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Adoração e louvor

Leitores do Culto
David Karnopp leituras, é bom que antes faça uma in- o lugar certo de respirar. Vírgula, ponto
clinação da cabeça diante do altar. É um e vírgula, ponto de interrogação e ex-

A
leitura da Palavra de Deus no cul- gesto de respeito ao lugar mais sagrado clamação são necessários e podem mu-
to, junto com a Santa Ceia, é o do culto. dar totalmente o sentido da frase se não
momento de maior dignidade, forem observados. Isso acontece com fre-
pois nada é mais importante do que aqui- Dicas para ler melhor quência com um ponto de interrogação.
lo que Deus tem a nos dizer e oferecer. É 1. Que leia de forma clara, audível e Se ele não for observado, a frase pode
nas leituras que Deus fala de si mesmo e sem tropeços e gaguejos, pronunciando perder todo o sentido.
de como quer que nos relacionemos com as palavras com precisão, porque é a 5. Se houver microfone, certifique-se
ele e com o próximo. Quais os princípi- Palavra de Deus que está sendo lida. O de que ele esteja próximo da boca, não
os que deveriam nortear a leitura bíbli- leitor deve ter em vista que, através da encostado na boca.
ca do culto? Quem deve fazer as leituras Palavra, o ouvinte conheça melhor a Deus 6. Anuncie com clareza qual é o tex-
e como deveria ler? e seus propósitos. to a ser lido. Dê um tempo para assegu-
No culto geralmente são lidos três tex- 2. Ninguém deveria ser pego de sur- rar que os ouvintes encontraram o texto
tos. O salmo, ain- presa para fazer uma leitu- nas suas bíblias.
da que seja uma ra no culto. É aconselhá- 7. É aconselhável ter uma equipe de
leitura da Bíblia, vel que o leitor saiba, com leitores na congregação e que estes re-
não é chamada de Ler em público não é antecedência, que vai ler no cebam orientações sobre como ler em
“leitura bíblica”, culto. Assim deveria fazer público. A arte de ler em público requer
simplesmente
pois ela é usada uma leitura prévia em casa, treinamento.
como um louvor transmitir o texto que se possível em voz alta para
do povo à graça está no papel. É quebrar os tropeços. Me- David é pastor em Vacaria, RS, membro da
que Deus oferece. preciso dar ênfase na lhor ainda se puder fazê-lo Comissão de Culto da IELB.
Geralmente o sal- entonação. Imagine diante de um espe-
mo é lido de for- lho.
que você esteja
Rodrigo Abreu

ma responsiva 3. Ler em públi-


entre oficiante e expondo para alguém co não é simples-
congregação. As um assunto que julga mente transmitir o
outras leituras da maior importância. texto que está no
abordam três as- papel. É preciso dar
pectos diferentes: ênfase na entona-
os profetas, os ção. Imagine que
apóstolos e o Senhor Jesus. A leitura se- você esteja expondo para alguém
guinte é, então, chamada de “primeira um assunto que julga da maior
leitura”. Esta geralmente é do Antigo Tes- importância. Você percebe que
tamento, mas há ocasiões em que tam- muda o tom de voz, gesticula.
bém se lê o livro de Atos. A leitura se- Em algumas palavras fala com
guinte é chamada de “segunda leitura” maior ênfase, aumenta o tom de
que geralmente é uma epístola, mas há voz noutras. Lembre que a Pala-
ocasiões em que se lê o livro de Atos ou vra de Deus é mais importante
de Apocalipse. Na sequência vem a lei- do que isso. Precisa ser lida com
tura do Evangelho. Por ser a leitura mais ênfases para torná-la uma leitu-
importante e, geralmente, ser o texto da ra agradável. O texto do evan-
pregação, o Evangelho deveria ser lido gelho onde Jesus fala com Nico-
pelo pregador. demos, por exemplo, é um diá-
As leituras devem ser feitas, de prefe- logo. É preciso que ele seja lido
rência, do púlpito de leituras de frente num tom de diálogo.
para a congregação, para que todos pos- 4. É preciso observar a pon-
sam ouvir. Para quem vai ao púlpito de tuação das frases, como também

