0 = rv ⇒ v = = ⇒ v = 5m/s
r 60

(b) (0,5 ponto) Qual a força que o astronauta deve fazer quando se encontra a essa mesma dis-
tância da nave?
A força que o astronauta faz, puxando a corda em cada instante do seu percurso aponta
sempre para o centro da sua trajetória, portanto é a força centrípeta. Dessa forma, podemos
escrever que
mv2 180.52
F= ⇒F= ⇒ F = 75N
r 60

(c) (1,0 ponto) Supondo que a corda que o liga à nave aguenta uma tensão de 105 N, a que
distância da nave a corda arrebenta e com que velocidade o astronauta seria lançado no espaço
quando isso ocorre?
Quando a distância até a nave vai diminuido, a velocidade tangencial e a força que o as-
tronauta tem que fazer na corda aumentam. Quando essa força atinge o limite que a corda
aguenta, ela se partirá. Portanto, sabemos que nesse instante

mvf2 180vf2
F= ⇒ = 105 .
Rf Rf

Da conservação do momento angular (item a), sabemos também que vR = cte = 300m2 /s.
Portanto:
180.(300/Rf )2
= 105 ⇒ 18.9.105 = 105 R3f ⇒ Rf ≈ 5, 5m.
Rf
Quando a corda se rompe, a velocidade tangencial do astronauta será de

vf Rf = 300 ⇒ vf ≈ 55m/s ≈ 196km/h

3
3. (2,5 pontos) Um disco homogêneo de massa M e raio R é puxado por um fio ideal, que está preso
no centro do disco e faz um ângulo θ com a horizontal. Seja F o módulo da força exercida pelo
fio, como ilustra a figura. O disco rola sem deslizar sobre a superfície.

F
M
θ
R
N
Fat P

(a) (1,0 ponto) Usando que o momento de inércia do disco em relação ao eixo de simetria que
passa pelo seu centro de massa vale ICM = 12 MR2 calcule a aceleração do centro de massa
do disco.
Escrevendo a Segunda Lei de Newton de acordo com o diagrama de forças apresentado,
temos
F + Fat + P + N = MACM ,
onde ACM é a aceleração do centro de massa do disco. Escrevendo a componente horizontal
da equação (usando que a normal e o peso só tem a componente vertical):

Fcosθ − Fat = MACM . (1)

Por outro lado, somente a Fat gera torque no disco, então:


1 ACM MACM
τ = r × F = ICM α ⇒ Fat R = MR2 ⇒ Fat = , (2)
2 R 2
ACM
onde usou-se a condição de rolamento sem deslizamento α = R
. Substituindo (2) em (1):

MACM 3MACM 2Fcosθ


Fcosθ − = MACM ⇒ Fcosθ = ⇒ ACM =
2 2 3M

(b) (0,5 ponto) Calcule o módulo da força de atrito e indique qual a direção e sentido da mesma,
justificando sua resposta.
Substituindo a expressão encontrada para ACM na equação da dinâmica das rotações:
M 2Fcosθ Fcosθ
Fat = . ⇒ Fat = .
2 3M 3
Essa força de atrito é para a esquerda pois quando se aplica a força F, a tendência do disco
é deslizar para a direita. Dessa forma, o atrito se opõe a esse movimento, gerando uma força
para a esquerda.
(c) (1,0 ponto) Qual o menor valor que o coeficiente de atrito estático µe deve ter para que o
disco não deslize? Justifique sua resposta.
Sabe-se que a força de atrito estática tem um limite de

Fat ≤ µe N.

Portanto, no limite da condição de rolamento sem deslizamento, temos que


Fcosθ
= µe N.
3

4
Se a força F aplicada for maior do que a que obedece a equação acima, o disco passaria a
deslizar sobre a superfície. Escrevendo a componente vertical da Segunda Lei de Newton:
Fsenθ + N − Mg = 0 ⇒ N = Mg − Fsenθ.
Dessa forma, no caso limite temos que
Fcosθ Fcosθ
µe N = ⇒ µe =
3 3(Mg − Fsenθ)
é o menor valor de µe para que o disco possa rolar sem deslizar.

4. (*)(2,5 pontos) Duas partículas, de massas m e 2m, se deslocam sobre uma mesa horizontal, sem
atrito, conforme mostra a figura abaixo. Inicialmente, as partículas possuem velocidades em dire-
ções perpendiculares de mesmo módulo v0 . Num certo instante, essas partículas colidem, passando
a se deslocar juntas a partir desse momento.
Y Vf

m v1 θ |v1 | = |v2 | = v0

v2

O 2m
X

(a) (1,5 pontos) Calcule o módulo de Vf , que é velocidade depois que as partículas estão juntas e
o ângulo θ que esse vetor faz com a horizontal. Indique qual (ou quais) Lei(s) de conservação
está sendo utilizada e o por quê.
Como a mesa é horizontal, a força resultante externa atuando sobre as partículas é zero (o
peso e a normal se anulam). Dessa forma, o momento linear se conserva. Portanto, temos:
v0 2v0
Pi = Pf ⇒ mv0 ux + 2mv0 uy = 3mVf ⇒ Vf = ux + uy .
3 3
Portanto, podemos escrever o módulo de Vf como :
s
2 2 √
v0 2v0 v0 5
 
|Vf | = + ⇒ |Vf | = .
3 3 3
Por outro lado, geometricamente temos que:
Vfy 2v0 /3
tan θ = = ⇒ θ = tan−1 2 ≈ 63o .
Vfx v0 /3

(b) (1,0 ponto) Qual a variação de energia cinética no processo de colisão?


Calculando diretamente a variação de K:
1 1 2 1 3mv02 5
   
∆K = Kf − Ki = 3mVf2 − mv0 + 2mv02 = −1
2 2 2 2 9
2mv02
∆K = −
3