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Monergismo versus sinergismo

Os calvinistas extremados sustentam que o primeiro momento real da


conversão (regeneração) é totalmente um resultado da operação divina,
sem qualquer cooperação da parte da pessoa. Isso é algumas vezes chama­
do “graça operativa”, em oposição à graça cooperativa. Também se diz que
isso é um ato “monérgico” (lit., “obra [de Deus] somente”), visto que,
após isso, em cada parte a vontade do homem coopera com a ação de
Deus. Essa cooperação é chamada “sinérgica” (lit., “cooperativa”).1
Para o calvinista extremado, o ser humano é puramente passivo
com respeito ao começo da salvação, mas é ativo com a graça de Deus
após esse ponto. Essa idéia foi sustentada por Agostinho em escritos
posteriores (v. ap. 3), Lutero, Calvino, Edwards (v. ap. 9) e Turretini.
O Sínodo de Dort (v. ap. 8), seguindo Agostinho, usa até a ilustração
da ressurreição dos mortos em relação à obra de Deus naquele que
não é regenerado (Cânones de Dort, art. 111, 112).2

CLASSIFICANDO AS QC *o r \
As questões envolvidas para saber qual corrente está certa são discu­
tidas num outro lugar neste livro. A idéia dos calvinistas extremados de

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uma “monergia” inicial é baseada na convicção de que a graça irresistível
é exercida por Deus sobre quem não quer. Já mostramos que isso é
errado por diversas razões.

Não tem o apoio da Bíblia


Não há suporte bíblico para a idéia da graça irresistível dos
calvinistas extremados sobre os que não querem (v. cap. 5). A Bíblia
afirma que todos podem (e alguns o fazem) resistir à graça de Deus
(Mt 23.37; v. tb. 2Pe 3.9).

Não tem o apoio dos pais da Igreja


Com a exceção explicável de Agostinho em seus últimos escritos
(v. ap. 3), nenhum dos pais da Igreja de grande relevância até o tem­
po da Reforma sustentou a graça irresistível sobre quem não quer (v.
ap. 1). Mesmo o pensamento de Lutero, o primeiro importante após
Agostinho, foi invertido por seu discípulo e sistematizador Melâncton.
A idéia de Calvino foi contraposta por Armínio e tem sido rejeitada
por todos os calvinistas moderados (v. cap. 6 e 7).

Não tem o apoio do atribulo da ombenevolência de Deus


Um dos problemas primários com o calvinismo extremado (v. cap. 4
e 5) é a negação do atributo essencial da onibenevolência de Deus. Se
admitimos essa posição, Deus não é todo-amoroso no sentido redentor.
Ele ama somente os eleitos, enviou Cristo para morrer em lugar deles e
tenta salvar somente eles. Contudo, isso é contrário à Escritura (v. ap.
6). Um Deus todo-amoroso (ljo 4.16) ama a todos (Jo 3.16) e quer
que todos venham à salvação (lTm 2.3-5; v. tb. 2Pe 3.9).

Não tem o apoio do livre-arbítrio dado por Deus


Visto que o amor é sempre persuasivo, mas nunca coercitivo, Deus
nao pode forçar ninguém a amá-lo — o que o amor irresistível faria
com quem não quer. O amor persuasivo, mas também resistível de

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Deus, anda de mãos dadas com a livre-escolha humana. O livre-arbí­
trio é uma autodeterminação (v. cap. 2 e ap. 4). Ele envolve a capaci­
dade de escolher de forma contrária. A pessoa pode aceitar ou rejeitar
a graça de Deus.

CONCLUSÃO
A graça de Deus opera sinergicamente com o livre-arbítrio. Isto é,
a graça deve ser recebida para ser eficaz. Não há quaisquer condições
para que a graça seja dada, mas há uma condição para que ela seja
recebida — a fé. Em outras palavras, a graça justificadora de Deus
trabalha cooperativamente, não operativãmente. A fé é pré-condição
para se receber o dom da salvação (v. ap. 10). A fé logicamente é
anterior à regeneração, visto que somos salvos “por meio da fé” (Ef
2.8,9) e “justificados pela fé” (Rm 5.1).
Uma conclusão oportuna para este breve estudo da resposta neces­
sária de fé da parte do ser humano é ler as palavras dinâmicas de
Apocalipse 22.17. Aqui, o apóstolo João claramente estende o convite
gracioso de Deus a todos: “O Espírito e a noiva dizem: ‘Vem!’ E todo
aquele que ouvir diga: ‘Vem!’ Quem tiver sede, venha; e quem quiser,
beba de graça da água da vida”.

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