10 Mensageiro Luterano | Junho 2009 | Nº 6 | Ano 92

ML Jun 2009.pmd 10 15/5/2009, 17:29


Caros irmãos em Cristo:
Acompanho a coluna Adoração e Louvor do Mensageiro Luterano, e as últimas publicações referentes ao
tema “Culto Agradável” ( mensageiro de nº3 de abril/09) me fizeram refletir e consequentemente me
impulsionaram a compartilhar com os irmãos algumas colocações.
Sempre que leio ou reflito sobre adoração, trago à mente e ao coração o versículo de João 4.23: “Mas vem
a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são
estes que o Pai procura para seus adoradores”.
Isso porque o versículo me traz duas verdades consoladoras. A primeira é que somos filhos queridos e
amados do Pai Celestial (...). A outra é que Deus não definiu uma forma exata, um padrão certo e outro errado
de adoração. Deus Pai definiu o conteúdo de como deve ser a nossa adoração: “em espírito e em verdade”.
Pra mim é um grande consolo saber que posso adorar meu Senhor em culto público com letras e
melodias do hinário luterano ao som de órgão, como posso adorar a Deus em ritmo de pop-rock, ao som de
bateria e guitarra, ou ao ritmo de MPB, com voz e violão. Ficaria extremamente feliz ao participar de um
culto luterano na Bahia e adorar ao Senhor com o berimbau, ou em um culto na Paraíba adorar ao Senhor
com a sanfona (gaita). A nossa cultura, tradição e nosso preconceito às vezes nos levam a pensar que existem
instrumentos certos e errados, instrumentos consagrados e profanos, ritmos divinos e ritmos mundanos,
mas na verdade todos os instrumentos e todos os ritmos podem sim ser consagrados ao Senhor.
Porque “ao SENHOR pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam”
(Salmo 24.1).
Vejamos por exemplo o que diz o Salmo 150. Lá o salmista nos cita diversas formas de louvarmos a
Deus. Esta é mais uma prova de que podemos usar vários instrumentos e ritmos para adorar ao Senhor,
desde que o façamos “em espírito e em verdade porque são estes que o Pai procura para seus adoradores”.
O irmão Marcos Timm escreve “... por vezes, o receio que o culto luterano seja transformado em culto-
show acaba por sufocar as tentativas de torná-lo agradável também a Deus” (ML de abril/2009). Isso revela
um problema que pode estar acontecendo, onde o tradicionalismo está sufocando o verdadeiro conteúdo. Fico
entristecida ao saber que em algumas congregações há ainda restrições ao uso de violão nos cultos. Quando
Martinho Lutero compôs os hinos que hoje constam em nosso hinário luterano, ele usou melodias populares
da época. Se ele estivesse aqui nos dias atuais, talvez usasse ritmos como forró, pagode e vanerão.
Outra preocupação do irmão Marcos Timm: “Nós, lideranças da Igreja o que temos feito para mudar esse
quadro, para ajudar os membros a participar ativamente do culto, cantar com mais vontade?” A primeira:
colocar-nos diante de Deus em oração, para que ele nos ilumine e nos dirija no caminho da sua santa
vontade.
A segunda: incentivar e envolver os jovens nesse trabalho. Aqui foi montado um grupo de adoração que
se reúne duas vezes por semana para meditação da Palavra e ensaios - o grupo é responsável por dirigir os
louvores do culto. Os instrumentos da congregação foram consagrados em culto (bateria, violão e teclado).
Também na juventude fazemos estudos mensais especificamente sobre o tema “Adoração”. Os jovens serão
os líderes da nossa amada igreja no futuro e possuem maior necessidade de movimento (pular, dançar, bater
palmas) e de uma linguagem descontraída. O culto tradicional foi esquecido? De forma nenhuma; uma vez
por mês é feito o culto com liturgia tradicional e hinos do hinário luterano. Nosso desejo é ter uma
congregação que canta com vontade! Em espírito e em verdade!

Agnes Souza da Rosa, líder de Adoração e tesoureira da


Congregação Evangélica Luterana Cristo Redentor de Palmas,TO

Mensageiro Luterano | Junho 2009 | Nº 6 | Ano 92 11

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